QUADRINHOS
O universo de Fernando Pessoa em HQ
Lançamento da Editora Peirópolis mergulha nos heterônimos criados pelo escritor português
Já chegou às livrarias de todo o país o álbum “Eu, Fernando Pessoa”, lançamento da Editora Peirópolis, que integra a coleção “Clássicos em HQ”. Escrita e roteirizada por Susana Ventura, a partir de textos históricos – cartas e obituários dos jornais de época -, a obra recebeu leitura visual do genial ilustrador gaúcho Eloar Guazzelli. Eu, Fernando Pessoa analisa de forma profunda os heterônimos criados pelo poeta e escritor português. O enredo se desenrola a partir de uma carta na qual Pessoa explica ao amigo Adolfo Casais Monteiro o nascimento e vida de seus principais heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e do semi-heterônimo Bernardo Soares.
A múltipla personalidade de Pessoa inspirou Guazzelli a desenhar em diferentes estilos. “Sempre gostei de mudar o traço, mas a trajetória do poeta me deu segurança para brincar ainda mais”, revela. Guazzelli destaca a parceria com Susana Ventura, fundamental para traduzir em imagens o amplo universo de Pessoa. “Ela me deu a base, o alicerce e assim ficou mais fácil pensar no desenvolvimento estético da história”, destaca o quadrinista, que teve cinco meses para concluir o trabalho.
Este é o segundo livro do ilustrador sobre o escritor português. Em 2012 lançou Fernando Pessoa e outros Pessoas. A satisfação com o resultado dos livros encorajou o autor a transportar as imagens que garimpou nesses dois trabalhos para sua outra profissão: a de diretor de curta-metragem. Guazzelli está adaptando para a tela uma releitura silenciosa e sintética de Eu, Fernando Pessoa. “Conviver com essa personalidade multipartida, essa verdadeira multidão gerada a partir de um indivíduo e sua explosão criativa em diversas frentes foi o que me cativou em definitivo”, confessa.
O entusiasmo pela obra do poeta gerou um novo projeto, um curta-metragem de animação na forma de um poema visual retratando o dia em que Fernando Pessoa virou imortal. Para tanto Guazzelli invocou seu "heterônimo" que trabalha com animação a mais de vinte e cinco anos. A animação pode ser ativada por QR Code impresso na contracapa do livro.
Trabalhar em cima da obra do poeta, segundo Guazzelli, foi ao mesmo tempo uma honra e um desafio. “Eu aceitei fazer o álbum com grande entusiasmo, mas com a plena consciência da enorme responsabilidade que tinha pela frente. Afinal, eu desenharia sobre um texto maravilhoso de um verdadeiro ícone da nossa vida cultural!”, revela, eufórico, acrescentando que leu muito sobre a vida do poeta e que a admiração e o respeito nortearam os estudos. “Eu sentia que a figura de Pessoa pairava sobre mim”.
Para atender o prazo estipulado, Guazzelli dividiu o trabalho em três etapas: básica (pesquisa visual e leitura do roteiro de HQ), esboço das páginas e arte-final (incluindo traço, cor e aplicação de balões e texto). Ele conta que foram necessários muitos ajustes, não só para adequar as ilustrações ao número de páginas, mas também para não deixar o texto muito pesado. “Tivemos um cuidado extremo para não violar a integridade da obra e, ao mesmo tempo, para não sermos redundantes, com transcrições demasiadamente literais”, detalha. Transpor para os quadrinhos o legado de um dos maiores nomes da literatura exigiu de Guazzelli um exercício intenso de autocontrole, equilibrado por alguns vôos mais intuitivos. “Foi uma verdadeira gangorra para não cair nas armadilhas criadas pelo desejo de traduzir em imagens a riqueza poética de Pessoa’, conclui.
A Coleção “Clássicos em HQ”, da Editora Peirópolis, inclui também versões para quadrinhos das obras: Dom Quixote (Cervantes por Caco Galhardo); Os Lusíadas (Camões por Fido Nesti); O Corvo (Poe por Luciano Irrthum); Demônios (Aluísio Azevedo por Eloar Guazzelli); Conto de Escola (Machado por Silvino); Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente por Laudo Ferreira), A Divina Comédia (Dante por Piero e Giuseppe Bagnariol) e Frankenstein (Mary Shelley por Taisa Borges).
Lançamento da Editora Peirópolis mergulha nos heterônimos criados pelo escritor português
Já chegou às livrarias de todo o país o álbum “Eu, Fernando Pessoa”, lançamento da Editora Peirópolis, que integra a coleção “Clássicos em HQ”. Escrita e roteirizada por Susana Ventura, a partir de textos históricos – cartas e obituários dos jornais de época -, a obra recebeu leitura visual do genial ilustrador gaúcho Eloar Guazzelli. Eu, Fernando Pessoa analisa de forma profunda os heterônimos criados pelo poeta e escritor português. O enredo se desenrola a partir de uma carta na qual Pessoa explica ao amigo Adolfo Casais Monteiro o nascimento e vida de seus principais heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e do semi-heterônimo Bernardo Soares.
A múltipla personalidade de Pessoa inspirou Guazzelli a desenhar em diferentes estilos. “Sempre gostei de mudar o traço, mas a trajetória do poeta me deu segurança para brincar ainda mais”, revela. Guazzelli destaca a parceria com Susana Ventura, fundamental para traduzir em imagens o amplo universo de Pessoa. “Ela me deu a base, o alicerce e assim ficou mais fácil pensar no desenvolvimento estético da história”, destaca o quadrinista, que teve cinco meses para concluir o trabalho.
Este é o segundo livro do ilustrador sobre o escritor português. Em 2012 lançou Fernando Pessoa e outros Pessoas. A satisfação com o resultado dos livros encorajou o autor a transportar as imagens que garimpou nesses dois trabalhos para sua outra profissão: a de diretor de curta-metragem. Guazzelli está adaptando para a tela uma releitura silenciosa e sintética de Eu, Fernando Pessoa. “Conviver com essa personalidade multipartida, essa verdadeira multidão gerada a partir de um indivíduo e sua explosão criativa em diversas frentes foi o que me cativou em definitivo”, confessa.
O entusiasmo pela obra do poeta gerou um novo projeto, um curta-metragem de animação na forma de um poema visual retratando o dia em que Fernando Pessoa virou imortal. Para tanto Guazzelli invocou seu "heterônimo" que trabalha com animação a mais de vinte e cinco anos. A animação pode ser ativada por QR Code impresso na contracapa do livro.
Trabalhar em cima da obra do poeta, segundo Guazzelli, foi ao mesmo tempo uma honra e um desafio. “Eu aceitei fazer o álbum com grande entusiasmo, mas com a plena consciência da enorme responsabilidade que tinha pela frente. Afinal, eu desenharia sobre um texto maravilhoso de um verdadeiro ícone da nossa vida cultural!”, revela, eufórico, acrescentando que leu muito sobre a vida do poeta e que a admiração e o respeito nortearam os estudos. “Eu sentia que a figura de Pessoa pairava sobre mim”.
Para atender o prazo estipulado, Guazzelli dividiu o trabalho em três etapas: básica (pesquisa visual e leitura do roteiro de HQ), esboço das páginas e arte-final (incluindo traço, cor e aplicação de balões e texto). Ele conta que foram necessários muitos ajustes, não só para adequar as ilustrações ao número de páginas, mas também para não deixar o texto muito pesado. “Tivemos um cuidado extremo para não violar a integridade da obra e, ao mesmo tempo, para não sermos redundantes, com transcrições demasiadamente literais”, detalha. Transpor para os quadrinhos o legado de um dos maiores nomes da literatura exigiu de Guazzelli um exercício intenso de autocontrole, equilibrado por alguns vôos mais intuitivos. “Foi uma verdadeira gangorra para não cair nas armadilhas criadas pelo desejo de traduzir em imagens a riqueza poética de Pessoa’, conclui.
A Coleção “Clássicos em HQ”, da Editora Peirópolis, inclui também versões para quadrinhos das obras: Dom Quixote (Cervantes por Caco Galhardo); Os Lusíadas (Camões por Fido Nesti); O Corvo (Poe por Luciano Irrthum); Demônios (Aluísio Azevedo por Eloar Guazzelli); Conto de Escola (Machado por Silvino); Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente por Laudo Ferreira), A Divina Comédia (Dante por Piero e Giuseppe Bagnariol) e Frankenstein (Mary Shelley por Taisa Borges).
SAÚDE
CÉLULAS-TRONCO SÃO A ESPERANÇA PARA O TRATAMENTO DE DOENÇAS
Medicina Regenerativa é uma alternativa para a cura de doenças. Diabetes Tipo 1, Lúpus, Doença de Alzheimer e até mesmo a Aids, já estão em fase de pesquisa clínica
O sangue contido no cordão umbilical, durante a gravidez, tem a função de levar oxigênio e nutrientes essenciais da mãe para o bebê. Há alguns anos, esse sangue era totalmente descartado. Hoje, no entanto, inúmeras pesquisas em andamento buscam identificar como as células-tronco, presentes no sangue do cordão umbilical, podem ajudar a salvar vidas.
Segundo a Fundação Parent's Guide to Cord Blood, as células-tronco já são utilizadas para o tratamento de 79 tipos de doenças, sendo que, destas, 36 enfermidades já se encontram em fase de aplicação em voluntários humanos. Dentre as principais, para as quais as células-tronco tem se mostrado benéficas, estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças estão em estudo, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a cura da Aids.
De acordo com o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, esses dados mostram o porquê de muitas famílias buscarem ajuda para armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus filhos recém-nascidos, a fim de não precisarem recorrer a alguém que possa doar células caso, algum dia, venham precisar. “O acesso à informação sobre o procedimento, as vantagens e os preços mais acessíveis são prerrogativas que tem feito com que as famílias optem pelo armazenamento privado das células-tronco, a fim de serem utilizadas pelos próprios filhos”, explica.
Ainda segundo o especialista, as células-tronco do cordão umbilical são células adultas e livres de impurezas, o que garante ainda mais eficiência em seu uso na área terapêutica. “As células, após a coleta, são avaliadas e armazenadas, podendo ficar congeladas por tempo indeterminado sem que haja a perda de suas propriedades terapêuticas. Para se ter uma ideia, existem bolsas de sangue de cordão congeladas há mais de 20 anos”, ressalta o hematologista.
O armazenamento das células-tronco pode também beneficiar parentes próximos, principalmente irmãos. Com as células criopreservadas, há garantia de rapidez no tratamento e não há riscos de rejeição após o transplante, caso elas sejam do próprio doador.
Sobre a Criogênesis
A Criogênesis nasceu em São Paulo e possui mais de 10 anos de experiência no mercado brasileiro. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco e em medicina reprodutiva. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.
www.criogenesis.com.br
Medicina Regenerativa é uma alternativa para a cura de doenças. Diabetes Tipo 1, Lúpus, Doença de Alzheimer e até mesmo a Aids, já estão em fase de pesquisa clínica
O sangue contido no cordão umbilical, durante a gravidez, tem a função de levar oxigênio e nutrientes essenciais da mãe para o bebê. Há alguns anos, esse sangue era totalmente descartado. Hoje, no entanto, inúmeras pesquisas em andamento buscam identificar como as células-tronco, presentes no sangue do cordão umbilical, podem ajudar a salvar vidas.
Segundo a Fundação Parent's Guide to Cord Blood, as células-tronco já são utilizadas para o tratamento de 79 tipos de doenças, sendo que, destas, 36 enfermidades já se encontram em fase de aplicação em voluntários humanos. Dentre as principais, para as quais as células-tronco tem se mostrado benéficas, estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças estão em estudo, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a cura da Aids.
De acordo com o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, esses dados mostram o porquê de muitas famílias buscarem ajuda para armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus filhos recém-nascidos, a fim de não precisarem recorrer a alguém que possa doar células caso, algum dia, venham precisar. “O acesso à informação sobre o procedimento, as vantagens e os preços mais acessíveis são prerrogativas que tem feito com que as famílias optem pelo armazenamento privado das células-tronco, a fim de serem utilizadas pelos próprios filhos”, explica.
Ainda segundo o especialista, as células-tronco do cordão umbilical são células adultas e livres de impurezas, o que garante ainda mais eficiência em seu uso na área terapêutica. “As células, após a coleta, são avaliadas e armazenadas, podendo ficar congeladas por tempo indeterminado sem que haja a perda de suas propriedades terapêuticas. Para se ter uma ideia, existem bolsas de sangue de cordão congeladas há mais de 20 anos”, ressalta o hematologista.
O armazenamento das células-tronco pode também beneficiar parentes próximos, principalmente irmãos. Com as células criopreservadas, há garantia de rapidez no tratamento e não há riscos de rejeição após o transplante, caso elas sejam do próprio doador.
Sobre a Criogênesis
A Criogênesis nasceu em São Paulo e possui mais de 10 anos de experiência no mercado brasileiro. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco e em medicina reprodutiva. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro.
www.criogenesis.com.br
SHOWS
O projeto “Blues do Nordeste - Batalha de Bandas 2013” começa nesta quinta no BNB Clube, com shows das bandas Gang da Cidade, Kazane Blues e outros
“O Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil como entidade que apoia as manifestações artísticas do nordeste brasileiro em diálogo com o mundo apresenta este formato como uma forma de inovar a partir da tradição o perfil dos espetáculos oferecidos a sua plateia”, afirma o gerente do CCBNB-Fortaleza, Ricardo Pinto. O evento terá apresentações simultâneas. Uma banda executa uma canção e, assim que esta encerra, a outra banda, por sua vez, já inicia a execução de sua música, deixando para momentos específicos duelos de solos entre músicos das duas bandas.
As atrações convidadas serão representantes do blues feito no Nordeste e o cronograma dos duelos entre as bandas se dará a partir de temáticas comuns entre os artistas que se apresentarão: nesta quinta o tema será “Dinossauros do Blues Cearense”, com Gang da Cidade (CE) x Kazane Blues (CE). A Gang da Cidade é a maior banda em tempo de atividade da cena rock independente de Fortaleza, celebrando 25 anos na estrada em 2013. O grupo traz repertório dançante, releituras de clássicos do rock e composições próprias. A Gang já se apresentou com Blues Etílicos, Edson Cordeiro, Lily Alcalay e Lemuel Shepard, além de bares, shows e festivais e é formada por Laerte Duarte, Celso Antoni, Marco Aurélio Holanda e Roque Ney (bateria). Na estreia do “Blues do Nordeste – Batalha de Bandas”, a Gang da Cidade faz apresentação com a banda Kazane Blues. O artista visual e músico Kazane se destaca como um dos pioneiros do blues em Fortaleza, a partir do CD Blues Ceará, coletânea de 1997, apresentando músicas autorais onde canta os bairros da cidade e seus personagens. A banda faz releituras de clássicos do delta de Roberto Johnson, Buddy Guy e Ray Charles e participou de várias mostras de blues e atua nas noites da Praia de Iracema. Na formação atual Kazane, Caike Valente, Carlos Chapa, Bacana de Sousa e Jefferson Brown.
Nesta sexta, a partir das 19h, tem a temática “Primórdios do Blues”, com a batalha entre Gabriel Yang (CE) x Anderson Camelo (SE). Às 21h30 tem outro duelo, com a temática “Rock Contemporâneo”, apresentando as bandas Puro Malte (CE) x Artur Menezes (CE/SP). No sábado, dia 20, a partir das 19h, “As Divas do Blues” são o tema das bandas The Blues Is On The Table (CE) x In Blues (CE). E na segunda sessão do projeto "Blues do Nordeste – Batalha de Bandas”, às 21h30, tem “Blues do Nordeste”, com as bandas Edson Travassos (MA) x Rodrigo Morcego (PE).
Programação Diária
Dia 18, quinta-feira
20h Temática: Dinossauros do Blues Cearense / Bandas: Gang da Cidade (CE) x Kazane Blues (CE)
Dia 19, sexta-feira
19h Temática: Primórdios do Blues / Bandas: Gabriel Yang (CE) x Anderson Camelo (SE)
21h30 Temática: Rock Contemporâneo / Bandas: Puro Malte (CE) x Artur Menezes (CE/SP)
Dia 20, sábado
19h Temática: As Divas do Blues / Bandas: The Blues Is On The Table (CE) x In Blues (CE)
21h30 Temática: Blues do Nordeste / Bandas: Edson Travassos (MA) x Rodrigo Morcego (PE)
Dia 26, sexta-feira
19h Temática: Rock’n Blues / Bandas: Aguardente Blues (CE) x Gustavo Coccentino (RN)
21h30 Temática: Do Delta ao Funk / Bandas: Blues Label (CE) x De Blues em Quando (CE)
Dia 27, sábado
19h Temática: Do Rock ao Blues / Bandas: Vitor Gueiros (CE) x Rafael Barbosa (CE)
21h30 Temática: Do Rock ao Blues / Bandas: Marcelo Justa (CE) x Felipe Cazaux (CE)
O músico Elomar Figueira Mello apresenta concerto na Caixa Cultural
“Eliomar Cancioneiro” traz suas composições de sexta a domingoA Caixa Cultural Fortaleza apresenta, de 5 a 7 de julho, o concerto “Elomar: Cancioneiro”, com o cantor e compositor Elomar Figueira Mello, baseado no livro de partituras do cantor. Elomar é um artista ímpar na música popular brasileira, legítimo representante do sertão da Bahia, que carrega em suas composições as tradições características de sua terra.
A apresentação conta com a participação dos violonistas Maurício Ribeiro, Hudson Lacerda, Avelar Júnior e Kristoff Silva, que ajudaram a fazer a transcrição das partituras para o livro e são profundos conhecedores do seu repertório, conta também com a cantora Letícia Bertelli ao lado de Joao Omar (filho de Elomar) e do próprio compositor.
Todos sobem juntos ao palco da Caixa Cultural e se apresentam pela primeira vez em Fortaleza com um repertório que contempla sucessos do compositor e também peças gravadas em discos de carreira, que o próprio Elomar deixou de interpretar com o passar dos anos.
O livro “Elomar em partituras - cancioneiro” é composto por 49 partituras da obra do compositor Elomar Figueira Mello, um caderno de letras e notas de edição, além de um livro sobre o artista e sua obra, de autoria do jornalista João Paulo Cunha. As peças consideradas de caráter cancioneiro é que compõem o repertório de partituras.
Foram cerca de dois anos de intenso trabalho e dedicação, da equipe de músicos que atuou na transcrição das 49 canções, cuja dimensão da tarefa, seja pela amplitude ou pela complexidade, exigiu engenho de especialistas dedicados, dotados de grande conhecimento técnico, sensibilidade e até mesmo capacidade de invenção, para traduzir em linguagem culta uma música que, muitas vezes, vai além das convenções conhecidas, sem perder o horizonte do respeito à obra.
As canções foram transcritas pelos músicos Maurício Ribeiro, Hudson Lacerda, Avelar Júnior e Kristoff Silva, sob a direção artística e coordenação musical de Letícia Bertelli e supervisão geral a cargo do próprio Elomar. A equipe responsável pelo registro em partituras teve como ponto de partida os discos gravados pelo compositor. A forma escolhida – voz e violão – serviu de parâmetro, tanto para as canções quanto para as árias de outras composições maiores, da qual fazem parte alguns dos temas transcritos.
SERVIÇO
Música: Elomar Cancioneiro
Data: de 5 a 7 de julho de 2013 (sexta-feira a domingo)
Hora: sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h
Local: CAIXA Cultural Fortaleza – Av Pessoa Anta, 287 – Praia de Iracema
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia - conforme legislação e correntista CAIXA)
Bilheteria: (85) 3453-2770.
TEATRO

11ª Mostra de Teatro Transcendental lança programaçãoEspetáculos serão apresentados em diversos shoppings, terminais de ônibus e pelo interior do Ceará; haverá mostra sobre o Papa João Paulo II e evento anuncia apoio às vítimas da seca
A 11ª edição da Mostra Brasileira de Teatro Transcendental será realizada entre os dias 21 e 25 de agosto, no Teatro do Shopping Via Sul, e com apresentações em 10 municípios do interior do Estado, em presídios feminino e masculino de Fortaleza e Itaitinga, além de casas de medidas socioeducativas da capital. Ao todo, serão encenadas sete peças de companhias teatrais dos Estados do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, trazendo exemplos positivos e mensagens de paz, amor, respeito e ajuda ao próximo. Com o tema “A juventude não é apenas um período de vida, mas uma qualidade de alma", a edição 2013 presta homenagem à figura do Papa João Paulo II, considerado um dos principais pacifistas da humanidade dos últimos anos.
Os ingressos para as peças da 11ª Mostra Brasileira de Teatro Transcendental podem ser obtidos desde ontem, mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis e um 1 (um) litro de água para cada ingresso. São quatro os pontos de troca em Fortaleza, localizados nos shoppings Aldeota, Benfica, North Shopping e Via Sul. “Nossa meta este ano é chegar às 20 toneladas de alimentos, cujo total arrecadado será destinado à Cruz Vermelha, que irá direcionar aos quatro municípios do interior cearense mais necessitados e afetados por conta da seca”, diz Suely Vieira, coordenadora da Estação da Luz, ONG promotora da Mostra.
As peças escolhidas pela comissão de seleção da Mostra Brasileira de Teatro Transcendental este ano são: Por um Fio (SP), encenada pela companhia Conto em Cantos, criada a partir do universo das feiras populares, seus personagens, cores e sons, colocando em cena situações atrapalhadas que revelam um mundo onde todos temos inteligências e tolices; Samara Sempre Sabe (RJ), da companhia Amigos da Luz, se baseia na vida de Eldora Montgomery, uma senhora simples de Nova Jersei que tem apenas dois sonhos na vida: se mudar para Nova York e comprar uma televisão colorida; O Morto e a Donzela (CE) é uma comédia situada no sertão da década de 40 e narra a aventura de uma donzela, que deseja desenterrar o falecido noivo, depois que passa a vê-lo, vivo, a pedir socorro; Um Amor de Renúncia (SP), trata de uma história de amor impossível, não por barreiras sociais de qualquer espécie, mas porque um abismo vibracional separa os dois enamorados; Ativistas da Paz (BA) se desenvolve por meio dos conflitos entre dois jovens envoltos na vida moderna repleta de angústias, valores materialistas e a violência que se manifesta em várias instâncias; e, por fim, A Vida é Sempre Bela (RJ), um monólogo de Nelson Xavier, que durante toda a vida lutou por ideais socialistas e se considerava filosoficamente materialista, sendo levado, por uma doença e o trabalho em um filme, a entrar no universo espírita e a representar o próprio Chico Xavier.
Serão 10 os municípios a receberem a 11ª edição da Mostra Brasileira de Teatro Transcendental com apresentações especiais em várias regiões do interior do Ceará. A Mostra Itinerante levará exibições em agosto para Iguatu (16), Icó (17), Horizonte (18), Aracati (19), Guaiuba (20), Maracanaú (21), Limoeiro do Norte (22), Jijoca (23), Viçosa do Ceará (24) e Guaraciaba do Norte (25). Todas as apresentações ocorrerão às 19 horas no teatro municipal de cada cidade, com exceção das cidades de Limoeiro do Norte e Aracati, que receberão os espetáculos em auditórios centrais e de fácil acesso.
A programação paralela marcará a tradicional presença nos principais terminais de ônibus da capital cearense (Lagoa, Parangaba, Siqueira e Messejana), entre os dias 19 e 22 de agosto, sempre às 18 horas, com apresentação do Teatro de Bonecos “O Mamulengo que Enganou a Morte”. Também abrangendo um público cada vez maior e levando mensagens de paz e de amor a todos, a peça carioca “Samara Sempre Sabe”, da Companhia Amigos da Luz, será encenada, também entre os dias 19 e 22 de agosto, nos presídios IPF - Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa e IPPOO 2 - Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira 2, além das casas de medidas socioeducativas, CEPA - Centro Educacional Patativa do Assaré (Masculino) e CEABM - Centro Educacional Aldaci Barbosa Mota (Feminino).
Companhia Acontece celebra 10 anos de FECTA
Festival de esquetes acontecerá até o dia 27 de julho no Sesc Senac Iracema, TJA e outros espaços
Apesar dos avanços, a Companhia Teatral Acontece, proponente e organizadora do FECTA, é ciente da dificuldade que grupos e coletivos teatrais têm para chegar aos palcos com seus projetos (esquetes) e esta tem sido a motivação ao longo da trajetória artística do evento. A CTA entende com isso, que certas linguagens cênicas contemporâneas não se enquadram nas "instâncias de consagração do mercado", merecendo, assim, uma atenção particularizada.
O FECTA surgiu no ano de 2004, vindo ao encontro da necessidade de grupos e coletivos teatrais em experimentar na prática, as suas investigações e pesquisas no campo das artes cênicas. O estado por meio de seus órgãos de fomentação da cultura se faz, então, um parceiro imprescindível.
O incentivo ao surgimento e revelação de grupos teatrais é uma das características do Festival, a exemplo dos Grupos: Pantim (Boa Viagem/CE); Garajal (Maracanaú/CE), Sem Nome, de Danilo Castro, dentre outros. Em 2012, o Festival assumiu uma postura internacionalista por entender a importância de ampliar o intercâmbio teatral na capital cearense.
No ano passado, o evento teve como convidado, o Grupo Expedición Teatral (Chile) que veio com o objetivo de trocar suas experiências com os grupos locais. Esquetes das edições anteriores transformaram-se em espetáculos, como: o experimento "A Dama da Noite", hoje, o renomado e premiado "Cabaré da Dama" (Parque de Teatro Aquiraz/CE).
Confira a programação completa do FECTA 2013:
.jpg)
17/07 (Quarta-feira)
20h - SESC SENAC Iracema
Fecta Convida
Espetáculo: Otelo - O Mouro de Veneza (Grupo Cambada)
Sinopse: Amor, ódio, inveja, ciúme, intriga e racismo são temas que tornam atual "Otelo – O Mouro de Veneza". Uma tragédia romântica que tem inspirado artistas em releituras no teatro, na dança e no cinema ao longo de mais de 400 anos. OTELO, na versão do Coletivo Cambada, expõe as artimanhas de Iago num jogo de ações em que o teatral é explorado por meio da corporeidade e do minimalismo para deflagrar os instintos das personagens.
18/07 (Quinta-Feira)
9h - Teatro Antonieta Noronha
Oficina: Percepção da cena e o diálogo no jogo do ator e luz para cena com UNcoletivo de iluminadores
18h30min - Mini Auditório do IFCE
IV Encontro Acadêmico
Palestra: “Para dar um fim no ensino de Teatro”
>Com o Professor Márcio Rodrigues (URCA)
A palestra propõe-se a traçar um panorama do estado do ensino do teatro apontando suas práticas e ligações com a sociedade contemporânea e produtivista, questionando a distância entre prática pedagógica e processo de criação teatral, apontando as relações entre pedagogia teatral, encenação, discurso e identidade.
20h - Lançamento do livro: Jogos para a Cena Cômica, de Fernando Lira (Grupo cRIse), além de noite de autógrafos com o autor e apresentação da esquete "Um Homem, Uma Mulher". As primeiras 100 pessoas receberão o livro gratuitamente.
19/07 (Sexta-feira)
9h - Teatro Antonieta Noronha
Oficina: Percepção da cena e o diálogo no jogo do ator e luz para cena com UNcoletivo de iluminadores
18h - SESC SENAC Iracema
Mostra Noturna
Espetáculo: Censo (Grupo Acquanon)
Sinopse: Duas mulheres e um levantamento demográfico sobre aquela região da cidade ... ou não?! O que mulheres traídas são capazes de fazer?
Espetáculo: Na Página 54 (Cia. Fulô de Talvim)
Sinopse: Na Página 54 é uma sátira ao senso comum, às visões equivocadas e massificadas na qual enquadram os artistas e a arte. Um ator iniciante tem uma mãe médica, antiteatral, talvez uma mãe-carrapata, ou até mesmo uma mãe-rata, que rói as roupas, a vida, as escolhas pessoais e ironiza as opções do seu filho. Em meio aos seus devaneios, a mãe transita de depreciadora à admiradora, ao ver seu filho em cena.
Espetáculo: Coitadas (Teatro Ateliê)
Sinopse: Mesmo sem acompanhante, sem padre e sem noivo, duas palhaças resolvem casar no mesmo momento. Apesar disso, em meio a atitudes nada convencionais para uma cerimônia tradicional, o casamento é realizado. Mas ele acaba antes mesmo de começar. A partir daí, as recém-casadas e separadas dividem momentos em que precisam subverter o acontecimento frustrante do casamento fracassado, por vezes caricaturando as ações, exibindo particularidades do universo feminino e as convertendo para outras perspectivas.
Espetáculo: Fobiarte (Teatro Caldeirão)
Sinopse: A peça traz a sociofobia e um mundo em que o artista é atormentado pela sua própria arte.
20/07 (Sábado)
9h - Teatro Antonieta Noronha
Oficina: Percepção da cena e o diálogo no jogo do ator e luz para cena com UNcoletivo de iluminadores
21/07 (Domingo)
18h - Teatro Antonieta Noronha
Mostra Noturna
Espetáculo: A Carta (Teatro Caldeirão)
Sinopse
A música, o vento,
a nota, o tom.
O fluxo.
A tinta, a alma,
a vida, a lágrima.
O tempo.
O equilíbrio, a paz,
o pensar, a quietude.
A cor.
O fluxo, o tempo,
a cor, o humano.
Espetáculo: O Cárcere (Teatro Casulo)
Sinopse: Várias versões para uma mesma história, várias respostas para a mesma pergunta. Um prisioneiro busca a liberdade a todo custo, mas não consegue romper os limites de sua prisão subjetiva.
Espetáculo: Coma a carne, jogue fora os ossos (Maldigo).
Sinopse: Dona Banha é uma exímia cozinheira que, após ter trabalhado em grandes restaurantes como chef de cozinha, lança seu grande livro de receitas, um ítem indispensável àqueles que buscam a saciedade de seus mais ardentes desejos através de um cardápio cheio de pratos gordurosos e gastronomicamente irresponsáveis.
Espetáculo: No barraco da constância tem!
Sinopse: O teatro como um ato de exposição e violência. Um diretor e uma atriz em cena. Os dois colocam em evidência a conturbada relação que eles têm com o público, o fazer teatral, a própria obra que eles apresentam e com eles mesmos. Através da metalinguagem e da precariedade são levantadas situações vexatórias, onde a realidade e a ficcionalidade são bastante próximas.
O que é um autor? O que é um intérprete? O que é um público? O que é uma obra de arte? O que são as convenções disso? E diante dessas convenções, como eu me porto? Como eu aceito ou como eu enfrento? E isso pode ser questionado por quem vê e por quem faz.
22/07 (Segunda-Feira)
20h - SESC SENAC Iracema
Fecta Convida
Espetáculo: Traz Essa Estrela - Brucutus Cia de Teatro
Sinopse: Este espetáculo procura abordar de uma maneira alegre, descontraída e despojada do brasileiro apaixonado por futebol, utilizando-se de alegorias para denunciar questões humanitárias que permeiam nossa nação.
20h30min
Fecta Convida
Espetáculo: Ô Putaria (Teatro Película)
Sinopse: Dia de chuva. Um homem usando Kelvin Klein molhados se interessa por um caçador de patos dentro de um ônibus público, ou será uma enfermeira peituda com broche do curso técnico? No dia seguinte vai ao departamento onde ele trabalha. Seu objetivo é fazer sexo com ele. A partir desse fato, dois atores, Médici e Melo, vão reinventar a estória para o público, porém surge um problema: percebem que o único objetivo da plateia é o mero entretenimento.
23/07 (Terça-Feira)9h - Teatro Antonieta Noronha
Oficina: Atuação Polifônica na Cena Contemporânea
>Com Márcio Rodrigues (URCA)
"A oficina propõe sensibilizar o atuante para a polifonia dos elementos cênicos em consonância com os parâmetros da cena contemporânea. Considerando assim a junção dos elementos teatrais de forma próxima as experiências de colagem”.
20h - SESC SENAC Iracema
Fecta Convida
Espetáculo: "Não Tem Dois Pais" (Companhia Teatral Acontece)Sinopse: O Palhaço Fifis e Titico estão na sua casa. A campainha toca e eles encontram um bebê deixado em sua porta. Após muitas trapalhadas com o menino, criam laços afetivos.
20h30min
Espetáculo: "BR-TRANS" (Coletivo Artístico "As Travestidas" e "SOMOS-RS"Sinopse: Segundo Solo de Silvero Pereira que segue sua pesquisa cênica sobre o universo de travestis e transformista. Um processo cênico antropológico-autofágico-esquizofrênico. Pereira leva para a cena histórias sobre medo, solidão e morte. São histórias que se encontram e se confundem, inclusive com a vida e inquietações do próprio artista. O espetáculo é resultado de uma pesquisa realizada por intermédio do Edital Interações Estéticas 2012 do MINC e FUNARTE, em parceria com o Pontão de Cultura "SOMOS-RS". Durante seis meses, Silvero pesquisou e conversou com travestis, transformistas e transexuais de Porto Alegre pelas ruas e casas de show. Assim, "BR-TRANS" é um trânsito de informações e de fatos reais. Um traço “Brasil-Trans” construído a partir dos polos Ceará e Rio Grande do Sul.
24/07 (Quarta-Feira)
9h - Teatro Antonieta Noronha
Oficina: Atuação Polifônica na Cena Contemporânea
com Márcio Rodrigues (URCA)
"A oficina propõe sensibilizar o atuante para a polifonia dos elementos cênicos em consonância com os parâmetros da cena contemporânea. Considerando assim a junção dos elementos teatrais de forma próxima às experiências de colagem”.
25/07 (Quinta-feira)9h - Teatro Antonieta Noronha
Oficina: Atuação polifônica na cena contemporânea/ Marcio Rodrigues(Urca)
"A oficina propõem a sensibilizar o atuante para a polifonia dos elementos cênicos em consonância com os parâmetros da cena contemporânea. Considerando assim a junção dos elementos teatrais de forma próxima as experiências de colagem”.
18h - Teatro SESC SENAC Iracema
Mostra Noturna
Espetáculo: "O Gostosão" (Teatro Plural)Sinopse: O espetáculo mostra um homem dividido pelo amor de duas mulheres: a sua esposa Rosinha, que se revela uma perfeita cruel e vingativa e Salomé, a amante sedutora enganada com falsas promessas. Até que ele se vê encurralado pelas duas que exigem uma escolha imediata do “Gostosão”.
Espetáculo: "Entre Quartos" (Grupo Teatral Loa)
Sinopse: Em meio à uma vila de quartos encravada na periferia brasileira, Béu e Dona Marizô, sobrevivem cheias de sonhos, desejos e dores. Elas tentam se preencher com dinheiro, amor, ódio, para não ter um corpo vazio e sobreviver aos escombros de sentimentos.
Espetáculo: "As Mulheres de Nelson" (CRIALE)
Sinopse: Alaíde, a esposa fiel, infeliz e sexualmente carente que chega ao ponto de transformar-se em amante, de fiel em infiel, e de mulher infeliz passa a aspirar à felicidade e à sexualidade. Já a Madame Clessi, prostituta feliz e realizada consegue passar respeito e dignidade que Alaíde não tem. As duas se entrecruzam numa trama de realizações e infelicidades.
Espetáculo: "O Tempo de um Cigarro" (Grupo Panelinha de Teatro)Sinopse: Desejos, inspiração, devaneio, delírios, loucura, momentos de respiração, fluxo, repetições, fumaça, microfones, pausa, faltas de ar, cigarro, isqueiro, relógio, segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses... Tudo isso e muito mais... É o que mostra a história de um homem com um dilema: Fumar ou não fumar?
26/07 (Sexta-feira)
9h- Teatro Antonieta Noronha
Oficina: Atuação Polifônica na Cena Contemporânea
com Márcio Rodrigues (URCA)
"A oficina propõe sensibilizar o atuante para a polifonia dos elementos cênicos em consonância com os parâmetros da cena contemporânea. Considerando assim a junção dos elementos teatrais de forma próxima as experiências de colagem”.
18h - Teatro SESC SENAC Iracema
Fecta Convida
Espetáculo: "Querido Bebeu"
Com Tarciana Castelo Branco e Leila Ramos
Sinopse: Bebeu descobre que sua mãe está vivendo seus últimos dias de vida. Para ele, nada é mais importante do que os laços do cordão umbilical. Resolve então, atender ao último pedido da matriarca.
Mostra Noturna
Espetáculo: "Deus" (Cia Ortaet de Teatro – Cariri/CE)
Sinopse: Deus é um processo que se constrói pela possibilidade do vir a ser. Como pedido de desculpas de uma experiência pessoal passada, o espetáculo propõe uma esquete que problematiza e reflete o lugar do travesti na sociedade atual, questionando qual é a sua relação com o divino.
Espetáculo: "Longe de Casa" (Coletivo Senara)
Sinopse: Dois personagens vivenciam duas realidades. Um momento em casa, eles brincam e imaginam que as amigas são suas namoradas - no outro estão no furor da guerra, cercados pelo inimigo e sem ter como escapar, começam a relembrar a outra realidade. Questionam os motivos que os levaram ali e com quem lutam, enquanto estão longe de casa. Mas qual das duas realidades é o presente e quem são eles? Soldados ou jovens sonhadores?
Espetáculo: "Pássaro Fora do Ar"
(Núcleo Curare de Provocações Teatrais - Porto Velho/RO)
Sinopse: “Pássaro Fora do Ar” é um monólogo que nos transporta para um ambiente solitário e cinzento. Pelas grades da memória torna-se audível os pios de uma criança e os fragmentos esparsos da sua relação com a figura paterna. O aprimoramento das emoções e da evolução natural da infância constrói um ambiente de metamorfose entre a condição de menino e a de pássaro, além de aspectos reveladores de uma atmosfera opressiva que transita entre o real e o imaginário.
Espetáculo: "HamletMáquina - Plantas Embaixo do Aquário"
(NAE- Núcleo de Atos Estéticos-Cariri/CE)
Sinopse: Na atual conjuntura dos meios de comunicação, o ser humano/máquina, passa pela adaptação de não ser e ser máquina. Para retornar as origens humanas se faz necessários programas e software avançados, para entender o que se passa e lidar com essa situação. Qual é o lugar da Ofélia na violência cotidiana? A magnificação dada por todos os atores ao Hamlet vem de onde? Amparados por uma solução de “talvez”, reaver a fé e o sentido critico da atualidade.
27/07 (Sábado)
Praça Mestre Pedro Boca Rica (Anexo do Theatro José de Alencar)
18h - Apresentação do trecho "Guerreiros - Santa Folia Festeira" (Grupo Miraíra/IFCE) e Entrega de Comenda pelos seus 30 Anos
Sinopse: "Guerreiros - Santa Folia Festeira", trata da força do homem simples do interior, de sua decisão em ser feliz e de sua determinação para fazer a vida dar certo. Busca apresentar a sua criatividade junto a labuta no campo, fé e alegria em forma de festa. A cenografia do espetáculo passeia pelas imagens de muitos lugares brasileiros onde habitam e trabalham esses mestres da arte de viver. Também, dialoga com sua dança, música, teatralidade e trabalho. "Guerreiros - Santa Folia Festeira", fala de momentos sagrados do grupo, ideologia, fé na força de viver do homem simples e sua paixão pela dança.
18h30min - Lançamento da 2ª Edição da Revista DocCena
18h45min - Solenidade de Premiação com o Troféu João Andrade Joca
20h - Dj Wladimir Cavalcante
Espetáculo “Canastrões”, com Grancindo Jr., estreia em Fortaleza
Na peça, que será apresenta de 5 a 7 de julho no Teatro Via Sul, mostra a tradição de figuras célebres como os enamorados, o arlequim, o comilão, o puncchinello e outros
A peça “Canastrões” estará em cartaz no Teatro do Via Sul Shopping nos dias 05, 06 e 07 de julho. O espetáculo parte da farsa tradicional: a farsa de rua, os atores mambembes, que vão de cidade em cidade, pedindo passagem e apresentando histórias já anteriormente escritas ou recentemente inventadas, os personagens fazem referências a personalidades conhecidas do público, sustentando a tradição de figuras célebres: os enamorados, o arlequim, o comilão, o puncchinello, o dottore, entre outros.
É uma fusão de linguagens, lendas, histórias, paralelos de memórias e imaginários que pretendem realizar um teatro com identidade própria, contada na história de três atores/personagens pelo universo mágico da poética teatral.
De forma lírica e agradável, “Canastrões” tem como margem a retórica sobre o próprio tema e como isso acontece em perfeita sintonia com os demais elementos, induzindo a plateia a pensar o teatro de ponta a ponta: sua história, sua presença no Brasil, sua linguagem como acontecimento único diante do público e os aspectos práticos referentes à sua realização.
Com direção e encenação do espanhol Moncho Rodriguez, a família Gracindo se reúne em cena, homenageando o centenário do grande ator Paulo Gracindo e o seu legado de dedicação ao teatro, o ofício que está sendo passado de pai para filho: seus dissabores, seus momentos mágicos, as técnicas, os conceitos, os valores escondidos por trás de cada opção na construção da carreira.
Resgatar o memorial artístico desse ator é assumir a sua continuidade e retomar os seus ensinamentos e é possível afirmar que com este trabalho se dá início à saga de uma família de comediantes do teatro brasileiro: “Os Gracindo”.
SERVIÇO
Canastrões
Datas: 05, 06 e 07 de julho (sexta a domingo)
Horários: dias 05 e 06, às 21h; dia 70, às 20h
Ingressos: R$ 60,00 a inteira e R$ 30,00 a meia
Vendas: Bilheteria do Teatro Via Sul, de terça a domingo, das 13hs às 20h
Mais informações: 3052.8027 e 3045.7644
TELEVISÃO
Nova edição de "O Aprendiz" estreia em setembro com 16 ex-participantes
Em entrevista, apresentador Roberto Justus falou sobre o término de seu casamento com Ticiane Pinheiro
Fora do ar desde 2011, o reality show "O Aprendiz" voltará à Record neste ano com ex-competidores. 16 participantes demitidos terão uma nova chance na próxima edição, que se chamará "O Aprendiz – O Retorno", de acordo com revelações feitas na apresentação do programa nesta segunda-feira (1º). Com estreia prevista para setembro, "O Aprendiz" será comandado novamente pelo publicitário e empresário Roberto Justus, que passou três anos afastado do reality – sendo dois deles como contratado do SBT.
Para Justus, o reality show, apresentado por João Dória Jr. na última temporada, tem a sua cara. "Havia uma pressão muito grande para que eu voltasse. 'O Aprendiz' tem minha cara, minha pegada. O público se identificava mais comigo. Havia uma pressão para eu voltar. O que mais fazem na rua é me demitir".
O apresentador se envolveu diretamente na seleção dos oito homens e oito mulheres já escolhidos para ter uma segunda chance, ele ligou pessoalmente para cada um. "A gente fez uma triagem e eu fiquei muito entusiasmado com alguns que eu achava que poderiam ter ganhado em suas edições. Mas não quero me influenciar por isso, porque quando começar todos eles estão zerados", afirmou. "Meu desafio ficou muito maior e sou movido por desafios, adoro. Estou com saudades de arrebentar com eles [candidatos]. Agora será um contra ao outro", afirmou apresentador sobre sua ansiedade em entrar na sala de reunião.
A audiência não foi levada em consideração na hora de chamar os demitidos. Justus preferiu deixar de fora os eliminados que pecaram pela falta de ética e os que desistiram – entre eles, Peter Collins, da terceira edição, que "demitiu" o apresentador. "Os que desistiram eu não chamo. Não preciso desse tipo de perdedores. Audiência vem muito mais pela credibilidade do que pela polêmica". O apresentador explicou que não há interferência da direção na hora de dar sua decisão final: "Eu nunca perguntei quem eu preciso demitir. Se o diretor começar a sentar no meu lugar, o público vai perceber".
Questionado se deixa a vida pessoal afetar seu trabalho, Justus contou que é normal ficar um pouco abalado quando algo ruim acontece. "Quando você tem problemas pessoais, você se abate um pouco, é natural. Tudo na vida é motivação. A vida é enfrentar problemas. Mas vocês viram algum sinal de que eu não estou bem?", perguntou aos jornalistas, referindo se ao término do casamento com a apresentadora Ticiane Pinheiro. "Estou passando por uma fase da vida pela qual já passei outras vezes. Já sou calejado. Nada na vida é definitivo", afirmou o publicitário que já foi casado quatro vezes.
Dono de oito empresas, Justus se desliga do trabalho quando sai do escritório e acredita que dividir as tarefas importantes para pessoas de sua confiança mantém sua vivacidade. "Continuo com meu espirito jovem porque tenho milhões de coisas para fazer sempre".
Diretor do "Aprendiz" e do "Roberto Justus +", Ricardo Justus, filho do publicitário contou que ele é o pai conseguem separar o lado profissional do pessoal. "Ele é uma pessoa muito exigente, o que me ajuda ser um profissional melhor. Me cobro o triplo para atender as exigências dele", afirmou o jovem. "O 'Aprendiz' é um laboratório humano. Você confina as pessoas e dá tarefas praticamente impossíveis para eles executarem em dois, três dias. É uma faculdade, além da dinâmica do jogo", concluiu Ricardo.
"O Aprendiz" será gravado em apenas 49 dias e os participantes não ficarão reclusos por três meses, como acontecia nas outras temporadas. Os finalistas assistirão à atração em casa e só voltarão para gravar a final, em dezembro. O prêmio é de um milhão de reais, além de um emprego com salário de 20 mil reais, em uma das empresas do grupo Newcomm, do qual Justus é CEO.
O diretor do programa, José Amâncio, adiantou que das 15 provas do programa, uma delas será gravada nos Estados Unidos, mas não deu maiores detalhes de como será a atividade. Justus está ansioso com a estreia e seu retorno. "Claro que me relacionei com alguns demitidos, mas a amizade vai acabar quando entrar na sala de reunião. Vou pressioná-los como eles nunca imaginaram", disse.
O programa será exibido uma vez por semana, provavelmente às terças-feiras. O apresentador também falará sobre o reality em seu talk show "Roberto Justus +", no qual pretende entrevistar os demitidos da semana e exibir os bastidores.
Em entrevista, apresentador Roberto Justus falou sobre o término de seu casamento com Ticiane Pinheiro
Para Justus, o reality show, apresentado por João Dória Jr. na última temporada, tem a sua cara. "Havia uma pressão muito grande para que eu voltasse. 'O Aprendiz' tem minha cara, minha pegada. O público se identificava mais comigo. Havia uma pressão para eu voltar. O que mais fazem na rua é me demitir".
O apresentador se envolveu diretamente na seleção dos oito homens e oito mulheres já escolhidos para ter uma segunda chance, ele ligou pessoalmente para cada um. "A gente fez uma triagem e eu fiquei muito entusiasmado com alguns que eu achava que poderiam ter ganhado em suas edições. Mas não quero me influenciar por isso, porque quando começar todos eles estão zerados", afirmou. "Meu desafio ficou muito maior e sou movido por desafios, adoro. Estou com saudades de arrebentar com eles [candidatos]. Agora será um contra ao outro", afirmou apresentador sobre sua ansiedade em entrar na sala de reunião.
A audiência não foi levada em consideração na hora de chamar os demitidos. Justus preferiu deixar de fora os eliminados que pecaram pela falta de ética e os que desistiram – entre eles, Peter Collins, da terceira edição, que "demitiu" o apresentador. "Os que desistiram eu não chamo. Não preciso desse tipo de perdedores. Audiência vem muito mais pela credibilidade do que pela polêmica". O apresentador explicou que não há interferência da direção na hora de dar sua decisão final: "Eu nunca perguntei quem eu preciso demitir. Se o diretor começar a sentar no meu lugar, o público vai perceber".
Questionado se deixa a vida pessoal afetar seu trabalho, Justus contou que é normal ficar um pouco abalado quando algo ruim acontece. "Quando você tem problemas pessoais, você se abate um pouco, é natural. Tudo na vida é motivação. A vida é enfrentar problemas. Mas vocês viram algum sinal de que eu não estou bem?", perguntou aos jornalistas, referindo se ao término do casamento com a apresentadora Ticiane Pinheiro. "Estou passando por uma fase da vida pela qual já passei outras vezes. Já sou calejado. Nada na vida é definitivo", afirmou o publicitário que já foi casado quatro vezes.
Dono de oito empresas, Justus se desliga do trabalho quando sai do escritório e acredita que dividir as tarefas importantes para pessoas de sua confiança mantém sua vivacidade. "Continuo com meu espirito jovem porque tenho milhões de coisas para fazer sempre".
Diretor do "Aprendiz" e do "Roberto Justus +", Ricardo Justus, filho do publicitário contou que ele é o pai conseguem separar o lado profissional do pessoal. "Ele é uma pessoa muito exigente, o que me ajuda ser um profissional melhor. Me cobro o triplo para atender as exigências dele", afirmou o jovem. "O 'Aprendiz' é um laboratório humano. Você confina as pessoas e dá tarefas praticamente impossíveis para eles executarem em dois, três dias. É uma faculdade, além da dinâmica do jogo", concluiu Ricardo.
"O Aprendiz" será gravado em apenas 49 dias e os participantes não ficarão reclusos por três meses, como acontecia nas outras temporadas. Os finalistas assistirão à atração em casa e só voltarão para gravar a final, em dezembro. O prêmio é de um milhão de reais, além de um emprego com salário de 20 mil reais, em uma das empresas do grupo Newcomm, do qual Justus é CEO.
O diretor do programa, José Amâncio, adiantou que das 15 provas do programa, uma delas será gravada nos Estados Unidos, mas não deu maiores detalhes de como será a atividade. Justus está ansioso com a estreia e seu retorno. "Claro que me relacionei com alguns demitidos, mas a amizade vai acabar quando entrar na sala de reunião. Vou pressioná-los como eles nunca imaginaram", disse.
O programa será exibido uma vez por semana, provavelmente às terças-feiras. O apresentador também falará sobre o reality em seu talk show "Roberto Justus +", no qual pretende entrevistar os demitidos da semana e exibir os bastidores.
TOP DVD
O dinamarquês "O Amante da Rainha", cujos roteiro e ator já foram premiados no Festival de Berlim do ano passado, e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, cumpre, com brilho, a função. O filme acaba de chegar nas locadoras e reconstitui o casamento de Caroline Mathilde com Christian 7º, rei da Dinamarca, em 1766, em meio à deterioração dos regimes absolutistas na Europa. A intriga palaciana mistura o conservadorismo da época e o desejo de liberdade de uma jovem refém das convenções. A produção refinadíssima, em que direção de arte e figurinos saltam aos olhos a cada cena, resume a ambição de cinema-espetáculo com DNA europeu. No entanto, se contasse apenas com isso, "O Amante da Rainha" não seria mais que um exemplo da lista de filmes de bela moldura, aqueles que se apagam mais rápido que o verniz de sua superfície. O trabalho assinado pelo dinamarquês Nikolaj Arcel respira na medida em que procura um alento na ficção e não se limita ao projeto de reconstituir um fato histórico nem apela ao cansado recurso do "baseado em fatos reais".
Logo na primeira cena, o destino trágico da rainha Caroline Mathilde, que do exílio escreve uma carta aos dois filhos dos quais foi apartada, conduz o filme para um rumo romanesco. Esse ponto de partida na forma de flashback oferece à trama um ângulo subjetivo, a perspectiva de uma personagem cujo olhar antagônico refletirá o anacronismo de regras e valores de uma corte que tenta se manter, apesar dos múltiplos sinais de dissolução do absolutismo na segunda metade do século 18. Face à rainha, o rei Christian, cujo lugar à primeira vista se confunde com o de bobo, projeta as fragilidades desse poder destinado à abolição.
Quando entra em cena o personagem do título, um alemão com ideais iluministas que assume o posto de médico do rei e acaba se envolvendo com a rainha, o relato histórico se funde definitivamente com a trama romanesca. O potencial satírico do rei --sua vocação para o teatral e a representação-- ganha positividade por meio da atuação do médico, que destaca aquela "fraqueza" como astúcia no jogo de poder. Sua influência sentimental sobre a rainha, por sua vez, complementa-se na forma de progressismo, como a adoção de vacinação no combate a epidemias, que se sustenta no apoio dela.
Com essa valorização do subterfúgio e do convencimento por linhas tortas, "O Amante da Rainha" reencontra outra tradição, a do cinema que simula uma evasão para obter, de fato, aquilo que interessa.
Assinar:
Postagens (Atom)

