Choro Jazz encerra 16ª edição neste domingo com shows em Jericoacoara

Após homenagem emocionante a Rosa Passos, festival fecha programação com Luizinho Calixto, Instrumental Picumã e Suraras do Tapajós; acesso gratuito na praça principal

O 16º Festival Choro Jazz chega ao seu desfecho neste domingo, 7 de dezembro, em Jericoacoara, coroando uma semana marcada por encontros musicais, oficinas, rodas de choro e noites de improvisação iniciadas na última terça-feira. Depois de celebrar, na noite de sábado, a obra monumental de Rosa Passos, homenageada em um show histórico, o festival apresenta hoje três atrações que sintetizam a diversidade geográfica e estética que caracteriza o evento: Instrumental Picumã (RS), Luizinho Calixto (PB/CE) e o grupo indígena Suraras do Tapajós (PA).

A programação tem início às 20h, com o Instrumental Picumã misturando sotaques gaúchos ao choro e às sonoridades nordestinas. Às 21h30, o paraibano Luizinho Calixto — radicado em Fortaleza e reconhecido como mestre da sanfona de oito baixos — assume o palco em apresentação dedicada ao repertório que consagrou sua trajetória. O encerramento fica por conta das Suraras do Tapajós, grupo formado por mulheres indígenas de Alter do Chão, levando ao festival o canto ancestral do Pará, costurado por força, identidade e presença cênica.

A noite inesquecível de Rosa Passos

O sábado marcou um dos momentos mais emocionantes desta edição. Em apresentação celebrada com longos aplausos, Rosa Passos percorreu 18 canções que atravessam sua discografia, cantando com a delicadeza e o rigor interpretativo que fizeram dela uma referência mundial. No palco, acompanhada por um time de excelência — Marco Brito (piano), Lula Galvão (violão), Lucas Andrade (clarinete), Paulo Paulelli (contrabaixo acústico) e Celso de Almeida (bateria) —, recebeu uma homenagem entregue pelo idealizador e curador Antonio Ivan Capucho, pela diretora executiva Aline de Moraes e pela cantora jericoacoarense Esther Lima, em gesto que emocionou artistas e público.

O sábado também foi de poesia e consciência ambiental com Jean Garfunkel e grupo, que apresentaram “Terra que te quero verde: Um alerta eco literário”. O espetáculo entrelaçou música, textos e homenagens a Guimarães Rosa, reforçando a proposta de ampliar o olhar sobre a relação entre cultura e natureza.

Fechando a noite, o grupo carioca Tocaia embalou o público com muito forró tradicional e releituras bem-humoradas de sucessos pop em ritmos como xote, baião e xaxado. A participação especial da violonista cearense Tâmara Lacerda, quadrilhas improvisadas e a recriação de “Dunas”, com Rosa Passos assistindo ao pé do palco, transformaram o momento em um encontro simbólico entre gerações femininas da música brasileira.

Festival reúne mestres e formação para músicos

Além dos grandes nomes que passaram pelo palco — como Rosa Passos, Swami Jr., Teco Cardoso, Bebê Kramer, Amaro Freitas, Salomão Soares, Jean Garfunkel e Chico Pinheiro —, o Choro Jazz também fomentou formação musical. De terça a sexta, oficinas gratuitas reuniram estudantes e profissionais de diversas regiões, reforçando o papel do festival como espaço de troca e construção de repertório.

Realizado em Fortaleza e Jericoacoara desde 2009, o Choro Jazz consolidou-se como um dos principais encontros da música instrumental brasileira. Na vila de Jeri, os shows acontecem na praça principal, com o público literalmente “de pé na areia”, numa atmosfera que mistura simplicidade, internacionalização e potência artística.

Produção e parceiros

O festival é idealizado e curado por Antônio Ivan Capucho, organizado pela Iracema Cultural — sob coordenação de Aline de Moraes e equipe —, e conta com apoio da Autarquia Jeri, do Conselho Comunitário e da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara. Em Fortaleza, tem parceria do Governo do Estado do Ceará, da Secult Ceará, do Centro Dragão do Mar e do Instituto Dragão do Mar. A apresentação é da Petrobras, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“É um grande encontro da música do Brasil, pra chamar atenção pra diversidade, a beleza, a intensidade dessa música, pra dimensão do nosso país e pra importância de termos ações como esta em outras regiões. É uma honra e uma alegria estarmos mais uma vez em Fortaleza e Jericoacoara com o Festival Choro Jazz”, afirma Capucho.


Serviço

Festival Choro Jazz 2025 — Etapa Jericoacoara
Encerramento neste domingo, 7 de dezembro, a partir das 20h, na praça principal de Jeri.
Entrada franca.
Oficinas mediante inscrição prévia no Instagram @chorojazz.
Mais informações: Instagram Festival Choro Jazz e site oficial.

Espetáculo “Noiva de Ninguém” estreia no Theatro José de Alencar e dá ênfase a solidão feminina

A 50ª turma do Curso de Iniciação Teatral Acontece (CITA), ligada à Cia Teatral Acontece, apresenta nos dias 06 e 07 de dezembro de 2025, às 18h30, na Sala Nadir Papi Sabóya do Theatro José de Alencar (TJA), o espetáculo “Noiva de Ninguém”, uma montagem que mescla dramaturgia colaborativa, simbolismo e o despertar de uma mulher que aprende a reconstruir sua história.
“Noiva de Ninguém” propõe uma imersão intensa na trajetória de Sofia, personagem que idealiza o casamento perfeito — símbolo de esperança e renovação — mas que, ao longo da narrativa, confronta as fissuras da ilusão, as traições ocultas e a solidão feminina. A peça não se limita a contar uma história de dor, mas busca traduzir, através da cena, o processo de despertar, conscientização e reafirmação da própria voz — um rito de passagem existencial e coletivo.
Sob a direção de Felício da Silva e Neto Sier, Noiva de Ninguém tem no elenco   Iara Raquel ,Daniela Rolim ,João Viart,Thiago Duarte,Michelle Lima ,Natália Duarte ,Francisco Brito ,Ana Durcila ,Sinval Neto ,Yara Pimenta ,Tiago Rabelo todos  jovens atores cearenses de Fortaleza e Caucaia  ,  participantes da 50ª turma do CITA, a montagem reúne a energia do teatro comunitário, o empenho de uma escola livre de formação artística, e a vontade de levar à plateia reflexões urgentes sobre amor, poder, identidade, memória e a teimosia esperançosa.
Além da força dramática, a produção aposta em uma estética visual marcada por simbolismos fortes: véus desfeitos, contrastes de luz e sombra, metáforas de renascimento — elementos que evocam o arco do “trauma, desilusão e resiliência”.

Sobre a Cia Teatral Acontece / CITA:          
A Cia Teatral Acontece é uma companhia independente com forte atuação comunitária em Fortaleza, que há 23  anos realiza além da montagem de espetáculos, realização do Festival de Esquetes da Cia. Teatral Acontece com 19 edições realizadas, ainda realiza  a formação de novos atores por meio da Escola Livre de Teatro e do Curso de Iniciação Teatral Acontece (CITA). Tanto na capital como no interior cearense, a atual montagem — “Noiva de Ninguém” — marca a 50ª turma de formação, reafirmando o compromisso da companhia com a democratização da arte, o empoderamento através do teatro e a construção de repertório cultural local.

SERVIÇO: 
·        Datas: 06 e 07 de dezembro de 2025 (sábado e domingo)

·        Horário: 18h30

·        Local: Sala Nadir Papi Sabóya – Theatro José de Alencar (TJA), Fortaleza-CE

·        Duração estimada: 40min 

·        Classificação indicativa: 14 anos

·        Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)

Fim de semana de Choro Jazz em Jericoacoara

Após noites históricas com a celebração dos 60 anos do MPB4 e o virtuosismo do novo jazz brasileiro, festival entra na reta final com Rosa Passos, Tocaia e Suraras do Tapajós. Programação gratuita segue até domingo na Praça Principal

A Vila de Jericoacoara transformou-se, desde a última terça-feira, na capital brasileira da música instrumental e da canção popular. O 16º Festival Choro Jazz, apresentado pela Petrobras, chega ao seu fim de semana decisivo com o público ainda inebriado pelas apresentações de quinta e sexta-feira, preparando-se para receber grandes nomes no sábado e domingo, como a consagrada Rosa Passos e o grupo indígena Suraras do Tapajós.
A noite de quinta-feira (4/12) ficou marcada pela emoção. O público lotou a praça para ver o histórico grupo MPB4, que celebra seis décadas de carreira, em uma apresentação que avançou a madrugada. A mesma noite contou com a sofisticação do Chico Pinheiro Quarteto e a fusão de talentos do Luiz Otávio Quarteto.
Já esta sexta-feira (5/12) foi dedicada à renovação e às teclas. A noite abriu com o saxofonista e compositor Tunico. Filho de pintor, Tunico trouxe um quarteto afiado — com Haroldo Eiras (guitarra), Giordano Gasperin (baixo) e Fofo Black (bateria) — apresentando uma improvisação que mistura a elegância noturna do jazz com temas solares brasileiros, entre o baião e o maracatu. Músicas como "Nem parece novembro" e "Sucupira" arrancaram aplausos calorosos. A sexta-feira seguiu como uma "noite dos pianistas", com a subida ao palco dos virtuosos Amaro Freitas e Salomão Soares, reafirmando a força do piano brasileiro contemporâneo.

O Fim de Semana em Jeri
Para este sábado (6/12), a expectativa é alta. A programação começa às 20h com o hit-maker Jean Garfunkel e o show "Terra que te quero verde". Às 22h, sobe ao palco uma das atrações mais aguardadas desta edição: a cantora, compositora e violonista baiana Rosa Passos. A noite encerra em festa com o grupo feminino Tocaia, do Rio de Janeiro, prometendo colocar a plateia para dançar com xote, xaxado e baião a partir das 23h30.
O festival encerra no domingo (7/12) com um panorama da diversidade regional. Às 20h, o Instrumental Picumã traz a sonoridade do Rio Grande do Sul. Às 21h30, o paraibano radicado em Fortaleza, Luizinho Calixto, apresenta a mestria da sanfona de oito baixos. O encerramento oficial fica por conta das Suraras do Tapajós, grupo formado por mulheres indígenas de Alter do Chão (PA), simbolizando a potência dos encontros promovidos pelo evento.
Além dos shows, o festival, que tem curadoria de Antônio Ivan Capucho e organização da Iracema Cultural, promoveu intensa programação de oficinas gratuitas entre os dias 2 e 5 de dezembro, reforçando seu caráter formativo.

Serviço:
Festival Choro Jazz 2025 – Etapa Jericoacoara
Quando: Até domingo, 7 de dezembro.
Onde: Praça Principal de Jericoacoara (CE).
Horário: Shows a partir das 20h.
Ingresso: Acesso gratuito (pé na areia).
Transmissão: Capuchoproducoes no YouTube
Mais informações: Instagram @chorojazz e www.chorojazz.com

Estudantes se vestiram de palhaço e promoveram atividades com pessoas internadas na instituição da Sesa

A Casa de Cuidados do Ceará (CCC), unidade de desospitalização da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), iniciando sua programação natalina, promoveu atividade de “palhaçoterapia” nos dias 3 e 4 de dezembro para os pacientes do equipamento.
“A palhaçoterapia é uma atividade complementar no tratamento do paciente por meio da arte. O riso alivia o sofrimento, melhorando a qualidade de vida. A equipe da Casa busca trazer atividades lúdicas para proporcionar maior bem-estar ao paciente e diminuir o tempo de internação. Esses estímulos fazem a diferença para quem cuida e para quem está sendo cuidado”, explica o médico da CCC, Leonardo Rodrigues.
A atividade foi proporcionada pelo “Projeto Nariz”, desenvolvido por alunos e professores dos cursos de Ciências da Saúde da Universidade de Fortaleza. Na ocasião, a CCC recebeu alunos do do curso de Medicina.
O projeto tem o intuito de trazer um novo olhar sobre o cuidado com o paciente para estudantes e profissionais da área da saúde com atividades voltadas à humanização, utilizando artes e terapias alternativas, em especial a palhaçoterapia.

Atividades humorísticas ocorreram nos leitos e área externa
Na ocasião, estudantes vestidas de palhaço conversaram com pacientes, conheceram o perfil e a história deles, aliando humor e sensibilidade. “Buscamos mudar a rotina dos pacientes, que vivem isolados em seus leitos, proporcionando conforto e tornando a internação mais leve”, diz a estudante Luana Luna, que cursa o quinto semestre de Medicina e participa desde o primeiro semestre do projeto.
A professora orientadora do projeto, Márcia Marinheiro, afirma que a iniciativa busca desenvolver o lado humanizado dos futuros profissionais. “Fazemos essa trilha de humanização ao final de cada semestre para que o estudante possa vivenciar o outro lado da Medicina, fortalecendo a humanização que é uma política pública. O momento também serve como treinamento de novas habilidades como empatia e escuta ativa, para além da parte técnica vista nos livros”.
“A alegria proporcionada pela palhaçoterapia ajuda a melhorar a saúde mental, aliviando o estresse, tristeza e ansiedade, trazendo benefícios ao tratamento dos pacientes. Fiz o convite à equipe da Universidade para enriquecer os grupos terapêuticos que já existem na Casa de Cuidados”, complementa a coordenadora de terapias multidisciplinares da CCC, Aryadne Marques.
A palhaçoterapia permite o desenvolvimento de novas habilidades como a empatia e a escuta ativa
A cuidadora Vitória Silva, 24, acompanhou a ação e percebeu que o ato deixou o paciente acompanhado por ela bastante emocionado. “Meu paciente não consegue falar, devido às condições de saúde dele, mas vi as lágrimas descendo dos olhos dele, principalmente com as músicas que o fizeram relembrar da infância”, disse.
“Percebi ele muito atento, o que não é tão comum. Foi um momento muito bom de lazer, não só para a gente que cuida, mas também para os pacientes, até fiz um vídeo e enviei para a família dele, que ficou super feliz por vê-lo também alegre. A equipe está de parabéns pela iniciativa”, conclui.
A Casa de Cuidados do Ceará destaca-se pela proposta de humanização, transição de cuidados e desospitalização. Atualmente a unidade conta com 130 leitos.

Minimuseu Firmeza recebe o lançamento da exposição “Porto de Memórias – De Casa em Casa Exposição Virtual e Itinerante no Mondubim” neste sábado (06)

O Minimuseu Firmeza será palco neste sábado, 06 de dezembro, às 10h, do lançamento da exposição virtual e itinerante do projeto Porto de Memórias – De Casa em Casa  Exposição Virtual e Itinerante no Mondubim,  iniciativa do fotógrafo turco, radicado em Fortaleza, Emrah Kartal, uma ação cultural dedicada a resgatar e celebrar as histórias dos moradores do bairro Mondubim, No evento,  haverá a entrega de certificados aos jovens da comunidade participantes da formação em fotografia e audiovisual promovidas pelo projeto. Os 10 jovens participaram de curso gratuito de 80 horas, combinando teoria e prática em técnicas de registro fotográfico, captação de áudio e vídeo, e criação de narrativas visuais e documentais. A entrada é gratuita.
Na prática os participantes das atividades, documentaram em fotografia, áudio e vídeo as memórias de 13 moradores do bairro com mais de 50 anos do bairro, criando um acervo autêntico e que resulta em mostra virtual, itinerante, interativa e permanente, transformando as casas desses moradores em pontos de cultura, onde suas histórias e retratos poderão ser acessados por QR Codes instalados nas residências. Para ampliar o alcance, serão distribuídos com cartões postais que conectarão gerações e fortalecerão a preservação das memórias como patrimônio imaterial do bairro que poderá ser conferida no site www.portodememorias.com.
O projeto Porto de Memórias – De Casa em Casa Exposição Virtual e Itinerante no Mondubim é uma produção e realização da EK Imagens [Emrah Kartal], conta com apoio da  Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) por meio do  IV Edital Patrimônio Vivo — Patrimônio Imaterial — Cultura Popular, da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult CE).

Serviço:
 Lançamento da exposição “Porto de Memórias – De Casa em Casa  Exposição Virtual e Itinerante no Mondubim” 
Dia 06 de dezembro, às 10h 
Local: Minimuseu Firmeza 
Entrada gratuita. 
Exposição virtual -  www.portodememorias.com e no QR Cordes fixas nos muros e fachadas  de residências do bairro Mondubim. 

Mais informações nos canais oficiais do projeto: Instagram @porto_dememorias
Youtube @portodememorias
TickTok @porto_dememorias

Choro Jazz: Atração do Rio de Janeiro, pianista Luiz Otávio emociona Jeri ao exaltar músicos cearenses e celebrar acessibilidade cultural

O pianista, compositor e arranjador carioca Luiz Otávio protagonizou um dos momentos mais marcantes da quinta-feira no Ftestival Choro Jazz, em Jericoacoara, ao dividir o palco com três expoentes da música instrumental cearense: Jorge Doudement (sax tenor e soprano), Miquéias dos Santos (contrabaixo elétrico) e Michael da Silva (bateria). Diante da praça lotada, ele abriu o show com bom humor e reconhecimento: “Eu estou aqui com esses três grandes músicos cearenses, que eu não sou bobo”, arrancando aplausos calorosos da plateia.

O repertório combinou composições do álbum “Casa de amigos” com outras obras de sua trajetória, sempre deixando espaço generoso para improvisações vibrantes — especialmente nos diálogos entre o piano e o sax de Doudement, que renderam alguns dos momentos mais celebrados da noite. Logo no início, o carioca saudou o talento local ao apresentar o grupo: “Eu vim pra cá e peguei a galera daqui pra tocar, porque é talentosíssima. Vocês estão vendo isso. E viva o Ceará e seus talentos!”

O show passeou pela força rítmica de “Crescente” e “Buganville”, abriu espaço para homenagens como a delicada “A voz do Milton”, dedicada a Milton Nascimento, e emocionou com “Um baião de dois ouvidos”, além da faixa-título do disco, cheia de suingue e liberdade criativa. Um dos pontos altos foi a inclusão de “Georgia on my mind”, em versão solo de piano, atendendo a um pedido de Antônio Ivan Capucho, idealizador e diretor do festival. Antes de encerrar, Luiz Otávio fez questão de lembrar a força da música instrumental: “Ela nos abre tantos caminhos… podemos cantar melodias, harmonias, cantar tudo! Que a música seja sempre livre.” A noite terminou com a inédita “Vice-versa”, reunindo novamente o quarteto.

Acessibilidade em foco

Além da música, Luiz Otávio destacou a atenção do festival às práticas de acessibilidade cultural. “Eu sou um homem cego, com deficiência visual, e esse cuidado pra gente é muito importante”, afirmou, ao se autodescrever para quem acompanhava a transmissão pela internet. Ele também elogiou a presença da equipe de Libras no palco e reforçou a importância de iniciativas inclusivas: “Muito obrigado a esse festival e à iniciativa de acessibilidade.”

O Festival Choro Jazz, que começou na terça-feira, segue até domingo, 7/12, com uma intensa programação gratuita: oficinas até sexta, rodas de improvisação e encontros espontâneos pelas ruas de areia de Jericoacoara, mantendo viva a tradição do festival de aproximar artistas e público em uma grande celebração da música instrumental brasileira.

Mestres da música brasileira, integrantes do MPB-4 comemoraram em Jeri, no Ceará, o título do Flamengo no Campeonato Brasileiro

O título conquistado pelo Flamengo na noite desta quarta-feira, 3/12, vencendo o Campeonato Brasileiro, com um resultado que complicou a vida do Ceará Sporting Club na competição, foi comemorado por torcedores especiais, no Ceará. Mais precisamente, em Jericoacoara, a 295 km de Fortaleza, onde acontece até domingo a 16a. edição do festival Choro Jazz, um dos maiores encontros da música do Brasil, apresentado pela Petrobras, idealizado por Antônio Ivan Capucho e produzido pela Iracema Cultural.
Aquiles Rique Reis, Dalmo Medeiros e Ricardo são rubro-negros e celebraram efusivamente a conquista do título, em plena noite de festival em Jeri, onde, enquanto a bola rolava no Maracanã para Flamengo x Ceará, se apresentaram no palco do festival Choro Jazz o grupo Tribos Jeri, o clarinetista Caetano Brasil e a acordeonista Livia Mattos, em três shows muito aplaudidos.  
Com uma trajetória emblemática na música brasileira, o MPB4 segue encantando gerações com seus arranjos vocais elaborados, interpretações marcantes e o compromisso com a cultura nacional. O grupo, referência incontornável da MPB, mantém viva a combinação de afinação rigorosa, lirismo e repertório que atravessa décadas. Em suas apresentações, o MPB4 celebra a música brasileira em sua diversidade, reafirmando o legado artístico que o consagrou como um dos mais importantes conjuntos vocais do país.
O MPB-4, que cantou com Chico Buarque o clássico "Roda viva", no festival da canção de 1967, se apresenta na noite desta quinta-feira, em Jericoacoara, encerrando a programação de hoje, que conta com o Luiz Otávio Quarteto, integrado na noite de hoje pelos cearenses Jorge Doudement, Miqueias dos Santos e Michael da Silva, e com o guitarrista, compositor, arranjador, produtor musical Chico Pinheiro, paulista de há muito radicado em Nova York e hoje um dos maiores nomes da cena jazz internacional.
Todos os shows têm entrada franca, acesso gratuito a todos os interessados, na praça principal de Jericoacoara. A sexta-feira, 5/12, tem às 20h o show do Tunico Quarteto (RJ), seguido, às 21h30, pelo trio do pianista, compositor e arranjador pernambucano Amaro Freitas e pelo quinteto do pianista, compositor e arranjador paraibano Salomão Soares.
No sábado, 6/12, a partir de 20h acontece o show do hit-maker Jean Garfunkel (SP), “Terra que te quero verde”. Às 22h a grande compositora, cantora, violonista baiana Rosa Passos ganha o palco, com o grupo feminino Tocaia (RJ) encerrando a noite com muito forró, a partir das 23h30.
No domingo, 7/12, às 20h acontece o show do Instrumental Picumã, do Rio Grande do Sul, somando a música regional ao choro e à nossa. Às 21h30, hora e vez de Luizinho Calixto, paraibano radicado em Fortaleza, subir ao palco com sua sanfona de oito baixos. Logo depois, o grupo Suraras do Tapajós, formado por mulheres indígenas e criado em 2018 em Alter do Chão, distrito de Santarém-PA, encerra o festival.
O Festival Choro Jazz, que também está promovendo diversas oficinas de música, até esta sexta-feira, 5/12, conta com a idealização e a curadoria de Antônio Ivan Capucho; organização da Iracema Cultural, coordenada por Aline de Moraes e equipe; apoio da Autarquia Jeri, do Conselho Comunitário e da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara; do Governo do Estado do Ceará; da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), por meio do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em parceria com o Instituto Dragão do Mar, da Prefeitura de Fortaleza; com apresentação da Petrobras, em uma realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
"É um grande encontro da música do Brasil, pra chamar atenção pra diversidade, a beleza, a intensidade dessa música, pra dimensão do nosso país e pra importância de termos ações como esta em outras regiões. É uma honra e uma alegria estarmos mais uma vez em Fortaleza e Jericoacoara com o Festival Choro Jazz", destaca Capucho.

No mercado pet desde 2023, DNE Diagnósticos Nordeste humaniza ambiente de trabalho com a presença de animais de estimação

Geraldinho, um cão da raça Welsh Corgi Pembroke, a mesma criada pela falecida rainha Elizabeth II, tem humanizado o ambiente de trabalho na DNE Diagnósticos Nordeste desde julho de 2023 – mesmo ano em que a empresa passou a atuar no mercado veterinário com tecnologias especializadas para animais domésticos, silvestres, exóticos e de produção. Depois desse mascote, foram adotados dois cães caramelos sem raça definida (SRD), o Beethoven e a Luna. Agora, no mês de novembro, chegaram dois Lóris-molucano, uma espécie de papagaio australiano, que já receberam os nomes de Maria Bonita e Virgulino. A empresa pretende adquirir outras aves e animais que convivam em harmonia com as pessoas e, desta forma, tornar a rotina administrativa mais leve e produtiva.
Conforme explicou o farmacêutico e diretor CEO do Health & Safe - grupo que engloba também a DXLAB e a DNEDX -, Valmique Filho, “os colaboradores ou já têm algum animal de estimação ou convivem indiretamente com um. Desta forma, a presença do Geraldinho, cuja escolha do nome foi por meio de voto popular, é disputada nas salas e pelas pessoas que nos visitam. Nosso setor de Recursos Humanos recebeu feedbacks positivos e, no mês de novembro, adquirimos dois Lóris-molucano para se juntar ao Geraldinho, Beethoven e Luna”. Por conta desse olhar para dentro, visando o bem-estar dos 50 colaboradores, a empresa já conta com uma política interna estruturada sobre cuidados e responsabilidades com os animais. Mais do que simplesmente aceitar pets no ambiente, promove uma convivência responsável, respeitando as necessidades de cada animal.
Referência em diagnóstico clínico in vitro e testes Point of Care humano, curativos, serviços, testes rápidos e equipamentos para laboratórios de anatomia patológica, o mercado veterinário foi o último que o grupo HS incorporou. Embora muitas pessoas nem imaginem, mas quem possui um animal de estimação precisa, sim, ter a preocupação com a prevenção de doenças e fazer exames periodicamente. “Em termos de diagnóstico, as tecnologias desenvolvidas especialmente para saúde animal, garantem precisão, confiabilidade e resultados alinhados às particularidades de cada espécie. Equipamentos projetados com foco no segmento veterinário, representando um diferencial importante no mercado”, explica Valmique. O desafio é conscientizar os tutores de que o animal também precisa fazer prevenção, independentemente do tamanho, seja um peixe, uma ave, um coelho ou cachorro. 
No grupo HS, além do olhar clínico, as aves, em especial, circularão livremente nas áreas permitidas e adaptadas para este manejo ou liberdade, mesmo cuidado que já se tem com a segurança dos produtos, a excelência da qualidade e do serviço prestado tanto para pessoas como para os animais. Pouco comum ainda, mas em expansão no país, a presença de animais de estimação no ambiente de trabalho presencial, tem diminuído os níveis de estresse, de acordo com várias pesquisas sobre o assunto. A interação com pets libera endorfinas, ajudando a aliviar sintomas de ansiedade e depressão, e ocitocina, hormônio associado ao afeto. E para 63% dos entrevistados pela Purina, eles se sentem mais felizes e relaxados em ambientes que convivem com animais. 
Com um quadro crescente de crise de saúde mental no país, com 432 mil profissionais afastados do trabalho somente em 2024 por ansiedade, depressão e burnout, segundo estatística do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o grupo HS reforça a sua preocupação com a saúde dos seus colaboradores a partir da iniciativa de tornar o ambiente administrativo mais humanizado e responsável com a circulação livre de animais de estimação. “Sem dúvida, todos ganham nessa convivência com os animais. E nós, como uma empresa que atende o setor veterinário, temos que dar o exemplo de como cuidar deles, seja qual espécie for”, conclui Valmique Filho.

Serviço:
Grupo HS - Health & Safe
Endereço: Rua Louralber Monteiro, 226, Barroso, Fortaleza/CE
Contato: (85) 3111-1250

Do uso de serviços à comunicação com a família, as aulas de TI têm ajudado e acolhido alunos do Super Cérebro Longevidade

Dos anos 90 para cá, a tecnologia tem avançado com bastante rapidez e está presente no nosso dia a dia. Seja um condomínio com portaria eletrônica, um pedido no restaurante por meio de um QRcode, o agendamento de uma consulta, a solicitação de um carro por aplicativo, a busca de um endereço no Waze ou até mesmo uma chamada de vídeo – que não substitui a presença física, mas encurta distâncias entre parentes e amigos, principalmente em datas especiais como as festas de final de ano que estão se aproximando. Com demandas específicas, mas também repassando dicas importantes de segurança, as aulas de Tecnologia da Informação têm ajudado e acolhido alunos do 
Super Cérebro Longevidade na capital cearense.
Levando em consideração que a população brasileira está envelhecendo e rápido, com a previsão dos idosos serem o maior grupo etário do país em 2046, inseri-los nesse mundo tecnológico requer empatia e respeito às mudanças que a idade carrega. Formado em Processamento de Dados – atualmente TI -, Administração, Comércio Exterior e Direito, Umberto Nanni trabalha há pelo menos uma década exclusivamente com pessoas a partir dos 45 anos. “Essa combinação me permite transitar bem entre tecnologia, negócios, pessoas e os desafios que a longevidade traz para o nosso dia a dia”, explica.
Professor no Super Cérebro Longevidade, sede Aldeota, em Fortaleza (CE), Umberto Nanni conta que nesse método, além de seguir um cronograma padrão útil para todos, há a possibilidade de entender a necessidade individual e adaptar o conteúdo. Em resumo, o aluno tem flexibilidade para direcionar o aprendizado de tecnologia de acordo com a sua própria vida. “Eles chegam com um conhecimento bem básico e um grande desejo de ter mais segurança e autonomia no dia a dia. O medo existe – medo de mexer, de apagar algo, de “estragar” o celular, de cair em golpe –, mas esse medo vem acompanhado de uma vontade sincera de aprender. Meu trabalho é transformar esse medo em confiança”, diz o professor.
Mesmo que de forma limitada, as pessoas acima de 60 anos já têm o hábito de utilizar o aplicativo de conversas on-line WhatsApp, seja mandando mensagens, gravando áudios e, às vezes, encaminhando uma foto. Com uma aula mensal no cronograma de atividades do Super Cérebro Longevidade, mas podendo aumentar de acordo com a necessidade e o interesse dos alunos, o primeiro contato costuma ser tímido e chegam até a dizer que não sabem o que perguntar. Bastam algumas aulas e eles aparecem com uma listinha de dúvidas anotadas – desde mensagens que receberam e não entenderam até funções novas e algo que mexeu e não deu certo.
Luciana Jucá Martins (59) e Renata Brasil (60) têm em comum a vontade de se tornarem independentes quando o assunto é tecnologia. Alunas do Super Cérebro Longevidade, elas já evoluíram bastante. A primeira, advogada, comemora o fato de conseguir utilizar serviços digitais no dia a dia sem precisar mais pedir ajuda aos familiares e amigos. “Hoje em dia, eu tenho mais facilidade para interagir em grupos de mensagens, cursos on-line, fazer compras e até programar uma viagem”, explica. Formada em Ciências Econômicas, Renata também recorria aos parentes quando tinha alguma dificuldade com os aplicativos do celular. “A tecnologia é um dos principais motores de inovação e desenvolvimento de uma sociedade moderna. Hoje em dia eu mesmo utilizo o Waze, faço reserva em restaurantes e compras em lojas virtuais com muita facilidade e segurança”, conta. 
“Com o tempo, mudam nossa atenção, nossa visão, nossa memória. Então, os estímulos e os conhecimentos precisam ser adaptados a essa fase da vida. Muitas vezes, algo simples, como aumentar o tamanho da letra no celular, já gera um avanço enorme: a pessoa passa a enxergar melhor, a ler mensagens com tranquilidade e a usar recursos que antes evitava justamente por não conseguir visualizar. Não é só tecnologia. É sobre devolver autonomia”
Professor Umberto Nanni

De acordo com a franqueada do Super Cérebro Longevidade em Fortaleza, Danniela Rolim Medeiros, a tecnologia é um conhecimento inclusivo e fundamental atualmente. “Dar a possibilidade aos nossos alunos de ter essa independência e não precisar esperar alguém em casa que tenha disponibilidade de tempo para ajudar, é fantástico. Sem falar que eles se sentem úteis e inseridos nessa nova realidade”, comemora. Geralmente, quando um idoso pede ajuda ao sentir dificuldade de manusear um aparelho de telefone ou mesmo um computador, o mais comum é a outra pessoa pegar o equipamento e fazer. Desta forma, o idoso não aprende e vai sempre precisar de alguém que o ajude. 
O professor Umberto Nanni observa que o maior desafio é mostrar que eles são capazes. “Quando a pessoa acredita nisso, o difícil passa a ser apenas uma etapa natural do aprendizado”, ressalta. No Super Cérebro Longevidade o estímulo cognitivo por meio da tecnologia acontece de forma bastante ampla. Sem que o aluno tenha a percepção de uma prova, o trabalho em sala de aula engloba leitura (por meio de mensagens, notícias e e-mails); comunicação (escrita, gravação de áudios e respostas a diferentes pessoas); criatividade (busca de músicas, vídeos e demais conteúdos que despertem curiosidade) e inclusão social (interação em grupos de família no WhatsApp, envio de fotos e relatos de acontecimentos).
“Talvez você se lembre de quando começou a andar de bicicleta. Seus pais seguravam a bicicleta, você provavelmente caiu algumas vezes, eles te levantaram, te incentivaram… até que você conseguiu seguir sozinho. Hoje, quando chegamos aos nossos pais e avós e ‘resolvemos’ todas as dúvidas tecnológicas por eles – pegamos o celular, fazemos tudo por conta própria e devolvemos já pronto –, muitas vezes achamos que estamos ajudando. Mas, na prática, podemos estar tirando deles, aos poucos, a sensação de ser e de sentir-se vivo, capaz e atuante”
Professor Umberto Nanni

Estatísticas:
- 88% da população com 10 anos ou mais acessaram a internet regularmente em 2023
- 66% da população com 60 anos ou mais acessaram a internet regularmente em 2023
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)

- 69,4% dos brasileiros acima de 60 anos ou mais usavam a internet em 2024, ante 44,8% em 2019
- Dos 52% dos idosos que não utilizam internet, 66% não sabem utilizar a tecnologia
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Serviço:
Super Cérebro Longevidade
Endereço: Rua Coronel Linhares, 443, Aldeota, Fortaleza/CE
Informações: aldeota@franquiasupercerebro.com.br
Instagram: @supercerebro.aldeotace

De Fortaleza para o mundo: cearense Kelly de Lima é coroada Miss Europe Continental 2025 em Nápoles, Itália

A modelo cearense Kelly de Lima, natural de Fortaleza, conquistou na noite deste sábado o título de Miss Europe Continental 2025, em uma cerimônia de gala realizada em Nápoles, na Itália. A vitória consagra uma trajetória marcada por coragem, superação e propósito, projetando o nome do Ceará no cenário internacional da beleza.
Ao longo de sua jornada, Kelly deixou o Brasil em busca de novas oportunidades e de um espaço onde pudesse se reinventar e dar novos significados à própria história. Entre desafios, recomeços e atravessamentos pessoais, ela contou com o apoio essencial de sua família, amigos e de uma rede de profissionais que acreditaram em seu talento e acompanharam sua evolução.
No discurso que emocionou o público e o júri, Kelly destacou a importância da autonomia e da coragem feminina, reforçando seu compromisso em inspirar mulheres ao redor do mundo.
“Quero ser uma voz para todas as garotas que têm medo de dar grandes passos — de mudar de país, de encerrar relacionamentos que não fazem bem, de seguir o próprio caminho por medo da opinião dos outros. Quero que elas saibam que as pessoas que realmente as amam terão orgulho, porque estão fazendo as coisas por si mesmas”, declarou.
Com autenticidade e serenidade, Kelly representou o Brasil — e especialmente o Ceará — com brilho e propósito, mostrando que beleza e coragem caminham juntas. Sua coroação como Miss Europe Continental 2025 simboliza um marco para o Estado e inspira outras mulheres a transformarem seus sonhos em realidade com verdade, fé e persistência.
A conquista reforça o talento e a presença crescente de cearenses nos palcos internacionais, destacando a força cultural e humana que faz do Ceará um celeiro de grandes histórias e trajetórias inspiradoras.

Festival Choro Jazz começa terça, 2/12, reunindo mestres da música do Brasil em Jericoacoara, até 7/12, com maratona de oficinas e grandes shows

A próxima etapa do festival Choro Jazz, apresentado pela Petrobras, acontece de 2 a 7 de dezembro, em Jericoacoara, no Ceará, reunindo grandes mestres da música, como Rosa Passos, MPB-4, Chico Pinheiro, Amaro Freitas, Salomão Soares, Swami Jr., Teco Cardoso e Bebê Kramer, Jean Garfunkel, Suraras do Tapajós, entre outras atrações. O público poderá também desfrutar uma programação intensa de oficinas com nomes referenciais da cena musical brasileira, entre os dias 2 e 5. Uma maratona de oficinas e shows, com o choro, o jazz, a música do Brasil em destaque, convidando o público a um mergulho na arte e na cultura, além da natureza, em uma das mais belas praias do mundo.

Depois de realizar etapas no Pará (em Soure, na Ilha do Marajó) e em Fortaleza, o grande encontro da música do Brasil volta agora sua atenção à próxima etapa, em Jericoacoara. O Festival Choro Jazz, realizado na capital cearense e na belíssima Jeri desde 2009, é um dos principais eventos do calendário musical brasileiro.
Em Jericoacoara os shows acontecem na praça principal da cidade, com livre acesso e público com o pé na areia, na antiga vila de pescadores que se tornou conhecida internacionalmente, recebendo visitantes de vários países e de diversos estados brasileiros, ao longo de todo4r o ano, como uma das mais belas praias. As apresentações do Choro Jazz na etapa Jeri acontecem de terça, 2/12, a domingo, 7/12, com três shows por noite, começando sempre às 20h.
O Festival Choro Jazz conta com a idealização e a curadoria de Antônio Ivan Capucho; organização da Iracema Cultural, coordenada por Aline de Moraes e equipe; apoio da Autarquia Jeri, do Conselho Comunitário e da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara; do Governo do Estado do Ceará; da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), por meio do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em parceria com o Instituto Dragão do Mar, da Prefeitura de Fortaleza; com apresentação da Petrobras, em uma realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
"É um grande encontro da música do Brasil, pra chamar atenção pra diversidade, a beleza, a intensidade dessa música, pra dimensão do nosso país e pra importância de termos ações como esta em outras regiões. É uma honra e uma alegria estarmos mais uma vez em Fortaleza e Jericoacoara com o Festival Choro Jazz", destaca Capucho.

Confira a programação de shows em Jeri:
Na terça-feira, 2/12, quem abre a programação, às 20h, é a Banda do Núcleo de Arte e Educação de Cultura de Jijoca de Jericoacoara - NAEC. Às 21h30 tem show do grupo Choro da Esquina (RJ). E às 23h30, do grupo formado por Swami Jr. (SP), Teco Cardoso (SP) e Bebê Kramer (RS).
Na quarta-feira, 3/12, às 20h, acontece a apresentação do grupo Tribos Jeri, seguida, às 21h30, pelo show do clarinetista Caetano Brasil (MG) e de seu grupo. E às 23h30, do Livia Mattos quarteto, destacando a acordeonista baiana que vem chamando atenção por seu trabalho de inovação e versatilidade.
Na quinta-feira, 4/12, às 20h, sobe ao palco o Luiz Otávio Quarteto (RJ), seguido, às 21h30, pelo quarteto do mestre guitarrista, compositor e arranjador Chico Pinheiro, paulista radicado em Nova York. Às 23h30 o clássico grupo vocal MPB-4, do Rio de Janeiro, encerra a noite com muita história e emoção.
A sexta-feira, 5/12, tem às 20h o show do Tunico Quarteto (RJ), seguido, às 21h30, pelo trio do pianista, compositor e arranjador pernambucano Amaro Freitas e pelo quinteto do pianista, compositor e arranjador paraibano Salomão Soares.
No sábado, 6/12, a partir de 20h acontece o show do hit-maker Jean Garfunkel (SP), “Terra que te quero verde”. Às 22h a grande compositora, cantora, violonista baiana Rosa Passos ganha o palco, com o grupo feminino Tocaia (RJ) encerrando a noite com muito forró, a partir das 23h30.
No domingo, 7/12, às 20h acontece o show do Instrumental Picumã, do Rio Grande do Sul, somando a música regional ao choro e à nossa. Às 21h30, hora e vez de Luizinho Calixto, paraibano radicado em Fortaleza, subir ao palco com sua sanfona de oito baixos. Logo depois, o grupo Suraras do Tapajós, formado por mulheres indígenas e criado em 2018 em Alter do Chão, distrito de Santarém-PA, encerra o festival.

Oficinas em Jeri: de 2 a 5/12
Outra marca do Festival Choro Jazz é a sua interface de formação, com oficinas abertas a todos os interessados. Desta vez, em Jericoacoara, ministram oficinas desde a terça-feira, 2/12, até sexta, 5/12:

Swami Júnior - Produção musical criação e tecnologia
Edu Ribeiro - bateria
Chico Pinheiro - guitarra
Thiago Costa - arranjo
Luiz Barcelos - choro
Rui Alvim - clarinete
Caetano Brasil - sopro e improvisação
Fernando Leitzke Jr. - piano na música brasileira
Jean Garfunkel - “A razão da canção”
Samila Sereia - ritmos amazônicos/dança
Paulo Garfunkel - roteiro para ficção e documentário

Serviço:
Festival Choro Jazz 2025. Etapa Jericoacoara. Shows de 2/12 a 7/12, na praça principal de Jeri. Oficinas de 2/12 a 5/12.
Entrada franca em todas as atividades. Inscrições prévias para as oficinas, com link disponível no Instagram @chorojazz. Apresentado pela Petrobras e pelo Ministério da Cultura, o Festival Choro Jazz conta na etapa Fortaleza com apoio do Governo do Estado do Ceará, da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), por meio do Centro Dragão do Mar, em parceria com o Instituto Dragão do Mar, além da Prefeitura de Fortaleza. Mais informações: Instagram Festival Choro Jazz e www.chorojazz.com.