VIVA JORGE BEN JOR!

SHOW REÚNE SKANK, CÉU E O REI DO SUÍNGUE NA PRAIA DE IRACEMA
 
Sexta edição do projeto Nívea Viva percorre o país com apresentações ao ar livre e entrada franca
 
Em 2017, a NIVEA reverencia Jorge Ben Jor, o rei do suingue e da simpatia, adicionando um balanço irresistível à série que celebra anualmente os principais ícones da música brasileira. Ele é o astro-mor da sexta edição do projeto NIVEA VIVA, revisto ao lado de brilhantes interpretes de uma outra geração: Skank e Céu. Na capital cearense, a celebração musical acontece no dia 7 de maio, a partir das 17h, no aterro da Praia de Iracema!
“A Plataforma NIVEA VIVA é genuína em sua proposta ao levar ao público, de forma democrática, grandes homenagens à música brasileira e seus interpretes em shows gratuitos”, afirma Tatiana Ponce, vice-presidente de Inovação para Américas e diretora de Marketing da NIVEA Brasil. “Este ano, vamos comemorar a alegria contagiante do povo brasileiro, celebrando Jorge Ben Jor, um cantor e compositor atemporal, cuja obra transita facilmente entre várias gerações”, completa ela.
Conduzidos por Monique Gardenberg, diretora geral do espetáculo, a cantora paulistana e o grupo mineiro vão dar novos significados para a obra – iniciada nos anos 60 e incrivelmente atual até hoje – de um artista sem similares na música brasileira e mundial, com releituras inéditas de suas canções. “Jorge é um inventor, ele sublinhou a África, trouxe o blues/rock para a bossa nova e criou o samba-rock. Jorge é um acontecimento na música popular brasileira e vamos festejar essa força criativa que influenciou tantas gerações”, explica Monique. “Fiquei contente e surpreso por ter sido escolhido para esse projeto. Acho que vamos fazer shows bem legais”, resume o próprio Ben Jor.
O espetáculo
“Após a avant-première realizada no Rio de Janeiro (Vivo Rio), no dia 14 de março, o NIVEA VIVA já passou passar por espaços abertos em Porto Alegre (02/04), Rio (09/04) e tem, como próximos destinos, Fortaleza (07/05), Recife (21/05), Brasília (11/06) e, finalmente, São Paulo (dia 25/06)”, explica Tatiana. "Por ser um show que vai acontecer ao ar livre, com a luz do dia, vamos usar telões de LED para criar os climas e os vídeos de cada canção. Jorge é ligado em cinema, o que gera em mim uma inspiração especial para vestir seu repertório", conta Monique. “Por conta disso, vamos usar imagens do clássico ‘Viagem à Lua’, de Georges Méliès, durante ‘Os alquimistas estão chegando’, e de ‘O pão nosso de cada dia’, de F.W. Murnau, em ‘Que pena’”, explica a diretora geral.
O repertório do show – que terá momentos de encontro com os artistas e, no final, uma celebração com todos juntos – traz mais de 30 músicas, de todas as fases da carreira do artista, como “Os alquimistas estão chegando” (Skank e Céu), “Chove chuva” (Céu), “Balança pema” (Skank), “Umbabaraúma” (Skank e Jorge), “Mas que nada” (Céu e Jorge) e “Taj Mahal” (Ben Jor, Céu e Skank), num variado passeio pelo repertório do homenageado. No palco, atuando como usinas sonoras do espetáculo, vão se alternar o Skank e a banda do Zé Pretinho, que há tantos anos acompanha Ben Jor. No encerramento, ao som de “País tropical” e “Fio maravilha”, elas vão tocar juntas também, dobrando a potência do show, com dois baixos, duas baterias, etc.
Viva Jorge!
Jorge Ben Jor desenvolveu o que já prometia, ambiciosamente, no título de seu álbum de estreia, “Samba esquema novo”, lançado em dezembro de 1963. Ao longo de uma rica carreira, repleta de canções que já fazem parte do imaginário popular – como “A banda do Zé Pretinho”, “Cadê Tereza”, “Xica da Silva” e “W/Brasil (Chama o síndico)”–, ele criou um estilo único, com um linguajar característico, resultado de uma profunda vivência das ruas. Gerou também um groove mágico, feito de uma alquimia entre samba, soul, funk, rock, jazz e diversas matrizes africanas presentes no seu propalado país tropical. Álbuns como os cultuados “Ben” (1972), “A tábua de esmeralda” (1974), “Solta o pavão” (1975) e “África Brasil” (1976) ajudaram a definir a MPB e, por isso mesmo, têm lugar cativo nas listas dos trabalhos mais influentes da sua história.
Skank
Mineiro que nunca trabalhou em silêncio, o grupo Skank começou em 1992, em formato independente, e cresceu vertiginosamente a ponto de virar um gigante da MPB. No percurso, bateu bola com o reggae, com o rock e com o Clube da Esquina, vendeu milhões de discos, acumulou inúmeros hits e refinou o conceito de música pop no Brasil. E em nenhum momento dessas mais de duas décadas de carreira, camuflou o impacto que a música de Jorge Ben Jor teve em sua trajetória, seja em regravações como “Cadê o penalty” (do seu homônimo álbum de estreia) ou em várias apresentações juntos.
“Quando surgiu o convite para esse projeto, ele nos pareceu muito familiar, pareceu muito próximo do universo do Skank”, conta Samuel Rosa, cantor, guitarrista e compositor do grupo. “Vai ser um encontro incrível, já que tanto o Skank como a Céu, apesar de trajetórias distintas, possuem uma interseção comum com a obra do Jorge Ben Jor. Desde o começo da nossa carreira e até hoje, trazemos essa influência. E o Jorge foi uma espécie de padrinho da banda, sempre teve uma gentileza enorme com a gente, mesmo quando éramos novatos na cena. Vai ser uma realização estar no palco ao lado da Céu e do nosso professor”, afirma ele.
Céu
Uma preciosa adição ao seleto hall of fame das cantoras da MPB, Céu debutou em 2005 com um álbum homônimo, sucesso retumbante no Brasil e no exterior, que lhe rendeu três indicações ao Grammy e superou a marca de 500 mil discos vendidos. A consagração definitiva veio no trabalho seguinte, o hipnótico “Vagarosa”, lançado em 2009, novamente aclamado pela crítica, emplacando o segundo lugar na parada de World Music da Billboard. A partir dele, e nos álbuns de estúdio seguintes, “Caravana sereia Bloom” (2012) e “Tropix” (2016), Céu firmou uma sonoridade bastante particular, sintetizando elementos de rock, hip-hop, reggae e afro, com apresentações nos maiores festivais do mundo, como o Montreal Jazz Festival, Coachella, Roskilde e Rock in Rio.
“Estou muito feliz em participar desse projeto lindo. Jorge representa com muita legitimidade a riqueza da nossa música. Na minha opinião, é quem melhor sintetiza nossa pluralidade cultural. Sua obra é uma escola inteira. Amo seus discos”, diz a cantora e compositora, que em 2016 recebeu diversos prêmios, incluindo dois Grammy Latino e um como “artista do ano” na Associação Paulista de Críticos de Arte.
Parcerias com a Azul Linhas Aéreas, Lindoya e Easy Taxi
Pelo segundo ano consecutivo, a Azul atuará como apoiadora do projeto NIVEA VIVA, sendo responsável por oferecer as passagens aéreas para as equipes que realizarão os shows. Nos dias que antecedem as apresentações, a Azul e a NIVEA distribuirão brindes aos clientes que viajarem para as cidades por onde o projeto passará.  
“Apoiar novamente o projeto NIVEA VIVA é uma grande honra para nós. A parceria ajuda a fortalecer ainda mais o projeto a levar música, alegria e entretenimento de qualidade, gratuitamente, para diversas regiões do Brasil. Nossa malha aérea abrangente e nosso foco em oferecer experiências diferenciadas aos Clientes nos conectaram ao projeto e estamos muito felizes em repetir a dose com a homenagem ao grande Jorge Ben Jor”, comenta Claudia Fernandes, diretora de Marketing e Comunicação da Azul.
Além da companhia aérea, o projeto conta com a parceria da Lindoya Verão, responsável pela distribuição de água ao público, e da Easy Táxi, que oferecerá desconto de 50% a passageiros cujos destinos e/ou pontos de partida sejam os locais do evento em cada cidade.
Sobre o NIVEA VIVA
Em sua primeira edição, realizada em 2012, o projeto NIVEA VIVA reverenciou a inesquecível Elis Regina (1945–1982) na voz de sua filha Maria Rita. No ano seguinte, foi a vez de saudar a bossa sempre nova de Antonio Carlos Jobim (1927–1994) através do canto moderno de Vanessa da Mata. Já a terceira edição abriu, em 2014, as comemorações pelo centenário do samba, reunindo Alcione, Diogo Nogueira, Martinho da Vila e Roberta Sá. A quarta edição veio em 2015, com um passeio pelo universo do soul e do funk nacional com a homenagem ao mitológico Tim Maia (1942–1998) prestada por Criolo e Ivete Sangalo. Ao lembrar o rock brasileiro em sua quinta edição, em 2016, com um espetáculo reunindo Nando Reis, Os Paralamas do Sucesso, Paula Toller, Pitty e Marjorie Estiano, a NIVEA reafirmou o compromisso de revitalizar o rico legado da música produzida no Brasil.
Sua banda no NIVEA VIVA
Além das parcerias, a NIVEA também apresenta ações diferentes para envolver ainda mais as pessoas que vão aos shows. É a ação Sua Banda no NIVEA VIVA, com a participação dos fãs de cada capital, a NIVEA vai promover o talento de três bandas locais. A banda escolhida pela internet será revelada com um vídeo exclusivo exibido no telão do projeto NIVEA VIVA Jorge Ben Jor, pouco antes da festa começar. Portanto, fãs de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Brasília e São Paulo, fiquem de olho nas redes sociais da NIVEA e escolham a sua banda preferida para aparecer no telão! A batalha de hashtags em Porto Alegre já elegeu a banda Guantánamo Groove como a vencedora na cidade. O grupo faz um som que é fruto da moderna mistura de vertentes, típica da segunda década dos anos 2000, que caminha de olhos e ouvidos atentos pelas ruas de Santa Maria. Daquilo que vê e vivencia nelas, se alimenta para fazer o seu som: urbano, groovado, lírico, sempre discursivo, fazendo eco entre os prédios vistosos e terrenos baldios, comuns ao cenário urbano de qualquer lugar.
AGENDA DE SHOWS
FORTALEZA07 de maio (domingo), às 17h
Aterro da Praia de Iracema
Avenida Historiador Raimundo Girão, 800 – Fortaleza – CE
RECIFE21 de maio (domingo), às 17h30
Parque Dona Lindu
Avenida Boa Viagem, S/N – Boa Viagem – Recife – PE
BRASÍLIA11 de junho (domingo), às 17h
Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek
Praça das Fontes
Asa Sul de Brasília – estacionamento 9 – acesso 906/7 Sul – Brasília – DF
SÃO PAULO25 de junho (domingo), às 16h30
Praça Heróis da FEB
Av. Santos Dumont – Santana – São Paulo – SP

NOMES DO NORDESTE

Zeca Baleiro fala sobre sua vida e obra no Centro Cultural Banco do Nordeste

O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro é o convidado da próxima edição do programa Nomes do Nordeste, que acontece no dia 4 de maio, no Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza (Rua Conde d’Eu, 560. Centro), às 19h.
Na oportunidade, ele será entrevistado pelos jornalistas Dawlton Moura e Adriana Martins, e falará sobre sua trajetória artística e histórias de vida. O evento faz parte das comemorações dos 20 anos do lançamento do seu primeiro disco, "Por onde andará Stephen  Fry?".
O encontro será aberto ao público, com vagas limitadas. Os ingressos serão distribuídos a partir das 10h do próprio dia do evento, na recepção do Centro Cultural. Será disponibilizado apenas um ingresso por pessoa.
Zeca Baleiro é cantor, compositor, cronista, e músico, tendo inicado sua carreira em 1997. Ele canta, toca violão e já teve suas composições interpretadas por artistas como Simone, Gal Costa, Elba Ramalho, Vange Milliet, Adriana Maciel, Luíza Possi, Rita Ribeiro, Renato Braz e Claudia Leitte. Entre outras obras, também é autor do livro de crônicas Bala na Agulha, lançado em 2011.
Nomes do Nordeste
O programa Nomes do Nordeste tem como objetivo captar e registrar a história dos principais nomes que fazem a cultura nordestina. Nele, são convidadas personalidades nordestinas,  reconhecidas nacional ou internacionalmente, com o intuito de realizar um depoimento sobre a sua trajetória de vida, dando ênfase na sua atuação artístico-cultural.

ESPECIAL

Maloca Dragão chega à quarta edição com mais de 130 atrações em seis dias de programação gratuita
Neste ano, serão 24 espaços do Centro Dragão do Mar e Praia de Iracema, recebendo atrações em diversas linguagens artísticas, de 25 a 30 de abril. Festival comemora o aniversário do centro cultural, que, em 2017, conquista 18 anos de história como lugar referência da difusão, formação e criação artística do Ceará

A Maloca Dragão celebra o aniversário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura que, no dia 28 de abril de 2017, completa 18 anos a serviço da democratização do acesso à arte e à cultura, no Ceará. Além de marcar os anos de história de um dos maiores centros culturais do País – são 1,8 milhão de visitantes ao ano –, o festival chega à quarta edição com mais de 130 atrações cearenses, nacionais e internacionais em uma semana de celebração e reafirmação da força cultural e artística do Ceará.
Neste ano, a Maloca Dragão será realizada de 25 a 30 de abril em 24 espaços do Centro Dragão do Mar e Praia de Iracema. Ponto alto dos esforços de uma inédita política pública de cultura do Governo do Estado do Ceará, o festival oferece à população uma programação totalmente gratuita e que contempla as mais variadas linguagens, constituindo um panorama rico e diverso da produção artística do Estado e também das experimentações de vanguarda da produção nacional.
Entre as mais de 130 atrações, há shows musicais, espetáculos de teatro, dança e circo, apresentações da cultura popular e literatura, intervenções e performances de arte urbana, feiras de moda, design e gastronomia. A diversidade de linguagens artísticas da Maloca Dragão 2017 vai ainda além com a Mostra Cinema Documental: Fronteiras e Verdades, no Cinema do Dragão, de 26 a 29 de abril; e a exposição fotográfica O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos, que abre o festival, no dia 25, às 19h, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). A programação de artes cênicas se inicia no dia 27 de abril e as demais atrações concentram-se nos dias 28, 29 e 30 do mesmo mês.

Chico Albuquerque e It’s All True
A Maloca Dragão terá, pela primeira vez, um viés temático a partir de exposição inédita, percorrendo ainda mostra de cinema, parte das apresentações artísticas e a cenografia do festival. O tema “It's All True, Orson Welles – 100 anos de Chico Albuquerque” faz referência ao filme que o cineasta norte-americano Orson Welles gravou no Ceará, It's All True (É Tudo Verdade), e à mostra “O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos”, que abre o festival este ano.
Inacabado, o filme narra a saga de quatro jangadeiros que, em 1941, a bordo de uma frágil jangada, partiram rumo ao Rio de Janeiro – então capital federal – para entregar reivindicações trabalhistas dos pescadores diretamente ao presidente Getúlio Vargas. Registrando em imagens as gravações que reviveram, em 1942, momentos daquela histórica cruzada, estava o ainda jovem fotógrafo cearense Chico Albuquerque, que, depois dali, se tornou um dos mais influentes fotógrafos do modernismo brasileiro. Ele faria 100 anos em 2017.
 Costurados, esses elementos se traduzem na metáfora da saga incansável pelo reconhecimento do campo artístico e cultural do Ceará. “Assim como o campo cultural cearense, os heróis jangadeiros filmados por Orson Welles estavam na luta pelo reconhecimento do trabalho, da vida, da dedicação deles”, explica o presidente do Instituto Dragão do Mar, o antropólogo e jornalista Paulo Linhares. Por isso, segundo ele, é importante assumir esse tema, nesta edição da Maloca. “Já que a Maloca já se constituiu como esse ritual anual que mobiliza a cidade, conferindo prestígio social ao campo artístico, é importante dar um próximo passo e usar esse momento para discutir e pensar as profundas questões culturais daqui”, diz.
A “mostra-tema” do festival traz mais de 400 imagens realizadas em diferentes fases da trajetória artística do fotógrafo cearense Chico Albuquerque. “Seu Chico” foi o responsável pela série Mucuripe, que projetou a costa cearense no cenário nacional. Além disso, Chico Albuquerque fez incursões sobre a fotografia publicitária, de paisagem e de arquitetura. As obras expostas pertencem ao acervo particular da família de Chico Albuquerque e ao acervo do Instituto Moreira Sales.
No dia 25, a abertura da exposição será acompanhada da instalação “Jangadeiros”, do ilustrador, grafiteiro e artista plástico Rafael Limaverde, e do show “Quatro homens e uma jangada”, uma performance sonora visual criada por Eric Barbosa que, junto dos músicos Guilherme Mendonça e Julio César Santana Pepeu e o artista visual Dimitri Lomonaco, realizam uma reinterpretação audiovisual do filme de Orson Welles.
A mostra ficará em cartaz até o dia 2 de julho de 2017, no MAC-CE, com acesso gratuito e visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30).

Mostra de cinema
            Realidade e ficção se misturam no cânone de Orson Welles. Inspirada nesse contexto, a Mostra Cinema Documental: Fronteiras e Verdades, apresentada pelo Cinema do Dragão, de 26 a 29 de abril, traz à tona obras audiovisuais que cruzam temáticas centrais do documentário brasileiro e mundial. A busca por uma identidade nacional, a convergência entre os registros documentais e ficcionais, a alteridade, a criação de narrativas através de olhares estrangeiros e questões de cunho político dão o tom das provocações fornecidas pela mostra.
Exibidos gratuitamente, os filmes atravessam essas temáticas em diferentes contextos políticos, narrativos e estéticos. Além disso, haverá espaço para as tradicionais atividades de formação e debate oferecidas pelo Cinema do Dragão, com participação de antropólogos e cineastas convidados. Seminários e conversas devem discorrer sobre a construção da identidade cearense através dos olhares estrangeiros e sobre os embates entre documentário e ficção no cinema brasileiro.
Quem abre a programação, no dia 26 de abril, às 19h30, é o longa BARONESA, uma mistura entre documentário e ficção, ganhador do Troféu Barroco, dado pelo Júri da Crítica, na 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O longa-metragem registra a rotina de duas amigas, Andreia e Leidiane, que vivem no bairro Vila Mariquinha, em Belo Horizonte. Com uma câmera muito próxima das personagens, o filme aborda a experiência de ser mulher em um bairro de periferia. A sessão contará com a presença da realizadora Juliana Antunes.
Entre as exibições, a Mostra apresenta ainda a Série Vidas na Orla, sob direção do antropólogo e professor Alexandre Fleming. Realizadas em parceria com a TVC, o Instituto Dragão do Mar e o Laboratório de Estudos da Oralidade da Universidade Federal do Ceará (UFC), a série consiste em um experimento etnográfico sobre a diversidade de experiências na orla fortalezense. Abrangendo três territórios importantes de nossa capital – a Barra do Ceará, o Poço da Draga e a Beira-Mar – os filmes buscam figurar a diversidade de um povo criado à beira do mar, as resistências locais, as benesses e desventuras do viver urbano.
A série é composta por três filmes, de 26 minutos cada. São eles: Marco Zero (sobre a Barra do Ceará), Dia de Vo(l)tar (Poço da Draga) e Arte itinerante (Beira-Mar).

Arte cearense no mapa
            A programação da Maloca Dragão é composta por atrações convidadas, pelas selecionadas através de Chamamento Público e pelos espetáculos e shows desenvolvidos nos Laboratórios de Criação do Porto Iracema das Artes, escola de formação e criação artística do Instituto Dragão do Mar. “A escolha das atrações foi realizada pela direção do Dragão do Mar junto de curadores convidados em cada uma das linguagens artísticas envolvidas. O objetivo foi realizar um recorte com produções inéditas no festival e que dessem conta da pluralidade do atual panorama da arte cearense”, define o diretor de Ação Cultural do Dragão, João Wilson Damasceno.
Cerca de 75% da programação do festival é composta pelos projetos artísticos selecionados no Chamamento Público, realizado de 6 a 20 de março, por meio da plataforma digital do Mapa Cultural do Ceará. As inscrições foram abertas a projetos de artistas cearenses ou residentes no Estado nas seguintes linguagens: música, teatro, dança, circo, arte urbana, cultura popular e literatura. Nesta edição, foram 703 inscrições entre projetos artísticos e profissionais da área de Produção Cultural, número 118% maior que o do ano passado.
 Dentre os trabalhos totalmente inéditos selecionados a partir do chamamento público, estão os lançamentos de discos de Lavage, com o álbum "Zombie Walk"; Oscar Arruda, com "Egomaquia"; Andersoul, com "Racional"; Mad Monkees, com álbum homônimo; Maria Ó, com "Dança Três"; Nafandus, com "Unbreakble"; Nego Gallo, com "Baile do Gallo"; e Camila Marieta, com o pré-lançamento do disco "Tropeço no meio-fio".
João Wilson também destaca a ampliação da participação dos grupos do interior do Estado, por conta da facilidade de inscrição proporcionada pelo chamamento público. “A região do Cariri e a cidade de Sobral, por exemplo, participaram principalmente com projetos artísticos em música. Já a dança veio dos municípios de Paracuru e Itapipoca. Avalio que consolidar a Maloca Dragão é também construir um panorama da arte do Ceará, a cada edição, mais integrado”.
Os projetos concebidos no Porto Iracema das Artes somam 11 atrações: Nayra Costa, Projeto Rivera, Erivan Produtos do Morro e Tocata Livre, na música; “Ibirapema, o forró que eu faltei”, da Omì Cia de Dança, e “A dança nossa de cada dia”, da bailarina Silvia Moura, na dança; e ainda “O Imaginário Criador e sua Barata Mágica”, da Trupe Motim de Teatro, “Restos de si cavam janelas”, do grupo Comedores de Abacaxi, e “Asja Lacis já não me escreve”, do Grupo Terceiro Corpo, no teatro. Juntos, esses projetos compõem a Mostra de Artes Porto Iracema (MOPI).
Esses projetos foram desenvolvidos em 2015 e 2016, nos Laboratórios de Criação do Porto. Essa metodologia funciona em regime de imersão, através de processos formativos de excelência, desenvolvidos em torno das propostas previamente selecionadas. Os alunos recebem orientação de consultores/tutores conceituados nacionalmente, que conduzem a qualificação dos projetos, através de orientações individuais, oficinas, palestras e masterclasses. Também chegando à quarta edição em 2017, os Laboratórios de Criação do Porto já desenvolveram ao todo 60 projetos entre roteiros para cinema, peças de teatro, shows musicais e discos, espetáculos de dança e exposições, envolvendo nesse processo mais de 180 artistas.

Atrações nacionais
As atrações convidadas da Maloca Dragão 2017 são compostas por artistas cearenses de carreira consolidada e artistas nacionais e internacionais de diferentes estilos, além de perfis que se destacam pela vanguarda experimental. Na música, o festival terá artistas de canções e atitudes empoderadas como Karol Conka (PR) e As Bahias e a Cozinha Mineira (SP); o reggae da Tribo de Jah (MA), com o show de 30 anos de carreira; e BaianaSystem (BA), um dos principais nomes de um movimento independente que busca ressignificar a sonoridade da música urbana da Bahia.
Sobem ao palco ainda o “forró das antigas” de Kátia Cilene (CE), a irreverência do sertão contemporâneo de Geraldo Junior (CE), a música instrumental de raízes afro do grupo Horoyá (SP), Aldo Sena (PA) e a Guitarra Cearense e o rock do Cidadão Instigado (CE), lançando a turnê de 20 anos de estrada, com direito a um box comemorativo com discos de vinil. A Maloca Dragão também traz Cólera (SP), uma das principais bandas do punk rock nacional e a primeira do gênero no Brasil a fazer turnê na Europa.
O teatro pernambucano marca presença com o Coletivo Angu e o espetáculo “Ossos”, que conta uma história de amor, exílio e morte, baseado no livro do escritor Marcelino Freire. Na dança, é destaque o coreógrafo, bailarino e professor em São Paulo Eduardo Fukushima, que traz à Maloca dois premiados espetáculos: “Entre contenções (Prêmio Funarte de Dança Klauss Viana) e “Como superar o cansaço?” (Prêmio Rumos Dança Itaú Cultural).

Atrações internacionais
Pela primeira vez, o festival traz também a experiência de atrações internacionais. Conquistando visibilidade nos mais importantes festivais da América do Sul e Europa, a cantora argentina La Yegros leva ao público uma mistura explosiva que passa pelo funk, dub, rap, cumbia e outros estilos dançantes. Clube de jazz e gravadora com franquias em Nova York e Istambul, o Nublu é outro projeto que pousa por aqui, com palco armado no Estoril. Entre outras atrações, o Palco Nublu receberá o lançamento do primeiro álbum do projeto Praia Futuro, composto por Ilhan Ersahin (fundador do Nublu), Yuri Kalil e Fernando Catatau (ambos do Cidadão Instigado) e Dengue (Nação Zumbi). Dentro da programação de estreia da Maloca Eletrônica, o festival recebe ainda as presenças internacionais dos DJs Ninad e Yage (Argentina) e Luca (Itália).
            Ainda que seja um festival de arte cearense, Paulo Linhares ressalta que esse intercâmbio é importante para uma atualização e criação de conexões, a partir da articulação internacional e nacional. “O que está acontecendo como tendência, o que tem de mais inovador? A Maloca tem uma visão antecipadora dos movimentos artísticos do Brasil. Essa geração está tendo acesso a cinema, música, teatro, a tudo que está sendo feito de vanguarda neste país. Não somos reprodutores de mainstream. A Maloca é esse festival da grande descoberta”, define Linhares.

Viva Iracema
Desde 2016, a Maloca Dragão assumiu a experiência de “transbordar” arte e cultura para outros palcos e espaços da Praia de Iracema. Em 2017, a lógica não só se repete como se amplia: serão 24 espaços do Centro Dragão do Mar e entorno, recebendo uma semana de programação gratuita. Entre as novidades, o Palco Zé Avelino (na Rua José Avelino) ficará agora ao lado do Palco Rogaciano (sob a passarela vermelha). Juntos, eles receberão essencialmente – e de forma alternada – os shows inscritos através do chamamento público.
A Praça Almirante Saldanha, por sua vez, não terá mais um palco, mas será uma espécie de “coração do festival”, constituindo-se como espaço do encontro, da convivência, da circulação. Na praça, ficarão concentradas feiras de moda e design e ainda a Oca Maloca – em analogia à cultura indígena –, que receberá programação de cultura popular, variétés circenses e música experimental.
Outra novidade é o palco montado pertinho do mar, o Palco Draga Dragão, ao final da Rua Almirante Tamandaré, no Poço da Draga. Assim como a Praça Verde, este espaço receberá grandes nomes da música nacional e cearense. “A ideia é descentralizar a ocupação, preenchendo outros espaços públicos da cidade”, diz o diretor João Wilson Damasceno.
Sucesso de público ano passado, a Maloca Tabajaras também segue descentralizando o festival, com programação ao longo da Rua dos Tabajaras. O lugar terá food trucks funcionando a partir das 22h, além de festas e shows, a partir das 23h, no Pirata, Mambembe, Espaço Biruta e o Palco Nublu, no Estoril. A famosa “Praia dos Crush”, no Aterrinho, também receberá programação da Maloca Tabajaras, com o reggae do Dub Foundation Sound System e Buguinha Dub, a partir das 16h, na sexta-feira, dia 28.

Maloca Eletrônica e Maloca Parties

O festival ocupa a PI ainda com festas nas boates do entorno do Dragão do Mar. O Órbita Bar receberá a estreia da Maloca Eletrônica, nos dias 28 e 30 de abril, com DJs da Itália, Argentina, de São Paulo e do Ceará. Realizada em parceria com o Núcleo de Arte e Cultura Transcendental (NUACT Produções), essa programação traz, na sexta-feira, Ninad (Antu Records/AEON Bookings), Stereologic (Mind Tweakers/MUV), Caious (Forest Spirit Records/ZIOHM), Luca (GloOm Music/AEON Bookings), Earthsapce (Nano Records/NuACT) e Yage (Antu Records/AEON Bookings). Já o domingo, véspera de feriado, terá a banda The Mob, Rodrigo Lobbão (Órbita Bar/Undergroove), Camilo Rocha (SP) e Fil (Undergroove/Feeling Club). A Maloca Eletrônica tem acesso gratuito, com retirada de ingressos.

Também tem Maloca Parties, nas casas do entorno, com programação de festas e shows. O Amici’s será palco para a caliente La Tabaquera, no dia 28 de abril, a primeira festa da Maloca. No dia 29, tem Borogodó e Juruviana, no Pirata; e Lascaux e New Model, no Mambembe. Essas casas também recebem atrações no dia 30: o projeto Batekoo (Mambembe) e DJ Marquinhos e Freud Explica? (Pirata).
Todo esse “transbordamento” é uma iniciativa parte do Viva Iracema, projeto do Governo do Estado do Ceará e do Dragão do Mar para a integração dos equipamentos culturais da região e realização de ações de formação e difusão da arte e da cultura no bairro. Segundo Linhares, enquanto bairro de tradição cultural de Fortaleza, a Praia de Iracema é o espaço geográfico da economia da cultura da cidade, lugar de pulsação cultural. “É por isso que a Maloca transborda e ocupa outros palcos e espaços, além do Dragão. Um movimento natural dentro de uma política pública de cultura que visa recuperar o tecido urbano da Praia de Iracema”, acrescenta.

Gastronomia
            A gastronomia será uma atração à parte, na Maloca Dragão 2017. Concentrado entre a Caixa Cultural e o Palco Draga Dragão, na Rua Almirante Tamandaré, um corredor gastronômico terá o “gostin de Fortaleza”. É a Maloca de Comer, trazendo sabores que estão na nossa memória afetiva e que estarão reunidos celebrando o aniversário do Dragão.

Mercado de negócios
Com vistas à circulação da arte cearense no País, a Maloca Dragão realiza a segunda edição do Conexões Maloca. A partir do contato entre os artistas do festival e experts e jornalistas do mercado cultural, a iniciativa promove um intercâmbio de experiências e contribui para impulsionar a circulação das produções locais no âmbito nacional. Além de desbravarem o panorama artístico do Ceará, assistindo aos shows e espetáculos do festival, os programadores do mercado da música brasileira receberão os artistas em speed meetings. Nesse processo, cada artista terá três minutos para apresentar seu trabalho aos convidados, individualmente.

A ideia é fazer com que a arte cearense circule mais País afora e que os próprios grupos artísticos possam se apropriar dos caminhos para ir além do território de origem. Já foram confirmados: Alexandre Osiecki (Psicodália/SC), Fernando Zugno (Poa em Cena/RS), Marta Carvalho (Satélite/DF), Alexandre Rossi (Circo Voador/RJ), Antonio Gutierrez (Rec Beat/PE), Jomardo Jomas (Mada/RN), Ana Garcia (Coquetel Molotov/PE), Luciana Simões (BR 135/MA), Marcelo Damaso (Se Rasgum/PA), Anderson Foca (Dosol/RN), Fabiana Batistela (SIM - Semana Internacional da Música/SP), Elodie da Silva (Ame CV e Kriol Jazz/CABO VERDE), Jordana Phokompe (Lincoln Center/NOVA IORQUE), Luís Viegas (Ao Sul do Mundo/PORTUGAL).


Formação
            Novidade neste ano, o chamamento público para o festival contemplou também produtores culturais, roadies, técnicos de iluminação, som e cenotecnia. A fim de elevar o padrão técnico da Maloca, os selecionados estão passando por uma qualificação gratuita por meio do Lab Maloca, curso de formação realizado pelo Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (IATEC), em parceria com o Dragão do Mar e a Escola Porto Iracema das Artes.
Ao longo do mês de abril, são oferecidos workshops nas áreas de Produção (Produção de Palco e Logística de Produção), Áudio (Alinhamento de Sistemas, Mix de Monitor e NR10) e Iluminação (Desenho de Luz, NR 35 e Consoles Digitais). Essas demandas de profissionalização tiveram origem em reuniões abertas ao público, em fevereiro, com profissionais da área.
A reciclagem do conhecimento dos profissionais técnicos da Maloca foi iniciada em 2016, mas a experiência do chamamento público visa tornar ainda mais democrático o processo de contratação da força de trabalho do festival, além de estimular o interesse por essas áreas que, com a expansão do mercado cultural e de entretenimento, tornam-se cada vez mais promissoras como geradoras de emprego e renda. “É o único festival do Brasil com formação para seus profissionais”, afirma o diretor de Ação Cultural, João Wilson Damasceno.

Festival da afirmação cultural
            Em quatro anos, a Maloca Dragão se firmou como momento maior da arte cearense, avalia Paulo Linhares. “Falo isso porque os artistas e a cidade já o reconhecem como tal. É um festival democrático, aberto, múltiplo e totalmente gratuito de empoderamento, de afirmação cultural da população. Foram mais de 170 mil pessoas, circulando e apreciando a arte do Ceará, na última edição, em 2016. Sem contar os mais de 1.000 profissionais e artistas envolvidos”, afirma. O Instituto é uma Organização Social – a primeira de ordem cultural no País – que gerencia o Centro Dragão do Mar e outros sete equipamentos no Estado.
De acordo com Linhares, o reconhecimento do festival enquanto tradução da força cultural e artística do Ceará é parte de um esforço maior da política pública de cultura do Governo do Estado, enquanto transformadora do tecido da vida social.
“Diante da visão conservadora sobre o campo cultural e artístico, é importante entender o papel transformador da cultura, inclusive do ponto de vista econômico. A cultura permite um crescimento urbano com qualidade de vida, porque é papel dela a criação de uma sociedade com confiança social – que é a confiança no Estado e, consequentemente, nos vizinhos, na família, por existir respeito às normas. A sociabilidade das pessoas, o aprender a conviver depende dessa confiança social. E é com uma política cultural que o Estado conquista essa confiança, mais do que com qualquer outra”, reforça o antropólogo.
Além de mobilizar confiança social e gerar prestígio social para o campo artístico cearense, a Maloca Dragão impacta positivamente a economia do Estado. “Enquanto os empregos industriais têm uma curva decrescente até em Fortaleza, o setor cultural e o turístico apresentam permanente aumento de participação no PIB”, explica. Investir nesses setores, bem como em ciência e tecnologia, ou seja, centrar esforços na economia criativa, de acordo com o antropólogo, é hoje o melhor caminho para se crescer de forma sustentável e permanente em todo o mundo.
“Com uma política cultural efetiva, se tem menos violência, porque se tem qualidade de vida pública, tem mais emprego e mais felicidade nesses empregos, empregos que geram uma vida mais saudável e feliz. Você tem ainda uma população se reconhecendo como capaz de ser criativa e com identidades múltiplas e próprias”, reforça Linhares.

SERVIÇO
Maloca Dragão 2017
Quando:
de 25 a 30 de abril
Onde: no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e em vários espaços da Praia de Iracema
Acesso gratuito

DELÍCIA

Mundo de Doces e Sorvetes chega ao RioMar Fortaleza

O Festival de Doces e Sorvetes contará com food park e atrações infantis e musicais, de 29 de abril a 1° de maio

 Os amantes de doces e sorvetes já podem se preparar para o primeiro Festival de Doces e Sorvetes do RioMar Fortaleza, evento que acontece na cidade nos dias 29 e 30 de abril e 1° de maio (feriado), no Estacionamento Aberto da Lagoa do Papicu do RioMar Fortaleza, a partir das 17h, com entrada gratuita. O Food Park vai trazer os mais diversos tipos de doces e guloseimas. Não vai faltar cupcake, trufas, brigadeiro, espetinho de morango com chocolate, brownie, sorvetes artesanais e muito mais. Entre as operações já confirmadas estão: Pastel do Céu, The Churros, Cookies dos Sonhos, Luck Pop Corn, Loly Balas, Donciotto, entre outras.

Para garantir muita diversão, o festival ainda vai contar com peças de teatro infantil, atrações musicais e espaço com brinquedos para crianças. A programação tem atrações para todas as idades.

No sábado, dia 29 de abril, a dupla João e Maria traz histórias para a criançada, às 17h. Logo após, às 19h, a banda The Dillas irá animar o público. A banda traz um repertório sempre atualizado com músicas de poprock e excelente performance. Já no domingo, dia 30 de abril, é a vez de Chapeuzinho Vermelho viver aventuras junto com os pequenos, seguido com muita música com a dupla Carla e Davi. E para encerrar, na segunda-feira, dia 1° de maio, feriado, os Três Porquinhos fazem apresentação para a criançada e o fechamento fica por conta da Superbanda, às 19h. A banda conhecida por agitar as noites fortalezenses juntamente com o projeto #Quartinho é formada por nomes já conhecidos no cenário local.  Com Pedro Fialho e Marcelo Góis nos vocais, Anatole Nogueira e Yuri Lobato nas guitarras, Pedro Farias no baixo e Lucas Ramalho na bateria. O grupo interpreta grandes sucessos, do axé ao pop rock, em versões dançantes que prometem não deixar ninguém parado.

Serviço
Data: 29 e 30/ 04 e 01/05
Local: Estacionamento Aberto da Lagoa do Papicu do RioMar Fortaleza
Horário: a partir das 17h
Programação:
Sábado (29 de abril)
17h – João e Maria
19h – The Dillas
Domingo (30 de abril)
17h – Chapeuzinho Vermelho
19h – Carla e Davi
Segunda (1° de maio)
17h- Três Porquinhos
19h- Superbanda

EXPOSIÇÃO 3

GALERIA MULTIARTE COMEMORA 30 ANOS E APRESENTA RETROSPECTIVA DAS OBRAS DO ARTISTA PLÁSTICO CÍCERO DIAS

A Galeria Multiarte iniciou as suas atividades em novembro de 1987 com a missão de apresentar para o público de Fortaleza o que havia de importante no cenário artístico nacional. Realizamos ao longo destes trinta anos, 45 exposições sempre acompanhadas de um catálogo ilustrado, o que hoje constitui uma fonte bibliográfica importante. Além das exposições, promoveu palestras por grandes críticos e historiadores, com a presença de artistas e ainda, ciclos de conferências. Atualmente, a Multiarte se dedica a coordenar grupos de estudos com artistas, colecionadores, professores, alunos e arquitetos.
Em 20 de novembro de 1995, a Multiarte abrigou a primeira e única exposição de Cícero Dias realizada em Fortaleza. Segundo o artista, esta mostra se tornaria um marco na sua vida, pois, além de Recife, Fortaleza seria outro local pioneiro no Nordeste a abrigar uma exibição mais abrangente de sua trajetória. Decorridos 22 anos, e por ocasião das comemorações dos 110 anos de nascimento do artista, a Multiarte apresenta nova exposição, no mesmo formato daquela que tanto encantou o artista.

Com curadoria compartilhada, texto crítico e cronologia da crítica de arte e biógrafa do artista, Angela Grando, doutora em Teoria e História da Arte pela Universidade de Paris I, Sorbonne. A cronologia apresentada teve como fonte principal sua tese de doutorado, Cícero Dias: Figuration Imaginative et Abstraction Construite (1928-1958) na qual, faz uma correção histórica da data de nascimento do artista. Erroneamente publicada como 5 de março de 1907, a partir desta publicação, comprova-se ser 5 de fevereiro de 1907, mediante sua certidão de nascimento.

As obras que compõem esta exposição, a maioria inéditas, são onze aquarelas dos anos 1920 e 1930, um desenho da década de 1930, vinte pinturas dos anos 1930 a 1980 e dez litografias que constituem a Suíte Pernambucana, parte de um conjunto de 25 gravuras editadas em 1983, a partir de suas aquarelas de 1920. A impressão das litografias, feitas ao longo de um ano, ficou a cargo do Atelier Pierre Badey, em Paris, e todas as etapas de produção foram cuidadosamente supervisionadas pelo artista. Após a conclusão da impressão, as matrizes foram destruídas. Cícero Dias viveu intensamente a cena artística no Rio de Janeiro. Da sua primeira exposição em 1928, até sua ida para Paris em 1937, integrou-se no início dos movimentos modernistas, foi amigo de artistas, escritores e intelectuais, participou do Movimento Antropofágico lançado pelo Manifesto de Oswald de Andrade (1890-1954), expôs em Nova York e fez parte do Salão Revolucionário de 1931 – um marco no modernismo brasileiro, organizado por Lúcio Costa (1902-1998). Retira-se para Recife, onde monta ateliê e continua a trabalhar intensamente, e segue participando da vida intelectual com seu grande amigo Gilberto Freyre (1900-1987). Em 1937, vai para Paris, onde o aguardam o pintor Di Cavalcanti (1897-1976), sua mulher Noêmia Mourão (1912-1992) e o escritor Paulo Prado (1869-1943).
A longa experiência do pintor na Europa foi das mais intensas, tanto no plano cultural, convivendo com artistas modernos exponenciais do século XX e participando de movimentos e exposições notáveis, quanto no plano das aventuras de um homem corajoso e amante da liberdade, durante os anos sombrios da Segunda Guerra Mundial. A partir daí, sua arte tem mantido as encantadoras espontaneidade e originalidade, com uma assumida poética visual que, em determinado momento, enfrentou os desafios do abstracionismo, e deles extraiu a ambição de horizontes cada vez mais amplos.
Complementam a exposição a edição de um catálogo com textos de Angela Grando e Max Perlingeiro, cronologia, uma seleção da sua correspondência ilustrada com amigos – artistas e intelectuais e reprodução de todas as obras apresentadas.
A Exposição Cícero Dias (1907-2003) será apresentada até 5 de maio de 2017 e estará aberta à visitação pública de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas.

Galeria Multiarte
Rua Barbosa de Freitas 1727 I Fortaleza, Ceará
(85) 3261-7724
galeriamultiarte@uol.com.br
www.galeriamultiarte.com.br

EXPOSIÇÃO 2

"DALÍ: A DIVINA COMÉDIA" APRESENTA GRAVURAS DO MESTRE DO SURREALISMO NA CAIXA CULTURAL

As 100 gravuras expostas representam o diálogo entre as artes visuais de Salvador Dalí e a obra literária de Dante Alighieri 

A CAIXA Cultural Fortaleza apresenta, de 26 de abril a 02 de julho de 2017, a exposição Dalí: A Divina Comédia, que reúne 100 gravuras do mestre do surrealismo Salvador Dalí, pertencentes a uma coleção privada da Espanha. As obras foram produzidas entre as décadas de 1950 e 1960, sob encomenda do governo italiano para ilustrar uma edição comemorativa aos 700 anos de nascimento de Dante Alighieri (1265-1321). A abertura será no dia 25/04, às 19h. No dia 26, às 15h, haverá uma visita guiada com o artista plástico Roberto Galvão.

Pintor, escultor e gravurista, o catalão Salvador Dalí (1904-1989) alcançou projeção mundial por sua obra surrealista, com imagens inusitadas e muitas vezes bizzarras, de grande riqueza plástica, alusivas ao mundo dos sonhos e do subconsciente. Realizou obras para grandes clássicos da literatura ocidental, com destaque para a série em aquarela onde expõe sua visão sobre a alegoria poética A Divina Comédia, de Alighieri, sendo esta uma de suas criações mais apreciadas.

As imagens ilustram cada canto do poema épico de Dante, percorrendo sua viagem imaginária, desde os círculos infernais, acompanhado por Virgílio, até o centro da terra, onde encontra Lúcifer. Depois, regressando à superfície terrestre, sobe a montanha do purgatório para, guiado por sua amada Beatriz, ser admitido no paraíso.

Alguns conjuntos desta obra de 100 gravuras de Dalí foram impressos com a colaboração dos editores Joseph Foret e Jean Estrade, no atelier deste último. Os trabalhos foram apresentados em Paris, em momentos diferentes, nomeadamente, em 1960, o "Inferno", em 1962, o "Purgatório" e, em 1964, o "Paraíso".

Para Dante, homem-síntese da Idade Média, a finalidade da vida humana era buscar o bem e a verdade, que só em Deus se encontravam. Sua obra poética é uma das maiores da literatura universal, transcendendo o contexto histórico-cultural em que foi produzida. Mas esta teria sido escrita na época para reformar moralmente o mundo, que o poeta via imerso em situação pecaminosa; para despertar nos homens a consciência da redenção.

Serviço:

Exposição: Dalí: A Divina Comédia
Local: CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Data: 26 de abril a 02 de julho de 2017 (abertura no dia 25/04, às 19h, para imprensa e convidados)
Horários: terça-feira a sábado, das 10h às 20h | domingo, das 12h às 19h
Entrada Gratuita
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos
Serviço de manobrista gratuito no dia da abertura

Informações gerais | CAIXA Cultural Fortaleza:
(85) 3453-2770

EXPOSIÇÃO

Centenário de Chico Albuquerque é lembrado com a mais completa exposição já realizada sobre sua obra

Grande parte das imagens foi restaurada pelo Instituto Moreira Salles e pela primeira vez será exposta no Ceará

​Chico Albuquerque em foto de Delfina Rocha

A história da fotografia no Brasil passa por muitos nomes, mas poucos traçaram esse percurso com pioneirismo, múltiplas habilidades, extremo domínio da luz e da técnica e alcançaram o patamar de mestre de gerações de fotógrafos Brasil afora, como é o caso de Chico Albuquerque. Nascido há 100 anos (25 de abril de 1917) e falecido há 16 (26 de dezembro de 2000), "Seu Chico" como era chamado por tantos amigos, colegas e admiradores de sua obra, foi o precursor da fotografia na publicidade no Brasil e fez escola com sua arte que foi, é e será sempre uma grande referência.



Para marcar o centenário de nascimento, o Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro, e a Terra da Luz Editorial, do Ceará, abrem no dia 25 de abril a exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos", que ocupará os dois andares do Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Esta será a mais completa mostra sobre a sua obra, somando cerca de 400 fotografias, além de objetos, livros, recortes, exibição de filmes ("It's All True", "Cangaceiros"), documentários sobre ele, vídeo sobre o livro Mucuripe, entrevistas, entre outros. A mostra abre o festival Maloca Dragão, que este ano tem como tema "It's All True, Orson Welles – 100 anos de Chico Albuquerque”.

"Essa exposição pretende apresentar ao público a maestria de Chico Albuquerque, que teve uma rica trajetória de mais de 65 anos na fotografia brasileira", diz Patricia Veloso, da Terra da Luz, que divide a curadoria com Sérgio Burgi, do IMS.

Imagens preservadas
Muitas fotografias serão expostas pela primeira vez no Ceará. Elas são parte do acervo de cerca de 75 mil imagens produzidas pelo fotógrafo cearense em São Paulo entre 1947 e 1975, que está preservado na Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles por meio de convênio com o Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Esse material foi digitalizado no IMS, que fez, em seguida, um minucioso trabalho de recuperação das imagens, boa parte delas bastante degradadas. Outra parte da exposição é composta por fotografias mantidas no Ceará, sendo, pois, um encontro de acervos, dando uma visão de toda a obra, resultando na mais completa mostra já realizada sobre ele.

"O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos" apresenta as várias fases de sua vida e obra. Uma das salas lembra o período de 1934 a 1945, que são os primeiros anos da ABAFILM, fundada em Fortaleza por seu pai, Adhemar Bezerra de Albuquerque, e o início da carreira profissional de Chico, que esteve à frente do estúdio da empresa de fotografia do pai. É dessa época o trabalho de still do filme It's All True, do cineasta Orson Welles, do qual participou Chico Albuquerque, e os registros do cangaço feitos por Benjamim Abrahão, cujo serviço foi contratado pela ABAFILM.

Em 1945 Chico Albuquerque mudou-se para São Paulo, onde abriu seu estúdio e destacou-se como um dos melhores retratistas do país, tornando-se um ícone da fotografia publicitária no Brasil, atividade que iniciou em 1949 junto às maiores agências de publicidade nacionais e internacionais.

Do período que residiu em São Paulo datam a série de cerca de 50 retratos de artistas, políticos e outras personalidades, as fotografias de arquitetura, moda, indústria automobilística e as imagens urbanas da capital paulista, produzidas nas décadas de 1960 e 1970, nunca expostas em Fortaleza. Na mostra há também um espaço dedicado ao fotoclubismo, movimento que participou como membro do Foto Cine Clube Bandeirante e que projetou a fotografia brasileira no cenário internacional.

Mucuripe, Frutas e Jericoacoara

Do acervo que permanecem no Ceará, estão séries como Frutas, de 1978, Jericoacoara, sendo este o último ensaio que realizou, em 1985, e Mucuripe, a famosa documentação sobre os jangadeiros na praia de Fortaleza registrada por Chico Albuquerque em duas épocas distintas. A primeira vez foi em 1952, gerando uma grande repercussão nacional, com exposição no MASP e divulgação em revista de circulação nacional. A segunda, 36 anos depois, em 1988, cujas fotografias compuseram a primeira publicação do livro Mucuripe, lançado no ano seguinte. Editora e curadora também dos livros sobre a obra de Chico Albuquerque, Patricia Veloso lembra que as duas primeiras edições de Mucuripe tiveram o acompanhamento do fotógrafo nos serviços de impressão em São Paulo.
Recortes e afetos

A exposição reserva um espaço que é chamado pelos curadores como Sala dos Afetos, com registros de pessoas que fotografaram Chico Albuquerque, fotos pessoais, da família e lugares onde morou.

Instalação e Performance Visual na abertura

A abertura no dia 25 será acompanhada da instalação “Jangadeiros”, do ilustrador, grafiteiro e artista plástico Rafael Limaverde, e do show “Quatro homens e uma jangada”, uma performance sonora visual criada por Eric Barbosa que, juntamente com os músicos Guilherme Mendonça e Julio César Santana Pepeu e o artista visual Dimitri Lomonaco, realizam uma reinterpretação audiovisual do filme de Orson Welles.

SERVIÇO
Exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos" - Abertura no dia 25 de abril, às 19h, no MAC-CE do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A exposição fica em cartaz até o dia 02 de julho de 2017. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito. Informações: (85)3488.8624