Ambulantes da Beira-Mar denunciam perseguição e falta de diálogo em novo reordenamento da Prefeitura de Fortaleza

Comerciantes protestam contra a mudança de horários, denunciam truculência na condução do processo e apontam relação entre o reordenamento e a chegada de empreendimentos de luxo na orla. Manifestação dos ambulantes está marcada para segunda-feira (13), às 16h, em frente à estátua de Iracema Guardiã

A partir da próxima segunda-feira, 13 de outubro, os comerciantes e ambulantes da Beira-Mar de Fortaleza deverão iniciar um novo sistema de revezamento de horários, medida que integra o plano de reordenamento urbano anunciado pela Prefeitura. Segundo o município, a alteração tem como objetivo “garantir segurança, acessibilidade e harmonia urbanística” na orla, mas os trabalhadores denunciam que a decisão foi imposta sem diálogo, ameaça o sustento de centenas de famílias e beneficia grandes empresas que estão se instalando na região.
De acordo com o novo modelo, os ambulantes precisarão se dividir em dois turnos de funcionamento: das 5h às 16h30 e das 17h à meia-noite. O formato será implantado inicialmente no Trecho 1, entre as ruas João Cordeiro e Ildefonso Albano, e depois estendido gradualmente aos demais trechos da Beira-Mar. O revezamento, segundo a Prefeitura, busca reorganizar o uso do espaço e reduzir a superlotação de determinados pontos.
Entretanto, os trabalhadores afirmam que a medida é inviável e desumana, já que o trabalho sob o sol intenso e as altas temperaturas da capital cearense tornam o período diurno insalubre e economicamente impraticável. “Durante o dia, não há movimento suficiente para manter nosso sustento”, afirma a nota pública divulgada pela categoria. Os ambulantes também denunciam que foram pressionados a assinar documentos sem explicações adequadas, sem receber segunda via e, em alguns casos, impedidos de registrar fotos dos papéis entregues por representantes da Prefeitura.

“Não há diálogo, apenas imposições”

A categoria acusa o secretário responsável pelo ordenamento, Márcio Martins (SER 2), de conduzir o processo sem escuta e com autoritarismo. “O secretário não tem tratado os ambulantes com o respeito que merecem. Não há escuta, apenas imposições que ignoram a realidade de quem vive do trabalho nas ruas”, diz o texto. Os trabalhadores reforçam que o horário noturno é o único que oferece segurança, movimento de turistas e viabilidade comercial, e que qualquer mudança deve ser discutida de forma participativa.

Em áudios vazados de Márcio Martins, enviados em grupos de vereadores, o secretário afirmou que não teme as manifestações dos ambulantes e que não pretende coibi-las — até porque isso é contra a lei. No entanto, ele declarou que a meta dessa primeira etapa do reordenamento é retirar 40% dos ambulantes da orla. Nos mesmos áudios, o gestor reconhece ter recebido “pedidos fora da lei” de alguns vereadores — sem citar nomes —, o que levanta questionamentos sobre quem são os parlamentares envolvidos e quais tipos de solicitações foram feitas.

Reordenamento e avanço de grandes empreendimentos

O processo de reestruturação da Beira-Mar coincide com o início das obras de instalação de novos restaurantes e bares de luxo nos espigões, administrados por grandes grupos empresariais. A coincidência despertou desconfiança entre os trabalhadores, que apontam o reordenamento como uma tentativa de afastar o comércio popular e preparar o terreno para o turismo de alto padrão.

“É uma coincidência muito conveniente: enquanto surgem os restaurantes das grandes empresas, a Prefeitura tenta reduzir o número de ambulantes. Estão nos estrangulando para abrir espaço para os ricos”, denuncia um dos representantes da categoria.

Segundo o Diário Oficial, novas concessões, renovações e transferências de titularidade estão suspensas por 180 dias, atingindo diretamente cerca de 1.700 ambulantes que possuem permissão para atuar ao longo dos 5 km de orla. O reordenamento é conduzido pelas Secretarias Regionais 2 e 12, com apoio da Coordenadoria Especial de Apoio à Governança das Regionais (Cegor) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

A gestão municipal afirma que tem oferecido apoio psicológico, social e capacitações aos permissionários, com cursos de atendimento ao público e gestão de pequenos negócios, além da criação de “ilhas de comércio” com espaçamento de dez metros entre cada ponto. A promessa é que o processo seja conduzido “com acolhimento e cuidado”.

Mas entre os trabalhadores, o sentimento é outro. “Não pedimos privilégios. Pedimos respeito, dignidade e o direito de trabalhar em condições humanas e sustentáveis”, reforçam. Muitos afirmam que, sem o horário noturno, as vendas vão cair drasticamente e a renda desaparecerá, comprometendo o sustento das famílias que dependem exclusivamente do comércio informal.

Manifestação nesta segunda-feira

Em protesto contra o novo modelo, os ambulantes da Beira-Mar convocaram uma manifestação pública para esta segunda-feira, 13 de outubro, às 16h, em frente à estátua de Iracema Guardiã, na Praia de Iracema. O ato deve reunir centenas de trabalhadores e contará com discursos denunciando truculência, perseguição política e falta de transparência no processo.

Os organizadores também prometem cobrar explicações sobre os áudios vazados do secretário Márcio Martins e sobre o suposto favorecimento a grandes empreendimentos que estão se instalando nos espigões.

Até o momento, a Prefeitura de Fortaleza não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias feitas pelos ambulantes nem sobre a manifestação convocada.

O impasse reacende um debate histórico na capital cearense: quem tem o direito de ocupar e viver da Beira-Mar — os trabalhadores populares que sempre deram vida ao espaço, ou os grandes grupos empresariais que transformam a paisagem em vitrine para o turismo de luxo.

Enquanto o ordenamento avança e os novos restaurantes se erguem, os ambulantes prometem resistir. “A Beira-Mar sempre foi o espaço do povo. E é o povo que vai lutar para continuar nela”, afirma um dos líderes da mobilização.

Casa Linda Flor amplia espaço e se consagra como o maior salão de beleza sustentável do Brasil

O salão Casa Linda Flor, referência em sustentabilidade no setor da beleza no Norte e Nordeste, vai inaugurar em novembro um novo espaço com cerca de 2 mil metros quadrados. A ampliação reforça o compromisso do empreendimento com práticas sustentáveis e o atendimento de excelência que o consagrou na região.
Com o novo ambiente, o Casa Linda Flor amplia sua capacidade de atendimento e passa a oferecer experiências ainda mais completas, com foco em bem-estar, inovação e respeito ao meio ambiente. O espaço contará com áreas exclusivas para terapias naturais, serviços eco-friendly e iniciativas de reaproveitamento de resíduos, que já são marca registrada do salão. A data de inauguração do novo espaço será divulgada em breve.
“A expansão é um passo importante para fortalecer nosso propósito de unir beleza e consciência ambiental. Queremos mostrar que é possível crescer com responsabilidade”, afirma a fundadora do salão, Surama Geleilate. 
Com 2.000 m² de área construída, a Casa Linda Flor é o maior salão de beleza sustentável do Brasil — e uma das maiores estruturas sustentáveis do setor em todo o mundo. Pioneiro no modelo de ‘salão verde’ no Norte e Nordeste, o espaço possui o Selo Empresa Amiga do Meio Ambiente e o Certificado Fator Verde.

Serviço:
Inauguração do novo espaço Casa Linda Flor
📍 Local: Casa Linda Flor – R. Prof. Dias da Rocha, 1101 - Aldeota, Fortaleza - CE, 60170-310
🔗 Mais informações:@casalindaflor_

Epilepsia resistente a medicamentos: alternativas terapêuticas ampliam perspectivas para pacientes

Cirurgias e técnicas de neuromodulação oferecem novas perspectivas para pacientes que não obtêm controle das crises apenas com medicamentos

Cerca de um terço dos pacientes com epilepsia não alcança o controle adequado das crises apenas com medicamentos. Nesses casos, especialistas reforçam a importância de procurar centros de referência, que concentram equipes multidisciplinares e acesso a exames e terapias mais avançadas.
A cirurgia continua sendo a alternativa mais indicada quando é possível identificar um foco cerebral responsável pelas crises. Em muitos pacientes, a remoção ou a ablação — procedimento que destrói de forma controlada o tecido cerebral — reduz significativamente ou até elimina as convulsões. Nos últimos anos, métodos minimamente invasivos tornaram essas intervenções mais seguras e com recuperação mais rápida.
Outra frente que vem crescendo é a neuromodulação. A estimulação cerebral profunda (DBS, na sigla em inglês) funciona por meio da implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro para modular a atividade elétrica. Diferente da cirurgia de ressecção, não envolve a remoção de tecido cerebral e pode ser ajustada ao longo do tempo, o que amplia seu uso em casos complexos. Também estão em avaliação técnicas como a estimulação responsiva, em que dispositivos atuam apenas quando detectam o início de uma crise, e a estimulação do nervo vago, indicada como complemento para pacientes que não podem passar por procedimentos mais invasivos.
O diagnóstico também tem avançado. Exames de imagem mais detalhados já permitem detectar lesões muito pequenas, antes invisíveis, aumentando o número de pacientes que podem ser candidatos à cirurgia.
Para o neurocirurgião Rafael Maia, ampliar o acesso a essas tecnologias pode transformar a vida de muitas pessoas: “Quando a epilepsia não responde aos medicamentos e os exames não mostram um circuito bem definido, técnicas como a estimulação cerebral profunda e estimulação do nervo vago podem oferecer uma possibilidade real de reduzir crises e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, muitas vezes sem a necessidade de cirurgias mais extensas”, afirma.
A recomendação é clara: quem enfrenta um quadro de epilepsia resistente deve buscar avaliação especializada e, sempre que necessário, encaminhamento a centros de alta complexidade, onde há estrutura para indicar a conduta mais adequada — seja cirúrgica, seja por neuromodulação.

Fernanda Abreu celebra 30 anos do álbum Da Lata com documentário, livro, remix e relançamento em vinil

Fernanda Abreu celebra a longevidade do álbum Da Lata, lançado em 1995, com produção de documentário, livro, remix e relançamento em vinil
 
“Quando quis criar um disco que incorporasse o sentimento brasileiro, surgiu a ideia do batuque da lata. O tamborim e o pandeiro representam o samba como cultura oficial; a lata simboliza o mesmo batuque, porém no universo desigual do Brasil. A lata é a alternativa ao caminho oficial”, declarou Fernanda Abreu, em 17 de novembro de 1995, no jornal O Globo, data em que a turnê de seu mais recente e conceitual trabalho — lançado em julho daquele ano, o álbum Da Lata — chegava ao Rio de Janeiro. Nessa reflexão, Fernanda contextualizava o estágio artístico de seu trabalho, resultado da mistura daquela batucada hipnótica e irresistível com elementos da música pop eletrônica, ponto forte do disco e do show.
Assertivas, as resenhas das apresentações, que já haviam passado por outras regiões do país, foram amplamente positivas: “Fernanda transforma a lata num mito de modernidade”, “O show é explosivamente dançante” e ainda “As letras de A Lata, Veneno da Lata e Brasil é país do suingue celebram a alegria e musicalidade do Rio, projetando isso ao nível nacional”. De fato, as letras das canções, apoiadas na fartura de “grooves”, abordavam questões importantes da ex-capital do Brasil, — mas não apenas dela, apontavam temas pertinentes a outras metrópoles, nacionais e do terceiro mundo, como ilustra um trecho do poema do parceiro Chacal, na faixa "A Lata”.
Meses antes, a crítica especializada já havia elogiado Da Lata pelo seu “sound design”, pelo cruzamento de gêneros musicais e também pelo elenco estelar de parceiros e colaboradores (Felipe Abreu, Herbert Vianna, Hermano Vianna, Fausto Fawcett, Laufer, Chacal, Luiz Stein, DJ Memê, Liminha e Will Womat), além, é claro, de destacar o olhar clínico de Fernanda, exaltando a efervescência cultural suburbana daquele momento. O mote em questão — a lata, este artefato extremamente útil e versátil, feito de metal pouco valioso para alguns, mas indispensável para a sobrevivência de centenas de milhares de pessoas — atravessa o nosso consciente coletivo há décadas, carimbando-o com simbolismos múltiplos, especialmente naquele que chamamos de “Brasil Real”.
Há de se considerar, também, um evento amplamente conhecido, ocorrido em setembro de 1987, quando tripulantes da Solana Star atiraram ao mar parte de um carregamento de duas toneladas de maconha, oriundas da Tailândia, quando a força-tarefa da Polícia Federal se aproximou da embarcação, que navegava a cerca de 300 km da costa brasileira. Dias depois, as latas contendo a droga chegaram às praias do Rio de Janeiro, de São Paulo e de outras regiões – daí a origem do termo “da lata”, adotado por comunidades de jovens, atribuindo à gíria o sentido de algo bom, de qualidade superior, especial e até proibido.
Deliberadamente, Fernanda Abreu abordou temas sensíveis, culturais e sociais, sob outros ângulos, ressignificando ideias e situações comumente associadas à miséria, pobreza, carência, precariedade e até à falta de amor-próprio do brasileiro, nomeada “complexo de vira-lata” por Nelson Rodrigues. Assim como a carioca Nara Leão, que abraçou e redimensionou a música do morro, colocando-a nos palcos da zona sul do Rio, Fernanda Abreu tomou para si o batuque reinventado no subúrbio e na favela carioca, promovendo seu diálogo com “samplers”, “drum machines”, “sequencers” e demais avanços da tecnologia de ponta que haviam surgido.
A linha estética do projeto visual na totalidade — capa e encarte do CD, fotos de divulgação, cenário e figurino, resultado do trabalho de uma equipe formada por profissionais de renome – Luiz Stein (cenógrafo e ex-marido de Fernanda), Walter Carvalho (fotógrafo) e Claudia Kopke (figurinista) –, alinhada à sonoridade e à temática das letras, unificaram os conceitos do álbum e do show. A turnê consolidaria, de vez, o status do trabalho da cantora, compositora e “front woman” Fernanda Abreu.
Concebido por ela, produzido por Liminha e Will Womat, do britânico Soul II Soul, "Da Lata" emplacaria quatro singles no rádio, ganharia videoclipes bem produzidos com coreografias da amiga Deborah Colker, receberia o prêmio disco de ouro da ABPD pela venda superior a cem mil cópias e seria lançado no mercado europeu, internacionalizando o trabalho da moça. Lançado pela EMI (hoje Universal Music Brasil), Da Lata ascenderia à nobre categoria de álbum clássico, permanecendo relevante após seu lançamento, transpassando modas e tendências da indústria cultural e tornando-se um autêntico clássico do pop brasileiro, com altíssimo valor de replay.
Em 2025, a multifacetada Fernanda Abreu reafirma-se, mais uma vez, como ótima gestora de sua obra, celebrando os trinta anos de Da Lata, álbum ambicioso e atemporal. A comemoração se materializa em diversos projetos a saber:
– Documentário realizado pela produtora Garota Sangue Bom e coproduzido pela TV Zero, dirigido por Paulo Severo, com roteiro deste e de Fernanda, com bastidores do processo criativo de Da Lata através do impressionante acervo de imagens registradas em foto e vídeo da pré-produção e gravação no Rio de Janeiro, da mixagem em Londres e das apresentações da turnê. Além de entrevistas atuais, analisando conquistas e revelando adversidades que Fernanda teve que à época.

– Relançamento do álbum Da Lata em vinil, suporte físico que, na prática, importa hoje, que será lançado pelo Clube do Vinil, da Universal Music Brasil.

– O hit Garota Sangue Bom, o 3º single do disco, ganha um remix inédito, assinado por Bruna Ferreira e Lívia Lanzoni, DJs e produtoras de São Paulo que formam o duo “From House to Disco”. A faixa, que também terá lançamento pela Universal Music Brasil, chegará às plataformas de streaming no dia 13 de novembro.

– Lançamento do livro Da Lata – 30 anos, editado pela Cobogó e coeditado pela Garota Sangue Bom, reunindo textos de colaboradores, matérias publicadas, fotos conhecidas e inéditas do projeto visual do disco, da turnê e do figurino, além de cartazes e itens da sua memorabília.
Há mais de duas décadas, trabalho com pesquisa e resgate de acervos e afirmo que raríssimas vezes encontrei alguém no mercado fonográfico nacional — desde gravadoras até artistas — com o mesmo cuidado e dedicação com sua obra como a artista tem demonstrado. Fernanda Abreu, uma das pessoas mais organizadas e profissionais de nosso meio, vislumbrou, ao longo do tempo, o que o futuro lhe reservaria, se preparou e os 35 anos de carreira solo, comemora sua longevidade como artista brasileira, que se tornou uma das principais vozes femininas de sua geração, potente e engajada. Sua obra discográfica é o reflexo desse comprometimento, expresso nos nove álbuns gravados ao longo de sua jornada, retratando, em canções, a beleza e o caos da vida cotidiana nas metrópoles, especialmente do Rio de Janeiro.
O amor pela cidade onde nasceu, vive e se identifica plenamente, rendeu-lhe um título que ostenta com orgulho, relatado por ela mesma no documentário Da Lata – 30 anos: “desde 1995 até hoje, qualquer pessoa que vai me apresentar, em qualquer evento, seja uma cerimônia, seja um show, em qualquer lugar, diz: “com vocês, a garota carioca suingue sangue bom – Fernanda Abreu!!!”.
Charles Gavin, setembro de 2025
Confira o repertório do vinil “Da Lata”

Lado A:
1 – “A Lata” (Fernanda Abreu / Chacal / Marcos Suzano) – Participação especial: Chacal

2 – “Veneno da Lata” / Incidentais: Vamo Bate Lata / A Lata (Will Mowat / Fernanda Abreu) – Participações especiais: Hebert Vianna e Sofia Stein

3 – “Garota Sangue Bom” / Incidental: We Funk U2 – Edit (Fernanda Abreu / Fausto Fawcett) – Participação especial: Fausto Fawcett

4 – “Tudo Vale A Pena” / Incidental: Miséria No Japão – Edit (Fernanda Abreu / Pedro Luis)

5 – “Um Dia Não Outro Sim” (Fernanda Abreu / Marcelo Lobato) – Participação especial: Daddae Harvey

6 – “A Tua Presença Morena” (Caetano Veloso)

Lado B:
1 – “Brasil É O País Do Suingue” / Incidental: I Didn't Come – Edit (Fernanda Abreu / Fausto Fawcett / Laufer / Hermano Vianna)

2 – “Esse É O Lugar” (Fernanda Abreu / Fernando Vidal / Aurelio Dias)

3 – “Dois” – Edit (Fernanda Abreu / Will Mowat / Pedro Luis)

4 – “Somos Um” (Doomed) - Edit (Mathilda Kovac)

5 – “Sla 3 (São Sebastião Lembrança Aérea)” (Fernanda Abreu / Marcelo Lobato / Chico Neves)

6 – “Babilônia Rock” (Robson Jorge / Lincoln Olivetti / Guto Graça Mello / Naila) - Participação especial: Cláudio Zoli

O vinil "Da Lata" será o destaque do mês de novembro do Clube do Vinil.
Vendas exclusivamente na UMusic Store, a partir de 1º de novembro de 2025.
Fotógrafo Mateus Rubim

Museu da Imagem e do Som do Ceará realiza II Seminário de Arte e Tecnologia nos dias 29 e 30 de outubro

Com participantes de diversas regiões do Brasil, o encontro destaca experiências que cruzam ciência, mito, redes e ancestralidade

O II Seminário de Arte e Tecnologia: Novos Horizontes reúne artistas, pessoas pesquisadoras e curadoras para discutir as relações entre arte, tecnologia e política a partir de perspectivas plurais. O evento será realizado na sala imersiva do Museu da Imagem e do Som do Ceará nos dias 29 e 30 de outubro de 2025. As inscrições estão abertas a partir desta segunda-feira (dia 6). O MIS integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, com gestão parceira do Instituto Mirante de Cultura e Arte.    
O evento propõe reflexão sobre as práticas artísticas que tensionam narrativas hegemônicas e reimaginam futuros possíveis. Com participantes de diversas regiões do Brasil, o encontro destaca experiências que cruzam ciência, mito, redes e ancestralidade. A programação realizada em Fortaleza inclui mesas de debate, mediações locais e vozes que articulam arte, resistência e inovação.
O diretor do MIS CE, Silas de Paula, ressalta a relevância da realização do seminário para aprofundar o debate sobre arte e tecnologia e sobre o papel do Museu da Imagem e do Som do Ceará. A ampliação e reabertura do Museu, a criação da sala imersiva e os editais lançados pelo MIS, desde 2022, ampliaram e diversificaram o cenário artístico cearense, explica o diretor. “Tudo isso fomenta a produção audiovisual para esse espaço de arte e tecnologia. Mais que espaço expositivo, o MIS é um laboratório de aura contemporânea: não a aura do objeto único, mas da memória e da experiência compartilhada, do encontro coletivo diante da obra que envolve, atravessa e exige o corpo inteiro. Se o algoritmo comprime a arte em métricas, o MIS a expande em memória, em duração e em comunidade”, destaca Silas de Paula.
A proposta do seminário, que conta com quatro mesas temáticas, é abordar temas como corpo e código, cartografias digitais, inteligência artificial, vigilância e narrativas contra-hegemônicas. “As discussões serão conduzidas a partir de perspectivas críticas, sensíveis e plurais, destacando práticas artísticas que entrelaçam ciência, ancestralidade, mito e resistência. Com uma programação diversa e potente, o seminário propõe reafirmar a arte como ferramenta fundamental para a reinvenção do presente e a imaginação de futuros possíveis”, explica a gerente de Educação e Formação do MIS CE, Kennya Mendes.
Acervo e sala imersiva
O MIS é um museu polifônico que busca pensar por meio das imagens e dos sons e estabelecer conexões promovendo experiências compartilhadas. O museu conta com equipamentos de última geração para atuar na conservação, digitalização, restauro digital e exposição de acervos imagéticos, sonoros e audiovisuais que estão entre os mais avançados da América do Sul. 
A sala imersiva do MIS conta com oito projetores de 10.000 lúmens e dois projetores de 20.000 lúmens. O resultado é uma resolução de mais de 11.000 pixels. O equipamento é conectado a uma central de controle que manipula imagens 360º, ou seja, elas atingem todo o local: as quatro paredes e o piso. O sistema também possui áudio de alta definição para imersão completa e criação de um ambiente totalmente interativo. 
É nesse ambiente que o MIS promove o II Seminário Arte e Tecnologia: Novos Horizontes como  uma oportunidade para artistas, estudantes, pesquisadores e interessados em arte e tecnologia expandirem seus conhecimentos, trocarem experiências e se conectarem com profissionais do setor.

Editais 
O Museu da Imagem e do Som do Ceará conta com editais que têm ampliado as possibilidades de criação e realização de obras que exploram o diálogo entre arte e tecnologia. Um dos mais recentes foi a 1ª edição do Ateliê Conexão Criativa, uma iniciativa inédita voltada a artistas que atuam na interseção entre arte e tecnologia. O projeto selecionou seis bolsistas para uma formação intensiva de 90 horas/aula, promovendo experimentação, pesquisa e criação de obras autorais com uso de tecnologias emergentes como inteligência artificial, robótica e mídias interativas. 
Em 2025, o Edital Ocupa MIS Multilinguagem chegou à quarta edição, promovendo iniciativas colaborativas, inclusivas, integradas e inovadoras. Assim, o MIS CE se firma como um museu-laboratório, buscando expandir as fronteiras dos meios e dos formatos tradicionais. O edital tem como proposta conceitual a exploração da relação entre memória, contemporaneidade, arte e tecnologia. 
A cada edição são selecionados e financiados 10 projetos de produção de conteúdo artístico, de diversas linguagens, que usem tecnologias digitais, tanto no aspecto visual quanto sonoro. Isto inclui expressões artísticas diversas que poderão transitar livremente pela fotografia expandida, vídeo expandido, instalações sonoras, realidade aumentada, vídeo mapping e arte generativa. Os projetos realizados são posteriormente exibidos no museu em uma mostra. 
Outro edital lançado pelo MIS-CE que contou com a segunda edição em 2024 foi o Ateliê de Criação Tecnologias Transvestigêneres, que selecionou pessoas artistas  trans, travestis e não-binárias que experimentaram nas linguagens audiovisual, fotografia expandida, artes visuais, cinema expandido, performance, realidade virtual, instalação sonora, realidade aumentada, vídeo mapping, projeção interativa, jogos virtuais, arte generativa, arte fractal e outras áreas correlacionadas. 

Serviço:
II Seminário de Arte e Tecnologia: Novos Horizontes
Data: 29 e 30 de outubro
Inscrições a partir de 6 de outubro: neste link
Local: Sala Imersiva MIS CE
Avenida Barão de Studart, 410
Transmissão pelo canal do MIS CE no Youtube

Programação 
Mesas de debate, mediações locais e vozes que articulam arte, resistência e inovação.

Dia 29/10/2025 (Quarta-feira)
09h - 09h30 | Credenciamento e Abertura Oficial

10h às 12h | Mesa 1: Corpo-Código – Gênero, Sensibilidade e Resistência
Discussão sobre o corpo como interface política e poética nas práticas tecnológicas.

Participantes:
Aspásia Mariana (CE):  Artista interdisciplinar e pesquisadora. Atua na interseção entre dança, performance e arte digital, com foco no corpo e na tecnologia.

Roberta Carvalho (PA) : Artista visual e curadora. Desenvolve projetos voltados à natureza, tecnologia e à comunidade, especialmente na Amazônia.

Bianca Turner (SP):  Artista e doutoranda em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. Atua com vídeo projeção, performance, vídeo mapping e colabora com grupos de teatro e música.

Mediação: Paula Trojany (CE) 

Artista visual e designer. Desenvolve projetos interativos sobre memória, identidade e afeto, com uso de RA e modelagem 3D.

14h às 16h | Mesa 2: Cartografias Digitais e Narrativas Hackeadas
Como mapear e recontar territórios invisibilizados por meio de práticas artísticas que operam com redes, algoritmos, plataformas e códigos? A mesa propõe discutir estratégias de reterritorialização simbólica e política a partir de práticas experimentais que subvertem lógicas hegemônicas de representação, utilizando tecnologias digitais como ferramentas de escuta, memória, ficção e resistência.

Participantes:
Bella Comsom (SP): Artista transdisciplinar do som e pesquisadora. Explora o som, a luz e as ondas eletromagnéticas como meios de acessar memórias e dimensões espirituais da escuta. Seu trabalho cruza tecnologia, natureza e decolonialidade, em formatos como instalações, performances e radioarte. Atualmente é mestranda na Kunsthochschule für Medien Köln (Alemanha).

Lia Krucken (BA): Artista interdisciplinar, curadora e pesquisadora cuja prática artística e acadêmica investiga territórios invisibilizados por meio de abordagens poético-políticas, tecnológicas e comunitárias. Sua atuação com cartografias afetivas, deslocamentos e narrativas afro-diaspóricas dialoga diretamente com o eixo curatorial da mesa.

Mediação: Pedra Silva (CE)
Macumbeira, artista, arte-educadora e pesquisadora das encruzilhadas. Atua em territórios artísticos expandidos, onde o corpo é arquivo-vivo e espiral transmidiática de mitopoéticas contra-coloniais e tecnologias de cura afropindorâmicas.

Dia 30/10/2025 (Quinta-feira)
10h às 12h | Mesa 3: Poéticas Tecnosensíveis – Corpo, Imagem e Futuro

A mesa discute práticas que se posicionam no entre-lugar da ciência e do mito, do dado e da imagem, do corpo e da rede, como formas de especular futuros possíveis e plurais. Também será abordado o uso da Inteligência Artificial como tecnologia poética e política nas artes contemporâneas.

Participantes:
Zaika dos Santos (MG): Cientista de dados, multiartista, curadora e especialista em IA, atua com Afrofuturismo, criptoarte, Web3 e ficções especulativas. É CEO da Afrofuturismo Arte e STEM e coordena o Black Speculative Arts Movement Brasil.

Larissa Macêdo (SP): É artista, curadora e pesquisadora. Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, investiga práticas artísticas e curatoriais nas redes e tecnologias contra-hegemônicas.

Mediação: Clarissa Ribeiro (CE)
Artista, arquiteta e pesquisadora. Trabalha com bioarte, IA e tecnologias emergentes em contextos poéticos, políticos e científicos.

14h às 16h | Mesa 4: Política do Digital – Memória, Controle e Resistência

Como artistas e pesquisadoras têm enfrentado e ressignificado as lógicas de vigilância, exclusão e controle presentes nas tecnologias digitais. A mesa discute como práticas artísticas podem tensionar narrativas dominantes e construir alternativas mais justas, afetivas e diversas no campo do digital.

Participantes:
Giselle Beiguelman (SP): Artista e pesquisadora. Sua obra critica sistemas de controle digital e investiga memória, política e cultura de dados.

Joana Varon (RJ):  Tecnopolítica, pesquisadora e artista ativista. Fundadora da Coding Rights, atua nas interseções entre tecnologia, direitos humanos, gênero e justiça digital.

Mediação: Silas de Paula (CE)
Diretor do Museu da Imagem e do Som Chico Albuquerque (MIS-CE), doutor pela Universidade de Loughborough (1996) e professor aposentado do ICA/UFC, onde atuou no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, com foco em Fotografia e Audiovisual. Coordenou o grupo de pesquisa em Cultura Visual.

Museu da Fotografia Fortaleza celebra o Dia das Crianças com programação especial e cinema gratuito

O Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) preparou uma programação especial para celebrar o Dia das Crianças, neste domingo (12), com atividades que unem arte, imaginação e diversão para toda a família. Oficinas criativas e uma sessão de cinema gratuita prometem transformar o museu em um grande espaço de descobertas.
Entre as atrações, as crianças poderão participar de quatro oficinas lúdicas, Câmera de Papel, onde cada participante monta e personaliza sua própria câmera artesanal; Caça Fotos, uma divertida aventura pelo acervo do museu em busca de imagens e detalhes escondidos; Taumatrópio, que apresenta o brinquedo óptico do século XIX e seus encantos sobre a ilusão de movimento; e Pintura de Desenhos, para soltar a criatividade com cores e formas.
Encerrando a programação, o MFF exibe gratuitamente, às 14h, o filme “Ainbo: A Guerreira da Amazônia” (2021), dentro da Mostra de Cinema Peruano, realizada em parceria com o Consulado-Geral do Peru no Rio de Janeiro. A animação conta a história de Ainbo, uma jovem arqueira que embarca em uma jornada mágica pela floresta amazônica para salvar seu povo, acompanhada por dois amigos encantadores, um tatu e uma anta.
Com oficinas interativas e uma sessão de cinema repleta de aventura, o Museu da Fotografia Fortaleza convida o público a viver um Dia das Crianças cheio de arte, cultura e imaginação.

Serviço:
Mostra de Cinema Peruano - Ainbo: A Guerreira da Amazônia
Data: 12 de outubro
Horário: 14h
Local: Museu da Fotografia Fortaleza – Rua Frederico Borges, 545, Varjota
Inscrições gratuitas: https://encurtador.com.br/Ousgc

Shopping Benfica celebra o Dia das Crianças com programação gratuita e reforça compromisso social

Ação acontece neste dia 12 de outubro, das 17h às 19h, com show da Turma do Mickey cover e diversas atrações

O Shopping Benfica preparou uma programação repleta de diversão para celebrar o Dia das Crianças, no próximo 12 de outubro, das 17h às 19h, na Praça de Alimentação. Com entrada gratuita, o evento contará com show da Turma do Mickey cover (17h às 18h), pintura facial (17h às 19h), Tio Alexandre e banda (18h às 19h), além da distribuição de balões e pipoca.

“O Dia das Crianças é uma das datas mais aguardadas do nosso calendário, e o Shopping Benfica sempre busca proporcionar experiências que unam diversão, afeto e boas lembranças para toda a família”, destaca Kariane Rocha, gerente de Marketing do Shopping Benfica. “Além das ações temáticas, nosso objetivo é continuar sendo um espaço de convivência e inclusão, fortalecendo o vínculo com nossos clientes”, completa.

De acordo com o empreendimento, a expectativa é de um aumento de cerca de 10% no fluxo de visitantes em relação ao mesmo período do ano passado, gerando impacto positivo também nas vendas e no ticket médio. Os segmentos com maior potencial de desempenho são os de brinquedos, eletrônicos e alimentação.

O público infantil poderá participar ainda da programação Benkids, que ocorre durante todo o mês, sempre aos sábados, das 17h às 19h, no piso térreo (em frente à Casa dos Relojoeiros). As atividades vão desde oficinas criativas até momentos de brincadeira e interação:


- 11/10 – Bola de vinil e slime;

- 18/10 – Pintura de cofrinhos e “adote um ursinho”;

- 25/10 – Pintura em gesso 3D e máscaras da Patrulha Canina.


Compromisso social e 26 anos de história

As comemorações pelos 26 anos do Shopping Benfica também marcam a realização da 25ª edição do Projeto Social Manhã Feliz, no dia 14 de outubro, das 8h às 12h. A iniciativa receberá mais de 600 crianças, entre 5 e 10 anos, de 10 instituições sociais de Fortaleza, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento humano e o bem-estar da comunidade. O evento é destinado para as entidades selecionadas. 

A programação contará com sessão de cinema nas salas do Cinema Benfica (com pipoca e refrigerante ou suco), lanche especial, diversão com personagens infantis e a tradicional entrega de presentes. Ao longo de 25 edições, o projeto já beneficiou mais de 27 mil crianças.

“O Manhã Feliz é um dos projetos mais queridos da história do Shopping Benfica. Ele reflete nosso propósito de contribuir com uma cidade mais acolhedora, levando alegria, cultura e solidariedade para quem mais precisa”, afirma João Soares Neto, proprietário do empreendimento.

As instituições participantes desta edição são: Projeto Sociocultural Gabriel Wesley, Instituto Todos os Cantos, Instituto Construindo Arte (INCA), Projeto Agraciados, Fundação Projeto Diferente, Instituto Well’Vi Instruindo para amanhã, Associação Beneficente e Cultural da Messejana (ABCM), Projeto Caminho do Bem, Instituto Mulheres Virtuosas e Instituto ACRE - Arte, Cultura e Educação do Conjunto Esperança.

Serviço:

Dia das Crianças – Shopping Benfica
Data: 12 de outubro de 2025 - (gratuita e aberta ao público)
Horário: 17h às 19h
Local: Praça de Alimentação – Shopping Benfica (Avenida Carapinima, 2200 – Benfica)
Programação:

17h às 18h – Show da Turma do Mickey cover;

17h às 19h – Pintura facial;

18h às 19h – Tio Alexandre e banda;

Distribuição de balões e pipoca.



MinC abre novas inscrições para participação espontânea na edição do MICBR 2025, em Fortaleza

Oportunidade oferece vagas para profissionais e empreendedores da economia criativa que desejam participar do encontro em dezembro
Foto: Vitor Vasconcelos

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Economia Criativa (SEC), abre nesta sexta-feira (10) as inscrições espontâneas para interessados em participar do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR 2025), que será realizado em Fortaleza (CE), entre os dias 3 e 7 de dezembro de 2025.
As inscrições estarão abertas das 8h do dia 10 até às 18h do dia 20 de outubro, e representam uma oportunidade para aqueles que ainda desejam participar do evento, seja para preenchimento de vagas remanescentes ou para novas convocações.
Os inscritos passarão por uma etapa de seleção. É importante destacar que, uma vez selecionado, o participante terá o compromisso de comparecer ao evento. Os candidatos selecionados nesta modalidade terão acesso às ações formativas e de mercado do evento, mas não receberão apoio financeiro e deverão arcar com todas as despesas de deslocamento, hospedagem, alimentação e demais custos relacionados à participação.
O MICBR 2025 é voltado aos setores da economia criativa de áreas técnicas, artesanato, artes visuais, audiovisual e animação, circo, dança, design, editorial, hip-hop, jogos eletrônicos, moda, museus e patrimônio, música e teatro.

Serviço:
Inscrições espontâneas
• Início: 10/10, às 8h
• Encerramento: 20/10, às 18h
• Faça aqui a sua inscrição

MICBR
• Período: 3 a 7 de dezembro de 2025
• Local: Fortaleza, Ceará
• Informações: micbr@cultura.gov.br

De solução à dependência: quando o descongestionante nasal vira um vilão?

Especialista explica em que situações o uso de descongestionantes nasais vira motivo de preocupação

Seja por gripe ou por reações alérgicas relacionadas à rinite ou sinusite, a congestão nasal faz parte da rotina de muitos brasileiros. Em busca de uma solução prática para esse incômodo no nariz, muitas pessoas recorrem aos descongestionantes nasais e tendem a utilizá-los de forma negligente, o que levanta discussões sobre os riscos, entre eles, a possibilidade de dependência. Afinal, isso é mito ou verdade?
A farmacêutica e professora do IDOMED, Maria Simone Mignoni, afirma que sim, o vício atrelado aos descongestionantes nasais é um fato. No entanto, não se trata de uma dependência química, como a que costuma ocorrer com drogas que atuam no sistema nervoso central, mas sim de uma dependência psicológica. “Os descongestionantes nasais são vasoconstritores que reduzem a coriza ao contrair os vasos sanguíneos da mucosa. Porém, quando o efeito passa, ocorre uma dilatação dos vasos e a congestão volta ainda mais forte. O uso por mais de três dias pode causar dependência, fazendo o paciente sentir medo de ficar sem o medicamento e dificuldade para respirar”, explica Maria Simone.

Quais são os sinais de alerta?
Maria Simone lista alguns sinais de uso abusivo do medicamento, como: necessidade de aplicar o spray várias vezes ao dia, por muitos dias ou semanas; congestão nasal que só melhora após o uso do descongestionante; medo de ficar sem o produto na bolsa; e utilização mesmo sem grande necessidade. Esses são indicativos de que o paciente está fazendo uso indevido do medicamento.

Riscos e contraindicações
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tempo máximo recomendado de tratamento com descongestionantes nasais vasoconstritores é de até três dias. Pacientes com doenças cardíacas, hipertensão, distúrbios da tireoide, diabetes, rinite crônica, glaucoma ou dificuldade para urinar devido ao aumento da próstata não devem utilizar esse tipo de medicamento.

Qual é a forma mais segura?
Para evitar o risco de dependência, podem ser utilizadas alternativas seguras, como medicamentos à base apenas de soro fisiológico, disponíveis no mercado em forma de spray ou solução para nebulização. Eles ajudam a hidratar, fluidificar secreções e aliviar a respiração, sem o risco de dependência.
A umidificação adequada do ambiente e a ingestão regular de líquidos também são medidas não medicamentosas eficazes. Além disso, o paciente pode fazer uso de antialérgicos ou de alguns medicamentos tópicos intranasais, sempre sob prescrição médica.
Mais do que combater o sintoma, é fundamental entender a causa da obstrução nasal e tratá-la com responsabilidade. Em vez de se tornar refém de soluções rápidas, o ideal é adotar hábitos saudáveis, buscar orientação médica e investir em alternativas seguras. Afinal, cuidar da saúde nasal é também cuidar da qualidade de vida. E nada melhor do que respirar fundo — livremente, sem dependências.

CINE+ Fortaleza promove programação especial no dia 12 de outubro na Cidade da Criança

A 18ª Mostra do Baixada Animada - Festival Ibero-americano de Cinema de Animação apresenta animações nacionais e internacionais com três sessões gratuitas

Em comemoração ao Dia das Crianças, o Instituto CINE+ realiza programação especial na sala Cine+ Fortaleza na Cidade da Criança. O equipamento cultural localizado no Centro recebe, no domingo, 12 de outubro, filmes que compõem a 18ª edição do Baixada Animada - Festival Ibero-americano de Cinema de Animação.
A programação gratuita inclui curtas
metragens que serão exibidos em três sessões no turno da manhã: às 8h30min, 9h40min e 10h30min. O Baixada Animada tem como intuito levar ao público a arte da produção autoral do cinema de animação, a partir de montagens em língua portuguesa e espanhola
Entre os curtas exibidos estão as produções nacionais “Passado da Hora” (2024), de Camila Kauling e Paulo Conti, e “Esse é o Bicho!” (2024), de Daniel Montezano. A exibição temática do Dia das Crianças contempla ainda as obras mexicanas “I Don’t Know What To Do” (2024), de Akshita Tyagi, Leyla Belerdi e Lia Macruz, além “Arbuelo” (2024), de Bruno BaskMel Izanami. 
Na próxima semana, nos dias 15 e 16 de outubro, o Festival Ibero-americano de Cinema de Animação também terá exibição nas demais sala da Rede CINE+ no Rio de Janeiro (Areal, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Itaocara, Maricá e Paraty) e do Ceará (Itapipoca). 
Nesta edição, a curadoria do Baixada Animada analisou cuidadosamente quase 700 obras inscritas, resultando na seleção de 103 curtas-metragens que comporão a programação oficial.

CINE+ Fortaleza
Com capacidade para 50 pessoas e acessibilidade garantida, a sala funciona em formato cápsula e foi revitalizada pela Quitanda Soluções Criativas. O espaço foi entregue à população no dia 4 de agosto e é inspirado nas salas públicas de cinema do Instituto CINE+. 
A sala CINE+ Fortaleza é uma realização da Quitanda Soluções Criativas. A iniciativa tem apoio cultural da Enel Distribuição Ceará por meio de incentivo fiscal, com apoio institucional do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, e da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza.

Programação da 18ª edição do Festival Baixada Animada no CINE+ Fortaleza

Sessão 01:
12.10 | 08h30 | Livre | Entrada gratuita
Filmes: Passado da Hora | I Don’t Know What To Do | Esse é o Bicho! | Arbuelo

Sessão 02:
12.10 | 09h40 | Livre | Entrada gratuita
Filmes: Passado da Hora | I Don’t Know What To Do | Esse é o Bicho! | Arbuelo

Sessão 03:
12.10 | 10h30 | Livre | Entrada gratuita
Filmes: Passado da Hora | I Don’t Know What To Do | Esse é o Bicho! | Arbuelo

Sinopses dos curtas-metragens que serão exibidos

Passado da Hora
Uma menina curiosa de 12 anos, vê sua vida virar de cabeça pra baixo quando uma coruja, mensageira da deusa Athena, surge misteriosamente em seu armário.

I Don’t Know What To Do
Uma jovem chamada passa uma tarde brincando com um lagarto que encontrou em seu jardim. Um acidente acontece e o lagarto se machuca. Cheia de tristeza, ela enterra delicadamente o lagarto e coloca uma flor em seu túmulo.

Esse é o Bicho!
Misturando imaginação, humor e ciência, Esse é o Bicho! convida crianças e suas famílias a enxergarem com novos olhos os animais do dia a dia.

Arbuelo
Um idoso, apegado a seus hábitos, não percebe que seu estilo de vida não só prejudica o mundo ao seu redor, como também o afasta do neto.

CINE+ Fortaleza
Onde: avenida Visconde do Rio Branco, 922 - Centro

AZIRA’I, interpretado pela premiada artista indígena Zahy Tentehar, chega ao Cineteatro São Luiz, dias 7 e 8 de novembro

O espetáculo ganhou os principais prêmios Brasileiros de Teatro, incluindo o de melhor atriz, entregue pela primeira vez a uma artista indígena. Dirigido por Denise Stutz e Duda Rios, produzido pela Sarau Cultura Brasileira e apresentado pela PETROBRAS, o espetáculo autobiográfico foi criado a partir de memórias e vivências da atriz com sua mãe, a primeira mulher pajé de sua reserva indígena. A narrativa trazida pelo projeto, reforça as premissas do Programa Petrobras Cultural, que selecionou iniciativas que tem a Brasilidade como elemento norteador. A PETROBRAS possui uma história de mais 40 anos acreditando de forma contínua na cultura como elemento transformador e fonte de energia para a sociedade.

Teaser: https://youtu.be/ijlhwjuvTRg?si=EgFuu-Ul9JWiRLgv

AZIRA’I, escrito por Zahy Tentehar e Duda Rios e interpretado por Zahy, chega a Fortaleza, no Cineteatro São Luiz, para 2 apresentações, nos dias 7 e 8 de novembro, às 19h. O solo autobiográfico trata da relação entre Zahy e sua mãe, Azira'i, a primeira mulher pajé da reserva indígena de Cana Brava, no Maranhão, onde ambas nasceram. O trabalho, dirigido por Denise Stutz e Duda Rios e produzido pela Sarau Cultura Brasileira, ganhou o principal prêmio Brasileiro de Teatro, como melhor iluminação e melhor atriz. Com isso, Zahy se tornou a primeira artista indígena a ganhar um prêmio de teatro nesta categoria.
O espetáculo é apresentado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural, que promove a cultura brasileira como força transformadora. Azira’i celebra a memória, a tradição e a identidade indígena, valores que se alinham ao compromisso da Petrobras de apoiar iniciativas que impulsionam a cultura como motor de transformação e inclusão. Juntos, espetáculo e PETROBRAS dão visibilidade a uma narrativa indígena única, ressaltando tradição e história que emocionam, inspiram e transformam.
Recém-chegado do Festival de Avignon OFF, na França, o espetáculo teve visibilidade em importantes veículos de mídia da Europa como o jornal Le Monde, Libération, Le Figaro, recebendo destaque como um dos melhores espetáculos dentro do maior festival de teatro do mundo, que recebeu este ano 1.700 produções. Em sua trajetória internacional, o espetáculo já passou por Chicago (EUA), Bogotá (Colômbia), Santiago (Chile) Córdoba (Argentina) e Montevideo (Uruguai).
Musical de memórias
Azira'i foi uma mulher muito sábia e herdeira de saberes ancestrais, com vasto conhecimento sobre o mundo espiritual. Como pajé suprema, ela usava três ferramentas tecnológicas para curar: as plantas, a mão e o canto. Ao gerar e criar a filha nesta mesma aldeia, deixou para ela seu legado espiritual.
Ao longo da jornada como artista, Zahy fez do canto uma de suas expressões, que pode ser visto no espetáculo, em que ela canta lamentos ensinados por sua mãe e canções originais compostas por ela com Duda Rios, sob a direção musical de Elísio Freitas, produtor responsável pelo premiado álbum ‘Nordeste Ficção’, de Juliana Linhares, que também divide a autoria de algumas composições com a atriz e o diretor.
É neste verdadeiro ‘musical de memórias’ que se apresentam Azira'i e Zahy, mãe e filha, mulheres nucleares, distintas, diversas e espelhadas: “Sou a filha caçula da minha mãe. A nossa relação, como muitas de nossos brasis, foi diversa: cheia de semelhanças e diferenças, com muitos afetos e composições importantes para nossa trajetória. A presença de minha mãe é tão viva, que a nossa relação se faz continuamente importante. Quando pensei em trazê-la ao teatro, não foi para falar apenas dos meus sentimentos, foi para dialogarmos com nossos reflexos enquanto sujeitos coletivos. Gosto de nos ver, humanos, como espelhos, pois nossas histórias se entrelaçam e se compõem”, analisa Zahy.
Azira'i faleceu em 2021, ao longo do processo de criação da montagem, que começa em 2019, quando Zahy e Duda Rios se conhecem no elenco da montagem de ‘Macunaíma’, dirigida por Bia Lessa e encenada pela companhia Barca dos Corações Partidos, também um projeto da Sarau. Nas conversas de camarim, Duda se surpreendia com o que Zahy contava – ela mesmo se define como uma contadora de histórias – e surgiu ali mesmo a semente de criar um espetáculo a partir daquela vivência em um contexto tão próximo, mas também tão distante.
Duda formatou a dramaturgia junto com a atriz, em uma estrutura narrativa que percorre a história por diversos pontos de vista, como os da própria Zahy, mas também o de sua mãe e de uma narradora. No último ano, Denise Stutz se juntou à dupla de amigos criadores e a encenação propriamente dita começou a ganhar uma forma.
‘O nosso maior desafio foi selecionar, entre tantas histórias que ela havia me contado ao longo de quatro anos, quais iriam compor a dramaturgia da peça. Às vezes queremos abordar muitas coisas num espetáculo e terminamos perdendo o fio da meada. Mas se temos um eixo narrativo claro, a chance do público se envolver é maior. Nesse aspecto, a chegada de Denise foi fundamental, pois ela entrou no projeto pouco antes do início dos ensaios, com um olhar fresco que nos ajudou a identificar o que era essencial pra nossa narrativa’, conta Duda Rios.
Zahy, Denise e Duda conceberam então um espetáculo focado na performance, com apenas uma cadeira e uma cortina de corda crua como elementos de cena, além das projeções do multiartista Batman Zavareze (direção de arte e design gráfico), cenografia de Mariana Villas-bôas, os figurinos de Carol Lobato e a iluminação de Ana Luzia Molinari de Simoni.
“Fui conhecendo as memórias de Zahy durante os meses de ensaio e fui me impressionando a cada dia pela potência das histórias de vida que ela contava e das narrativas sobre a mãe. Quando recebi o convite do Duda para me juntar a ele na direção desta montagem, tivemos conversas quase infinitas e o trabalho não faria sentido se a gente não escutasse primeiro os desejos de Zahy , afinal, é a história dela e são muitas memórias junto com sua mãe. A partir dessa escuta e dos textos que ela e Duda escreviam começamos a tecer esse musical de memórias. O mundo da Zahy está no seu corpo, no seu canto, na sua presença, nas suas histórias, no que é único nela e que é também o outro”, reflete Denise Stutz.
AZIRA’I nasce ainda do desejo que Zahy tinha de contar as suas histórias reais, mas mostrando uma visão absolutamente não romantizada dos povos indígenas. “Uma história que é minha, mas também é a verdade de muitos brasis. É muito libertador poder falar do ser indígena de uma forma mais humanizada, sem estereótipos ou políticas. Quero poder contar a história de uma pessoa, como outras, que saiu de sua reserva, foi para a cidade, aprendeu uma outra língua e teve uma relação intensa com a mãe”, reflete a atriz.
No palco, ela alterna cenas em português e em Ze’eng eté, trazendo para o centro da cena o debate sobre os processos de aculturamento aos quais sua mãe foi submetida. Neste momento em que o país tem pela primeira vez um Ministério dos Povos Originários, a realização de um espetáculo como AZIRA’I ganha ainda um contorno mais especial.
A produção do projeto é da Sarau Cultura Brasileira, que recentemente foi responsável pelas montagens de ‘Nossa História com Chico Buarque’, ‘Elza’, ‘Viva o Povo Brasileiro (De Naê a Dafé)’, trabalhos marcados por um acerto de contas com a turbulenta biografia do País nos últimos séculos.

Sinopse
O espetáculo autobiográfico aborda a relação de Zahy Tentehar com a sua mãe, Azira’i, a primeira mulher Pajé da reserva de Cana Brava (MA), que ocupou a categoria dos Pajés Supremos dos povos Tentehar, destinado apenas a pessoas com sabedorias medicinais e espirituais extremamente desenvolvidas. A relação entre mãe e filha se dá num contexto necessariamente conflituoso, em um interior nordestino extremamente patriarcal e em uma cultura tensionada entre a preservação de seus valores ancestrais e a absorção de dinâmicas e mazelas de um sistema de civilização globalizado. Ao mesmo tempo em que Zahy é a filha escolhida por sua mãe para herdar os dons de pajelança e comunicação com os Maíras, é também nela que Azira’i descarrega as frustrações de existir num ambiente colonial e opressor.

Ficha Técnica
Um solo de Zahy Tentehar / Dramaturgia: Zahy Tentehar e Duda Rios / Direção: Denise Stutz e Duda Rios /
Direção de arte e design gráfico: Batman Zavareze / Cenografia: Mariana Villas-Bôas/ Figurinos: Carol
Lobato / Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni / Trilha sonora: Elísio Freitas / Design de som: Gabriel
D`angelo / Direção de Produção e Produção Artística: Andréa Alves e Leila Maria Moreno / Coordenação de Produção: Hannah Jacques / Produção executiva: Matheus Castro e Fernanda Chazan / Produção: Sarau Cultura Brasileira/ Assessoria de imprensa Fortaleza: Dégagé Comunicação.

Serviço:
Azira’i – Um musical de memórias
Dias 7 e 8 de novembro (sexta e sábado), às 19h.
Local: Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro. Fortaleza, Ceará).
Classificação: 12 anos
Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 100,00 (inteira), R$ 50,00 (meia), R$ 42,00 (Ingresso promocional) e R$ 40,00 (funcionários Petrobrás, mediante apresentação do crachá funcional) | Ingressos em breve nas bilheterias físicas do Cineteatro São Luiz ou no site Sympla.
Funcionamento da bilheteria física: terça a sexta, no horário de 9h30 às 18h, e aos sábados, no horário de 9h30 às 17h.
Acessibilidade: Audiodescrição e Libras na sexta (07) e Libras no sábado (08)