CRÔNICAS, ARTIGOS

Formatação

A conexão João Pessoa

Reagi com muito contentamento ao anúncio de que o cantor e compositor Chico César assumira a presidência executiva da Fundação Cultural da cidade de João Pessoa. Pensei logo no quão essa feliz escolha do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) traz de força simbólica e capacidade de realização para a capital paraibana e, consequentemente, para a região nordestina. Chico conhece bem a cidade, viveu nela e está com ela desde o grupo Jaguaribe Carne às recentes turnês com o Quinteto da Paraíba.

A gestão de Chico César pode ser um bom laboratório da nova política de cultura do ministro Juca Ferreira, voltada para o fazer cultural dos que realmente fazem cultura. O perfil do autor de ´De uns tempos pra cá´ se coaduna com os esforços do Ministério da Cultura (MinC) de reflorescimento da produção cultural por meio da vitalização do serviço público de cultura para a diversidade e a integração.

A experiência de Chico César é muito necessária para a complexidade de uma ação cultural voltada para a democratização, o diálogo e integração do local entre si e com o global, onde as redes sociais e a multiplicidade de comunidades físicas e virtuais acontecem para além do tempo real. São desafios que requerem maturidade, discernimento, vivência, enfim, existência.

Chico tem uma obra identificada com a paixão humana e com as causas sociais. Sua poética, sua musicalidade e sua figura pública estão pontuadas de inconformismos perante toda sorte de assimetrias culturais, econômicas e políticas. Como artista independente e intelectual atento ele dispõe de organicidade para contribuir com a produção de rumos, com a articulação, com o redesenho do papel dos órgãos públicos na ação transdisciplinar da cultura.

Ele não é celebridade apenas porque se tornou midiático. Ele é personalidade porque tem conteúdo, tem consistência em seu trabalho e tem compromisso com a vida. Tem algo positivo a agregar, a dizer, a criticar, a fazer. É popular, com requinte. Tem a inspiração dos que conseguem cuidar da arte que se tradicionaliza e, ao mesmo tempo, instigar a que se renova a todo instante. Chico César é o novo e o antigo, o local e o universal.

Para conciliar o cargo com a carreira, ele vai adotar a estratégia de Gilberto Gil quando foi ministro da cultura. Durante a semana será secretário em João Pessoa e nos finais de semana fará shows pelo mundo afora. Está provado que é possível conciliar. Antes de qualquer coisa, uma política cultural deve ser bússola, deve ter azimute e norte magnético para resultar em objetivação da cultura integral, na qual a oportunidade de visibilidade vai ao encontro do direito de acesso.

O maior desafio de um gestor de cultura é o de potencializar os estados sociais alienados para que percebam a política da cultura, sua relação com a educação e com o desenvolvimento sócio-econômico. Como equilibrar e desequilibrar, como unir e espalhar, como coesionar e extrapolar as necessidades e os desejos das partes e do todo. Como calcular de modo realista as relações de força e como priorizar o que precisa ser priorizado.

A luta econômica e a luta política são antes de tudo cultural. Cultura é política. A arte é política, o pensamento é político. O bom trabalho político é o que considera o que se movimenta e não apenas o que um ou outro grupo realça. Na cultura não deveria haver espaço para a imposição das afinidades eletivas das turmas. O trabalho de uma liderança cultural é o de instigar as diversas instâncias, os diversos segmentos a se mexerem mais e mais. Não é tarefa fácil e invariavelmente é muito desgastante.

Por raciocínio apenas lógico, Chico César não aceitaria ser secretário de cultura. Pelo que eu acompanho de sua vida pessoal e profissional, imagino que ele aceitou o convite do prefeito Ricardo Coutinho impulsionado pelo compromisso que tem com o discurso de suas canções. Ele é um vencedor no sentido concreto e simbólico do termo. Tem o compromisso dos sobreviventes. Já declarou isso no passado, quando fez a estatística das suas probabilidades, desde criança em Catolé do Rocha ao assento na galeria dos principais nomes da música plural brasileira.

Na condição de um dos mais respeitáveis artistas das novas gerações, Chico César é um autor que tem posição, que tem elaboração, que formula, defende, propõe e respeita o outro. Boa parte da sua vida pública tem sido marcada por essa forma de se colocar, tão necessária a uma realidade pontuada de artistas domesticados e intelectuais omissos. Ele nunca demonstrou medo da correnteza. Rema com seriedade, convicção e integridade para onde acha que deve remar. E, assim, foi para dentro do mundo conflitante da gestão cultural pública.

A configuração da cultura como dimensão estratégica ainda está bem aquém na atuação do governo brasileiro, comparando-a com as dimensões social, econômica, política externa, energia e democracia. Mais dia, menos dia, descobriremos que a equidade do desenvolvimento passa inevitavelmente pelo fortalecimento da cultura e que a qualidade de vida passa pelo aprofundamento e pela intensificação dos investimentos em cultura como necessidade básica, como expansão do sistema de proteção social.

Quando se fala em proteção social, quase sempre é feita uma confusão com assistência social. Entretanto, a seguridade social é formada por um conjunto de cruzamentos de políticas públicas, que trabalham com seguridade civil, seguridade econômica e seguridade cultural. A dívida cultural brasileira tem um passivo de indiferença que necessita de modos de distribuição e redistribuição de bens e serviços culturais, garantidores da integração social e estimuladores da inventividade brasileira.

Embora já positivamente diferenciadas dos tempos tucanos, as políticas culturais no governo Lula precisam seguir os avanços do sistema de proteção social brasileiro, que já deu aumento real ao salário mínimo, que vem fazendo uma ousada transferência direta de renda a famílias marginalizadas, que tem beneficiado alguns milhões de pessoas com seguro desemprego, que criou condições de atendimento a milhões de brasileiros com o Programa Saúde da Família (PSF) e que vem atendendo a milhões de estabelecimentos rurais com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A sustentação de todas essas políticas só se efetivará se parte da cultura também for considerada fator de proteção social. Aconteceu com o samba na era Vargas, com a bossa nova na era Juscelino e poderá acontecer com a cultura popular multirregionalizada na era Lula. Falo do pensamento cotidiano revelado na realidade objetiva e do pensamento de longo prazo nascido do sonho e da vontade individual e coletiva em seus interesses heterogêneos. Diante da valorização da cultura como o que há de mais rico em um povo, vejo nosso lapso autorreflexivo de rumos vestido com a roupa da utopia.

É neste âmbito, no escopo da dialética da complementaridade e da interdependência, que observo a importância da atuação de Chico César como secretário de cultura de João Pessoa. Ele tem raízes e antenas para o necessário revolver comunitário e para o intercambiar regional e mundial. Na era dos conteúdos, a expectativa de um nó, de um nós, no circuito nordestino faz bem aos saberes e aos quereres. A conexão João Pessoa pode ser um agradável exemplo de política cultural de fomento ao ambiente onde a cultura se expressa. A capital paraibana tem repertório para isso e agora tem Chico César morando lá novamente.

flaviopaiva@fortalnet.com.br
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Almas Gêmeas existem e podem ser reconhecidas

Pensamentos positivos e boas ações podem favorecer este encontro

Com a chegada do Dia dos Namorados, muitos solteiros buscam o par perfeito e muitos casais ficam curiosos para saber se ficarão juntos para sempre. A grande maioria, porém, procura o tempo todo pela sua “alma gêmea”, sem saber direito o que é isso, ou até mesmo se isso existe. A boa notícia é que a Alma Gêmea é uma realidade, mas um pouco diferente do que se pensa por aí.

A alma gêmea não julga, não cobra e não espera nada em troca, é um encontro de almas que se unem em algum momento da vida. Este encontro só acontece quando realmente se está preparado para compreender e aceitar um sentimento desprovido de egoísmo, ciúme e insegurança. “Todos nós já tivemos em algum momento de nossas encarnações passadas a dádiva deste encontro, mas por questões cármicas e necessidade de evoluirmos ainda mais, fomos separados de nossa ‘outra metade’”, explica o escritor e espiritualista André Mantovanni.



Não são só as Almas Gêmeas que permeiam os relacionamentos das pessoas. Segundo Mantovanni, “Os estudos esotéricos nos ensinam que existem mais dois tipos de relacionamentos que compreendem a trajetória de cada um de nós. Eles são chamados de ‘Almas Cármicas’ e ‘Almas Companheiras’”. Estes tipos de relacionamentos são importantes para evolução espiritual, através deles entendemos melhor nossos sentimentos, os encontros de ‘Almas Cármicas’ ou de ‘Almas Companheiras’ geralmente antecedem a busca pela Alma gêmea.



“Quanto mais evoluirmos, quanto mais nos dedicarmos amorosamente ao nosso autoconhecimento mais teremos chances de estarmos juntos de nossa alma gêmea”, diz o escritor. “Revolta, tristeza, frustração e pessimismo amargam a alma e nos condena à solidão eterna, portanto seja sempre feliz e esteja de coração aberto para receber o amor de sua alma gêmea”, completa o espiritualista.



Neste tipo de relacionamento não existe mágoas, tristezas ou decepções, pois o que prevalece são os bons sentimentos. As crises são sempre passageiras já que há uma cumplicidade espiritual, o diálogo e amizade fortalecem a união. Companheirismo, romantismo, altruísmo e fidelidade esses são os temperos que fazem com que os “casais gêmeos” se completem.



“Quando encontramos nossa ‘cara metade’, jamais nos separaremos dela, pois é tamanho o merecimento quando conquistada, que a relação se transforma num elo sem fim que só poderá ser desfeito com o desencarne”, explica Mantovanni.




Para democratizar a educação

Luiz Gonzaga Bertelli*

Não há mais dúvida de que o ensino a distância (EaD) é uma realidade consolidada no país. Para cursos de capacitação e atualização, ou mesmo graduação e pós-graduação, os números de matrículas crescem a perder de vista, vencendo a resistência que havia tempos atrás. Em um país-continente como o Brasil, deve se destacar que essa modalidade é uma das eficazes soluções para a democratização do ensino. Um jovem que está no longínquo interior do Acre terá acesso, pela internet, ao mesmo conteúdo programático que um estudante das grandes capitais. Sem a disseminação do EaD, seria quase impossível ocorrer situações como essa.

Por causa das limitações, o ensino presencial não consegue dar conta das demandas atuais, o que transforma o EaD em um processo irreversível. A modalidade proporciona a popularização dos cursos de educação continuada em várias profissões. Na área de Medicina, por exemplo, algumas áreas já adotaram o formato para ajudar na renovação dos certificados de seus especialistas, além da adoção de cursos focados na atualização da carreira, fundamental para a sobrevida desses (e de outros) profissionais no mercado.

Outra aplicação importante são os cursos de capacitação para jovens. Quando se depara com o primeiro emprego ou estágio, o estudante sente dificuldade em enfrentar os processos seletivos ou os primeiros tempos de adaptação, por não ter desenvolvido na universidade conhecimentos e habilidades que lhe serão exigidos no mundo corporativo – como a aptidão para desenvolver relações interpessoais e outras posturas atitudinais que o ajudarão a alavancar a carreira. Os cursos, realizados com disciplina e empenho, contribuem para que os jovens tenham melhores condições para brigar por um espaço no sempre concorrido mercado de trabalho. Para eles, o EaD é uma porta aberta para o conhecimento.

Preocupado com a formação desses futuros profissionais, o CIEE também disponibiliza em seu site cursos de EaD conceituais, técnicos e atitudinais, altamente motivadores, que já registram mais de 600 mil matrículas.

Com conteúdos valorizados pelo mundo empresarial, o programa recebeu o Prêmio E-Learning Brasil 2008/2009 como Referência Nacional. Tanto quanto o prêmio, gratifica o CIEE o resultado de uma recente pesquisa realizada com os jovens que participam das aulas on-line: 72% reconhecem que os cursos contribuem para a conquista do estágio. É uma realidade: as empresas buscam estagiários mais bem capacitados e com mais conhecimentos, como noções de postura corporativa e de cidadania. E isso só se consegue, diante das deficiências do ensino regular, com um esforço suplementar, com a busca de fontes alternativas de aprendizado.

Acaba de entrar no ar, no portal do CIEE, o curso Novo acordo ortográfico: o que mudou?, que aborda a recente reforma ortográfica da Língua Portuguesa. Fundamentais para quem for prestar concurso público ou participar de processos seletivos para estágio ou emprego, as novas regras servirão para unificar o Português entre todos os países que falam nossa língua. Alguns dias antes, foi lançado o Apresentações em PowerPoint, um dos 27 cursos gratuitos oferecidos pelo CIEE. Em várias situações, tanto na faculdade quanto na empresa, a boa apresentação de um projeto pode ajudar o jovem na busca de um futuro profissional.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.



A proteção da marca

Especialista dá dicas de como agir em casos de falsificação de marcas e produtos


Como consequência da globalização, nos últimos anos podemos notar um aumento considerável da venda de produtos falsificados ou genéricos. Para observar esta enxurrada de “pirataria”, basta uma caminhada pelos grandes centros urbanos: são diversos produtos de marcas nacionais e internacionais sendo vendidos a preços e qualidade inferiores aos dos originais.



De acordo com a Lei de Propriedade Industrial (nº. 9.279/96), marca é todo sinal de distinção, visualmente perceptível, que identifica e distingue produtos e serviços de outros semelhantes, de procedência diversa. Muitos especialistas consideram que o verdadeiro poder de uma empresa está na força que sua marca exerce no mercado, na lembrança que o consumidor tem dela e das percepções que a ela estão associadas. Para o advogado João Paulo Bettega de Albuquerque Maranhão, advogado-sócio do Escritório Katzwinkel e Advogados Associados, especialista em direito empresarial, a força da marca vai além de distinguir a origem do produto ou serviço assinalado daqueles de fonte diversa. “A marca é um importante instrumento mercadológico ao qual o consumidor associa as qualidades ou defeitos, reais ou ilusórios, dos produtos ou serviços. Desse modo, partindo da verificação da marca de um produto ou de um serviço, o consumidor poderá identificar a qualidade dos mesmos, para promover a escolha daquele que melhor lhe aprouver”.



Analisando a lei brasileira, o jurista afirma que estão bem definidas às práticas, ilegais e abusivas, adotadas pelos fabricantes de mercadorias falsificadas. “As falsificações se tratam da aplicação prática da expressão popular do uso da ‘Lei de Gerson’. Ou seja, pessoas que querem obter vantagens às custas de uma marca fortalecida junto ao mercado, graças a um árduo e penoso trabalho de marketing e aprimoramento constante desenvolvido pelos detentores de marcas reconhecidas em nossa sociedade”.



Minha marca foi falsificada, o que devo fazer?



Para as empresas ou pessoas físicas que se sintam prejudicadas pela concorrência desleal proporcionada pelos falsificadores, a Lei de Propriedade Intelectual estabelece (Artigo 189) que o ato de reproduzir, sem autorização do titular, no todo ou em parte uma marca registrada ou imitá-la de modo que possa induzir confusão, deve ser considerado crime. “A Lei de Propriedade Intelectual estabeleceu um tratamento duplo à concorrência desleal, tipificando práticas consideradas como crimes, mantendo, por outro lado, uma série de medidas que visam reprimir o ilícito da concorrência desleal e o uso indevido de marca junto a esfera civil”.



Já o artigo 209, da mesma LPI, afirma que o prejudicado pode tomar medidas junto ao juízo cível, por meio do ajuizamento de medida cautelar, visando a imediata busca e apreensão dos produtos que contenham a marca do titular que está sendo indevidamente reproduzida, para que posteriormente, seja o titular da marca indenizado por eventuais danos sofridos. “A LPI dá todo o respaldo para as pessoas sérias e para as empresas que trabalham corretamente. Além disso, segundo o código de defesa do consumidor (Art. 6), o comprador que se sentir lesado ao adquirir um produto falsificado deve buscar os seus direitos, pois ele está protegido contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços”.



DÊ FIM ÀS REUNIÕES IMPRODUTIVAS

* Christian Barbosa

Uma das maiores vilãs da produtividade corporativa são, sem dúvida, as reuniões improdutivas ou mal conduzidas que, além de consumirem o tempo útil dos profissionais, elas geram altos gastos para a empresa. Segundo uma pesquisa que realizamos na Triad Consultoria, a cada cem funcionários o desperdício com encontros desnecessários em uma organização chegam à casa dos R$ 500.000,00.



Com a crise financeira do mercado global, muitas empresas estão cortando os seus gastos para não sofrerem consequências negativas em seu orçamento e empresários estabeleceram metas nesse sentido para 2009, a fim de aumentar seu lucro e evitar desperdícios. Porém, poucos profissionais têm a consciência do gasto gerado com reuniões mal conduzidas, muito longas ou sem um propósito válido.



Realizamos outro estudo com profissionais para saber a opinião deles quanto às reuniões que participam. O resultado foi surpreendente: apenas 7% dos dois mil participantes afirmaram que esses encontros são realmente eficientes e produtivos, sendo o principal problema deles, para 57%, a falta de foco e, conseqüentemente, a extensão do tempo pré-determinado para sua conclusão.



Aos profissionais que fazem parte da maioria insatisfeita, aconselho apresentarem aos seus superiores uma proposta de melhoria e otimização do tempo para que, além de aumentar a produtividade da equipe, o dinheiro gasto desnecessariamente seja reduzido. Para isso, sugiro algumas formas de conduta para um bom aproveitamento dos encontros corporativos:



· Analise a real necessidade de convocação – Muitos assuntos podem ser resolvidos por telefone ou mesmo com trocas de mensagens eletrônicas, evitando o deslocamento ou perda de tempo dos envolvidos. Pense se o assunto é tão complexo que faz-se necessário reunir pessoas para discuti-lo ou se apenas um e-mail resolveria a questão. Além de otimizar o seu tempo, você será mais objetivo e rápido na resolução dos problemas;



· Convoque as pessoas certas – Muitas vezes não há necessidade de convocar diversas pessoas para a discussão de determinados assuntos. Quem for convocar uma reunião deve analisar o que cada participante pode ou não contribuir para o tema em discussão e se há necessidade de todos estarem presentes naquele momento ou se somente um comunicado posterior das decisões tomadas seria necessário. Quanto mais pessoas estiverem presentes, a probabilidade de extensão do tempo e dispersão do assunto aumenta, principalmente se não houver uma liderança efetiva;



· Quando possível, evite deslocamentos – Ao realizarmos a pesquisa sobre gastos com reuniões ineficientes, um dos maiores fatores de análise foi o gasto com deslocamentos de cada profissional. Pense o quanto é gasto nos custos com gasolina, táxi ou mesmo passagens de avião com os funcionários que se deslocam para participar de uma reunião. Nem sempre é possível, mas se puder evitar esses encontros, o dinheiro economizado fará uma grande diferença no orçamento da empresa; e



· Tempo é dinheiro – Muitos empresários acreditam na máxima de que tempo é dinheiro e de que qualquer minuto desperdiçado pode acarretar em perda de lucros. O tempo desperdiçado com longos encontros pode atrasar a equipe na busca por resultados. Além disso, o desperdício de tempo útil pode atrasar a execução das tarefas e fazer com que as urgências apareçam, situação que gera stress e, conseqüentemente, menor qualidade de vida. Por isso, mais que dinheiro, tempo é vida! Aproveite bem o seu e otimize o da sua equipe!



Christian Barbosa - Um dos maiores especialistas em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial. Autor dos livros A Tríade do Tempo - A Evolução da Produtividade Pessoal, pela Editora Campus; Você, Dona do Seu Tempo, pela Editora Gente e Estou em reunião, pela Editora Ediouro. Sócio da Triad - empresa especializada em produtividade que presta consultoria, treinamento e oferece produtos diferenciados. Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/ONU - Empretec. Sua metodologia e teorias sobre produtividade ganharam destaque e importância nacional e internacional devido inovações e soluções diferenciadas. www.triadedotempo.com.br e www.maistempo.com.br





Burocracia: A Arte de Transformar Solução em Problema

Por

Américo Marques Ferreira
Consultor Sênior do Instituto MVC,
Autor de Programas E-learning e DVDs
em Gestão da Mudança e Team Building
www.institutomvc.com.br

A instituição das Capitanias Hereditárias, dos Cartórios Vitalícios e dos favores aos privilegiados que faziam parte da Corte Lusitana são demonstrações de que o Brasil já nasceu com o viés burocrático em seu DNA.

Por paradoxal que pareça, até um Ministério da Desburocratização já existiu em nosso país.

Recordo-me que Hélio Beltrão, primeiro a ocupar aquela pasta, durante uma entrevista concedida, diagnosticou a causa da burocracia como sendo uma simples questão de premissa.

Dizia ele, “se partirmos da presunção da mentira, serão necessárias medidas preventivas para minimizar as possibilidades de fraudes”.

E continuou, “ocorre que apenas 3% da população brasileira é formada por falsários, mentirosos e ladrões. Os restantes 97% são cidadãos de bem, pagadores de impostos e cumpridores de seus deveres”. Concluindo, ele afirmou: “por causa desses 3% a maioria paga, indevidamente, um elevado imposto da desconfiança”. Na opinião de Beltrão, bastaria mudar a premissa para a presunção da veracidade que uma grande carga de exigências burocráticas seria abolida.

Coerente com tal discurso, uma das primeiras medidas instituídas pelo referido ministro foi a declaração de homonímia.

Por coincidência, àquela época eu estava solicitando financiamento para a compra de uma casa e fui um dos beneficiados por aquela iniciativa, pois me deparei com dois homônimos “sujos na praça”.

Graças àquela medida desburocratizante, ao invés de ter de percorrer 13 cartórios para tirar certidões negativas, bastou que eu escrevesse uma declaração de próprio punho e assinasse, sem firma reconhecida, passando o ônus da prova ao agente financeiro.

Simples assim, com apenas um detalhe: se mais tarde ficasse provado que eu havia mentido estaria sujeito às penas da lei. Entretanto, com a consciência tranqüila de quem faz parte dos 97% dos cidadãos de bem, pude economizar tempo e agilizar o processo de financiamento daquele imóvel sem os entraves da burocracia.

Por que, então, tal filosofia não prosperou em nosso país?

Poderíamos arrolar algumas causas:

1. Porque tem gente ganhando com o princípio do “criar dificuldades para oferecer facilidades”.
2. Porque a burocracia é uma forma de mascarar incompetências, terceirizando a culpa pela morosidade dos processos.
3. Porque tanto nas empresas privadas quanto públicas tem gente disfarçada de abelha (quando não está voando está fazendo cera).
4. Porque os que se acomodam a um ambiente burocrático assumem a síndrome de Gabriela para justificar sua incapacidade de mudança (eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou sempre assim, vou morrer assim, Gabriéééla!).
5. Pelo costume expresso na frase “Para os amigos tudo, para os inimigos a lei”.
6. Porque desburocratizar gera perda do poder de barganha.
7. Porque adotar medidas desburocratizantes pressupõe vontade política e a grande maioria em posição de poder está mais preocupada com sua carreira num horizonte de curto prazo do que lutar pelo bem da coletividade.
8. Pelo mesmo motivo que existem os trotes nos calouros em faculdades. Todos reclamam da agressividade a que foram submetidos, mas quando chegam à condição de veteranos perpetuam as brincadeiras de mau gosto por puro desrecalque.
9. Pela famosa “Lei de Gérson” que impele as pessoas a querer levar vantagem em tudo, certo?
10. Por ser mais fácil pagar propina para agilizar um processo ou desembaraçar uma mercadoria do que enfrentar processos burocráticos institucionalizado na cultura brasileira.

Como solucionar, então, este complexo problema?

Eis algumas medidas que, em minha opinião, poderiam contribuir para enfrentar tal desafio:

1. Observar o que de positivo já se fez em nosso país procurando disseminar estas melhores práticas de modo a criar um círculo virtuoso contra a burocracia. Exemplo: Poupa Tempo
2. Importar os modelos de países que se colocam como benchmarking neste assunto. Exemplo: A Nova Zelândia propicia a abertura de uma empresa em apenas um dia enquanto por aqui o mesmo procedimento leva cinco meses em média.
3. Explorar mais os recursos da internet e seus correlatos, para dar maior transparência e agilidade aos processos. Exemplo: Obtenção de Um Boletim de Ocorrência em Delegacias Virtuais.
4. Evitar o retrabalho pela informatização dos processos. Exemplo: Entrega da Declaração de Imposto de Renda.

Iniciar um processo educativo com nossas crianças nas escolas, pois tal mudança de mentalidade exige um horizonte de longo prazo. ---




CURSOS, SEMINÁRIOS, OFICINAS, DEBATES

Curso Básico de Câmera na Vila das Artes

A Vila das Artes, equipamento vinculado à Secretaria de Cultura da Prefeitura de Fortaleza, está com inscrições abertas até o dia 19 de junho para o curso Básico de Câmera de Vídeo. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na secretaria da Vila (rua 24 de Maio, 1221, Centro) das 9h às 13h e das 14h às 19h.

O curso é aberto para qualquer interessado. São ofertadas 20 vagas e a seleção será feita através da análise curricular e carta de intenção do candidato. As aulas acontecem de 29 de junho a 3 de julho, das 18h30 as 21h30, com Eudes Freitas, técnico do Núcleo de Produção Digital Vila das Artes (NPD). O Curso faz parte da programação do NPD, um programa da Rede Olhar Brasil, mantido em parceria entre o Ministério da Cultura e a Prefeitura de Fortaleza.

Através de seus espaços a Vila das Artes oferece diversos formatos de cursos e atividades, gratuitos, para atender a diferentes públicos e necessidades. Atualmente, duas linguagens são diretamente atendidas: audiovisual e dança. Há ainda uma série de atividades voltadas para a reflexão das artes em geral, suas relações com a cidade e a política.


Serviço:

Curso Básico de Câmera de Vídeo. Inscrições de 25 de maio a 19 de junho de 2009, na Vila das Artes, rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações pelo telefone 3252-1444.



Atenção fanzineiros

Na próxima semana tem oficina de Fanzine na Vila das Artes. Oferecida pela parceria Tembiú e ONG Zinco, ambas de Fortaleza, a oficina recebe inscrições até dia 20 de junho pelo e-mail tembiu@gmail.com. Quem quiser se inscrever deve enviar breves textos sobre o interesse em participar da oficina e uma apresentação pessoal. È necessário destacar qual a importância dessa oficina para a atuação como comunicador (a) na cidade. Serão destinadas 15 vagas para jovens blogueiros, fanzineiros, ativistas de rádios comunitárias e software livre, editores de jornais comunitários ou escolares com idade entre 16 e 24 anos. A oficina acontece de 22 a 26 de junho, das 14h às 17h, e terá como facilitadores Fernanda Meirelles, da Zinco e Rodrigo de Oliveira, da Tembiú. Outras informações através do telefone (85) 3214-5514.





OFICINAS NO TEATRO JOSÉ DE ALENCAR

De quinta, dia 18, a sábado, dia 20

9h às 12h - Oficina de voz com Noberto Presta Via Rosse (Brasil/Itália)

total: 12h/aula – 20 vagas

14h às 17h - Oficina de artes de rua com a cia. La Belle Zanka (França)

total: 12h/aula – 20 vagas

Oficina de palhaço com Oskar Zimmermann (Chile) - total: 12h/aula – 20 vagas

De quinta, dia 18, à segunda, dia 22

9h às 13h - Oficina de voz com Carlos Simeoni do Grupo Lume (Campinas, SP)

total: 20h/aula - 20 vagas

De sexta, dia 19, a domingo, dia 21

9h às 12h - Oficina teatro de animação com a Tato Criação Cênica (Curitiba,/PR)

total: 12h/aula – 20 vagas

De quarta, dia 24, à sexta, dia 26

9h às 12h - Oficina teatro físico com o grupo Los Corderos (Espanha)

total: 12h/aula – 20 vagas * Para bailarinos e atores. Requer preparo físico para intenso trabalho de corpo

DANÇA

Em julho, Paracuru, Itapipoca e Trairí recebem o III Festival de Dança Litoral Oeste

Companhias do Ceará, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais vão trocar as salas de espetáculos pelos palcos montados ao ar livre durante o III Festival de Dança Litoral Oeste, um dos principais eventos de dança do interior do Ceará. A ação cultural acontece de 15 a 18 de julho em Itapipoca, Paracuru e Trairí, três municípios da região do Vale do Curú (Litoral Oeste do Ceará), que desenvolvem ações significativas em torno da dança. Nas três cidades, moradores e turistas, leigos e profissionais da área vão poder conferir apresentações totalmente gratuitas e participar de atividades formativas, como mesas redondas, palestras e oficinas dos mais diversos gêneros. O Festival tem público estimado de 15 mil pessoas, entre população local e turistas.

Realizado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult) em parceria com a Funarte/MINC, e promovido pela Associação dos Bailarinos, Coreógrafos e Professores de Dança do Ceará (ProDrança), o III Festival de Dança Litoral Oeste é ponto de encontros, de trocas de saberes e fazeres, espaço de visibilidade para a produção de dança, principalmente do estado, contribuindo para o fortalecimento dessa manifestação artística na região e no Ceará. O festival acontece com patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio institucional das prefeituras municipais de Itapipoca, Paracuru e Trairi.



Desde sua primeira edição, em 2006, o Festival colabora para a democratização do acesso à cultura na Região do Litoral Oeste cearense e para o fortalecimento do segmento da dança local. Aliado a isso, o evento preocupa-se com o desenvolvimento social, econômico e cultural da região. Nas primeiras duas edições, em abril de 2006 e dezembro de 2007, o Festival teve uma forte participação das populações das cidades sedes, visitantes e participantes em geral. Em 2009, o festival será realizado na alta estação para conciliar o tradicional turismo de lazer de praias com uma ação cultural de dança, contribuindo para a economia local de forma sustentável.



AS COMPANHIAS CONVIDADAS



Nos palcos do III Festival de Dança Litoral Oeste se apresentar companhias nacionais renomadas como as cariocas Staccato Dança Contemporânea, dirigida por Paulo Caldas, que traz o novo espetáculo Quinteto, e Paula Águas, com Qual é a Música?. De Minas Gerais, Vanilton Lakka apresenta Interferências Inacabadas... Preste Atenção no Ruído ao Fundo. Do Ceará, entre as companhias de reconhecido trabalho na dança, estão a Cia Etra com o espetáculo Entre Sala, a Cia Balé Baião, de Itapipoca, com Sólidos, o mais recente trabalho da companhia, que trilha 15 anos de carreira, e a Cia de Dança de Paracuru, que leva ao palco dois espetáculos: Folgança e Por um Fio.



CONVIDADOS NACIONAIS

Staccato Dança Contemporânea (RJ): Quinteto

Paula Águas (RJ): Qual é a música?

Jorge Garcia Companhia de Dança (SP): Cantinho de Nóis

Rodrigo Cruz (GO): Dúplice

Vanilton Lakka (MG): Interferência Inacabada... Preste Atenção no Ruído ao Fundo



CONVIDADOS DO CEARÁ

Cia Faces de Dança (CE): Eu... Tu

Alysson Amâncio Cia. de Dança (CE): Eu prometo

Cia Etra de Dança (CE): Entre Sala

Arte em Rua Companhia de Dança (CE): Trilogia

Miraira (CE): Irmãos, fuertes hermanos



CONVIDADOS DAS CIDADES SEDES

Cia Balé Baião (Itapipoca-CE): Sólidos

Grupo Folclórico de Itapipoca – GRUFI (Itapipoca-CE)

Cia de Dança de Paracuru (CE): Folgança e Por um Fio



Grupo de Dança Popular Coco do Alagadiço (Trairi-CE)

Cia Arreios (Trairi-CE)

Escola de Dança do Colégio Liceu (Itapipoca)

Escola de Dança de Paracuru



NOVIDADE NA 3ª EDIÇÃO



Uma novidade do III Festival de Dança Litoral Oeste é o Cine Dança. Em praça pública serão exibidos vídeos relacionados à dança nos dias que antecedem o evento.



OFICINAS PREPARATÓRIAS



Antes mesmo do Festival começar, a Secult e a ProDança já vêm realizando ações preparatórias nos municípios sedes do Festival. O início foi em abril, na cidade de Paracuru, com a residência artística “Da energia à ação”, ministrada por Carlo Simeoni, ator e diretor do Grupo Lume Teatro, conhecido internacionalmente por seus métodos de treinamento físico e vocal para atores e dançarinos. Na última semana de maio o programa de formação realizou em Trairi a residência “Ensino de dança hoje” com a pesquisadora Isabel Marques, diretora do Caleidos Cia. de Dança (SP), que se notabilizou por propostas inovadoras no campo da dança.



Em julho, Isabel Marques ministrará a residência “Linguagem da dança: princípios para o ensino de dança”, em Itapipoca. O objetivo dessa residência é introduzir na teoria e na prática os princípios de Rudolf Laban que regem a compreensão corporal, mental e expressiva da Dança enquanto Arte. Após a realização dessas residências, um participante de cada cidade participará de um intercâmbio a fim de conhecer de perto o trabalho desenvolvido por cada professor das residências. O interesse é fazer com que troca de conhecimentos e experiências possibilitem novos trabalhos e parcerias para além do Ceará.







OFICINAS NO FESTIVAL



Uma série de oficinas também será ofertada durante o Festival, nas três cidades, com apoio da Funarte. São oficinas de dança de rua, danças folclóricas, dança contemporânea e dança de salão. As inscrições estão abertas nas secretarias de cultura de Itapipoca, Paracuru e Trairi. Pela primeira vez outras cidades da região do Vale do Curú também receberão oficinas organizadas pelo festival. A idéia é beneficiar diretamente mais cidades do litoral oeste.



Para a definição da programação de espetáculos e as oficinas do Festival, foi mantido um diálogo entre a ProDança e representantes das três cidades sedes do evento, que juntos formaram a curadoria desta edição. As oficinas foram definidas com base na demanda de cada cidade. Tudo isso é resultado da identificação da região do Litoral Oeste do Ceará com a linguagem da dança, o que resultou em uma forte parceria do Festival com as prefeituras municipais de Itapipoca, Paracuru e Trairi.



O LITORAL OESTE



O Litoral Oeste do Ceará é uma região que vem se destacando no panorama artístico e cultural do Estado. Uma de suas principais vocações artísticas é a dança. Em suas terras destacam-se diversas comunidades pesqueiras de origem indígena, que têm a dança do coco como a sua principal manifestação cultural popular. Atualmente, existem mais de 10 grupos de dança que produzem espetáculos profissionais e amadores, alguns reconhecidos e outros anônimos. A capacidade de articulação intermunicipal dos agentes culturais da região e as diversas manifestações artísticas que se originam nas cidades do Vale do Curú têm sido freqüentemente citadas como exemplos a serem seguidos por outras regiões do Ceará.



Em Paracuru, um dos principais municípios da região, existe um importante projeto social que atende cerca de 300 crianças e adolescentes carentes através de uma escola de dança reconhecida nacionalmente. Destaca-se como a segunda escola de dança no Brasil que possui o maior número de alunos do sexo masculino. Itapipoca é a sede da Cia de Dança Contemporânea Ballet Baião, que há 15 anos tem um forte trabalho de produção e militância artística na região. A cidade realiza projetos de dança que contam com participação da comunidade, formando uma platéia local para dança e popularizando essa linguagem no município. Trairi, por sua vez, a exemplo das cidades já citadas, abriga artistas e iniciativas expressivas que contribuem para o fortalecimento da dança na região.



Dos mestres das danças tradicionais populares do Ceará a importantes nomes da dança cênica nacional e internacional, a programação tornou-se um espaço de convergência entre dança e público de distintos contextos.



SERVIÇO

III Festival de Dança Litoral Oeste – De 15 a 18 de julho em Itapipoca, Paracuru e Trairí. Espetáculos de dança de companhias do Ceará e de outros estados e oficinas de dança. Informações: (85)3276.2525. GRÁTIS.




IX FENDAFOR – 2009

Festival Nacional de Dança de Fortaleza/Ce


PROGRAMAÇÃO

ABERTURA TEATRO JOSÉ DE ALENCAR

30 de JUNHO

19:00hs Jardim do Teatro – Coquetel de lançamento do IX Fendafor/2009 e entrega do troféu Fendafor 2009 de Responsabilidade Cultural;

Grupo Convidado

Apresentação do Maracatu Vozes da África

20:00hs Mostra de Dança no Palco Principal do TJA

Irlan Santos (Nova York) e Carolina Neves (Washington) - USA

Paulo José – Ceará

Cia de Danças Clara Pinto - Para

Douglas Motta Bailarino homenageado – Ceará

Mariana Gomes/ (Bolshoi de Moscou)

Cícero Gomes – Rio de Janeiro

Raça Cia. de Dança - S. Paulo

01 de Julho Mostra de Dança no Palco Principal do TJA

Victor Ciatei e Liana Vasconcelos – Rio de Janeiro

Ana Gama & Fabio Costa – PE

Irlan Santos – Nova York - USA

Cia de Danças Clara Pinto – Pará

Priscila Mota – Rio de Janeiro

Ballet Hugo Bianchi – Ceará

Raça Cia. de Dança de S. Paulo – S. Paulo

Arte em Rua – Ceará

Lulu Sabongi – S. Paulo







02 de Julho Mostra de Dança no Palco Principal do TJA

(Esse programa não segue a ordem de apresentação)

Domínio Cia de Dança – Natal

Cia de Danças Clara Pinto – Pará

Coletivo 10 – Bahia

Liana Vasconcelos – Rio de Janeiro

Neiliane Felipe & Paulo Júnior - Ceará

Irlan Santos - Nova York - USA

Cícero Gomes e Priscila Mota – Rio Janeiro

Cia de Dança de Paracuru – Ceará

Mariana Gomes - (Bolshoi de Moscou)

Grupo Clássico do Studio Corpo de Baile de Natal- RN


03 de Julho Mostra de Dança no Palco Principal do TJA

Primeira Parte Infanto Juvenil ás 17:30hs

Segunda Parte ás 19:00hs

Victor Ciatei e Liana Vasconcelos – Rio de Janeiro

Coletivo 10 – Bahia

Grupo Clássico do Studio Corpo de Baile de Natal- RN

Apresenta Solos Clássicos

Cia de Danças Clara Pinto – PARA

Coletivo 10 – Bahia

Domínio Cia de Dança – NATAL

Carolina Neves (Washington - USA)

Grupo Clássico do Studio Corpo de Baile de Natal- RN

Cícero Gomes e Atenita Caira – RJ e Ceará

Domínio Cia de Dança – NATAL

Jaime Arôxa e Bianca Gonzáles – R. J

Fábio Costa & Ana Gama – PE

Lulu Sabongi – S. Paulo

Dia 04/07

Primeira Parte Amador ás 17:30hs

04 de Julho Mostra de Dança no Palco Principal do TJA Encerramento

(Esse programa não segue ordem de apresentação)

Cícero Gomes e Priscila Mota – RJ

Cia de Danças Clara Pinto – PARA

Cia Etra de Dança– CE

Domínio Cia de Dança – Natal

Mariana Gomes e Everardo Freitas – Rússia e Ceará

Cia Passo D”arte – Ceará

Cia de Dança Brasilis Show – Ceará

Irlan Santos (Nova York) e Carolina Neves (Washington) - USA

Grupo Clássico do Studio Corpo de Baile de Natal- RN

Apresenta Solos Clássicos

Victor Ciatei e Liana Vasconcelos – Rio de Janeiro

Cia de Dança Clara Pinto – Pará

Coletivo 10 – Bahia


** Dia 03 as 09 da manhã no Centro Cultural Dragão do mar mostra competitiva de solos, duos e trios, entrada um quilo de alimento não perecível

** Oficinas e cursos de 30 de junho a 04 de julho aconteceram no Theatro José de Alencar e na Vila das Artes.

DIVIRTA-CE COBERTURAS

Festa da Skal

A Presidente do SKAL Fortaleza Enid Câmara e a Presidente do SKAL Brasil Sonia Vidinhas

O promoter e diretor da revista Exotic People, Paulo Matta convida para a posse da nova diretoria da Presidente do SKAL Fortaleza Enid Câmara, hoje no La Maison. SKÅL é um movimento internacional formado por profissionais e dirigentes do turismo em todo o mundo, que promove a amizade, a confraternização e os negócios entre os seus membros e o turismo, em nível global. O SKÅL é representado por associações filiadas em 90 países e é a única entidade, em nível internacional, que congrega todos os ramos do setor de turismo em um só ambiente: transportes aéreos, marítimos, ferroviários e rodoviários, agências de viagens, hotéis, eventos, lazer, serviços, organismos oficiais de turismo, mídia especializada, entre outros segmentos que compõem o trade turístico mundial.

ECOLOGIA - MEIO AMBIENTE


Lançamento ecológico no Shopping Benfica

O Shopping Benfica realiza nesta quarta-feira, dia 01 de julho, às 10h, nos Cinemas Benfica, o lançamento do vídeo "Fada Peróla em Salvar Nosso Planeta" com a direção de Liliane Rodrigues.



O vídeo retrata o que as crianças de hoje, estão vendo, sabendo e sentindo sobre os efeitos do aquecimento global, conseqüências advindas do descaso a agressão à natureza. O olhar da criançada vislumbra soluções amenizastes oriunda de um leque de idéias que surgem para salvar nosso planeta.





*A Fada

"Fada Pérola Cearense é um personagem infantil criado com muito carinho pela escritora cearense Francinete Azevedo.

Fada Pérola é uma fadinha negra, jovem e muito bonita que, vive ajudando as crianças na hora do aperto.

A fadinha dá bons conselhos e orienta as crianças a praticarem só o bem e a preservar a natureza; combate o preconceito racial, as diferenças e a desigualdade social.



*O vídeo

O vídeo retrata o que as crianças de hoje, estão vendo, sabendo e sentindo sobre os efeitos do aquecimento global, conseqüências advindas do descaso a agressão à natureza.

O olhar da criançada vislumbra soluções amenizastes oriunda de um leque de idéias que surgem para salvar nosso planeta

A história prioriza os aspectos, cultural, educativo, alem de revelar talentos artísticos.



*O Ingresso

Vale como ingresso o desenho ou a frase dos 10 vencedores e de vários participantes convidados do concurso cultural, promovido pela direção através da internet (Orkut), escolas e individuais, envolvendo o assunto AQUECIMENTO GLOBAL, tema do Vídeo.



*Exposição: Salvar Nosso Planeta

Desenhos e frases resultantes do concurso cultural acima citado serão colocados em exposição na entrada do cinema.

No ensejo ocorrerá a premiação dos vencedores do concurso, homenagens a Jéssika Mendes a primeira atriz q. trabalhou com a diretora aos 5 anos e ao João Gabriel o ator mais dedicado.





POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS

Muito ainda se repete - e há os que acreditam - que a adoção de sementes transgênicas permitirá uma redução no uso de agrotóxicos. Em 2008 o Brasil atingiu a maior área plantada com sementes transgênicas, com quase sua totalidade ocupada por plantas tolerantes a herbicidas. Neste mesmo ano, o Brasil passou os Estados Unidos e se tornou o maior consumidor de venenos agrícolas do mundo. De acordo com reporagem do Valor Econômico (26/05), em volume, o consumo no Brasil cresceu 25%, saltando para 733,9 milhões de toneladas. Em 2008, os EUA registraram consumo de 646 milhões de toneladas, que correspondeu a US$ 6 bilhões.
O dado, que deveria ser um grande sinal de alera para a saúde pública, vem sendo festejado pela indústria. Em artigo recente para a revista Agroanalysis, o diretor executivo da ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal e professor da Esalq/USP José Otavio Mentem afirma que a partir dos dados resultantes do levantamento do uso de agrotóxicos no Brasil pode-se avalia que o país “tomou, corretamente, o rumo estratégico da competitividade do agronegócio”. E conclui que “... o fato de o Brasil alcançar a liderança mundial em defensivos agrícolas indica (...) que o país está construindo a tão necessária sustentabilidade – e de forma plena: nos âmbitos econômico, social e ambiental, ao gerar trabalho e renda no campo; nas cidades, ao promover a segurança alimentar e, ainda, ao fornecer energia a partir de matérias-prima renováveis.” Ao longo de seu artigo Mentem doura o uso massivo e não raramente descontrolado de agrotóxicos sob o eufemismo “emprego intensivo de tecnologia”.
De acordo com dados da Anvisa de 2009, mais 15% dos alimentos no País têm resíduos de agrotóxicos em excesso. Em 2007, foram registradas mais de 5.300 intoxicações e 162 mortes por agrotóxicos, segundo o Sisema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas, da Fiocruz. Estes números ainda estão incompletos, mas já apontam que foram mais de 1.500 casos de trabalhadores rurais contaminados e 1.200 casos de intoxicação acidental e 9 por ingestão de alimentos contaminados, conforme reportagem da Carta Capital (20/05).
Deve-se admitir que a argumentação é no mínimo inovadora, afinal de contas o professor consegue estabelecer relação entre uso de agrotóxicos e desmatamento ao afirmar que “o tratamento químico das lavouras no Brasil vem trazendo impacto fortemente positivo ao meio ambiente, na medida em que a tecnologia reduz a pressão pelo desmatamento por novas fronteiras agrícolas”.
Os dados do SINDAG - Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos Agrícolas mostram que “a cultura que representa o maior mercado é o da soja, cujo consumo alcançou US$ 3,227 bilhões” e “os herbicidas representam a maior fatia do mercado, respondendo pelo consumo de 3.200 milhões de toneladas (44,9%)”. O mercado nacional de agrotóxicos movimenta 7,1 bilhões de dólares por ano no Brasil. Para a Andef, o mercado nacional tem potencial para “avanço mais consistente no futuro”. E basta olhar a pauta da CTNBio para ver como os transgênicos farão a sua parte. São 6 os pedidos de liberação comercial de sementes transgênicas, 4 delas modificadas para tolerar aplicações de herbicidas, 1 de planta Bt e 1 que é Bt e tolerante a herbicida.
Mas dizem que a “revolução biotecnológica” irá trazer novas sementes. A pauta da CTNBio, agora com as “novidades” que estão sendo testadas a campo mostra que dos 45 pedidos, 41 são para plantas tolerantes a herbicidas (91%), sendo 55% destes da Monsanto, 20% da Dow Agrochemicals e 18% da DuPont. São 31 pedidos para milho, 8 para soja, 3 para algodão, 2 para cana e 1 para feijão. Embrapa, Coodetec/Monsanto e Centro de Tecnologia Canavieira tem cada uma 1 pedido de liberação experimental. Os dados falam por si só.
Esta semana a Monsanto divulgou nota sobre suas estimativas de lucro, revisando-as para baixo em função da concorrência com o glifosato Chinês, mais barato. Mesmo assim, o lucro operacional do herbicida Roundup [feito de glifosato] será de cerca de US$ 2 bilhões, segundo a Gazeta Mercantil (28/05). A maior sementeira do mundo tem seu lucro vinculado à venda de agrotóxicos.
O milho Bt, já na primeira safra, não está controlando as lagartas como deveria, fazendo com que o agricultor continue usando inseticidas, como mostra reportagem no Paraná.Há quem comemore mesmo os feitos que nos fazem andar para trás.::




Butantan lança Portal Bílingüe e procura nome para uma Iguana

Instituto Butantan promove escolha do nome pela internet


O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, lança portal bílingüe e interativo no dia 22 de junho e promove, entre os dias 22 e 30 de junho uma votação para escolher o nome para uma Iguana.

“O objetivo deste novo portal é aproximar o Butantan com outras organizações de pesquisa no mundo e possibilitar mais interação do nosso público com essa instituição centenária”, comemora Tiago Oliveira, responsável pela comunicação do Butantan.

A iguana é macho e há quatro anos vive no Butantan, já acostumada com os biólogos do Museu Biológico, onde ela vive, receberá o nome escolhido entre os dias 22 e 30 de junho.

“Queremos aproximar as crianças e os visitantes com os animais” explica Dr. Otavio Azevedo Mercadante, diretor do Instituto Butantan. “A idéia é fazer com que, mais próximas, as pessoas não maltrate ou abandone esses animais", acrescenta Giussepe Puorto, biólogo e diretor do Museu Biológico.

Para votar, é só entrar no site do Butantan (www.butantan.gov.br) e escolher entre as opções: Dino, Jura, Papudo ou Verdugo.

O resultado será anunciado no dia 01 julho no próprio site.

A entrada para os museus Biológico, de Microbiologia e Histórico é única e custa R$ 6, sendo que estudantes com identificação pagam R$ 2,50. Crianças até sete anos, idosos a partir de 60 anos e portadores de necessidades especiais não pagam. A bilheteria funciona de terça-feira a domingo, das 08h45 às 16h15. Os museus funcionam de terça-feira a domingo, das 9h às 16h30. O endereço é Avenida Vital Brasil 1.500, Butantã, Zona Oeste.





Filme ambiental “HOME”

A PUMA apóia o filme ambiental "HOME", dirigido por Yann Arthus-Bertrand, fotógrafo e autor de "Earth From Above", e dirigido por Luc Besson. O filme foi lançado mundialmente em 5 de junho de 2009, Dia Mundial do Meio Ambiente, em cinemas, em DVD e na televisão e na Internet. Através do projeto PUMAVision, a puma.creative.

A PUMAVision une todas as iniciativas da PUMA que se encaixam no título 'Responsabilidade Social Corporativa', dando a elas uma direção e uma estrutura coerentes. Vem de uma visão de um mundo que é melhor do que o que conhecemos agora -- um mundo que é mais seguro, mais pacífico e mais criativo. Os programas da PUMAVision, puma.safe, puma.peace e puma.creative refletem o compromisso da PUMA com a responsabilidade social e ambiental e definem as parcerias e iniciativas que a PUMA apoiará. A puma.creative financia a projeção de HOME no Planetário na Cidade do Cabo, na África do sul, no Museu Nacional de Nairobi, no Quênia, e no Instituto de Arte Contemporânea (ICA), em Boston, organizada em cooperação com o Serviço Cultural Francês, entre outros.

O documentário sobre questões ambientais, que foi filmado em cinqüenta países e rodado inteiramente em alta definição, oferece um poderoso comentário sobre as principais questões ambientais e sociais que desafiam nosso mundo e exige uma nova consciência de que proteger a terra é indispensável. É o resultado de uma colaboração entre o fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, o produtor e diretor Luc Besson e Francois-Henri Pinault, o Principal Executivo do grupo de luxo francês PPR -- o acionista majoritário da PUMA e o parceiro mundial exclusivo de HOME.

"Criar consciência do estado de emergência do nosso meio ambiente é crucial e o primeiro passo para um manuseio melhorado de nossos recursos naturais", disse Jochen Zeitz, Presidente e CEO da PUMA. "Em conformidade com nosso conceito PUMAVision, a PUMA implementou inúmeras iniciativas ambientais através de diversos programas que visam reduzir nossa 'impressão de pata' -- os efeitos que as operações e ações da PUMA têm sobre o meio ambiente. O filme HOME nos inspira a trabalhar para fazer uma contribuição positiva para nosso planeta. Esperamos que ele inspire as platéias em todos os lugares", acrescentou.

É o primeiro filme a ser lançado simultaneamente em todas as mídias e todos os continentes. O lançamento mundial simultâneo proporciona ao maior número possível de pessoas a oportunidade de assistir a este documentário profundo como um coletivo global. Toda renda de produtos de merchandising relacionados com o filme serão doadas à organização www.goodplanet.org.

Para mais informações sobre o filme, visite http://www.home-2009.com




Ruralistas privatizam a Amazônia

Por Redação do Greenpace

Futuro da floresta está nas mãos de Lula.

Após uma longa e acirrada disputa de mais de cinco horas, a bancada ruralista do Senado conseguiu impor ao país, por uma apertada maioria de 23 votos a favor a 21 contra e uma abstenção, a Medida Provisória 458, a MP da Grilagem. A MP apresentada pela presidência da República com a justificativa de legalizar terras ocupadas na Amazônia Legal havia sido aprovada na Câmara dos Deputados com a inclusão de emendas que beneficiam grileiros de terras públicas e empresas. A medida possibilita que 80% das terras públicas apropriadas irregularmente, o equivalente a 67 milhões de hectares, sejam privatizadas.

Agora, a MP 458 segue para aprovação do presidente Lula. “O congresso privatizou escandalosamente a Amazônia, o que vai aumentar o desmatamento e acelerar as mudanças climáticas. Os ruralistas insultaram a memória de tantos brasileiros que, como Chico Mendes, morreram na defesa do maior patrimônio ambiental do país”, disse Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. “Agora a responsabilidade para evitar esse desastre está nas mãos daquele que o criou, o presidente Lula, que precisa seguir o conselho de Marina e vetar os parágrafos da medida que ameaçam o meio ambiente.”

Em um discurso emocionante que, certamente, entrará para a história, a senadora Marina Silva (PT/AC) falou da violência causada pela grilagem na Amazônia. Entre 1999 e 2008 5.380 conflitos envolveram 2,7 milhões de pessoas, provocando 253 mortes por assassinado. “Os defensores dessa medida dizem que ela não vai legalizar a grilagem, mas não é o que pensam os especialistas. A MP 458 vai jogar por terra 15 anos de trabalho de promotores sérios contra a grilagem. Aqueles que grilaram vão ganhar o título de cidadão de bem”, disse Marina.

Juntamente com o senador Aloizio Mercadante (PT/SP), Marina até tentou uma negociação. A proposta foi manter o texto dois aspectos do texto proposto inicialmente pelo governo: prazo de 10 anos para que as terras regularizadas sejam vendidas (na Câmara dos Deputados, esse período foi reduzido para três anos) e possibilidade de empresas sejam donas de terras amazônicas. Ironicamente, esse último item possibilita a internacionalização da Amazônia por empresas transnacionais, exatamente o que o falso argumento usado pelos ruralistas para tentar desqualificar o trabalho do Greenpeace .

Outro aspecto negativo é que os imóveis de ate 400 hectares não precisam passar por vistorias para serem regularizados. Pela MP 458, o governo aceitará uma declaração do próprio beneficiado descrevendo a situação em que suas terras se encontra para regularizar a aterra, o que abre brecha para fraudes.

Agora, cabe ao presidente Lula não deixar que a bancada ruralista, liderada pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO) empurre goela abaixo da sociedade brasileiras a regularização da grilagem.




Economia versus preservação

Os recentes ataques desferidos contra as leis ambientais no Brasil mostram que está, enfim, chegando a hora de enfrentarmos com seriedade e sem esquivas o dilema crescimento econômico versus preservação do meio ambiente.

Exemplos não faltam, mas o mais chocante vem de Santa Catarina, onde, ironicamente, o desrespeito às leis ambientais foi um dos maiores responsáveis pela tragédia das enchentes no ano passado. A Assembléia Legislativa catarinense aprovou em março um código estadual do meio ambiente que, entre outras coisas, reduz de 30 para cinco metros a área de proteção obrigatória das matas ciliares (vegetação que protege as margens dos rios, com função similar à de sobrancelhas e cílios para os nossos olhos). O tal código estabelece também que toda terra já cultivada no estado seja considerada "área consolidada", o que garante a continuidade de produção mesmo onde ela ocorre ilegalmente em regiões de preservação.

Curto e grosso assim, um exemplo seco de total desprezo pelas mínimas necessidades da vida selvagem em nome de uma aparentemente incontrolável necessidade de expansão da área cultivada. Um detalhe: o código é francamente inconstitucional, pois a legislação estadual não pode ser mais permissiva que a federal equivalente.

Em Brasília, estão tentando reduzir as reservas legais, as áreas que devem ser preservadas nas propriedades rurais (sendo que as porcentagens variam de uma região para outra do país) e há iniciativas para revogar decretos de proteção de dez milhões de hectares em unidades de conservação federais (uma área que corresponde a mais de duas vezes o estado do Rio de Janeiro).

A ofensiva, liderada por políticos da bancada ruralista, tenta também anular os efeitos de recentes iniciativas governamentais para frear o desmatamento, como o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia, que corta o crédito rural de fazendeiros que desmataram ilegalmente, e o decreto 6.514, que prevê sanções administrativas pelo descumprimento do Código Florestal.

Enquanto isso, nove reservas em diferentes pontos do país estão emperradas na Casa Civil esperando autorização, pois o Ministério das Minas e Energia tem interesse nas áreas. Já o Ministério do Meio Ambiente recebeu apenas mil dos três mil novos fiscais que pediu para lutar contra o desmatamento na Amazônia. E a intenção de criar a Guarda Florestal Nacional ficou só na intenção. A lista de ataques não pára por aí, e seria cansativo para o leitor se eu tentasse esgotá-la neste espaço.

Enquanto tudo isso acontece, assistimos, perplexos, ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, elogiar o exemplo catarinense e brincar de vidente ao "prever leis ambientais mais flexíveis no país". Stephanes também tem defendido crimes como a liberação da agricultura em topo de morros e encostas e quer que a compensação de áreas desmatadas ilegalmente possa ser realizada com reflorestamento em locais distantes, até mesmo em outros estados (algo tão absurdo quanto propor que você resolva o problema causado pelo buraco no telhado da sua casa consertando o telhado da casa do seu vizinho). O ministro podia perguntar aos catarinenses que tiveram parentes mortos e casas destruídas pelas enchentes o que acham das suas idéias.

Stephanes está na linha de frente da ofensiva, fazendo ameaças, como a previsão de que, caso não sofra modificações profundas, o Código Florestal inviabilizará "quatro milhões de hectares produtivos, quinze milhões de toneladas de produtos, além de provocar o desaparecimento de milhares de agricultores, propriedades e até de pequenos municípios".

Essa fala do nobre ministro esclarece, portanto, o que a maior parte dos ambientalistas prefere fingir que não vê: ao contrário do que ouvimos muito por aí, meio ambiente e crescimento econômico se chocam, sim, e não são naturalmente compatíveis. É preciso tirar de um para dar ao outro. E é preciso coragem para encarar um debate sobre esse fato, para que se possa questionar o paradigma da premência do crescimento econômico sem fim.

Quando a discussão acerca da questão ambiental se acentua, os defensores da teoria furada do crescimento eterno usam em sua defesa os argumentos da ameaça ao crescimento econômico, aos empregos, à saúde da economia. É neste ponto que os ambientalistas costumam recuar, afirmando ser possível aliar crescimento econômico e preservação, discurso sempre presente na mídia de massa e nos bolsos dos coletes do ministro Minc.

É claro que poderíamos adiar este embate se a elite brasileira não fosse tão pré-histórica em suas práticas nem tão cega para qualquer coisa que não signifique o lucro imediato, com o menor esforço possível e a qualquer preço. Se empresários e ruralistas aceitassem a possibilidade de uma margem de lucro um pouco menor, o choque entre preservação e crescimento da economia poderia ser empurrado para frente, para daqui a dez ou quinze anos, caso houvesse, por exemplo, real interesse na recuperação dos tais 60 milhões de hectares em áreas degradadas, ao invés de desmatar novas áreas. Ou se aplicássemos técnicas para melhor aproveitamento das áreas produtivas. Ou ainda se buscássemos seriamente alternativas para aproveitamento econômico da floresta com atividades verdadeiramente sustentáveis. Ou se pensássemos na agricultura em termos mais amplos, com olhos voltados para todos os tamanhos de propriedades e para a diversificação e não só nas grandes propriedades monocultoras. Ou talvez se enxergássemos a função social da propriedade, tal qual manda a Constituição.

Mas nada disso é mais rentável que simplesmente derrubar mata virgem e tocar fogo, e esse fato singelo faz a conversa terminar por aí quando falamos de capitalismo brasileiro. Mesmo na hipótese da aplicação de opções como as descritas acima, depois de certo tempo o embate entre crescimento econômico e preservação voltará à tona. Não há como fugir disso. Enquanto não tivermos coragem de enfrentar seriamente essa verdade continuaremos a ser presas fáceis daqueles que se aproveitam das brechas nas nossas argumentações para enriquecerem às custas da natureza.

Não é possível que toda vez que alguém fale em "ameaça ao crescimento econômico" os ambientalistas corram para apagar o fogo e tentar apaziguar, apegando-se ao discurso oficial, amparado em grande parte pela sede das grandes ONGs ambientalistas por patrocínios polpudos. É preciso, ao invés disso, que cada um mostre realmente de que lado está, comprando a briga e aprofundando este debate, sem medo de suas conseqüências.



Um dia mundial do meio ambiente inspirador


Já que estamos na semana do meio ambiente, não custa nada falar um pouco de inspiração, especialmente inspirado pelo professor José Goldemberg, que abriu o painel “Projetos mobilizadores e comunicação estratégica”, realizado hoje (03/06), último dia do Seminário de Marketing Sustentável, realizado pela Unomarketing, na Fecomércio, em São Paulo.

O destaque foi frase utilizada pelo professor Goldemberg para expressar a sua indignação em relação à forma como o homem vem tratando o meio ambiente: “Estamos vivendo uma experiência planetária, mudando a composição da atmosfera e isso é terrível”. Para o professor, a única inspiração que a nossa sociedade pode ter, nesta semana do meio ambiente, é a de mobilizar-se “e cobrar das autoridades medidas que minimizem os impactos ambientais e sociais” e, das empresas, cobrar a publicação anual de um relatório de impacto ambiental de suas operações e as medidas adotadas para minimizá-las.

Uma palestra nada otimista. Na verdade, o conceituado físico brasileiro deu 50 anos para o esgotamento das fontes energéticas do Planeta. Ficou uma impressão de que iniciamos uma catástrofe e tanto para um ambiente com mais de 6 bilhões de pessoas, mesmo que leve os 50 anos. Principalmente quando Goldemberg fez a pergunta que ninguém responde: “O que sobrará para as próximas gerações?”

Nos dois dias do seminário da Unomarketing ninguém procurou responder a essa pergunta diretamente, mas no fundo estivemos ali todos querendo saber o que podemos fazer para evitar que essa “profecia” científica se cumpra. O que se ouviu foi que podemos fazer muito. O próprio professor Goldemberg deixou claro que o papel da comunicação é fundamental. Helio Mattar, do Instituto Akatu, reconheceu que a mídia tem contribuído para a mobilização da sociedade, inclusive nas classes C e D.

Discutiu-se, claro, as condições em que essa comunicação vem sendo produzida. O jornalismo admitiu que precisa trazer para o debate pautas importantes sobre a sustentabilidade; o “marketing verde”, que virou moda e vem fazendo a cabeça das empresas para os investimentos em projetos sociais e ambientais, reconheceu que a transparência é fundamental; assim como os publicitários se mostraram conscientes das novas relações entre os consumidores e as marcas dos produtos e a importância que isso passou a ter sobre as práticas da propaganda.

Mas o tema que alinhavou os debates, dentro das plenárias e fora delas, no seminário da Unomarketing, foi o papel da internet, a caçula das mídias e a que mais impactos vem provocando na mobilização da sociedade em torno do tema da sustentabilidade. A Web 2.0 e a chamada “social media”, que coloca em ebulição os profissionais de comunicação em todo o mundo, parece ter derrubando de vez o muro da comunicação unilateral. Em breve não se saberá mais quem está de que lado, no famoso processo de comunicação “emissor, canal, receptor”, tão popular na era pré-internet.

Quer saber mais? Está tudo no blog produzido pela Envolverde (http://unomarketing.blogspot.com/). Leia, comente, critique, relate sua experiência. “A hora é agora”, para voltar ao professor Goldemberg, que inspirou o início desse artigo.





Bertin, Carrefour, Wal Mart e Pão de Açúcar respondem ao relatório do Greenpeace

O relatório A Farra do Boi na Amazônia já repercute nas empresas envolvidas na cadeia de custódia de gado. Veja as respostas da Bertin, Pão de Açúcar, Wal Mart e Carrefour aos dados do relatório, e a nossa análise.

Bertin S.A.

A Bertin S.A. esclarece que suas operações são baseadas no compromisso de administrar seus negócios de forma integrada com a responsabilidade social e ambiental. Para isso, faz permanentes investimentos em iniciativas que minimizam os impactos resultantes de suas atividades, visando ser uma referência no setor.

A companhia obedece estritamente às leis brasileiras trabalhistas, ambientais, fiscais e todas as outras referentes à sua atividade.

A Bertin tem a convicção de que o caminho para a evolução da pecuária no Brasil é a sustentabilidade. Sempre esteve à frente em iniciativas desenvolvidas com ONGs e organismos nacionais e internacionais que trouxessem aprendizados para a empresa e que a tornassem referência em assuntos que tanto interessam à coletividade. A Bertin adotou no setor práticas pioneiras ao combate à irregularidade, imprimindo ações voltadas ao benefício de toda a cadeia e ao bem do setor. Por isso, possui um programa específico de Procedimento de Compra de Gado, que considera critérios socioambientais dos fornecedores. Esse método visa garantir, por meio do monitoramento e controle de cadastro de fornecedores, o atendimento à legislação ambiental, trabalhista, de segurança de trabalho, entre outros. O programa estabelece um conjunto de critérios para credenciamento de fazendas, que incluem a não condenação por trabalho escravo, por grilagem de terras, por violência agrária, por desmatamento ilegal e não possuir, criar ou adquirir gado em áreas indígenas.

A empresa está de acordo com o Plano Nacional de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia (PPCDAM), cumpre o Decreto 6.514 – que proíbe adquirir, intermediar, transportar ou comercializar produto ou subproduto de origem animal ou vegetal produzido sobre área objeto de embargo, integra o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e utiliza as informações disponibilizadas por órgãos como o INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – para se certificar que o produtor não usufrui de terras griladas.

Sobre as considerações realizadas nesta segunda-feira, 01 de junho de 2009, no relatório apresentado pelo Greenpeace, a Bertin faz questão de esclarecer que segue rigorosamente sua política de compra de gado acima detalhada e que todos os seus fornecedores são legais e não constam nem da lista suja – do Ministério do Trabalho e Emprego que condena práticas semelhantes à escravidão – nem de lista Embargada publicada pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Como resultado deste compromisso, a Bertin adotou o critério de figuração na lista para descredenciar fornecedores. Sendo assim, já excluiu 141 que constavam na lista de áreas embargadas e mais 24 por estarem presentes na lista suja.

Nossas unidades exportadoras têm sistemas de rastreabilidade de matéria-prima e são todas credenciadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Para atender ao mercado interno, o documento de origem emitido pelo SIF é uma CSN ou Guia de Trânsito, sem especificação de habilitação, ou seja, impossibilitado de utilizar esta matéria-prima para elaboração de produtos destinados à exportação para EUA e países da União Européia.

No que diz respeito à atuação com couros, 82,5% é proveniente de unidades próprias da Bertin, ou seja, totalmente regular em questões de quaisquer naturezas sejam elas fundiárias, trabalhistas, ambientais entre outras. O
restante é adquirido de outros frigoríficos como Marfrig, Frigol, Fricon, Margen, Frical, Paloma, Rondosafra e Eldorado e corresponde a 17,5%.

Dado à aquisição de terceiros, a Bertin se compromete a averiguar a procedência deste couro e caso haja situações irregulares, haverá interrupção imediata do acordo comercial entre a Bertin e estes fornecedores até que tudo esteja absolutamente dentro dos padrões exigidos pela legislação.

A empresa ressalta ainda que está à disposição de todo e qualquer movimento relacionado à preservação da Amazônia, levando sempre em consideração a importância ambiental da região e também os aspectos sociais envolvidos.

Análise do Greenpeace sobre a resposta da Bertin:

É inegável que no processo de implementação das cláusulas do empréstimo do IFC, a Bertin tem adotado práticas melhores. Excluiu fornecedores com embargo e trabalho escravo.

No entanto, conforme o Greenpeace denuncia no relatório “Farra do Boi na Amazônia”, ainda há problemas sérios nos fornecedores da empresa que ela não pode ignorar. A Bertin afirma, por exemplo, que “estabelece um conjunto de critérios para credenciamento de fazendas, que incluem a não condenação por trabalho escravo, por grilagem de terras, por violência agrária, por desmatamento ilegal e não possuir, criar ou adquirir gado em áreas indígenas."

O desmatamento na Amazônia é um problema emergencial, que agrava as mudanças climáticas globais. Assim, limitar essa exclusão ao critério de "não condenação", atrasa a tomada de decisões. No caso do desmatamento, o tempo médio de tramitação de uma multa no IBAMA, segundo estudo da ONG Imazon, é de 7 anos, o que torna o critério absolutamente inócuo.

Outro exemplo desse tipo de demora está em um caso de trabalho escravo, de fornecedor da Bertin que entrou na lista suja em dezembro de 2008, mas cujos trabalhadores haviam sido libertados em uma blitz ocorrida há dois anos, tempo que levou para o processo tramitar no MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Em nossa pesquisa encontramos fazendas que desmataram em 2008 e continuam desmatando atualmente, transportando carregamentos freqüentes de animais para frigoríficos da Bertin. Identificamos dezenas de fazendas que possuem multas (em tramitação) por desmatamento ilegal e são fornecedores regulares. Assim, ausência de condenação não representa um atestado de bons antecedentes.

Com relação a compra de animais de áreas sob embargo, o Ministério Público Federal está processando o Bertin por continuar comprando de áreas embargadas, justamente sob o decreto Decreto 6.514, que eles afirmam cumprir. Fazendas alvo de violência contra sem-terras são fornecedores regulares.

E no caso de terras indígenas acabamos de provar que compraram, possivelmente pelo simples fato de não terem a menor idéia de onde as fazendas fornecedoras realmente ficam.

O contrato da Bertin com o IFC exige o cadastramento de fazendas, regularização fundiária e licenciamento ambiental num prazo de 5 anos. Sempre alertamos (em carta do GT Floresta ao IFC, anterior à aprovação do empréstimo) que esses critérios eram impossíveis de serem cumpridos. Mesmo assim, o empréstimo foi concedido. Recentemente, em uma reunião do Grupo de Trabalho da Pecuária, criado pelo IFC, o banco informou que irá rever esses critérios, pois não é possível cumprí-los, numa mudança de princípios inadmissível.

O que os frigoríficos precisam fazer:

- Declarar uma moratória imediata para novos desmatamentos na Amazônia.

- Criar um sistema de monitoramento que evite a compra de animais de fazendas em terras indígenas, com desmatamento ilegal e trabalho escravo. Para isso, devem informar que os a fazenda de origem e sua localização georreferenciada para cada lote de produto fornecido. Este tipo de sistema já existe hoje no Brasil para as vendas de carne fresca, resfriada e congelada realizadas pelos frigoríficos para a União Européia e o Greenpeace entende que o cidadão brasileiro não pode ser tratado como um cidadão de segunda classe. Esse sistema, que tem finalidade sanitária, precisa ser estendido para compreender também prerrogativas ambientais e sociais, além das carnes processadas e couro.

Para isso, essas informações sobre as fazendas e seus proprietários devem ser cruzadas com listagens de cadastro rural, multas do Ibama, multas por trabalho escravo e guias de transporte animal (GTAs). Um sistema de análise de imagens de satélite deve ser implementado para monitorar a ocorrência de novos desmatamentos, com a exclusão imediata de proprietários rurais que desmatarem, a exemplo do que ocorre no processo da moratória da soja, declarada pela Abiove em 2006.

As respostas das redes de supermercado:

Pão de Açúcar

O Grupo Pão de Açúcar mantém vários mecanismos e ações como forma de coibir o comércio de produtos ligados às cadeias produtivas da pecuária que não cumpram legislações trabalhistas e ambientais, a começar pelos nossos contratos de fornecimento. Neles, o fornecedor assina uma declaração compormetendo-se a atender as disposições especificas da legislação sobre proteção do meio ambiente e de segurança e medicina do trabalho.

Outra ação realizada pela Companhia é o programa 'Tear', promovido pelo Ethos e pelo Fundo Multilateral de Investimento (Fumin), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O programa tem como objetivo promover a adoção de melhores práticas de produção e comercialização de carnes, baseadas em políticas de respeito aos direitos trabalhista e de preservação do meio ambiente reconhecidos mundialmente.

Além disso, desde 2008, o Grupo Pão de Açúcar é signatário do Pacto Empresarial Conexões Sustentáveis, promovido pela ONG Movimento Nossa São Paulo e o Forum Amazônia Sustentável. A companhia participa do movimento em três esferas: pecuárias, soja e madeira. Com o pacto, o Grupo se compromete a não adquirir produtos de fornecedores que figurem na Lista Suja do trabalho escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou provenientes de terras embargadas pelo Ibama. A empresa acompanha os relatórios e documentos do órgãos como forma de monitorar eventuais irregularidades e toma medidas preventivas e punitivas do ponto de vista comercial no caso de comprovada qualquer infração. Em relação ao fato apontado pelo Greenpeace, a empresa informa que já convocou seus fornecedores para esclarecimentos a respeito das alegações e irá tomar as medidas cabíveis para que se faça cumprir o compromisso firmado em contrato com seus fornecedores e a política da empresa no que tange a uma gestão socioambientalmente correta.

Wal-Mart Brasil

O Wal-Mart considera muito graves as acusações do relatório do Greenpeace sobre a Amazônia e vai cobrar imediatamente esclarecimentos das redes de frigoríficos do Brasil. A empresa não tolera práticas ilegais da pecuária bovina e possui declarações formais dos fornecedores de carne garantindo que os produtos fornecidos à empresa não vêm de áreas embargadas pelo Ministério do Meio Ambiente ou da Lista Suja do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho. Esses fornecedores são, seguindo orientação e exemplo do Wal-Mart, signatários dos Pactos Socioambientais da Soja, Madeira e Pecuária, além do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, do qual o Wal-Mart é signatário fundador.

O Wal-Mart também atua proativamente no sentido de participar da elaboração de políticas públicas socioambientais. Por meio de fóruns com fornecedores e ONGs, a empresa trabalha para ampliar a adesão de cada vez mais fornecedores aos pactos; inclusive inserindo nos contratos comerciais cláusula específica contra trabalho escravo e infantil.

Carrefour

O Carrefour afirma que é uma empresa comprometida com as práticas que contribuírem para a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento social.

Os produtos que comercializa, inclusive nos açougues de toda a sua rede, são provenientes de contratos que seguem rigidamente as formalidades legais, exigidas pelas entidades reguladoras.

Há dez anos, o Carrefour adota um programa específico de garantia de origem com critérios de rastreabilidade de seus produtos, que permitem um controle na cadeia produtiva, e está sempre disposto a dialogar no sentido de aprimorar suas práticas sustentáveis.

Análise do Greenpeace às redes de supermercados:

Embora as declarações dos fornecedores, esclarecimentos,cláusulas contratuais e participação em programas socioambientais sejam ações positivas, não são mecanismos eficientes para garantir a exclusão da destruição da Amazônia da cadeia de suprimentos dos supermercados. Prova disso é que o Ministério Público Federal acaba de comprovar grandes suprimentos de carne de áreas desmatadas ilegalmente e embargadas, para o Pão de Açúcar, Wal Mart e Carrefour.

Os supermercados precisam exigir das empresas frigoríficas uma moratória imediata para novos desmatamentos na Amazônia.

Além disso, devem exigir provas definitivas de que não estão comprando de fazendas em terras indígenas, com desmatamento ilegal e trabalho escravo. Para isso, devem solicitar que os frigoríficos informem a fazenda de origem e sua localização georreferenciada para cada lote de produto fornecido. Este tipo de sistema já existe hoje no Brasil para as vendas de carne fresca, resfriada e congelada realizadas pelos frigoríficos para a União Européia e o Greenpeace entende que o cidadão brasileiro não pode ser tratado como um cidadão de segunda classe. Esse sistema, que tem finalidade sanitária, precisa ser estendido para compreender também prerrogativas ambientais e sociais, além das carnes processadas e couro.

Para isso, essas informações sobre as fazendas e seus proprietários devem ser cruzadas com listagens de cadastro rural, multas do Ibama, multas por trabalho escravo e guias de transporte animal (GTAs). Um sistema de análise de imagens de satélite deve ser implementado para monitorar a ocorrência de novos desmatamentos, com a exclusão imediata de proprietários rurais que desmatarem, a exemplo do que ocorre no processo da moratória da soja, declarada pela Abiove em 2006.

Chama a atenção, nas declarações das empresas, o fato de os supermercados buscarem excluir de suas cadeias de suprimento apenas as fazendas envolvidas em trabalho escravo e desmatamento ilegal. Em um mundo preocupado com as mudanças climáticas, as grandes cadeias varejistas internacionais precisam ir além, e excluir todos os produtos relacionados a novos desmatamentos, de seus pontos de venda.



Cadbury celebra Dia Mundial do Meio Ambiente com apoio ao tema da ONU de combate às mudanças no clima global


Na América do Sul, a Cadbury investe em ações para redução do consumo, até 2010, de 30% da água, e 15% de energia e de dióxido de carbono



São Paulo, 05 de junho de 2008 – A Cadbury, uma das maiores empresas de confeitos do mundo, anuncia apoio ao tema da ONU – Organização das Nações Unidas – para a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 2009: “Seu planeta precisa de você”, que tem por objetivo conscientizar as pessoas que para o combate ao aquecimento global deve haver envolvimento de todos por meio de ações diárias.



Essa é uma das iniciativas da empresa, em nível global, de apoio às causas que envolvem a preservação do meio ambiente. A Cadbury, também, desenvolve ações na América do Sul para, até 2010, reduzir o consumo de 30% de água, e 15% de energia e de dióxido de carbono.



A Cadbury lançou, há dois anos, o programa “The Green Advocates” (Os Defensores Verdes), em que funcionários da empresa se comprometem, em seus países, a apoiar causas ambientais em nome da companhia. Na América do Sul, já são 70 funcionários engajados.



Brasil



No Brasil, a Cadbury tem um forte programa de reciclagem e tratamento de água na planta de Bauru. A Estação de Tratamento de Efluentes da planta tem capacidade para tratar até 750 mil litros de água por dia. Entre os anos de 2007 e 2008, a diminuição do consumo chegou a 17%, ou 40 mil m³ --16 piscinas olímpicas cheias. Para 2009, a empresa assumiu o compromisso de reduzir em mais 10% o consumo de água com relação a 2008.



Todo o esgoto sanitário e industrial passa por uma série de processos de purificação, até que a água utilizada na fábrica fique 99% livre de impurezas. A água segue, então, para o rio Bauru, e volta para o meio ambiente limpa. Todo o dejeto restante do processo de purificação da água é enviado para uma empresa terceirizada, e transformado em adubo.



Além disso, a planta está sendo equipada com instalações de gás natural em substituição a óleo combustível e painéis solares para aquecer a água das caldeiras e dos vestiários. A água usada no processo produtivo é reutilizada, por meio de sistemas fechados de resfriamento.



A planta de Bauru também tem um programa de coleta seletiva de lixo em cada linha de produção. Dessa forma, os resíduos não-orgânicos (como o plástico das embalagens, por exemplo), são descartados de forma correta, e enviados para reciclagem.



SAC Cadbury Adams: 0800 725 3045



Sobre a Cadbury no Brasil



A Cadbury plc, presente no Brasil há 64 anos, é líder no segmento de confeitos no País. Desde 2003, quando a Cadbury Schweppes adquiriu globalmente a Adams, o grupo ganhou a posição de líder no mercado global de confeitos e, no Brasil, a companhia passou a ser conhecida por Cadbury Adams. A empresa emprega mais de 2.400 pessoas no país, e possui uma das mais modernas fábricas de confeitos do mundo, instalada na cidade de Bauru, interior de São Paulo. Em maio de 2008, com a separação das unidades de confeitos e bebidas, a identidade corporativa da empresa passou a ser Cadbury plc. Seu portfólio conta hoje com quatro marcas de gomas adultas – Trident, Clorets, Chiclets e Freshen-up –; três marcas de gomas infantis – Ping Pong, Ploc e Bubbaloo –; o drops Vita-C – o primeiro enriquecido com Vitamina C –; além dos drops Halls e da bala Frumelo. Para mais informações acesse: www.cadburyadams.com.br.



Sobre a Cadbury no mundo



A Cadbury plc é um importante grupo internacional que produz, comercializa e distribui confeitos e bebidas em todo o mundo. Com 200 anos de história, atualmente os produtos da Cadbury plc – que incluem marcas como Cadbury, Flakes, Halls, Trident, Dentyne, Bubblicious, – são saboreados na maior parte dos paises. O grupo emprega cerca de 50 mil pessoas e tem fábricas em cerca de 60 países. É a única empresa de confeitos do mundo com uma posição forte em chocolates, confeitos de açúcar e gomas de mascar. É uma das líderes mundiais na produção e comercialização de balas, chocolates e gomas de mascar.

Comunicação Corporativa da Cadbury

EXPOSIÇÕES

Pintura cearense em nova perspectiva

O artista plástico cearense Rian Fontenele abre hoje a exposição individual “Elogio da Sombra”


O artista plástico cearense Rian Fontenele abre a exposição individual “Elogio da Sombra” hoje, dia 25 de junho, quinta-feira, na Galeria Mariana Furlani Arte Contemporânea, apresentando seus mais recentes trabalhos em pintura.

A mostra, que estará aberta para visitação até o próximo dia 24 de julho, contará com aproximadamente 25 obras de grandes dimensões, painéis que variam entre 120 x 120 cm a 200 x 450 cm, além dos estudos desses trabalhos, todos integrantes das séries “Em louvor da Sombra”, “Noturnos e brincantes” e “Columpiantes”, às quais o artista vem se dedicando há pouco mais de um ano. Utilizando nanquim, esmalte, carvão, acrílica e óleo sobre tela, o pintor, gravador e desenhista cearense Rian Fontenele apresenta nesta exposição trabalhos sóbrios, elaborados a partir da sobreposição de aguadas extremamente tênues, quase aquarelas em grandes formatos, até pinturas com camadas.

O artista aboliu as linhas precisas que delimitavam personagens em corpos nítidos, que habitualmente apareciam em seus desenhos, para se perder na perspectiva do volume, com corpos flutuantes e borrados, que dissolvem as fronteiras entre corpo e não-corpo, estabelecendo uma relação entre o abstrato e o figurativo. Uma tentativa de infiltrar-se na noite, em meio às sombras e às luzes, para se encontrar. Personagens que buscam a liberdade na escuridão. As figuras, que parecem quererem se apagar, encontram-se envoltas por uma bruma, reunidas, compondo imagens de um mundo flutuante que evidencia a luta entre o branco e o negro em um elogio à sombra a partir da presença da luz.
As obras a serem apresentadas na exposição “Elogio da Sombra” dão continuidade ao tema abordado pelo artista plástico no trabalho “Em louvor da sombra”, da série “Noturnos”, integrante do Projeto Diálogos, lançado no último mês de março pelo Restaurante L’Ô, em Fortaleza-CE. Quase todas as obras que irão compor essa mostra podem ser conferidas na exposição virtual no novo site: www.rianfontenele.com.br, que .constitui-se em um local de encontro entre o artista, sua obra e o público.



Arte em alto relevo

O paulista Roberto Vivona inaugura hoje mostra “Concreto Cultura”

Apreciadores e curiosos do mundo da arte terão a oportunidade de conhecer de perto as obras do artista plástico paulista, Roberto Vivona, durante a exposição Concreto Cultura, realizada em parceria com os Correios. O evento acontece no período de 18 de junho a 1º de agosto, no Espaço Cultural dos Correios de Fortaleza, na Agência Central. O coquetel de lançamento da exposição acontece no dia 18 de junho, às 19h.
Roberto Vivona é Artista Plástico e Curador da Exposição. Formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (SP), ele é artista plástico auto-didata. Participou de exposições como Criart (SP – 1996), Prodan (SP – 1998), Metro (SP – 1998), Sturion Design (SP – 1999), Brasil 500 anos (SP – 1999), dentre outras. É a primeira grande exposição de Vivona, no Estado do Ceará. Nela, o artista apresenta aos cearenses obras inspiradas na civilização Maia, nas morenas da Bahia, no jazz norte-americano e nos dragões chineses, entre outras referências culturais. Serão exibidas ao todo 30 obras que retratam traços da cultura de diferentes povos, em diferentes épocas da humanidade.
As imagens têm como matéria-prima o concreto-celular (material usado normalmente na construção civil). Outra peculiaridade do trabalho do artista plástico é a produção, por parte do próprio Vivona, de todas as tintas e tonalidades específicas para cada um dos trabalhos. Assim, o artista cria uma nova estética, capaz de contar histórias, reviver mitos, crenças e conservar memórias. O projeto permite aos visitantes uma leitura mais apurada dos caminhos percorridos pelo homem em seus diferentes momentos históricos.
Os interessados podem visitar gratuitamente a Mostra, de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados até o meio dia.






Arte Postal

Mostra acontece até o dia 25 de junho, na Galeria Antônio Bandeira

Na era da comunicação instantânea e em tempo real através da internet, o gesto de escrever cartas ganha um ar de saudosismo poético. O cuidado com a escrita, a textura e as cores do papel, o formato do envelope, fazem uma ação outrora comum assumir status de arte; uma arte que se movimenta através de redes de cartas elaboradas com preocupações estéticas, trocas de fotografias, selos, carimbos, objetos, colagens postais e envelopes.

É por reconhecer o fascínio que as cartas exercem em milhares de pessoas que a Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Seculfor), realiza a exposição Arte Postal, de 2 a 25 de junho, na Galeria Antônio Bandeira. Em paralelo, a Secultfor também promove a Oficina Arte Postal, que acontece no dia 13, das 8h às 11h, também na Galeria Antônio Bandeira. Ministrada pela arte-postalista Grazyele Dias, a oficina vai apresentar aspectos da história da arte postal, além de ensinar técnicas de produção desta arte.

A prática da arte postal remonta aos artistas do modernismo e seus diferentes movimentos. O grupo Fluxos (1960) é tido como fundador da Arte Postal, mas são relevantes as cartas trocadas por artistas como Pablo Picasso (1881-1973), Henri Matisse (1869-1954), Marcel Duchamp (1887-1968), Kurt Schwitters (1887-1948), Max Ernst (1891– 976) e Francis Picabia (1879-1953); cada qual participando das propostas dos seus próprios grupos, formando suas próprias redes de interlocutores.

Nos anos de 1980, as instituições de arte começaram a abrir suas portas para receber algumas mostras internacionais de Arte Postal. No entanto, ainda não sabiam como guardar em seus acervos peças desse movimento. Os artistas, com seus trabalhos, passaram a colocar os museus em questão e sinalizar a necessidade de refletir a respeito da forma de apresentar e legitimar as artes no mundo, inclusive através da Arte Postal.

Segundo a curadora da mostra e diretora da Galeria Antônio Bandeira, Carol Ruoso, este movimento trouxe contribuições para o circuito das artes visuais ao expor suas contradições e tensões. “As cartas dos artistas buscavam afirmar que ‘hoje a arte é este comunicado!’. A partir desta perspectiva eles exploravam audaciosamente o potencial de circularidade dos Correios para difundir um pensamento crítico sobre o sistema das artes. De maneira irreverente e marginal espalhavam, também, mensagens de crítica social. Difusores da pluralidade e da liberdade de expressão produziram diálogos entre diferentes tendências, lugares e temporalidades da arte”, atesta a curadora.

As duas iniciativas visam promover uma abertura a quem quiser fazer arte, além de criar novos canais de participação, mobilização e divulgação da arte postal. Somadas, as ações fortalecem a política de democratização e cidadania cultural através das Artes Visuais abraçada pela Prefeitura, que tem no Salão de Abril sua principal estratégia para aproximar a arte da população, franqueando o acesso à produção artística e sugerindo um diálogo mais possível entre arte e público.

Programação
DIA 2
Abertura da Exposição Arte Postal – Recortes Contemporâneos, às 18h. Galeria Antônio Bandeira (Rua Conde D’Eu, 560 – Centro. No Centro de Referência do Professor). A exposição fica aberta ao público até o dia 25.

DIA 13
Oficina Arte Postal. Galeria Antônio Bandeira (Rua Conde D’Eu, 560 – Centro. No Centro de Referência do Professor), das 8h às 11h. Ministrante: Grazyele Dias.

Serviço:
EXPOSIÇÃO ARTE POSTAL – RECORTES CONTEMPORÂNEOS - De 2 a 25 de junho, na Galeria Antônio Bandeira (Centro de Referência do Professor).



"Sobrepostas, permeáveis e intercambiáveis", exposição de Vitor César, com curadoria de Jorge Menna Barreto

Artista, público e esfera pública. Esses três conceitos – próximos e imbricados, cada vez mais atuais na arte contemporânea – são o ponto de partida para a discussão que o artista Vitor César intenta através da exposição “Sobrepostas, permeáveis e intercambiáveis”, a ser aberta na quinta-feira 4 de junho, às 19h, no Centro Cultural Banco do Nordeste.

A exposição apresenta – formalmente – a figura do curador, o também artista Jorge Menna Barreto. Curador quase entre aspas: a relação que se procura aqui é de horizontalidade. “O Jorge é um interlocutor com quem eu discuti essas questões a partir do trabalho”, explica Vitor. Os dois são orientandos da mesma professora, Ana Maria Tavares, na Escola de Comunicação e Artes da USP. Vitor no mestrado e Jorge no doutorado. As afinidades intelectuais aproximaram os dois, e a troca de ideias ficou cada vez mais profunda, até chegar aqui.

Vitor aponta outra característica da exposição. Mais que uma mostra de obras de arte, o artista apresenta trabalhos que discutem, sob o viés da arte contemporânea, o conceito de esfera pública. “A ideia de esfera pública que tem me interessado no momento é a de um lugar que se cria – independente do assunto – para se discutir e definir posições políticas em relação ao mundo”. Arte como postura política.

Os trabalhos refletem essa escolha. O primeiro deles está posto do lado de fora do CCBNB e piscam em neon: Centro (é) Cultural. “Esse tem diferentes camadas para se pensar. Eu sou artista, ele é, portanto, um trabalho de arte, mas o expectador não precisa olhar como se fosse um trabalho de arte”. Dentro das salas, outros trabalhos acompanham não essa camada, mas outras, no intuito de dar amplitude ao debate: “Artista é público”, “Hoje grátis fotocópias com a palavra público” e “Vocabulário de artista”.

Serviço
Abertura da exposição de Vitor César no Centro Cultural Banco do Nordeste, às 19h de quinta-feira, 4 de junho. Rua Floriano Peixoto, 941, Centro. Informações: 85.3464.3108

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