Dr. Pedro Filgueira é reeleito presidente da Coopeuro

A Coopeuro, cooperativa de trabalho médico, deu início a um novo ciclo com a posse da Diretoria Executiva para o biênio 2025-2027. O Dr. Pedro Filgueira, presidente reeleito, liderará a gestão ao lado do Dr. Thiago Martins, Superintendente, e do Dr. Italo Sampaio, Administrativo-Financeiro.
De acordo com o presidente Dr. Pedro Filgueira, “Temos o compromisso de promover avanços estruturais e estratégicos, estamos apostando em inovação e fortalecimento da cooperativa”. 
A diretoria trabalhará para elevar a Coopeuro como referência entre as cooperativas de trabalho médico, consolidando sua autoridade na área. Além disso, o fortalecimento da educação cooperativista e da especialidade urológica será um ponto central, promovendo iniciativas que incentivem o aperfeiçoamento profissional.
A busca por novas parcerias estratégicas com empresas de saúde também está no radar, ampliando oportunidades e benefícios para os cooperados. Com uma gestão inovadora, focada em eficiência e crescimento sustentável, a Coopeuro inicia um novo ciclo com o compromisso de construir um futuro cada vez mais sólido para a cooperativa e seus associados.

Direção do Visite Ceará marca presença no Fórum Panrotas, em São Paulo

A direção do Visite Ceará, representada pela presidente Clarisse Linhares e pela diretora-executiva Suemy Vasconcelos, marcou presença no Fórum Panrotas 2025, um dos principais eventos de turismo do Brasil. O momento aconteceu na última terça (11) e quarta-feira (12), no WTC Events Center, em São Paulo.
A presença da entidade representa a possibilidade de estabelecer conexões com líderes de diversas empresas do turismo. A edição de 2025, que é a 22ª, recebeu mais de 2000 profissionais de toda a cadeia turística, incluindo palestras ligadas à tecnologia, marketing e inovação.
“É um fórum muito relevante para o cenário turístico do Brasil, porque reúne nomes de grande participação no setor. Entendemos que, como entidade, o Visite Ceará deve integrar esses diálogos”, relata Clarisse.
“O evento aborda muitos tópicos sobre os processos de renovação do turismo para 2025. São tendências e transformações que devemos compreender. É um fórum muito proveitoso para toda a área”, completa Suemy.

Ferrovia Solar & Grau apresenta campanha exclusiva com condições imperdíveis em óculos de sol e grau

A Ferrovia Solar & Grau acaba de lançar uma campanha promocional diferenciada, disponível até o dia 31 de março, em todas as suas unidades no Ceará. A ação contempla ofertas atrativas tanto na linha de óculos solares quanto na linha de grau, aliando qualidade, estilo e vantagens exclusivas.
Para os amantes de óculos de sol, a promoção "Compre um e leve dois" é um convite irrecusável: na aquisição de um modelo pelo valor integral, o cliente recebe outro — entre peças selecionadas — de uma coleção inédita, com design sofisticado e contemporâneo.
Já na linha de óculos de grau, a Ferrovia oferece uma condição especial: ao adquirir um óculos completo com lentes Kodak, policarbonato e antirreflexo (Código 24073), a segunda armação de grau é concedida gratuitamente. Além disso, essa oferta pode ser parcelada em 10 vezes de R$ 75,90, proporcionando ainda mais comodidade aos clientes.

Má qualidade da água pode aumentar risco de doença renal, alerta especialista

A relação entre a qualidade da água consumida e a saúde renal tem sido cada vez mais debatida por especialistas. No contexto do Dia Mundial da Água, criado pelas Nações Unidas em 1993 para conscientizar sobre o uso responsável desse recurso, surge também a discussão sobre como a qualidade da água impacta diretamente a saúde da população.
Os rins são responsáveis pela filtragem de toxinas no organismo e pela regulação do equilíbrio hidríco no sangue. Quando expostos à chamada "água dura" - caracterizada pelo alto teor de sais minerais - esses órgãos podem ser sobrecarregados, resultando em complicações renais, como a formação de cálculos e a redução da eficiência na filtração de substâncias nocivas.
A água ideal para consumo deve conter um baixo teor de sais e minerais e apresentar um pH alcalino, acima de 7, favorecendo a hidratação e prevenindo danos aos rins. Líquidos com pH inferior a 6 são considerados ácidos e podem intensificar a sobrecarga renal. Como exemplo, refrigerantes possuem um pH em torno de 2,5, sendo extremamente ácidos e prejudiciais ao organismo.
O Potencial de Carga Renal Ácida (PRAL) é um fator importante a ser considerado. Águas com PRAL negativo auxiliam na neutralização da acidez corporal, reduzindo a necessidade de esforço excessivo dos rins para manter o pH sanguíneo adequado. Um alto nível de acidez no organismo pode estar relacionado a doenças como a desmineralização óssea e a insuficiência renal.
De acordo com a organização World Kidney Day, cerca de 10% da população mundial sofre de Doença Renal Crônica (DRC), condição que pode ser fatal se não tratada corretamente. No Brasil, dados da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA) indicam que o custo da DRC é superior ao dos tratamentos de câncer de mama, pulmão, cólon e pele somados, pois a doença demanda cuidados permanentes e tratamentos de alto custo.
A prevenção da DRC está diretamente relacionada à adoção de hábitos saudáveis, incluindo a ingestão adequada de água, uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas. “Com simples mudanças no dia a dia, como manter uma alimentação equilibrada, exercitar-se regularmente e, principalmente, hidratar-se corretamente, é possível prevenir doenças renais e melhorar a qualidade de vida. O ideal é que um adulto ingira entre 2 e 3 litros de água diariamente, considerando que perdemos em média 1,5 litro por meio da urina, transpiração, respiração e evacuação”, explica o médico nefrologista Fernando Melo, da Associação Católica Cruz da Vida.
A conscientização sobre a qualidade da água consumida e os cuidados com a saúde renal são fundamentais para evitar complicações futuras e garantir uma vida mais saudável para toda a população.

No mês das mulheres, Roberta Miranda apresenta a música inédita “Corajosa”

Além do novo single, já disponível nas plataformas digitais e no YouTube, cantora lança campanha em prol das mulheres 

Em homenagem ao mês das mulheres, a cantora e compositora Roberta Miranda apresenta o novo single “Corajosa”. A canção, lançada durante uma entrevista exclusiva ao programa Fantástico (da TV Globo) no último domingo (09/03), já está disponível nas plataformas digitais e o videoclipe estreia no canal oficial da artista no YouTube nesta sexta-feira (14/03).
A letra, que retrata a coragem (muitas vezes necessária) para que as mulheres coloquem um ponto final em relacionamentos ruins, é de autoria da dupla Day & Lara (Lara Menezes, Dayane Camargo) e Ruan Soares.
Sempre levantando a bandeira da mulher, da força e do empoderamento feminino, a eterna ‘Rainha da Música Sertaneja’ comenta sobre esse lançamento: “Estou feliz demais em trazer essa canção. Em tempos de relacionamentos tóxicos, essa letra é muito atual. É preciso muita coragem e determinação para nos livrarmos de alguns sentimentos e relacionamentos ruins ou que já não nos fazem bem. Terminar uma relação exige uma dose de coragem, por mais que possamos assumir o papel ruim da história”, comenta Roberta Miranda, que também está divulgando a recém-lançada biografia “Um lugar todinho meu – A história inspiradora de Roberta Miranda”, já disponível nas livrarias de todo o Brasil e no site Loja RM com frete grátis.
Com o lançamento do livro e da música, a artista também está iniciando a campanha #CORAJOSA contra a violência doméstica, o assédio e todos os males que as mulheres estão sujeitas a enfrentar todos os dias na sociedade. O anúncio da ação aconteceu na quinta-feira (13/03), data que marcou também o convite realizado por Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba (SP), para que Roberta Miranda seja Embaixadora da Secretaria da Mulher da cidade. “É uma missão e uma responsabilidade que irei honrar com muito orgulho, afinal, sou uma defensora da mulher e sempre levantei a bandeira em defesa das mulheres! Temos visto tantos casos de feminicídio, mulheres sendo agredidas e até mesmo sendo desvalorizadas no mercado de trabalho. Por tudo isso, como figura pública, me sinto na obrigação de lutar pelos nossos direitos. Muito obrigada, prefeito, pelo convite”, comentou a sertaneja, que está completando 40 anos de carreira em 2025.

Confira a letra:
“CORAJOSA”
(Lara Menezes, Dayane Camargo e Ruan Soares)

Às vezes segurar, machuca mais do que deixar ir embora

Seja eu, a corajosa e ruim da história

 
Nossa falta de afeto já não te afeta

O silêncio virou nossa melhor conversa

Viramos dois desconhecidos que se conhecem muito bem

Quando a gente tá junto, é o mesmo que estar sem ninguém

Se é por falta de coragem, então

Que seja eu, a corajosa

Pra por um ponto final no final que um fica empurrando pro outro

Que seja eu, a ruim da história

A que não fez questão, a que largou de mão, a que soltou a corda

Às vezes segurar, machuca mais do que deixar ir embora

Que seja eu, a corajosa e ruim da história

Andréia Horta e Fernanda Torres representam as brasileiras no Prêmio Platino 2025

Brasil conquista 11 indicações na premiação ibero-americana

O cinema e a televisão brasileiros celebram um momento de reconhecimento internacional com 11 indicações ao Prêmio Platino 2025, uma das mais prestigiadas premiações do audiovisual ibero-americano. A cerimônia, que homenageia as melhores produções da América Latina, Espanha e Portugal, ocorrerá em 27 de abril, em Madri.

Reconhecimento nas produções televisivas
O Brasil se destacou nas categorias de televisão, com duas produções indicadas a Melhor Minissérie ou Série de Televisão Cinematográfica de Ficção ou Documental: "Cidade de Deus: A Luta Não Para" e "Senna".
Alexandre Rodrigues, que retoma seu
papel como Buscapé em "Cidade de Deus: A Luta Não Para", está indicado a Melhor Ator em Série. Na mesma categoria, Gabriel Leone concorre por sua interpretação de Ayrton Senna na série homônima.
Andréia Horta, por sua vez, recebeu indicação a Melhor Atriz em Série por seu papel como Jerusa em "Cidade de Deus: A Luta Não Para".

"Ser indicada a um prêmio dessa magnitude, que celebra o melhor do audiovisual em espanhol e português, é um reconhecimento imenso. Nossa arte rompe fronteiras e mostra a potência das histórias que contamos", diz Andréia Horta.
"O audiovisual brasileiro vive um período histórico. São diversas indicações e conquistas recentes que comprovam a força da nossa produção. Fazer parte disso com ‘Cidade de Deus’ é emocionante", completa a atriz.
 
Destaques na categoria de longa-metragem
O filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles, concorre na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano de Ficção. A produção também garantiu indicações para Salles como Melhor Diretor e para Fernanda Torres na categoria de Melhor Atriz, por sua interpretação de Eunice Paiva.
Na categoria de Melhor Filme de Animação, o Brasil é representado por "Arca de Noé", dirigido por Sérgio Machado e Alois di Leo.
Outras indicações relevantes
Hugo Bonemer foi indicado a Melhor Ator Coadjuvante em Série por sua atuação como Nelson Piquet em "Senna". Além disso, a equipe de criadores de "Senna", composta por Vicente Amorim, Fernando Coimbra, Luiz Bolognesi e Patrícia Andrade, está na disputa pelo prêmio de Melhor Criador de Série.

Lista completa das indicações brasileiras ao Prêmio Platino 2025:
Melhor Filme Ibero-Americano de Ficção:

"Ainda Estou Aqui"
Melhor Direção:
Walter Salles ("Ainda Estou Aqui")
Melhor Atriz:
Fernanda Torres ("Ainda Estou Aqui")
Melhor Filme de Animação:
"Arca de Noé"
Melhor Minissérie ou Série de Televisão Cinematográfica de Ficção ou Documental:
"Cidade de Deus: A Luta Não Para"
"Senna"
Melhor Ator em Série:
Alexandre Rodrigues ("Cidade de Deus: A Luta Não Para")
Gabriel Leone ("Senna")
Melhor Atriz em Série:
Andreia Horta ("Cidade de Deus: A Luta Não Para")
Melhor Ator Coadjuvante em Série:
Hugo Bonemer ("Senna")
Melhor Criador de Série:
Vicente Amorim, Fernando Coimbra, Luiz Bolognesi e Patrícia Andrade ("Senna")
Essas indicações refletem a força e a qualidade das produções brasileiras no cenário audiovisual ibero-americano, evidenciando a relevância e o talento de nossos profissionais.

Sobre Andréia Horta
A atriz mineira, nascida em Juiz de Fora, iniciou sua carreira em 2008 como protagonista da série "Alice” (HBO).
Desde então, Andréia Horta tem se destacado em uma série de produções, incluindo: "Chamas da Vida" (2008), "Império" (2014), "Liberdade, Liberdade" (2016), "Tempo de Amar" (2017) e "Um Lugar ao Sol" (2021).
No cinema, a atriz deu vida a icônica cantora Elis Regina, no filme "Elis" (2016), que lhe rendeu mais de 10 prêmios, entre eles o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Atriz, o Kikito, o Troféu APCA, na mesma categoria Ficsur Festival Internacional de Cine.
Recentemente foi aclamada pela crítica pela interpretação a dona Araci, mãe de Chitãozinho e Xororó, em “As Aventuras de José & Durval", e fez uma participação especial em “Betinho: No Fio da Navalha” como a publicitária e ativista social Nádia Rebouças.
 Depois de uma trajetória de sucesso na TV Globo, onde participou de mais de 10 projetos entre novelas e séries, e de diversos prêmios no cinema, a atriz volta à HBO para dar vida a Jerusa, uma perigosa advogada em Cidade de Deus, a série.

Projeto Cine Clandestino leva cinema gratuito para estudantes de escolas públicas de Fortaleza

A exposição dos filmes estimulará a reflexão e o pensamento crítico entre os alunos, além de contribuir com a construção da cidadania entre os jovens

Com o objetivo de integrar o cinema ao ambiente escolar, o Projeto Cine Clandestino chega às escolas públicas de Fortaleza no mês de março para promover sessões temáticas seguidas de debates que estimulem a reflexão e a construção da cidadania. A utiliza a iniciativa audiovisual como ferramenta pedagógica para desenvolver o pensamento crítico e criativo dos estudantes, abordando temas sociais, culturais e históricos por meio do cinema. O projeto conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Secultfor) por meio da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022).
Ao todo, 20 escolas entre municipais e estaduais estão contempladas nos bairros de Fortaleza alcançando 600 estudantes do Ensino Fundamental II e Médio com idades entre 13 e 17 anos. As sessões ocorreram tanto em escolas localizadas na periferia quanto em outras regiões, garantindo um alcance diverso. As exibições contam com uma curadoria prévia de filmes, aprovada com cada escola antes da realização das sessões, garantindo que os conteúdos sejam pertinentes e adequados ao público jovem.
Todas as produções audiovisuais são nacionais, sendo 70% deles cearenses, prioritariamente curtas-metragens, a fim de estimular o debate com os alunos após cada exibição, acerca das temáticas que permeiam o filme apresentado em cada atividade.
Gregório Barbosa, idealizador do projeto, afirma que os filmes exibidos são importantes para provocar debates e reflexões sobre assuntos como cultura, diversidade, direitos humanos e justiça social. “Queremos que os estudantes compreendam as artes, sobretudo o cinema, como um suporte para o diálogo e a expressão, uma ferramenta para enxergar e transformar a realidade ao seu redor”, explica. Com apoio de professores regentes e especialistas da área, a programação inclui ciclos de exibição e divulgação mediadas, incentivando os alunos a relacionarem os conteúdos cinematográficos com suas experiências e conhecimentos escolares.

Programação de sessões
As sessões de cinema educativo já passaram por três escolas, tendo sido iniciadas em 10 de março na Escola Municipal de Tempo Integral Maria do Socorro Alves Carneiro, no Bonsucesso, seguida pela Escola EEFM General Eudoro Corrêa, na Parangaba, no dia 12 de março, e pela Escola Municipal Professor Luis Recamonde Capelo, também no bairro Bonsucesso, no dia 14 de março.
As próximas exibições estão programadas para os dias 17, 18, 20 e 21 de março, na Escola EEFM Doutor César Cals, no bairro Farias Brito. Além disso, no dia 17 de março, o Colégio Estadual Liceu do Ceará, no bairro Jacarecanga, receberá uma vez a sessão do projeto.
Criado em 2020, o Cine Clandestino convida escolas e educadores a participarem dessa abordagem inovadora, indo além do ato de assistir a filmes para fomentar uma visão crítica sobre o mundo e ampliar o protagonismo dos jovens na produção audiovisual.
Para mais informações, basta entrar em contato através do e-mail clandestinoproducoesce@gmail.com ou acessando o perfil do projeto no Instagram @clandestinoproducoesce.
Foto: Sadry Lima

Adega Guará realiza nova edição do Curso de Introdução ao Mundo dos Vinhos

A experiência inclui demonstração de rótulos selecionados, análise sensorial, além de técnicas de serviço

A Adega Guará promoverá mais uma edição do Curso de Introdução ao Mundo dos Vinhos, proporcionando uma experiência imersiva para apreciadores da bebida. O evento acontecerá no dia 20 de março, a partir das 18h30, na unidade Guará Dunas, e será sincronizado pelos sommeliers Luana Loiola e Denis Saraiva.
Durante o curso, os participantes terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos, abordando temas como análise sensorial, aromas, taninos, acidez, curiosidade e técnicas de serviço. Além do conteúdo teórico, a experiência inclui a degustação de rótulos selecionados e uma mini tábua de frios, proporcionando um momento completo de aprendizado e avaliação.
O investimento para a participação é de R$50, valor que será revertido em consumo para a compra de rótulos selecionados da Adega Guará.
As vagas terão quantidade limitada e serão disponibilizadas a partir do link divulgado nos stories do perfil oficial do Supermercado Guará. Apenas os inscritos poderão participar do evento.
“Estamos animados em proporcionar essa vivência para os apreciadores da bebida e para quem deseja ampliar seus conhecimentos, sempre com a qualidade e atenção que caracterizam o Guará”, destaca Érica Catunda, Coordenadora de Marketing do Supermercado Guará.

Serviço :
Data: 20 de março (quinta-feira).
Horário: 18h30
Local: Supermercado Guará Dunas – Av. Santos Dumont, 7050A - Cocó, Fortaleza - CE
Valor: R$ 50 (revertido em consumo de rótulos selecionados).

MinC completa 40 anos entre avanços, desafios e uma nova fase de fortalecimento das políticas culturais no Brasil

Resistência e inovação consolidam a Pasta como referência na promoção da cultura e na defesa da democracia

Há 40 anos, o Brasil passava a tratar a cultura como direito, dando voz e estrutura a um setor historicamente marginalizado. Em 15 de março de 1985, no embalo da redemocratização, nascia o Ministério da Cultura (MinC), não apenas uma nova pasta governamental, mas um marco na construção de um país que reconhece a arte, a diversidade e o patrimônio como pilares da identidade nacional. Pela primeira vez, a cultura deixava de ser um apêndice e passava a ocupar um espaço estratégico nas políticas públicas, refletindo a força e a riqueza da expressão artística brasileira.
Como destacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "os governos, em todas as esferas, devem colocar a Cultura como prioridade nas agendas. É por esse motivo que reforçamos o papel central do Estado na promoção do desenvolvimento cultural do Brasil".
O Ministério da Cultura permanece, resiste e se reinventa diante dos desafios, reafirmando seu papel na construção de um Brasil mais plural, inclusivo e democrático. Ao longo de quatro décadas, expandiu suas políticas em períodos de fortalecimento democrático e enfrentou cortes e até a extinção da Pasta em momentos de retrocesso.
Segundo a titular da Pasta, Margareth Menezes, celebrar os 40 anos do Ministério da Cultura é reconhecer a trajetória de luta e resistência da cultura brasileira."O Ministério da Cultura é mais do que uma instituição governamental; é um pilar da nossa identidade e um instrumento de transformação social. Ao longo de 40 anos, o MinC tem sido fundamental para garantir que a cultura brasileira seja reconhecida, valorizada e acessível a todos. Nosso compromisso é seguir fortalecendo políticas que assegurem aos artistas, produtores e comunidades o apoio necessário para criar, inovar e manter viva a riqueza da nossa diversidade cultural”, afirmou.

Lutas e transformações
A história do Ministério da Cultura se confunde com a história da democracia brasileira. Desde sua criação, tem sido um reflexo do contexto político nacional. Em 1985, no governo José Sarney, a cultura finalmente ganha um ministério próprio, garantindo autonomia para o setor. A decisão foi fruto de mobilizações de artistas, intelectuais e gestores culturais, que viam a necessidade de políticas específicas para o setor. Até então, as políticas culturais estavam subordinadas ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), sem a autonomia necessária para ações estruturantes.
O nascimento do MinC representou uma virada histórica, consolidando a cultura como política de Estado, com investimentos próprios e diretrizes estratégicas que impulsionaram o desenvolvimento e a valorização das expressões artísticas e culturais em todo o país. O primeiro ministro da Cultura, José Aparecido de Oliveira, assume com a missão de estruturar a nova pasta e consolidar as primeiras diretrizes para a cultura nacional.
Com essa nova estrutura, o MinC passou a abrigar instituições fundamentais para a preservação e o fortalecimento da cultura brasileira, como a Biblioteca Nacional, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fundação Nacionais de Artes (Funarte) e a Cinemateca Brasileira.
No início da década de 1990, durante o governo Collor, o MinC sofre um duro golpe. Em 1990, foi rebaixado à secretaria. O desmonte atinge seu ápice com a extinção da Embrafilme, da Funarte e de outros órgãos fundamentais para o setor. A resposta do meio cultural é imediata, e a pressão resulta no restabelecimento do status ministerial em 1992, pelo governo Itamar Franco.

Incentivo à Cultura
Em 1991, um marco importante surge: a Lei Rouanet é criada, instituindo o principal mecanismo de incentivo à cultura via renúncia fiscal. Ao longo dos anos, a lei se tornaria fundamental para a sustentabilidade do setor cultural brasileiro. Na virada do milênio, o audiovisual ganha protagonismo. Em 2001, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) é criada para regulamentar e fomentar a produção cinematográfica nacional. Já em 2003, a chegada de Gilberto Gil ao comando do MinC inaugura uma nova era de descentralização cultural. Ele lança o Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura, iniciativas que transformam o acesso à cultura, levando recursos e infraestrutura para comunidades periféricas e tradicionais.
Os anos seguintes consolidam avanços institucionais. Em 2010, são sancionados o Plano Nacional de Cultura (PNC) e o Sistema Nacional de Cultura (SNC), criando diretrizes estratégicas e fortalecendo a articulação entre União, estados e municípios.Contudo, em 2016, o Brasil assiste a uma nova extinção do MinC, integrando-o ao Ministério da Educação. A resposta é massiva: artistas, gestores e ativistas culturais ocupam prédios do Ministério pelo país, no movimento que ficou conhecido como Ocupa MinC. A pressão popular obriga o governo a recuar e recriar a Pasta poucos dias depois.
Em 2019, o Ministério da Cultura tem suas atribuições repassadas a outros ministérios, tornando novamente uma secretaria especial. O período é marcado por cortes de recursos, paralisação de editais e uma política de desvalorização do setor cultural.Em 2023, com a posse do presidente Lula, o MinC é reconstruído com orçamento ampliado e novas políticas públicas. O setor retoma sua força, com investimentos recordes e programas voltados para a valorização da diversidade cultural brasileira.

Orçamento e principais marcas da atual gestão
Os recursos aplicados fortalecem desde grandes produções até expressões culturais comunitárias, garantindo que a diversidade da cultura brasileira continue viva e acessível para todos. A Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) estabelece repasses anuais na ordem de R$ 3 bilhões para estados e municípios, uma projeção de R$ 15 bilhões em investimentos até 2027, consolidando a cultura como um direito garantido a toda população. Em 2024, a execução da Lei Paulo Gustavo (LPG) injetou R$ 3,9 bilhões no setor cultural, promovendo um impacto significativo em diversas áreas artísticas. Sucesso em todo país, alcançou 95% de execução em 2024 pelos entes federados.
Outro destaque da atual gestão foi a retomada e o fortalecimento da Lei Rouanet, que em 2024 registrou o maior valor em captação de recursos desde sua criação: R$ 2,96 bilhões. O crescimento se deu em todas as regiões do país, com destaque para a região Norte, que apresentou um aumento expressivo de 257,8%. Esse avanço reflete o compromisso com a descentralização dos recursos e o fortalecimento das políticas de diversidade cultural.
Para garantir um acesso mais equitativo aos recursos da Lei Rouanet, foram criadas novas linhas especiais voltadas para diferentes segmentos da sociedade, como a Rouanet Norte, Rouanet nas Favelas, Rouanet da Juventude, Rouanet Territórios Criativos e Rouanet Nordeste. Esse movimento impulsionou um recorde histórico no número de projetos inscritos: 19.129 propostas culturais em 2024, um aumento superior a 40% em relação a 2023, que teve 13.635 propostas. Empresas e proponentes voltaram a acreditar nesse mecanismo, consolidando a Lei como o principal instrumento de incentivo à cultura do país.
Outro grande avanço foi no setor audiovisual. O Brasil celebrou um feito inédito ao conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, refletindo o crescimento e a visibilidade do cinema nacional. Além disso, o país atingiu 3.509 salas de cinema, um recorde histórico entre 2014 e 2024, com 22 novas salas inauguradas ou reformadas no interior do país, incluindo 14 cidades que não possuíam salas anteriormente.
Os cinemas brasileiros registraram uma renda total de R$ 2,5 bilhões, demonstrando a retomada do setor. Com recursos da Lei Paulo Gustavo, foi inaugurado o Cine Aldeia, a primeira sala de cinema em uma comunidade indígena, localizada em Manaus. O investimento no audiovisual não se limita às salas de cinema. Entre 2023 e 2024, foram destinados R$ 4,8 bilhões ao setor produtivo, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual e leis de incentivo geridas pela Ancine, além dos R$ 2,8 bilhões da Lei Paulo Gustavo.
Outra conquista foi a prorrogação dos incentivos fiscais da Lei do Audiovisual até 2029, permitindo que pessoas físicas e jurídicas continuem a financiar produções cinematográficas com dedução no Imposto de Renda. Para ampliar a presença das produções nacionais nas telas, entrou em vigor a Lei da Cota de Tela, que exige das empresas exibidoras a reserva de um percentual mínimo para filmes brasileiros, garantindo uma programação diversificada e maior visibilidade para o cinema nacional.
Em 2025, será lançada a plataforma de streaming Tela Brasil, um serviço gratuito com um catálogo 100% dedicado a produções nacionais. Outro avanço significativo foi a aprovação do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, que trouxe regulamentação para a indústria dos games no Brasil, impulsionando um mercado em crescimento e promovendo novas oportunidades para desenvolvedores nacionais.
Na agenda de regulação, o MinC também trabalha para avançar com a Regulamentação do Vídeo sob Demanda (VOD), garantindo que as plataformas de streaming ofereçam um percentual mínimo de produções nacionais. O foco da proposta é estabelecer uma distribuição justa dos lucros obtidos com o conteúdo brasileiro e garantir maior visibilidade para as produções independentes.
Outro pilar fundamental das políticas culturais é a Política Nacional da Cultura Viva, que celebrou 20 anos em 2024 e segue como uma das maiores conquistas do MinC. Hoje, a rede conta com 7.200 Pontos de Cultura certificados, ampliando o acesso às manifestações artísticas comunitárias. Com recursos da PNAB, foram destinados R$ 400 milhões exclusivamente para fortalecer essa política, garantindo que a cultura seja reconhecida e incentivada nos mais diversos territórios do país.
O Sistema Nacional de Cultura (SNC) também avançou significativamente em 2024 com sua regulamentação. Esse marco legal estabeleceu princípios que garantem a continuidade das políticas culturais por meio da colaboração entre União, estados e municípios. Conhecido como o SUS da cultura, o SNC estrutura a governança cultural do país com órgãos gestores, conselhos, conferências, sistemas de financiamento, indicadores culturais e programas de formação, consolidando a cultura como um direito de todos os brasileiros.

Base para políticas públicas eficazes
Atualmente, o MinC conta com uma estrutura composta por sete secretarias e sete entidades vinculadas, que atuam na formulação e implementação de políticas culturais, é o chamado Sistema MinC. Essa organização permite que as ações do ministério sejam descentralizadas, alcançando todas as regiões do país.
As secretarias são responsáveis por áreas estratégicas como diversidade cultural, fomento e incentivo à cultura, economia criativa, audiovisual, direitos autorais e cultura digital.As entidades vinculadas que integram o Sistema são: Fundação Biblioteca Nacional (FBN), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fundação Nacional de Artes (Funarte), Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Elas garantem a preservação do patrimônio, a regulamentação do setor audiovisual e o apoio à produção artística em diversas linguagens.

Fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura
Regulamentado em 2024, o SNC fortalece a articulação entre União, estados e municípios, garantindo que as políticas culturais sejam aplicadas de maneira descentralizada e permanente. Celebrar os 40 anos do Ministério da Cultura é reafirmar que cultura e democracia caminham juntas. Quando a cultura é fortalecida, a democracia se aprofunda. O MinC segue firme em sua missão de valorizar, proteger e impulsionar a arte, a memória e a diversidade, garantindo que esses elementos continuem a inspirar o presente e a moldar o futuro do país.

Instituto Dragão do Mar, comemora 27 anos como referência em gestão cultural, cidadania e formação em artes

Neste mês de março, o Instituto Dragão do Mar (IDM) completa 27 anos de atuação no Ceará, consolidando-se como uma das principais Organizações Sociais (OS) e a mais antiga do país na gestão de equipamentos culturais, na elaboração e implementação de políticas culturais inovadoras, com impacto social e fortalecimento da diversidade e cidadania cultural.
“O Instituto Dragão do Mar é um patrimônio do Ceará. Faz parte da história da nossa política cultural, da construção do repertório artístico e simbólico de uma geração de cearenses e da formação de um mercado de trabalho no estado. O IDM não apenas administra equipamentos culturais; ele transforma vidas e fortalece a identidade cultural do Ceará”, destaca Rachel Gadelha, presidente do Instituto Dragão do Mar.
O IDM é uma Organização Social (OS) e segue o modelo de gestão que permite à sociedade civil gerenciar serviços públicos, como equipamentos culturais, ambientais e esportivos. Trata-se de uma entidade privada sem fins lucrativos que, após um processo de seleção e certificação, passa a ser autorizada a gerenciar serviços públicos em parceria com o estado. Atualmente, o IDM é responsável por gerenciar 16 equipamentos públicos do Governo do Ceará em parceria com as secretarias estaduais da Cultura (Secult), do Esporte (Sesporte) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), além de elaborar e executar diversos projetos com parceiros como Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas).
O Instituto atua como parceiro estratégico do poder público, especialmente com o Governo do Estado do Ceará, elaborando e executando projetos e ações que contribuem para o desenvolvimento sociocultural do estado, sempre priorizando a gestão independente e a participação da sociedade civil.

Efeito das ações desenvolvidas
Os resultados do IDM e as grandes realizações promovidas ao longo desses 27 anos de história demonstram a relevância da gestão profissional e estratégica desenvolvida na instituição. Os números de 2024 deixam bem nítido o papel do IDM para o cenário cultural cearense.
Através do Plano Anual 2024, captado via Lei Rouanet, leis de incentivos e parceiros, foram arrecadados mais de R$ 11 milhões, viabilizando projetos como a Maré Cearense, que levou a produção artística do Ceará a São Paulo, e os laboratórios de criação na Escola Porto Iracema das Artes, beneficiando diretamente mais de 4,2 mil pessoas e alcançando mais de 4,7 milhões de pessoas no meio digital, com mais de 124 municípios atingidos.
Além disso, projetos como o Cinema do Dragão: Telas Plurais, Cenas Diversas, apoiado pela Lei Paulo Gustavo, ampliaram a acessibilidade nas salas de exibição, enquanto o Travessias Culturais, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, levou arte e formação profissional a jovens em situação de vulnerabilidade.

Impacto social: ética, direitos humanos e cidadania cultural
A cidadania cultural é um dos pilares do IDM, que se reflete em políticas inclusivas e ações afirmativas. O Instituto tem investido na qualificação de processos de gestão de pessoas, garantindo equidade e diversidade. Uma conquista recente foi a estruturação do Comitê de Diversidade, que revisou procedimentos administrativos para assegurar o respeito ao uso do nome social e aprimorar a inclusão de diferentes grupos sociais nos espaços culturais geridos, como também, o documento de Políticas de Direitos Humanos que reforça o compromisso com a inclusão.
"Com sua política de direitos humanos e diversidade, o IDM passou a responder, substancialmente, a uma demanda vinda das ruas, dos corpos divergentes, dos territórios múltiplos e dos movimentos organizados (ou não). A ideia de direito à cultura é, por si só, o pano de fundo de tudo isso, ou, a forma por excelência da garantia da vida cultural a partir da noção de diversidade e do exercício livre das individualidades e identidades", diz Lenildo Gomes, gestor cultural do IDM.

Rachel Gadelha, presidente do Instituto Dragão do Mar
Os equipamentos geridos pelo IDM trabalham com o conceito de transversalidade e investimentos voltados para políticas de acesso à cultura combatendo a pobreza e na prevenção da violência. Neste viés, nasceu o “Estouro Cultural” com intuito de apoiar pessoas em situação de rua com atividades socioculturais realizadas na Praça do Ferreira. Com o mesmo objetivo, os projetos Trilharte e Travessias Culturais foram criados para oportunizar aos jovens com risco de violência iminente ou que cumpriram medidas socioeducativas a possibilidade de ressocialização a partir da escuta ativa, diálogos sobre cidadania, fortalecendo trajetórias de vida através da arte, atendimento sociopsicológico, visitas guiadas e acesso aos cursos de formação em arte e gastronomia. 
Formação no IDM: Itinerários Formativos Integrados
O IDM gerencia, por meio de sua Diretoria de Formação, uma rede diversificada de programas formativos em áreas como artes, cultura, esporte e meio ambiente, oferecendo cursos e experiências educacionais nos 16 equipamentos culturais sob sua gestão. As formações são estruturadas em seis eixos principais: Artes, Patrimônio, Cultura Alimentar, Meio Ambiente, Esportes e Técnicas da Cena, criando itinerários formativos que interconectam diferentes campos de conhecimento e permitem uma aprendizagem contínua. 
Com quase 60 mil horas/aula em 2024, os programas formativos atendem a diversos níveis e faixas etárias, com destaque para a Escola Porto Iracema das Artes, a Escola de Cultura e Artes (ECA) do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, a Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco e a Escola Vila da Música Monsenhor Ágio Augusto Moreira.

Formação e interiorização
O Projeto ABarca leva a formação para diferentes territórios, ampliando o acesso à educação cultural, incluindo cidades como Caucaia, Maracanaú, Itapipoca, Sobral, Quixadá, Crato e Juazeiro do Norte. Ao promover a interiorização da educação em artes, o projeto visa criar um circuito formativo eficiente e colaborativo, integrando diferentes programas e metodologias. Isso garante uma formação acessível e contribui para o desenvolvimento social e cultural do estado.
“Nosso compromisso vai além da gestão cultural. Trabalhamos para que a cultura seja uma ferramenta de transformação social e de garantia de direitos. O IDM concebe políticas culturais integrando formação, criação e fruição. A educação em artes é central, com atividades formativas. Uma formação artística que mobiliza novas sensibilidades acolhedoras da diversidade, especialmente no que se refere à diversidade de visões do mundo. Importante acentuar que a educação em artes não é a panaceia para todos os males da vida contemporânea, mas não restam dúvidas sobre seu papel estratégico na formação de um pensamento complexo, capaz de contribuir com a criação de novas perspectivas de existência”, explica Bete Jaguaribe, Diretora de formação do IDM e diretora da Porto Iracema das Artes.

Sustentabilidade e captação: resultados de 2024 e projeções para 2025
Nos últimos anos, o IDM tem aprimorado sua estratégia de captação de recursos e avançando no processo de crescimento em gestão sustentável de equipamentos culturais. Desde 2023, a criação de um setor especializado tem garantido um avanço expressivo na arrecadação e no desenvolvimento de novos projetos.
Em 2024, o IDM conquistou patrocínios de grandes marcas como Itaú, Mercado Livre, ArcelorMittal e Nubank, além da renovação do apoio de empresas locais como Cagece e Cegás. Esses investimentos fortalecem a capacidade de manutenção, formação e difusão cultural do Instituto.
A inauguração de três novos espaços – o Café Regional e a loja Colabora, na Biblioteca Pública Estadual (BECE), e o Café Cultural Cego Aderaldo, na Casa de Saberes Cego Aderaldo – demonstra como a expansão da captação também se reflete na otimização dos equipamentos geridos pelo IDM. Além de gerar receita, essas iniciativas enriquecem a experiência do público, tornando os espaços culturais mais acolhedores e dinâmicos.
Para 2025, o IDM planeja novas conquistas. A 15ª edição da Bienal do Livro do Ceará, um dos eventos mais aguardados do calendário cultural do estado, promete mobilizar o Centro de Eventos do Ceará. O projeto CFO nas Redes: Vôlei de Praia e Tênis, com apoio do Mercado Livre, retorna para sua terceira edição. Além disso, a captação do Plano Anual 2025 já está em andamento, assegurando uma programação vibrante para alguns  equipamentos que estão sob a gestão do instituto.
"A necessidade de prestar contas de forma clara e objetiva exige processos administrativos financeiros bem estruturados. Uma gestão eficiente permite que a organização planeje melhor seus recursos, identifique fontes de financiamento e garanta que cada real investido seja utilizado de forma otimizada. E é isso que estamos fazendo", comenta Adriana Victoriano, Diretora Administrativo-Financeira do IDM.

Políticas de Ação Cultural e direitos humanos
Desde 2021, a estruturação da Diretoria de Ação Cultural (DAC) tem sido fundamental para os avanços na consolidação das políticas culturais do IDM. A mudança de nome da antiga Diretoria de Articulação Institucional reflete um compromisso mais profundo com a cidadania cultural, os direitos humanos e a diversidade. A DAC passou a atuar em frentes estratégicas como curadoria e programação, parametrização de valores de cachês, fortalecimento de parcerias institucionais e ampliação do acesso aos equipamentos culturais.
Um dos marcos desse processo foi a implementação de diretrizes que garantem a equidade e o acesso democrático às atividades culturais promovidas pelo IDM. Políticas de pautas mais acessíveis, a criação de grupos de estudos em curadoria e a estruturação de ações voltadas à diversidade têm sido passos importantes para a construção de um ecossistema cultural mais representativo e inclusivo.
Outro ponto importante é a consolidação da gestão em rede que tem permitido uma articulação mais efetiva entre os equipamentos culturais sob administração do IDM. Espaços como o Centro de Formação Olímpica, o Hub Cultural Porto Dragão e o Centro Cultural do Bom Jardim são exemplos de iniciativas que vêm fortalecendo seus programas e ampliando suas atividades com o suporte dessas novas diretrizes.
Para o futuro, três grandes desafios guiam as ações do IDM: aprimorar ainda mais o modelo de gestão em rede, consolidar ações de captação de recursos para garantir a sustentabilidade dos projetos culturais e estruturar estratégias que ampliem o impacto social dos equipamentos culturais nos territórios onde estão inseridos. A implementação dessas diretrizes não só fortalece a atuação do IDM, mas também reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e a valorização da diversidade.
Grupo Pavilhão da Magnólia - participou do Projeto Maré Cearense, que levou artistas cearenses para se apresentarem em São Paulo (2024)

Compromisso com a inovação e o futuro
 Ao celebrar 27 anos de história, o Instituto Dragão do Mar reafirma seu compromisso com a cultura, a inclusão e a sustentabilidade. A instituição segue em uma crescente e melhoria contínua na sua missão de gestão cultural, promovendo ações que fortalecem a identidade cearense e ampliam o acesso à arte e ao conhecimento.
“Essa história foi e continua sendo escrita a muitas mãos. Durante esses anos e, particularmente no ano de 2024, contamos com o apoio de quase 800 pessoas entre colaboradores diretos, terceirizados e prestadores de serviços que com inteligência, compromisso e entrega fizeram a diferença. Cada ano é um novo desafio, mas também uma nova oportunidade de reafirmarmos nosso papel na sociedade. O IDM seguirá inovando e construindo caminhos para que a cultura continue transformando vidas no Ceará e além”, conclui Rachel Gadelha.

Rede de Gestão
 O Instituto Dragão do Mar (IDM) foi criado em 1998 e é responsável por gerenciar equipamentos culturais, ambientais e esportivos, em Fortaleza e no interior do Ceará. São eles:

 Biblioteca Pública Estadual do Ceará (BECE); 
•Casa de Antônio Conselheiro, em Quixeramobim; 
•Casa de Saberes Cego Aderaldo em Quixadá, 
•Centro Cultural Bom Jardim
•Centro de Formação Olímpica (CFO)
•Hub Cultural Porto Dragão
•Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
•Cineteatro São Luiz
•Complexo Ambiental Caminhos do Horto, em Juazeiro do Norte
•Complexo Ambiental e Gastronômico da Sabiaguaba
•Complexo Ambiental Mirante do Calda, em Barbalha
•Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho
•Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco
•Escola Porto Iracema das Artes
•Escola Vila da Música Monsenhor Ágio Augusto Moreira, no Crato
•Theatro José de Alencar (TJA)

Todos esses espaços são referências na cultura e oferecem programações com espetáculos, exposições, cursos e oficinas que formam e impactam milhares de pessoas anualmente.

Fernanda Montenegro anuncia aposentadoria do cinema nacional

Atriz de 95 anos protagoniza "Vitória", filme baseado em fatos reais em cartaz na rede UCI Cinemas e circuito; último longa metragem será "Velhos Bandidos"

A consagrada atriz Fernanda Montenegro, que há oito décadas vem encantando o público brasileiro com atuações marcantes no teatro, cinema e televisão, anunciou nesta semana sua aposentadoria dos cinemas. Durante a pré-estreia do filme "Vitória" , em um evento repleto de emoção, a artista de 95 anos declarou que o longa será o penúltimo filme em que atuará, ressaltando o desgaste físico exigido pelo cinema em contraste com a continuidade de sua paixão pelas leituras nos palcos.
Em entrevista ao Canal Brasil, Montenegro enfatizou que a trajetória construída ao longo de 80 anos se entrelaça a momentos de união familiar e lutas pessoais. “Quis o acaso, e o acaso tem sempre a última palavra, como diz Simone de Beauvoir, que o último drama que eu faço é com meu genro e a última comédia é com meu filho. Na idade que eu estou, posso até continuar fazendo minhas leituras em palcos, mas cinema pede físico, pede fôlego. É um momento muito especial”, afirmou a atriz.
Além de "Vitória", Fernanda lançará seu último filme, a comédia "Velhos Bandidos" que acompanha o casal de aposentados Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura) enquanto planejam um grande assalto a banco. Para isso, recrutam os jovens assaltantes Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta). O grupo enfrenta o obstinado investigador Oswaldo (Lázaro Ramos). O filme, produzido pela Conspiração, foi rodado em 2024 no Rio de Janeiro e tem roteiro de Cláudio Torres, Fabio Mendes e Renan Flumian, com produção de Renata Brandão, Juliana Capelini e Tania Pacheco.

LEGADO DE FERNANDA 

Seu legado é inegável, tendo participado de clássicos como Eles Não Usam Black Tie (1981), Central do Brasil (1998) – que lhe rendeu uma indicação histórica ao Oscar – e O Auto da Compadecida (2000), entre outros títulos que marcaram gerações e elevam o padrão das artes cênicas brasileiras.

O filme "Vitória" apresenta uma narrativa inspirada em fatos reais, baseada no livro Dona Vitória da Paz, do jornalista Fábio Gusmão. O enredo acompanha a trajetória de uma aposentada que, a partir das filmagens realizadas da janela de seu apartamento no Rio de Janeiro, se vê envolvida na missão de desmantelar uma quadrilha formada por traficantes e policiais corruptos. Com roteiro assinado por Paula Fiúza, com colaboração de Breno Silveira, e direção de Andrucha Waddington – reconhecido por obras como Casa de Areia – o filme se destaca pela simplicidade e força narrativa.

SOBRE "VITÓRIA"
Vitória se sobressai ao transformar a vida cotidiana de sua protagonista em uma jornada épica de justiça e coragem. A direção de Waddington, combinada com uma fotografia sólida e longas tomadas que capturam a intimidade da personagem, permite que o espectador vivencie de perto a luta contra a corrupção e a violência. O filme se revela como uma obra sensível e impactante, onde pequenos gestos se transformam em verdadeiros atos heroicos. Ao exibir a determinação de uma mulher solitária, mas de inabalável senso de certo e errado, Vitória não só homenageia a carreira singular de Fernanda Montenegro, mas também propõe uma reflexão sobre a importância de agir com integridade em meio às adversidades.
Com esta nova produção, Fernanda Montenegro encerra um ciclo marcante no cinema, deixando um legado que perdurará como referência para as futuras gerações das artes cênicas.