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Seminário reúne mulheres das artes da cena para debater gestão, redes e profissionalização em BH
Evento gratuito, na quinta, 13 de agosto, promove o intercâmbio de experiências sobre gestão cultural, redes de colaboração e fortalecimento da atuação profissional de mulheres nas artes cênicas
Belo Horizonte recebe, no dia 13 de agosto, o seminário "Mulheres nas artes da cena: gestão, redes e profissionalização", que reunirá Talita Braga, fundadora da Zula Cia. de Teatro; Liliane Alves, do Grupo Entre Elas (Casa do Beco); Amora Tito; e representantes do Grupo Morro Encena para compartilhar suas trajetórias e discutir os desafios da profissionalização feminina nas artes cênicas, a gestão de carreiras, as políticas culturais e a construção de redes de colaboração. Com entrada gratuita, o encontro tem como objetivo fortalecer a atuação de mulheres que trabalham nas artes da cena e nos bastidores da cultura, promovendo a troca de experiências e ampliando conexões entre artistas, produtoras, gestoras e pesquisadoras. A atividade será realizada das 19h às 22h, no Teatro Marília.
O seminário marca o encerramento do ciclo formativo do Esparrama – Escola Itinerante para Mulheres Artistas, projeto aprovado no Edital Multilinguagens e realizado no primeiro semestre de 2026. A iniciativa promoveu cursos voltados para mulheres artistas periféricas, em parceria com o Grupo Morro Encena e o Grupo Entre Elas, da Casa do Beco, fortalecendo processos de formação, autonomia e articulação entre mulheres da cena cultural de Belo Horizonte.
Para a idealizadora do seminário, Cris Moreira, o encontro amplia os resultados construídos ao longo da formação. "O seminário representa o encerramento de um processo de formação que reafirma a importância das mulheres artistas, especialmente das periferias. Mais do que compartilhar conhecimentos sobre gestão e profissionalização, o encontro celebra a potência da colaboração entre mulheres e contribui para uma cena cultural mais diversa", afirma.
Ao longo do encontro, as convidadas compartilharão suas experiências profissionais e as trajetórias dos grupos que representam, abordando os desafios da permanência no setor cultural, estratégias de gestão, produção artística, políticas públicas e construção de redes de apoio e colaboração. A proposta é criar um espaço de diálogo entre diferentes gerações e experiências, estimulando a circulação de conhecimentos e fortalecendo a presença feminina nas artes da cena.
Convidadas
Representando a Zula Cia. de Teatro, participa Talita Braga, atriz, professora de teatro, dramaturga, diretora e gestora cultural. Formada em Artes Cênicas pela UFMG e pós-graduada em Gestão Cultural, é fundadora da companhia, referência em teatro documentário e protagonismo feminino em cena. Ao longo da carreira, acumulou experiência no teatro, na televisão e no cinema, além de desenvolver projetos de formação artística, como o Maturidade em Cena. Também é autora da dramaturgia Banho de Sol, publicada pela Editora Javali.
A atriz, dramaturga e diretora Amora Tito também integra a programação. Formada pelo CEFART e licenciada em Teatro pela UFMG, desenvolve uma trajetória que reúne teatro, dramaturgia, audiovisual e formação artística. Entre seus trabalhos recentes estão os espetáculos MorDiDa eXploRatÓriA (Grupo Armatrux), assuviá pra chamar o vento (Breve Cia.) e Fazer festa com o perigo (Plataforma Beijo), além do filme ecDISE e da publicação da dramaturgia vagarosa movência, pela Editora Javali. Em 2024, recebeu o XV Prêmio Zumbi de Cultura na categoria Literatura e, em 2025, foi uma das pessoas travestis e transexuais homenageadas pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. Integra a equipe pedagógica da Escola Livre de Artes Arena da Cultura.
Representando o Grupo Entre Elas, da Casa do Beco, participa Liliane Alves, licenciada em Letras e mestre em Teoria da Literatura pela UFMG, cantora, atriz, dramaturga e diretora de teatro. Desde 2014 desenvolve, na Associação Cultural Casa do Beco, um trabalho voltado à formação artística de mulheres idosas moradoras do Morro do Papagaio, articulando processos criativos, memória, identidade, saúde emocional e fortalecimento comunitário. Sua atuação integra linguagens artísticas e práticas de desenvolvimento humano, conciliando teatro, canto e abordagens terapêuticas.
Também participa o Grupo Morro Encena, coletivo criado em 2011 e formado majoritariamente por mulheres negras moradoras do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. O grupo desenvolveu a linguagem do Teatro Favela, pesquisa cênica que reúne elementos do Teatro do Oprimido, Teatro Negro, Teatro Social e da estética das favelas para abordar temas ligados aos direitos humanos, à realidade das periferias e ao empoderamento de mulheres negras e periféricas. Ao longo de sua trajetória, recebeu reconhecimentos como o Prêmio Funarte Bacia do Rio São Francisco (2012), o primeiro lugar no Festival Estadual Elas por Elas (MG), o segundo lugar no Festival Nacional Elas por Elas (RN), ambos em 2019, além do Prêmio Leda Maria Martins e do Canarinho de Ouro, do FESTA – Festival Nacional de Teatro de Araguari. Em 2025, foi convidado especial do FAN.
Serviço
Seminário "Mulheres nas artes da cena: gestão, redes e profissionalização"
Data: quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Horário: 19h às 22h
Local: Teatro Marília - Avenida Professor Alfredo Balena, 586, no bairro Santa Efigênia
Entrada: Gratuita – retirada de ingressos pelo Sympla
Marcelo Dai apresenta seu primeiro álbum autoral em show inédito no Teatro Sesiminas - 19/08
Músico mineiro promove show de pré-lançamento do disco FIGA, no próximo dia 19 de agosto, no Teatro Sesiminas, antecipando canções que integram o repertório de seu primeiro álbum autoral.
No próximo dia 19 de agosto(quarta-feira), o artista sobe ao palco do Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, para apresentar o show de pré-lançamento de FIGA, seu primeiro álbum solo. O espetáculo antecipa ao público as canções do disco, que será lançado oficialmente nas plataformas digitais no dia 18 de setembro, marcando o início de uma nova fase em sua trajetória.
"Depois de muitos anos vivendo a música em diferentes lugares, acompanhando tantos artistas e construindo uma trajetória coletiva, senti que era hora de contar a minha própria história", afirma Marcelo. "Esse disco não nasceu de uma estratégia. Nasceu de uma urgência. Da vontade de transformar tudo o que vivi em música: minhas alegrias, minhas dores, minhas referências, minha ancestralidade, minha espiritualidade e a maneira como enxergo o mundo."
Essa talvez seja a principal característica de FIGA. O álbum nasce de uma maturidade construída ao longo dos anos, reunindo vivências pessoais e musicais em dezesseis composições inéditas que transitam pela MPB, soul, jazz, blues e ritmos afro-brasileiros. "Hoje entendo que tudo o que vivi até aqui me preparou para esse momento", resume.
Um álbum sobre proteção
A palavra que dá nome ao disco sintetiza a essência do projeto. Tradicional amuleto presente em diferentes manifestações da cultura popular brasileira, a figa simboliza proteção, força, sorte e resistência. No álbum, esse significado ganha uma dimensão mais ampla.
"FIGA fala sobre aquilo que nos protege e sobre aquilo que escolhemos proteger. Fala dos afetos, das raízes, da natureza, da fé, da memória, da amizade, do amor e da coletividade."
As canções abordam temas como ancestralidade, pertencimento, espiritualidade, esperança e encontros humanos, formando uma narrativa construída a partir das experiências do artista.
"Pela primeira vez estou completamente exposto. As pessoas sempre me conheceram muito como músico, baterista ou diretor musical. Agora elas conhecem o compositor, o cantor e, principalmente, o ser humano por trás de tudo isso."
Gravado no estúdio Sonastério, FIGA reúne participações de Samuel Rosa, Paula Lima, Maurício Tizumba, Sérgio Pererê e da Orquestra Sesiminas, convidados que ampliam a riqueza sonora do projeto complementando sua unidade artística. "Cada participação foi pensada como parte da narrativa do trabalho. Não são apenas convidados: são artistas que ajudaram a construir o universo do FIGA e da minha carreira", aponta Marcelo Dai.
Antes do streaming, um encontro com o público
Concebido especialmente para o pré-lançamento, o espetáculo reúne as dezesseis faixas do álbum em arranjos inéditos, executados por uma grande formação de músicos. A apresentação também incorpora iluminação, projeções e uma narrativa visual construída para acompanhar o percurso emocional das canções.
"Queria que o público não assistisse apenas a um show. Queria que as pessoas atravessassem comigo essa experiência. Cada música possui uma identidade visual e emocional. O espetáculo foi pensado como uma grande viagem, onde o público percorre diferentes estados de sentimento."
O show contará ainda com as participações especiais de Sérgio Pererê, Maurício Tizumba, Pereira da Viola, João Gabriel, Fred Jamaica, Léo Machaka e Chico Bueno, artistas que dialogam diretamente com a trajetória de Marcelo Dai e com a identidade musical do projeto.
"É um show que fala sobre encontros, sobre celebrar a vida e também nos lembrar que ninguém caminha sozinho.", destaca o artista.
Um novo começo
Embora represente sua estreia autoral, Marcelo prefere definir FIGA como um recomeço: "Não porque eu esteja começando na música, mas porque estou começando uma nova forma de existir dentro dela."
O disco foi construído ao longo de anos, em um processo silencioso vivido ao lado da esposa, muito antes de chegar ao estúdio.
No palco, Marcelo Dai estará acompanhado dos músicos que participaram da gravação do álbum.
Formação da banda FIGA
Marcelo Dai — Voz e Bateria
Daniel Guedes — Percussão
Cícero Lucas — Percussão
Evandro Canutto — Teclados
Aloízio Horta — Baixo
Acauã Ranne — Guitarra
Xande Moreira — Saxofone Alto/Tenor
Pedro Mota — Trompete/Flugelhorn
Leonardo Brasilino — Trombone
Vinicius Augustus — Saxofone Barítono
Chico Amaral — Saxofone Tenor/Soprano
Carla Sceno — Backing Vocal
Luiza Cruz — Backing Vocal
Nega Kelly — Backing Vocal
Ficha técnica FIGA
Artista: Marcelo Dai
Participações especiais no álbum: Samuel Rosa, Paula Lima, Maurício Tizumba, Sérgio Pererê e Orquestra SESI Minas.
Sobre Marcelo Dai
Marcelo Dai é cantor, compositor, baterista e multi-instrumentista de Belo Horizonte cuja trajetória foi construída entre palcos, estúdios e encontros musicais. Sua trajetória artística teve início no projeto Corpo Cidadão, onde transformou oportunidade em vocação e iniciou uma carreira marcada pela versatilidade e pelo diálogo entre diferentes linguagens musicais. Formado pela FEA e pela UFMG, aperfeiçoou sua musicalidade ao lado de mestres como Aluízio Brant, Esdra "Neném" Ferreira, Márcio Bahia, André Limão Queiroz e Arthur Rezende. Com apresentações em três continentes, foi vencedor do Prêmio BDMG Jovem Instrumentista e artista convidado da NAMM Show nas edições de 2019, 2020 e 2025. Com apresentações pela Europa, Reino Unido, México e Estados Unidos, desenvolveu uma linguagem musical marcada pela versatilidade e pelo diálogo entre diferentes referências. Em 2026, inaugura uma nova etapa de sua carreira com o lançamento de FIGA, seu primeiro álbum solo e inteiramente autoral, reunindo influências da MPB, do soul, do jazz, do blues e dos ritmos afro-brasileiros em uma obra profundamente conectada à ancestralidade e à música brasileira.
Serviço
Marcelo Dai – Show de Pré-lançamento do álbum FIGA
Ingressos: R$70 inteira e R$35 meia. Vendas pelo Sympla
Lançamento do álbum FIGA nas plataformas digitais: 18 de setembro

