CINEMA
"As crônicas de Nárnia 3D" foca no público infantil e nos amantes dos efeitos especiais
Se você é fã de As Crônicas de Nárnia e desde 2008 aguarda o terceiro filme, baseado em um dos sete romances do livro, não vá ao cinema para assistir As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada com tanta sede ao pote. Os escritos do irlandês C.S.Lewis, que venderam mais de 120 milhões de cópias em todo o mundo pelo mix de mitologia grega e nórdica com contos de fadas, além de um certo apelo cristão, novamente foram adaptados para as telonas numa linguagem infantil, por vezes boba e com um toque de humor no estilo Sessão da Tarde.
O longa relata o retorno de Edmundo (Skandar Keynes) e Lúcia (Georgie Henley) à Nárnia, sem os irmãos Pedro e Susana, e com a inconveniente companhia do primo Eustáquio (Will Poulter). O trio é conduzido à terra de Aslam e surge no mar, próximo ao Peregrino da Alvorada, embarcação conduzida pelo Rei Cáspian (Ben Barnes) que está em busca dos sete fidalgos que foram enviados para desbravar o oceano oriental. Edmundo e Lúcia são recebidos como realezas pela tripulação, enquanto Eustáquio reluta para aceitar que está em um mundo paralelo. Durante a viagem, o grupo passa por diversas ilhas em busca das espadas dos fidalgos, pois somente com todas juntas seria possível acabar com os feitiços que assombram as terras desconhecidas e estabelecer a paz nos locais.
A obra original é envolvente, mas a imaturidade artística dos protagonistas empobreceu a técnica e deixou a narrativa, por alguns momentos, sonolenta. Os atores, que tiveram um hiato de dois anos para aperfeiçoar seus trabalhos, pelo visto não fizeram o dever de casa e aparecem apáticos, com expressões pouco convincentes e, às vezes, constrangedoras. A exemplo disso temos o ator Ben Barnes, intérprete do Rei Caspian, mais experiente do quarteto principal, que deveria liderar o elenco infantil, mas derrapa de forma impressionante ao ponto de manter o semblante da mesma forma do começo ao fim do filme.
Ainda sobre o tema elenco, vale traçar um comparativo em relação às sagas cinematográficas de Harry Potter e Crepúsculo, que também nasceram de seus respectivos livros. Os produtores destas tramas apostaram em atores pouco conhecidos ou até mesmo estreantes, que foram se aperfeiçoando ao longo das produções e hoje são perseguidos e venerados por multidões, o que não acontece com os protagonistas de Nárnia. Além disso, o sucesso nas telonas impulsionou as vendas dos livros das demais sagas, muito diferente desta adaptação.
O filme, em 3D, é recheado de efeitos especiais, mas a qualidade é questionável. Em um determinado momento da história, algumas pessoas são encaminhadas para o "sacrifício" em uma ilha. Elas entram em um bote, navegam pelo mar e surge uma nuvem verde que faz elas desaparecerem, causando certa comoção na população local. Mistérios a parte, esta tal nuvem verde não emerge de forma natural, como se realmente fizesse parte da natureza local. O efeito aplicado é tosco, parecido com o de um desenho animado do início da década de 90.
Há erros cenográficos também. Após a 14ª noite enfrentando chuva e mar revolto em busca da Ilha de Ramandu, o Peregrino da Alvorada se movimentou bastante, chacoalhou muito... mas no quarto em que Lúcia dorme, o castiçal permanece imóvel em cima da mesa. Não só ele, como todos os outros bibelôs do local. Algo impossível diante da enorme movimentação da embarcação ao longo do período informado.
Na cena final, talvez a de maior emoção do longa, quando o rato RipChip decide abandonar sua espada e ir para a terra de Aslam, Edmundo e Lúcia se despedem de Caspian e do leão por não poderem mais retornar à Nárnia devido à idade, surge mais um erro técnico. Aslam dá um grande sopro no mar e abre um portal para que os garotos voltem para casa. Eles se posicionam em frente à passagem e fica perceptível o uso do cromaqui. A impressão que dá é que o trio está em frente a uma grande tela, na qual se reproduz um portal com a passagem de água. Mais um efeito tosco, não convincente, que não deveria ser aplicado à produção de um dos maiores clássicos da literatura cujo orçamento passa longe de ser modesto.
Vale lembrar que a Disney desistiu da franquia de Nárnia após o segundo filme, As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian, pois esse e seu antecessor, As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, tiveram grandes erros nas produções, que refletiram nas bilheterias, tornando-se dois grandes fracassos cinematográficos. A Fox assumiu a responsabilidade de dar uma nova vida à saga, mas manteve o processo e repetiu as falhas anteriores, o que torna mínima a possibilidade de haver o quarto filme baseado no livro.
Veterano Wes Craven recicla fórmulas em 'A Sétima Alma'
Wes Craven é um dos poucos diretores especializados em terror que teimam em contrariar a crítica e conseguem agradar a muitos. Criador de A Hora do Pesadelo (1984), ele foi responsável pela franquia Pânico (1996), quando se tornou um ícone do gênero. Mas, apesar do seu sucesso, poucos entendem o seu progresso.
Quando colocou nas telas o personagem Freddy Krueger, não havia como saber a franquia que sairia dele. Quando se dispôs a dirigir roteiros que não eram seus, como a série Pânico, fez-se também produtor para ganhar dinheiro. Agora, em A Sétima Alma, ele é responsável por cada segundo que se vê na tela. Seja como roteirista, diretor ou produtor.
Mas o resultado é dúbio. Ao falar de um assassino em série esquizofrênico que, por meio de uma crença pouco racional, passa suas personalidades para crianças nascidas na data de sua morte, restam questionamentos elementares.
A história começa quando Abel (Raúl Esparza) pede socorro ao seu médico, pois suas seis outras personalidades (incluindo aí, a de um assassino) começam a tomar conta dele. Ao matar também sua mulher, o transtornado rapaz acaba por assassinar outros incautos pelo caminho, até a sua aparente morte. É aí que nascem sete crianças.
O corte é rápido. Depois de 16 anos, os sete comemoram os seus aniversários. Em uma numerologia aceitável apenas no contexto do filme, explica-se que as tais personalidades só aparecem aos 16 porque é 1+6, daí 7 (almas). Está dado o pressuposto para um deles começar a matar.
Adam, ou "Bug" (Max Thieriot, de Jumper) é o protagonista e o primeiro a ver que há alguma coisa errada acontecendo. Afinal, não há porque duvidar dele, quando todos à sua volta estão sendo esfaqueados, como há 16 anos.
Não há como negar que Craven conheça certa sutileza adolescente para envolver o espectador nesse mundo. Mais do que isso, sabe manter um bom suspense sobre quem realmente é o assassino - vital para a trama. Porém, nota-se que o roteiro perde força no desfecho da trama.
A Sétima Alma é um respeitável filme de Wes Craven. Há suspense, sangue, terror. Mesmo que este diretor não tenha apreço particular pela precisão na história que conta. O que vale é o medo e a tensão do espectador. Entretanto, há uma falha quando a conclusão é menor do que tudo o que se viu até então.
De uma escola antiga, Craven, como já disse, é um daqueles diretores que idealiza como público-padrão um casal que se agarre no cinema quando há um susto. Ele pode ser nostálgico, mas seu filme é ideal para isso.
Amizade e internet
'A Rede Social' conta mais que a história do Facebook
>Cantor Justin Timberlake participa do filme
“A Rede Social” é um filme que não deixa espaço entre você e o personagem- e ao contrário do que você imagina, a produção não conta apenas como surgiu o site de relacionamento Facebook – discute também os valores morais, de amizade, dinheiro – mesmo mostrando apenas um lado do verdadeiro jogo que está por trás do filme. A absorção é completa e vai se criando a partir de um roteiro inteligente, uma montagem brilhante e, acima de tudo, personagens cujas fissuras de personalidade que estão em todos nós. E se o filme se vende pelo fator Facebook, pode acreditar que ele se ergue justamente porque se emancipa de seu contexto temporal.
O novo trabalho de David Fincher é primoroso em juntar o quebra-cabeças de um personagem cujo caráter parece ser tão fragmentado quanto a rede social que ele criou. Mark Zuckerberg, conhecido até hoje sob a legenda de "criador do Facebook", é construído no filme como um rapaz mimado, egocêntrico, genial e, claro, inábil em criar laços sociais distante da internet. A interpretação na mandíbula tensionada de Jesse Eisenberg é eletrizante, digna de atenção das premiações porvir. Os diálogos rápidos, quase frenéticos, saem de seus olhos. A velocidade do raciocínio é requisito fundamental para essa interpretação e Eisenberg não perde nem o passo, nem o fôlego. Acompanhar tudo isso pode ser, aliás, vertiginoso.
Fincher, mestre em lidar com personagens tão inteligentes quanto perturbados (a mencionar Seven - Os Sete Crimes Capitais, de 1995 e O Clube da Luta, de 1999), encontra em Zuckerberg sua nova aberração de estimação. Conduz então seu personagem em dois tempos, intercalando a sequência cronológica dos fatos com os dois processos na Justiça respondidos por Zuckerberg, ambos o acusando de tomar só para si algo que teria sido criado por muitos. Assim como na história real na qual o filme se sustenta, há controvérsias em absolutamente todas as alegações que vemos em cena. E esses pontos em que o limite da propriedade intelectual se torna difuso ajudam a construir personagens volúveis e, portanto, concretos.
A edição desses dois tempos é um dos pontos altos do filme e nos carrega por uma história tensa, densa e propensa a nos engolir em total imersão cinematográfica. A fotografia é sóbria, não está ali para sobrepor mensagens, mas em determinado momento, mais ou menos dividindo o filme em duas partes, ela chama atenção em uma cena onde vemos uma competição de remo filmada naquela lente tilt shift em que o foco preciso num determinado ponto transforma uma cena aberta numa quase ilusão, como se a imagem real fosse, na verdade, uma maquete. Nesse único momento em que a foto se faz mensagem grifada, Fincher nos fala de como as pessoas podem ser tão reais quanto os avatares de suas sociabilidades virtuais.
Todos os elementos do filme parecem estar em sincronia com a mensagem do diretor, a começar pelo elenco. Além de Eisenberg, se destaca a interpretação sempre bem acima da média de Andrew Garfield, ator britânico que aqui vive Eduardo Saverin, o "Wardo" co-fundador do Facebook. Até mesmo Justin Timberlake consegue se esforçar em um quase plausível Sean Parker, mais conhecido como o criador do Napster. Timberlake só erra quando tenta reproduzir ele mesmo - o pop star - no personagem que, pensamos nós, parece ter sido desenhado para arroubos de celebridade. Portanto, não destoa da proposta do filme em dar uma aguda verossimilhança aos seus indivíduos.
Na semântica Facebook, o status de relacionamento entre A Rede Social e seu espectador é de casamento completo. E ainda que não tenha a intenção de nos vacinar de uma moral da história, saímos do filme com a impressão que o mundo está cada vez mais lá fora, e que nossa virtual construção de identidade se dilui em mensagens falsamente verdadeiras sobre quem somos e de quem, de fato, chamamos de amigos. Mas para saber da história verdadeira, da vida real, não acesse o site Facebook, ou o filme “A Rede Social”. É só consultar o Google. Fácil como um clic.
Na semântica Facebook, o status de relacionamento entre A Rede Social e seu espectador é de casamento completo. E ainda que não tenha a intenção de nos vacinar de uma moral da história, saímos do filme com a impressão que o mundo está cada vez mais lá fora, e que nossa virtual construção de identidade se dilui em mensagens falsamente verdadeiras sobre quem somos e de quem, de fato, chamamos de amigos.
INVASÃO 3D
Confira as datas de estreias dos filmes nesta temporada de fim de ano nos cinemas
> "Tron- O Legado" e "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" - algumas das produções que chegam em versão 3D
Após o lançamento mundial do novo filme de Harry Potter - a primeira parte da adaptação para as telas do último livro do mágico britânico - iniciou a temporada de fim de ano nos cinemas, com seis semanas de duração e perdendo apenas para o verão no Hemisfério Norte em termos de venda de ingressos e lançamentos.
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 deve reinar absoluto nas bilheterias, assim como os seis filmes passados da série, que arrecadaram US$ 5,4 bilhões juntos.
Mas Harry Potter não é a única grande franquia do cinema que terá lançamento na temporada de fim de ano. E os cinemas deverão receber grandes filmes em 3D – em Fortaleza os cinemas Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi, Via Sul, Pátio Dom Luís, North Shopping e Benfica já dispõem de salas de exibição para filmes com efeitos em terceira dimensão. As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada estreia em 10 de dezembro no Brasil e exterior e terá versão em 3D, enquanto a comédia Entrando Numa Fria Com as Crianças, da franquia Entrando Numa Fria, chega às telas internacionais em 22 de dezembro, com Ben Stiller e Robert De Niro revivendo sua desastrada relação genro/sogro. Desta vez, há crianças envolvidas na confusão.
Também chegará ao cinema a esperada sequência do sucesso de 1982 Tron - Uma Odisseia Eletrônica, que receberá uma grande atualização tecnológica no lançamento, em 17 de dezembro, de Tron: O Legado.
O filme ressuscita uma franquia que deve continuar no futuro e terá versão em 3D.
Clássicos contos de fadas também sofrerão atualizações durante a temporada de fim de ano. Em 24 de novembro, Rapunzel terá sua adaptação da Disney em Enrolados, um musical em animação 3D que atualmente lidera a bilheteriia nos EUA. A garota com os longos cabelos loiros escapa de sua torre pela primeira vez e entra em uma aventura de descobrimento próprio e romance. "Rapunzel é uma jovem destemida", afirmou a atriz Mandy Moore, que faz a voz da personagem. "Ela nunca colocou os pés no chão em 18 anos, mas está disposta a entrar no desconhecido, porque tem um sonho. Claro, ela também descobrirá que o que a torna especial não são necessariamente apenas os cabelos."
Também em 24 de novembro, o Natal chega mais cedo com a história de O Quebra-Nozes, de E.T.A. Hoffmann, no qual se baseia o famoso ballet de Tchaikovsky. O conto volta em O Quebra-Nozes 3D, com Elle Fanning.
Mas essas não são as únicas menções a clássicos contos de fada.
A Tempestade, de William Shakespeare, ganha uma reviravolta de gêneros em 10 de dezembro, quando Helen Mirren estrelar o papel principal, Próspera.
Em 22 de dezembro, As Viagens de Gulliver, do escritor do século 18 Jonathan Swift, também ganhará uma adaptação moderna em 3D, recontada com o comediante Jack Black como um funcionário dos correios transportado em um mundo de fantasia habitado por pessoas minúsculas, incluindo personagens interpretados por Emily Blunt e Jason Segel.
Em 17 de dezembro, o desenho animado Zé Colmeia também ganha vida em uma aventura animada em 3D.
As vozes de Zé e Catatau são feitas por Dan Aykroyd e Justin Timberlake, respectivamente, com Anna Faris e Tom Cavanagh entre os humanos com quem eles interagem.
'Skyline - A Invasão' investe tudo nos monstros
Filme é uma das novidades em cartaz no Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi e circuito
Irmãos e cineastas, Colin Strause e Greg Strause acumulam cerca de 60 créditos como desenhistas de efeitos visuais, em grandes produções como Avatar, 2012 e X Men Origens - Wolverine, todos de 2009. Eles uniram-se a dois outros parceiros da mesma área técnica, Joshua Cordes e Liam O'Donnell, os quais assinam como roteiristas a ficção científica Skyline - A Invasão, dirigida pelos irmãos Krause. O filme estreIU em cópias dubladas e legendadas. É de se esperar que, dada a formação destes quatro envolvidos, a maior preocupação esteja nos efeitos visuais, especialmente na criação dos temíveis alienígenas que tomam Los Angeles de assalto. Pilotando naves gigantescas, eles atraem os humanos com raios de luz azul e devoram impiedosamente os habitantes da cidade.
Ilhados num lu
xuoso apartamento, os amigos Jarrod (Eric Balfour) e Terry (Donald Faison) haviam se reencontrado há pouco tempo. Bem-sucedido no mundo da música pop, Terry quer que o amigo deixe Nova York e venha trabalhar com ele em Los Angeles. O plano parece em suspenso, agora que os alienígenas ameaçam liquidar a cidade - e não se sabe o que acontece além de suas fronteiras, porque as emissoras de televisão saíram do ar. Embora, curiosamente, o fornecimento de luz continue.
Duas mulheres estão no apartamento, a esposa de Terry, Candice (Brittany Daniels), e a namorada de Jarrod, Elaine (Scottie Thompson) - que acaba de descobrir que está grávida. Um detalhe que não só cria tensão entre o casal como terá um sinistro desdobramento mais adiante na história.
A construção do roteiro é mínima. Os personagens se movimentam no espaço do apartamento, tentando escapar da visão de seus inimigos, além de controlar os suprimentos, que começam a escassear. Tudo indica que há poucos sobreviventes ao massacre e as perspectivas de uma expedição fora do prédio são as piores possíveis. Uma tentativa de escapar de carro resulta num enorme susto e algumas baixas.
Contando com um elenco em sua maioria vindo de séries de televisão - caso de David Zayas, de Dexter, que interpreta um zelador -, o filme não aposta muito no desenvolvimento dos personagens, que parecem meros pretextos para que os monstros do espaço os persigam, criando sequências de ação e novos efeitos especiais. A bem da verdade, nem tão sofisticados assim.
Pode-se enxergar uma série de referências a outras produções do gênero, como os sucessos Independence Day, Guerra dos Mundos e, particularmente, Aliens - com cujos monstros estes daqui se parecem muito. Mas não há, de modo algum, a qualidade com que se podia contar naqueles exemplares. Skyline - A Invasão é explicitamente uma produção B, visando consumo rápido, possivelmente, de um público nada exigente. Ainda assim, os diretores foram ambiciosos, criando um final que aponta para uma sequência - com tudo para ser do mais puro horror.
'Megamente' faz do vilão o protagonista
Desenho que estreia nos cinemas em 3D pretende mostrar o que acontece quando a história é contada "pelo outro lado"
Os heróis que se cuidem, seus momentos de glória podem estar para terminar. Em Megamente, a nova animação da DreamWorks, esses momentos duram muito pouco, apenas alguns minutos. Na maior parte do tempo, quem fica sob os holofotes é, surpreendentemente, o vilão. Não é à toa que o filme leva o seu nome.
Sob a direção de Tom McGrath - o mesmo de Madagascar - a animação pretende mostrar o que acontece quando a história é contada "pelo outro lado". Desta vez, não é mais o violão quem fica em segundo plano e aparece sempre furtivamente, só para atrasar o andamento da história. Isso é função do herói. Trazendo essa nova versão à tona, é possível perceber outra teoria embutida no roteiro, de Alan Schoolcraft e Brent Simons: o bem não vive sem o mal, e vice-versa.
No filme, o bem é representado por dois heróis, Metro Man e Titan. O primeiro, dublado por Brad Pitt na versão original e por Thiago Lacerda no Brasil, chega a lembrar Elvis Presley, ao esbanjar simpatia e confiança aos cidadãos de Metro City, que o admiram com veemência. Já o segundo, faz o tipo trapalhão, e é fruto de uma experiência que, definitivamente, não deu certo. No centro das atenções, Megamente faz o mal reinar pela história de forma desastrada e divertida, contando com a ajuda de seu fiel ajudante, o Criado, uma fusão de peixe, gorila e robô que acompanha o protagonista desde a infância. Todos esses personagens, com exceção do Criado, mantêm uma relação amorosa, às vezes não correspondida, com Rosane, uma corajosa jornalista que funciona como fio condutor por toda a história.
Tudo começa quando Megamente e Metro Man, seres de planetas que seriam destruídos, são enviados por seus pais para a Terra através de cápsulas de escape. Megamente, infortuno vilão, aterrissa em uma prisão. Metro Man, herói de sorte, vai parar em uma confortável casa de família abastada. A situação, no entanto, não dura por muito tempo. Quebrando os estigmas de que os heróis vão crescendo ao longo da trama e que as grandes batalhas são guardadas para o final, a animação põe Megamente e Metro Man em confronto logo de início, e dá a vitória ao protagonista.
Em Megamente, o vilão só ganha espaço graças ao seu carisma, capaz de cativar até os mais bonzinhos. Quanto mais quer ser levado a sério, tentando seguir padrões comportamentais de vilões tradicionais, mais Megamente pode arrancar gargalhadas do público, que, invariavelmente, se identifica com o protagonista. O estilo é típico de McGrath, que já disse ser um grande adorador de vilões, desde Darth Vader até Capitão Gancho. Para ele, os vilões são os personagens que têm as personalidades, figurinos e bordões mais interessantes.
Se todos os diretores passarem a pensar como McGrath, é bom que os heróis se reinventem, ou o mal, finalmente, vai reinar.
Woody Allen faz uma comédia café com leite em novo filme
Woody Allen tem dessas coisas, quase sempre acerta, dificilmente erra e às vezes, bem, às vezes ele emplaca a coluna do meio. Pois bem, com Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, Woody está longe de conseguir fazer um filme chato ou brilhante. Fica naquele meio de caminho em que muitas vezes se encontram os bons piadistas quando caem em suas mãos piadas mais ou menos. Ou seria as piadas mais interessantes que os piadistas?
Em qualquer combinação, fato é que com sua nova comédia decorada pelas paisagens londrinas, o diretor, conhecido por ver em nossos fracassos fonte inesgotável para sua fina ironia judia, reúne personagens cujas derrotas pessoais dificilmente atingem aquele limite do absurdo, o momento em que, de fato, o fracasso se faz piada. Salvo, claro, nobre exceções - a citar a carismática senhora carente feita pela brilhante Gemma Jones e o escritor de uma obra só interpretado por Josh Brolin, bastante coerente em seu papel de macho beta de uma mulher alfa.
A tecelagem da trama se constrói da seguinte forma: Helena (Gemma Jones) acaba de se divorciar de Alfie (Anthony Hopkins), que pediu a separação legal após ter descoberto os benefícios de pílulas azuis e alguns satisfatórios exames médicos de rotina. Andando sobre esse abismo da solidão após décadas de casamento, Helena precisa de uma voz amiga. Nada melhor que uma vidente bem remunerada para legitimar a reconfortante ideia que dias melhores virão.
Sally (Naomi Watts), filha de Helena, apoia a mãe em sua resolução de "o futuro a gente compra" e, enquanto tenta lidar com os novos interesses paranormais da família, precisa decodificar um possível flerte entre ela e seu novo chefe (Antonio Banderas) e simultaneamente encarar a sombra de um marido (Josh Brolin) que 1) ainda não lhe deu filhos e 2) não paga as contas da casa. Em suma: Roy, um ex-proeminente escritor, parece ser um item supérfluo à casa. Ciente de seu status zero à esquerda, ele espia pela janela do quarto uma chance de começar tudo de novo, como se a irresponsaibilidade de uma nova paixão pudesse curar sua ineficiência criativa.
A moça do outro lado do edifício se chama Dia (Freida Pinto) e, como todas as moças que se espia pela janela, ela é completamente desavisada das angústias de seus secretos admiradores.
Em outras palavras: na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença e, principalmente, na aventura ou no tédio, todos sempre procuram alguém para chamar de seu. O argumento não é novo à filmografia de Woody Allen. Há de se dizer, aliás, que esta incessante busca de cada um por suas respectiva tampa está na base dos melhores trabalhos do diretor. O que acontece neste filme é que Allen picota vários enredos interessantes em pequenos contos café com leite. A voz narradora, tão bem usada em Vicky Cristina Barcelona, ainda tenta nos dar esse distanciamento irônico do contador de histórias, mas não consegue desfazer a impressão de cada um dos personagens acima citado poderia um pouco mais.
Se você é fã de As Crônicas de Nárnia e desde 2008 aguarda o terceiro filme, baseado em um dos sete romances do livro, não vá ao cinema para assistir As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada com tanta sede ao pote. Os escritos do irlandês C.S.Lewis, que venderam mais de 120 milhões de cópias em todo o mundo pelo mix de mitologia grega e nórdica com contos de fadas, além de um certo apelo cristão, novamente foram adaptados para as telonas numa linguagem infantil, por vezes boba e com um toque de humor no estilo Sessão da Tarde.O longa relata o retorno de Edmundo (Skandar Keynes) e Lúcia (Georgie Henley) à Nárnia, sem os irmãos Pedro e Susana, e com a inconveniente companhia do primo Eustáquio (Will Poulter). O trio é conduzido à terra de Aslam e surge no mar, próximo ao Peregrino da Alvorada, embarcação conduzida pelo Rei Cáspian (Ben Barnes) que está em busca dos sete fidalgos que foram enviados para desbravar o oceano oriental. Edmundo e Lúcia são recebidos como realezas pela tripulação, enquanto Eustáquio reluta para aceitar que está em um mundo paralelo. Durante a viagem, o grupo passa por diversas ilhas em busca das espadas dos fidalgos, pois somente com todas juntas seria possível acabar com os feitiços que assombram as terras desconhecidas e estabelecer a paz nos locais.
A obra original é envolvente, mas a imaturidade artística dos protagonistas empobreceu a técnica e deixou a narrativa, por alguns momentos, sonolenta. Os atores, que tiveram um hiato de dois anos para aperfeiçoar seus trabalhos, pelo visto não fizeram o dever de casa e aparecem apáticos, com expressões pouco convincentes e, às vezes, constrangedoras. A exemplo disso temos o ator Ben Barnes, intérprete do Rei Caspian, mais experiente do quarteto principal, que deveria liderar o elenco infantil, mas derrapa de forma impressionante ao ponto de manter o semblante da mesma forma do começo ao fim do filme.Ainda sobre o tema elenco, vale traçar um comparativo em relação às sagas cinematográficas de Harry Potter e Crepúsculo, que também nasceram de seus respectivos livros. Os produtores destas tramas apostaram em atores pouco conhecidos ou até mesmo estreantes, que foram se aperfeiçoando ao longo das produções e hoje são perseguidos e venerados por multidões, o que não acontece com os protagonistas de Nárnia. Além disso, o sucesso nas telonas impulsionou as vendas dos livros das demais sagas, muito diferente desta adaptação.
O filme, em 3D, é recheado de efeitos especiais, mas a qualidade é questionável. Em um determinado momento da história, algumas pessoas são encaminhadas para o "sacrifício" em uma ilha. Elas entram em um bote, navegam pelo mar e surge uma nuvem verde que faz elas desaparecerem, causando certa comoção na população local. Mistérios a parte, esta tal nuvem verde não emerge de forma natural, como se realmente fizesse parte da natureza local. O efeito aplicado é tosco, parecido com o de um desenho animado do início da década de 90.Há erros cenográficos também. Após a 14ª noite enfrentando chuva e mar revolto em busca da Ilha de Ramandu, o Peregrino da Alvorada se movimentou bastante, chacoalhou muito... mas no quarto em que Lúcia dorme, o castiçal permanece imóvel em cima da mesa. Não só ele, como todos os outros bibelôs do local. Algo impossível diante da enorme movimentação da embarcação ao longo do período informado.
Na cena final, talvez a de maior emoção do longa, quando o rato RipChip decide abandonar sua espada e ir para a terra de Aslam, Edmundo e Lúcia se despedem de Caspian e do leão por não poderem mais retornar à Nárnia devido à idade, surge mais um erro técnico. Aslam dá um grande sopro no mar e abre um portal para que os garotos voltem para casa. Eles se posicionam em frente à passagem e fica perceptível o uso do cromaqui. A impressão que dá é que o trio está em frente a uma grande tela, na qual se reproduz um portal com a passagem de água. Mais um efeito tosco, não convincente, que não deveria ser aplicado à produção de um dos maiores clássicos da literatura cujo orçamento passa longe de ser modesto.
Vale lembrar que a Disney desistiu da franquia de Nárnia após o segundo filme, As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian, pois esse e seu antecessor, As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, tiveram grandes erros nas produções, que refletiram nas bilheterias, tornando-se dois grandes fracassos cinematográficos. A Fox assumiu a responsabilidade de dar uma nova vida à saga, mas manteve o processo e repetiu as falhas anteriores, o que torna mínima a possibilidade de haver o quarto filme baseado no livro.
Veterano Wes Craven recicla fórmulas em 'A Sétima Alma'
Wes Craven é um dos poucos diretores especializados em terror que teimam em contrariar a crítica e conseguem agradar a muitos. Criador de A Hora do Pesadelo (1984), ele foi responsável pela franquia Pânico (1996), quando se tornou um ícone do gênero. Mas, apesar do seu sucesso, poucos entendem o seu progresso.Quando colocou nas telas o personagem Freddy Krueger, não havia como saber a franquia que sairia dele. Quando se dispôs a dirigir roteiros que não eram seus, como a série Pânico, fez-se também produtor para ganhar dinheiro. Agora, em A Sétima Alma, ele é responsável por cada segundo que se vê na tela. Seja como roteirista, diretor ou produtor.
Mas o resultado é dúbio. Ao falar de um assassino em série esquizofrênico que, por meio de uma crença pouco racional, passa suas personalidades para crianças nascidas na data de sua morte, restam questionamentos elementares.A história começa quando Abel (Raúl Esparza) pede socorro ao seu médico, pois suas seis outras personalidades (incluindo aí, a de um assassino) começam a tomar conta dele. Ao matar também sua mulher, o transtornado rapaz acaba por assassinar outros incautos pelo caminho, até a sua aparente morte. É aí que nascem sete crianças.
O corte é rápido. Depois de 16 anos, os sete comemoram os seus aniversários. Em uma numerologia aceitável apenas no contexto do filme, explica-se que as tais personalidades só aparecem aos 16 porque é 1+6, daí 7 (almas). Está dado o pressuposto para um deles começar a matar.
Adam, ou "Bug" (Max Thieriot, de Jumper) é o protagonista e o primeiro a ver que há alguma coisa errada acontecendo. Afinal, não há porque duvidar dele, quando todos à sua volta estão sendo esfaqueados, como há 16 anos.
Não há como negar que Craven conheça certa sutileza adolescente para envolver o espectador nesse mundo. Mais do que isso, sabe manter um bom suspense sobre quem realmente é o assassino - vital para a trama. Porém, nota-se que o roteiro perde força no desfecho da trama.
A Sétima Alma é um respeitável filme de Wes Craven. Há suspense, sangue, terror. Mesmo que este diretor não tenha apreço particular pela precisão na história que conta. O que vale é o medo e a tensão do espectador. Entretanto, há uma falha quando a conclusão é menor do que tudo o que se viu até então.
De uma escola antiga, Craven, como já disse, é um daqueles diretores que idealiza como público-padrão um casal que se agarre no cinema quando há um susto. Ele pode ser nostálgico, mas seu filme é ideal para isso.
Amizade e internet'A Rede Social' conta mais que a história do Facebook
>Cantor Justin Timberlake participa do filme
“A Rede Social” é um filme que não deixa espaço entre você e o personagem- e ao contrário do que você imagina, a produção não conta apenas como surgiu o site de relacionamento Facebook – discute também os valores morais, de amizade, dinheiro – mesmo mostrando apenas um lado do verdadeiro jogo que está por trás do filme. A absorção é completa e vai se criando a partir de um roteiro inteligente, uma montagem brilhante e, acima de tudo, personagens cujas fissuras de personalidade que estão em todos nós. E se o filme se vende pelo fator Facebook, pode acreditar que ele se ergue justamente porque se emancipa de seu contexto temporal.
O novo trabalho de David Fincher é primoroso em juntar o quebra-cabeças de um personagem cujo caráter parece ser tão fragmentado quanto a rede social que ele criou. Mark Zuckerberg, conhecido até hoje sob a legenda de "criador do Facebook", é construído no filme como um rapaz mimado, egocêntrico, genial e, claro, inábil em criar laços sociais distante da internet. A interpretação na mandíbula tensionada de Jesse Eisenberg é eletrizante, digna de atenção das premiações porvir. Os diálogos rápidos, quase frenéticos, saem de seus olhos. A velocidade do raciocínio é requisito fundamental para essa interpretação e Eisenberg não perde nem o passo, nem o fôlego. Acompanhar tudo isso pode ser, aliás, vertiginoso.Fincher, mestre em lidar com personagens tão inteligentes quanto perturbados (a mencionar Seven - Os Sete Crimes Capitais, de 1995 e O Clube da Luta, de 1999), encontra em Zuckerberg sua nova aberração de estimação. Conduz então seu personagem em dois tempos, intercalando a sequência cronológica dos fatos com os dois processos na Justiça respondidos por Zuckerberg, ambos o acusando de tomar só para si algo que teria sido criado por muitos. Assim como na história real na qual o filme se sustenta, há controvérsias em absolutamente todas as alegações que vemos em cena. E esses pontos em que o limite da propriedade intelectual se torna difuso ajudam a construir personagens volúveis e, portanto, concretos.
A edição desses dois tempos é um dos pontos altos do filme e nos carrega por uma história tensa, densa e propensa a nos engolir em total imersão cinematográfica. A fotografia é sóbria, não está ali para sobrepor mensagens, mas em determinado momento, mais ou menos dividindo o filme em duas partes, ela chama atenção em uma cena onde vemos uma competição de remo filmada naquela lente tilt shift em que o foco preciso num determinado ponto transforma uma cena aberta numa quase ilusão, como se a imagem real fosse, na verdade, uma maquete. Nesse único momento em que a foto se faz mensagem grifada, Fincher nos fala de como as pessoas podem ser tão reais quanto os avatares de suas sociabilidades virtuais.
Todos os elementos do filme parecem estar em sincronia com a mensagem do diretor, a começar pelo elenco. Além de Eisenberg, se destaca a interpretação sempre bem acima da média de Andrew Garfield, ator britânico que aqui vive Eduardo Saverin, o "Wardo" co-fundador do Facebook. Até mesmo Justin Timberlake consegue se esforçar em um quase plausível Sean Parker, mais conhecido como o criador do Napster. Timberlake só erra quando tenta reproduzir ele mesmo - o pop star - no personagem que, pensamos nós, parece ter sido desenhado para arroubos de celebridade. Portanto, não destoa da proposta do filme em dar uma aguda verossimilhança aos seus indivíduos.
Na semântica Facebook, o status de relacionamento entre A Rede Social e seu espectador é de casamento completo. E ainda que não tenha a intenção de nos vacinar de uma moral da história, saímos do filme com a impressão que o mundo está cada vez mais lá fora, e que nossa virtual construção de identidade se dilui em mensagens falsamente verdadeiras sobre quem somos e de quem, de fato, chamamos de amigos. Mas para saber da história verdadeira, da vida real, não acesse o site Facebook, ou o filme “A Rede Social”. É só consultar o Google. Fácil como um clic.Na semântica Facebook, o status de relacionamento entre A Rede Social e seu espectador é de casamento completo. E ainda que não tenha a intenção de nos vacinar de uma moral da história, saímos do filme com a impressão que o mundo está cada vez mais lá fora, e que nossa virtual construção de identidade se dilui em mensagens falsamente verdadeiras sobre quem somos e de quem, de fato, chamamos de amigos.
INVASÃO 3DConfira as datas de estreias dos filmes nesta temporada de fim de ano nos cinemas
> "Tron- O Legado" e "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" - algumas das produções que chegam em versão 3D
Após o lançamento mundial do novo filme de Harry Potter - a primeira parte da adaptação para as telas do último livro do mágico britânico - iniciou a temporada de fim de ano nos cinemas, com seis semanas de duração e perdendo apenas para o verão no Hemisfério Norte em termos de venda de ingressos e lançamentos.Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 deve reinar absoluto nas bilheterias, assim como os seis filmes passados da série, que arrecadaram US$ 5,4 bilhões juntos.
Mas Harry Potter não é a única grande franquia do cinema que terá lançamento na temporada de fim de ano. E os cinemas deverão receber grandes filmes em 3D – em Fortaleza os cinemas Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi, Via Sul, Pátio Dom Luís, North Shopping e Benfica já dispõem de salas de exibição para filmes com efeitos em terceira dimensão. As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada estreia em 10 de dezembro no Brasil e exterior e terá versão em 3D, enquanto a comédia Entrando Numa Fria Com as Crianças, da franquia Entrando Numa Fria, chega às telas internacionais em 22 de dezembro, com Ben Stiller e Robert De Niro revivendo sua desastrada relação genro/sogro. Desta vez, há crianças envolvidas na confusão.Também chegará ao cinema a esperada sequência do sucesso de 1982 Tron - Uma Odisseia Eletrônica, que receberá uma grande atualização tecnológica no lançamento, em 17 de dezembro, de Tron: O Legado.
O filme ressuscita uma franquia que deve continuar no futuro e terá versão em 3D.
Clássicos contos de fadas também sofrerão atualizações durante a temporada de fim de ano. Em 24 de novembro, Rapunzel terá sua adaptação da Disney em Enrolados, um musical em animação 3D que atualmente lidera a bilheteriia nos EUA. A garota com os longos cabelos loiros escapa de sua torre pela primeira vez e entra em uma aventura de descobrimento próprio e romance. "Rapunzel é uma jovem destemida", afirmou a atriz Mandy Moore, que faz a voz da personagem. "Ela nunca colocou os pés no chão em 18 anos, mas está disposta a entrar no desconhecido, porque tem um sonho. Claro, ela também descobrirá que o que a torna especial não são necessariamente apenas os cabelos."Também em 24 de novembro, o Natal chega mais cedo com a história de O Quebra-Nozes, de E.T.A. Hoffmann, no qual se baseia o famoso ballet de Tchaikovsky. O conto volta em O Quebra-Nozes 3D, com Elle Fanning.
Mas essas não são as únicas menções a clássicos contos de fada.A Tempestade, de William Shakespeare, ganha uma reviravolta de gêneros em 10 de dezembro, quando Helen Mirren estrelar o papel principal, Próspera.
Em 22 de dezembro, As Viagens de Gulliver, do escritor do século 18 Jonathan Swift, também ganhará uma adaptação moderna em 3D, recontada com o comediante Jack Black como um funcionário dos correios transportado em um mundo de fantasia habitado por pessoas minúsculas, incluindo personagens interpretados por Emily Blunt e Jason Segel.
Em 17 de dezembro, o desenho animado Zé Colmeia também ganha vida em uma aventura animada em 3D.
As vozes de Zé e Catatau são feitas por Dan Aykroyd e Justin Timberlake, respectivamente, com Anna Faris e Tom Cavanagh entre os humanos com quem eles interagem.
'Skyline - A Invasão' investe tudo nos monstros
Filme é uma das novidades em cartaz no Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi e circuitoIrmãos e cineastas, Colin Strause e Greg Strause acumulam cerca de 60 créditos como desenhistas de efeitos visuais, em grandes produções como Avatar, 2012 e X Men Origens - Wolverine, todos de 2009. Eles uniram-se a dois outros parceiros da mesma área técnica, Joshua Cordes e Liam O'Donnell, os quais assinam como roteiristas a ficção científica Skyline - A Invasão, dirigida pelos irmãos Krause. O filme estreIU em cópias dubladas e legendadas. É de se esperar que, dada a formação destes quatro envolvidos, a maior preocupação esteja nos efeitos visuais, especialmente na criação dos temíveis alienígenas que tomam Los Angeles de assalto. Pilotando naves gigantescas, eles atraem os humanos com raios de luz azul e devoram impiedosamente os habitantes da cidade.
Ilhados num lu
xuoso apartamento, os amigos Jarrod (Eric Balfour) e Terry (Donald Faison) haviam se reencontrado há pouco tempo. Bem-sucedido no mundo da música pop, Terry quer que o amigo deixe Nova York e venha trabalhar com ele em Los Angeles. O plano parece em suspenso, agora que os alienígenas ameaçam liquidar a cidade - e não se sabe o que acontece além de suas fronteiras, porque as emissoras de televisão saíram do ar. Embora, curiosamente, o fornecimento de luz continue.Duas mulheres estão no apartamento, a esposa de Terry, Candice (Brittany Daniels), e a namorada de Jarrod, Elaine (Scottie Thompson) - que acaba de descobrir que está grávida. Um detalhe que não só cria tensão entre o casal como terá um sinistro desdobramento mais adiante na história.
A construção do roteiro é mínima. Os personagens se movimentam no espaço do apartamento, tentando escapar da visão de seus inimigos, além de controlar os suprimentos, que começam a escassear. Tudo indica que há poucos sobreviventes ao massacre e as perspectivas de uma expedição fora do prédio são as piores possíveis. Uma tentativa de escapar de carro resulta num enorme susto e algumas baixas.
Contando com um elenco em sua maioria vindo de séries de televisão - caso de David Zayas, de Dexter, que interpreta um zelador -, o filme não aposta muito no desenvolvimento dos personagens, que parecem meros pretextos para que os monstros do espaço os persigam, criando sequências de ação e novos efeitos especiais. A bem da verdade, nem tão sofisticados assim.Pode-se enxergar uma série de referências a outras produções do gênero, como os sucessos Independence Day, Guerra dos Mundos e, particularmente, Aliens - com cujos monstros estes daqui se parecem muito. Mas não há, de modo algum, a qualidade com que se podia contar naqueles exemplares. Skyline - A Invasão é explicitamente uma produção B, visando consumo rápido, possivelmente, de um público nada exigente. Ainda assim, os diretores foram ambiciosos, criando um final que aponta para uma sequência - com tudo para ser do mais puro horror.
'Megamente' faz do vilão o protagonista
Desenho que estreia nos cinemas em 3D pretende mostrar o que acontece quando a história é contada "pelo outro lado"
Os heróis que se cuidem, seus momentos de glória podem estar para terminar. Em Megamente, a nova animação da DreamWorks, esses momentos duram muito pouco, apenas alguns minutos. Na maior parte do tempo, quem fica sob os holofotes é, surpreendentemente, o vilão. Não é à toa que o filme leva o seu nome.Sob a direção de Tom McGrath - o mesmo de Madagascar - a animação pretende mostrar o que acontece quando a história é contada "pelo outro lado". Desta vez, não é mais o violão quem fica em segundo plano e aparece sempre furtivamente, só para atrasar o andamento da história. Isso é função do herói. Trazendo essa nova versão à tona, é possível perceber outra teoria embutida no roteiro, de Alan Schoolcraft e Brent Simons: o bem não vive sem o mal, e vice-versa.
No filme, o bem é representado por dois heróis, Metro Man e Titan. O primeiro, dublado por Brad Pitt na versão original e por Thiago Lacerda no Brasil, chega a lembrar Elvis Presley, ao esbanjar simpatia e confiança aos cidadãos de Metro City, que o admiram com veemência. Já o segundo, faz o tipo trapalhão, e é fruto de uma experiência que, definitivamente, não deu certo. No centro das atenções, Megamente faz o mal reinar pela história de forma desastrada e divertida, contando com a ajuda de seu fiel ajudante, o Criado, uma fusão de peixe, gorila e robô que acompanha o protagonista desde a infância. Todos esses personagens, com exceção do Criado, mantêm uma relação amorosa, às vezes não correspondida, com Rosane, uma corajosa jornalista que funciona como fio condutor por toda a história.
Tudo começa quando Megamente e Metro Man, seres de planetas que seriam destruídos, são enviados por seus pais para a Terra através de cápsulas de escape. Megamente, infortuno vilão, aterrissa em uma prisão. Metro Man, herói de sorte, vai parar em uma confortável casa de família abastada. A situação, no entanto, não dura por muito tempo. Quebrando os estigmas de que os heróis vão crescendo ao longo da trama e que as grandes batalhas são guardadas para o final, a animação põe Megamente e Metro Man em confronto logo de início, e dá a vitória ao protagonista.
Em Megamente, o vilão só ganha espaço graças ao seu carisma, capaz de cativar até os mais bonzinhos. Quanto mais quer ser levado a sério, tentando seguir padrões comportamentais de vilões tradicionais, mais Megamente pode arrancar gargalhadas do público, que, invariavelmente, se identifica com o protagonista. O estilo é típico de McGrath, que já disse ser um grande adorador de vilões, desde Darth Vader até Capitão Gancho. Para ele, os vilões são os personagens que têm as personalidades, figurinos e bordões mais interessantes.
Se todos os diretores passarem a pensar como McGrath, é bom que os heróis se reinventem, ou o mal, finalmente, vai reinar.
Woody Allen tem dessas coisas, quase sempre acerta, dificilmente erra e às vezes, bem, às vezes ele emplaca a coluna do meio. Pois bem, com Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, Woody está longe de conseguir fazer um filme chato ou brilhante. Fica naquele meio de caminho em que muitas vezes se encontram os bons piadistas quando caem em suas mãos piadas mais ou menos. Ou seria as piadas mais interessantes que os piadistas?
Em qualquer combinação, fato é que com sua nova comédia decorada pelas paisagens londrinas, o diretor, conhecido por ver em nossos fracassos fonte inesgotável para sua fina ironia judia, reúne personagens cujas derrotas pessoais dificilmente atingem aquele limite do absurdo, o momento em que, de fato, o fracasso se faz piada. Salvo, claro, nobre exceções - a citar a carismática senhora carente feita pela brilhante Gemma Jones e o escritor de uma obra só interpretado por Josh Brolin, bastante coerente em seu papel de macho beta de uma mulher alfa.
A tecelagem da trama se constrói da seguinte forma: Helena (Gemma Jones) acaba de se divorciar de Alfie (Anthony Hopkins), que pediu a separação legal após ter descoberto os benefícios de pílulas azuis e alguns satisfatórios exames médicos de rotina. Andando sobre esse abismo da solidão após décadas de casamento, Helena precisa de uma voz amiga. Nada melhor que uma vidente bem remunerada para legitimar a reconfortante ideia que dias melhores virão.
Sally (Naomi Watts), filha de Helena, apoia a mãe em sua resolução de "o futuro a gente compra" e, enquanto tenta lidar com os novos interesses paranormais da família, precisa decodificar um possível flerte entre ela e seu novo chefe (Antonio Banderas) e simultaneamente encarar a sombra de um marido (Josh Brolin) que 1) ainda não lhe deu filhos e 2) não paga as contas da casa. Em suma: Roy, um ex-proeminente escritor, parece ser um item supérfluo à casa. Ciente de seu status zero à esquerda, ele espia pela janela do quarto uma chance de começar tudo de novo, como se a irresponsaibilidade de uma nova paixão pudesse curar sua ineficiência criativa.A moça do outro lado do edifício se chama Dia (Freida Pinto) e, como todas as moças que se espia pela janela, ela é completamente desavisada das angústias de seus secretos admiradores.
Em outras palavras: na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença e, principalmente, na aventura ou no tédio, todos sempre procuram alguém para chamar de seu. O argumento não é novo à filmografia de Woody Allen. Há de se dizer, aliás, que esta incessante busca de cada um por suas respectiva tampa está na base dos melhores trabalhos do diretor. O que acontece neste filme é que Allen picota vários enredos interessantes em pequenos contos café com leite. A voz narradora, tão bem usada em Vicky Cristina Barcelona, ainda tenta nos dar esse distanciamento irônico do contador de histórias, mas não consegue desfazer a impressão de cada um dos personagens acima citado poderia um pouco mais.CINEMA CEARÁ
FESTIVAL DE CINEMA DE MARACANAÚ COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA, 14
O I Festcine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias, evento com entrada franca, será realizado entre os dias 14 e 19 de dezembro, sempre às 19h, no Cine Teatro Dorian Sampaio. Participam das mostras competitivas de curtas e longas metragens, produções nacionais - Rio de Janeiro, Paraíba, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Brasília e Ceará - e internacionais, oriundas de países como Argentina, México, Venezuela, Portugal e Chile. Na programação, a Mostra Rodolfo Teófilo, de curtas-metragens produzidos na Região Metropolitana; Mostra Competitiva de longas e curtas metragens; e Novas Mídias, mostra de vídeos de até 05 minutos, produzidos em formato digital - câmeras fotográficas, celular, web cam, dentre outros.
Nos dias 18 e 19 de dezembro, seminários e palestras de Catalina Horta del Picó, produtora executiva, diretora da Escola de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás Talca, do Chile e ex-produtora executiva da Time For Fun - T4F, responsável pela vinda do Cirque du Soleil ao Brasil em 2009; e Francisco Inostroza Lara, comunicador audiovisual, diretor de Cinema, professor de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás Talca, do Chile e diretor do curta El Circo, De La Luces.
O I Festcine Maracanaú é realizado pela Abraham Filmes Digitais e co-produzido pela Mungango Produções, sob a direção geral de Afonso Celso e produção executiva de Erivaldo Casimiro. Patrocínio da Coelce, Banco do Nordeste, Vivo Empresas, Logos Soluções. Parceria do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult). Apoio cultural, Porto da Aldeia e Ceará Segurança. Apoio institucional do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura Municipal de Maracanaú, Fundação Cultural de Maracanaú e Governo Federal.
PROGRAMAÇÃO
14/12 - TERÇA-FEIRA
19h30 CERIMÔNIA DE ABERTURA DO 1º FESTCINE MARACANAÚ
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
20h MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
Curta Metragem: Na Casa ao lado
Ficção, 6’23”, Brasil, 2009
Direção: Naiara Rimoli – Classificação: Livre
Curta Metragem: Humanoide no Robot
Ficção/Animação, 20’, Chile, 2010
Direção: Ignacio Ruiz – Classificação: Livre
Short Film Corner 63º Festival de Cannes
Longa Metragem: Navidad
Ficção, 103’, França/Chile
Direção: Sebastian Lelio e Manuela Martelli – Classificação: 12 anos
Cannes 2009, Quinzaine des Réalisateurs
15/12 - QUARTA-FEIRA
19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: Ao Meu Pai com Carinho
Ficção, 15’, Brasil - SP, 2010
Direção: Fausto Noro – Classificação: Livre
Curta Metragem: Quando as Cores Somem
Animação, 15’, Brasil - SP, 2009
Direção: Luciano Lagares – Classificação: Livre
Curta Metragem: Garoto Barba
Ficção, 14’, Brasil - PR, 2010
Direção: Christopher Faust – Classificação: Livre
Curta Metragem: El Circo, De las Luces
Ficção, 13’27”, Chile, 2009
Direção: Francisco Inostroza – Classificação: Livre
Longa Metragem: La Tigra, Chaco
Ficção, 75’, Argentina, 2009
Direção: Federico Godfrid e Juan Sasiaín – Classificação: 10 anos
16/12 - QUINTA-FEIRA
19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: Fractais Sertanejo
DOC, 19’, Brasil - CE, 2009
Direção: Heraldo Cavalcanti – Classificação: Livre
Curta Metragem: Homem-Bomba
Ficção, 13’, Brasil - RJ, 2009
Direção: Tarcísio Lara – Classificação: Livre
Curta Metragem: O Anão que Virou Gigante
Animação, 10’, Brasil - RJ, 2008
Direção: Marão – Classificação: Livre
Curta Metragem: Consequências
Ficção, 14’, Portugal, 2009
Direção: Luís Ismael – Classificação: 12 anos
Longa Metragem: Mergulho
Ficção, 102’, Brasil – RJ - 2010
Direção: Pedro Ferreira
17/12 - SEXTA-FEIRA
19h Lançamento do livro Ensaios de Cinema, de L.G. de Miranda Leão.
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: O Som do Tempo
DOC, 10’, Brasil - CE, 2009
Direção: Petrus Cariry – Classificação: Livre
Curta Metragem: Os Anjos do Meio da Praça
Animação, 10’30”, Brasil - SP, 2009
Direção: Alê Camargo – Classificação: Livre
Curta Metragem: Borra de Café
Ficção, 18’, Brasil - PB, 2009
Direção: Aluízio Guimarães – Classificação: 12 anos
Curta Metragem: Toto – Um Artista Del Hambre
Ficção, 20’, Chile, 2008
Direção: Pablo Stephens – Classificação: 10 anos
Longa Metragem: Morenita, El Escándalo
Ficção, 92’, México, 2008
Direção: Alan Jonsson – Classificação: 14 anos
18/12 - SÁBADO
10h SEMINÁRIO INTERNACIONAL
Tema: Diferentes formas de co-produção e comercialização de produtos audiovisuais
Participantes: Catalina Horta del Picó, Produtora Executiva, Diretora da Escola de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás, Talca, Chile e Francisco Inostroza Lara, Comunicador Audiovisual, Diretor de Cinema, Professor Comunicação Audiovisual Digital Universidade Santo Tomás Talca, Chile.
15h MOSTRA NOVAS MÍDIAS
On line, Caroline Cardoso e Gabriel Carvalho, Palmas-TO,
Basta um pé...e uma mão, Leila Dias, Palmas-TO
Todas as Línguas, Merck Miranda, Palmas-TO
Dois Caras, André Araujo, Palmas-TO
Bulling, Warlla Christye, Palmas-TO
15h20 MOSTRA RODOLFO TEÓFILO
Rodolpho Theóphilo, Eriberta Nogueira, DOC, 20’
Incelença da Perseguida, Silvio Gurjão, Ficção, 14’
Deus Lhe Pague, Raylka Franklin, 13
Arte in Foco – A Arte em Maracanaú - Ana Beatriz, 15’
19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: Dever Cumprido
Ficção, 14’, Brasil - CE, 2010
Direção: Célia Gurgel – Classificação: Livre
Curta Metragem: Áurea
Ficção, 16’, Brasil - RJ, 2009
Direção: Zeca Ferreira – Classificação: Livre
Curta Metragem: Vela ao Crucificado
Ficção, 13’, Brasil - MA, 2009
Direção: Frederico Machado – Classificação: Livre
Curta Metragem: Sitiados
Ficção, 13”, Brasil - RJ, 2009
Direção: Marcello Quintela e Boynard – Classificação: 10 anos
Curta Metragem: Vozes
DOC, 19’, Brasil - RJ, 2009
Direção: Ana Costa – Classificação: Livre
Longa Metragem: Perdão Mister Fiel
DOC, 95’, Brasil-DF, 2009
Direção: Jorge Oliveira – Classificação: 14 anos
19/12 - DOMINGO
10h SEMINÁRIO INTERNACIONAL
Tema: Produção Executiva e as Mídias Digitais.
Participantes: Catalina Horta del Picó, Produtora Executiva, Diretora da Escola de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás, Talca, Chile.
15h MOSTRA RODOLFO TEÓFILO
Mães de Metal, DOC, George Andreoni, 20’
Porque as Coisas são Assim, Animação, Michelline Helena, 5’34”
Massafeira Livre, DOC, Robério Araújo, 20’
Doc.Rock City – A Cena Roqueira de Maracanaú, 17’14”
20h CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO E PREMIAÇÃO
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Exibição Especial
O Luiz de Fortaleza
DOC, 14’, Brasil – CE
Direção e Produção: Afonso Celso
Atração Cultural
Tião Simpatia - Repentista, Cantor e Compositor.
O I Festcine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias, evento com entrada franca, será realizado entre os dias 14 e 19 de dezembro, sempre às 19h, no Cine Teatro Dorian Sampaio. Participam das mostras competitivas de curtas e longas metragens, produções nacionais - Rio de Janeiro, Paraíba, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Brasília e Ceará - e internacionais, oriundas de países como Argentina, México, Venezuela, Portugal e Chile. Na programação, a Mostra Rodolfo Teófilo, de curtas-metragens produzidos na Região Metropolitana; Mostra Competitiva de longas e curtas metragens; e Novas Mídias, mostra de vídeos de até 05 minutos, produzidos em formato digital - câmeras fotográficas, celular, web cam, dentre outros.Nos dias 18 e 19 de dezembro, seminários e palestras de Catalina Horta del Picó, produtora executiva, diretora da Escola de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás Talca, do Chile e ex-produtora executiva da Time For Fun - T4F, responsável pela vinda do Cirque du Soleil ao Brasil em 2009; e Francisco Inostroza Lara, comunicador audiovisual, diretor de Cinema, professor de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás Talca, do Chile e diretor do curta El Circo, De La Luces.
O I Festcine Maracanaú é realizado pela Abraham Filmes Digitais e co-produzido pela Mungango Produções, sob a direção geral de Afonso Celso e produção executiva de Erivaldo Casimiro. Patrocínio da Coelce, Banco do Nordeste, Vivo Empresas, Logos Soluções. Parceria do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult). Apoio cultural, Porto da Aldeia e Ceará Segurança. Apoio institucional do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura Municipal de Maracanaú, Fundação Cultural de Maracanaú e Governo Federal.
PROGRAMAÇÃO14/12 - TERÇA-FEIRA
19h30 CERIMÔNIA DE ABERTURA DO 1º FESTCINE MARACANAÚ
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
20h MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
Curta Metragem: Na Casa ao lado
Ficção, 6’23”, Brasil, 2009
Direção: Naiara Rimoli – Classificação: Livre
Curta Metragem: Humanoide no Robot
Ficção/Animação, 20’, Chile, 2010
Direção: Ignacio Ruiz – Classificação: Livre
Short Film Corner 63º Festival de Cannes
Longa Metragem: Navidad
Ficção, 103’, França/Chile
Direção: Sebastian Lelio e Manuela Martelli – Classificação: 12 anos
Cannes 2009, Quinzaine des Réalisateurs
15/12 - QUARTA-FEIRA19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: Ao Meu Pai com Carinho
Ficção, 15’, Brasil - SP, 2010
Direção: Fausto Noro – Classificação: Livre
Curta Metragem: Quando as Cores Somem
Animação, 15’, Brasil - SP, 2009
Direção: Luciano Lagares – Classificação: Livre
Curta Metragem: Garoto Barba
Ficção, 14’, Brasil - PR, 2010
Direção: Christopher Faust – Classificação: Livre
Curta Metragem: El Circo, De las Luces
Ficção, 13’27”, Chile, 2009
Direção: Francisco Inostroza – Classificação: Livre
Longa Metragem: La Tigra, Chaco
Ficção, 75’, Argentina, 2009
Direção: Federico Godfrid e Juan Sasiaín – Classificação: 10 anos
16/12 - QUINTA-FEIRA19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: Fractais Sertanejo
DOC, 19’, Brasil - CE, 2009
Direção: Heraldo Cavalcanti – Classificação: Livre
Curta Metragem: Homem-Bomba
Ficção, 13’, Brasil - RJ, 2009
Direção: Tarcísio Lara – Classificação: Livre
Curta Metragem: O Anão que Virou Gigante
Animação, 10’, Brasil - RJ, 2008
Direção: Marão – Classificação: Livre
Curta Metragem: Consequências
Ficção, 14’, Portugal, 2009
Direção: Luís Ismael – Classificação: 12 anos
Longa Metragem: Mergulho
Ficção, 102’, Brasil – RJ - 2010
Direção: Pedro Ferreira
17/12 - SEXTA-FEIRA
19h Lançamento do livro Ensaios de Cinema, de L.G. de Miranda Leão.
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: O Som do Tempo
DOC, 10’, Brasil - CE, 2009
Direção: Petrus Cariry – Classificação: Livre
Curta Metragem: Os Anjos do Meio da Praça
Animação, 10’30”, Brasil - SP, 2009
Direção: Alê Camargo – Classificação: Livre
Curta Metragem: Borra de Café
Ficção, 18’, Brasil - PB, 2009
Direção: Aluízio Guimarães – Classificação: 12 anos
Curta Metragem: Toto – Um Artista Del Hambre
Ficção, 20’, Chile, 2008
Direção: Pablo Stephens – Classificação: 10 anos
Longa Metragem: Morenita, El Escándalo
Ficção, 92’, México, 2008
Direção: Alan Jonsson – Classificação: 14 anos
18/12 - SÁBADO
10h SEMINÁRIO INTERNACIONAL
Tema: Diferentes formas de co-produção e comercialização de produtos audiovisuais
Participantes: Catalina Horta del Picó, Produtora Executiva, Diretora da Escola de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás, Talca, Chile e Francisco Inostroza Lara, Comunicador Audiovisual, Diretor de Cinema, Professor Comunicação Audiovisual Digital Universidade Santo Tomás Talca, Chile.
15h MOSTRA NOVAS MÍDIAS
On line, Caroline Cardoso e Gabriel Carvalho, Palmas-TO,
Basta um pé...e uma mão, Leila Dias, Palmas-TO
Todas as Línguas, Merck Miranda, Palmas-TO
Dois Caras, André Araujo, Palmas-TO
Bulling, Warlla Christye, Palmas-TO
15h20 MOSTRA RODOLFO TEÓFILO
Rodolpho Theóphilo, Eriberta Nogueira, DOC, 20’
Incelença da Perseguida, Silvio Gurjão, Ficção, 14’
Deus Lhe Pague, Raylka Franklin, 13
Arte in Foco – A Arte em Maracanaú - Ana Beatriz, 15’
19h30 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA E LONGA METRAGEM
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Curta Metragem: Dever Cumprido
Ficção, 14’, Brasil - CE, 2010
Direção: Célia Gurgel – Classificação: Livre
Curta Metragem: Áurea
Ficção, 16’, Brasil - RJ, 2009
Direção: Zeca Ferreira – Classificação: Livre
Curta Metragem: Vela ao Crucificado
Ficção, 13’, Brasil - MA, 2009
Direção: Frederico Machado – Classificação: Livre
Curta Metragem: Sitiados
Ficção, 13”, Brasil - RJ, 2009
Direção: Marcello Quintela e Boynard – Classificação: 10 anos
Curta Metragem: Vozes
DOC, 19’, Brasil - RJ, 2009
Direção: Ana Costa – Classificação: Livre
Longa Metragem: Perdão Mister Fiel
DOC, 95’, Brasil-DF, 2009
Direção: Jorge Oliveira – Classificação: 14 anos
19/12 - DOMINGO
10h SEMINÁRIO INTERNACIONAL
Tema: Produção Executiva e as Mídias Digitais.
Participantes: Catalina Horta del Picó, Produtora Executiva, Diretora da Escola de Comunicação Audiovisual Digital da Universidade Santo Tomás, Talca, Chile.
15h MOSTRA RODOLFO TEÓFILO
Mães de Metal, DOC, George Andreoni, 20’
Porque as Coisas são Assim, Animação, Michelline Helena, 5’34”
Massafeira Livre, DOC, Robério Araújo, 20’
Doc.Rock City – A Cena Roqueira de Maracanaú, 17’14”
20h CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO E PREMIAÇÃO
FUNCULT – Fundação de Cultura de Maracanaú
Cine Teatro Dorian Sampaio
Exibição Especial
O Luiz de Fortaleza
DOC, 14’, Brasil – CE
Direção e Produção: Afonso Celso
Atração Cultural
Tião Simpatia - Repentista, Cantor e Compositor.
CINEMA NACIONAL
O Cangaceiro, maior sucesso internacional da história do cinema brasileiro, passa por processo de restauro
Relançamento inclui box de DVDs e mostra itinerante
Um patrimônio importantíssimo do Cinema Brasileiro está em fase final de restauração: o longa metragem: O Cangaceiro, vencedor de dois prêmios no Festival de Cannes, e maior sucesso internacional de público de toda a história do nosso cinema, está prestes a ser descoberto pelas novas gerações e redescoberto pelas antigas.
Dirigido em 1953 por Lima Barreto, O Cangaceiro está passando por um cuidadoso processo de restauração fotoquímico e digital que disponibilizará novas cópias para cinema e um box de DVDs já no início de 2011.
Segundo Patrícia di Filippi, Diretora Técnica e responsável pelo restauro na Cinemateca Brasileira, “já foram realizadas as análises de todos os materiais disponíveis para o restauro e escolhidas todas as matrizes. Foi feita também a captura digital do som para o restauro do áudio, que já está concluído”. Mais importante até que a parte técnica, Patrícia destaca que “o restauro deve ser visto como a compreensão do todo da obra. Com o passar do tempo, o filme sofre mutilações de várias naturezas, e o empenho do restauro é exatamente chegar na obra original. O Cangaceiro, por exemplo, teve várias cópias, sendo necessário um estudo minucioso para a compreensão da obra como por inteiro", finaliza.
A previsão é de que o restauro completo da imagem seja finalizado ainda neste mês de dezembro, e que a junção da imagem com o som esteja pronta em janeiro, finalizando assim todo o processo.
“A partir daí – diz Sérgio Martinelli, produtor que viabilizou a restauração - haverá o lançamento da nova cópia na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, bem como de um box contendo dois DVDs. No primeiro, haverá o filme restaurado. O segundo disco, para efeito de comparação histórica, trará uma cópia sem restauração e vários extras”.
Entre os extras, mais de 200 fotos still de cenas e bastidores da filmagem, um pequeno documentário mostrando o processo de restauro, e depoimentos de artistas, técnicos e profissionais envolvidos com O Cangaceiro.
“A idéia é que as cópias novas e restauradas possam viajar pelo país compondo Mostras e revelando para quem não conhece este que é um dos filmes mais importantes da história do cinema brasileiro”, conclui Martinelli.
Sobre o filme
O Cangaceiro foi produzido em 1953 pela Cinematográfica Vera Cruz, escrito edirigido por Lima Barreto, com diálogos de Rachel de Queiroz. Inspirado na figura mítica do cangaceiro Lampião, a obra ganhou dois prêmios no Festival de Cannes: Melhor Filme de Aventuras e Melhor Trilha Sonora, com a inesquecível "Olê muié rendeira" interpretada por Vanja Orico, com arranjos do maestro Gabriel Migliori e coro dos Demônios da Garoa.
Durante as filmagens, os Demônios da Garoa conheceram Adoniran Barbosa, que atuava como ator do filme, e a partir daí desenvolveram uma das parcerias de maior sucesso e longevidade da música brasileira.
Foi filmado em Vargem Grande do Sul, interior do estado de São Paulo.
Distribuído pela Columbia, é o filme brasileiro de maior sucesso internacional de todos os tempos, vendido para mais de 80 países. Só na França, ficou dois anos em cartaz.
Relançamento inclui box de DVDs e mostra itineranteUm patrimônio importantíssimo do Cinema Brasileiro está em fase final de restauração: o longa metragem: O Cangaceiro, vencedor de dois prêmios no Festival de Cannes, e maior sucesso internacional de público de toda a história do nosso cinema, está prestes a ser descoberto pelas novas gerações e redescoberto pelas antigas.
Dirigido em 1953 por Lima Barreto, O Cangaceiro está passando por um cuidadoso processo de restauração fotoquímico e digital que disponibilizará novas cópias para cinema e um box de DVDs já no início de 2011.
Segundo Patrícia di Filippi, Diretora Técnica e responsável pelo restauro na Cinemateca Brasileira, “já foram realizadas as análises de todos os materiais disponíveis para o restauro e escolhidas todas as matrizes. Foi feita também a captura digital do som para o restauro do áudio, que já está concluído”. Mais importante até que a parte técnica, Patrícia destaca que “o restauro deve ser visto como a compreensão do todo da obra. Com o passar do tempo, o filme sofre mutilações de várias naturezas, e o empenho do restauro é exatamente chegar na obra original. O Cangaceiro, por exemplo, teve várias cópias, sendo necessário um estudo minucioso para a compreensão da obra como por inteiro", finaliza.
A previsão é de que o restauro completo da imagem seja finalizado ainda neste mês de dezembro, e que a junção da imagem com o som esteja pronta em janeiro, finalizando assim todo o processo.
“A partir daí – diz Sérgio Martinelli, produtor que viabilizou a restauração - haverá o lançamento da nova cópia na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, bem como de um box contendo dois DVDs. No primeiro, haverá o filme restaurado. O segundo disco, para efeito de comparação histórica, trará uma cópia sem restauração e vários extras”.
Entre os extras, mais de 200 fotos still de cenas e bastidores da filmagem, um pequeno documentário mostrando o processo de restauro, e depoimentos de artistas, técnicos e profissionais envolvidos com O Cangaceiro.
“A idéia é que as cópias novas e restauradas possam viajar pelo país compondo Mostras e revelando para quem não conhece este que é um dos filmes mais importantes da história do cinema brasileiro”, conclui Martinelli.
Sobre o filme
O Cangaceiro foi produzido em 1953 pela Cinematográfica Vera Cruz, escrito edirigido por Lima Barreto, com diálogos de Rachel de Queiroz. Inspirado na figura mítica do cangaceiro Lampião, a obra ganhou dois prêmios no Festival de Cannes: Melhor Filme de Aventuras e Melhor Trilha Sonora, com a inesquecível "Olê muié rendeira" interpretada por Vanja Orico, com arranjos do maestro Gabriel Migliori e coro dos Demônios da Garoa.
Durante as filmagens, os Demônios da Garoa conheceram Adoniran Barbosa, que atuava como ator do filme, e a partir daí desenvolveram uma das parcerias de maior sucesso e longevidade da música brasileira.
Foi filmado em Vargem Grande do Sul, interior do estado de São Paulo.
Distribuído pela Columbia, é o filme brasileiro de maior sucesso internacional de todos os tempos, vendido para mais de 80 países. Só na França, ficou dois anos em cartaz.
CONCURSOS, PROMOÇÕES, EDITAIS
Secultfor divulga resultado da primeira fase do edital de Música
Os selecionados têm um prazo de cinco dias úteis para apresentar a documentação
A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), divulga o resultado da primeira etapa de seleção do edital de música, um dos 10 Editais das Artes lançados em 2010. Foram selecionados 26 projetos em cinco categorias. Os selecionados devem apresentar a documentação exigida no edital em cinco dias úteis para a habilitação técnica e jurídico-fiscal. O resultado da seleção está disponível no portal da Prefeitura de Fortaleza (www.fortaleza.ce.gov.br) e no site da Secultfor (www.fortaleza.ce.gov.br/cultura).
Serão destinados para os selecionados nas duas etapas um montante total de R$ 350 mil. Somente serão contemplados os projetos aprovados nas duas etapas.
Os selecionados têm um prazo de cinco dias úteis para apresentar a documentação
A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), divulga o resultado da primeira etapa de seleção do edital de música, um dos 10 Editais das Artes lançados em 2010. Foram selecionados 26 projetos em cinco categorias. Os selecionados devem apresentar a documentação exigida no edital em cinco dias úteis para a habilitação técnica e jurídico-fiscal. O resultado da seleção está disponível no portal da Prefeitura de Fortaleza (www.fortaleza.ce.gov.br) e no site da Secultfor (www.fortaleza.ce.gov.br/cultura).
Serão destinados para os selecionados nas duas etapas um montante total de R$ 350 mil. Somente serão contemplados os projetos aprovados nas duas etapas.
DIVIRTA-CE COBERTURAS
DIVIRTA-CE NA ALFÂNDEGA CARIOCA
Veja fotos e vídeo de Felipe Muniz Palhano no coquetel de reinauguração da boate Alfândega, do Mucuripe Club

















Veja fotos e vídeo de Felipe Muniz Palhano no coquetel de reinauguração da boate Alfândega, do Mucuripe Club
ESPORTES

Greenish Surf Master no Paracuru
A última etapa do GREENISH Surf Master teve seu início neste sábado, 11/12, em boas ondas na Praia da Boca do Poço.
Os primeiros veteranos a entrar dentro d’água foram os competidores da categoria Master Sênior seguidos pelos atletas da Grand Master e Longboarder. As disputas incendiaram a Boca do Poço e como se esperava, os masters cearense deram show de surf.
Após uma breve pausa para o almoço foi a vez das categorias Vetran e Master Sênior iniciarem seus embates.O grande destaque do primeiro dia de competição foi o local do Paracuru: Roger Power. Logo na sua bateria de estreia ele mostrou que conhece o pico e pegando a maior onda do dia na opinião dos observadores.
Outro grande destaque foi o retorno de Sérgio Cavalcante às competições. Recém recuperado de uma séria lesão que o tirou alguns meses do esporte que é sua vida, Cavalcante mostrou que está com sede de ‘água salgada’ e mais uma vez provou sua incrível capacidade de se reerguer e seguir em frente, mostrando o que melhor ele sabe fazer: pegar ondas em alto rendimento.
Dentre os mais antigos, destaque para Marco Aurélio que continua a se mostrar um atleta muito competitivo e experiente.A grande sensação do primeiro dia foram as disputas da categoria Pais e Filhos. Concebida para estimular a presença das famílias neste grande evento, a categoria roubou a cena e concentrou todas as atenções nas disputas entre duplas formadas por pais e seus filhos.
Neste domingo o evento seguiu com as disputas das categorias Veteran, seguida pela Master Sênior, Grand Master e Veteran.
Com o significativo número de 67 inscrições a última etapa do Circuito GREENISH Surf Master 2010 comprova o sucesso de sua receita e deixa bem claro que o surf precisa de eventos dessa natureza, onde o clima de fraternidade venha suplantar as rivalidades competitivas dentro d’água construindo uma nova história para o surf cearense.O "Greenish Surf Master" é um oferecimento de GREENISH e Governo do Estado do Ceará. Apoio: D' Cofibras, Keahana, ASD Surfboards, Longarina Surf Shop e Aldeia Kurumicuara. Promoção: Atitude Eventos. Realização: Associação de Surf Master do Ceará - ASMC
Tcheco Libor Podmol vence Night of the Jumps em Fortaleza e se consagra campeão mundial
O tcheco Libor Podmol venceu a última etapa deste ano do Night of The Jumps – Campeonato Mundial de MotoCross Freestyle, em Fortaleza, neste domingo (12/12) e com esse resultado tornou-se campeão mundial da modalidade pela primeira vez.“Estou muito feliz pelo campeonato. Ainda me divirto muito competindo e isso é importante. Dedico esse título à minha família, amigos e todos que trabalharam duro comigo durante o ano”, afirmou Libor. Após sua última volta, ainda sobre a rampa, Podmol disse que estava muito feliz por não ter cometido erros e agradeceu a força que o público passou durante a apresentação.
O segundo e o terceiro lugar da etapa de Fortaleza ficaram com os franceses Brice Izzo e Remi Bizouard, respectivamente. No ranking mundial, o segundo melhor do mundo de 2010 foi Izzo novamente seguido pelo espanhol “El Loco” Jose Miralles.
O Castelão presenciou uma noite espetacular repleta de manobras ousadas. As 20 mil pessoas puderam ver o que é adrenalina. A cada salto, o que se via era o público em pé e de boca aberta sem acreditar que aquilo é possível e o que se comentava era o frio na barriga quando as manobras eram realizadas.A grande final foi disputada pelos seis mais bem colocados na Classificatória. Os pilotos tinham direito a 110 segundos ou 10 manobras, além do “Double Up”, um salto em que a pontuação conta em dobro. A maior e a menor nota foram descartadas e as outras três definiram o resultado. Entre a fase classificatória e a grande final, houve ainda a disputa “Best Whip”, onde os pilotos competiam de dois em dois e ganhava quem conseguia “entortar mais a moto”, como explicou o piloto brasileiro Gilmar Flores, “Joaninha”. O chileno Javier Villegas conquistou o troféu dessa categoria.
Logo depois foi a vez do “Highest
Air”, competição do salto mais alto, em que os pilotos tinham que passar por uma uma trave posicionada em cima da rampa sem derrubá-la. O italiano Massimo Bianconcini conseguiu seu trofeu saltando uma altura de 6 metros e 80 centímetros.Entre os brasileiros o melhor colocado foi Gilmar Flores “Joaninha”, com a décima posição. Em seguida vieram Marcelo Simões, Fred Kyrillos, Octavio Neto (o Tatá) e o cearense Cláudio Rocha, que marcou sua estreia no mundial competindo em casa. A etapa brasileira do Night of The Jumps aconteceu pela quarta vez consecutiva em Fortaleza.
O evento contou com uma megaestrutura, que transformou o estádio em uma verdadeira arena de shows, com quatro rampas de ferro e três de areia que deram asas à elite mundial do Motocross Freestyle. Os atletas chegaram a fazer manobras a uma altura equivalente a um prédio de quatro andares. A avaliação levou em conta estilo dos saltos, nível de dificuldade da manobra, exploração do percurso e até mesmo a reação do público.O Night of The Jumps – Campeonato Mundial de MotoCross Freestyle é uma realização da T’AI Produções e Eventos e do International Freestyle MotoCross (IFMXF), com apoio da Confederação Brasileira de Motociclismo e da Federação de Motociclismo do Ceará (FMC) e patrocínio do Governo do Estado do Ceará através da Secretaria de Esporte.
RESULTADO FINALResultado da Etapa de Fortaleza do Night of The Jumps – Campeonato Mundial de MotoCross Freestyle:
1º – Libor Podmol (CZE)
2º – Brice Izzo (FRA)
3º – Remi Bizouard (FRA)
4º – Javier Villegas (CHI)
5º – Jose Miralles (ESP)
6º – David Rinaldo (FRA)
7º – Massimo Bianconcini (ITA)
8º – Fabian Bauersachs (GER)
9º – Hannes Ackermann (GER)
10º – Gilmar Flores (BRA)
11º – Marcelo Simões (BRA)
12º – Fred Kyrillos (BRA)
13º – Octavio Neto (BRA)
14º – Cláudio Rocha (BRA)
VITÓRIA CEARENSE NO DESAFIO BRASILEIRO DE BODYBOARDING NA PRAIA DO FUTURO
O campeão da etapa encerrada no domingo do Super Bodyboarding Ceará foi o atleta Tainan Monte, que virou a bateria nos instantes finais deixando Fábio Rodrigues na segunda colocação, Ricardo Barbosa que também fez final no sábado ficou em terceiro e o pentacampeão brasileiro Roberto Bruno ficou na quarta colocação.
Na disputa do sábado, Marcelo Freitas vinha alternado com o seu irmão, Eduardo Freitas, a liderança das baterias. Mas Marcelo mostrou todo seu potencial nas ondas da Praia do Futuro e com boas variações e projeções em suas manobras, ele faturou a etapa emboçando um prêmio de R$ 1.600,00 e entrando de vez na briga do título desta temporada, deixando Eduardo Freitas na segunda colocação. Já os atletas José Willame e Ricardo Barbosa ficaram em terceiro e quarto colocados, respectivamente.
No Feminino, a pernambucana de apenas 15 anos, Kirtys Montenegro, foi o destaque vencendo a etapa deixando a atleta Patrícia Setubal na segunda colocação, com Ana Lívia e a potiguar Aline Melo, terceira e quarta colocadas.
"Foi uma satisfação fazer um evento de nível nacional. Esse sucesso tem uma participação fundamental das entidades organizadoras do Bodyboard no Ceará, como a Liga Cearense de Bodyboarding, Associação de Bodyboarding de Fortaleza e Federação de Bodyboaarding do Ceará que se uniram em prol do fortalecimento da modalidade no Ceará ", disse o diretor da Classic Promoções, Ailton Júnior.
O presidente da Confederação Brasileira de Bodyboarding, Edmar Resende, acompanhou o Desafio Brasileiro de Bodyboarding em Fortaleza. "A capital cearense tem tudo para fazer uma grande etapa do Brasileiro pois tem estrutura, boas ondas e grandes atletas no cenário nacional e internacional. Queremos uma etapa para o segundo semestre de 2011", completou Edmar Resende.
O Desafio Brasileiro de Bodyboarding 2010 tem apresentação da Fish, apoio da loja High Score Boardshop, Rádio Mix FM, Jornal O Povo, Pranchas Genesis, Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Confederação Brasileira de Bodyboard, e conta com a realização da Federação de Bodyboard do Ceará e Classic Promoções.
Resultado oficial do sábado:
Pro Masculino:
1 – Marcelo Freitas (CE)
2 – Eduardo Freitas (CE)
3 – José Willame (CE)
4 – Ricardo Barbosa (CE)
Pro Feminino:
1 – Kirtys Montenegro (PE)
2 – Patrícia Setubal (CE)
3 – Ana Lívia (CE)
4 – Aline Melo (RN)
Resultado oficial do Domingo:
Pro Masculino:
1 – Tainan Monte (CE)
2 – Fábio Rodrigues (CE)
3 – Ricardo Barbosa (CE)
4 – Roberto Bruno (CE)
Pro Feminino:
1 – Patrícia Setubal (CE)
2 – Aline Melo (RN)
3 – Marília Alencar (CE)
4 – Kirtys Montenegro (PE)
Resultado oficial Geral do Desafio Brasileiro de Bodyboarding 2010.
Pro Masculino:
Campeão - Marcelo Freitas (CE)
Pro Feminino:
Campeã - Patrícia Setubal (CE)
Foto: Pódio Paulo Roberto. Foto Ação: Sidnei Machado
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