Escola Porto Iracema das Artes recebe programação do Projeto YUGO

O projeto YUGO, concebido e interpretado pela artista colombiana radicada em Fortaleza, Daniela Yara Cantillo Castrillón, segue com sua circulação por espaços culturais de Fortaleza. O projeto chega à Escola Porto Iracema das Artes, 6 a 8 de maio

A programação acontece no dia 06 de maio, às 14h, com oficina de danças afro-colombianas da região do Caribe; dia 07 de maio, às 14h, oficina de danças afro-colombianas da região do Caribe e , de vivências SAIA — elemento central do figurino e da dramaturgia do solo. No dia 08 de maio, às 18h30, o público confere a apresentação do espetáculo YUGO.

O projeto finalizará temporada de 13 a 15 de maio na Vila das Artes.
Com mais de 13 anos de trajetória, YUGO é um solo de dança marcado pela pesquisa independente e pela relação entre criação artística e prática pedagógica. O projeto propõe uma imersão em danças tradicionais do Caribe colombiano e promove encontros com o público por meio de vivências que estimulam a troca de experiências, memórias e afetos.
Inspirado no monólogo literário “Anália Tu Bari”, do autor colombiano Roberto Burgos, o espetáculo aborda a história de uma mulher africana escravizada no período colonial, trazendo à cena reflexões sobre memória, identidade, resistência e o protagonismo feminino. A obra se constrói como um manifesto corporal que dialoga com questões sociais como racismo e misoginia.
As oficinas têm como foco aproximar o público das expressões culturais afro-colombianas, destacando suas matrizes africanas e indígenas e suas conexões com a cultura brasileira.

A maioria das atividades conta com acessibilidade em Libras.
Sinopse YUGO: Su aparición se asienta en el ejercicio doloroso de recordar, de vivir en un pasado que lo consume y lo obliga a romper toda atadura, todo aquello que lo lleva a ser aún, esclavizada de su propia memoria… Es tiempo de descansar.
Seu surgimento se baseia no doloroso exercício de lembrar, de viver em um passado que a consome e a força a romper todos os laços, tudo o que a mantém escravizada da sua própria memória… É hora de descansar.
FICHA TÉCNICA
Ideia, Concepção e Intérprete-criadora: Daniela Yara Cantillo Castrillon
Dramaturgista : Day Soufer
Produção Geral: Marcelina Acácio
Criação e operação técnica da Iluminação: Ciel Carvalho
Arte-educadora: Daniela Yara Cantillo Castrillon
Produção Audiovisual: Balaio Lab - Letícia Vianna
Identidade Visual: Gabi Motta
Artes Digitais: Thiago Arouche
Trilha Sonora: Rapha Anacé
Intérpretes de Libras: Wiliana Almeida e Izabele Viana
Assessoria e acabamento do figurino: Prava Alencar - TSURU de Day Soufer
Assessoria de Imprensa: Joanice Sampaio
Colab de intervenções poéticas no figurino: Mulheres, comunidades LGBTQIA+, crianças.
Instituições Parceiras: Escola de Formação de Artes Vila das Artes, Escola da Porto Iracema das Artes e o Condomínio Ágata no Bairro Henrique Jorge.

Serviço:
Projeto Yugo com Daniela Yara Cantillo Castrillón
De 06 a 08 de maio
Oficinas e vivências – 14h
Espetáculo Yugo – 18h30
Local: Escola Porto Iracema das Artes
Rua Dragão do Mar, 160 - Praia de Iracema, Fortaleza-CE
Gratuito
Acessibilidade em Libras
Mais informações: @nodo_yara

Shopping Parangaba recebe Parque Recife com atrações para toda a família

O Shopping Parangaba, administrado pela Allos, recebe o Parque Recife, localizado no estacionamento laranja do empreendimento, como opção de lazer para toda a família. A atração funciona diariamente, das 18h às 22h, e segue até o dia 10 de maio, reunindo brinquedos para diferentes faixas etárias e com ingressos de R$ 10 por atração.
O espaço reúne atrações para todas as idades, como roda-gigante panorâmica, barca viking, carrossel, surf, fusquinha, pica-pau, patinhas, cama elástica, auto pista, kid play entre outros oferecendo opções que vão desde brinquedos clássicos até alternativas voltadas ao público infantil.
“Queremos que cada visita ao Parque Recife seja uma verdadeira aventura, onde crianças e adultos possam se divertir juntos, explorar cada atração e levar para casa memórias cheias de alegria e emoção”, afirma Cristina Oliveira, gerente de marketing do Shopping Parangaba.

Serviço – 
Parque Recife | Shopping Parangaba
Período: Até 10 de maio
Local: Estacionamento Laranja
Horário: 18h às 22h
Valor: R$ 10 por brinquedo
Pagamento: Pix, cartão ou dinheiro

Feira da Música 2026 abre inscrições para duas oficinas de formação profissional para artistas e músicos

UBC e Gêorge Lima conduzem encontros sobre direitos autorais e estratégia digital durante o evento, que será realizado de 13 a 16 de maio em Fortaleza. Inscrições abertas a partir de 1º de maio

O conhecimento faz parte da programação da 21ª Feira da Música, que será realizada de 13 a 16 de maio de 2026 em Fortaleza, com o tema O Tempo da Música. A partir de 1º de maio, têm início as inscrições para duas oficinas de formação profissional abertas a artistas, músicos, compositores, intérpretes, produtores e demais profissionais do mercado musical. As vagas são limitadas e os encontros integram o compromisso da Feira com uma cadeia produtiva mais qualificada: além dos palcos, o evento prepara quem faz música para o mercado. As inscrições podem ser feitas aqui.

Da Criação à Distribuição: como seus direitos autorais chegam até você?
Saber criar é o primeiro passo, mas saber proteger o que se cria é o que transforma talento em sustentabilidade. Com essa premissa, a União Brasileira de Compositores (UBC) traz à Feira da Música uma imersão prática sobre o caminho que uma obra percorre desde sua criação até a remuneração dos direitos autorais do seu criador.
Durante dois encontros, os participantes vão explorar o funcionamento dos direitos autorais no Brasil de forma acessível e direta: gestão coletiva, cadastro de obras, processos de arrecadação, distribuição e os principais desafios que os criadores enfrentam no cenário atual. A proposta é desmistificar conceitos muitas vezes distantes da realidade do músico independente e traduzir esse conhecimento em autonomia real para quem vive da música.
A formação ganha urgência diante da transformação acelerada do mercado: com o streaming respondendo por mais de 87% do faturamento fonográfico brasileiro, que alcançou R$ 3,958 bilhões em 2025, segundo a Pro-Música Brasil, entender como os direitos de execução pública funcionam nas plataformas digitais tornou-se uma competência essencial para qualquer artista que queira monetizar sua obra de forma consistente.
A oficina será ministrada por Vanuza Lemos, gerente da Filial Fortaleza da UBC desde outubro de 2025. Com 18 anos de atuação na instituição e trajetória como analista da Filial Recife, ela é especialista em Direitos Autorais de Execução Pública e na administração de repertórios de compositores, intérpretes, editoras e produtores fonográficos. Graduada em Comunicação Social e especialista em Gestão Cultural, Vanuza conecta o rigor técnico dos direitos autorais à linguagem acessível que o mercado criativo precisa ouvir.
Suas Redes a Favor da Sua Arte
Estar nas redes sociais não é o mesmo que fazer as redes trabalharem por você. Essa distinção é o ponto de partida da segunda oficina da programação da Feira da Música 2026, conduzida por Gêorge Lima, músico, empreendedor e estrategista de conteúdo com mais de 20 anos de atuação no universo musical.
A proposta é uma imersão prática e estratégica sobre como artistas e profissionais da música podem usar as redes sociais de forma mais inteligente e coerente com suas carreiras. O encontro aborda posicionamento, produção de conteúdo, presença digital, construção de percepção de valor e relacionamento com o público, ferramentas concretas para quem quer que sua arte chegue mais longe sem abrir mão de quem é.
Fundador da G7 Entretenimento e Música Brasileira, Gêorge Lima reúne em sua trajetória prática artística, visão de mercado e formação voltada ao desenvolvimento de carreiras no ambiente digital. Sua experiência em estratégias de conteúdo, marketing e tráfego para artistas, empresas e iniciativas culturais dá à oficina uma perspectiva que vai além da teoria: é o mercado explicando o mercado.
A Feira da Música é um festival correalizado pela Associação dos Produtores de Cultura do Ceará (Prodisc), com recursos do Ministério da Cultura (MinC), via Política Nacional Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.399 de julho de 2022), e pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secultfor), via Teatro São José, em parceria com o Instituto Cultural Iracema, via Centro Cultural Belchior. Conta com apoio do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), via Hub Cultural Porto Dragão e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e tem parceria com o Instituto Dragão do Mar. Filiado à Abrafin e Aface, também é apoiado por Mídia Ninja, Plataforma SOM, ABMI e ONG Velaumar.

OFICINAS Feira da Música 2026
Oficina: Da Criação à Distribuição: como seus direitos autorais chegam até você?
Datas: 14 e 15 de maio de 2026 (quinta e sexta-feira)
Horário: 10h às 12h
Local: Teatro São José (Rua Rufino de Alencar, 299 – Centro)
Facilitadora: Vanuza Lemos, Gerente da Filial UBC Fortaleza
Inscrições: A partir de 1º de maio, neste link

Oficina: Suas Redes a Favor da Sua Arte
Data: 14 de maio de 2026 (quinta-feira)
Horário: 10h às 12h
Local: Teatro São José (Rua Rufino de Alencar, 299 – Centro)
Facilitador: Gêorge Lima, músico, empreendedor e estrategista de conteúdo
Inscrições: A partir de 1º de maio, neste link

SERVIÇO
21ª Feira da Música – O Tempo da Música
Data: 13 a 16 de maio de 2026 | Fortaleza – CE
Locais: Dragão do Mar, Teatro São José, Centro Cultural Belchior e Comunidade do Poço da Draga
Mais informações: @feiradamusicace

Pintor cearense Arthur Câmara realiza primeira exposição individual no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza

Com abertura no dia 16 de maio, a exposição “Janelas Estranhas” reúne experimentações com pintura digital que dialogam com o espaço urbano e expansões da realidade

Se a pintura pode ser concebida como uma janela aberta através da qual o mundo se deixa ver, o trabalho do pintor cearense Arthur Câmara expande uma noção comum de realidade para um universo de constante instabilidade, com cores vibrantes e traços ruidosos. Em maio, o artista realiza sua primeira exposição individual, “Janelas Estranhas”, com curadoria de Solon Ribeiro e Leonardo Câmara. A abertura acontece no dia 16 de maio de 2026 (sábado), a partir das 17h, no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza. O acesso é gratuito e aberto ao público.
Em “Janelas Estranhas”, o pintor investiga a potencialidade dos traços digitais, em um movimento que bebe de referências clássicas da pintura como o retrato e que, enfim, se desenvolve em imagens que habitam a fronteira: entre o humano e o animal, entre o real e o inventado, entre o pixel e a pincelada. A curadoria é assinada por Solon Ribeiro e Leonardo Câmara.
“Foi com a pintura à óleo que eu comecei meu percurso artístico, mas, mesmo com materiais mais tradicionais, experimentar com o ruído e a abstração sempre foi algo que me atraiu. As experimentações em mídias digitais vieram depois de um período trabalhando em uma agência de publicidade, um processo natural devido à proximidade com o computador. A liberdade da mídia digital me permitiu "viajar" na minha própria mente, devido à facilidade de criação e modificação rápida que o computador e o software oferecem. O diálogo das obras com questões sobre subjetividade, tecnologia e alienação também vem daí: como eu podia me expressar frente à realidade que me era apresentada e o mundo que eu vivia”, conta o artista.
A exposição inicia ainda nas ruas da cidade, com 40 lambe-lambes espalhados pelo centro de Fortaleza que adentram o espaço do BNB Cultural. Na Galeria Experimental, as 19 pinturas digitais impressas contribuem com as discussões sobre o espaço urbano, a arte contemporânea e a subjetividade dos sujeitos que os ocupam. A exposição segue em cartaz até 16 de julho de 2026, aberta para visitação de terça a sábado, das 10h às 19h.
“Os rostos impressos nos lambes dialogam com os transeuntes, podendo ser pensados como máscaras, totens ou retratos fotográficos. Eles não são inertes: carregam tormentos existenciais, causando um certo deslocamento em quem os encara. Esse espelho criado nos acusa e nos leva para uma outra experiência dentro da galeria, onde essas figuras operam no limite entre o humano e o animal, a razão e a alienação, a partir de abstrações e experimentações imagéticas”, comenta o curador Solon Ribeiro.

 
Serviço
Exposição “Janelas Estranhas” de Arthur Câmara
Abertura: 16 de maio de 2026, a partir das 17h
Local: Banco do Nordeste Cultural Fortaleza (R. Conde d'Eu, 560 - Centro)
Entrada com acessibilidade: Rua General Bezerril, 237, Centro
Período de exposição: Até 16 de julho de 2026 (Visitação de terça a sábado, de 10h às 19h)
Gratuito e aberto ao público

DIA DO TRABALHO: Terceirizados da Limpeza Pública se reuniram com o Governo do Ceará cobrando mudança em lei para reajuste salarial real

Cancelar a redução de salário que foi promovida pelo Governo do Estado para terceirizados, acompanhada de redução de jornada de trabalho, e modificar a lei estadual 19.212, para que os terceirizados passem a ter reajuste salarial real, acompanhando o salário mínimo, e não mais limitado ao IPCA, como acontece hoje. 
Com esses objetivos, a diretoria do sindicato Seeaconce, que representa os trabalhadores terceirizados de limpeza pública e de asseio e conservação, entre diversas outras categorias, se reuniu na tarde desta quarta-feira, 29/4, no Palácio da Abolição, com Miguel Braz, secretário de Articulação Política do Governo do Estado, e com Gabriel Rochinha, chefe de gabinete do governador Elmano de Freitas. 
Na véspera o sindicato buscara o apoio de parlamentares na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), com os mesmos objetivos. “Levamos na terça-feira essa reivindicação a cada deputado estadual, e nesta quarta fomos diretamente ao Governo do Estado, em benefício dos terceirizados. É uma luta justa, necessária e que não vamos abandonar”, destacou Josenias Gomes, presidente do sindicato.
"No Palácio da Abolição, discutimos e dialogamos com os representantes diretos do Elmano, pedindo alteração na lei 19.212, para que possibilite que os terceirizados tenham direito a reajuste salarial com ganho real, acompanhando o reajuste do salário mínimo, e não do IPCA, como foi neste ano", ressaltou Josenias, após a reunião.
Maury Maia, também integrante da diretoria do Seeaconce, estima que, como está agora, a lei que impede reajuste salarial real e limita o reajuste ao IPCA esteja prejudicando mais de 60 mil terceirizados, em todo o Ceará. "Vamos seguir tentando ao máximo, reivindicando essa mudança na lei estadual, até conseguirmos", enfatizou Maury, agradecendo pela presença do deputado estadual Alisson Aguiar, apoiando os terceirizados em ambas as reivindicações ao Governo do Estado.
"Ficou acertado que será levada ao governo essa possibilidade, para encontrar uma solução, com resposta no máximo dentro de 15 dias. E acabar com a redução de jornada de 44 horas para 40 semanais, com redução de salário, como foi feito pelo Governo do Estado.
"Precisamos reverter isso e garantir o salário integral dos trabalhadores, sem redução", complementou Josenias Gomes, que foi acompanhado, na reunião no Abolição, por vários outros diretores e diretoras do sindicato Seeaconce.

"O Diabo Veste Prada" retorna mais ácido e político na parte 2

Sequência mergulha na crise da mídia, expande conflitos de poder e transforma moda em campo de batalha contemporâneo

O retorno de O Diabo Veste Prada 2 não é apenas uma operação de nostalgia — é um movimento calculado da indústria para reposicionar uma narrativa icônica dentro de um mundo profundamente transformado. Longe de repetir a leveza irônica do original, a continuação dirigida por David Frankel assume um tom mais político, refletindo o colapso do jornalismo impresso, a hegemonia das redes sociais e a reconfiguração brutal da indústria da moda.

Nos bastidores, a produção foi marcada por um nível de controle criativo incomum para sequências comerciais. A roteirista Aline Brosh McKenna desenvolveu diversas versões do roteiro ao longo de dois anos, testando diferentes destinos para Andy Sachs — incluindo uma versão em que a personagem jamais retorna ao universo da moda. A decisão final, segundo fontes da produção, foi apostar no confronto direto entre passado e presente, colocando Andy frente a frente com um sistema que ela ajudou a construir.
As filmagens aconteceram entre Nova York e Milão, com locações reais em desfiles e sedes de grandes marcas. A equipe de figurino trabalhou com mais de 300 looks inéditos, muitos deles desenvolvidos em parceria com estilistas contemporâneos — um esforço para atualizar a estética do filme sem depender apenas da nostalgia.
Um dos pontos mais comentados envolve a relação entre Meryl Streep e Anne Hathaway. Embora publicamente respeitosa, fontes apontam divergências criativas sobre o tom da narrativa: Streep defendia uma Miranda ainda mais dura e implacável, enquanto Hathaway buscava humanizar Andy diante de um mercado mais cruel. O resultado final equilibra essas forças, criando uma dinâmica mais tensa e menos conciliadora.
A crítica internacional tem destacado justamente essa mudança de eixo. Publicações como Variety e The Guardian apontam o filme como “menos encantador, porém mais relevante”, enquanto analistas brasileiros ressaltam o retrato ácido da precarização do trabalho criativo. A personagem Miranda Priestly surge menos como vilã e mais como produto de um sistema que se sustenta pela pressão constante.
Outro aspecto central está na trilha sonora, com forte presença de artistas pop contemporâneos, incluindo Lady Gaga, cuja participação reforça a conexão entre moda, música e cultura digital. Nos bastidores, a escolha da trilha foi tratada como estratégia narrativa — não apenas estética.
Financeiramente, o longa já nasce como um fenômeno. Com orçamento estimado em US$ 100 milhões, projeções iniciais apontam para uma estreia global superior a US$ 180 milhões, impulsionada por campanhas massivas e forte presença nas redes sociais.
Mais do que uma continuação, Prada 2 se estabelece como um retrato sofisticado de uma indústria em crise — onde o glamour ainda existe, mas agora convive com insegurança, competição extrema e reinvenção constante.

‘Mortal Kombat 2’ e musicais são destaques de maio nos cinemas; veja as principais estreias do mês

Com títulos como Power Ballad, produções brasileiras e terror em alta, calendário do mês reúne mais de uma dezena de lançamentos estratégicos

O mês de maio de 2026 se estabelece como um dos mais movimentados do circuito exibidor brasileiro, reunindo um volume expressivo de estreias distribuídas de forma estratégica ao longo das semanas. Com o mercado ainda em transformação diante da concorrência do streaming, os grandes estúdios — como Warner Bros. Pictures, Walt Disney Studios Motion Pictures e Universal Pictures — estruturaram um calendário que alterna blockbusters, produções musicais, terror e cinema nacional, garantindo diversidade e fôlego comercial contínuo.
Após a estreia dominante de O Diabo Veste Prada 2 no dia 30 de abril, o mês começa efetivamente com a quinta-feira de 7 de maio de 2026, quando uma verdadeira leva de títulos chega às salas. Entre eles, Mortal Kombat 2, dirigido por Simon McQuoid, amplia o universo da franquia baseada nos games e traz Karl Urban como um dos nomes de peso do elenco. Na mesma data, o circuito recebe Billie Eilish: Hit Me Soft and Hard – The Tour in 3D, protagonizado pela cantora Billie Eilish, em uma aposta clara na experiência imersiva como forma de atrair o público jovem.
Ainda no dia 7, a diversidade se amplia com a chegada da animação As Ovelhas Detetives, voltada ao público infantil, e do terror Pinóquio – Maldição de Madeira, que segue a tendência de releituras sombrias de clássicos. O cinema brasileiro também marca presença com O Gênio do Crime, adaptação de obra literária juvenil, e com a comédia Cansei de Ser Nerd, que dialoga com a cultura pop contemporânea. Completando essa primeira grande leva aparecem títulos como Hokum e Sexo e Destino, produções de menor orçamento que buscam nichos específicos dentro do circuito.
A semana seguinte, em 14 de maio de 2026, mantém o ritmo com lançamentos voltados a públicos segmentados. O destaque nacional fica por conta de Eu Não Te Ouço, que aposta em narrativa intimista e relações humanas, enquanto produções independentes internacionais passam a ocupar espaço nas salas, ampliando o leque de opções para o espectador. Nesse período, os filmes da semana anterior continuam em cartaz, criando uma disputa direta por permanência nas telas.
O grande evento do mês ocorre em 21 de maio de 2026, com a chegada de O Mandaloriano e Grogu, produção da Lucasfilm que marca o retorno da franquia Star Wars ao cinema. Dirigido por Jon Favreau e com participação criativa de Dave Filoni, o longa traz Pedro Pascal novamente como protagonista e deve assumir a liderança imediata da bilheteria global. Na mesma semana, tentando capturar o público de suspense e drama, estreiam Passageiro do Mal e Pillion, reforçando a presença de produções de médio porte no circuito.
O encerramento do mês acontece na quinta-feira de 28 de maio de 2026, com lançamentos que funcionam como ponte para a temporada de férias internacionais. Entre eles, destaca-se Power Ballad, estrelado por Paul Rudd e Nick Jonas, que aposta no humor e na música para atrair um público mais amplo. Também chegam nessa semana produções como Pillion (em expansão de circuito), além de títulos alternativos e eventos especiais exibidos nas salas.
Ao observar o conjunto do mês, fica evidente que maio de 2026 é menos sobre um único grande lançamento e mais sobre a construção de um fluxo contínuo de estreias. A estratégia dos estúdios aponta para um cinema que precisa se reinventar constantemente, equilibrando grandes franquias, experiências imersivas e produções de nicho. Nesse cenário, cada semana se torna decisiva — não apenas para a bilheteria, mas para a própria sobrevivência das salas como espaço relevante na cultura contemporânea.

"O Mandaloriano e Grogu" redefine Star Wars no cinema com tecnologia avançada

Produção abandona estrutura episódica e aposta em espetáculo contínuo, ampliando escala visual e emocional

Com O Mandaloriano e Grogu, a Lucasfilm inicia uma nova fase para a franquia Star Wars: a transição definitiva do streaming para o cinema como experiência central. Dirigido por Jon Favreau e supervisionado criativamente por Dave Filoni, o longa surge de uma decisão estratégica após a reavaliação do mercado audiovisual pós-pandemia e pós-greves de Hollywood. Em vez de continuar a série no Disney+, o estúdio optou por transformar a narrativa em evento cinematográfico.
Nos bastidores, o filme amplia o uso da tecnologia Stagecraft, conhecida como “Volume”, mas com uma diferença crucial: a produção incorporou locações reais em desertos e áreas montanhosas para evitar a sensação de confinamento visual observada em algumas séries recentes. Essa fusão entre virtual e físico é considerada um dos principais avanços técnicos do projeto.
Outro destaque é o trabalho com Grogu. Diferente de outros personagens digitais, ele continua sendo construído com animatrônicos altamente detalhados, manipulados por uma equipe especializada. O CGI entra apenas para refinamentos — uma escolha que preserva textura, luz e presença física em cena.
A narrativa também marca uma mudança de abordagem. Ao invés de missões episódicas, o filme apresenta uma história contínua, centrada na relação entre Din Djarin e Grogu, aprofundando temas como paternidade, pertencimento e identidade. A Nova República ganha mais espaço, e o conflito com remanescentes do Império assume contornos mais políticos.
Críticos que acompanharam exibições-teste destacam a obra como “mais emocional e menos fragmentada”, com ritmo cinematográfico mais consistente do que a série. A expectativa é que o filme funcione tanto como porta de entrada para novos públicos quanto como recompensa para fãs de longa data.
Internamente, o projeto é visto como decisivo para o futuro da franquia. Caso alcance o sucesso esperado, deve inaugurar uma nova sequência de lançamentos para o cinema, consolidando uma espécie de “segunda trilogia indireta”.

Exposição “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado, chama atenção para o debate sobre trabalho digno no Brasil

Mostra em cartaz na capital do Pará reúne cerca de 150 fotografias e dialoga com discussões atuais sobre precarização, tecnologia e jornada de trabalho
 
Em meio ao avanço de debates no Brasil sobre trabalho digno e qualidade de vida, a exposição “Trabalhadores”, do fotógrafo Sebastião Salgado, ganha atualidade ao retratar cenários de esforço extremo, ausência de direitos e precarização que ainda persistem em diferentes partes do mundo e também no país. A mostra segue aberta ao público no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, às vésperas do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio.
Com cerca de 150 fotografias produzidas entre 1986 e 1992, em diversos países, a exposição apresenta um panorama histórico do trabalho humano em diferentes contextos sociais e econômicos. Mais do que um registro documental, as imagens estabelecem conexões diretas com transformações contemporâneas nas relações de trabalho, marcadas pela automação, pela substituição de atividades tradicionais e pela permanência de condições precárias em várias realidades.
A mostra é realizada pelo Banco da Amazônia e tem curadoria de Lélia Wanick Salgado. Antes de chegar à capital paraense, onde se encontra pela primeira vez em uma cidade das regiões Norte e Nordeste, a exposição passou por países como Alemanha e Estados Unidos e, no Brasil, por Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Brasília.
O diretor de Crédito do Banco da Amazônia, Roberto Schwartz, destacou o papel da iniciativa no estímulo à reflexão social. “É com muita honra e satisfação que o Banco da Amazônia abriga essa exposição, que instiga a pensar sobre de onde viemos. E esse caminho percorrido serve de referência para o que não queremos mais à nossa realidade. E, nesse contexto, o papel do Banco é o de apoiar e contribuir para transformar a vida das pessoas, gerando empregos de qualidade, com condições dignas”, afirmou.
A exposição também evidencia o desaparecimento de profissões e práticas produtivas ao longo do tempo. O produtor da mostra, Álvaro Razuk, destacou esse processo ao comentar o projeto. “É um grande trabalho coletivo, que envolveu equipes locais e nacionais. A ideia da exposição é o de retratar formas de trabalho que tendem a desaparecer, como os cortadores de cana e processos industriais que hoje são automatizados”, explicou.
Para o público, a força das imagens ultrapassa o valor estético e dialoga diretamente com o significado do 1º de Maio. “A exposição ‘Trabalhadores’ nos convida a refletir sobre os caminhos que moldam histórias individuais e coletivas. Mais do que um conjunto de imagens, é um registro sensível do tempo, das escolhas e das transformações que atravessam a experiência humana”, destacou o jornalista Sérgio Manoel.
A gerente do Centro Cultural Banco da Amazônia, Ana Amélia Fadul, ressaltou o papel da iniciativa na promoção de debates contemporâneos. “Dentro da nossa política de Cultura consta contribuir para o letramento cultural da nossa sociedade. Assim, o Banco trabalha com uma estratégia de apoiar artistas locais, amazônidas, nacionais e internacionais, sendo que, nesse último, encontra-se Sebastião Salgado, cuja exposição nos traz um tema tão relevante, que nos faz pensar sobre a necessidade de trabalho digno, sobre os direitos das pessoas no mundo do trabalho. Essa reflexão está presente nas obras desse grande fotógrafo, as quais podem ser vistas de forma gratuita em nosso Centro Cultural”, declarou. 
Álvaro Razuk também destacou a atualidade dos temas abordados por Sebastião Salgado. “Eu acho que a importância de trazer um nome como Sebastião Salgado vai ao encontro da expectativa e da ideia do Centro Cultural, *no caso, de difundir obras para além do eixo Rio-São Paulo, ampliando o acesso para a região Norte do Brasil. Conhecer esse legado é de grande importância para as novas gerações. E, além da beleza estética das fotografias, evidenciar o trabalho da forma precarizada como existiu, e ainda existe em vários lugares do mundo, oferecendo riscos para as pessoas, também é um aspecto importante dessa exposição, mostrando a atualidade do tema. Outro fato importante é que as obras falam de temas próximos da gente, como as fotografias de Serra Pelada e a produção de cacau”, exemplificou.
 
Serviço:
Exposição: “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia – Galeria 1
Endereço: Av. Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém (PA)
Visitação: até 16 de agosto de 2026
Horários: terça a sexta, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h
Entrada: gratuita

MIS CE apresenta programação internacional Tela Nômade, além de exposições sobre bastidores do cinema e povos indígenas

Programação gratuita da semana reúne animações francesas com trilha sonora ao vivo na praça do Museu, experiências imersivas e as exposições “Uma rua chamada cinema” e “Encantarias da Liberdade Indígena no Ceará”

O Museu da Imagem e do Som do Ceará, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult CE) gerido pelo Instituto Mirante, segue com programação cultural gratuita, reunindo cinema, música e experiências imersivas. O destaque da semana é o cine-concerto internacional “Tela Nômade”, além da continuidade das exibições na Sala Imersiva, com ênfase para a obra “Apenas lembranças que eu tinha de lá”, do duo Outra Dimensão. O MIS CE segue ainda com a exposição “Uma rua chamada cinema”, do fotógrafo Sergio Poroger, com curadoria de João Kulcsár.  A mostra reúne imagens que destacam trabalhadores e trabalhadoras que dão vida ao cinema nos bastidores, em diferentes países. Na Galeria da Liberdade, espaço gerido pelo MIS CE está em cartaz “Encantarias da Liberdade Indígena no Ceará”, com curadoria de  Nyela Jenipapo, Rodrigo Tremembé e Suzenalson Kanindé, e obras de 11 artistas indígenas.

Cine-concerto Tela Nômade apresenta animações francesas com trilha ao vivo
Nesta quinta-feira (30/05), o MIS CE recebe o cine-concerto “Écran Nomade”, o Tela Nômade, que reúne uma seleção de 12 curtas-metragens de animação franceses contemporâneos, com classificação indicativa a partir de 6 anos de idade. Com duração de 55 minutos, a sessão propõe uma experiência audiovisual sensorial, na qual a trilha sonora é criada ao vivo.
A apresentação é conduzida pelos músicos Jérôme Lopez e Xavier Garcia, que utilizam laptop e tratamentos eletrônicos para desenvolver uma composição original em tempo real, dialogando com as imagens projetadas. A performance mistura música contemporânea, eletrônica e materiais sonoros provenientes de pesquisas de campo e arquivos.
Desde 2022, os artistas desenvolvem no Brasil um trabalho contínuo de cine-concerto e criação participativa, com turnês realizadas em diversas cidades do país. O projeto dá continuidade à experiência de “Tela Sonora”, ampliando agora o repertório para produções francesas e fortalecendo o intercâmbio cultural entre Brasil e França.
“Tela Nômade” é resultado de uma parceria com a Escola Gobelins, em Paris, e os Studios de Minuit, reunindo obras de uma nova geração de animadores. A seleção destaca a vitalidade, diversidade estética e riqueza narrativa da animação contemporânea, reconhecida internacionalmente como um dos campos mais inventivos do cinema.

Sala Imersiva e exposições 
Na Sala Imersiva (andar -2 do Anexo), o público pode conferir uma programação contínua de obras audiovisuais que exploram diferentes dimensões do território, da memória e da biodiversidade. Nesta semana, estão em exibição as obras: “Aves do Ceará”, “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna” e “Apenas lembranças que eu tinha de lá”, do duo Outra Dimensão. 
As produções oferecem experiências sensoriais com projeções em grande escala, convidando o público a refletir sobre natureza, ancestralidade e memória.
O MIS CE segue ainda com as exposições “Uma rua chamada cinema” (andar +2), “Imaginar os Cearás: memórias e tecnologias” (andar -1) e “Laboratório dos Sentidos” (Casarão).
O museu funciona de quarta a domingo, com horários diferenciados: quarta, quinta e domingo, das 10h às 18h (acesso até 17h30); e sexta e sábado, das 13h às 20h (acesso até 19h30).
O MIS CE funciona de quarta a domingo, com horários diferenciados: quarta, quinta e domingo, das 10h às 18h (acesso até 17h30); e sexta e sábado, das 13h às 20h (acesso até 19h30). A biblioteca Marly Mariano & Thomaz Farkas (andar +1 do Anexo) funciona na quarta e quinta-feira, das 13h às 18h.
Na Galeria da Liberdade, a exposição “Encantarias da Liberdade Indígena conta com artes visuais, instalação, uma faixa sonora e 24 fotografias. Os artistas que integram a mostra são: Cícero Kanindé, Jardel Anacé, Merremii Karão Jaguaribara, Moisés Tremembé, Rudá Jenipapo, Iago Jenipapo, Lidiane Anacé, Victor Kanindé, Clarinha Kanindé, Henrique Tabajara e Rapha Anacé. 

SERVIÇO
Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE)
Endereço: Av. Barão de Studart, 410. Meireles
Entrada: gratuita
Funcionamento:
Quarta a domingo
Quarta, quinta e domingo: 10h às 18h (acesso até 17h30)
Sexta e sábado: 13h às 20h (acesso até 19h30)

Galeria da Liberdade
Endereço: Av. Barão de Studart, 505. Meireles.
Entrada: gratuita.
Quarta a sábado 
Quarta e quinta das 10h às 18h (com acesso até 17h30)
Sexta e sábado das 13h às 20h (com acesso até 19h30)

- Cine-concerto Tela Nômade 
Data: 30 de abril (quinta-feira)
Horário: 18h às 20h
Local: Praça do MIS CE
Classificação indicativa: a partir de 6 anos de idade 

Neste sábado (02): grupo brasiliense Pé de Cerrado recebe o cearense Dona Zefinha em show gratuito no Anfiteatro do Dragão do Mar

Grupo Cultural Pé de Cerrado. Foto: Davi Mello

Uma experiência cênico-musical que mistura música, poesia, circo e humor marca o show “Os Brincantes”, que o grupo cultural brasiliense Pé de Cerrado apresenta neste sábado, 02 de maio, a partir das 18h, no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Em circulação nacional comemorativa de 25 anos, apresentada pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural, Pé de Cerrado recebe como convidado o grupo cearense Dona Zefinha, com o show “Pedra que Estala”, festejando 30 anos de atuação. A programação terá também a participação dos palhaços Irmãos Saúde, personagens queridos do público brasiliense. O acesso é gratuito por ordem de chegada.
A turnê nacional “Pé de Cerrado 25 Anos” começou em janeiro e percorre várias regiões do país. Em cada cidade, o Pé de Cerrado se encontra com um grupo de cultura tradicional local, trocando saberes e promovendo vivências artísticas entre diferentes territórios e gerações. Em Fortaleza, Pé de Cerrado leva para o palco sua mistura contagiante de sons e gestos, enquanto Dona Zefinha apresenta sua fusão entre ritmos nordestinos e latinos, em um espetáculo teatral e musical repleto de humor, poesia e energia. O resultado é uma noite de celebração coletiva, com shows para todas as idades e uma atmosfera de festa que reflete a alma popular brasileira. Com esse propósito de intercâmbio, em junho Dona Zefinha segue para o Distrito Federal para participar de festival realizado pelo grupo brasiliense.
Formado por Pablo Ravi, Bruno Ribeiro, Bruno Berê, Davi Abreu, Fernando Rodrigues, Pedro Tupã, Luciano Dantas, Maurílio dos Santos e Carla Landim, o Pé de Cerrado é reconhecido por sua pesquisa e difusão das expressões culturais brasileiras. Com apresentações vibrantes, cheias de musicalidade e teatralidade, o grupo transforma o espaço em um grande terreiro de celebração, misturando ritmos como bumba meu boi, maracatu, ciranda, coco, carimbó, frevo e baião em um repertório que convida o público a cantar, dançar e rir feito criança. 
O show “Os Brincantes” propõe uma viagem pelas diferentes regiões do Brasil, conduzida por tambores, pífanos, sanfona e vozes que ecoam a ancestralidade e a alegria das festas populares. No palco, a música se mistura ao teatro e ao circo, com personagens brincantes que convidam o público a participar de uma grande roda. Entre canções autorais e releituras de clássicos, o espetáculo exalta a simplicidade e a beleza da cultura popular, despertando memórias afetivas em crianças, jovens e adultos. O patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil, possibilita que o espetáculo percorra o país levando arte gratuita, inclusão e diversidade a diferentes públicos e territórios.

SERVIÇO
Pé de Cerrado e Dona Zefinha - Dia 02 de maio (sábado), às 18h, no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar 81, Praia de Iracema, Fortaleza/CE). Apresentação: Petrobras – Programa Petrobras Cultural. Idealização e Produção: Pé de Cerrado, Cultura Candanga. Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal. Entrada gratuita por ordem de chegada. Mais informações: @pedecerrado.

Dia Nacional da Caatinga reforça alerta sobre impactos das mudanças climáticas no bioma

Pesquisa mostra maior cobrança por ações climáticas no Brasil enquanto Caatinga enfrenta avanço da desertificação e eventos extremos

No Dia da Caatinga, celebrado em 28 de abril, cresce entre os brasileiros a percepção de que é preciso avançar no combate às mudanças climáticas. Pesquisa recente do Instituto Ipsos, divulgada na última quarta-feira (22), revela que 71% dos brasileiros acreditam que o país precisa intensificar as ações de combate às mudanças climáticas, percentual acima da média mundial, que é de 59%. O levantamento mostra ainda que entre os nascidos de 1946 a 1964, o índice de concordância chega a 77%. Já entre a geração nascida de 1997 a 2012, fica em 67%. O estudo também aponta que 75% das mulheres defendem mais iniciativas do país na área, frente a 66% dos homens.
O relatório indica ainda que a disposição individual para agir contra as mudanças climáticas vem caindo desde 2021 nos países analisados. Segundo os pesquisadores, isso não aponta desinteresse, mas uma mudança de postura, com maior expectativa de que governos e empresas assumam protagonismo, refletindo mais cansaço do que indiferença da população.
Esse cenário se reflete de forma direta na Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, que já sente os efeitos das mudanças climáticas de maneira intensificada. A perda de vegetação nativa e as queimadas ampliam as emissões de carbono e alteram o microclima, agravando a escassez de água em uma região naturalmente semiárida. Como consequência, aumentam os riscos de desertificação, comprometendo a produção de alimentos, a disponibilidade hídrica e a permanência das populações no campo.
As projeções indicam um cenário mais extremo, com redução dos níveis de reservatórios, chuvas irregulares e concentradas, longos períodos de seca e maior frequência de ondas de calor. Hoje, cerca de 62% da Caatinga já é suscetível à desertificação, processo associado tanto às mudanças climáticas quanto ao uso inadequado do solo, como desmatamento e práticas agropecuárias intensivas, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Diante desse contexto, iniciativas de conservação e adaptação climática ganham ainda mais relevância. Desde 1998, a Associação Caatinga atua na proteção do bioma e no fortalecimento de comunidades locais, promovendo ações que integram conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Entre os resultados, estão a restauração de mais de 260 hectares com espécies nativas e o apoio à criação de áreas protegidas que somam mais de 105 mil hectares.
A atuação também inclui a disseminação de tecnologias sociais adaptadas ao semiárido, como cisternas de placas e soluções de reaproveitamento de água, a exemplo do sistema Bioágua. Além disso, são realizadas capacitações voltadas ao uso e manejo dessas tecnologias sociais, somadas a ações de educação ambiental junto às famílias. Essas iniciativas contribuem para reduzir a pressão sobre os recursos naturais e ampliar a resiliência das comunidades frente às mudanças climáticas.
Mais do que preservar a biodiversidade, proteger a Caatinga significa garantir água, alimento e qualidade de vida para milhões de pessoas. No Dia da Caatinga, o alerta se renova para a urgência de ações integradas que aliem ciência, políticas públicas e participação social na defesa de um dos biomas mais estratégicos e ameaçados do país, afirma Marília Nascimento, gerente de programas socioambientais da Associação Caatinga.

Saiba mais sobre a Caatinga
A Caatinga é o bioma que predomina no Nordeste do Brasil, inserido no contexto do clima semiárido. Seu nome vem do tupi-guarani — caa (mata) e tinga (branca) — e significa “mata branca”. Os povos indígenas a batizaram assim por conta da aparência esbranquiçada que domina a paisagem durante a estação seca, quando a maioria das plantas perde suas folhas e revela os troncos claros. Mas, na estação chuvosa, tudo se transforma. A Caatinga se enche de tons vibrantes de verde, com a rebrota das árvores e o surgimento de novas plantas, revelando toda a sua vitalidade.
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, ou seja, não existe em nenhum outro lugar do mundo. Sua área total é de 862.818 km² (IBGE, 2019), abrangendo 10% do território nacional e mais da metade da região Nordeste (53%). Ela se estende por nove estados: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais.
Mais de 28 milhões de pessoas vivem nesse ambiente e se beneficiam diretamente dos seus serviços ecossistêmicos, como a provisão de água, alimentos e matérias-primas, além da regulação do clima, fertilidade do solo, polinização, estocagem de carbono, purificação da água e do ar, e espaços para lazer e cultura.