Ópera “Carmen” chega a Fortaleza com apresentações gratuitas no Teatro Carlos Câmara

Montagem da Cia. de Cantores Líricos de Brasília reúne artistas cearenses e propõe uma reflexão sobre liberdade feminina, machismo e violência contra a mulher

A ópera Carmen, de Georges Bizet, chega a Fortaleza nos dias 16 e 17 de outubro, com apresentações gratuitas às 19h, no Teatro Carlos Câmara. Após temporada em Brasília, a montagem da Cia. de Cantores Líricos de Brasília inicia sua circulação pelo Nordeste pela capital cearense, reunindo artistas do Distrito Federal e do Ceará, com a participação dos corais Trupecantes – Cia. de Artes e Sobretons.
Financiada pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a produção revisita uma das óperas mais conhecidas do repertório mundial e aborda questões que permanecem presentes na sociedade, como a autonomia das mulheres, o machismo e a violência de gênero.
Escrita no século XIX, Carmen conta a história de uma cigana que trabalha em uma fábrica de cigarros em Sevilha e se recusa a viver de acordo com as expectativas impostas pela sociedade. Interpretada pela soprano Érika Kallina, a personagem é presa após um conflito, mas consegue escapar com a ajuda de Don José, vivido por Rafael Luiz Ribeiro. O envolvimento entre os dois dá início a uma relação marcada pela paixão, pelo ciúme e pelo conflito entre o desejo de posse e a liberdade individual.
Uma personagem que desafia convenções
Ao longo de sua trajetória, Carmen se consolidou como uma obra importante da história da ópera, tanto pela abordagem realista quanto pela presença de elementos musicais associados às sonoridades espanholas e mouras. A protagonista rompe com os padrões de comportamento atribuídos às mulheres de sua época, aspecto que orienta a leitura proposta nesta montagem.
Diretor cênico, responsável também pela iluminação e pelos cenários, James Fensterseifer explica que a produção busca se afastar da imagem estereotipada de Carmen como uma mulher fatal para valorizar suas escolhas e sua independência.
“Muito embora a sensualidade de Carmen permaneça latente — o que hipnotiza a todos —, deixamos de lado a ideia estereotipada de 'mulher fatal' ou 'devoradora de homens' e focamos no símbolo de liberdade das escolhas individuais da personagem. Ela decide seu caminho e escolhe seu destino final”, afirma.
Para Érika Kallina, interpretar Carmen pela segunda vez permite explorar aspectos que vão além da sedução. A soprano procura evidenciar as motivações e a humanidade da personagem, cuja postura é marcada pela fidelidade às próprias convicções.
“Agora, vivendo a personagem pela segunda vez, sinto que posso ir além do clichê da 'mulher fatal'. Busquei sua humanidade mais pura: ela não é movida por maldade, mas por uma fidelidade inabalável a si mesma e à sua liberdade”, diz a cantora.
Na avaliação da artista, a história mantém relação direta com os debates atuais sobre os direitos das mulheres. “O público vai encontrar no palco um espelho direto das lutas contemporâneas: o direito inegociável da mulher de existir em seus próprios termos, sem medo e sem amarras”, acrescenta.
A relação entre Carmen e Don José também abre espaço para discutir o machismo e a violência contra a mulher. Soprano, fundadora da companhia e intérprete de Micaela, Renata Dourado considera que a independência da protagonista ajuda a explicar a permanência da obra no repertório lírico.
“Carmen se faz atual até hoje porque ela foi uma das primeiras mulheres na música erudita a ser colocada como uma mulher independente, à frente do seu tempo, empoderada, não submissa aos homens”, afirma. Para a cantora, a narrativa também pode estimular reflexões sobre a violência contra as mulheres na realidade brasileira.
Artistas cearenses integram a montagem
A temporada em Fortaleza aproxima a companhia brasiliense de músicos e cantores que atuam na cena lírica local. A regência é do maestro Leandro L. Serafim, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), à frente de uma orquestra formada por instrumentistas cearenses.
A participação local inclui a soprano e produtora Juju Weyne, além de Maria Juliana, Rafael Sousa, Daniel Sombra, Bruno Caldeira e Matheus Marques Melo, integrantes da Cia. Trupecantes que assumem diferentes papéis na montagem. O Coral Sobretons também participa do espetáculo.
Para o tenor Daniel Sombra, a presença de artistas do Ceará em uma produção dessa dimensão é uma oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido no Estado e fortalecer a colaboração entre profissionais de diferentes origens.
“A possibilidade de mostrarmos o quanto de dedicação e comprometimento temos nas realizações dessa cena de ópera é muito importante. Estamos agregando força, mostrando que podemos construir juntos e colaborar”, destaca.

Ficha técnica
Ópera: Carmen, de Georges Bizet
Direção cênica, iluminação e cenários: James Fensterseifer (Brasília)
Elenco
Carmen: Érika Kallina (Cia. de Cantores Líricos de Brasília)
Don José: Rafael Luiz Ribeiro (Cia. de Cantores Líricos de Brasília)
Micaela: Renata Dourado (Cia. de Cantores Líricos de Brasília)
Escamillo: Gustavo Rocha (Cia. de Cantores Líricos de Brasília)
Frasquita: Juju Weyne (Cia. Trupecantes – Fortaleza)
Mercedes: Maria Juliana (Cia. Trupecantes – Fortaleza)
Dancairo: Rafael Sousa (Cia. Trupecantes – Fortaleza)
Remendado: Daniel Sombra (Cia. Trupecantes – Fortaleza)
Zuniga: Bruno Caldeira (Cia. Trupecantes – Fortaleza)
Morales: Matheus Marques Melo (Cia. Trupecantes – Fortaleza)
Orquestra – Fortaleza
Maestro: Leandro L. Serafim
Violino 1: Paulo Leniuson
Violino 2: Leandro Alves
Viola: Robério Pereira
Violoncelo: Vinicius Aragão
Flauta: Samuel Castro
Oboé: Joilson Santos
Clarinete: Anderson Silva
Fagote: Francisco Sousa
Trompa: Robson Lima
Piano: Vitor Duarte
Percussão geral: Emílio de Lima
Tímpanos: Glauber Pereira
Participação especial: Coral Sobretons (Fortaleza)
Realização: Cia. de Cantores Líricos de Brasília
Recursos: Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC)

Serviço:
Espetáculo: Carmen, ópera de Georges Bizet
Datas: 16 e 17 de outubro, sexta-feira e sábado
Horário: 19h
Local: Teatro Carlos Câmara – Rua Dr. João Moreira, 471, Centro, Fortaleza
Ingressos: Gratuitos, disponíveis pelo Sympla e na bilheteria do teatro
Classificação indicativa: 14 anos
Mais informações: Instagram @ciadecantoresliricos

Fina Casa Revestimentos lança revestimento exclusivo que reproduz com perfeição o Travertino em evento para arquitetos e designers de interior

Produto exclusivo da marca foi apresentado na sede da empresa, no Eusébio, em experiência voltada à inovação e à nova arquitetura monolítica

A Fina Casa Revestimentos realizou, na última quinta, 24 de setembro, em sua sede no Eusébio, um encontro exclusivo para arquitetos, designers de interiores e profissionais do setor para apresentar o Eco Travertino®, novidade que passa a integrar o portfólio da empresa com exclusividade.
O produto chega como uma solução inovadora para o mercado de acabamentos, traduzindo em superfícies contínuas as sensações, texturas e o impacto visual do travertino, rocha sedimentar reconhecida por sua beleza natural, elegância e atemporalidade. Com partículas de pedra em sua composição, o Eco Travertino® oferece uma leitura contemporânea desse material clássico, permitindo aplicações autorais e sofisticadas em projetos de alto padrão.
O evento reuniu profissionais convidados em uma experiência voltada à apresentação das possibilidades do produto, que propõe uma nova forma de pensar superfícies, ambientes e acabamentos. A proposta é levar para os projetos a força estética da pedra natural, mas com maior liberdade criativa, continuidade visual e adaptação a diferentes tipos de espaços.
A apresentação foi conduzida pelo criador do Eco Travertino®, Douglas Boiago, que compartilhou com os profissionais o conceito da chamada “nova arquitetura monolítica”, tendência que valoriza ambientes mais orgânicos, sensoriais, leves, naturais e contínuos. Durante o encontro, foram demonstradas aplicações, características técnicas e diferenciais do produto para projetos residenciais, comerciais e corporativos.
De acordo com os diretores da Fina Casa Revestimentos, Solange Lemos e Gerson Ribeiro, a exclusividade reforça o posicionamento da empresa como curadora de soluções inovadoras para o alto padrão. A chegada do Eco Travertino® amplia as possibilidades para arquitetos e designers que buscam materiais capazes de transformar espaços com acabamento autoral, estética natural e personalidade.
“Trazer o Eco Travertino® com exclusividade para a Fina Casa representa muito do que acreditamos como marca: pesquisa, inovação, curadoria e relacionamento com os profissionais. É um produto que entrega uma experiência visual e sensorial muito especial, porque traduz a essência do travertino em uma solução contemporânea, versátil e alinhada às novas demandas da arquitetura”, destaca Solange Lemos, diretora do Grupo Fina Casa.
Durante a apresentação, os convidados puderam conhecer de perto as possibilidades do Eco Travertino® em superfícies e ambientes, além de compreender como o produto responde a desafios comuns da especificação, como paginação, emendas, rejunte, manutenção, peso e custo. A proposta é oferecer uma alternativa de acabamento com efeito contínuo, valorizando a experiência visual, tátil e sensorial dos espaços.
Para Gerson Ribeiro, diretor do Grupo Fina Casa, o lançamento fortalece a estratégia da empresa de aproximar inovação, atendimento consultivo e relacionamento com o mercado profissional. “A Fina Casa tem buscado soluções que realmente façam diferença no dia a dia dos projetos. O Eco Travertino® chega como uma alternativa única, com grande potencial para aplicações criativas, sofisticadas e personalizadas em ambientes de alto padrão”, afirma.
O encontro integra a agenda de experiências da Fina Casa Revestimentos voltada ao fortalecimento do relacionamento com arquitetos e designers, apresentando novidades, tendências e soluções que contribuem para ampliar repertório e gerar novas possibilidades para os projetos.
Sobre a Fina Casa Revestimentos
A Fina Casa Revestimentos integra o Grupo Fina Casa e atua no mercado de acabamentos de alto padrão, com curadoria de revestimentos, atendimento consultivo, suporte técnico, logística e relacionamento com arquitetos, designers e especificadores. Localizada no Eusébio, a empresa vem consolidando sua presença no Ceará com foco em soluções completas para obras e projetos residenciais, comerciais e corporativos.

10ª Bienal Internacional de Dança De Par em Par anuncia programação

Com cerimônias de abertura no dia 23 de outubro em Fortaleza e Paracuru, a 10ª edição dos anos pares da Bienal Internacional de Dança do Ceará terá programação entre 21 de outubro e 1º de novembro em oito cidades do estado. Acesso gratuito.

Com 64 apresentações artísticas, de 43 atrações locais, nacionais e internacionais, chega à 10ª edição a Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par, braço dos anos pares da tradicional Bienal que acontece desde 1997 nos anos ímpares. Com abertura oficial no dia 23 de outubro em Fortaleza e Paracuru, e início das apresentações no dia 21, em Juazeiro do Norte e Crato, a Bienal De Par em Par circulará, ao todo, por oito cidades cearenses, até 1º de novembro, com acesso gratuito a todas as atividades.
A 10ª Bienal de Par em Par acontecerá em Juazeiro do Norte (21 e 22/10), Crato, (21, 23 e 24/10), Fortaleza (23/10 a 1º/11), Paracuru (23 e 24/10), Pacatuba (26, 29 e 30/10), Canoa Quebrada/Aracati (28 a 31/10), Baturité (30 e 31/10) e Guaramiranga (31/10). “Essa escolha consciente reafirma a descentralização cultural, permitindo que a arte ganhe novos sotaques, fortaleça redes locais e chegue a cada vez mais pessoas”, diz David Linhares, criador e diretor da Bienal de Dança.
Nesta edição, a diversidade é um princípio orientador. Acessibilidade, inclusão e o reconhecimento de perspectivas decoloniais, valorizando as heranças da diáspora negra e as culturas dos povos indígenas, convocam a dança a questionar hierarquias e a celebrar a pluralidade. Tudo isso se materializa em mais de 70 atividades, incluindo espetáculos, oficinas, seminários, exposições, residências e videocasts, compondo uma rica teia de criação e formação.

INÍCIO EM JUAZEIRO DO NORTE E CRATO
Na região do Cariri, a Bienal inicia as apresentações desta edição. Em Juazeiro do Norte, estará nos dias 21 e 22 no Teatro do Banco do Nordeste Cultural. No Crato, ocupará o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo com apresentações nos dias 21, 23 e 24.
“Água Viva”, de Clarice Lima, Cláudia Pires e Rosa Ana Fernandes, do Ceará, será a primeira apresentação desta edição, no dia 21, às 15h, no Teatro do Banco do Nordeste Cultural, em Juazeiro do Norte, local que, no dia seguinte, no mesmo horário, terá a também cearense Cia Alysson Amâncio com “Floresta de Pedras”.
No Crato, o Grupo Três em Cena, de Goiás, estará no dia 21, às 19h, no Terreiro das Artes, no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo (CCC), com o espetáculo “Contenção”. Na noite de sexta-feira, 23, enquanto Fortaleza e Paracuru sediam a abertura oficial da edição, a Bienal De Par em Par segue no Crato com a Cia Alysson Amâncio apresentando “Roma dos Pobres", às 18h30, no Pequeno Palco do CCC.
No sábado, 24, a Bienal De Par em Par encerra os dias no Cariri com uma programação festiva no Centro Cultural Sérvulo Esmeraldo. Às 18h, no Pequeno Palco, tem “Vogue Funk”, espetáculo da Patfudyda/Quafá Produções, do Rio de Janeiro. Na sequência, no Parque (Teatro pra Fora), acontece uma parceria da Bienal com o projeto Ceará Sinfônico – Programa Integrado de Fomento à Música Instrumental Cearense de Concerto e de Apoio às Bandas de Música, da Secult-CE, com apresentação de Orquestra UFCA, Kariri Sax, Grupo de Sopros e Percussão da UFCA, Coral da UFCA e Orquestra Vila da Música.
E levando pela primeira vez um grande espetáculo de balé clássico ao local, a Bienal recebe no Teatro do CCC a São Paulo Companhia de Dança, considerada uma das mais importantes companhias da América Latina pela crítica especializada. O espetáculo que apresenta é “Giselle – Ato II”, remontagem de Lars Van Cauwenbergh, a partir da obra de 1841 de Jules Perrot (1810-1892) e Jean Coralli (1779-1854), com música de Adolphe Adam (1803-1856).

ABERTURA OFICIAL NO DIA 23 EM FORTALEZA E PARACURU
Em Fortaleza e Paracuru, a Bienal De Par em Par terá no dia 23 a abertura oficial da 10ª edição. Na capital, será no Cineteatro São Luiz, a partir das 17h30, começando com o Três em Cena, de Goiás, apresentando “Contenção”. Logo após acontece a cerimônia de abertura, seguida por “Giselle – Ato II”, da São Paulo Companhia de Dança. Do Cineteatro, o evento segue para o Pirata Bar, abrindo a programação Bienal D’Iracema, com “ForRock”, Festa de Abertura da Bienal com os cearenses Farra dos bons, Mateus Fazeno Rock e DJ Guga de Castro.
Em Paracuru, que recebe a Bienal nos dias 23 e 24 na Praça da Matriz, a programação no dia 23 começa às 19h com a Cerimônia de Abertura, seguida pelo espetáculo “Joia”, uma criação de Jorge Garcia, de São Paulo, com a Escola de Dança de Paracuru. Na sequência, a Bienal recebe a Cisne Negro Cia de Dança, de São Paulo, com “Cisne em Movimento”, que no dia 24 estará em Fortaleza no palco do Cineteatro São Luiz.
“Cisne em Movimento” é composto por quatro obras do repertório da companhia: “Sabiá” (1988), “Cálice” (2019), “Prece” (1988) e “Four Seasons For Three” (2025). Fundada em São Paulo há 49 anos por Hulda Bittencourt (1934-2021), que foi diretora artística por 44 anos, a Cisne Negro Cia. de Dança é considerada uma das principais companhias contemporâneas do país, com reconhecimento de crítica e público.
MAIS ATRAÇÕES
Outros importantes nomes da dança no Ceará, no Brasil e outros países e continentes formam, até 1º de novembro, esse caldeirão de encontros e cruzamentos que é a 10ª Bienal De Par em Par. A dança transborda e dialoga com o teatro, o cinema, a música, as artes visuais e o audiovisual, expandindo as possibilidades de percepção.
Do Ceará estão nesta edição: Andreia Pires, Ballet Mônica Luiza, Cia Alysson Amâncio, Cia de Dança Mosaico40, Denise Parra, LolyPop Urban Art, Mara Alexandre, Maria Epinefrina, Wellington Gadelha. A edição conta também com Paracuru Companhia de Dança, com dois trabalhos, um deles em parceria com o coreógrafo goiano Henrique Rodovalho; Andrei Bessa, cearense residente em Portugal; Clarice Lima, cearense residente em São Paulo, com dois trabalhos, sendo um solo e um em parceria com Cláudia Pires e Rosa Ana Fernandes.
E mais, Escola de Dança de Paracuru, com um trabalho em parceria com Jorge Garcia, de São Paulo; Núcleo Artístico de Dança do Centro Cultural Bom Jardim, também em parceria com Jorge Garcia; trabalhos coreográficos do Corpo Artístico Jovem de Dança da Escola Pública de Dança da Vila das Artes, do Curso Técnico em Dança – CTD da Escola Porto Iracema das Artes e do Curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal do Ceará. Completam a programação artística cearenses desta edição as atrações musicais Farra dos bons, Mateus Fazeno Rock, DJ Guga de Castro e, do programa Ceará Sinfônico, Orquestra UFCA, Kariri Sax, Grupo de Sopros e Percussão da UFCA, Coral da UFCA e Orquestra Vila da Música.
De outros estados e regiões do Brasil, a 10ª Bienal de Par em Par recebe espetáculos de São Paulo Companhia de Dança, Cisne Negro Cia. de Dança, Jorge Garcia Cia de Dança, GRUA e Cristian Duarte /em companhia, de São Paulo; Grupo Três em Cena e Quasar Cia de Dança, de Goiás; Cia REC, Alice Ripoll e Patfudyda | Quafá Produções, do Rio de Janeiro; Marcelo Evelin, do Piauí, com um trabalho em parceria com a Bienal de Dança; Cia Giradança, do Rio Grande do Norte, com dois trabalhos, um em parceria com Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, de São Paulo, e um em parceria com a alemã Elisabete Finger; Erivelto Viana, do Maranhão, com Princesa Ricardo Marinelli, do Paraná; e Cia Ananda, de Minas Gerais, com abertura de processo de solo da cearense Rosa Primo, com direção de Anamaria Fernandes (MG/CE).
São atrações convidadas de outros países Collectif ZOT, da Guiana Francesa e Guadalupe, França; Cie La Mangrove, de Guadalupe, França; Salia Sanou, Centre Chorégraphique National de Nantes, França; e Companhia Dame de Pic/Cie Karine Ponties, da Bélgica.
ESPAÇOS DE DANÇA E DE ENCONTROS
Ao romper os limites da caixa preta dos teatros, o festival aposta no inesperado e convida o público a perceber a cidade por novos ângulos, transformando ruas, praças e museus em verdadeiros territórios de fruição artística. Na capital, além ocupar espaços que tradicionalmente recebem a Bienal - Cineteatro São Luiz, Theatro José de Alencar e Teatro B. de Paiva do Hub Cultural Porto Dragão – como fruto da expansão afetiva pela cidade de Fortaleza, nasceu a Casa Movimenta, na Praia de Iracema, em uma parceria profícua com o Laboratório de Experimentações em Audiovisual (LEEA) e os programas da Universidade Federal do Ceará. “Mais do que uma sede, é um lugar coletivo de convivência, debates e experimentação. Em constante diálogo com esse movimento, a Bienal D’Iracema ativa relações entre arte e comunidade no entorno histórico da Praia de Iracema”, explica David Linhares, que leva a Bienal D’Iracema também à Ponte dos Ingleses, ao Museu de Arte Contemporânea – MAC, no Dragão do Mar, e ao Pirata Bar.
No interior a Bienal estará na Praça da Matriz de Paracuru; no Teatro do Banco do Nordeste Cultural Cariri, em Juazeiro do Norte; no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, no Crato; na Escola Indígena, na EEIEF Manuel Pontes de Medeiros e na EEIEF Carlos Alberto de Almeida Pontes, em Pacatuba; na Praça, no Circo Escola e nas Falésias de Canoa Quebrada; na Praça da Estação, de Baturité; e no Teatro Municipal de Guaramiranga.

A BIENAL DE DANÇA
Espaço de encontro e diálogo de estéticas contemporâneas e de intercâmbio artístico de veteranos e jovens artistas dos mais diversos territórios, a Bienal Internacional de Dança do Ceará é um dos projetos culturais mais longevos do estado e se posiciona entre os maiores do segmento no país. Lançada em outubro de 1997, festeja uma trajetória de quase 30 anos, com um histórico de ações anuais nos campos da difusão, da criação e da formação.
Nascida do desejo de garantir a presença da dança contemporânea no Ceará em um contexto político desafiador, a Bienal se firmou como um espaço vital de encontro, liberdade e transformação. Ao longo de quase três décadas de trajetória, o festival ajudou a consolidar a dança no estado, fortalecendo saberes e políticas públicas essenciais.
Em 2008, como um desdobramento da tradicional edição dos anos ímpares, a Indústria da Dança, instituição realizadora junto à Proarte - Associação dos Produtores de Artes do Ceará, lançou uma versão diferenciada para os anos pares, denominada Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par, que em 2026 chega à 10ª edição. De 1997 a 2026 o projeto Bienal Internacional de Dança do Ceará conta com 28 edições realizadas ao longo de 29 anos. São 15 da Bienal Internacional de Dança do Ceará - a dos anos ímpares; 10 da Bienal De Par em Par; 01 edição especial Conexão Cabo Verde; e 03 denominadas Bienal Criança.

QUEM FAZ A BIENAL
A X Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par é uma realização da Indústria da Dança do Ceará e da Proarte - Associação dos Produtores de Artes do Ceará, e integra a rede de ações artísticas brasileiras fomentada pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, executado pela Fundação Nacional de Artes, vinculada ao Ministério da Cultura do Governo do Brasil. Apoio Institucional: Secretaria da Cultura do Ceará e Ministério da Cultura, com recursos provenientes da Lei Federal Nº 14.399 de julho de 2022, e Lei Estadual Nº 18.012, de 1o de abril de 2022.  Apoio Cultural: Enel Distribuição Ceará. Apoio: Prefeitura de Fortaleza, Consulado Geral da França em Recife para o Nordeste e Villa Fatumbi. A Bienal Internacional de Dança do Ceará integra a Rede de Festivais de Arte e Cultura do Ceará - Rede FACE.

SERVIÇO
X Bienal Internacional de Dança do Ceará De Par em Par: Abertura oficial no dia 23 de outubro de 2026. Programação entre 21 de outubro e 1º de novembro de 2026 em Juazeiro do Norte, Crato, Fortaleza, Paracuru, Pacatuba, Aracati (Canoa Quebrada), Baturité e Guaramiranga (CE). Acesso gratuito.
Site: https://bienaldedanca.com/ 
Instagram: https://www.instagram.com/bienaldedanca/
Facebook: https://www.facebook.com/bienaldedanca
TikTok: https://www.tiktok.com/@bienaldedanca
YouTube: https://www.youtube.com/@bienalinternacionaldedancadoce
Informações: contato@bienaldedanca.com

Cleane Fontenele reúne empreendedores em Fortaleza com estratégias para gerar vendas através de redes sociais e outras mídias digitais

Experiência conecta conteúdo, estratégia e vendas para profissionais que desejam fortalecer autoridade, ampliar presença no mercado e construir negócios mais preparados para a nova economia digital;  evento, que será realizado nos dias 16 e 17 de outubro no Rooftop Piazza

Em um cenário em que atenção se tornou um dos ativos mais disputados do mercado, não basta apenas estar presente no digital. É preciso ter posicionamento, estratégia e clareza para transformar comunicação em oportunidades de negócio. 
É com essa visão que nasce a Imersão Método CEV – Conteúdo, Estratégia e Vendas, uma experiência criada para empresários, empreendedores e profissionais que desejam assumir o protagonismo da própria marca e construir uma presença digital capaz de gerar resultado
O evento, que será realizado nos dias 16 e 17 de outubro no Rooftop Piazza Aldeota, apresenta uma metodologia estruturada para quem busca sair da comunicação improvisada e compreender como alinhar conteúdo estratégico, autoridade, relacionamento e vendas em um único movimento.
Durante dois dias intensivos, os participantes terão acesso aos pilares que sustentam negócios preparados para o mercado atual: criação de conteúdo com propósito, posicionamento estratégico, comunicação de valor, construção de autoridade e utilização dos principais canais de aquisição de clientes.
A proposta é proporcionar uma experiência de transformação. A programação reúne estratégias aplicáveis, dinâmicas práticas, troca de experiências e networking entre empresários e profissionais que buscam crescimento sustentável.
Em uma realidade onde marcas disputam espaço diariamente e consumidores estão cada vez mais conectados com pessoas, histórias e especialistas que transmitem confiança, o Método CEV defende um novo olhar: quem comunica com estratégia amplia sua capacidade de conexão e cria novas possibilidades de vendas.
A imersão tem como objetivo preparar cada participante para tomar decisões mais estratégicas, comunicar sua proposta de valor com clareza e fortalecer sua marca em um ambiente competitivo e em constante transformação.
“Avance 2 anos em apenas 2 dias” é a proposta da experiência: reunir conhecimento, estratégia e prática para acelerar aprendizados e oferecer ferramentas que podem ser aplicadas imediatamente nos negócios.
Porque, quando conteúdo, estratégia e vendas caminham juntos, o crescimento deixa de ser apenas uma expectativa e passa a ser construído com direção.
A Imersão Método CEV acontece nos dias 16 e 17 de outubro e promete marcar uma nova etapa para empresários e empreendedores que desejam evoluir para o próximo nível.

Serviço
Imersão Método CEV - Conteúdo, Estratégia e Vendas
Data:16 e 17 de outubro
Horário: das 8h às 17h
Local: Piazza Aldeota Rooftop - Rua Nunes Valente, 1309

Dr. Cadu Queiroz amplia debate sobre os novos caminhos da medicina na segunda temporada do podcast Sinapses

Podcast do Oxigenação retoma conversas sobre carreira, gestão, governança, propósito e os desafios que atravessam a profissão médica para além do consultório

Entre decisões clínicas, plantões, reuniões e uma rotina cada vez mais complexa, a medicina também precisa de espaço para parar, ouvir e repensar seus próprios caminhos. É a partir dessa proposta que o Sinapses, podcast do Oxigenação apresentado pelo cirurgião do aparelho digestivo Dr. Cadu Queiroz, retorna para sua segunda temporada.
Criado como uma série de conteúdos voltada à comunidade médica, o projeto aposta em conversas breves, provocativas e acessíveis sobre temas que influenciam diretamente o presente e o futuro da profissão, mas que nem sempre encontram espaço na rotina assistencial.
Em 2025, a primeira temporada contou com cinco episódios e colocou em debate assuntos como remuneração médica, associativismo, sustentabilidade dos sistemas de saúde, governança e vida fora da medicina. Agora, o programa amplia essa proposta ao reunir diferentes experiências e perspectivas em torno de questões que atravessam carreira, gestão e cuidado.
Para Dr. Cadu Queiroz, parte dos desafios atuais da medicina exige mais do que conhecimento técnico. Exige reflexão coletiva. “A medicina exige decisões o tempo todo, mas algumas respostas só aparecem quando a gente para para pensar. O Sinapses nasce justamente desse espaço de escuta, troca e reflexão sobre a profissão que estamos construindo”, destaca.
Entre os debates que ganham força nesta nova fase estão questões como o impacto da gestão e da governança sobre a qualidade do cuidado, a importância da coletividade para o fortalecimento da medicina e o desafio de equilibrar carreira, propósito e vida além do jaleco.
A proposta parte de uma ideia simples: profissionais diferentes enxergam problemas de maneiras diferentes. Quando essas experiências chegam à mesma mesa, surgem novas perguntas, outros pontos de vista e caminhos que dificilmente seriam percebidos de forma individual.
Com formato direto e foco em medicina, liderança, carreira médica, gestão em saúde e futuro da profissão, o Sinapses busca se consolidar como um espaço de conexão entre médicos, experiências e perspectivas.
Porque, em uma profissão orientada por respostas, algumas das transformações mais importantes começam justamente com uma boa pergunta.

Site Dr. Cadu Queiroz: www.dr.caduqueiroz.com

Ricardo Guilherme faz palestra destacando a trajetória das artes cênicas nos 300 anos de Fortaleza

Encontro gratuito ocorre na próxima quinta, 15 de outubro, na Academia Cearense de Letras, no Centro de de Fortaleza, e encerra ciclo de debates sobre a história e a identidade da cidade

A história de Fortaleza também pode ser contada por meio de seus palcos, manifestações populares e expressões artísticas. Essa é a proposta da palestra “300 anos de Artes Cênicas”, que será realizada no dia 15 de outubro, às 18h, na Academia Cearense de Letras, instalada no Palácio da Luz. Com entrada gratuita, a atividade será conduzida pelo roteirista de cinema e televisão e dramaturgo Ricardo Guilherme.
O encontro pretende explorar a presença da capital cearense na dramaturgia e mostrar como as artes cênicas acompanharam diferentes momentos da formação histórica e cultural da cidade. A abordagem, intitulada “A Cidade em Cena”, percorre períodos distintos da trajetória fortalezense, estabelecendo conexões entre a produção artística e as transformações vivenciadas pela população.
De acordo com Ricardo Guilherme, a proposta é examinar as representações de Fortaleza no teatro, com atenção especial às maneiras pelas quais a cidade aparece nas narrativas e produções dramatúrgicas. A palestra é promovida com patrocínio do Banco do Nordeste, em convênio com a Academia Cearense de Letras.
A discussão também amplia o entendimento sobre o que constitui a teatralidade. Para o dramaturgo, esse conceito não se restringe às apresentações realizadas nos palcos nem ao trabalho de atores, diretores e demais profissionais do teatro. Danças, procissões, manifestações públicas, folguedos e outras experiências coletivas também integram esse universo de expressões culturais.
A perspectiva permite reconhecer como diferentes práticas sociais contribuem para preservar a memória e construir a identidade de Fortaleza, revelando aspectos da vida urbana que atravessam gerações.
A palestra marca o encerramento do ciclo “Fortaleza em Perspectiva”, promovido pelo Projeto Fortaleza 300 Anos. Ao longo da programação, a iniciativa reuniu reflexões sobre diferentes dimensões da história da capital cearense, considerando aspectos culturais e sociais de sua formação.
No encontro final, o foco se volta para as artes cênicas como forma de compreender os 300 anos de Fortaleza. A proposta é evidenciar como o teatro e outras manifestações artísticas registram experiências, expressam mudanças e ajudam a contar a história da cidade.

DIVIRTA-BH | Parque do Palácio abre de graça no feriado de 12 de outubro

No feriado de segunda, 12, o Parque do Palácio abre excepcionalmente com entrada gratuita, dentro da programação do Dia das Crianças, que vai de 10 a 18 de outubro


Atendendo a pedidos do público, o Parque do Palácio abrirá no feriado de segunda, 12 de outubro, das 9h às 18h, mesmo horário dos domingos. Neste dia a entrada será gratuita. O funcionamento segue o de sempre, com oficina de bolhas de sabão, exposições no Palácio, parquinho e pista de bicicleta infantil.

A abertura se soma à programação do Dia das Crianças, que o parque espalha por dois fins de semana, de 10 a 18 de outubro. Em quase todos os dias, a cabana da Movido a Fantasia recebe as crianças das 9h às 18h, com oficinas pagas no local, e as bolhas de sabão voltam pela manhã.

O sábado, 10, começa com um piquenique sem cobrança da Movido a Fantasia para os seus clientes, das 9h30 às 11h. No domingo, 11, a segunda edição do carrinho de rolimã volta das 9h às 13h, com empréstimo gratuito. Ainda no dia 11, a educadora Flávia Pellegrini conduz a vivência Brincar sem Brinquedos, do projeto Na Pracinha, para bebês de 6 a 30 meses com um adulto, com vaga paga pelo Sympla.

Na sexta, 16, o palhaço Sufoco apresenta um número de mágica das 11h às 11h50, e cada atividade na cabana rende um picolé Easyice. No sábado, 17, a Casa da Lua comanda uma recreação das 9h30 ao meio-dia.

No domingo, 18, a vivência para bebês se repete às 9h30, e, às 15h, a Trupe Tú com Tudo encena “Circo Malas Artes”, com Pedro Malasartes, a dupla Rosa e O Cravo e direção da Estação Criativa.

Para participar das atividades, é preciso comprar o ingresso do parque, exceto no feriado de 12, quando a entrada é gratuita. A inscrição de um bebê na vivência libera a entrada de um acompanhante. Em caso de chuva, a vivência é adiada.


Sobre o Parque do Palácio

Com patrocínio da Codemge, o espaço oferece uma programação que atravessa arte, gastronomia, música, bem-estar e atividades para diferentes públicos. O Parque do Palácio vem se consolidando como um dos principais espaços de convivência e experiências ao ar livre de Belo Horizonte. Localizado no antigo Palácio das Mangabeiras, mais do que um local de visitação, o Parque do Palácio é um espaço vivo da cidade, pensado para diferentes formas de encontro e convivência. Um lugar onde o público pode passar horas entre jardins, atividades culturais, experiências gastronômicas e programação ao ar livre.

O espaço também abriga operações gastronômicas. O Café Magrí serve brunch, e o Restaurante Botânico atende no almoço.


Serviço

Parque do Palácio, de 10 a 18 de outubro

Abertura no feriado: segunda, 12, das 9h às 18h, entrada gratuita, com oficina de bolhas de sabão

Piquenique Movido a Fantasia (clientes): sábado, 10, das 9h30 às 11h

Carrinho de rolimã: domingo, 11, das 9h às 13h, com empréstimo gratuito

Vivência Brincar sem Brinquedos: domingos, 11 e 18, das 9h30 às 10h30, paga, pelo Sympla (11/10: sympla.com.br/evento/vivencia-brincar-sem-brinquedos/3591158; 18/10: sympla.com.br/evento/vivencia-brincar-sem-brinquedos/3591192)

Número de mágica com o Circo do Sufoco: sexta, 16, das 11h às 11h50

Recreação com a Casa da Lua: sábado, 17, das 9h30 às 12h

Circo Malas Artes, com a Trupe Tú com Tudo: domingo, 18, às 15h

Cabana de oficinas Movido a Fantasia: 11, 16, 17 e 18, das 9h às 18h (10h às 18h na sexta), pagas no local

Endereço: Rua Djalma Guimarães, 161, Portaria 2, Mangabeiras, Belo Horizonte

Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia), pelo Sympla; entrada gratuita no feriado de 12

Instagram: www.instagram.com/parquedopalacio

Site: www.parquedopalacio.com

Patrocínio: OOH, ArcelorMittal, Click e CDL

Único cearense na associação francesa Ambassadeurs du Pain no Brasil, Brunno Malheiros vem fazendo história com a sua Cheiro do Pão

Dia Mundial do Pão: receitas artesanais já representam 86% do faturamento no país

Italiano, Campanha, Baguette, Ciabatta, Focaccia, Franceses, Nórdico de Fôrma (Brod), Sêmola com Gorgonzola e Brioche. Tudo artesanal e levando ingredientes selecionados, a exemplo das farinhas italianas e francesas, soma com a técnica que vem fazendo o diferencial de quem procura por produtos de qualidade na Cheiro do Pão. Celebrado em 16 de outubro, Dia Mundial do Pão, este é um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros e acompanha o crescimento do setor no país. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os pães artesanais já representam 86% do faturamento do segmento.
Respeitado não apenas no Brasil, mas no exterior também, Brunno Malheiros é o único cearense convidado para integrar a associação francesa Ambassadeurs du Pain como Embaixador do Pão no Brasil e membro da Accademia Dei Mastro Del Lievito Madre e Del Panettone, com sede na Itália. Por trás desses títulos, têm muito estudo, compromisso com a excelência do setor e com o uso de ingredientes naturais, além de uma paixão pela transformação da farinha e água nessas receitas que fazem o maior sucesso entre os clientes. As principais referências internacionais da panificação artesanal têm olhado para o cearense por conta das suas habilidades e os reconhecimentos acontecem por mérito do jovem padeiro.
A Cheiro do Pão não utiliza conservantes em seus pães rústicos, agradando desde os paladares mais exigentes até àqueles que fazem uma dieta mais balanceada. “Os pães artesanais parecem simples, mas a combinação exige técnica e acompanhamento em cada etapa, com o processo podendo chegar a 48 horas, dependendo da receita, antes de o produto sair do forno e ir para a mesa do consumidor”, explica Brunno. A casca apresenta crocância, enquanto o miolo fica com uma textura elástica e levemente úmida. A acidez também faz parte da experiência e pode variar de acordo com a receita, a farinha utilizada e o fermento natural. Por não levar conservantes, o pão pode apresentar mofo após cerca de cinco dias em temperatura ambiente. Por isso, caso não seja consumido nesse período, a recomendação é mantê-lo na geladeira por até 20 dias ou congelá-lo em fatias por até 60 dias.
A relação de Brunno com a panificação começou antes da criação da Cheiro do Pão. Ainda na infância, ele acompanhava a rotina da padaria tradicional do avô, em Fortaleza. Anos depois, em 2017, passou a se dedicar aos estudos sobre panificação e fermentação natural, aprimorando técnicas por meio de cursos no Brasil e no exterior. Nesse mesmo período, também começou a compartilhar nas redes sociais o que aprendia, produzindo conteúdos sobre os processos de fermentação e seus resultados. Foi a partir dessa experiência que despertou o interesse em transformar essa paixão em um negócio.
A ideia começou a sair do papel ainda de forma caseira. Depois de se aprofundar nos estudos, Brunno passou a produzir os primeiros pães por encomenda em casa, com uma batedeira emprestada da mãe. Com o aumento da demanda, contou com o apoio da avó paterna para reformar um espaço e expandir o trabalho. Em 23 de julho de 2020, nasceu a Cheiro do Pão.
“Eu sempre busquei fazer parte de algo maior, de ter um propósito que me motivasse a levantar todos os dias querendo fazer mais. Foi nesse caminho que fui construindo minha identidade como profissional e como pessoa, e encontrei na panificação uma forma de colocar esse propósito em prática. Para mim, panificar é amar o processo de transformação e também servir, buscar conhecimento, aprimorar o que fazemos todos os dias e compartilhar aquilo que aprendemos. É esse conjunto de valores que orienta o meu trabalho, desde a escolha dos ingredientes até a forma como divido conhecimento com outras pessoas.”
Brunno Malheiros
E para replicar todo o seu conhecimento, a Escola Cheiro do Pão faz parte dessa trajetória, com cursos de panificação e consultorias presenciais e online. A junção entre trabalho e amor pelo que se faz se tornou o combustível para construir uma marca que transforma ingredientes, tempo e dedicação em sabor e qualidade para as mesas. Na Cheiro do Pão, esse propósito continua presente na busca por aprimoramento e na valorização da panificação artesanal.

Destaques na Cheiro do Pão
 
- Pão Italiano (ou Sourdough)
Tem formato arredondado, casca crocante e miolo macio. A massa é preparada com farinha branca, água, sal e fermento natural.

- Pão Campanha
Apresenta formato rústico, casca firme e miolo macio. A massa combina farinhas de trigo branca e integral, centeio integral orgânico e levain.

- Pão Nórdico de Fôrma (Brod)
É um pão típico da região da Dinamarca, de textura mais firme, preparado com trigo integral germinado, centeio integral orgânico, farinha de cereais, levain, azeite extravirgem e malte de cevada.

- Franceses
É um pão de formato alongado e achatado, com casca fina e crocante e miolo aerado, preparado com farinha branca e integral, levain e combinações de queijos, como parmesão com tomilho fresco e gorgonzola.

- Baguette
Tem formato alongado, com casca crocante e miolo macio. A massa é preparada com farinha branca e centeio integral orgânico, água, sal e levain.

- Ciabatta
É um pão de formato rústico, com casca crocante e miolo macio e aerado. A massa é preparada com farinha de trigo, água, sal, levain e azeite extravirgem.

- Focaccia
É um pão achatado e macio, preparado com farinha branca, água, sal, azeite extravirgem e levain. A cobertura leva tomate-cereja, alecrim fresco, azeite extravirgem e sal grosso.

- Brioche
É um pão macio e de textura delicada, preparado com farinha de trigo, ovos, manteiga e açúcar.
- Sêmola com Gorgonzola
Tem massa de textura macia, preparada com sêmola de grano duro e levain, com queijo gorgonzola na composição.

Serviço:
Cheiro do Pão
- WhatsApp do padeiro: (85) 99921-3333
- Cardápio digital: @cheirodopao
- Atendimento no balcão: Rua Júlio Azevedo, 399, Papicu, Fortaleza/CE
- IFood / Envio para todo o Brasil

Paula Fernandes abre venda de ingressos para a turnê “30 & Poucos Anos”, em Belo Horizonte

Foto: SYNCA / IAN RASSARI 

Apresentação acontece 15 de maio, no Minascentro, e transforma em espetáculo ao vivo o audiovisual que revisita os momentos mais marcantes da carreira da artista

Três décadas de música, milhões de pessoas alcançadas por suas canções e um repertório que marcou diferentes gerações inspiram "30 & Poucos Anos", nova turnê de Paula Fernandes. O projeto reúne momentos emblemáticos de sua discografia e apresenta ao público uma leitura atual de uma das carreiras mais relevantes da música brasileira.
A capital mineira recebe a turnê no dia 15 de maio de 2027, no Minascentro. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro. 
A abertura das vendas marca o início de um projeto que percorrerá oito capitais brasileiras e transformará em experiência ao vivo canções que acompanharam diferentes momentos da vida do público, reunindo sucessos consagrados, novas composições e referências fundamentais na construção artística da artista.
Reconhecida como uma das mais importantes intérpretes, compositoras e instrumentistas do país, Paula Fernandes consolidou uma identidade artística singular ao unir a essência da música sertaneja a influências do folk e do pop internacional. Com milhões de discos vendidos, performances dentro e fora do Brasil e canções que atravessaram gerações, ela construiu uma obra que permanece relevante e atual, acompanhando diferentes momentos da vida de seu público.

Inspirada no audiovisual gravado na Vibra, em São Paulo, a turnê leva para os palcos a atmosfera do projeto que dá nome ao espetáculo. A proposta valoriza a riqueza de seu catálogo musical, reunindo canções que marcaram época, lançamentos recentes e referências fundamentais em sua formação artística.

O repertório inclui sucessos como "Jeito de Mato", "Pássaro de Fogo", "Pra Você" e "Não Precisa", músicas que ajudaram a consolidar Paula Fernandes entre os maiores nomes da música brasileira. O show também incorpora faixas do trabalho mais recente, entre elas "Era Eu", composição de forte caráter autobiográfico, além de hits recentes como "Circo", parceria com Simone Mendes, e "Traidor" feat com Zé Vaqueiro, que vem conquistando destaque entre o público.

A apresentação reserva ainda espaço para canções que influenciaram sua construção artística. Clássicos como "Man! I Feel Like a Woman!" e "Still the One", eternizados por Shania Twain, integram o roteiro e evidenciam referências que contribuíram para a criação de uma assinatura musical reconhecida por sua autenticidade e personalidade.

Com direção concebida para valorizar emoção, repertório e proximidade, "30 & Poucos Anos" propõe uma experiência que conecta passado e presente, reunindo músicas que acompanharam histórias, relacionamentos, conquistas e lembranças compartilhadas por diferentes gerações de fãs.

"Estou muito feliz em finalmente abrir as vendas dessa turnê. '30 & Poucos Anos' nasceu com o desejo de celebrar tudo o que vivi na música e, principalmente, as pessoas que estiveram ao meu lado durante esse tempo. Cada canção carrega lembranças muito especiais e poder compartilhar isso novamente nos palcos é algo que me emociona profundamente. Tenho certeza de que vamos viver noites inesquecíveis juntos", afirma Paula Fernandes.


As primeiras datas confirmadas da turnê "30 & Poucos Anos" são as seguintes:

05 de dezembro de 2026 – São Paulo/SP – Vibra

19 de março de 2027 – Porto Alegre/RS – Teatro do Bourbon Country

20 de março de 2027 – Curitiba/PR – Teatro Positivo

02 de abril de 2027 – Recife/PE – Teatro RioMar Recife

03 de abril de 2027 – Natal/RN – Teatro Riachuelo Natal

04 de abril de 2027 – Fortaleza/CE – Teatro RioMar Fortaleza

15 de maio de 2027 – Belo Horizonte/MG – Minascentro

05 de junho de 2027 – Rio de Janeiro/RJ – Qualistage

Mais informações sobre a turnê "30 & Poucos Anos" estarão sempre disponíveis no site oficial da cantora paulafernandes.com.br e nas redes sociais. 

Sobre Paula Fernandes

Paula Fernandes é uma das principais artistas da música brasileira, com uma trajetória marcada por autenticidade, versatilidade e grandes conquistas. Cantora, compositora e instrumentista, a mineira de Sete Lagoas soma mais de 2,4 bilhões de streams nas plataformas de áudio, 5,6 milhões de discos vendidos e dois prêmios Grammy Latino, ela se destaca no cenário musical brasileiro e internacional. 

Com uma carreira sólida no Brasil e no exterior, Paula já realizou 15 turnês internacionais, passando por países da Europa, Estados Unidos e África, e dividiu o microfone com nomes como Taylor Swift, Shania Twain, Alejandro Sanz, Juanes e Il Volo. 

Premiada em diversas categorias da indústria do entretenimento, a artista soma oito indicações ao Grammy Latino, além de reconhecimentos como o Prêmio Multishow de Música Brasileira, Prêmio da Música Brasileira, Troféu Imprensa, Meus Prêmios Nick e Melhores do Ano. Na televisão, teve mais de 20 músicas em trilhas de novelas e filmes, reforçando sua presença marcante no audiovisual brasileiro.

Autora de sucessos como "Jeito de Mato", "Pássaro de Fogo", "Pra Você" e "Sem Você", Paula segue explorando novas sonoridades e reafirmando sua essência artística. Em 2025, lança o EP "SIMPLESmente Eu", um projeto que representa leveza, liberdade e conexão com suas raízes, e se prepara para integrar o elenco da novela "Coração Acelerado", prevista para estrear em 2026.


SERVIÇO 

Paula Fernandes "30 & Poucos Anos" 

Dia: 15 de maio 2027 (sábado)

Local:  Minascentro - Av. Augusto de Lima, 785 - Centro, Belo Horizonte / MG

Abertura da casa: 20h| Show: 21h

Valores: 

*Setor Pra Você (Meet & Greet) - R$585,00 (inteira)

Setor I - R$245,00 (meia) / R$265,00 (social) / R$490,00 (inteira)

Setor II - R$205,00 (meia) / R$225,00 (social) / R$410,00 (inteira)

Superior - R$145,00 (meia) / R$165,00 (social) / R$290,00 (inteira)

Ingressos: Plataforma Sympla ou na bilheteria do Minascentro

Entrevista: Leonardo e a dupla Bruno e Marrone fazem reflexão sobre a sobrevivência da música romântica

Os cantores estarão em Fortaleza nesse sábado, na última apresentação da turnê nacional do show "Cabaré" 

Por Felipe Palhano

Uma união artística que transitou das conversas de boteco aos palcos grandiosos por todo o país atinge sua etapa conclusiva. O projeto Cabaré reúne Leonardo ao lado da formação formada por Bruno e Marrone para um concerto comemorativo em solo alencarino.
Com mais de quatro décadas de trajetória profissional compartilhada por ambas as partes, o espetáculo sintetiza grande sucesso comercial e resgate afetivo de clássicos populares marcados por romantismo e desilusões amorosas. Durante este bate-papo exclusivo, os músicos detalham adequações vocais, a acolhida nordestina e a perenidade de composições tradicionais frente à efemeridade contemporânea da indústria fonográfica.

Entrevista com Leonardo
DIVIRTA-CE - O Cabaré sempre transitou entre um show de alta precisão técnica e uma roda de conversa descontraída de boteco. Agora que o projeto chega ao seu último capítulo, como você avalia o papel dessa união com Bruno e Marrone na reinvenção do sertanejo clássico em formato de grandes arenas, e de que forma essa liberdade no palco influenciou a concepção do seu novo projeto solo de inéditas?
LEONARDO - Quase me enlouqueceram para gravar o DVD de 45 anos, no momento tô querendo mesmo é ficar quietinho no meu canto, cantando o que já sei cantar, depois penso se gravo ou não alguma coisa inédita. Bora ouvir o repertório que temos ...rs

DIVIRTA-CE - O público cearense e o diálogo de gêneros: Fortaleza é uma capital com tradição fortíssima de forró e música regional, onde o sertanejo sempre precisou encontrar uma sintonia particular de intensidade e acolhimento. Ao trazer essa despedida para o estacionamento da Arena Castelão, o que o calor e a expressividade do público nordestino exigem de diferente na sua entrega e na condução do show?
LEONARDO - Eu sempre fui tão bem recebido no nordeste, que me sinto muito em casa. O povo gosta do Leonardo como ele é, a mesma coisa com Bruno e Marrone. Sou um amante do forró, e meu repertório normalmente sempre tem algo nesse ritmo. Eu amo prestigiar o nordeste por onde eu passo, e quando reencontro o público sempre é uma festa boa. Não acho que precisa ser adaptado, nós somos movidos pelo público, se estão animados isso faz toda diferença no palco, e tenho de confessar que o nordestino é animado por natureza.

DIVIRTA-CE: Você ajudou a transformar o formato "encontro de gigantes" em um modelo de negócio altamente rentável na indústria da música ao vivo. Encerrar o Cabaré agora responde a uma necessidade de preservar a mística desse marco antes do desgaste da fórmula, ou abre espaço para novas colaborações estratégicas no entretenimento sertanejo?
LEONARDO - O Cabaré é um projeto criado para encontros, e isso vai continuar. Bruno e Marrone são meus amigos, e isso faz toda diferença, como ter sintonia no palco se ela não existe fora dele. Cabaré é isso, encerra essa fase com Bruno e Marrone e vamos entender qual o próximo passo. Até agora não pensamos em nada, uma coisa de cada vez, caso contrário eu não aguento!

DIVIRTA-CE - Memória afetiva e a evolução do repertório: Em turnês com um alinhamento fixo de clássicos como "Garçom" e "Dama de Vermelho", como manter vivo o sentimento de espontaneidade noite após noite, sabendo que cada execução em Fortaleza carrega o peso da despedida definitiva dessa trinca de vozes?
LEONARDO - Só não pensar que é uma despedida, porque é isso. Quando eu saio de casa, sei que o show de hoje não vai ser igual ao show de amanhã, "menino" depois de um tempo a gente aprende a ser leve, e tocar um dia de cada vez, assim este dia fica sendo o melhor momento. Tem como não ser espontâneo ao lado do Bruno e do Marrone?

Entrevista com Bruno e Marrone
DIVIRTA-CE - A identidade de Bruno e Marrone reside no contraponto preciso entre a potência visceral da primeira voz e o encaixe harmônico da segunda voz. Dividir o microfone com o timbre anasalado e melódico de Leonardo durante quatro anos exigiu que vocês reconfigurassem arranjos ou abrissem mão de zonas de conforto vocal para construir essa sonoridade coletiva do Cabaré?
BRUNO - Como a maior parte do show cada um canta seu repertório não teve necessidade de tanta mudança, quando cantamos juntos nós sempre buscamos a melhor zona vocal para os três. A mistura funciona muito bem, eu no meu caso é bem confortável, não subir muito meu tom é algo que dá um refresco para as minhas cordas vocais. Aliás, tenho feito isso ao longo dos anos, se prestar atenção consegue perceber, hoje eu já canto uns dois tons abaixo do que eu fazia há dez anos.

DIVIRTA-CE - A boemia dos bares revisitada: Vocês acabam de lançar De Volta aos Bares 2, que retorna às raízes dos palcos menores e intimistas, exatamente no momento em que encerram uma turnê que movimentou multidões e estruturas monumentais de LED e arena. O que essa alternância entre o gigantismo do Cabaré e o aconchego dos bares ensina sobre o que o fã veterano realmente busca na música de vocês hoje?
BRUNO - Você pode levar os dois conceitos para lugares diferentes. Fazer um show do Cabaré em uma casa de espetáculo é muito bom também, e o de volta aos bares é nossa sonoridade, essa composição que apresentamos nas grandes festas e para grandes públicos, nossa banda tem uma formação mais acústica, não temos metais são somente cinco músicos, e o som toma espaço grande e pequeno também.

DIVIRTA-CE - O público de Fortaleza tem uma ligação visceral com canções de dor de cotovelo, onde tanto o sertanejo quanto o forró das antigas compartilham a mesma essência de desabafo e sofrência. De que maneira cantar clássicos como "Boate Azul" e "Amor de Primavera" na capital cearense ganha um significado cultural diferente nesta noite de despedida?
MARRONE - Pra ser bem sincero, cantar no Ceará e no nordeste em geral sempre tem um significado diferente, muitos artistas demoram para "subir" como falamos. Nós fizemos isso bem rápido, e até hoje somos muito bem aceitos. Talvez essa sua observação possa realmente trazer essa aproximação de Bruno e Marrone com o público nordestino.

DIVIRTA-CE - Em um cenário dominado pelo consumo rápido de singles no streaming e por tendências de fusão com trap e funk, ver três veteranos esgotarem arenas com um cancioneiro de quatro décadas é quase um ato de resistência cultural. O que o encerramento da turnê Cabaré sinaliza para o futuro da chamada "música sertaneja romântica" nas grandes turnês brasileiras?
MARRONE - Sou suspeito de falar, até porque vivemos todas as eras do mercado fonográfico, outro dia me peguei pensando nisso. E a conclusão é a seguinte: Nós e o Leonardo já passamos dos 40 anos de carreira e continuamos firmes. Música de qualidade permanece, o hit é muito perigoso, porque se você não tiver nada mais para mostrar, como vai seguir? Essa pressa do digital em lançar....lançar....lançar...na minha humilde opinião, acaba comprometendo a qualidade.

Serviço
Evento: Show Cabaré – O Último Encontro (Leonardo e Bruno e Marrone)
Data: Sábado, 10 de outubro de 2026
Horário: Abertura dos portões às 19h | Início das apresentações às 22h
Local: Estacionamento da Arena Castelão (Avenida Alberto Craveiro, 2901 – Castelão, Fortaleza – CE)
Ingressos:

36º Cine Ceará anuncia filmes que disputam competição de longas ibero-americanos e curtas brasileiros

O Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema será realizado de 7 a 13 de novembro de 2026, com exibições no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. Acesso gratuito!

O 36º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema anuncia os filmes que integram as competições deste ano: a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem, com seis títulos, e a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem, com 13. A seleção reúne filmes de diferentes regiões do Brasil (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo), além de produções do Peru e coproduções entre Equador, Chile e Alemanha e entre República Dominicana e Espanha. As obras abordam temas como memória, identidade, relações familiares, pertencimento e resistência.
Com exibições no Cineteatro São Luiz, as duas mostras integram a programação do festival, que será realizado de 7 a 13 de novembro, com entrada gratuita. Os filmes selecionados concorrem ao Troféu Mucuripe em diferentes categorias.

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem
A competição ibero-americana de longas do festival reúne seis filmes, cinco de ficção e um documentário, que partem de histórias particulares para abordar questões relacionadas à memória, às relações humanas, à identidade e às transformações sociais.
A seleção conta com a coprodução de ficção Espanha-Bélgica "Eu não morrerei de amor" (Yo no moriré de amor), da diretora Marta Matute. Na trama, Claudia, de 18 anos, precisa conciliar os desejos próprios da juventude com as responsabilidades que surgem quando a doença da mãe altera a rotina da família. O drama transforma uma situação íntima em reflexão sobre o cuidado e as escolhas que acompanham a passagem para a vida adulta. O longa recebeu a Biznaga de Ouro de Melhor Filme Espanhol no Festival de Málaga de 2026.
Há também a ficção “Nunkui”, de Verenice Benítez, que conduz a narrativa para a Amazônia equatoriana. A coprodução Equador-Chile-Alemanha narra a história de uma adolescente do povo indígena Shuar, que enfrenta a ameaça da mineração enquanto aprende sobre sua cultura, a natureza e seu lugar no mundo. O filme acumula reconhecimentos internacionais, entre eles o prêmio de Melhor Longa-Metragem da Competição Latino-Americana do Festival Audiovisual Bariloche, o Prêmio do Júri no Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz e o prêmio de Melhor Roteiro no FicLaPaz.
Há “Sob o mesmo sol” (Bajo el mismo sol), do diretor Ulises Porra. A coprodução República Dominicana-Espanha transporta o público para o Caribe colonial de 1819. Um herdeiro espanhol, uma mestra chinesa da arte da seda e um desertor haitiano se unem na tentativa de estabelecer uma fábrica na ilha Hispaniola. Ao aproximar personagens de diferentes origens, o filme aborda as tensões culturais e sociais de um território marcado por desigualdades e disputas de poder.
Também está a ficção peruana “Não há ida sem retorno” (No hay ida sin retorno), do diretor Carlos Sánchez Giraldo. O filme apresenta a história de Amito, guiado por uma voz que ouve em seus sonhos, decide retornar à selva, sendo acompanhado por Lizandro, que deseja aprender com ele. Durante essa jornada, marcada por elementos míticos, Amito descobre que não é quem imaginava ser, enquanto Lizandro é levado a confrontar a si mesmo. A história aborda o retorno como um ciclo inevitável e transformador.
Do Brasil, a mostra conta com dois filmes: a ficção “Terra Firme”, de Alexandre Vale, filmado em Trairi, no litoral cearense. O longa acompanha a amizade de um menino de uma vila de pescadores, e um homem mais velho que vive isolado em seu barco. O encontro entre os dois cria a possibilidade de enfrentar marcas do passado e vislumbrar novos caminhos. O outro é o documentário “Trapiá, um outro sertão”, de Bertrand Lira, sobre uma comunidade rural no interior da Paraíba, em transição de uma forma tradicional de vida. 

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem
A competição brasileira de curtas reúne 13 produções de diferentes estados e formatos, entre ficções, documentários e animações. O Ceará participa com quatro produções. Em “Joqueta”, de Luciana Vieira, Filipa nunca é verdadeiramente reconhecida até precisar substituir o irmão em uma corrida de jóquei. O filme chega ao festival após conquistar o 1º Lugar Cabíria Cardume e o 2º Lugar Abra Cardume. “Lena”, de Lanna Carvalho, acompanha uma mulher que recebe da filha um lugar especial como presente e precisa lidar com a saudade. “Cassiopeia”, de Bruna DeRose, traz história de Beatriz, jovem fascinada por astronomia, que conhece Olívia e passa a enxergar suas sardas como constelações. Entre amizade, desejo e descoberta, ela enfrenta sentimentos que transformam sua relação com o mundo. Já “Redamar”, de Johnnathan Albano, apresenta Ulisses, personagem cuja rotina é marcada por desejos reprimidos e frustrações até receber a notícia da morte da mãe.
Entre as ficções selecionadas está “Caso isolado”, de Jamila Facury e Edson Lemos Akatoy (PB), que aborda o colorismo a partir da experiência de uma mulher negra de pele clara que trabalha com entregas em João Pessoa. Tem “Cabeceira”, de Rayane Teles (BA), sobre duas irmãs que deixam a casa e se deparam com um cenário de solidão e falta de perspectivas. E também “Pão Doce”, de Wesley Gabriel Silva Santos (SP), acompanha um pai que tenta conciliar as exigências do trabalho com a comemoração do aniversário da filha.  O filme estreou no Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu os prêmios de Melhor Direção, para Wesley Gabriel Silva Santos, e Melhor Ator, para Francisco Gaspar, na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Brasileiros do 54º Festival.
A animação também ocupa espaço importante na seleção. “Amargô”, de Giorgio Vinicius Casetta (GO), acompanha uma costureira que retorna à cidade onde nasceu e se depara com memórias dolorosas; “Cefalópodes”, de Vic Casé (SP), que retrata a relação entre uma drag queen insegura e um artista extraterrestre; “Fogo amigo e outras canções”, de Roberto P. B. Castro (GO), sobre um homem que passa a atrair urubus e entra em conflito com as criaturas; e “Todas as vezes que demos tchau”, de Breno Alvarenga (MG), em que um homem lembra de um relacionamento com um rapaz mais jovem e reflete sobre inseguranças, traumas e sexualidade.
Completando a seleção, há os documentários: “O homem para o tempo”, de Heber Bezerra (MG), que aborda sobre memória, afeto e passagem do tempo a partir da cidade de Ouro Preto. E “De barriga pra cima”, de Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima (ES), realizado a partir de uma oficina de cinema desenvolvida na comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim.

Premiação
Os filmes das duas mostras competitivas concorrem ao Troféu Mucuripe. Na Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem, serão premiados os vencedores nas categorias Melhor Longa-metragem, Direção, Atuação Principal, Atuação Coadjuvante, Roteiro, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora Original, Som, Direção de Arte e Prêmio da Crítica. O Melhor Longa, eleito pelo Júri Oficial da Competitiva Ibero-americana, receberá prêmio no valor de R$ 40 mil, destinados à distribuição da obra no Brasil, conforme os critérios previstos no regulamento.
Na Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem, o Troféu Mucuripe será concedido nas categorias Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Prêmio da Crítica. Os filmes também disputam o Prêmio Canal Brasil de Curtas, destinado à melhor produção da seleção. A premiação busca estimular novos realizadores e tem o vencedor escolhido por um júri formado por críticos e jornalistas especializados em cinema.

Cine Ceará
O 36º Cine Ceará é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB); da Associação Cultural Cine Ceará; e da Bucanero Filmes. Tem o apoio institucional do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, via Mecenas do Ceará e Edital de Festivais Culturais Calendarizados (PNAB); e da Universidade Federal do Ceará, via Casa Amarela Eusélio Oliveira. Conta ainda com patrocínio do Banco do Nordeste, Complexo Portuário do Pecém, Cegás e Etice, através da Lei Rouanet. Tem patrocínio direto da Cagece e o apoio cultural da Enel através do Mecenato Estadual.

SERVIÇO
36° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema – 7 a 13 de novembro em Fortaleza. Informações: www.cineceara.com. Instagram: @cineceara, Facebook: Festival Cine Ceará. E-mail: contatos@cineceara.com.