PELO INTERIOR

Uruoca divulga agenda de aniversário da cidade; confira as atividades
Prestes a completar 65 anos no próximo dia 26, Governo Municipal prepara programação de eventos e ações para a comunidade

Uruoca está a poucos dias de completar 65 anos – em 26 de março – e, por isso, diversas ações de comemoração estão sendo programadas pela administração municipal da cidade. Entre elas, estão planejadas assinaturas de contratos e eventos culturais para a população. A agenda começa neste domingo, 20.
Após dois anos sem comemorações no mês de março por conta da expansão da pandemia de Covid-19 no Ceará, a Prefeitura de Uruoca volta a realizar eventos culturais, com a campanha intitulada ‘Uruoca: são 65 anos dessa linda história’.
“Queremos voltar a celebrar a vida e nossa cidade com eventos para todos. A partir do próximo domingo, as pessoas poderão curtir com a família e amigos em diversos pontos do Município. Vamos comemorar os 65 anos de Uruoca maravilhosamente”, afirma o prefeito Kennedy Aquino.

Confira a programação do aniversário de 65 anos de Uruoca:

*20/03*
14h – Zumba 
15h – Corrida Bike
16h – Caminhada da Emancipação e Corrida Uruoca
17h – Mostra de Fotografia

*21/03*
7h30 – Super Movimento Cidadão
16h – Momento Cívico

*22/03*
8h – Festa Anual das Árvores (Campanário)

*23/03*
8h – Dia de Campo
9h – Missa em Ação de Graças 
15h – Premiação Concurso de Poemas
19h – Culto de Ação de Graças

*24/03*
8h – Festa Anual das Árvores (Paracuá)
10h – Sessão Solene na Câmara dos Vereadores
17h – Final Futebol Society

*25/03*
4h – Pedal da Lama
5h – Trilha Ecológica
19h – Mulheres de Destaque
20h30 – Miss e Mister Uruoca
22h – Premiação dos Concursos Culturais 
22h30 – Festa do Município

*26/03*
16h – Final Campeonato de Vôlei
18h – Final Campeonato de Futsal
Para mais informações, basta acessar os perfis oficiais do Governo Municipal de Uruoca: @governouruoca.

*URUOCA – 65 ANOS*
21 A 26 DE MARÇO
URUOCA, CEARÁ 
INSTAGRAM: @GOVERNOURUOCA
FACEBOOK: /GOVERNOURUOCA


Prefeito Kennedy Aquino recebe R$300 mil do deputado estadual Sérgio Aguiar para custeio da requalificação da Rodoviária de Uruoca
A entrega da emenda parlamentar aconteceu na segunda-feira, 21, durante o Momento Cívico em alusão aos 65 anos do Município

Na tarde desta segunda-feira, 21, a agenda oficial do prefeito Kennedy Aquino contou com a visita do deputado federal Vaidon Oliveira (PROS) e do deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT) durante o Momento Cívico em celebração aos 65 anos de Uruoca.
Durante o evento, a população uruoquense assistiu o hasteamento das Bandeiras Nacional, Estadual e Municipal, as apresentações culturais das escolas e dos servidores públicos e os discursos das autoridades.
Na fala do deputado estadual Sérgio Aguiar, foi anunciado o investimento de R$300 mil reais para a reforma da Rodoviária de Uruoca. O parlamentar entregou um ofício para o prefeito Kennedy Aquino simbolizando o recurso.
O Chefe do Executivo de Uruoca parabenizou o trabalho do deputado estadual Sérgio Aguiar e agradeceu o envio da verba. “Este recurso será de extrema valia para nossa cidade. Deixar Uruoca cada vez mais bonita e boa de se viver é a minha missão”, declarou o prefeito.

FORRÓ ELETRÔNICO

Cantora Kátia Cilene lança clipe com versão de sucesso dos anos 80
Uma das maiores vozes no forró em nosso país, a cantora Kátia Cilene, que embalou muitas gerações e se consagrou com uma gigantesca legião de fãs por todo o Brasil, lançou no último dia 17 o seu mais novo clipe, que é uma releitura da música I Love Baby, grande sucesso na década de 80, na voz da cantora Adriana, que chega nas plataformas digitais com um sucesso incrível.
O clipe é pura diversão, tem uma batida diferenciada e muito divertida do forró eletrônico e do piseiro no refrão, além de ser uma música chiclete que não sai da cabeça e que vem agradando a todos.
Kátia Cilene tem uma linda história no forró, com mais de 30 anos de carreira e sendo considerada a rainha da vaquejada, devido seu carisma e sua voz marcante, a cantora se destaca no mercado da valorização da mulher na vaquejada, sendo uma das grandes vozes femininas do gênero no Brasil.
Com a voz eternizada em canções que são hinos na banda Mastruz Com Leite com as músicas, Meu Vaqueiro, Meu Peão, Tatuagem, entre outras, a cantora já em carreira solo e fazendo um grande sucesso por várias regiões do país, principalmente no Nordeste, vem se consolidando cada vez mais no forró eletrônico, com novas roupagens e parcerias, trazendo novos hits, a exemplo de, Por Baixo dos Panos e Me Entreguei.
Kátia Cilene vem a cada dia se destacando mais e mais não só na música, mas também na internet sempre com algo novo em seu Instagram e tiktok, alcançando números crescentes não só de seguidores mais também de engajamento . 
Siga o instagram de @katia_cilene . O clipe já está disponível no YouTube e em todas as plataformas digitais.

CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Shopping Benfica e Judiciário cearense promovem parceria para mobilizar a sociedade durante o Mês da Mulher

Nesta segunda-feira, 21, às 17h, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, estará no local para celebrar a iniciativa

Imagine a situação: em uma sala de cinema, antes de assistir ao filme preferido, o público se depara com mensagens de artista cearense sobre os tipos de violência doméstica e sobre os canais de denúncia, exibidas na tela grande. Essa cena é real e pode ser conferida nas salas do Shopping Benfica, em Fortaleza, ao longo de março, mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

A ação é uma das parcerias promovidas pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) com estabelecimentos públicos e privados, para a difusão da campanha Justiça pela Mulher (ação permanente para sensibilizar a população sobre o combate à violência doméstica e familiar).

“Com essa parceria, buscamos alertar a sociedade para a violência doméstica que ainda persiste nos lares cearenses, nos lares brasileiros em geral. Essa divulgação nos espaços do shopping alcançará um público considerável que passa diariamente nas nossas lojas, praça de alimentação e no cinema, especialmente. É esse público que vamos informar na luta contra a violência contra as mulheres dentro de casa”, afirma o empresário, fundador e empreendedor do Shopping Benfica, João Soares Neto.

Nesta segunda-feira (21/03), às 17h, a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, estará no local para celebrar a iniciativa.

A magistrada será recebida pela diretoria do estabelecimento. “Parcerias como essa são muito importantes, porque permitem que as mensagens contra a violência façam parte da vida das pessoas, cheguem em ambientes frequentados na convivência cotidiana e se espalhem entre os vizinhos e os amigos, alcançando quem precisa de ajuda”, ressaltou a magistrada.


AÇÕES

A mobilização consiste na exibição do vídeo “Cole essa ideia”, que tem como embaixador o cantor e sanfoneiro Waldonys, nas salas de cinema e também nos totens e TVs internas do shopping. Há ainda instalação com manequins, representando homens com camisetas contendo frases de violência que as mulheres podem vivenciar no dia a dia. Na mesma exposição, banners trazem informações de incentivo às denúncias.

Os esforços estão integrados ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 5, da Agenda 2030 da ONU, que consiste em alcançar a igualdade de gênero e empoderar mulheres e meninas.

 

LUTERIA

Festival Sete Sóis Sete Luas recebe workshop da ceramista internacional Mávy Koffler 

Começou dia 14 e segue até o dia 31 deste mês o workshop de luteria com uma das mais renomadas ceramista do mundo, a paulista Mávy Koffler.

Mávy é formada em Educação Artística pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, 1979. Começou a se encantar com a cerâmica quando viveu no Peru, em 1986. Desde então mergulhou na prática dessa arte. Sua mudança para São Paulo, onde fica seu ateliê, permitiu o aprimoramento profissional da técnica. Seu trabalho se destaca pela paixão e estudo dos povos ancestrais nas Américas, representando-os em suas obras.

A formação está acontecendo na Sede Mãe da Tapera das Artes, no distrito de Tapera (Rua Raimundo Lopes de Queiroz, S/N), das 8h às 11h e 14h às 17h, com alunos da instituição e mulheres artesãs ou que se identificam com trabalhos manuais.

Esta ação faz parte dos laboratórios musicais e de luteria conduzidos por grandes mestres, sob a curadoria do Mestre Fernando Sardo, onde já passaram nomes como Di Freitas (CE), Vanildo Franco (CE), Fernando França (CE), Francisco Toicinho (SP), Tércio Araripe (CE) e Igor Bastos (BA). Toda a programação de luteria tem a curadoria do Mestre Fernando Sardo (SP). 

O Festival amplia o intercâmbio e a difusão da arte em Aquiraz. O município representa o Brasil na Rede Internacional Cultural, criada por José Saramago, composta por 40 cidades de 11 países, que vem realizando diversos projetos com gestores, produtores e articuladores das comunidades do mundo luso mediterrâneo.

O evento é uma realização do Centro de Pesquisa e Difusão da Arte – Imaginário, com patrocínio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará (Secult-CE) e apoio da Enel Ceará, com co-realização da Tapera das Artes e da Secretaria da Cultura da Prefeitura de Aquiraz.


Mávy Koffler:  A Artista por Ela Mesma

 Escolhi a Cerâmica como mais uma forma de expressão artística desde minha estada no Peru, entre 1986 e 1991. Já havia tido contato com esta Arte e com a Escultura, mas, neste período, a Cerâmica começou a me encantar pela sua história, seus mistérios e suas possibilidades. Desde então iniciei minha caminhada de intenso mergulho na práxis e na criação cerâmica. Em paralelo à criação escultórica, trabalho com design em cerâmica, aplicando a riqueza destas técnicas na criação de objetos e no desenho de joias.

Neste trabalho homenageio os povos que antecederam a presença europeia nas Américas. Surgem releituras das mais variadas culturas pré-hispânicas que, por sua vez, ganham vida no mundo moderno.

Tento, então, realizar uma união entre os ecos de um passado distante e um fazer atual e sempre renovado. Em cada Obra de Arte sonhada, realizada, conquistada, mais uma etapa é vencida rumo à abertura de novas portas para novas criações e, igualmente, novas reflexões.

Histórico do Projeto no Ceará

O projeto resulta, artisticamente, na troca de saberes e conhecimento estético, na democratização do acesso às diferentes camadas da população; na difusão da cultura de diferentes povos e regiões, proporcionando para as crianças e adolescentes de projetos sociais convidados Oficinas Formativas Internacionais de Música e Artes Plásticas, o que é chamado de Eclipse Criativo.

A permanência do Estado do Ceará nessa Rede de Festivais, promovido pelo Centro de Pesquisa e Difusão da Arte – Imaginário, em parceria com a Tapera das Artes, estabelece significativos avanços no diálogo internacional para nosso país, através da difusão e promoção do Ceará em outros países, expondo a abertura para investimentos na área Cultural.

  

Em cada ano, a realização do Festival no Ceará, materializou o sentido de “pertencimento” da comunidade e o valor representativo do estado em escala nacional e internacional. Foram ações contínuas planejadas para benefício da cidade, em conexão com as diretrizes universais, que fazem desse intercâmbio um fortalecimento de identidades e propagação de ações culturais com grande participação de todos.

Vários artistas cearenses como Vando Figueiredo, Zediolavo, Dornelles, Marjorie, Carlos Macedo, Weaver Lima, Claudio Cesar, Sergio Heller e Lorena Nunes vivenciaram novos mercados culturais e exportaram seus trabalhos para outros países em virtude da Rede Sete Sóis Sete Luas.

ARTES VISUAIS

Amarrações Estéticas: artistas indígenas dos Laboratórios de Artes Visuais e Cinema lançam zine “Mecunã Kérupi Ané”
As primeiras “Amarrações Estéticas” da 9ª edição dos Laboratórios de Criação 2021 já têm data marcada e vão reunir artistas indígenas das Artes Visuais e do Cinema. O evento será na próxima segunda-feira (21), a partir das 19h, com o lançamento da zine “Mecunã Kérupi Ané – Imagens dos Povos Indígenas do Ceará”. Com transmissão ao vivo pelo Youtube da Escola Porto Iracema — instituição da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) —, terá a participação dos artistas Byya Kanindé, Junior Potyguara, Merremii Karão Jaguaribaras, Karine Araújo, Débora Anacé e Bárbara Matias.

A publicação conta com tutoria e curadoria de Iago Barreto e Ka, abrigando as artes visuais e escritas de 19 artistas indígenas do território cearense, a maioria participante do grupo artístico Tamain. A zine está disponível virtualmente na plataforma Issuu. 
Segundo Barbara Matias, artista indígena do povo Kariri, “o trabalho foi registrar aquilo que nós já sabíamos sobre a gente [como coletivo] e partilhar com outras pessoas, principalmente os não-indígenas, um pouco das poéticas e estéticas que a gente vem desenvolvendo no cenário artístico cearense e para outros territórios”, conta. Ela comenta a experiência de participar desta edição do Laboratório CENA 15 – Cinema. “Os imaginários sobre o meu povo foram, em maioria, roteirizados por não-indígenas, então estar nesse espaço, aprender a técnica desta linguagem é subverter, narrar modos do meu povo que não sejam estereotipados. Essa responsabilidade de estar no Lab Cena 15 me desafia e também causa muita alegria”, relata.
Para a artista Merremii Karão Jaguaribaras, “o Laboratório de Criação [em Artes Visuais] veio como uma oportunidade de ampliar e dar visibilidade aos processos criativos de nós indígenas, um espaço onde podemos dialogar sobre nossas práticas artísticas”, comenta.
Na zine, o público vai encontrar diversas temáticas expressas por meio das artes visuais e escritas. Como os desenhos do artista Junior Potyguara, que representa indígenas de diversos contextos e características. “Cabelos cacheados, olhos azuis, trazendo a quebra de estereótipos criados e sustentados por mentes colonizadas pelo preconceito de homens brancos”, antecipa o artista.

Já de acordo com a artista visual Byya Kanindé, “meu projeto puxa para as plantas medicinais, quero poder levar a importância que elas têm de curar”. O objetivo, segundo ela, é “desenvolver fotografias que levem a pensarmos como a espiritualidade está presente nas plantas”.

Outras perspectivas

Iago Barreto, arte-educador e um dos tutores da zine, destaca o processo de curadoria. “É um projeto que pensa o sonhar a partir da perspectiva de jovens indígenas, que ao semear aquilo que pensam enquanto dormem vão despertando outras pessoas do pesadelo colonial.” Para o curador, o público pode esperar de Mecunã Kérupi Ané “um convite a conhecer o mundo de 19 artistas indígenas em sua temporalidade, narrativas ecológicas, saberes ancestrais, possibilidades oníricas e utópicas”, analisa.

Nesta segunda edição, a Prismazine #02: Mecunã Kérupi Ané / Imagens de Povos Indígenas do Ceará reúne trabalhos dos artistas Acauã Pitaguary, Adriane Oliveira, Alleff Utah Itapewa, Barbara Matias Kariri, Byya Anacé, Fagner Gavião, Iago, Jenipapo-Kanindé, Jardel Potiguara, Jéssica Anacé, Junior Potiguara, Kaolin Tremembé, Lucas Kariri, Merremii Karão Jaguaribaras, Messi Tapuya Kariri, Rafa Anacé, Rapha Anacé, Rodrigo Tremembé, e Thaís Pitaguary.

Além deles, a organização foi realizada por Igor Cavalcante e Felipe Camilo, com Produção de Formações de Lia de Paula e design de Marina Mota. O projeto é uma realização do IFOTO, apoiado pela Secretaria Estadual da Cultura do Ceará, por meio do Fundo Estadual da Cultura, com recursos provenientes da Lei Federal nº 14.017/2020 – Aldir Blanc.

Sobre os artistas

BARBARA MATIAS – LAVRAS DA MANGABEIRA
Barbara Matias é indigena do Povo Kariri. Nasceu na comunidade do Marreco (Aldeia Marrecas) , Quitaius, Lavras da Mangabeira. Artista curiosa, transita entre as artes da cena, audiovisual e escrita. Sua prática é um caminho não-linear que usa a corpa como suporte para denunciar o memoricídio, “se-acontece” em diferentes plataformas artísticas para resgatar memórias originárias e recontar memórias nativas que foram apagadas devido o etnocídio/genocídio da nação Kariri. Doutoranda em Artes da Cena pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

MERREMII KARÃO JAGUARIBARAS – CANINDÉ
Militante indígena, agricultora, ambientalista, poetisa, artista visual. Graduanda em Sociologia na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab-CE). Na arte, preserva e promove saberes em diversas linguagens.

BYYA KANINDÉ – CANINDÉ
Indígena do Povo Kanindé de Aratuba (CE), zona rural, sempre morou na Aldeia. Ex-estudante da Escola Manoel Francisco dos Santos, estudante de Hotelaria no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) de Baturité, é membra dos grupos de jovens indígenas do estado do Ceará “Tamain, JIC” (Juventude indígena conectada), monitora do Museu Kanindé, artista visual, fazendo registros desde os 14 anos.

KARINE ARAÚJO – FORTALEZA
É experimentadora. Desde 2016 atua em Artes Visuais. Colabora na idealização da Carcará Foto Conferência e no Grupo Tamain (grupo com artistas indígenas de território cearense). Em seus percursos mais recentes, utiliza a arte como espaço e ferramenta de experimentação no processo de retomada de consciência da sua memória indígena.

DÉBORA ANACÉ – CAUCAIA
Tenho 23 anos e moro na reserva indígena taba dos Anacé. Sou fotógrafa indígena e pedagoga em formação. Faço parte de alguns coletivos indígenas e gostaria de destacar o Tamain, que é um coletivo de artistas indígenas do Ceará que sempre me incentivou muito.

JUNIOR POTYGUARA – MONSENHOR TABOSA
Indígena e natural da Serra das Matas, em Monsenhor Tabosa (CE), é residente na aldeia Vila Nova (zona urbana), periferia Alto da Boa Vista. É artista visual, utilizando técnica de desenhos coloridos com inspirações do sagrado e sentimentos livres esporádicos. Faz parte do coletivo Tamain de artistas indígenas do Ceará, onde expõe as lutas indígenas por meio da arte, retomada e protestos.

Amarrações Estéticas 
Com o objetivo de promover conexões entre os processos criativos desenvolvidos nos Laboratórios de Criação, o/as Amarrações Estéticas – como sugere o próprio nome – surge  para consolidar os atos criativos através de amarrações construídas a partir de diálogos entre os projetos em desenvolvimento, articulando-se em torno de eixos temáticos definidos a partir dos interesses comuns entre  as pesquisas artísticas.
A Escola Porto Iracema das Artes trabalha com o imaginário do mar em seus processos de construção do conhecimento. Assim, Amarrações Estéticas busca inspiração no repertório simbólico da cultura marítima. “Amarração” é o ato que consolida a atracação das navegações no cais dos portos e dá firmeza aos “nós” da rede de pesca. Portanto, uma metáfora que expressa os objetivos do programa, no sentido de atar os diálogos transdisciplinares das nossas práticas.

Sobre a Escola
A Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação do Governo do Ceará, instituição da Secretaria da Cultura (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há oito anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

SERVIÇO
O quê: Amarrações Estéticas reúne artistas indígenas de Laboratórios de Artes Visuais e Cinema em lançamento de zine
Quando: segunda, 21 de março, às 19h
Onde: Canal da Escola Porto Iracema no Youtube
Virtual e gratuito

MUSICANDO COM CRIANÇAS

Tapera das Artes implementa ensino de música em escolas públicas do município de Aquiraz com projeto Musicando com Crianças
Doze escolas receberão o projeto, beneficiando inicialmente um total de 1.500 alunos da rede pública de ensino
Uma educação integral de maneira holística e humana, com o uso da arte a partir de uma perspectiva musicada e que possibilita a integração da Escola com os matizes da cultura local. Esse é um dos objetivos do Programa Tapera das Artes de Cultura – Um Toque de Classe, uma parceria público-privada a ser formalizada entre a Associação Tapera das Artes e a Prefeitura Municipal de Aquiraz, que permitirá a inclusão do ensino de música para crianças nas escolas da rede pública do município a partir de março de 2022, beneficiando cerca de 1.500 alunos de doze escolas de ensino público fundamental. O lançamento do programa acontecerá na próxima quinta-feira, 24 de março, às 17h, no Teatro Tapera das Artes.
Com uma população de 80 mil habitantes e uma taxa de escolarização básica em crianças de 6 a 14 anos de 96,5%, o município de Aquiraz, onde fica localizada a Associação Tapera das Artes, será beneficiado com a tecnologia social construída pela equipe pedagógica da entidade, que conta com quase quarenta anos de experiência na formação integral, no desenvolvimento do potencial humano e no enriquecimento cultural de crianças, adolescentes, jovens e seus familiares.
As ações do programa serão iniciadas com o segmento “Musicando Com Crianças”, sob a direção do maestro Ênio Antunes, diretor artístico-pedagógico do Programa Tapera das Artes de Cultura. Com foco na Educação Coletiva de Música e formação Cultural, as ações do “Musicando com Crianças” terão como tema norteador “O regionalismo musical na cultura cearense”, buscando desenvolver o universo formativo das crianças por meio da música infantil, de cirandas, cantigas, ritmos e danças brasileiras numa imersão no processo formativo musical infanto-juvenil nas escolas públicas do município.
Segundo Ritelza Cabral, fundadora da Tapera das Artes e coordenadora geral do Programa Tapera das Artes de Cultura, o projeto será desenvolvido com alunos matriculados no 1º ao 3º ano, do ensino fundamental I, fomentando o diálogo comunitário na escola, valorizando os traços estéticos do cotidiano das famílias inseridas neste processo. A ideia é que o programa traga bons resultados já em seu primeiro ano de realização e seja um modelo que possa ser replicado em outros locais. Para além da questão pedagógica em si, Ritelza reforça que o Programa traz como objetivo colaborar com a formação humana das crianças participantes. “Em uma alusão à canção de Lenine, quando diz que nosso ‘Corpo pede um pouco mais de Alma’, faremos isso na oferenda musical da Tapera das Artes para as crianças das Escolas Públicas de Aquiraz: ofereceremos um processo formativo onde o Amor deve permear profundamente em cada ato”, afirma a coordenadora.
O projeto é uma realização da Tapera das Artes e Secretaria Especial da Cultura do Governo Federal, contando com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará;  apresentação da Frezenius Kabi; agradecimento especial à Enel; patrocínio do Grupo FAN, Casas Freitas, Freitas Varejo, MDias Branco, Dakota, Marquise, Ecofor, Usibras, Avine, Roca, Acal, Cerbras e Azul; apoio cultural do Festival Sete Sóis Sete Luas; correalização da Enartes, Imaginário – Centro de Pesquisa e Difusão da Arte e da Prefeitura Municipal de Aquiraz através da Secretaria de Cultura e Secretaria de Educação.

Como vai funcionar o Musicando com Crianças
A metodologia, de autoria do Maestro Ênio Antunes, traz uma proposição pedagógica norteando o encantamento das danças regionais, com afeto e atenção ao processo de aprendizagem e comunicação da criança em seu tempo, impactando no equilíbrio mental e psicológico, potencializando a escuta consigo mesma, com o outro e com o espaço; gerando autoconhecimento e autocuidado; e mantendo foco no processo de crescimento e desenvolvimento dessas crianças. Os participantes terão contato com técnicas da linguagem do canto-coral, flauta doce, percussão corporal e Instrumental Orff (modelo de referência na educação musical em vários centros de educação mundial pelo mundo), com um conteúdo ágil e de fácil assimilação, de forma lúdica, interativa, criativa e sustentável.
Serão quatro encontros mensais formativos e oito encontros mensais com aprendizes, organizados em momentos contrastantes com cada turma, formada por até 60 alunos, com a seguinte proposição: Encontros Formativo Semanais para Educadores, com linguagem técnica musical e vivências de formação musical específicas; Encontros Organizados com Canto-Coral & Percussão Corporal, com historicidade sobre autoria musical, literária com fomento a leitura, regional e período de criação, estreia da obra; Encontros com conteúdo desenvolvido em classe com Instrumental Orff e Pífanos ou flauta-doce com fomento à métrica/matemática; Vivências com foco na cultura, visitação do conteúdo desenvolvido nas aulas anteriores, uma revisão de conteúdo; Apresentação por meio de uma Mostra de processo do conteúdo estudado no mês; e uma Visita anual monitorada dos aprendizes das escolas ao Centro Cultural da Tapera das Artes, para atividades de vivências com professores, mestres, instrumentistas e artistas.
O projeto ainda prevê a formatura cultural dos alunos do “Musicando Com Crianças”, Encontro Anual de Planejamento Pedagógico, Encontro de Confraternização Artístico-Pedagógica & Sociocultural e um Institucional concerto de confraternização.

Impactos Positivos do Projeto
Segundo o maestro Ênio Antunes, o projeto prevê a redução de 10% na evasão escolar do público atendido; o aumento de 10% na proficiência em língua portuguesa e matemática dos estudantes; aumento de 10% na Aprovação das turmas atendidas pelo projeto; e frequência mínima de 90% nas aulas do programa. “Enxergar o que se vê, compreender o que escreve e lê, transcender o que sente, ouvir o que escuta e guardar o bem do outro. Acreditamos que a relação e a participação da Tapera das Artes na rede municipal de ensino de Aquiraz, com a parceria também com a Secretaria Municipal de Cultura, são fonemas que impactam diretamente no crescimento e desenvolvimento humano dos munícipes da cidade de Aquiraz, nos territórios a serem impactados”, destaca o maestro.

Sobre a Tapera das Artes
A música sempre foi a grande paixão de Ritelza Cabral, idealizadora da Associação Tapera das Artes. Em 1993, iniciou voluntariamente ateliês com 30 crianças e adolescentes oriundos de famílias de baixa renda do distrito de Tapera, no município de Aquiraz, ocupando as mangueiras de seu sítio. O trabalho logo criou corpo e em pouco tempo já existiam 60 crianças abrigadas nas sombras dos manguezais, e os sons dos pífaros repercutiam intensamente, encantando rendeiras, pescadores, agricultores e familiares dos pequeninos músicos.
O sucesso que o programa gerou na comunidade possibilitou em pouco tempo a sua expansão, propiciando nos anos seguintes a inclusão de novas ações educativas, com atividades voltadas para o desenvolvimento de diversas atividades artísticas. As mangueiras já não eram suficientes para abrigar os participantes e em 1996 os pequeninos estavam ocupando espaço apropriado na primeira sede da instituição. A partir daí foi possível a implantação de um programa pedagógico permanente, que gerou vários grupos musicais artísticos, dentre eles a Orquestra Bachiana Jovem de Aquiraz, criada com apoio do maestro João Carlos Martins, sob a regência do maestro Ênio Antunes. Outras conquistas merecem destaque: o Centro Cultural, parceria com a Fundação Vitae, e o Teatro Escola da Tapera das Artes, com recursos não reembolsáveis do BNDES; ambos oferecem ações formativas de relevância para a cultura no Estado do Ceará.
O compartilhamento é parte do DNA da Tapera das Artes, que desde sua fundação vem cumprindo um importante papel no seu território, município de Aquiraz, litoral leste do Ceará, propiciando a formação integral, desenvolvimento do potencial humano, suas competências e habilidades,  e o enriquecimento cultural de crianças, adolescentes, jovens e seus familiares, moradores da região, com a oferta de vários projetos e programas que têm como eixo central a música, mas que trabalham a formação do ser para posturas cidadãs ao longo da vida.
Em novo momento, Tapera das Artes ganha reforço no time de comunicação
A Associação Tapera das Artes, que possibilita a inclusão de crianças e jovens em ações educativas, com atividades voltadas para o desenvolvimento artístico no município de Aquiraz, ganhou um reforço no seu time de Comunicação e Marketing. O comunicador Aled Parry e a agência de publicidade Advance chegam para unir forças com a fundadora, Ritelza Cabral, o presidente Magno Miranda, a coordenadora de comunicação Gigi Borges e a agência de comunicação AD2M, responsável pela assessoria de imprensa. 
Com a parceria entre a AD2M e a Advance, um novo momento surge para a comunicação da Tapera das Artes, voltado para a prática de novas ideias e construção de imagem. A publicidade e o marketing ficarão a cargo da agência Advance, que chega em 2022 para somar junto à AD2M Comunicação, parceira antiga da Tapera das Artes em diversos projetos e que agora será responsável pelo relacionamento com a mídia e assessoria de imprensa da instituição. 
Como pontapé inicial, a Tapera das Artes recebeu todas as equipes de comunicação para um momento de confraternização, em fevereiro. Os novos parceiros puderam conhecer as instalações da instituição, e junto aos demais, apreciaram a apresentação do Grupo cênico-musical Catabum, formado por alunos da Tapera. 
Aled Parry conta que a Tapera das Artes está cada vez mais reconhecida como uma instituição de referência no ensino da música, sendo que este ano é especial pela celebração de quatro décadas de trabalho. “A instituição irá fazer 40 anos e estamos preparando, junto com a nossa fundadora e entusiasta, Ritelza Cabral, uma grande campanha de marketing e modernização da marca. Pretendemos avançar ainda mais em realizações de eventos de grande impacto cultural, além de movimentar os espaços como o teatro e a cafeteria”, destacou. 

SERVIÇO
Lançamento do projeto “Musicando com Crianças”, da Associação Tapera das Artes
Ensino de Música para Alunos da Rede Pública de Ensino de Aquiraz
Data: 24 de março de 2022
Horário: 17h
Local: Teatro Tapera das Artes (R. Antônio Gomes dos Santos, s/n - Centro, Aquiraz)

ENTREVISTA

Duda Beat investe em carreira internacional
Cantora pernambucana fez show em Fortaleza e deu entrevista para o DIVIRTA-CE

Consolidando seu sucesso na música brasileira, Duda Beat, se prepara para nova turnê internacional. fez show sábado em Fortaleza. A cantora pernambucana concedeu entrevista exclusiva para o DIVIRTA-CE falando sobre o início da carreira, formação acadêmica, política, as referências musicais e outros assuntos. Confiram.

DIVIRTA-CE - Você lançou este mês o clipe oficial de “Dar Uma Deitchada”, música que veio para representar o seu momento e de muitas outras pessoas que se sentem animadas e ao mesmo tempo cansadas. O que mais te anima, te deixa motivada, e o que mais "cansa a sua beleza" atualmente?
DUDA BEAT - O que mais me anima é fazer shows, fazer música, respirar arte, escrever canções e ver elas acontecendo. Isso me anima e me inspira muito. O que mais cansa a minha beleza é tanta coisa! Injustiça social, o atual governo, todas as notícias ruins que tivemos durante a pandemia, a desigualdade... Tanta coisa cansa a minha beleza, que me deixa triste.

DIVIRTA-CE - Você é de Recife, mas aos 18 anos, mudou-se para a capital fluminense, onde se graduou em Ciência Política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Como foi essa adaptação no Rio? Quando a música entrou em sua vida e você decidiu seguir a carreira artística?
DUDA BEAT - Como parte da família da minha mãe já morava aqui, em alguns momentos em vim para cá quando eu era adolescente, visitar minhas tias, já era muito apaixonada pelo Rio de Janeiro. Sinto que essa adaptação começou ainda na adolescência, foi quando comecei a ter amizade com o meu atual marido. Tudo isso fez essa adaptação, quando me mudei para o Rio aos 18 anos ser tranquila, porque eu já amava a cidade. Acho que a música sempre esteve na minha vida. Sou uma pessoa que amo música desde pequena. Era aquela criança que colocava "play-rec" para gravar as músicas que tocam na rádio. Sempre amei Spice Girls, Thalia Rita Lee, cresci ouvindo as músicas do Nordeste. O meu pai era um cara muito musical. Acho que a música sempre esteve presente em minha vida, desde criança. Muitos encontros na casa do meu avô, a gente cantando e tocando violão. Decidi seguir carreira aos 27, 28 anos, quando decidivser musicista, cantora e compositora. Foi quando comecei a escrever

DIVIRTA-CE - O que levou de experiência da sua formação acadêmica e como você vê a política atualmente? O Brasil tem salvação? Já escolheu algum candidato a presidente para as eleições deste ano?
DUDA BEAT - Com certeza o Brasil tem salvação. Eu acredito muito no brasileiro, um povo muito guerreiro, muito inspirador. Não votei nesse presidente, esse presidente não me representa em nenhuma esfera. Não concordo com a forma que ele conduz o país. Não gosto dele, mas tenho muita esperança no futuro, que um novo governo irá vir, que tudo irá começar a melhorar, que vamos ter igualdade social, vamos tirar o país novamente do mapa da fome, que entrou no Governo Bolsonaro, e tantas outras coisas que eu desejo para esse país que é tão maravilhoso, rico culturalmente, que tem um povo tão legal. O povo brasileiro merece ser feliz. Eu levo tudovda minha formação acadêmica. Somos todos seres políticos, fazemos política. A minha formação me deu uma base de comonser cidadã, como fazer nossa parte, como entender nossos direitos e tantas outras coisas que aprendi na minha formação musical, que eu vou levar para o resto da minha vida.

DIVIRTA-CE - Você ganhou o Troféu APCA de revelação de 2018 e teve o seu álbum de estreia incluído na lista dos dez melhores discos nacionais do ano da revista Rolling Stone. Como você analisa sua própria música? Esperava essa carreira meteórica de sucesso? Quais as suas influências musicais, quais artistas a Duda Beat mais ouve e admira?
DUDA BEAT - Eu amo minha música. Não faria nada diferente. A minha música é muito eu, reflexo da minha personalidade, é um diário, né? Eu sou essa pessoa, esse personagem, que existe dentro dela. Então a minha música me representa completamente. Tudo sonoramente que está na minha música. E eu acho que tem que ser assim. O artista quando ele escreve uma canção, ele tem que se agradar. Ele tem que querer cantar essa música para o resto da vida. Eu também tem uma coisa muito forte quando escrevo minhas músicas, que é olhar para elas e ver que as músicas irão envelhecer bem. Eu quero estar velhinha cantando essas músicas. Tudo é feito com muito amor, e de uma forma muito especial, e isso é maravilhoso. Eu esperava essa "carreira meteórica", porque acreditei muito no meu processo, confiei muito, eu tinha uma certeza dentro de mim, e tenho até hoje. Mas no início da carreira, tem uma coisa que eu falava muito nas entrevistas que eu sabia que seria uma carreira de sucesso. Eu tinha uma certeza muito forte no meu coração. Iria ser uma coisa nova, uma música a frente do tempo, porque eu sou essa pessoa. A minha música é um reflexo muito forte e verdadeiro de mim e também tem muita verdade. E quando fazemos as coisas com verdade, se tornam um sucesso. E acho importante a gente acreditar na gente, isso não é ser metido, é acreditar no nosso processo e ver que isso vai reverberar, e tudo isso é muito bonito. Escuto muita coisa! Ritmos do nordeste, ritmos pernambucanos, maracatu, frevo, baião, forró, pagodão. Artistas também são muitos, é Caetano, Gil, Djavan, Ivete Sangalo. É o que acontece agora, a Anitta, Pablo Vittar que é uma grande referência para mim. Eu acho ela um acontecimento! Tem tantas coisas maravilhosas que tem no país, Lenine por exemplo. E de fora, Lady Gaga, Rosali, acho artistas exemplares, acho elas maravilhosas e admiro muito.

DIVIRTA-CE- Você está com uma turnê internacional cada vez mais próxima. Quais países você irá passar? Quais as expectativas? Algum outro projeto para esse ano que queira divulgar?
DUDA BEAT - Vou para Londres, Paris, Espanha, em Madri e Barcelona, Berlim, vou para Portugal. Fui em 2019 para alguns destes lugares e volto agora com meu técnico de som, mais banda, e para um artista independe isso é uma conquista maravilhosa. A gente está sempre construindo, tijolo por tijolo, e ver que vai acontecer é muito bonito. Eu tô muito animada, a expectativa está lá no alto, muito empolgada de ver meus fãs brasileiros que moram fora. É muito legal os shows lá fora, porque os brasileiros sempre levam os amigos daqueles países, e essas pessoas te olham com tanta atenção, sabe? É um reencontro deles com a nossa língua. Estou muito feliz. Tem muita coisa para divulgar. Lancei um disco "Te amo lá fora" que estou começando a fazer shows da turnê agora. Tem feat chegando, clipes, Rock In Rio no final do ano, e tantas celebrações, estou muito feliz de ir para lugares que nunca fui, tanto dentro do Brasil quanto fora. Acho que os projetos são esses, vou colocar meu bloco na rua e celebrar o reencontro com meus fãs.

POR FELIPE PALHANO

PESQUISA

Os 10 influencers que mais lucram com o Instagram
Estudo revela que a remuneração por post no Instagram chega até R$8 milhões

O Instagram é uma das principais redes sociais do mundo, sendo a 3ª colocada entre todas as redes sociais mais usadas - somente atrás do Facebook e Youtube.
Com de mais de 1 bilhão de usuários, e um tempo médio gasto no aplicativo de 29 minutos por dia, o Instagram se tornou uma ferramenta importante para as marcas divulgarem os produtos e serviços.
Aqui temos os influencers, perfis que podem atingir centenas de milhões de seguidores, e que pode faturar mais de R$8 milhões por um único post divulgado na rede.
É o que releva um estudo divulgado pela plataforma CupomValido.com.br que reuniu dados da Statista e Hopper, sobre a remuneração dos influencers.
O jogador de futebol Cristiano Ronaldo é o perfil que tem o custo por post mais caro no mundo. Para anunciar, as marcas precisam desembolsar R$8.020.000 por post.
Em segundo lugar está o ator Dwayne Johnson (mais conhecido como “The Rock”), que cobra me média R$7.615.000 por post.
Já na terceira colocação, está a cantora Ariana Grande, com um faturamento de R$7.550.000 por post.

Ao analisarmos o topo do ranking, encontramos um padrão: a grande maioria são cantores, celebridades ou atletas. Por aparecerem mais na mídia, estas personalidades passam a ser reconhecidos mundialmente, e com isso conseguem agregar com maior facilidade uma maior quantidade de seguidores.

Porém, a quantidade de seguidores não é o único fator levado em consideração para a precificação de um post na rede. Uma métrica bem utilizada na indústria para analisar o real valor entregue, é o fator de engajamento – quantidade de seguidores que curtem e comentam cada post publicado. Assim, é possível encontrar perfis com uma quantidade de seguidores menor, mas com um valor maior cobrado por post.
Remuneração por post no Brasil

O Brasil é o 3º país que mais utiliza o Instagram (só atrás da Índia e Estados Unidos), e já existem muitos influencers que vivem somente da remuneração da rede social.
Segundo o estudo, no Brasil a remuneração média por post inicia com R$50 para perfis com 1.000 a 5.000 seguidores. Para perfis com 20.000 a 100.000 seguidores o valor cobrado por post sobe para R$1.000 a R$10.500. Por fim, para perfil com mais de 1 milhão de seguidores, o valor por post se inicia a partir de R$75.000.
Ao levar em conta somente os brasileiros, o Neymar está em primeira colocação cobrando em média R$4.120.000 por post no Instagram. O Ronaldinho Gaúcho está na segundo posição, com um faturamento de R$1.505.000 por post. O ator Caio Castro recebe em média R$750.000 por post, e está na terceira posição. E por fim a Camila Coelho e Gracyanne Barbosa, cobram em média R$150.000 e R$120.000 por post, respectivamente.

Fonte: Statista, CupomValido.com.br, Hopper

Confira o infográfico completo abaixo:

MÊS DA INCLUSÃO

Shopping Benfica promove programação especial pelo Dia Internacional da Síndrome de Down

Uma programação diversificada em alusão ao Mês da Inclusão será realizada pelo Shopping Benfica, de sábado (19/03) até segunda (21/03), data em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down.  Oficinas, lojinha de artesanato, apresentações artísticas e rodas de conversa serão realizadas com intuito de conscientizar a população sobre a inclusão e promover a discussão de alternativas para aumentar a visibilidade da síndrome e de seus portadores.

Com acesso gratuito, neste sábado, dia 19, das 10h às 22h, o público poderá visitar a lojinha do evento Down, que estará montada no 1° piso do Shopping Benfica até segunda-feira, dia 21. No local, durante todo o sábado, haverá também serviço de Massoterapia e aferição de pressão e glicemia. À tarde, no 1° piso, haverá contação de histórias com Luiza Torres e roda de conversa sobre o tema “Amor e família: a terapia inicial para o sucesso de todos!” Já na praça de alimentação, a partir das 16h30, terá aula de zumba e apresentações de aulas de karatê, ballet Infantil e coral com participação de jovens e adultos.

No domingo, dia 20, das 10h às 22h, o Shopping Benfica segue com a programação especial no 1° Piso, com os serviços de Massoterapia e aferição de pressão e glicemia. Neste dia, a lojinha do evento Down contará também com pinturas feitas por artistas portadores da Síndrome de Down. Já no período da tarde, das 16h às 18h20, o shopping realizará roda de conversa no canal da Taurus Engenharia no YouTube com temas relacionados à sexualidade, conquistas, inclusão, capacitismo, entre outros. 

Na segunda-feira, dia 21, data em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, o Shopping Benfica estará com a lojinha do evento Down aberta no 1° Piso, para visitação das 10h às 22h, com exposição de telas feitas por artistas portadores da Síndrome de Down. No mesmo local, das 16h às 18h20, haverá rodas de conversas sobre os temas: “A atuação do Ministério Público na defesa e garantia dos direitos das pessoas com deficiência", “Empregabilidade e geração de renda para pessoas com T-21” e "Inclusão e cidadania: como cumprir esse dever rotineiramente com espontaneidade”.

Já na praça de alimentação do Shopping Benfica, das 16h às 18h, o público vai conferir uma exposição de telas e artistas plásticos pintando ao vivo. Logo depois, às 18h30, haverá o recital “Cordel da LBI - Lei Brasileira de Inclusão” de autoria de Tião Simpatia feito para a Pastoral da Pessoa com Deficiência. Na sequência, uma apresentação de bailarinos do Conservatório Cearense de Dança abordando o tema “Prevenção contra a IST - Infecções Sexualmente Transmissíveis”. A programação encerra com apresentação do músico Luiz José com o seu cavaquinho de seis cordas.

A programação em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down faz parte das ações de responsabilidade social do Shopping Benfica em parceria com diversas instituições de Fortaleza, entre elas, a Associação Fortaleza Down, o Estatuto das pessoas com Deficiência – Acrísio Sena, a Associação Existir e a Taurus Engenharia.

Funcionamento feriado 

Além da programação alusiva ao Mês da Inclusão, neste sábado (19/03), Dia de São José, o Shopping Benfica terá funcionamento normal, das 10h às 22h, nas lojas, quiosques e na praça de alimentação. Já os Mercadinhos São Luiz estarão abertos das 7h às 21h e a bilheteria dos Cinemas Benfica das 12h15 às 20h15. Mas, a Lotérica e os serviços de clínicas e laboratórios estarão fechados.

SERVIÇO

Programação em alusão ao Mês da Inclusão no Shopping Benfica: De 19 a 21 de março, das 10h às 22h, no 1° Piso e Praça de Alimentação do Shopping Benfica (Av. Carapinima, 2200 – Benfica – Fortaleza/CE). Acesso gratuito e mediante uso de máscara e apresentação do passaporte de vacina contra Covid-19. Toda a programação pode ser conferida no site www.shoppingbenfica.com.br.  

NOVA BOATE NO PORTO DAS DUNAS

Noite do Flashback inaugura a Aquário Beach Club no Hotel Santuário das Águias
Você que sente saudades dos tempos de tertúlias e das festas das antigas, no próximo sábado (19.03), a partir das 19h, haverá a abertura da NOITE DO FLASHBACK – SOFT OPENING, no Porto das Dunas (CE), o Aquário Beach Club, do Hotel Santuário das Águias.
O local tem a vista mais bonita da praia, uma ótima estrutura e muito conforto. Na sexta-feira, a partir das 19h30, sempre haverá o Luau no Mirante, com Joelder Sax. No sábado, a noite começa no Lounge do Mirante, das 19h às 22h, com Carol Damasceno & Banda. Depois, a festa continua no Aquário Beach Club, com o Disco Time de Dj Julinho Lemos, do Amnésia, das 22h às 01h.
Vale saber que o Hotel Santuário das Águias está oferecendo um Pacote de Final de Semana na diária, de sexta a domingo. Os clientes que quiserem beber e dormir no hotel com tranquilidade a hora é essa! Assim, também, podem desfrutar do amanhecer nessa praia maravilhosa. As experiências dentro do hotel, em nossos ambientes, como piscinas, mirante, gastronomia e, no seu entorno, nas dunas, praias e rios são sensacionais.

PROGRAMAÇÃO
19/03 (Sábado)- Super atrações:
-Carol Damasceno & Banda – Aquecimento - 19h às 22h;
-Dj Julinho Lemos, do Amnésia – Disco Time – 22h às 01h.
Venha e convide seus amigos (1º. Lote):
Homem R$ 150,00;
Mulher R$ 100,00.
Obs.: O valor de R$ 100,00 por pessoa (intransferível) será revertido consumação.
Vendas limitadas (100 pessoas)/Vendas antecipadas.
PACOTE DE FINAL DE SEMANA
Diária a partir de R$ 879,00, de sexta-feira a domingo.
Entrada franca no Aquário Beach Club!
Obs.: Pulseira na recepção.
Consulte as reservas: 85 99165-9803.
Hotel Santuário das Águias/ Aquário Beach Club
@hotelsantuariodasaguias
Reservas: 85 99165-9803
https://hotelsantuariodasaguias.com.br/

ENTREVISTA

40 ANOS DE MUITA MOLECAGEM
Carri Costa celebra 40 anos de carreira em 2022 e faz apresentação especial nesta quinta no Theatro José de Alencar, da peça "Tita e Nic"
Um dos maiores atores e diretores de teatro na nossa geração no Ceará, o espetacular Carri Costa, está comemorando em 2022 seus 40 anos de carreira. Ele apresentou quinta em Fortaleza, no Theatro José de Alencar, nesta quinta às 19h30, os 24 anos da peça "Tita e Nic", com sua Companhia Cearense de Molecagem, em sessão gratuita que está com ingressos esgotados, e se prepara para gravar duas temporadas de "Cine Hollyúdi", da TV Globo. Em entrevista para O DIVIRTA-CE, o cearense conta toda a sua carreira, os filmes que irá lançar, uma nova série da Netflix, e fala da reabertura do Teatro da Praia que acaba de receber um incentivo de 250 mil reais do Governo do Estado para reabrir na Avenida Monsenhor Tabosa. Confiram.
DIVIRTA-CE - Quais as reflexões que você faz desses 40 anos de arte? Como surgiu o interesse e como foi o início da carreira de ator?
CARRI COSTA - Antes de fazer toda essa comemoração, eu estava refletindo sobre porque os artistas celebram 40 anos de carreira. O médico não faz isso, o engenheiro também não, mas o artista faz. Que diferenças são essas? Nós vamos para a história da cultura no nosso estado, e percebemos que o grau de dificuldade que um ator, uma atriz, de qualquer pessoa relacionada com as artes cênicas e outras linguagens artísticas. Como é difícil sobreviver e fazer a opção clara de permanecer no Ceará, exercitando, fazendo, produzindo a arte e a cultura. Eu comecei como todos os artistas, morando numa região periférica, sem muita formação e informação, numa década de 80 do século passado. O local onde eu estava era complicado e de onde eu vim era mais complicado ainda. Optar por algo que você não teve muita referência, é sinal que alguma coisa está latente, é real dentro de você. Não é uma dúvida ou fantasia. O teatro, as artes cênicas, sempre foram muito reais para mim. Por isso eu acho terrível quando você subestima ou quando você não acredita na pessoa que está começando a fazer teatro, quando você é um amador. Acho essa palavra linda, e muitas vezes gera muito preconceito. Eu não fui diferente dos artistas comuns. Eu aprendi na prática, fazendo. Quando não tinha espaço, eu corria atrás para o espaço acontecer, para viabilizar aquilo que eu achava interessante. E logo no começo, quando eu fazia teatro de bairro, eu aprendi tudo. Mesmo não tendo acesso a literaturas, oficinas, cursos, o exercício artesanal e intuitivo do fazer teatral era uma coisa que emanava de dentro para fora de forma concreta, forte, e isso vai se desenvolvendo. Você vai vivendo um dia após o outro com esse ideal, esse pensamento. Eu sempre tive uma relação muito explícita com a humanidade, com aquilo que nos torna humanos. A minha relação com o popular, com os direitos humanos e com a parte mais sensível, provém disso, de uma época de abertura, vem dessa juventude militante que fiz parte. Do movimento religioso, católico, onde abrimos discussões para entendimentos, onde produzíamos ações culturais ligadas a Pastoral da Juventude, Teologia da Libertação, movimentos que tinham uma consciência popular e compatível com a época da abertura política também. Isso me fez ter a clareza e optar por caminhar por essa trilha. Com o tempo fui me aperfeiçoando com a literatura teatral. Me deparei com o curso de artes dramáticas da Universidade Federal do Ceará e ali eu entendi o que eu queria e o que eu não queria. Muitas vezes o universo acadêmico impõe uma determinada boçalidade que é estranho para quem está no meio das artes. A arte é libertadora, o teatro é isso. Ele é alma, sentimento, emoção. Não é que o universo acadêmico não nos diga isso. Mas essa ideia de querer apresentar a arte de forma mais complexa, dificulta muito a aproximação do popular. Apesar do universo acadêmico beber do popular, ele decodifica, sintetiza e muitas vezes repassa de maneira muito complexa. Eu optei por comédias, sátiras, e aquilo me bastava. Meu universo dentro desses 40 anos foi no bom humor, na boa comédia. Quando digo boa, é aquela comédia que tem a consciência do seu tempo. Uma comédia que denuncia, anuncia, que critica, satiriza. Uma comédia dentro das realidades. Isso me tornou uma pessoa mais inteligente, atuante, marcante, mais posicionada. Esse é o grande ensinamento que o teatro me passou. É saber viver dentro desse universo e para esse universo da realidade, do que é mais humano. Sempre tem momentos complicados, porque quando você enveredar por essa arte, sabe que vai ser privado de muitas coisas, vai se privar de muitas coisas também. Quando você tem uma consciência mais crítica, você sabe para onde quer ir. Eu sempre quis ser um ator da minha cidade para a minha cidade. Essa coisa do sucesso, da fama, sempre me soou como uma grande bobagem, futilidade. Lógico que todos nós queremos ser conhecidos, queremos ser apreciados e que nosso trabalho seja admirado, como qualquer profissional. Mas é muita luta, principalmente porque na época que eu comecei não existiam recursos públicos direcionados para quem estava começando, o dinheiro era muito mais voltado para os amigos do poder da área cultural. Com a democratização dos recursos através dos editais, as coisas melhoraram.
DIVIRTA-CE - Fale da sua formação, da preferência pela comédia, os altos e baixos da carreira e momentos marcantes. Comente algumas situações inesquecíveis ou inusitadas.
CARRI COSTA - Sempre tem momentos complicados, porque quando você enveredar por essa arte, sabe que vai ser privado de muitas coisas, vai se privar de muitas coisas também. Quando você tem uma consciência mais crítica, você sabe para onde quer ir. Eu sempre quiser ser um ator da minha cidade para a minha cidade. Essa coisa do sucesso, da fama, sempre me soou como uma grande bobagem, futilidade. Lógico que todos nós queremos ser conhecidos queremos ser apreciados e que nosso trabalho seja admirado, como qualquer profissional. Mas é muita luta, principalmente porque na época que eu comecei não existiam recursos públicos direcionados para quem estava começando, o dinheiro era muito mais voltado para os amigos do poder, da área cultural. Com a democratização dos recursos através dos editais, as coisas melhoraram. Tive tantas situações inusitadas nesses anos. Teve situações engraçadas, outras tristes, coisas que a gente nunca espera que aconteça. Como fazer teatro para uma pessoa só, fazer teatro para duas mil pessoas, um cenário que vai em cena, no "Tita e Nic" aconteceu isso, o pano de fundo todo arriou. Animais que entram no meio do palco como gato, cachorro, sapo. Nesses 40 anos eu sempre estive nos palcos, acho que nesse tempo fui o artista cearense que mais esteve em cartaz. Daí você tira a quantidade de coisas que eu já vivi, de se apresentar na boléia de um caminhão, ou alguém que interrompe uma apresentação de um espetáculo de teatro de rua, provocando uma briga com outra pessoa e eu separando. Tudo isso é muito maluco.

DIVIRTA-CE - Você teve um longo processo de desmonte do Teatro da Praia, um dos primeiros locais culturais da Praia de Iracema. Inclusive dirigiu até um documentário sobre isso. A pandemia contribuiu muito para o fechamento, assim como a falta de ajuda ou incentivo dos governos? Você irá abrir o Teatro da Praia em outro local? Como está essa reconstrução e onde será o novo ponto cultural?
CARRI COSTA - Nesses 50 anos eu tive a experiência de fazer dois teatros. Logo no começo da minha carreira, no bairro da Piedade, fazíamos teatro de bairro e fiz o chamado Teatro Galpão. Pedi ao padre, diretor do Colégio Salesiano, para ocuparmos uma serraria que estava desativada, fazer encenações, e ele topou. Foi a primeira vez que montei um teatro. Foi uma experiência muito legal, fiquei fazendo teatro oito anos para os moradores do bairro e fazíamos um movimento cultural gigantesco. O tempo passou e veio o Teatro da Praia, que existe há 29 anos. Ano que vem serão três décadas! Nós começamos o Teatro da Praia de uma maneira muito inesperada. Foi uma descida na ladeira, uma olhada para aquele galpão desocupado, o estalo de ligar para o proprietário com o telefone que estava na porta, e surgiu essa possibilidade de fazer um espaço cultural onde fosse a sede da Companhia Cearense de Molecagem, e onde eu iria morar, porque não dava para alugar casa e teatro. Eu morei nós fundos do Teatro da Praia, na base da economia mesmo. Foram 29 anos de uma luta constante. Por conta disso eu me considero o esmoléu do teatro cearense. Fui de porta em porta sempre pedir. As horas que fiquei esperando na porta de secretários de cultura, tanto do estado, quanto do município, somariam boa parte desses anos. Fui a empresários, instituições particulares, e na maioria das vezes nunca ganhamos nada, um apoio. O Sesc foi um grande parceiro do Teatro da Praia por muito tempo e me orgulho muito disso. As secretarias de cultura nunca foram nossos grandes parceiros. Toda vez que corríamos atrás e conseguíamos algo era através de editais, de serviços prestados. Mesmo com essas dificuldades, o Teatro da Praia insiste, ele é responsável por uma parcela muito significativa da cultura teatral do nosso estado. Pode ser até pretensão da minha parte, mas é uma realidade. Quando criamos o Fesfort (Festival de Esquetes de Fortaleza) que serviu para escoar toda a criatividade dos atores cearenses, e aconteceu durante 21 anos. Conseguimos que ali fosse um ambiente de experimento, muitos atores, diretores, produtores, surgiram daquele movimento. Grandes atores de renome nacional passaram pelo Festival, como Gero Camilo, Silvero Pereira, como o Grupo Bagaceira e outros tantos. Todos os anos não houve nenhuma paralisação no Teatro da Praia que não fosse para fazer reparos. Ameaçamos fechar várias vezes e sempre pedimos ajuda e conseguíamos manter aberto. Começamos na Rua Senador Almino 227, quatro anos depois passamos para Rua José Avelino 662, e agora, diante de tudo que aconteceu, começou nosso dilema, quando os proprietários pediram o imóvel, que estava alugado há 27 anos. Começou uma grande luta para não sair do local, para conseguir tentar comprar, e não conseguimos. Em 2021 o telhado do Teatro da Praia desabou e foi a pá de cal e tivemos que sair do espaço. Imediatamente fomos atrás de outro local, na Avenida Monsenhor Tabosa, 117, aluguei um espaço que não é teatro, era uma agência bancária, mas que iremos transformar no Teatro da Praia. Estamos aguardando um recurso que irá sair pelo Governo do Estado, em ato que o governador assinou em setembro do ano passado. Estamos esperando esse recurso para montar o palco, comprar cadeiras, poltronas, montar iluminação, sonoplastia, fazer bilheteria, recepção, construir banheiros, tudo aquilo que um espaço cultural pode ter. Queremos fazer um espaço multi uso com um café na entrada, uma galeria de arte.
DIVIRTA-CE - Uma apresentação especial da peça "Tita e Nic", o maior sucesso de sua Companhia Cearense de Molecagem, acontecerá esta semana no Theatro José de Alencar. Esta sátira é um dos espetáculos teatrais com mais tempo em cartaz no Ceará, com grande sucesso de público. Como você analisa o gosto do cearense para o teatro? Está sempre ligado ao humor? É um prazer fazer a mesma peça durante mais de uma década? Quais as transformações do espetáculo que satiriza o filme Titanic ganhou ao longo do tempo?
CARRI COSTA - Antes do "Tita e Nic", fizemos muitas experimentações, fizemos muitas comédias. Até que veio o espetáculo que é uma sátira ao filme Titanic, mas é muito mais uma sátira ao nosso jeito, com a nossa forma de ser. Eu coloco o cearense em cima do palco e tenho muito orgulho disso. De maneira jocosa mas de um jeito responsável, ético, porque a gente é um palhaço. O "Tita e Nic" comemora esses 24 anos, mais de duas décadas de história, com um público de mais de 1 milhão e 200 mil pessoas. No Theatro José de Alencar iremos fazer a apresentação de número 2020. O Teatro da Praia deve muito ao "Tita e Nic", pois sempre trouxemos um público muito bom e os recursos que entravam ajudava a manter o espaço. A peça conseguiu viajar para mais de 12 estados. Onde quer que a gente vá, as pessoas vão assistir com uma certa curiosidade, e sai de lá muito satisfeito com o que assistem. Comemorar esse período de apresentação é um prazer, porque é um dia espetáculos com mais tempo em cartaz no norte e nordeste do Brasil.
DIVIRTA-CE - O filme cearense "Cabeça de Nêgo", que você participou, ganhou o prêmio de melhor filme brasileiro pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema e você irá fazer a segunda temporada da série "Cine Hollyúdi" na Globo. Fale um pouco da sua carreira no audiovisual. Depois de tantos anos de carreira no teatro, como é ser um "global"? Tem novos projetos na TV ou no cinema além destes?
CARRI COSTA - Quando eu decidi não realizar mais o Fesfort eu ganhei esse presente que foi fazer a série "Cine Hollyúdi". Foi surpreendente, um aprendizado enorme. Eu sempre fiz pontas no audiovisual, em filmes e longas fiz participações. Nos anos 90 fazíamos muitos vídeos em VHS, contando histórias. O Pedro Lima Verde é uma pessoa que me ensinou muito, já falecido mas um grande diretor. A primeira participação num longa metragem minha foi em "O Quinze". Logo na sequência participei de outros como "Onde Anda Você?", de Sérgio Rezende. Gravei para a TV Cidade nos anos 90 um programa que foi um sucesso de audiência, fui um repórter de rua com um personagem, eu fazia matérias na rua, que era o "Armando Rede", que me deu uma bora relação com a câmera e público, os comerciais de TV também me ajudaram muito. Até que veio a gravação do Cine Hollyúdi que foi maravilhoso. Você estar na Globo, uma das maiores emissoras da América Latina, estar no.meio de pessoas que tem uma experiência gigantesca no audiovisual, não teve escola melhor. Foi fantástico gravar a primeira temporada. Quando terminei fiz um teste para o "Cabeça de Nêgo", consegui passar e não sabia que esse filme seria um grande sucesso do diretor Déo Cardoso. Eu tive muito prazer em fazer um diretor corrupto, a primeira vez que fiz algo não ligado ao riso. Logo depois fui chamado para fazer "Bem Vindo a Quixeramobim", um filme dirigido pelo Hálder Gomes também (diretor de Cine Hollyúdi), com Edmilson Filho protagonizando, e deve ser lançado agora no segundo semestre nós cinemas. Também fui chamado para fazer uma série da Netflix, que é " O Cangaceiro do Futuro", gravamos no final do ano passado, também direção do Hálder Gomes, e acho que irá sair no streaming ainda esse ano. Agora estou viajando no final desse mês para gravar a segunda e terceira temporadas do "Cine Hollyúdi", depois de ficar um tempinho parado por conta da pandemia. Vou ficar até dezembro gravando lá nos Estúdios Globo. Também gravei um curta meu, isso não falei para ninguém, uma comédia que se chama "Xibiu", com a turma bacana da Black Jack Filmes, gravamos em tempo recorde. Fizemos um curta mas vamos trabalhar os editais para transformar esse projeto em longa metragem ou série.
DIVIRTA-CE - Para você, o que mudou no Carri Costa e na cultura durante esses 40 anos de carreira? O que te deixou triste e feliz?
CARRI COSTA - O Carri mudou muito, viu?  Acho que estou mais tranquilo, eu era muito ansioso. Eu trabalhei demais, agora quero trabalhar de menos. Foram dezenas de espetáculos, adultos, infantis, foram dezenas de produções, foi 21 anos de um festival, 24 anos de "Tita e Nic", e as outras comédias como "Loucuras de Amor", "As Vizinhas", "Mal Assombro", "Albergue Bróder", "Cacos de Família". São 40 anos de grandes produções, agora quero trabalhar um pouco menos. Eu chego nos meus 56 anos e quero mais tranquilidade. Sobre a Cultura, acho que estamos em outro patamar de produção. Antes a gente trabalhava de forma mais artesanal, as lutas para que tivéssemos mais condições do poder público investindo em produções locais deram frutos mas não foi suficiente. Essa luta não pode parar. As novas gerações tem que aprender a lutar também. Tem que ter coragem, o enfrentamento tem que ser constante. Confesso a você que é estranho ver as pessoas da sua geração que lutaram juntos, algumas assinem o poder e não reconhecem os que batalharam contigo. Vestir a camisa do poder público é uma coisa estranha para mim. Bola pra frente, que venham mais 40 anos!

POR FELIPE PALHANO