quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Big Brother Brasil 26 tem expulsão de mais um participante: Sol Vega

A saída da veterana após confronto físico com Ana Paula Renault intensifica clima de tensão e revela — entre lágrimas, críticas e defesas — a complexa teia de relações e estratégias dentro da edição mais conturbada do reality.

A tarde de quarta-feira (11/02/2026) entrou para a história do Big Brother Brasil 26 como um dos momentos de maior impacto emocional e polêmica. A produção anunciou a expulsão de Sol Vega, veterana do grupo Camarote, após um confronto físico com Ana Paula Renault na manhã daquele dia. A decisão, comunicada oficialmente pela direção do reality, foi tomada depois que as imagens mostraram que Sol ultrapassou os limites de convivência permitidos, gerando um dos desfechos mais tensos da história recente do programa. 

Segundo o anúncio, exibido aos participantes, o episódio se desenrolou quando Sol se irritou com a atitude de outra colega — Milena, que havia acordado os confinados batendo nas portas — e foi discutir a situação na cozinha. A situação rapidamente escalou para uma troca de acusações, que culminou com Sol empurrando Ana Paula e chegando a pisar no seu pé, gesto que a produção considerou agressão, violando regras claras do jogo. 
A expulsão de Sol Vega não era apenas mais uma saída no reality: ela consolidou o BBB 26 como uma das edições mais conturbadas de todos os tempos. Com a desclassificação dela e a de Paulo Augusto em episódios anteriores — este último após derrubar outro participante em uma disputa pelo Big Fone —, a atual temporada bate recordes de saídas forçadas por quebra de regras, alimentando debates sobre tolerância zero e convivência sob pressão. 
Mas, dentro da casa, o que mais ecoou foram as declarações dos próprios participantes, muitas delas carregadas de emoção, frustração e surpresa.
Logo após o anúncio, Ana Paula Renault, diretamente envolvida no confronto, desabafou sobre o ocorrido: “Eu fico triste de verdade porque aconteceu isso comigo. Sei o quanto é frustrante e triste,” disse a jornalista, refletindo não apenas sobre o momento recente, mas também sua experiência em edições passadas do reality. Ela também questionou parte da reação dos colegas: “Agora, ver ali as outras chorando e falando que eu sabia que ela não tinha autocontrole… e a culpa é minha?” 
A divisão dentro da casa ficou patente nas falas de outros confinados. Gabriela, visivelmente exasperada com o clima de confrontos que parecia se repetir, comentou com outros brothers: “Eles vão ficar provocando a gente até a gente surtar. Já dá o prêmio pra eles, porra…” 
A reflexão de Jornada — em tom mais introspectivo — mostrou como a pressão emocional está presente no cotidiano dos participantes: “Aqui as pessoas vão cada vez mais conhecendo nossas vulnerabilidades e vão jogar contra elas,” observou, sublinhando o lugar estratégico que as fragilidades emocionais ocupam no jogo. 
Não faltaram também expressões de desânimo e choque no confinamento. Breno, num comentário direto, resumiu o sentimento de muitos após sucessivos confrontos e expulsões: “Vai sobrar ninguém na casa.” 
Marciele, ainda emocionada, teve uma reação mais empática, tentando processar o impacto da saída de Sol: “Tadinha da Sol, gente!” — afirmou entre lágrimas, destacando o tumulto emocional vivido pelos participantes. 

Enquanto isso, fora da casa, a equipe de Sol Vega também se pronunciou, emitindo um comunicado nas redes sociais no qual lamentou a forma como a trajetória dela no programa terminou, mas ressaltou que a experiência de viver o BBB foi um sonho antigo que, apesar do desfecho inesperado, trouxe aprendizados e conexão com o público. 
A expulsão de Sol Vega e as reações a ela revelam, de maneira crua, como o jogo do BBB pode se transformar em um espelho ampliado das tensões humanas. O episódio expõe — dentro da casa e para milhões de espectadores — a linha tênue entre competição, emoção e limites de convivência, num cenário em que alianças, desentendimentos e estratégias se misturam com abalos psicológicos reais.
À medida que avançam os próximos dias, espera-se que essa espiral de emoções continue a moldar as dinâmicas dos participantes, influenciando tanto as disputas pelo prêmio quanto os debates entre fãs e comentaristas — em uma temporada que já entrou para os livros como uma das mais intensas e controversas da história do reality brasileiro.

James Van Der Beek, protagonista de “Dawson’s Creek”, morre aos 48 anos após luta contra o câncer

A família do ator confirmou nesta quarta-feira, 11/02/2026, a morte do ator, ícone da TV dos anos 1990 e início dos anos 2000, que enfrentava um câncer colorretal desde 2023

O mundo do entretenimento está em luto. O ator James Van Der Beek, conhecido mundialmente por interpretar Dawson Leery, protagonista da série adolescente Dawson’s Creek, morreu nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2026), aos 48 anos. A informação foi confirmada pela família do artista em uma publicação no perfil oficial dele no Instagram. 
Van Der Beek enfrentava um câncer colorretal diagnosticado em 2023 e tornado público em 2024. Segundo a família, ele passou seus últimos dias com “coragem, fé e serenidade” e faleceu de forma tranquila. 
Nascido em 8 de março de 1977, em Connecticut (EUA), Van Der Beek conquistou fama internacional no final dos anos 1990 ao viver Dawson, um jovem com sonhos de ser cineasta em Dawson’s Creek, que foi ao ar de 1998 a 2003 e marcou uma geração de telespectadores com suas histórias sobre amor, amizade e amadurecimento. 
Após o sucesso da série, o ator continuou trabalhando em cinema e televisão, participando de filmes como Varsity Blues e de séries como CSI: Cyber e Don’t Trust the B- in Apartment 23. 
Além de deixar um legado artístico significativo, Van Der Beek era também pai de seis filhos, fruto de seu casamento com Kimberly Van Der Beek. A família pediu privacidade neste momento de luto. 
Celebridades, fãs e colegas de profissão reagiram emocionados nas redes sociais, ressaltando a influência do ator no universo da cultura pop e seu carisma duradouro junto ao público.
A perda de James Van Der Beek representa o fim de uma era para muitos fãs que cresceram assistindo às histórias de Dawson, Joey, Pacey e Jen, personagens que marcaram profundamente a televisão adolescente e influenciaram toda uma geração.

Caetano Veloso e Maria Bethânia brilham no Grammy 2026; Bad Bunny é o principal vencedor do ano

A 68ª edição do Grammy Awards, realizada no dia 1º de fevereiro de 2026 no Crypto Arena, em Los Angeles, consagrou a diversidade musical, celebrou vozes globais e marcou momentos históricos para a indústria da música. A grande surpresa da noite foi a vitória de Bad Bunny na categoria de Álbum do Ano com Debí Tirar Más Fotos, tornando-se o primeiro artista a ganhar o prêmio com um álbum inteiramente em espanhol. O rapper porto-riquenho emocionou o público com um discurso em espanhol, destacando suas raízes e a importância da representatividade cultural, em um momento que certamente ficará na memória da história do Grammy.
O rapper Kendrick Lamar consolidou ainda mais seu legado, tornando-se o artista mais premiado da história do Grammy com 27 vitórias ao receber cinco troféus em uma só noite, incluindo Gravação do Ano ao lado de SZA com a faixa “Luther”. Outros destaques internacionais da premiação incluíram Billie Eilish, vencedora de Música do Ano com “Wildflower”, Olivia Dean, escolhida como Melhor Artista Revelação, e a lendária banda The Cure, que conquistou o prêmio de Melhor Álbum de Música Alternativa com Songs of a Lost World.
A cerimônia também foi histórica para o Brasil. Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o Grammy de Melhor Álbum de Música Global com Caetano e Bethânia Ao Vivo, celebrando a força da música brasileira no cenário internacional. A vitória trouxe visibilidade global a uma produção que mescla tradição e inovação, reforçando a universalidade da cultura musical do país.
Além dos principais prêmios, a noite contou com performances memoráveis que atravessaram gêneros e gerações, passando por hinos pop, tributos emocionantes e fusões de ritmos globais. Entre as apresentações mais comentadas, destacaram-se Lady Gaga, FKA twigs, Tame Impala e Doechii, que combinaram espetáculo visual e musical, mostrando que o Grammy é também uma vitrine para performances ao vivo que marcam gerações.
Na categoria Pop, Lola Young venceu com “Messy” na Melhor Performance Solo, enquanto Cynthia Erivo e Ariana Grande conquistaram a Melhor Performance Duo/Grupo com “Defying Gravity”. 
Lady Gaga levou o prêmio de Melhor Álbum Vocal Pop com Mayhem, e FKA twigs foi reconhecida com o Melhor Álbum Dance/Electrônico por Eusexua. No R&B, Leon Thomas conquistou o Melhor Álbum com MUTT, enquanto Kehlani venceu com “Folded” na Melhor Canção R&B. Entre os vencedores de música urbana, Bad Bunny também faturou o Melhor Álbum de Música Urbana, reafirmando seu domínio nas premiações internacionais.
No rock, Turnstile foi premiado com o Melhor Álbum de Rock por Never Enough, Nine Inch Nails venceu com “As Alive as You Need Me to Be” na Melhor Canção de Rock, e Yungblud levou a Melhor Performance de Rock com “Changes (Live From Villa Park)”. Entre outros destaques, Tyler Childer, Tyler, the Creator e Laufey foram reconhecidos em categorias técnicas, de capa de álbum e performance instrumental, reforçando a diversidade da premiação, que distribuiu 95 troféus no total, contemplando desde gêneros clássicos até categorias técnicas e inovadoras.
O Grammy 2026 evidenciou uma tendência clara de valorização da música global, com artistas de diferentes países, línguas e estilos sendo premiados e celebrados. A vitória de Bad Bunny representa um marco para a inclusão da música latina e de idiomas diversos na indústria internacional, enquanto Caetano Veloso e Maria Bethânia consolidam o prestígio da música brasileira. A cerimônia reforçou que o Grammy continua sendo um espaço para reconhecer não apenas qualidade técnica e artística, mas também diversidade, representatividade e impacto cultural.

🏆 Lista COMPLETA de vencedores do Grammy Awards 2026

Geral (Big Four)

Álbum do Ano: Debí Tirar Más Fotos — Bad Bunny 

Record of the Year: “luther” — Kendrick Lamar & SZA 

Song of the Year: “Wildflower” — Billie Eilish 

Melhor Artista Novo: Olivia Dean 


Produção & Composição

Produtor do Ano, Não‑Clássico: Cirkut 

Compositor(a) do Ano, Não‑Clássico: Amy Allen 


Pop

Melhor Performance Pop Solo: “Messy” — Lola Young 

Melhor Performance Pop Duo/Grupo: “Defying Gravity” — Cynthia Erivo & Ariana Grande 

Melhor Álbum Vocal Pop: Mayhem — Lady Gaga 


Dance / Eletrônica

Melhor Gravação Dance/Electrônica: “End of Summer” — Tame Impala 

Melhor Dance Pop Recording: “Abracadabra” — Lady Gaga 

Melhor Álbum Dance/Electrônico: Eusexua — FKA twigs 

Melhor Gravação Remixada: Abracadabra (Gesaffelstein Remix) — Lady Gaga & Gesaffelstein 


Urbana / Global

Melhor Álbum de Música Urbana: Debí Tirar Más Fotos — Bad Bunny 

Melhor Performance de Música Africana: “Push 2 Start” — Tyla 

Melhor Performance de Música Global: “EoO” — Bad Bunny 

Melhor Álbum de Música Global: Caetano e Bethânia Ao Vivo — Caetano Veloso & Maria Bethânia 


Rock / Alternativo

Melhor Álbum de Rock: Never Enough — Turnstile 

Melhor Canção de Rock: “As Alive as You Need Me to Be” — Nine Inch Nails 

Melhor Performance de Rock: “Changes (Live From Villa Park)” — Yungblud 

Melhor Álbum de Música Alternativa: Songs of a Lost World — The Cure 


R&B / Soul

Melhor Álbum R&B: MUTT — Leon Thomas 

Melhor Canção R&B: “Folded” — Kehlani 

Melhor Performance R&B: “Folded” — Kehlani 

Melhor Performance R&B Tradicional: “Vibes Don’t Lie” — Leon Thomas 


Country

Melhor Álbum Country Contemporâneo: Beautifully Broken — Jelly Roll 


Vídeo e Visual

Melhor Vídeo Musical: “Anxiety” — Doechii 

Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual: Sinners — Various Artists 


Pop Tradicional

Melhor Álbum Pop Vocal Tradicional: A Matter of Time — Laufey 

Melhor Capa de Álbum: Chromakopia — Tyler, the Creator

Em meio à crise emocional global, NEST Mundial debate propósito e liderança em São Paulo

"Você vai fracassar e ser vaiado, mas não pode se curvar à dor", Augusto Cury debate saúde mental no Nest Mundial

Em um cenário global marcado por esgotamento emocional, crises de ansiedade e desafios sociais crescentes, o NEST Mundial LGND propôs uma reflexão sobre o papel da liderança diante das novas demandas humanas. Nos dias 4 e 5 de fevereiro, o encontro realizado em Alphaville, na Grande São Paulo, reuniu personalidades de referência, como o psiquiatra mais lido do mundo Augusto Cury e o escritor Chepe Putzu.
Durante dois dias de imersão, foram debatidos temas como expansão de iniciativas humanitárias, saúde mental e a construção de lideranças capazes de gerar impacto real na sociedade. Autor de mais de 40 milhões de livros vendidos, Augusto Cury destacou a urgência do cuidado emocional no mundo contemporâneo. Para o psiquiatra, enfrentar desafios faz parte do processo de crescimento humano. “Nunca se esqueça que não há céu sem tempestade nem caminho sem desafios, porque quem vence sem risco, triunfa sem glórias”, afirmou.
O escritor Chepe Putzu abordou a necessidade de transformar a visão em prática cotidiana e destacou a saúde mental como um dos principais desafios da atualidade. “Hoje, o maior problema da humanidade não é econômico, político ou tecnológico. É a saúde mental”, disse. Em referência ao lançamento do livro Bom dia, Visão. Boa noite, Propósito, completou: “Cuidar da mente é cuidar do futuro: se tocarmos a mente, tocamos a vida. Se tocarmos a vida, transformamos o mundo. Não lançamos apenas um livro, testemunhamos um despertar”. Segundo Putzu, o encontro marcou um momento em que participantes passaram a compreender o propósito como uma experiência prática, e não apenas como um conceito.
O evento também contou com a participação dos atletas Fabrício Werdum e Lyoto Machida, que compartilharam experiências sobre disciplina, derrota e resiliência. Ambos destacaram que as características de um campeão vão além do talento, manifestando-se principalmente no caráter e na capacidade de continuar após as dificuldades.
Pela primeira vez em São Paulo, o principal encontro anual do movimento Legendários foi apresentado como um momento de definição de direção para o próximo ciclo do movimento, reunindo lideranças em torno de temas como responsabilidade social, equilíbrio emocional e impacto coletivo.

Preparação para o Carnaval vai além do treino: suplementação entra no radar de quem quer curtir com equilíbrio

Com a chegada do pré-Carnaval e a proximidade dos dias oficiais de folia, aumenta a atenção com a saúde de quem já entrou no ritmo de blocos, ensaios e festas prolongadas

Segundo Sellene Camara, CEO da Sellene MegaDiet, referência em suplementação alimentar, o preparo deve começar antes mesmo do Carnaval oficial. “Quem já está frequentando blocos e eventos precisa entender que o corpo começa a sentir o desgaste ainda no pré-Carnaval. A reposição adequada de líquidos e nutrientes faz diferença direta na disposição e na recuperação”, orienta.
Entre os suplementos mais indicados estão os eletrólitos e sais minerais, que ajudam a manter a hidratação e a prevenir sintomas como tontura, dor de cabeça e cansaço excessivo. As vitaminas do complexo B contribuem para a produção de energia, especialmente em rotinas com pouco descanso, enquanto o magnésio auxilia na função muscular e ajuda a reduzir dores e cãibras após longos períodos em pé ou dançando.
A vitamina C associada ao zinco também ganha destaque por fortalecer o sistema imunológico, que tende a ficar mais vulnerável durante o pré-Carnaval e o Carnaval. Já o ômega-3 atua no controle de processos inflamatórios e na recuperação do organismo, enquanto antioxidantes como a coenzima Q10 e o resveratrol ajudam a combater o estresse oxidativo causado pelo excesso de sol, álcool e esforço físico.
Para quem consome bebida alcoólica, a empresária reforça cuidados simples, mas essenciais. “O álcool potencializa a desidratação e interfere na absorção de nutrientes. Intercalar bebidas alcoólicas com água, água de coco ou isotônicos é uma estratégia fácil e muito eficaz”, explica. Ela também alerta para evitar longos períodos em jejum antes das festas, prática comum que pode provocar mal-estar e queda de pressão.

Agência UFC: Doenças tropicais negligenciadas persistem em vilas do Projeto de Integração do Rio São Francisco no Ceará

Mesmo com infraestrutura moderna e condições sanitárias adequadas, comunidades reassentadas pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco no Ceará ainda enfrentam ameaças de antigas doenças tropicais associadas à pobreza. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) identificou casos de esquistossomose e a presença de barbeiros – insetos vetores da doença de Chagas – em vilas produtivas rurais localizadas nos municípios de Jati, Brejo Santo e Mauriti, no sul do estado. Os resultados foram publicados no periódico Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do SUS, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.
As análises foram realizadas entre 2019 e 2020, envolvendo moradores de áreas que receberam mais de 200 famílias reassentadas pelas obras de transposição. Segundo o farmacêutico e doutor em Saúde Pública pela UFC José Damião da Silva Filho, os achados revelam que “a infraestrutura, por si só, não elimina o risco”. Ele ressalta que fatores como vulnerabilidade social e acesso limitado aos serviços de saúde continuam sendo determinantes importantes para a manutenção dessas doenças nas comunidades.
Nos testes realizados para esquistossomose, 11,5% dos 234 participantes apresentaram resultados positivos no exame de urina. Já nas análises para doença de Chagas, das 368 amostras de sangue coletadas, a prevalência foi de 0,3%. Barbeiros foram encontrados em quatro das 245 casas inspecionadas, embora nenhum deles estivesse infectado pelo Trypanosoma cruzi, agente causador da doença. “A simples presença desses insetos dentro e ao redor das residências mostra que o risco ainda existe e precisa ser monitorado”, alerta o professor Fernando Schemelzer de Moraes Bezerra, do Departamento de Análise Clínica e Toxicológica da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem da UFC.
A equipe também realizou triagens para hanseníase em 300 moradores, sem identificação de casos confirmados. Ainda assim, os pesquisadores reforçam a necessidade de vigilância ativa e permanente, considerando que os municípios estudados integram áreas historicamente endêmicas para essas enfermidades. Entre as ações recomendadas estão o treinamento de agentes de saúde, a educação da população sobre prevenção e o fortalecimento da integração entre vigilância epidemiológica e atenção primária.
Para José Damião da Silva Filho, o enfrentamento às doenças tropicais negligenciadas exige uma visão ampla e integrada. “A saúde pública precisa olhar para além das paredes das casas”, afirma. O grupo pretende revisitar as vilas para investigar os impactos da chegada efetiva das águas do São Francisco sobre o comportamento dos vetores e a incidência das doenças. A pesquisa contou com apoio do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) e parceria da Secretaria da Saúde do Ceará e das prefeituras locais.
Saiba mais sobre a pesquisa no site da Agência UFC, veículo de divulgação científica da universidade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Norte e Nordeste puxam crescimento de investidores e reforçam avanço da educação financeira fora do eixo tradicional de investimentos

Crescimento acima de 100% no número de investidores nos últimos cinco anos revela a evolução do comportamento financeiro nas regiões

As regiões Norte e Nordeste registraram crescimento superior a 100% no número de investidores entre 2020 e 2025, de acordo com dados públicos da B3. Embora o Sudeste siga concentrando a maior parte dos investidores do país, o avanço observado nessas regiões indica uma ampliação gradual do acesso aos investimentos e um movimento consistente de entrada de novos investidores fora do eixo tradicional.
Esse crescimento acompanha uma tendência nacional de expansão da base de investidores pessoa física, impulsionada pela digitalização do mercado financeiro e pela maior disponibilidade de informações sobre investimentos. O movimento também reflete uma evolução no comportamento financeiro da população, com maior interesse por planejamento financeiro, organização do orçamento e alternativas à poupança, tendência observada em estudos recorrentes e em levantamentos sobre educação financeira no Brasil.
Mesmo com o comportamento observado, cerca de 30 milhões de brasileiros continuam aplicando seus recursos na caderneta, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No Norte e Nordeste, por exemplo, onde o perfil do investidor é mais conservador e a poupança ainda é muito tradicional, aproximadamente R$ 200 bilhões seguem aplicados. Esse número expressivo evidencia como fatores associados à segurança e à familiaridade continuam pesando mais do que a rentabilidade nas decisões financeiras de muitos brasileiros. 
“A poupança segue sendo o investimento mais popular do país, mas já não cumpre o papel básico de preservar o poder de compra do brasileiro. Hoje, existem alternativas igualmente seguras, com liquidez e proteção regulatória, que entregam uma rentabilidade significativamente maior, como o Tesouro Direto, por exemplo. O desafio não é apenas migrar recursos, mas ampliar o entendimento de que segurança não está mais restrita à poupança, e que planejamento financeiro é o que, de fato, protege o patrimônio no longo prazo”, afirma Larissa Falcão, sócia e líder da XP nas regiões Norte e Nordeste.
Simulações de mercado indicam que manter R$ 100 mil na poupança pode resultar em uma perda de até R$ 130 mil em 10 anos, em comparação a produtos conservadores como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Direto, mesmo em um cenário de juros elevados. Em 2025, mais de R$ 85 bilhões de reais foram retirados da poupança no Brasil, marcando o quinto ano consecutivo de saques líquidos, com valores maiores do que os de depósitos em 9 dos 12 meses do ano, de acordo com dados do Banco Central.
Esse avanço acompanha uma dinâmica regional relevante: de 2024 para 2025, a base de investidores pessoa física avançou cerca de 3,98% no Nordeste e cerca de 4,4% no Norte, segundo o último relatório da B3, sinalizando a consolidação dessas regiões como vetores de crescimento do mercado de capitais e reforçando o processo de descentralização do investidor brasileiro.

Primeiros passos para começar a investir
Para quem deseja começar a investir em 2026, a orientação é definir objetivos claros de longo prazo e identificar o próprio perfil de investidor para escolher aplicações alinhadas ao nível de risco. A especialista destaca a importância da reserva de emergência, essencial para lidar com imprevistos e proteger o planejamento de longo prazo, aplicada em produtos líquidos e conservadores, como Tesouro Selic, CDBs e fundos DI, como base do planejamento. Disciplina nos aportes, diversificação e revisões periódicas da carteira completam uma estratégia consistente de longo prazo.
Nesse contexto, o assessor de investimentos ganha papel central ao orientar investidores na construção de estratégias alinhadas a objetivos de curto, médio e longo prazo. “O assessor personaliza o planejamento de acordo com o perfil de cada cliente, auxiliando na definição de metas como compra de imóvel, educação dos filhos, viagens e aposentadoria, além de oferecer acompanhamento contínuo”, conclui Larissa.

SOS Ressaca: hidratação estratégica e nutrição são as chaves para sobreviver à folia

Diretora médica da Clínica SiM alerta sobre os perigos da desidratação e ensina como a hidratação estratégica e alguns alimentos podem garantir energia ao longo da festa

O Carnaval é, para muitos, uma maratona de quatro a seis dias que exige o máximo do corpo. Entre as altas temperaturas do verão e o consumo aumentado de bebidas alcoólicas, o organismo enfrenta dois grandes inimigos: a desidratação e a sobrecarga hepática (do fígado). Para ajudar os foliões a manterem o ritmo sem comprometer a saúde, a Clínica SiM preparou um guia de sobrevivência focado em medicina preventiva e nutrição inteligente.
Muitos acreditam que apenas beber água "quando der sede" é o suficiente, mas o processo de desidratação no Carnaval é acelerado. O álcool inibe o hormônio antidiurético, fazendo com que o corpo perca mais líquido do que ingere. "O álcool tem um efeito diurético potente que, somado às altas temperaturas e ao esforço físico de horas atrás do bloco, cria o cenário ideal para a desidratação severa. O folião não deve esperar a sede chegar, pois ela já é um sinal de que o corpo está em sofrimento", explica Cláudia Velasco, diretora médica da Clínica SiM.

Além da água: a hidratação estratégica
A médica recomenda o uso de "isotônicos naturais". Água de coco e sucos de frutas ricas em potássio (como melancia e melão) são fundamentais para repor os eletrólitos perdidos no suor. A regra de ouro é a alternância: para cada copo de bebida alcoólica, um copo de água mineral.

O que evitar e o que priorizar
Para evitar a famosa "ressaca física", a nutrição deve ser leve. Alimentos ultraprocessados, ricos em sal e gordura, devem ser evitados, pois retêm líquidos e sobrecarregam ainda mais o fígado, que já está trabalhando dobrado para metabolizar o álcool.
"Para ajudar o fígado no processo de desintoxicação, o segredo não é apenas o repouso, mas o que você oferece ao seu metabolismo. Alimentos como brócolis, couve e frutas ricas em vitamina C são aliados essenciais para acelerar a recuperação das toxinas e garantir que a energia volte para o próximo dia de festa", reforça Velasco.

Dicas rápidas:
Pré-bloco: Aposte em carboidratos complexos (pães integrais, batata-doce) para ter energia prolongada.
Durante a festa: Fuja de salgadinhos fritos; prefira frutas ou barras de cereais.
Pós-festa: Invista em sucos detox (couve, limão e gengibre) para auxiliar na limpeza do organismo.

Serviço
Para mais informações sobre a Clínica SiM e seus serviços, acesse o site www.clinicasim.com.br ou entre em contato pelo telefone 0800 357 6060.

Shopping Benfica promove oficinas kids gratuitas aos sábados de fevereiro

Atividades infantis integram programação de lazer acessível e reforçam o shopping como espaço de convivência no cotidiano urbano

O Shopping Benfica realiza, ao longo do mês de fevereiro, uma programação especial de oficinas kids gratuitas, voltadas para a confecção de adereços carnavalescos. A iniciativa, que acontece aos sábados, vai além do entretenimento infantil e reforça o posicionamento do empreendimento como um espaço de convivência intergeracional, lazer acessível e permanência das famílias na dinâmica urbana.
As oficinas convidam crianças e seus responsáveis a compartilharem momentos de criatividade, aprendizado e diversão, fortalecendo os vínculos familiares. A proposta dialoga com o compromisso do Shopping Benfica de oferecer experiências que integrem diferentes faixas etárias e ampliem o papel do shopping como ambiente de encontro, cultura e lazer no dia a dia da cidade.
“Nosso objetivo é criar programações que façam parte da rotina das famílias, promovendo momentos de convivência e lazer. As oficinas kids são uma forma de estimular a criatividade das crianças e, ao mesmo tempo, oferecer aos pais um espaço seguro e acolhedor para estarem juntos”, destaca Kariane Rocha, gerente de marketing do Shopping Benfica.
A programação acontece sempre aos sábados, das 17h às 19h, no térreo, em frente à loja Ri Happy, com atividades temáticas diferentes a cada semana, todas inspiradas no clima do Carnaval.

Serviço – Oficinas Kids de Carnaval 
14/02 – Oficina de lança-confetes
21/02 – Oficina de máscaras de Carnaval (tradicionais e super-heróis)
28/02 – Oficina de bucket carnavalesco
Horário: 17h às 19h
Local: Avenida Carapinima, 2200 – Benfica - piso térreo, em frente à Ri Happy

Joel Jota ensina 5 passos práticos para vencer a procrastinação em 2026

Especialista em alta performance mostra que procrastinação não é preguiça, e apresenta método prático para virar o jogo este ano

Fevereiro já começou, mas muita gente ainda está adiando os próprios planos para 2026. Segundo pesquisas, cerca de 70% dos brasileiros têm o hábito de procrastinar. É justamente sobre isso que Joel Jota — empresário, palestrante, autor best-seller e especialista em alta performance — fala no novo episódio do Jota Jota Podcast, hoje o 3º podcast mais ouvido do Spotify Brasil.
Com mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais, Joel transforma ciência e experiência prática em orientações diretas para quem quer sair do modo “depois eu faço” e assumir o controle da própria rotina. No episódio, ele mostra que procrastinação não é preguiça, mas sim uma resposta emocional ligada a medo, perfeccionismo e excesso de carga mental, fatores que, se não forem administrados, podem comprometer resultados em 2026.
De forma prática, humana e direta, Joel explica que a procrastinação surge como mecanismo de proteção emocional diante do medo, da vergonha ou da pressão пояс resultados. O problema é que, ao evitar o desconforto momentâneo, a pessoa também adia as próprias conquistas.
A visão de Joel é respaldada por estudos científicos. A psicóloga clínica e professora da Universidade do Texas, Monica Ramirez Bastos, define procrastinação como o atraso desnecessário e irracional de tarefas acompanhado de desconforto psicológico. Segundo ela, o adiamento costuma vir seguido de culpa, ansiedade e insatisfação. A pesquisadora é autora do livro The Procrastinator’s Guide to Getting Things Done, no qual apresenta estratégias baseadas em terapia cognitivo-comportamental.
Outro dado citado é do pesquisador T. J. Potts, que aponta que entre 15% e 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, prejudicando carreira, relacionamentos, finanças e saúde. No Brasil, levantamento da consultoria Triad PS indica que cerca de 70% da população tem o hábito de procrastinar.

Joel também chama atenção para as principais fontes de distração:
Interferências internas — crenças limitantes e conversas internas negativas como “não sou bom o suficiente” ou “isso não vai dar certo”, que afastam a pessoa da execução.
Interferências externas — ambientes desorganizados, interrupções constantes e falta de clareza em regras e expectativas.
Interferências tecnológicas — uso excessivo do celular e a chamada “atenção fragmentada digital”, conceito estudado por Gloria Mark, da Universidade da Califórnia. Pesquisas mostram que usuários checam o celular, em média, a cada cinco minutos, prejudicando a memória de trabalho e produtividade. “O problema não é a tecnologia em si, mas usá-la para se distrair em vez de se desenvolver”, reforça Joel.
Além de explicar as causas, Joel Jota apresenta 5 passos práticos para sair da procrastinação ainda este ano:

1) Direção clara
 O que exatamente você quer em 2026? Defina objetivos claros, específicos e plausíveis. Entenda por que essa meta é importante e visualize onde, como e com quem você quer estar em dezembro de 2026. Clareza reduz a ansiedade e aumenta o compromisso com a execução.

2) Reduzir a complexidade
 Simplifique. Defina prioridades diárias — três já são suficientes. Quando tudo é prioridade, nada é prioridade. Menos tarefas relevantes geram mais ação e menos sobrecarga mental.

3) Planejamento que funciona
 Metas influenciam diretamente a motivação. Não basta pensar: escreva, estruture e transforme em plano de ação. Compartilhe seus objetivos com pessoas que possam incentivar e gerar responsabilidade sobre suas entregas.

4) Rotina intencional
 Comece com pequenos atos diários, sem “negociar” com as emoções — é o famoso “comece arrumando a sua cama”. A ação vem antes da motivação. “Rotina é o que te carrega quando a motivação não aparece”, explica Joel.

5) Acompanhamento semanal de performance
 Reflita semanalmente: você fez o que disse que faria? O que funcionou? O que poderia ter sido melhor? Revise e reajuste a rota. “Eu gosto de fazer isso aos domingos. Sento, olho para a semana que passou e recalculo a rota para a próxima”, compartilha Joel sobre seus próprios hábitos.
Para Joel Jota, vencer a procrastinação não é sobre disciplina extrema, mas sobre clareza, método e constância. “Pequenas ações repetidas diariamente constroem resultados duradouros”, conclui.

Deputada Luizianne apresenta projeto para garantir proteção permanente a motociclistas de aplicativos

A deputada federal Luizianne Lins (PT/CE) apresenta Projeto de Lei (PL nº 32/2026), que cria regras de proteção para motociclistas que trabalham com entrega de mercadorias ou transporte de passageiros por meio de plataformas digitais.
O projeto nasce da realidade de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que dependem dos aplicativos para garantir renda, mas atuam sem proteção social adequada. Hoje, cerca de 450 mil motociclistas trabalham com entregas no Brasil. Ao mesmo tempo, os números de acidentes são alarmantes. Somente em 2023, mais de 13 mil motociclistas morreram em acidentes de trânsito, o que representa uma média de 37 mortes por dia.
A proposta obriga as empresas de aplicativo a contratarem seguro contra acidentes, sem franquia, para motociclistas cadastrados. O seguro deve cobrir acidentes pessoais, danos materiais, invalidez temporária ou permanente e morte, durante o período de trabalho.
Caso a empresa não contrate o seguro, ela passa a ser responsável, diretamente, pelo pagamento da indenização ao trabalhador ou à sua família.
O projeto também garante condições básicas de trabalho. Estabelecimentos que utilizam serviços de entrega deverão permitir o uso de banheiros e garantir acesso a água potável aos entregadores.
Outro ponto importante é a transparência na relação entre plataformas e trabalhadores. O texto determina que as regras de bloqueio, suspensão ou exclusão da conta do motociclista estejam claramente previstas em contrato, com comunicação prévia e justificativa, exceto em situações que envolvam risco à segurança.
“São trabalhadores que sustentam suas famílias e enfrentam riscos diários. É preciso que esses trabalhadores possam garantir segurança mínima, dignidade e responsabilidade das plataformas”, afirma Luizianne.
O projeto começa a tramitar na Câmara dos Deputados.
Mais informações: Benedito Teixeira (85-999655777)