Crescimento empresarial: especialista enumera 7 ações capazes de garantir o sucesso das empresas
Tradicional Festa de Iemanjá marca uma década de realização com programação gratuita na Praia de Iracema
A pré-abertura e o encerramento do festejo ocorrem, respectivamente, nos dias 12 e 17 de agosto, no Teatro José de Alencar (ver programação). Já nos dias 14 e 15, a orixá conhecida como a mãe das águas é celebrada no Aterro da Praia de Iracema. Além das oferendas a Iemanjá e dos rituais religiosos, o evento conta com diversas apresentações culturais, nestes dois dias.
O evento também conta com a parceria do Governo do Ceará por meio da Secretaria da Igualdade Racial e da Secretaria de Cultura do Ceará, bem como do Centro Cultural Bom Jardim e do Teatro José de Alencar, equipamentos da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult CE, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). O Fórum Permanente do Povo de Terreiro do Ceará realiza o evento sob a coordenação geral do Pai Neto Trança Rua, mestre da Cultura e dirigente da Associação Espírita de Umbanda São Miguel, um dos terreiros envolvidos na criação da Festa de Iemanjá.Programação completa e outras informações:
https://ccbj.org.br/noticias/tradicional-festa-de-iemanja-marca-uma-decada-de-realizacao-com-programacao-gratuita/
SERVIÇO:
FESTA DE YEMANJÁ 2023 (10º EDIÇÃO)
Local: Aterrinho da Praia de Iracema (14 e 15/08) e Theatro José de Alencar (12 e 17/08).
Dias: Pré-lançamento dia 12 no Theatro José de Alencar, 14 e 15 de agosto de 2023 no Aterro da Praia de Iracema, abertura oficial e realização, respectivamente (mais de 24h de programação realizadas nos três dias).
Programação gratuita ao público: roda de conversa, orações, cortejo, louvor, homenagens, cerimoniais, oferendas, chegada e saída da jangada e programação artística.
Articulação de Pauta: Festa de Iemanjá Praia de Iracema 2023
Com apoio da Secult, coletivo realiza mapeamento de mulheres escritoras cearenses
A conversa foi no YouTube da Secult Ceará e contou com a participação da secretária da cultura, Luisa Cela; da secretária executiva da Secretaria da Igualdade Racial (Seir), Martír Silva; da coordenadora de Diversidade, Acessibilidade e Cidadania Cultural (Codac) da Secult, Rosana Marques; da orientadora da Célula do Livro, Leitura e Literatura (Celiv) da Secult, Maura Isidório; da superintendente da Biblioteca Pública Estadual, Suzete Nunes; da escritora e representante do Mulherio das Letras Ceará, Patrícia Cacau; e da antropóloga indígena Rute Anacé.
“Essa é uma iniciativa importantíssima porque a gente sempre diz, aqui na Secretaria, que para desenvolver políticas públicas nós precisamos primeiro conhecer a realidade do setor, da área, do segmento ou da linguagem que a gente pretende desenvolver alguma ação”, diz Luisa Cela. A secretária ainda complementa: “É muito importante a gente conhecer a literatura de outros países e de outros estados, mas é importante a gente fazer isso também conhecendo o que é produzido e feito por mulheres cearenses. Desejo que a gente tenha muito sucesso nesse mapeamento, e que a gente possa, junto com essas mulheres, construir mais políticas voltadas para essa área, porque o Brasil precisa, cada vez mais, ser um país de leitores e de leitoras”, conclui.
>> Cadastre-se no mapeamento aqui:
https://mapacultural.secult.ce.gov.br/oportunidade/4327/
Já a secretária executiva da Seir, Martír Silva, fala sobre essa necessidade de que as políticas públicas alcancem todas as mulheres. “Quando a gente fala de invisibilidade, a gente não fala inexistência. As mulheres que escrevem existem desde sempre nessa pluralidade de território, de idade, de estilos literários, de raça, de etnia. Nós vamos encontrar nas irmãs indígenas, nas irmãs quilombolas, nas mulheres pretas de periferia, a capacidade, a criatividade e a ‘urgência’ da escrita, como diria Carolina de Jesus. Tantas mulheres têm a urgência de escrever, mas precisam encontrar a urgência das políticas públicas de publicá-las, editá-las e difundi-las, porque é a difusão do livro que vai criar a possibilidade da literatura”, explica.
A coordenadora Rosana Marques trouxe o aspecto da diversidade para a mesa. “Pensar diversidade cultural é pensar também o lugar de fala e o lugar de protagonismo dessas mulheres, sejam elas indígenas, quilombolas, ciganas, nessa construção da política. E é pensar também na pluralidade a partir do território. Nós temos 14 macrorregiões que têm mulheres escritoras das mais diversas formas de fazer literatura no Ceará”, explica. No contexto da construção da política cultural, Rosana reforça: “nós vamos, a partir desse mapeamento, gerar dados e indicadores que vão nortear todo o nosso processo de ciclos da política cultural”.
A orientadora da Célula do Livro, Leitura e Literatura da Secult fala do trabalho coletivo que tem sido feito para executar ação. “Somos uma, mas não somos só. Esse mapeamento foi construído a muitas mãos, muitas pessoas contribuíram”.
A superintendente da Bece, Suzete Nunes, fala sobre o papel fundamental que o equipamento tem nessa ação. “A Biblioteca Pública Estadual do Ceará tem um papel muito importante nesse processo de contribuir com esse mapeamento, principalmente na política, porque ela é um braço do pensamento e da execução das políticas públicas no campo do livro, da leitura e da literatura da Secretaria da Cultura do do Ceará”, diz.
O Mapeamento das Mulheres Escritoras Cearenses, que ocorre até o dia 31 de dezembro de 2023 no Mapa Cultural do Ceará, é uma oportunidade para que as mulheres integrem essa rede de escritoras do Ceará. Ao se cadastrarem no Mapa Cultural, essas informações servirão para nortear as políticas públicas relacionadas ao livro e à produção literária feminina.
“Esse mapa, na verdade, está acontecendo com um grito, e eu quero convidar a todas as mulheres que gritem dentro desse mapeamento. Nós ainda estamos invisíveis, e para sair da invisibilidade, é necessário que esse mapeamento tenha o maior êxito possível”, explica a escritora Patrícia Cacau.
“A minha geração, hoje, pode falar sobre essas produções, estar na universidade, estar no doutorado, mas as anteriores tiveram muitos momentos de silenciamento. O meu recado, o meu papel e a minha luta é que essas mulheres que ficam nas aldeias também possam ter acesso a essas políticas públicas”, fala a escritora indígena Rute Anacé.
Sucesso de bilheteria nos EUA, “Som da Liberdade” chega aos cinemas brasileiros em 21 de setembro
DIVIRTA-RJ: "Samba das Guerreiras", primeira parceria só de mulheres em uma escola de samba
Samba das Guerreiras é a primeira parceria só de mulheres numa escola de samba, criada em 2018, onde as integrantes compõem, cantam e defendem seu samba concorrente no palco durante a competição que escolhe o samba que vai ser cantado na avenida. Na Portela, são as únicas, o que já é a tentativa de romper com a “tradição” que intérprete de samba tem que ser homem. E move uma cadeia produtiva de profissionais (mulheres) da área. Além disso, é inegável sua importância dentro de uma escola de primeiro grupo, reconhecida por sua trajetória em todo o mundo.
"Buscamos ocupar espaço para a intelectualidade das mulheres, pisar fora da caixinha criada de mulher sexy e senhoras tias cozinheiras, numa interpretação da frase "lugar de mulher é onde ela quiser", afirmam.
Este ano, o GRES Portela tem como enredo a obra literária de Ana Maria Gonçalves, "Um defeito de Cor", a trajetória de Luísa Mahin e Luiz Gama, pensada através das cartas que eles trocaram mas nunca receberam. O samba das Guerreiras , dentre os 20 concorrentes na agremiação, é o único que traz a perspectiva feminina, narrado por Luísa Mahin.
A obra foi composta em julho no Cafofo. O reduto de bambas fica na rua Clara Nunes, ao lado da quadra da escola, em Madureira. “Entrar nessa família portelense com a marca indelével de Paulo da Portela – que sempre trabalhou pela inclusão, principalmente das mulheres e pelo respeito aos praticantes do samba – é muito mais que motivo de orgulho. É retribuição ao carinho com o qual fui acolhida”, comentou em seu perfil no Facebook a Rozzi Brasil. A sambista é uma das articuladoras da iniciativa.
Em 06 de agosto, o grupo entrou em quadra para o primeiro "corte de samba" e se classificou para a etapa seguinte, no dia 27 de agosto. Por questões históricas, as mulheres são menos privilegiadas economicamente e a manutenção no concurso depende de apoio financeiro de todos aqueles que acreditam na força dessas formadoras de cultura, história e empoderamento.
Então é muito especial: samba falando mulher, baseado numa obra de uma mulher, composta e defendida por mulheres.
Redes
https://www.instagram.com/sambadasguerreiras/
https://www.facebook.com/sambadasguerreiraspresente
https://twitter.com/DasGuerreiras
https://sambadasguerreiras.wixsite.com/inicio
Ajude o Samba das Guerreiras
É praxe a distribuição de camisas para a torcida; uma pequena equipe teatral abrilhanta a apresentação, precisamos pagar as musicistas (cavaco e violão). Antes de cada apresentação ensaiamos em estúdio e precisamos distribuir prospectos com a letra do samba para os jurados e público.
Para apoiar a parceria Samba das Guerreiras - PIX: 21 98780-6847 Cátia Guimarães