Da sobrevivência à luta: Renata Coan anuncia candidatura à Câmara Federal para defender mulheres e crianças vítimas de violência

Empresária do setor hoteleiro, bar e restaurante,atleta de basquete master e apaixonada pelo esporte, a paranaense Renata Coan construiu sua trajetória no Ceará pautada pelo empreendedorismo, pela disciplina e pela capacidade de superar desafios. Agora, ela inicia um novo capítulo de sua história ao disputar uma vaga na Câmara dos Deputados com um propósito muito claro: defender mulheres e crianças vítimas de violência sexual e doméstica.
A decisão de ingressar na vida pública nasceu da experiência mais difícil de sua vida. Vítima de violência sexual e sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, Renata transformou a dor em força e a sobrevivência em propósito. Em vez de permitir que o trauma definisse sua história, escolheu fazer dele uma causa coletiva, assumindo o compromisso de lutar para que nenhuma outra vítima enfrente as mesmas barreiras encontradas por ela.
Ao conhecer de perto o funcionamento da legislação brasileira, Renata passou a defender mudanças que fortaleçam a proteção às vítimas e eliminem brechas legais que, em sua avaliação, ainda favorecem autores de crimes sexuais. Entre as propostas defendidas pela ativista está o endurecimento das penas para estupradores e reincidentes em crimes contra a dignidade sexual, garantindo maior rigor na responsabilização desses criminosos.
Essa mobilização ganhou ainda mais força quando em junho de 2025, foi apresentado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 2.762/2025, e no Senado Federal, o projeto de lei 3671/2025, ambos conhecidos como Lei Renata Coan Cuduh, que propõem alterações no Código Penal, no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal para ampliar a proteção de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, tornando ainda mais rigoroso o cumprimento das penas e restringindo benefícios aos condenados, acrescentando novas circunstâncias qualificadoras e agravantes, especialmente em contextos de violência doméstica e em transporte público.
Mas, para Renata, combater a violência vai muito além da punição. É preciso oferecer condições reais para que as vítimas reconstruam suas vidas. Por isso, sua atuação também contempla propostas voltadas ao acolhimento e à autonomia das mulheres.

Entre elas está o fortalecimento da rede pública de atendimento psicológico especializado, garantindo acompanhamento contínuo e humanizado para mulheres e crianças vítimas de violência sexual e doméstica. Outra proposta é a criação da Bolsa Recomeço, um auxílio temporário destinado às mulheres que precisam deixar o ambiente onde sofrem violência e não possuem condições financeiras para iniciar uma nova vida.
Renata também defende o programa De Volta à Vida, voltado à autonomia econômica das vítimas, por meio de linhas de crédito para o empreendedorismo feminino e ações de reinserção no mercado de trabalho. A proposta parte da compreensão de que a dependência financeira ainda é uma das principais razões que mantêm milhares de mulheres presas ao ciclo da violência.
Na área da prevenção, a candidata propõe a integração permanente entre escolas, conselhos tutelares, unidades de saúde, assistência social e delegacias especializadas, criando uma rede capaz de identificar precocemente sinais de abuso, acolher vítimas e agir de forma rápida e coordenada.

Sua trajetória representa a resistência de quem recusou o silêncio, transformou cicatrizes em compromisso público e decidiu fazer da própria história uma ferramenta de mudança. "Sobrevivi por mim. Agora luto por todas." 
Ao disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Renata leva consigo a convicção de que proteger mulheres e crianças exige leis mais eficazes, políticas públicas permanentes e um Estado capaz de acolher, prevenir e garantir justiça. Sua candidatura nasce da certeza de que nenhuma vítima deve enfrentar a violência sozinha e de que transformar essa realidade é uma responsabilidade de toda a sociedade.