BASTIDORES - CELEBRIDADES


Susana Vieira grava participação na coprodução ‘Laços de Sangue’



A atriz Susana Vieira desembarcou no último dia 27 em Lisboa, Portugal, para gravar uma participação na novela ‘Laços de Sangue’- exibida pela rede portuguesa de televisão SIC e coproduzida com a TV Globo.

Na trama, que estreou no último dia 13, a atriz brasileira revive a personagem Lara Romero, da minissérie ‘Cinquentinha’.

Suzana participará de 10 capítulos e contracenará com o ator português Hugo Sequeira, que interpreta um corretor de imóveis chamado Bernardo.



No país, Susana Vieira participou das gravações do programa ‘Alta Definição’, da SIC, e concedeu entrevista para o ‘Cá Estamos’- produção da TV Globo Portugal.

A atriz recebeu, ainda, os jornalistas portugueses em coletiva de imprensa para falar da sua participação em ‘Laços de Sangue’.

Durante a curta estadia em Portugal, Susana também aproveitou o tempo livre para visitar, neste último final de semana, as cidades de Toamr, Óbidos e o Porto.





BELEZA

Neste verão proteja seu cabelo com a linha Sun Sublime KEUNE

O verão está chegando e muitos não dispensam praia, piscina e um bom bronzeado. Entretanto, é preciso haver uma atenção especial nessa época, devido aos agentes nocivos. A exposição excessiva ao sol, sem a proteção adequada, causa o envelhecimento precoce, não só da pele, mas também dos cabelos.

A dermatologista Dra. Fabiane Mulinari Brenner, revela que o cabelo exposto ao sol pode sofrer muitas agressões. “O principal fator que deixa os fios ressecados é a emersão na água do mar ou piscina e a exposição ao sol repetidamente. Isso pode retirar os pigmentos do cabelo, deixando-o desbotado”, explica.

A água do mar tem uma quantidade excessiva de sal, por isso prejudica a saúde dos fios. “Ao molhar o cabelo quebramos as pontes de hidrogênio, deixando os fios frágeis e sensíveis a qualquer agressão. A água salgada penetra diretamente na cutícula dos fios, deixando-os seco e sem brilho, por isso sempre indico aos meus pacientes o uso de protetor solar e silicone antes de entrar no mar ou piscina. Pessoas que já passaram por processos químicos como coloração, descoloração ou ainda mudança de forma, devem redobrar os cuidados, pois os cabelos estão mais fragilizados”, comenta a dermatologista.

Os raios UV degradam a tirosina e a fenilalamina, aminoácidos que dão resistência à queratina, proteína dos cabelos. Eles agridem as cutículas dos fios e prejudicam a retenção de água, tornando os cabelos ressecados, sem brilho e com pontas duplas.

Foi pensando em todos estes fatores que a Keune Haircosmetics desenvolveu a linha Sun Sublime, formada por quatro produtos enriquecidos com minerais essenciais, filtros UV e proteínas que protegem e recuperam os fios. A combinação de substâncias ativas de proteção UV e os antioxidantes protegem a estrutura capilar contra influências ambientais e neutralizam a ação de radicais livres que causam danos ao fio do cabelo.

O uso correto da linha completa garante fios até 80% mais saudáveis. “Vivemos em uma região tropical e por isso sofremos mais, pois ficamos mais tempo expostos ao sol. Esta linha cheia de tecnologia garante cabelos mais bonitos e macios nesta estação”, conta Sionara Bandeira, consultora técnica de KEUNE Brasil.

Para o perfeito cuidado dos fios, confira o que cada produto da Sun Sublime faz por você no verão:

O primeiro a ser usado deve ser o Sun Sublime Oil, um óleo protetor com FPS 8, para cabelo e pele expostos ao sol. O produto evita o ressecamento e protege dos danos causados pela ação dos raios UV. Em seguida, o Sun Sublime Shampoo que remove resíduos de protetores, óleos, cloro e água do mar, tanto do cabelo quanto da pele, deixando-os macios e hidratados.

Para dar sequência ao tratamento, deve-se utilizar o Sun Sublime Conditioner, que possui uma exclusiva combinação de Manteiga de Karité e polímeros, que ajudam a controlar o frizz e facilitar o penteado, e filtro solar, que protege os fios dos raios UV. Ele condiciona intensivamente e nutre suavemente o cabelo seco, poroso e danificado pelo sol.
Para finalizar, o Sun Sublime Serum, é um soro altamente concentrado que tem como principal agente a Vitamina E, um poderoso antioxidante que protege os fios dos radicais livres. O produto protege os fios dos raios UV, fecha as camadas da cutícula, dá brilho e controla a umidade natural.

Preços:
Sun Sublime Oil – 125 ml – R$ 92,00

Sun Sublime Shampoo – 250 ml – R$ 49,00

Sun Sublime Conditioner – 200 ml – R$ 67,00

Sun Sublime Serum – 25 ml – R$ 149,00.

Keune Haircosmetics – empresa holandesa atuante há mais de 80 anos no mercado de cosméticos para cabelos. Especializada em produtos específicos para o profissional cabeleireiro, a empresa tem por filosofia a inovação constante de suas linhas, visando suprir o mercado com produtos de alta qualidade, design exclusivo e sofisticado. A satisfação da empresa encontra-se em atender desejos e proporcionar aos consumidores uma experiência diferenciada no uso de soluções para os cabelos. A Keune também fornece aos seus clientes todo o suporte técnico e estrutura para oferecer com exclusividade o melhor serviço do mercado. Tel: (41) 33429780 www.keune.com.br

CENA GLS

Clique nas fotos e confira a programação das boates















BARES, CAFÉS, SANDUÍCHES

Quizz do Louvre: mais uma opção de entretenimento e cultura para a noite de Fortaleza

O jogo de perguntas e respostas acontece todas as quintas-feiras no Louvre Lounge & Gourmet e é sucesso de público

Nas noites de quinta-feira, a partir das 21h, O Louvre Lounge & Gourmet convida seus clientes a testar seus conhecimentos em um jogo que já é a sensação de um dos restaurantes mais bacanas de Fortaleza.

A idéia é chamar os amigos, formar uma equipe e participar do desafio.

São 5 rodadas de 10 perguntas sobre diversos temas (história, atualidades, variedades, cinema, entretenimento, etc...) onde, no final, a equipe vencedora ganha prêmios especiais da casa

Neste dia, o restaurante tem opções especiais em seu cardápio:
Combos de cerveja com preço diferenciado e
Petiscos especiais preparados pela chef, Bia Leitão

Uma idéia legal e uma ótima oportunidade de manter contato com pessoas inteligentes e interessantes.

Local:
Louvre Lounge & Gourmet
Rua Sabino Pires, 05 - Aldeota
(esquina com Desembargador Leite Albuquerque)
(85) 3224.3348 / 9998.5343

CIÊNCIA - COMPORTAMENTO - ESOTERISMO

Boa aparência pode ser um fator importante na carreira profissional, revelam especialistas

Pesquisa feita pelas Universidades do Texas e Michigan revelou que pessoas preocupadas com a saúde e com a imagem ganhavam salários cerca de 10% a 15% maiores que as pessoas descuidadas

A primeira impressão é que fica. Quem já não ouviu ao menos uma vez essa frase no trabalho? No mundo corporativo, ter uma aparência ‘saudável e natural’ pode demonstrar confiança, responsabilidade e capacidade de administrar bem as atividades do dia a dia, sem interferir na saúde. É o que afirma a vice-presidente executiva da Catho Consultoria em RH, a headhunter Silvana Case. Para ela, a boa aparência é um ponto favorável nos processos seletivos. “Uma boa imagem mostra o quanto uma pessoa se preocupa com si mesma e, provavelmente, com as atividades profissionais. A aparência bem cuidada transmite o que fazemos. Se pudermos caprichar, porque não fazê-lo?”

Pesquisa anual realizada pela Catho Online mostrou que executivos preocupados com a saúde, bem-estar e cuidados pessoais, além de não fumantes, são preferidos pelos empregadores.

Nos Estados Unidos, a preocupação com a aparência também é levada em consideração. Levantamento feito pelas Universidades de Harvard e Wesleyan revelou que candidatos considerados bonitos e bem cuidados, tiveram melhores propostas salariais pelos entrevistadores.

A boa imagem, atrelada à competência e o tempo de experiência profissional, pode garantir posições de destaque, chances de promoção e oportunidade de recolocação no mercado. No entanto, a headhunter garante que a aparência não é a única determinante nos processos.

“A imagem que o candidato traz não substitui a competência, pelo contrário, poderá até mesmo atrapalhar se a pessoa se utilizar de sua aparência para conquistar a posição. A aparência compõe o profissional, mas por si só, não é fator decisivo”, afirma Silvana.



Homens vaidosos

Pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) mostram que, no Brasil, foram realizadas 1,05 milhão de cirurgias plásticas em 2009. No mesmo período, os procedimentos não cirúrgicos somaram 1,42 milhão. O Brasil é o terceiro país em número de cirurgias plásticas realizadas no mundo, atrás somente dos Estados Unidos (1,3 milhões) e China (1,2 milhões).

Dados internacionais mostram um aumento de 8% no número de homens que procuram por tratamentos de beleza, em relação a 2009.

Para a diretora da J&C Consultores, a headhunter Joyce Cerginer, que trabalha há 20 anos identificando talentos, o público masculino vêm se preocupando mais com a aparência do que alguns anos atrás. “Um dos motivos é a competitividade do mercado de trabalho, que exige uma boa apresentação pessoal. Houve uma queda em relação aos preconceitos que os homens tinham contra a beleza”, comenta a profissional.

Segundo o cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Rafael Nunes, a aparência não é mais uma opção, é sim, uma necessidade profissional. “Diversos pacientes procuram os tratamentos estéticos com este objetivo. De uma forma geral, jovens empreendedores, profissionais que lidam com público e pacientes com mais de 40 anos optam por um ‘new look’ para enfrentar os desafios na carreira”, assinala o especialista.

Para ele, a manutenção de uma aparência mais jovem e saudável por parte dos homens é reflexo deste aumento. “A aposta dos pacientes do sexo masculino é, na verdade, uma aposta também no seu sucesso profissional. Afinal de contas sucesso e boa aparência cada vez andam mais próximos”, finaliza.

CINEMA

Fantasia e aventura na telona

Filme brasileiro: 'Eu e Meu Guarda-Chuva' encanta com história de fantasma

Há um fantasma que ronda as crianças no começo de todo ano letivo: a volta às aulas. Em Eu e Meu Guarda-Chuva, de Toni Vanzolini, esse medo se materializa na figura de um barão que assombra o prédio da nova escola.
O roteiro é baseado no livro infanto-juvenil escrito pelo titã Branco Mello, o ator Hugo Possolo e o músico e escritor Ciro Pessoa. Por seu universo de fantasia e aventura, muito se comparou Eu e Meu Guarda-Chuva à série Harry Potter. Mas a produção brasileira, que estreia em circuito nacional, sustenta-se sozinha, sem precisar de paralelos ou comparações - especialmente por conta do ritmo que o diretor imprimiu ao filme.
Em sua essência, o longa é uma aventura e os personagens quase nunca estão parados - mas isso não quer dizer uma correria infinita ou sem sentido. Desde o princípio, a história ganha ares de fantasia - seria realidade? Um sonho? Pouco importa, pois Vanzolini consegue fazer com que embarquemos nesse universo onde barões saem de dentro de pinturas e assombram crianças, guarda-chuvas são armas e o amor precoce é só o primeiro passo para a vida adulta.
No centro da história está Eugenio (Lucas Cotrin), que vive com a mãe e sente saudades do avô que lhe deixou como herança um guarda-chuva. Seu amor secreto é sua amiga de escola Frida (Rafaela Victor), seu melhor amigo é o atrapalhado Cebola (Victor Froiman). Na noite anterior da volta às aulas, o trio resolve conhecer a nova escola, quando descobrem que o Barão von Staffen (Daniel Dantas, de Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos) fugiu do quadro do saguão e mantém crianças em cativeiro.



Frida acaba sendo raptada e cabe a Eugenio, com a ajuda de seu guarda-chuva e de Cebola, salvar a menina e as outras crianças, que são submetidas a duros testes de conhecimentos. A aventura ganha ares surrealistas e viaja por alguns cantos do mundo.
Nessa jornada, a dupla cruza com personagens estranhos no Brasil e em Praga. O ex-titã Arnaldo Antunes tem uma participação engraçada, como um sujeito metódico que cuida do setor de achados e perdidos. Sob os cuidados dele, tudo o que se perde pode ser encontrado - embora possa levar algum tempo. Já Paola Oliveira (Budapeste) é uma comissária de bordo, num dos momentos mais surreais do filme.
Experiente diretor de arte (Eu Tu Eles, O Homem do Ano), Vanzolini estreia na direção de cinema com segurança num gênero negligenciado pelo cinema brasileiro: o filme infantil e infanto-juvenil, que tem se limitado às produções protagonizadas por Xuxa e afins.
Eu e Meu Guarda Chuva combina ação e aventura com personagens bem construídos e interpretados por um elenco estreante de talento, sob uma direção segura, capaz de manter o ritmo e o interesse pela narrativa. A combinação de um tom um pouco sombrio, com piadas tipicamente juvenis, têm tudo para agradar ao público-alvo sem entediar os adultos, especialmente porque Eu e Meu Guarda Chuva não agride a inteligência de ninguém - muito pelo contrário.







O voo das corujas

'A Lenda dos Guardiões' é opção para a garotada

Conhecido por suas adaptações de histórias em quadrinhos, 300 e Watchmen, o cineasta norte-americano Zack Snyder estreia na animação com A Lenda dos Guardiões, filme voltado para o público infantil com as mesmas marcas do diretor: violência e ação em excesso e um roteiro limitado.
O filme estreou sexta, com cópias em 3D, e está em cartaz no Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi, Via Sul, e outras salas de cinema do Ceará. Baseado na série infanto-juvenil criada pela escritora Kathryn Lasky, o desenho é protagonizado por corujas que pensam e agem como seres humanos.
A narrativa é centrada no pequeno Soren (na versão original, dublado por Jim Sturgess, de Across the Universe). Trata-se de uma jovem coruja que dá seus primeiros voos após passar toda a infância ouvindo do pai a lenda dos Guardiões de Ga'Hoole, um esquadrão de corujas cuja existência tomou proporções míticas - ninguém sabe se eles existem mesmo. Seu irmão mais velho, Kludd (Ryan Kwanten, da série True Blood), não acredita nessas histórias e critica Soren por ser sonhador.
Quando a dupla começa a aprender a voar, os dois acabam capturados. Vão parar numa espécie de colônia, onde os puros da espécie se tornam a elite, enquanto os demais trabalham no subterrâneo, extraindo um material precioso que fica preso nos restos que as corujas regurgitam.
Há um tom sério - talvez excessivamente - nessa parte da trama. Ficam claros os paralelos entre o totalitarismo das corujas puras e regimes como o nazista. A Rainha Coruja (voz de Helen Mirren, de A Rainha) ajuda o marido - que foi desfigurado num embate com os Guardiões e por isso usa uma máscara de ferro - a governar e oprimir os mais fracos. Kludd se acovarda e toma o lado dos governantes para se proteger, pois ele e seu irmão são puros e podem pertencer à elite. Soren, porém, não aceita essa posição e é mandado para as minas, onde trabalham os considerados impuros.



Ao lado de uma coruja-anã, Soren consegue escapar e segue em busca dos Guardiões, pois apenas eles podem acabar com o reinado do medo e da tirania. Ao longo de sua jornada, a dupla de corujas encontra os personagens clichês que existem em todos os filmes infantis: o alívio cômico, o pequeno corajoso.
Se por um lado o visual do filme é impressionante, com detalhes das plumagens e paisagens, por outro, o roteiro altamente previsível prejudica a empolgação que A Lenda dos Guardiões poderia produzir. Em pouco mais de dez minutos já é possível prever o final que custa a chegar. O diretor Snyder não deixa de lado seus tiques visuais - como câmera lenta nos momentos de ataque e violência excessiva - mesmo tratando-se de um filme para crianças.
A solenidade com que trata assuntos como lealdade, honra, amadurecimento e coragem transformam A Lenda dos Guardiões num filme bonito, mas arrastado, batendo sempre nas mesmas teclas, com pouca criatividade.







'Comer, Rezar, Amar' aposta no carisma de Julia Roberts

Há um grande contraste em Comer, Rezar, Amar: em alguns momentos, a protagonista Liz Gilbert arrisca muito em suas opções pessoais; sua intérprete, Julia Roberts, ao contrário, não arrisca nada neste papel em que ela não tem muito esforço a fazer. Dirigido por Ryan Murphy (das séries Nip/Tuck e Glee), o filme estreeou em Fortaleza.
Inspirado na trama supostamente autobiográfica de Elizabeth Gilbert, o filme trata das aventuras da escritora de sucesso de livros de viagem quando deixa o marido, Stephen (Billy Crudup, de Watchmen - O Filme).

Depois de oito anos, envolve-se com um ator mais jovem e dado ao misticismo hindu (James Franco, de Homem-Aranha) e arremata a virada por uma longa viagem de um ano, entre Itália, Índia e Bali.

Na verdade, a viagem representou muito menos uma aventura do que parece, já que, na vida real, a autora financiou-a com um adiantamento pelo futuro livro - e que tirou a sorte grande ao se tornar um bestseller lançado em cerca de 30 países, inclusive no Brasil.

Julia pode ter-se identificado com a personagem, enxergando o alto potencial da história para se tornar um veículo para sua volta a um papel feminino de alto impacto.

Depois de um tempo cuidando dos três filhos pequenos, Julia já tinha voltado ao cinema como uma espiã em Duplicidade (2009). A verdade é que, para ela, interpretar Liz Gilbert não representa nenhum desafio.

No papel da divorciada em crise de identidade, a atriz apenas precisa de seu arsenal de rotina para obter uma esperada boa bilheteria. Que até agora não foi assim tão impressionante.



Nos Estados Unidos, até o último fim de semana de setembro (24 a 26 de setembro), o filme tinha acumulado cerca de 79 milhões de dólares, recuperando com alguma folga o orçamento estimado em 60 milhões de dólares.

A falta de elementos realmente novos está em todos os detalhes da história. Embora não seja assim tão comum uma mulher bem-sucedida jogar para o alto um casamento estável, como faz Liz com o apaixonado Stephen, nem por isso sua personagem chega a ser uma heroína feminista.

Com roteiro assinado pelo diretor Ryan Murphy e por Jennifer Salt, a ação decola quando Liz desembarca na Itália.

ITÁLIA

Essas viagens da protagonista preenchem a função de encher os olhos do espectador - não faltam belas paisagens, com direito a todos os cartões postais que uma Roma ensolarada pode oferecer.

Nem tudo a respeito dos romanos é real, muito menos positivo. Liz aluga um quarto numa velha casa na capital italiana que nem água quente tem: para um banho morno, ela precisa esquentar a água numa chaleira no fogão, em plenos anos 2000.

A imprensa italiana chiou bastante, alegando que isso poderia ter ocorrido, no máximo, durante a Segunda Guerra Mundial, há mais de 60 anos.

Os clichês de praxe sobre a Itália estão todos lá: homens conquistadores e bons vivants, todo mundo envolvido no dolce far niente, ou seja, na boa e velha vagabundagem. E o que mais se faz é comer... Haja espaguete!

ÍNDIA

A passagem pelo país é a parte mais chata. Fica difícil acreditar no engajamento de Liz no misticismo hindu, morando numa espécie de mosteiro.

Lá, Liz limpa o chão, acorda de madrugada para meditar e leva broncas de outro americano amargurado, Richard (Richard Jenkins, de Queime Depois de Ler) - o que parece mais uma temporada no inferno do que uma jornada em busca da paz interior.

BALI

Finalmente, chega o capítulo do amor, na paradisíaca Bali, que Liz já visitou antes, conhecendo o seu velho guru, Ketut (Hadi Subiyanto).

Nesta segunda viagem, a coisa começa mal, com Liz sendo atropelada quando andava de bicicleta, por um distraído brasileiro, Felipe (Javier Bardem, de Vicky Cristina Barcelona). Um acidente que se transforma, mais tarde, em namoro firme entre dois divorciados.

Para nós brasileiros, causam estranheza o sotaque sofrível do ótimo ator Bardem quando arranha algum português e a afirmação, feita por Liz a partir de conversas com o namorado, de que por aqui é normal e corriqueiro que os pais beijem os filhos na boca.

Enfim, o forte de Comer, Rezar, Amar não é mesmo um retrato fiel dos países que visita.

BRASIL

A melhor coisa sobre o Brasil é incorporar à trilha música e músicos de alta qualidade, fazendo uma ponte com a Bossa Nova.

Estão lá Samba da Benção, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, na voz de Bebel Gilberto, e Wave, de Tom Jobim, cantada por João Gilberto. O cantor baiano, aliás, é ouvido também interpretando 'S Wonderful, de George & Ira Gershwin, com arranjo de Gilberto.

Ao final da projeção - um tanto longa, já que o filme se prolonga por 140 minutos - fica a sensação de que faltou muita coisa. A ação fica excessivamente centrada na protagonista e sua interminável crise de identidade, que dura tempo demais.

Os clichês sobre as pessoas e povos que ela encontra terminam por comprometer a credibilidade toda da história, por mais que se permita piadas e licenças poéticas.

No final, Liz parece apenas percorrer as etapas previamente demarcadas de um roteiro de autoajuda, superficial como todos. Sorte da escritora Elizabeth Gilbert, que deve estar rindo à toa com o sucesso mundial do livro e agora do filme.







'Os Vampiros Que Se Mordam' faz sátira de 'Crepúsculo'

Os vampiros que se cuidem! Atualmente, são as criaturas mais superexpostas da mídia, com filmes, séries de televisão, enxurrada de livros (novos e antigos) e afins. A comédia Os Vampiros Que Se Mordam chega para aumentar a lista - sem trazer nada de novo, engraçado ou que justifique sua existência.

Estreando em circuito nacional, o filme é uma sátira da série Crepúsculo, escrita e dirigida por Jason Friedberg e Aaron Seltzer, que já tentaram satirizar comédias românticas, com Uma Comédia Nada Romântica, épicos (Espartalhões), e filmes de desastre (Super-Heróis - A Liga da Injustiça), sem sucesso. Ignorando que a ideia das criaturas vampirescas é mais antiga do que Crepúsculo, Os Vampiros Que Se Mordam concentra-se no primeiro e segundo filmes da série, refazendo muitas das cenas e da trama de forma exagerada. A jovem Becca (Jenn Proske) muda-se para uma pequena cidade para morar com o pai, um xerife local (Diedrich Bader). Na escola tem poucos amigos, mas acaba conhecendo e se apaixonando pelo pálido e estranho Edward Sullen (Matt Lanter, de Super-Heróis - A Liga da Injustiça).

A propensão que Bella, personagem do filme original, tem para se martirizar é potencializada aqui - e algo que, por natureza, seria engraçado, não consegue gerar qualquer fagulha de humor em Os Vampiros Que Se Mordam. A culpa disso é, em boa parte, por conta da falta de tato da dupla Friedberg e Seltzer - para quem espancar um cadeirante por minutos a fio deve parecer engraçado. Para eles, também é divertido quando Becca solta gases na cara de Edward, ou Jacob (Chris Riggi), o menino-lobisomem, urina numa árvore.

Becca, por sua vez, sofre por não conseguir perder a virgindade. Afinal um dos pretendentes prometeu ser celibatário e o outro prefere perseguir gatos. É a vida! Ou melhor, é a vida dos mortos, à qual Becca tem que se acostumar caso queira se casar com Edward.



Com menos de uma hora e meia, Os Vampiros Que Se Mordam parece mais longo e cansativo do que uma maratona da série Crepúsculo. Com um acúmulo de referências pop - Lady Gaga, Lindsay Lohan, Gossip Girl, Buffy, Alice no País das Maravilhas -, o enredo revela-se incapaz de produzir algo realmente engraçado. Por outro lado, a estreante Jenn Proske faz uma imitação quase perfeita da verdadeira Bella, Kristen Stewart - pena que isso aconteça num filme tão pouco inspirado.








"Não dá para 'fingir' em filmagem 3D", conta a atriz Milla Jovovich

Heroína de 'Resident evil: O Recomeço' fala da tecnologia usada no quarto longa da saga. Com mais zumbis, filme estreia nesta semana

A franquia "Resident Evil", baseada em um dos títulos de maior sucesso dos videogames, chega mais realista a seu quarto episódio no cinema. Filmada em 3D com câmeras da mesma tecnologia usada por James Cameron em "Avatar", a quarta parte da história estreia nesta sexta-feira (17) no Brasil.

Segundo a protagonista Milla Jovovich, "vai ser uma experiência bem mais imersiva do que os outros filmes". "[O filme] não será intenso apenas para os espectadores. Para nós, atores, também foi diferente filmá-lo", avisa a atriz

A "diferença" citada por Milla está justamente no fato de o filme ter sido rodado em 3D - quando grande parte dos títulos que chegam aos cinemas alardeando a tecnologia passa apenas por conversão das imagens 2D para 3D, na etapa de finalização. O uso da tecnologia nas filmagems fez com que as cenas de luta, por exemplo, ganhassem atenção especial do elenco. "Não dá para 'fingir' tanto quanto no 2D. A câmera fica mais próxima nas cenas de luta e você acaba apanhando, esbarrando e batendo nos outros sem querer", explica, bem-humorada. "É impossível não cometer erros, sou uma atriz, não uma lutadora!"

A personagem de Milla, a exterminadora de zumbis Alice, volta menos poderosa e sobrenatural e mais próxima da realidade no novo filme. Os superpoderes vistos no terceiro episódio da franquia saem de cena e dão lugar a sequências de ação menos mirabolantes. "Eu não queria que os poderes dela sumissem, mas fui convencida de que tinha de lutar de novo, como uma pessoa normal", diz a atriz, para quem mesmo menos poderosa a personagem sempre será "durona". "Resident evil: recomeço" inicia lembrando o que aconteceu nos outros episódios da série. Ou seja: reconta, em uma violenta sequência ambientada nas ruas de Tóquio, como um vírus escapou dos laboratórios da corporação Umbrella e desencadeou a transmissão de uma doença que transforma seres humanos em mortos-vivos sedentos por sangue.

No longa, Alice tenta encontrar sobreviventes em paisagens futuristas e devastadas pelo contágio zumbi. Termina por voltar a Los Angeles, onde acha outros humanos presos em uma antiga cadeia e planeja o resgate do grupo. Do lado de fora, hordas de infectados tentam invadir o local. Entre os sobreviventes estão os irmãos Claire e Chris Redfield (vividos por Ali Larter, da série “Heroes”, e Wentworth Miller, de “Prison break”), personagens de passado ambíguo e índole duvidosa.

O uso do 3D pelo diretor Paul W. S. Anderson torna o filme mais dinâmico e dá um verniz mais bem acabado à produção. Mergulhos nos cenários da história e estilhaços de vidro, tiros e explosões que "saltam" da tela impressionam, mas não escondem as fragilidades do roteiro, numa trama que tem um vilão caricato e jeitão de videoclipe de música eletrônica.



O quarto episódio da franquia estreia com a missão de manter o bom faturamento da série. A cifra só cresce: saltou de cerca de US$ 100 milhões com o primeiro filme para US$ 147 milhões na terceira versão da trama. Mas o sucesso de bilheteria não salva o filme de críticas dos que conheceram a série através dos videogames. Segundo Milla, há uma parcela de fãs dos jogos que considera inadmissível o fato de Alice existir apenas nos filmes.

"Ela não foi mesmo baseada nos games. É uma personagem criada para a franquia. Quando conheci Paul [que é marido da atriz], no primeiro 'Resident evil', ele explicou que apesar de o jogo ser bem popular, o público que o veria nos cinemas seria muito maior. Gente que conheceria o game pelas telas. E que se tivéssemos de parar para explicar tudo, ficaria cansativo." Para a atriz, devem existir "15 pessoas no mundo que perdem suas vidas" a odiando na internet". "Elas estão sempre escrevendo, perguntando por que não criamos uma nova história e simplesmente partimos de uma já existente. Tem um monte de fãs de 'Resident evil' que ama Alice, ama a franquia, que entende que o filme é diferente do game. Não dá para agradar a todo mundo", finaliza Milla, que volta a trabalhar com Anderson em adaptação de "Os três mosqueteiros" com data de estreia prevista para 2011.

CINEMA CEARÁ

Documentário resgata a história do Reisado Dedé de Luna, do Crato

Tradição e inovação são características do Reisado Dede de Luna no Bairro Muriti no Cidade do Crato. O reisado teve sua primeira formação em 1955, no sítio Cobras constituída por homens que animavam as renovações em sítios do Município, as brincadeiras duravam de um dia para o outro. A segunda formação ocorreu em 1984 já no Bairro Muriti e tendo a frente as filhas do Mestre José Francisco Luna popularmente conhecido como Dedé de Luna.

O grupo inicialmente era denominado de Decolores, após a morte do Mestre em 2002, a filhas prestaram uma homenagem mudando o nome do Reisado para Dedé de Luna. Atualmente constituído por 30 brincantes a maioria mulheres, o reisado se destaca pela inovação das roupas que recebem detalhes minuciosos de lantejoulas, espelhos e tecidos brilhosos. O traje se diferencia dos demais reisados da Região do Cariri.

Atualmente coordenado pela filhas, mestra Mazé e mestra Penha, o trabalho vem se renovando e crescendo, além do reisado, o grupo mantém ainda teatro de rua, coco, lapinha e reisado infantil.

A história do grupo será resgatará através de documentário que contará a trajetória desse reisado que vem se mantendo vivo há várias décadas. O documentário será o terceiro desenvolvido pelo Projeto “No Terreiro dos Brincantes” que é realizado pelo Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA e o Coletivo Camaradas.

O primeiro documentário foi sobre as “Mulheres do Coco da Batateira” e o segundo sobre a “Mestra Zulene Galdino”. Para a Mestra Mazé esse documentário é importante para o grupo, pois fica na memória das pessoas. Ela destaca que resgatará uma história que vem de uma tradição e que servirá como fonte de pesquisa para estudiosos do assunto. A acadêmica de História da URCA e monitoria do Projeto “No Terreiro dos Brincantes”, Ana Cristina de Sales enfatiza que esse trabalho é uma forma de se aproximar e conhecer a realidade dos grupos da cultura popular. Ela destaca que os documentários são importantes recursos pedagógicos para serem utilizado em sala de aula.







FORTALEZA ALTERNATIVA

Quarta com Rock exibe produção audiovisual e musical do ABC Cultural - Maracanaú

No mês de outubro a Livraria Saraiva do Iguatemi, recebe o Ponto de Cultura ABC Cultural – Maracanaú e os músicos Allysson dos Anjos e a banda Alegoria da Caverna.

A programação é baseada na produção do Ponto de Cultura ABC Cultural – Maracanaú. Na ocasião serão exibidos dois documentários produzidos pelos alunos do Rock.Doc daquele município. Os documentários são o resultado da ação educacional capitaneada pela Associação Cultural Cearense do Rock (ACR) no âmbito do audiovisual local.

No quesito musical, ambos os grupos/artistas que se apresentam são responsáveis pela formação musical dos alunos no projeto ABC Cultural - Maracanaú. Os músicos de ambos os grupos dedicam-se a formação e fortalecimento do conhecimento musical dos jovens naquele município.
O projeto tem parceria da Secretaria da Cultura do Estado, Governo Federal através do Ministério da Cultura, bem como da Prefeitura Municipal de Maracanaú e Incartaz Filmes & Eventos. O projeto Quarta com Rock é uma realização da 'Agencia Maestros' em parceira com a Saraiva Mega Store.

Dia 20 de outubro (a partir das 19 horas)

Exibição do Documentário: Rock City: A cena roqueira da Maracanaú

A idéia do documentário é mostrar os diferentes momentos com a história de cada personagem, que tanto os que influenciaram como os atuais protagonistas. Trata-se da reconstrução da memória do rock em Maracanaú, como também uma contribuição aos pesquisadores musicais sobre a importância do movimento musical para as gerações atuais.

Apresentação Musical: Allysson dos Anjos
www.myspace.com/allyssondosanjos



Dia 27 de outubro (a partir das 19 horas)

Exibição do Documentário: Arte in Foco

O documentário Arte in Foco, tem como tema arte em Maracanaú abordando algumas formas de expressões que foram e são apresentadas por cidadãos que amam o que fazem. Teatro e Dança são destaques no município e no documentário; a escolha do tema veio da interação das pessoas que estão produzindo o filme junto dos protagonistas de tais manifestações culturais, que estão muito bem representados por grupos locais e com vários anos de experiência, então há o acompanhamento dos trabalhos por meio de depoimentos que relatam o inicio, as dificuldades e as motivações até a situação atual dos grupos.

Apresentação Musical: Alegoria da Caverna
www.myspace.com/alegoriadacaverna




TV DIVIRTA-CE

Videoclipes produzidos pelos alunos do Rock.Doc


Videoclipe Obskure



Videoclipe Facada



Videoclipe ANDES



Videoclipe Thrunda



Videoclipe Canino Song



Videoclipe Clamus



Videoclipe My Fair Lady



Videoclipe Nfúria



Documentário- Do Bastidor ao Espectador: O espetáculo do Rock Metal
http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=60147817


Documentário- Mães de Metal
http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&VideoID=60386492


Documentário- Massafeira Livre: Festival de Amostragem







CINECLUBE DO CUCA CHE GUEVARA


Sessões de cinema com filmes de curta e média metragens abertas ao público em geral, sempre seguidas de bate-papo com realizadores convidados. As exibições acontecem às quintas-feiras, às 15h e 19h. Em outubro, a programação é temática: Circuito Tela Verde II. No dia 7, filme sobre reciclagem.








CINE ENDESA

Um cinema que vai aonde o povo está. O projeto Cine Endesa – Cinema Itinerante do Nordeste chega à cidade com a proposta de realizar um circuito alternativo de exibição cinematográfica, levando filmes para as escolas municipais, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o CUCA Che Guevara e as praças públicas. O Cine Endesa vem exibindo, prioritariamente, produções nacionais de longa, média e curta metragens, por meio de uma unidade exibidora itinerante, a RPA Produções, com apoio do Ministério da Cultura (MinC), através da Lei Rouanet. O projeto prevê ainda a distribuição de lanches, com pipoca e refrigerante, e sorteio de brindes a cada exibição. Nesta sexta-feira, dia 8, o filme exibido será “Tainá 2”, às 19h, no CUCA Che Guevara (Av. Presidente Castelo Branco, 6417 – Barra do Ceará). Informações: (85) 3237-4566.




CINEMA DE ARTE

CINEMA NACIONAL


A NOVA TROPA

"Tropa de Elite 2" estreia dia 8 cercado de segredos para evitar pirataria, com orçamento milionário, efeitos especiais de produtores de Hollywood e todos os atores dizendo que a continuação será melhor que o primeiro filme

> Wagner Moura: capitão Nascimento virou coronel

Contagem regressiva para assistir a continuação de um dos maiores sucessos do cinema nacional dos últimos anos: “Tropa de Elite 2” é uma segunda parte luxuosa, diferente do filme de 2007. Para todos terem uma ideia, ma equipe de efeitos visuais vai levar a sequência a um outro nível de ação: vindo diretamente das produções hollywoodianas, o grupo é formado por Bruno Van Zeebroeck (“Transformers” e “O Reino”), William Boggs (“Na Natureza Selvagem”), Rene Diamante (“Avatar”) e o dublê Keith Woulard (“Homem de Ferro”, “Independence Day”).

O novo filme do diretor José Padilha se passa em 2010. Nascimento (Wagner Moura) enfrenta um novo inimigo: as milícias. Ao bater de frente com o sistema que domina o Rio de Janeiro, ele descobre que o problema é muito maior do que imaginava.

José Padilha volta à direção e o orçamento dá uma boa engordada, totalizando R$ 16 milhões. No elenco também estão os atores André Ramiro (“Última Parada 174”), Fernanda Machado (da novela “Caras & Bocas”), Seu Jorge (“Cidade de Deus”), Selton Mello (“Jean Charles”) e o cantor Dudu Nobre, fazendo sua estréia no cinema como um dos soldados novatos do BOPE.

Maior promessa do cinema nacional para 2010, o filme Tropa de Elite 2 foi, na semana passada, classificado como impróprio para menores de 16 anos. Isso afastará uma considerável parcela do público-alvo das 600 salas em que o filme estreará no próximo dia 8, em um esquema de lançamento semelhante ao de grandes produções de Hollywood. O Ministério da Justiça barrou o filme para menores de 16 por conter "violência e linguagem chula".

É a mesma classificação indicativa do primeiro Tropa de Elite, lançado em 2007 e que se tornou um fenômeno de pirataria. Os produtores de Tropa de Elite 2 esperavam uma classificação mais branda, impróprio para menores de 14 anos.

Os acontecimentos de "Tropa de Elite 2" ocorrerão treze anos após os do primeiro filme. Um dos seus focos será o amadurecimento do então Coronel Nascimento, que terá que lidar com problemas com seu filho adolescente. O filme também mostrará o crescimento do BOPE e conflitos entre os policiais e milícias do Rio de Janeiro.O diretor José Padilha afirmou que "o filme trata da relação entre segurança pública e financiamento de campanha. Faz ligação entre a segurança e a política".Além disso, uma rebelião será realizada na penitenciária de Bangu 1, liderada por Beirada, personagem de Seu Jorge.

Maria Ribeiro também estará de volta como Roseane, que não será mais casada com Nascimento, mas com um deputado de esquerda que discorda do modo de agir do ex-marido.Esse deputado seria interpretado por João Miguel, que desistiu de participar do filme; o ator que irá substituí-lo é Irandhir Santos, escolhido em uma oficina realizada por Fátima Toledo.

Também no elenco, a volta de Milhem Cortaz como Capitão Fábio, e Tainá Müller, que não estava no primeiro filme, viverá Clara, que irá representar a imprensa.

O ator Emílio Orciollo Neto faz o policial administrativo Valmir.Sandro Rocha, que apareceu em poucas cenas no primeiro filme, terá um papel maior nesse, interpretando o Major Rocha, conhecido como Russo, que é chefe da milícia.

Entre novembro e dezembro de 2009, antes do início das filmagens de "Tropa de Elite 2", os atores do elenco - exceto Maria Ribeiro, que estava grávida na época - passaram por um treinamento, comandado por Fátima Toledo. Parte do elenco também passou por um outro treinamento, que ocorreu em um sítio na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com coordenação de Paulo Storani, consultor de segurança, e em parceria com membros de BOPE e da CATI. Sobre isso, André Ramiro falou, "Eles nos trataram como policiais de verdade. Não tinha estrelismo. Eu também tinha que falar ‘Não, senhor. Sim, senhor". Wagner Moura e Pedro Van Held passaram por um treinamento de jiu-jitsu com o lutador Rickson Gracie.

O treinamento realizado pelo elenco tem como objetivo tornar o filme mais realista, e os atores tiveram que aprender técnicas para o uso de armas e estratégias de ação em áreas de risco, além de passar por um melhoramento do condicionamento físico, com maior intensidade para aqueles que não estavam no primeiro filme.

As filmagens de "Tropa de Elite 2" foram iniciadas em 25 de janeiro de 2010, com a participação de oitenta policiais reais atuando como figurantes. Em 1 de fevereiro de 2010, foram realizadas gravações no Morro Dona Marta, em Botafogo, contando com o uso de dois helicópteros e armas, que fizeram com que moradores de bairros vizinhos pensassem que se tratava de um tiroteio real. Para a realização da filmagem das cenas que aconteceriam no Bangu 1, quarenta profissionais trabalharam durante dois meses na construção de um presídio de 500 m², baseados nas anotações do diretor de arte Tiago Marques sobre Bangu 1, já que não foi permitido que tirasse fotografias do local. As filmagens no presídio ocorreram durante os quatro dias do carnaval de 2010.

Uma das cenas do filme seria realizada na Câmara dos Deputados, mas a filmagem não foi permitida. A equipe produziu, então, um Conselho de Ética na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, e as gravações foram feitas em 15 de abril de 2010.

Após o primeiro filme ter vazado e sido assistido por milhões de pessoas antes de seu lançamento oficial, a equipe de Tropa de Elite 2 preparou uma estratégia para evitar que este filme também seja pirateado.Marcos Prado informou, "Dessa vez vamos ter um esquema especial de segurança. Teremos uma equipe de segurança para monitorar a edição, transportar os rolos e acompanhar cada processo de produção. A matéria prima será preservada". José Padilha completou, "Não vamos terceirizar nenhum serviço. Vamos fazer toda a pós-produção na nossa produtora, dentro do nosso caveirão".

A equipe de produção do filme alugou um apartamento, monitorado por câmeras, onde foi feita a edição. Quatro pessoas tinham acesso ao local, apenas através de senhas, e não havia meios de utilizar internet. Outra estratégia anti-pirataria tomada pela equipe foi a colocação de códigos nas cópias do filme enviada para os cinemas; dessa forma, se alguma delas for filmada, saberão de que cinema é a cópia.Policiais militares paulistas também estão ajudando a evitar que o material vaze.


TV DIVIRTA-CE

Veja cenas e trailers de "Tropa de Elite 2"

















'5 x Favela' recria filme original de 1961

Resultado de um processo de criação coletivo a partir de oficinas realizadas em diversas comunidades cariocas, 5 x Favela - Agora por Nós Mesmos deve suas raízes ao filme original de 1961.

O 5 x Favela de 49 anos atrás reunia cinco jovens diretores de classe média e universitários num projeto bancado pelo Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes.

Com a iniciativa, voltava-se o olhar do asfalto para as comunidades que, já então, cobriam os morros do Rio de Janeiro de uma realidade rica em contradições, resultando num filme de episódios.

Cinco diretores surgiram daquele filme de 1961, alguns tornando-se ícones do então nascente movimento do Cinema Novo - caso de Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirzman e Cacá Diegues.

É Diegues, justamente, quem agora assina a produção deste novo filme, que teve sua pré-estreia mundial no Festival de Cannes, em maio, fora de competição.

A principal diferença agora é que os sete diretores que assinam os novos cinco episódios saíram das próprias favelas.

É, portanto, um "olhar de dentro" que constroi as histórias, cujo tom varia entre a comédia rasgada (caso dos episódios Arroz com Feijão e Acende a Luz) ao drama (especialmente no segmento Concerto para Violino).

De todo modo, a unidade dramática, que é comum vacilar em filmes de episódios, é garantida por Rafael Dragaud, que costurou os cinco roteiros que saíram das oficinas, e foi, por isso, premiado com o troféu de roteiro em Paulínia 2010 - festival de que o filme saiu o grande vencedor, com sete prêmios (incluindo o mais cobiçado, melhor ficção, que valia 150 mil reais.

Os temas das cinco histórias repassam questões sociais explosivas, como o dilema do jovem calouro de direito (Silvio Guindane), protagonista de Fonte de Renda, de Manaíra Carneiro e Wavá Novais, que é tentado pelo tráfico para dar conta de pagar as mensalidades da faculdade, coisa que o seu emprego numa padaria não está cobrindo.

As diferentes escolhas diante do crime também formam o cenário do drama Concerto para Violino, de Luciano Vidigal, que registra interpretações sólidas do trio Thiago Martins (de Era uma Vez), Cíntia Rosa e Samuel de Assis.



Uma veia humorística percorre os outros três episódios, especialmente o ótimo Arroz com Feijão, de Rodrigo Felha e Cacau Amaral, que acompanha as aventuras de uma dupla de garotos (Juan Paiva e Pablo Vinicius) para conseguir dinheiro para comprar um frango para o pai de um deles (Flávio Bauraqui).

A participação do veterano cineasta Ruy Guerra (Os Cafajestes, Os Fuzis) no elenco é mais uma ligação com o Cinema Novo.

Deixa Voar, de Cadu Barcellos, coloca em primeiro plano o risco corrido por um garoto (Vitor Carvalho) ao entrar numa favela "inimiga" para buscar uma pipa perdida.

E o episódio final, Acende a Luz, de Luciana Bezerra (do grupo Nós do Morro) imagina os desdobramentos, afinal cômicos, de uma prolongada falta de energia elétrica no morro em pleno Natal.

Sem partir da mesma intenção política do filme de 1961, 5 x Favela - Agora por Nós Mesmos realiza uma das principais intenções dos sete diretores, anunciadas em todas as suas entrevistas dadas em festivais: fornecer um contraponto a filmes celebrados sobre a favela, especialmente Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, mas evidenciando sentimentos diferentes, especialmente o humor.

Sem dúvida, isso eles conseguiram, além de contar claramente suas histórias, escapando do risco de fazer um mero "filme ONG". Nada disso. 5 x Favela - Agora por Nós Mesmos é um filme por inteiro.






CINEMA ESPÍRITA

DEPOIS DO SUCESSO DE "CHICO XAVIER" E BEZERRA DE MENEZES", FILME "NOSSO LAR" BATE RECORDES DE BILHETERIA

Chegou aos cinemas dia 3 de setembro o longa Nosso Lar, baseado no best seller de Chico Xavier. O filme conta a trajetória do médico André Luiz que após a sua morte acorda no mundo espiritual. Desde os primeiros dias numa dimensão de dor e sofrimento, até ser resgatado para uma cidade espiritual cujo nome intitula o filme. Com direção e roteiro de Wagner de Assis, o elenco conta com Renato Prieto como André Luiz, Fernando Alves Pinto, Rosanne Mulholland, Inez Viana, Rodrigo dos Santos, Clemente Viscaíno, Werner Schünemann e ainda com participações especiais de Ana Rosa, Othon Bastos e Paulo Goular.

Com os resultados do último fim de semana - público de 174.363 pessoas e renda de R$ 1.857.651,00, “Nosso Lar” torna-se o maior filme nacional de 2010, tanto em termos de público como de bilheteria. O longa, que acumula 3.418.358 espectadores e renda de R$ 31.401.986,00, consagra-se como a terceira maior bilheteria de um filme nacional desde a Retomada, atrás de Se eu Fosse Você 2 (R$ 50.547.885,00) e Dois Filhos de Francisco (R$ 36.736.717,00).

Com estes resultados, Nosso Lar passa a ser o 27º maior filme em bilheteria no Brasil.

“Nosso Lar” conta a história de um médico que acorda no mundo espiritual após a sua morte e acompanha sua jornada, desde os primeiros dias, numa dimensão de dor e sofrimento até ser resgatado para uma cidade espiritual cujo nome intitula o filme.





Nosso Lar foi finalizado no Canadá, onde os efeitos visuais foram desenvolvidos pela empresa Intelligent Creatures (mesma responsável por filmes como Watchmen, Fonte da Vida e Babel). “Mais de 300 imagens têm algum tipo de inserção gerada nos computadores. Nunca fizemos tantos efeitos num filme só”, comenta a produtora Iafa Britz.

A frente da equipe de 90 profissionais/artistas, o supervisor de efeitos visuais do filme, Geoff D. E. Scott, também se anima: “mesmo para nós, que estamos acostumados a recriar tantas realidades, essa história tem um diferencial – estamos todos apaixonados pelo trabalho”.

Desde seu nascimento, o projeto do filme apresenta características próprias – o diretor de fotografia é o suiço radicado nos Estados Unidos, Ueli Steiger, que assina também trabalhos como os mega-sucessos de bilheteria (O Dia Depois de Amanhã, 10.000 AC e Godzilla).

Ueli desembarcou no Brasil com câmera, equipe e tudo o que uma super-produção pedia. Foram 8 semanas de filmagens intensas, algumas com mais de 1.500 pessoas no set.

As diferenças de Nosso Lar não param por aí. O trabalho minucioso na área musical também chamou a atenção da produção. “Ninguém menos do que o Philip Glass, um dos maiores compositores de cinema atualmente, se interessou pelo filme e compôs uma trilha completa para ele, além de ter sido gravada pela Orquestra Sinfônica Brasileira”, adianta o produtor executivo Luiz Augusto de Queiroz.








"A SUPREMA FELICIDADE", FILME DE ARNALDO JABOR, ESTREIA DIA 29 DE OUTUBRO


Último filme do cineasta foi "Eu sei que vou te amar", de 1986

O retorno de Arnaldo Jabor aos cinemas brasileiros já tem data marcada: A Suprema Felicidade estreia nas salas do país no dia 29 de outubro. Seu último trabalho para as telas foi Eu Sei Que Vou te Amar (1986), filme que alcançou cerca de 4 milhões de espectadores. As primeiras cenas de seu mais recente trabalho no cinema nacional já podem ser conferidas no trailer oficial, que a TV Divirta-CE colocou nessa matéria.

Produzido pela Ramalho Filmes e coproduzido e distribuído pela Paramount Pictures, o longa-metragem traz no elenco nomes como Marco Nanini, Dan Stulbach, Mariana Lima, Jayme Matarrazzo – em sua estreia no cinema -, Elke Maravilha, Tammy di Calafiori, Michel Joelsas, Caio Manhente, entre outros. O filme conta a história de Paulo, dos seus oito aos 18 anos. Ele descobre a amizade, o amor e o sexo, tendo como cenário o Rio de Janeiro dos anos 50 e 60.



“A Suprema Felicidade não tem gênero. Ele tem drama, comédia, amor etc. O filme se passa na transição dos anos 50 para 60, uma época forte, em especial no Rio de Janeiro. Era a mistura da depressão da década de 50 em contraponto à liberdade que aparecia fora de casa, no mesmo período que nasce a Bossa Nova”, conta Jabor.

O filme é poético, divertido, dramático, trágico, verdadeiro, mágico, musical, intenso e, acima de tudo, extremamente pessoal, como foram Eu Te Amo e Eu Sei Que Vou te Amar. Assim é A Suprema Felicidade. Um filme de Arnaldo Jabor. Um Jabor como você nunca viu. Um Jabor como você nunca leu. Um filme para deixar você mais feliz.

CONCURSOS, PROMOÇÕES, EDITAIS

Revistas Coquetel lançam na internet promoção em torno do filme “The Runaways”

Quem curte cinema e rock não pode perder esta promoção. Aproveitando o lançamento do filme "The Runaways", nesta sexta-feira (8/10), em circuito nacional, as Revistas Coquetel, da Ediouro, promovem na internet um concurso cultural homônimo.

A promoção vai até 17 de janeiro. Para concorrer, é só acessar o site www.coquetel.com.br, fazer o cadastro e responder à pergunta: "Qual sonho você realizaria caso se tornasse um astro do rock?"

Os autores das 30 melhores respostas ganharão kits com a camisa do filme, bolsas temáticas "The Runaways", além de livros e revistas Coquetel. Os nomes dos ganhadores serão divulgados a partir de 19 de janeiro no próprio site e os prêmios entregues sem ônus em qualquer lugar do país. Outras informações pelos telefones do SAC COQUETEL: (21) 3882-8300 e 0300-3131345 ou ainda pelo e-mail coquetel@ediouro.com.br.

Inspirado em fatos reais, "The Runaways - Garotas do Rock" é baseado no livro “Neon Angel", da vocalista Cherie Currie, que faz uma reflexão sobre suas experiências como estrela do rock, além de um alerta antidrogas para os adolescentes. “Space Oddity", de David Bowie, serve como metáfora para a narrativa - uma contagem regressiva lenta e surreal, com um espetacular salto para a fama. Em seguida, vem a alienação. O filme mostra a formação da banda e sua rápida ascensão ao estrelato. É uma nova oportunidade para os fãs da Saga Crepúsculo assistirem ao mais novo trabalho das atrizes Kristen Stewart e Dakota Fanning.



A parceria de Coquetel com a Paris Filmes em torno do filme “The Runaways” inclui a revista de passatempos Prata, que traz na capa deste mês citação ao filme e imagem da personagem principal, além de passatempo temático.

Além da promoção “The Runaways”, os fãs da sétima arte ainda podem participar, no site Coquetel, do concurso “Karatê Kid”, até o dia 28 de dezembro.







Encerram-se na sexta-feira, 15, inscrições para edital de seleção de propostas artísticas dos CCBNBs

Encerra-se nesta sexta-feira, 15, o prazo para inscrição no edital de seleção de propostas artísticas do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para participação nas programações dos Centros Culturais BNB-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, na região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), durante o ano de 2011.

Os interessados podem apresentar propostas nas áreas de artes cênicas, artes visuais, literatura, música, atividades culturais infantis, cursos de apreciação de arte, oficinas de formação artística, além dos programas Museu Vivo e Novas Ideias. Todas as informações (edital e formulários) para inscrição de propostas estão disponíveis desde o dia 1º de setembro, no portal do BNB (www.bnb.gov.br/cultura).

O BNB recebe propostas desde 13 de setembro até 15 de outubro de 2010, e o resultado da seleção será divulgado em 27 de dezembro deste ano. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cultura@bnb.gov.br ou pelos fones (85) 3464.3108 (Fortaleza), (88) 3512.2855 (Cariri) e (83) 3522.2980 (Sousa).

As inscrições devem ser feitas mediante entrega de formulários-proposta, específico para cada uma das atividades, devidamente preenchido com letra legível ou digitado, assinado pelo responsável pela proposta e acompanhado dos respectivos anexos.

Qualquer pessoa física ou jurídica pode apresentar projetos para as três unidades do CCBNB. A entrega do formulário-proposta pode ser feita, pessoalmente, nos seguintes locais, dias da semana e horários:



CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-FORTALEZA

Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro
Fortaleza-CE
Fone: (85) 3464-3108
(De terça a sábado, no horário de 10h às 20h; e domingo, de 10h às 18h)

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-CARIRI

Rua São Pedro, 337 - Centro
Juazeiro do Norte-CE

Fone: (88) 3512-2855

(De terça a sábado, no horário de 13h às 21h)

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-SOUSA

Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 - Centro
Sousa-PB

Fone: (83) 3522-2980

(De terça a sexta-feira, no horário de 13h às 21h, e sábado, de 14h às 22h)



Pelo correio postal, os proponentes podem enviar seus projetos, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento (AR), em envelope lacrado, devidamente identificado com o seu nome e endereço, com data de postagem não posterior a 15 de outubro de 2010, para qualquer um dos seguintes endereços:



CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-FORTALEZA

Formulário-Proposta para Programação CCBNB 2011

Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro
Fortaleza-CE - CEP 60025-130

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-CARIRI

Formulário-Proposta para Programação CCBNB 2011

Rua São Pedro, 337 - Centro
Juazeiro do Norte-CE – CEP 63010-010



CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-SOUSA

Formulário-Proposta para Programação CCBNB 2011

Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 - Centro
Sousa-PB – CEP 58800-050







Seleção de bolsistas para Briançon, tempo de Brasil


Jovens instrumentistas interessados em estudar no Conservatório de Artes Integradas de Briançon – CEAB, na França, é hora de intensificar os estudos. No dia 21 de outubro o projeto Briançon, Tempo de Brasil, realiza audição para a pré-seleção de bolsistas para o ano letivo 2011/2012. O projeto coordenado pelo violoncelista Fernando Lage e o flautista Heriberto Porto é uma parceria entre o CEAB, a Comunidade de Municípios da Região de Briançon, Associação Amigos do Piano do Ceará – APICE, Associação de Pais e Alunos do Conservatório de Briançon - APEC e o Governo do Estado do Ceará, por meio da Casa Civil. Juntas, estas instituições visam dar oportunidade a instrumentistas cearenses ou residentes no Ceará de estudarem no conservatório, localizado na região dos Alpes franceses, tendo como objetivo a preparação para o diploma de nível médio Certificat de fin d'études musicales.

Por meio do projeto, os parceiros buscam ainda: Aperfeiçoar artisticamente os participantes em um ambiente de alto nível musical; transmitir a língua e a cultura francesa; estabelecer uma rica troca de experiências entre os jovens, as famílias francesas e a comunidade musical de Briançon; estimular a formação de músicos clássicos profissionais e o aperfeiçoamento pedagógico de jovens professores.

Para o ano letivo 2011/2012, que começa em setembro de 2011 e termina em junho de 2012, serão 02 (duas) categorias com 02 (dois) selecionados para cada categoria:

Categoria A: Formação instrumental, teórica e iniciação pedagógica. Podem candidatar-se jovens músicos cearenses ou residentes no Ceará, com idade entre 17 e 21 anos.

Categoria B: Formação pedagógica, instrumental e teórica. Podem candidatar-se jovens músicos cearenses ou residentes no Ceará, com idade até 28 anos completos, graduados ou não, que atuem como professores contratados em projetos musicais apoiados por prefeituras ou escolas de música do Ceará.
O projeto é direcionado para os seguintes instrumentos: violino, violoncelo, flauta, clarinete, trompete, trompa e saxofone clássico.

Exame de pré-seleção

O exame de pré-seleção consta de uma prova de execução instrumental onde cada candidato deverá tocar duas peças ou estudos de estilos contrastantes de duração máxima de 15 minutos para as duas peças, além de uma entrevista com os membros da banca examinadora. Um piano será posto à disposição dos candidatos que se apresentam com um pianista acompanhador.
As audições acontecerão no dia 21 de outubro, a partir das 9 horas, no Auditório do Departamento de Música da Universidade Estadual do Ceará – UECE (Rua Paranjana, 1700 - Campus do Itaperi – Bloco F – Fortaleza/CE). Os candidatos devem chegar às 8 horas para preenchimento da ficha de inscrição. No dia seguinte, no mesmo local, serão realizadas as entrevistas.

Documentação necessária: Curriculum vitae, fotocópia da carteira de identidade e uma foto 3x4. Os candidatos da categoria B, além destes documentos, devem apresentar uma carta de recomendação da direção da escola ou do projeto onde ensina.

A seleção definitiva será feita pelo diretor e professores do CEAB, além de representantes da Associação de Pais e Alunos do Conservatório de Briançon - APEC, através de vídeos da pré-seleção. Os resultados serão conhecidos no decorrer do primeiro semestre de 2011.


O projeto BRIANÇON – TEMPO DE BRASIL

O projeto Briançon, Tempo de Brasil teve início em 2006, numa iniciativa do violoncelista cearense Fernando Lage, professor efetivo do Conservatório de Artes Integradas de Briançon - CEAB e há mais de 20 anos residente na Europa. Com a ideia lançada, contou e conta desde então com a parceria do CEAB, a Comunidade de Municípios da Região de Briançon, e Associação de Pais e Alunos do Conservatório de Briançon - APEC, que juntas proporcionam a bolsa de estudos e a hospedagem em residências de famílias francesas.

No CEAB os alunos são preparados ao longo do ano letivo para a obtenção do diploma de nível médio Certificat de fin d'études musicales. Durante todo o período, além do aperfeiçoamento artístico em um ambiente e alto nível musical, os bolsistas cearenses aprendem o idioma francês e vivem uma rica troca de experiências com outros jovens instrumentistas e suas famílias francesas.

O que se referia aos estudos e hospedagem na França estava resolvido. Faltava o suporte local para a seleção dos bolsistas, auxiliar os selecionados nos trâmites legais e logísticos da viagem, além de buscar parceria para cobrir as despesas, como o transporte aéreo. Em 2009 o projeto Briançon, Tempo de Brasil passou a ser realizado pela Associação Amigos do Piano do Ceará – APICE e já para o ano letivo 2009/2010 passou a contar com o patrocínio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Casa Civil.

CONTATOS para INFORMAÇÕES:
Associação Amigos do Piano do Ceará – APICE: apice.ce@gmail.com
Heriberto Porto – 85-8823.1793

CURSOS, SEMINÁRIOS, OFICINAS, DEBATES

Corpo, Performance e Biopolítica

Seminário é parte do 2º Encontro Terceira Margem, um dos programas da Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2010

Corpo, Performance e Biopolítica – modos de vida e estéticas da existência é o tema do seminário que começa nesta terça-feira, 19, no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e termina no dia 22 com a realização de mesa-redonda, sempre das 19h às 22h, com acesso livre. O seminário integra o 2º Encontro Terceira Margem, um dos eixos da Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2010.

O seminário reunirá seis estudiosos e realizadores da área, em duas mesas diárias mediadas por Marcos Moraes (SP). São eles, Beatriz Furtado (CE), que proferirá palestra sobre A Performance e o Corpo-arquivo; Felipe Ribeiro (RJ), que vai falar sobre Pensamentos sobre Forma, Força, e a Política da Hipérbole; Sylvio Gadelha (CE), sobre A capitalização biopolítica do corpo no neoliberalismo; André Lage (SP), com o tema Fragmentos de experiências construídos a partir da estratégia de criação e modo de operação propostos pelo método de Composição em Tempo Real; Thereza Rocha (RJ), sobre O que é isso: a Dança conceitual?; e Maria Cristina Franco Ferraz (RJ), em palestra sobre Biopolítica e mulher-hormônio: cultura somática e invenção artística.


O TEMA do SEMINÁRIO

Corpo, Performance e Biopolítica – modos de vida e estéticas da existência

A época clássica, no ocidente, é marcada por uma profunda transformação nos mecanismos de poder, que possam ser organizados em torno da vida. Tal fato evidencia que o biopoder foi um elemento indispensável para o desenvolvimento do Capitalismo, controlando corpos e ajustando fenômenos populacionais aos processos econômicos.

Entendendo a noção de estética da existência como uma das maneiras pelas quais o indivíduo se encontra vinculado a um conjunto de regras e valores, o filósofo Michel Foucault defende que a estética da existência é uma arte. E propõe ainda que nos empenhemos na busca por uma arte de viver contrária a todas as formas de fascismo.

Entendemos que a produção contemporânea, à medida que propõe a instauração de novos lugares para o acontecimento artístico e redefine procedimentos, reinventa também as relações aí imbricadas, bem como os jogos de poder já estabelecidos.

Permanência e habitação têm a ver com modos de vidas, com a tentativa de instaurar estéticas da existência, como antídotos para as formas de assujeitamento nas quais estamos todos imersos. Ao trazermos tais questões para o universo da arte, particularmente para o campo da dança e da performance, tentamos propor uma reflexão a cerca da relação entre as maneiras de fazer (processos criativos) e os modos de exibição e circulação dos trabalhos artísticos.

Dessa forma, como pensar em modos de vida e maneiras de fazer que favoreçam relações mais autônomas e práticas mais libertárias de criação? Como investir, em nossos processos criativos, no surgimento de novas formas de organização e associação, em novas estratégias e articulações de produção e circulação dos trabalhos artísticos?



O ENCONTRO TERCEIRA MARGEM

O Encontro Terceira Margem, que tem como tema central Tomar Lugar – Corpo e Performance, visa desenvolver um campo de pesquisa e produção que explore a relação corpo/performance. Com este projeto, a Bienal amplia sua atuação em direção às artes do corpo, apostando nas potencialidades do campo da performance. O objetivo é ativar a dança em sua relação com outras linguagens, com a cidade, o “lugar”.

A Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2010 é apresentada pela Petrobras e BNDES, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Patrocínio: Oi, Banco do Nordeste do Brasil – BNB e Fundação Nacional de Artes – Funarte. Apoio cultural do Ministério da Cultura – MinC, Governo do Estado do Ceará através da Secretaria da Cultura – SECULT e Oi Futuro.


SERVIÇO

Seminário Corpo, Performance e Biopolítica – modos de vida e estéticas da existência – De 19 a 22/10 – Das 19h às 22h no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema). O Seminário integra a programação do 2o Encontro Terceira Margem da Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2010. Info.: 85-3268.3034 | bienal@bienaldedanca.com | www.bienaldedanca.com. Toda a programação é GRATUITA.



PROGRAMAÇÃO do SEMINÁRIO

Dia 19/10 – TERÇA-FEIRA

Beatriz Furtado (CE) – A Performance e o Corpo-arquivo

Felipe Ribeiro (RJ) – Pensamentos sobre Forma, Força, e a Política da Hipérbole


Dia 20/10 – QUARTA-FEIRA

Sylvio Gadelha (CE) - A capitalização biopolítica do corpo no neoliberalismo

André Lage (SP) - Fragmentos de experiências construídos a partir da estratégia de criação e modo de operação propostos pelo método de Composição em Tempo Real


Dia 21/10 – QUINTA-FEIRA

Thereza Rocha (RJ) – O que é isso: a Dança conceitual?

Maria Cristina Franco Ferraz (RJ) – Biopolítica e mulher-hormônio: cultura somática e invenção artística


Dia 22/10 – SEXTA-FEIRA

Mesa-redonda: André Lage (SP), Beatriz Furtado (CE), Felipe Ribeiro (RJ), Maria Cristina Franco Ferraz (RJ), Sylvio Gagelha (CE) e Thereza Rocha (RJ)



Os Palestrantes e seus temas

Seminário Corpo, Performance e Biopolítica – modos de vida e estéticas da existência


Beatriz Furtado (CE)
A Performance e o Corpo-arquivo

Tomamos duas obras: Balkan Baroque, 1997, de Marina Abromovic e Barbed Hula, 2001, de Sigalit Landau, para pensar a performance a partir de uma tentativa de articular o conceito de arquivo, tal como trabalhado por Michel Foucault, em relação ao corpo do artista e à apresentação da obra.

Beatriz Furtado é doutora em Sociologia, pela Universidade Federal do Ceará/UFC. Coordena os cursos de Especialização em Audiovisual em Meios Eletrônicos e de Graduação em Cinema e Audiovisual e o LEEA – Laboratório de Estudos e Experimentação em Audiovisual – grupo de pesquisa sobre cinema e imagem contemporânea. É autora dos livros Imagens Eletrônicas e Paisagem Urbana (Relume-Dumará) e Cidade Anônima (Hedra). Organizou os dois volumes do livro Imagem Contemporanea (Hedra, 2009) e, junto com Daniel Lins, o livro Fazendo Rizoma (Hedra, 2008). É diretora dos vídeos Catadores, Cidade Anônima, Passeio, Caixa Escura para fazer Imagens de Som e Extermínio.


Felipe Ribeiro (RJ)
Pensamentos sobre Forma, Força, e a Política da Hipérbole

Num primeiro momento esta reflexão estabelece arbitrariamente forma e força como duas qualidades fundamentais na constituição de imagens. Firmo este binômio para investigar, através de formulações estéticas, como a imagem implica o corpo e um propõe políticas ao outro. Este é o caso da obra de Matthew Barney. As imagens do performer-cineasta-escultor são insurgências da fricção entre forma e força, entre definições e resistências, discursos e materiais plásticos, metáforas e paroxismos. Ao mesmo tempo urgente e excessiva, as imagens criadas por Barney atingem sua grandeza ao justamente propor interpretações que, descoladas do sistema verídico de significação, advogam pelo que gosto de intitular política da hipérbole. É a partir desta política que a arte de Barney cria, revela e amplia legislações para o corpo.

Felipe Ribeiro é mestre em Cinema Studies pela NYU, artista visual, professor de Cinema da Universidade Estácio de Sá e pesquisador do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ. Autor de vídeo-instalações, dirigiu e escreveu Trans-Tv, em que atores contracenam com imagens projetadas sobre um plano-relevo.




Sylvio Gadelha (CE)
A capitalização biopolítica do corpo no neoliberalismo

Com o advento do neoliberalismo, muda aquilo que o filósofo Michel Foucault designou por arte de governar (governamentalidade). Tomando-se o mercado como chave de decifração e/ou princípio de inteligibilidade para o que sucede ao socius, o neoliberalismo busca formalizar a sociedade através de seu empresariamento, para o que desenvolve a teoria do Capital Humano e, como desdobramento desta, institui o dispositivo do empreendedorismo. Ambos, ancorados mais na concorrência do que na troca (consumo) estão na base de uma governamentalidade e de uma biopolítica que buscam turbinar os corpos-subjetividades, fazendo deles micro-empresas, capitalizando-os e aumentando suas performances e sua espetacularização, de modo a que os mesmos se tornem competitivos.

Sylvio Gadelha é psicólogo, mestre em Sociologia e doutor em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará/UFC, com estudos complementares no Núcleo de Estudos e Pesquisas da Subjetividade, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP. Atua como professor do Departamento de Fundamentos da Educação da FACED/UFC. Atualmente desenvolve pesquisa teórica sobre as virtuais relações entre Educação e Governamentalidade neoliberal.


André Lage (SP)
Fragmentos de experiências construídos a partir da estratégia de criação e modo de operação propostos pelo método de Composição em Tempo Real

O real, o trauma, a vida e a morte. O estar vivo e o estar morto. A fração de um silêncio que precede a violência de um desmoronamento e a violência de um desmoronamento que nos cala, colocando-nos, cada vez mais: ora infinitesimalmente mais “longe” e ora infinitesimalmente mais “perto” de nós mesmos. O que o conceito de “biopolítica” teria a ver com tudo isso? Momento de reflexão teórica sobre esse conceito, articulando-o com os fragmentos de experiências criados durante a residência artística realizada no Atelier RE-AL (Lisboa, 2010), com acompanhamento crítico de João Fiadeiro.

André Lage é performer, pesquisador e professor. Doutor em Literatura Francesa pela Universidade de Paris VIII. Estudou técnicas de improvisação e de composicão de dança contemporânea com Lisa Nelson, Simoni Forti, Kirstie Simpson, Mark Tompkins, Daniel Lepkoff, Didier Silhol, João Fiadeiro e outros. Realizou o vídeo Ideias de Fresta/ Idées de Lucarne (França, 2009) e a video-performance Caronte (Belo Horizonte, 2009). Desenvolve o Pós-Doutorado em Artes Cênicas com o tema A pictografia em Antonin Artaud: teatro e reinvenção anatômica, na Universidade de São Paulo/USP.




Thereza Rocha (RJ)
O que é isso - Dança conceitual?

Dos perigos e das falácias em torno da conceitualização do corpo em suas manobras poéticas. A abertura de novos campos do possível em lugar da ampliação do campo estratégico. Uma discussão em torno da objetualidade da dança em meio a seu entrelace com a performance. Pistas para a tessitura da escrita em dança como performance do texto.

Thereza Rocha é Pesquisadora de dança, diretora e dramaturgista. Doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/UNIRIO, com o projeto de tese Por uma (des)ontologia da dança em sua (eterna) contemporaneidade. Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ com a dissertação De Artaud a Pina Bausch: a história da invenção de um novo corpo. Professora dos cursos superiores de dança e de teatro do Centro Universitário da Cidade/UniverCidade. Prêmio Funarte Klauss Vianna 2008 para a montagem do espetáculo 3 Mulheres em um Café: uma conferência dançada com o pensamento em Pina Bausch, cuja estreia e temporada ocorreu em janeiro no Espaço SESC/Rio de Janeiro. Colunista do portal idança.net.


Maria Cristina Franco Ferraz (RJ)
Biopolítica e mulher-hormônio: cultura somática e invenção artística

Segundo Deleuze, o pintor não pinta sobre uma tela em branco, pois esta já se encontra tomada por clichês. De modo análogo, dançar também implica curtocircuitar hábitos e sentidos incrustados no corpo. O tema foucaultiano da biopolítica, revisitado na contemporaneidade, contribui para se dimensionar a historicidade e a paulatina mutação de algumas dessas interpretações incorporadas. Tal é a aposta desta fala, que irá destacar o tratamento do corpo da mulher no âmbito da atual “cultura somática”.

Maria Cristina Franco Ferraz é professora de Teoria da Comunicação da Universidade Federal Fluminense/UFF, com três estágios de pós-doutoramento em Berlim (Alemanha). Coordenadora local do Doutorado Internacional Erasmus Mundus Estudos Culturais em Interzonas Literárias. Doutora em Filosofia pela Universidade de Paris 1-Sorbonne. Autora dos livros Nietzsche, o bufão dos deuses (Relume Dumará, 1994; Ediouro/Sinergia: 2009 e L’Harmattan, 1998), Platão: as artimanhas do fingimento (Relume Dumará, 1999), Nove variações sobre temas nietzschianos (Relume Dumará, 2002) e Homo deletabilis – corpo, percepção e esquecimento: do século XIX ao XXI (Garamond, 2010).








XIX Semana de Comunicação

Curso de Comunicação Social da UFC realiza série de eventos esta semana
no Centro de Humanidades

Entre os dias 4 e 8 de outubro, no Centro de Humanidades da UFC, acontecerá a XIX Semana de Comunicação UFC, que comemorará os 45 anos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará. Tendo como tema “45 anos e a formação do comunicador”, a Semana de Comunicação levantará discussões acerca dos rumos do ensino de comunicação no Ceará e no Brasil.
Nomes reconhecidos no meio foram convidados para promover debates sobre o tema, como Ivonete Maia, jornalista formada na primeira turma do curso de Comunicação da UFC e presidente da Associação Cearense de Imprensa; e Laurindo Lalo Leal, professor do Departamento de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP) e autor dos livros “A melhor TV do mundo” e “A TV sob controle”.
Além das mesa-redondas, a Semana de Comunicação também contará com a apresentação de mais de noventa trabalhos científicos e práticos dos alunos do curso, além de oficinas e grupos de discussões com temas relacionados ao cotidiano das práticas jornalísticas e publicitárias. Outro momento de destaque será a Mostra Audiovisual, que acontecerá no dia 5 de outubro, às 18 horas e exibirá treze vídeos independentes produzidos na cidade.
A última Semana de Comunicação aconteceu há quatro anos, e a iniciativa de retornar com o evento partiu dos próprios alunos que, com o apoio da coordenação do curso e da Universidade Federal do Ceará, pretendem retomar a tradição do evento, tornando-o fixo no calendário de atividades do curso de Comunicação Social da UFC.
A Semana de Comunicação não contará apenas com os estudantes de Comunicação Social da UFC em Fortaleza. Além do convite feito aos estudantes de Comunicação das demais instituições da cidade, haverá também a participação dos estudantes de Jornalismo da UFC do campus Cariri. A participação na Semana de Comunicação é gratuita e aberta a todos os interessados em participar do evento. Mais informações no blog, www.semanadecomunicacaoufc.blogspot.com.








Master Class de dança com Todd Lawrence Stone, da Trisha Brown Dance Company (EUA)

A Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2010 está com inscrições abertas até o dia 11 para a Master Class com Todd Lawrence Stone, da Trisha Brown Dance Company, dos Estados Unidos. A oficina será realizada como parte do 2º Encontro Terceira Margem e acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro, das 15 às 18h na sala de dança do Sesc Senac Iracema. São 20 vagas, voltadas para profissionais de dança com experiência.

Esta aula de técnica oferece uma oportunidade de trabalhar com profundidade o alinhamento do corpo e os fundamentos que permitem explorar os detalhes e o rigor do estilo de movimento de Trisha Brown. Com ênfase em encontrar modos fáceis e dinâmicos de se mover, os alunos aprenderão frases de movimento do repertório da Companhia.
Todd Lawrence Stone é membro da Trisha Brown Dance Company desde 1998. Trabalhando com a coreógrafa, participou da criação de dez peças do repertório da Companhia. Leciona tanto independentemente como para a TBDC por todo o mundo, tendo mais recentemente compartilhado seus ensinamentos no Centre Nationale de Danse, em Paris (França).

A Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2010 – 2º Encontro Terceira Margem é apresentada pela Petrobras e BNDES, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Patrocínio: Oi, Banco do Nordeste do Brasil – BNB e Fundação Nacional de Artes – Funarte. Apoio cultural do Ministério da Cultura – MinC, Governo do Estado do Ceará através da Secretaria da Cultura – SECULT e Oi Futuro.

Inscrições pelo Portal da Bienal de Dança: www.bienaldedanca.com (Link: De Par Em Par 2010). Informações: terceiramargem@bienaldedanca.com e 85-3268.3034.








2º Simpósio Mídia Nordeste

Estudantes e pesquisadores que possuem trabalhos sobre mídia terão a oportunidade de ver seus projetos publicados através do Selo Editorial Mídia Nordeste. Essa iniciativa, parte do projeto Mídia Nordeste, tem o objetivo de tornar público os trabalhos de pesquisadores do campo da história da mídia, contribuindo para democratização das pesquisas acadêmicas sobre a experiência social da mídia na região. Serão lançados dois livros reunindo um trabalho acadêmico completo de nível de mestrado e doutorado (para o caso do Livro I), e de artigos acadêmicos (para o caso do Livro II), resultado de pesquisa inédita e original que versem sobre a história da mídia no Nordeste. O edital pode ser acessado pelo site www.midianordeste.org.br.

O projeto, apesar de enfatizar as questões relacionadas com a mídia do Nordeste, não se orienta, entretanto, por uma perspectiva “regionalista”, mas pela compreensão de que a experiência midiática no mundo contemporâneo estende-se para além dos limites da região, o que exige um diálogo permanente com as experiências nacionais e internacionais.

O Mídia Nordeste tem o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil, através do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste – ETENE, e apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de Fortaleza (Unifor), Faculdade Católica do Ceará, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Prefeitura de Fortaleza.


Simpósio discute o papel da televisão regionalmente

Aproveitando o momento histórico para promover um amplo debate sobre o papel da televisão no processo de constituição histórica na Região, o Instituto de Referência da Imagem e do Som (IRIS) realiza nos dias 13, 14 e 15 de outubro o II Simpósio História da Mídia do Nordeste. Parte do programa Mídia Nordeste, o evento acontece no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Na ocasião, os mais representativos pesquisadores da história da televisão no País estarão reunidos para debater os novos estudos sobre os temas: Televisão e Cultura no Brasil; Televisão e a política no Brasil; A televisão como lugar de memória; A história na televisão e a televisão na história; A construção da idéia de Nordeste nas mini-séries de TV; O lugar do Nordeste nas telenovelas brasileiras; As buscas do telejornalismo na sociedade contemporânea; Dossiê Guel Arraes: as invenções do audiovisual na TV; A Educação na sociedade das telas; Cinema e TVs: imagens em trânsito; TVs Regionais: os desafios da produção fora do eixo; TV digital: desafios de linguagem e programação. Haverá ainda uma conferência de encerramento, que abordará o tema “Dos televisores à televisão: Técnica, cultura e política na historia dos meios de comunicação", ministrada pela pesquisadora argentina Dra. Mirta Varela.



Sobre o projeto Mídia Nordeste

O www.midianordeste.org.br é um espaço de pesquisa e reflexão crítica sobre a história da mídia da região Nordeste e a base virtual do Núcleo de Memória e História da Mídia do Nordeste do Instituto de Referência da Imagem e do Som. O Núcleo desenvolve projetos, com o objetivo de contribuir com a qualificação do debate em torno das questões regionais, ao mesmo tempo em que se propõe a preencher uma enorme lacuna a respeito da experiência midiática da região. O projeto é dividido em três partes:


Simpósio História da Mídia no Nordeste

Encontro anual que tem como objetivo refletir sobre as questões que envolvem a temática da mídia regional, suprindo a lacuna sobre a experiência midiática do Brasil e, muito especialmente, acerca da história da mídia da região Nordeste.


Cartografia Mídia Nordeste

Pesquisa em desenvolvimento, que realiza um levantamento do estado da arte da produção acadêmica sobre a história dos meios de comunicação da região, com vistas a oferecer um diretório de informações aos pesquisadores da área.


Selo Editorial Mídia Nordeste

O Selo Editorial Mídia Nordeste tem o objetivo de tornar público os trabalhos de pesquisadores do campo da história da mídia, contribuindo para democratização das pesquisas acadêmicas sobre a experiência social da mídia na região. Serão lançados dois livros reunindo um trabalho acadêmico completo de nível de mestrado e doutorado (para o caso do Livro I), e de artigos acadêmicos (para o caso do Livro II), resultado de pesquisa inédita e original que versem sobre a história da mídia no Nordeste.

• II Simpósio Mídia Nordeste
Data: 13, 14 e 15 de outubro
Horário: A partir das 8h30
Local: Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Inscrições Gratuitas
Informações: www.midianordeste.org.br ou pelo fone (85) 3458.1992









Inscrições para as oficinas do Festival NÓIA

Além das mostras de fotografia, cinema e bandas, em sua nona edição o Festival NÓIA realiza oficinas de produção artística, música, expressão fotográfica e animação. As oficinas acontecem na Vila das Artes nos dias 27, 28 e 29 de outubro. As inscrições são gratuitas, com vagas limitadas, e começam hoje (4) na própria Vila das Artes, Rua 24 de Maio, 1221. Podem participar o público em geral, acima de 16 anos, e que desempenhe atividades artísticas ou se interesse por música, fotografia e cinema.
A oficina de Produção Artística acontece das 9h às 11h e tem como objetivo preparar jovens participantes da cena musical local a formar bandas musicais e introduzí-los no mercado. A oficina será facilitada pelo produtor Maurílio Fernandes.
A oficina Música, a alma do cinema acontece das 9h às 11h e está direcionada para jovens interessados em música e cinema. As atividades serão ministradas pelos pesquisadores e ganhadores de prêmios na área de cinema: Eduardo da Silva Pereira e Tiago Pedro de Araújo Pereira.
A oficina Expressão Fotográfica será ministrada pelo professor de fotografia Carlos Gibaja no horário das 14h às 16h. Podem se inscrever na oficina jovens interessados em compreender a fotografia e as suas possibilidades expressivas.
Os interessados em Animação podem se inscrever na oficina que será ministrada pelo ilustrador e desenhista Ricardo Juliani. O momento acontece das 14h às 17h e é destinada para jovens interessados pela temática. Ao final do minicurso, os participantes saberão produzir animações em pixelation e terão uma animação de até 2 minutos produzida por eles e finalizada pela equipe do Núcleo de Animação do Ceará - NACE.

Confira as Oficinas

1. Tema: Produção Artística
Data: 27 28 e 29/10/2010
Horário: de 9h às 11h
Local: Vila das Artes
Público alvo: Jovens de 16 anos acima
Número de participantes: Máximo 20 inscritos
Objetivo: Preparar para formação de bandas musicais e introdução no mercado
Facilitador: Maurílio Fernandes


2. Tema: Música a Alma do Cinema
Data: 27,28 e 29/10/2010
Horário: 09h às 11h
Local: Vila das Artes
Público alvo: Interessados em Cinema e Música
Número de participantes: 20 inscritos
Objetivo: O aluno saberá a história da música em relação ao cinema, bem como o melhor uso dessa em produções audiovisuais.
Facilitador: Eduardo da Silva Pereira / Co-facilitador Tiago Pedro de Araújo Pereira


3. Tema: Expressão Fotográfica
Data: 27, 28 e 29/10/2010
Horário: 14h às 16h
Local: Vila das Artes
Público alvo: Interessados a partir de 16 anos
Número de participantes: 15 inscritos
Objetivo: Levar o aluno a entender o que é fotografia e suas possibilidades expressivas.
Facilitador: Carlos Gibaja


4. Tema: Animação
Data: 27, 28 e 29/10/2010
Horário: 14h às 17h
Local: Vila das Artes
Público alvo: Interessados em animação a partir de 16 anos
Número de participantes: 20 inscritos
Objetivo: Ao final do mini-curso, os participantes saberão produzir animações em pixelation, e terão uma animação de até 2 minutos produzida por eles e finalizada pela equipe do NACE.
Facilitador: Ricardo Juliani







O essencial dos quadrinhos

Há várias décadas, as histórias em quadrinhos deixaram de ser apenas um passatempo infantil, para figurar dentre as referências obrigatórias da cultura pop. Seus personagens e traços rompem os limites das páginas impressas e ditam norma para o cinema, por exemplo. Ao mesmo tempo que as HQs expandiram seu público, elas também se multiplicaram enquanto possibilidades de narração. Assim, elas tornaram-se um campo em que podem conviver histórias de perfil mais sombrio, cômico, histórico ou mesmo educativo.

Diante de tantos caminhos, um bom começo é entender as ferramentas básicas de uma boa HQ: o desenho e o roteiro. Essa iniciação será o foco da Oficina de Quadrinhos, promovida pelo Núcleo de Formação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. O jornalista Dellano Rios vai ministrar a atividade, que acontece nos dias 11, 13, 14 e 15 de outubro, na Capitania de Arte e Cultura (antiga Capitania dos Portos). Os encontros acontecerão entre 14 e 17 horas.

A oficina, segundo Dellano, vai tratar de aspectos que estão além da concepção visual das histórias, abrangendo a construção de roteiros específicos para o meio. A proposta é articular sessões dedicadas ao desenho, à quadrinização (processo em que se faz o desenho específico para os quadrinhos, seguindo o layout determinado pelo roteiro), roteiro e argumento (a história “crua”).

A proposta da atividade é permitir um aperfeiçoamento técnico de quem já desenha e capacitar essas pessoas para a produção de roteiros.

Dellano Rios é monitor da Oficina de Quadrinhos da Universidade Federal do Ceará e redator do Jornal Diário do Nordeste.

Serviço
Oficina de quadrinhos, com Dellano Rios
Oficina promovida pelo Núcleo de Formação do Centro Dragão do Mar
Dias 11, 13, 14 e 15 de outubro, das 14 às 17 horas
Local: Capitania de Arte e Cultura (Antiga Capitania dos Portos)