Inteligência artificial transforma gestão hospitalar em instituições do Nordeste

Solução apoia instituições em Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Sergipe e Paraíba na organização de dados clínicos para fortalecer gestão, cuidado ao paciente e decisões estratégicas

Hospitais da região Nordeste avançam no uso de inteligência artificial para enfrentar um dos principais desafios da saúde: a fragmentação dos dados clínicos. Por meio da tecnologia da iHealth, instituições de referência em 5 estados do Nordeste já estruturaram mais de 20 milhões de notas clínicas, ampliando a capacidade de análise sobre a jornada dos pacientes e apoiando o recrutamento para pacientes em Pesquisa Clínica.

Entre as instituições que utilizam a solução estão o IMIP, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, em Pernambuco, que reúne 186.922 pacientes e 10.201.336 notas clínicas, e a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, no Rio Grande do Norte, com 242.056 pacientes e 3.063.458 notas clínicas já processadas com as novas tecnologias.

A iniciativa ocorre em um cenário de desafios históricos do sistema de saúde brasileiro, como a dificuldade de integração entre informações clínicas, a baixa interoperabilidade entre sistemas e o grande volume de dados registrados em texto livre nos prontuários. Na prática, muitas informações relevantes sobre o paciente ficavam dispersas, dificultando análises mais completas sobre histórico, condutas, riscos, desfechos e eficiência operacional.

A iHealth atua justamente nesse ponto, utilizando inteligência artificial e processamento de linguagem natural para transformar registros clínicos não estruturados (evoluções, anotações e textos livres) em informações organizadas. Com isso, hospitais conseguem ampliar a leitura sobre a jornada assistencial dos pacientes, reduzir etapas manuais e gerar dados mais qualificados para apoiar a gestão.

Segundo Angelo Orru Neto, CEO da iHealth e DoctorAssistant Group, o avanço da tecnologia em hospitais do Nordeste reforça uma mudança importante na forma como as instituições passam a lidar com dados clínicos.

“Estamos liderando um movimento de transformar registros clínicos de textos livres em informação estruturada, capaz de apoiar a localização de pacientes que podem se beneficiar da participação em estudos de Pesquisa Clínica. Isso garante acesso a possibilidades de exames ou tratamentos que ainda não estão disponíveis no SUS ou na Saúde Suplementar.”, afirma.

No caso das instituições parceiras, o volume de informações processadas mostra o potencial da tecnologia para hospitais de diferentes portes e perfis. Somadas, apenas as bases do IMIP e da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer representam 428.978 pacientes e 13.264.794 notas clínicas, um conjunto expressivo de dados que pode ser utilizado para melhorar a análise assistencial e a eficiência da operação hospitalar.

Na avaliação de Amália Rêgo, Gerente de Novos Negócios na Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, a estruturação dos dados clínicos contribui diretamente para uma gestão mais integrada e para o fortalecimento da assistência oncológica:

“A estruturação de dados tornou-se um ativo estratégico fundamental para a nossa instituição, permitindo que superássemos a barreira da fragmentação de informações clínicas. Iniciamos esse movimento com o objetivo de dar agilidade e precisão ao recrutamento para pesquisa clínica, utilizando algoritmos de Processamento de Linguagem Natural (NLP) para identificar o perfil ideal de pacientes para estudos complexos.

Essa base tecnológica evoluiu rapidamente para o suporte a estudos de mundo real (RWE) e pesquisas institucionais. Ao estruturarmos dados que antes ficavam isolados em prontuários e sistemas distintos, passamos a ter uma visão clara e preditiva de toda a jornada do paciente.

Hoje, essa ferramenta não apenas acelera nossos estudos científicos, mas está integrada à nossa rotina de gestão. Conseguimos transformar o dado bruto em uma ferramenta de governança que otimiza processos assistenciais e eleva o rigor científico dos nossos estudos, garantindo que o hospital se posicione como um centro de excelência em análise de dados em saúde.”, reforça Amália Rêgo - Gerente de Novos Negócios na Liga Norte Riograndense Contra o Câncer.

Já para o setor, a estruturação desses dados representa um passo importante para tornar a gestão mais precisa. Ao organizar informações antes dispersas em prontuários, a tecnologia permite identificar padrões, acompanhar indicadores e apoiar uma visão mais integrada do cuidado, sem depender apenas de processos manuais ou sistemas fragmentados.

Além do impacto operacional para a Pesquisa Clínica, a adoção da solução também reforça o papel do Nordeste na incorporação de tecnologias aplicadas à saúde. Com instituições de referência em Pernambuco e no Rio Grande do Norte utilizando inteligência artificial para qualificar dados clínicos, o movimento aponta para uma tendência de modernização da gestão hospitalar e de maior uso de informação estruturada na tomada de decisão.

Atualmente, a iHealth conta com 19 redes hospitalares parceiras, mais de 40 hospitais cadastrados e presença em todas as regiões do país, consolidando sua atuação como uma das empresas que avançam na aplicação de inteligência artificial para estruturação de dados clínicos e modernização da gestão em saúde no Brasil.

Sobre iHealth
A iHealth atua na transformação de dados clínicos em inteligência aplicada à saúde. A empresa utiliza inteligência artificial para processar grandes volumes de informações assistenciais, estruturando dados e gerando relatórios que apoiam hospitais, indústria farmacêutica e centros de pesquisa em ações estratégicas relacionadas à gestão do cuidado, geração de evidências, identificação de perfis clínicos e desenvolvimento de soluções analíticas para o setor.