Oficina gratuita sobre memória e ancestralidade na literatura negra recebe inscrições até 02/11

 Oficina gratuita do projeto Narrativas e Poéticas Negras será realizada em 4 de novembro. Inscrições gratuitas vão até o dia 2.

Foto: Créditos Vitória Lages



Como a literatura pode ajudar a revisitar memórias e construir novas perspectivas sobre experiências individuais e coletivas? Essa é a proposta da oficina online "Memoricidade: os entrelaçamentos entre tempo, espaço e ancestralidade na escrita negra contemporânea", que acontece na quarta-feira, 4 de novembro, das 19h às 21h. A atividade é gratuita e as inscrições devem ser feitas até 2 de novembro no link disponível no instagram @poeticas.negras.

A formação será conduzida por Samuel Nascimento graduando em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Integrante do coletivo Narrativas e Poéticas Negras desde sua fundação, ele também leciona língua e cultura italiana na Fundação Torino.

O encontro terá como referências três obras: Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo; Um Exu em Nova York, de Cidinha da Silva; e La linea del colore, de Igiaba Scego. A partir dessas leituras, a oficina propõe refletir sobre como o passado permanece presente e como a ancestralidade influencia nossa maneira de compreender o mundo.

A atividade integra o projeto Narrativas e Poéticas Negras: formações, realizado pelo coletivo Narrativas e Poéticas Negras, que circula por diferentes regiões de Belo Horizonte entre setembro e novembro. A iniciativa oferece gratuitamente oficinas, rodas de conversa e ações em escolas públicas, reunindo atividades de literatura, poesia, música, audiovisual, artes visuais, dança e acessibilidade. A proposta é aproximar artistas, estudantes, educadores e demais interessados em literatura e em propostas afrocentradas.




Sobre o coletivo
O Narrativas e Poéticas Negras é um coletivo de pesquisas literárias e criações interartísticas que nasceu em 2022, a partir de estudantes do curso de Letras da UFMG. Em seu quinto ano de ações, o coletivo reúne uma trajetória de produção independente que inclui trabalhos como a videoperformance Latitude-zero, o espetáculo Meu avô, Xangô e o livro Entre Gerais.




Serviço


Oficina online – Memoricidade: os entrelaçamentos entre tempo, espaço e ancestralidade na escrita negra contemporânea

Data: quarta-feira, 4 de novembro

Horário: das 19h às 21h

Formato: online

Condução: Samuel Nascimento

Inscrições gratuitas: até 2 de novembro

Acesso: link enviado após a inscrição

Informações: Instagram @poeticas.negras

Pingo de Fortaleza celebra 45 anos de carreira com disco inédito, livros, shows e exposição

Pingo de Fortaleza comemora 45 anos de carreira com lançamento de disco, de dois livros, shows e exposição no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza e Cariri e evento no Teatro São José

Referência da música do Ceará para o Brasil, Pingo de Fortaleza está comemorando 45 anos de carreira. As celebrações acontecem com uma vasta e diversificada programação, ao longo dos meses de outubro, novembro e dezembro, começando pelo lançamento do disco “35º”, de canções inéditas, com diversos convidados, nesta sexta-feira, 30/10, em todas as plataformas digitais. 
Será o início de um amplo calendário comemorativo, que segue até dezembro, com exposição, lançamento de dois livros, shows e pocket-shows, entrevista aberta, entre outras atividades.
Tudo com entrada franca, em uma ampla ação coletiva de celebração deste marco na história da música do Ceará para o Brasil, com a realização das diversas atividades sendo apoiada pela Lei Rouanet, pelo Ministério da Cultura, pelo Banco do Nordeste do Brasil, pelo Banco do Nordeste Cultural, pelo Sesc Ceará, pela Coral Construtora, pelo XI Edital das Artes de Fortaleza, linguagem Música, categoria “Pequenos Eventos, 60+”. Onde tem patrocínio do Banco do Nordeste tem Governo do Brasil. 
“45 Anos Fazendo Chover Arte” é o nome da exposição que será aberta no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza (Rua Conde D´Eu, 560, Centro) na terça-feira, 3/11, às 18h, com o Maracatu Solar recebendo o público, que poderá apreciar uma retrospectiva abrangente destas quatro décadas e meia de carreira de Pingo, com curadoria de Claudia Gomes. Às 20h acontece show com Pingo e a banda Prata 950 (Mimi Rocha na guitarra, Edmundo Júnior no contrabaixo e Ricardo Pinheiro na bateria), apresentando uma seleção de canções de várias fases da carreira do cantor e compositor, além de obras do novo disco, “35º”.
A exposição reúne cartazes, ingressos e programas de show, matérias de jornal, autógrafos de letras, figurinos, entre muitas outras peças. Um mergulho na história da música e das diversas outras atividades do artista, sempre com o foco no coletivo, no contexto, no diálogo, nas parcerias, na repercussão de suas ações e sua obra, na permanente retroalimentação entre o compositor e o seu tempo, seu lugar, suas intervenções inspiradas na realidade e destinadas a transformá-la.
A exposição “Pingo de Fortaleza - 45 Anos Fazendo Chover Arte” fica em cartaz no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza de 3 a 14/11, seguindo para o Banco do Nordeste Cultural Cariri de 19/11 a 30/11, com direito a um show em cada um desses espaços. De 5 a 15 de dezembro a exposição toma o rumo do litoral, aportando no espaço Estrela do Porto, na praia do Morro Branco. Sempre com acesso gratuito. 

Livro em quadrinhos será lançado em Pacoti, na quinta, 5/11
As comemorações também se estendem ao Maciço de Baturité, mais especificamente ao município de Pacoti, onde acontece na quinta-feira, 5/11, Dia Nacional da Cultura, às 10h, na Escola de Artes BCA, o lançamento de um livro com uma proposta inédita para o artista: canções do disco “Centauros e Canudos” transpostas para o formato de histórias em quadrinhos/HQ, por diversos artistas, em um projeto realizado pelo Sesc Ceará. Álbum HQ “Centauros e Canudos - Volume IV”, parte da Coleção Desconversando, do Sesc Ceará.
O lançamento contará com um debate com Pingo, Alemberg Quindins e Raymundo Netto. E, assim como toda a programação, tem acesso gratuito.
Já às 21h, também em Pacoti, acontece em praça pública show de Pingo de Fortaleza, Alan Kardec (violão e viola) e Ricardo Pinheiro (percussão e voz), no projeto “Concerto Desenhado”. “Pingo de Fortaleza revisita Centauros e Canudos” contará com o artista e sua banda tocando, enquanto desenhos das HQs do livro são projetados para o público.
Entrevista aberta no Teatro São José, quinta, 12/11Outro momento marcante nessa grande programação comemorativa aos 45 anos de carreira de Pingo de Fortaleza acontece na quinta-feira, 12/11, às 19h, no Teatro São José, equipamento da Secretaria da Cultura de Fortaleza, Secultfor, localizado na Rua Rufino de Alencar, 299, Centro. 
Hora e vez do lançamento do livro “A Poesia Nas Letras de Pingo de Fortaleza”, com 45 trechos de letras de canções do compositor e de parceiros, ilustradas por 45 obras visuais inéditas de Klévisson Viana. O livro traz ainda etiquetas com versos de canções, para que o/a leitor/a destaque e cole cada verso junto ao desenho da respectiva canção, descobrindo qual imagem corresponde a cada letra, em um exercício criativo e participativo.
O lançamento contará com uma entrevista aberta com Pingo de Fortaleza, conduzida pelo compositor, produtor cultural e jornalista Dalwton Moura, com participação do público. A iniciativa é apoiada pelo XI Edital das Artes de Fortaleza, linguagem Música, categoria “Pequenos Eventos, 60+”. Todos os participantes são convidados a fazer perguntas, comentários, dialogar com Pingo de Fortaleza, neste momento de comemoração.
“Sou como chuva ligeira / nas águas de um aluvião…”, canta Pingo de Fortaleza, na clássica canção “Mourão”, dele e do saudoso poeta Guaracy Rodrigues. E choveu ligeiro… por 45 anos! Por sobre uma vida dedicada à música, às artes, à força da cultura popular, ao transe da batida do maracatu, ao violão do ovation ao midi, do LP às plataformas, das apresentações solo às orquestras, dos “teatrinhos” de Fortaleza ao arraial de Canudos, das lendas às contendas, dos centauros às pérolas, da lógica ao maculelê, do relicário ao axé de luz, nas loas, nas boas, nos discos, livros, documentários, projetos, realizações… Pra dentro da noite azul, futuro e memória de Pingo de Fortaleza. 


Mais sobre Pingo de Fortaleza
Pingo de Fortaleza é cantor, compositor, músico, escritor, pesquisador e produtor cultural, roteirista e diretor de documentários. Autor de 35 álbuns com diversos timbres e conteúdos, que abordam desde a temática de Canudos e do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, pelo viés armorial, aos batuques do maracatu cearense, passando pelo pop nos trabalhos “Prata 950” e “Além do Tempo Normal” e pela música instrumental e erudita em seus quatro álbuns desse gênero. 
Pingo de Fortaleza possui especialização em Arte Educação e Cultura Popular pela Faculdade Darcy Ribeiro, sendo autor de cinco livros: “Az de Ouro - 70 anos de Memórias, Loas e Batuques, Singular e Plural - A História e a Estética do Maracatu Cearense Contemporâneo”, “Pérolas - O Feminino no Cancioneiro Cearense”, “O Xirê de Pingo de Fortaleza” e “No Solar dos Ritmos - Maracatu Cearense” (em parceria com Catherine Furtado), que abordam a historicidade e a memória da música popular e do maracatu cearense, além de ter organizado a obra “Pérolas do Centauros”, que sintetiza a história da música cearense. 
No campo do audiovisual, é autor dos documentários “Mulheres na Noite - Música em Fortaleza”, “Centauros e Canudos Redivivo”, “Pérolas do Centauro”, em parceria com Vinícius Alves, e “Suíte do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, em parceria com Rosemberg Cariry, além de ser autor dos audiovisuais “Afinidades” e “Relicário de Canções ao Vivo”. 
Atualmente Pingo é coordenador de programas e projetos da Associação Cultural Solidariedade e Arte - SOLAR e do Maracatu Solar. No final de 2026 foi homenageado com a exposição “Pingo de Fortaleza - 45 Anos Fazendo Chover Arte”.

Serviço:
Pingo de Fortaleza - 45 Anos. Programação especial:
Lançamento do disco “35º”, de canções inéditas, com diversos convidados: nesta sexta-feira, 30/11, em todas as plataformas digitais. 
Terça-feira, 3/11, às 18h, abertura da exposição “Pingo de Fortaleza - 45 Anos Fazendo Chover Arte”: no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza (Rua Conde D´Eu, 560, Centro), com acolhida ao público pelo Maracatu Solar. E show de Pingo de Fortaleza e banda Prata 950, às 20h. A exposição fica em cartaz no local até 14/11.

Quinta-feira, 19/11, às 19h, abertura da exposição “Pingo de Fortaleza - 45 Anos Fazendo Chover Arte”: no Banco do Nordeste Cultural Cariri (Rua São Pedro, 337, Centro, Juazeiro do Norte), com show de Pingo de Fortaleza em voz e violão. A exposição fica em cartaz no local até 30/11.

Quinta-feira, 5/11, Dia Nacional da Cultura, às 10h: lançamento do livro em quadrinhos/Álbum HQ “Centauros e Canudos - Volume IV”, pela Coleção Disconversando, em Pacoti, Maciço de Baturité. Na Escola de Artes BCA. Lançamento em debate com Pingo de Fortaleza, Alemberg Quindins, Raymundo Netto. Às 21h, show com Pingo de Fortaleza, Alan Kardec e Ricardo Pinheiro. Realização do Sesc Ceará.

Quinta-feira, 12/11, às 19h, lançamento do livro “A Poesia nas Letras de Pingo de Fortaleza”, com 45 ilustrações de Klévisson Viana. Com entrevista aberta de Pingo de Fortaleza ao compositor, produtor e jornalista Dalwton Moura, no Teatro São José (Rua Rufino de Alencar, 299, Centro, Fortaleza).

Sábado, 5/12, às 16h, abertura da exposição “Pingo de Fortaleza - 45 Anos Fazendo Chover Arte”, no espaço Estrela do Porto, na praia do Morro Branco (Rua João de Deus, 00). A exposição fica em cartaz até 15/12.

A programação especial Pingo de Fortaleza - 45 Anos é apoiada pela Lei Rouanet, pelo Ministério da Cultura, pelo Banco do Nordeste do Brasil, pelo Banco do Nordeste Cultural, pelo Sesc Ceará, pela Coral Construtora, pelo XI Edital das Artes de Fortaleza, linguagem Música, categoria “Pequenos Eventos, 60+”. Onde tem patrocínio do Banco do Nordeste tem Governo do Brasil.

Ceará Sem Fronteiras lança coleção de 15 livros de autores cearenses e celebra 40 bolsas de mobilidade pelo Brasil e pelo mundo

Programação gratuita no Dragão do Mar reúne 15 publicações de cearenses sobre arte e cultura e marca nova etapa do programa que levou artistas e agentes culturais a experiências formativas em 10 estados brasileiros e 10 países; Jessé Souza abre e antecipa a programação, na sexta-feira, 30/10

O Ceará Sem Fronteiras lança, nos dias 3, 4 e 5 de novembro, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - espaço da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) - uma coleção formada por 15 livros de autores cearenses dedicados à arte, à cultura, à memória, aos territórios e às diferentes formas de criação e produção de conhecimento no Estado. Com entrada gratuita, a programação reúne pesquisadores, artistas e agentes culturais em três encontros temáticos que apresentam ao público uma amostra da diversidade da produção cultural contemporânea do Ceará.
A programação terá abertura com a presença do sociólogo e escritor Jessé Souza, no dia 30 de outubro, às 19h, no Minianfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. O autor ministra a palestra “Cultura, fascismo e a disputa pelo imaginário”, estabelecendo um diálogo entre pensamento social, cultura e os desafios contemporâneos enfrentados por quem atua no campo cultural. A iniciativa é da Mercúrio – Gestão, Produção e Ações Colaborativas. 
O lançamento da coleção integra as ações do Ceará Sem Fronteiras, programa que articula publicação, formação e circulação cultural. De um lado, o programa amplia o acesso à produção intelectual e artística realizada no Ceará, colocando livros de autores cearenses à disposição de leitores e instituições. De outro, promove a circulação de agentes culturais do Estado por diferentes territórios, instituições e experiências formativas no Brasil e no exterior.
Ao todo, a coleção reúne 15 livros, que serão distribuídos gratuitamente em formato E-book e também serão comercializados em formato físico pelos próprios autores. As obras são publicadas pela Editora da Universidade Estadual do Ceará (EdUECE), através do Selo Arte Cultura e Conhecimento. A iniciativa busca democratizar o acesso à produção cultural e, ao mesmo tempo, fortalecer a circulação e a autonomia dos artistas, pesquisadores e demais profissionais envolvidos nas publicações.
O Ceará Sem Fronteiras é uma realização do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, e do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, através da Mercúrio – Gestão, Produção e Ações Colaborativas.
Três dias para celebrar a produção cearense
A programação de lançamento foi organizada em três eixos temáticos. Cada encontro reúne cinco autores e suas respectivas obras, criando um panorama da diversidade de pesquisas, linguagens e experiências que compõem a produção cultural contemporânea do Ceará.
3 de novembro — CORPOS EM CENA
O primeiro encontro, “Corpos em cena — Dança, circo, acessibilidade e modos de existir”, reúne publicações que abordam diferentes experiências do corpo, da criação artística e da acessibilidade, passando pelo circo, pela dança, pelo balé, pelos autismos e por experiências autobiográficas de tradução e interpretação em Libras-português em museus de arte de Fortaleza.
Participam do lançamento Alysson Lemos Campos, autor de “Circo à exaustão: escrita ensaística circense no Ceará”, obra que também conta com a autoria de Georgia Vitrilis Manguezil, Neto Holanda, Samara Garcia e Sarah Nastroyanni; Flávio Sampaio, autor de “Balé clássico: o princípio é o corpo”; Jonatas Mota Leitão, autor de “Artes e autismos: que danças podem ser?”; José Vinicius de Melo Scheffer, autor de “Quando o museu sinaliza: experiências autobiográficas em tradução e interpretação de Libras-português em museus de arte em Fortaleza”; e Leidiane Pereira da Silva, autora de “BANHANÇAS: danças gordas contemporâneas e suas configurações artísticas”.

4 de novembro — POÉTICAS DA MEMÓRIA
No segundo dia, o eixo “Poéticas da memória — Autobiografia, pertencimento e criação” reúne obras que atravessam memória, pertencimento, migração, criação artística e experiências culturais ligadas à região da Ibiapaba.
Estarão presentes Geórgia Mendes Sousa, autora de “Nós: mulheres artistas nordestinas: a autobiogeografia para a construção de um lugar de pertencimento”; Kulumym-açu, autor de “Nave-ternura: ensaios sobre as migrações do artista nativo”; Nádia da Silva Camuça, autora de “Como se essas palavras estivessem pegando fogo também”; Paula Freire Siebra, autora de “Velar o tempo: vivências em pintura e areia colorida”; e Roney Souza, autor de “Ibiapaba”.

5 de novembro — TERRITÓRIOS E POLÍTICA CULTURAL
Encerrando o ciclo, “Territórios e política cultural — Memória, identidade, comunicação e política cultural” reúne publicações sobre jornalismo e design da informação, foto-pintura e memória, resistência afro-indígena no Grande Pirambu e políticas culturais em Maracanaú, além das representações do Nordeste no cinema brasileiro contemporâneo.
Participam Juliana Lotif Araújo, autora de “Trama: para tecer a colaboração entre o Jornalismo e o Design da Informação”; Liana Cavalcante Costa, autora de “Bumba Meu Boi na Beira do Mar: resistência afro-indígena no Grande Pirambu, em Fortaleza”; Rafael Vilarouca Peixoto Correia, autor de “Quando o passado for presente lembra-se de mim no futuro: foto pintura e memória”; Rodrigo Tembiú, autor de “Práxis Emancipatória como Política Cultural: o Comitê de Cultura de Maracanaú”; e Samuel Macêdo do Nascimento, autor de “Reinvenções do nordeste no cinema brasileiro contemporâneo: masculinidades desviadas, estéticas subversivas e encruzilhadas do tempo”.

Democratização do acesso à produção cultural
Mais do que reunir 15 títulos, a coleção busca contribuir para a democratização do acesso à produção cultural e ao conhecimento produzido no Ceará. Os livros serão disponibilizados gratuitamente em formato E-book, ampliando o alcance de trabalhos que muitas vezes permanecem restritos aos circuitos acadêmicos, artísticos ou especializados.
A iniciativa também fortalece a circulação das obras e a autonomia de seus autores, que poderão comercializar os livros e dar continuidade às suas trajetórias de produção e difusão.
A coleção registra diferentes olhares sobre o Ceará contemporâneo e apresenta ao público pesquisas, memórias, experiências artísticas e processos de criação que têm o Estado como território de investigação, origem ou referência.
Assim, a publicação dos livros se soma às experiências de mobilidade do programa para construir um movimento de circulação de pessoas, saberes e produções: os agentes culturais atravessam fronteiras para aprender, trocar e criar novas conexões, enquanto os livros percorrem bibliotecas e espaços de leitura para aproximar a produção cearense de novos públicos.
De Fortaleza para o Brasil e o mundo
Um dos principais legados do Ceará Sem Fronteiras está na dimensão de mobilidade do programa. Ao longo da iniciativa, foram realizados três editais de Bolsas para Mobilidade Formativa, que, somados a uma oportunidade extraordinária decorrente de parceria internacional, resultaram em 40 bolsas destinadas a artistas e agentes culturais cearenses.
As experiências formativas contemplaram 10 estados brasileiros e 10 países, revelando a dimensão da rede de conexões construída pelo programa. No Brasil, os destinos incluem Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo e Amazonas. No exterior, os bolsistas chegaram à França, Alemanha, Reino Unido, Portugal, Argentina, México, Cuba, Canadá, Colômbia e São Tomé e Príncipe.
As bolsas contemplaram diferentes áreas do setor cultural  incluindo artes visuais, artes cênicas, audiovisual, música, cinema, dança, circo, literatura, patrimônio, performance, gestão e produção cultural, comunicação e outras linguagens. As experiências incluíram cursos, workshops, residências artísticas, intercâmbios e processos de formação continuada.
As bolsas puderam ser utilizadas em cursos livres, residências artísticas e intercâmbios formativos, com duração mínima de 40 horas/aula, com os bolsistas indicando no ato de submissão da proposta, as instituições com as quais desejavam realizar a mobilidade formativa, a partir de um primeiro edital lançado. Num segundo momento, em outro processo seletivo, as instituições de ensino foram apresentadas para que os bolsistas escolhessem onde gostariam de estudar.  
A estratégia de mobilidade é parte fundamental do Ceará Sem Fronteiras porque permite que a produção cultural cearense não apenas seja difundida, mas também se conecte a outras experiências, linguagens, metodologias e redes de criação. São trajetórias que levam o Ceará para outros lugares e, ao mesmo tempo, trazem novos repertórios para o Estado.
Nesse sentido, as bolsas e a coleção de livros fazem parte de uma mesma estratégia: fazer circular pessoas, ideias e conhecimento. Enquanto os bolsistas atravessam fronteiras em busca de formação e intercâmbio, os 15 livros ampliam o acesso público a pesquisas, experiências e produções de autores cearenses, deixando um registro que permanece disponível para leitores, estudantes, pesquisadores, artistas e instituições culturais.
Sobre Jessé Souza
Jessé Souza é sociólogo e autor de mais de trinta livros e centenas de artigos em diversas línguas. Entre suas obras estão A Ralé Brasileira, A Construção Social da Subcidadania, A Elite do Atraso, A Classe Média no Espelho e O Brasil dos Humilhados: a tolice da inteligência brasileira, entre outras.
Estudou durante quinze anos diferentes classes sociais do país a partir de investigação empírica. É professor aposentado da Universidade Federal do ABC (UFABC) e foi professor da Sorbonne Paris 5 e da Universidade Humboldt de Berlim.
A Elite do Atraso tornou-se uma de suas obras de maior repercussão, com mais de 400 mil exemplares vendidos. Em sua produção, Jessé Souza desenvolve interpretações sobre a formação social brasileira, as desigualdades e as relações entre classes sociais, dialogando com diferentes tradições do pensamento social.
Sua participação abre a programação pública do Ceará Sem Fronteiras e coloca em diálogo a produção cultural, o pensamento social e os desafios contemporâneos enfrentados pelos fazedores de cultura.

Sobre o Ceará Sem Fronteiras
O Ceará Sem Fronteiras é uma iniciativa do Governo do Estado que amplia horizontes e fortalece conexões entre a produção cultural, acadêmica, científica e social do Ceará em conexões com o Brasil e o mundo.
O programa promove ações de mobilidade formativa, intercâmbios, residências, formações e experiências que estimulam a circulação de ideias, a troca de saberes e a valorização da diversidade cultural. Ao mesmo tempo, por meio de seu eixo de publicações, amplia a circulação de pesquisas e conteúdos produzidos por autores cearenses.
Nesta edição, o programa articula 40 bolsas de mobilidade e 15 publicações, conectando artistas, agentes culturais e pesquisadores do Ceará a experiências em 10 estados brasileiros e 10 países, enquanto amplia o acesso do público às produções resultantes dessas experiências e às pesquisas e criações reunidas na coleção.
O Ceará Sem Fronteiras é uma realização do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, e do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, com recursos da Lei Aldir Blanc, através da Mercúrio – Gestão, Produção e Ações Colaborativas.

SERVIÇO
Lançamento da Coleção Ceará Sem Fronteiras + palestra de abertura com Jessé Souza
PALESTRA DE ABERTURA — JESSÉ SOUZA
Tema: “Cultura, fascismo e a disputa pelo imaginário”
Quando: Sexta-feira, 30 de outubro de 2026, às 19h
Onde: Minianfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Entrada gratuita

LANÇAMENTO DA COLEÇÃO CEARÁ SEM FRONTEIRAS

DIA 1 — CORPOS EM CENA
Quando: Terça-feira, 3 de novembro de 2026, às 19h
Onde: Arena Dragão do Mar — Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, espaço localizado em frente às salas de cinema e abaixo do Planetário
Entrada gratuita

DIA 2 — POÉTICAS DA MEMÓRIA
Quando: Quarta-feira, 4 de novembro de 2026, às 19h
Onde: Arena Dragão do Mar — Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, espaço localizado em frente às salas de cinema e abaixo do Planetário
Entrada gratuita

DIA 3 — TERRITÓRIOS E POLÍTICA CULTURAL
Quando: Quinta-feira, 5 de novembro de 2026, às 19h
Onde: Arena Dragão do Mar — Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, espaço localizado em frente às salas de cinema e abaixo do Planetário
Entrada gratuita

CAIXA Cultural Fortaleza abre exposição de Gustavo Caboco sobre memória e ancestralidade indígena

“Manhaba'u: onde toca o invisível?” reúne pinturas, bordados, objetos e instalações inspirados na cultura do povo Wapichana. Mostra tem visitação gratuita até 14 de fevereiro de 2027.

A memória, a ancestralidade e a relação dos povos indígenas com a terra estão no centro de “Manhaba'u: onde toca o invisível?”, exposição do artista, educador e curador Gustavo Caboco que já está aberta à visitação na CAIXA Cultural Fortaleza. A mostra fica em cartaz até 14 de fevereiro de 2027, na Galeria Penhor, com entrada gratuita.
Primeira exposição individual de Gustavo Caboco no Ceará, a mostra reúne pinturas, bordados, objetos, instalações e videoinstalações que têm o algodão como um dos elementos condutores de uma pesquisa sobre a memória e os saberes do povo Wapichana, do qual o artista faz parte. Presente em fios, tecidos e costuras, essa matéria-prima estabelece conexões entre histórias familiares, territórios e conhecimentos transmitidos entre gerações.
Natural do território indígena do Canauanim, em Roraima, Gustavo Caboco desenvolve um trabalho que atravessa as artes visuais, o cinema e a literatura. Em suas obras, investiga os deslocamentos forçados, a preservação da memória e as formas de resistência dos povos indígenas diante das violências históricas do colonialismo.
O título da exposição remete à palavra “Manhaba'u”, que significa “invisível” na língua Wapichana. Na proposta do artista, o invisível não se limita àquilo que os olhos não alcançam, mas também abrange histórias, culturas e conhecimentos que foram historicamente silenciados ou apagados. Essa reflexão se relaciona ao conceito de “coma colonial”, utilizado por Caboco para abordar a naturalização das violências e das heranças deixadas pela colonização.
A exposição também presta homenagem aos Dukuzyinhau, expressão usada pelo artista para se referir aos antepassados, à “nossa vovózada”, como ele define aqueles que vieram antes e abriram caminhos para as gerações atuais. A partir dessa perspectiva, as obras convidam o público a reconhecer a presença indígena na formação da sociedade brasileira e a refletir sobre os vínculos entre memória, território e identidade.
Após passar por São Paulo, em 2024, “Manhaba'u: onde toca o invisível?” chega a Fortaleza em uma nova etapa da pesquisa de Caboco. A itinerância é realizada pela Trevo Produções, em parceria com o artista e a produtora Ana Rocha.
Programação complementar
Além da exposição, a programação prevê atividades voltadas ao diálogo e à troca de conhecimentos, incluindo visita guiada com Gustavo Caboco, bate-papo com artistas indígenas convidados e sessão de autógrafos de publicações da Picada Livros, editora do artista.
Outro destaque é a oficina de bordado “O fio fala”, conduzida por Gustavo Caboco ao lado de sua mãe, Lucilene Wapichana. A atividade propõe o bordado como instrumento de registro, transmissão de histórias e valorização da cultura Wapichana. As datas, os horários e as orientações para participação serão divulgados nos canais oficiais da CAIXA Cultural Fortaleza.

Sobre Gustavo Caboco
Artista, educador e integrante do povo Wapichana, Gustavo Caboco nasceu em Roraima e vive e trabalha em Cuiabá (MT). É cogestor da Casa Vítuka, espaço dedicado à educação e à resistência indígena, e desenvolve pesquisas sobre memória, deslocamentos e representação dos povos originários em acervos e arquivos museológicos.
Sua trajetória inclui trabalhos como “Ouvir à Terra” (2023), “Manhaba'u: onde toca o invisível” (2024) e “Roraimarte III”, apresentado no Museu do Pontal, no Rio de Janeiro, em 2026. Com 12 livros publicados pela Picada Livros, o artista também atua no audiovisual por meio do selo Retorno à Maloca Filmes.

Serviço
Exposição “Manhaba'u: onde toca o invisível?”, de Gustavo Caboco
Local: CAIXA Cultural Fortaleza — Avenida Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema, Fortaleza (CE).
Visitação: de 28 de outubro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027.
Entrada: gratuita.
Programação complementar: visita guiada, bate-papo com artistas indígenas, sessão de autógrafos e oficina de bordado. Datas e horários serão divulgados nos canais oficiais.
Informações: (85) 3453-2770 | Instagram: @caixaculturalfortaleza.
Patrocínio: CAIXA.
Acessibilidade: espaço com acesso para pessoas com deficiência.

QXAS Festival reúne exposições, workshops e palestras em Quixadá e Quixeramobim sob o tema “O que a Terra não Esquece”

Sétima edição do Festival de Fotografia do Sertão Central será de 28 a 31 de outubro e homenageia Elza Lima, Telma Saraiva e Antônio Fotógrafo

A 7ª edição do QXAS – Festival de Fotografia do Sertão Central será realizada de 28 a 31 de outubro, em Quixadá e Quixeramobim, no Ceará, com o tema “O que a Terra não Esquece”. Ao longo de quatro dias, o festival reúne exposições, workshops, palestras, projeções, saídas fotográficas, leituras de portfólio e lançamentos de fotolivros, além da ação formativa QXAS nas Escolas.
Nesta edição, são homenageados a fotógrafa paraense Elza Lima, a pioneira da fotopintura Telma Saraiva (CE) e o fotógrafo social Antônio Francisco de Oliveira (CE). A abertura será na quarta-feira, 28 de outubro, às 20h, na Casa de Saberes Cego Aderaldo, com a solenidade de homenagem e, em seguida, às 21h, a Praça da Estação recebe a abertura da exposição “O que a terra não esquece”, resultado da Convocatória Nacional do festival, com curadoria de Adriana Botelho (CE), Ana Sabia (SC) e Beto Skeff (CE).

O espírito do festival
O tema nasce de uma imagem: “o sertão não é um cenário, mas uma epiderme”. Nela, a caatinga é pele áspera de espinhos e flores, as serras são coluna vertebral que sustenta o céu e os açudes são veias que levam as águas do interior ao mar. Nesta edição do festival, a terra é compreendida como corpo, arquivo, testemunha e espaço de disputa, e perguntar o que ela lembra é, nas palavras do texto curatorial, um ato político: debater o esquecimento imposto pelas narrativas hegemônicas e afirmar que “o ontem ainda pulsa no hoje”.
Neste contexto, a fotografia é entendida mais do que como registro: é um ato de escavação, uma recusa da desmemória. A convocatória convidou fotógrafas e fotógrafos de todo o país a nomear, documentar e fabular o que a terra guarda, o que ela recria e renova e o que ela sonha, entre encantados, visões e sonhos em vigília.

Homenageados
Elza Lima (PA) fotografa desde 1984 e construiu uma obra dedicada aos espaços amazônicos, em cenários abertos que captam situações oníricas de um tempo de mudanças aceleradas. Com exposições em países como Estados Unidos, França, Suíça e Portugal, tem trabalhos em acervos como os do MASP e do MAM do Rio de Janeiro. Ela participa do festival na quinta-feira, 29, às 21h, com a palestra “Imersa n’água, atraco no Sertão”.
Telma Saraiva (CE) foi pioneira da fotopintura no Brasil. Nos anos 1940, comandou o Foto Saraiva, único estúdio dirigido por uma mulher na região do Cariri, e coloria retratos com tinta, registrando os modismos de uma época influenciada pelo cinema de Hollywood. Sua trajetória é tema do filme “Todas as Vidas de Telma Saraiva”, exibido na sexta-feira, 30, às 16h, no campus da UFC em Quixadá, seguido de palestra da pesquisadora e curadora Adriana Botelho.
Já Antônio Francisco de Oliveira, conhecido como Antônio Fotógrafo, de Senador Pompeu (CE) é fotógrafo social que registra há muitos anos as famílias da região, guardando memórias familiares do Sertão Central.

Programação em Quixadá
Na quinta-feira, 29, a programação começa às 8h30 com um percurso mediado pela cidade, com saída do Hotel Vale das Pedras. À tarde, o fotógrafo Assaoca A. (SP/CE) conduz o workshop Pensar Edição, na FECLESC/UECE – Campus Quixadá, repetido na sexta-feira. À noite, na Casa de Saberes Cego Aderaldo, há abertura da exposição “Olhares que refletem”, do QXAS nas Escolas, e bate-papo sobre a exposição “Ser-Tão”, com Celso Oliveira e Marcus Vieira, antes da palestra de Elza Lima.
A sexta-feira, 30, começa às 5h com saída fotográfica pelos Monólitos, as formações rochosas que cercam a cidade. Pela manhã, há o workshop “O Invisível Revelado”, com Mateus Sá (PE), e o workshop “Como nasce um Fotozine: Processo de Criação e Conceito”, com Alessandro de Freitas. À noite, o Quintal da Casa de Saberes recebe as palestras de Raul Plasma (Quixadá/CE), sobre a instantaneidade das memórias e a construção da contemporaneidade, e de Laís Machado (BA), com a provocação “O que é uma pessoa negra quando não é Deus ou miserável?”.
No sábado, 31, a saída fotográfica será na Fazenda Não Me Deixes, antiga fazenda da escritora Rachel de Queiroz. O dia inclui o workshop de fotografia analógica “Fotografia Popular Nordestina”, com Thiago Pedro (RJ/CE); leituras de portfólio, com Mateus Sá, entre outros convidados; a conversa Processos Criativos, com Samuel Macedo (CE), Melissa Flores (SP) e Pablo Pinheiro (RN); e o lançamento dos fotolivros “Presenças”, de Dayana Maria, e “Coração de Touro”, de Nayana Magalhães. À noite, as palestras de Oseias Araújo (CE), sobre o olhar para os territórios, e de Ana Sabia, “Maddonas e Fridas”, antecedem a apresentação dos resultados e a solenidade de encerramento, seguida de confraternização.

Exposições
Além da mostra da Convocatória Nacional, em cartaz na Praça da Estação de 28 a 31 de outubro, Quixadá recebe outras quatro exposições. “Ser-Tão”, de Celso Oliveira e Marcus Vieira, ocupa a FECLESC/UECE – Campus Quixadá de 28 de outubro a 20 de novembro. No Terreno Café Tok Verde, “120 anos do Açude Cedro”, coletiva de fotógrafos do Sertão Central com curadoria de Diana Medina e Raul Plasma, fica em cartaz de 28 de outubro a 1º de novembro.
No Quintal da Casa de Saberes Cego Aderaldo, “4towngrafia”, de Oseas Araujo e Payasu, fotógrafos da periferia de Fortaleza, com curadoria de Leandra Costa, pode ser vista de 28 de outubro a 20 de novembro. Já “Olhares que refletem”, produzida no QXAS nas Escolas em parceria com a Escola Sagrado Coração, ocupa o Terraço da Casa de Saberes de 29 de outubro a 9 de novembro.

Quixeramobim
O festival também ocupa Quixeramobim, com a exposição coletiva “Práticas de Não Conformidade”, na Casa de Antônio Conselheiro, de 28 a 31 de outubro. Em novembro, a programação inclui, ainda, o workshop de fotografia analógica “Fotografia Popular no Sertão”, com Thiago Pedro, e uma vivência de cianotipia na Casa de Antônio Conselheiro.

QXAS nas Escolas
Em paralelo à programação aberta ao público, o QXAS nas Escolas leva a fotografia às salas de aula de Quixadá e Quixeramobim, com 10 oficinas ao longo da semana do festival. Entre os temas estão pinhole, construção e princípios da câmera escura, fotografia de celular, luz na fotografia e fotografia de produtos. As turmas participantes são indicadas pelas próprias escolas, por meio de seus professores e gestores. A programação completa das oficinas pode ser consultada na programação do festival.

Sobre o QXAS Festival
O QXAS Festival tem o objetivo de promover o intercâmbio entre a fotografia cearense e a produção contemporânea brasileira nos campos da expressão e do conhecimento, fomentar a produção cultural e artística e contribuir para a democratização do acesso à cultura e a difusão da fotografia brasileira. O festival integra a Rede de Festivais de Arte e Cultura do Ceará e a Rede de Produtores Culturais de Fotografia do Brasil.
O QXAS Festival tem realização da PRODUCE, da Conexões e do Ifoto, com patrocínio do Banco do Nordeste, do Banco Itaú e da Aninger Calçados, por meio da Lei Rouanet. O Festival conta, ainda, com o apoio institucional do Museu da Fotografia, do  Instituto Dragão do Mar, da Casa de Saberes Cego Aderaldo, da Casa de Antônio Conselheiro, da Secretaria da Cultura do Ceará, da Secretaria de Cultura de Quixadá, da FECLESC/UECE Campus Quixadá e da Universidade Federal Campus Quixadá.

Serviço:
7º QXAS – Festival de Fotografia do Sertão Central
Tema: O que a Terra não Esquece
Data: 28 a 31 de outubro de 2026 (algumas ações e exposições se estendem até novembro)
Local: Quixadá e Quixeramobim (CE)
Mais informações e programação completa: @festivalqxas

Fortaleza anuncia Réveillon 2027 com Ivete Sangalo, Alok, Luísa Sonza e mais de 20 atrações gratuitas

Com expectativa de 2,7 milhões de pessoas, Réveillon de Todos terá dois dias de shows gratuitos, diversidade de gêneros musicais e novos polos na Arena Castelão e no Conjunto Esperança

A Prefeitura de Fortaleza anunciou, na noite desta terça-feira (27), as atrações do Réveillon de Todos 2027, que terá 15 atrações nacionais e 11 locais, entre eles Ivete Sangalo, Alok, Belo Luísa Sonza, Alceu Valença, Belo, Henry Freitas, Martinho da Vila e Mart’nália, Rey Vaqueiro e O Kanalha. O lançamento foi realizado no Estoril, na Praia de Iracema, em evento conduzido pelo prefeito Evandro Leitão e pela secretária municipal do Turismo, Denise Carrá.
Com expectativa de reunir 2,7 milhões de pessoas nos dias 30 e 31 de dezembro, a celebração terá dois dias de shows gratuitos, sem custos de cachês artísticos para a Prefeitura. A edição de 2027 também reforça o modelo descentralizado, com apresentações em três polos: Aterro da Praia de Iracema, estacionamento da Arena Castelão e Areninha do Conjunto Esperança. Os dois últimos espaços passam a integrar a festa, ampliando o acesso da população à programação em diferentes regiões da capital.
A diversidade musical é uma das marcas da programação deste ano, que reúne artistas de várias gerações e estilos, do pop à música eletrônica, passando pelo sertanejo, forró, samba, pagode e rock. O line-up combina nomes de projeção nacional com representantes da música nordestina e da cena artística cearense, contemplando públicos variados e valorizando a pluralidade cultural da festa.
Confira todas as atrações anunciadas, em ordem alfabética:
Alceu Valença
Alok
Belinho da Silva
Belo
Biquíni 
Diogo Nogueira
Dose Dupla
Henry Freitas
Ivete Sangalo
Jonas Esticado
Jorge & Mateus
Lud Amaral
Luísa Sonza
Marcos Lessa
Martinho da Vila e Mart’nália
Natanzinho Lima
O Kanalha
Painel de Controle
Paulinha Ravett
Paulo José Benevides
Rey Vaqueiro
Siavesh
Silvânia & Berg
SuperBanda
Tito
Waldonys

A programação detalhada, com a distribuição das atrações por dia e por polo, será divulgada em breve pela Prefeitura de Fortaleza.
Festa descentralizada chega a novos espaços da cidade
A descentralização permanece como um dos principais eixos do Réveillon de Fortaleza. Após a edição anterior, que contou com apresentações na Praia de Iracema, em Messejana e no Conjunto Ceará, a festa passa a ocupar o estacionamento da Arena Castelão e a Areninha do Conjunto Esperança, levando a programação gratuita a novos bairros.
O Aterro da Praia de Iracema segue como palco central da celebração, enquanto os demais polos ampliam as possibilidades de participação dos moradores e fortalecem o caráter democrático do evento.
A programação também contará com ações de solidariedade vinculadas ao programa Fortaleza Sem Fome, incentivando a doação de alimentos durante as festividades.
Réveillon deve atrair 760 mil turistas e movimentar R$ 6,8 bilhões
Além da programação musical, o Réveillon de Todos 2027 deve impulsionar o turismo e a economia da capital cearense. A Prefeitura projeta a presença de 760 mil turistas no período, com permanência média estimada em nove dias. O impacto econômico previsto é de R$ 5 bilhões diretamente e R$ 6,8 bilhões no total, com estimativa de 169,6 mil postos de trabalho formais e informais.
Os números superam os registrados na edição anterior, quando o Réveillon 2026 reuniu cerca de 2,5 milhões de pessoas nos dois dias de festa, atraiu 700 mil turistas e movimentou aproximadamente R$ 6,2 bilhões na economia.
A expectativa é de reflexos positivos em setores como hotelaria, gastronomia, comércio, transporte e serviços, consolidando o período da virada como um dos principais momentos do calendário turístico de Fortaleza.
A organização do Réveillon de Todos 2027 será coordenada pela Secretaria Municipal do Turismo (Setfor), em articulação com os órgãos municipais responsáveis pela segurança, mobilidade, limpeza urbana e ordenamento dos espaços.

Serviço — Réveillon de Todos 2027
Datas: 30 e 31 de dezembro de 2026
Locais: Aterro da Praia de Iracema, estacionamento da Arena Castelão e Areninha do Conjunto Esperança.
Acesso: Gratuito
Programação por dia e polo: Divulgação em breve.

Centro Fashion fortalece estratégia de marketing com executiva especializada no mercado de moda popular e atacado

Com 15 anos de experiência em Comunicação e Marketing, sendo oito dedicados ao segmento, Dani Branquinho assume a gestão da área com foco no fortalecimento da marca, na experiência de compra e na integração entre os ambientes físico e digital

O Centro Fashion Fortaleza inicia uma nova etapa na gestão de Marketing com a chegada de Dani Branquinho à liderança da área. Com 15 anos de atuação em Comunicação e Marketing (oito deles diretamente ligados ao mercado de moda popular e atacado), a executiva assume o desafio de conduzir a estratégia de uma marca inserida em um segmento marcado por alta dinâmica comercial, diversidade de públicos e uma relação cada vez mais integrada entre experiência presencial e ambiente digital.
A movimentação ocorre em um momento em que o marketing de centros comerciais deixa de estar concentrado apenas na geração de fluxo e nas campanhas promocionais. Para empreendimentos ligados à moda e ao atacado, a estratégia passa também pela construção de marca, relacionamento com lojistas, produção de conteúdo, influência, experiência de compra e criação de novas conexões entre quem vende e quem compra.
É justamente nesse contexto que a experiência de Dani no segmento ganha relevância. O mercado de moda popular e atacado possui particularidades que vão desde a velocidade de renovação das coleções até a multiplicidade de perfis atendidos, reunindo consumidor final, pequenos lojistas, revendedores e compradores profissionais.
“É um mercado muito vivo, que exige proximidade e capacidade de entender diferentes jornadas de compra. O desafio do Marketing é fazer com que a marca dialogue com todos esses públicos sem perder sua identidade, conectando comunicação, experiência e negócio. O digital tem um papel cada vez maior nesse processo, mas ele precisa estar integrado ao que acontece fisicamente no empreendimento”, afirma Dani Branquinho, gerente de Marketing do Centro Fashion Fortaleza.

Do fluxo à experiência
Entre os eixos da nova gestão está a evolução da experiência do cliente em diferentes pontos de contato com a marca. A proposta é trabalhar o Centro Fashion não apenas a partir das campanhas de calendário, mas ampliar a construção de narrativas capazes de conectar moda, empreendedorismo, comportamento, serviços e oportunidades de negócios.
Nesse desenho, os próprios lojistas ocupam posição central. A estratégia considera o fortalecimento das marcas presentes no empreendimento e a criação de oportunidades para ampliar sua visibilidade, aproximando Marketing e operação comercial.
“Quando trabalhamos com um ecossistema formado por muitos empreendedores, o Marketing também precisa funcionar como uma ferramenta de geração de oportunidades. Existe a marca Centro Fashion, mas existem também todas as marcas que constroem diariamente a experiência do empreendimento. Conseguir aproximar essas duas dimensões é um dos nossos principais objetivos”, explica Dani.

Físico e digital cada vez mais conectados
Outro ponto da estratégia está na integração entre os ambientes físico e digital. Para Dani, a jornada do consumidor de moda já não pode ser dividida de maneira rígida entre esses dois universos. Redes sociais, influenciadores, conteúdo, relacionamento e experiência presencial passam a fazer parte de uma mesma construção.
A lógica também acompanha uma transformação no próprio atacado. Compradores que antes dependiam essencialmente da visita presencial hoje descobrem produtos, acompanham tendências, estabelecem contato com fornecedores e iniciam decisões de compra pelo ambiente digital.
Nesse cenário, o desafio do Centro Fashion é utilizar sua escala física e sua comunidade de empreendedores para produzir uma presença de marca que continue antes e depois da visita ao empreendimento.
“Não enxergamos o digital como algo separado da operação física. Uma pessoa pode conhecer uma marca pelas redes sociais, visitar o Centro Fashion, manter contato com aquele lojista pelo celular e realizar novas compras posteriormente. O papel do Marketing é ajudar a tornar essa jornada mais integrada, relevante e consistente”, pontua a executiva.
Com a nova gestão, o Centro Fashion busca avançar em uma estratégia na qual marca, conteúdo, experiência e geração de negócios caminhem de maneira conectada, acompanhando as transformações de um setor em que o comportamento do consumidor e as formas de vender moda mudam em ritmo acelerado.

CEO da BIGDOOH, Renan Carvalho acompanha tendências do TikTok durante missão empresarial em São Paulo

O empresário cearense Renan Carvalho, CEO da BIGDOOH, participa de uma missão empresarial em São Paulo, onde acompanha de perto as transformações do mercado digital e as novas tendências de consumo e publicidade. Entre os destaques da agenda, uma imersão no universo do TikTok trouxe reflexões sobre o posicionamento da plataforma, que ultrapassa as redes sociais e disputa a atenção do público com gigantes do entretenimento, como Netflix e Disney+. O encontro também abordou o funcionamento do TikTok Shop e as oportunidades de negócios geradas pela integração entre conteúdo, audiência e comércio digital.
“O TikTok deixou de ser apenas uma rede social para se tornar um motor de cultura, entretenimento e consumo. Para as empresas, entender essa mudança é fundamental para acompanhar o comportamento das novas gerações e identificar oportunidades de conexão com o público”, destaca Renan Carvalho. À frente da BIGDOOH, o empresário acompanha as tendências que estão redesenhando a comunicação brasileira.

Dra. Camila Bandeira e Felipe Ponte desfrutam de férias em família por Santa Catarina

A Dra. Camila Bandeira e o esposo, Felipe Ponte, sócios da CB Clinic, escolheram Santa Catarina como destino para uma temporada de férias ao lado dos filhos e familiares. O roteiro incluiu Balneário Camboriú, Blumenau, Pomerode e Florianópolis, reunindo momentos de descanso, lazer e experiências especiais em alguns dos destinos mais charmosos do Sul do Brasil. Entre paisagens encantadoras e momentos de descontração, o casal aproveitou a viagem para celebrar a convivência em família e colecionar boas memórias.

Marcio Gleison reúne lojistas em Fortaleza para discutir estratégias para a Black Friday 2026

Encontro no Mareiro Hotel abordou ofertas, gestão de estoque e anúncios para aumentar as vendas sem comprometer o lucro

Lojistas e empreendedores se reuniram nesta segunda-feira (19), em Fortaleza, para discutir estratégias de vendas para a Black Friday 2026. O encontro “Lote sua Loja na Black Friday”, conduzido pelo empresário e especialista em estratégias comerciais Marcio Gleison, ocorreu no Mareiro Hotel e abordou medidas para atrair clientes, movimentar estoques e preservar a lucratividade dos negócios.
Durante o evento, foram apresentadas orientações para organizar campanhas promocionais no comércio físico e digital. Entre os temas discutidos estavam a escolha dos produtos que entrarão em oferta, a definição de preços competitivos, o planejamento do estoque e o uso de anúncios para alcançar consumidores.
A programação também destacou a importância
de manter o relacionamento com os clientes após o período de descontos, com ações voltadas à fidelização e à geração de novas compras.
“A Black Friday não pode ser tratada apenas como uma oportunidade de oferecer descontos. É preciso planejamento para vender mais sem comprometer a saúde financeira do negócio”, afirma Marcio Gleison.
Outro ponto abordado foi o equilíbrio entre o aumento das vendas e a manutenção das margens de lucro. A proposta é que os lojistas antecipem decisões e definam objetivos para as campanhas, evitando que o crescimento do faturamento resulte em prejuízos.
O encontro teve como foco a preparação dos empreendedores para aproveitar as oportunidades da Black Friday, uma das principais datas promocionais do varejo.