BELEZA

Retarde os sinais da idade


Se você está esperando os primeiros sinais da idade aparecerem para começar a cuidar da pele, melhor mudar de idéia. Alguns ocorrem no início do processo de envelhecimento e são facilmente detectados: manchas escuras na pele, textura da pele mais ressecada ou muito oleosa, rugas de expressão, como, por exemplo, aquelas entre as sobrancelhas, na testa ou então pés de galinha. “Estes são alguns dos sinais que podem preceder o processo de envelhecimento e o aparecimento da flacidez, de sulcos profundo e perda de volume do rosto”, afirma Maurício de Maio, cirurgião plástico especialista em procedimentos não invasivos.

O médico aconselha o seguinte teste: puxe um pouco da pele da pálpebra superior ou inferior. Quanto mais tempo ela permanecer enrugada, mais o colágeno está afetado.

De acordo com de Maio, o laser é excelente para combater a flacidez e quanto antes o tratamento for iniciado, mais rápida e positiva será a resposta. O cirurgião explica ainda que fatores como tabagismo, excesso de exposição aos raios solares e distúrbios hormonais podem comprometer e influenciar no resultado final. “Por esses e outros motivos, faz-se necessária a correta avaliação médica e o início da prevenção do envelhecimento”, avisa.

Para ajudar na autoavaliação, a Clínica Maurício de Maio indica o teste abaixo:



Quais desses sinais deixa você com ar mais cansado ou envelhecido?

a) Rugas entre as sobrancelhas, testa e pés de galinha

b) Bigode Chinês profundo (linha entre o nariz e a boca)

c) Manchas na pele

d) Flacidez leve de face e pescoço

e) Flacidez severa de face e pescoço

f) Bolsas nos olhos



Respostas: Você se beneficiará dos seguintes tratamentos caso tenha escolhido a alternativa:

a) Toxina Botulínica (Botox®)

b) Ácido Hialurônico

c) Peelings químicos ou laser

d) Laser, Toxina Botulínica ou Preenchimento

e) Cirurgia de Mini-Lifting ou Lifting

f) Cirurgia de pálpebras



Importante: se você apresenta mais de um desses sinais, provavelmente precisará de tratamentos combinados. A evolução do tratamento varia de pessoa para pessoa e a correta avaliação médica é necessária para confirmar se o que você vê pode realmente ser tratado pelos métodos apresentados.




A bela potiguar

Vinte anos depois, Nordeste elege Miss Brasil, do Rio Grande do Norte - a cearense que ficou em 5º lugar foi elogiada de biquini

A eleição da candidata do Rio Grande do Norte, Larissa Costa Silva de Oliveira, 25, como miss Brasil 2009 quebrou um jejum de 20 anos do Nordeste na disputa. A última representante da região a ser eleita a mulher mais bonita do país foi a cearense Flávia Cavalcante, em 1989. Antes do início do concurso --realizado na noite deste sábado (9) no Memorial da América Latina, na zona oeste de São Paulo, e transmitido pela Band--, Kátia Santos, 46, mãe de Larissa Costa, aguardava ansiosa a chegada dos últimos membros da torcida da filha, composta por cerca de 20 pessoas.
"Eu espero que elas concorram e que vença a melhor. E que a minha filha fique no mínimo entre as cinco", afirmou. A miss potiguar passou a se interessar pelo concurso em 2007, com a vitória da mineira Natália Guimarães --que obteve a segunda colocação no Miss Universo. Entre os jurados estava o namorado de Natália Guimarães, o cantor Leandro Scornavacca, do grupo KLB. Já a modelo e apresentadora Luiza Brunet, também jurada, disse que o carisma seria um fator determinante para sua escolha. Também integravam o júri o apresentador do "CQC" Marcelo Tas, a consultora de etiqueta Cláudia Matarazzo, o cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi e a miss Brasil 1986, Deise Nunes --a única negra a vencer o concurso--, entre outros.
Quem também esteve presente no auditório Simón Bolívar foi a venezuelana Dayana Mendoza, 22, atual miss Universo, que em março causou polêmica ao comentar que havia achado "incrível" a base naval e centro de detenção de suspeitos de terrorismo de Guantánamo, em Cuba. "Visitamos os campos de detentos e vimos as prisões, onde tomam banho, como se divertem com filmes, aulas de arte, livros", afirmou na ocasião.
A mãe, Kátia Santos, novamente falava ao celular, desta vez emocionada. "Foi um grande presente de Dia das Mães. Minha filha mostrou que mulher bonita não tem que ser burra", disse, explicando que Larissa é pedagoga e que só aceitou participar do concurso quando já estava formada. O noivo da nova miss Brasil, o engenheiro civil Heitor Dias, 38, disse não temer pelo futuro do relacionamento após a vitória de Larissa: "Se ela gosta de mim, vai ficar comigo". Os dois estão noivos há um ano, mas, pelo regulamento, a miss Brasil não pode casar durante o reinado.

A cearense Khrisley Karlen Gonçalves da Silva, 23, que impressionou no desfile de biquíni com a silhueta esguia de 1,80 m de altura. "Ceará tem o corpo!", "É a miss Universo!", gritava a animada torcida da candidata, que terminou na quinta colocação. O coreógrafo do concurso foi o americano Scott Grossman, que trabalhou nos filmes "Miss Simpatia", com Sandra Bullock, e "O Diário da Princesa", com Anne Hathaway, e ainda no Miss Universo. Para ele, o diferencial das misses brasileiras é que elas são "apaixonadas pela coroa". Além da coroa, a nova Miss Brasil sai da disputa com R$ 200 mil em contratos, entre outros prêmios. Ela terá a chance de defender o país no Miss Universo no dia 23 de agosto --o concurso ocorre nas Bahamas, também com transmissão pela Band. Duas brasileiras já conquistaram o título de miss Universo: a gaúcha Ieda Maria Vargas, em 1963, e a baiana Marta Vasconcelos, em 1968.





Procura espontânea por toxina botulínica cresce nos consultórios

Botox -Pesquisa realizada pela Galderma confirma a popularidade deste procedimento estético no Brasil


A toxina botulínica se torna cada vez mais difundida entre os pacientes, que já buscam a aplicação do produto espontaneamente, antes mesmo da avaliação do dermatologista ou cirurgião plástico. É o que mostra uma pesquisa realizada neste ano pela Galderma com profissionais com experiência na aplicação de toxina botulínica do tipo A.

Quase metade dos médicos afirma que 20% a 50% dos seus pacientes chegam ao consultório procurando o tratamento por iniciativa própria; 21% indicam que esse número fica entre 50% e 70%, mas para um grupo de 6% dos médicos, este número supera 70% dos pacientes.

Entre os profissionais que responderam ao questionário, 65% afirmam que já aplicaram o produto para tratar a hiperidrose (sudorese excessiva), outra indicação muito comum de toxina botulínica tipo A.

A pesquisa apontou ainda que os efeitos da aplicação de toxina botulínica tipo A para fins estéticos duram de 4 a 5 meses na opinião de quase metade dos médicos e chegam a ultrapassar 6 meses para 31% dos entrevistados.

O número de maior impacto apresenta praticamente um consenso entre os médicos com relação à segurança: 97% deles acreditam que o conhecimento de anatomia e método de injeção a ser utilizado são fatores determinantes para garantir a segurança na aplicação de toxina botulínica tipo A.

Números como estes comprovam que a toxina botulínica chegou para ficar, graças à segurança, efeito e praticidade da aplicação. O Brasil é o segundo país que mais utiliza a substância em procedimentos estéticos, perdendo apenas para os Estados Unidos.

CENA GLS

A arte contra a homofobia

Coordenadoria de Políticas Públicas para Diversidade Sexual da Prefeitura realiza evento contra o preconceito sexual

A arte tomou conta da Semana contra a Homofobia, promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Diversidade Sexual (órgão ligado ao Gabinete da Prefeita Luizianne). Na programação estão previstos: exibição de vídeos, lançamento de livros, debate, coquetel e muita descontração durante toda a tarde e início da noite no Vila das Artes. A Semana – que continua até domingo, 17 de maio – tem como objetivo sensibilizar a sociedade e o poder público para o respeito aos direitos da população LGBT, desmistificar preconceitos a respeito da diversidade sexual, fortalecendo a visibilidade positiva da população LGBT e refletir sobre a diversidade sexual, lançando desafios contra a discriminação pela livre orientação e expressão afetivo-sexual e identidade de gênero.
Durante a Semana que começou dia 11, muitas atividades já rolaram. Entre elas, homenagem aos 20 anos do GRAB (Grupo de Resistência Asa Branca) e a Audiência Pública: Combate à Lesbofobia/Homofobia/Transfobia, realizadas na Câmara dos Vereadores. Além de amplos debates que trouxeram temas como: “A Negritude Lgbt e as Múltiplas Violências”, “Poder Público no Combate à Homofobia/Lesbofobia/Transfobia Institucional” e “Diálogos do Fórum Jurídico: Aspectos da administração pública e a questão LGBT”. No dia 17 de maio de 1993, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do rol de doenças. Foi a partir disso que o movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) passou a considerar essa data como o Dia Mundial de Combate à Homofobia. Homofobia se refere à discriminação, aversão, ódio e diferentes formas de violências cometidas contra LGBT. Em Fortaleza, desde 2005, o dia 17 de maio entrou na agenda política da cidade com a criação da Coordenadoria de Políticas Públicas para Diversidade Sexual (CPPDS). Abaixo a programação até domingo.
Programação da Semana contra Homofobia:
Sexta: 15 de maio
• I Seminário Fortaleza sem Homofobia e Direitos Humanos LGBT. (Local: Auditório A2 da Unifor).
15h30 – Apresentação da Camerata da Unifor e Mesa de Abertura
16h30 Mesa1: Construindo a cidadania no combate à homofobia
19h Mesa2: Homossexualidade e o Direito

Sábado: 16 de maio
• Debate: Serviço Social e a intersetorialidade entre as políticas sociais para garantir direitos à população LGBT. no Imparh às 9 horas

Domingo: 17 de maio
• Domingo na Praia - Blitz de Combate à Homofobia/Lesbofobia/Transfobia. Praia do Futuro (próximo à Barraca Biruta) a partir das 9h

CENTROS CULTURAIS



1O ANOS DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Dia 28 de abril, terça, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura completa 10 anos de atividades. Neste dia, às 20h, o Governo do Estado, a Secretaria de Cultura e o Instituto de Arte e Cultura do Ceará apresentaram o projeto Ano 10 do Dragão do Mar. A solenidade aconteceu no Teatro do Dragão do Mar com entrega dos kits de aniversário e coquetel a seguir na Sala Multiuso, em frente ao cinemas. Convidamos a todos os colegas de imprensa a comparecer ao evento, confirmando presença por email. Abaixo seguem os projetos a serem apresentados nesta terça.


- Seminário Diversidade Cultural e Pensamento
A partir de maio/2009
A Cidade e os Centros Culturais – convidados: Dirigentes dos principais Centros Culturais do Brasil e de alguns países, em parceria com o Ministério da Cultura, com o objetivo de promover o encontro de experiências de gestão e de articular parcerias internacionais;
Seminário Internacional – Museu:Patrimônio de Todos
Seminário Internacional de Cosmologia - O Sol, as Estrelas, o Universo e a Relatividade Geral com a participação vários países – 26 a 29 de Maio/2009 – O evento é uma promoção da Rede Internacional de Centro de Astrofísica Relativística, em parceria e sediado pelo Centro Dragão do Mar;


- Ações de difusão:
A partir de julho/2009
Encontro Nordeste: um encontro reunindo grandes nomes da música brasileira popular do Nordeste e jovens talentos atuais;
Encontro Brasil: um encontro reunindo grandes nomes da música do Brasil e jovens talentos atuais;
Encenação: peças de teatro com montagens de caráter experimental e de grande originalidade, que ainda não entraram no circuito comercial;
Grandes Encontros: Música Instrumental e de Câmara;


- Concurso Seu Olhar sobre o Centro Dragão do Mar
Agosto/2009
Público visitante participará enviando fotos;



- Dragão do Mar Cine Fórum
Durante todo o 2° semestre
Encontro Nordeste: reunirá a mais nova produção audiovisual do Nordeste e sobre o Nordeste, na perspectiva de refletir a construção do Nordeste no cinema;
Encontro Brasil: um encontro reunindo a mais nova produção audiovisual do país, incluindo artistas do Nordeste e de outras regiões do Brasil;
Encontro Mundo: mostra reunindo a mais nova produção do cinema mundial, apresentando filmes das cinematografias da Índia, América Latina, Europa e Estados Unidos;


- Exposição Jangadeiros - Memorial da Cultura Cearense focando a trajetória do Chico da Matilde
Agosto/2009;


- Concurso Estadual de Redação sobre Chico da Matilde
Agosto de 2009
Realizado em parceria com a Secretaria de Educação do Ceará e a Assembléia Legislativa, crianças e adolescentes escreverão sobre o abolicionista e a melhor redação receberá prêmio e será divulgada;


- Concurso de Teatro sobre Chico da Matilde
Agosto de 2009
Produção teatral local de peças ou esquetes sobre a história do abolicionista;


- Estátua de Chico da Matilde
Setembro de 2009
Confeccionada por Murilo Toledo com inscrições informativas, instalada nas dependências do Centro Dragão do Mar;


- Mostra Para Começo do Século
Setembro/2009
No Museu de Arte Contemporânea. O projeto Americanidade se estende reunindo quatro artistas latino americanos, quatro artistas nacionais e quatro artistas cearenses


- Lançamento da reedição do livro "Dragão do Mar – o jangadeiro da Abolição"
Outubro de 2009.
Autor: Edmar Morel. Sobre a vida de Chico da Matilde, o livro teve sua primeira edição em 1949;


- Ano Internacional da Astronomia
O Planetário Rubens de Azevedo estará recebendo em maio de 2009 um complexo tecnológico de última geração (ZKP - 4), de fabricação alemã (Carl Zeiss) e transferindo o atual ZKP - 3 para a cidade de Sobral, em função das comemorações dos 90 anos da constatação da Teoria da Relatividade de Albert Einstein naquela cidade. Todas as atividades referentes ao Ano Internacional da Astronomia 2009 no Estado serão coordenadas pelo Planetário Rubens de Azevedo. Estão previsto encontros, seminários e exibição de filmes científicos durante todo o ano.


- Prêmio Dragão do Mar de Arte e Cultura
Entrega dos prêmios dia 05 de novembro, Dia da Cultura
Homenagem a 10 pessoas que contribuíram para a história do Centro Dragão do Mar; homenagem aos artistas cearenses que se destacaram nos anos de 2008 e 2009; homenagem a primeira diretoria do Instituto de Arte e Cultura do Ceará; e Solenidade de entrega aos agraciados.



Dia 28 de abril, terça, apresentação do projeto Ano 10 do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 20h, no Teatro do Dragão do Mar. Aguardo a confirmação de todos.

CIÊNCIA, COMPORTAMENTO, ESOTERISMO


Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação têm novidades em sua quinta edição



§ Orientador com o maior número de projetos finalizados no Prêmio de Empreendedorismo recebe bolsa para estudar na Babson College, eleita a 10ª escola de negócios do mundo, pelo ranking do jornal Financial Times, em 2008



§ Todos os orientadores dos projetos vencedores do Prêmio de Empreendedorismo ganham um curso de espanhol, em uma universidade na cidade de Salamanca



§ Prêmio de Ciência e Inovação tem nova categoria Saúde





São Paulo, 22 de maio de 2009 — Em sua quinta edição, os Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação trazem novidades. Entre elas estão o reconhecimento aos orientadores dos projetos e a criação de uma categoria com foco em saúde. O portal Universia divulga todos os novos detalhes da premiação.



No Prêmio de Empreendedorismo estão previstos como benefícios aos orientadores uma bolsa na Babson College, nos Estados Unidos; um curso de espanhol, a ser realizado em uma universidade na cidade de Salamanca, além de placas de menção honrosa. Também serão aceitos projetos de empreendedorismo em pré-incubação.



Já no Prêmio de Ciência e Inovação, o diferencial é a criação da categoria Saúde. Na categoria Tecnologia da Informação e Comunicação, já existente, poderão ser inscritos projetos de Educação. Também serão aceitos pesquisas científicas em pré-incubação.



É possível conferir todas as novidades no endereço www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=17757. As inscrições seguem até o dia 23 de agosto.



Sobre os Prêmios



Prêmio Santander de Empreendedorismo

O Prêmio Santander de Empreendedorismo é destinado a graduandos e pós-graduandos que desenvolverem o melhor plano de negócios, com prêmios de R$ 50 mil para o vencedor de cada uma das quatro categorias: Indústria, Cultura e Educação, Tecnologia da Informação e Comunicação, e Biotecnologia.

Todos os planos que concorrerem ao Prêmio Empreendedorismo serão avaliados pelos objetivos gerais e específicos, viabilidade financeira e de infra-estrutura, valor criado para organização brasileira, indicadores dos resultados esperados (quantitativos e qualitativos), caráter inovador, potencial para a geração de riqueza, e análise de impactos social e ambiental. A seleção e validação dos projetos estão sob a responsabilidade do professor e consultor Fernando Dolabela e do professor Afonso Cozzi, do Núcleo de Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.



Prêmio Santander de Ciência e Inovação

O Prêmio de Ciência e Inovação contempla pesquisadores-doutores que produzirem as melhores pesquisas científicas de caráter inovador, nas categorias: Indústria, Tecnologia da Informação e Comunicação, Biotecnologia, e Saúde. O vencedor de cada categoria receberá R$ 50 mil.

Para a definição dos projetos finalistas do Prêmio Ciência e Inovação serão considerados os objetivos gerais e específicos, viabilidade financeira e de infra-estrutura, valor criado para a sociedade brasileira, indicadores dos resultados esperados (quantitativos e qualitativos), caráter inovador, potencial para a geração de riqueza, análise de impactos social e ambiental, e eventual parceria firmada com uma organização brasileira para a implementação do projeto.

A avaliação e o julgamento dos projetos serão realizados por uma comissão de pesquisadores vinculados a instituições científicas, sob a coordenação do professor e pesquisador Adolpho Melfi, vice-presidente regional da Academia Brasileira de Ciências (ABC).



Sobre o Universia

O Universia é uma rede de cooperação universitária que reúne 1.100 instituições de ensino superior na América Latina e Península Ibérica, e tem como parceiro financeiro-estratégico o Grupo Santander. A Rede Universia atua em quatro eixos estratégicos: fomento à empregabilidade (emprego), incentivo à formação (formação), desenvolvimento dos meios científico e acadêmico (observatório), e apoio às comunidades e eventos para o relacionamento universitário (redes sociais).

O objetivo da Rede Universia é contribuir com serviços de valor agregado às universidades, apoiando o desenvolvimento de projetos comuns e a geração de novas oportunidades para a comunidade universitária, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento sustentável dos países onde o Universia está presente.

O principal elemento integrador desta rede é o portal Universia, que desenvolve conteúdo e serviços gratuitos para o meio acadêmico, em línguas portuguesa e espanhola. O Portal está presente em 15 países: Espanha, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Porto Rico, Portugal, Venezuela, Uruguai, Andorra, Panamá, Paraguai e República Dominicana, congregando 76% do público universitário, com 11,8 milhões de alunos e professores.

Lançado no Brasil em março de 2002, o portal Universia (www.universia.com.br) conquistou em sete anos, a parceria com 257 universidades, alcançou a marca de 2,4 milhões de usuários cadastrados e uma média mensal de 1,2 milhão de usuários únicos (Fonte: Nielsen//NetRatings).

Os conteúdos e os serviços atendem aos pré-universitários, universitários, pós-universitários, docentes e gestores das instituições de ensino superior. Os serviços oferecidos são: estágios, cursos on-line, salas de aula virtuais, e informações sobre bolsas de estudo, intercâmbio, empreendedorismo, pesquisa científica, carreira, entre outros.





DIA DAS MÃES

O diretor do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo - IBEDEC - Dr. José Geraldo Tardin alerta sobre os cuidados que o consumidor deve tomar para economizar tempo e dinheiro e não ter dores de cabeça com seus presentes

a) evite compras na última hora. O tumulto e a pressa podem levá-lo a cometer erros;

b) não deixe de pesquisar preços, mas não se esqueça de verificar qualidade;

c) nem sempre o produto mais barato é o melhor;

d) não aceite acréscimo nas compras no cartão de crédito, em que deve ser considerado o mesmo preço as compras à vista;

e) cuidados com as compras à prazo. Muitas lojas trabalham com financeiras e encarecem muito os produtos. Fique de olho nas taxas de juros;

f) exija sempre a nota fiscal. Ela é um documento indispensável;

g) produtos importados só devem ser adquiridos se vierem acompanhados de nota fiscal e manual de instruções em português. Além disso, tenha certeza de que existem manutenção técnica e peças de reposição no mercado brasileiro;

h) testar os produtos eletroeletrônicos antes de comprar é direito seu. Não deixe de fazer o teste para verificar o perfeito funcionamento do aparelho;

i) para evitar futuros aborrecimentos, verifique os produtos detalhadamente. Esteja certo de que não estão arranhados, amassados, descascados, para não ter problemas no ano novo.

CINEMA

Cinema 3D: show virtual do U2

Filme produzido pela National Geographic transporta espectador a uma apresentação virtual da banda na turnê "Vertigo"

"U23D", o novo filme do grupo irlandês U2, utiliza tecnologia 3D digital para colocar o espectador em posição privilegiada em um "show virtual" da banda. O filme foi lançado sexta em salas de cinemas com tecnologia 3D pelo Brasil (em Fortaleza no cinema Via Sul – confira horários no www.divirta-ce.blogspot.com) e registra a turnê "Vertigo" (2005-2006), em apresentações realizadas em São Paulo (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Cidade do México (México) e Melbourne (Austrália). Na excursão, o grupo formado em 1976 por Bono Vox (voz e guitarra), The Edge (guitarra, violão elétrico e teclados), Adam Clayton (baixo) e Larry Mullen Jr. (bateria) divulgou o álbum "How to Dismantle an Atomic Bomb" (2004). No decorrrer dos 85 minutos de "U23D", o grupo apresenta um repertório de 14 números que inclui músicas recentes, como "Vertigo", "Sometimes You Can't Make it On Your Own" e "Love and Peace or Else", e clássicos, como "New Year's Day", "Sunday Bloody Sunday" e "With or Without You", entre outros. Catherine Owens e Mark Pellington foram os diretores de "U23D". A qualidade impecável do material serve como paliativo para os fãs da banda, que não tiveram a oportunidade de assistir à última passagem do U2 pelo Brasil em fevereiro de 2006. Apesar de não igualar a experiência de assistir um show da banda ao vivo, o filme cumpre bem a missão de quem deseja ver a banda em cima do palco no conforto das salas de exibição. Com os óculos que serão entregues nas sessões do filme, os espectadores vão ter a sensação de assistirem ao show do U2 próximos do palco. O filme faz jus à cinematografia do U2, uma banda que há muitos anos tem ligação particular com o cinema, seja na produção de trilhas sonoras, filmes e vídeos como "Live At the Red Rocks" (1983), "Rattle and Hum" (1988) e "U2: Elevation 2001 Live from Boston (2001)", entre outros.




Nem crise mundial acaba com consumismo em 'Becky Bloom'

Baseado na popular série britânica de livros de Sophie Kinsella, o filme tem como protagonista uma garota fútil


Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, em cartaz em todo o país a partir de quinta-feira, é um filme para os tempos de crise, ideal para aqueles que sonham com saídas românticas para a recessão. Baseado na popular série britânica de livros de Sophie Kinsella, o filme tem como protagonista uma garota fútil e consumista cujo sonho é resolver miraculosamente seus problemas financeiros, que não são poucos.
Diferente dos livros, a ação não se passa em Londres, mas em Nova York, onde a personalidade consumista de Rebecca Bloomwood, mais conhecida como Becky Bloom (Isla Fisher, de Penetras Bons de Bico), parece mais à vontade. A personagem é uma compradora inveterada que não pensa duas vezes antes de sacar um de seus cartões de crédito e gastar. Jornalista desempregada, Becky sonha em trabalhar numa revista de moda, dirigida por Alette Naylor (Kristin Scott Thomas, de A Outra). Mas acaba conseguindo um trabalho numa publicação especializada em finanças - o que é um tanto paradoxal, afinal, ela mal consegue administrar seu dinheiro, sendo constantemente perseguida por cobradores.
No fundo, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um filme sobre uma mulher que começa a se entender melhor apenas quando decide que é hora de lidar com seu maior problema, seu consumismo desenfreado. Para controlar a situação, Becky procura um grupo de ajuda de Consumistas Anônimos, no qual pessoas se reúnem para ajudarem umas às outras a livrar-se da tentação que grita em cada vitrine. Por mais engraçada que seja a premissa do filme, o tratamento superficial da personagem - na verdade, do sexo feminino em geral, pois nenhuma mulher do filme é muito normal - busca ridicularizar apenas, poucas vezes procurando um lado humano na personagem. Pode parecer divertido imaginar duas mulheres brigando por um par de botas - mas, na tela, o resultado é um pouco constrangedor.
Todos os clichês que apontam nas primeiras cenas materializam-se mais tarde, como é o caso do editor romântico e rico (Hugh Dancy, de Ao Entardecer), que inevitavelmente cairá pelo charme de Becky, ou a jornalista malvada da publicação de moda (Leslie Bibb, de Homem de Ferro) que irá puxar o tapete da heroína para defender seus próprios interesses.
Justiça seja feita - impossível imaginar o longa sem Isla Fisher. Até agora coadjuvante em filmes como Três Vezes Amor e Penetras Bons de Bico, aqui ela tem a chance de mostrar um pouco mais. A atriz firma-se como uma comediante promissora - a personagem provavelmente seria insuportável se interpretada por alguém menos talentosa. Mas merecia um filme melhor - coisa que o diretor P. J. Hogan (O Casamento de Meu Melhor Amigo) já provou que é capaz de fazer com O Casamento de Muriel e Peter Pan.





Continuação de “O Código da Vinci”

Vaticano pede que fiéis não vejam "Anjos e Demônios", estréia da semana com Tom Hanks


O diretor Ron Howard, 55, aprende com seus erros. Após fazer "O Código Da Vinci", adaptação do livro de Dan Brown, e ser um fracasso de crítica, ele adapta "Anjos e Demônios" --que estreia no Brasil no dia 15--, do mesmo autor, com mais ação, ritmo muito mais acelerado e, surpreendentemente, nenhum sexo. Veja trailer.
Howard e os roteiristas David Koepp e Akiva Goldsman cortaram, fundiram personagens e reescreveram uma boa parte do final. "Faz parte de uma adaptação ter de escolher. Fazendo uma autocrítica, diria que fui muito devotado ao original em "Código Da Vinci". Neste filme resolvi mudar mais. E, depois de tantos comentários, achamos que Robert Langdon podia ganhar um corte de cabelo", diz o diretor, em evento de lançamento europeu. "Isso foi meu maior desafio", brinca Tom Hanks, 52.
Ele está novamente no papel do simbologista de Harvard Robert Langdon, que é chamado para desvendar os mistérios em torno de uma série de assassinatos. Um extremista sequestra e mata de hora em hora quatro cardeais cotados para a vaga aberta com a morte do papa. À meia-noite, uma bomba vai explodir dentro do Vaticano durante esse conclave. Brown aprovou as mudanças: "Foi interessante testemunhar o processo de transformar um texto denso num thriller inteligente e de rápida diversão, mas nada foi feito pensando em agradar aos católicos". O filme mantém acesa a polêmica com a Igreja Católica, sempre presente no que concerne ao autor americano.
No dia seguinte à sessão na capital italiana, o bispo Antonio Rosario Mennonna, de 102 anos, entrou com uma denúncia na Procuradoria de Roma e de Potenza, chamando o filme de "difamatório e ofensivo aos valores da igreja e ao prestígio da Santa Sé" e conclamando os fiéis católicos a não irem vê-lo. O líder da Liga Católica nos EUA, William Donohue, disse que Hollywood "inventou uma história para difamar a igreja" e classificou o filme de "anticatólico". Ron Howard agradeceu e disse que esse tipo de polêmica ajuda no marketing. Durante as filmagens, o longa teve negado acesso a várias partes do Vaticano, que foram recriadas em estúdio em Los Angeles. "Não esperava cooperação", diz o diretor. "Nunca estive no cartão de Natal da igreja, mas esse ataque acontece sem ninguém ter visto o filme".
O diretor convidou representantes da igreja para assistir, "mas todos declinaram". O astro de US$ 20 milhões Tom Hanks fez uma espécie de "anticampanha". "Se você acha que o filme vai atacar sua fé, simplesmente não vá ao cinema. Nós imploramos, por favor, não vá", disse em tom jocoso. Uma festa que estava programada para acontecer em Roma foi cancelada por interferência extraoficial do Vaticano. "Foi deixado claro por alguns canais que a igreja não aprovava aquilo", disse o diretor. Vivida pela israelense Ayelet Zurer, a mocinha foi transformada em uma mulher mais realista. A atriz diz que no livro Vittoria Vetra parecia uma "super-heroína": "Afinal, ela é muito inteligente, contesta Einstein e ainda é sexy". Na versão cinematográfica, ela é "uma mulher que você consegue encontrar na rua". Talvez por isso ela não tenha encantado Langdon, com o qual não tem nenhuma cena romântica. Hanks relativiza: "Nas 24 horas em que se passa o filme eles não conseguiriam achar tempo para um beijo. Pensamos em mudar a locação de uma das mortes para um hotel onde eles pudessem transar, ou um carro grande, como um Alfa Romeo, mas não ficou bom no roteiro", ri ele.



Baseado em “versão” real

“Um ato de liberdade”, com Daniel Craig, estréia no mesmo dia de “Star Trek”


A polêmica sentença “Baseado em fatos reais” ataca de novo. Na verdade, o que ataca novamente é a compreensão errada dela. Baseado em fatos reais não significa reprodução dos fatos reais. “Um Ato de Liberdade” conta a história de um grupo de judeus, liderados por Tuvia Bielski, que conseguiram sobreviver na floresta durante a ocupação nazista da Polônia. Na verdade, depois do grupo conseguir se salvar, operaram também como aliados do exército soviético na repressão ao povo polonês que aconteceu até 1946. O que acontece em “Um Ato de Liberdade” é uma glorificação de Tuvia Bielski ao ponto de ser considerado um segundo Moisés. Cinema não é livro de história, mas é preciso ter certo cuidado ao se adaptar apenas parte de um todo. Mas, como cinema, falando de linguagem audiovisual e afins, “Um Ato de Liberdade” erra pouco. Com um trabalho excelente de Daniel Craig (apesar de ter sempre a mesma expressão em todos os filmes que faz) e um trabalho competente em se tornar dinâmico em um cenário monótono, “Um Ato de Liberdade” só peca por querer reescrever a História.
O grupo começa apenas com Tuvia (Craig) e seus irmãos Zus, Asael e Aron. Eles conseguiram escapar do massacre promovido pela polícia local a mando dos alemães nazistas, e se infiltraram em uma floresta em busca de segurança. Lá, acabam encontrando outros judeus fugidos, e o grupo vai crescendo. Ao mesmo tempo, Tuvia vai se tornando o líder daquelas pessoas e, logo, torna-se uma figura quase mística. Enquanto isso, eles pegam em armas para conseguir comida e vários conflitos internos acontecem, e a saúde de Tuvia vai se deteriorando. O grupo se alia a uma brigada do exército soviético, já que tem um inimigo em comum, as brigas de interesses aumentam mais ainda quando Zus e Tuvia divergem sobre a condução dos judeus e se separam.
O cinema está cheio de filmes sobre o Holocausto e suas conseqüências, mas pelo menos “Um Ato de Liberdade” lança luz sobre um grupo de sobreviventes que até hoje não foi retratado. Pena que tenha sido mostrado apenas o lado mais fácil de gerar identificação com o público, ao invés de fazer o serviço completo e resgatar a história toda.
Outra grande estréia nos cinemas nessa sexta é a nova geração de atores que irá tentar levantar a saga de “Jornada nas Estrelas”.



De volta às origens

O 11º filme da saga "Star Trek" retoma a juventude de Kirk e Spock.

Com Anton Yelchin, Chris Pine, Simon Pegg, Karl Urban, John Cho e Zoe Saldana


A Guerra Fria terminou. A era Bush também. Mas a
"Jornada nas Estrelas" continua no espaço. O 11º filme da saga "Star Trek" chega aos cinemas brasileiros no dia 8 de maio, retomando os personagens originais da série televisiva -o célebre capitão Kirk e seu companheiro Spock- com elenco renovado por alguns novos rostinhos de Hollywood: Chris Pine e Zachary Quinto (o Sylar de "Heroes").
Como se manter fiel à saga, respeitar os fanáticos incondicionais (trekkers ou trekkies) e ainda criar algo com cheiro de novo e que agradasse especialmente à nova geração? Tentando resolver essa equação, os produtores, o diretor J.J. Abrams (um dos criadores de "Lost") e a equipe técnica revisitaram à exaustão a série: cenários, figurinos, efeitos sonoros, detalhes. A ideia central: recriar, mas sem desfigurar.
"Não é um trabalho simples. Pessoas da minha geração têm um julgamento sobre "Star Trek", seja ele bom ou ruim. Acho que os jovens estão mais abertos para algo novo", disse Abrams durante uma rodada de entrevistas em Paris.
"A ideia foi pegar o que Gene Roddenberry [autor da série original] criou e fazer um desenvolvimento para a atualidade. Se mantivéssemos, por exemplo, o look da nave idêntico a como era nos anos 60 ficaria ridículo."
O enredo do novo filme gira em torno das origens dos personagens clássicos: a infância e adolescência de Kirk e Spock, o modo como se conheceram e sua primeira missão espacial juntos. Enquanto o primeiro é um adolescente impulsivo à James Dean, o segundo -filho de pai Vulcano e mãe humana- é um jovem dividido entre suas duas heranças: a lógica pura e a instabilidade das emoções.
De personalidades opostas, eles são obrigados a trabalhar juntos para vencer o capitão Nero (Eric Bana), um vilão novo no universo Trek. Paralelamente, Spock desenvolve um romance com Uhura (Zoe Saldana), em meio a teletransportes e explosões espaciais.
Nem o diretor nem os atores eram originalmente fãs de "Star Trek". Zachary Quinto achava que "a série original não era suficientemente dinâmica". Zoe Saldana também. "Eu não via "Star Trek". Mas ouvia a música vindo da sala. Minha avó e minha mãe assistiam...", disse a atriz.
"Em "O Terminal" eu interpretava uma trekkie e não tinha ideia do que fosse. Perguntei "o que é um trekkie?", e todos riram da minha cara, dizendo que eu era muito jovem", disse. Se o filme for bem recebido, dois novos "Star Trek" devem ser produzidos na sequência. Os dois atores principais assinaram um contrato engajando-se numa possível continuação com J.J. Abrams. Mas o diretor espera antes de fazer planos. "É como quando acabo de almoçar e minha mãe me pergunta: "Querido, o que você vai querer jantar?'" Mas se as pessoas gostarem do filme e quiserem mais, os mesmos roteiristas vão escreve-lo, já está decidido. Mas ainda não temos o argumento nem as ideias."




Wolverine volta mais forte, porém menos violento

O anti-herói contraventor não gostou de ver as suas próprias regras transgredidas. O Wolverine de Hugh Jackman volta aos cinemas, depois da trilogia "X-Men", contrariado com quem deixou o seu filme vazar na rede e com os fãs que o baixaram. E correndo o risco de não ganhar continuação.

"X-Men Origens: Wolverine" foi produzido para ser o blockbuster do ano, para liderar a bilheteria em sua estreia e continuar rendendo até o verão americano, em julho. A preocupação da produtora, a Fox, é que o baixo rendimento impeça tal feito e ainda suspenda a sequência já planejada, que se passaria no Japão, contando uma das mais célebres histórias do personagem.



Enquanto não se pode medir o sucesso, a Fox se concentra em buscar o culpado pelo vazamento, "que deverá ficar uns dez anos na cadeia", segundo Lauren Donner, 59, produtora. Ela diz estar "muito perto" de encontrar o responsável.

"Já superei isso. Na hora, partiu meu coração, fiquei muito chateado, mas agora eu penso: sou fã de cinema, se as pessoas querem ver um filme, elas vão comparecer", diz Hugh Jackman, 40, também produtor do longa, tentando esconder a irritação com o tema.



O ator, que intensificou a malhação e a dieta de proteínas um ano antes do início das filmagens, em fevereiro de 2008, nunca esteve tão forte. Mas, em Los Angeles, chega aos estúdios da Fox tremendo de frio, para entrevistas ao ar livre, implorando por um casaco. "Não tenho nada de Wolverine."

Mas, nessa versão do personagem para as telas, Wolverine já não é mais o mesmo. Bem menos violento do que nos quadrinhos, ele teve a sua personalidade animalesca atenuada, para que o filme pudesse ser visto por adolescentes. Nos EUA, conseguiu ser liberado para maiores de 13 anos; no Brasil, porém, 16 anos é a idade mínima recomendada.

Você precisa reconhecer que o filme é visto também por adolescentes, seria impensável excluir essa grande parte da base de fãs do personagem. Seria errado", afirma o protagonista.

"Mas entendo a tentação de fazer uma versão mais adulta de Wolverine. Nos quadrinhos, ele mata pessoas só porque tem um surto. Ele passa por um acampamento e corta a cabeça de duas pessoas inocentes --mas isso seria inapropriado."


Inapropriado para menores, talvez, mas também mais fiel aos quadrinhos e, possivelmente, mais satisfatório para os fãs.


X-MEN ORIGENS: WOLVERINE
Produção: Austrália/EUA/Canadá, 2009
Direção: Gavin Hood
Com: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Ryan Reynolds




Comédia romântica com René Zellweger

'Recém-Chegada' leva o amor ao mundo corporativo


A comédia romântica Recém-Chegada, uma das estreias do cinema neste fim de semana, envolve mais o mundo contemporâneo das grandes corporações do que as agruras amorosas da personagem central, Lucy Hill, vivida por René Zellweger. Ainda vai demorar um pouco para a atriz desvencilhar sua imagem da de sua personagem mais famosa, a solteirona Bridget Jones. E, aqui, não há como não buscar semelhanças, apesar de Lucy ser mais bem-sucedida financeira e profissionalmente do que a gorducha inglesa, embora, no terreno amoroso, também sofrer por não ter namorado.
Lucy é uma típica jovem executiva viciada em trabalho que deixou de lado a vida pessoal para priorizar a carreira. O mundo das corporações é apresentado como bem cruel no começo do filme, mas a visão da protagonista irá mudar até o final. O processo começa quando ela é incumbida de reestruturar uma fábrica instalada no meio do nada, em Minnesota. Por ser nova no pedaço, é muito bem recebida pelos moradores locais, a maioria formada por funcionários da fábrica, cujos empregos estão com os dias contados - mas eles não sabem desse detalhe. A vida da gélida Lucy irá mudar depois de receber muito carinho e muita tapioca, uma especialidade apreciada na comunidade.
Entre os habitantes estão a secretária Blanche (Siobhan Fallon, de Violência Gratuita), que faz de tudo para agradar a nova chefe, e Ted (Harry Connick Jr, de PS: Eu Te Amo), o líder sindical da cidade. Esses dois, aliás, serão os maiores responsáveis pelas mudanças na vida de Lucy. Blanche, com sua insistência em ser simpática e oferecer pudim de tapioca, quebra o gelo do coração da nova chefe. Já Ted, embora bata de frente com a executiva logo no primeiro encontro, aos poucos perceberá que o amor vale a pena. Apesar do roteiro de Ken Rance e C. Jay Cox (Doce Lar) optar pelos caminhos mais óbvios e a direção do dinamarquês Jonas Elmer não ser tão inspirada assim, a interação entre a personagem de René e as dos moradores locais garante algum interesse nessa comédia romântica.




Cinema 3D no Ceará

Complexo de Cinema do Via Sul já está aberto

Desde o dia 30 de abril, a primeira sala de tecnologia 3D do Ceará está aberta ao público no Complexo de Cinemas Via Sul Shopping. No dia 29 de abril, o espaço, que é inédito no Ceará, foi apresentado à imprensa durante coquetel de inauguração. O complexo possui, no total, seis salas em formato stadium – localizadas no 4º. Piso do Shopping, com capacidade para 1388 poltronas numeradas e bandeira da Centerplex Cinemas.
Segundo Sérgio Gomes, um dos empreendedores do shopping e presidente da North Empreendimentos, o Via Sul, foi concebido como centro integrado de compras e, principalmente, de lazer e entretenimento. “Lançar o primeiro cinema 3D do Estado marca nossa história e traz, para nossos espectadores, a possibilidade de assistir aos longas-metragens com a qualidade de projeção seis vezes maior que as convencionais. Fortaleza se consolida, de vez, no mercado cinematográfico do Brasil”, observa Sérgio Gomes. O empresário Luís Cidrão, também empreendedor do Via Sul, comenta que o Complexo de Cinemas “agrega valor ao empreendimento, na medida que funcionará como um atrativo a mais para o Shopping”. A partir do dia 30 de abril, os primeiros filmes a serem exibidos na sala 3D serão “Monstros Vs. Alienígenas” e “Dia dos Namorados Macabro”. A sala tem 306 lugares numerados.
Durante uma projeção 3D (ou Dolby 3D Digital Cinema® tecnologia aplicada na sala especial 3D do Via Sul Shopping), as imagens do longa-metragem “saltam” da tela. Para isso acontecer durante a produção do filme, as imagens são captadas por duas câmeras, colocadas lado a lado, na perspectiva, como se fossem as retinas direita e esquerda do olho humano. Editadas e reunidas no filme, o projetor exibe as imagens de modo alternado, sincronizando numa frequência de 144 quadros por segundo – quando o normal é de 24 quadros. A alternância “supersônica” transmite a sensação de profundidade, com uma precisão difícil de alcançar em película comum. As imagens são, então, projetadas em uma tela especial.
“A tecnologia Dolby 3D elimina as limitações anteriores do cinema tradicional, garantindo uma experiência visual de qualidade desconhecida até agora”, diz Márcio Eli, diretor da Centerplex Cinemas. Ao entrar na sala, o espectador recebe um par de óculos Dobly 3D Digital Cinema ® de alto rendimento, sem conexões ou baterias. Devido à nova tecnologia, o público recebe as imagens digitais ao mesmo tempo: uma através do olho esquerdo e outra através do olho direito. Segundo Márcio Eli, “as duas imagens são projetadas de forma ligeiramente separada e é o cérebro que, graças aos óculos, as une, criando a terceira dimensão”, explica.
De acordo com o Complexo de Cinemas Via Sul, há diversos filmes em 3D previstos para estrear até o final de 2009, incluindo “Tintim”, “Avatar” e “A Era do Gelo 3”. Além dos inéditos, também ganharão versão 3D blockbusters como “O Senhor dos Anéis” e “Titanic”. Com 2.300 m2 de área total, todas as salas são equipadas com o sistema de som Dolby Digital CP 650 bi-amplificadas – considerado como o que existe de melhor no mercado mundial. Além do som, as salas contam ainda com 2 projetores Chrystie, onde a lâmpada de projeção é de 4.000 w, além de 4 projetores Vitória 8, que utilizam lâmpada de projeção de 3.000 w – “o que causa um impacto muito maior na qualidade da imagem na tela”, afirma Roberta Facó, gerente de Marketing do Via Sul Shopping.
Uma outra novidade é que todas as poltronas nas salas são numeradas. O público poderá comprar seu ingresso na bilheteria do Complexo; nos totens de atendimento, espalhados pelo shopping; e, futuramente, pela internet. Todas as opções têm a facilidade de escolha do assento.
A Centerplex foi fundada em 1981, pelo atual presidente da empresa e do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Estado de São Paulo (SEECESP), Eli Jorge Lins de Lima. É uma das 15 maiores exibidoras cinematográficas do Brasil, com 30 salas – já incluindo as seis do Complexo de Cinemas Via Sul – distribuídas em 10 cidades, nos estados do Ceará, São Paulo e Minas Gerais.
A Agência Nacional de Cinema (Ancine) informa que o Brasil tem hoje 35 salas equipadas com projetores 3D. Até o lançamento mundial do filme "A Era do Gelo 3" em 3D, previsto para 1º de julho de 2009, esse número deve chegar a 100 salas.



'Anjos da Noite-A Rebelião' mantém suspense da franquia

Iniciada em 2003, a franquia criada pelo diretor e roteirista Len Wiseman ganha uma nova seqüência com a estréia de Anjos da Noite - A Rebelião. Neste episódio, em vez de retratar as aventuras da vigorosa vampira Selene (Kate Beckinsale, de O Aviador), o filme volta alguns séculos para contar o começo da milenar batalha entre vampiros e lobisomens.

Nesta produção, Wiseman mostra o nascimento do personagem Lucien (Michael Sheen, de Frost/Nixon), o líder dos lobisomens. Único de sua raça, com a capacidade de se transformar quando quer, ele passa a ser escravo da classe dos vampiros, comandados por Viktor (Bill Nighy, de Simplesmente Amor).

Resignado com sua própria sorte, Lucien protege o clã, mesmo que para isso tenha que matar seres de sua própria raça. Tudo isso até se apaixonar pela filha de Viktor, Sonja (Rhona Mitra, de O Atirador), o que provoca uma guerra entre as espécies.

Toda essa história já havia sido contada em flashbacks no primeiro episódio de Anjos da Noite (2003). Afinal, será devido a esse imbróglio que, séculos mais tarde, Selene enfrentará não apenas Lucien, como também seu protetor Viktor, cujo desfecho só será descoberto em Anjos a Noite - A Evolução (2006).

Como são filmes complementares, é inegável a necessidade de assistir às duas produções anteriores para compreender este Anjos da Noite - A Rebelião. Se o espectador não conhecer de antemão os personagens, o interesse no filme não se sustenta.

Inspirado em videogames e RPGs (Role Playing Games), Wiseman criou um universo de lendas, profecias e personagens tão intrincado que é preciso lembrar das referências espalhadas pela franquia. Esse é um trunfo e também a maldição da série.

Apesar de passar o bastão da direção do filme para o francês Patrick Tatopoulos, conhecido por seu trabalho em efeitos especiais em filmes como Eu Robô (2004) e Silent Hill (2006), Wiseman manteve sua participação na concepção da história. Isso conferiu à produção um direcionamento afinado com o que acontecerá séculos depois.

Embora seja o menor da trilogia, Anjos da Noite - A Rebelião manteve a competência técnica da franquia, com boas cenas de ação e efeitos especiais bem definidos. No entanto, como nos outros filmes, também peca na exacerbada ambição de criar a mitologia, sem unir essa vontade a um eficiente ritmo narrativo.



'Evocando Espíritos' aposta em uma casa assombrada


Casas mal-assombradas são algumas das principais fontes para roteiros de filmes de terror. O gênero está repleto de produções em que os personagens passam por um verdadeiro calvário ao enfrentar toda a sorte de aparições demoníacas, como em Terror em Amityville (de 1979) e Poltergeist (1982), para falar apenas dos mais famosos.

A inspiração repete-se em Evocando Espíritos, estreando em circuito nacional, que se baseia numa história supostamente verdadeira, ocorrida na cidade de Southington, em Connecticut (EUA), relatada pela família Snedeker. Tudo começa quando a família, que no filme se chama Campbell, vai morar numa casa que, anos antes, foi sede de uma funerária.

A despeito de crendices, e pelo baixo custo do aluguel (como todas as casas infestadas por fantasmas), a família decide ficar no local.

Logo ao chegar, o jovem Matt (Kyle Gallner) começa a sentir as estranhas presenças na casa. O adolescente está em meio a um tratamento experimental contra câncer, que pode colateralmente produzir alucinações.

Por isso, ele não conta a sua mãe Sara (Virginia Madsen, de Número 23) nada sobre o que vê.

Aos poucos, o espectador começa a perceber que os antigos donos da funerária faziam mais do que preparar os mortos para o enterro. As visões de Matt passam a ser os últimos dias do jovem Jonah (Erik J. Berg), que participava das mais assustadoras práticas de satanismo realizadas dentro da casa.

Com um bom elenco, Evocando Espíritos equilibra-se bem entre o drama familiar e o terror. O filme perde, porém, em seu desfecho exagerado e confuso.

Esperava-se mais do roteirista Adam Simon, diretor de The American Nightmare (2000), documentário que analisa como os filmes de terror das décadas de 1960 e 1970 se refletiram na sociedade americana.

Para quem quiser conhecer o verdadeiro relato sobre a família Snedeker, além de documentários de TV, pode procurar o livro In A Dark Place: The Story of a True Haunting (1992, sem tradução para o português), de Ray Garton. Em tempo: o próprio autor nunca acreditou na história.





“O Casamento de Rachel” finalmente estréia em Fortaleza

Filme será exibido no circuito do Cinema de Arte

O Casamento de Rachel é o novo filme do cineasta americano Jonathan Demme, conhecido principalmente por seu trabalho em O Silêncio dos Inocentes e Filadélfia. Mesmo sendo lançado meses antes da cerimônia do Oscar 2009, Anne Hathaway foi considerada por diversos críticos como a favorita pela estatueta de melhor atriz. Para o público brasileiro, a obra reserva uma surpresa, com uma grande referência à cultura do país. O filme será exibido no cinema de Arte do UCI Ribeiro Iguatemi, sexta às 21h e de segunda a sexta, 19h30.
Na história, após nove meses numa clínica de reabilitação para viciados em drogas, a jovem Kym Buchman (Anne Hathaway) vai voltar para casa para acompanhar as festividades do casamento de sua irmã, Rachel. Animada com a possibilidade de rever seus parentes e amigos, a moça se sente bem por já estar livre de qualquer substância há bastante tempo. Tudo isso faz com que ela tenha confiança para voltar ao ambiente familiar sem se preocupar com problemas que deixou do passado.
A princípio, tudo vai bem, com seu pai e a madrasta indo buscá-la na clínica e com sua irmã excitada pela volta de Kym. Porém, quanto mais se aproxima O Casamento de Rachel, mais tenso fica o clima na casa, já cheia de convidados. A confiança que a jovem recuperada tem em si não é a mesma de sua família, que sempre se mostra receosa com qualquer tipo de comportamento da filha. Esse comportamento, comum a todos, faz com que ela se mostre cada vem mais insegura sobre sua abstinência.
Mesmo tendo o apoio de Kieran, o padrinho do noivo que também já foi viciado em drogas como ela, Kym percebe que todos, principalmente a irmã, Rachel, e a mãe, Abby (Debra Winger), não querem fazer nada para ajudá-la neste momento difícil. A convivência de toda a família nos momentos que antecedem a cerimônia faz com que assuntos do passado sejam jogados à tona. Neste momento, algumas feridas que ninguém conseguiu fechar voltam a ferir a família, que tem certeza de que a única culpada é Kym.



Ashton Kutcher filma no Caribe enquanto Demi Moore bate fotos do marido

Notícias sobre um dos casais mais bonitos de Hollywood… Ashton Kutcher está gravando com Katherine Heigl na ilha de St. Barts, no Caribe, as cenas do filme “Five Killers”. O filme mistura comédia romântica com aventura e Ashton, pelo visto, aparece o tempo inteiro sem camisa. As fotos ao lado foram tiradas do álbum de fotos da Demi Moore. A mulher está lá nas ilhas bajulando o marido, fazendo vídeos, fotos e colocando tudo no ar pra gente ver.




Mulheres são a única fraqueza de Wolverine

Ator Hugh Jackman participou de entrevista coletiva em Copacabana, onde falou de seu novo filme

O ator Hugh Jackman, que está no Brasil para promover o filme "X-Men Origens: Wolverine", afirmou durante uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro que, em meio a todos seus poderes, a única fraqueza de Wolverine são as mulheres bonitas, aproveitando para elogiar as brasileiras. "Eu cresci na Austrália e lá tem muitas mulheres bonitas. Não vou dizer isso só porque estou aqui, mas acho que as mais bonitas do mundo são as brasileiras", disse. Jackman disse ainda torcer para que seu personagem grave no Brasil. "Mas aí ele não poderia ficar isolado em uma floresta, teria que conhecer várias mulheres e lugares brasileiros."
Questionado sobre a quantidade de mulheres que vão aos cinemas assistir aos filmes da saga "X-Men", Jackman disse que o público feminino é um bom problema para se ter. "Fico super empolgado em saber que as mulheres gostam de ver o filme. Minha mulher, por exemplo, acha o Wolverine super sexy. E também não tem como não achar", brincou.
Na entrevista, que começou com Jackman falando em português, dando bom dia e dizendo que estava muito feliz por estar no Brasil, o ator ainda brincou com dois dos jornalistas na plateia: um deles vestido com uma camiseta do personagem, e outro com uma tatuagem do Wolverine no braço. Ainda sobre o novo filme de Wolverine, Jackman comentou sobre o vazamento do longa na internet. "Fizemos ele para passar na tela grande e as pessoas vão preferir assistir assim. No computador não é a mesma coisa", defendeu.
Questionado sobre como foi conhecer o jogador Ronaldo, na tarde de ontem, Jackman disse que o encontro foi "fantástico". "Tenho certeza que meus amigos ficaram com inveja", disse. Durante a conversa com os jornalistas, o ator ainda aproveitou para falar de seu novo projeto, o musical "Carrossel". "Estou há dois ou três anos trabalhando nisso. É um musical sobre a vida e a morte, mal posso esperar para fazer", disse.

CINEMA CEARÁ

“A Ilha” de Wolney

Ingenuidade, paixão e idealismo dominam o novo filme do diretor do Cine Ceará

Formado pela Escuela de Cine y TV de San Antonio de Los Baños, em Cuba, Wolney Oliveira resgata em seu segundo longa-metragem algo que o cinema brasileiro perdeu, a ingenuidade e a paixão. Em "A Ilha da Morte", o diretor do Cine Ceará lida com esses conceitos na mesma medida em que encontra soluções para a falta de recursos, outro elemento central do filme. A ideia do pragmatismo (importada da produção industrial) que passou a nortear a atividade cinematográfica é combatida desde o princípio. Inspirado em um grupo de cineastas amadores dos anos 50 que fizeram filmes caseiros em San Antonio de Los Baños, Oliveira conta a história de Rodolfo (Caleb Casas), filho de pai revolucionário e mãe dona de casa numa Cuba pré-Fidel. Perseguida pela polícia política do ditador Fulgêncio Batista, a família se muda de Havana para a ensolarada San Juan de Las Rocas a fim de se esconder e dar continuidade à revolução.
Apaixonado pelo cinema de Hollywood, Rodolfo escreve a Samuel Goldwyn na esperança de conseguir trabalho na "fábrica de sonhos". O contraste com os ideais revolucionários do pai não poderia ser mais evidente. E ele é cobrado por isso. Ao mesmo tempo que enfrenta exigências por responsabilidade e postura política, quer dar continuidade ao sonho unindo-se a amigos na nova cidade. Rodolfo é movido pela paixão. Enquanto o pai se reúne clandestinamente com revolucionários, o filho escreve o roteiro de um filme de terror, aventura e romance inspirado nos sucessos da época. Quer filmá-lo com os amigos, uma turma heterogênea de aficionados que usam uma câmera amadora para produções caseiras.

"A Ilha da Morte", que depois de ser exibido no Cine Ceará de 2007 estreia no Rio, São Paulo e Fortaleza na sexta que vem, se sustenta no paralelo entre a busca pelos ideais revolucionário e artístico. O curioso é que, nos dois casos, o coletivo, o envolvimento da comunidade, jamais fica de lado. O grupo do pai se cotiza para financiar ações clandestinas e desestabilizar o chefe de polícia. A turma de Rodolfo dribla a falta de recursos usando moradores como atores. Com referências explícitas e implícitas a Howard Hawks, Charles Coburn e Alfred Hitchcook, o filme presta tributo ao cinema como arte fundamental para a formação de cultura e identidade. "A Ilha da Morte", que é como Rodolfo intitula sua aventura com pitadas de romance e terror, não teria sido feita com motivações políticas, mas a história dentro do filme reflete uma situação vivida pela população, que de alguma forma se reconhece na tela.
Coprodução de Brasil, Cuba e Espanha, o filme teve sua ideia central inspirada no curta "O Invasor Marciano" (1980), da época em que Oliveira estudava cinema. O longa também deve aos cineastas amadores que fizeram história na cidade nos anos 50. Eles se reuniam em torno de produções caseiras que eram homenagens singelas aos grandes filmes da época. O filme tem pré-estreia para convidados hoje, no Espaço Unibanco Dragão do Mar.



Conversas com Cineastas

Encontro propõe apresentar diferentes estilos de direção cinematográfica

O Núcleo de Produção Digital Vila das Artes, equipamento vinculado à Secretaria de Cultura da Prefeitura de Fortaleza, iniciou em abril o ciclo de encontros com cineastas do nordeste e sudeste do Brasil. Os encontros abordam diferentes estilos, técnicas e experiências em direção cinematográfica e exibe trechos das obras de cada um dos diretores participantes.

Neste mês de maio, o ciclo Conversas com Cineastas está marcado para a próxima sexta, dia 8, ás 19h, quando a Vila recebe o cearense Halder Gomes, que começou sua carreira em 1991 como dublê em filmes de artes marciais em Los Angeles. Recentemente lançou o thriller sobrenatural Cadáveres 2, o primeiro de sua carreira produzido em Hollywood, em inglês e com elenco internacional. Conquistou prêmios com o seu curta "Cine Holiudy - O astista contra o caba do mal" sendo um dos curtas nacionais selecionados para exibição em vários cinemas do Brasil

No dia 15, tem a presença do paraibano Bertrand Lira, fotógrafo, cineasta documentarista e professor do Curso de Comunicação do Campus I da Universidade Federal da Paraíba. Lira dirigiu vários trabalhos, com participação e premiação em vários festivais nacionais de cinema e vídeo. Entre eles está, por exemplo “Crias de Piollin” e “O Senhor do Engenho”.

Encerrando o ciclo de encontros, no dia 22 de maio, o santista Victor Hugo Borges, autor de premiados curtas de animação como Historietas Mal Assombradas (para crianças malcriadas), Ícarus e Des Fantastik Sucric. A entrada é gratuita e aberta a qualquer interessado. È preciso apenas preencher uma ficha de cadastramento na secretaria da Vila das Artes (rua 24 de Maio, 1221, Centro), antecipadamente ou nos dias dos encontros. Informações pelo telefone 3252-1444.

O Núcleo de Produção Digital Vila das Artes é um programa da Rede Olhar Brasil, mantido em parceria entre o Ministério da Cultura e a Prefeitura de Fortaleza.

Serviço

Conversa com Cineastas. Todas as sextas de maio, dias 8, 15 e 22, sempre às 19h, na Vila das Artes, rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações pelo telefone (85) 3252-1444. Grátis.



Vila das Artes leva o vídeo Fortalezas para as ruas da Cidade

Vídeo coletivo revela vários aspectos de personagens que (re)constroem o cotidiano de Fortaleza

O vídeo coletivo Fortalezas ganha as ruas da cidade a partir do próximo fim de semana. Lançado no último dia 30 de abril na Vila das Artes, o vídeo traz histórias que transportam ao cotidiano das “Fortalezas”urbanas, seja lugares, personagens reais ou fictícios que escrevem o dia a dia na cidade.

O projeto foi criado para comemorar o aniversário de Fortaleza, celebrado no dia 13 do mês passado, e abrir oportunidades para que as pessoas construam coletivamente a memória da Cidade. È o segundo exemplar da série, em 2008 a Vila das Artes lançou o Fortaleza 24h, um recorte cronológico do dia. “Foi maravilhoso concretizar meu desejo de mostrar uma parte de Fortaleza que é a comunidade do Serviluz” conta Daniele Amaral, realizadora do curta Titãs.

“Expressa arte, eu penso” disse seu Vavá, ou o senhor Raimundo Carneiro de Araújo.“É muita emoção ver assim uma coisa que a gente gosta” atesta Bobby Tal, ou George Roque de Oliveira. Ambos são personagens destas histórias narradas no vídeo coletivo, uma iniciativa do Núcleo de Produção Digital Vila das Artes, programa da Rede Olhar Brasil mantido em parceria entre Prefeitura de Fortaleza e Ministério da Cultura.

“Este projeto é ótimo. Pude sentir a realidade do cotidiano que a gente não conhece. Isso deve continuar para que todos tenham a possibilidade de conhecer a sua própria cidade” disse Mércia Jucá, na noite de estréia que lotou a Vila das Artes.

Para conhecer de perto estas histórias que são também histórias de milhares pessoas que (re)inventam e (re)constroem o cotidiano na cidade observe as datas de exibição em maio: Sábado - dia 9, às 19h, Escola de Ensino Infantil e Fundamental Adroaldo Teixeira, na rua Alagoas, 2267, no Pici. Domingo – dia 10, às 18h, na Praça da Igreja Matriz de Messejana, rua Pedro de Alencar, S/N. Sexta - feira – dia 15, às 18hs, Praça da Igreja do Canindezinho, na avenida Osório de Paiva, próximo ao Shopping Solidário Bom Mix. Sábado - dia 16, às 18h, Praça da Cruz Grande, avenida Dedé Brasil, próximo a Universidade Estadual do Ceará, no Itapery. Estão programadas exibições nos bairros Vila Velha e Vicente Pizón, as datas ainda serão divulgadas. Informações pelos telefones 3252-1444 ou 3105-1410.

Filmografia
“Seu Vavá e sua paixão pela sétima arte” - Iasminda Barbosa de Matos
“Até onze e meia” - Raimundo Régis Negreiros de Andrade Filho
“Entre Trânsitos (Retorno a um lugar)”- de Leonardo Ferreira
“Ibioara” - de Pedro Paulo Fernandes Araújo
“Calçadas” - Beatriz Jucá Pinheiro
“Um Lord Abandonado” - Tiago Pedro de Araújo Pereira
“Titãs” - Daniele Amaral Lima
“Comunidade Sabiaguaba”- Ítalo Rodrigues Sousa
“Alcides” - José Ribamar Coelho Neto
“Um Tal Bobby Tal” - José Meneleu Neto
“Carros”- de Ricardo Salmito

“Dona Creuza ... São Sebastião”- Marcelo Brasileiro

Serviço:

Exibição do vídeo Fortalezas nos bairros. Em Maio: Sábado - dia 9, às 19h, Escola de Ensino Infantil e Fundamental Adroaldo Teixeira, na rua Alagoas, 2267, no Pici. Domingo – dia 10, às 18h, na Praça da Igreja Matriz de Messejana, rua Pedro de Alencar, S/N. Sexta - feira – dia 15, às 18hs, Praça da Igreja do Canindezinho, na avenida Osório de Paiva, próximo ao Shopping Solidário Bom Mix. Sábado - dia 16, às 18h, Praça da Cruz Grande, avenida Dedé Brasil, próximo a Universidade Estadual do Ceará, no Itapery. Informações pelos telefones 3252-1444 ou 3105-1410.




CINE CEARÁ E GLOBO FILMES ABREM INSCRIÇÕES PARA PITCHING NACIONAL

Defesa de argumentos acontece no dia 3 de agosto, durante 19º Cine Ceará


Estão abertas e seguem até o dia 5 de junho de 2009 as inscrições para o Pitching Nacional realizado pela Globo Filmes durante o 19º Cine Ceará.

O Pitching selecionará 1 (um) argumento para produção de obra audiovisual cinematográfica brasileira, de ficção, e o vencedor receberá R$ 20 mil (vinte mil reais) brutos para desenvolvimento da obra.

Para participação no Pitching, uma comissão julgadora do Festival pré-selecionará no máximo 10 (dez) argumentos. Seus proponentes serão convocados para defendê-los no dia 03 de agosto, diante de banca examinadora da Globo Filmes, que estará presente no 19º Cine Ceará.
O vencedor será anunciado dia 04 de agosto, na cerimônia de encerramento do Festival.

Podem participar do Pitching Nacional roteiristas e autores de qualquer estado do Brasil, incluindo produtoras audiovisuais independentes, que detenham a integralidade dos direitos exclusivos para adaptação do argumento inscrito, para a produção de obra audiovisual cinematográfica brasileira.

Os pré-selecionados serão divulgados no dia 25 de julho de 2009, no site www.cineceara.com.br, onde o edital e a ficha de inscrição já estão disponíveis.

O 19° Cine Ceará acontece de 28 de julho a 04 de agosto de 2009, numa promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira. O Festival tem apoio do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A Realização é da Associação Cultural Cine Ceará e conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

SERVIÇO
Pitching Nacional da Globo Filmes / 19º Cine Ceará
Inscrições para a pré-seleção abertas até o dia 05 de junho.
O edital e a ficha de inscrições estão disponíveis no site do festival (www.cineceara.com.br).
Informações ou duvidas pelo e-mail: festival@cineceara.com.br

CINEMA DE ARTE

Novo ataque de nervos

Almodóvar divide crítica com seu novo filme, “Os abraços partidos”, que tem Penelope Cruz no elenco


A primeira exibição de "Os abraços partidos" ("Los abrazos rotos", 2009) foi recebida em Cannes com diferentes opiniões, desde os que consideram o filme digno de prêmio até os que asseguram que o diretor espanhol Pedro Almodóvar está fora de forma. "É uma das histórias mais profundas rodadas na Europa nos últimos anos", disse à Agência Efe um jornalista holandês. "Fiquei fascinado que, além de ter referências a outros diretores, desta vez ele tenha homenageado também a si mesmo. Há cenas que já são clássicas", completou. Uma jornalista italiana, por outro lado, assegurou que "a construção do filme é genial". "Porém, não sei como funcionará com o público. Acho que, embora seja um filme muito sentido e muito vivido, talvez se incomodem um pouco", frisou. Já um jornalista do britânico "Daily Mail", o mesmo que reprovou Lars Von Trier por "Anticristo", agradeceu o diretor espanhol por usa "provocação". Pedro Almodóvar, em todo caso, mostrou seu melhor humor na coletiva de imprensa, acompanhado por toda a equipe do filme, inclusive Penélope Cruz, que foi apesar de uma gripe. "É uma gripe normal, mas mesmo assim me faz sofrer muito", disse entre brincadeiras a atriz vencedora do Oscar.

Após três meses em cartaz na Espanha, o filme reviveu em Cannes em tom de cinema político, uma metáfora sobre a recuperação da memória histórica feita por Almodóvar. Sempre interpretado beirando o melodrama, com traços de cinema noir, o longa, que Almodóvar sempre classifica como um dos mais complexos de sua carreira, foi de algum modo reescrito por ele mesmo em Cannes, onde aspira à Palma de Ouro e dividiu opiniões. Sobre suas expectativas sobre prêmio, Almodóvar assegurou que vai embora na sexta-feira "para não dar a sensação de estar esperando". "Mas estou disposto a voltar no domingo, embora seja para entregar o prêmio ao melhor ator ou ao melhor diretor", comentou.
Almodóvar quis também homenagear, como em "Os abraços partidos", "Mulheres à beira de um ataque de nervos" (1988). "A fertilidade desse roteiro foi incrível", confessou. "Além disso, seus fantasmas me acompanharam durante essa última filmagem". "Estão sendo feitas agora duas adaptações. Uma para a FOX em forma de série de televisão, que pretendem que seja infinita e tomara que consigam", explicou. "A outra é um musical da Broadway. Em 10 de junho irei aos primeiros ensaios", contou o espanhol.


“Anticristo”: cenas de sexo explícito, tortura e automutilação

No Festival de Cannes, o diretor dinamarquês Lars Von Trier, 53, costuma ir além da disputa pela Palma de Ouro. Ele produz "acontecimentos". Xodó da crítica em 2003, quando seu "Dogville" foi aplaudido de pé na sessão para a imprensa, Von Trier conheceu o outro lado da moeda, com o novo "Anticristo". Depois de ter seu longa vaiado com fôlego por parte da plateia, nas duas sessões voltadas à imprensa, o diretor foi recebido na entrevista coletiva com um bombardeio de um repórter norte-americano. "Você tem de explicar e justificar por que fez este filme!", disse o jornalista, em tom de intimação. O desconforto provocado por "Anticristo" vem de seu tema (o sexo e a culpa) e de seu gênero (o terror psicológico). Eis a trama: casal formado por psicanalista e intelectual -que está escrevendo uma tese para contestar antiga teoria de que as mulheres tendem à maldade- perde o filho pequeno, em acidente doméstico. O marido (Willem Dafoe) resolve se encarregar da terapia da mulher (Charlotte Gainsbourg), seriamente afetada pelo luto. Como parte do tratamento, os dois se isolam numa floresta chamada Éden, escolhida por ser o local que ela mais teme. Recheado de violência e sexo, "Anticristo" tem cenas explícitas de penetração, tortura e automutilação. Tem também imagens belíssimas (em preto e branco) da circunstância que justapõe a morte da criança e o sexo entre os pais. A trama é dividida em um prólogo e um epílogo (ambos em P&B) e quatro capítulos (coloridos): "Luto", "Dor", "Desespero" e "Os Três Mendigos". "A origem desse filme foi uma depressão que tive", disse Von Trier. Deve estrear no Brasil entre agosto e setembro.


Austríaco leva Palma de Ouro em Cannes

Charlotte Gainsbourg ("Anticristo') e o Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios') levaram prêmios de melhor atuação no festival

Foi um longo abraço. De um lado, a atriz francesa Isabelle Huppert, contornando a imagem pública que associa a frieza à sua personalidade. Do outro, o cineasta austríaco Michael Haneke, que disse a ela: "Eu te agradeço mil vezes". Minutos antes de os dois se entrelaçarem, domingo, no palco do Teatro Lumière, onde ocorreu a cerimônia de premiação do 62º Festival de Cannes, Huppert, na qualidade de presidente do júri, disse: "É com certa emoção que eu anuncio a Palma de Ouro para "The White Ribbon" (a fita branca)". Depois de cinco tentativas frustradas, Haneke finalmente ganhou o prêmio. Dirigida por ele em "A Professora de Piano", Huppert recebeu em 2001 seu segundo prêmio de melhor atriz em Cannes. Presidindo o júri desta edição, ela disse ter premiado "um filme extraordinário". Situado na Alemanha, às vésperas da eclosão da Primeira Guerra, rodado em preto e branco, o filme é uma reflexão sobre a gênese dos totalitarismos. Também representa uma mudança estilística na obra do diretor, que fez, desta vez, um trabalho sóbrio e contido. "Haneke tem um estilo ético. Nesse filme, num tom diferente, ele novamente vai longe na alma humana", disse Huppert.

A cerimônia de premiação do 62º Festival de Cannes, domingo, teve dois pontos altos: a entrega dos troféus à melhor atriz, a francesa Charlotte Gainsbourg, e ao melhor ator, o austríaco Christoph Waltz. A emoção de ambos contagiou a plateia e o júri que os premiou.
Gainsbourg, que é filha da atriz Jane Birkin e do músico Serge Gainsbourg, ganhou o prêmio por seu desempenho em "Anticristo", de Lars Von Trier, onde ela vive uma mulher em crise depressiva após a morte de seu filho pequeno num acidente doméstico do qual se sente culpada. Recebido a pedradas pela crítica, o filme foi tachado de misógino.
Falando baixo e pausadamente, Charlotte Gainsbourg disse: "Agradeço ao [diretor-geral do festival] Thierry Frémaux e ao Festival de Cannes pela audácia de selecionar esse filme. Divido esse prêmio com meu diretor, que não está aqui, mas que me permitiu viver a mais intensa, dolorosa e magnífica experiência que tive até hoje como atriz".
Depois de dedicar o prêmio ao marido e aos filhos, Gainsbourg despediu-se assim: "Abraço a minha mãe, que foi minha confidente durante as filmagens, e penso no meu pai. Acho que ele ficaria orgulhoso de mim. Orgulhoso e um pouco chocado". "Anticristo" tem cenas de tortura e automutilação.
Waltz recebeu o prêmio pelo papel do coronel Hans Landa em "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino. Landa é um oficial nazista. Com inteligência aguda e extraordinária habilidade para línguas estrangeiras, ele é expert em interceptar a fuga de judeus. Tarantino disse que desistiria do filme caso não encontrasse o ator adequado ao papel.
Imitando seu personagem, Waltz falou em francês, inglês e alemão. Agradeceu ao júri por "essa honra extraordinária, esse momento único na vida de um ator" e a Brad Pitt, com quem contracena no longa, "por me deixar ser seu parceiro". Por fim, dirigiu-se a Tarantino, ausente à cerimônia: "Quentin, você me deu minha vocação de volta". Waltz tem mais de 30 anos de carreira. Como disse à Folha: "É tempo suficiente para já ter sido rejeitado em muitos testes e perdido muitos papéis importantes".
O diretor francês Jacques Audiard, que levou o Grande Prêmio do Júri -o segundo troféu mais importante- pelo drama carcerário "Un Prophète" (um profeta), disse que, de "tão feliz", acabaria falando "só besteiras" e afirmou que a única coisa que vinha à sua cabeça era uma frase do filme "Entre Dois Amores" (Sydney Pollack, 1985): "Preste atenção porque, a partir de agora, eu vou acreditar em tudo o que você diz".
Um "prêmio excepcional" foi dado ao cineasta francês Alain Resnais, que concorreu com "Les Herbes Folles" (as ervas daninhas), 50 anos depois de estrear em Cannes "Hiroshima Meu Amor". De pé, o público aplaudiu longamente.
O prêmio de melhor diretor dado ao filipino Brillante Mendoza por "Kinatay" (esquartejar) num ano em que Alain Resnais, Marco Bellocchio e Pedro Almodóvar competiam, causou espanto na crítica.
O cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, membro do júri, afirmou: "Particularmente, gostei muito [de "Kinatay'] e alguns outros [membros do júri] pensam como eu".

Veja a lista de premiados no 62º Festival de Cannes

Palma de Ouro de melhor filme
"Das Weisse Band" ("A Fita Branca", em tradução livre), de Michael Haneke (Áustria)

Grande Prêmio do Júri
"Un Prophète", de Jacques Audiard (França)

Prêmio de melhor direção
Brillante Mendoza (Filipinas), do filme "Kinatay"

Prêmio de melhor roteiro
Feng Mei, do filme "Spring Fever" (China)

Prêmio de melhor atriz
Charlotte Gainsbourg (França), por seu papel em "Anticristo", do dinamarquês Lars von Trier

Prêmio de melhor ator
Cristoph Waltz (Áustria), por seu papel em "Bastardos Inglórios", do americano Quentin Tarantino

Prêmio do júri
"Fish Tank", de Andrea Arnold (Reino Unido), e "Thirst", de Park Chan-Wook (Coreia do Sul)

Prêmio Especial do Festival de Cannes
Alain Resnais (França)

Palma de Ouro de melhor curta-metragem
"Arena", de João Salaviza (Portugal)

Menção especial (curta-metragem)
"The Six Dollar Ffty Man" (Nova Zelândia), de Mark Albiston e Louis Sutherland

Câmera de Ouro para diretor estreante
"Samson and Delilah", de Warwick Thornton

Menção especial do prêmio Câmera de Ouro
"Ajami", de Scandar Copti e Yaron Shani

Prêmio especial do júri pelo conjunto da carreira
Alan Resnais


TV DIVIRTA-CE

Pânico na TV consegue entrar em festa de famosos no festival de Cannes




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Carlos Sorin analisa a velhice em 'A Janela'

Filme do premiado cineasta argentino está em cartaz no Espaço Unibanco Dragão do Mar

Veterano premiado do cinema argentino, por filmes como Histórias Mínimas(2002) e O Cachorro(2004), Carlos Sorin retorna com uma história de dramaturgia minimalista no drama A Janela. Vencedor do prêmio Fipresci (da Federação Internacional dos Críticos) no Festival de Valladolid (Espanha).
Num filme que tem ecos assumidos de Morangos Silvestres (1957), de Ingmar Bergman, o protagonista é o velho escritor Antonio (o escritor e roteirista uruguaio Antonio Larreta), vivendo seus prováveis últimos dias de vida. A fragilidade de seu corpo, preso à cama e dependente de remédios, contrasta com a rebeldia de seu espírito, que parece disposto a sorver a máxima energia da natureza à sua volta. E mais - Antonio espera ansiosamente a volta do único filho (Jorge Diez), um pianista famoso,com quem ele não fala há anos.
Seguindo seu estilo habitual, Sorin não fornece muitas explicações. Não se sabe ao certo a causa desse afastamento entre pai e filho. Não se sabe muito sobre a mulher dele, que morreu há muito tempo, e de quem restou um retrato a óleo na parede. Igualmente, pouco se revela sobre as duas empregadas da casa (Maria Del Carmem Jiménez e Emilse Roldán), que se revezam na atenção constante ao velho dono. A janela do título torna-se, assim, a metáfora da possibilidade de escapar para a vida externa, o que Antonio até fará, reunindo toda a sua energia - uma bela sequência visual do filme, em que sua fragilidade física é, mais uma vez, superada pela sua férrea vontade de ir de encontro a um vasto campo ao sol seco da Patagônia. Um personagem curioso é o do afinador de pianos (Roberto Rovira), que é chamado para preparar o velho instrumento abandonado para a visita do filho. Observador de fora, ele fornece momentos de real ironia e humor com seus comentários, quebrando a solenidade sentida na velha casa.
Repleto de silêncios e lacunas, A Janela aproxima-se às vezes da economia narrativa dos filmes de sua compatriota Lucrecia Martel, diretora de O Pântano (2001) e A Menina Santa (2004), ainda que sem a mesma radicalidade. Em todo caso, para aproximar-se do filme de Sorin, o espectador terá de munir-se de muita entrega e atenção porque, nesta história, o sentido está, mais do que nunca, na obra deste diretor na atenção a toda uma série de pequenos detalhes e seu encadeamento.




Drama com Rodrigo Santoro

“Leonera”, em cartaz no Iguatemi, filme indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2008, do argentino Pablo Trapero

Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2008, “Leonera” foi também exibido na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e está em cartaz no Cinema de Arte do Iguatemi (última exibição hoje, no Multiplex UCI Ribeiro, às 19h30). O diretor do longa, Pablo Trapero, é o mesmo de Do Outro Lado da Lei e Família Rodante e é considerado um dos grandes nome do cinema argentino contemporâneo. O filme foi produzido pelo cineasta brasileiro Walter Salles.
Na história, Ramiro (Rodrigo Santoro) e Nahuel são amantes de Julia (Martina Gusman). Um dia, ao acordar em seu quarto, ela se depara com os corpos ensangüentados dos dois e Nahuel está morto. Sem saber direito o que ocorreu na noite anterior, ela acaba apontada como a culpada pelos crimes e vai parar na prisão.
Em pouco tempo, Julia descobre também que está grávida e não tem certeza se o pai do filho é Ramiro ou Nahuel. A partir daí, ela é enviada a uma unidade em que as mães podem ter seus filhos e cuidar deles até os 4 anos de idade. Lá reencontra sua mãe, Sofía, e também se aproxima de Marta, que já criou dois filhos na prisão. As investigações apontam que Ramiro, que também é preso, pode ser o culpado do crime. Julia o procura, afinal seu depoimento será fundamental para determinar o futuro da jovem e de seu filho, que foi batizado Tomás.





Muitas estrelas em busca da Palma de Ouro

Festival de Cannes 2008 começa hoje com exibição do primeiro filme em 3D da Disney/Pixar

Cannes chega à 62ª edição nesta quarta-feira com a projeção de Up – Altas aventuras, o primeiro desenho animado em 3D dos estúdios Disney/Pixar – este ano Cannes decidiu estender seu tapete vermelho para mestres em sua área de atuação. Muitos deles já disputaram entre si pela Palma de Ouro em mostras anteriores, como Pedro Almodóvar (Los brazos rotos), Alain Resnais (Les herbes folles) e Quentin Tarantino (Bastardos inglórios).
O clima de recessão mundial e arrocho econômico não afetou, a princípio, o festival. A produção asiática domina o páreo deste ano, com filmes de Tsai Ming-liang (Face), Johnnie To (Vengeance), Park Cha-wook (Thirst), Lou Ye (Spring fever), Brillante Mendoza (Kinatay). Por outro lado, não há um título sequer vindo da América Latina. A contribuição americana, presença forte nas últimas décadas, está reduzida à participação de Tarantino e Ang Lee (Taking Woodstock), que é de origem taiwanesa.
A figura do autor marca território também no pacote de sessões especiais não competitiva – estão lá o chileno Alejandro Amenabar (Agora), os americanos Terry Gilliam (The imaginarium of Dr. Parnassus) e Sam Raimi (Drag me to hell) e o francês Michel Gondry (L'epine dans le coeur) – e contamina as seções paralelas mais importantes, como a Um Certo Olhar, onde está acomodado À deriva, do brasileiro Heitor Dhalia, além do japonês Hirokazu Kore-eda, o iraniano Bahman Ghobadi, o francês Alain Cavliar e o russo Pavel Loungine, e outros diretores da Colômbia, Israel e Grécia.
Outros provocadores estão de volta à Croisette, como o francês Gaspar Noe (Irreversível), que retorna com Enter the void, o dinamarquês Lar Von Trier (Os idiotas), em competição com uma história de terror, e o coreano Park Chan-wook (Oldboy), que exibirá Thirst, um thriller vampiresco.