Programando e Aprendendo com Ação inicia novas turmas em Maracanaú

O projeto Programando e Aprendendo com Ação já deu início às aulas da nova edição do projeto. A primeira escola a iniciar as novas turmas foi a EMEIEF Rachel de Queiroz, no Jereissati II. Já estão confirmadas turmas do projeto na EMEF Estudante Ana Beatriz Macedo Tavares Marques, Centro de Convivência Social do Timbó, Fundação Ana Lima e Projeto Alvorecer. O projeto é gratuito e promove o desenvolvimento tecnológico e social de jovens entre 8 e 17 anos, trabalhando habilidades como programação, robótica, pensamento crítico, criatividade e trabalho em equipe.
O programa é voltado para crianças e adolescentes que estudam nas escolas parceiras do projeto, da rede pública de ensino municipal de Maracanaú e prioriza alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. 
A estimativa é de que 800 alunos sejam formados nesta edição do projeto. Desde 2015, o Programando e Aprendendo já formou 3060 alunos em Maracanaú, proporcionando oportunidades significativas de crescimento pessoal e acadêmico. 

São oferecidos cursos nas seguintes áreas:

● Lógica de Programação e Pensamento Computacional

● Desenvolvimento de Jogos Digitais

● Desenvolvimento de Aplicativos

● Criação de Animações em Pixel Art

● Robótica Básica

Com uma carga horária total de 60 horas, o projeto combina aulas presenciais com atividades complementares. Temáticas adicionais, como Cyberbullying e Ética Digital, Xadrez e sua relação com a Matemática, e Educação Financeira, também são abordadas. 
O coordenador do projeto, Fernando Fasti, destaca a importância dessa iniciativa: "O objetivo do projeto é o desenvolvimento de habilidades tecnológicas e sociais de crianças e adolescentes, por meio do ensino da lógica de programação e robótica, utilizando uma metodologia lúdica e divertida. Com isso, nossos alunos se preparam para os desafios de um mundo cada vez mais tecnológico desenvolvendo competências técnicas, sociais e emocionais que são fundamentos básicos no universo da cultura digital".
O Programando e Aprendendo com Ação é realizado pelo Instituto Idear em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Maracanaú, por meio do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FMDCA). Esta edição do projeto é apresentada pelo Nubank e é patrocinada pela Jacto, contando com apoio de Grupo Lunelli, Sumitomo Chemical, Ancar Ivanhoe e Gerdau. 

TV Verdes Mares Cariri completa 15 anos fortalecendo o regionalismo

Campanha especial de aniversário destaca a valorização do Sistema Verdes Mares ao sertão caririense
Fábio Ambrósio, Gustavo Bortoli, Cesar Cerqueira e Erick Picanço

A TV Verdes Mares Cariri, que integra o Sistema Verdes Mares (SVM), completa 15 anos no dia 1º de outubro e vai celebrar o aniversário com uma campanha especial. A ativação destaca a valorização do SVM ao sertão caririense, acentuada quando a então sucursal da TV Verdes Mares (TVM), situada na cidade de Juazeiro do Norte, foi elevada à emissora. Ambas são afiliadas à TV Globo. 
A Sereia da TV Verdes Mares, símbolo da sede na Fortaleza praieira, está presente também no sertão, sendo esta a ideia que compõe as peças desenvolvidas, que incluem um VT para televisão e conteúdos para redes sociais e newsletter. A tagline da campanha é “Há 15 anos, a sereia saiu do mar e atravessou o estado. Hoje, o sertão é o nosso lar, e a TV Verdes Mares Cariri é mais que informação, é parte da sua história e da sua vida”.
A regionalidade está na essência da emissora. “A TV Verdes Mares Cariri chega aos seus 15 anos na certeza que a força do localismo é uma tendência que a cada dia ganha mais força. A região do Cariri é uma potência econômica pujante do nosso estado e a nossa missão é continuar, ampliar, informar, apoiar e ser a cada dia mais caririense na forma de se comunicar”, afirma Erick Picanço, diretor comercial e de marketing do SVM.
“A TV Verdes Mares Cariri é um espaço onde a voz do sertão é ouvida e valorizada. Somos parte da vida e da cultura locais e estamos aqui para ser um agente de transformação da região”, acrescenta Gustavo Bortoli, diretor de jornalismo e esporte do SVM.

Batalha de Dança agita final do desafio das 6 semanas da Bodytech

O “Celebration Day”, evento de revelação dos resultados e premiação das equipes do “6 Week Challenge”, o Desafio das 6 semanas da Academia Bodytech do Shopping Iguatemi Bosque, acontece neste sábado (05/10), das 8h às 11h, no Audi Center Fortaleza. O evento promete agitar os participantes, cerca de 300 pessoas, com a realização do último desafio da competição: o “Dance Battle Day”, a Batalha de Dança.
O coordenador da Bodytech, Gil Duarte, destaca que a festa de premiação é o ponto alto das seis semanas de competição. “Durante o evento, revelaremos a pontuação final das equipes e entregaremos os prêmios a todos os integrantes do grupo vencedor. Além disso, faremos também a entrega dos prêmios em dinheiro para os professores que ficarem entre os 10 primeiros colocados”, afirma.
A Batalha de Dança vai encerrar esta edição do projeto, com uma competição entre os participantes. O desafio promete ser uma atividade divertida, envolvente e que promoverá o espírito de equipe, adianta Gil Duarte.
A avaliação dos participantes será realizada de acordo com as metas estabelecidas para cada um, que podem ser perda de gordura, ganho de massa muscular ou outros objetivos especificados. Ao final, quem apresentar os melhores resultados – individualmente e somando para a equipe – será recompensado com uma série de prêmios oferecidos pelos parceiros da academia.

Hábitos saudáveis

O “6 Week Challenge” teve início no último dia 24 de agosto. A competição é formada por times de 10 a 20 pessoas e o objetivo principal é estimular os participantes a adotarem hábitos saudáveis, com a prática de exercícios e alimentação correta. “Cada grupo tem a liderança de um professor da Bodytech, que fornece orientação personalizada e suporte contínuo para ajudar os membros a atingirem seus objetivos”, explica Gil Duarte. Para complementar a experiência, os competidores também contam com acompanhamento de nutricionistas, com sugestões de alimentação para melhorar o desempenho e otimizar os resultados.
Durante a competição, eventos exclusivos movimentaram os participantes. O primeiro foi o “Insanos Day”, uma prova que testou os limites numa combinação de Indoor Cycling (ciclismo em ambiente fechado), Running (corrida em esteira) e Cross Training (treino funcional). Teve, ainda, o “Beach Tennis Day”, um campeonato formado por duplas, combinando diversão e exercícios ao ar livre; o “Extreme Day”, com atividades de alta intensidade, treinos funcionais e desafios físicos na praia; e o “Running Day”, uma corrida de 5 quilômetros.
Nesta edição, são parceiros da Bodytecho no evento grandes marcas como Audi Center Fortaleza, Iguatemi Bosque, Monster Energy, Powerade Brasil, Merx Wine, Corpo Malhado, Mandala Spa, Nativa Cafeteria, Ge Beauty, Ox Cosméticos, Adoria, Granja Regina, La Paleta, Beat.co Fortaleza, Clinica Qorpo, Twice, Mundo Verde Fortaleza, Le Klins, Indaiá, Monte Dourado, Live Fortaleza, Le Loyn Parfums, La Santé, Sabor e Vida, Cosbel, Francis Br, Sam’s Club e Nutri Juice.

ENTREVISTA: Diretor Ronaldo Agostinho fala sobre a missão do teatro de "reconectar as pessoas" fora da internet

Em entrevista ao DIVIRTA-CE, o produtor do Moio de Artes e da Cia Que História é Essa? comenta sobre os novos projetos após a temporada do espetáculo "Entre Quatro Paredes" e da necessidade de um teatro inclusivo 

Um dos grandes diretores da cena teatral cearense na atualidade, Ronaldo Agostinho é também professor de teatro e coordenador cultural de alguns institutos. Formado, produção Cultural e em Licenciatura em Teatro e especializado em Arte Educação e Marketing Digital. Ronaldo tem dedicado sua carreira a promover as artes cênicas, a cultura popular, e o acesso inclusivo à cultura em comunidades menos favorecidas.
O CEO da Moio de Artes Produções Artísticas conversou com o Jornal O Estado, falou sobre a temporada do espetáculo "Entre Quatro Paredes", que esteve em cartaz em setembro no Teatro da Praia, com a Cia Que História é Essa?, , e como seu trabalho desempenha um papel crucial para associações de artesãos e artistas, facilitando a captação de recursos por meio de leis de incentivo e editais de fomento, como a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc. Sua atuação estende-se também à gestão de projetos sociais e culturais, como a condução de festivais internacionais de teatro e a coordenação de ações formativas em parceria com diversos grupos teatrais do Estado do Ceará. Ronaldo esteve à frente de projetos inovadores, como o Projeto Triálogo, que leva espetáculos e formações de plateia às escolas de todo o Ceará, abordando temas essenciais para a juventude e promovendo a reflexão crítica por meio do teatro. Atualmente, ele coordena pedagogicamente o projeto do Instituto Chico Mota, onde continua a fomentar a cultura e a educação através das artes, impactando diretamente a formação de novas gerações.

DIVIRTA-CE - Como você interpreta a frase “o inferno são os outros” de Sartre na contemporaneidade, e de que maneira isso se reflete na encenação da peça Entre Quatro Paredes, que colocou em cartaz em setembro no Teatro da Praia?

RONALDO AGOSTINHO - A frase "O inferno são os outros" de Sartre expressa o conceito de que nossa percepção de nós mesmos é fortemente influenciada pelo olhar e julgamento dos outros. Para Sartre, essa condição gera angústia, pois estamos sempre sendo definidos pelas expectativas e visões alheias, o que pode aprisionar nossa liberdade e identidade. 
Na contemporaneidade, essa ideia se reflete intensamente nas redes sociais e no mundo digital, onde o desejo de validação é contínuo. O isolamento social provocado pela pandemia expôs essa dinâmica de uma maneira única. Ao sermos obrigados a ficar confinados com poucas pessoas, muitas vezes pouco conhecidas, fomos forçados a encarar o impacto desse olhar alheio de forma mais direta, o que gerou tensões e desafios internos. A encenação da peça pode trazer essa reflexão ao palco ao explorar o confinamento e as relações interpessoais como metáfora para o cenário pandêmico. A expressão "penso, logo existo" pode se transformar em "posto, logo existo" ao criticar a necessidade constante de postar e receber aceitação. A peça pode explorar essa ideia ao mostrar personagens presos em uma situação em que suas ações, pensamentos e identidades são continuamente moldados pela visão que o outro tem deles. Dessa forma, o espetáculo reflete a angústia contemporânea de buscar validação através do olhar alheio, agora potencializada pelas redes sociais e a cultura da imagem.

DIVIRTA-CE - De que forma a estética minimalista escolhida para o cenário e figurinos contribui para a profundidade emocional da narrativa da peça? Que técnicas você utilizou para assegurar que o público não apenas assista, mas vivencie e reflita sobre suas próprias angústias durante a performance?

RONALDO AGOSTINHO - A estética minimalista escolhida para "Entre Quatro Paredes" intensifica a profundidade emocional da narrativa ao criar uma atmosfera de isolamento e introspecção. O cenário quase inexistente, com o triângulo de LED, cortinas brancas e a luz azul, reforça o clima denso e sufocante, permitindo que a atenção se volte inteiramente para as emoções e dilemas existenciais dos personagens. O uso da maquiagem inspirada nas  máscaras do teatro Kabuki não apenas evoca tradições teatrais, mas também distancia os atores do realismo, criando uma camada simbólica que expõe as angústias internas, tornando os personagens mais universais e metafóricos. A escolha de manter tudo em tons de branco, inclusive o cenário, faz com que o vazio visual espelhe o vazio emocional dos personagens, contribuindo para o tema central da peça: o aprisionamento nas próprias angústias e na percepção dos outros. Esse minimalismo, além de modernizar a montagem, remete à escassez de recursos que Sartre enfrentou ao escrever a peça em um contexto pós-guerra, o que é agora atualizado para o cenário pós-pandemia. A relação entre esses dois momentos históricos aprofunda a sensação de confinamento e incerteza que muitos experimentaram recentemente. Para garantir que o público não apenas assista, mas vivencie e reflita sobre suas próprias angústias, a encenação utiliza técnicas do teatro contemporâneo, como a quebra da quarta parede. O uso de perguntas diretas ao público, que seriam originalmente feitas aos personagens, cria um envolvimento pessoal, convidando os espectadores a refletirem sobre suas próprias vidas e medos. Além disso, a recepção da plateia com o personagem do criado em trajes de gala segurando espelhos força o público a se confrontar com a própria imagem, como uma metáfora visual sobre o julgamento e a percepção do outro, algo central ao existencialismo de Sartre. A direção cuidadosa para que os atores façam um "crescimento" emocional gradual ao longo da peça também contribui para essa imersão. Cada cena é construída de forma a manter a tensão, culminando em momentos de confronto que espelham as ansiedades contemporâneas. Isso assegura que o público seja constantemente estimulado a refletir e, mais do que espectadores passivos, torne-se parte da narrativa, questionando suas próprias escolhas e as pressões sociais que enfrentam diariamente.

DIVIRTA-CE - Qual é o papel que você acredita que o teatro deve desempenhar na sociedade atual, especialmente em tempos de crescente alienação e individualismo? Você mencionou a importância do teatro como um instrumento de transformação. Poderia detalhar como essa experiência se manifesta na formação de plateias e na sua prática educativa?

RONALDO AGOSTINHO - Eu acredito que o teatro, especialmente em tempos de crescente alienação e individualismo, tem o papel fundamental de reconectar as pessoas, oferecendo tanto entretenimento quanto uma experiência profunda de reflexão e transformação. O teatro, além de entreter, carrega em si uma força educativa e política, capaz de provocar mudanças ao expor realidades, questionar sistemas e desafiar as perspectivas de quem o assiste. O teatro sempre foi uma forma sagrada de expressão, desde suas origens, uma experiência comunitária e mística. Hoje, diante de uma sociedade fragmentada e cada vez mais voltada para o individualismo, a simples montagem de um espetáculo que envolve diversas pessoas em um trabalho coletivo já é, por si só, uma manifestação poderosa contra essa tendência. A interação entre atores, equipe técnica e público é um exemplo concreto de como o teatro pode combater a alienação ao promover a união em torno de um objetivo comum. Na formação de plateia, é essencial que haja um código de identificação entre quem faz e quem assiste. O público precisa se conectar emocional e simbolicamente com o que está acontecendo no palco. Essa conexão se dá por meio de signos e símbolos que tornam o teatro acessível e significativo. Assim como o futebol, que é popular porque as pessoas se sentem aptas a discutir e se envolver, o teatro também precisa ser compreendido e discutido por todos, criando um diálogo contínuo entre arte e público. Quanto mais as pessoas entenderem de teatro, mais elas poderão apreciar, criticar e se identificar com essa arte. Na minha prática educativa, esse processo de identificação é central. A formação de plateia passa por ensinar não apenas a assistir, mas a refletir e a se ver naquilo que é apresentado. Quando o público se vê no palco, nas angústias, nas dúvidas e nas questões levantadas, ele se torna parte da experiência. Meu trabalho como professor e estudioso do teatro busca justamente isso: incentivar essa compreensão e empatia, para que o teatro continue a ser um espaço de transformação pessoal e social.

DIVIRTA-CE - Como sua experiência na Moio de Artes Produções Artísticas influenciou suas decisões na produção deste espetáculo? O que te levou a esta montagem que fez sucesso em diversos palcos do Brasil, inclusive em Fortaleza? Como foram os ensaios e o processo de montagem do espetáculo? É difícil adaptar um texto de Jean Paul Sartre no teatro atualmente?

RONALDO AGOSTINHO - Minha experiência na Moio de Artes Produções Artísticas influenciou profundamente minhas decisões na produção deste espetáculo. A Moio de Artes tem um compromisso com a inovação e a acessibilidade no teatro, e isso me levou a buscar uma abordagem que dialogasse com as questões contemporâneas, especialmente em um momento tão desafiador para as artes cênicas. A escolha de montar "Entre Quatro Paredes" foi impulsionada pela relevância do texto de Sartre, que aborda temas existenciais que ressoam intensamente na sociedade atual. Fazer teatro hoje é extremamente difícil por várias razões, principalmente políticas e financeiras. O desmantelamento das políticas de fomento ao setor cultural tornou a captação de recursos um desafio, limitando as possibilidades de produções mais ambiciosas. A nossa temporada foi curta, com apenas três sextas-feiras, o que é um reflexo dessa realidade. Os ensaios foram um processo intenso e enriquecedor. Dedicamos muito tempo à leitura e interpretação do texto, que é denso e carregado de significados. A conexão emocional dos atores com as palavras era fundamental, e incentivamos uma leitura minuciosa para que cada palavra tivesse um peso e um sentido claros no corpo de cada um deles. Essa prática de leitura incessante permitiu que encontrássemos nuances que ajudaram a dar vida à peça. Além disso, a montagem de um texto clássico, que não possui uma linguagem contemporânea direta, apresenta desafios. No entanto, isso também abre espaço para que exploremos novas interpretações e formas de conexão com o público. Embora o existencialismo de Sartre seja uma linguagem clássica, sua relevância permanece atual, refletindo as condições e angústias da vida moderna. A adaptação de um texto como este exige um profundo conhecimento não apenas do texto, mas também das emoções e vivências que ele provoca. As dificuldades se transformaram em oportunidades de experimentação e criatividade, permitindo que a equipe se envolvesse de forma coletiva, o que é essencial para qualquer produção teatral. Essa experiência reforçou a importância do trabalho em equipe e da troca de ideias na busca por uma encenação que não apenas respeitasse a obra de Sartre, mas que também ressoasse com as experiências contemporâneas da plateia.

DIVIRTA-CE - Quais os próximos projetos e peças da Moio? Quais parcerias têm sido mais significativas para a Companhia Que História É Essa? e como elas impactam a qualidade e a abrangência do seu trabalho? Que legado você espera deixar com seu trabalho na cena teatral cearense, especialmente em relação ao acesso à cultura e às artes?

RONALDO AGOSTINHO - Essa pergunta realmente toca em aspectos cruciais da nossa atuação na Moio de Artes Produções Artísticas. Temos diversos projetos e peças em andamento, incluindo um novo grande clássico da literatura dramática mundial que em breve começaremos a divulgar. Essa nova montagem é uma oportunidade emocionante de explorar obras que continuam a dialogar com questões contemporâneas.Nossas parcerias são fundamentais para o sucesso e a evolução da companhia. A colaboração com o Teatro da Praia, por exemplo, tem sido essencial, pois nos permite criar um espaço de diálogo e intercâmbio com outras linguagens artísticas. Além disso, a parceria com a Upgrade, que atua na comunicação e na promoção cultural, é crucial para ampliar nossa visibilidade e alcançar novos públicos. Essas colaborações não apenas enriquecem a qualidade das nossas produções, mas também aumentam a abrangência do nosso trabalho, permitindo que cheguemos a diferentes segmentos da sociedade e a novas audiências. Quanto ao legado que espero deixar na cena teatral cearense, acredito que a inclusão e o acesso à cultura e às artes devem ser prioridades. O teatro deve ser um espaço acessível a todos, e meu objetivo é promover essa ideia por meio de iniciativas que garantam a participação de públicos diversos. Isso inclui não apenas a realização de espetáculos em locais alternativos e comunitários, mas também a promoção de atividades formativas que desenvolvam o interesse pelo teatro nas novas gerações. Acredito que, ao criar um ambiente onde todos possam se sentir representados e ouvidos, estamos contribuindo para uma cena teatral mais rica e plural. Esse legado envolve não apenas o ato de apresentar peças, mas também o compromisso em formar plateias críticas e engajadas, que reconheçam o valor do teatro como um instrumento de transformação social. É um trabalho contínuo, mas acredito que as sementes que estamos plantando hoje darão frutos no futuro, tornando a cultura uma parte acessível e essencial da vida de todos.

DIVIRTA-CE - Como você enxerga o futuro do teatro no Ceará e quais são seus planos para a Cia Que História É Essa? nos próximos anos?

RONALDO AGOSTINHO - Eu sou um ser político e otimista, e enxergo o futuro do teatro no Ceará da melhor forma possível. Visualizo um cenário repleto de grupos, muitas peças, um público engajado e espaços diversos para apresentações. Teatro, auditórios, escolas, praças, teatros privados e públicos são todos lugares onde o teatro pode florescer. Essa é a maneira como desejo e vejo o futuro do nosso estado. Não apenas vejo esse desejo, mas também me esforço para criar um caminho político que ajude a construir esse espaço. A Rede Pavio, uma rede de teatros de grupos do Nordeste, é um exemplo de como estamos nos juntando e conversando sobre nossos processos criativos e de pesquisa. Esse fortalecimento da entidade é fundamental para o crescimento do nosso teatro. Além disso, espero que acompanhem o "Teatro Que História É Essa". Este ano, ainda temos mais três projetos programados, incluindo "A Festa dos Caboclos", Esses projetos são uma forma de enriquecer nosso cenário teatral e de trazer novas narrativas à tona. Com essa visão e determinação, acredito que podemos transformar a cena teatral do Ceará em um espaço vibrante, inclusivo e acessível para todos.

CINEMA: "Transformers - O Início": A origem dos heróis e vilões de Cybertron

POR ISRAEL OLIVEIRA 

“Transformers: O Início” é uma adição intrigante à franquia Transformers, que começou em 2007 com o filme dirigido por Michael Bay. Este novo filme, dirigido por Josh Cooley, oferece uma narrativa de origem para os icônicos personagens Optimus Prime e Megatron, explorando suas vidas antes de se tornarem os líderes rivais que conhecemos. A história se passa em Cybertron, onde Optimus Prime, inicialmente conhecido como Orion Pax, e Megatron, então chamado D-16, começam como amigos e mineradores. A trama se aprofunda na transformação desses personagens em líderes de facções opostas, oferecendo uma visão mais coesa e lógica da mitologia dos Transformers. Os roteiristas Eric Pearson, Andrew Barrer e Gabriel Ferrari conseguiram reunir os melhores elementos de décadas de histórias para criar uma “reinvenção” que respeita a essência dos personagens.
A franquia Transformers sempre foi conhecida por suas cenas de ação espetaculares e efeitos visuais impressionantes, e “Transformers: O Início” não é exceção. A animação computadorizada é de alta qualidade, trazendo à vida o mundo de Cybertron de maneira vibrante e detalhada. A crítica elogiou a narrativa envolvente e a profundidade dos personagens, destacando-se como uma das melhores obras sobre os Transformers no cinema. Com uma aprovação de 89% no Rotten Tomatoes, é a segunda mais alta da franquia, o que demonstra a aceitação positiva tanto dos críticos quanto do público.
No entanto, apesar da boa recepção crítica, o filme não teve o desempenho esperado nas bilheterias. Nos Estados Unidos, “Transformers: O Início” não conseguiu superar “Beetlejuice 2”, o que foi uma surpresa para muitos, considerando a popularidade da franquia. Esse desempenho pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a concorrência acirrada e talvez uma fadiga do público com a série, que já conta com vários filmes lançados ao longo dos anos.
Para os fãs de Fortaleza, há várias opções para assistir a “Transformers: O Início” em cinemas de alta qualidade. Os cinemas UCI, conhecidos por suas salas confortáveis e tecnologia de ponta, são uma excelente escolha. Além disso, o Cinema Benfica, localizado no Shopping Benfica, oferece uma experiência agradável com uma boa variedade de horários e opções de lanches. Ambas as opções garantem uma experiência cinematográfica imersiva, ideal para apreciar os efeitos visuais e a ação intensa do filme.
Em resumo, “Transformers: O Início” é um filme que oferece uma nova perspectiva sobre a origem dos personagens principais da série, com uma narrativa bem construída e uma animação de alta qualidade. Embora não tenha alcançado o sucesso financeiro esperado, é uma obra que certamente agradará aos fãs da franquia e pode revitalizar o interesse pelos Transformers para uma nova geração de espectadores. Nota 7 (Regular)

"Os Fantasmas Ainda se Divertem" honra o clássico filme dos anos 80

POR FELIPE PALHANO 

"Os Fantasmas Ainda se Divertem", em cartaz na capital cearense na rede UCI Cinemas e Cinemas Benfica, é uma sequência que consegue capturar a essência do original de 1988, trazendo de volta a estética vibrante e excêntrica dos anos oitenta que tanto marcou o primeiro filme. Tim Burton, mais uma vez, demonstra sua maestria na direção, criando um universo visualmente deslumbrante e repleto de detalhes macabros e encantadores.
A direção de arte é um dos pontos altos do filme, com cenários e figurinos que remetem diretamente ao estilo gótico e peculiar de Burton. Cada cena é cuidadosamente elaborada para transportar o espectador de volta ao mundo bizarro e fascinante de Beetlejuice, com uma paleta de cores que mistura tons sombrios e vibrantes de maneira única.
Winona Ryder retorna como Lydia, agora uma médium e apresentadora de um programa de TV sobrenatural. Sua atuação é um dos pilares do filme, trazendo uma profundidade emocional que equilibra perfeitamente o humor e o drama da trama. Ryder consegue capturar a evolução de sua personagem, mantendo a essência que a tornou icônica no filme original.
Michael Keaton, reprisando seu papel icônico como Beetlejuice, traz uma energia inigualável ao personagem. Keaton elogiou o filme, destacando que é "lindo e curiosamente emocional". Sua performance continua a ser um dos pontos altos, com uma mistura de humor irreverente e carisma que torna Beetlejuice tão memorável. Keaton também mencionou que a sequência tem uma abordagem mais "pé no chão", mas sem perder a essência caótica do personagem.
A crítica nacional e internacional tem sido bastante positiva, destacando como "Os Fantasmas Ainda se Divertem" consegue ser uma sequência digna do legado do primeiro filme. Com uma aprovação de 78% no Rotten Tomatoes, muitos críticos elogiam a capacidade de Burton de mesclar nostalgia com novas ideias, sem perder a identidade única que caracteriza seu trabalho.
O roteiro, escrito por Alfred Gough e Miles Millar, é criativo e bem estruturado, mantendo o equilíbrio entre o humor negro e os elementos de terror. A trama é envolvente e cheia de reviravoltas, mantendo o público entretido do início ao fim⁴. Os efeitos especiais são outro destaque, com um uso inteligente de efeitos práticos que adicionam uma camada de autenticidade ao filme. Michael Keaton destacou que a produção limitou o uso de CGI, optando por efeitos práticos que tornam a experiência visual ainda mais rica.
Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho impressionante. Em seu fim de semana de estreia, "Os Fantasmas se Divertem 2" arrecadou mais de US$ 145 milhões mundialmente, superando os custos de produção de cerca de US$ 100 milhões. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou US$ 110 milhões, tornando-se o segundo melhor início de setembro de todos os tempos.
Para uma experiência cinematográfica imersiva, a melhor opção é assistir "Os Fantasmas se Divertem 2" na sala IMAX da Rede UCI Cinemas. A qualidade de imagem e som da IMAX realça ainda mais os detalhes visuais e a atmosfera única criada por Tim Burton, proporcionando uma experiência inesquecível.
Em resumo, "Os Fantasmas se Divertem 2" é uma celebração do estilo inconfundível de Tim Burton, com uma direção de arte impecável, um roteiro criativo e efeitos especiais impressionantes. As performances de Winona Ryder e Michael Keaton são memoráveis, tornando o filme uma experiência que agrada tanto aos fãs antigos quanto aos novos espectadores. Merece uma nota 8 (bom).

"É assim que acaba": filme leve mas com problemas de desenvolvimento

POR WESLEY LEVI

Em cartaz na rede UCI Cinemas, "É Assim Que Acaba", longa do diretor Justin Baldoni, é uma adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome da autora Collen Hoover.
O enredo gira em torno de Lily, interpretada por Blake Lively (eterna Serena Van Der Woodsen). Lily, ainda sofrendo pela morte de seu pai, conhece o neurocirurgião Ryle, um homem rico e charmoso. Ao mesmo tempo, a irmã milionária de Ryle, Jenny, cruza o caminho de Lily, e o "destino" une as duas em um projeto.
O relacionamento entre Lily e Ryle começa, e, conforme conhecemos o casal, acompanhamos uma sequência de flashbacks que revelam os traumas do passado da protagonista. No presente, Lily abre uma floricultura e, surpreendentemente, Jenny, apesar de sua vida de luxo, se oferece para trabalhar na loja de uma completa estranha, simplesmente por estar entediada.
Nos flashbacks, conhecemos Atlas, o primeiro amor de Lily, que, na época, enfrenta grandes dificuldades. 
A proximidade entre os dois surge, e o romance floresce. Esses flashbacks também mostram a conturbada relação de Lily com seu pai, um homem violento, o que serve como prelúdio para os acontecimentos que se desenrolam no presente.
No entanto, é no presente que a trama realmente se complica. Lily reencontra Atlas ao mesmo tempo, em que está noiva de Ryle. Esse reencontro azeda o que deveria ser um romance leve, com a história escalando para a violência doméstica.
A direção do filme consegue, em muitos momentos, criar um clima de dúvida. Inicialmente, a violência é retratada de forma quase sutil, como se fosse um "acidente", e até nos leva a questionar a sanidade da protagonista. Esse é um dos pontos positivos do filme. A manipulação psicológica do agressor, Ryle, é realista, mas o resto se perde em exageros e romantizações.
Ryle é inicialmente pintado como o parceiro perfeito, aquele que vem para mudar a vida de Lily com muito dinheiro e amor (Cinquenta Tons de Cinza?), mas o filme investe tempo demais nessa idealização de homem perfeito, por mais de uma hora e meia das duas horas de filme, ele é retratado como um príncipe encantado, apenas para, nos minutos finais, revelar-se o monstro que sempre foi. 
"Mas Wesley, isso é quebra de expectativa do roteiro, ele te surpreender por você imaginar os acontecimentos", eu entendo e minha crítica é para o que vem a seguir... O filme tem a cara de pau de tentar justificar o comportamento agressivo do cara com um trauma de infância. Sinceramente, essa "passada de pano" é imperdoável pra mim!
Jenny, sua irmã milionária, trabalhando na floricultura de Lily, parece uma piada sem graça, já que ela não precisa trabalhar. Aliás, a floricultura mal é explorada. As flores, supostamente uma grande paixão da protagonista, estão lá só por estar e se fossem removidas, não fariam diferença alguma.
Se o objetivo do filme era transmitir uma mensagem realista sobre as consequências da violência doméstica, ele falha em criar um impacto profundo. A narrativa é bonitinha, fofinha até, e no final entrega uma história mais focada no núcleo feminino do que no trauma vivido pela protagonista. 
Contudo, tudo é superficial e excessivamente romantizado.No final das contas, "É Assim que Acaba" é um filme leve, mas com problemas sérios de desenvolvimento e uma abordagem equivocada dos temas que tenta abordar. Se estiver passando na TV um dia, talvez eu pare e assista de novo.
Nota 6 (razoável).

Réveillon de Fortaleza 2025: Marisa Monte, Pedro Sampaio e Matuê entre as atrações principais

Serão três dias de festa na Praia de Iracema
POR FELIPE PALHANO 
FOTO ISRAEL OLIVEIRA 

A Prefeitura de Fortaleza divulgou nesta terça-feira (24) a tão aguardada lista de atrações para o Réveillon 2025, que será realizado no Aterro da Praia de Iracema. Com três dias de celebrações, o evento promete repetir o sucesso do último ano, trazendo grandes nomes da música nacional, como Marisa Monte, Pedro Sampaio e Matuê, além de outras estrelas consagradas. O anúncio das atrações foi feito nesta terça, 24/09, em evento fechado para imprensa e convidados na recém inaugurada Ponte dos Ingleses.
A cantora Marisa Monte, uma das principais atrações, fará um show especial com as participações de Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, revivendo a energia do grupo Tribalistas em um espetáculo único. Já o cantor e DJ Pedro Sampaio, conhecido por suas batidas eletrônicas e hits que agitam as pistas de dança, promete trazer muita animação para o público. O rapper cearense Matuê, que tem conquistado o cenário nacional com suas músicas de trap, também será um dos grandes destaques, representando o talento local em um dos palcos mais importantes do país.
Diversidade de estilos musicais
Além dos três principais nomes, a programação do Réveillon de Fortaleza 2025 incluirá artistas de diversos estilos musicais, garantindo atrações para todos os gostos. A banda Paralamas do Sucesso, um dos grupos mais icônicos do rock brasileiro, marcará presença com seus clássicos que atravessam gerações. Simone Mendes, ex-dupla com Simaria, também subirá ao palco com seu sertanejo moderno, enquanto Vanessa da Mata trará o charme da MPB e Diogo Nogueira representará o samba.
O cantor de forró Henry Freitas completa a lista dos nomes já confirmados, prometendo muito arrasta-pé para os forrozeiros de plantão. A programação ainda contará com artistas cearenses, que terão um espaço especial no evento. Segundo o secretário de Turismo de Fortaleza, Alexandre Pereira, novas atrações locais devem ser anunciadas nos próximos dias. 
“Ainda estamos fechando a grade de artistas cearenses que irão se apresentar. Teremos grandes talentos locais compondo o espetáculo, e o anúncio será feito em breve. Nossa intenção é continuar valorizando a cultura do estado e mostrar ao Brasil e ao mundo a riqueza da música cearense”, declarou o secretário ao DIVIRTA-CE.
Estrutura e expectativa de público
Com o objetivo de consolidar Fortaleza como destino turístico para o fim de ano, a festa promete uma megaestrutura. A montagem do palco e de toda a infraestrutura do evento levará 15 dias para ser concluída e mais 15 dias para ser desmontada. “Nosso Réveillon se tornou o maior do Brasil, não só pela quantidade de dias de festa, mas pelo volume de turistas que recebemos. No ano passado, superamos as expectativas, e a previsão para este ano é que recebamos cerca de 600 mil visitantes durante o período de dezembro a janeiro”, destacou Alexandre Pereira.
Os cachês dos artistas serão pagos com patrocínios da iniciativa privada, uma prática adotada pela prefeitura para garantir um evento de alto nível sem comprometer os cofres públicos. Além dos shows, a festa contará com uma queima de fogos de artifício que promete iluminar o céu de Fortaleza e encantar moradores e turistas.
Impacto no turismo e economia local
A realização de um evento de grande porte como o Réveillon de Fortaleza não só celebra a virada do ano, mas também movimenta a economia local, principalmente os setores de turismo e serviços. Hotéis, bares, restaurantes e o comércio em geral se preparam para receber um grande número de turistas, gerando empregos temporários e aquecendo o mercado.
Segundo o secretário de Turismo, a escolha por realizar três dias de festa, desde a edição anterior, trouxe resultados expressivos para a economia local, com aumento no fluxo turístico e um impacto positivo na rede hoteleira e nos estabelecimentos comerciais. A cidade, que já é um dos destinos mais procurados do país durante o verão, espera consolidar ainda mais sua posição como um dos principais locais para a celebração da virada de ano no Brasil.

ENTREVISTA: Leonardo Brício e Kadu Garcia protagonizam o espetáculo "Dom Quixote"

DIVIRTA-CE conversou com os atores que fizeram temporada na Caixa Cultural Fortaleza 

Leonardo Brício e Kadu Garcia estrelaram a nova montagem de "Dom Quixote", em cartaz neste fim de semana na Caixa Cultural Fortaleza. Com uma abordagem moderna do clássico de Cervantes, a adaptação de Geraldo Carneiro, sob a direção de Fernando Philbert, transporta o icônico cavaleiro errante para os desafios contemporâneos das grandes metrópoles, explorando temas como tecnologia, superpopulação e crises existenciais. Em entrevista, os atores revelam como essa releitura reflete os "novos Quixotes" das cidades atuais, destacando a importância de sonhar em meio às adversidades.
Leonardo Brício, com uma carreira de mais de 47 anos, e Kadu Garcia, indicado ao prêmio Redentor de melhor ator no Festival de Cinema do Rio em 2021, compartilham suas visões sobre o processo criativo, a relação com seus personagens e as transformações que o teatro traz para suas vidas. Para eles, a peça oferece uma reflexão profunda sobre a luta por ideais em um mundo cada vez mais caótico.
DIVIRTA-CE - O que motivou vocês a fazerem esta adaptação moderna de "Dom Quixote"? Como se conectaram com os personagens clássicos e quais os maiores desafios dessa montagem teatral? 

LEONARDO BRÍCIO - A motivação foi colocar em cena o espírito da obra, pois seria muito difícil transpor o clássico e todas as suas aventuras como são colocadas no original, assim escolhemos priorizar a relação desses dois personagens, e como são complementares, acabou que serviu bem nas características de cada ator. O desafio maior é sempre comunicar o que queremos e acho que conseguimos.

KADU GARCIA - Trabalhar com um clássico de certa forma é encontrar as brechas para que a gente possa abrir um diálogo com atualidade né então naturalmente adaptação de uma obra como a de Dom Quixote pelo seu tamanho e importância e quando há essa ponte com o teatro, naturalmente ela vai sofrer adaptações por conta inclusive da linguagem né a literatura e as artes cênicas. 

DIVIRTA-CE -  A versão contemporânea da peça aborda os desafios modernos. Como foi interpretar Dom Quixote em um contexto atual, cercado por tecnologia?
Leonardo Brício com Felipe Palhano 

LEONARDO BRÍCIO - A tecnologia só é abordada quando Quixote vê a modernidade da cidade nas projeções e ele enxerga dragões aonde não existe, então é embarcar na fantasia e acreditar.

DIVIRTA-CE - Leonardo, você é amplamente reconhecido por seus papéis icônicos na TV, como em O Rei do Gado, Éramos Seis e outros sucessos. Como essas experiências moldaram sua carreira? Existem projetos para a TV ou streaming?

LEONARDO BRÍCIO - Minha carreira foi sendo construída incluindo minhas escolhas profissionais, sempre gostei de histórias de época, onde não fosse dentro de um contexto urbano, mas também já passei por essas áreas também, pra mim era sempre importante diversificar, fazer algo diferente do trabalho anterior. No próximo mês estarei gravando a quarta temporada da série “Arcanjo Renegado “ para a Globoplay onde faço a personagem Gabriel.

DIVIRTA-CE - Kadu, como foi a preparação para viver Sancho Pança? Houve algum tipo de laboratório ou estudo específico para a adaptação moderna? Quais foram os maiores desafios de trabalhar com uma releitura de um clássico tão emblemático como Dom Quixote?

KADU GARCIA - A preparação foi muito estudo. Depois da adaptação já apresentada pelo autor o Geraldo Carneiro, fizemos muitas leituras e o diretor Fernando Philbert discutindo os personagens, a relação entre eles. Eu empresto para o Sancho a minha pesquisa em palhaçaria que vem desde 2005.

DIVIRTA-CE - A peça está sendo apresentada na CAIXA Cultural Fortaleza. Como tem sido a recepção do público cearense?

KADU GARCIA - Uma belezura a recepção do público aqui em Fortaleza. Todas as gerações, crianças, adolescentes, adultos, a melhor idade, uma plateia muito heterogênea estudantes de literatura, pessoas da classe artística de Fortaleza e foi muito bonito e agora a expectativa para segunda semana. 

LEONARDO BRÍCIO - A recepção tem sido a melhor possível, estou encantado com o publico de Fortaleza.

DIVIRTA-CE - Com mais de 40 anos de carreira e diversos prêmios, qual papel ou projeto você considera mais desafiador e gratificante até agora?

LEONARDO BRÍCIO - Os trabalhos que ficaram marcados pra sempre em mim, na TV foram o Ricardo de Anjo Mau, Thiago Olinto da Muralha e Enrico Mezenga do Rei do Gado, assim como Julinho de Éramos Seis.  No teatro “ Pericles, príncipe de Tiro “ e “ Nem mesmo todo o oceano “ que faço até hoje com a companhia que faço parte “ OMondÉ “ no Rio de Janeiro.

Uma nova transformação de 90 Dias: Influenciador Yarley realiza tratamento com a Dra. Ana Amélia Mourão

O influenciador Yarley dá continuidade ao seu processo de mudança de estilo de vida, com mais 90 dias, contando com o suporte da Dra. Ana Amélia Mourão.
Responsável pela parte facial,
Drª. Ana Amélia Mourão aplicou uma combinação de técnicas para potencializar os resultados. Entre os procedimentos realizados, destacam-se o uso do laser Pison associado ao PDRN, além de ultrassom micro e macrofocado, que visam tratar gordura localizada e flacidez.
Para finalizar o tratamento, Botox foi utilizado de forma preventiva, focando em algumas rugas na região da testa, garantindo um aspecto mais jovem e saudável.
"Com uma equipe diversificada de profissionais, o objetivo é continuar cuidando do meu corpo, mente e espírito, entendendo que tudo é um conjunto, eu acredito que a época que estamos vivendo, não é a beleza que conta mais, é um conjunto de fatores.”
Esse projeto promete não apenas mudanças estéticas, mas também um impacto significativo na autoestima de Yarley, que compartilhará sua jornada com os seguidores ao longo desses próximos 90 dias.
Além dos procedimentos com a Dra. Ana Amélia Mourão, ele também conta com uma equipe de mais de 10 profissionais de diversas áreas, como terapeutas  holísticos, médicos, massoterapeutas e etc.

Fortaleza irá sediar o maior evento de confeitaria das Américas em outubro

O evento acontece de 11 a 13 de outubro no centro de eventos do Ceará e reúne grandes nomes da confeitaria nacional

A Mara Cakes Fair, é o maior evento de confeitaria do Brasil, está prestes a desembarcar no Nordeste. A feira será realizada em Fortaleza-CE entre os dias 11 e 13 de outubro, das 12h às 20h. Confeiteiros e confeiteiras de todo o país terão a chance de participar desse multievento repleto de atrações e novidades.
Conhecida por seu sucesso em São Paulo, a Mara Cakes Fair expande suas fronteiras e traz para o Nordeste o melhor do universo da confeitaria. Mara Cakes, idealizadora e renomada confeiteira, comentou sobre a escolha da nova sede: "Sempre tive uma conexão especial com o Nordeste, e Fortaleza foi escolhida por ser um centro de grandes talentos na confeitaria. A recepção que tivemos em edições anteriores só reforçou o quanto esse evento precisava acontecer aqui”.
Durante os três dias, o público poderá conferir as principais tendências do mercado em stands, arenas e espaços dedicados à inovação na confeitaria. O evento promete surpreender e quebrar recordes, consolidando ainda mais seu nome no cenário nacional.
"Nossa expectativa é trazer o que há de mais moderno e inspirador para todos os profissionais da confeitaria. Será uma oportunidade única de aprendizado e networking," completa Mara Cakes.
Não perca essa chance de participar do maior evento de confeitaria das Américas! Os ingressos já estão à venda no site oficial: www.maracakesfair.com.br.