“O Haver – Pinturas e Músicas para Vinícius” chega a Caixa Cultural
Elifas Andreato e craques da música brasileira homenageiam o poeta Vinicius de Moraes
Segue em exposição na Caixa Cultural Fortaleza a mostra O Haver –
Pinturas e Músicas para Vinicius. Aberta dia 28 de maio, segue até 27 de
julho. Nesta mostra, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Toquinho,
Antonio Nóbrega, Martinho da Vila e outros grandes nomes da música
brasileira se unem ao artista gráfico Elifas Andreato para celebrar a
obra de Vinicius de Moraes.
O Haver – Pinturas e Músicas para
Vinicius de Moraes foi idealizada pelo artista plástico Elifas Andreato,
para homenagear o poeta Vinicius de Moraes. A iniciativa une artes
plásticas e música. Por meio deste projeto, 14 músicos convidados
criaram individualmente canções inéditas – instrumentais ou letradas –
inspiradas no poema O Haver, de Vinicius. Depois, junto com Elifas, cada
um desenvolveu uma pintura em homenagem ao poeta. O resultado se
materializou em DVD, catálogo e exposição, além de um site que detalha
todo o processo de produção (www.ohaver.com.br). Entre os músicos
convidados estão: Chico Buarque, Paulinho da Viola, Toquinho, Martinho
da Vila, Zeca Baleiro, Carlinhos Vergueiro, Teresa Cristina, Edvaldo
Santana, Badi Assadi, Celso Viafora, Antonio Nóbrega, Chico Cesar,
Gabriel O Pensador, e Renato Teixeira.
A relação de Elifas Andreato
com Vinicius se iniciou em 1975, quando o artista gráfico foi convidado a
criar a arte da capa do disco Vinicius e Toquinho. Eles se tornaram
amigos. Mas não foi a amizade que tornou a realização da exposição
imprescindível para Elifas. O artista credita a Vinicius o privilégio de
haver tido dois filhos: “Em 1975, eu já era casado, mas não queria ter
filhos. Para realizar a capa do disco, ouvi a música O Filho que Eu
Quero Ter. Fiquei estupefato com a canção. Na primeira audição, já
emocionado, descobri o quão importante seria ter filhos. Não tive como
não agradecer pessoalmente a Vinicius por essa descoberta”. Pouco mais
de um ano depois nasceria Bento e, em 1978, Laura. “Esse projeto é uma
questão de honra para mim. Mesmo que tardio, ele serve para saldar ao
menos uma parte da impagável dívida que tenho com Vinicius”.
A
exposição inclui um programa com ações educativas que valorizam a
relação das obras expostas com o visitante – escolar ou espontâneo –,
por intermédio de atividades e produtos que exploram a vida e obra de
Vinicius de Moraes e sua relação com os artistas da MPB em exposição. As
visitas serão complementadas por atividades lúdicas, cujo objetivo é
fazer uma integração entre as reflexões feitas durante a visitação e o
fazer artístico. Estas serão similares às oficinas realizadas pelo
artista e curador da mostra, Elifas Andreato, junto aos artistas da MPB
em exposição, sendo oferecidos aos visitantes materiais similares aos
oferecidos aos artistas (lápis aquarela e perfis de Vinicius de Moraes
elaborado por Elifas Andreato) para produção de uma obra. O espaço de
criação das oficinas estará sempre disponível para que o público
espontâneo também possa experimentar as oficinas com ajuda de um
educador da exposição.
SERVIÇO
Exposição “O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius”
Visitação: 29 de maio a 27 de julho de 2014 (terça à sábado, das 10h às 20h e aos domingos das 10h às 19h
Local: Caixa Cultural de Fortaleza (Av. Pessoa Anta, 287 – Praia de Iracema)
Entrada: Gratuita
Brothers of Brazil, com Supla e João Suplicy, faz show em Fortaleza
A dupla esteve se apresentando na
House of Sensations. Supla deu entrevista para o DIVIRTA-CE, e falou
sobre sua formação musical, televisão, política e manifestações da Copa
A banda Brothers of Brazil, projeto dos irmãos Supla e João Suplicy vem
arrancando elogios de toda a crítica com o novo disco “On my way” que
apresenta uma pegada mais roqueira que o debut “Punkanova”. Supla e João
estarão nesta sexta na House of Sensations (H.O.S), na Praia de
Iracema. Com passagens pelos maiores festivais do país como Planeta
Terra, SWU, Festival da Rádio UOL 89FM, um dos shows de maior destaque
no Lollapalooza 2014, além da indicação como “Melhor Banda” no VMB da
MTV, a banda com influências de Beatles, Tom Jobim, Sex Pistols, Baden
Powell e The Clash vem a cada dia se consolidando como uma dos melhores
projetos musicais do Brasil na atualidade.
A banda Leite de Rosas & Os Alfazemas (CE) que se define como
“Brega-Romântica-Pós-Pop-Cafona”, faz o show de abertura. A banda faz
uma pegada mais rock and roll para aquelas músicas que todo mundo já
ouviu alguma vez na vida, incluindo no repertório os maiores clássicos
do brega passando por Reginaldo Rossi, Waldick Soriano, Nelson Ned,
Odair José, Diana, Roberto Carlos e muitos outros mitos da música
popular.
Supla conversou com o DIVIRTA-CE. O filho de Eduardo e Marta Suplicy
falou sobre diversos assuntos com o editor Felipe Muniz Palhano: sua
formação musical, a criação dos Brothers, política, televisão, as
manifestações da Copa e outros temas. Confira a entrevista:
DIVIRTA-CE- Você vive uma fase de sucesso fazendo dupla com seu
irmão, João Suplicy. Como surgiu o Brothers of Brazil? Foi no programa
da RedeTV?
SUPLA – Surgiu antes do programa. Eu tive a ideia.
Muita gente não sabe, mas antes do João (Suplicy, seu irmão) ter virado
um grande estudioso da música popular brasileira ele era roqueiro. Eu
catequizava, colocava ele para escutar Sex Pistols e outras coisas.
Apesar de nascer no Brasil e ter morado nos Estados Unidos de um ano de
idade até oito anos, meus pais escutavam muita música brasileira, por
causa da saudade. Minha formação era música folk americana com música
brasileira, tipo Chico Buarque, Caetano Veloso. Isso foi marcado na
minha cabeça, então, seis anos atrás, na mesma época que a RedeTV! me
convidou para fazer um programa para a molecada, eu tinha esse projeto
com meu irmão. Então decidi chamar o João para o programa, e começamos
assim a dupla Brothers of Brazil.
DIVIRTA-CE -Sente falta de fazer televisão? Participaria de algum
novo reality-show de confinamento, como a “Casa dos Artistas”? Qual o
grande aprendizado que você tirou daquele programa que foi histórico
para a TV brasileira?
SUPLA – Eu adorei fazer o “Brothers”,
agradeço muito a oportunidade da RedeTV! de fazer esse programa que
durou dois anos e oito meses. Só não gostava das meninas dançando sem
música. Quer colocar gostosas? Lança uma “mulher-aranha”, algo
caracterizado, que era minha treta com o diretor. Já me chamaram vinte
vezes para fazer essas m... de reality, eu não faço. Fiz o “Papito in
Love” porque eu vendi pra MTV esse projeto. Eu amo televisão. Eu assisto
televisão com controle remoto porque é uma bosta. É uma bosta, mas a
gente ama. A TV nos deixa débil mental. Você não lê um livro, só fica
olhando aquela imagem. A mesma coisa é a internet, outra m... O que
falam de besteira na internet! Colocaram que meu pai disse que era
bonito cuspir na bandeira. E isso teve três mil “likes” no Facebook,
como se isso fosse verdade. Tem muita mentira, por outro lado, tem
coisas fantásticas na internet.
DIVIRTA-CE -Misturando diversos ritmos, a dupla Brothers consegue
agradar a um público grande, inclusive fazendo hits, tocando nos
maiores festivais do Brasil e sendo indicada a prêmio de melhor banda.
Quais as maiores dificuldades em trabalhar com o irmão? Tem muita briga?
A que você deve esse ótimo reconhecimento do público e da crítica ao
seu trabalho atualmente?
SUPLA – Tem muita briga. O sucesso do
Brothers é da nossa batalha. Não adianta fazer música boa se você não
vai a luta. Muito talento, mas muita correria, não tem para empresário,
já trabalhei com vários empresários, e eles são um bando de bunda mole.
Nós iríamos fazer vários shows fora do Brasil, para convidar os países
da Copa do Mundo. Iria ser shows em Londres, Paris. Eu mandei uma
proposta de patrocínio com três críticas de jornais de outras países,
com nada a ver com meus pais. O cara do edital disse que iríamos
conseguir o patrocínio, mas resolvemos não ir por sermos filhos de
pessoas do Governo. As pessoas pensam que ser filho da Marta e Eduardo
Suplicy facilita alguma coisa. Estamos há seis anos na estrada,
batalhando nosso terceiro disco.
DIVIRTA-CE -A Brothers of Brazil já tocou em diversos países?
Pode ser considerada uma “banda exportação”? Quais os shows mais
inesquecíveis e as situações mais inusitadas que você tenha passado
nessa nova fase? Quais os lugares que ainda gostariam de se apresentar?
SUPLA –
Essa banda, a Brothers, é para tocar em qualquer lugar do mundo. Acho
que o primeiro show que fizemos com Flogging Molly, e em Las Vegas
também, foram inesquecíveis. Vários shows da costa americana foram
excelentes também. Também tivemos vários shows em Londres fantásticos!
DIVIRTA-CE-Você é um artista brasileiro desde os anos 70, um dos
pioneiros do punk-rock brazuca, chegou a ser comparado com Billy Idol no
início de carreira. Como você observa a música brasileira na
atualidade, com o fim do império das gravadoras e a expansão de
independentes através da internet? Piorou ou melhorou?
SUPLA-
Acho que surgiram coisas bem decentes. Tem os Raimundos, que conseguiram
voltar com força, Vivendo do Ócio, que eu gosto, tem o pessoal do
Selvagens, que é do Nordeste e foi para São Paulo. Meu conselho para
essa molecada é pegar todas as influências de músicas que você gosta e
misturar no “caldeirão”. Não é querer copiar.
DIVIRTA-CE- Há muito tempo você não faz shows no Ceará. Quais as
surpresas que vocês reservarão para o show em Fortaleza? Vai tocar
“Garota de Berlim”?
SUPLA - Já peguei onda no Ceará, e todas as
vezes que fui por aí, me lembro de ter sido tratado muito bem. No show
vamos tocar “Garota de Berlim”, “Japa Girl”... Não posso tocar muita
coisa do meu trabalho solo, pois não tem nada a ver. Temos músicas
ótimas para mostrar do Brothers.
DIVIRTA-CE -Em ano político e de Copa, fica difícil não perguntar a
você, filho de Marta e Eduardo Suplicy, como você está encarando as
manifestações contrárias ao campeonato mundial de futebol no Brasil?
SUPLA -Eu
acho ótimo as manifestações, mas não gosto de violência. Vi uma foto na
Bahia com o exército nas ruas. Isso me deu uma depressão! Sim, porque,
ditadura nunca mais!
DIVIRTA-CE -Com um pai senador exemplar no quesito honestidade, nunca
sonhou em ver Eduardo Suplicy presidente? Já pensou em entrar na
carreira política como seus pais e muitos outros artistas?
SUPLA -
Eu acho que eu seria um ótimo político. Eu acho que meu pai seria um
ótimo presidente, mas ele foi posto de lado no partido, e todo mundo
sabe disso. Já fiz música contra os partidos, sobre o próprio PT, o
mensalão, o “trensalão” do PSDB.
DIVIRTA-CE – Mas na questão do mensalão, você acha que o Lula não sabia de nada?
SUPLA – Claro que sabia. Mas ele tinha que ser blindado, afinal, ele é a principal imagem do partido.
DIVIRTA-CE -Vai apoiar o PT nas próximas eleições? O que acha do Governo Dilma?
SUPLA –
Nunca fui do PT, sempre fiz campanha para o meu pai e a minha mãe.
Qualquer presidente que estivesse no lugar da Dilma estaria tomando
porrada da mesma forma. Muita gente critica, mas tem que apresentar
soluções. A proposta do senador, meu pai, o plano de renda mínima, é uma
das soluções.
VI Festival de Camarão da Costa Negra prepara disputa de chefs
A
VI edição do Festival Internacional de Camarão da Costa Negra já tem
data marcada para o seu pré-lançamento. Para celebrar o momento, a
Associação dos Carcinicultores da Costa Negra (ACCN) e o Restaurante
Arte Nova realizou um jantar para convidados no dia 9 de junho. Neste
ano, o evento, que conta com a presença de chefs consagrados no cenário
nacional e internacional, traz um diferencial. O tradicional concurso
será entre os chefes campeões das cinco edições anteriores. O festival
sempre é uma oportunidade para a descoberta de talentos da gastronomia
cearense.
Participarão da disputa em 2014 os chefs: José Faustino,
campeão de 2009; Eduardo Sissi, de 2010; Lilliane Perreira, de 2011;
Luciano Ferreira, de 2012; e Cícero Disney, vencedor de 2013.
Um
grupo de grandes chefs se unem para compor uma festa recheada de
surpresas, novas receitas, alta gastronomia e regionalismo. Com tudo
isso, o VI Festival Internacional do Camarão promete ser um sucesso.
Há
cinco anos, o Festival atrai milhares de turistas para a região de
Acaraú e divulga o camarão de cativeiro como opção gastronômica. O
evento, no entanto, vai além e prioriza, também, o reconhecimento dos
chefs que trabalham com a alta gastronomia no Ceará.