LIVROS - FICÇÃO

Livro traz ação em dois mundos paralelos, um de fantasia, outro em nosso planeta atual

Num universo de crônicas sobrenaturais e uma paixão proibida e no momento em que diversos contos de fadas começam a ser revisitados, desperta o interesse na ficção brasileira, A Fada e o Bruxo, escrito por F. Medina, que lançada no ano passado numa edição independente, conquistou jovens e adultos em todo Brasil, com enredos enigmáticos vividos no planeta chamado de IVI, universo paralelo onde vivem inúmeros seres mágicos. Publicado pelo próprio autor, o livro somou mais de 3.000 exemplares vendidos, em pouco mais de dois meses, e agora ganha uma nova edição pela Hamelin, novo selo da Editora Lafonte, com tiragem de 15 mil exemplares.
No livro A Fada e o Bruxo, o autor desafia os leitores a se encantarem por uma aventura enigmática de um moderno conto de fadas, recheado de criaturas mágicas e aladas, em um universo paralelo, chamado de Planeta IVI.  A história narra o amor proibido, entre a fada Ava e o bruxo Aiden, de clãs distintos, em uma trama que mescla momentos de emoção e suspense. Principalmente, quando a fada Emma, a mais poderosa do reino das fadas, também se vê apaixonada pelo mesmo bruxo.

Mais do que uma história de amor entre seres mágicos, o Universo IVI foi concebido para ser palco de episódios regrados por mistérios e fantasias, para o deleite dos fãs de literatura fantástica. Segundo a história, muitas das criaturas magníficas existentes na Terra tiveram sua origem no planeta encantado, e que por intermédio de um experimento infeliz estes seres foram levados ao nosso planeta, um lugar que IVI supostamente deveria proteger.
A interação com a Terra ocorre durante o período de treinamento de preparação das fadas. Nesse cenário, várias cidades do mundo, como Londres, Amsterdã, Berlim, São Paulo, Los Angeles e Nova York se tornam cenário para muitas das aventuras do livro. Parte significativa das crônicas foram escritas com base nas experiências do autor em suas viagens pelo mundo.  Com relação ao meio celestial, seremos apresentados aos Vix, Anjos Majestosos, responsáveis pela criação e evolução do planeta.
A história do livro A Fada e o Bruxo é narrada a partir de suas origens até os mistérios que resultaram no desenvolvimento do planeta IVI. Além disso, o autor relata detalhes preciosos de seus personagens, em cada episódio de aventura, para compreensão dos leitores.

 
Sobre o autor


Francisco Medina  é formado em administração de empresas e comércio exterior pela universidade Metodista de São Paulo e fez pós-graduação em negócios in­ternacionais, nos Estados Unidos. Foi executivo de grandes empresas antes de se tornar empresário no ramo ligado a sua paixão: viagens e turismo.
Devido a sua atividade profissional, pôde conhecer vários lugares do Brasil e do mundo, o que foi fundamental para criar o Universo Ivi, palco para a história de A Fada e o Bruxo.

 

Sobre o selo Hamelin da Editora Lafonte

O nome Hamelin foi escolhido em homenagem aos Irmãos Grimm, que criaram a fábula O Flautista de Hamelin com base em uma história ocorrida na cidade alemã de mesmo nome, em 1282. Nesse selo estarão incluídas as obras de ficção em geral, romances, juvenis, fantasy, chick lit e muito mais.

Ficha Técnica
Título: A Fada e o Bruxo
Autor: F. Medina
Editora: Hamelin
Número de Páginas: 288
Preço: R$ 29,90

LIVROS NÃO-FICÇÃO

A nova genealogia dos direitos humanos   

Esta é primeira obra do alemão Hans Joas, um dos autores mais influentes da atualidade na área de Filosofia, traduzida para o português. Escrito em 2011 o livro "ASacralidade da Pessoa", lançamento da editora Unesp, aborda o candente tema dos direitos humanos, a partir de um estudo inovador e surpreendente sobre sua fundamentação histórica. Onde residem as raízes dos direitos humanos? Teria se originado na tradição judaico-cristã? Ou teriam surgido no bojo do iluminismo?
O autor rejeita ambas as hipóteses, rompe com interpretações usuais e constrói uma narrativa pouco convencional, sustentando que a noção universal de dignidade humana resultou de um profundo e complexo processo de sacralização da pessoa. Ao longo do tempo, cada ser humano passou a ser considerado “sagrado”, a ponto de essa compreensão institucionalizar-se no direito.
Não se trata, porém, de atribuir um sentido exclusivamente religioso à ideia de “sacralização”. Para Joas, esse conceito engloba conteúdos seculares: “Os direitos humanos são fruto, principalmente, de resistência contra a aliança de poder entre Estado e Igreja (católica) ou contra o cristianismo como um todo”.
O pensador demonstra que a história da “sacralização” da pessoa não pode ser descrita a partir de uma história das ideias ou apenas com base em registros documentais. Para contá-la, é preciso recorrer a levar em conta a forma como as diversas tradições culturais foram articuladas, codificadas legalmente e assimiladas em práticas da vida cotidiana. Direitos humanos, como o autor aqui demonstra, não espelham simplesmente consensos sobre princípios universais: eles derivam, sobretudo, de uma prática e de um discurso cultural e interdisciplinar sobre valores. Sua história consiste, portanto de várias histórias.





 

História real sobre o maior roubo de diamantes de todos os tempos
 

Em 15 de fevereiro de 2003, um grupo de ladrões arrombaram um cofre supostamente hermético na capital internacional de diamantes, na Antuérpia, Bélgica, e saíram com mais de US $108 milhões em diamantes e outros objetos de valor. O roubo foi consumado sem que os bandidos usassem nenhuma violência e sem tropeçar em um único alarme. Embora tenha sido um crime perfeito, a fuga não foi. Os cinco assaltantes eram italianos e foram pegos depois que a polícia rastreou o lixo deixado pelo bando em um terreno próximo à cidade. O grupo foi preso sob a liderança de Leonardo Nortarbartolo, membro de uma gangue conhecida como Escola de Turim. Ele pegou apenas dez anos está perto de sair da cadeia, mas muitas dúvidas sobre o caso ainda persistem. Afinal, como eles conseguiram invadir o prédio mais seguro do mundo? Como eles foram capturados? Onde estão escondidos os diamantes roubados? Para essas perguntas, somente Nortarbartolo tem as respostas.
O livro que conta a história desse, que foi o maior roubo de diamantes da história chega agora ao Brasil. Um roubo brilhante (Editora Nacional / 320 páginas / R$ 37,00) foi escrito pelo jornalista investigativo Greg Campbell, o mesmo autor de Diamante de Sangue, e o advogado Scott Andrew Selby, que tem mestrado no assunto. Os dois relatam no livro a investigação que levou à prisão dos criminosos, depois de um plano quase perfeito, que foi estragado por um erro tão infantil quanto inacreditável. O trabalho investigativo dos autores apurou que a quadrilha tinha em cada integrante uma especialidade, e o plano precisou de dois anos para ser elaborado.
Segundo os autores, a história desse livro foi montada e acordo com informações vindas de fontes de vários países. “Documentos importantes foram descobertos em uma série de lugares, como se estivéssemos em uma caça ao tesouro”, contam eles na apresentação do livro. Além disso, as entrevistas foram feitas em vários lugares e a montagem da história foi como um quebra-cabeça, com partes espalhadas por toda a Europa. A maioria dos fatos desse crime é evidente e intestável. Outros, nem tanto. Muitos detetives ainda discordam sobre o curso preciso dos acontecimentos. Os autores apresentam nesse livro a versão mais fidedigna possível do crime, através da dedução lógica, senso comum e a triangulação dos fatos. Onde existe a dúvida, somente um grupo pequeno de homens saberá explicar o que realmente aconteceu.





Aroldo Araújo lança livro sobre música no BNB Clube Aldeota

O instrumentista, compositor e arranjador Aroldo Araújo vai revelar nesta quinta (21), no BNB Clube Aldeota, mais um de seus talentos, dessa vez como escritor. Além das músicas que compõe, Aroldo apresenta ao público o lançamento do livro “Música - Prática de Conjunto”.  O evento tem entrada gratuita com início a partir das 20h e conta com a participação especial do cantor cearense Melquíades.

O livro contém um conjunto de partituras e tem como proposta auxiliar graduandos do bacharelado e da licenciatura do curso de música, já que, segundo o autor, a prática de conjunto é uma disciplina importante na faculdade e auxilia os alunos a fazer música com unidade e sentido.

Para o professor Heriberto Porto, que assina a apresentação do livro, a publicação é muito bem vinda. “Ter um livro de partituras no Brasil ainda é raro e consequentemente é bem aceito nas universidades. Muitas vezes os professores recorrem a publicações estrangeiras para conseguir um repertório adequado”, pontua.

A publicação conta com o apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet e com o patrocínio do Banco do Nordeste.

Licenciado em Música pela Universidade Estadual do Ceará (UECE),
Aroldo Araujo é um dos mais conceituados músicos do cenário artístico cearense. Foi arranjador de alguns festivais como “Canta Nordeste”, da Rede Globo e Festival Camocim. Tocou com artistas como Antônio José Forte, Oswaldinho do Acordeom, Danilo Caymmi, Mauro Senise, Altamiro Carrilho, Fausto Nilo e Fagner. No ano em que completa 30 anos de carreira lança também seu novo disco intitulado “Contrabaixo”.





Uma verdade mais assustadora do que o terrorismo e a guerra

Um romance que vai além da grande falácia do 11 de Setembro e das fictícias “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein

Após perder a esposa no atentado do 11 de Setembro, o tenente norte-americano Jack Parsons jura se vingar do terrorismo islâmico. Participa então da subsequente invasão dos Estados Unidos ao Iraque, onde descobrirá os horrores de uma guerra que, à medida que avança rumo a Bagdá, vai se revelando cada vez mais ilógica e desnecessária. A crueldade dos soldados norte-americanos para com as vítimas, as violações constantes de direitos humanos, bem como a farsa por trás desse confronto, cuja verdadeira motivação parece ser o controle do petróleo, fazem Jack suspeitar que está sendo manipulado como um marionete por homens sem escrúpulos.
Pouco antes de ser ferido em combate, Jack testemunha a venda de informação confidencial por parte de um arqueólogo iraquiano a um jornalista inglês. Os documentos falam de uma conspiração na qual o governo dos EUA estaria diretamente envolvido nos atentados da Al Qaeda contra o World Trade Center em 2001.
A terrível revelação leva o tenente Parsons a retornar ao campo de batalha, com a intenção de se apoderar do Projeto Brainwashing (“lavagem cerebral”), um plano de dominação mundial engendrado por pessoas influentes e poderosas próximas a Washington DC, e que justifica quaisquer atrocidades. Assim que conhecer a verdade sobre as sinistras intenções da Casa Branca, Jack moverá céus e terra para levar a cabo o seu plano de vingança pessoal, só que desta vez contra a sua própria bandeira e contra o governo do seu próprio país.
De leitura instigante e envolvente, este formidável romance de temática muito atual é povoado não só de personagens reais, como George W. Bush, Bin Laden, Barack Obama e a primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, mas também de criações plausíveis, como os jornalistas que arriscam a vida na guerra e o casal de arqueólogos que esconde relíquias artísticas do Museu de Bagdá para não serem destruídas pelos bombardeios.
Sobre o autor

Patrick Ericson (pseudônimo de José María Fernández-Luna Martinez) nasceu em Alhama de Murcia, Espanha, em 1962. Eclético e autodidata, estreou em 2000 com o romance Baile de dríadas. Já publicou sete livros, entre eles o de poesia De profundis. Em 2010, a Geração lançou seu best-seller O símbolo secreto, romance sobre a maçonaria.

LUXO

Celebre o almoço de Páscoa com vinhos e espumantes

A sommelier Carina Cooper dá dicas de como harmonizar os pratos e as bebidas no feriado cristão


 
A Páscoa está chegando e com ela a vem vontade de confraternizar com familiares e amigos em um almoço saboroso. No verdadeiro banquete do tradicional domingo de Páscoa não faltarão receitas criativas e elaboradas com bacalhau, peixes, carnes e especialmente com o vinho, que é um dos principais símbolos desta data. Para a sommelier da Vinícola Salton, Carina Cooper, o tradicional prato de bacalhau ou até mesmo algum outro peixe da preferência do consumidor, pode ser harmonizado com um vinho branco da uva chardonnay. “A Salton possui o Salton Volpi Chardonnay e também o Salton Virtude Chardonnay, que são perfeitos para acompanhar esses pratos mais encorpados com peixes”, ressalta Cooper. A sommelier acrescenta ainda que “se a intensão é brindar o bacalhau com um espumante, o consumidor poderá optar pelo Salton Reserva Ouro, um espumante brut perfeito para a ocasião”. Para os pratos elaborados com carnes vermelhas, Carina Cooper aconselha a harmonização com o Salton Volpi Cabernet Sauvignon – um vinho tinto de sabor macio e grande persistência de sabor.
E claro que, em uma das datas mais importantes no calendário cristão, não pode faltar o grande destaque do domingo de Páscoa: os ovos de chocolate. Para acompanhar os tradicionais ovos a sommelier indica um espumante mais doce como o Salton Moscatel. “Essa harmonização é surpreendente, pois a bebida é extremamente aromática (frutas e flores) e possui um frescor que combina maravilhosamente bem com a untuosidade e amargor do chocolate”, completa Cooper.

A Vinícola Salton é reconhecida como uma das principais vinícolas do país, sendo líder na comercialização e de espumantes e frisantes no mercado nacional e responsável por alguns dos vinhos mais premiados do País. A empresa busca sempre oferecer produtos que aliem a qualidade excepcional de suas uvas aos sofisticados métodos de produção utilizados na vinícola. Com unidade localizada no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves/RS e São Paulo, a Salton espera receber cerca de 100 mil visitantes para este ano. Centenária e 100% brasileira, a empresa elabora vinhos, espumantes, frisantes, e suco de uva de altíssima qualidade. Além disso, a qualidade dos produtos da Salton é atestada pelas mais de 200 medalhas já conquistadas em premiações nacionais e internacionais de renome tais como a Expovinis (Brasil), a The International Wine and Competition (Inglaterra), a Challenge International Du Vin (França), a San Francisco International Wine (EUA), entre muitas outras.

MODA

MODA MILITAR NA RENNER


Grande aposta para o inverno 2013, o militarismo promete invadir o guarda-roupa das fashionistas de plantão. Na Renner é possível encontrar produtos com forte influência masculina, mas sem perder a delicadeza feminina.

Inspirada na Segunda Guerra Mundial, quando as mulheres também vestiram uniforme e deixaram seus aventais para servir o país ao lado dos companheiros, o militarismo ganhou espaço na moda. Para a próxima estação vale apostar nos camuflados, nas peças de couro, nos coturnos, nas parkas, nos trench-coats e muito mais. A dica é optar por peças marcantes e pesadas, combinando com toques femininos, como a renda e sandálias de salto e/ou anabela.
Nas 188 lojas espalhadas pelo Brasil ou pelo site www.lojasrenner.com.br as consumidoras encontram diversas peças, acessórios e calçados para enfrentar, com estilo, a estação mais fria do ano.

Preços das peças avulsas:
·         Camisa Feminina com Tachas no Bolso - R$ 119,00
·         Blusa em Malha com Estampa Militar - R$ 49,90
·         Bota sneaker em couro – R$ 199,00
·         Calça skynni em sarja camuflada – R$ 89,90
·         Colete militar em parka com tachas na gola e bolso – R$ 109,00
·         Trench coat com mangas em material sintético – R$ 199,00











Damyller lança campanha de inverno 2013 na Hungria

O Castelo neo-renascentista Schossberger, na Hungria, serviu de cenário para a nova campanha de inverno da Damyller. A arquitetura misteriosa do local foi perfeita para traduzir o clima gótico e sombrio da coleção. E como todo mistério tem sua beleza, a Damyller revela os segredos da estação mais fria do ano ao lado dos modelos internacionais Djamila del Pino e Helge Gjerstad.
As fotos foram clicadas pelo renomado fotógrafo alemão Sacha Höchstetter. O stylist é de Paola Pádua, o beauty de Verena Heller e a produção executiva de Kay Richter.








Verão 2014 de Vitorino Campos terá exibição online

Estilista traz desfile da nova coleção em vídeo e fotos

Vitorino Campos apresenta um formato diferente para apresentar sua coleção Verão 2014. A performance faz parte da programação oficial do SPFW, e a transmissão será realizada pelo portal FFW e pelo site da marca no dia 21 de março, às 11h. O conceito faz parte do tema da coleção, que fala sobre era digital.

www.ffw.com.br
www.vitorinocampos.com

MÚSICA

Revelação da nova cena paraense, Luê lança seu primeiro disco

Com patrocínio do programa Natura Musical, a cantora lança A Fim de Onda, que traz composições próprias e diversas participações especiais

A obra de um artista genuíno é retrato de sua vida. Não há exceção à regra com a paraense Luê, que lança seu primeiro trabalho, A Fim de Onda, com patrocínio do Programa Natura Musical tanto para o CD como para os shows da turnê. A moça começou no violino clássico – onde passou 12 anos –, bebeu diariamente música boa na casa dos pais e manteve antena apontada para o que acontecia além de sua Belém natal. O resultado é um disco que vai da guitarrada ao carimbó, flertando até com o soul e o universo pop.

Tudo vivo, tudo orgânico. Não há nada eletrônico em A Fim de Onda. Como a trajetória de Luê, que estudou dos 9 aos 21 violino clássico e, durante uma tradicional Marujada em louvor a São Benedito, conheceu e resolveu investir na rabeca (parente popular do violino). Recentemente, descobriu uma incrível voz para acompanhar a mistura e resolveu encarar o microfone. Com a voz e a coragem, tinha a música que abre e batiza o disco pronta, em parceria com o produtor do trabalho, Betão Aguiar, e convidaram Arnaldo Antunes para escrever a letra. A soma é uma canção que tangencia o soul, esbarra na sensualidade do bolero e tem o clima envolvente da rabeca e do trompete. O último leva a assinatura inconfundível de Guizado.
A faixa Bom transporta o álbum para diferentes sonoridades em clima de bem-estar, canção de refrão forte que destaca a suavidade da cantora. E traz mais um convidado especial: Curumin, na bateria. Vale a audição com atenção voltada para a linha de baixo de Zé Nigro e os arranjos de sanfona matadores de Toninho Ferragutti. A canção é de autoria de Quinho e André Carvalho-, o último  tem dois grandes hits recentes nas vozes de Maria Gadu e Marisa Monte.

Curumin e Guizado participam também da música seguinte, Cabeça, um afoxé/dub com cumbia, balanço e sensualidade: “O mundo fica mais bonito com você/(...) nunca esqueça, que eu sempre gostei de te querer”.  Antes, há referência explícita à cultura local que Luê vivencia desde que consegue se lembrar – sua versão de um dos precursores da lambada, Alípio Martins (e Jesus Couto), Onde Andará Você?, com direito a participação de dois dos mais importantes expoentes da guitarra do Pará hoje, Felix Robatto e Pio Lobato, numa guitarrada que contou ainda com o inventivo cearense da banda Cidadão Instigado, aos cuidados de Régis Damasceno.

O pai de Luê, Júnior Soares, tão influente na carreira da cantora e compositora, marca presença no disco em Nós Dois. A canção que ele assina junto a Ronaldo Silva é um xote levado com malemolência na rabeca e guitarra. Faróis também leva a assinatura da dupla em um zouk conduzido na percussão do baiano Orlando Costa e nos teclados do argentino Didi Gutman (Brazilian Girls). Até chegar a essa, você encontra a guitarrada de Felipe Cordeiro, que assina a autoria, co-produção e toca o instrumento em Sei Lá. As (talvez) mãos mais mágicas do país nas seis cordas, Edgard Scandurra, junto à personalidade única da bateria de Pupillo (Nação Zumbi), conduzem o arranjo da instigante Prática.

Edgard abre os trabalhos em outra composição de Luê junto a Betão Aguiar e Felipe Cordeiro, Se Colar, que trafega entre o pop e os elementos da cultura latina da América Central, rica fonte que tem alimentado bastante essa nova geração de artistas paraenses. E o trabalho fecha com dramaticidade na climática Cavalo Marinho, carregada de violões. Um boi que nos remete à valiosa pesquisa feita pelo grupo Arraial do Pavulagem, importante referência na criação da artista.










Poesia e música fazem parte do projeto “Crianceiras” 

Disco que virou espetáculo é inspirado na obra do escritor Manoel de Barros
 

Aproximar as crianças da literatura, da música, da poesia e das artes em geral. Esse é o objetivo do cantor e compositor sul-matogrossense Márcio de Camillo, idealizador do projeto Crianceiras. O CD, lançando de forma independente, foi inspirado na obra de Manoel de Barros, o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade. São 10 poemas musicados por Márcio, que interpreta as canções ao lado de mais de 15 crianças nos vocais. “O Crianceiras é uma homenagem que fiz para todas as crianças, porque eu queria ensinar para minha filha poesia de um jeito diferente”, explica Márcio de Camillo.
O álbum foi indicado como um dos três melhores álbuns infantis de 2012 pelo ‘Prêmio da Música Brasileira’ e estreou em formato de videoclipes no Gloob, o novo canal infantil da Globosat. Com vocação educativa, o CD “Crianceiras” foi concebido para tornar-se uma ferramenta pedagógica para os professores aproximarem seus alunos do universo da obra deste importantíssimo escritor brasileiro, através da música. Em sua primeira tiragem, uma cota foi distribuída gratuitamente para as escolas públicas de Campo Grande, como contrapartida sócio-cultural do projeto de incentivo a novas práticas pedagógicas e ao estímulo a leitura.
“O projeto nasceu do desejo de reverenciar a obra de Manoel de Barros, através de minha música. Ao mergulhar em sua obra, percebi o quanto era lúdico aquele universo de encantamento e descobertas, vividas pelo poeta em sua infância pantaneira”, conta Márcio. “Assim, surgiu a ideia de musicar sua obra para o público infantil, criando uma ponte entre a poesia e a melodia”, completa. O CD foi transformado no espetáculo cênico musical Crianceiras, inspirado nas iluminuras da artista plástica Martha Barros, sob a direção de Luiz André Cherubini, com a estética teatral do Grupo Sobrevento de Teatro de Animação.








NOVELAS

"Salve Jorge": Theo e Morena se reencontram; saiba como será
 

Capitão acha que está tendo alucinações, mas logo percebe que sua amada está viva
            
 

Morena (Nanda Costa) está conseguindo desmascarar a quadrilha do tráfico humano, mas precisa se proteger para não ser pega novamente. Depois de voltar ao Brasil, a moça terá de andar disfarçada para não ser reconhecida. Em uma de suas saídas para ir à igreja, a mocinha encontrará seu amado Theo (Rodrigo Lombardi).
Tudo começa quando Morena sai para ir à Igreja de São Jorge. Por coincidência, Theo também vai à paróquia para marcar a data do casamento  com Érica (Flavia Alessandra). Ao chegar no local, eles se encontram. De início, Theo acredita que está tendo alucinações, mas logo percebe que, de fato, Morena está viva.
Os dois se abraçam e se beijam. Eles decidem sair dali e vão para um motel, onde transam e trocam juras de amor. Apesar disso, Morena o questionará sobre Érica, pois à essa altura, a traficada já sabe toda a verdade sobre o casamento deles.
"Achei que você estava me esperando", reclama ela.
Theo explica que precisou seguir com sua vida. Mesmo triste e sabendo que Theo está noivo, Morena beija o amado novamente.







Sheila aceita convite e é traficada para a Turquia 

Amiga de Morena (Nanda Costa) aceitará convite de Rosângela (Paloma Bernardi)

A amiga de Morena (Nanda Costa) será traficada para a Turquia, mas por uma boa causa. Helô vai pedir que Sheila (Lucy Ramos) aceite o convite de Rosângela (Paloma Bernardi) para obter provas sobre a quadrilha.
Em uma conversa com Lucimar (Dira Paes) e Sheila, Helô explica que precisa de provas para conseguir prender todos os envolvidos no tráfico internacional de pessoas. Para isso, ela terá a ideia de usar a amiga de Morena como isca para a novata Rosângela, pois a essa altura, Wanda (Totia Meirelles) não estará mais no Brasil e a ex-traficada assumirá o comando do aliciamento de pessoas.
De início, Sheila fica apreensiva e reluta em aceitar o pedido. Depois da insistência da delegada, a moradora do Alemão aceita participar do plano.
"Temos que monitorar o embarque dessas meninas em comum acordo com a polícia turca", diz Helô.A cena vai ao ar nos próximos capítulos de Salve Jorge, novela da faixa das 21h, na TV Globo.


 



"Salve Jorge" atinge marca que "Avenida Brasil" alcançou no 7º capítulo

 

Folhetim de Gloria Perez conseguiu 40 pontos de audiência cinco meses depois da estreia
Cinco meses após sua estreia, a novela 'Salve Jorge', de Gloria Perez, atingiu a marca de 40 pontos de audiência pela primeira vez. 'Avenida Brasil' conseguiu o índice no sétimo capítulo e 'Fina Estampa' estreou com 41.
No capítulo do recorde de audiência, Livia (Claudia Raia) mandou Russo (Adriano Garib) matar a delegada Helô (Giovana Antonelli).
Desconfiada do plano, a policial prepara uma boneca e a coloca em um banco, de costas. Ao chegar no local combinado, Russo atira contra a boneca, acreditando ser a investigadora da polícia. Segundo Helô, o ataque provaria o envolvimento de Livia com a máfia do tráfico de pessoas.

OUT CE

O DIVIRTA-CE está sendo atualizado - aguardem as novidades de março!

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Repintura do Casarão do Padre Cícero em Juazeiro do Norte

Trabalho será feito por alunos de curso de capacitação oferecido gratuitamente pela companhia. Além do casarão, a base da famosa estátua do padre receberá retoques

O Casarão do Padre Cícero, um dos principais pontos turísticos de Juazeiro do Norte, Ceará, será repintado entre os próximos dias 18 e 22 de março. O serviço será oferecido pela Sherwin-Williams, um dos maiores fabricantes de tintas do Brasil e com forte atuação no Nordeste. Além do casarão, a base da famosa estátua do padre receberá retoques.
Para o trabalho serão usados aproximadamente 180 litros de tintas das cores Azul Cabo Frio e Branco, ambas da linha Metalatex Litoral, produto à base de resina acrílica ideal para superfícies com umidade excessiva e altamente suscetíveis à contaminação por fungos. “Escolhemos este produto porque seus pigmentos resistem por um maior período de tempo sem desbotar”, explica Eginaldo Franzão, gerente de produtos da Sherwin-Williams.
A pintura será feita por cerca de 20 moradores do bairro Horto, em Juazeiro, todos alunos do Curso de Qualificação Profissional de Pintura Residencial, oferecido gratuitamente pela Sherwin-Williams a comunidades carentes. O programa é realizado pela companhia desde 2005 e já capacitou mais de 2 mil pessoas.

O curso é voltado a adultos e adolescentes de comunidades carentes com idade entre 16 e 60 anos, que necessitem ou desejem obter qualificação profissional. “Com esta iniciativa, a Sherwin-Williams visa capacitar tecnicamente os participantes visando alternativa de fonte de renda”, explica José Humberto de Souza, gerente de assistência técnica da companhia, que coordena o programa.
As aulas são ministradas por assistentes técnicos da Sherwin-Williams. A turma que fará a repintura do casarão é treinada pelo técnico de produtos Ricardo Torres.









Secultfor recebe documentação dos contemplados no Projeto de Recuperação de Imóveis Privados – PAC Cidades Históricas

Fazem parte do PAC imóveis privados situados na área de patrimônio histórico do Centro de Fortaleza

A Secretaria de Cultura de Fortaleza, por meio da Coordenação de Patrimônio Histórico e Cultural (CPHC), informa que está recebendo documentação dos proponentes que obtiveram financiamento do Projeto de Recuperação de Imóveis Privados no Centro Histórico de Fortaleza – PAC Cidades Históricas. A documentação consiste do Projeto, Memorial Descritivo e Planilha Orçamentária, que serão entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para análise e, então, encaminhados ao Banco do Nordeste do Brasil, para efetivação da assinatura do contrato de financiamento.

Foram selecionados para obtenção de financiamento imóveis privados, de propriedade ou em uso de pessoas físicas ou jurídicas, situados na área de patrimônio histórico do Centro de Fortaleza-Ceará. O financiamento não tem juros (correção pelo INPC), e a partir de seis meses tem um período de carência de de 15 anos (uso residencial e misto) e 10 anos (outros usos) para efetivar os pagamentos.

Os proponentes já foram contactados pelo BNB através da Secretaria Executiva Regional do Centro - Carta Convite para comparecer ao BNB, onde apresentaram a documentação, conforme anexo V do Edital com vista à análise econômico – financeira e jurídica a ser feita pelo Banco nos itens: capacidade de pagamento - renda formal e/ou informal; situação cadastral; legalidade dos imóveis - comprovação de propriedade ou uso do imóvel e garantia ofertada. Para mais informações entrar em contato com a CPHC: (85) 3105.1291.

Proponentes contemplados
    Proponente: Raimunda Nonata da Cunha Viana, Imóvel situado a Rua Castro e Silva, 773, Centro;

    Proponente: José Ruver Lima Herculano, imóvel situado a Rua Senador Alencar, 649, Centro;

    Proponente: Associação Comercial do Ceará, Rua Dr. João Moreira, 207, Centro;

    Proponente: Edgar Rodrigues de Paula Ltda – Farmácia Oswaldo Cruz, Rua Major Facundo, 576, Centro (FOTO ACIMA);

    Proponente: Rian Fontenele Cunha, Travessa Maranguape, s/n;

    Proponente: Jairo Wilson Costa, Av. Tristão Gonçalves, 89, Centro;

    Proponente: Marcos Silva Montenegro Filho, Rua Adolfo Caminha, 117;

    Proponente: Construtora Sumaré Ltda, Rua Adolfo Caminha, 127, Centro.

Processo de seleção

O edital contendo as regras para participação e seleção, assim como o Formulário para Apresentação de Proposta, ficaram disponíveis para consultas e retiradas pelos interessados até o dia 03/08/2012 das 8 às 12 horas, na sede da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Rua Pereira Filgueiras, 4 – Centro) e na sede do Iphan (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro), bem como nos seus respectivos sites: www.fortaleza.ce.gov.br/cultura e www.iphan.gov.br

A solenidade de abertura das propostas ocorreu em sessão pública, às 10 horas, do dia 08/08/2012, no Auditório do Teatro Antonieta Noronha, e o resultado do processo de seleção foi afixado no Mural da Secultfor e publicado no Diário Oficial do Município. A Coordenação de Patrimônio Histórico e Cultura, à ocasião, fez a orientação para a elaboração dos Projetos, Memorial Descritivo e Planilha Orçamentária.

Área de atuação do PAC Cidades Históricas – Fortaleza

Inicialmente, as áreas a serem contempladas com o Financiamento para Recuperação de Imóveis Privados na área de PAC – Cidades Históricas (PACCH) da cidade de Fortaleza-CE foram as mais próximas de bens tombados em nível Federal, limitadas por cruzamentos entre ruas do Centro Histórico e de PACCH de Fortaleza.

PELO INTERIOR

Sesc apresenta Willian Rodrigues em Sobral

            No próximo sábado (23), a Unidade Sobral do Sesc apresenta Willian Rodrigues, com o show “Chico Muçambê e sua cambada”. A apresentação, que faz parte da Semana de Artes Cênicas, acontece a partir das 20 horas, na Boulevard do Arco. Gratuito.
            “Chico Muçambê e sua cambada” é um projeto independente do artista, baseado no movimento armorial e com canções autorais. No trabalho, Willian Rodrigues interpreta o personagem “Chico Muçambê e sua cambada”, cantando, declamando e tocando músicas regionais e autorais que retratam a literatura nordestina. O repertório traz uma mistura de ritmos como xaxado, cabaçal, maracatu, coco e baião, representados em formato de Rock.



 Semana de Artes Cênicas 

Até o dia 27 de março, o Serviço Social do Comércio realiza a Semana de Artes Cênicas, em Sobral. A iniciativa, que tem a parceria da Prefeitura Municipal, através da Secretaria da Cultura e Turismo, presta homenagem ao Dia Mundial do Teatro, comemorado no dia 27 de março.
A programação reúne apresentações voltadas para o público adulto e infantil, com espetáculos de teatro, música e circo, além de ações educativas com oficinas e intervenções artísticas. As exibições estão divididas no Theatro São João, Boulevard do Arco, Becco do Cotovelo, Praça de Cuba, IFCE, ECOA, UVA (Campus da Betânia), Hall da Prefeitura e na Praça São João.

SERVIÇO
Show com Willian Rodrigues
Local: Boulevard do Arco - Sobral
Data: 23/3
Horário: 20h
Informações: (85) 3611.0954
:::Gratuito:::  








Programação especial no município de Jardim

Com o objetivo de oferecer atividades culturais e de incentivo à leitura, no próximo sábado (23), a Unidade Juazeiro do Norte do Sesc realiza o projeto “Histórias na praça”, no município de Jardim. A programação, que tem a parceria da Prefeitura Municipal, é gratuita e acontece a partir das 9 horas.

A iniciativa proporciona um encontro entre contadores de histórias, com a realização de maratona de contos, causos, lendas e disponibilização de livros da Biblioteca Sesc para consulta e leitura. A programação conta com a participação dos contadores de história: Renê Rodrigues (com de histórias de Jorge Amado), Andréa Duarte (com histórias de Ana Maria Machado), Marcia Brito (com história de Maria Clara Machado) e Paulo Henrique (com história de Monteiro Lobato). A estimativa é gerar em média mil atendimentos.

Programação
Histórias na Praça – Município de Jardim       
9h - Recital de cordel e distribuição dos folhetos com os contadores de história
16h às 18h30 - Contação de histórias com a realização de uma maratona de contos, causos, lendas e disponibilização de livros da Biblioteca Sesc Juazeiro para consulta e leitura.

SERVIÇO
Local: Município de Jardim (Praça da Igreja de Santo Antonio - "Igreja da Matriz")
Data: 23/3
Data: 23/3
Informações: (85) 3512.3355
:::Gratuito:::
www.sesc-ce.com.br
Facebook: /sescceara
Twitter: @sesc_ce

POESIAS - CRÔNICAS

Sesc realiza “Dia da Poesia” em Iguatu
            Para comemorar o “Dia da Poesia”, celebrado na quinta-feira (14), a Unidade Iguatu do Sesc realiza uma programação especial voltada para o lazer, entretenimento e cultura, com homenagens, recitais e distribuição de poesias feitas por atores locais. As ações acontecem durante o dia no Abrigo Metálico, localizado no Centro Comercial de Iguatu, e à noite na Unidade do Sesc. Gratuito.

Os recitais trazem citações de renomados autores da poesia universal, como: Machado de Assis, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Vinicius de Morais, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana e Adélia Prado, interpretados pelos atores Angélica Braga, Leandro Faustino e Tainá Aires.

SERVIÇO
Dia da Poesia
Local: Abrigo Metálico, no Centro Comercial de Iguatu (manhã e tarde)
            Unidade Iguatu do Sesc (Rua Treze de Maio, 1130)/ (noite)
Data: 14/3
Informações: (88) 3581.1130
::: Gratuito :::





 
 Metamorfoses no amor: o cortês, o romântico e o contemporâneo
 

Crônica de Breno Rosostolto* 

Não sei se compartilham da mesma sensação, mas algo de novo e diferente predomina na atmosfera amorosa entre as pessoas e que se propaga com tal velocidade que parece invadir os pensamentos, opiniões, posicionamentos e conceitos. A concepção de amor se transforma drasticamente e modifica os comportamentos sexuais e amorosos. Acontece que sinais claros destas mudanças se evidenciam e a sociedade insiste em não enxergar ou não aceitar, principalmente no que se refere a um sentimento tão cultuado, que possui pompas de intocável e imutável. O amor fantasioso não possui a mesma concepção tradicionalista que permeou o imaginário dos amantes. O sentido e busca do amor não está mais pautada do conceito melódico do assim frustrador amor romântico. Baseado no prazer sexual, interesses individuais e uma realidade libertadora, o amor cede aos conceitos contemporâneos e solicita uma definição mais categórica para se manter forte. Não “se ama” alguém, mas se gosta, se admira, se fascina, se adora e por ai vai. O termo sugere uma gama de sentimentos e sensações que necessitam ser nomeados. De uma ideia muito ampla e dilatada para ideias mais coerentes, explicativos e viscerais.
         O amor romântico é frustrador porque nutre em si expectativas e idealizações sobre a pessoa amada. Uma cultura que defende o amor romântico como a única e verdadeira forma de amor. Cultua-se a crença de exclusividade e possessividade, cuja unanimidade faz com credite ao amor romântico e o sistema mais propício para a constituição de relações amorosas e casamento. O amor romântico é presunçoso e se alimenta de uma profunda sensação de solidão, alienação e frus­tração que as pessoas possuem pela incapacidade de construírem relações afetuosas sustentadas na realidade. Vive-se a sensação de amar o amor e a paixão e desta maneira, todo um ciclo viciante e repetitivo de buscar vivenciar esta sensação e não uma pessoa.
         O amor romântico é uma extensão do amor cortês, que localizamos facilmente literatura da Grécia antiga, no Império Romano, na antiga Pérsia, no Japão Feudal e nas canções poéticas dos trovadores. Histórias como de Tristão e Isolda e Romeu e Julieta consistiam no destemido cavalheiro que corteja sua amada, idolatrando sua imagem e a figura feminina. Enaltecido através da dificuldade em consolidar a união dos amantes, o amor cortês se fortalece através da tragédia, o suplício e o dramatismo que cerca o relacionamento. Cria-se, portanto, dois conceitos cruciais para o surgimento do amor romântico. O primeiro é que o amor é a sobrevivência de qualquer relação amorosa e o sentimento mais honrado. A segundo ideia é que se este sentimento é a dádiva e o bálsamo da vida deve-se obtê-lo a todo custo. Para isso, todos os esforços são necessários e sacrifícios são permitidos.
         Hoje conhecemos o amor romântico também como “amor incondicional”, que tenta diminuir o sentimento de abandono. Conceito irreal e efêmero, o amor romântico não deve ser confundido com romantismo. Mandar flores, beijos ardentes, demonstração de carinho e afeto, gentileza fazem parte do romantismo, mas a ideia equivocada de simbiose, que através do amor o casal deve viver uma única vida, que quem ama não tem o por que de apreciar outra pessoa, que o prazer deve ser restrito à esta relação dualista distorce todo o intuito de viver ao lado de alguém sem obrigações, exigências, de forma livre e autônoma. Amar não é benevolência e tampouco altruísmo. Não se faz favor a ninguém amando, assim como ninguém deve ser grato por ser amado, pois dessa forma, preciso pagar com juros. A propósito, a existência do amor esta condicionado enquanto a outra pessoa dá sentido à nossa vida.
         No amor romântico a sensação de estar apaixonado é plena, mas a paixão é imediatista e possui como estopim a urgência. É como se precisássemos desesperadamente do outro para viver e é este estado de espelho que o casal vive uma solidão amorosa. Viver para o outro é o bastante. Esta talvez seja de fato a mazela do amor romântico, a ferida de que se têm certeza de que aquela é a mais magnífica forma de amar e que até então fomos privado de viver algo intenso e maravilhoso. Isso é falacioso. As pessoas se boicotam constantemente nas relações amorosas porque ficam inertes diante da ilusão do amor romântico e depois quando vivem uma relação apaixonada se tem a impressão que nunca teve oportunidades antes. A pessoa é a peça que faltava para se viver uma grande paixão. Por isso se atribui tudo ao outro e cabe a ele suprir as expectativas. Acontece que a paixão se enfraquece na medida em que o desejo surge. O desejo é imediatista, mas não cria expectativas. Ele quer ser satisfeito, ter contato, consumir, devorar o outro e para tal, não é necessário viver paixões, logo, o amor romântico não se constitui. O desejo desnuda a paixão naquilo que ela tinha como alicerce, o proibido.

         Alguma coisa está acontecendo com a maneira de nos relacionarmos e de enxergar o sexo e o amor, e isso é fato. A pluralidade de se amar é gigantesca. Ama-se mais de uma pessoa simultaneamente, não existe culpa nem traição. Pode ser uma escolha o prazer intenso com ou sem sexo. Conhecer os mecanismos do amor romântico nos dá a possibilidade de mudarmos mentalidades e comportamentos. Passamos do campo inconsciente para conscientização de que podemos agir melhor e atingirmos um grau de felicidade que não envolva escravidões. A relação amorosa pode e deve ser livre, sem pressões, questionamentos e dúvidas. O casal se respeita e as individualidades do companheiro. O amor contemporâneo deve prevalecer às heranças de um passado cheio de distorções e quimeras.


* Breno Rosostolto é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina – FASM.

POLÍTICA CULTURAL

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