MÚSICA

André Marinho lança o CD “Vida de Gato”

André Marinho é compositor perspicaz e audacioso. Seu samba é forte, vibrante, e às vezes cadenciado, como a própria vida deve ser. Suas letras descrevem o cotidiano, satirizam as desigualdades, mas também falam dos romances, da sensualidade e da alma de quem não tem a "vergonha de ser feliz".

Com o intuito de descontrair e animar nossa noite, André Marinho lança o seu segundo CD com 13 faixas inéditas, e apresenta ao público seu talento e poesia repleta de sátiras onde, na contra-mão da mão, questiona "a dor e a delícia de ser o que é" e o conformismo de uma cômoda "Vida de gado".

Mantendo em suas letras uma abordagem de temática social já evidenciada em seu primeiro trabalho, intitulado“Batuque dos Anjos”, o samba de André Marinho caminha pra o segundo CD “Vida de Gato”, prezando principalmente pela poesia que aborda situações cotidianas da vida humana, em toque de classe, suave e elegante.
Partido alto, samba de mesa, samba-canção, gafieira, sátira e romance estão presentes nas composições muito bem arranjadas por sopros, piano, cavaquinho, baixo, violão, guitarra, bateria, percussão e vocais.

As canções criam expectativa que precedem refrões de fácil assimilação e apego, através da sua voz grave e aveludada, em clima ora de festa, ora de introspecção. Atende assim o interesse da boa música popular brasileira, além de satisfazer a uma boa parcela da comunidade, indignada com o lixo cultural e a linguagem de baixo calão imposto pelos principais veículos de comunicação em detrimento de nossa verdadeira cultura.

O CD “Vida de Gato” foi patrocinado pelo Programa Cultura da Gente, que apóia projetos artísticos desenvolvidos por funcionários da ativa e aposentados do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Ação de desenvolvimento humano e responsabilidade social corporativa do Banco do Nordeste, o Cultura da Gente apóia projetos individuais ou coletivos, de autoria ou co-autoria de funcionários e aposentados da instituição, nas áreas de música, artes cênicas, audiovisual, artes visuais, literatura e cultura popular.

A produção do álbum foi iniciada há mais de um ano por ocasião da escolha dos profissionais para a realização e execução das faixas. Vale ressaltar que propositalmente ficou para depois, coincidentemente por ocasião do programa Cultura da Gente, a sua finalização que acontece agora, depois de escutá-lo dezenas e dezenas de vezes, colher opinião de leigos e músicos competentes, inclusive de sua terra natal, o Rio de Janeiro.

Esta atitude fez parte de um aperfeiçoamento profissional, de um cuidado, que contou ainda com a revisão final do músico e de Luizinho Duarte, um dos arranjadores. A diversidade musical existente no CD é dada através dos arranjos provenientes de excelentes músicos (Luizinho Duarte, Jamil Joanes, Adelson Viana, Aroldo Araújo e Tarcísio Sardinha), retratando bem o samba do nosso Brasil diverso.
O CD “Vida de Gato”, do compositor André Marinho, prima pela qualidade de seu trabalho, a começar pela seleção dos músicos que o acompanham, que são sem sombra de dúvida alguns dos melhores do Ceará, privilegiando a mão de obra local também em sua apresentação gráfica com o trabalho do designer Fávila Correia, além de gravação, mixagem e masteriazação no Vila Estúdio Sonoro, bem como a prensagem na empresa CD+.
Considerando que o programa Cultura da Gente visa à valorização de seus funcionários, através do incentivo às suas atividades e ao estímulo às suas ações culturais, também apoiar a produção do CD “Vida de Gato” significa associar o nome do Banco do Nordeste a uma obra de extrema qualidade de um músico, funcionário do Centro Cultural BNB, que é reconhecido pelos produtores e classe artística locais por sua dedicação a música através do seu trabalho na direção dos programas Cultura Musical e Palco Instrumental.


Sete vidas para ser livre e amar

Errantes criaturas da noite, os gatos são curiosos, perspicazes e independentes. Seja em relação ao comportamento ou à aceitação adquirida na sociedade, carregam ambivalência de animais livres, soberanos de si, mas sempre prontos a se renderem ao carinho dos donos. A reflexão vem a propósito, pois foi justamente na associação da imagem dual dos gatos aos humanos, que o músico André Marinho, coordenador geral dos programas musicais do CCBNB-Fortaleza, inspirou-se para compor o repertório de seu segundo CD, Vida de Gato.
O projeto do CD envolve 13 músicas inéditas, estruturadas em versos irreverentes e bem elaborados, marca de um artista audacioso e preocupado com a valorização da música e cultura populares brasileiras.

Humor sagaz e romantismo sensual, assim como no primeiro trabalho intitulado Batuque dos Anjos (2002), foram os ingredientes escolhidos para descrever a vida do sujeito-gato. “O repertório é focado no cotidiano e aprimora a vertente intimista. Em outros momentos, por meio de um olhar satírico, questiona também as incoerências do nosso imenso Brasil. Às vezes, é preciso ser mais gato, ter sete vidas para se viver tantas contradições”, qualifica o músico.
André Marinho começa com A Carne é Fraca, descrevendo as tentações e peripécias dolorosas de um relacionamento amoroso. Seguem na toada romântica Dengosa, Viciado em Você, Japão, Velejar, Amor Imperfeito e Vida de Gato, faixa que dá nome ao CD. É interessante pontuar o linguajar realista e popular das canções citadas. Sem pudor, o compositor fala espontaneamente sobre traição, vingança, desejos e desenganos.
As demais músicas – exceto Lara, escrita em homenagem a sua filha –, trazem crítica e indignação aos valores vigentes na sociedade atual. Entre elas, A Idade do Condor e A Velha Escola sobressaem pela ironia velada ao sistema capitalista e à maldade humana.

Já Nas Ondas da Embratel é talvez a música mais simbólica do CD. Repleta de referências históricas, expõe o passado vexatório da época do descobrimento do Brasil e o compara, num diálogo de causalidade, ao presente igualmente vergonhoso das favelas comandadas pelo tráfico de drogas. Bastam alguns versos para perceber o tom sarcástico e a crítica social: “Depois chegou Dom João / Foi o VI que abriu a nação pros traficantes / Veio a rainha senil convocando a boiolada / Pra lutar na Guerra Santa / E apresentou um papel lá no Morro do Chapéu”.
Vida de Gato renova a percepção do transcendente valor do samba, unindo satisfatoriamente os sentimentos de cumplicidade e compartilhamento próprios da temática e melodia exigidos por esse ritmo. O som de cadência agradável é uma boa pedida para apreciar em um churrasco com os amigos, num happy hour, em casa ou no computador.








DIVIRTA-CE recomenda: Karla Sabah em "Cala a boca e me beija"

A cantora Karla Sabah está com novo álbum nas lojas, “Cala a Boca e Me Beija”, lançamento da LGK Music com distribuição da Som Livre. Este é o terceiro álbum solo na discografia da cantora, sucessor de “Drum n’ Bossa” volumes 1 e 2.

O novo álbum tem produção assinada por Julinho Teixeira e William Magalhães e traz Karla como compositora de seis das 15 faixas do disco. A cantora divide os créditos das composições com Rildo Hora, Fhernanda Fernandes, Perinho Santana, Julinho Teixeira e Hyldon.

“Cala a Boca e Me Beija” também traz composições de Arnaldo Antunes, Carlos Imperial, Jards Macalé e Waly Salomão, entre outros, e regravações de dois clássicos do Rock: “A Kind of Magic”, do Queen, e “I Will”, dos Beatles.









Fábio Jr. se aventura pelo sertanejo

“Estrada da Vida”, de José Rico, “Cabecinha no Ombro”, de Paulo Borges, “ Rio de Piracicaba”, de Tião Carreiro, “Fio de Cabelo”, de Marciano, e “No Rancho Fundo”, de Ary Barroso e Lamartine Babo são algumas das músicas do novo CD "Romântico" Fábio Jr chamou um dia o produtor Guto Graça Mello e cravou: “Quero fazer um disco sertanejo”. Guto diz ter tremido na hora. Sua resposta: “Não consigo te ver de chapelão e bota de bico fino”. O que ele queria dizer era: “As pessoas provavelmente não compreenderão – o público sertanejo vai considerar oportunista; o seu (Fábio) público talvez não entenda”. Mas Fábio bateu o pé – são músicas que o emocionam, canções que o pai, taxista, e a mãe, professora de piano, escutavam. A decisão foi tão simples quanto complexa: trazer as canções para o universo do cantor. Começava o parto naquele instante de um dos mais belos trabalhos do cantor, este “Romântico”, o 25º disco de carreira.

Simples porque a linha do trabalho estava decidida. Complexo porque apesar da temática emocional dos dois universos, o de Fábio e o sertanejo, são dois mundos à parte, principalmente em características musicais.

Sertanejo demanda uma pegada mais forte, segunda voz. A estrada de Fábio é cercada de suavidade pop, arranjos vocais mais intimistas. Com isso em mente, Guto Graça Mello optou por uma terceira via, uma música distante dos dois e tentou o amálgama. Fábio e ele pegaram “Don’t Know Why”, de Jesse Harris, que fizera sucesso na voz de Norah Jones, pediram a Sylvia Massari versar a letra e a gravaram como “Amar é Perdoar”. O caminho estava traçado, e esta é a musica que abre o disco.

A segunda canção gravada foi um standart do mundo sertanejo, com cheiro de terra do primeiro ao último segundo, “Cabocla Tereza”, de Raul Torres e João Pacífico, e que já fora gravada de Tonico e Tinoco a Chitãozinho & Chororó, e fecha o trabalho ao lado de “Românticos”.

O sotaque caipira da canção transparece até na frieza dela transcrita no papel: “Eu e mais seu doutô/Topemo o cabra assustado/Que chamou nóis prum lado/E a sua história contou.”

“Cabocla Tereza” é a 12ª de 13 músicas de “Romântico”, e uma das 500 que Fábio separou como opção para rechear o trabalho.

Gravou com a mesma pegada outros clássicos do campo, como “Estrada da Vida”, de José Rico, “Cabecinha no Ombro”, de Paulo Borges, “ Rio de Piracicaba”, de Tião Carreiro, “Fio de Cabelo”, de Marciano, e “No Rancho Fundo”, de Ary Barroso e Lamartine Babo.

Todas são sovadas pelo acento pop do cantor, com reforço de troca da segunda voz típica caipira pelos arranjos vocais do grupo Ponto 4, que o acompanha. São quatro vozes que fogem do trinado e esbarram no gospel, no spiritual, e fazem com que as lindas melodias originais ganhem o frescor que teriam se fossem compostas na America do Norte sulista.
Fábio ganhou confiança até para arriscar elementos mais típicos sertanejos, como no acordeom em “Telefone Mudo”, de Peão Carreiro.

E o jogo virou a tal ponto que estava em dúvida se gravaria o talvez maior hit contemporâneo do campo, “É o Amor”, de Zezé di Camargo. “Será? Tanta gente gravou”, questionou ao produtor. Fizeram a experiência, concentrou-se e gravou de primeira. E é um dos pontos altos de um disco lotado de pontos altos.

“Já fiz quase 400 discos como produtor. Mas este é um que me pegou pelas costas. Fábio está cantando muito. E cantando feliz. Isso transparece”, resume Graça Mello. Palavras de quem acompanhou o cantor em alguns de seus principais hits durante seus 30 anos de sucesso.







O jazz charmoso de Jamie Cullum

Cantor considerado a vanguarda do pop inglês, lança o CD "The Pursuit"


Está cansado de ouvir música repetitiva e previsível? É fã de misturas bacanas? Uma ótima dica é conferir "The Pursuit", novo disco do inglês Jamie Cullum, que a Universal Music está lançando no Brasil.

Jamie tem 30 anos de idade, é cantor, compositor e pianista, e já está na estrada há mais de dez anos. Lançou seu primeiro disco por uma gravadora de maior porte, Pointless Nostalgic, em 2002.

Ele é basicamente um jazzistica, que toca com maestria e canta com rara personalidade. Sabe tocar standards de nomes como Cole Porter e George Gershwin como se tivesse vivido os anos 30 e 40. Mas, ao contrário de muitos outros por aí, ele não se limita a isso: Cullum tem paixão por soul, pop, rock e funk, e faz questão de acrescentar essas influências ao som que faz. E é aí que a coisa fica realmente bacana.

The Pursuit é o quinto CD dele, contando com o raríssimo primeiro disco, independente, que teve tiragem de apenas 500 cópias.
Do início com uma releitura sublime de "Just One Of Those Things", de Cole Porter (com acompanhamento da The Count Basie Orquestra), o cara envereda por baladas psicodélicas, jazz de tempero latino, rock, funk e o que mais pintar em sua frente.

Seu estilo de tocar piano está mais fluente do que nunca, e sua voz, mais negróide e sensual do que nunca. E a capacidade de compor, das melhores, vide canções como "I’m All Over It, You And Me Are Gone", com um solo fenômenal de piano, e "I Think, I Love", só para citar algumas. Alguém pode estranhar ele reler um sucesso recente nas pistas de dança, da cantora Rihanna, "Don’t Stop The Music". Mas para quem já tocou ao vivo ou gravou canções de Elton John, Joy Division, Radiohead e Massive Attack, faz parte de seu ecletismo.





Canç
ões de Natal no CD “Noite Azul”

Meninas Cantoras de Petrópolis interpretam clássicos

Clássicos natalinos como “Noite Feliz”, “White Christmas”, “Então é Natal (Happy Xmas (War Is Over))” e ”Sino de Belém (Jingle Bells)” compõem o repertório do CD Noite Azul: Canções de Natal, das Meninas Cantoras de Petrópolis. O álbum, apresentado pela Som Livre neste mês, traz ainda músicas popularmente associadas a data, seja pelo conteúdo religioso, seja pela mensagem que passam, como “Jesus Cristo”, de Roberto e Erasmo Carlos, e “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt.
Consagrado conjunto vocal brasileiro, as Meninas Cantoras de Petrópolis revisitam algumas das mais conhecidas canções de Natal, no Brasil e no resto do mundo. Entre as músicas brasileiras estão: a marcha “Boas Festas” (“Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel...”), composta por Assis Valente no início dos anos 30; “Feliz Natal”, parceria entre Klécius Caldas e Armando Cavalcante, gravada por Dick Farney no fim dos anos 40; e “Estrela Guia”, de Wilson Nunes e Ricardo Magno, produtores musicais do coral.
Dos mais populares clássicos natalinos internacionais, as Meninas apresentam em Natal Azul versões para: “Jingle Bells” (domínio público), que surge como “Sino de Belém”, de Ewaldo Ruy; “Noite Feliz” aparece em adaptação de Vicente Aricó Jr. para “Silent Night”, de Franz Gruber; “Brazilian Oh Happy Day”, releitura de Ricardo Magno para “Oh Happy Day” (Edwin Hawkins); e “White Christimas”, sucesso de Irving Berlin já interpretado por nomes como Bing Crosby e Frank Sinatra. O álbum também traz canção de John Lennon. Composta por Lennon e Yoko Ono em 1969, “Happy Xmas (War Is Over)” aparece como “Então É Natal”, versão brasileira de Cláudio Rabello popularizada na voz da cantora Simone.
John Lennon não é o único beatle prestigiado no CD Noite Azul. George Harrison é lembrado com o maior hit de sua carreira solo, “My Sweet Lord”, lançada no álbum All Things Must Pass (1970).
O álbum Noite Azul traz ainda canções associadas a data pela temática religiosa e pela mensagem que passam. As Meninas Cantoras de Petrópolis interpretam “Jesus Cristo”, hino gospel de Roberto e Erasmo Carlos, o samba-canção “Ave Maria”, de Vicente Paiva e Jayme Redondo, e “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, lançada no LP Sentinela (1980).






O bom tempo do grunge

Universal Music lança 'Live at Reading', do Nirvana, um CD e DVD ao vivo para entrar na história deste gênero do rock nos anos 90


Trinta de agosto de 1992. O Nirvana era considerado uma das grandes bandas de rock da época. Mais do que um grande disco, "Nevermind" (1991) revolucionou o rock, com o grunge que surgia nos Estados Unidos. O disco acabou se transformando na maior referência do novo gênero e hoje é considerado por muitos o grande álbum da década de 90. Pois bem, no final de agosto de 1992, a banda de Kurt Cobain já era tudo isso, a ponto de ser convidada para fechar Reading, um dos mais importantes festivais do planeta.

E o Nirvana não fez por menos. O show, que já era bastante conhecido através de bootlegs, é daqueles que podem ser chamados de antológicos, desde a sua abertura, quando Kurt Cobain entrou no palco em cima de uma cadeira de rodas, com uma imensa peruca loura. Tivesse esse "Live at Reading" sido lançado naquela época, hoje seria facilmente considerado um dos grandes discos ao vivo da história do rock, como "Live at Leeds", do The Who, ou "Live After Death", do Iron Maiden.

Mas o lançamento tardio - e, por enquanto, só no exterior - não fez com que a apresentação perdesse a sua aura. O show de pouco mais de 90 minutos traz uma energia impressionante. Após se levantar da cadeira de rodas, Cobain, ao lado de Dave Grohl e de Krist Novoselic não deixaram pedra sobre pedra - ou, literalmente, instrumento sobre instrumento, como pode ser visto ao final do show, quando todos os instrumentos são devidamente destruídos.

O repertório de 24 canções é simplesmente matador. Do início, com "Breed", até o encerramento com "Territorial Pissings" (duas faixas de "Nevermind"), o que se vê é uma Banda (com "B" maiúsculo mesmo) no melhor de sua forma. Um verdadeiro furacão que não pode ser comparado a nenhuma dessas bandas que a New Musical Express alardeia como a melhor banda de todos os tempos da última semana.

Das 12 faixas de "Nevermind", o Nirvana apresentou 11, somente "Something In The Way" ficou de fora. Então, tome "Drain You", "In Bloom", "Come As You Are", "Lithium", "Lounge Act", "On a Plain" e, claro, "Smells Like Teen Spirit". Impressionante notar, 17 anos depois, a perfeição de "Nevermind", que, acredite, ficou ainda melhor e mais poderoso nessa apresentação. É de enlouquecer.

O Nirvana ainda apresentou as melhores músicas de seu álbum de estreia, "Bleach", como "School", "Negative Creep" e "Blew". Ainda apareceram algumas músicas antigas ("Sliver", "Aneurysm"), mas que só viriam a entrar em um disco oficial três meses após a apresentação em Reading, no álbum "Incesticide" (1992). E, como toda grande banda faz, o Nirvana não estava nem aí de estar tocando em um festival de grande porte, e mostrou canções inéditas que seriam lançadas em "In Utero" (1993) - na época do show, o grupo já estava em estúdio gravando o álbum. Desse (então futuro) disco, entraram "Dumb", "Tourette's" e o sucesso "All Apologies". E o fã do Nirvana ainda tem duas músicas inéditas nesse "Live at Reading": "The Money Will Roll Right In" e "D-7" (esta última já havia sido lançada em versão demo no box "With The Lights Out", lançado em 2004).

Enfim, chega a ser até mesmo dispensável falar sobre "Live at Reading". O fã do Nirvana já sabe muito bem a importância dessa apresentação. E quem não for fã do Nirvana (ou não conhecer), tem uma bela oportunidade de descobrir porque esses caras revolucionaram o rock.


TV Divirta-CE




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Pré-lançamento do DVD da dupla Italo e Renno

Em festa para convidados, dupla cearense apresenta seu DVD oficial no bar Docentes e Decentes

A dupla de sanfoneiros Italo e Renno pré-lança o DVD intitulado “ITALO e RENNO ao Vivo”, para convidados no dia 02 de dezembro, às 20h, no Bar e Restaurante Docentes e Decentes, na Varjota. Repleto de características brasileiras, este novo álbum promete ser um grande marco na carreira dos jovens cearenses, que através de sua música alegre e criativa, usam seu singular talento para apresentar ao público toda a versatilidade da sanfona.

A vitalidade sonora do acordeão, suas inúmeras possibilidades e riqueza de atmosferas serão exploradas no repertório da dupla, passeando por ritmos nordestinos como baião, xote, frevo e arrasta-pé e visitando clássicos como a Ave-Maria de J.S.Bach. No espetáculo, composições autorais, como “Ceará Terra da Luz” e “Toca sanfoneiro”, que contaram com as especiais participações de Raimundo Fagner e Dominguinhos, respectivamente, além de releituras de clássicos da música brasileira. Arranjos inusitados darão ares de contemporaneidade aos grandes sucessos, imprimindo marcantes personalidades musicais.

“ITALO e RENNO Ao Vivo” ressalta em sua concepção artística a beleza da cultura brasileira, onde a nova música produzida no Ceará destaca-se na rica sonoridade do acordeão.

NOS EXTRAS DO DVD
- Clipe com FAGNER
- Clipe com DOMINGUINHOS
- Um empolgante DESAFIO DE SANFONAS
- E ainda um passeio de escuna pela beira-mar de FORTALEZA contando a história da dupla

SERVIÇO:
Festa de pré-lançamento do DVD “Italo e Renno Ao Vivo”
Dia 02 de Dezembro de 2009 – 20h
Local: Docentes e Decentes - Varjota (espaço climatizado)
Rua Ana Bilhar, 1445
Maiores informações: 3456-6100








Daniela Mercury celebra o samba em 'Canibália'

Novo CD da cantora terá várias opções de capa e contará com participações de Margareth Menezes e Seu Jorge



Canibália, que segundo a sua autora significa misturar o mundo, é o mais novo CD da cantora baiana Daniela Mercury. O disco, que tem muitas composições próprias de Daniela, tem varias versões de sambas antigos, perolas como “Tico-tico no fubá”, “O que é que a baiana tem?”.
Canibália conta com a participação da amiga da cantora a Margareth Menezes no single de estreia “Oyá por nós”. Canibália, o 13º álbum de Daniela Mercury, é coerente com seu título: a baiana põe no tabuleiro doses concentradas de eletrônica, um pouco de R & B - na faixa “Life Is Beautiful”, parceria com o rapper norte-americano Wyclef Jean, convidado do tema que celebra a vida e a Bahia - e um bocadinho de rap, evocado nos compassos iniciais de Trio em Transe.


Mas a baiana oferece como prato principal de seu novo CD o samba de sua terra. Celebrado tanto na faixa intitulada Benção dos Sambas - um medley que agrega Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso), Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi) e Samba da Benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes) - como na batucada que encerra a turbinada releitura eletrônica de Tico-Tico no Fubá, o choro de 1931 que deu projeção internacional ao compositor Zequinha de Abreu (1880 - 1935) na voz de Carmen Miranda (1909 - 1955).
O medley “Preta - que junta Eu Sou Preto” com “Sorriso Negro” - celebra a negritude num tom mestiço que remete ao último álbum de estúdio da cantora, Balé Mulato (2006). Convidado da faixa, Seu Jorge defende com propriedade o samba popularizado por Ivone Lara em 1981, com direito a discurso por mais cidadania e trabalho ao fim do tema. Outro destaque “Sol do Sul”, reggae que - a despeito de ter sido feito por Daniela com seu filho Gabriel Póvoas na invernal Londres - ilumina a ideia política da integração da América do Sul.

Feito sob a luz clara da alegria, traço recorrente na ensolarada discografia de Daniela e mote da faixa “A Vida É um Carnaval”, Canibália celebra também os direitos indígenas em “Dona Desse Lugar”, exalta o amor na balada “Castelo Imaginário”. Nesse mosaico antropofágico, há ainda espaço para a releitura moderninha de “O Que Será? (À Flor da Terra)”, tema lançado por Chico Buarque em 1976. No final, Canibália está entre os melhores discos de Daniela, mostrando a nossa baiana internacional recusando mais uma vez a mesmice imperante do axé music. No Brasil, o CD ganhou cinco versões de capas diferentes do novo CD.










Realidade Paralela: quatro gaúchos e uma proposta

Imagine quatro artistas gaúchos consagrados: a cantora Vanessa Longoni, vencedora de inúmeros prêmios - Açorianos de Música 2008 de "Melhor Intérprete" e "Melhor CD" na categoria MPB e Açorianos de Música 2007 de "Melhor Espetáculo" - e uma das artistas mais atuantes nos últimos anos no cenário musical gaúcho; o violonista Angelo Primon, produtor e multi-instrumentista muito requisitado para atuações em shows e gravações, vencedor dos prêmios Mosaico e Açorianos de melhor instrumentista 2006 e 2008; o baterista Luke Faro, vencedor de concursos nacionais de bateria e extremamente atuante em diversas áreas de música do sul; o guitarrista Marcelo Corsetti, artista com inúmeros prêmios, sete discos gravados e junto com Angelo Primon, produção de trabalhos de extremo valor artístico no Rio Grande do Sul.

Agora, imagine esses quatro artistas em um projeto com o objetivo de fazer boa música , novos arranjos e interpretações num instigante desafio lúdico?

Esse é o REALIDADE PARALELA, um grupo que pesquisa sonoridades e ambiguidades entre os sons de alta tecnologia e os sons acústicos. Das cáusticas guitarras de Marcelo Corsetti passando pelas matizes acústicas da viola caipira, sitar, rabeca, berimbau e violão de Angelo Primon e ainda navegando no imenso oceano polirrítmico da bateria de Luke Faro. Essa idéia musical não poderia ficar completa sem a presença da excelente Vanessa Longoni e suas personais interpretações.



SOBRE OS MÚSICOS

VANESSA LONGONI - Cantora com formação erudita e popular, cantou em vários grupos vocais, coros de óperas, espetáculos teatrais e participou de cds de músicos reconhecidos de Porto Alegre nos últimos 15 anos. Participou de espetáculos como O Parque Extremo de Diversões, de Élcio Rossini; Lorquianas – criação de Denize Baptista, direção cênica de Roberto Birindelli e direção musical de Simone Rasslan –; Lautrec... Fin de Siécle, do grupo Terpsi de dança-teatro; Antígona, de Luciano Alabarse. Participou dos cds dos músicos Adriana Deffenti, Marcelo Delacroix, Angelo Primon, Sergio Napp, Leandro Maia, Richard Serraria. Também é uma das integrantes da banda Maria Vai Com as Outras, antigo D’ Quina pra Lua – ganhador de vários prêmios: Açorianos de Música Revelação MPB de 2000 e Açorianos de Música gênero MPB de 2002. Seu primeiro trabalho solo, A MULHER DE OSLO lhe rendeu o Prêmio Açorianos de Música como Melhor Espetáculo de 2006 – foi indicada, também, como Melhor Intérprete. Foi considerada cantora revelação 2006 pelo jornal Zero Hora. Em julho de 2008, a banda Maria Vai com as Outras, lançou no Teatro Renascença o cd Bailadêra, e em outubro de 2008 Vanessa lançou seu primeiro cd solo “Vanessa Longoni – A Mulher de Oslo” tendo um ótimo reconhecimento do público e da crítica musical local: “...Desde a estréia em 2006, o show vem multiplicando platéias e prêmios. Com o cd não será diferente, pois é um dos mais novos e vigorosos produzidos este ano no País. Mais: talvez seja o melhor disco de cantora já feito no RS. Nele tudo se completa, do repertório o mais universal (e único) possível, aos arranjos e desempenhos dos músicos e a impressionante performance de Vanessa, que canta muito, identificada com tudo, vivendo uma verdade artística como poucas vezes se vê.”- Juarez Fonseca – jornal ABC. Em 2009, o cd “A Mulher de Oslo” recebeu o Prêmio Açorianos de Música no gênero MPB como melhor disco, melhor intérprete (Vanessa Longoni), melhor instrumentista (Angelo Primon) e melhor produção musical (Arthur de Faria). Além dos shows com o Realidade Paralela, Vanessa participou como convidada especial do show de lançamento do cd Tridimensional do cantor e compositor Gelson Oliveira. Dentro da programação do 4º Festival de Inverno de Porto Alegre, cantou acompanhada pela Banda Municipal de Porto Alegre, no show As Mulheres da Banda –ao lado das cantoras Andréa Cavalheiro, Marisa Rotenberg e Renata Adegas –, e participou do show da banda Bataclã FC. Participou da gravação Especial 20 de Setembro – Revolução Farroupilha, para a RBS TV com a direção de René Goya.



MARCELO CORSETTI - Músico reconhecido no Rio Grande do Sul, ganhador de vários prêmios e músico atuante como instrumentista, produtor, arranjador e diretor musical. Em 1993 foi premiado com o troféu Açorianos de Música como Revelação e recebeu Menção Honrosa pela criação e participação no Projeto Guitarra Instrumental. Foi indicado ao Prêmio Sharp de Música – o maior prêmio da música brasileira – pelo seu primeiro disco Marcelo Corsetti de 1992. O segundo trabalho solo (1994) é saudado pela crítica como um dos melhores trabalhos de música instrumental, colocando Corsetti entre os grandes guitarristas já nascidos no Rio Grande do Sul. Recebeu vários prêmios do Musicanto Sul Americano, festival de destaque nacional. Em 1997, lançou o disco “Três” e posteriormente o álbum XQUINAS recebido com grande satisfação pelo público e crítica no Rio Grande do Sul. Os trabalhos do XQUINAS e Adriana Deffenti renderam dois troféus Açorianos de Música. No mesmo período ocorriam as gravações do disco Deffanifing Pop Jazz Y Otras Coisas com o trio XQUINAS (Luke Faro e Rodrigo Rheinheimer) e as participações de Rafael Lima e Angelo Primon. Em 2005 foram produzidos por Corsetti o novo cd de Adriana Deffenti e o dvd BLACKBAGUALNEGOVEIO de Bebeto Alves, ambos com crítica extremamente elogiosa, destacando sempre o trabalho de produtor e guitarrista. Junto com o parceiro Angelo Primon, foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música como melhor instrumentista de 2006. Executou trilhas sonoras de espetáculos teatrais e de cinema, como: Antígona, Entre Quatro Paredes e Cinco Naipes. Além do trabalho com o Realidade Paralela, está produzindo o lançamento do dvd XQUINAS.

LUKE FARO - Iniciou os estudos com o renomado baterista Kiko Freitas e seguiu as aulas com ele até 2001. Venceu o Prêmio II Batuka – Concurso Nacional organizado pela baterista Vera Figueiredo em São Paulo –, na categoria Musicalidade. Dois anos depois, recebeu o Prêmio de Melhor Instrumentista do VI Cirio (Canto Inter-Universitário Riograndense). A partir de então, a carreira do baterista Luke Faro passou a ter a marca de grandes parcerias. Uma delas é com o premiado guitarrista gaúcho Marcelo Corsetti, com quem gravou os três discos da banda instrumental XQuinas. Luke também integra a maior banda de soul music do sul, a Hard Working Band – participa do segundo e do terceiro álbum do grupo. E a veia instrumental do trabalho do baterista está ainda na Caixa Preta, banda que integra desde 2005 e que alterna jazz, funk e temas brasileiros nas composições. A parceria com cantoras é outro aspecto importante da carreira de Luke Faro – atualmente acompanha Andréa Cavalheiro (vocalista da Hard Working Band). Patrocinado desde 2005 pela C. Ibañez, maior fábrica de baquetas do Brasil, hoje Luke leciona no Instituto de Bateria Bateras Beat em Porto Alegre. Na edição de dezembro de 2007 é publicada uma entrevista com Luke na revista brasileira de bateria Modern Drummer. Em 2008 foi indicado ao Prêmio Açorianos de Música como melhor instrumentista e melhor disco no gênero instrumental com o X-Quinas. Formou-se em 2008 no curso de Licenciatura em Música no IPA em Porto Alegre.

ANGELO PRIMON - Multi-instrumentista e arranjador. Também assinou os arranjos e a direção musical para o grupo de dança Errantes Oficina de Arte (1992 a 1996). No teatro, O caminho das coisas de Nelson Diniz e direção de Sílvia Pohl (1992); Ela sou eu, As ligações que você fez pra mim e Maria Betânia Ré-Mix ( 1994 a 1998) – todas do ator e diretor Antônio Carlos Falcão, atuou como instrumentista em Antígona, de Sófocles, em 2004, com trilha composta por Arthur de Faria. No cinema, trilhas com Kiko Ferraz “O Poço” (2002) direção de Tarcísio Puiatti; como instrumentista em O Cárcere e a Rua, trilha de Nico Nicolaiewsky (2004), direção de Liliana Sulzbach; e compôs a trilha do curta É pra presente? de Camila Gonzatto (2006), Querer mudo de Renata Heinz (2005) e o curta ainda inédito Impressões (Zeppelin). Após cinco indicações, recebeu o Troféu Açorianos de Música na categoria de Melhor Instrumentista de MPB nos anos de 2006 e 2008. Em 2003 Angelo Primon gravou seu primeiro cd autoral, Mosaico. Em 2004, Mosaico ganhou o Troféu Clave do Sul, prêmio criado pelo IEM (Instituto Estadual de Música) e SEC (Secretaria Estadual da Cultura do RS) na categoria de melhor cd de música instrumental do ano e em 2005 ganhou o Troféu Açorianos de Música nas categorias Melhor cd Instrumental e Espetáculo do ano. Em junho de 2007 apresentou um show comemorativo aos seus 20 anos de carreira na Sala Álvaro Moreira em Porto Alegre com grande sucesso de público e de mídia. Atualmente, acompanha a cantora Vanessa Longoni e o compositor Richard Serraria. Participa também do grupo de teatro Cuidado que Mancha nos musicais Quem não dança balança a criança e Família Sujo. Desenvolve projeto na área de produção de material didático junto ao grupo Cantilendas, além de pesquisa sobre as sonoridades da viola de dez cordas, viola de cocho e sitar indiano e suas aplicações nas composições de seu novo trabalho autoral: Angelo Primon – Solar.










Show da Banda Moinho em CD e DVD

Não importa se o Moinho é um grupo baiano ou carioca. Os pés estão bem cravados à beira da Baía de Todos os Santos e as antenas instaladas às margens da Guanabara. O que se vê e ouve no CD/DVD “Moinho Ao Vivo” é que, mais do que baiano ou carioca, o Moinho é do palco.

Formado por três “veteranos” da música pop brasileira (Emanuelle Araújo, Lan Lan e Toni Costa), o grupo foi concebido no meio da efervescência que o bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, viveu na última década, Forjado na famosa “escola da noite”, junto com uma série de parceiros cariocas, o trio conseguiu criar uma liga fortíssima e ainda acrescentar uma nova cara a um vasto repertório do samba baiano. O show desce fácil passando pela saudade de Caymmi (“Saudade da Bahia” e ”Eu não tenho onde morar”), pela Santo Amaro de Caetano (“É de manhã” e “Marinheiro só”), a Feira de Santana de Luiz Caldas (“O que que essa nêga quer”), o Campo Grande de Pepeu, Moraes e Galvão (“Besta é tu”), o Candeal de Carlinhos Brown (“O côco”), dá uma volta ali no bairro do Garcia de Riachão (no medley “Baleia”/“Cada macaco no seu galho”/“Vá morar com o diabo”) e vai terminar em outras diversas rodas do recôncavo. Os sabores de uma Bahia assim são fáceis de se sentir ou imaginar. E o clima naquelas terras é sempre quente.

Quando o promissor samba-reggae emergido das ladeiras de Salvador no fim da década de 80 descambou para a banalização da chamada “axé music”, amores e ódios extremos se criaram em torno da “música pop baiana”. Uma expressão como essa, aliás, talvez não fosse nem possível de ser pensada. Tudo era “axé”. E como a generalização nunca é uma via inteligente de análise, foi preciso esperar a poeira baixar. Motivadas pelo resgate do samba que os cariocas faziam com tanto sucesso na Lapa e, já distantes de sua terra natal, Emanuelle Araújo e Lan Lan se juntaram com o carioca de nascimento (e baiano por musicalidade) Toni Costa para inserir os sambas da sua terra naquele cenário tão rico que elas viam embaixo dos Arcos. Sem grilos, preconceitos ou mea-culpas, um dos grandes méritos do Moinho está em transitar tão bem e com tanta propriedade por obras baianas aparantemente tão diferentes, como a de Caymmi e Luiz Caldas, mas que no fundo são partes complementares uma história só, uma linha continua.

Nesse registro ao vivo fica fácil de ver toda essa Bahia na Lapa. Primeiro, visualmente: o palco foi o do Circo Voador e o público é aquele que fez do grupo um dos de maior sucesso na Lapa ao longo dos anos. Segundo, em termos musicais: ao vivo, o resultado do encontro da bateria quase roqueira de Maurício Braga, com o baixo de Pedro Mazzillo (conhecido músico das rodas de choro e samba no Rio) e as guitarras e distorções de Toni é ainda mais visceral. A voz de Nara Gil completa o time que está sempre na estrada com o Moinho e dá segurança para Emanuelle encontrar novas melodias e divisões conforme o show evolui. Completando a banda de apoio, vêm um naipe quente de metais (Zé Canuto no sax tenor, Marcio André no trumpete e Aldivas Ayres) – que participa em seis faixas do DVD (quatro no CD) – e o multi-instrumentista Felipe Pinaud, que entra na mistura tocando bandolim, violão, baixo, guitarra, flauta e agôgô. Lan Lan e Manu tomam conta da frente do palco. A primeira esnoba, além do já conhecido talento percussivo, uma facilidade para colorir os arranjos de voz, inserir versos falados, e desenhar os vocais de apoio. Segura e confiante, Lan Lan até se arrisca em cantar sozinha em alguns momentos do show. Já Emanuelle Araújo, como bem observa Kassin em uma fala do making-of, impressiona pela capacidade de manter a voz constante e precisa durante o show inteiro. Além de dançar, ela sorri e seduz com uma presença cênica muito particular, certamente reforçada pela também crescente carreira de atriz. Se Geraldo Pereira tivesse a visto cantando "Falsa Baiana", como ela faz no DVD, referendaria Manu como o exemplo a ser seguido de menina "filha de São Salvador".

Além de todo o repertório de clássicos do samba da Bahia, que imprimem o DNA da banda, há ainda um repertório próprio muito bem resolvido. Juntas, essas faixas ocupam mais da metade do CD e DVD. É o caso, por exemplo, do hit “Esnoba”, de “Na Lapa” ou mesmo de “Samba menina”. Músicas dançantes, com linhas melódicas fortes, daquelas que só precisam das duas primeiras notas para identificá-las e sair cantando junto. E para levar o samba para outras fronteiras além da ponte Rio-Bahia, a banda recupera os presentes dados no primeiro disco por um paulista, Nando Reis (“Hoje de noite”), e uma mineira, Ana Carolina (“Doida de varrer”).

Contando novamente com a ajuda das mãos poderosas de Berna Ceppas e Kassin, (produtores do disco, amigos e entusiastas deles de longa data), a sonoridade do Moinho mantém a assinatura criada no álbum de estúdio “Hoje de noite” (2007), também produzido pela dupla. Como o objetivo do show era registrar toda a força da banda no palco, há poucos convidados. Kassin é um deles, tocando baixo em “Fim de semana” e “Hoje de noite”. O outro é Guga Machado, que toca percussão em “Esnoba” e no medley de sambas de roda. Gilberto Gil e Dudu Nobre aparecem em duas faixas nos extras do DVD. Gil, que certa vez acertou ao definir o som do trio como “um samba na pressão”, vem como representante da cartilha baiana em que o Moinho reza. A escolha de “Aquele abraço” não deixa de ser uma homenagem à cidade que abraçou e que foi abraçada por todos eles. Já com Dudu Nobre a música escolhida foi “Casa de bamba” de Martinho da Vila. Um encontro que sela a ponte com o samba carioca, que foi onde o Moinho cresceu. Esta faixa aparece ainda como bonus track no CD.
Além reafirmar e atualizar a força de alguns clássicos da memória e identidade baiana, o lançamento deste trabalho do Moinho oferece uma cor e uma temperatura bem diferente do que tem se visto na música nacional. Um som pop, sem pretensões, nem subterfúgios visuais, bem trabalhado, que cruza diferentes culturas nacionais, que é cuidadoso, mas ainda assim despretensioso. É o pé que balança, é o sorriso revelado no canto da boca, é aquela boa lembrança e tudo mais que uma hora e pouco de boa música pode oferecer.

MOINHO
CD e DVD “Moinho Ao Vivo”
Lançamento: EMI
Preço médio: R$ 25,00 (CD) e R$ 35,00 (DVD)
www.moinhooficial.com.br
www.myspace.com/moinhooficial

NOVELAS

Isabel pede para morar com Marcos em "Viver a Vida"

Depois de saber que vai precisar dividir seu quarto com Mia (Paloma Bernardi) por causa das adaptações necessárias para receber Luciana (Alinne Moraes), Isabel (Adriana Birolli) se irrita com Tereza (Lilia Cabral) e diz que vai morar com o pai. Isabel procura Marcos (José Mayer) em casa e pede abrigo.

Desconfiado das intenções da filha, Marcos pergunta por que ela não quer mais morar com a mãe. Isabel afirma que sempre se sentiu preterida em casa e que não quer abrir mão de seu quarto para que Luciana seja novamente beneficiada. Marcos lhe dá uma bronca e explica que nunca houve um tratamento diferenciado entre as filhas e que, se fosse ela que estivesse com problemas, todos seriam solidários da mesma maneira. Isabel vai embora chateada e, irônica, pede desculpas ao pai por incomodá-lo.

As cenas da discussão entre Marcos e Isabel devem ser exibidas a partir de hoje, dia 08, e foram gravadas na Central Globo de Produção, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. ‘Viver a Vida’ é uma novela escrita por Manoel Carlos com direção de núcleo de Jayme Monjardim e vai ao ar de segunda a sábado, logo após o ‘Jornal Nacional’.


O QUE VEM POR AÍ

VIVER A VIDA

Capítulo 78 – sábado, dia 12 de dezembro
Raquel pensa em desistir de voar de asa-delta, mas Bruno a impede. Miguel garante a Luciana que ela pode ter uma vida normal, mesmo estando em uma cadeira de rodas. Bruno, Raquel, Felipe e Renata cruzam os céus voando de asa-delta. Edite pede a Sandrinha levar José para visitar o avô. Clarisse comenta com Bernardo que sua mãe anda misteriosa. A ambulância chega ao prédio de Tereza. Jorge leva Luciana no colo para o apartamento e Tereza tenta esconder sua emoção ao ver a filha chegando em casa. Luciana fica feliz com a recepção feita por Mia, Nice e Isabel e pede para ver o mar. Raquel e Renata conversam sobre a beleza dos rapazes. Miguel dá instruções a Laura e Tereza. Carlos e Betina conversam na cantina da academia e ele se insinua para ela, que fica sem saber o que responder.


Capítulo 79 – segunda-feira, dia 14 de dezembro
Malu tira satisfações com Gustavo sobre a sabotagem no jantar que Marcelão preparou. Marcos recrimina Gustavo depois de assistir perplexo à briga dos dois. Carú avisa Gustavo para tomar cuidado com Malu. Bruno ouve Isabel convidar Renata e Raquel para ir à casa de Helena e se oferece para levá-las. Soraia incentiva Dora a conta sobre sua gravidez a Garcia ou a Alberto, que na verdade é o Marcos. Edite conta para Matilde que pediu para Oswaldo conversar com Sandrinha sobre Benê. Sandrinha diz para o pai que vai procurar Benê se ele não aparecer mais. Oswaldo a repreende e ela fica chateada. Benê volta para a favela e afirma que não quer mais saber de Sandrinha e José. Bruno busca Isabel para ir à casa amarela. Ao chegar, Isabel implica com Ellen e faz insinuações para Helena sobre a presença de Bruno. Helena fica nervosa, Alice percebe e chama o fotógrafo para falar com a amiga. Isabel vê Helena e Bruno conversando sozinhos. Helena reclama com Alice por deixá-la sozinha com Bruno. Garcia garante a Rafaela que nunca irá decepcioná-la. Luciana fala com Tereza que se entende melhor com Miguel do que com Jorge. Jorge questiona Miguel sobre a sexualidade de Luciana. Betina conta para Ingrid a conversa que teve com Carlos. Felipe diz a Bruno que vai convidar Renata para ir com eles para Petrópolis. Noêmia vai visitar Luciana, que fica feliz. Helena fica aflita ao perceber que está tendo um sangramento.












Bianca Rinaldi deixa meiguice de lado em "Ribeirão do Tempo"

A atriz Bianca Rinaldi, 34, vai viver uma executiva internacional, fria e objetiva, na próxima novela da Record, "Ribeirão do Tempo", que estreia em fevereiro. O papel passa longe das moças meigas que ela sempre interpretou.

Na trama, a personagem de Bianca, Arminda, vai lutar contra a paixão que sente por Joca (Caio Junqueira), um guia turístico fez um curso de detetive por correspondência.

A atriz Bianca Rinaldi, que mudou o visual para o papel de Arminda, em "Ribeirão do Tempo"
Bianca Rinaldi mudou o visual para viver Arminda em "Ribeirão do Tempo", que a Record estreia em fevereiro

"Arminda é exigente, autoritária, antipática", contou Bianca à coluna. "Mudei mais uma vez o visual porque isso me ajuda. Terninhos e maquiagem também. Mas o principal eu busco dentro de mim. A gente tem tudo lá dentro --o bom e o mau", afirmou.

Esta será a quinta novela da atriz na Record como protagonista. A receita do prestígio, afirmou Bianca, é ter "humildade, amor e respeito pela profissão".

OUT CE

INGRESSOS PARA O SHOW DO METALLICA

Banda chega ao País em janeiro de 2010 para shows da “World Magnetic Tour” em São Paulo e Porto Alegre

Desde 1999 sem vir ao Brasil, o Metallica volta ao país para mega shows da turnê “World Magnetic Tour”, divulgação de seu último álbum “Death Magnetic”, lançado em 2008. Com realização da CIE Brasil, a banda norte-americana, que já vendeu mais de 100 milhões de discos e está entre as 10 bandas mais vendidas do planeta, tocará dias 28 de janeiro, no Estádio Zequinha em Porto Alegre, e 30 de janeiro, no Estádio do Morumbi em São Paulo. Na estrada desde outubro de 2008, o show já esgotou ingressos nos EUA, Inglaterra, Suécia, Canadá, Alemanha, Bélgica, França e Holanda, e, só em 2009, teve mais de 70 apresentações.
As vendas de ingressos para o público serão abertas dia 01 de dezembro a partir da 0h pela internet (www.ticketmaster.com.br), a partir das 9h pelo Call Center (4003-8282), a partir das 10h nos pontos de venda espalhados pelo País (www.ticketmaster.com.br/shwPDV.cfm) e a partir das 12h na bilheteria oficial do show, localizada no estacionamento anexo do Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.981 — Santo Amaro).

Para o show no Morumbi, o valor dos ingressos para a pista é de R$ 250,00 e para a pista vip é R$500,00. Há a opção de cadeira inferior (R$ 250,00) e cadeira superior (R$ 300,00). As arquibancadas do Morumbi também estarão disponíveis nos valores de R$ 150,00 (Arquibancada Laranja), R$ 170,00 (Arquibancada Azul / Vermelha) e R$ 190,00 (Arquibancada Vermelha Especial).

Em Porto Alegre, as vendas de ingressos para o público serão abertas dia 03 de dezembro a partir da 0h pela internet (www.ticketmaster.com.br), a partir das 9h pelo Call Center (4003-8282), a partir das 10h nos pontos de venda espalhados pelo País e a partir das 11h na bilheteria oficial do show, localizada na Loja Multisom, Rua dos Andradas, 1001 – Centro.
Para o show no Estádio Zequinha, o valor dos ingressos para a pista/arquibancada é de R$ 120,00 (1º lote) e R$ 140 (2º lote) e para pista vip é R$ 250,00. O ingresso para cadeira custará R$ 160.

Mais informações serão divulgadas no site oficial do show (www.showmetallica.com.br) ou no site www.metallica.com .


A TURNÊ

A turnê traz um Metallica renovado e em contato direto com as raízes da banda, onde os marcantes riffs de guitarra prevalecem e a essência do metal é resgatada. Por isso, além das músicas de trabalho do novo disco, o set list das apresentações traz ao público alguns dos sucessos que consagraram a banda nos anos 80 e começo dos 90, como: “Enter Sandman”, “One”, “Seek and Destroy” e “Master of Puppets”.
O Metallica, que ganhou o Grammy por Melhor Performance por oito vezes (1990, 1991, 1992, 1999, 2000, 2001, 2004 e 2009), já veio ao Brasil em três ocasiões, 1989 (pela “Damaged Justice Tour”), 1993 (para divulgação do disco mais conhecido da banda, “Metallica – Black Álbum”) e 1999 (pela turnê “The Garage Remains The Same”), com apresentações que foram sempre grande sucesso de público e crítica.

Seu último álbum, “Death Magnetic” alcançou o primeiro lugar do Top 200 da Billboard nos EUA. A façanha fez do Metallica a primeira banda a conquistar o primeiro lugar das paradas cinco vezes consecutivas.

Discografia

* Kill ‘Em All (1981)
* Ride the Lightning (1984)
* Master of Puppets (1986)
* ...And Justice for All (1988)
* Metallica – Black Album (1991)
* Load (1996)
* ReLoad (1997)
* Garage Inc. (1998 – disco de covers)
* St. Anger (2003)
* Death Magnetic (2008)


Biografia

A carreira musical do Metallica teve início em outubro de 1981 quando o baterista Lars Ulrich juntou-se ao guitarrista e vocalista James Hetfield com a proposta de gravarem um som metal. O amigo e colega de apartamento de Hetfild, Ron Mcgovney, foi convencido a assumir o baixo enquanto Dave Mustaine assumiu as guitarras.

A banda adotou o nome Metallica após uma sugestão do amigo Ron Quintana e gravaram uma demo intitulada “No Life Til Leather” que rapidamente tornou-se sucesso no circuito underground do metal. A essa altura, conheceram Cliff Burton, que assumiu o baixo e Dave Mustaine foi substituído por Kirk Hammett.

O primeiro álbum do Metallica, “Kill 'Em All”, foi lançado no final de 1983, acompanhado de uma turnê intensa que elevou a reputação da banda tanto nos E.U.A quanto na Europa. Em 1984, foram para Copenhague, Dinamarca – terra natal de Lars – trabalhar com o produtor Flemming Rassmussen para a gravação do segundo álbum, “Ride The Lightning”.

De volta ao mesmo estúdio em 1985, a banda gravou “Master Of Puppets”, mixado em Los Angeles com Michael Wagner e lançado no início de 1986. Rapidamente, garantiram uma turnê com Ozzy Osbourne e juntamente com uma posição no Top 30 norte-americano ampliaram ainda mais sua base de fãs.

Em 27 de setembro de 1986, uma tragédia. Durante uma viagem noturna, o ônibus da banda perdeu o controle e capotou, matando Cliff Burton. Após um breve e intenso período de luto, Lars, James e Kirk decidiram reagir e escolheram Jason Newsted para ser seu novo baixista. O quarteto imediatamente saiu em turnê e produziu um EP de covers intitulado Garage Days Re-Revisited.

Com Jason completamente estabelecido, a banda voltou ao estúdio para gravar seu quarto álbum, “...And Justice For All”, lançado em agosto de 1988. O álbum alcançou a sexta posição na parada norte-americana e recebeu uma indicação para o Grammy de Melhor Álbum de Metal / Rock Pesado.

Em 1991, o Metallica lançou o auto-intitulado álbum “Black” e viu sua popularidade escalar altitudes estratosféricas. Com o novo produtor Bob Rock, esse álbum estreou direto em primeiro lugar nas paradas ao redor do mundo, permaneceu por várias semanas no topo e terminou vendendo mais de 15 milhões de cópias, produzindo vários singles, um Grammy e alguns prêmios da MTV / AMA.

Quase quatro anos se passariam até que o próximo álbum do Metallica visse a luz do dia. Intitulado “Load” e gravado no estúdio The Plant, na Califórnia, trouxe 14 faixas e assinalou algumas mudanças significativas para a banda. A quantidade de músicas escritas durante as sessões foi tamanha que um segundo álbum, intitulado “ReLoad”, foi lançado em 1997.

Em 1998, eles reuniram todos os antigos lados B, covers, as duas sessões prévias do Garage Days e foram ao The Plant para fazer mais 11 covers. Em 1999, o Metallica embarcou em uma colaboração com a Orquestra Sinfônica de São Francisco para dar uma nova dimensão a seus clássicos.

Longe de ter seu material prejudicado, os arranjos para canções como "Master Of Puppets" deram chance a instrumentos de orquestra para literalmente explodir nos espaços, enchendo-os com um poder maior e mais pesado que antes. Tendo gravado e filmado os shows originalmente sem grandes expectativas, o Metallica lançou o álbum duplo e DVD S&M no final de 1999.

No verão de 2000, o Metallica deu passos ainda mais firmes rumo à ruptura das convenções, provando que era possível organizar e encabeçar sua própria turnê em estádios sem nenhum álbum para promover. Após muita boataria, Jason Newsted deixou a banda.

No outono de 2002 a banda decidiu que era hora de procurar por um novo baixista e Robert Trujillo – ex-baixista da banda Suicidal Tendencies e de Ozzy Osbourne – foi escolhido como novo membro do Metallica. O novo álbum, St.Anger foi lançado no dia 5 de junho de 2003.

Enquanto isso, ia crescendo a antecipação por Some Kind Of Monster, o documentário de Joe Berlinger e Bruce Sinofsky sobre o mundo do Metallica entre 2001 e 2003. Planejado para registrar a criação do álbum, os cineastas transformaram-no em um projeto inteiramente novo quando James foi para a reabilitação. Originalmente concebido como peça de marketing, o produto final acabou virando um documentário incrivelmente revelador de 2 horas e 20 minutos.

A banda entrou em estúdio de novo no começo de 2006 para produzir um novo álbum e estava empolgada ao anunciar que iriam trabalhar com um novo produtor – Rick Rubin – e decidiram assumir uma postura diferente no estúdio, agora que estavam trabalhando com ele. Rubin tinha uma mensagem simples: “Não tenham medo do seu passado, não tenham medo de redescobrirem suas raízes, acatem a ética da técnica acima da edição e voltem à essência do Metallica”. Ele forçou o Metallica a achar suas próprias soluções.

O novo álbum, “Death Magnetic”, foi lançado em 12 de setembro de 2008 e a banda caiu na estrada com a turnê “World Magnetic Tour” se iniciando em 20 de outubro de 2008, em Glendale, no Arizona.








Grandes artistas brasileiros se reúnem para cantar em defesa dos animais e do planeta

1º Concerto do gênero no Brasil - 13/12

A ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) - www.anda.jor.br – realizará um show gratuito para sensibilizar as pessoas em relação aos direitos animais e à preservação do planeta, no próximo dia 13 de dezembro, no Parque da Independência (Museu do Ipiranga), a partir das 11h.

Grandes nomes da música brasileira, como: Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra (Projeto Pequeno Cidadão) Fernanda Porto, Palavra Cantada, Grandes Pequeninos com Jair de Oliveira e Tânia Khallil, Sananda, Banda Stevens, Banda Pecora, Robson Miguel, Fernando Anitelli, Gabriela Veiga, Galdino Octupus e Willians Marques (Teatro Mágico) já estão confirmados. A atriz Gabriela Duarte também estará presentes para chamar a atenção sobre a necessidade de mudarmos nossas atitudes.

Durante o evento, o artista plástico ambiental Alexandre Huber, pintará um grande painel, com ajuda das crianças, sobre a vida nos oceanos.

O concerto “ANDA – Música e Consciência – Pelos animais, pelo Planeta” terá seis horas de duração e pretende disseminar por meio da música e dos artistas a importância de vivermos em harmonia, respeitando a vida.

Será o primeiro show no Brasil com a proposta de levar uma mensagem de convivência pacífica e ética com todos os seres. Os artistas dão um exemplo de consciência ao se reunirem para cantar e se apresentar sem cachê. Todo o evento foi construído com colaborações voluntárias.

O show está na agenda de São Paulo para o Encontro de Copenhague (Representantes de cerca de 200 países estarão na Dinamarca entre os próximos dias 7 e 18 de dezembro para a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).
O evento terá como mestres de cerimônia as atrizes Paula Ribas e Sttella Gulo Baster.

Mais sobre a ANDA (Informar para Transformar)

A ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais – foi fundada em 28 de novembro de 2008 pela jornalista Silvana Andrade e tem como seus principais objetivos difundir informações e valores que gerem consciência para defesa e garantia dos direitos animais, incentivar à reflexão sobre a necessidade de mudar a maneira como os animais são considerados na sociedade, gerar a percepção de que podemos construir um mundo de paz para todos os seres e criar ações que estimulem a convivência harmônica entre pessoas e animais.

A equipe é formada por jornalistas, filósofos, biólogos, nutricionistas, advogados, promotores públicos, professores, escritores, publicitários, entre

outros profissionais que atuam voluntariamente na ONG. Atualmente são 36 colunistas, além das colunas, o site conta com mais de 200 artigos postados e entrevistas exclusivas. Cerca de 50% das notícias publicadas são produzidas pela redação da ANDA, o restante são fontes de outros veículos. Com tão pouco tempo de existência, a ANDA conta com mais de 100 mil acessos únicos por mês, oito milhões de page views mensais e internautas em 65 países.

Para mais informações acesse: www.anda.jor.br

Serviço:
Anda – Música e Consciência Pelos Animais, pelo Planeta
Data: 13/12/09
Horário: a partir das 11h
Local: Parque da Independência (Museu do Ipiranga) - São Paulo / SP
Entrada Gratuita

Idealização e realização: ANDA

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

PELO INTERIOR



Marta Aurélia finaliza temporada do show "Minha Alma Pelo Ceará", em Sobral

Aprovado pelo IV Edital de Incentivo às Artes no Ceará, o projeto de circulação do espetáculo “Minha Alma” foi apresentado em quatro diferentes regiões do estado. Nesta sexta-feira 11-12 o espetáculo fecha a circulação no Teatro São João, em Sobral/CE, e encerra sua temporada de cinco anos.
Produção musical contemporânea fortalece diálogo entre as bases culturais do Ceará com a reflexão e prática da Cultura de Paz. Cantora, compositora e atriz, Marta Aurélia finaliza com grande requinte a temporada do seu espetáculo “Minha Alma”, depois de cinco anos
(en)cantando o público do Ceará. “Minha Alma”, durante esse período, tratou de alguns pontos que merecem destaque: evidenciou a presença de outros artistas com suas obras, experimentou o diálogo entre expressão indígena (torém) e urbana (hip hop), dialogou Música com Teatro, e levou aos palcos de Fortaleza dezenas de músicos e suas contribuições como intérpretes e arranjadores.

Marta Aurélia reuniu algumas de suas composições às de artistas como Gigi Castro, Paulinho Moska, Jair Rodrigues, Abidoral Jamacaru, Bebel Gilberto, Fernando Néri, Pedro Luís e tantos outros.
A artista sintetiza tudo isso e celebra as parcerias e repertórios de pouco mais de vinte anos de carreira. Aproveita-se também dessa usina como um laboratório para a concepção do próximo trabalho musical, a se chamar Bilro.
Neste espetáculo, Marta vem acompanhada de Felipe Breier (voz, violão), Jorge Santa Rosa (contrabaixo acústico), Ivan Timbó (samplers, teclado, guitarra, cavaquinho), rodrigo de oliveira (voz, percussão) e Erivan Sales e Robson Gomes (beat box).


Marta Aurélia apresenta “Minha Alma pelo Ceará”
dia 11 de dezembro (sex) às 20h
Teatro São João (Praça Dr. Antônio Ibiapina, s/n - Centro de Sobral/CE)
informações: (85)9621-9700 ou (88)3611-2712
entrada franca




TV DIVIRTA-CE

Veja um trecho do show “Minha Alma”

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89% dos Municípios do Ceará convocaram as Conferências Cultura. Agora é a vez da Estadual

O levantamento realizado pela Coordenação Executiva da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC) revelou que 2.529 municípios brasileiros realizaram suas conferências locais. Com relação à primeira edição da iniciativa, promovida pelo Ministério da Cultura, em 2005, houve um aumento de 112%, pois naquele ano, apenas 1.192 municípios se envolveram no debate cultural.

Para o coordenador executivo da II CNC, João Ribeiro, o resultado é inédito e, provavelmente, “não foi atingido por nenhuma outra conferência realizada no país”. A afirmação refere-se aos diversos fóruns que vêm sendo propostos pelo Governo Federal nesses últimos sete anos.

Em números absolutos, a Bahia foi a unidade da Federação que alcançou a maior mobilização - 369 de seus municípios promoveram debates locais. Já em termos territoriais, o Nordeste, com a adesão de exatos 1.000 municípios, foi a região que obteve o melhor desempenho. Neste quesito, o resultado do Ceará é expressivo e percentualmente o maior da região: 89,1% dos municípios envolvidos, ou seja, 164 cidades realizaram suas conferências municipais. Veja as fotos no flirck das Conferências: http://www.flickr.com/photos/dialogosdacultura/sets/

Os números também mostram que dois estados, Acre e Roraima, que não participaram da I Conferência Nacional de Cultura, conseguiram mobilizar 100% dos seus municípios. Outros três estados chegaram a envolver cerca de 90% dos seus municípios: Espírito Santo (89,74%), Ceará (89,13%) e Bahia (88,48%). Na seqüência vem Pernambuco com 78,37%, seguido pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, que contaram com a participação de, respectivamente 55,43% e 49,3%.

Etapa Estadual - O Ceará discute na esfera estadual nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, no Condomínio Espiritual Uirapuru, envolvendo 600 delegados no debate para a consolidação das políticas públicas de Cultura. As discussões serão sobre os eixos temáticos definidos no tema geral da Conferência Nacional: “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”. Todas as sugestões das etapas municipais e estaduais serão levadas para o encontro nacional e o Ceará mandará cerca de 60 delegados.

A abertura será no dia 8, às 19h, no anfiteatro do Centro Dragão do Mar com show gratuito para a população com a cantora Katia Freitas, Cristiano Pinho e os maracatus Az de Ouro e Nação Tremembé.

POESIA



33 poemas repletos de lirismo e encantamento


Neste livro de poemas de Elias José, a personagem Alice, de Lewis Carroll, é "flagrada" no momento em que descobre o mundo das palavras, enquanto vivia no "país das maravilhas". Esse é o ponto de partida do autor para alinhavar os poemas que precedem o primeiro, "Alice no país da poesia". São 33 poemas repletos de lirismo e encantamento, em imagens que remetem a grandes textos da literatura universal. O leitor segue em companhia de Sherazade, Peter Pan e Dom Quixote, além de um séqüito de fadas e feiticeiras, duendes e sereias, reis e rainhas, príncipes e princesas, pássaros e cavalos mágicos.







Treze poetas, treze vozes distintas

Como já anuncia o título, a principal inspiração desta antologia é a diversidade da criação poética contemporânea. Com poemas inéditos e já publicados em livros, Traçados diversos tem como objetivo oferecer uma amostra de pluralidade – de vozes, estilos e linguagens – para variados leitores, de forma a concretizar intensas experiências poéticas.

Confira o perfil dos autores:

FABRÍCIO CORSALETTI nasceu em Santo Anastácio, interior de São Paulo, em 1978. É formado em Letras pela USP. Em 2007 publicou o volume Estudos para o seu corpo (Companhia das Letras), que reúne seus quatro livros de poesia: Movediço (Labortexto, 2001), O sobrevivente (Hedra, 2003) e os então inéditos História das demolições e Estudos para o seu corpo. Também é autor do livro de poesia infantil Zôo (Hedra, 2005) e das histórias de King Kong e cervejas (Companhia das Letras, 2008).

ANTONIO CICERO é autor dos livros de poemas Guardar (Record, 1996) e A cidade e os livros (Record, 2002), bem como do tratado filosófico O mundo desde o fim (Francisco Alves, 1995) e do livro de ensaios sobre poesia e arte Finalidades sem fim (Companhia das Letras, 2006). Em parceria com o poeta Waly Salomão, organizou o livro de ensaios O relativismo enquanto visão do mundo (Francisco Alves, 1994), e, em parceria com o poeta Eucanaã Ferraz, a Nova antologia poética de Vinícius de Moraes (Companhia das Letras, 2003). É também autor de diversas letras de música, tendo como parceiros, entre outros, Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.

FERNANDO PAIXÃO nasceu em Portugal e vive em São Paulo desde os seis anos de idade. Sua produção poética iniciou-se com Fogo dos rios (Brasiliense, 1989), seguido de 25 Azulejos (Iluminuras, 1994) e Poeira (Editora 34, 2001) — este último ganhou o Prêmio APCA e apresenta fortes vínculos com a sua origem portuguesa. Publicou ainda Narciso em sacrifício (Ateliê, 2003), um estudo sobre o poeta Mário de Sá-Carneiro, e também poemas para crianças. Atua, profissionalmente, na área editorial há mais de três décadas e escreve artigos sobre literatura e cultura brasileira.

DONIZETE GALVÃO é jornalista e publicitário. Nasceu em Borda da Mata (MG), em 1955. Reside em São Paulo desde 1979. Publicou Azul navalha (T. A. Queiroz, 1988), que recebeu o prêmio APCA de revelação de autor e foi indicado ao Prêmio Jabuti. Publicou ainda As faces do rio (Água Viva, 1991), Do silêncio da pedra (Arte Pau-Brasil, 1996), A carne e o tempo (Nankin, 1997), Ruminações (Nankin, 1999) e Mundo mudo (Nankin, 2003), indicado ao Portugal Telecom. Em 2007, publicou seu primeiro livro infantil, O sapo apaixonado (Musa Editora).

ANNITA COSTA MALUFE é autora de Fundos para dias de chuva (7Letras, 2004), Nesta cidade e abaixo de teus olhos (7Letras, 2007) e Como se caísse devagar (Editora 34, 2008) — livro que recebeu o apoio do PAC (Programa de Ação Cultural) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. É doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com o ensaio Territórios dispersos: a poética de Ana Cristina Cesar (Ed. Annablume/Fapesp, 2006).

HEITOR FERRAZ MELLO é poeta, jornalista e professor de Jornalismo Cultural na Faculdade Cásper Líbero. É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo, com a dissertação O rito das calçadas: aspectos da poesia de Francisco Alvim. Trabalhou como jornalista no Jornal da USP, no Jornal da Tarde e na Agência Estado. Colaborou como crítico de literatura na Folha de S.Paulo, nas revistas Cult, Entrelivros e Bravo!. Foi editor assistente na Edusp e na Editora Cosac Naify; foi editor na Editora Códex e editor-adjunto na Editora Estação Liberdade. Faz parte do comitê editorial da revista de poesia Inimigo Rumor. Publicou quatro livros de poesia, que se encontram hoje reunidos no volume Coisas imediatas (7Letras, 2004), e prepara o livro Um a menos, com patrocínio cultural da Petrobras. Escreve a coluna “Poesia presente”, na revista eletrônica Trópico.

FABIO WEINTRAUB nasceu na cidade de São Paulo, em 1967. Formado em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), cursa atualmente o mestrado em Letras na mesma instituição. É autor, entre outras coletâneas de poemas, de Sistema de erros (Arte Pau-Brasil, 1996), Novo endereço (Nankin/Funalfa, 2002) e Baque (Editora 34, 2007). Com o livro Novo endereço obteve o Prêmio Cidade de Juiz de Fora, em 2001, e o Prêmio Especial Casa de Las Américas/Embaixada do Brasil em Havana (Cuba), em 2003.

ARNALDO ANTUNES nasceu em São Paulo, em 1960. É músico, poeta e artista visual. Em 1978 começou a cursar Letras na USP, mas compromissos familiares e, posteriormente, artísticos, com a banda Titãs — que formou com os amigos da época do colégio e da qual fez parte até 1992 —, atrapalharam seus planos acadêmicos. Seu primeiro livro de poemas visuais, Ou/e, foi editado artesanalmente em 1983. Anos depois, ele ganharia o Prêmio Jabuti de Poesia com As coisas (1991). Foi premiado com outro Jabuti em 2003, com o livro de poesia Et eu tu. Entre suas obras, destacam-se também: Tudos (1990), Nome (1993), 2 ou + corpos no mesmo espaço (1993), 40 escritos (2000), Palavra desordem (2002) e a antologia Como é que chama o nome disso (2006). Segue uma bem-sucedida carreira de cantor e compositor, tendo lançado álbuns como Nome (1993), Ninguém (1995), Paradeiro (2001), Saiba (2004), Qualquer (2006) e Arnaldo Antunes Ao Vivo no estúdio (2007). Arnaldo também tem envolvimento com várias outras atividades artísticas, como performances, intervenções urbanas, vídeos, filmes, exposições, trabalhos gráficos e plásticos.

CHACAL nasceu Ricardo de Carvalho Duarte, em 1951. Em 1977 se formou em Comunicação na ECO–RJ. Publicou treze livros. O primeiro, Muito prazer, Ricardo (1971, 100 cópias mimeografadas); o mais recente, Belvedere (Cosac Naify, 2007), que recebeu o prêmio APCA. Há 18 anos, organiza o CEP 20.000, evento multimídia mensal, no Humaitá, Rio de Janeiro. Editou a revista de arte e cultura O Carioca de 1996 a 1998. Em 1998, foi um dos criadores do Bangalafumenga, bloco de carnaval de rua do Rio de Janeiro.

BRUNA BEBER nasceu em 1984, é carioca, mas vive em São Paulo. Já trabalhou como redatora publicitária, jornalista e tradutora. Também trabalhou com planejamento, pesquisa, produção e revisão de conteúdo para livros e roteiros para TV. Publicou, em setembro de 2006, seu livro de estreia de poesia, a fila sem fim dos demônios descontentes (7Letras, 2006, esgotado). Também colabora com diversos sites e revistas impressas de literatura, poesia e música. Teve poemas publicados em blogs e revistas impressas em Portugal, Alemanha, Argentina, México e Itália. Fez a curadoria da exposição “Blooks – Letras na rede”, ao lado do poeta Omar Salomão, em setembro de 2007. Participou da 5ª edição do Projeto Portfólio, do Itaú Cultural, e escreveu um conto (“As Irmãs Passionistas”) para a instalação fotográfica do artista plástico Alexandre Siqueira. Participou das antologias Caos portátil: poesía contemporánea del Brasil (Ed. El Billar de Lucrecia, 2007), Poesia do dia: poetas de hoje para leitores de agora (Ática, 2008) e Otra línea de fuego, antologia espanhola de poesia brasileira contemporânea. Seu segundo livro, balés, vai ser lançado em 2009. Escreve o blog Didimocolizemos (http://didimocolizemos.wordpress.com).

FABIANO CALIXTO nasceu em Garanhuns (PE), em 1973. Cursa mestrado em Letras na USP. Publicou os seguintes livros de poesia: Algum (edição do autor, 1998); Fábrica (Alpharrabio, 2000); Um mundo só para cada par (Alpharrabio, 2001), em parceria com Kleber Mantovani e Tarso de Melo; Música possível (Cosac Naify/7Letras, 2006) e Sangüínea (Editora 34, 2007). Publicou também o livro de poemas infantis Pão com bife (Edições SM, 2007). Organizou, com André Dick, o livro de crítica A linha que nunca termina: pensando Paulo Leminski (Lamparina, 2005). Tem poemas publicados em vários jornais e suplementos do Brasil e do exterior. Traduziu poemas de León Félix Baptista, Jim Morrison, Gonzalo Rojas, Guillaume Apollinaire, Charles Olson, John Lennon, Sylvia Plath e Allen Ginsberg. Traduz atualmente a obra de Benjamin Prado. Edita, com Angélica Freitas, Marília Garcia e Ricardo Domeneck, a revista de poesia Modo de Usar & Co. Prepara Nominata morfina, sua próxima coletânea de poemas.


RUY PROENÇA nasceu em 1957, em São Paulo. É engenheiro de minas formado pela Escola Politécnica da USP, tendo feito paralelamente o curso de História, na mesma instituição. Participou de diversas antologias de poesia, entre as quais se destacam: Anthologie de la poésie brésilienne (França, 1998), Pindorama: 30 poetas de Brasil (Revista Tsé-tsé, nOS 7/8, Argentina, 2000), Poesia brasileira do século XX: dos modernistas à actualidade (Portugal, 2002), New Brazilian and American Poetry (Revista Rattapallax, nº 9, EUA, 2003) e Antologia comentada da poesia brasileira do século 21 (Publifolha, 2006). Traduziu a coletânea Boris Vian: poemas e canções (Nankin, 2001), da qual foi também organizador, e Isto é um poema que cura os peixes, de Jean-Pierre Siméon (SM, 2007). É autor dos seguintes livros de poesia: Pequenos Séculos (Klaxon, 1985), A lua investirá com seus chifres (Giordano, 1996), Como um dia come o outro (Nankin, 1999) e Visão do térreo (Editora 34, 2007), além do infantil Coisas Daqui (SM, 2007).

RICARDO ALEIXO é poeta, artista visual e sonoro, compositor, locutor, performador, ensaísta, editor geral da revista RODA — Arte e Cultura do Atlântico Negro e consultor de conteúdo para projetos editoriais em mídia impressa e eletrônica, exposições e mostras. Publicou, entre outros, os livros Trívio (Scriptum Livros, 2002) e Máquina Zero (Scriptum Livros, 2003). Como solista ou integrante da Cia. SeráQuê? e do Combo de Artes Afins Bananeira-Ciência, já se apresentou na Argentina, na Alemanha, em Portugal, na França e nos EUA. É professor de Design Sonoro na Universidade Fumec. Desde julho de 2007, concentra suas atividades de criação e pesquisa no LIRA (Laboratório Interartes Ricardo Aleixo/Liga de Invenção da Resistência Ativa), onde também oferece oficinas, cursos e aulas particulares nas áreas em que atua.

POLÍTICA CULTURAL

II Conferência Estadual de Cultura do Ceará discute as políticas públicas para incentivo artístico

Artistas, agentes, gestores, produtores, representantes de entidades, de etnias e estudiosos da cultura, refletem sobre o desenvolvimento cultural do Ceará

O Ceará realiza a II Conferência Estadual de Cultura nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, no Condomínio Espiritual Uirapuru (endereço) em Fortaleza. Os 500 delegados debatem no encontro os rumos das políticas públicas para o setor e constroem coletivamente o Plano Estadual da Cultura em debate democrático, permanente e continuado. A Conferência será aberta a participação de ouvintes. Assim, artistas, agentes, gestores, produtores, representantes de entidades, de etnias e estudiosos da cultura, refletem sobre o desenvolvimento cultural do Ceará. Deste encontro também saem as demandas que serão levadas para a II Conferência Nacional de Cultura, com a eleição de até 50 delegados cearenses.

A abertura oficial será no dia 8, às 20h, no anfiteatro do Centro Dragão do Mar, com palestra do Secretário da Cultura, Auto Filho sobre o Federalismo Cultural, seguida de show gratuito para a população com a cantora Kátia Freitas, Cristiano Pinho, Quinteto de Cordas (Maranguape) e os maracatus Az de Ouro e Nação Tremembé.

O Ceará foi um dos estados brasileiros a convocar o maior numero de conferências municipais. Ao todo, 164 municípios (cerca de 89%) realizaram consultas públicas sobre a cultura. O Governo do Estado do Ceará ainda realizou etapas regionais que reuniram os delegados eleitos pelos municípios para rediscutir as metas, pautas e sugestões a serem levadas aos três dias da Estadual em Fortaleza.

A realização da Conferência Estadual de Cultura do Ceará é uma importante etapa no processo de construção democrática de uma política pública de cultura para o Estado do Ceará, pois ratifica a cultura como pauta obrigatória na agenda social dos governos. Têm o objetivo de construir coletivamente uma política pública de cultura de Estado, que ultrapassem os mandatos eletivos como instrumentos apartidários e públicos e estabeleçam compromissos com o desenvolvimento cultural do Ceará.

A 2ª CEC-Ceará reflete uma postura iniciada em 2007 pelo Governo do Estado do Ceará em proporcionar debates públicos e abertos sobre a gestão cultural. Iniciou-se com a Constituinte Cultural do Ceará, em 2007, e culmina 2009 com a elaboração, de modo participativo, do Plano Estadual da Cultura.

As discussões - Em torno dos eixos temáticos definidos no tema geral da Conferência Nacional: “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”, os debates no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU) tem início às 8 horas do dia 9, com plenária para leitura, votação e aprovação do Regimento Interno da Conferência. As discussões seguem até as 18 horas. A partir das 19h30 da noite e durante os intervalos acontecem apresentações artísticas com participação do Coral Vozes de Cera (Fortaleza), Coral da Associação dos Funcionários Aposentados Do Banco Do Estado Ceará (Afabec) e das dramistas de Beberibe. A noite às 19h30 apresenta-se o grupo vocal DIZ Bocados (Fortaleza), Bossa Evernova (Aracati) e Circo Escola Canoa (Aracati).

No dia 10, será realizada às 8h a plenária para apresentação de propostas e votação. Às 11h30, serão eleitos os delegados para a II Conferência Nacional de Cultura, culminando com uma plenária final e encerramento às 14h30. O encerramento será marcado pela apresentação do Coral do Sindicato dos Bancário.

Etapa Nacional - O levantamento realizado pela Coordenação Executiva da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC) revelou que 2.529 municípios brasileiros realizaram suas conferências de cultura locais. Com relação à primeira edição da iniciativa, promovida pelo Ministério da Cultura, em 2005, houve um aumento de 112%, pois naquele ano, apenas 1.192 municípios se envolveram no debate cultural.

Em números absolutos, a Bahia foi a unidade da Federação que alcançou a maior mobilização - 369 de seus municípios promoveram debates locais. Já em termos territoriais, o Nordeste, com a adesão de exatos 1.000 municípios, foi a região que obteve o melhor desempenho. Neste quesito, o resultado do Ceará é expressivo e percentualmente o maior da região: 89,1% dos municípios envolvidos, ou seja, 164 cidades realizaram suas conferências municipais. Veja as fotos no flirck das Conferências: http://www.flickr.com/photos/dialogosdacultura

Serviço:
II Conferência Estadual de Cultura
Data: 8 a 10 de dezembro de 2009
Local: Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU)
Horário: 8h às 18h



II CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA DO CEARÁ - 2009

PROGRAMAÇÃO

DIA 08/12/09 TERÇA-FEIRA

LOCAL: CONDOMINIO ESPIRITUAL UIRAPURU – CEU

14h às 24h - Recepção e credenciamento

15h às 15h30 - Intervalo com arte – Coral da Cagece (Fortaleza) – Regente: Luiz

Carlos Prata

16h30 às 17h- Intervalo com arte: Coral Vozes de Cera (Fortaleza) –

Coordenação: Myreika Falcão

18h às 19h - Jantar

LOCAL: ANFITEATRO CENTRO DRAGAO DO MAR DE ARTE E CULTURA

20 às 21h - Abertura oficial + Conferência: Professor Francisco Auto Filho -

Federalismo Cultural - Secretário da Cultura do Ceará

21h30h às 23h

Kátia Freitas (Fortaleza)+ Cristiano Pinho+Maracatu Az de Ouro+

23h às 24h

Maracatu Nação Tremembé (Sobral) + Descartes Gadelha + Inês Mapurunga

DIA 09/12/09 QUARTA-FEIRA

LOCAL:CONDOMINIO ESPIRITUAL UIRAPURU – CEU

8h às 9h - Plenária: Leitura, Votação e Aprovação do Regimento Interno

9h às 10h - Conferência (convidado)

10h às 11h - Intervalo com arte: Orquestra de Cordas

11h às 12h30 - Trabalho dos Grupos

12h30 às 13h30 - Almoço

14h às 15h e das 16h às 18h - Trabalho dos Grupos

15h às 15h30 - Intervalo com arte: Coral da AFABEC. Regente: Rogério Jales

18h às 18h30 - Intervalo com arte: Dramas (Beberibe)

18h30 às 19h30 - Jantar

19h30 às 23h30

Grupo Vocal DIZ Bocados (Fortaleza). Regente: Davi Silvino (Fortaleza)

Bossa Evernova. Musical 50 anos de Bossa Nova - (Aracati)

Circo Escola Canoa Criança (Aracati)

Coro Comunitário Feminino de Canoa (Aracati)

DIA 10/12/09 QUINTA-FEIRA

LOCAL: CONDOMINIO ESPIRITUAL UIRAPURU – CEU

8h às 11h - Plenária: Apresentação das propostas e votação

11h às 11h30 - Intervalo com arte: Grupo Taipa de Teatro de Rua (Fortaleza)

11h30 às 13h30 - Eleição dos delegados para a II Conferência Nacional de Cultura

13h30 às 14h30 - Almoço

14h30 às 15h30 - Plenária Final e Encerramento

15h30 às 16h30 - Intervalo com arte: Coral (Fortaleza) – Coral do Sindicato dos

Bancários. Regente: Rogério Jales







Ceará tem 188 projetos contemplados no Edital de Microprojetos Mais Cultura

O Ministério da Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura do Estado do Ceará e Banco do Nordeste divulgam a lista oficial de contemplados no Edital Microprojetos Mais Cultura que destina mais de R$ 2 milhões para as cidades do semiárido cearense. Cada iniciativa contemplada beneficiará jovens de 17 a 29 anos nas áreas de artes visuais, cênicas, audiovisual, música e literatura, recebendo de um a 30 salários mínimos (R$ 13.950,00 – teto) por meio do edital.

Para este edital, o Ceará enviou recorde no número de inscritos, 571 projetos de 131 municípios do Estado. A região com maior numero de projeto foi a Região Metropolitana, que enviou 122 propostas, seguida da Região do Cariri, com 115 propostas. Os municípios que não enviaram projetos à Secult tiveram os recursos redistribuídos para projetos da mesma região.

A comissão de seleção foi formada por representantes da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Luciana Dantas e Isabel Luísa Guedes), Ministério da Cultura (Lênin Carlos Rodrigues e César Antônio Martín), Fundação das Artes - Funarte (Jorge Clésio da Silva) e sociedade civil (Mirna Carla Oliveira Sousa). De acordo com a comissão, a seleção foi baseada de acordo com critérios como adequação orçamentária, conteúdo cultural e distribuição por municípios.








CCJ do Senado aprova projeto que cria o "Vale Cultura"

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou na quarta-feira, 2 de dezembro, o projeto que cria o "Vale Cultura", benefício de R$ 50 para os trabalhadores de baixa renda (que ganham até cinco salários mínimos) a ser utilizado em eventos e bens culturais --nos moldes dos vale-refeição.

Pelo projeto, as empresas que adotarem o "Vale Cultura" terão isenção fiscal, no limite de 1% sobre o Imposto de Renda devido.

Os senadores retiraram do texto a possibilidade do "Vale Cultura" ser oferecido para estagiários, servidores públicos federais e aposentados. As mudanças foram incluídas durante tramitação na Câmara, mas os senadores mantiveram o texto original do Executivo. O texto segue para análise do plenário do Senado, mas ainda não há acordo com a oposição para colocá-lo em pauta.

A votação do projeto provocou polêmica antes de ser aprovado pela CCJ. Na semana passada, a oposição aproveitou a presença do ministro Juca Ferreira (Cultura) na comissão para acusá-lo de usar dinheiro público para financiar a impressão de cartilha, distribuída no Congresso, com uma lista de projetos da pasta que tramitam no Legislativo.

Inicialmente, Ferreira negou que o ministério tivesse cedido recursos para a cartilha, mas depois encaminhou comunicado ao Congresso admitindo o uso de dinheiro da pasta para a confecção do material.

A cartilha, além de ter a logomarca do governo federal e do Ministério da Cultura, é assinada por mais de 50 deputados que integram a Frente Parlamentar de Apoio à Cultura.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) encaminhou representação contra Ferreira à PGR (Procuradoria Geral da República) para que o ministro seja processado por improbidade administrativa.

O projeto impede que o benefício seja convertida em dinheiro, assim como estabelece que preferencialmente ele deve ser concedido por meio de cartão magnético.

Filme

O governo enviou ao Congresso o projeto de lei que cria o "Vale Cultura" em regime de urgência --estabelecendo a votação do texto em até 45 dias.

A oposição vincula a pressa na análise da proposta ao lançamento do filme "Lula, o Filho do Brasil", que conta a história de parte da vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em ano eleitoral, a oposição afirma que o governo vai usar a concessão do benefício do "Vale Cultura" para estimular a população a assistir o filme de Lula em 2010.

O "Vale Cultura" é concebido nos moldes de um benefício trabalhista, como, por exemplo, um vale alimentação. Com o cartão, os beneficiados poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, além de livros, CDs e DVDs, entre outros.






CONCURSOS, PROMOÇÕES, EDITAIS

Secultfor lança Edital de Carnaval 2010

Agremiações podem se inscrever até o dia 18 de dezembro

A Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), acaba de lançar o III Edital de Fomento às Agremiações Carnavalescas para o Carnaval de Rua de Fortaleza 2010, com o objetivo de apoiar projetos na área, fortalecer e democratizar o Carnaval de Fortaleza, valorizando a participação das comunidades locais. As inscrições devem ser feitas na sede da Secultfor (Rua Pereira Filgueiras, nº4, Centro), de 26 de novembro a 18 de dezembro.

O formulário e o Edital encontram-se disponíveis no site da Secultfor (www.fortaleza.ce.gov.br/cultura) e no Portal da Prefeitura (www.fortaleza.ce.gov.br). Os projetos das agremiações serão incentivados por meio do concurso com R$ 370 mil, distribuídos entre até 29 agremiações.

É a terceira vez que as agremiações concorrerão de forma democrática a recursos públicos para a realização do Carnaval de Rua em Fortaleza. O diferencial deste ano é a inclusão dos grupos de afoxé (cortejo de candomblé de rua) como uma das manifestações do Carnaval de Fortaleza apoiadas através do Edital. A classificação será feita depois da análise dos projetos apresentados.

As agremiações poderão concorrer nas categorias maracatu, escola de samba, blocos, cordões e afoxés, inscrevendo-se nas subcategorias A (no mínimo cinco anos de existência e ter participado de pelo menos dois desfiles do Carnaval de Rua de Fortaleza em anos anteriores); B (no mínimo dois anos de existência e ter participado de dois desfiles do Carnaval de Rua de Fortaleza); e C (um ano de existência e apresentar estrutura que garanta participação no Carnaval de Rua organizado pela Prefeitura). De acordo com a pontuação, receberão, por meio do Edital, o valor de R$ 22, 14, 10, 8, 6 ou 4 mil.

Para participar do processo de seleção, além da documentação exigida pelo Edital, é necessário que as agremiações zelem pelo espaço público, respeitando a legislação local, com relação a horários, volume de som e preservação do meio ambiente.

Elaine Brito, coordenadora de Cultura Popular Tradicional da Secultfor, explica que serão melhor pontuadas as agremiações que tenham tido um bom comportamento durante o Carnaval 2009, considerando relatório técnico emitido pela Secultfor, e que tenham um maior envolvimento da comunidade, com ações continuadas. “É uma forma mais justa de favorecer os mais organizados, que têm um trabalho que antecede o período momino. Ao mesmo tempo, permite que os outros cresçam; é um estímulo para que eles se estruturem melhor”, afirma.

Como contrapartida ao Edital, as agremiações que tiverem projetos contemplados farão duas apresentações durante o Carnaval de Fortaleza 2010. Além disso, deverão oferecer oficinas abertas à comunidade, como de percussão ou confecção de adereços.

A cada ano, cresce o aporte da Prefeitura no Edital de Carnaval. Em 2008, R$ 360 mil contemplaram 26 projetos ligados a maracatus, escolas de samba, blocos, cordões e sujos. Em 2009, R$ 370 mil foram investidos em 26 agremiações carnavalescas. Para 2010, serão R$ 370 mil distribuídos entre 29 grupos de maracatus, blocos, cordões, escolas de samba e afoxés. Além do incentivo dado pelo Edital do Carnaval de Rua de Fortaleza 2010, a Prefeitura Municipal de Fortaleza assegura produção, organização e toda a infraestrutura da festa.