Eleições 2026: Band abre temporada de debates para governador

Primeiros confrontos entre candidatos aos governos estaduais acontecem neste domingo (9), em 13 unidades da Federação; no Ceará, Ciro Gomes, Elmano de Freitas e Pedro Brito entram em cena no primeiro grande debate televisivo da eleição

A corrida eleitoral de 2026 entra neste domingo (9) em uma nova etapa com a abertura da temporada de debates promovida pelo Grupo Bandeirantes. A partir das 20h, candidatos aos governos de 13 estados e do Distrito Federal participam simultaneamente dos primeiros confrontos televisivos da eleição. A iniciativa marca um dos primeiros momentos em que os eleitores poderão colocar lado a lado propostas, prioridades e estratégias dos postulantes aos Executivos estaduais. 

No Ceará, o debate da Band ganha peso especial por colocar frente a frente nomes que representam campos distintos da disputa pelo Palácio da Abolição. Estão confirmados Ciro Gomes (PSDB), Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição, e Pedro Brito (Novo). O encontro será realizado no auditório do Senac Aldeota, em Fortaleza, com transmissão pela Band Ceará e plataformas digitais da emissora. 

O confronto ocorre poucos dias depois das convenções partidárias, que consolidaram as principais candidaturas e alianças para a eleição estadual. No caso cearense, o embate entre Ciro e Elmano é particularmente relevante porque coloca em lados opostos dois projetos políticos que já estiveram próximos em outros momentos da história recente do Estado. A eleição de 2026 representa, nesse sentido, um novo capítulo da divisão política que se consolidou no Ceará nos últimos anos. 

Ciro x Elmano ganha protagonismo

Embora o debate tenha três participantes, a disputa entre Ciro Gomes e Elmano de Freitas tende a concentrar parte significativa da atenção política. Ciro retorna à disputa pelo Governo do Ceará pelo PSDB e encabeça uma frente de oposição que reúne diferentes forças políticas. Elmano busca a reeleição pelo PT e lidera a chapa governista. 

A presença de Pedro Brito acrescenta uma terceira posição ao debate. O candidato do Novo passou a representar a legenda na disputa depois que o senador Eduardo Girão, que vinha sendo pré-candidato ao Governo do Estado, foi chamado para integrar a chapa presidencial de Romeu Zema como candidato a vice-presidente. A mudança ocorreu já às vésperas do início da campanha. 

Primeiro grande teste diante das câmeras

O debate da Band também será um teste de comunicação para os candidatos. O formato nacional da emissora prevê perguntas temáticas, participação de jornalistas e confrontos diretos entre os concorrentes. Os primeiros blocos devem permitir que os postulantes apresentem suas posições e, posteriormente, questionem diretamente os adversários. 

A importância do encontro aumenta porque ele ocorre antes do início da propaganda eleitoral gratuita, previsto para 28 de agosto. Dessa forma, o debate se transforma em uma das primeiras vitrines de grande alcance para que os candidatos apresentem propostas e estabeleçam diferenças perante o eleitorado. 

No Ceará, o calendário de debates seguirá avançando nas próximas semanas. O Grupo de Comunicação O POVO, por exemplo, já programou dois debates para o primeiro turno: um em 25 de agosto, no Cariri, e outro em 23 de setembro, em Fortaleza. 

A temporada iniciada pela Band, portanto, inaugura uma fase em que a eleição deixa progressivamente os bastidores das convenções e passa a ser confrontada publicamente em propostas, críticas e respostas. Para o eleitor cearense, o debate deste domingo será a primeira oportunidade de observar, no mesmo palco, os principais nomes que disputam o comando do Estado em 2026.

Serviço
Debate Band – Governo do Ceará
Domingo, 9 de agosto
20h
Auditório do Senac Aldeota, Fortaleza
Transmissão: Band Ceará e plataformas digitais da Band
Participantes confirmados: Ciro Gomes (PSDB), Elmano de Freitas (PT) e Pedro Brito (Novo).

Agosto de cinema na UCI terá terror, ficção científica, romances e grandes retornos às telonas

"O Fim da Rua": Anne Hathaway e Ewan McGregor protagonizam o filme com dinossauros que estreia dia 17 de agosto 

Programação reúne 16 títulos, entre lançamentos inéditos, continuações, produções brasileiras e relançamentos de franquias como “Crepúsculo” e “Harry Potter”, além do aguardado resgate de “Coyote vs. Acme”

Agosto chega às salas da com uma programação especialmente diversificada. A lista divulgada pela rede reúne 16 filmes distribuídos ao longo do mês, passando pelo terror corporal de Insaciável, aventuras com dinossauros, ficção científica pós-apocalíptica, comédias, romances adolescentes e duas das franquias mais populares do cinema contemporâneo: A Saga Crepúsculo e Harry Potter.

6 de agosto
Insaciável
O primeiro lançamento do mês aposta no horror corporal para transformar a obsessão pelo corpo perfeito em uma experiência perturbadora. Dirigido e escrito por Natalie Erika James, de Relíquia Macabra, Insaciável (Saccharine) acompanha Hana, estudante de medicina interpretada por Midori Francis, que vive atormentada pela própria aparência e pelo desejo de emagrecer.
Influenciada por uma amiga que conseguiu perder peso rapidamente, Hana adere a um programa extremo baseado em pílulas. O detalhe macabro é que o medicamento é produzido a partir de cinzas humanas. A partir daí, a busca pelo corpo ideal ganha consequências sobrenaturais. O filme foi apresentado no Festival de Sundance de 2026 e trabalha o horror como uma extensão dos conflitos relacionados à imagem corporal e à cultura das dietas. 
O elenco também conta com Danielle Macdonald, Madeleine Madden e Robert Taylor. A produção chama atenção ainda pelo uso de efeitos práticos e maquiagem protética para construir algumas das transformações físicas da protagonista. 

13 de agosto
O Fim da Rua
Anne Hathaway e Ewan McGregor entram em território de ficção científica em O Fim da Rua (The End of Oak Street), dirigido por David Robert Mitchell, cineasta de It Follows.
A história acompanha a família Platt, que vive uma rotina aparentemente comum até que um misterioso evento cósmico desloca toda a vizinhança de Oak Street para um ambiente desconhecido. Cercados por criaturas pré-históricas, os moradores precisam se unir para sobreviver.
O conceito nasceu de uma ideia bastante curiosa do diretor: imaginar um dinossauro surgindo em um bairro suburbano. Mitchell afirmou que suas referências passaram por Além da Imaginação, Poltergeist e Sinais, buscando um suspense familiar com atmosfera de ficção científica dos anos 1970 e 1980, em vez de simplesmente reproduzir a fórmula de Jurassic Park. 
O elenco ainda reúne Maisy Stella e Christian Convery, enquanto a produção tem J.J. Abrams entre os produtores. A UCI programou a estreia para 13 de agosto. 

Patrulha Canina: Uma Aventura Dino
A turma de filhotes mais conhecida da animação infantil troca a Baía da Aventura por um território dominado por dinossauros.
Em Patrulha Canina: Uma Aventura Dino (Paw Patrol: The Dino Movie), uma tempestade leva a equipe a uma misteriosa ilha pré-histórica. Lá, os personagens conhecem Rex, um filhote especialista em dinossauros. O problema começa quando os planos de mineração do Prefeito Humdinger provocam a erupção de um vulcão.
Dirigido por Cal Brunker, que também participou do roteiro ao lado de Bob Barlen, o longa é o terceiro filme da franquia Patrulha Canina. A produção reúne ainda vozes de nomes como Mckenna Grace, Terry Crews, Jennifer Hudson, Jameela Jamil, Fortune Feimster e Snoop Dogg. 
A trilha sonora também traz uma atração especial para os adultos: a música “Bottle Up”, dos Backstreet Boys, foi criada para o filme e aparece no material promocional. 

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 | Relançamento
Bella Swan e Edward Cullen estão de volta ao cinema. A primeira parte de Amanhecer retorna às salas brasileiras em uma reexibição especial.
Lançado originalmente em 2011 e dirigido por Bill Condon, o filme acompanha o casamento de Bella e Edward, a lua de mel e a gravidez que coloca a protagonista diante de consequências dramáticas. Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner retomam os papéis centrais.
A decisão de dividir Amanhecer em dois filmes permitiu que o capítulo final da história de Stephenie Meyer fosse levado às telas com maior espaço para desenvolver o relacionamento de Bella, Edward e Jacob e a chegada de Renesmee. 
Segundo a divulgação da reexibição, os dois últimos filmes da franquia arrecadaram juntos cerca de US$ 1,54 bilhão mundialmente. A volta aos cinemas brasileiros acontece em 13 de agosto. 

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 | Relançamento
No capítulo final, Bella desperta como vampira e precisa aprender a controlar seus novos poderes enquanto protege sua filha, Renesmee.
O problema surge quando os Volturi interpretam o nascimento da menina como uma ameaça. A família Cullen reúne aliados de diferentes clãs e os lobisomens para enfrentar o conflito que pode determinar o futuro de todos.
Além de Stewart, Pattinson e Lautner, o elenco reúne Ashley Greene, Peter Facinelli, Billy Burke, Nikki Reed, Kellan Lutz, Dakota Fanning, Michael Sheen, Jackson Rathbone e Anna Kendrick, entre outros. A segunda parte também retorna aos cinemas brasileiros em 13 de agosto. 

A Morte de Robin Hood
Esqueça o Robin Hood romântico e aventureiro de outras versões. Em A Morte de Robin Hood (The Death of Robin Hood), Hugh Jackman interpreta um homem marcado pela violência, pelo arrependimento e pelas consequências de sua própria história.
Dirigido por Michael Sarnoski, o filme começa quando Robin, gravemente ferido depois de uma batalha, é encontrado por uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer. Enquanto tenta sobreviver, ele é obrigado a confrontar as marcas deixadas por sua vida como criminoso.
Bill Skarsgård também está no elenco. A proposta da produção é uma releitura muito mais sombria e adulta da lenda, aproximando o personagem de um homem traumatizado em busca de alguma forma de redenção. 
A produção foi adquirida pela A24, que apostou no projeto ainda antes das filmagens, tendo Jackman e Comer como protagonistas. 

Colegas e o Herdeiro
O cinema brasileiro também ganha espaço em agosto com Colegas e o Herdeiro, continuação de Colegas, filme de 2012 dirigido por Marcelo Galvão.
A história leva Stalone, Aninha e seus amigos para uma nova aventura. Vivendo em um hotel decadente no Uruguai, Stalone acredita ser o herdeiro da propriedade deixada por sua mãe e decide reunir os antigos colegas para uma temporada que rapidamente se transforma em uma viagem cheia de confusões.
O elenco reúne novamente Ariel Goldenberg, Rita Pokk e Breno Viola, além de João Vitor de Paiva, Luiza Godoi, Fafy Siqueira, Deto Montenegro e outros atores. O longa foi produzido pela Gatacine em coprodução com a Globo Filmes. 
Um dos aspectos mais importantes do projeto está justamente na representatividade: segundo informações divulgadas durante a circulação internacional do filme, a produção reúne mais de 70 atores com síndrome de Down, autismo e outras deficiências, ampliando a presença de artistas com deficiência em diferentes funções e personagens. 

20 de agosto
Só Por Uma Noite
Uma das premissas mais inusitadas do mês está em Só Por Uma Noite (One Night Only), nova comédia romântica dirigida por Will Gluck, responsável por A Mentira e Todos Menos Você.
No universo do filme, relações sexuais antes do casamento são proibidas durante praticamente todo o ano. Existe, porém, uma exceção: uma única noite, na qual a prática é legalizada.
É nesse cenário que Monica Barbaro e Callum Turner interpretam Allie e Owen, dois nova-iorquinos que saem em busca de um encontro casual durante a noite permitida, mas acabam encontrando algo bem diferente do que imaginavam.
O elenco inclui Maya Hawke, Molly Ringwald, LeVar Burton, Julia Fox, Pete Davidson, Nicholas Braun e Este Haim, entre vários convidados especiais. 
Nos bastidores, Gluck chegou a reduzir consideravelmente a quantidade de nudez originalmente filmada depois de perceber que cenas muito explícitas poderiam tirar o público da experiência da comédia romântica. 

Sobrenatural: Agora Entre Nós 
A franquia Sobrenatural ganha um novo capítulo com Sobrenatural: Agora Entre Nós (Insidious: Out of the Further).
Desta vez, a protagonista é Gemma, uma jovem mãe que vive com a filha na casa onde cresceu. Ela descobre que possui uma capacidade extraordinária: consegue viajar para O Além, dimensão sobrenatural já conhecida pelos fãs da franquia, e, mais assustador ainda, consegue trazer entidades daquele lugar para o mundo real.
Quando forças demoníacas descobrem seu poder, a fronteira entre os dois mundos começa a desaparecer.
A direção é de Jacob Chase, com Amelia Eve, Brandon Perea e Lin Shaye no elenco. O filme está previsto pela UCI para 20 de agosto. 

Coração Partido
O romance adolescente russo Coração Partido (Your Heart Will Be Broken) chega ao Brasil adaptando o best-seller da escritora Anna Jane.
A protagonista é Polina, uma adolescente que muda de cidade para tentar recomeçar a vida, mas acaba enfrentando bullying na nova escola. Sua situação muda quando Bars, um dos alunos mais temidos do colégio, oferece proteção em troca de que ela aceite suas regras.
A relação entre os dois evolui para uma história marcada por atração, controle, obsessão e conflitos emocionais. Veronika Zhuravleva e Daniel Vegas estrelam o longa, dirigido por Mikhail Vaynberg. 
A produção teve forte repercussão na Rússia e ganhou uma adaptação cinematográfica diretamente ligada ao sucesso da obra literária de Anna Jane. A programação da UCI indica 20 de agosto para a estreia brasileira. 

Amigas Sem Filtro
Quatro amigas, um fim de semana em um spa e a promessa de tranquilidade que obviamente não será cumprida.
Amigas Sem Filtro (Spa Weekend) é uma comédia dirigida por Jon Lucas e Scott Moore, dupla responsável por Se Beber, Não Case! e Perfeita é a Mãe!. O elenco reúne Leslie Mann, Isla Fisher, Anna Faris e Michelle Buteau.
A produção acompanha um grupo de amigas que parte para um fim de semana de descanso, mas vê a viagem sair completamente do controle quando a integrante mais imprevisível do grupo se junta à programação.
As filmagens aconteceram em Queensland, na Austrália, em 2025. A escolha do país foi parte importante da produção, que transformou a região em cenário para a comédia. 

27 de agosto
Ponto Sem Retorno
Ridley Scott volta à ficção científica com Ponto Sem Retorno (The Dog Stars), adaptação do romance homônimo de Peter Heller, publicado em 2012.
O filme se passa depois de uma pandemia devastadora que praticamente dizimou a humanidade. Jacob Elordi interpreta Hig, um piloto civil que sobrevive isolado ao lado de seu cachorro e de Bangley, um ex-fuzileiro naval vivido por Josh Brolin.
A rotina muda quando uma misteriosa transmissão de rádio desperta a possibilidade de que ainda existam outras pessoas além do território conhecido. Hig decide então investigar a origem do sinal, embarcando em uma jornada que pode significar tanto esperança quanto perigo.
Margaret Qualley, Guy Pearce, Allison Janney e Benedict Wong completam o elenco. 
Um dos bastidores mais curiosos envolve Josh Brolin: o ator revelou que chegou a pensar em abandonar a produção depois do primeiro dia de filmagem, incomodado com o método rápido de trabalho de Ridley Scott e a ausência de ensaios tradicionais. Depois de assistir a uma cena já montada com o diretor, mudou de opinião e passou a considerar a experiência artisticamente recompensadora. 

Coyote vs. ACME
Poucos filmes da lista chegam às telas carregando uma história de bastidores tão cinematográfica quanto Coyote vs. ACME.
O longa mistura animação e live-action e acompanha o Coiote em uma batalha judicial contra a própria Acme Corporation, empresa responsável pelos produtos que invariavelmente dão errado durante suas perseguições ao Papa-Léguas.
Will Forte interpreta o advogado Kevin Avery, enquanto John Cena vive o executivo da Acme e Lana Condor também integra o elenco. A direção é de Dave Green, com roteiro de Samy Burch e história desenvolvida por Burch, James Gunn e Jeremy Slater. 
O filme ficou famoso antes mesmo de ser lançado porque a Warner Bros. chegou a engavetá-lo depois de concluído, em uma decisão ligada a benefícios fiscais. A produção provocou forte reação de artistas e fãs. Em 2025, a Ketchup Entertainment adquiriu os direitos mundiais, permitindo que o projeto finalmente chegasse ao público. 
É um caso raro em Hollywood de um filme praticamente condenado ao desaparecimento que conseguiu voltar à corrida comercial. A UCI indica sua estreia brasileira para 27 de agosto. 

O Sorveteiro
Eli Roth transforma um dos símbolos mais inocentes do verão em combustível para um novo filme de terror.
Em O Sorveteiro (Ice Cream Man), uma pequena cidade de veraneio entra em colapso quando um misterioso vendedor de sorvetes aparece e começa a distribuir produtos que transformam as crianças em assassinos violentos.
Ari Millen interpreta o sorveteiro, com Benjamin Byron Davis e Karen Cliche também no elenco. Roth dirige e assina o roteiro com Noah Belson. 
O filme também ganhou atenção por uma polêmica recente: Roth inicialmente afirmou que havia criado manualmente determinadas sequências de animação, mas posteriormente reconheceu que uma pequena parte utilizou inteligência artificial generativa. O diretor afirmou que o uso foi limitado a algumas cenas. 

Idiots
Anteriormente conhecido pelo título The Shitheads, Idiots é uma comédia de humor ácido dirigida por Macon Blair, que também escreveu o roteiro.
A trama acompanha dois homens em situação desesperadora, interpretados por Dave Franco e O'Shea Jackson Jr., contratados para transportar um adolescente problemático, vivido por Mason Thames, até uma clínica de reabilitação. O que parecia ser um trabalho simples rapidamente vira uma viagem caótica envolvendo criminosos e personagens cada vez mais absurdos.
O elenco ainda conta com Peter Dinklage, Kiernan Shipka e Nicholas Braun. O filme estreou no Festival de Sundance de 2026 com seu título original e posteriormente foi rebatizado como Idiots. 
A crítica do festival destacou justamente a combinação de humor sombrio, violência e uma energia deliberadamente descontrolada. 

30 de agosto
Harry Potter e a Pedra Filosofal – 25º aniversário | Relançamento
O mês termina com uma viagem de volta a Hogwarts.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, lançado originalmente em 2001 sob direção de Chris Columbus, retorna aos cinemas brasileiros em uma sessão comemorativa de 25 anos.
O filme que apresentou Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint ao público mundial acompanha o órfão Harry Potter quando ele descobre, aos 11 anos, que é um bruxo e recebe o convite para estudar em Hogwarts. Ao lado de Ron Weasley e Hermione Granger, ele descobre um universo mágico e começa a investigar os mistérios escondidos dentro do castelo.
A reexibição de 2026 terá um atrativo especial: 12 minutos de material de bastidores nunca antes exibido nas telas foram incorporados à experiência comemorativa. A iniciativa faz parte de uma celebração mundial dos 25 anos da franquia. 
O retorno também coincide com uma grande celebração de Harry Potter que inclui eventos especiais e a volta dos oito filmes da saga aos cinemas em diferentes mercados durante o período de Back to Hogwarts. 

Serviço
UCI Cinemas – Agosto de 2026
06/08: Insaciável
13/08: O Fim da Rua; Patrulha Canina: Uma Aventura Dino; A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1; A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2; A Morte de Robin Hood; Colegas e o Herdeiro
20/08: Só Por Uma Noite; Sobrenatural: Agora Entre Nós; Coração Partido; Amigas Sem Filtro
27/08: Ponto Sem Retorno; Coyote vs. ACME; O Sorveteiro; Idiots
30/08: Harry Potter e a Pedra Filosofal – 25º Aniversário

Observação: sessões e datas podem sofrer alterações conforme a programação de cada complexo.

“Corrida dos Bichos” transforma o Rio em arena, mas tropeça quando a corrida termina

Produção dirigida por Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis impressiona pela ação, pelo universo distópico e pela identidade brasileira, mas seu roteiro não acompanha a força visual da proposta

Há uma ideia excelente no centro de “Corrida dos Bichos”: pegar um dos símbolos mais controversos da cultura popular brasileira, o jogo do bicho, e transformá-lo em um espetáculo esportivo mortal em um Rio de Janeiro devastado por uma catástrofe ambiental. No filme, ricos apostam e controlam corredores pobres, enquanto vidas humanas viram garantia de uma competição televisionada. É uma premissa que poderia render uma distopia particularmente brasileira, e não apenas uma versão tropical de histórias que o cinema internacional já contou.
E é justamente quando abraça essa identidade que o filme dirigido por Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis se torna mais interessante.
A produção, lançada pelo Prime Video em 7 de agosto, acompanha Mano, interpretado por Matheus Abreu, um jovem que passou boa parte da vida combatendo o sistema da Corrida dos Bichos e acaba obrigado a entrar na competição para tentar salvar a irmã. O Rio apresentado pelo filme é irreconhecível: depois de uma transformação ambiental radical, a cidade se converte em território fragmentado, violento e dominado por uma elite que transformou a desigualdade em entretenimento.
A comparação com “Jogos Vorazes” e “The Running Man” aparece naturalmente, e não é gratuita. A própria crítica internacional percebeu essas referências. O problema é que “Corrida dos Bichos” nem sempre consegue escapar da sombra delas. A Next Best Picture elogiou a energia das provas, mas apontou que as tramas secundárias são subdesenvolvidas e que a narrativa acaba dispersa.
Quando os corredores entram em movimento, entretanto, o filme ganha outra voltagem.
As corridas são o grande triunfo da produção. Parkour, capoeira, perseguições, combates e uma câmera que acompanha os personagens por diferentes espaços criam sequências visualmente vigorosas. A crítica do Cinapse foi particularmente entusiasmada com essa combinação, destacando justamente a utilização de elementos brasileiros para renovar um gênero já bastante explorado pelo cinema.
É aí que o filme encontra uma linguagem própria: não é apenas uma distopia genérica com cartão-postal brasileiro. A capoeira, o jogo do bicho, a arquitetura carioca, a desigualdade social e a transformação da paisagem fazem parte da engrenagem narrativa. O resultado é visualmente mais interessante quando deixa de tentar parecer uma superprodução internacional e assume aquilo que só um filme brasileiro poderia fazer daquela maneira.
O elenco também ajuda. Matheus Abreu sustenta bem o protagonismo e dá a Mano uma combinação de resistência e vulnerabilidade. Rodrigo Santoro, como Abu, encontra espaço para construir um personagem mais teatral e ameaçador. Ísis Valverde, Thainá Duarte, Seu Jorge e os demais integrantes do elenco ampliam a sensação de um universo povoado por figuras que parecem ter sobrevivido a um Brasil que deixou de existir.
Mas o filme tem um problema considerável: há mais mundo do que história.
“Corrida dos Bichos” parece ter material suficiente para uma série inteira. Existem regras, territórios, personagens, relações de poder e conflitos que são apresentados rapidamente, como se o roteiro estivesse tentando montar um universo maior do que as pouco mais de duas horas de duração conseguem comportar. A crítica de The Cinemen, embora positiva, também identificou fragilidades principalmente nas cenas que acontecem fora das corridas.
Essa diferença é importante. O filme funciona muito bem como espetáculo de ação, mas nem sempre consegue produzir a mesma tensão dramática quando os personagens estão parados conversando.
O curioso é que a premissa oferece possibilidades muito mais profundas. A Corrida poderia ser explorada como metáfora para um país em que os pobres colocam o próprio corpo em risco enquanto os ricos transformam sofrimento em espetáculo. Poderia discutir de maneira mais contundente a relação entre entretenimento, violência e desigualdade. O filme até aponta para essas questões, mas frequentemente prefere acelerar em vez de aprofundá-las.
E talvez essa seja sua maior contradição: “Corrida dos Bichos” tem muito a dizer, mas está mais interessado em correr do que em conversar.
Isso não torna o filme ruim. Pelo contrário. Para quem procura ação brasileira com identidade visual própria, a produção entrega uma experiência acima da média. As corridas têm energia, a direção encontra soluções criativas e o desenho daquele Rio futurista é um dos elementos mais fortes da obra.
O que falta é justamente o que poderia transformar um bom filme de ação em uma grande ficção científica brasileira: personagens mais complexos, um roteiro menos dependente de referências conhecidas e uma exploração mais corajosa das ideias que estão por trás daquele espetáculo.
“Corrida dos Bichos” chega ao Prime Video como um filme ambicioso, caro e claramente pensado para apresentar uma franquia. E a estrutura deixa essa porta aberta. A questão é se uma eventual continuação conseguirá fazer aquilo que o primeiro filme apenas ensaia: transformar seu extraordinário universo em uma história tão marcante quanto suas corridas.

VEREDITO: 7/10
Vale assistir? Sim. Principalmente pelas sequências de ação, pelo universo visual e pela tentativa de criar uma ficção científica brasileira de grande escala. Só não espere que o roteiro alcance a mesma velocidade dos corredores.

Nova superprodução da Globo Filmes leva Marina Ruy Barbosa e Andréa Beltrão para uma estação isolada na Antártida

Filme dirigido por Bruno Safadi abre o Festival de Gramado e chega aos cinemas em setembro; produção aposta em suspense, investigação criminal e tecnologia virtual para recriar o ambiente extremo do continente gelado

Um crime em uma estação científica brasileira, um grupo de pesquisadores isolado em um dos lugares mais inóspitos do planeta e uma investigação em que praticamente todos podem ser suspeitos. Essa é a premissa de “Antártida”, novo longa-metragem dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo, que chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026. Dirigido por Bruno Safadi, com roteiro de Claudia Jouvin, o filme reúne nomes de peso do cinema e da televisão brasileira, entre eles Marina Ruy Barbosa, Andréa Beltrão, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Antonio Calloni e João Vitor Silva. A produção foi escolhida para abrir o 54º Festival de Cinema de Gramado, onde será exibida fora de competição em 14 de agosto.

A história acompanha a chegada da glacióloga Inês, personagem interpretada por Marina Ruy Barbosa, a uma estação brasileira de pesquisa na Antártida. O que deveria ser o início de uma nova etapa profissional rapidamente se transforma em uma situação de emergência: na primeira noite, um crime acontece dentro da base e coloca toda a equipe sob suspeita. A investigação fica sob responsabilidade da subcomandante Elisabeth, vivida por Andréa Beltrão, que precisa descobrir quem está por trás do assassinato enquanto a equipe permanece presa naquele ambiente extremo. O isolamento geográfico é fundamental para o suspense, porque os personagens não podem simplesmente deixar a estação ou recorrer rapidamente a ajuda externa. Em um território marcado por temperaturas severas, grandes distâncias e condições climáticas adversas, a própria Antártida passa a funcionar como parte da tensão da história.

O elenco reforça a dimensão da produção. Além de Marina Ruy Barbosa e Andréa Beltrão nos papéis centrais, Lázaro Ramos interpreta o Capitão Vicente, enquanto Antonio Calloni vive o Comandante Barros. Leandra Leal, Tatiana Tiburcio, Renan Monteiro, João Vitor Silva, Mariana Sena, Gero Camilo e outros atores também integram a produção. A diversidade de personagens é importante para a trama porque a investigação não se concentra apenas na identidade do criminoso: relações de autoridade, conflitos profissionais e diferenças entre civis e militares passam a fazer parte do quebra-cabeça.

“Antártida” também chama atenção pela maneira como foi filmado. Grande parte das cenas foi realizada com tecnologia Unreal no Estúdio de Produções Virtuais dos Estúdios Globo, recurso que permite combinar atores reais com ambientes digitais e criar cenários de grande escala com maior controle de produção. A escolha é particularmente relevante para um filme ambientado no continente antártico, onde filmagens convencionais seriam muito mais complexas e caras. A tecnologia permite construir a estação, seus arredores e as paisagens congeladas necessárias para que o espectador tenha a sensação de estar diante de uma base científica realmente isolada no extremo sul do planeta.

A inspiração do projeto está ligada ao universo real da presença brasileira na Antártida e, especialmente, à história da Estação Antártica Comandante Ferraz, base científica brasileira que sofreu um incêndio em 2012. O acidente matou dois militares e destruiu parte significativa das instalações. A estação posteriormente foi reconstruída e voltou a operar com uma estrutura moderna. O longa, entretanto, não é uma reconstituição daquele episódio. O acontecimento serve como referência para um universo ficcional que transforma a estação científica em cenário de um thriller policial.

A escolha de Bruno Safadi para dirigir a produção também aponta para uma abordagem menos convencional do gênero. Em vez de utilizar a Antártida apenas como cenário exótico, o filme transforma o isolamento em elemento central da narrativa. A ausência de uma saída fácil cria uma espécie de “quarto fechado” em escala continental: o assassino está entre os personagens, todos continuam convivendo no mesmo espaço e ninguém sabe em quem confiar. Quanto mais a investigação avança, maior tende a ser a pressão sobre o grupo.

A presença de Andréa Beltrão como a responsável pela investigação acrescenta outra camada à história. Elisabeth precisa exercer autoridade em um ambiente marcado por hierarquias e protocolos, ao mesmo tempo em que tenta separar fatos, versões e suspeitas. A personagem de Marina Ruy Barbosa, por sua vez, chega justamente no momento em que a rotina da estação é rompida pelo crime. O encontro entre as duas personagens coloca no centro da narrativa duas mulheres em posições diferentes dentro daquela estrutura, enquanto o restante da equipe passa a ser observado sob a lógica de uma investigação.

O filme também representa um investimento significativo dos Estúdios Globo em produções cinematográficas nacionais de grande escala. A escolha para abrir o Festival de Gramado reforça essa posição: “Antártida” terá sua primeira grande apresentação pública em um dos eventos mais tradicionais do cinema brasileiro antes de chegar ao circuito comercial. O festival acontece de 12 a 22 de agosto, e o longa será exibido no Palácio dos Festivais em 14 de agosto.

Com uma combinação de mistério, investigação, sobrevivência, relações de poder e ficção tecnológica, “Antártida” chega aos cinemas com a proposta de usar um dos lugares mais extremos do planeta como cenário para uma história essencialmente humana: quando um crime acontece e ninguém pode escapar, a pergunta deixa de ser apenas quem matou e passa a ser até onde cada personagem está disposto a ir para proteger seus próprios segredos.

Antártida
Direção: Bruno Safadi
Roteiro: Claudia Jouvin
Elenco: Marina Ruy Barbosa, Andréa Beltrão, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Antonio Calloni, João Vitor Silva e outros
Produção: Estúdios Globo, em coprodução com a TV Globo
Festival de Gramado: 14 de agosto de 2026
Estreia nos cinemas: 17 de setembro de 2026

Wagner Moura encara um mundo apocalíptico em novo filme da Netflix

Em “A Última Casa”, ator interpreta um pai que fica preso dentro de casa com a família após uma força misteriosa impedir que as pessoas deixem suas residências; longa estreou mundialmente nesta sexta-feira

Wagner Moura está de volta a uma grande produção internacional, mas desta vez em um universo bem diferente daquele de “O Agente Secreto”. O ator brasileiro estrela “A Última Casa” (“The Last House”), novo filme da Netflix dirigido por Louis Leterrier, conhecido por trabalhos como “O Incrível Hulk”, “Truque de Mestre” e “Velozes & Furiosos 10”. O longa chegou à plataforma mundialmente em 7 de agosto de 2026 e mistura ficção científica, suspense, terror e sobrevivência. Moura divide o protagonismo com Greta Lee, atriz de “Vidas Passadas”, em uma história sobre uma família que é misteriosamente confinada dentro da própria casa.

Na história, Wagner Moura interpreta Jason, pai de uma família que vê sua rotina virar um pesadelo quando uma força desconhecida impede que eles deixem a residência. O problema começa de maneira aparentemente inexplicável, enquanto uma chuva cai do lado de fora e a família percebe que alguma coisa está errada. As portas deixam de ser uma passagem para o mundo exterior e passam a representar uma barreira. O telefone e outros meios de comunicação também são afetados, deixando os personagens praticamente sem contato com o restante do mundo. A partir daí, Jason e Ann, personagem de Greta Lee, precisam encontrar maneiras de proteger os filhos e administrar os recursos que têm dentro de casa.
O conceito é simples, mas permite que o filme transforme uma situação doméstica em um cenário de sobrevivência. Comida, água, energia e espaço passam a ter importância dramática. A família precisa descobrir quanto tempo consegue permanecer protegida e o que existe do lado de fora. O filme utiliza o confinamento para explorar não apenas o medo da ameaça desconhecida, mas também a deterioração psicológica provocada pelo isolamento prolongado. A casa, que deveria ser o lugar mais seguro para uma família, transforma-se gradualmente em uma espécie de prisão.
Greta Lee interpreta Ann, esposa de Jason, e os dois precisam enfrentar juntos a deterioração das condições dentro da residência. O elenco também inclui Gabriel Barbosa, Emma Ho, Riley Chung e Noah Alexander Sosnowski, que interpretam personagens ligados à família. A produção aposta bastante na dinâmica entre os integrantes da casa, fazendo com que a ameaça externa seja apenas uma parte do problema. A outra é descobrir como pessoas comuns reagem quando são obrigadas a viver durante um longo período sem saber quando, ou se, poderão sair.
O diretor Louis Leterrier conduz a produção como um thriller de ficção científica com elementos de horror. A Netflix apresenta o longa como a história de uma família misteriosamente selada dentro de sua residência, obrigada a trabalhar em conjunto enquanto os recursos diminuem e uma força ameaçadora continua mantendo todos presos. O trailer divulgado pela plataforma destaca justamente o momento em que Jason percebe que a família não está simplesmente passando por uma tempestade, mas diante de uma situação muito mais grave.
Um dos aspectos mais interessantes do filme é a passagem do tempo. A história não trata o confinamento como uma situação de algumas horas ou poucos dias. A família precisa se adaptar a uma realidade que se prolonga, e isso muda completamente a relação dos personagens com a casa. A sobrevivência passa a depender de planejamento, improvisação e capacidade de conviver com o medo. O filme também estabelece um diálogo evidente com a experiência de isolamento provocada pela pandemia de Covid-19, embora leve essa ideia para um cenário de ficção científica e horror.
A presença de Wagner Moura dá ao projeto um peso internacional ainda maior. O ator vive atualmente uma fase particularmente importante de sua carreira fora do Brasil. Depois de trabalhos como “Narcos”, “Civil War” e “Sergio”, Moura alcançou um novo patamar com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. O filme brasileiro teve uma trajetória internacional de enorme destaque, incluindo quatro prêmios no Festival de Cannes e indicações ao Oscar. Moura tornou-se o primeiro ator brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator. “A Última Casa” representa uma mudança radical de gênero: sai o drama político brasileiro e entra um thriller de ficção científica produzido para um público global.
O filme também explora uma pergunta bastante direta: quanto tempo uma família consegue sobreviver quando o mundo exterior deixa de ser acessível? Essa pergunta sustenta a narrativa e coloca os personagens diante de problemas cada vez mais difíceis. A ameaça é desconhecida, os recursos são limitados e ninguém sabe exatamente o que está acontecendo do lado de fora. O espectador acompanha as descobertas junto com os personagens, o que ajuda a manter o suspense.
A crítica internacional, entretanto, recebeu o filme de maneira dividida. O The Guardian destacou a atuação de Wagner Moura e a força da primeira parte da história, especialmente na construção do cotidiano da família isolada, mas considerou que o longa perde parte de sua força quando avança para explicações mais convencionais de ficção científica.  O Decider foi ainda mais duro e criticou o roteiro por considerar que a produção perde coerência à medida que a trama avança.  Por outro lado, a atuação de Moura e Greta Lee foi apontada como um dos elementos que sustentam o interesse pelo filme.
“A Última Casa” tem 1h50 de duração e foi lançado mundialmente pela Netflix em 7 de agosto de 2026. A plataforma classifica a produção como ficção científica, terror e thriller. Para o público brasileiro, o longa ganha ainda um interesse particular por colocar Wagner Moura novamente no centro de uma produção internacional, agora interpretando um personagem muito diferente de seus trabalhos anteriores.

A Última Casa (The Last House)
Direção: Louis Leterrier
Roteiro: Matthew Robinson
Elenco: Wagner Moura, Greta Lee, Gabriel Barbosa, Emma Ho, Riley Chung e Noah Alexander Sosnowski
Gêneros: ficção científica, terror e suspense
Duração: 1h50
Plataforma: Netflix
Estreia: 7 de agosto de 2026

"Cidade de Deus: A Luta Não Para" ganha segunda temporada na HBO Max com retorno de personagens do filme e novas disputas pelo poder

Série continua a história do clássico de Fernando Meirelles e Kátia Lund; Alexandre Rodrigues volta como Buscapé e Matheus Nachtergaele retorna ao universo da Cidade de Deus como Cenoura

A história de “Cidade de Deus” está longe de terminar. Depois de levar para a televisão personagens e conflitos que marcaram um dos filmes brasileiros mais conhecidos internacionalmente, “Cidade de Deus: A Luta Não Para” prepara sua segunda temporada para chegar à HBO Max em novembro de 2026. A continuação retoma a comunidade carioca anos depois dos acontecimentos do longa dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, lançado em 2002, e amplia o universo apresentado na primeira temporada. Entre as principais novidades está o retorno de Matheus Nachtergaele como Cenoura, personagem que o ator interpretou no filme original. A HBO Max já divulgou o primeiro teaser dos novos episódios, aumentando a expectativa em torno da produção.

A primeira temporada mostrou uma Cidade de Deus diferente daquela apresentada no cinema. O tempo passou, novos grupos disputam território e poder e a violência continua sendo atravessada por relações entre traficantes, policiais, moradores e milicianos. No centro dessa transformação está novamente Buscapé, interpretado por Alexandre Rodrigues, que retorna como fotógrafo e jornalista. Se no filme o personagem era um jovem tentando encontrar uma saída para a violência por meio da fotografia, na série ele assume a posição de alguém que observa e registra as mudanças da comunidade. Sua câmera continua sendo uma forma de sobrevivência, mas também passa a ser uma ferramenta para compreender e revelar aquilo que acontece ao seu redor.

A segunda temporada mantém a conexão com o filme original, mas não pretende simplesmente repetir sua história. A proposta é avançar no tempo e mostrar o que aconteceu com a comunidade e com seus moradores depois dos acontecimentos conhecidos pelo público. A série acompanha uma Cidade de Deus marcada por novas relações de poder e por uma estrutura de violência que não desapareceu, apenas se transformou. Essa atualização é um dos elementos que diferenciam a produção da obra cinematográfica de 2002: em vez de recontar o passado, a série tenta olhar para as consequências daquele passado.

O retorno de Matheus Nachtergaele como Cenoura é uma das grandes atrações da nova temporada. A presença do personagem cria uma ponte direta entre o filme e a série e permite que a produção explore a memória daquele universo sem depender apenas da nostalgia. O elenco também conta com nomes como Roberta Rodrigues, Andréia Horta, Dhonata Augusto e Sabrina Rosa, além de outros atores que participaram da primeira temporada e novos personagens que entram na disputa pela comunidade.

A produção é da O2 Filmes em parceria com a HBO, mantendo a ligação com o universo criado originalmente por Fernando Meirelles. A primeira temporada teve seis episódios e foi lançada em 2024, recebendo posteriormente a confirmação de uma segunda temporada. Em maio de 2026, Anouk Aarón, chefe de conteúdo da HBO Max para a América Latina, confirmou ao Omelete que os novos episódios chegariam ainda este ano.  A plataforma agora prepara o retorno para novembro, com o primeiro teaser já apresentado ao público.

A importância da série também está relacionada ao peso histórico do filme original. “Cidade de Deus”, baseado no livro de Paulo Lins, tornou-se um dos maiores fenômenos internacionais do cinema brasileiro. O longa foi indicado a quatro Oscars e projetou nomes como Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino, Douglas Silva, Alice Braga, Seu Jorge e Matheus Nachtergaele. A produção também consolidou Fernando Meirelles internacionalmente e passou a ser considerada uma referência estética e narrativa para filmes e séries que retratam violência urbana.

“Cidade de Deus: A Luta Não Para” parte justamente desse legado para construir uma história contemporânea. A primeira temporada mostrou que a comunidade não pode ser entendida apenas pela criminalidade. A série também acompanha moradores que tentam trabalhar, construir relações, proteger suas famílias e encontrar alternativas dentro de uma realidade em que diferentes grupos disputam o controle do território. A violência é parte do cenário, mas não é o único assunto.

O retorno de Buscapé é particularmente importante nesse sentido. O personagem continua sendo uma espécie de testemunha da história. Ele conhece a comunidade por dentro, mas também desenvolveu distância suficiente para observá-la. Essa posição permite que a narrativa transite entre diferentes grupos e acompanhe acontecimentos que, para outros personagens, significam sobrevivência imediata. A fotografia, que no filme representava a possibilidade de uma vida diferente, continua funcionando como uma das principais marcas do personagem.

A nova temporada também chega em um momento em que a produção já não precisa provar que o universo de “Cidade de Deus” pode funcionar fora do cinema. A primeira temporada estabeleceu a série como uma continuação e abriu espaço para personagens e conflitos que não caberiam em um longa-metragem. Agora, com mais tempo para desenvolver as relações entre os personagens, a produção pode aprofundar alianças, rivalidades e consequências dos acontecimentos anteriores.

O desafio é justamente equilibrar o enorme peso do filme original com a necessidade de contar uma história própria. O retorno de Cenoura ajuda a construir essa ponte, enquanto a presença de Buscapé garante continuidade. Ao mesmo tempo, a série precisa mostrar uma Cidade de Deus que não é mais aquela de 2002. É uma comunidade transformada pelo tempo, pelas novas formas de poder e pelas consequências de décadas de violência.

A segunda temporada chega à HBO Max em novembro de 2026, mantendo a promessa de novas disputas, personagens e reviravoltas dentro de um dos universos mais importantes da história recente do audiovisual brasileiro.

Cidade de Deus: A Luta Não Para – 2ª temporada
Plataforma: HBO Max
Estreia: novembro de 2026
Produção: O2 Filmes / HBO
Elenco: Alexandre Rodrigues, Roberta Rodrigues, Andréia Horta, Dhonata Augusto, Sabrina Rosa, Matheus Nachtergaele e outros
Destaques: retorno de Buscapé e de Cenoura

FUTEBOL: Jhonathan Silva projeta duelo do Athletic contra o Criciúma

Atleta da equipe de São João del Rei conversou sobre o trabalho desenvolvido pelo técnico Alex e sobre as perspectivas do G6 para a equipe mineira


O Athletic entra em campo neste domingo (09) pela Série B do Campeonato Brasileiro, contra o Criciúma. Jogando em casa contra o líder da competição, a equipe de São João del Rei precisa dos três pontos para se aproximar do G6 e confirmar o histórico de boa pontuadora no torneio. O resultado positivo também é fundamental para as pretensões do Athletic na Série B.

A equipe ocupa a 11° posição com 28 pontos em 20 partidas. O confronto contra o Criciúma será na Arena Sicredi, a partir de 11h (horário de Brasília). Em entrevista, o zagueiro Jhonatan Silva falou sobre a etapa de treinamento e o momento da equipe na competição. “Nossa preparação é sempre forte, sempre visando o próximo adversário. Não tem muito segredo, é um trabalho diário; não importa se é o último colocado, se é o meio de tabela ou se é o líder da competição”, comentou Jonathan, destacando o contexto da segunda divisão nacional. “Temos que trabalhar forte porque sabemos que na Série B não tem time bobo, são jogadores bons e experientes”, reforçou.

A equipe de Alex chega a 21° rodada somando pontos em 80% dos jogos, mas com apenas seis vitórias. Jogando em casa, são quatro vitórias e duas derrotas, além de quatro empates. Jhonatan projeta um bom jogo diante da torcida. “No ano passado, nos jogos em que fomos mandantes, acabamos jogando parte fora de casa, e isso atrapalhou um pouco o nosso desempenho. Então estamos bem confiantes para domingo”, explicou.

Novo formato apresenta maiores chances de acesso ao Athletic

Com a mudança de regulamento para 2026, a série B passou ao formato de playoffs entre os seis primeiros colocados, e com isso, aumentam as chances de classificação. “O regulamento mais amplo deu mais oportunidades a outras equipes. O G6 é totalmente diferente do G4, a gente tem um playoff; com mais possibilidades de conquistar o acesso”, destacou Jhonatan.

A 18 rodadas do fim do Brasileirão, o Athletic precisa subir pelo menos quatro posições para estar no grupo que disputará a vaga na Série A. A diferença para o Novorizontino, atual 6° colocado, é de apenas cinco pontos. Ao longo da competição, os mineiros ainda enfrentam pelo menos quatro das equipes do topo da tabela.

Trabalho com o técnico Alex é destaque para o grupo

Anunciado em fevereiro para comandar o Athletic, o técnico Alex liderou os mineiros na estreia da equipe na Série B em 2025. O time encerrou a competição na 15° colocação, e faz campanha mais sólida em 2026. A experiência e conhecimento técnico são os pontos fortes apontados por Jhonatan sobre o ex-meia e treinador do Athletic. 

“É uma oportunidade que poucos têm, de trabalhar com um técnico igual ao Alex. A gente tem que aproveitar o máximo que a gente tiver junto com ele, para poder obter todos os resultados e aprender com ele diariamente; isso soma tanto para o clube como para a competição”, concluiu.

Atualizando reúne saúde, cultura, música e desenvolvimento humano em edição deste sábado na TV Ceará

Programa apresentado por Missilene Xavier vai ao ar às 11h e recebe Magda Busgaib, Dra. Diva Fernandes, Franklin Dantas, Alynne Girão e Belly Mariano; edição fica disponível posteriormente no YouTube da TVC

O programa Atualizando, apresentado pela jornalista Missilene Xavier, prepara uma edição diversificada para este sábado (8), às 11h, na TV Ceará, reunindo convidados de diferentes áreas em uma manhã dedicada a informação, cultura, saúde, comportamento, desenvolvimento humano e música.
Entre os destaques está a participação de Magda Busgaib, provedora da Irmandade Beneficente da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza. Em março deste ano, Magda fez história ao se tornar a primeira mulher a assumir a Provedoria da instituição em seus 165 anos de existência. Eleita para o triênio 2026-2029, ela chega ao programa para conversar sobre sua trajetória, os desafios da nova gestão e os caminhos para o fortalecimento da atuação filantrópica da Santa Casa.
A saúde também estará em pauta com a Dra. Diva Fernandes, médica pediatra e integrante da Sociedade Cearense de Pediatria (SOCEP). A participação aborda temas relacionados à infância, cuidados com crianças e questões atuais da pediatria, área na qual a médica mantém atuação junto à entidade cearense.
Na música, o convidado é o tenor Franklin Dantas, nome conhecido da cena artística do Ceará. Cantor, ator e advogado, Franklin possui trajetória ligada à música erudita, ao teatro e a diferentes projetos culturais. Ao longo da carreira, participou de recitais, festivais, produções cênicas e trabalhos com importantes nomes da música cearense. Em 2003, foi vencedor do prêmio Jovens Solistas do Festival Eleazar de Carvalho, na categoria Voz.
O programa recebe ainda a escritora e mentora de desenvolvimento humano Alynne Girão, que participa de uma conversa sobre experiências, escolhas, crescimento pessoal e as possibilidades de transformação a partir do autoconhecimento. Alynne também vem desenvolvendo trabalhos relacionados à escrita, palestras e conteúdos voltados ao desenvolvimento humano.
Fechando o time de convidados, a cantora Belly Mariano leva música e conversa sobre sua trajetória artística e seus projetos. A artista já participou de programas de televisão no Ceará, apresentando seu repertório e falando sobre sua atuação no cenário musical.

Um programa com diferentes olhares
Desde sua chegada à TV Ceará, o Atualizando consolidou uma proposta que combina entrevistas, entretenimento e informação, mantendo atenção especial para personagens, histórias e iniciativas do Ceará. A atração começou sua trajetória em outras emissoras antes de chegar à TV Ceará, sob o comando de Missilene Xavier.
A edição deste sábado segue essa proposta ao colocar no mesmo espaço personagens ligados à filantropia, saúde, música, literatura e desenvolvimento humano, criando uma programação plural e com diferentes perspectivas sobre temas que fazem parte do cotidiano.
O Atualizando vai ao ar aos sábados, às 11h, na TV Ceará, e a edição fica disponível posteriormente no YouTube da TV Ceará, permitindo que o público acompanhe o programa também pela internet. O canal da emissora mantém uma playlist própria com episódios da atração apresentada por Missilene Xavier.

SERVIÇO
Atualizando – TV Ceará
Apresentação: Missilene Xavier
Quando: sábado, 8 de agosto de 2026
Horário: 11h
Convidados: Magda Busgaib, Dra. Diva Fernandes, Franklin Dantas, Alynne Girão e Belly Mariano
Onde assistir: TV Ceará
Online: a edição fica disponível posteriormente no YouTube da TV Ceará

Mês dos Pais: para muitos homens, a paternidade começa antes mesmo do nascimento do filho

Entre exames, expectativas e tentativas, especialistas destacam o papel dos pais que acompanham de perto a jornada da reprodução assistida

Antes de ouvir o primeiro choro, escolher o nome ou segurar o filho nos braços, muitos homens já começaram a exercer a paternidade. Para famílias que enfrentam dificuldades para engravidar, ser pai pode começar em uma sala de espera, durante um exame, na expectativa por um resultado ou simplesmente no gesto de permanecer ao lado da parceira em cada etapa do tratamento.
Neste Dia dos Pais, histórias construídas por meio da reprodução assistida ajudam a ampliar o significado da data. Para esses homens, a chegada de um filho pode ser resultado de uma trajetória marcada por esperança, ansiedade, persistência e, sobretudo, participação.
A infertilidade é uma realidade mais comum do que muitas famílias imaginam. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de uma em cada seis pessoas enfrenta infertilidade ao longo da vida. E, apesar de durante muito tempo a dificuldade para engravidar ter sido associada principalmente à mulher, a medicina mostra que o homem também precisa estar no centro dessa investigação.
Segundo o ginecologista e especialista em reprodução humana Dr. Evangelista Torquato, aproximadamente 40% dos casos de infertilidade apresentam participação do fator masculino, isoladamente ou associado a fatores femininos.
“Existe um pai que começa a nascer antes mesmo do filho. É aquele homem que acompanha a consulta, realiza seus exames, divide as incertezas e permanece presente durante cada tentativa. Quando um casal chega até nós com o sonho de ter um filho, é importante que o homem compreenda que essa jornada também é dele”, destaca o especialista.
Para alguns casais, esse caminho passa pela fertilização in vitro (FIV). Nos últimos anos, a reprodução assistida avançou com a incorporação de tecnologias que permitem acompanhar o desenvolvimento embrionário de maneira cada vez mais precisa, incluindo incubadoras com monitoramento contínuo por imagens e ferramentas de inteligência artificial que auxiliam a equipe médica na avaliação dos embriões.
Mas, em meio a tanta tecnologia, existe uma dimensão que nenhum equipamento consegue substituir: o envolvimento emocional do casal.
“A medicina pode oferecer tecnologia, conhecimento e possibilidades. Mas, por trás de cada embrião, existe uma história. Existem duas pessoas esperando uma ligação, comemorando pequenas conquistas e tentando manter a esperança. O acolhimento durante esse processo é tão importante quanto explicar cada etapa do tratamento”, afirma Dr. Evangelista.
A participação masculina também começa pelo cuidado com a própria fertilidade. Obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, estresse crônico e uso indiscriminado de anabolizantes estão entre os fatores que podem comprometer a qualidade do sêmen.
De forma geral, casais com menos de 35 anos devem buscar avaliação especializada após 12 meses de tentativas sem sucesso. Quando a mulher tem 35 anos ou mais, ou quando existem fatores de risco conhecidos, a recomendação é antecipar essa investigação.
Neste Dia dos Pais, a homenagem também alcança aqueles que ainda não puderam segurar seus filhos nos braços, mas já escolheram participar de cada etapa necessária para tentar realizar esse sonho.
“Ser pai não começa apenas no nascimento. Para muitos homens, começa quando decidem enfrentar esse caminho juntos. Na reprodução assistida, acompanhamos pais que ainda não têm o filho nos braços, mas que já demonstram cuidado, presença e compromisso. E talvez seja justamente aí que a paternidade dê seus primeiros passos”, conclui Dr. Evangelista Torquato.