Mostras Videografias Performativase Entre Performancesse iniciam nesta quinta-feira (2), no Centro Dragão do Mar
Tem início, no dia 2 de agosto, aMostra Videografias Performativas, na Multigaleria doCentro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Reunindo setevideoperformances de diferentes artistas cearenses, a mostra segue até dia 19 de agosto. Paralelamente, será realizada aMostra Entre Performances, que, nos dias 2, 3, 4, 10, 11 e 12 de agosto, apresenta doze performances distribuídas ao longo dessas datasem vários espaços do Centro Dragão do Mar e entorno. Toda a programação égratuita.
As duas mostras estão na terceira edição e são compostas por projetos
artísticos selecionados pelos Editais Culturais 2018/2019 doInstituto Dragão do Mar. São uma programação, portanto, daTemporada de Arte Cearense(TAC).
A Mostra Videografias Performativas começa às 18h destaquinta-feira(2), com a abertura da Multigaleria. Às 19h, é a vez da Mostra Entre Performances iniciar com a performance “Guttur”, deMarta Aurélia e A Pessoa Bob,dentro da Multigaleria. Em seguida, às 19h30,Ari Areia, do Outro Grupo de Teatroapresenta “Expurgo”. A noite de abertura das mostras se encerra com o show da bandaA Fera Neném,
às 20h, com um resgate histórico ideológico da cena disco, nas décadas
de 1970 e 1980. A banda foi selecionada dentro do programa Dragão
Instrumental, da TAC.Essas duas últimas apresentações – Expurgo e A Fera Neném – serão realizadas em frente à Multigaleria.
PROGRAMAÇÃO
Abertura das mostras Dia 2 | Quinta-feira
18h – Abertura da Mostra Videografias Performativas | Multigaleria
19h – “Guttur”, de Marta Aurélia e A Pessoa Bob| Multigaleria(Entre Performances)
19h30 – “Expurgo”, de Outro Grupo de Teatro| Em frente à Multigaleria(Entre Performances)
20h – Show da banda A Fera Neném | Em frente à Multigaleria
Mostra Videografias Performativas
De 2 a 19 de agosto, na Multigaleria
Abertura
dia 2, às 18h. De 3 a 19 de agosto, visitação de terça a domingo, das
14h às 21h (com acesso até das 20h30). Acesso gratuito.
Videoperformancesem cartaz
"Era", de KlangoPreá
"Economize", de Abu
"Pontos Terminais Emaranhados", de Ruy Cézar Campos
"Exumação", de Thales Luz e Diogo Braga
"Territorialidades", de Humano
"Água Preta", de Wellington Gadelha
"Metendo a boca", de Ricardo Tabosa
Mostra Entre Performances
Dia 3 | Sexta-feira
19h - "Transpassar", de Gabriela Jardim e Tatiana Valente
Espaço Patativa e entorno
Dia 4 | Sábado
19h - "Transpassar", de Gabriela Jardim e Tatiana Valente
Espaço Patativa e entorno
Dia 10 | Sexta-feira
15h - "Romeiro", de Lívio do Sertão
Percorre o Dragão do Mar e segue até a Igreja do Rosário, na Praça dos Leões
17h - "Fardos", de Jefferson Skorupski
Percurso se inicia na calçada do Seminário da Prainha e termina em frente ao Teatro Dragão do Mar
Shakira lança sucesso "Clandestino", com Maluma, no Youtube
Com sua mais recente parceria, “Clandestino”, já desfrutando do
sucesso nas playlists e rádios de todo o mundo, Shakira e Maluma revelam
o videoclipe da faixa.
Filmado em locações na costa espanhola, o cinematográfico vídeo foi
dirigido pelo colaborador de longa data de Shakira, Jaume De Laiguana.
"Clandestino" marca a terceira colaboração de Shakira e Maluma, após
os sucessos "Chantaje" e "Trap". Com um mês de lançamento, “Clandestino”
gerou 48 milhões de streams e chegou a 32 charts do Spotify Top 50 em
todo o mundo. Nas rádios, a música se destaca como a canção
internacional número 1 no Brasil, além de ocupar o Top 20 na Argentina,
Costa Rica, Colômbia, México, República Dominicana, Guatemala e Panamá.
A última colaboração dos colombianos, “Chantaje”, recebeu mais de 2.2
bilhões de visualizações no YouTube e alcançou o topo da parada “Hot
Latin Songs”, da Billboard. A faixa fez parte do último álbum de
Shakira, “El Dorado”, que também lançou os sucessos “La Bicicleta”, com
Carlos Vives, “Deja Vu”, com Prince Royce, “Me Enamoré”, “Perro Fiel” e
“Trap”.
“Clandestino” foi escrita e produzida por Shakira, Maluma e pelo
premiado produtor Édgar Barrera, três vezes vencedor do Grammy Latino.
A cantora virá ao Brasil para duas apresentações, a primeira no dia
21 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo, e a segunda no dia 23,
na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
Artista plástico Campelo Costa faz retrospectiva da sua trajetória na Galeria Vestigium
Com abertura no dia 9 de agosto, a exposição conta com 40 obras
divididas em temas relacionados à trajetória do artista
“O desenho
é a única linguagem que não necessita de tradução”. A frase é de Campelo Costa,
que comemora 50 anos de sua primeira mostra individual com a exposição “Campelo Costa: traços de um percurso artístico”, de 9 de agosto a 6 de setembro, na Galeria Vestigium. A mostra tem a curadoria de Roberto
Galvão e reúne 40 obras recentes do desenhista.
Registros de memórias
da infância no sertão, de visões de paisagens urbanas colhidas nas viagens do
artista pelo mundo e cenas de festa imaginárias norteiam as obras expostas por Campelo
Costa. Perito em desenhos
de campo, registra tudo o que vê com lápis e papel, não utilizando câmeras
fotográficas. À maneira dos artistas viajantes dos séculos passados, em pleno
século XXI, Campelo é um rabiscador incansável das cidades que visita, da gente
que vê, dos bares que frequenta. Os traços de seus desenhos são verdadeiros poemas
visuais que, ao mesmo tempo, são registros de instantes, experiências e conhecimentos
adquiridos ao longo de sua história de vida.
O surgimento de seu
trabalho na década de 60 impressionou e causou um grande impacto no universo intelectual das artes
plásticas no Ceará, obtendo em três anos seguidos o primeiro prêmio de desenho
do Salão de Abril (1966, 1967 e 1968). A exposição “Campelo Costa: traços de um percurso artístico”marca os 50 anos de sua primeira mostra individual, realizada em 1968.
Na abertura, dia 9 de
agosto, às 19 horas, será
lançado também o catálogo da exposição, que apresenta a trajetória do artista,
de sua capacidade inata
de construir, desde menino, perfeitas perspectivas, intuitivamente, sem guardar
a menor preocupação com os rigores técnicos. “O desenho investe, estrutura o projeto. Há nessa atitude o sentido de
atirar‐se para frente. Nunca é arbitrário”, traduz Campelo no
texto presente no catálogo.
“O Campelo Costa se insere na dinastia de grandes desenhistas do Ceará,
como Raimundo Cela, Aldemir Martins, Floriano Teixeira e Marcos Francisco. Ele
é um homem que dignifica a produção artística do estado. Acredito que essa
exposição vai impressionar as pessoas. Apesar de tratar da mesma temática há
décadas, a produção dessas obras traz uma evolução gráfica”, destaca Roberto
Galvão.
São obras recentes do
artista, divididas em três temas que Campelo Costa trabalha desde o início de
sua carreira: Sertão, Festa e Paisagem. Segundo o curador, os desenhos de
Campelo têm traços por vezes precisos, outras vezes nervosos, mas sempre na
justa medida, corretos, como se de muito tempo já estivessem construídos em sua
mente. “Parece que o seu espírito salta por sua mão”, diz Galvão.
Cenários
Em “Sertão”, as obras
de Campelo retratam a infância do artista em Belo Jardim, onde nasceu, no agreste
pernambucano, relativamente rústico. Os desenhos apresentam um universo
carregado de tradições populares, como feiras, procissões, vaqueiros, beatos,
entre outras atividades que são reflexo da identidade cultural do povo
nordestino.
No universo “Festa”,
as obras apresentam traços mais eróticos, musicais e também de festas do
sertão. Nos desenhos é possível perceber a impregnação da melodia e do ritmo no
resultado gráfico, que conta com registros de flagrantes de bandas musicais em
ação ou de músicos isolados em atuação. Aqui também há imagens de festas
profanas, religiosas, folclóricas e tradicionais. Nessa temática, o curador
apresenta uma curiosidade ao destacar que as cenas de festividades religiosas
são claras, leves em contraponto às cenas profanas bem mais escuras.
Já em “Paisagem”, o artista apresenta registros das paisagens construídas. São mergulhos visuais
feitos em viagens. Nesse campo, estão seus cadernos de folhas avulsas, item
indispensável em suas viagens, com desenhos realizados sem intenções
projetivas. Nos registros não há desenhos de apresentação de projetos arquitetônicos. São registros de
paisagens urbanas sob o olhar do artista. Mesmo nos traços simples ele faz
arte. Em quaisquer anotações dos seus cadernos de
viagem, a arte sempre está presente de modo determinante.
O artista
Antônio Carlos Campelo
Costa, desenhista e arquiteto, realizou os primeiros voos no universo do
desenho ainda menino quando foi morar com a família na Base Aérea de
Parnamirim. Transferiu-se para Fortaleza, onde começou os trabalhos como
desenhista. Participou de três Salões Municipais de Abril, sendo agraciado com
os prêmios de melhor desenhista de 1966, 1967, 1968. Formou-se em
Arquitetura e Urbanismo em 1972, pela Universidade Federal do Ceará.
Nos anos de 1969 e
1971, foi premiado com trabalho em equipe na Bienal Internacional de São Paulo,
na categoria de Arquitetura. Nas décadas de 1980 a 1990, realizou exposições
individuais de desenhos, sendo premiado em 1997 no Salão Norman Rockwell,
promovido pelo IBEU-CE. No mesmo ano, comemorou três décadas de participações
em exposições com a mostra “Campelo Costa: Personalidade, Músicos, Eros,
Arquitetura”.
SERVIÇO
Exposição
“Campelo Costa: traços de um percurso artístico” – Abertura
dia 9 de agosto às 19 horas, na Galeria Vestigium (Rua Nogueira Acioli, 891, Centro, Fortaleza - CE). A
exposição permanece no local até o dia 6 de setembro. Horário de visitação:De segunda a sexta, das 15h às 19h, e sábado, das 9h às 14h. Informações:
(85) 9.8180.7268. Acesso gratuito!
Pepeu Gomes celebra 50 anos de carreira no Cineteatro São Luiz
No
dia 23 de setembro ocorre no Cineteatro São Luiz a programação Sessão
Sonora com exibição do filme “Os filhos de João, admirável mundo novo
Baiano” de Henrique Dantas, às 16h, seguido do show de Pepeu Gomes:
“Pepeu 50 - A Mais de Mil Tour”, às 18h. Os ingressos para o evento
começam a ser vendidos nesta sexta-feira (27/7) por R$ 40 (inteira) e R$
20 (meia) na bilheteria do Cineteatro (Rua Major Facundo, 500) ou no site da Tudus (www.tudus.com.br).
Um panorama da música popular brasileira dos anos 60 e 70 através do
grupo musical Novos Baianos. Uma retrospectiva do estilo de vida
comunitário adotado por seus integrantes e a influência sofrida pelo
grupo do cantor João Gilberto. "Pepeu
50 - A Mais de Mil Tour" traz no repertório grandes sucessos
revisitados em novos arranjos, além de projeções, cenários, e figurinos,
que contam um pouco da sua trajetória de artista inquieto, de
vanguarda, que está pronto para iniciar a história dos próximos 50 anos.
Entre as músicas que o público vai ouvir estão "Masculino e Feminino”,
“Sexy Yemanjá”, “Eu também Quero Beijar” e “Mil e Uma Noites”, "Raio
Laser", entre outras.
Nascido em Salvador, Pepeu aprendeu muito
cedo a tocar violão, e logo aos 11 anos, "Los Gatos", foi a sua primeira
banda. Mas foi aos 14, já integrando a banda "Os Minos", que Pepeu
Gomes, como contra baixista, gravou seu primeiro trabalho profissional: 2
singles, que foram lançados no ano seguinte.
Na década de 70,
com Moraes Moreira, Paulinha Boca, Galvão e Baby do Brasil, o "China"
como era chamado pelos companheiros de banda, formou o grupo "Novos
Baianos". Pepeu tocava, compunha e produzia, nesta, que foi uma das
maiores representações da cultura brasileira, e responsável por tantos
clássicos, como o álbum "Acabou Chorare", de 1972.
Em
carreira solo, encheu o Brasil de hits, trilhas de aberturas de novelas e
junto com Gilberto Gil, é o artista brasileiro que mais participou do
celebrado Festival de Montreux, na Suíca, além de estar presente em
todas as edições do Rock in Rio.
SERVIÇO
Filme 16h [CINEMA] OS FILHOS DE JOÃO, ADMIRÁVEL MUNDO NOVO BAIANO Entrada: INCLUSO NO INGRESSO DA SESSÃO SONORA | Classificação indicativa: Livre Direção de Henrique Dantas | Documentário | Brasil | 2011 | 1h15 Show 18H [MÚSICA] PEPEU 50 - A MAIS DE MIL TOUR Entrada: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia) - com limitação de 40% de meia | Classificação indicativa: Livre | Duração: 75 min Local: Palco
Instituto Dragão do Mar apresenta Escolas de Gastronomia para convidados
Cinco
dos melhores chefs do Brasil sugerem, em dois jantares, o que as
Escolas de Gastronomia do Ceará serão capazes de produzir com insumos
locais. O evento será realizado
no terraço da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco (foto), no bairro
Mucuripe, em Fortaleza
O Ceará vive um momento de grande alegria com a chegada da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco (local dos eventos) e da Escola de Hotelaria e Gastronomia
da Estação das Artes. A valorização da cultura alimentar do Ceará,
dos nossos saberes e da cadeia produtiva da nossa gastronomia despontam
como as grandes diretrizes do conteúdo pedagógico destes centros de
ensino e conhecimento. Além dos cursos de formação,
um dos papéis das escolas é a promoção da cadeia produtiva da
gastronomia do Ceará. Para demonstrar o que as escolas serão capazes de
produzir, convidamos cinco dos melhoreschefsdo Brasil para prepararem menus utilizando
insumos locais.
OschefsHelena Rizzo, do restaurante Maní, de São Paulo, eleita a melhor chefe mulher pela revista inglesa “The Restaurant”; o chefe Luciano
Boseggia, do Restaurante Verbena de São Paulo, que comandou a cozinha do Fasano por mais de uma década; e o chefe Leo Gonçalves, dos
restaurantes O Mar Menino e Uru, no Ceará, eleito o melhor chefe e o
melhor restaurante regional (O Mar Menino)
pela revista Veja Fortaleza, assinam o menu da noite do próximo dia 02
de agosto. O evento será realizado no terraço da Escola de Gastronomia
Social Ivens Dias Branco, no bairro Mucuripe, em Fortaleza, com pocket show de Geraldo Azevedo.
Já no dia 09 de agosto, a cozinha será comandada pelaschefsMorena Leite, do restauranteCapim
Santo, em
São Paulo, hoje com seis restaurantes, oito livros publicados, uma
escola de cozinha e um instituto (com 5 unidades de capacitação e
inserção de jovens de baixa renda no mercado de trabalho), além de dar
aulas de cozinha brasileira pelo mundo; eVângela
Régia, do restauranteCulinária da Van, que,
com um genuíno cardápio regional, é uma das cozinhas mais indicadas a
visitação em Fortaleza. A noite encerra com pocket show de Toquinho.
Perfil das Escolas
A Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco leva o nome do fundador do grupo M. Dias Branco por ter sido, ele, o financiador da sede e da infraestrutura da escola,
recém-inaugurada e doadas para o Estado. A Escola Ivens Dias Branco está
localizada no bairro Mucuripe (com uma bela vista para o mar de
Fortaleza e as velas eternizadas na canção de Fagner) e tem como
finalidade oferecer cursos básicos, técnicos e
avançados em panificação e confeitaria, além de tutorias
para desenvolvimento de produtos e projetos, através dos Laboratórios
de Criação. O público-alvo da escola são jovens e adultos com ou sem
experiência em gastronomia.
Áreas de Formação
Panificação
Matérias-primas
Elementares da Panificação; História e Cultura da Panificação; Higiene e
Segurança na Indústria Alimentar; Controle de Gestão, Pães Tradicionais
do Mundo; Liderança e Gestão de Carreiras; Padaria funcional;
Desenvolvimento de Produtos, Técnicas de Comunicação e Story Telling.
Confeitaria
Matérias-primas Elementares da Confeitaria, Desenvolvimento Pessoal
e Criativo, Confeitaria Artística, Confeitaria Festiva, Bombonaria, Marketing Digital, Técnicas de Comunicação e Story Telling.
Já a Escola de Hotelaria e Gastronomia Estação das Artes fica no lado poente da orla de Fortaleza, próxima ao centro histórico da capital cearense, igualmente de frente
para o mar. O escopo de atuação da EHGEA é mais
abrangente. Essa pretende ser a primeira grande experiência pública em
formação na área de hospitalidade e gastronomia do Brasil. O
prédio tem cinco torres e oito andares que serão destinados para Hotel
Escola, alojamento de alunos vindos de outras regiões, salas de aulas,
laboratórios, biblioteca, refeitório e áreas de convivência. A
inauguração está prevista para novembro e suas atividades
suplementam as da Escola de Gastronomia Social.
Hotelaria
Línguas
(Espanhol, Inglês, Francês, Italiano); Gestão de Alimentos e Bebidas,
Hoteleira, Governança, Sustentabilidade no Turismo e Hotelaria,
Desenvolvimento de produtos para
o Turismo Gastronômico, Guest Relation, Marketing Turístico, Mídia
Digital para Turismo.
Gastronomia
Línguas (Espanhol, Inglês, Francês, Italiano); Cozinha
Fundamental,
Cozinha do Mar, Cozinha do Sertão, Cozinha das Serras, Cozinha Afetiva,
Cozinha Internacional, Bar, Empreendedorismo e Gestão em Gastronomia,
Tecnologias; Logística, manutenção e promoção de insumos locais.
Clássicos na
Lagoa apresenta Música de Câmara: sonatas e quinteto com piano do período
Clássico
O encontro entre músicos eruditos de várias partes do país
dará a tônica ao próximo concerto do projeto Clássicos na Lagoa, a ser
realizado no dia 03 de agosto, às 17 horas, na Lagoa do Porangabussu. A
apresentação marca ainda o início do período Clássico, de acordo com a
programação cultural do projeto, que prevê a realização de concertos que
abordam a evolução dos períodos da história da música ocidental. Serão
interpretadas as obras de Haydn, Mozart e Beethoven.
O concerto, intitulado “Música de Câmara: sonatas e quinteto
com piano do período Clássico”, contará com a participação de músicos de renome
no país: Tiago Ribas, professor de violino da Universidade Federal de Pelotas
(UFPEL-RS); Nadilson Gama, professor de violino da Escola Clássicos na Lagoa e
violinista da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de SP; Liu Man Ying,
professora de violino e viola da Universidade Federal do Ceará; João Paulo Machado,
professor de viola da Universidade de Brasília (UNB-DF); Dora Utermohl de
Queiroz, professora de violoncelo da Universidade Federal do Ceará; e Marcelo Brum, professor de piano da
Universidade Federal do Acre (UFAC-AC). Eles estarão reunidos em Fortaleza para
participar do II Encontro de Cordas Flausino Valle (IIECFV).
O Clássicos na Lagoa é um projeto mantido pelo Instituto de
Ciências Médicas Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ICM), cujo propósito é
promover cultura e incentivar a promoção da saúde por meio da arte. O instituto
também está financiando uma escola de música voltada à formação de crianças de
colégios públicos do bairro. Ao todo 30 estudantes estão tendo aula gratuita de
violino com o professor e violinista Nadilson Gama. O ICM é uma instituição que
tem atuado na formação de profissionais de saúde e investido na construção de
um hospital de alta complexidade em cardiologia e outras especialidades.
No atual programa musical do Clássicos na Lagoa, que terá
duração de dois anos, já foram abordados os seguintes períodos da música
erudita: música medieval e renascentista com o Grupo Syntagma; período Barroco
com a Orquestra Jacques Klein (IBLF) e a Camerata de Cordas da UFC; e o final
do período Barroco e transição para o classicismo com o Quarteto da Orquestra Contemporânea
Brasileira. O programa foi idealizado pela professora de violino e viola da
UFC, Liu Man Ying, e pelo maestro Arley França.
Serviço:
Projeto: Clássicos na Lagoa
Apresentação: Música de Câmara: sonatas e quinteto com piano do período Clássico
Opção para quem não gosta de micareta e curte rock, Forcaos chega a 18º edição
Banda paulista Surra se apresenta sábado no Centro Dragão do Mar
Pensado inicialmente para valorizar a diversidade cultural característica das grandes metrópoles, expondo as principais vertentes do rock local e nacional através da troca de experiências e informações, o evento ganhou outras proporções transformando-se em uma referência no circuito de festivais alternativos no Brasil.
Para o ano de 2018, terá quatro palcos: no Theatro José de Alencar, que aconteceu no dia 20 de julho, na Vila das Artes, dia 27 de julho e no Centro Dragão do Mar de Arte de Cultura nos dias 28 e 29 de julho. São 18 bandas de diferentes regiões do país.
Em 2018, o Forcaos entrou para o calendário de eventos oficiais da cidade de Fortaleza através da Lei nº 10.736/2018.
Palco Dragão do Mar – Dia 28 de Julho
– In No Sense
– ATD
– Obtus (PI)
– Facada
– Surra (SP)
Palco Dragão do Mar – Dia 29 de Julho
– Envoke
– Decomposing
– Heavenless (RN)
– Krenak
– Decomposed God (PE)
Dias 28 e 29 de julho de 2018, às 18h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.
Lançamento do livro "Siege of Hate – Em Rota de Colisão"
Dentro da programação da 18ª edição do festival de rock Forcaos, a banda cearense Siege of Hate lança o livro "Siege of Hate - Em Rota de Colisão", no dia 29 de julho, às 16h, no Auditório do Dragão.
Em 2009, a banda de Rock pesado (estilo Death Metal/Grindcore) Siege of Hate deixa Fortaleza para fazer uma série de shows pela Europa, configurando a tour "Enjoy Yor Life and Grind", a primeira turnê europeia realizada por uma banda cearense. Na ocasião, o grupo fazia o lançamento do terceiro disco, Deathmocracy (2009), que seria distribuído por uma gravadora alemã. A turnê seria uma boa oportunidade de divulgar esse lançamento na Europa. Foi esse choque de culturas e idiomas, mesmo que unidos através do som pesado, que deu o “start” para que o Siege of Hate fizesse vários registros da viagem em texto e fotos, resultando posteriormente no livro "Em Rota de Colisão" (2017).
Da viagem autoarticulada de 2009, passando pelo o planejamento de uma segunda tour europeia em 2013, quando a banda resolveu contar com os serviços de uma agência especializada em agendamento dos shows (booking). O que parecia uma boa ideia não fosse por agendamentos desastrosos, uma retomada à estrada no Brasil em 2015, passando por um dos maiores festivais do gênero Grind/Gore do Brasil, com um saldo positivo para aquecer os ânimos para o capítulo final da história, uma turnê em 2016 pela América do Sul abrindo os shows dos lendários Extreme Noise Terror (UK), ícones do estilo Hard Core/Grind e influência direta do S.O.H.
Mais de 38 mil quilômetros de viagens “longas e cansativas”, cenários fantásticos, shows vazios, grandes festivais, noites mal dormidas, vários tipos de cerveja, trajetos estranhos, odores desagradáveis, muitas risadas, chocolates, muitas conversas, mais cervejas, perda de dinheiro e estresse, quase a banda acaba. Mas afinal nem tudo no rock brasileiro é furada. O livro tem um final feliz e um desfecho positivo encerra o diário das turnês Em Rota de Colisão.
Em Rota de Colisão
S.O.H. - Siege of Hate (banda)
Editora: Grind Ages. Ano: 2017
Tiragem: 200 (qtd), 1º tiragem. 200 páginas.
Leia um trecho do livro no ISSUU: https://issuu.com/frizzo/docs/soh_em-rota-de-colisao_grindages
"Missão Impossível - Efeito Fallout" custou cerca de US$ 250 milhões por conta da lesão de Tom Cruise
Com o tornozelo quebrado após um salto mal calculado entre prédios londrinos, o astro obrigou a interrupção das filmagens por oito semanas, período em que toda a equipe (elenco incluído) continuou sendo paga para não assumir outros trabalhos - o que provocaria mais adiamentos de cronograma e mudança na data de lançamento do filme, algo desde o início descartado pelos produtores.
Para efeitos comparativos, Missão Impossível - Nação Secreta, o longa anterior da série, custou cerca de US$ 170 milhões. Mesmo descontando o suposto valor coberto pelo seguro (por volta de US$ 70 milhões), Missão Impossível 6 torna-se, portanto, dono da marca de mais caro capítulo da franquia de ação.
Contrariando o que costuma ser feito em Hollywood, Cruise não refilmou a sequência do acidente, que inclusive é um dos pontos altos do filme. Enquanto ele buscava a recuperação da forma mais rápida possível, a equipe de montagem foi trabalhando no material já filmado e no fim todos os prazos foram cumpridos.
O desafio de Cruise agora é bater recordes de bilheteria com Fallout, que precisa ser tão bem recebido pelo público quanto tem sido pela crítica. Mundialmente o maior sucesso da franquia é Protocolo Fantasma (US$ 694 milhões), enquanto nos Estados Unidos o campeão de arrecadação ainda é Missão Impossível 2 (US$ 215 milhões).
Dirigido por Christopher McQuarrie, primeiro cineasta a comandar dois longas sobre o personagem, Missão Impossível - Efeito Fallout é coestrelado por Henry Cavill, Rebecca Ferguson, Simon Pegg e Michelle Monaghan.
Após a conclusão de um momento eletrizante em Missão: Impossível – Efeito Fallout, no final de uma das primeiras sequências do filme, Ethan Hunt (Tom Cruise) se pergunta: “Por que não morremos?” De certa forma, a explicação para esse questionamento interno de Hunt é o motor principal para o longa-metragem, dando prosseguimento a várias das situações estabelecidas na obra anterior, Nação Secreta, também dirigida por Christopher McQuarrie. Na obra, Ethan Hunt não passará por nenhum desenvolvimento de personagem, mas o que é enaltecido pelo trabalho de condução do cineasta é o intuito discursivo dele sobre o protagonista da celebrada franquia de ação. Como entende o universo da série, McQuarrie configura sobre Hunt uma aura heroica, percebendo os feitos improváveis – para não dizer impossíveis – realizados pelo agente. Durante o filme, veremos as eternas tentativas de Hunt em salvar todos, ajudar todos e, para isso, Christopher McQuarrie entende como crucial o retorno de figuras carimbadas. Aquele revezamento de antes, com personagens esquecíveis substituindo personagens esquecíveis, não mais existe. O controle exímio por parte do cineasta no que quer para a franquia, no segundo filme sob o seu comando, é exatamente o que permite Missão: Impossível – Efeito Fallout ser o ápice da franquia.
Enquanto o longa-metragem – que possui uma duração considerável, ultrapassando duas horas, mas com sensação de meia – segue sob uma segunda camada esse escopo super-heroico, englobando todos os coadjuvantes que retornam, como as participações importantes de Ving Rhames e Simon Pegg, até mesmo aqueles que surgem pela primeira vez, uma história, nos moldes conspirativos de sempre, está sendo contada sob uma camada superficial. Longe de ser simplória, mas também distante de uma complexidade ou sagacidade extrema, o que está sendo contado não impressiona muito. As motivações, enfim, para os antagonistas seguem a receita de bolo clássica. Mas a questão central não está na história funcional, mas na narrativa empolgante, que impulsiona os acontecimentos para uma outra dimensão e permite Efeito Fallout ser a tamanha conquista do gênero que é. Sendo assim, não é exagerado caracterizar o longa-metragem como uma das produções americanas de ação mais energéticas dos últimos anos. Ao ter controle também sobre o roteiro, Christopher McQuarrie inventa e reinventa as artimanhas relacionadas às icônicas reviravoltas, preenchendo o filme de inúmeras delas, mas nunca demasiadamente forçando-as a ponto de tornar toda a criação uma espécie de auto-paródia.
A compreensão possuída pelo cineasta da própria franquia que conduz é tão grande que o flerte com estradas carregadas dramaticamente aparece apenas para nos dizer que, na realidade, não queremos nada disso. Cada reviravolta é um impulso, que vai multiplicando o nosso interesse e nosso envolvimento no filme. O cinema é de ação, sem querer ser algo além disso, com metáforas inteligentíssimas ou uma alegoria bíblica qualquer para mostrar o quanto intelectual McQuarrie é. O impossível acontece em cena, contudo, não desacreditamos no que vemos, pois o longa-metragem, diferente de outros do gênero, tem auto-consciência do que ele é, portanto, permitindo que a suspensão da descrença seja aliada com um entretenimento que apenas valoriza o trabalho de McQuarrie. Desde o início, temos, além de um sub-texto claro, que nos motiva a acompanhar o filme – a discussão sobre a faceta heroica de Ethan Hunt -, a narrativa movimentando-se em níveis ágeis. As instruções da missão, quase como em um formato de gameplay, seguem o mesmo preceito básico, mas sem nenhum malabarismo como os existentes em Missão: Impossível 3, por exemplo. O filme começa e pronto, não para. Ao mesmo tempo, o “sua missão, caso queira aceitar…” também tem seu valor, realçando um homem que, mesmo podendo, nunca rejeitou uma única tarefa.
Ademais, são vários os momentos em que McQuarrie prova ser um ótimo condutor de ação, enxergando as sequências tanto por meio de vários olhares, intercalando situações de um modo a não tirar o fôlego de nenhumas, quanto por um único olhar, como no impressionante “plano-sequência” consequente ao pulo, de um avião, de Ethan e Walker (Henry Cavill), personagem com o objetivo de vigiar as ações de Hunt, prevendo que ele, novamente, irá comprometer missões em prol da segurança de sua equipe. Durante perseguições de carros, percebam como McQuarrie adianta a visão do protagonista, mapeando o trajeto a ser percorrido, mas nunca por onde ele será percorrido, fazendo o espectador se precipitar e, consequentemente, se empolgar, tornando-se ativo durante a obra. Sendo assim, Ethan Hunt é uma espécie de herói de videogame, responsável por caminhar livremente pelas fases sugeridas. Por outro lado, enquanto Ilsa (Rebecca Ferguson) é aliada a um dos únicos arcos paralelos do longa, interessantíssimo por sinal, o surgimento de Walker, agente da insuportável CIA, demora para convencer, ainda mais porque o ator, embora tenha, no papel, a caracterização de um assassino, parece ser um agente bastante do ingênuo – o que é bom para carisma, mas ruim para coerência.
Por outro lado, esse caráter de gameplay, protagonizado, é claro, por um Tom Cruise em ótima forma, recorre muito mais a uma vertente de mundo-aberto do que a uma vertente linear, dando margem para que enxergamos Ethan Hunt conduzindo a ação, e não a ação conduzindo-o. Muitas vezes, o longa-metragem irá nos fazer pensar até que ponto as atitudes tomadas pelos personagens são pensadas e até que ponto elas são improvisadas, decorrência de um fator bastante realçado nessa obra: a sorte. Isso, além de tornar tudo mais refrescante, também serve como indulgência para os casos em que os personagens erram – um artifício narrativo batido, mas aceito pelo espectador diante disso. No final das contas, estamos falando de uma franquia de ação sem o intuito de ser sisuda, mas também longe de ser descerebrada o suficiente para não conquistar-nos em níveis pessoais. A série aquece muito mais corações do que cérebros, não por ser emocionante demais, mas por ser emocionante demais, em um outro sentido da palavra, que envolve a construção estupenda de tensão, ambientação, empolgação e ação. Depois de vinte anos, Ethan Hunt continua salvando o mundo das maneiras mais impressionantes. Depois de vinte anos, McQuarrie prova ser impossível não se entusiasmar quando aquela musiquinha icônica da franquia começar a tocar.