Trabalhadores e trabalhadoras terceirizados que prestam serviços nos três campi da Universidade Federal do Ceará (UFC) voltaram a paralisar atividades nesta terça-feira, 13/1, e seguirão paralisados nesta quarta, até que sejam pagos o salário de dezembro e outros benefícios devidos, como vale-alimentação, vale-transporte e cesta básica. Os atrasos também prejudicam trabalhadores terceirizados dos campi de Quixadá, Sobral, Crateús e Russas, onde não vêm ocorrendo paralisações.
Os trabalhadores atuantes nos três campi da capital - Benfica, Porangabussu e Pici - voltaram a parar suas atividades nesta terça-feira, 13/1, desde cedo. O Seeaconce, sindicato que representa a categoria, está presente nos campi, dando apoio aos trabalhadores, inclusive com alimentação, informações, assessoria jurídica, e tentando uma solução concreta com as empresas e a Universidade.
Além do atraso salarial, há o não pagamento de benefícios, sem qualquer previsão concreta para a regularização, agravando ainda mais a situação dos trabalhadores e trabalhadoras. Apesar de longa reunião com a administração da UFC na segunda-feira, ainda não houve solução para o caso. Havia expectativa de todos os valores serem pagos até esta terça-feira, o que só aconteceu com os trabalhadores contratados pela empresa Florart. Assim, os trabalhadores contratados pelas empresas LDS e Solução, para prestar serviços à UFC, seguirão paralisados nesta quarta-feira.
Os terceirizados contratados pela empresa LDS continuam sem previsão de pagamento do salário de dezembro e dos benefícios. Os contratados pela empresa Solução tiveram os benefícios pagos, porém o salário segue em atraso, sem previsão de quitação.
O Seeaconce, presidido por Penha Mesquita, solicitou mediação junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), buscando uma solução urgente para os problemas enfrentados pela categoria.
Conforme a legislação trabalhista vigente, o pagamento do salário deve ocorrer até o quinto dia útil do mês subsequente. No entanto, mesmo após esse prazo legal, os trabalhadores das duas empresas seguem sem receber, o que configura grave violação de direitos, alerta o sindicato.
Outro problema enfrentado pelos trabalhadores terceirizados da UFC, diante desses atrasos, é a falta de atendimento médico na rede Hapvida, que vem sendo negado, com o argumento de que as empresas não repassaram o valor devido referente ao plano de saúde. Os trabalhadores vêm retornando da porta dos hospitais, mesmo em situações de grave emergência.
"O Seeaconce repudia veementemente os atrasos salariais e no pagamento de direitos e seguirá acompanhando de perto a situação, cobrando providências imediatas e adotando todas as medidas cabíveis para garantir que as empresas cumpram suas obrigações legais e trabalhistas", ressalta Penha Mesquita, presidente do Seeaconce. "Nenhum direito a menos. Respeito aos trabalhadores e trabalhadoras já! Juntos somos fortes".
"Os trabalhadores e trabalhadoras permanecerão paralisados, sem prazo definido para retorno ao trabalho, até que todos os pagamentos devidos sejam recebidos", ressalta Josenias Gomes, integrante da diretoria do Seeaconce, que apela ao ministro da Educação, Camilo Santana, e à bancada federal cearense por atenção e por uma solução ao caso.
"Senador e ministro Camilo, senhores deputados federais, olhem para o Ceará, olhem para esses trabalhadores, que estão sem ter como pagar conta de luz, conta de água e mercado, enfrentando fome. Não é possível essa situação ficar assim", enfatiza,
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