quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Minimuseu Firmeza é reconhecido como Patrimônio Cultural de Fortaleza

Atendendo ao requerimento da vereadora Mari Lacerda (PT), o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (COMPHIC) de Fortaleza reconheceu o Minimuseu Firmeza como Patrimônio Cultural de Fortaleza, declarando-o de Relevante Interesse Cultural do Município. A decisão foi aprovada durante reunião extraordinária do Conselho, realizada na última quarta-feira (12), no Teatro Antonieta Noronha. O processo agora segue para sanção do prefeito Evandro Leitão.
A declaração de relevante interesse cultural do bem estimula medidas especiais de proteção, por parte do município de Fortaleza. Representante da Câmara Municipal no COMPHIC, a vereadora Mari Lacerda destaca que o Minimuseu expressa a identidade, a criatividade e a memória do Ceará, contribuindo de maneira efetiva para a valorização da cultura brasileira. 
“A declaração como bem de relevante interesse cultural é uma vitória importante para a cultura cearense, fundamental para assegurar a preservação, difusão e sustentabilidade institucional desse espaço que abriga a memória de Nice e Estrigas e a história das artes plásticas do nosso estado”, afirmou.
Localizado no bairro Mondubim, o Minimuseu Firmeza foi residência do casal de artistas Estrigas (1919–2014) e Nice Firmeza (1921–2013), que transformaram o lar em um espaço museológico. 
Hoje, o museu guarda parte essencial da memória artística e cultural do Ceará, com um rico acervo documental sobre a história das artes plásticas no estado. O local também desenvolve ações de educação patrimonial, pesquisa, atendimento ao público e residências artísticas, reafirmando seu papel como espaço vivo de criação e memória.
Na mesma reunião, o COMPHIC aprovou ainda o tombamento definitivo do restaurante Albertu’s, localizado à beira do Rio Ceará e em funcionamento há mais de 60 anos. O espaço possuía tombamento provisório desde 2018.
“O Albertu’s tem grande importância histórica, cultural e social para a Barra do Ceará. Agora, como Museu Orgânico, se destaca ainda mais como um espaço de valorização da culinária tradicional litorânea e um ponto de memória da colonização do Ceará”, destacou a vereadora.

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