Maracanaú realiza em março programação especial de Aniversário de 43 anos com grandes shows, Alegria & Louvor, ExpoCidades e entrega de obras e investimentos

Programação contará com shows de Maiara & Maraísa, Elba Ramalho, Padre Fábio de Melo, Fernanda Brum, Ana Clara Rocha e Ítalo Poeta, Dorgival Dantas, Lagosta Bronzeada e muito mais

A Prefeitura de Maracanaú preparou uma grande programação para celebrar o Aniversário de 43 anos de Emancipação, que acontecerá ao longo de todo o mês de março. Na sexta-feira, dia 6 de março, data oficial do aniversário do Município, começa o Alegria & Louvor 2026, o maior festival de fé e paz do Ceará. Nesta data, acontecerá a programação católica, com show de Ana Clara Rocha e Ítalo Poeta, Missa e Adoração ao Santíssimo Sacramento, bem como a Feira das Vocações das Paróquias da Igreja Católica em Maracanaú. No dia 7 de março, acontecerá a programação evangélica do Alegria & Louvor, com show de Fernanda Brum e pregação com Camila Barros. Nos dias 6 e 7 de março, também acontecem as finais do Festival de Música Católica e Evangélica do Alegria & Louvor, onde serão conhecidos os vencedores e grandes talentos locais da música cristã. O evento acontece no Parque de Eventos Narciso Pessoa de Araújo, no Distrito Industrial, a partir das 17 horas.
Grande Show 43 anos - No domingo, 8 de março, será realizado o grande show do Aniversário de 43 anos, com a dupla sertaneja Maiara & Maraísa, com abertura da dupla Luis Marcelo & Gabriel. O evento acontece também no Parque de Eventos, a partir das 19 horas.
ExpoCidades - Maracanaú “Abraça o Ceará” e realizará pela primeira vez, durante programação de Aniversário de 43 anos, a maior feira de municípios do Estado, trazendo como grande novidade a disponibilização de estandes gratuitos às cidades participantes. A ExpoCidades em Maracanaú acontecerá de 18 a 24 de março, a partir das 16 horas, também no Parque de Eventos Narciso Pessoa de Araújo, no Distrito Industrial. O evento compreenderá encontro de negócios, artesanato, festival de gastronomia, capacitações, além de apresentações artísticas e atrações culturais regionais. A expectativa é que a primeira edição do evento reúna mais de 40 municípios de diversas regiões do Ceará. O evento terá várias atrações culturais regionais e nacionais, entre elas Elba Ramalho (24/03), Padre Fábio de Melo (24/03), Dorgival Dantas (22/03) e Lagosta Bronzeada (23/03). Em breve será divulgada a lista completa de shows. 
Obras – A programação oficial dos 43 anos do Município contará ainda com a entrega de grandes investimentos públicos à população de Maracanaú. A Gestão Municipal inaugurará no dia 10 de março, às 9 horas, o novo e moderno sistema de videomonitoramento com 300 câmeras de vigilância e o Centro Integrado de Comando e Controle – CICC, operado em conjunto com as forças de segurança do Governo do Ceará. Na área da educação, serão inauguradas a Escola Professor Paulo Freire (na Pajuçara), no dia 3 de março, às 15 horas, e o novo anexo da Escola Luís Carlos Prestes (Pajuçara), no dia 23 de março, às 9 horas, além de diversas entregas dos novos kits escolares, ordens de serviço e novas salas maker. Na infraestrutura, serão entregues os investimentos viários no bairro Jari (dia 9 de março, às 17 horas), no Siqueira (16 de março, às 17 horas) e no Distrito Industrial III.

Solenidades – O Aniversário de 43 anos contará ainda com a solenidade de entrega da Medalha Almir Dutra (6 de março, às 9 horas) e Medalha 8 de março (13 de março, às 9 horas), pela Câmara Municipal, entre outros eventos.
Programação Sujeita a alterações

Direitos, saúde e cidadania: os desafios da população trans no acesso à igualdade no Brasil

O reconhecimento de direitos e o acesso pleno à saúde seguem como alguns dos maiores desafios enfrentados pela população trans no Brasil. Mesmo com avanços legais e políticas públicas consolidadas, pessoas trans ainda lidam diariamente com discriminação, exclusão social e barreiras institucionais que comprometem o exercício da cidadania e da dignidade humana.
Na avaliação de especialistas, a efetivação desses direitos passa, necessariamente, pela atuação do Estado, pela qualificação dos serviços públicos e, sobretudo, pela mudança cultural da sociedade.

Avanços no Direito ainda enfrentam resistência social
No campo jurídico, o Brasil já dispõe de importantes garantias à população trans, como o direito ao uso do nome social, a possibilidade de alteração de prenome e gênero diretamente em cartório, sem exigência de cirurgia ou ação judicial, e o acesso a procedimentos de redesignação sexual pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para Isméria Oliveira, essas conquistas representam mais do que normas legais: são instrumentos de pertencimento social.
“O direito da pessoa trans ao nome social, à alteração do prenome, agnome e gênero em cartório, sem necessidade de cirurgia ou ação judicial, e a possibilidade de cirurgias de redesignação sexual pelo SUS geram pertencimento e cumprem o direito fundamental à igualdade, à identidade de gênero e à felicidade, que decorrem do princípio maior da Constituição de 1988: a dignidade da pessoa humana”, destaca a docente de direito da Faculdade Serra Dourada.
Apesar disso, Isméria alerta que o preconceito estrutural ainda limita a efetividade desses direitos no cotidiano.
“Vivemos em um mundo plural e o Direito, por meio das leis e da jurisprudência, vem aplainando a exclusão e a discriminação. Contudo, a caminhada é longa, porque a sociedade brasileira ainda resiste em incluir pessoas que não se enquadram no padrão de raça, gênero e orientação sexual estabelecidos”, afirma.
Ainda segundo ela, essa exclusão se reflete em constrangimentos sociais, baixa escolarização e dificuldades de inserção no mercado de trabalho, fatores que empurram a população trans para a marginalização.

Na saúde, barreiras institucionais ainda afastam pessoas trans do SUS
Do ponto de vista da saúde pública, os desafios são igualmente complexos. Para Pedro Ibarra, docente de enfermagem, a população trans enfrenta obstáculos que vão desde a discriminação explícita até falhas estruturais nos serviços de saúde.
“Entre os principais desafios estão o desconhecimento dos profissionais sobre identidade de gênero, o uso inadequado do nome e pronome, a patologização das vivências trans e a fragmentação do cuidado, que muitas vezes se restringe à hormonoterapia ou à saúde sexual”, explica.
Essas barreiras, segundo o Enfermeiro, produzem impactos diretos na saúde da população trans.
“O resultado é a evitação dos serviços de saúde, o atraso na busca por cuidado, a piora de agravos evitáveis e o aumento da vulnerabilidade a problemas de saúde mental, violência e exclusão social”, pontua.
Sob a ótica do SUS, Pedro ressalta que esse cenário representa uma violação dos princípios fundamentais do sistema.
“Quando o acesso não é garantido de forma respeitosa e integral, há uma quebra direta dos princípios da universalidade, equidade e integralidade”, afirma.
Formação profissional e educação como caminhos de transformação
Tanto no Direito quanto na Saúde, os especialistas convergem ao apontar a educação como ferramenta central para a transformação dessa realidade. Para Pedro Ibarra, a Enfermagem ocupa posição estratégica nesse processo.
“A Enfermagem está na linha de frente do acolhimento e do cuidado contínuo. No entanto, a formação profissional ainda é insuficiente para responder às demandas reais da população trans”, avalia.
Ele defende que temas como hormonização, protocolos clínicos, fluxos de atendimento e especificidades territoriais sejam abordados de forma sistemática durante a graduação.
Já Isméria Oliveira reforça que a desconstrução dos estigmas sociais passa pelo conhecimento e pelo debate público.
“Os estigmas sociais e morais só serão desconstituídos por meio da educação e da ampliação dos debates sobre identidade de gênero e orientação sexual”, conclui.

"Meu Nome: Mamãe" | Mundana companhia leva ao Sesc Piracicaba espetáculo sobre Alzheimer e relações familiares com Aury Porto

Montagem será apresentada nesta quarta 25/2 com duas sessões gratuitas, dentro de circulação pelo interior paulista que integra o Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo

A experiência de acompanhar o adoecimento da própria mãe se transforma em matéria cênica no espetáculo “Meu Nome: Mamãe”, idealizado e interpretado por Aury Porto, fundador da mundana companhia. A apresentação acontece no dia 25 de fevereiro, no Teatro do Sesc Piracicaba, em duas sessões gratuitas.
A circulação integra o Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, mecanismo que garante a difusão do trabalho por oito cidades do interior, ampliando o acesso a produções contemporâneas fora da capital.
Em cena, Aury Porto constrói um solo que não se limita ao relato autobiográfico. A narrativa parte da convivência com a mãe, diagnosticada com Alzheimer há quase 20 anos, para criar uma arquitetura dramatúrgica onde realidade e invenção se cruzam. Filho e Mãe surgem como presenças que se alternam, tensionando a ideia de identidade fixa e expondo as zonas instáveis da memória.
O espetáculo evita o tom explicativo ou médico. Em vez disso, investe na dimensão humana da experiência, revelando situações cotidianas atravessadas por humor, estranhamento e delicadeza. Ao deslocar o foco da doença como sinônimo de ausência, a montagem evidencia outras formas de vínculo que persistem mesmo quando as lembranças falham.
A direção é assinada por Janaina Leite, que insere o trabalho no campo das criações que dialogam diretamente com a vida real. “A forma como essa família lida com a doença abre uma outra dimensão de presença. A saída lúdica encontrada para essa convivência é o próprio retrato do teatro no encontro com a vida”, afirma a diretora.
A dramaturgia de Claudia Barral organiza fragmentos de histórias, ações e depoimentos em uma composição que espelha o funcionamento da memória: descontínua, sensorial e, por vezes, imprevisível. Visualmente, a cena dialoga com referências do sertão nordestino na direção de arte de Flora Belotti, enquanto a trilha original de Rodolfo Dias Paes (DiPa) evoca paisagens afetivas do Cariri. A iluminação concebida por Ricardo Morañez cria atmosferas que transitam entre o concreto e o imaginário.
Mais do que uma criação pessoal, “Meu Nome: Mamãe” se insere em um debate urgente sobre envelhecimento e cuidado em um país que registra cerca de 1,2 milhão de pessoas vivendo com Alzheimer. Ao transformar vivência em linguagem teatral, Aury Porto propõe uma reflexão sensível sobre presença, escuta e responsabilidade coletiva.

SERVIÇO
Espetáculo “Meu Nome: Mamãe”
Data: 25 de fevereiro de 2026
Horários: 14h e 20h
Local: Teatro Sesc Piracicaba
Endereço: Rua Ipiranga, 155 – Centro
• A sessão das 20h contará com interpretação em Libras e conversa com a equipe após a apresentação.
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada gratuita.

Livro resgata a formação do Brasil do Descobrimento ao fim do século XVII em narrativa acessível

Já está disponível na Amazon O Brasil – sua história, seu povo, sua cultura – Do Descobrimento à Colônia – final do século XVII, da autora Carolina M. Pacheco A. Araujo. Ao abordar a história do Brasil, a obra foge do formato tradicional dos livros didáticos e propõe uma leitura inovadora. Em narrativa acessível e envolvente, apresenta os acontecimentos históricos sob uma perspectiva mais ampla, que integra geografia, diversidade étnica e manifestações culturais, concatenados com eventos ocorridos na Europa. O livro combina texto fluido com rico material ilustrado — imagens creditadas, infográficos e mapas — para revelar fatos, curiosidades e personagens que ajudaram a moldar o país, oferecendo ao leitor uma experiência que não costuma ser encontrada nas obras convencionais sobre o tema. O título é destinado a brasileiros e estrangeiros fluentes em língua portuguesa.
O primeiro livro da série tem início em Do Descobrimento à Colônia – final do século XVII, obra em que a autora aborda as Grandes Navegações, período marcado pela liderança do Reino de Portugal nas conquistas da África e das Índias e pela chegada ao Brasil, em 1500, e o período colonial até o fim do século XVII. Com texto claro e bem estruturado, o livro apresenta os acontecimentos de forma cronológica, sem perder de vista fatos relevantes ocorridos em Portugal e em outros países, contextualizando como esses eventos influenciaram diretamente a formação e o destino do Brasil.
A série de livros, assim como a obra O Brasil – sua história, seu povo, sua cultura – Do Descobrimento à Colônia – final do século XVII, tem como objetivo ampliar o conhecimento dos brasileiros sobre a cultura e a identidade do país. Com abordagem didática e leitura fluida, o conteúdo apresenta riqueza de detalhes e contribui para a formação de leitores mais bem informados. Em um contexto mais amplo, a proposta é estimular o exercício da cidadania de forma consciente, crítica e responsável.
“A obra O Brasil – sua história, seu povo, sua cultura vem para nos contar e relembrar a nossa história. Muitos de nós ouvimos pela última vez sobre a origem de nosso País ainda na escola e muito jovens. Acabamos por esquecer ou perder não apenas um surpreendente enredo, mas também nuances, detalhes, curiosidades, personagens, contexto mundial e todos os fios que se entrelaçaram para construir o País.
Mais do que propor grandes análises e teses de acertos e erros do Brasil, desejamos narrar os acontecimentos munidos de sua aventura, surpresas, sucessos e tragédias inerentes a qualquer história contada. Além de proporcionar uma leitura informativa, interessante e curiosa, extraímos as peculiaridades que definiram uma tão preciosa cultura.
O Brasil – sua história, seu povo, sua cultura apresenta a jornada do País, desde o seu Descobrimento em 1500, até o período republicano. A obra é dividida em livros que contam os sucessos do Brasil, intercalados com eventos de outros países e lugares no mundo que impuseram caminhos irreversíveis ao nosso destino.” conclui a autora.
O Brasil – sua história, seu povo, sua cultura – Do Descobrimento à Colônia – final do século XVII
1ª edição | 2025 | Brasil
Autor (a): Carolina M. Pacheco A. Araujo
Gênero e subgênero: História do Brasil - Descobrimento, 1500 à Colonização
Editora: Livros À Mão Cheia - https://lamaocheia.com.br/
https://lamaocheia.com.br/
Formato do livro: 2.5 x 16 x 23 cm | 380 páginas
ISBN: 978-65-01-68674-5
Capa, projeto gráfico e diagramação: Fernanda Resende
Ilustração da capa: Alfredo Roque Gameiro
Pesquisa iconográfica: Marcia Sato
Revisão: Vero Verbo
Preço: R$ 129,90
Site para compra<< AMAZON
Sinopse:
No século XV, a Europa ingressa na Idade Moderna e entra em um dos períodos mais efervescentes de sua história. Inaugura a Era dos Descobrimentos, quando os europeus saem a navegar desconhecidos mares e oceanos e atingem os quatro cantos do planeta, nunca antes vistos por eles.
Procurando rotas comerciais marítimas para chegar ao rico Oriente e buscando cristianizar povos “infiéis”, o pequeno Reino de Portugal sai à frente na grande aventura. Determinado, contorna a desconhecida costa do continente africano e chega às Índias, jornada que levará mais de 80 anos. Em uma segunda expedição enviada à meca das especiarias, os portugueses topam com uma “ilha” no caminho.
Assim começa a obra O Brasil – sua história, seu povo, sua cultura – Do Descobrimento à Colônia – final do século XVII, o primeiro livro de uma série histórica sobre o Brasil. De forma cativante, com belas imagens, mapas e infográficos, a obra conta como, em meio a um choque de civilizações, governadores, donatários, sertanistas, religiosos, indígenas, negros cativos e mestiços constroem uma colônia, a origem de um novo país.
Sobre a autora Carolina M. Pacheco A. Araujo
Carolina nasceu e sempre viveu na cidade de São Paulo. É formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e trabalhou em grandes companhias multinacionais. Estudou e trabalhou nos Estados Unidos por um ano e meio e trabalhou na área de Comunicação. Ao voltar ao Brasil, teve sua própria empresa de design gráfico e comunicação por quinze anos.
É interessada em cultura, história e línguas. Criou uma coleção de pequenos livros sobre temas do Brasil para estrangeiros, turistas e residentes, que tinham muito pouco ou nenhum conhecimento sobre o País. Ao pesquisar a História do Brasil, percebeu a necessidade de os próprios brasileiros conhecerem a formação e identidade de seu país.
Decidiu, desde então, contar a história do Brasil como escritora. Pesquisando o tema por anos e participando de diversos cursos, chegou ao formato O Brasil – sua história, seu povo, sua cultura.
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Cariri recebe show-homenagem ao beatle George Harrison, na sexta, 27/2, no Banco do Nordeste Cultural, em Juazeiro

O público do Cariri poderá desfrutar uma oportunidade rara e especial de celebrar ao vivo a obra do ex-beatle George Harrison, com músicas de sua trajetória com o quarteto de Liverpool e com muitas canções de sua carreira solo

Assim será o show "Harrisongs - Homenagem a George Harrison", que acontece na sexta-feira, 27/2, às 18h30, no Banco do Nordeste Cultural, na Rua São Pedro, 337, Centro de Juazeiro do Norte, em frente à Praça Padre Cícero. Participação especial do pianista Ibbertson Nobre, do Cariri. Acesso gratuito, com ingressos disponíveis na plataforma Outgo. 
O espetáculo é um grande encontro de nomes da música do Ceará, para reverenciar o cantor, compositor, guitarrista e arranjador britânico: sobem ao palco os guitarristas e cantores Felipe Cazaux (das bandas Mad Monkees e Grooveaux), Roberto Lessa (ex-integrante de diversas bandas de blues e atualmente em carreira solo, com vários projetos), Rafael Balboa (da Slow Jam e de diversas formações). Também o pianista e cantor Leonardo Vasconcelos (ex-integrante de diversas bandas e referência na cena blues cearense), o contrabaixista Edmundo Jr. (que integrou as bandas Remember Beatles e Band On The Run), o cantor e compositor Dalwton Moura (do projeto Futuro e Memória - Música do Ceará e parceiro de artistas como Roberto Menescal) ao violão e o baterista Marcelo Holanda, que toca em inúmeros projetos na cena da capital.
O show celebra a trajetória de George Harrison, que em 25 de fevereiro de 2026 chegaria aos 83 anos. George se despediu 29 de novembro de 2001, vítima de um câncer, após deixar uma obra vasta e diversificada, nos discos com os Beatles, em sua carreira solo (em que chegou a ser o ex-beatle mais bem-sucedido), em sua contribuição à divulgação da música indiana no Ocidente, na realização do primeiro grande show de rock beneficente (o Concerto para Bangladesh, em 1971), no apoio a produções de cinema e na influência por uma busca de vida mais coerente e em comunhão com a natureza, o autoconhecimento, a jardinagem, a meditação.
Tudo com fartas doses de humor liverpoodliano, contradizendo o estereótipo do "quiet Beatle" ao despertar grandes risadas também de colegas como os do supergrupo Traveling Wilburys, que formou nos anos 80 com artistas como Bob Dylan, Roy Orbinson, Jeff Lynne e Tom Petty.
Um super time de músicos cearenses foi arregimentado especialmente para essa homenagem, no palco do Banco do Nordeste Cultural, a um dos maiores guitarristas da história, autor de canções eternas como "Something", "Here comes the sun" e"While my guitar gently weeps", e também de muitas composições de influência blueseira, como "Taxman", "Old brown shoe","I me mine" e "For you blue".
Assim, o público vai poder curtir novos arranjos, tecidos coletivamente pelo grupo, para superclássicos como os já citados, mas também para músicas como "I want to tell you" (do disco "Revolver", de 1966), "Give me love", "My sweet Lord", "Beware of darkness", "Bangla Desh","Wah Wah", sucessos dos primeiros álbuns e compactos lançados por Harrison em carreira solo, com enorme êxito, no começo dos anos 70. Os cantores do grupo - Felipe Cazaux, Roberto Lessa, Rafael Balboa, Marcio Holanda, Dalwton Moura, Renan Elias - se revezam no vocal principal a cada faixa, com os demais contribuindo com os backing vocals.

Participação especial de Ibbertson Nobre
O aplaudido pianista e tecladista Ibbertson Nobre, de Juazeiro do Norte, professor de música e diretor da Orquestra Sonata, fará participação especial no show na sexta-feira, 27/2, no Banco do Nordeste Cultural Cariri, em uma oportunidade de diálogo entre as cenas da capital e da região sul. Ibbertson conta com uma longa trajetória na música, tendo assinado arranjos e direção musical de festivais como os do Sesc e de discos de artistas como o mestre Abidoral Jamacaru, além de ter contribuído em shows e estúdios com inúmeros músicos, como Paulo Façanha, Edinho Vilas Boas e o maestro Luciano Franco. 

SERVIÇO:
Show "Harrisongs - Homenagem a George Harrison". Sexta-feira, 27/2, às 18h30, no Banco do Nordeste Cultural Cariri, em Juazeiro do Norte (Rua São Pedro, 337, Centro de Juazeiro do Norte, em frente à Praça Padre Cícero). Com Felipe Cazaux, Roberto Lessa, Edmundo Jr., Dalwton Moura e Marcelo Holanda. Participação especial: Ibbertson Nobre. Entrada franca. Ingressos gratuitos na plataforma Outgo. Lugares limitados, recomendando-se a retirada dos ingressos o quanto antes. Informações: Instagram @bancodonordesteculturalcariri, @musicadoceara e Whatsapp 85-99973-3054.

Fortaleza celebra os 83 anos de George Harrison com show no Banco do Nordeste Cultural e edição especial do Café com Beatles no Shopping Benfica

Para homenagear George Harrison, tanto por sua obra com os Beatles como pela carreira solo, tanto por seu trabalho musical quanto por diversas outras marcas deixadas pelo artista e pelo ser humano, Fortaleza contará neste ano com uma programação especial

Um show na quinta-feira, 26/2, às 20h, no Banco do Nordeste Cultural (Rua Conde D´Eu, 560, Centro), reunirá grandes nomes do blues, do rock e das bandas cover de Beatles, tocando canções eternizadas por George com o quarteto de Liverpool e também de sua carreira solo. No domingo, 1o. de março, um dia inteiro de atividades diversas acontece no Shopping Benfica, em edição especial do evento Café com Beatles.
O show "Harrisongs - Homenagem a George Harrison", que acontece na quinta-feira, 26/2, às 20h, no Banco do Nordeste Cultural, já tem ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Outgo. E contará com participação especialíssima da cantora e compositora Kátia Freitas, que gravou em seu segundo disco "O que é a vida", uma versão de "What is life", de Harrison, com letra do compositor cearense Felipe Cordeiro.
O show é um grande encontro de nomes da música do Ceará, para reverenciar o cantor, compositor, guitarrista e arranjador britânico: sobem ao palco os guitarristas e cantores Felipe Cazaux (das bandas Mad Monkees e Grooveaux), Roberto Lessa (ex-integrante de diversas bandas de blues e atualmente em carreira solo, com vários projetos), Rafael Balboa (da Slow Jam e de diversas formações), e Renan Elias (da Sargento Pimenta). Também o pianista, cantor e diretor Marcio Holanda, o Molanda (da Sargento Pimenta e da Slow Jam), o contrabaixista Edmundo Jr. (que integrou as bandas Remember Beatles e Band On The Run), o cantor e compositor Dalwton Moura (do projeto Futuro e Memória - Música do Ceará e parceiro de artistas como Roberto Menescal) ao violão e o baterista Marcelo Holanda, que toca em inúmeros projetos na cena de Fortaleza.
O espetáculo celebra a trajetória de George Harrison, que em 25 de fevereiro de 2026 chegaria aos 83 anos. George se despediu 29 de novembro de 2001, vítima de um câncer, após deixar uma obra vasta e diversificada, nos discos com os Beatles, em sua carreira solo (em que chegou a ser o ex-beatle mais bem-sucedido), em sua contribuição à divulgação da música indiana no Ocidente, na realização do primeiro grande show de rock beneficente (o Concerto para Bangladesh, em 1971), no apoio a produções de cinema e na influência por uma busca de vida mais coerente e em comunhão com a natureza, o autoconhecimento, a jardinagem, a meditação.
Um super time de músicos cearenses foi arregimentado especialmente para essa homenagem, no palco do Banco do Nordeste Cultural, a um dos maiores guitarristas da história, autor de canções eternas como "Something", "Here comes the sun" e"While my guitar gently weeps", e também de muitas composições de influência blueseira, como "Taxman", "Old brown shoe","I me mine" e "For you blue".
Assim, o público vai poder curtir novos arranjos, tecidos coletivamente pelo grupo, para superclássicos como os já citados, mas também para músicas como "I want to tell you" (do disco "Revolver", de 1966), "Give me love", "My sweet Lord", "Beware of darkness", "Bangla Desh","Wah Wah", sucessos dos primeiros álbuns e compactos lançados por Harrison em carreira solo, com enorme êxito, no começo dos anos 70. Os cantores do grupo - Felipe Cazaux, Roberto Lessa, Rafael Balboa, Marcio Holanda, Dalwton Moura, Renan Elias - se revezam no vocal principal a cada faixa, com os demais contribuindo com os backing vocals.

Domingo, 1o./3: Café com Beatles, edição especial para George
Já no domingo, 1o. de março, acontece no Shopping Benfica, no piso superior, espaço de eventos, uma edição especial do Café com Beatles, inteiramente dedicada a destacar a vida e a obra de George Harrison. Um dia para ressaltar o legado de música, espiritualidade e encontros como os que fazem a beatlemania seguir viva e intensa no Ceará.
A programação contará com rodas de conversa, meditação, yoga, documentários, pocket-shows, feira vegana (George era vegetariano, tal qual Paul e Ringo. Por fazer parte da cultura yóguica, o evento do dia 1/3 em Fortaleza é 100% vegano), oficina de guitarra com Felipe Cazaux e outras ações ainda em preparação.
Confira a agenda completa das atividades: 13h tem exibição de clipes dos Beatles e de George. 14h tem roda de conversa sobre o tema "George, os Beatles e a Índia", com Vera santiago, Cely Sena e Jamie Barteldes. 15h30 tem apresentação de Yoga "Sol e Lua", com as turmas da Casa Ganesha. Às 16h tem oficina de guitarra básica e pocket show com Felipe Cazaux. Às 18h acontece o pocket show "Beatles & Índia", com a banda The Shout Beatles Celebration e participação do artista Amar Roop Singh.
Essa edição do Café com Beatles também será em comemoração aos 11 anos da Casa Ganesha, fundada após Jamie Barteldes retornar de temporada de um ano e meio na Índia. A casa tem como missão o ensino teórico e prático do yoga tradicional indiana e da cultura yóguica em Fortaleza.
A banda The Shout Beatles Celebration vai fazer um pocket show chamado "Beatles & India" com a participação do músico Amar Roop Singh. Cely Sena, da Tashi Telek Viagens, fará uma fala sobre a Índia espiritual.
O evento é gratuito e acontece com doações, apoios e contribuições da comunidade, por meio do pix jamieeoroque@gmail.com. Marcas também podem dialogar sobre apoio.
O evento é produzido por Jamie Barteldes, cantora, produtora cultural, integrante da banda The Shout Beatles Celebration, idealizadora, pesquisadora, produtora e locutora do podcast Beatlemania Cearense, lançado em 2025. Uma série documental em áudio que narra a história de amor do Ceará com os Beatles. Combinando pesquisa histórica, entrevistas, narração emotiva e produção musical imersiva, o documentário está disponível no Spotify e no YouTube, com direito a legenda e links para um acervo fotográfico especial, reunido por cada pessoa que deu depoimento para o projeto, ilustrando cada episódio.
O Podcast Beatlemania Cearense é um dos produtos culturais da pesquisa “Now and Then: o Legado da Beatlemania Cearense” e teve apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) e da Lei Paulo Gustavo, via XIII Edital das Artes. A idealização, a pesquisa, a produção e a locução do projeto são de Jamie Barteldes. O guitarrista Rayo de Sol, também integrante da banda The Shout Beatles Celebrations, assina a produção musical.
Os episódios do podcast trazem histórias inéditas da cena beatle do Ceará que atravessam gerações, com a participação de músicos, jornalistas, professores, produtores culturais, YouTubers e muitos fãs, entrevistados especialmente para o projeto.
Jamie também é professora de Yoga e arte-terapeuta, uma das mantenedoras do espaço Casa Ganesha, no Benfica, dedicado tanto à Yoga e à meditação quanto à gastronomia e a eventos culturais - inclusive pocket-shows e tardes com debates sobre aspectos ligados à história dos Beatles, como a cultura Indiana, o vegetarianismo como opção de vida e de transformação social e ambiental, a importância da meditação em um mundo em que cada segundo da atenção das pessoas é disputado por inúmeros estilos, durante todo o tempo.
Beatlemaníaca desde a infância, Jamie é filha de integrantes da banda The Shout original, que marcou época nos anos 90 em Fortaleza, em apresentações em inúmeros espaços.
A banda The Shout Beatles Celebration
também é parceira do programa Frequência Beatles, da Universitária FM, existente desde o começo da década de 1990 e que segue indo ao ar aos sábados, das 18h às 20h. Junto a todos que fazem a cena beatle de Fortaleza, a banda contribui para manter o legado cultural e musical dos Beatles através de shows e encontros temáticos como o projeto Café com Beatles e a tradicional Festa de Final de Ano do Frequência Beatles.

Serviço:
Show Harrisongs - Homenagem a George Harrison. Quinta, 26/2, às 20h, no Banco do Nordeste Cultural (Rua Conde D´Eu, 560, Centro). Com Felipe Cazaux, Roberto Lessa, Rafael Balboa, Renan Elias, Marcio Holanda, Edmundo Júnior, Dalwton Moura, Marcelo Holanda. Participação especial: Kátia Freitas. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Outgo. Lugares limitados.

Café com Beatles - Edição especial em homenagem a George Harrison. Domingo, 1o. de março, das 13h às 20h, no Shopping Benfica (área de eventos, 2o piso). Evento gratuito. Informações e contatos para parcerias:  (85) 98613.3922, beatlemaniacearense@gmail.com, Instagram: @beatlemaniacearense. Entrada franca.

Terceiro maior destino das emendas parlamentares, a Região Norte recebe o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão ao Governo do CE

Após o lançamento oficial da pré-candidatura do senador Eduardo Girão ao Governo do Ceará em Fortaleza e no Cariri, com a presença de expressivos nomes da direita e muitos apoiadores, o Partido NOVO movimenta a região Norte no próximo dia 14 de março. A região Norte (Ibiapaba, litoral norte e região de Sobral) que foi contemplada com R$ 48.918.208,28 de emendas parlamentares entre os anos de 2019 e 2025, representa o terceiro maior destino de um montante de R$ 333.736.041,00 enviado para todos os 184 municípios. O evento “Ceará tem Jeito”, que deve percorrer o estado no primeiro semestre de 2026, será realizado no ICETEL, em Sobral.
O anúncio da pré-candidatura de Eduardo Girão acontece sete anos após a sua estreia na política, quando foi eleito senador da República pelo Ceará com 1.325.786 votos. Com um mandato comprometido com a população e abrangendo diversas áreas, tais como: (hospitais, atenção primária, associações, agricultura, comunidade terapêutica, segurança, esporte, animal, educação, ciência, tecnologia, direitos humanos, cultura e turismo, Apae, mulher, lar de idosos, infraestrutura, meio ambiente e empreendedorismo), cabe destacar a atenção e o cuidado com a saúde e o terceiro setor. E é exatamente na região norte, no município de Camocim que terá o Centro de Prevenção e Controle ao Diabetes, Hipertensão e Doenças Renais Crônicas do Litoral Norte, com previsão de inauguração em novembro/26.
O centro de prevenção será um grande marco para os 13 municípios do Litoral Norte, recebeu aporte financeiro de R$ 9.167.000,00 por meio de emendas parlamentares do senador Eduardo Girão. “Cuidar das pessoas será sempre a nossa prioridade. A gestão dos recursos públicos precisa ser eficiente e transparente, com resultados práticos”, pontua o senador.
Na região de Sobral, mais precisamente foram R$ 19.034.307,28, atendendo a Santa Casa de Misericórdia, Hospital do Coração, Unidades Básicas de Saúde, comunidades terapêuticas e APAE. Separado por ministérios, a maior parte das rubricas do senador Eduardo Girão foi para a saúde, somando um montante de R$ 216.777.193,61, ou seja, 64,95%. Com um mandato também voltado para o social, 420 instituições do terceiro setor tiveram atenção especial do então pré-candidato ao Governo do Ceará pelo Partido NOVO-30, que destinou até o momento R$ 162.327.559,47 em emendas parlamentares.
“Chegamos até aqui com um olhar 360º para o Ceará. O nosso mandato no Senado Federal foi pensado e executado olhando para as necessidades dos cearenses. Independente de tamanho, todos os 184 municípios receberão, até o final do mandato, no mínimo, R$ 1 milhão em emendas parlamentares. Se eu tiver novamente a oportunidade de estar mais perto de cada um de vocês, não medirei esforços para fazer muito mais, sem distinção.” Eduardo Girão
Destinação de emendas por região e planejamento (2019-2025)
Grande Fortaleza (R$ 88.218.210,99 – 26,43%)
Cariri (R$ 74.186.467,30 – 22,23%)
Vale do Jaguaribe (R$ 23.747.050,68 – 7,12%)
Governo do Estado (R$ 21.013.016,62 – 6,30%)
Sertão Central (R$ 20.532.422,15 – 6,15%)
Litoral Norte (R$ 20.105.881,00 – 6,02%)
Sertão de Sobral (R$ 19.034.307,28 – 5,70%)
Centro-Sul (R$ 11.688.333,00 – 3,50%)
Maciço de Baturité (R$ 11.567.959,71 – 3,47%)
Sertão de Crateús (R$ 11.499.458,00 – 3,45%)
Serra da Ibiapaba (R$ 10.778.020,00 – 3,23%)
Litoral Oeste (R$ 9.701.132,00 – 2,91%)
Litoral Leste (R$ 5.543.351,00 – 1,66%)
Sertão de Canindé (R$ 3.900.431,00 – 1,17%)
Sertão dos Inhamuns (R$ 2.220.000,00 – 0,67%)

Serviço:
Lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Partido NOVO – 30) ao Governo do Ceará
Local: ICETEL
Endereço: Rua do Atacado, 701 - Gerardo Cristino. Sobral/CE.
Data: 14/03/2026 (sábado)
Horário: 8h30

Direitos, saúde e cidadania: os desafios da população trans no acesso à igualdade no Brasil

Com avanços legais e políticas públicas consolidadas, pessoas trans ainda lidam diariamente com discriminação, exclusão social e barreiras institucionais que comprometem o exercício da cidadania e da dignidade humana.

O reconhecimento de direitos e o acesso pleno à saúde seguem como alguns dos maiores desafios enfrentados pela população trans no Brasil. Mesmo com avanços legais e políticas públicas consolidadas, pessoas trans ainda lidam diariamente com discriminação, exclusão social e barreiras institucionais que comprometem o exercício da cidadania e da dignidade humana.
Na avaliação de especialistas, a efetivação desses direitos passa, necessariamente, pela atuação do Estado, pela qualificação dos serviços públicos e, sobretudo, pela mudança cultural da sociedade.

Avanços no Direito ainda enfrentam resistência social
No campo jurídico, o Brasil já dispõe de importantes garantias à população trans, como o direito ao uso do nome social, a possibilidade de alteração de prenome e gênero diretamente em cartório, sem exigência de cirurgia ou ação judicial, e o acesso a procedimentos de redesignação sexual pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para Isméria Oliveira, essas conquistas representam mais do que normas legais: são instrumentos de pertencimento social.
“O direito da pessoa trans ao nome social, à alteração do prenome, agnome e gênero em cartório, sem necessidade de cirurgia ou ação judicial, e a possibilidade de cirurgias de redesignação sexual pelo SUS geram pertencimento e cumprem o direito fundamental à igualdade, à identidade de gênero e à felicidade, que decorrem do princípio maior da Constituição de 1988: a dignidade da pessoa humana”, destaca a docente de direito da Faculdade Serra Dourada.
Apesar disso, Isméria alerta que o preconceito estrutural ainda limita a efetividade desses direitos no cotidiano.
“Vivemos em um mundo plural e o Direito, por meio das leis e da jurisprudência, vem aplainando a exclusão e a discriminação. Contudo, a caminhada é longa, porque a sociedade brasileira ainda resiste em incluir pessoas que não se enquadram no padrão de raça, gênero e orientação sexual estabelecidos”, afirma.
Ainda segundo ela, essa exclusão se reflete em constrangimentos sociais, baixa escolarização e dificuldades de inserção no mercado de trabalho, fatores que empurram a população trans para a marginalização.

Na saúde, barreiras institucionais ainda afastam pessoas trans do SUS
Do ponto de vista da saúde pública, os desafios são igualmente complexos. Para Pedro Ibarra, docente de enfermagem, a população trans enfrenta obstáculos que vão desde a discriminação explícita até falhas estruturais nos serviços de saúde.
“Entre os principais desafios estão o desconhecimento dos profissionais sobre identidade de gênero, o uso inadequado do nome e pronome, a patologização das vivências trans e a fragmentação do cuidado, que muitas vezes se restringe à hormonoterapia ou à saúde sexual”, explica.
Essas barreiras, segundo o Enfermeiro, produzem impactos diretos na saúde da população trans.
“O resultado é a evitação dos serviços de saúde, o atraso na busca por cuidado, a piora de agravos evitáveis e o aumento da vulnerabilidade a problemas de saúde mental, violência e exclusão social”, pontua.
Sob a ótica do SUS, Pedro ressalta que esse cenário representa uma violação dos princípios fundamentais do sistema.
“Quando o acesso não é garantido de forma respeitosa e integral, há uma quebra direta dos princípios da universalidade, equidade e integralidade”, afirma.

Formação profissional e educação como caminhos de transformação
Tanto no Direito quanto na Saúde, os especialistas convergem ao apontar a educação como ferramenta central para a transformação dessa realidade. Para Pedro Ibarra, a Enfermagem ocupa posição estratégica nesse processo.
“A Enfermagem está na linha de frente do acolhimento e do cuidado contínuo. No entanto, a formação profissional ainda é insuficiente para responder às demandas reais da população trans”, avalia.
Ele defende que temas como hormonização, protocolos clínicos, fluxos de atendimento e especificidades territoriais sejam abordados de forma sistemática durante a graduação.
Já Isméria Oliveira reforça que a desconstrução dos estigmas sociais passa pelo conhecimento e pelo debate público.
“Os estigmas sociais e morais só serão desconstituídos por meio da educação e da ampliação dos debates sobre identidade de gênero e orientação sexual”, conclui.


 

Clínica Mirlene Borges acolhe vítima de violência doméstica e reforça papel da autoestima na reconstrução feminina

Ação destaca a importância do cuidado, da dignidade e da denúncia no enfrentamento à violência contra a mulher

Toda mulher tem o direito de se olhar no espelho sem medo. Partindo desse princípio, a Clínica Mirlene Borges passou a acompanhar e acolher Brenna Araújo, vítima de violência doméstica, oferecendo procedimentos estéticos voltados à amenização das marcas deixadas por uma agressão brutal que quase lhe custou a vida. Mais do que intervenções estéticas, a iniciativa representa cuidado, dignidade e a possibilidade concreta de reconstrução da autoestima após a violência.
O caso de Brenna Araújo, de 36 anos, ganhou repercussão após ela sobreviver a uma tentativa de feminicídio praticada pelo ex-companheiro, em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza. Agredida com golpes de martelo, Brenna sofreu fraturas no maxilar, nariz e testa, perdeu dentes e precisou receber mais de 60 pontos na cabeça e no rosto, permanecendo dias internada em estado grave.
Estética como ferramenta de reconstrução
Ao acolher Brenna, a Clínica Mirlene Borges reforça o entendimento de que a estética, quando conduzida com responsabilidade e empatia, vai além da aparência. Ela se torna uma ferramenta de apoio emocional, capaz de auxiliar mulheres a se reconectarem com sua identidade e força após experiências traumáticas.
“A estética cuida do que os olhos veem para ajudar a curar o que só o coração sente”, reforça a clínica, ao destacar que o cuidado oferecido a Brenna não se limita aos procedimentos, mas envolve escuta, acolhimento e respeito ao tempo de cada etapa da recuperação.

Caso ganha espaço na televisão e amplia debate público
Em final de semana recente, a história de Brenna Araújo também foi destaque no Programa Se Liga VM, do Sistema Verdes Mares, afiliada da Rede Globo no Ceará. Durante a entrevista, Brenna compartilhou, com coragem e sensibilidade, seu processo de recuperação física e emocional, além dos impactos psicológicos deixados pela violência sofrida.
O espaço televisivo contribuiu para ampliar o debate sobre a violência contra a mulher, reforçando a importância do acolhimento, do apoio familiar, do acompanhamento profissional e da responsabilidade coletiva diante de casos que não podem ser tratados como estatística. O programa destacou ainda a necessidade de empatia, respeito e suporte contínuo para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Violência contra a mulher é crime
O gesto da clínica também lança luz sobre um tema urgente e de interesse público: a violência contra a mulher. Segundo dados nacionais, milhares de mulheres sofrem agressões físicas e psicológicas todos os anos, muitas delas dentro de relações afetivas marcadas pelo controle e pela não aceitação do fim do relacionamento.
No caso de Brenna, o agressor foi preso e autuado por tentativa de feminicídio. Ainda em recuperação, ela relatou o impacto emocional das sequelas físicas deixadas pela violência, especialmente a dificuldade de se olhar no espelho após perder os dentes durante o ataque.
Cuidado, acolhimento e conscientização
A Clínica Mirlene Borges acredita que beleza é um direito e que autoestima é uma ferramenta de reconstrução. Ao cuidar de Brenna, a clínica amplia o debate sobre o papel social dos profissionais da área da saúde estética e reforça a importância de ações que promovam acolhimento, empatia e conscientização.
A iniciativa também serve como alerta: violência contra a mulher é crime e precisa ser denunciada. Mulheres que sofrem agressões não estão sozinhas e podem buscar ajuda.
Se você sofre ou conhece alguém que sofre violência doméstica, denuncie. Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.

SERVIÇO:
Clínica Mirlene Borges
Local: Rua João Regino, 450 - Parque Manibura - Fortaleza/CE
Instagram: https://www.instagram.com/clinicamirleneborges/
Contato: (85) 99952-4242
📢 Denúncia de violência contra a mulher:
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h, gratuito)

PIN estreia com casa cheia no Banco do Nordeste Cultural e segue com shows e oficinas gratuitas

O I Ponte Instrumental Nordeste - PIN teve início em grande estilo, nesta quinta-feira, 19/2, lotando o Banco do Nordeste Cultural, no Centro de Fortaleza, com os shows de Luccas Andrade (ES) e Siará Quarteto (CE) e de Caetano Brasil (MG) e Orquestra Cabulosa (CE), com participação de Letícia Marram. Nesta sexta, 20/2, acontecem oficinas às 14h e às 16h. E a partir de 19h os shows do Duo Selestrial (CE) e de Esdras Nogueira e grupo (DF). Tudo com entrada franca e ingressos no Outgo

Sucesso na primeira noite do novo festival Ponte Instrumental Nordeste - PIN, no Banco do Nordeste Cultural. Não teve cansaço pós carnaval que impedisse o público de lotar o teatro na noite desta quinta-feira, 19/2, para os belíssimos shows de Lucas Andrade com o Siará Quarteto e da Orquestra Cabulosa convidando o clarinetista Caetano Brasil. 
Os ingressos se esgotaram e o público recebeu de forma extremamente atenta e carinhosa os dois shows da noite, com muitos mestres. A gestora do Banco do Nordeste Cultural, Jaqueline Medeiros, esteve presente e recebeu um agradecimento especial dos músicos, incluindo um dos idealizadores e produtores do festival, o pandeirista Tauí Castro, que integra a Orquestra Cabulosa. 
A equipe técnica, os produtores, os músicos, toda a imprensa, todos das redes sociais, os trabalhadores e trabalhadoras da cultura e, em especial, o público receberam um agradecimento especial e desejos entusiasmados de um ótimo festival, começando com casa cheia, mesmo um dia após o Carnaval. Qualquer sinal de cansaço pós folia deu lugar a muito entusiasmo diante da oportunidade de conferir ótimos shows.
"É muita gente trabalhando desde cedinho, e nesta sexta tem mais festival. Estou muito feliz, muito grato pela presença de todos e todas. Encher esse teatro aqui na quinta-feira, depois do carnaval, é a minha maior vitória. Muito obrigado, só quero agradecer", ressaltou Tauí, destacando a ponte com músicos de diversos estados, em Fortaleza. 
"Não é fácil fazer música instrumental. A gente precisa muito do apoio do poder público e agradece muito iniciativas como essa, com o Banco do Nordeste Cultural. Agradeço à Jaqueline Medeiros e ao André Marinho, que foi também ponte para que isso pudesse acontecer. E a todos os músicos", acrescentou, citando os colegas da Orquestra Cabulosa, que contou com a participação da jovem violonista Letícia Marram e com uma provocação feita pelo clarinetista Caetano Brasil.
"Quantas mulheres você admira? Não tô falando da sua mãe, da sua esposa, da sua irmã. Quantas mulheres você admira, simplesmente pelo que são? Na música, na arte, na ciência? Tem músico aqui? Tem mais músicos na plateia? Quantas mulheres tem na sua banda? Quantas mulheres tem no seu repertório?", questionou.
"No meu tem poucas. Mas toda vez que eu acordo, todo dia que passa, toda vez que eu subo ao palco, é uma oportunidade de começar a mudar isso um pouquinho", disse, antes de tocar "Elusive dream", "o sonho indecifrável da maravilhosa Toshiko Akiyoshi". Duke Ellington (com "Caravan"), Moacir Santos (com a "Coisa No. 5, Nanã") e Dizzy Gillespie, com "A night in Tunisia", foram outros compositores contemplados no show de Caetano e Orquestra Cabulosa, além de músicas do próprio Caetano. 
Tudo com arranjos grandiosos e detalhados, assinados pelo trombonista Thesco Carvalho, e com o brilho de Caetano no clarinete e na forte presença de palco, ao lado dos mestres Tito Freitas (teclado), Lu D´Sosa (guitarra), Juvêncio Linhares (contrabaixo), Ian Calíope (flauta), Ray Douglas (trompete) e Thiaguinho Silva brilhando muito nas percussões.
Na plateia, muitos músicos se fizeram presentes também, prestigiando o início do novo festival. Entre eles a cantora e violonista Cris Fiúza, o guitarrista e compositor Pedro Akilla, o bandolinista, compositor e arranjador Pedro Madeira, o cantor, compositor, violonista e produtor cultural Isaac Cândido, a cantora alemã Sabine, além do saxofonista Esdras Nogueira e grupo, atrações da noite desta sexta, no festival.

Confira a programação de sexta e sábado
Nesta sexta-feira, 20/2, a programação continua, com Selestrial e Esdras Nogueira, em shows a partir das 19h. No sábado, 21/2, também a partir das 19h, acontecem os shows do guitarrista Luciano Magno e dos cavaquinistas Luiz José e Pablo Dias. Tudo com entrada franca, com o público podendo retirar ingressos no site/aplicativo Outgo.
Nesta sexta, 20/2, também haverá as masterclasses do festival, assim como na primeira tarde do evento. 
Das 14h às 15h45, Esdras Nogueira fala sobre como colocar trabalhos musicais na estrada. Um encontro sobre circulação, estratégias e experiências para artistas que desejam ampliar o alcance do seu trabalho no Brasil e no exterior.
Das 16h às 17h45, Luccas Martins aborda a produção musical contemporânea e o artista independente. Uma conversa sobre criação autoral, identidade artística, produção independente e circulação da música, em diálogo com ritmos afro-brasileiros e a música instrumental contemporânea.

Luccas Martins e Siará Quarteto: "handpan" e alumbramento
O primeiro show da quinta-feira, também com grande público no Banco do Nordeste Cultural, ficou marcado pelo alumbramento do público com a música de Luccas Martins (ES), compositor, multi-instrumentista, arranjador, pesquisador e performer, que tocou uma vasta quantidade de instrumentos, com destaque para o "handpan", um pequeno "disco voador" metálico que mistura harmonia, melodia, percussão e muitos harmônicos, em uma sonoridade instigante, cativante e bem diferente.
Luccas se apresentou juntamente com o Siará Quarteto, formação que conta com dois violinos, uma viola e um violoncelo. Luis Gustavo Lima, Diego Cavalcante, Rélmerson Lima e Rondinelly Bezerra. Com arranjos enviados previamente por Lucas, o grupo se preparou para a apresentação, que ganha cores próprias e inesperadas, a partir do encontro, do coletivo e das personalidades individuais, após poucos ensaios, explicou Luccas, que abriu o show com "Among tropics" e detalhou como costuma realizar o trabalho em diálogo com orquestras e diversas formações, combinando o "handpan" (instrumento jovem, inventado em 2000), com diferentes grupos. Como a Orquestra Filarmônica Afro-brasileira, de São Paulo, com a qual apresentou o concerto "Handpan Brasileiro: Ancestral e Sinfônico". 
O choro ganhou destaque com "Acaiá", mostrando a versatilidade de Luccas, também no pandeiro e no berimbau, ao lado das cordas do Siará Quarteto. "Piru-piru" e "Lagoon" foram outros temas próprios em que a presença do handpan com as cordas e os arranjos e ritmos brasileiros arrebataram o público, de forma quase hipnótica, com muita sensibilidade e delicadeza. Com direito a Luccas falando sobre como costuma realizar gravações em meio à natureza, com cuidado para captar os sons de espaços como florestas, e adiantando que seu próximo trabalho será lançado neste primeiro semestre, com direito a finalização nos antológicos estúdios de Abbey Road, em Londres. Luccas também agradeceu aos idealizadores do PIN e a toda a equipe técnica, desejando vida longa ao novo festival.
PIN: um novo festival valorizando a música instrumental
No mapa da música instrumental brasileira, um novo ponto de conexão, com Fortaleza como o epicentro em que se cruzam as rotas sonoras do País. No rescaldo do Carnaval, quando os tambores se calam e a cidade respira, surge um novo ritmo. Não é o fim da festa, mas o início de outro encontro — mais íntimo, mais profundo. O PIN se ergue como, mais que um festival, um ponto de encontro no mapa musical do Brasil. 
PIN é ponte. É o abraço entre o regional e o nacional, entre o que se cultiva nos interiores e o que ecoa nos centros. É o lugar em que  guitarras, violões, sopros e percussões conversam sem pressa, criando um diálogo que ultrapassa fronteiras geográficas e estéticas. Aqui, o instrumental não é apenas gênero — é linguagem viva, em constante transformação.
Cada noite é uma travessia. Artistas que chegam de longe encontram raízes locais; sons do cerrado mineiro se fundem ao balanço do litoral; o experimentalismo do Planalto Central dança com a guitarra que já foi baiana e hoje é universal. O Ceará, com sua tradição musical forte e diversa, funciona como anfitrião e catalisador desses encontros.
“Mais do que apresentar shows, o PIN propõe experiências sonoras únicas. É a celebração do momento em que artistas se encontram pela primeira vez no palco, da descoberta de afinações imprevistas, da música que nasce no agora e nunca mais se repetirá”, destaca Tauí Castro, curador e coordenador de produção do projeto.
“É a beleza do efêmero, do que só acontece quando se cria espaço para o novo. É a busca de um lugar na memória afetiva de quem crê na música como território de encontro. E no Nordeste como farol criativo do Brasil”, ressalta.

Serviço:
I Ponte Instrumental Nordeste - PIN. De 19 a 21 de fevereiro, com shows e masterclasses, sempre com acesso gratuito, no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza (Rua Conde D´Eu, 560, Centro, ao lado da Catedral). Ingressos disponíveis na plataforma Outgo. Informações: instagram.com/festival.pin/

“Forró Entre Amigos” reforça agenda musical da Espetaria Food Square

Festa especial no restaurante do complexo gastronômico Fortaleza Food Land acontece neste sábado, às 19h, e terá participação da Escola É Nós Forrozim

O restaurante Espetaria Food Square instalado no complexo do Fortaleza Food Land, realiza neste sábado, a partir das 19h a noite "Forró Entre Amigos" A ação busca ampliar o acesso do público à experiência gastronômica do espaço, mantendo o padrão de qualidade e o ambiente descontraído que se tornou marca registrada do estabelecimento.
O evento integra música ao vivo e também performance de dança e interação com o público, com a participação da escola É Nós Forrozin, que promete envolver o público com coreografias e incentivar a formação de pares na pista. A cantora Joyce Barros comanda a noite com repertório voltado aos clássicos do forró e sucessos contemporâneos do gênero.
A iniciativa reforça o posicionamento da Espetaria Food Square como espaço que integra gastronomia e entretenimento em uma mesma proposta. Inserida em um ambiente estruturado, com estacionamento e múltiplas operações gastronômicas ao redor, a casa consolida-se como ponto de encontro para famílias, grupos de amigos e apreciadores da cultura nordestina.
Com expectativa de grande fluxo, a Espetaria Food Square amplia sua presença na cena gastronômica e cultural do bairro da Maraponga em Fortaleza, investindo em ações que combinam preço competitivo, programação musical e experiência coletiva.
Além do restaurante Espetaria, diversidade gastronômica do Fortaleza Food Land reúne diversos food trucks como o Sushi Park, Mini Pizzas do Betão, Donadel Burger, Big Daddy Burger, Gr Crepe Francês, Sopa com Amor, Vettoris Pizza, Elos Café, Garage 596 Burger, Açaí BR, Coxinha do Boteco e Red Burger Brasil, compondo um circuito de sabores que dialoga com diferentes hábitos de consumo e momentos do dia.

Serviço
ESPETARIA FOOD SQUARE
Noite Forró Entre Amigos
Sábado, 21 de fevereiro
A partir das 19h
Avenida Godofredo Maciel, 3081 – Maraponga – Fortaleza (CE)
📲 Reservas: (85) 9.9154-4280
📲 Instagram: @espetariafoodsquareoficial