Maurício Meirelles homenageia goleiro Vozinha durante partida da Copa do Mundo

Apresentador está nos Estados Unidos produzindo conteúdos para as redes sociais e para o quadro "Desconvocados", exibido no Domingo Espetacular, da Record

Diretamente dos Estados Unidos, onde acompanha a Copa do Mundo de 2026, Maurício Meirelles prestou uma homenagem ao goleiro Vozinha, da seleção de Cabo Verde, que se tornou um dos grandes personagens do torneio entre os brasileiros. Impulsionado por uma campanha da CazéTV, o atleta viu seu número de seguidores saltar de cerca de 50 mil para mais de 15,8 milhões no Instagram, transformando-se em um verdadeiro fenômeno das redes sociais.
O goleiro Vozinha conquistou o público ao compartilhar uma história pessoal que mobilizou milhares de pessoas. O goleiro se emocionou ao relatar as dificuldades enfrentadas por sua mãe, Ana Cândida Évora, para acompanhar seus jogos no Mundial, já que ela não havia conseguido obter o visto americano. A situação gerou uma grande mobilização em Cabo Verde e no Brasil, que pressionou autoridades e contribuiu para viabilizar sua viagem aos Estados Unidos, onde ela pôde acompanhar de perto a campanha da seleção cabo-verdiana.
Em busca de boas histórias, Maurício está no Mundial produzindo conteúdos para suas redes sociais e para o quadro "Desconvocados", exibido no Domingo Espetacular, da Record, ao lado de Felipe Andreoli. O projeto tem sido elogiado pela crítica especializada por seu formato inovador e pela cobertura descontraída e bem-humorada da principal competição de futebol do planeta.

Pela primeira vez, ovos da Avine ganham mensagem “Rumo ao Hexa” impressa na casca durante a Copa

Ação inédita utiliza sistema de datação da empresa para levar mensagem aos consumidores e reforçar clima de torcida pelo Brasil

Os consumidores que comprarem ovos da Avine durante a Copa do Mundo encontrarão uma novidade ao abrir a embalagem. Pela primeira vez, a empresa cearense imprime a frase “Rumo ao Hexa” diretamente na casca dos ovos, aproveitando a tecnologia já utilizada pela companhia para informar a data de produção de cada unidade.
Reconhecida por ser uma das pioneiras no Brasil na identificação individual dos ovos, a Avine utiliza a impressão direta na casca como ferramenta de rastreabilidade. As unidades passam por um rigoroso controle de qualidade, onde cada ovo é limpo, selecionado e recebe uma marcação diretamente na casca com a data de validade.
Tradicionalmente, as frases comemorativas são reservadas ao Natal e à Páscoa, quando os consumidores encontram as frases “Feliz Natal” e “Feliz Páscoa” estampadas nas cascas. Durante a pandemia da Covid-19, a empresa também utilizou o recurso para transmitir a mensagem “Fique em Casa”, em apoio às medidas de proteção adotadas naquele período.
Desta vez, a Avine decidiu aproveitar o entusiasmo com a Copa do Mundo para levar aos consumidores uma mensagem de incentivo e torcida. “A impressão na casca é uma ferramenta importante para garantir informações ao consumidor. A Copa do Mundo nos trouxe a oportunidade de utilizar esse espaço de forma diferente, levando uma mensagem que dialoga com a cultura brasileira e com a expectativa em torno da competição”, destaca Airton Carneiro Júnior, CEO da Avine.

Cia Teatral Acontece promove oficinas, palestras, treinamentos e apresentações teatrais gratuitas

A programação ocupa diversos espaços culturais da capital, com foco na comunidade periférica
                     
Durante os próximos meses, a Companhia Teatral Acontece realiza uma série de eventos culturais, a fim de valorizar a classe artística. O projeto “Barricadas Teatrais: A Cia Acontece e a Cena Comunitária e Marginal” tem duração de um ano e oferece atividades gratuitas para a população, com o apoio do 14º Edital Ceará das Artes (Secult -Ce).
Segundo o diretor da Cia, Almeida Júnior, a programação busca fortalecer a cena teatral comunitária, promovendo formação, experimentação e difusão artística, com foco na resistência cultural das periferias. “A Cia Acontece nasceu na periferia e realiza grande parte de suas ações nessa comunidade, justamente porque o acesso à cultura é sempre mais escasso para essa população”.
Entre os destaques das atividades está a oficina de palhaçaria, uma imersão de quatro dias, ministrada pelo professor Felício da Silva. A ação resulta no “Cabaré de Palhaços”, uma mostra que dará oportunidade aos aprendizes de estarem no palco pela primeira vez. “A palhaçaria ensina o artista a transformar o erro em potência. No Ceará, essa linguagem se entrelaça naturalmente com um humor já tão vivo na nossa cultura, fazendo da comicidade não apenas entretenimento, mas uma narrativa da experiência humana”, pontua Felício. 
Os alunos e ex-alunos do tradicional curso de iniciação teatral promovido pela companhia, o CITA, também terão um espaço exclusivo de apresentação no projeto, a “Mostra CITA”. Esse será um momento de experimentação e compartilhamento de processos criativos em desenvolvimento. Tanto as inscrições como os ingressos para as apresentações são gratuitos e podem ser realizados entrando em contato com a equipe.
Para quem deseja iniciar no mundo das artes cênicas, a iniciativa promove ainda a “Incubadora Acontece”, um curso que busca oferecer suporte para a estruturação de novos grupos, abordando dramaturgia, gestão e estratégias de sustentabilidade. É possível conferir a programação completa, com datas, inscrições e apresentações pelo instagram @ciateatralacontece.

Sobre a Cia Teatral Acontece
Fundada há 24 anos pelo artista Almeida Jr, o espaço surgiu a partir da inquietação de um jovem tímido, na época contador, que mal conseguia finalizar uma cena nos primeiros cursos de teatro que fez. O amor pela arte falou mais alto e Almeida Jr. não só aprendeu como sentiu a necessidade de passar adiante o conhecimento. 
Ao longo destas duas décadas, mais de 800 alunos já passaram pela Cia Teatral Acontece. A companhia realiza cursos em todo o estado do Ceará, e ao todo formou 51 turmas. A Cia também já apresentou mais de 70 espetáculos, além de promover o maior festival de esquetes do nordeste, o FECTA, que chega à 20ª edição este ano.

Alchymist apresenta o Prehistoric Garden, experiência que une gastronomia italiana e dinossauros em Fortaleza

Novo espaço temático une gastronomia italiana, tecnologia e entretenimento para toda a família a partir de 1º de julho

Fortaleza ganha uma nova opção de lazer e gastronomia a partir do dia 1º de julho. O Alchymist inaugura o Prehistoric Garden, uma experiência temática inédita que reúne rodízio de massas, pizzas e risotos em um ambiente inspirado no universo dos dinossauros, oferecendo uma programação voltada para famílias, grupos de amigos e apaixonados pela culinária italiana.
Instalado no Jardim do Alchymist, o projeto transforma o espaço em um cenário imersivo, onde tecnologia, cenografia e natureza se encontram. A ambientação conta com dinossauros animatrônicos em tamanho real, incluindo um impressionante T-Rex, além de vulcão cenográfico com efeitos especiais, cascata, vegetação temática e diferentes espécies espalhadas pelo jardim, proporcionando ao público a sensação de uma verdadeira viagem à pré-história.
Mais do que um restaurante temático, o Prehistoric Garden aposta em uma experiência gastronômica de alto padrão. O rodízio reúne pizzas de estilo napolitano, massas frescas produzidas artesanalmente na própria casa, massas secas italianas tradicionais e risotos preparados com ingredientes selecionados, priorizando autenticidade, sabor e qualidade.
Entre os grandes diferenciais do cardápio estão as pizzas, produzidas com farinha italiana tipo 00, molho de tomate italiano, queijo fior di latte artesanal e fermentação natural de, no mínimo, 48 horas. O resultado é uma massa leve, saborosa e de alta digestibilidade, seguindo técnicas tradicionais da gastronomia italiana.
Segundo o CEO do Alchymist, Eduardo Castelão, a proposta é oferecer aos fortalezenses e turistas uma experiência que vai além da gastronomia.
“Queremos proporcionar uma experiência completa. Não é apenas um rodízio, mas um ambiente onde as pessoas possam viver momentos especiais, seja em família, com amigos ou em comemorações. O Prehistoric Garden nasceu para unir diversão, qualidade gastronômica e uma atmosfera única dentro da cidade”, destaca.
O espaço funcionará inicialmente de segunda a sábado, das 17h às 23h, com atendimento mediante reservas antecipadas e também por ordem de chegada. O rodízio terá valor de R$ 89,90 por pessoa, com entrada gratuita para crianças de até 5 anos e meia-entrada para crianças de 6 a 12 anos.
Além da experiência do rodízio, o empreendimento contará com uma ampla área para eventos, projeções em painel de grande formato e novas atrações temáticas que serão incorporadas gradativamente à programação, fortalecendo a proposta de unir gastronomia, entretenimento e experiências imersivas.
Com unidades já consolidadas em destinos turísticos como Jericoacoara e Cumbuco, o Alchymist Group amplia sua atuação em Fortaleza apostando em um conceito inovador, que combina gastronomia italiana de qualidade, entretenimento temático e experiências memoráveis. A expectativa é transformar o Prehistoric Garden em um dos principais polos de lazer e gastronomia da capital cearense.

Nova sessão "Constelação de Câncer" estreia no Planetário Rubens de Azevedo, com acessibilidade em Libras

Em todos os sábados e domingos de julho, sempre às 20h, estará em exibição a nova sessão "Constelação de Câncer", no Planetário Rubens de Azevedo do Centro Dragão do Mar. Voltada ao público juvenil e adulto, a exibição convida os visitantes a conhecerem uma das 88 constelações oficialmente reconhecidas pela astronomia, trazendo os aspectos científicos e históricos da Constelação de Câncer, localizada entre Gêmeos e Leão, além de abordar sua origem na tradição greco-romana, ligada ao caranguejo enviado pela deusa Hera para enfrentar Hércules.

A sessão conta com acessibilidade em Libras. 

Serviço:
Nova sessão "Constelação de Câncer"
Planetário Rubens de Azevedo – Centro Dragão do Mar
Sábados e domingos de julho, sempre às 20h
Sessão acessível em Libras
Ingressos: R$ 20 (inteira) | R$ 10 (meia)
Vendas na bilheteria do Planetário e pelo Sympla
Capacidade: 65 pessoas

Iniciativa oferta 100 bolsas de graduação EaD gratuitas para pessoas com TEA e mães de crianças autistas

A ação é da Companhia Ser Educacional, por meio dos projetos Novas Histórias e Mãe Esperança

A Companhia Ser Educacional (B3 SEER3) - mantenedora das marcas UNINASSAU, UNAMA e UNIFAEL – publicou o edital que oferta 100 bolsas de graduação EaD gratuitas para pessoas com TEA e mães de pessoas com TEA. As inscrições iniciam no dia 29 de junho e seguem até o dia 10 de julho de 2026.
A iniciativa faz parte dos projetos “Novas Histórias” e “Mãe Esperança”, ambos do Programa EaD Social. O total de vagas está dividida entre os dois projetos, sendo 50 para o Novas Histórias e 50 para o Mãe Esperança. Alguns dos cursos de graduação elegíveis são: Administração; Análise e Desenvolvimento de Sistemas; Ciências Aeronáuticas; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Design de Interiores; Gestão Comercial; Gestão da Tecnologia da Informação; Gestão de Recursos Humanos; Gestão Financeira; Marketing; entre outros. Para mais informações, acesse o edital.  
“A educação é o principal instrumento de transformação social. E é com esse propósito que ofertamos essas 100 bolsas de graduação EaD gratuitas. Essa iniciativa representa um compromisso com a inclusão, a equidade de oportunidades e o respeito às diversas realidades que existem em nossa sociedade. Esse é o papel que uma Instituição de Ensino Superior deve assumir: ser agente de mudança e impactar positivamente a vida das pessoas”, afirma Jânyo Diniz, CEO da Companhia Ser Educacional. 
A ficha de inscrição e o questionário estão disponíveis no edital e ambos precisam ser preenchidos. A primeira etapa do processo seletivo consiste em uma pré-seleção para apresentação de documentações. Na segunda fase do processo seletivo, as pessoas selecionadas serão contactadas por e-mail para envio de uma redação.
Segundo Adriane Mendes, gerente de Governança Ambiental e Social da Ser Educacional, essa iniciativa traduz o compromisso da Ser Educacional com a inclusão e a transformação de vidas por meio da educação. “Sabemos que o acesso ao ensino superior ainda é um desafio para muitas pessoas, especialmente para quem vivencia o autismo ou está diretamente envolvido na rotina de cuidado. Por isso, programas como o Novas Histórias e o Mãe Esperança são tão importantes. Eles criam caminhos reais para que essas pessoas possam sonhar, planejar e construir um futuro com mais autonomia e oportunidades”. 
O Programa EaD Social tem o objetivo de ofertar bolsas de graduação e pós-graduação na modalidade de Ensino a Distância para públicos em situação de vulnerabilidade social e econômica. Confira o calendário da iniciativa:  

Lançamento do edital: 25/06;  
Inscrições: 29/06 a 10/07;  
Pré-seleção: 13/07 a 27/07;  
Resultado da pré-seleção: 31/07.  

Sobre o Mãe Esperança
Ele foi criado para levar qualificação profissional por meio da doação de bolsas de graduação e pós-graduação na modalidade de Ensino a Distância (EaD) para mães de filhos com autismo, já que a maioria delas têm dificuldades em frequentar aulas presenciais.   

Sobre o Novas Histórias
O projeto foi criado para oferecer bolsas de graduação EaD para pessoas com TEA, propiciando as condições necessárias para eliminar as barreiras de acesso à educação, promovendo sua formação integral com vistas à autonomia e independência.

Link do edital:
https://www.uninassau.edu.br/sites/mauriciodenassau.edu.br/files/documentos/2026/06/edital_ead_social_novas_historias_e_mae_esperanca_2026.2.pdf

Crédito/imagem: Luiza Fruet/Ser Educacional

25ª Parada da Diversidade do Ceará celebra resistência e homenageia deputada Luizianne Lins

Evento realizado na Avenida Beira-Mar chega ao marco de 25 anos com estimativa prevista de público de 1,5 milhão de pessoas, amplia ações de inclusão e reafirma Fortaleza como uma das principais referências nacionais na luta pelos direitos da população LGBTQIA+
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A Avenida Beira-Mar se transforma, na noite deste domingo (28), em um dos maiores símbolos da diversidade e da defesa dos direitos humanos do Brasil. A 25ª Parada pela Diversidade Sexual do Ceará reúne milhares de pessoas em uma celebração marcada pela música, manifestações culturais, militância e pela defesa da cidadania. Realizada no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, a manifestação chega ao seu jubileu de prata consolidada como a segunda maior Parada da Diversidade do país, atrás apenas da realizada em São Paulo. Segundo a organização do evento e o plano operacional elaborado pelo Governo do Ceará e pela Prefeitura de Fortaleza, a estimativa prevista é de aproximadamente 1,5 milhão de participantes ao longo da programação.
Mais do que uma festa popular, a Parada consolidou-se, ao longo de 25 anos, como um dos maiores atos públicos em defesa da igualdade, do respeito e da liberdade no Nordeste. Todos os anos, o evento reúne pessoas de diferentes orientações sexuais, identidades de gênero, religiões, idades e classes sociais, transformando a Beira-Mar em um espaço de convivência, visibilidade e reivindicação por políticas públicas capazes de enfrentar a violência e a discriminação.
A edição deste ano tem como tema "25 anos combinando de não morrer", inspirado na escritora mineira Conceição Evaristo. A frase faz referência à obra Olhos d'Água, em que a autora escreve: "Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer". Ao adotar essa mensagem, o Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB), entidade organizadora da Parada, estabelece uma aproximação entre a luta da população LGBTQIA+ e o enfrentamento ao racismo estrutural, reforçando que ambas compartilham desafios relacionados à violência, à exclusão social e à negação de direitos.
A presidenta do GRAB, Dáry Bezerra, afirma que a Parada chega aos 25 anos mantendo seu caráter de celebração, mas também de mobilização política diante dos desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIA+ no Brasil. Para a dirigente, a ocupação das ruas continua sendo uma importante demonstração de resistência em um cenário marcado por tentativas de retrocessos em direitos historicamente conquistados.
Ao longo da Avenida Beira-Mar, oito trios elétricos conduzem a multidão em um percurso que reúne apresentações musicais, performances artísticas, manifestações culturais, falas de representantes dos movimentos sociais e ações de conscientização. O evento também movimenta significativamente a economia da capital cearense, impulsionando hotéis, bares, restaurantes, comércio ambulante, transporte por aplicativo e o setor turístico, que registra aumento na circulação de visitantes durante o fim de semana.

Segurança reforçada e acessibilidade marcam edição histórica
Para garantir a tranquilidade do público, foi montada uma das maiores estruturas operacionais já utilizadas na Parada da Diversidade do Ceará. O esquema reúne mais de 600 agentes de segurança, entre policiais militares, bombeiros, Guarda Municipal e equipes de apoio, além de delegacia móvel, torres de observação, reforço no atendimento de saúde, agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMC) e linhas extras de ônibus para facilitar o deslocamento da população.
Uma das principais novidades desta edição é a criação da ala "Diversidade e Acessibilidade", espaço voltado às pessoas com deficiência e condições específicas. O setor contará com área reservada ao longo da avenida, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante os discursos, possibilidade de acesso aos trios elétricos para quem desejar participar das atividades e distribuição de abafadores de ruído para pessoas com hipersensibilidade auditiva.
A iniciativa foi construída em parceria com entidades representativas da população com deficiência e amplia o compromisso da Parada com a inclusão. Segundo a organização, promover igualdade significa garantir que todas as pessoas possam participar da manifestação com autonomia, segurança e respeito às suas necessidades.
Além da programação cultural, equipes distribuem materiais informativos sobre prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), direitos humanos, combate à violência, enfrentamento à discriminação e serviços públicos voltados à população LGBTQIA+, reforçando o caráter educativo e de conscientização do evento.

Luizianne Lins é homenageada como madrinha da 25ª Parada
Entre os momentos mais simbólicos da noite está a homenagem à deputada federal Luizianne Lins, escolhida pelo Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB) para receber o título de madrinha da 25ª Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. A cerimônia acontece no trio oficial do movimento, ao lado das ativistas travestis Lukresya Nascimento, de Fortaleza, e Beatriz Chaves, de Camocim, também homenageadas nesta edição.

O reconhecimento destaca a trajetória política de Luizianne na defesa dos direitos humanos e da população LGBTQIA+. Ainda como vereadora de Fortaleza, a parlamentar passou a defender pautas ligadas ao combate à discriminação e à promoção da cidadania. Posteriormente, durante seus dois mandatos como prefeita da Capital, entre 2005 e 2012, implantou políticas públicas que colocaram Fortaleza entre as cidades pioneiras do Brasil na institucionalização de ações voltadas à diversidade sexual.
Entre essas iniciativas está a criação da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, primeiro órgão municipal dedicado exclusivamente à elaboração de políticas públicas para a população LGBTQIA+. A gestão também instituiu o Plano Municipal de Políticas Públicas para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, documento que orienta ações nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura e direitos humanos.
Outro marco foi a criação do Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, equipamento voltado ao acolhimento de pessoas vítimas de violência e discriminação, oferecendo atendimento psicológico, social e orientação jurídica. As iniciativas fizeram de Fortaleza uma referência nacional na implementação de políticas públicas voltadas à diversidade.
Para os organizadores, a homenagem representa o reconhecimento a pessoas que contribuíram para fortalecer a cidadania da população LGBTQIA+ e ampliar o diálogo entre os movimentos sociais e o poder público. Ao lado de Luizianne, também recebem o título de madrinhas as ativistas travestis Lukresya Nascimento e Beatriz Chaves, reconhecidas por sua atuação em defesa dos direitos da comunidade no Ceará.

25 anos de história: como a Parada da Diversidade do Ceará se tornou uma das maiores do Brasil
Quando foi realizada pela primeira vez, no início dos anos 2000, a Parada pela Diversidade Sexual do Ceará tinha como principal objetivo dar visibilidade à população LGBTQIA+, combater o preconceito e reivindicar políticas públicas voltadas à garantia de direitos. Ao longo dos anos, a manifestação cresceu em público, organização e representatividade, tornando-se um dos maiores eventos do calendário cearense e uma referência para o movimento LGBTQIA+ brasileiro.
A cada edição, a Parada passou a incorporar novas pautas sociais, ampliando o debate sobre cidadania, saúde, educação, empregabilidade, cultura, segurança pública, direitos das pessoas trans, enfrentamento à violência, combate ao racismo, inclusão das pessoas com deficiência e promoção da diversidade. Mais do que um evento festivo, consolidou-se como um espaço democrático de mobilização popular, reunindo movimentos sociais, artistas, representantes do poder público, organizações da sociedade civil e milhares de famílias.
O crescimento da manifestação também acompanhou importantes avanços na legislação e nas políticas públicas brasileiras voltadas à população LGBTQIA+, como o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal, em 2011, a autorização do casamento civil igualitário pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2013, e a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo pelo STF, em 2019. Embora esses marcos representem conquistas históricas, entidades de direitos humanos lembram que a população LGBTQIA+ ainda enfrenta altos índices de violência, discriminação e exclusão social, tornando as Paradas importantes espaços de conscientização e reivindicação.
Além de seu impacto social, a Parada movimenta significativamente a economia de Fortaleza. O evento atrai visitantes de diversas cidades do Ceará e de outros estados, impulsionando a rede hoteleira, bares, restaurantes, comércio, transporte e o setor de serviços. Também gera oportunidades para artistas, produtores culturais, trabalhadores informais e pequenos empreendedores, fortalecendo a economia criativa da capital.

A origem do Orgulho LGBTQIA+ no mundo
A história das Paradas do Orgulho LGBTQIA+ começou na madrugada de 28 de junho de 1969, quando frequentadores do Stonewall Inn, um bar localizado em Nova York, reagiram às constantes operações policiais realizadas contra pessoas LGBTQIA+. O episódio, conhecido mundialmente como a Revolta de Stonewall, durou vários dias e tornou-se um marco histórico da luta pelos direitos da comunidade.
Naquela época, pessoas LGBTQIA+ eram frequentemente perseguidas, presas e discriminadas apenas por sua orientação sexual ou identidade de gênero. A resistência iniciada em Stonewall inspirou movimentos sociais em diversos países e deu origem, um ano depois, às primeiras marchas do orgulho realizadas em Nova York, Los Angeles e Chicago.
Com o passar das décadas, as Paradas deixaram de ser apenas manifestações de protesto para também celebrar a diversidade, a liberdade e as conquistas obtidas pelo movimento LGBTQIA+, sem perder seu caráter político. Hoje, elas acontecem em centenas de cidades ao redor do mundo e continuam chamando atenção para desafios como a violência, a discriminação, o acesso à saúde, à educação, ao mercado de trabalho e à garantia plena dos direitos humanos.
No Brasil, as primeiras Paradas surgiram na década de 1990. A de São Paulo cresceu rapidamente até se tornar a maior do mundo, enquanto Fortaleza consolidou sua manifestação como a maior do Norte e Nordeste e a segunda maior do país, reafirmando o protagonismo do Ceará na defesa da diversidade e da cidadania.

Entenda o significado da sigla LGBTQIA+
A sigla LGBTQIA+ representa a diversidade de orientações sexuais, identidades e expressões de gênero e foi sendo ampliada ao longo dos anos para incluir diferentes vivências da comunidade.

L representa as lésbicas, mulheres que se relacionam afetiva e/ou sexualmente com outras mulheres. G refere-se aos gays, homens que se relacionam afetiva e/ou sexualmente com outros homens. B identifica as pessoas bissexuais, que podem sentir atração por mais de um gênero.

A letra T engloba travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas transgênero, cuja identidade de gênero difere daquela atribuída no nascimento. Q significa queer, termo utilizado por pessoas que não se identificam com os padrões tradicionais de orientação sexual ou identidade de gênero. I representa as pessoas intersexo, que nascem com características biológicas que não se enquadram exclusivamente nas definições típicas de masculino ou feminino. A refere-se às pessoas assexuais, arromânticas ou agênero, conforme o contexto. O símbolo + representa outras orientações sexuais, identidades e expressões de gênero que também integram a diversidade humana.

Mais do que uma sigla, um compromisso com os direitos humanos
Mais do que um conjunto de letras, a sigla LGBTQIA+ tornou-se um símbolo mundial da luta por igualdade, respeito e cidadania. Ela representa milhões de pessoas que defendem o direito de viver plenamente sua identidade, livres da violência, da discriminação e da exclusão.
Ao completar 25 anos, a Parada pela Diversidade Sexual do Ceará reafirma esse compromisso. A manifestação que ocupa a Avenida Beira-Mar vai além da música, das apresentações artísticas e da celebração. Ela mantém viva a memória de quem abriu caminhos para as gerações atuais, fortalece a defesa dos direitos humanos e lembra que a construção de uma sociedade mais justa depende do respeito às diferenças, da valorização da diversidade e da garantia de que todas as pessoas possam viver com dignidade, liberdade e segurança.

Por que os brasileiros ficam tão emocionados na Copa do Mundo?

Futebol, memória afetiva e identidade coletiva ajudam a explicar por que a Copa do Mundo desperta emoções tão intensas nos brasileiros, analisa a psicóloga Candice Galvão

A Copa do Mundo tem o poder de alterar a rotina do Brasil. Ruas são decoradas, famílias se reúnem, bares ficam lotados, horários de trabalho mudam e uma partida da Seleção Brasileira passa a mobilizar milhões de pessoas ao mesmo tempo. Em campo, são 90 minutos de futebol. Fora dele, o Mundial se transforma em uma experiência coletiva marcada por ansiedade, esperança, euforia, frustração e emoção.
Mas por que os brasileiros ficam tão emocionados na Copa do Mundo? Para a psicóloga clínica e neuropsicóloga Candice Galvão, a resposta vai muito além do esporte. Segundo ela, o Mundial mobiliza aspectos profundos da vida emocional, porque une memória afetiva, cultura, identidade nacional e a necessidade humana de pertencimento.
“Do ponto de vista psicológico, a Copa do Mundo representa um dos raros momentos em que milhões de pessoas compartilham, simultaneamente, uma mesma narrativa emocional. Não se trata apenas do jogo ou do placar. A mobilização está ligada à memória afetiva, à identidade coletiva e à necessidade humana de pertencer”, explica Candice Galvão.
No Brasil, o futebol ocupa um espaço que ultrapassa o entretenimento. Ele está presente na infância, nas conversas familiares, nas escolas, nas ruas decoradas, nos encontros entre amigos e nas lembranças de jogos assistidos ao lado de pessoas importantes. Por isso, durante a Copa, o torcedor muitas vezes não reage apenas ao que acontece em campo. Ele também reage ao que aquele momento representa emocionalmente.
Segundo a psicóloga clínica, a expectativa pelo jogo já é capaz de ativar lembranças e sensações acumuladas ao longo da vida. A camisa da Seleção, a televisão ligada, a casa cheia, o cheiro do churrasco, os gritos pela vizinhança e a pausa coletiva para assistir à partida podem funcionar como gatilhos afetivos.
“As emoções não são construídas de forma isolada. Elas são atravessadas pela cultura, pela história e pelas relações que estabelecemos. A Copa do Mundo resgata experiências emocionais que ficaram marcadas e reconecta muitas pessoas a fases, vínculos e lembranças importantes”, afirma a neuropsicóloga.
Outro ponto importante é a identidade coletiva. Durante o Mundial, milhões de brasileiros passam a torcer por um mesmo objetivo. Por algumas horas, diferenças sociais, políticas, regionais e individuais parecem perder espaço diante de uma expectativa comum. A vitória deixa de ser apenas da Seleção e passa a ser sentida como conquista coletiva. A derrota, da mesma forma, pode ser vivida como frustração compartilhada.
Na avaliação de Candice Galvão, esse sentimento compartilhado intensifica as reações emocionais dos torcedores. “Quando a Copa se aproxima, a percepção de pertencimento se fortalece. A pessoa sente que faz parte de um grupo e que o sucesso ou o fracasso desse grupo também lhe pertence. Essa sensação de fazer parte de algo maior do que nós mesmos produz uma experiência emocional muito poderosa”, analisa.
A intensidade das reações também está relacionada à forma como o país construiu historicamente sua relação com o futebol. Ao longo de décadas, a Seleção Brasileira passou a ocupar um lugar de orgulho, expectativa e representação nacional. Mesmo quem não acompanha campeonatos durante o ano pode se sentir envolvido pelo clima do Mundial, pelas memórias que ele desperta e pelo desejo de participar de um sentimento compartilhado.
A Copa do Mundo também pode funcionar como uma espécie de pausa emocional diante das pressões do cotidiano. Em meio a preocupações financeiras, cobranças profissionais, conflitos sociais e desafios pessoais, o Mundial cria um espaço simbólico de escape, união e esperança.
“Em muitos momentos, a Copa cria uma suspensão temporária da rotina. A felicidade se instala, ainda que momentaneamente, e algumas preocupações ficam em segundo plano. O evento oferece uma experiência de união, pertencimento e esperança”, explica a especialista.

Para Candice Galvão, se emocionar durante a Copa não deve ser visto apenas como exagero. Em muitos casos, trata-se de uma expressão legítima de vínculo, memória e pertencimento. O brasileiro não se emociona somente com o futebol em si, mas com tudo aquilo que o Mundial representa em sua história pessoal e coletiva.
“Talvez a maior emoção da Copa não esteja somente no futebol, mas na necessidade profundamente humana de pertencer. O brasileiro se emociona porque a Copa o reconecta a pessoas, histórias, lugares e lembranças. É uma experiência que mobiliza não apenas a torcida, mas a memória afetiva de um país inteiro”, finaliza.

Para saber mais conteúdos e informações, acesse o Instagram: @candicegalvaopsicologia

Documentário “Xamã Eletrônico” abre seleção em Fortaleza e outras capitais para retratar a cena eletrônica brasileira

Gaya Filmes busca participantes maiores de 18 anos ligados às cenas do techno, house e drum & bass para integrar longa documental sobre música eletrônica e experiências coletivas nas pistas

Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro estão entre as sete cidades brasileiras que participam da chamada pública do documentário “Xamã Eletrônico”, novo longa-metragem do cineasta Renato Barbieri, um dos documentaristas mais premiados do país. A produção abriu inscrições para dancers e pessoas conectadas à cultura da música eletrônica. As cidades que registrarem maior adesão de participantes serão selecionadas para integrar as filmagens do documentário.
Realizado pela GAYA Filmes, o projeto investiga as conexões entre o chamado xamanismo urbano e a música eletrônica contemporânea, explorando as pistas de dança como espaços de encontro, pertencimento, celebração e expansão da consciência. Com curadoria musical do DJ Vermelho (Márcio Vermelho), o filme pretende retratar diferentes comunidades ligadas às cenas do techno, house e drum & bass em capitais brasileiras.
A produção busca pessoas maiores de 18 anos que tenham relação com a dança e vivenciem a cultura eletrônica de forma autêntica, seja como frequentadores assíduos de festas, performers, artistas ou integrantes de coletivos da cena.
Além de Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, também participam da chamada pública Brasília e São Paulo. Ao final do processo, a equipe do filme selecionará três cidades para receber as gravações, considerando o engajamento e a participação do público interessado em integrar o documentário.
Os interessados devem preencher o formulário de inscrição até o dia 10 de julho de 2026. Quanto maior a mobilização da cena eletrônica local, maiores serão as chances de a cidade integrar o projeto.
Segundo a produção, o documentário pretende lançar um olhar sensível sobre os rituais contemporâneos presentes nas pistas de dança e compreender como a música eletrônica cria experiências coletivas de conexão, pertencimento e cultura de paz. A narrativa será construída a partir das trajetórias de DJs, dancers e performers que ajudam a movimentar a cena eletrônica brasileira.
Com mais de 40 anos de carreira, Renato Barbieri é responsável por obras de grande reconhecimento nacional e internacional, como “Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás”, “Pureza”, “Servidão” e o premiado “Tesouro Natterer”, vencedor do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade e pré-selecionado ao Oscar 2025.

Serviço:
Chamada para participantes do documentário Xamã Eletrônico
Quem pode participar:
Pessoas maiores de 18 anos que gostam de dançar música eletrônica e possuem ligação com a cena eletrônica.
Cidades participantes da chamada pública:
Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador.
Seleção das cidades:
As três cidades com maior adesão de participantes serão escolhidas para integrar as filmagens do documentário.
Prazo para inscrição:
Até 10 de julho de 2026.

Formulário de inscrição:
https://forms.gle/nNphZynskDkztvSs7

Produção:
GAYA Filmes
@gayafilmes


Direção:
Renato Barbieri
@renatbarbieri

Curador
Dj Vermelho
@mvermelho 

Cineasta Renato Barbieri ministrará oficinas sobre cinema social de impacto e integrará o júri do Cinemato 2026

Premiado diretor de "Pureza", "Servidão" e "Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás" compartilhará quatro décadas de carreira, em uma das principais mostras audiovisuais do Centro-Oeste, no Festival de Cinema de Cuiabá 

O cineasta Renato Barbieri, um dos principais nomes do cinema documental e social brasileiro, participa da 23ª edição do Cinemato – Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, integrando o corpo de jurados e ministrando a oficina de direção "O Cinema Social de Impacto de Renato Barbieri – Case Pureza". As palestras acontecem diariamente, entre os dias 30 de junho a 3 de julho, das 14h às 18h, reunindo realizadores, estudantes, pesquisadores e profissionais do audiovisual interessados nos processos criativos e produtivos de obras comprometidas com a transformação social.
Com mais de 40 anos de trajetória, Barbieri construiu uma filmografia reconhecida por unir rigor artístico, relevância social e profundo compromisso com temas ligados aos direitos humanos, memória, identidade, meio ambiente, ancestralidade e justiça social. Ao longo da carreira, dirigiu mais de 60 produções entre documentários, séries e longas-metragens, consolidando-se como uma das vozes mais importantes do cinema de impacto no país.
A oficina utilizará como estudo de caso o premiado longa-metragem "Pureza" (2022), protagonizado por Dira Paes e vencedor de 34 prêmios nacionais e internacionais. Baseado na história real de Pureza Lopes Loyola, o filme retrata a luta de uma mãe maranhense que enfrentou fazendeiros e redes criminosas para denunciar a escravidão contemporânea na Amazônia brasileira. A obra tornou-se referência internacional no debate sobre trabalho escravo e direitos humanos.
Durante quatro encontros, Renato Barbieri abordará diferentes etapas da construção de um filme de impacto social. No primeiro dia, os participantes discutirão pesquisa e roteiro, explorando a dramaturgia construída a partir de fatos reais, ética documental, métodos de investigação e planejamento narrativo. O segundo encontro será dedicado à produção e direção de elenco, incluindo processos de casting inclusivo, ensaios, construção visual e atuação dentro da linguagem cinematográfica.
A terceira aula tratará da direção como elemento integrador dos diversos departamentos de uma produção audiovisual, discutindo escolhas estéticas, construção de cenas-chave e estratégias para criação de experiências cinematográficas imersivas. Já o último encontro será dedicado às estratégias de lançamento, articulação institucional e ampliação do impacto social das obras, abordando financiamento, parcerias, distribuição, indicadores de impacto e ações de pós-lançamento.
A participação de Barbieri no Cinemato acontece em um momento especialmente fértil de sua carreira. Atualmente, o diretor trabalha na pós-produção do longa “Fonte de Pureza”, documentário que amplia a trajetória da ativista Pureza Lopes Loyola e os desdobramentos de sua luta contra o trabalho escravo contemporâneo. Também está em produção "Xamã Eletrônico", longa documental que investiga os cruzamentos entre espiritualidade, ancestralidade, música eletrônica e cultura contemporânea brasileira.
Paralelamente, o cineasta finaliza "Atlântico Negro – África Dentro da Gente", documentário que percorre Brasil, Mali e Senegal para investigar os impactos históricos e contemporâneos do apagamento da ancestralidade africana, reunindo intelectuais, lideranças religiosas, artistas e pesquisadores em uma reflexão sobre identidade, racismo e pertencimento. A obra dialoga diretamente com um dos filmes mais emblemáticos de sua carreira, "Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás" (1998), considerado uma referência nas relações Brasil-África e adotado por universidades, pesquisadores e movimentos sociais em todo o país.
Para 2027, está prevista a estreia nacional de "Tesouro Natterer", documentário vencedor da Competição Brasileira do Festival É Tudo Verdade 2024. O longa apresenta a trajetória do naturalista austríaco Johann Natterer e o maior acervo etnográfico sobre povos indígenas brasileiros existente fora do país, atualmente preservado em museus de Viena. A obra propõe uma reflexão sobre memória, patrimônio cultural, preservação histórica e a possível repatriação de parte desse acervo ao Brasil.
A filmografia de Renato Barbieri inclui títulos fundamentais para a compreensão da identidade brasileira contemporânea, como "Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás" (1998), "Terra de Quilombos" (2002), "Cora Coralina – Todas as Vidas" (2017), "Consciência ao Cubo" (2019), "Ventos que Sopram Pará" (2021), "Pureza" (2022) e "Servidão" (2024), este último considerado uma das mais importantes produções recentes sobre trabalho escravo contemporâneo na Amazônia brasileira.
Antes de consolidar sua carreira no cinema, Barbieri integrou a histórica produtora Olhar Eletrônico, um dos mais influentes laboratórios de inovação audiovisual do Brasil, responsável por renovar a linguagem da televisão e do documentário nacional nos anos 1980. Foi nesse ambiente criativo que dirigiu seus primeiros trabalhos premiados e desenvolveu a linguagem autoral que marcaria sua trajetória nas décadas seguintes.
Radicado em Brasília há mais de três décadas, o cineasta segue defendendo um modelo de produção audiovisual que alia excelência artística, entretenimento e compromisso com a transformação social. Sua participação no Cinemato reforça o papel do festival como espaço de formação, reflexão e fortalecimento do cinema brasileiro contemporâneo.

Serviço
Oficina: O Cinema Social de Impacto de Renato Barbieri – Case Pureza
Período: 30 de junho a 3 de julho de 2026
Horário: 14h às 18h
Local: Cinemato – Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá
Ministrante: Renato Barbieri @renatbarbieri @gayafilmes
Informações e programação completa: https://festivalcinemato.com.br
@festivalcinemato