terça-feira, 6 de janeiro de 2026

MIS CE apresenta a obra imersiva “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna” a partir de 10 de janeiro

A obra integra rigor científico, linguagem poética e tecnologias de visualização imersiva com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento produzido pela ciência  

O Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS CE) convida o público a viajar no tempo com a estreia de “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna — uma experiência imersiva em nossa história profunda”, nova obra audiovisual que passa a ser exibida na sala imersiva do equipamento a partir do dia 10 de janeiro, às 13h. O lançamento será às 16h, na sala imersiva do MIS (andar – 2 do Anexo). O MIS CE integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Ceará, vinculada à Secretaria da Cultura, com gestão parceira do Instituto Mirante. A obra foi desenvolvida pelo Laboratório de Visualizações Interativas e Simulações (LABVIS) da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com a Lunart Estúdio de Animação.
A experiência propõe um mergulho sensorial na história profunda das Américas, conduzindo o visitante por uma linha do tempo dinâmica que vai do ano de 1500 da nossa era até cerca de 27 mil anos antes do presente (AP). Nesse percurso, o público é levado ao período em que os primeiros povos do continente americano coexistiram com gigantes da megafauna hoje extinta, como tigres-dentes-de-sabre, preguiças gigantes e gliptodontes (mamíferos característicos da megafauna).
Adriano Oliveira, professor da UFC à frente da equipe que desenvolveu a obra, explica como Ypykuéra aproxima o público da história dos povos originários nas Américas. “Esse é um espetáculo imersivo que propõe uma experiência sensorial e educativa sobre a história profunda do território brasileiro. A obra articula evidências arqueológicas, paleontológicas e científicas contemporâneas com recursos audiovisuais, convidando o público a refletir sobre a presença dos povos originários nas Américas e sua convivência com animais da hoje extinta megafauna, milhares de anos antes da colonização europeia”, destaca Adriano Oliveira, que coordena o Laboratório de Visualizações Interativas e Simulações (LABVIS) da Universidade Federal do Ceará.

Sobre a obra
Ypykuéra integra rigor científico, linguagem poética e tecnologias de visualização imersiva com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento produzido pela ciência. A obra busca, por meio da experiência estética, apresentar uma narrativa acessível a públicos diversos. “Trata-se de uma proposta que valoriza o patrimônio cultural e natural, estimula a curiosidade histórica e contribui para a difusão do conhecimento sobre as origens profundas da ocupação humana no continente americano”, ressalta Adriano Oliveira.
A obra também procura despertar o interesse do público sobre a “história profunda” da ocupação humana das Américas. Esse conceito de história profunda refere-se a uma forma ampliada de compreender o passado humano que ultrapassa os próprios limites da história escrita. A experiência busca, assim, reconstruir trajetórias humanas muito mais antigas, que se estendem por dezenas de milhares de anos.
O trabalho também faz uma homenagem à arqueóloga e pesquisadora Niède Guidon (Jaú, SP, 12 de março de 1922 – São Raimundo Nonato, PI, 4 de junho de 2025), arqueóloga brasileira, doutora pela Sorbonne, reconhecida internacionalmente por estudos sobre o povoamento das Américas. Niède tornou-se conhecida pelas teorias sobre o povoamento das Américas e pela luta pela criação e preservação do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Fundadora da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), ela liderou as pesquisas na Serra da Capivara (PI) e defendeu evidências de presença humana muito anterior ao consenso tradicional no continente americano.
“Com Ypykuéra, o MIS atua para ampliar e diversificar o cenário artístico cearense, fomentando a produção audiovisual e difundindo a ciência. Muito mais do que espaço expositivo, o MIS assume-se como um laboratório de aura contemporânea da memória e da experiência compartilhada, do encontro coletivo diante da obra que envolve, atravessa e exige o corpo inteiro. O MIS busca expandir a obra em memória, em duração e em comunidade”, destaca o diretor do MIS CE, Silas de Paula.

SERVIÇO:
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO CEARÁ
Endereço: Av. Barão de Studart, 410. Meireles.
Entrada: gratuita.
Abertura de “Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna — uma experiência imersiva em nossa história profunda”
Data: 10 de janeiro de 2026
Exibição: a partir das 13h
Horário de lançamento: 16 h
Local: MIS CE (andar -2 do Anexo)
Classificação indicativa: livre.
Entrada gratuita.
Mais informações: https://mis-ce.org.br/

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