sábado, 11 de abril de 2026

Centro Fashion Fortaleza recebe fabricantes do Polo de Confecções Sítio Alegre / Morrinhos

Empreendedores passam a comercializar moda íntima e fitness todas as quartas-feiras e sábados no Setor Azul do empreendimento

O Centro Fashion Fortaleza recebe, desde o dia 4 de março, fabricantes do Polo de Confecções Sítio Alegre / Morrinhos, ampliando ainda mais a diversidade de produtos disponíveis no empreendimento e fortalecendo o comércio atacadista na capital cearense.
As marcas estarão presentes todas as quartas-feiras e sábados, no Setor Azul, na Rua Floriano Peixoto, oferecendo produtos diretamente da fábrica, com preços competitivos e qualidade para quem compra no atacado.
Ao todo, mais de 12 marcas passam a integrar o espaço, com foco na comercialização de moda íntima e moda fitness, ampliando as oportunidades de compra para lojistas, sacoleiros e clientes que visitam o Centro Fashion em busca de variedade e bons negócios.
Para o superintendente do Centro Fashion Fortaleza, Charles Santiago, a chegada do grupo reforça o papel do empreendimento como um importante polo de negócios da moda no Nordeste.
“Receber os fabricantes do Polo de Confecções Sítio Alegre / Morrinhos é muito importante para o Centro Fashion. Estamos ampliando nossa rede fortalecendo ainda mais o atacado, oferecendo novas oportunidades para lojistas e compradores que procuram produtos direto da fábrica, com qualidade e preço competitivo”, destaca Charles Santiago.

Tatianne Teófilo realiza o primeiro encontro do E3X Club em Fortaleza e reúne empresários em experiência exclusiva

Fortaleza foi cenário de um encontro marcado por estratégia, conexões de alto nível e visão de crescimento. A empresária e estrategista Tatianne Teófilo realizou o primeiro encontro do E3X Club, reunindo um grupo seleto de empresários em uma experiência exclusiva voltada ao desenvolvimento e à expansão de negócios.
Com uma proposta que une sofisticação e direcionamento estratégico, o E3X Club nasce como um conselho consultivo empresarial em formato premium, voltado para empresários que já alcançaram um determinado nível de crescimento e buscam agora estruturar, organizar e escalar suas operações com mais inteligência.
O encontro marcou o início dessa jornada, proporcionando aos convidados uma imersão em um novo modelo de crescimento empresarial, onde decisões deixam de ser solitárias e passam a ser orientadas por visão estratégica e acompanhamento próximo.
“Empreender te trouxe até aqui. Estruturar é o que vai te manter. Expandir será consequência das decisões que você passa a tomar agora”, destacou Tatianne durante o encontro.
Experiência exclusiva e direcionamento estratégico
Mais do que um modelo tradicional de mentoria, o E3X Club se posiciona como uma experiência estratégica contínua, com um olhar aprofundado sobre gestão, estrutura e crescimento sustentável.
A proposta reúne encontros em grupo, sessões individuais e imersões presenciais, além da conexão entre empresários que compartilham desafios semelhantes e buscam evoluir em um ambiente de alto nível.
O formato, pensado de forma criteriosa, entrega um acompanhamento próximo e personalizado, elevando o padrão das decisões e fortalecendo a construção de negócios mais sólidos e previsíveis.

Rock ao Piano traz especial Pink Floyd ao Teatro Celina Queiroz em Fortaleza

Concerto chega à capital cearense em edição única no dia 8 de maio, às 20h

Lançado em 2013 o projeto Rock ao Piano, do pianista paranaense Bruno Hrabovsky, que já passou por mais de 140 cidades de 22 estados do país, está em nova turnê.  E Fortaleza, onde o curitibano tem público cativo, não poderia ficar de fora desta temporada tão especial. Desta vez, ele apresentará um repertório dedicado à banda inglesa Pink Floyd, um dos maiores grupos musicais de todos os tempos. O concerto, já consagrado pela mistura personalizada dos mundos do rock e do erudito, chega à capital cearense no dia 8 de maio, a partir das 20h, em edição única no Teatro Celina Queiroz, da Unifor.
"Floyd sempre foi minha maior influência: era a principal banda que meus pais ouviam em casa, então eles meio que foram o motivo principal de eu ter me tornado um rockeiro. Pouco tempo depois de começar os shows, em 2013, eu já esboçava inúmeros arranjos do Floyd. Percebi que tinha material o suficiente pra fazer um show inteiro em homenagem a eles, e então comecei a estruturar isso, vindo a estreia em 2014, o mesmo ano em que arrisquei meus primeiros shows fora de Curitiba", conta Bruno.
A empreitada em homenagem ao grupo traz releituras de músicas de cada um dos álbuns de estúdio da banda britânica de rock progressivo. As composições marcadas pelo teor filosófico, experimentações e psicodelia são apresentadas em ordem de lançamento, narrando de forma cronológica a trajetória do grupo surgido há quase 60 anos no underground londrino. O setlist conta ainda com arranjos exclusivos para piano escritos pelo próprio artista. 
"Acima de tudo, ele é uma homenagem à banda, com um repertório que vai muito além daquilo que seria meu próprio gosto pessoal ou do que seria mais comercial", destaca Bruno.
O repertório foi montado com muito cuidado e se mantém idêntico desde sua estreia, em 2014. No entanto, o artista revela que geralmente sobra espaço para algum bis quando o público pede. Sobre os destaques do show, Bruno é taxativo: "Difícil dizer, pois tem muitas faixas épicas. Mas eu ressaltaria o solo de High Hopes."
A apresentação ganha ainda um diferencial especial em Fortaleza. "Fortaleza sempre lota todos os shows que faço na cidade, por isso sempre me empenho ao máximo para que a cidade não fique de fora da agenda. Pra melhorar, o piano do Celina Queiroz é um dos melhores que eu já toquei", afirma o músico. O concerto será executado sem efeitos ou amplificação, exatamente como ocorre num concerto erudito.
A venda antecipada de ingressos já começou pela plataforma digital Guichê Web: https://www.guicheweb.com.br/rock-ao-piano-especial-pink-floyd_50457 . Os interessados também poderão comprar itens personalizados do projeto, como CDs e camisetas, entre outros objetos. 
Os ingressos já estão à venda:
1º lote: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada)
2º lote: R$ 90,00 e R$ 45,00 (meia-entrada)

SERVIÇO
Quando: Sexta-feira, 8 de maio de 2026, às 20h
Onde: Teatro Celina Queiroz – Unifor, Fortaleza (CE)
Ingressos: 1º lote: R$ 80,00 / R$ 40,00 (meia) | 2º lote: R$ 90,00 / R$ 45,00 (meia)
Vendas: https://www.guicheweb.com.br/rock-ao-piano-especial-pink-floyd_50457 .
REPERTÓRIO
Bike (The Piper at the Gates of Dawn)
Corporal Clegg (A Saucerful of Secrets)
Green Is the Colour (More)
The Narrow Way Pt. 3 (Ummagumma)
Summer '68 (Atom Heart Mother)
Fearless (Meddle)
Stay (Obscured by Clouds)
Breathe (The Dark Side of the Moon)
Shine on You Crazy Diamond Pt. 1 (Wish You Were Here)
Dogs (Animals)
In the Flesh (The Wall)
The Fletcher Memorial Home (The Final Cut)
Learning to Fly (A Momentary Lapse of Reason)
High Hopes (The Division Bell)
Louder Than Words (The Endless River)

Caixa Cultural Fortaleza recebe o grupo ‘Mestre Ambrósio’ em reencontro da formação original

Banda referência do Manguebeat revisita sucessos da carreira em apresentações históricas nos dias 11 e 12 de abril

A CAIXA Cultural Fortaleza recebe, nos dias 11 e 12 de abril (sábado e domingo), o grupo Mestre Ambrósio em shows especiais que revisitam sua própria trajetória como um dos mais marcantes da música brasileira contemporânea. O espetáculo celebra o retorno aos palcos da formação original dos componentes da banda, em duas apresentações, sempre às 19h.
Os ingressos custam R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira) e estarão à venda a partir do dia 1º de abril (quarta-feira), na plataforma Sympla. 
Referência fundamental do movimento Manguebeat, o grupo pernambucano reúne Siba (vocal, guitarra e rabeca), Eder “O” Rocha (percussão), Helder Vasconcelos (fole de 8 baixos, percussão e coro), Sérgio Cassiano (vocal e percussão), Mazinho Lima (baixo e coro) e Mauricio Badé (percussão e coro). O reencontro começou em 2022, na celebração dos 30 anos da banda, e marca mais de 50 shows já realizados pelo Brasil.
No palco, Mestre Ambrósio revisita o repertório de seus três álbuns — Mestre Ambrósio, Fuá na Casa de Cabral e Terceiro Samba — em shows marcados pela potência rítmica e pela forte ligação com a cultura popular nordestina, apresentando clássicos como “Pé de Calçada”, “Se Zé Limeira Sambasse Maracatu”, “Vó Cabocla” e “Fuá na Casa de Cabral”.
O espetáculo também resgata a presença da tradicional figura do Mestre Ambrósio, personagem do folguedo Cavalo Marinho da Zona da Mata Norte pernambucana, interpretado por Helder Vasconcelos. “Ao nos reunirmos, ativamos muito rapidamente nossa memória musical e corporal, e a expectativa agora é de um encontro com o público com muito carinho e respeito”, afirma Helder.
Para Siba, a turnê também reafirma o espírito coletivo que marcou a trajetória da banda e sua ligação com os princípios do Manguebeat. Ele explica que os shows convidam à reflexão sobre a identidade cultural brasileira. “A gente faz essas apresentações para lembrar que o Brasil precisa se assumir enquanto diverso, valorizar sua herança indígena e africana e reconhecer a força da cultura popular”, destaca o vocalista.

Mestre Ambrósio:
Formada em 1992, em Recife, a banda Mestre Ambrósio combina elementos da música popular nordestina com influências contemporâneas. Com uma sonoridade marcada pela presença da rabeca, do fole de oito baixos e de uma forte base percussiva, o grupo construiu um repertório que dialoga com ritmos como forró, maracatu, coco, baião, caboclinhos e ciranda, incorporando ainda influências do rock, do jazz e de sonoridades do Oriente Médio. A banda havia encerrado suas atividades em 2004, deixando um legado que agora é retomado para alegria do público.

Serviço:
[Música] Mestre Ambrósio
Local: CAIXA Cultural Fortaleza – Avenida Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Datas: 11 e 12 de abril (sábado e domingo)
Horários: 19h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei)
Clientes CAIXA contam com benefícios especiais: na sessão de 11/04, haverá cota de ingressos gratuitos; já na sessão de 12/04, clientes CAIXA pagam meia-entrada. A comprovação ocorrerá na entrada do evento.
Vendas a partir do dia 1º/04/2026, pela plataforma Sympla Informações: Site da CAIXA Cultural | Instagram: @caixaculturalfortaleza Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil
Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais
Foto: José de Holanda

MIS CE abre exposição fotográfica “Uma Rua Chamada Cinema” em 22 de abril

A mostra de fotos de Sergio Poroger homenageia trabalhadores que fazem a magia de salas de cinemas em vários países e ilustra as mudanças nas dinâmicas sociais

O Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE) inaugura, no dia 22 de abril, a exposição “Uma Rua Chamada Cinema”. A cerimônia de abertura será realizada no Anexo do MIS CE (Andar +2), às 15h.  O museu integra a Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Ceará, vinculada à Secretaria da Cultura, com gestão do  Instituto Mirante. 
O que seria do cinema sem o bilheteiro, sem o trocador de letreiros, sem o vendedor de pipoca, sem o projecionista?  Sem as pessoas que trabalham incansavelmente nos bastidores para que um filme ganhe vida numa sala de cinema? Sem elas, não existiria o cinema. Pelo menos o cinema que o jornalista e fotógrafo  Sergio Poroger aprendeu a amar. Com curadoria de João Kulcsar, Poroger traz, ao MIS CE, a mostra com 36 fotos de trabalhadores e de salas de cinema de vários países do mundo. “Uma Rua Chamada Cinema” fica em cartaz até o dia 19 de julho. 
Uma das imagens da exposição mostra o letreiro do Cineteatro São Luiz, marco arquitetônico e cultural localizado no Centro de Fortaleza. Fundado em março de 1958 pelo empresário cearense Luiz Severiano Ribeiro, o local foi tombado como patrimônio histórico e cultural estadual em 1991. 
“Ter fotografado em 2019 a troca dos letreiros na fachada do Cine São Luiz foi como ter assistido a um pequeno ritual do tempo. Ali, no coração de Fortaleza, o cinema não é apenas o que acontece na tela. Ele começa do lado de fora, na fachada, onde o presente encontra o passado em cada mudança de cartaz. O barulho quase imperceptível das peças sendo ajustadas, o olhar curioso de quem passa, a pausa involuntária para ver “qual é o filme da vez” — tudo isso transforma um gesto simples em espetáculo”, explica o fotógrafo Sergio Poroger. 
Para o fotógrafo, esse contexto é bonito porque é humano. “Porque resiste ao digital, ao automático, ao instantâneo. Porque ainda exige tempo, cuidado e presença. E talvez seja por isso que, naquele instante, antes mesmo de entrar na sala escura, a magia do cinema já tenha começado. As mãos que sobem e descem pelas escadas parecem coreografadas por décadas de histórias. Cada letra encaixada com cuidado carrega mais do que o nome de um filme — carrega expectativa, memória e um convite silencioso para sonhar”, descreve Poroger.

Paixão pelo cinema
Além de contar histórias visuais de pessoas trabalhadoras que viabilizam a fruição de filmes em diversas partes do mundo, a mostra também possibilita uma reflexão sobre as mudanças sociais e tecnológicas que representam novos hábitos e experiências diferentes em relação à audiência de filmes.    
“O senso coletivo que o cinema promove - aquela comunhão dentro da sala - cresce quando inserido no espaço público, fora da clausura dos shoppings. Essa motivação se coloca nesta mistura de nostalgia e tentativa de preservação, nem que como registro - de uma experiência artística e urbana que hoje, ao menos no Brasil, está sob ameaça”, relata Sergio Poroger. 
Ao viajar de carro, de NY a Miami, o fotógrafo Sergio Poroger passou por mais sete cidades (Wilmington DE, Philadelphia, Richmond, Wilmington NC, Charleston, Savannah e Jacksonville). Na segunda fase do projeto, foram captadas imagens de diferentes cidades holandesas, polonesas, argentinas e brasileiras.
As fotos de “Uma Rua Chamada Cinema” levam à reflexão sobre as diferenças entre uma época na qual era bem mais frequente apreciar posters ao lado da bilheteria do cinema de rua numa experiência mais coletiva e a atual, na qual a vivência de assistir a um filme está intermediada pela chegada do streaming e mais restrita a ambientes domésticos. 
“Os cinemas de rua constituíram uma parte indelével da infância do fotógrafo. Cresceu imerso na magia dos desenhos animados, aos domingos, ao lado de seu pai no antigo Cine Metro, no coração de São Paulo. Inspirado por essa vivência, nutriu o desejo de nos conduzir por uma jornada visual, capturando fotografias de salas de cinema por vários países, desde os Estados Unidos, Holanda, Polônia, Argentina até o Brasil. Cada imagem é um tributo apaixonado ao mundo cinematográfico.  É, portanto, uma homenagem não apenas à arte do cinema, mas também aos profissionais que tornam possível essa mágica”, afirma o curador João Kulcsar.  

Projeto iniciado em 2017
“Uma Rua Chamada Cinema” foi um longo projeto de pesquisa iniciado nos Estados Unidos, em 2017, como a premissa do fotógrafo descobrir quais locais seriam ideais para fotografar a indústria do cinema refletido no cotidiano das pessoas. Sergio Poroger captou imagens e locais não óbvios - distante de Hollywood e dos grandes estúdios de Los Angeles. Fez fotos de uma região inusitada, a costa leste dos Estados Unidos, que guarda imagens e histórias fantásticas desta indústria, tão forte presente no dia-a-dia daquele país. 
“Passei por cenários dos mais diversos – dos grandes centros a pequenas localidades, ao redor do mundo -, onde pude aprender sobre os costumes dos povos a partir do que vemos e preservamos. Os cinemas de rua não falam apenas sobre a história da indústria cinematográfica, mas, cada qual à sua maneira, ilustram dinâmicas sociais das cidades que   hospedam. Transformar esses encontros em imagem foi – e tem sido – meu maior desafio, finaliza Poroger.

Serviço:
Abertura da exposição “Uma Rua Chamada Cinema”
22 de Abril de 2026, às 15h
Andar +2 o Anexo do Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE) 
Avenida Barão de Studart, 410
FOTO- Crédito Sergio Poroger

Cartões-postais sonoros celebram os 300 anos de Fortaleza unindo imagem, memória e música

Em clima de celebração, Fortaleza comemora seu tricentenário com uma programação cultural diversa promovida pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Entre os destaques, está o lançamento da coleção Fortaleza 300 anos: vozes, sons e memórias em canção — cartões-postais sonoros.
A iniciativa propõe uma experiência sensível da cidade ao reunir fotografia, música e memória em um conjunto de 30 cartões-postais dedicados a lugares memoráveis da capital cearense. A estreia acontece na segunda-feira (13), às 16h15, no auditório da Reitoria da UFC.
Além disso, no dia 17 de abril, às 11h, no Auditório Rachel de Queiroz (Bloco Ícaro de Sousa Moreira, área 2 do Centro de Humanidades), a equipe do projeto realizará uma apresentação pública dos cartões e do processo de criação desse formato durante o seminário Fortaleza 300 anos: passados, presentes e futuros possíveis, promovido pelo curso de História da UFC.
COLEÇÃO - A coleção é fruto do projeto Sonoridades de Fortaleza: habitar a cidade sob as perspectivas de artistas cearenses, financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/UFC).
Desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Imagem, Consumo e Experiência Urbana em Produtos e Processos de Comunicação (Giceu), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC, a iniciativa parte da ideia de que a música, além de expressar sentimentos, revela práticas culturais e modos de experimentar a cidade pela escuta. Cada cartão-postal destaca um espaço de Fortaleza, cuja relevância musical traduz aspectos do cotidiano urbano.
Nos cartões-postais, há um QR Code que direciona o público ao aplicativo Fortaleza em Música. Em breve, o material também estará disponível para dispositivos móveis (iOS e Android) e em versão web. A plataforma gratuita reunirá conteúdos como textos e podcasts com artistas cearenses, ampliando a experiência e permitindo o acesso a diferentes camadas da paisagem sonora de Fortaleza.
Fonte: Silvia Helena Belmino, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC - e-mail: sbelmino@ufc.br
Crédito da imagem em anexo: Felipe Mota

Confira as atrações musicais já confirmadas para o aniversário do Centro Dragão do Mar

Do punk rock ao forró experimental, programação celebra os 27 anos do centro cultural com diversidade e acesso totalmente gratuito

De 23 a 26 de abril, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura — equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) — promove uma programação gratuita em celebração aos 27 anos de inauguração, com atrações locais e nacionais das mais diversas linguagens artísticas, como cinema, artes cênicas, tradição e oralidade. A agenda musical, por exemplo, promete destacar a multiplicidade de linguagens da cena brasileira contemporânea, reunindo atrações locais e nacionais que transitam da música instrumental a sonoridades híbridas e pulsantes. 
Com presença de nomes como Cidadão Instigado, Devotos, Livia Mattos, Burh, Priscila Senna, Di Ferreira e Mumutante, as apresentações refletem a diversidade do equipamento e o diálogo entre artistas de diferentes gerações e territórios. Todos os shows têm classificação indicativa de 16 anos, com entrada gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível (exceto sal). 

Não existe Chico sem Matilde
Em um ano em que Fortaleza completa 300 anos e a Secult Ceará celebra seis décadas, o Centro Dragão do Mar convida o público a refletir sobre as raízes que nos sustentam. Ao celebrar seus 27 anos, o equipamento evoca a memória de Matilde Maria da Conceição, mãe de Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, para evidenciar que grandes transformações também nascem da força feminina, de seus valores e de suas ações em comunidade. Como explica Camila Rodrigues, superintendente do Dragão do Mar, trata-se de um convite a compreender a história da capital cearense como resultado de muitas mãos — inclusive daquelas que, por muito tempo, ficaram fora dos livros.
“Evocar Matilde neste aniversário é, portanto, um gesto político e simbólico: reconhecer que a arte, a cultura e a resistência que hoje ocupam o Dragão do Mar têm raízes profundas na experiência cotidiana de mulheres que sustentaram caminhos, criaram possibilidades e ajudaram a forjar a liberdade como prática coletiva”, destaca.
Mais informações no Instagram @dragaodomar e no site www.dragaodomar.org.br 

Sobre os artistas confirmados
Priscila Senna 
Voz por trás dos sucessos “Não me Faça Chorar” e “Alvejante”, a pernambucana Priscila Senna chega ao Dragão do Mar para o show na Praça Verde na sexta-feira, 24, apresentando um repertório marcado pelo romantismo e pela força do brega contemporâneo. Com voz potente e uma interpretação carregada de emoção, a artista constrói uma relação direta com o público a partir de narrativas afetivas e experiências cotidianas, embalando a noite com canções que transitam entre a dor de amor e a celebração dos sentimentos. A trajetória de Priscila Senna é de alcance nacional, acumulando milhões de reproduções e colaborações com nomes como Liniker, Zé Vaqueiro e Zezo, sendo reconhecida como um dos principais destaques da música brasileira na atualidade.
BURH
No sábado, dia 25, na Praça Verde, a cantora BUHR apresenta o show de lançamento de “Feixe de Fogo”, seu novo álbum autoral, composto por 11 faixas inéditas que dialogam com momentos marcantes da sua trajetória, além de sucessos como “Selvática” e “Avião Aeroporto”. Em uma apresentação que evidencia a potência performática e a identidade estética da artista, BUHR transita com naturalidade entre o rock, o reggae e baladas de atmosfera densa, acompanhada pelos músicos cearenses Rami Freitas, Susannah Quetzal e Izma Xavier.

Cidadão Instigado
Também no dia 25, a Praça Verde recebe a banda cearense Cidadão Instigado apresenta o show de lançamento de seu novo álbum homônimo, um trabalho que desloca o protagonismo das guitarras para o uso de samplers e texturas eletrônicas, resultando em uma sonoridade densa e provocativa feita em parceria de nomes como Mateus Fazeno Rock, Juçara Marçal e Kiko Dinucci. 
Liderado por Fernando Catatau, ao longo de mais de três décadas, o grupo tem uma trajetória marcada pela experimentação e pela recusa a rótulos fáceis. No novo trabalho, a banda amplia ainda mais suas possibilidades sonoras ao incorporar samplers, texturas eletrônicas e camadas menos convencionais, sem abrir mão da intensidade que sempre caracterizou sua obra, criando uma experiência densa, inventiva e profundamente conectada com o presente.

Iracema Sounds 
Parte da programação comemorativa dos 300 anos de Fortaleza e do aniversário do Centro Dragão do Mar, o Iracema Sounds reúne vozes femininas que vêm desenhando novos contornos para a música contemporânea no dia 25 de abril, sábado, na Praça Verde. Com Mumutante, Zabeli, Joana Lima, Ayla Lemos e participação de Di Ferreira, o show apresenta um repertório que atravessa o R&B, a MPB, o neosoul, o boom bap e a música experimental, em uma construção sonora que mistura beats marcados, melodias envolventes e letras para evidenciar a força criativa e a inventividade da cena cearense.

Devotos
Diretamente do Alto José do Pinho, no Recife, a banda Devotos chega à programação de 27 anos do Centro Dragão do Mar trazendo a força do punk/hardcore brasileiro em um show marcado por atitude, consciência e energia visceral. O show será no Anfiteatro Sérgio Motta. Com mais de três décadas de trajetória, o grupo é referência na cena independente, com letras que ecoam questões sociais e uma sonoridade potente que atravessa gerações. Em 2024, a banda recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, reconhecimento que celebra sua contribuição à cultura local. 

Tamara Lacerda & Felipe Costta
Na sexta-feira, dia 24, no Anfiteatro Sérgio Motta, o encontro entre Felipe Costta e Tâmara Lacerda reúne duas potências da nova geração para celebrar as raízes nordestinas com frescor contemporâneo e forte identidade autoral.. Sanfoneiro, cantor, compositor e produtor, Felipe Costta vem se destacando ao fundir o forró tradicional com elementos do jazz, acumulando reconhecimento como vencedor do Festival de Música da Paraíba (2022) e parcerias com nomes consagrados. Já Tâmara, nascida no Crato e criada em um ambiente profundamente artístico, traz na bagagem a sensibilidade da poesia e das experiências em grupos e projetos que valorizam a música instrumental e a cultura popular do Cariri. Juntos, os artistas constroem uma apresentação marcada pela riqueza sonora e pelo diálogo entre a sanfona e o violão que se encontram em perfeita harmonia.
Lívia Mattos Quinteto 
A noite do dia 24, sexta-feira, no Anfiteatro, também se fortalece com o show da artista baiana Lívia Mattos. No palco, a acordeonista apresenta seu trabalho instrumental, que expande as possibilidades do acordeom em composições autorais a partir de paisagens sonoras que exploram timbres, texturas e formações pouco convencionais. Com trajetória internacional e passagens por festivais como o WOMEX, Lívia Mattos constrói uma carreira marcada pela experimentação e pelo diálogo entre a música brasileira e outras tradições sonoras. 

Serviço
Aniversário de 27 anos do Dragão 
23 a 26 de abril de 2026
Programação gratuita 
Mais informações: www.dragaodomar.com.br | Instagram @dragaodomar

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Workshop gratuito debate uso da Inteligência Artificial na literatura e no mercado editorial

A Inteligência Artificial vem ganhando cada vez mais espaço e aplicabilidade nas mais diversas áreas, tornando-se parte do cotidiano. Pensando no uso da IA aplicada à literatura e ao livro, bem como na utilização de ferramentas tecnológicas nas práticas de autores, editoras e toda a cadeia editorial — do manuscrito ao leitor —, a Escola do Livro Cearense promoverá, no dia 16 de abril, às 18h, no Cantinho Literário do Restaurante e Espaço Cultural Cantinho do Frango, o workshop “O Uso da Inteligência Artificial Aplicado à Literatura e ao Livro”.
O evento contará com a participação do especialista Wesley Almeida como palestrante. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do link disponível na bio do Instagram @camaracacearensedolivro ou presencialmente no dia da atividade.
A Escola do Livro Cearense-ELC conta com o apoio do Restaurante e Espaço Cultural Cantinho do Frango,  Câmara Cearense do Livro -CCL, Secretaria da Cultura de Fortaleza – Secultfor – Prefeitura Municipal de Fortaleza. Realização por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB, Ministério da Cultura - MINC, Governo Federal.

Serviço
Escola do Livro Cearense – ELC
Workshop - “O Uso da Inteligência Artificial Aplicado  à Literatura e ao Livro”
Palestrante: Wesley Almeida
Dia 16 de abril
Horário: 18h
Local:  Cantinho do Frango
Rua Torres Câmara, 71, Aldeota,  Fortaleza - CE
Inscrições nos links disponíveis na bio do instagram @camaracearensedolivro
Gratuito

Fortaleza: 300 anos de uma cidade que canta

21ª Feira da Música transforma o aniversário da capital cearense em marco para a indústria musical do país

A música sempre foi o sotaque de Fortaleza. Aos 300 anos, a capital do Ceará não apenas celebra sua história, ela a reescreve em compasso. De 13 a 16 de maio de 2026, a 21ª Feira da Música chega ao Dragão do Mar, ao Teatro São José, ao Centro Cultural Belchior e à histórica comunidade do Poço da Draga para afirmar, diante do país, que Fortaleza é hoje um dos mais relevantes polos da indústria fonográfica brasileira.
A relação entre a cidade e a música não é nova. Ao longo de décadas, diferentes gerações de artistas cearenses ajudaram a construir uma identidade sonora própria, que dialoga com o forró, o pop, o rock, o rap e a música eletrônica. O que muda agora é a escala: Fortaleza tornou-se um centro de produção, circulação e exportação musical, com artistas de alcance nacional, equipes técnicas qualificadas e empresas que operam em escala internacional. A cidade abriga uma indústria particularmente forte nos segmentos do forró, do piseiro e do trap, um mercado que movimenta bilhões de reais e projeta artistas locais para todo o Brasil.
"Fortaleza vive um momento singular onde talento artístico, capacidade de inovação e crescimento do mercado começam a convergir de maneira mais estruturada. Registrar esse momento e transformá-lo em estratégia é uma oportunidade histórica", afirma Ivan Ferraro, Diretor Geral da Feira da Música.
Esse amadurecimento se materializa em estruturas concretas. A chegada da UBC (União Brasileira de Compositores) à capital, a expansão do Alma Music Group com a criação da Alma Nordeste e a consolidação da 30 PRAUM – iniciativa do artista e empresário Matuê que reúne produção fonográfica, gestão de carreira e marketing sob o mesmo teto – sinalizam Fortaleza como hub de talentos do Norte e Nordeste. A SUA MÚSICA, plataforma de alcance nacional, também já tem base na cidade há anos.

Um novo tempo para a música cearense
A Feira da Música chega à sua 21ª edição como catalisador desse processo. Filiada à Abrafin e à Aface, o evento reúne, em 2026, 185 grupos inscritos que passaram por uma Residência Artística Online, realizada de 30 de março a 08 de abril, com nomes como Pena Schmidt, Dani Ribas, Edson Natale e Cecília Rabelo. O objetivo foi claro: que os artistas ocupem não apenas os palcos, mas também as mesas de negociação da indústria global.
“O tempo da música”, tema da edição, encontra eco também no calendário da cidade. Uma semana após o encerramento da Feira, em 26 de maio, a comunidade do Poço da Draga celebra 120 anos de existência, um dos territórios mais vivos da memória afetiva e sonora de Fortaleza. A coincidência não é apenas simbólica. É a prova de que a cidade e sua música cresceram juntas e que essa relação tem raízes profundas o suficiente para sustentar um futuro de relevância nacional.
Com apoio da Secult-CE e viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), a 21ª Feira da Música reafirma que Fortaleza, aos 300 anos, está pronta para ditar o ritmo.

SERVIÇO
21ª Feira da Música – O Tempo da Música
Data: 13 a 16 de maio de 2026 | Fortaleza – CE
Locais: Dragão do Mar, Teatro São José, Centro Cultural Belchior e Comunidade do Poço da Draga
Mais informações: @feiradamusicace
Foto anexa: Artur Bluz

Explosão no número de médicos muda mercado da saúde e exige gestão profissional das clínicas

O Brasil vive uma transformação silenciosa no mercado da saúde. O país deve alcançar 635 mil médicos em atividade em  2026, e as projeções indicam que esse número pode ultrapassar 1,15 milhão de profissionais até 2035, praticamente dobrando o contingente atual.
Os dados fazem parte do estudo Demografia Médica no Brasil 2025, elaborado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Ministério da Saúde e entidades médicas.
Se por um lado o crescimento amplia o acesso da população à assistência, por outro também muda profundamente a dinâmica do setor, tornando a medicina cada vez mais competitiva.
Na prática, isso significa que clínicas e consultórios passaram a enfrentar desafios que vão além do atendimento médico. Gestão financeira, posicionamento estratégico, eficiência operacional e experiência do paciente tornaram-se fatores decisivos para a sustentabilidade dos negócios na área da saúde.
De acordo com Esdras Barboza, CEO da E2R Consultoria Empresarial e especialista em gestão estratégica para clínicas de saúde, muitos profissionais ainda não perceberam que a medicina passou a conviver com uma lógica cada vez mais próxima do ambiente empresarial.
“Durante muito tempo bastava ser um bom médico para construir uma carreira sólida. Hoje isso continua sendo essencial, mas já não é suficiente. O aumento expressivo do número de profissionais criou um cenário mais competitivo, e clínicas que não se estruturarem com gestão, estratégia e organização podem enfrentar dificuldades, mesmo em um mercado com alta demanda por serviços de saúde”, explica.
Segundo o especialista, um dos equívocos mais comuns entre profissionais da área é acreditar que uma agenda cheia representa necessariamente uma clínica financeiramente saudável.
“Muitos médicos trabalham com agendas lotadas, mas enfrentam problemas de gestão, desperdícios operacionais e baixa rentabilidade. A medicina atual exige não apenas excelência técnica, mas também visão empresarial para garantir sustentabilidade no longo prazo”, afirma.
Especialistas alertam que a falta de profissionalização na gestão pode gerar impactos que vão além das próprias clínicas. Negócios mal estruturados enfrentam maior risco de endividamento, desperdício de recursos e até fechamento precoce, o que afeta empregos, investimentos privados e a organização do próprio mercado de saúde.
Clínicas com gestão fragilizada tendem a operar com custos descontrolados, baixa eficiência operacional e dificuldade de reinvestir em tecnologia, estrutura e qualificação de equipe. Em um cenário mais amplo, esse tipo de desorganização pode provocar guerra de preços, desvalorização de serviços médicos e redução da qualidade da assistência prestada à população.
Outro fator que vem transformando o setor é o comportamento do próprio paciente, cada vez mais informado e exigente. Com o acesso facilitado à internet, avaliações online e redes sociais, o público passou a pesquisar mais antes de escolher um profissional ou clínica.
Esse novo cenário reforça a importância de clínicas bem estruturadas e com foco na experiência do paciente.
“Hoje o paciente avalia toda a jornada de atendimento. Desde o primeiro contato até o acompanhamento após a consulta. Clínicas que entendem essa mudança conseguem se posicionar melhor no mercado e construir relações mais duradouras com seus pacientes”, destaca Esdras Barboza.
Para especialistas, diante da rápida expansão do número de médicos no país, a tendência é que o setor de saúde passe por um processo crescente de profissionalização da gestão, aproximando clínicas médicas do modelo de empresas estruturadas, com planejamento estratégico, indicadores de desempenho e organização administrativa.
Nesse novo cenário, adaptar-se às transformações do mercado pode se tornar um dos principais diferenciais para a sustentabilidade das clínicas brasileiras nos próximos anos.

Comercial Maia é reconhecida como a 1ª do Ceará e 21ª distribuidora do Brasil em ranking nacional

Empresa cearense conquista destaque entre as maiores no Top 50 Atacado 2026

A Comercial Maia foi reconhecida no 26º Ranking Nacional das Lojas de Material de Construção, promovido pela Revista Anamaco, como a 1ª distribuidora do Ceará e a 21ª do Brasil na categoria Top 50 Atacado 2026. A premiação foi entregue durante cerimônia realizada em São Paulo, reunindo os principais nomes do varejo, atacado, distribuição e indústria do setor de material de construção no país.
O reconhecimento reforça a trajetória de crescimento e solidez da empresa cearense, que se destaca pela atuação no segmento de distribuição e pelo compromisso com a excelência no atendimento aos clientes e parceiros.
“Receber esse prêmio é motivo de muito orgulho para todos que fazem a Comercial Maia. Sermos reconhecidos como a principal distribuidora do Ceará e estarmos entre as maiores do Brasil é resultado de um trabalho construído com dedicação, seriedade e compromisso ao longo dos anos”, afirma Luiz Maia, fundador da Comercial Maia.
A conquista posiciona a empresa entre os maiores nomes do setor no país e evidencia a força do mercado nordestino no cenário nacional. O ranking da Revista Anamaco é uma das principais referências do segmento, destacando anualmente as empresas com melhor desempenho no setor de materiais de construção.

Mesmo com avanço da IA, empresas que priorizam o fator humano lideram a experiência do consumidor em 2026

Em um cenário cada vez mais impulsionado pela inteligência artificial, um movimento se evidencia em 2026: o fator humano como elemento decisivo na experiência do consumidor. Marcas que conseguem equilibrar tecnologia e conexão emocional estão saindo na frente na disputa por atenção, fidelização e valor percebido.
Tendências apresentadas em eventos como o SXSW e a NRF 2026, maior evento de varejo do mundo, apontam que a tecnologia não deve ser a protagonista, enquanto a experiência do cliente se consolida como principal diferencial competitivo das empresas que desejam vender mais e melhor.
Os grandes gestores já entenderam esse contexto. Segundo levantamento divulgado em 2026 pelo portal Ecommerce Brasil, 72% dos líderes acreditam que a inteligência artificial deve complementar, e não substituir, o trabalho humano. O mesmo estudo aponta ainda que 54% das empresas já colocam a experiência do cliente como prioridade estratégica, enquanto 64% dos consumidores preferem marcas que oferecem experiências personalizadas.
Para o especialista em experiência do consumidor, Bosco Nunes, o erro de muitas empresas está em acreditar que a tecnologia resolve, por si só, a jornada do cliente.
“Estamos vivendo uma maturação importante. A tecnologia, que antes era vista como fim ou como a receita do sucesso, está voltando ao seu lugar, sendo entendida como meio, e não como fim. As empresas que estão performando melhor são aquelas que usam a inteligência artificial para ganhar eficiência, mas mantêm o humano no centro na construção da experiência. É esse caminho que gera conexão, confiança e, principalmente, promotores”, explica.
Ainda segundo o especialista, um dos
principais desafios das empresas em 2026 é compreender que a experiência do cliente não está apenas no atendimento, mas em toda a jornada, do primeiro contato à percepção de valor construída ao longo do tempo.
“A experiência não acontece só no ponto de contato. Ela começa na expectativa e termina na memória que o cliente leva da marca. E isso não se constrói apenas com automação, mas com intenção, estratégia e sensibilidade”, destaca Bosco.
Esse contexto reforça uma mudança importante no mercado: enquanto a inteligência artificial ganha espaço em processos, análise de dados e automação, a conexão humana se consolida como o principal ativo na diferenciação das marcas. Em um ambiente cada vez mais digital, ser lembrado passa, mais do que nunca, pela capacidade de gerar conexões reais.
O Bosco aponta que o futuro da experiência do consumidor está na integração, onde tecnologia e humanidade caminham juntas para criar relações mais inteligentes, eficientes e, sobretudo, mais significativas.

Exposição "Onde Moram as Lembranças" será aberta dia 15 de abril no TCE Ceará

A exposição “Onde Moram as Lembranças”, da artista Jacinta Cavalcante, será aberta no dia 15 de abril (quarta-feira), às 10 horas, no Tribunal de Contas do Estado do Ceará. Com curadoria de Andréa Dall’Olio Hiluy, a mostra ficará aberta ao público até o dia 15 de maio. O evento ocorre em alusão ao Dia Mundial da Arte.
A exposição aborda a memória como algo vivo, que ajuda a formar quem somos. As obras apresentam rostos, cabeças e personagens que representam lugares repletos de histórias, sentimentos e lembranças ao longo do tempo. Mais do que retratar figuras, a artista busca expressar sensações e ideias que nem sempre são visíveis.
Jacinta transforma o estudo do corpo em algo mais subjetivo, equilibrando forma e emoção. A exposição evidencia que a memória está sempre em transformação e sendo reconstruída. “Onde Moram as Lembranças” convida o público a fazer um percurso por esse universo simbólico, onde cada obra representa uma forma de guardar o tempo. A proposta é mostrar que lembrar também é criar novos sentidos para o que já vivemos.
A ação faz parte do programa Educação pela Arte, desenvolvido pela Escola de Contas Instituto Plácido Castelo (IPC), em parceria com a Secretaria de Administração e a Presidência do Tribunal.

Serviço
Abertura da exposição “Onde Moram as Lembranças”
Data: 15 de abril (quarta-feira)
Hora: 10h
Período da mostra: 15/4 a 15/5
Local: Espaço Cultural do TCE Ceará
Endereço: Rua Sena Madureira, 1047 – Centro (Fortaleza/Ceará)

Exposição na Bece transforma 300 anos de Fortaleza em narrativa visual e literária

Galeria Folheada reúne livros, imagens e documentos para narrar a capital cearense

E se fosse possível percorrer Fortaleza como quem folheia um livro? Essa é a proposta da nova edição da Galeria Folheada, da Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece), equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). A iniciativa propõe ao público uma experiência que transforma a cidade em narrativa, com a exposição “A cidade que se lê: Fortaleza 300 anos”, em cartaz desde o dia 31 de março.
A mostra conduz visitantes por diferentes perspectivas da capital, reunindo cartografias afetivas de ruas e bairros, personagens que transitam entre a história e o imaginário popular, além de registros de monumentos e paisagens urbanas ao longo de três séculos.
Organizada em núcleos temáticos, a exposição articula passado e presente ao destacar o papel de livros, documentos e imagens como instrumentos de preservação e interpretação da experiência urbana. Os recortes apresentados evidenciam desde memórias individuais até narrativas institucionais, ampliando as formas de compreender a cidade.
A superintendente da Bece, Suzete Nunes, destaca a importância da ação: “Ao tornar visível parte significativa de seu acervo, a Bece reafirma seu papel como guardiã da memória e como espaço de produção de sentidos sobre o presente e o futuro da capital cearense”.
A construção da mostra mobiliza acervos de todos os setores da Bece, refletindo a diversidade e a riqueza documental da instituição. No entanto, a exposição se concentra nos espaços de Obras Raras, Coleção Ceará, Obras Gerais, Atualidades e Artes e Iconografia, onde esses conteúdos ganham forma e são apresentados ao público em diferentes recortes curatoriais.
Segundo a bibliotecária Isabela Rocha, a Galeria Folheada é resultado de um trabalho coletivo que envolve diferentes setores da Bece, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa. A profissional também destaca que o processo de construção da mostra mobilizou diferentes áreas da instituição.

Programação complementar
Além da exposição, a programação prevê a realização de rodas de conversa ao longo de 2026, abordando temas como gênero, etnia, raça e acessibilidade. O primeiro encontro ocorreu em 31 de março, com participação de Antônio Luiz Macêdo e Silva Filho, Maria Clélia Lustosa Costa e Raymundo Netto.
No dia 24 de abril, às 10h, será realizada a roda de conversa “Fortaleza 300 anos: memórias negras, resistências e (in)visibilidades”, com Hilário Ferreira, Gizelle Ferreira e Cicera Barbosa, e mediação de Arilson dos Santos (Unilab).
De acordo com a coordenadora de Acervo e Pesquisa da Bece, Ana Karine Garcia, as atividades buscam “fomentar debates críticos e inclusivos, contemplando diferentes perspectivas e experiências que atravessam a construção social e cultural da cidade”.
Com duração prevista de dez meses, a exposição integra as comemorações pelos 300 anos de Fortaleza e reforça o acesso ao livro, à leitura e à cultura como ferramentas para compreender a cidade e suas transformações.

Serviço:
Galeria Folheada “A cidade que se lê: Fortaleza 300 anos”
Período de exposição: Março de 2026 a Janeiro de 2027
Horário: 9h às 20h (terça a sexta) e de 9h às 17h (sábados e domingos)
Entrada: gratuita
Local: Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Av. Presidente Castelo Branco, 255 – Moura Brasil)