DIVIRTA-CE COBERTURAS


Del Paseo Fashion Day

Claudio Silveira fez o lançamento da nova edição do Dragão Fashion em evento de moda no Shopping Del Paseo

Moda, cultura, arte e gastronomia estiveram em evidência no Mall do Shopping Del Paseo. No dia 14 de abril aconteceu no shopping a 2ª edição do Del Paseo Fashion Day, com programação feita com estilo e produção de Cláudio Silveira. Desfiles com marcas presentes no shopping, Exposição Dragão Fashion 2010 e música foram atrações do evento. A novidade dessa edição é a parceria com o 11º Dragão Fashion Brasil (DFB), que conta com ação exclusiva dentro do Del Paseo.

A participação do Dragão Fashion Brasil nessa edição acontece com a exposição de peças confeccionadas por dois estilistas cearenses que são a cara do DFB: Mark Greiner e Lindebergue Fernandes. 24 manequins com criações dos dois designers serão exibidas ao público no piso L1. O horário de visitação é das 10h às 22h e segue até o dia 28 de abril. Além disso, houve uma pré-estreia exclusiva do evento com coquetel para convidados logo após o último desfile. A ação utiliza o respaldo e a imagem positiva do evento na sociedade como elemento impulsionador do Del Paseo Fashion Day.

As coleções de Outono/Inverno de moda adulto, infantil, praia e acessórios estiveram na passarela do Del Paseo Fashion Day. As marcas Dili Bili, Bloom, Meio Tom, Lis e Jef exibiram suas apostas para a estação. O DJ Gilvan Magno fez a trilha sonora dos desfiles.












































































































































































































































Fortaleza ganha novo shopping: Pátio Dom Luis


Shopping terá duas salas decinema; DIVIRTA-CE conferiu a festa de inauguração - veja as fotos (e flagras)!


Ambiente moderno e aconchegante com um mix de lojas diferenciado e serviços variados localizado em um dos redutos mais charmosos da cidade. Assim será o shopping Pátio Dom Luis, aberto ao público desde o dia 7 de abril, oferecendo uma opção diferenciada de lazer e compras em Fortaleza.

Destaque para a forte praça de alimentação, com novos e conceituados nomes da gastronomia, assim como para as quatro âncoras: Lojas Americanas, a primeira loja “premium” da Rabelo, a Delicatessen Empório do Pão e o Arcoplex Stadium, que está previsto para abrir a partir de junho deste ano com duas salas de cinemas.

O shopping conta com 62 lojas especialmente selecionadas, entre marcas tradicionais do mercado e exclusivas. Nomes como Água de Coco, Ortobom, Casablanca Turismo e Hembra Stilo, além de uma forte praça de alimentação com conceituados títulos da gastronomia, fazem parte do novo empreendimento.

Entre as delícias, o restaurante Murano Grill, especializado em carnes; La Pasta Gialla, de culinária italiana, case do renomado chefe Sergio Arno; além de Bob´s e Subway.





































































































































































RESTAURANTE MOANA LANÇA MOSTRA INÉDITA DE CARDOSO JUNIOR


A alegria e a vitalidade da canção “Essa é pra tocar no rádio”, de Gilberto Gil, inspiraram exposição homônima, do artista Cardoso Júnior, que levará 20 obras inéditas ao Moana Gastronomia & Arte, a partir do próximo dia 30 de março (terça-feira). Como sugere a música, a mostra chega ao Moana para “vencer o tédio quando pintar”, para ser “um santo remédio pro mau humor”.

Em sua primeira memória de infância, Cardoso Júnior lembra de si entre seus desenhos, embora profissionalmente sua dedicação à arte date de 1985, ano do 35º Salão de Abril, primeiro concurso em que se inscreveu, no qual ganhou o 1º lugar na categoria Pintura. O cearense, apesar de ter passado temporada em São Paulo, admite que são a luz e o sol de Fortaleza que inspiram suas pinturas, sempre descontraídas, alegres e com cores fortes e marcantes.

Para o Moana Gastronomia & Arte, o artista preparou obras divididas em diferentes suportes: são telas, recortes em MDF e guaches exclusivas. A exposição apresenta toques de pop arte e com influências das obras de Picasso e sua maneira de retratar figuras, tudo isso aliado à cultura nordestina, em suas cores e textura. Sempre fugindo do quadrado, o artista apresenta ainda uma característica marcante, sugerindo materiais e formas alternativas para pintura.

Cardoso Junior é um multi-artista, além de suas pinturas e do trabalho como ilustrador, estuda Filosofia. Para ele, a arte é território de liberdade e experimentação. Em suas obras constrói e desconstrói imagens cotidianas, é um cronista que faz das tintas seu meio de comunicação, pintando cenas que, assim como as músicas tocadas no rádio, são percepções da vida repletas de verdade e poesia.

Para completar a união entre os prazeres sensoriais das artes plásticas e da culinária, o Moana Gastronomia & Arte está aberto diariamente das 6 horas até 1 hora, oferecendo café da manhã (buffet), almoço e jantar (a la carte). Conta ainda com horários especiais de visitação sem consumo, que é das 9h às 11h e das 14h às 19h.

Serviço
Moana Gastronomia & Arte
Avenida Beira Mar, 4260 – no Golden Flat Fortaleza
Mais informações: (85) 3263.4887
* Restaurante (buffet de café da manhã, almoço e jantar a la carte). Funciona das 6h às 1h.
* Galeria (visitação sem consumo). Funciona das 9h às 11h e das 14h às 19h. Entrada grátis.










































































































































































































































IX FEIJOADA - EXOTIC PEOPLE

O promoter Paulo Matta e a revista Exotic realizaram a IX FEIJOADA EXOTIC PEOPLE no dia 27 de Março de 2010, no Hotel Oásis Atlântico Imperial, localizado na Av. Beira Mar, 2500 – Meireles.

A FEIJOADA EXOTIC PEOPLE é um evento de alto nível, que já se tornou tradição. A mais badalada feijoada da cidade onde se reúnem os VIP´s e famosos. Sempre com absoluto sucesso, desde sua estréia em 2001.

Atualmente, na sua nona versão, homenageará personalidades que fazem parte ou estimulam o nosso Estado, como empresários, empreendedores e outras figuras do mundo artístico, político e cultural que tenham contribuído direta ou indiretamente para o desenvolvimento social e turístico da nossa cidade. A animação ficou por conta dos cantores Italo e Reno, Banda Kebra Mola Acaiaca e Paulo Calado e Banda.

Confira abaixo também vídeos feitos pela TV Divirta-CE.
























































EXPOSIÇÃO

Vik Muniz no Espaço Cultural Unifor

O artista plástico brasileiro, sucesso internacional, revela a sua singularidade em 141 obras que traçam uma retrospectiva do seu trabalho

A Universidade de Fortaleza oferece ao público cearense a Exposição do artista plástico e fotógrafo Vik Muniz, que estará em cartaz no Espaço Cultural Unifor a partir do dia 16 de abril, que contará com 141 obras do artista. Há 25 anos radicado em Nova Iorque, o paulistano ganhou projeção no cenário artístico internacional com fotografias de trabalhos realizados a partir de técnicas variadas e materiais quase sempre inusitados.

Marca Registrada- Vik Muniz imprime sua marca ao lidar com a memória, a ilusão e, sobretudo, o humor, apoiado no uso de materiais pouco convencionais. “Sempre levei o humor muito a sério.” Ele não apenas registra a sua versão do mundo, como o recria. Antes de seu olhar como fotógrafo captar o que se tornará o produto final de sua obra, cria um verdadeiro teatro, com cenas, retratos, objetos e imagens, alguns em escala gigantesca, usando elementos tão diversos como papel picado, sucata, molhos e algodão, em processos de construção que podem levar semanas ou até meses. Dessa forma surgiram algumas das obras como a Mona Lisa de geléia e pasta de amendoim; o soldado composto por inúmeros soldadinhos de brinquedo; a Medusa de macarrão e molho marinara; o Saturno devorando um de seus filhos, de Goya, refeito com sucata; e retratos das atrizes Elizabeth Taylor e Monica Vitti compostos por centenas de pequenos diamantes, todos presentes na mostra.

Vik Muniz- O artista nasceu no centro de São Paulo, em 1961. Filho único de um garçom e uma telefonista, passou parte de sua infância morando na periferia da cidade. Trabalhou em vários empregos, entre eles uma agencia de anúncios que despertou nele o poder de persuasão e a possibilidade de manipulação. Na década de 80 um acidente foi decisivo para a mudança de sua vida. Vik Muniz acabou sendo baleado na perna quando presenciou um briga entre dois homens. Para evitar uma queixa policial o atirador o ofereceu uma razoável quantia em dinheiro, fato que possibilitou sua ida para os Estados Unidos. Vik passou dois anos em Chicago com os familiares e em 1986 mudou-se para Nova York, lugar onde acabou naturalizando-se norte - americano. Em 1989 realizou a sua primeira mostra, onde expôs esculturas denominadas Relíquias – Objets Trouvés fabricados ou falsas descobertas arqueológicas, como a Máquina de Café Pré- colombiana. Os trabalhos do artista já evidenciavam a sua arte bem humorada que marca sua trajetória.

Fotógrafo por acaso - O artista começou a sua carreira como escultor e tornou-se fotógrafo à medida que fotografava suas peças para documentá-las. Através da fotografia, Vik Muniz conseguia encontrar o ângulo perfeito, a iluminação perfeita e a exposição perfeita para capturar o efeito que havia imaginado quando começou a produzir a escultura. A partir desse momento a fotografia se torna mais interessante do que a escultura propriamente dita.

Reconhecimento - Vik Muniz foi descoberto pelo crítico de arte do jornal The New York Times, Charles Haggan, nos anos 90. em 2001, foi escolhido como representante do Brasil na Bienal de Veneza. Já em 2005, escreveu o livro Reflex: A Vik Muniz Primer. Recentemente Vik foi convidado para ser o primeiro brasileiro a participar como curador na nona versão Artist´s Choice (2008- 2009), um projeto criado pelo museu de Arte Moderna de Nova York. Atualmente, a originalidade da sua obra o estabeleceu como um dos criadores mais respeitados da arte contemporânea, presente em acervos dos principais museus do mundo.

Exposição Vik Muniz
Abertura: 15 de abril
Visitação: 16 de abril a 8 de agosto
Local: Espaço Cultural Unifor
A visitação ao Espaço Cultural Unifor é gratuita. De terça a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.






RESTAURANTE MOANA LANÇA MOSTRA INÉDITA DE CARDOSO JUNIOR


A alegria e a vitalidade da canção “Essa é pra tocar no rádio”, de Gilberto Gil, inspiraram exposição homônima, do artista Cardoso Júnior, que levará 20 obras inéditas ao Moana Gastronomia & Arte, a partir do próximo dia 30 de março (terça-feira). Como sugere a música, a mostra chega ao Moana para “vencer o tédio quando pintar”, para ser “um santo remédio pro mau humor”.

Em sua primeira memória de infância, Cardoso Júnior lembra de si entre seus desenhos, embora profissionalmente sua dedicação à arte date de 1985, ano do 35º Salão de Abril, primeiro concurso em que se inscreveu, no qual ganhou o 1º lugar na categoria Pintura. O cearense, apesar de ter passado temporada em São Paulo, admite que são a luz e o sol de Fortaleza que inspiram suas pinturas, sempre descontraídas, alegres e com cores fortes e marcantes.

Para o Moana Gastronomia & Arte, o artista preparou obras divididas em diferentes suportes: são telas, recortes em MDF e guaches exclusivas. A exposição apresenta toques de pop arte e com influências das obras de Picasso e sua maneira de retratar figuras, tudo isso aliado à cultura nordestina, em suas cores e textura. Sempre fugindo do quadrado, o artista apresenta ainda uma característica marcante, sugerindo materiais e formas alternativas para pintura.

Cardoso Junior é um multi-artista, além de suas pinturas e do trabalho como ilustrador, estuda Filosofia. Para ele, a arte é território de liberdade e experimentação. Em suas obras constrói e desconstrói imagens cotidianas, é um cronista que faz das tintas seu meio de comunicação, pintando cenas que, assim como as músicas tocadas no rádio, são percepções da vida repletas de verdade e poesia.

Para completar a união entre os prazeres sensoriais das artes plásticas e da culinária, o Moana Gastronomia & Arte está aberto diariamente das 6 horas até 1 hora, oferecendo café da manhã (buffet), almoço e jantar (a la carte). Conta ainda com horários especiais de visitação sem consumo, que é das 9h às 11h e das 14h às 19h.

Serviço
Moana Gastronomia & Arte
Avenida Beira Mar, 4260 – no Golden Flat Fortaleza
Mais informações: (85) 3263.4887
* Restaurante (buffet de café da manhã, almoço e jantar a la carte). Funciona das 6h às 1h.
* Galeria (visitação sem consumo). Funciona das 9h às 11h e das 14h às 19h. Entrada grátis.







A fotografia humanista

Espaço Cultural Unifor abre este mês exposição de Marc Riboud


50 anos de carreira do fotógrafo francês. A mostra reúne as 60 fotos


A Universidade de Fortaleza oferece ao público cearense uma viagem à tradicional escola francesa, que deu corpo à chamada fotografia humanista, a qual influenciou uma geração inteira de fotógrafos em todo o mundo durante o século XX. A mostra poderá ser visitada de 9 de março a 25 de abril no Espaço Cultural Unifor Anexo. A exposição itinerante evidencia a diversidade de épocas e locais clicados por Riboud e reúne as 60 fotos mais representativas dos 50 anos de carreira do fotógrafo. A mostra itinerante percorrerá seis capitais brasileiras, sendo Fortaleza a primeira do roteiro, e as demais são Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Marc Riboud é autor de algumas das imagens mais inspiradoras do fotojornalismo. Sua foto mais famosa é uma menina com a flor em frente à tropa armada, numa manifestação próxima ao Pentágono contra a Guerra do Vietnã. “Ela me disse que eram os soldados que tremiam”.
A mostra tem como objetivo valorizar o olhar atento, humanista e, ao mesmo tempo, de crítica e chamada de atenção. Os visitantes poderão conferir vários registros marcantes de Marc Riboud, na China de Mao, na União Soviética, na Índia, na independência da Argélia, no Maio de 68 na França e na Guerra do Vietnã (fotografando os dois lados do conflito).
Nascido em 1923, em Lyon, França, começou na fotografia quando criança. Em 1937, apresentou suas primeiras fotos, feitas com uma pequena câmera que ganhou de seu pai aos 14 anos, na Exposição Universal de Paris. Em 1944, foi combatente na guerra. Começou a carreira dedicada à fotografia em 1948, no Festival de Lyon. Em 1953, sua foto de um pintor na Torre Eiffel foi publicada na Life, motivando um convite de Henri Cartier-Bresson e Robert Capa para entrar na agência Magnun, onde ficou por 30 anos. Em 1955, foi para o Oriente Médio e Afeganistão. Em 1957, foi pela primeira vez à China. Em 1960, passou três meses na União Soviética. Cobriu a independência da Algéria e de vários países africanos. Fez também fotografias raras no Vietnã do Norte e do Sul, entre 1968 e 1969. Depois dos anos 80, retornou ao Oriente regularmente e expôs suas fotos em Paris, Londres, Nova Iorque, Pequim, Hong Kong, Bilbao e outras cidades.


Marc Riboud – fotógrafo

Nascido em 1923, em Lyon, França, começou na fotografia quando criança. Em 1937, apresentou suas primeiras fotos, feitas com uma pequena câmera que ganhou de seu pai aos 14 anos, na Exposição Universal de Paris. Em 1944, foi combatente na guerra. Começou a carreira dedicada à fotografia em 1948, no Festival de Lyon. Em 1953, sua foto de um pintor na Torre Eiffel foi publicada na Life, motivando um convite de Henri Cartier-Bresson e Robert Capa para entrar na agência Magnun, onde ficou por 30 anos. Em 1955, foi para o Oriente Médio e Afeganistão. Em 1957, foi pela primeira vez à China. Em 1960, passou três meses na União Soviética. Cobriu a independência da Algéria e de vários países africanos. Fez também fotografias raras no Vietnã do Norte e do Sul, entre 1968 e 1969. Depois dos anos 80, retornou ao Oriente regularmente e expôs suas fotos em Paris, Londres, Nova Iorque, Pequim, Hong Kong, Bilbao e outras cidades.



Serviço:

Marc Riboud
Data de abertura: 9 de março de 2010 às 20h

Período de visitação: de 10 de março a 25 de abril de 2010

Local: Espaço Cultural Unifor Anexo

A visitação ao Espaço Cultural Unifor é gratuita. De terça a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.

O público também pode agendar exposições guiadas pelo (85) 3477 3239, através do Projeto Arte-Educação, que atende crianças e adolescentes pertencentes à rede pública e privada de ensino.










Bruno Faria tematiza um dos mais importantes gêneros da História da Arte: a paisagem

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108) abriu terça-feira, 6, às 18 horas, a exposição individual “Point de Vue”, de Bruno Faria – artista pernambucano radicado em Paris (França) –, com curadoria de Marisa Mokarzel (mestre em História e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará). Gratuita ao público, a mostra fica em cartaz até o próximo dia 07 de maio (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 10h às 18h).

A exposição “Point de Vue” tematiza um dos mais importantes gêneros da história da arte: a paisagem. Os quatro trabalhos apresentados abordam esse histórico tema em diferentes formas e mídias, apresentando questões que envolvem imagem, estética, política e o olhar do homem. Os assuntos envolvem a paisagem natural ou interferências relacionadas à arquitetura e ao próprio espaço urbano.



Point de Vue (texto da curadora Marisa Mokarzel)


Coloca-se a pintura em discussão sem que ela mesma se faça presente, a não ser por meio daquilo que a estrutura, o que está por trás: o desenho. A cor invisível ou coadjuvante – elemento pictórico fundamental permanece velado. Seria, neste caso, apenas o viés de uma aparência, o propósito de “mostrar o que se vê”. O que se vê é o que é ou o simulacro inesgotável de sucessão de imagens?

Aonde está a paisagem? Sob que ponto de vista Bruno Faria a devolve como representação ou pura ironia de quem percebe o mundo a partir de uma postura crítica, imerso à arte, à vida? A perspectiva é um ponto de vista, um ângulo do olhar, uma ilusão ordenada entre o que se sabe e o que se vê. “Pela janela pintada da tela ilusionista, vê-se o que é preciso ver: a natureza das coisas mostradas em sua vinculação”. Cauquelin assim considera: “o que se vê não são as coisas, isoladas, mas o elo entre elas, ou seja, a paisagem”.

Em que lugar localiza-se o olhar do artista? De onde fala? De pontos diversos. São quatro obras, quatro pontos de vista, quatro paisagens. Nenhuma isolada. Em suas diferenças formam elos, articulam-se, promovem uma grande extensão de imagens e idéias, um panorama em linguagens distintas: desenho, vídeo, instalação, performance. Tempo e espaço redimensionam-se no campo da arte, da cultura, da subjetividade.

Bruno cria desenhos que são realizados por um paisagista. A mão que movimenta o traço não é a do artista, mas sim o pensamento, a construção da idéia que associa a paisagem antiga à notícia veiculada no “Diário de Pernambuco”. Uma quase-história dá conta de arquivos e registros de décadas e décadas anteriores. Surgem um passado aprisionado em molduras, notícias de antes, desenho recente, solidão imaginada, vivida. Ficção ou realidade? Qual tempo importa? Que ato permanece ou desfaz-se na memória?

Um novo ângulo pode impor-se antes que o esquecimento ou a lembrança perdure. Um Panorama reorganiza-se, constrói-se com rótulos de embalagens, colecionados, recolhidos no dia-a-dia. A composição gráfica, os vestígios permanecem, fornecendo a pista de uma paisagem artificial, associada ao consumo, criada no universo publicitário. Mas um papel milimetrado, adicionado pelo artista, interfere no espaço, promove apagamentos sutis, permite que um ruído redimensione o cenário infinito e estenda-se na linha do horizonte.

De paisagem em paisagem, o espectador encontra a si mesmo para perder-se logo depois. Fixo ou em movimento uma nova paisagem apresenta-se, mais adiante um novo ponto de vista emerge e, inesperadamente, deixa-se consumir pelo fluxo luminoso. A estática imagem urbana ilude os olhos que nela se detém, mas bastam alguns segundos para que o fogo desfaça a cena citadina e os prédios diluam-se revelando a fotografia presa à parede. Intervenção do artista ou daquele que constrói, destrói a urbe?

A relação entre espaço expositivo e cidade é revista pelo artista que propõe um diálogo entre o fora e o dentro, entre paisagens. A rua, como zona de experimentação, retoma a mão que desenha, oferece-se aos olhos, permite-se interpretações. De Paris, o transeunte repensa o que vê, faz presente a paisagem invisível àquele que se encontra na galeria. O desenho feito pelo anônimo observador chega por fax, une cidades distantes. Territórios tornam-se fluidos, paisagens estrangeiras misturam-se na passagem do tempo, ficam suspensas, entre lugares.

A Escola de Barbizon e os impressionistas deixaram impressos na tela as cenas francesas. No Brasil, pintores locais e estrangeiros representaram com cores o cenário brasileiro. O gênero paisagem, no entanto, já não é mais pintado por Théodore Rousseau, Claude Monet ou por Georg Grimm, nem por José Pancetti e muito menos por Guignard. A contemporaneidade se faz em outras bases, diferentes pontos de vista não conseguem abarcar a flexibilidade de territórios, as mutações culturais. Um campo artificial, simulador de realidades se impõe a cada instante, o artista organiza aparências, atento, repensa o mundo das múltiplas paisagens, das móveis e indecifráveis cartografias.




FESTAS & BOATES

FORTALEZA ALTERNATIVA

GASTRONOMIA

Tinto da Casa Valduga é premiado em Paris

Cabernet Sauvignon segue conceito Single Vineyard, elaborado com uvas provenientes de um único vinhedo, colhidas em um só dia

O aclamado tinto Casa Valduga Gran Reserva Cabernet Sauvignon acaba de receber a Medalha de Prata no Vinalies Internationales 2010, realizado este mês em Paris (França).

O vinho, também premiado no mesmo concurso em 2007, participou da prova ao lado de quase 3.200 amostras de 39 países. A exemplo de outras edições, o Vinalies vai editar nos próximos meses um livro com a relação dos premiados. A publicação, que vem acompanhada de informações de cada país e dos produtos, é um verdadeiro guia de vinhos que orienta o mercado em todo o mundo.
“Receber este reconhecimento com um vinho tinto em um concurso de grande magnitude prova que não são apenas os espumantes nacionais que têm a admiração e o respeito de experts de todo o mundo”, resume Juciane Casagrande, diretora comercial da Casa Valduga.

Seguindo o conceito Single Vineyard, no qual o vinho é elaborado com uvas colhidas em um só dia e provenientes de um único vinhedo, o Gran Reserva Cabernet Sauvignon apresenta coloração vermelha profunda e bouquet marcante com delicadas notas de especiarias e frutas vermelhas maduras. De paladar robusto e encorpado, harmoniza com caças, queijos maduros, massas bem condimentadas, churrasco e pratos mais picantes.












Bamberg Rauchbier entre as 1001 melhores cervejas do mundo

Todo o bom cervejeiro que se preze deve conhecer as melhores cervejas do mundo, essa é uma difícil tarefa em meio a tantos títulos diferentes. Para facilitar a vida dos apreciadores da bebida, foi lançado este ano o livro 1001 Beers you must taste before you die contendo as 1001 melhores cervejas do mundo escolhidas por um seleto grupo de especialistas.

Entre tantos rótulos, uma cerveja artesanal brasileira se destaca: a Bamberg Rauchbier, cerveja defumada, que já foi destaque de prêmios como European Beer Star 2009 (medalha de prata) e melhores do ano da revista Prazeres da Mesa onde ganhou um merecido lugar entre as melhores cervejas, honrando a cultura cervejeira nacional em outros países.

A Rauchbier, que em alemão quer dizer “cerveja de fumaça” é uma cerveja defumada originária da cidade de Bamberg. A Rauchbier Bamberg produzida no Brasil apresenta notas potentes de fumo e defumado. O aroma é de café e chocolate. Possui leve amargor e combina muito bem com charutos. Teor alcoólico: 4,8%. Estas características únicas desta cerveja a ajudaram a chegar entre as melhores do mundo.


Sobre a Bamberg

A cervejaria Bamberg produz vários estilos de cervejas e foi eleita a melhor pilsen artesanal do Brasil em 2008, em degustação promovida pelo caderno Paladar do Estado de São Paulo.

HOLLYWOOD

HUMOR


Fortaleza ganha Festival de Humor

Evento é realizado em comemoração ao Dia do Humorista, 12 de abril

Fortalezense que se preze tem uma vocação natural para o riso e a irreverência. Não à toa, é daqui que despontam para o resto do País humoristas de referência, como Tom Cavalcante, Chico Anysio, Renato Aragão, Falcão e Tiririca.

Para celebrar esse jeito típico dos que aqui nascem, o Escritório do Riso, em parceria com a Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), realiza o projeto “Abril, Mês do Humorista”, em comemoração ao Dia do Humorista, 12 de abril. Através do projeto, humoristas de Fortaleza vão ao encontro do público, levando riso e alegria a vários bairros e praças da Cidade. A abertura do evento será no dia 1º, Dia da Mentira, quando vários humoristas vão se reunir debaixo do Cajueiro da Mentira, na Praça do Ferreira. De 12 a 18 acontece a Semana do Humor, com shows em todas regionais.

A ‘gargalhada’ do evento fica por conta do dia 12, data em que se comemora o Dia do Humorista (Lei Estadual nº 13.317/2003). É nesse dia que os profissionais do riso também se reúnem na Praça do Ferreira e provocam plateia e transeuntes a rirem de si mesmos, dos outros e da vida, afinal rir é uma grande terapia.

Estudos científicos dão conta de que o riso é uma demonstração de bem estar que aproxima as pessoas e traz alegria e saúde. Quem consegue sorrir e viver de bom humor atrai coisas boas, levando uma vida mais tranquila e feliz.

Rir relaxa as tensões. Quando rimos, movimentamos 12 músculos faciais; ao dar gargalhadas, movimentamos 24 músculos faciais; quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, são 84 músculos. Esse exercício facial retarda o aparecimento de rugas. Mas o riso não exercita só o rosto; ele mexe com o corpo inteiro. Partes como cérebro, nariz e garganta, coração, pulmões, ventre (músculos abdominais), pernas e pés se agitam com esse gesto.

O Festival se encerra no dia 28, Dia da Sogra, com show no Teatro Chico Anysio. Nesta data, toadas as sogras ficam na berlinda, sendo alvo de piadas e contação de ‘causos’. Nada mais fortalezense nesse mês de Aniversário da Cidade.


Programação
DIA 1º
Festival de Mentiras
Praça do Ferreira
Horário: 17h às 19h

DIA 12
Praça do Ferreira (Regional Centro)
Horário: 16h às 20h

DIA 13
Praça Alberto de Souza (Av. Radialista José Limaverde - Barra do Ceará / Regional I)
Horário: 19h às 22h

DIA 14
Praça do Mirante (Regional II)
Horário: 19h às 22h
DIA 15
Praça Paula Ney, Henrique Jorge (Regional III)
Horário: 19h às 22h

DIA 16
Praça do Jardim América (Regional IV)
Horário: 19h às 22h

DIA 17
Praça do Canindezinho (Regional V)
Horário: 19h às 22h

DIA 18
Praça da Santa Luzia – Pedras (Regional VI)
Horário: 19h às 22h

DIA 28
Dia da Sogra
Teatro Chico Anysio (Avenida da Universidade, 2175, Benfica)
Horário: 20h

Serviço
Abril, Mês do Humorista – Dias 1º, de 12 a 18 e 28, na Praça do Ferreira e nas seis Regionais da Cidade. Informações: (85) 9991.0460 e 3252.3741.











PELO INTERIOR

Festival Nacional de Humor de Maranguape recebe inscrições para a segunda edição

Aviso para os humoristas de plantão! A Fundação Viva Maranguape de Turismo, Esporte e Cultura (FITEC) está com inscrições abertas até o dia 03 de maio para o II Festival Nacional de Humor. O evento acontecerá de 27 a 30 de maio em Maranguape, Ceará, com programação gratuita.

O ponto alto do Festival é a Mostra Competitiva, que dará troféus e prêmios em dinheiro aos três primeiros colocados. O valor do prêmio aumentou em relação à primeira edição, realizada em maio de 2009. O melhor humorista vai ganhar R$ 5 mil, na primeira edição eram R$ 2 mil; o prêmio do segundo colocado passou de R$ 1 mil para R$ 3 mil; e para o terceiro lugar, o valor que era de R$ 700,00, agora será de R$ 2 mil.

O regulamento e a ficha de inscrição para a Mostra Competitiva estão disponíveis no site do Festival Nacional de Humor: www.festivalnacionaldehumor.com.br. Podem participar atores, atrizes e humoristas amadores, com idade mínima de 16 anos, em apresentações individuais, em duplas ou em trios. As modalidades de shows podem ser stand up commedy (comédia em pé), de pantomima (mímica) e de palhaços.

Durante o festival a cidade vive o clima de humor ao longo do dia, com apresentações nos bairros de Maranguape, em escolas, praças, rodoviária e mercado, exibições de filmes de comédia no Teatro Pedro Gomes de Matos, palestras educativas nas escolas e oficinas diversas.

Este ano serão realizadas quatro oficinas: Caricatura, Charge e Cartum, ministrada por Weaver Lima; Criação de Personagem, por Bené Barbosa (Papudim); Expressão do Riso, por Karla Karenina (Meirinha); e Confecção de Adereços para Humor com Sucata, ministrada por Ana Alice.

No final da tarde, um cortejo passará pelas ruas da cidade, chamando o público para a Praça Capistrano de Abreu, onde nas quatro noites acontecem as apresentações da Mostra Competitiva e os shows de humoristas convidados e de atrações musicais.

O Festival Nacional de Humor é uma realização da Prefeitura Municipal de Maranguape, por meio da Fundação Viva Maranguape de Turismo, Esporte e Cultura – FITEC. Apoio cultural: Oi Futuro e Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura. Apoio: Y-Park.

SERVIÇO

II Festival Nacional de Humor de Maranguape – Inscrições até o dia 03 de maio para a Mostra Competitiva do Festival, que acontece de 27 a 30 de maio em Maranguape, Ceará. Regulamento e ficha de inscrição disponíveis no site www.festivalnacionaldehumor.com.br. Mais informações: 85-3369.9186, 85-3369.9188 e fitec@maranguape.ce.gov.br.

INFANTIL


TJA Criança dominical com a peça “Mariquinha, Maricota”, no Theatro José de Alencar

Nos domingos de abril (dias 11 - 18 - 25) tem TJA Criança com a peça “Mariquinha, Maricota”, no Teatro Morro do Ouro do Theatro José de Alencar

SINOPSE: A bela Mariquinha Maricota moça casadoira esta preste a se casar com o seu amado Zé Fulô.Mas, o malvado e astucioso João Cravo não vai deixar isso acontecer e vai armar mil confusões para prejudicar o zé e a mariquinha.Em meios a seres fantasticos da cultura popular o Zé terá que encontrar a fonte da vida para salvar o seu amor.

serviço
* Grupo Bilu Bila e cia
* Texto e direção – Luciano Lopes
* Elenco: Janmes Aragão, Anderson Justos, Brena Késsia, Glaiton Bezerra
* 17h no Teatro Morro do Ouro - R$ 5 e 10 – Infos: 3101 2583
* Livre duração - 55 minutos
* 90 lugares
* Grupo Bilu Bila e cia - Foi contemplado com o prêmio Miriam Muniz da Funart de manutenção.
* Texto e Direção - Luciano Lopes
* Saiba mais: (85) 3285-8502
* Elenco -James Aragão, Anderson Justos, Brena Késsia, Glailton Bezerra
* Sonoplastia - Jeferson William
* Iluminação - Luciano Lopes

INTERNET - INFORMÁTICA

LIVROS - FICÇÃO

Elogiado suspense da nova literatura policial italiana chega ao Brasil

Com seu primeiro romance, O aliciador, Donato Carrisi é apontado como grande promessa do noir europeu

Em seu romance de estréia, o escritor italiano Donato Carrisi surpreendeu e arrebatou a crítica e o público ao embrenhar-se por um gênero até então fortemente atribuído aos grandes escritores americanos. Presente nas listas de best sellers dos principais jornais da Itália logo em seu lançamento, com mais de 180 mil exemplares vendidos e publicado em nove países, O ALICIADOR é mais que um thriller de um autor estreante que reinventa as regras do jogo: é uma história que não dá trégua, que explora a zona nebulosa entre o bem e o mal até descobrir seu último segredo, seu menor sussurro.

O criminologista Goran Gavila e a equipe de homicídios enfrentam um caso perturbador, que exige toda a habilidade dos policiais do Esquadrão Especial: seis braços direitos são desenterrados em um bosque, cinco meninas entre 9 e 13 anos estão desaparecidas. Liderada por Gavila e pelo Capitão Roche, a equipe segue as pistas do caso e, um a um, os corpos das garotinhas emergem, deixando evidente que o culpado é um serial killer cuja frieza e ferocidade não têm limites.

As esperanças de que uma sexta menina esteja viva provocam uma corrida contra o tempo, mas as pistas, em vez de levarem a equipe ao culpado, revelam-se parte de um plano friamente arquitetado pela mente cruel e brilhante do assassino, que parece estar sempre um passo à frente. Em cada cena de crime, novas evidências levam os detetives a acreditar que não se trata de apenas um, mas de vários assassinos, agindo em conjunto. É quando se junta a eles a investigadora Mila Vasquez, especialista em casos de sequestro.

Aos poucos a polícia descobre que seu alvo é capaz de assumir as aparências mais variadas, colocando-os à prova incessantemente. Nesse caso, cada vez que o mal vem à luz, traz consigo um agouro, obrigando os detetives a enfrentar sobretudo a escuridão que carregam dentro de si. A investigação se transforma em um jogo de pesadelos habilmente velados, um desafio contínuo.

Donato Carrisi nasceu em 1973. Formou-se em Direito e especializou-se posteriormente em criminologia e ciências do comportamento. Em 1999, deu início à atividade de roteirista de cinema e televisão. O aliciador, seu primeiro romance, alcançou as listas de best sellers dos principais jornais da Itália e teve os direitos de publicação vendidos para mais de oito países em seu primeiro ano. Atualmente, o autor vive em Roma.









Contos autobiográficos revelam amadurecimento de John Fante

Autor apresenta um novo alter ego e fala de sua vida em família e iniciação sexual


Em O vinho da juventude, de John Fante(1919-1983)., um novo alter ego do autor aparece: Jimmy Toscana. Nestes 13 contos, ele transpõe as pequenas epifanias do Dublinenses de James Joyce para a comunidade italiana do Norte de Denver. O autor revisita a sua infância ao dar voz a um menino e segue revelando acontecimentos de sua adolescência.

Um dos contos mais pungentes do livro é Um de nós, por seu vínculo autobiográfico, enfocando a amizade dos primos Johnnie Fante e Mario Campiglia. Ainda na infância, Fante sofreu a dupla perda da mudança do primo para outra cidade e, logo a seguir, de sua morte prematura. O amadurecimento do autor aparece em contos que falam de sua vida em uma família católica italiana, abordam sua iniciação sexual e apresentam uma reflexão sobre o papel do artista na sociedade. A vida dos imigrantes nas décadas de 30 e 40 também aparece nas histórias.

Raros autores foram tão obcecados por seu alter ego como o norte-americano John Fante. O (anti)herói autobiográfico Arturo Bandini aparece em O caminho de Los Angeles, Espere a primavera, Bandini e Pergunte ao Pó, todos publicados pela José Olympio.

Os contos de O vinho da juventude foram publicados em Dago Red. O livro foi saudado pela revista Time como “talvez o melhor livro de contos de 1940.” Para o New York Times, o talento de Fante surgia “em cada página, brilhante como a luz do sol no gramado verde fresco.” E o romancista John Steinbeck, já famoso, rompeu sua regra de não promover outros autores ao escrever sobre a obra de Fante: “Este é um belo livro caloroso que encerra várias coisas esquecidas que jamais deveriam ter sido esquecidas.”

John Fante nasceu no Colorado, em 1909. Frequentou a escola paroquial em Boulder, e o Ginásio Regis, um internato jesuíta. Frequentou também a Universidade do Colorado e o Long Beach City College. Fante começou a escrever em 1929 e publicou seu primeiro conto em The American Mercury em 1932. O autor publicou inúmeros contos em The Atlantic Monthly, The American Mercury, The Saturday Evening Post, Collier’s, Esquire e Harper’s Bazaar. Seu primeiro romance, Espere a primavera, Bandini, saiu em 1938. No ano seguinte, lançou Pergunte ao pó.

Nesse meio tempo, ocupou-se amplamente em escrever roteiros de cinema. Alguns de seus créditos incluem Full of Life (Um casal em apuros), Jeanne Eagels (Lágrimas de triunfo), My Man and I (Sem pudor), The Reluctant Saint (O santo relutante, Something for a Lonely Man, My Six Loves (Meus seis amores) e Walk on the Wild Side (Pelos bairros do vício). John Fante foi acometido de diabetes em 1955 e as complicações da doença provocaram a sua cegueira em 1978. Ele ainda continuou a escrever ditando os textos à sua mulher, Joyce, e o resultado foi Sonhos de Bunker Hill. O autor morreu aos 74 anos, em 8 de maio de 1983.











Livro que deu origem ao filme "Amor sem escalas"

Há ocasiões em que quanto mais lugares conhecemos, mais vazios nos sentimos. Apontado como um dos mais importantes cronistas da realidade americana, Walter Kirn cria uma saga emocionante sobre a existência sem raízes. A ausência de vínculos. Em AMOR SEM ESCALAS, livro que deu origem ao filme estrelado por George Clooney e dirigido por Jason Reitman (Juno e Obrigado por fumar), Kirn combina brilhante observação social com diálogos irônicos para penetrar no asséptico universo corporativo, desnudando os maiores temores, e as maiores neuroses, de empregados e empregadores.

Com um emprego que o obriga a viajar pelo mundo demitindo funcionários para cortar gastos das empresas, Ryan Bingham leva uma existência em exílio. De aeroporto em aeroporto, sempre com um cartão de embarque em mãos, ele despreza sua linha de trabalho. Mas ama a cultura que chama de o mundo aéreo e se diverte em cabines pressurizadas e em quartos de hotéis totalmente impessoais.

Mas Ryan tem um plano: abandonar o emprego atual e trabalhar numa misteriosa firma de consultoria. No entanto, enquanto não se demite, busca o Santo Graal do mundo aéreo... um milhão de milhas pessoais acumuladas. A moeda corrente de seu universo paralelo. Mas antes de conseguir sua tão sonhada liberdade, as coisas começam a se deteriorar. Alguém se apoderou de sua identidade e de seus cartões de crédito. E, tragédia, de suas tão sonhadas milhas.

Ironizando a retórica empresarial e expondo o lado místico e paranóico dos grandes executivos — a busca pelo aperfeiçoamento pessoal, os gurus de auto-ajuda —, Kirn emite um bilhete de primeira classe rumo à diversão. Com percepção, sagacidade e inteligência AMOR SEM ESCALAS é uma obra que traz o olhar impassível de um observador. Uma crítica contundente ao universo empresarial. Uma história sobre a procura da felicidade, que não esbarra na pieguice e esbanja humor cáustico.

Walter Kirn é escritor, crítico literário e ensaísta. Já trabalhou para New York Magazine, The New York Times Book Review e New York Times Sunday Magazine, além de colaborar para a Time e para a BBC. Amor sem escalas deu origem ao premiado filme, dirigido por Jason Reitman (Juno e Obrigado por Fumar), estrelado por George Clooney, Vera Farmiga e Anna Kendrick, indicado a seis Critics Choice Award e vencedor do Globo de Ouro de melhor roteiro.










"Preciosa" também está nas livrarias

Aguardado primeiro romance da americana Sapphire — autora da coletânea de poesia American dreams, recebida pela crítica com uma das melhores estréias literárias da década de 1990 —, PRECIOSA conta a história da adolescente Precious Jones. Aos 16 anos e grávida do próprio pai pela segunda vez (a primeira foi aos 12 anos), ela conhece uma professora singular, sua guia numa jornada de transformação. Uma narrativa intensa sobre adversidades e os mecanismos para lidar com elas.

Aclamado pela critica, PRECIOSA alçancou o primeiro lugar nas principais listas de mais vendidos nos Estados Unidos, incluindo do New York Times. Foi traduzido para mais de 10 idiomas e deu origem a um filme homônimo, com participações de Mariah Carey e Lenny Kravitz. O filme, produzido por Oprah Winfrey, recebeu os prêmios de júri e público do Festival de Sundance, além de ter conquistado menção honrosa para a atriz Mo'Nique, que ganhou o Globo de Ouro por melhor atriz coadjuvante. Tem seis indicações ao Critics Choice Award e é apontado como um dos grandes favoritos ao Oscar 2010.

Claireece Precious Jones suportou inimagináveis dificuldades em sua curta trajetória. Abusada pela mãe, estuprada pelo pai, ela cresce pobre, obesa, embrutecida, analfabeta, desprezada e, no geral, ignorada. Em seu próprio dialeto, ela se revela para os leitores: as humilhações constantes, os sonhos desfeitos e a resignação com que enfrenta a própria vida.

No Harlem, mora com a mãe, mulher solitária e cruel que assiste a TV incessantemente, devora toda a comida que Precious prepara e a submete à sua fúria constante. Apesar de tudo, a adolescente suporta a mãe com paciência surpreendente e segue em frente, tentando contornar os problemas do dia a dia com a cabeça erguida. E sonha com uma vida de celebridade, coberta de jóias, vestidos de luxo e um namorado bonito.

Mas por causa da gravidez é forçada a abandonar a escola — o último e precário vínculo que a ligava ao restante do mundo — e é convidada a frequentar um centro de aprendizado alternativo. Ali, no fim da linha, está a senhorita Rain, uma jovem professora, radical e batalhadora por meio da qual Preciosa terá a possibilidade de recuperar sua voz e sua dignidade, descobrindo um mundo novo no qual poderá finalmente entender os próprios sentimentos e se expressar de uma maneira que nunca antes havia imaginado.

Ramona Lofton, também conhecida pelo pseudônimo Sapphire, é uma poetisa e artista performática nascida na Califórnia. Sapphire ensinou ficção e poesia na MFA, e redação em diversas universidades americanas. Atualmente mora e trabalha em Nova York. Preciosa é seu único livro de ficção, a versão criativa de sua experiência como atendente em um abrigo para mulheres do Harlem. Aclamado pela critica, o premiado romance alçancou o primeiro lugar nas principais listas de mais vendidos nos Estados Unidos, incluindo do New York Times. Foi traduzido para mais de 11 idiomas e deu origem a um filme homônimo. Sensação do Festival de Sundance de 2009, o filme, foi produzido por Oprah Winfrey e dirigido por Lee Daniels, aclamado produtor de A última ceia. Recebeu três indicações ao Globo de Ouro e seis ao Critics Choice Award, e é apontado como um dos grandes favoritos ao Oscar 2010.










CORAGEM PARA SE TORNAR UM HERÓI

Romance de estreia do renomado ilustrador Ian Beck em breve chegará às telas de cinema

Uma fascinante aventura de coragem e superação, A HISTÓRIA SECRETA DE TOM CORAÇÃO LEAL é o primeiro romance do renomado ilustrador inglês Ian Beck, que em breve também será adaptado às telas de cinema.

Tom sempre quis ter um espírito aventureiro, como os seis irmãos mais velhos. Ele era o caçula da família Coração Leal e o único que não trabalhava para a Agência de Histórias - ou tinha o nome derivado de João. João Sortudo, João o Matador de Gigantes, Joãozinho, Juca, Juan... Os irmãos de Tom Coração Leal eram conhecidos em toda parte por sua coragem, bravura e atos heroicos.
Diferentemente de Tom, eles eram convocados a todo instante para assumir suas funções nas mais fantásticas histórias - eram príncipes que resgatavam princesas, príncipes que enfrentavam feiticeiros maldosos, príncipes que encontravam tesouros e, às vezes, apenas lenhadores destemidos. Enquanto isso, Tom ficava em casa com a mãe, e acabou se tornando um menino carinhoso e tranquilo e não muito valente.
Até que, às vésperas do aniversário de Tom, todos são chamados para um trabalho, mas as aventuras não terminam e seus irmãos mais velhos não voltam para casa! O menino reúne toda a coragem que encontra e parte em direção à Terra das Histórias para descobrir o que está acontecendo e salvar seus irmãos. Chegou a hora de mostrar que ele também pode ser um herói e tornar-se, enfim, um aventureiro.

LIVROS NÃO FICÇÃO

Livro apresenta uma coletânea de 65 anos de fotografia de Chico Albuquerque


Chico Albuquerque Fotografias será lançado em Fortaleza na próxima semana: dia 13/04, às 19h na Saraiva MegaStore (Shopping Iguatemi) e dia 15/04, às 18h30, no Café Literário da Bienal Internacional do Livro do Ceará (Centro de Convenções)



A obra de uma das lendas da fotografia brasileira é publicada em novo livro com lançamentos em Fortaleza nos dias 13/04, às 19h, na Saraiva MegaStore, no Shopping Iguatemi, e 15/04, às 18h30, no Café Literário da Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Convenções. Chico Albuquerque Fotografias (Terra da Luz Editorial, 2009.138p) é o primeiro livro dedicado exclusivamente à obra do fotógrafo, falecido em 2000, aos 83 anos. Com patrocínio do BICBANCO, trata-se de uma coletânea das principais séries que marcam 65 anos de fotografia.

Ensaios (1930/1960), Mucuripe (1942/1952), Retratos (1940/1960), Publicidade (1950/1980), Frutas (1978), Arquitetura (1950/1970) e Jericoacoara (1985) são as séries presentes na publicação, numa mostra da abrangência de temas e técnicas que marcam sua obra fotográfica.

“Nestas páginas, apresentamos memoráveis imagens executadas ao longo de uma vida dedicada à excelência, à criatividade, à singularidade. A inquestionável marca Chico Albuquerque de expressar-se com maestria na arte da luz. Um legado para a fotografia brasileira”, explica a editora do livro, Patrícia Veloso, em seu texto presente na publicação.

O livro foi elaborado a partir de acervos pertencentes ao ICCA, ao Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), ao convênio entre o MIS-SP, o ICCA e o Instituto Moreira Salles, a Imagem Brasil (Ceará), ao acervo do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, e a coleções de Rubens Fernandes Junior, Gentil Barreira, Manuk e German Lorca.

Chico Albuquerque Fotografias apresenta textos de fotógrafos, pesquisadores, artistas plásticos, entre outras personalidades que de alguma forma participaram da vida profissional de Chico Albuquerque, em São Paulo ou no Ceará. A abertura coube a Rubens Fernandes Junior, pesquisador e crítico de fotografia, que faz um relato histórico e cronológico da trajetória profissional de Chico Albuquerque, inserido no contexto da fotografia brasileira.

“Com esta publicação busca-se fazer justiça ao trabalho fotográfico de Francisco Albuquerque, uma referência na história da fotografia moderna do Brasil, diz Rubens Fernandes Junior no texto de abertura no livro. E complementa: “Francisco Albuquerque, por todas as razões expostas ao longo deste texto, pela sua incrível trajetória no mundo da luz, por sua disponibilidade em compartilhar os seus momentos especiais em magníficas fotografias, por sua fiel amizade com outros artistas e intelectuais, pela sua ousadia e competência, está entre os grandes nomes da fotografia do século XX produzida no Brasil”.



Outras personalidades que assinam os textos de Chico Albuquerque Fotografias são: Ricardo Albuquerque, Carlos d’Alge (escritor), Angela Magalhães e Nadja Fonseca (curadoras e pesquisadoras associadas de fotografia), Simon Callow (autor do livro Orson Welles, Hello Americans), José Zaragoza (publicitário), Sergio Burgi (coordenador de fotografia do Instituto Moreira Salles), Aldemir Martins (artista plástico, in memoriam), Olga Krell (arquiteta e editora) Luciana Dummar (presidente-executiva do jornal O Povo/CE) e os fotógrafos Thomas Farkas, German Lorca, Dudu Tresca, Sergio Jorge e Gentil Barreira.


O LANÇAMENTO

Chico Albuquerque Fotografias teve lançamento nacional no dia 31 de março, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), com palestras de Rubens Fernandes Junior, pesquisador e crítico, e Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto Moreira Salles. O IMS, em convênio com o MIS-SP, é hoje responsável pela conservação e recuperação do acervo do fotógrafo, composto por mais de 60 mil arquivos analógicos, entre negativos e cromos.

Em Fortaleza a obra será apresentada por Ricardo Albuquerque, filho do fotógrafo e presidente do Instituto Cultural Chico Albuquerque (ICCA), com mediação da editora Patrícia Veloso. Ambos assinam a curadoria do livro.

O FOTÓGRAFO

Nascido em Fortaleza em 25 de abril de 1917, Chico Albuquerque iniciou sua carreira trabalhando com cinema aos 15 anos e aos 17 já era fotógrafo profissional. Em 1943, aos 25, fez still do filme It’s All True, de Orson Welles. Mudou-se para São Paulo em 1947, onde permaneceu até 1975. Nos primeiros dez anos já havia conquistado uma posição privilegiada no mercado, antes exclusivo de retratos. Fez portraits de Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, Burle Marx, Aldemir Martins, Cacilda Becker, Odete Lara e outras tantas personalidades do mundo político, artístico e social do país.

Chico Albuquerque inovou a publicidade brasileira fotografando modelo e produto em uma campanha da Johnson & Johnson, da agência J.W Thompson. Deixou sua assinatura em temas como indústria automobilística, moda, culinária, retrato, arquitetura e, paralelamente, produziu ensaios autorais que se tornaram célebres, como Mucuripe.

Em Fortaleza, onde voltou a morar a partir de 1975, foi responsável por uma transformação no mercado fotográfico cearense, tornando-se mestre de toda uma geração de fotógrafos, alguns dos quais hoje renomados nacionalmente, tornando o estado uma referência na fotografia em todo o Norte e Nordeste.

Com seus ensaios, Chico Albuquerque participou de mostras nacionais e internacionais, colecionando grande número de premiações, como Prêmio Foto Cine Brasileiro (Rio de Janeiro/1950), Salone Internationale de la Tecnica (Itália/1952-1953), Salão Internacional de Frankfurt (Alemanha/1953), Focus, Salon Amsternan (Holanda/1954), e o Prêmio Nacional de Fotografia – Funarte (1998). Foi diretor fotográfico do Foto Cine Clube Bandeirante entre 1949 e 1950, ano em que participou do júri de Seleção do Salão Internacional de Arte Fotográfica de São Paulo.

Sua última individual em vida foi em 1999, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, com uma retrospectiva que marcou os 65 anos de carreira profissional. Só parou de fotografar aos 83 anos, em 2000, quando ainda assinou campanha publicitária nacional, vindo a falecer em 26 de dezembro do mesmo ano.

AS SÉRIES PRESENTES no LIVRO

Ensaios (1930/1960) – “A luz é tudo na fotografia”. A frase de Chico Albuquerque lembrada por Patrícia Veloso resume o segredo de sua obra ter se tornado referência no país.

Mucuripe (1942/1952) – Tem jangada no mar, pescador, mar, areia. Tem a Praia do Mucuripe, um dos cartões postais de Fortaleza. Este ensaio é um dos ícones da fotografia de Chico Albuquerque. Impossível lembrar seu nome sem associá-lo às célebres fotografias deste ensaio.

Retratos (1940/1960) – O fotógrafo, a luz e o retratado. Bastava isso para que saíssem da câmera de Chico Albuquerque os mais perfeitos retratos, em preto e branco, que marcaram época e fizeram – e ainda fazem – escola.

Publicidade (1950/1980) – Antes da fotografia, apenas ilustrações eram utilizadas em anúncios publicitários. “Tive a sorte de conhecer o melhor fotógrafo da época: Chico Albuquerque. Muitos dos meus melhores trabalhos, diversos premiados, foram fotografados por ele”. Frases do publicitário José Zaragoza. Juntos assinaram campanhas memoráveis da agência J.W Thompson e DPZ.

Frutas (1978) – Frutas tropicais e regionais, fotografadas em estúdio por Chico Albuquerque. “Considero as melhores fotografias de frutas brasileiras que existem no Brasil”. A declaração é do artista plástico Aldemir Martins. Sobre o tema, fizeram juntos o livro Água na Boca (Chico Albuquerque, Rubem Braga e Aldemir Martins).

Arquitetura (1950/1970) – Nesta série algumas fotografias são inéditas em publicações. Destaque para registros de sua habilidade em lidar com a arquitetura, fosse como autor dos projetos e ambientações que desenvolveu de suas próprias residências, ou documentando obras de profissionais com quem conviveu também em São Paulo, como Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi, Aflalo e Oswaldo Brakte.

Jericoacoara (1985) – “Mais uma vez Chico Albuquerque mostrou-se um visionário, antecipou-se, fotografou Jericoacoara como se soubesse que aquela pequena vila de pescadores um dia se tornaria um paraíso turístico”, comenta Patrícia Veloso. Em 1999, o fotógrafo insistiu para que o ensaio entrasse na exposição retrospectiva dos 65 anos, embora os negativos originais color já estivessem desgastados. O que está no livro são reproduções em cromo a partir de cópias coloridas desta série, dada a importância do ensaio no contexto da obra do autor.


INSTITUTO CHICO ALBUQUERQUE



Em 2003 foi criado o Instituto Cultural Chico Albuquerque (ICCA), com o propósito de preservar e difundir a obra de Chico Albuquerque e de seu pai, Adhemar Bezerra de Albuquerque. O ICCA foi responsável por projetos como o restauro da iconografia do cangaço, publicação de livros e exposições no Brasil e na França, ambos com o tema Cangaceiros. Também por meio do Instituto foi firmado um convênio entre o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) e o Instituto Moreira Salles para restaurar, preservar, catalogar e difundir a obra de Chico Albuquerque. Na França e no Brasil o ICCA realizou exposições com o tema Mucuripe, uma de suas mais importantes séries, e Retrospectiva Chico Albuquerque.


SERVIÇO

Chico Albuquerque Fotografias. Terra da Luz Editorial, Fortaleza, 2009. 138p. Lançamentos em Fortaleza: Dia 13/04, às 19h na Saraiva MegaStore Fortaleza (Av. Washington Soares, 85, loja 420/440 – Shopping Iguatemi); Dia 15/04, às 18h30, no Café Literário da Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Convenções (Av. Washington Soares, 1141 - Bairro Edson Queiroz). Informações: 85-3261.0525.










Psicóloga encontra na biologia resposta para disputas no mercado de trabalho

Depois de décadas de movimentos feministas, mudanças nas leis trabalhistas e crescente ocupação de cargos de liderança por mulheres, por que os homens continuam ganhando salários mais altos e têm os melhores empregos. Quais as principais diferenças de comportamento entre os gêneros no mercado de trabalho, suas consequências diretas e indiretas e, principalmente, o que explica que homens e mulheres tenham prioridades, atitudes e raciocínio tão distintos?

Durante anos de pesquisa e clinica, a psicóloga canadense Susan Pinker, colunista do jornal Globe and Mail, buscou uma resposta para as questões que norteiam especificamente os sexos masculino e feminino, no campo profissional, e suas consequências. “As pessoas são programadas” conclui Pinker, que durante 25 anos lecionou no departamento de psicologia educacional e de aconselhamento da McGill University. “As mulheres nasceram para o conforto e não para a velocidade. A testosterona faz com que os homens sejam extremamente vulneráveis, mas, ao mesmo tempo, arriscam-se mais.” Para a psicóloga a explicação para tais peculiaridades é objetiva e científica.
Em O paradoxo sexual, Susan Pinker acrescenta um novo e importante elemento à polêmica discussão sobre a diferença entre os sexos: a biologia. Segundo a autora, os homens são mais propensos a ficar doentes, a se machucar e a apresentar disfunções de desenvolvimento e problemas psicológicos. As mulheres são mais saudáveis e demonstram maior capacidade de estabelecer vínculos afetivos, o que lhes confere benefícios cognitivos. Essas características explicam por que, durante o período escolar, as meninas saem na frente. Porém, essa “vantagem” não perdura, pois novos fatores entram em ação na idade adulta. Frequentemente, mulheres competentes e talentosas optam por assumir cargos de menor responsabilidade ou preferem trabalhar durante meio expediente para dar atenção aos filhos e à família. Os homens, por outro lado, são competitivos e preocupam-se com a carreira.
Nesta obra esclarecedora, Pinker associa perfis biográficos à ciência e revela como certas diferenças influenciam a ambição e as escolhas profissionais de homens e mulheres, conferindo um novo sentido à expressão “sexo oposto”.








Umberto Eco: "Eletrônicos duram 10 anos, livros resistem 5 séculos"

Um dos mais célebres filósofos e escritores do mundo, Umberto Eco, aceitou o convite de um colega francês, Jean-Phillippe de Tonac, para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros (“muito informais, à beira da piscina e regados com bons uísques”, informou Umberto Eco) que resultaram em “Não Contem Com o Fim do Livro”, que a editora Record lança na segunda quinzena de abril.

A conclusão é que tal qual a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. Em entrevista, Eco chegou a defender sua biblioteca particular de 50 mil livros: “Eletrônicos duram 10 anos, livros resistem 5 séculos”, defendeu.

Uma outra obra do escritor acaba de ficar disponível nas livrarias em nova edição - em “Arte e Beleza na Estética medieval” Umberto Eco convida o leitor a captar melhor a mentalidade e o gosto do homem medieval. E mostra que as ideias que o homem moderno tem da “escassa” criatividade medieval são falsas: debaixo da aparência de repetição, há muita inovação na Idade Média, enquanto em nossa era finge-se inovar até mesmo quando se repete. Para o homem medieval a originalidade de pensamento não se coloca e, ao contrário, é considerada um pecado de orgulho. No entanto, captar debaixo dessa aparente repetição o novo, é precisamente a tarefa a qual Eco se propõe. O livro foi publicado originalmente em 1959.

Em Arte e beleza na estética medieval, Eco mostra que houve, sim, criatividade e renovação naquele período

Idade Média, idade de trevas? Segundo Umberto Eco, um dos mais importantes intelectuais contemporâneos, a resposta é simples: uma era de contrastes. De um lado, crises políticas, religiosas, demográficas e até lingüísticas. De outro, os séculos de renascença, quando nascem as nações modernas, se revolucionam os transportes marítimos, as técnicas agrícolas, os procedimentos artesanais. Uma época sedutora por seus ideais sociológicos, filosóficos, religiosos e psicológicos.

É desse trampolim do qual mergulha Eco. Ponto de partida de uma reflexão sobre a estética por trás de todo um milênio — do século VI ao século XV. Não apenas no mundo das artes, como no âmbito da ciência e da teologia. Com a perspicácia e erudição de sempre, mais a ajuda de textos filosóficos e literários, Eco analisa como o mundo medieval respondia às interrogações sobre os fenômenos estéticos, no âmbito da própria cultura e visão de mundo. Como os medievais convertiam o belo em um valor: a beleza devia coincidir com a bondade e o divino.

Eco corrige, ainda, a falsa noção de ausência de sensibilidade estética no universo medieval e traça o retrato de uma época. A beleza, a arte, as relações entre arte e moral, a função do artista, as noções do agradável, de ornamentos, de estilos, os juízos de gosto. Nada escapa ao olhar arguto de Eco. De Boécio a Eckhart, de sutis distinções conceituais a sínteses sociológicas e históricas, aqui estão as considerações de Eco sobre as ideias estéticas medievais. As diferentes formas de entender arte, beleza, apreciação da obra de arte e moral.

Publicado originalmente em 1959, como parte de uma tetralogia sobre a história da estética, ainda se mantém atual e uma das únicas obras a conectar noções metafísicas de beleza a técnicas artísticas. Denso e elegante, nos remete a um mundo e uma civilização muito próximos e, ao mesmo tempo, muito longínquos: vários dos conceitos fundamentais elaborados pela estética medieval chegaram até nossos dias. Reafirmados, travestidos, ainda que inseridos em outros contextos e alterados. E Eco — guia envolvente e inspirado — passeia por eles, sem querer defini-los ou engessa-los.

UMBERTO ECO nasceu em Alexandria, Itália, em 1932. É semiólogo, professor, escritor. Entre suas obras ensaísticas destacam-se: Obra aberta (1962), A estrutura ausente (1968), Tratado geral de semiótica (1975), Lector in fabula (1979), Semiótica e filosofia da linguagem (1984), Os limites da interpretação (1990), A busca da língua perfeita (1993), Seis passeios pelos bosques da ficção (1994), Kant e o ornitorrinco (1997), Sobre a literatura (2002). Entre suas coletâneas, ressaltam-se: Diário mínimo (1963), O segundo diário mínimo (1990), com uma primeira antologia de textos publicados na seção La Bustina di Minerva da revista L’Espresso, Cinco escritos morais (1997) e La Bustina di Minerva (2000). Em 1980 estreou na ficção com O nome da rosa (Prêmio Strega 1981), seguido por O pêndulo de Foucault (1988); A ilha do dia anterior (1994); Baudolino (2000) e A misteriosa chama da rainha Loana (2004). Também é autor de História da beleza (2004) e História da feiúra (2007).










Para entender os assassinos

“Serial Killers made in Brasil”, da autora Ilana Casoy sai em versão revista e ampliada

A escritora paulista Ilana Casoy revela ao público em rigorosa pesquisa, seis casos de assassinos em série com aspectos gerais e psicológicos numa seqüência de tirar o fôlego. Ilana Casoy entrevistou pessoalmente dois deles: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói e Francisco Costa Rocha, o Chico picadinho. Foram seis anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, a manicômios e a penitenciárias para compor um inquietante roteiro com rigor investigativo de como, por que razão e com que métodos matam os serial killers. O resultado é uma obra que pode ajudar na resolução de crimes, servindo como ferramenta para investigadores e que alerta as instituições que trabalham com jovens infratores.

“Serial killers made in Brasil” é um livro para quem quer entender a mente humana, vista através de suas páginas em alguns momentos obscuros, perturbados, longe daquilo que chamamos de realidade - mas muitas vezes, como mostram os fatos e sua seqüência lógica, momentos de consciência que permitiram que o assassino tivesse pleno domínio de suas ações. O livro foi prefaciado por Roberto Tardelli, promotor de justiça e tem apresentação de Adelaide Caíres, psicóloga clínica e forense e comentário de Marcelo Tas, ator e diretor de TV.
Em sua primeira coletânea Serial Killer – louco ou cruel? Ilana Casoy reuniu a história dos mais famosos casos internacionais que nos levou por caminhos e histórias quase inacreditáveis, algumas das quais, nem o cinema e a literatura conseguiram reproduzir, mostrando aspectos da mente distorcida dos maiores assassinos que o mundo já conheceu. A versão brasileira percorre o mesmo caminho.

Serial killer: indivíduo que comete uma série de homicídios com intervalo entre eles (pode ser meses ou anos), até que seja preso ou morto. As vítimas costumam ter o mesmo perfil (prostitutas, mochileiros, crianças, idosos) e mesma faixa etária, sexo e raça. As vítimas são escolhidas ao acaso dentro do perfil e mortas sem razão aparente; ela é objeto da fantasia do serial killer.
Ilana Casoy se dedica há dez anos ao estudo de crimes violentos e assassinatos em série. Formada em Administração pela FGV é membro Consultivo da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB SP e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (NUFOR).
SERVIÇO
Livro: Serial Killers - Made in Brasil
Autor: Ilana Casoy
Nº de páginas: 396
Preço sugerido: R$ 44,









Livro mostra os bastidores do filme “Chico Xavier”

Os bastidores e as emoções, que aconteceram durante a produção do longa-metragem de Daniel Filho, ganham edição escrita por Marcel Souto Maior, biógrafo do médium, com fotos e depoimentos de toda a equipe de filmagem. “Chico Xavier: A história do filme de Daniel Filho” foi lançado na sexta-feira (9), na Saraiva MegaStore, no Iguatemi. No livro, o autor faz um relato sobre as oito semanas de filmagem, que foram marcadas por situações curiosas como crises de choro, coincidências inexplicáveis, rodas de oração, distribuição de flores e o aroma de jasmim do perfume preferido de Chico Xavier.

Marcel Souto contou com a ajuda da equipe técnica e do elenco do filme, que trouxeram importantes depoimentos para a construção do livro. “Busquei contar histórias fortes sobre Chico e sobre as emoções provocadas por ele em todos os envolvidos na produção de “Chico Xavier” durante as filmagens. O que me guiou foi o interesse em descobrir qual seria o impacto dessa convivência intensa com Chico para todos no set: ateus, judeus, católicos, umbandistas, espíritas. Do eletricista ao Tony Ramos, como cada um viveu essas oito semanas de filmagem”, afirma o escritor.

O ator Nelson Xavier, que interpreta o Chico maduro, revela no final nas filmagens: “Senti desde o começo uma força poderosa: a presença de Chico”. Já o ator Ângelo Antonio, interprete do Chico mais jovem, conta: “Quando encerrei a participação no filme, tive a sensação de ter melhorado um pouco, de ter me transformado”. É esta a transformação de que fala o livro, recheado de fotos, que ilustram passo a passo as filmagens em 288 páginas de histórias, reflexões, depoimentos e lições.

Sobre Marcel Souto Maior

Marcel Souto Maior é jornalista e diretor do programa Profissão Repórter, da TV Globo. Autor da biografia As vidas de Chico Xavier, base do filme de Daniel Filho, escreveu outros dois livros sobre o médium mineiro: Por trás do véu de Ísis e As lições de Chico Xavier. Uma curiosidade: Marcel, que não é espírita, nasceu no mesmo dia que seu biografado – 2 de abril.