A modelo Gisele Bündchen e seu marido, o jogador de futebol americano Tom Brady, foram processados por dois paparazzi, informou nesta terça-feira o site especializado em celebridades TMZ.
Segundo o site, os fotógrafos afirmam que seguranças do casal atiraram nos dois profissionais após a festa de casamento do casal, no início do ano, na Costa Rica.
Os paparazzi disseram que foram pegos por seguranças enquanto tentavam tirar fotos da cerimônia. Ao tentar fugir, foram alvo dos seguranças.
No processo, protocolado nesta terça-feira em uma corte federal em Nova York, os fotógrafos disseram que as balas quebraram o vidro de um carro e "por pouco não acertaram suas cabeças".
Os dois profissionais alegam que Gisele e Brady foram negligentes ao contratar e treinar o grupo de seguranças, além de terem permitido que "descarregassem armas de fogo com a intenção de matar ou ferir".
A dupla pede uma indenização de R$ 1 milhão pelos danos. Representantes do casal não comentaram o caso.
O CINEASTA POLANSKI É DETIDO POR EPISÓDIO DE 30 ANOS ATRÁS
Celso Lungaretti (*)
Polanski contracenando com Sharon Tate no cult A Dança dos Vampiros. Casada com ele e grávida de 8 meses, Tate foi morta pela Família Manson.
Aos 76 anos de idade, o superlativo cineasta polonês Roman Polanski (Chinatown, Lua de Fel, O Pianista) acaba de ser detido na Suíça por causa de uma acusação de estupro pendente contra ele há mais de 30 anos.
Ao descer no aeroporto de Zurique para receber um prêmio do festival de cinema nela realizado, foi colocado em prisão provisória, à espera de extradição para os EUA.
Em 1977, os pais de uma adolescente de 13 anos acusaram Polanski de ter drogado e estuprado uma jovem modelo.
Polanski admitiu apenas ter mantido "relações sexuais ilegais" e, após 47 dias preso, foi libertado sob fiança.
Quando o juiz manifestou intenção de enviá-lo novamente à prisão, escapuliu para a Europa. Nunca mais pisou o solo estadunidense.
Pelo que valer, minha avaliação é a de que Polanski foi vítima do puritanismo hipócrita e repressivo dos EUA.
Não dá para aceitarmos que uma moça visitasse o quarto de um gorila como Mike Tyson, em plena madrugada, para conhecer sua coleção de borboletas.
Nem que uma modelo de 13 anos fosse deixada inadvertidamente desprotegida no promíscuo ambiente cinematográfico.
Apostaria até meu último centavo em que a piranha excitou Tyson e depois o rejeitou para provocar exatamente a reação que ele teve; que a relação com Polanski foi consentida; e que o objetivo último, em ambos os casos, era depenar ricas celebridades.
Qualquer pessoa informada sabe que há adolescentes de 13 anos capazes de rivalizar com Messalina. E Freud destruiu completamente o mito da inocência das crianças.
Deve, sim, ser vedada e punida a iniciação sexual de menores por parte de adultos, para evitarem-se os excessos e abusos que adviriam de um liberou geral.
Mas, para haver verdadeira justiça neste caso do Polanski, precisaria também ser provado o estupro.
Por que devemos acreditar cegamente nos pais da modelo, que, obviamente, poderiam estar tentando extorquir Polanski?
Quem garante que ela ainda fosse virgem?
Como provar que ela foi realmente drogada?
Só num país tão moralista (no pior sentido do termo) como os EUA alguém pode ser incriminado com base em acusações tão frágeis quanto as que foram assacadas contra Tyson e Polanski.
O pugilista - com o qual, vale dizer, não tenho a mais remota identificação como ser humano - nunca mais foi o mesmo. Entrou no presídio como campeão, saiu como saco de pancadas.
E, para suavizar a pena, acabou sendo obrigado a indenizar a piranha. Esta obteve, afinal, o michê que Tyson deve ter-lhe negado naquela noite. Ela foi buscá-lo nos tribunais.
Polanski corre o risco de morrer na prisão por conta de um episódio extremamente discutível, que exala o cheiro inconfundível de arapuca.
De resto, até no caso de um indivíduo tão abominável como o Brilhante Ustra, meus sentimentos humanitários se rebelam ante a hipótese de enviar-se um ancião para o cárcere por delitos longínquos e quando já não oferece perigo de reincidir nos crimes dos quais o acusam. Ninguém merece expirar numa prisão. Ninguém!
Polanski tem, sim, uma grande e incontestável culpa: a de ter ido na conversa de advogados, admitindo as tais "relações sexuais ilegais".
Ele as considerava ilegais no momento em que as mantinha? Duvido. Então, não deveria ter, oportunisticamente, pagado esse preço para esperar o julgamento em liberdade.
Eu diria que ele está sendo perseguido por algo que não fez, mas pagará pelo que fez: a concessão humilhante à farisaica justiça estadunidense.
Mesmo assim, sou absolutamente contrário a mais este ato de desumanidade.
Os usuários do site de relacionamentos Orkut elegeram a candidata de Natal (Rio Grande do Norte) Fernanda Paiva Diniz, 23 anos, vencedora do concurso de beleza Garota Social.
Com um total de 13.679 votos, a potiguar foi consagrada "Miss Orkut" e agora deve assinar um contrato com a agência de modelos Daphne Agency e receber um prêmio em dinheiro.
Modelo desde a adolescência, Fernanda faz alguns trabalhos locais e se inspira na atual Miss Brasil, Larissa Costa, sua conterrânea.
"Obrigada, gente! Estou muito feliz pelo resultado, pois batalhei bastante por isso, mas se não fosse pela ajuda, apoio e voto de todos vcs esse resultado não seria o mesmo. Agradeço do fundo do coração!", escreveu a vencedora em seu perfil do site de relacionamento.
A votação teve início no dia 1º de julho e foi encerrada no último domingo. O concurso foi promovido pela desenvolvedora de aplicativos Mentez.
A candidata de Ibirubá (Rio Grande do Sul) Gianna Cremontti, 26 anos, ficou em segundo lugar na competição. A terceira colocação foi ocupada por Wandreza Basso, 20 anos, de Nova Esperança (Paraná).
PRODUTOS DA LINHA OX MEN SPORT
OX Shampoo Shower Shave 3 em 1, OX Óleo Gel para Massagem e OX Talco Líquido Desodorante proporcionam cuidados diários para homens que se preocupam cada vez mais com o seu bem-estar físico
Nos últimos anos, o homem brasileiro busca aprimorar sua qualidade de vida através da prática regular de atividades físicas para um melhor condicionamento físico e mental. A tecnologia e inovação em produtos cosméticos contribuem para atender este objetivo. E foi ouvindo estes homens que a OX lançou sua linha OX Men Sport.
A linha reúne produtos que trazem em sua fórmula alta tecnologia e qualidade que o homem precisa para repor as energias no dia-a-dia. Ela é composta pelo OX Shampoo Shower Shave 3 em 1, OX Óleo Gel para Massagem e OX Talco Líquido Desodorante.
Os produtos possuem extrato de Gingko Biloba, considerado um forte antioxidante capaz de aumentar a irrigação dos tecidos e melhorar sua oxigenação; Erva Mate que refresca e tonifica o sistema muscular; e Café Verde que possui propriedades regenerativas e hidratantes. Suas embalagens foram desenvolvidas em formas anatômicas em cores intensas e vibrantes.
A linha OX Men Sport foi criada após de pesquisas coordenadas pela equipe de marketing da OX. Identificou-se que muitos homens procuram produtos práticos para as suas necessidades do dia-a-dia. "Isso nos mostrou que há muito tempo o homem percebeu que cuidar do corpo e da aparência é essencial para o bem-estar, deixando de ser um privilégio apenas das mulheres. A OX Cosméticos não poderia deixar de atender essas necessidades e transformações do universo masculino”, explica Márcia Cézar, Gerente de Marketing da OX.
Abaixo confira mais informações dos produtos da linha OX Men Sport:
O OX Men Sport Shampoo Shower Shave 3 em 1 oferece praticidade e eficácia para os homens, pois possui função multifuncional: Shampoo + Shower + Shave que lava os cabelos, limpa o corpo e auxilia no deslizamento da lâmina durante o barbear. A dica é aplicar o produto no rosto e no corpo todo. Ao espalhar, o produto oferece uma espuma cremosa que não irrita a pele e pode ser usada para barbear.
Preço público sugerido R$ 17,00.
Depois de um dia agitado de trabalho ou após a prática de exercícios físicos, o OX Men Sport Óleo Gel para Massagem pode ser aplicado no corpo proporcionado alivio aos músculos cansados. Sua tecnologia Pró-Relax possui ingredientes ativos que trazem vigor, alívio, e relaxamento. Sua formulação traz extratos de Erva Mate que refresca e tonifica o sistema muscular e de Café Verde que possui propriedades regenerativas e hidratantes.
Preço público sugerido R$ 13,30.
O OX Men Sport Talco Líquido Desodorante Pró Defense foi elaborado para proteger partes do corpo como pés, virilhas e axilas e combater odores causados por bactérias e umidade. Sua consistência líquida e de fácil aplicação, espalhabilidade e absorção cria uma fina camada protetora na pele. Sua textura deixa um toque seco e fresco evitando que a pele se irrite atravéz do atrito causado por roupas ou prática de exercícios físicos. Sua formulação contém extratos de Erva Mate que refresca e tonifica o sistema muscular e de Café Verde que possui propriedades regenerativas e hidratantes. Além disso, possui também o extrato de Gingko Biloba, considerado um forte antioxidante capaz de aumentar a irrigação dos tecidos e melhorar sua oxigenação.
Preço publico sugerido R$ 9,50.
SAC: 0800 703 40 71 www.oxcosmeticos.com.br.
Sobre OX Cosméticos - A OX Cosméticos faz parte da Divisão de Higiene e Beleza do Grupo Bertin. Desde seu lançamento em 1995, o diferencial da marca é seu constante investimento em alta tecnologia de produto aliada à pesquisa de matérias-primas naturais para elaboração de produtos inovadores. Possui mais de 130 produtos para os cabelos e para a pele distribuídos nas linhas: Plants+ Plants, Tutano, Tutano Vegetal, Raízes, Nutrients, Solar, Corpo, Crespos e Cacheados, Men, Men Sport, Sabonetes Líquidos, Sabonete Máxima Hidratação, Sabonete Vegetal, Óleos para Banho, Desodorantes Femininos, Flores e Frutas, Finalizadores e Kits. Possui distribuição nacional em farmácias, perfumaria e supermercados.
Sobre a Bertin Higiene e Beleza - A Bertin Higiene e Beleza é uma divisão de negócios do Grupo Bertin. Além da marca OX Cosmésticos, a empresa é detentora das marcas Francis, Phytoderm, Neutrox, Karina, Kolene, Suas linhas de produtos proporcionam cuidado diário com o corpo e os cabelos, em mais de 500 itens cosméticos e de perfumaria.
Inventores usam sua criatividade para facilitar os cuidados com a beleza
Três paulistas e um mineiro são autores de um pente elétrico, uma escova antiqueda e de um secador de cabelos para ser usado na ventilação do carro
A criatividade e a inventividade do brasileiro também podem estar a serviço da beleza. É o caso de recentes inventos de três paulistas e um mineiro, o Pente Elétrico, por Marileuza David de Sousa; o Dry Hair Car, secador de cabelos para ser usado dentro do automóvel, criado pela dupla Arthur Ferreira e Maria Teresa Guerra; e a Escova Antiqueda, pelo empresário mineiro Robson Calixto Cruz.
Dry Hair Car - Secador especial para ser acoplado à saída de ar do veículo – Criatividade a quatro mãos. É o caso do zootecnista Arthur Augusto Ferreira e de sua sócia, a professora Maria Teresa Araujo Guerra. Moradores da cidade paulista de Campina do Monte Alegre, eles criaram um secador de cabelos que facilita a vida de quem sai de casa com o cabelo molhado e quer aproveitar o tempo parado no congestionamento para pôr a beleza em dia. A ideia surgiu por acaso, como conta Ferreira: “Estávamos eu e minha sócia no carro um dia e ela saiu atrasada de casa com o cabelo molhado. Ela pediu que ligasse o ar quente para secar o cabelo, como sempre fez. Ao observar a ação, concluí que é um sistema eficiente, porém desconfortável. Foi aí que tivemos a ideia de acoplar um cano no sistema de ventilação do veículo para direcionar o vento e, assim, facilitar o processo”. Ele explica que foram feitos três protótipos, até que obtiveram o formato final: “Fizemos um equipamento formado por encaixe e mangueira. O melhor é que não requer energia, apenas a própria ventilação do carro, de preferência o ar quente. Para usá-lo, basta encaixar o dispositivo numa das saídas de ar e fechar as outras”, detalha. “Considero nosso invento prático para qualquer pessoa, porque pode ser usado na falta de tempo de secar os cabelos antes de sair e até depois de uma chuva repentina, podendo também aquecer o corpo e os pés”, imagina Ferreira. “Pensamos em vender a ideia para qualquer empresa de acessórios de carros ou fabricantes de secadores de cabelo”, calcula.
Dispositivo aplicado em Escova de Cabelo – Trata-se de uma escova antiqueda de cabelo, criada pelo empresário e administrador Robson Calixto Cruz. Mineiro de Governador Valadares e hoje com 39 anos, Cruz desde cedo tem sinais de calvície: “Travo uma luta pessoal há mais de quinze anos, pois a calvície sempre me incomodou muito; nada do que usava fazia efeito e não tinha dinheiro para transplante capilar. Com meus conhecimentos sobre lapidação de pedras preciosas e semipreciosas, comecei a pesquisar a respeito e criei uma escova capilar com cabochões (cones) de cristais naturais polidos nas pontas das cerdas”. Segundo os estudos de Cruz, esses cristais promovem limpeza profunda e massagem do couro cabeludo. Com a experiência, ele concluiu que a escova previne e trata qualquer calvície, inclusive a hereditária, além de fortalecer cabelos finos: “O invento não só paralisou a progressão da minha calvície, como promoveu surpreendente recuperação de cabelos nas áreas ralas e calvas, melhorando consideravelmente seu brilho e volume”. Além de testar em si mesmo, Cruz está fazendo experiências com amigos e amigas e observando a ação do produto durante meses. “Em todos os casos há uma surpreendente melhora”, conta, orgulhoso, o empresário que sonha ver seu invento sendo utilizado em clínicas, salões de beleza e nas residências. Com o produto patenteado nacional e internacionalmente, Cruz espera formar parcerias com grandes empresários para sua fabricação e comercialização.
Dispositivo Aplicado em Pente Elétrico – A dona de casa Marileuza David de Souza, de São Bernardo do Campo, queria resolver o problema da demora dos aparelhos tradicionais em fazer tratamentos de beleza. Ela criou um dispositivo em forma de pente elétrico, que serve para alisar os cabelos a quente, a partir da raiz. “O aparelho dispensa o uso de produtos químicos e de pranchas e pode ser usado até em crianças”, conta. Ligado à eletricidade, segundo a inventora é um produto de fácil manuseio, que permite modelar os cabelos da forma desejada, sem a necessidade de escova ou pente adicional. A criação está patenteada e pretende atingir o público em geral: “Minha intenção é colocar um produto novo no mercado, para facilitar o dia a dia de pessoas que não têm tempo, nem poder aquisitivo, para estar sempre no salão de beleza. Estou aberta a propostas de fabricantes do ramo”.
Serviço:
Empresários interessados em produzir os inventos ou comprar uma das ideias podem entrar em contato com a Associação Nacional dos Inventores pelo telefone (11) 3873-3211.
Sobre a Associação Nacional dos Inventores
Tudo começa com uma boa ideia na cabeça.Após o desenvolvimento de um protótipo e a realização de testes, o inventor tem a certeza de que o fruto daquela boa ideia vai melhorar a vida de muitas pessoas. A partir daí, muitos deles se perguntam: “O que fazer agora?”.
A Associação Nacional dos Inventores foi criada exatamente para que as invenções brasileiras sirvam a toda a sociedade e para estimular os inventores a continuar dedicando-se à descoberta de novidades. “Nosso papel é incentivar e popularizar as inovações tecnológicas no País”, afirma o presidente e fundador da entidade, Carlos Mazzei. “Trabalhamos na orientação e regularização das patentes de projetos e na posterior comercialização dos inventos em escala industrial”.
Mazzei, também conhecido como “empresário dos inventores”, dedica-se integralmente à busca pelo reconhecimento dos inventos brasileiros. “Quando se fala em invenção, muitos pensam apenas em projetos ‘malucos’. Eles também existem, mas, anualmente, são desenvolvidos diversos produtos e soluções para os problemas cotidianos”.
Muitos projetos de extrema importância ainda aguardam investidores decididos a produzi-los em escala industrial. Outros já estão no mercado, trazendo bons lucros a quem os criou.
Fluido reparador doador de brilho
A Dermage lança um novo conceito reparador de pontas dos cabelos. Mais do que um finalizador, o REVITRAT ULTRA REPAIR foi desenvolvido com silicones especiais e ativos hidratantes que agem nas pontas secas, duplas e danificadas dos cabelos, devolvendo a integridade e brilho aos mesmos. Protege os fios das agressões externas, proporcionando brilho intenso, maciez e sedosidade.
PRINCÍPIOS ATIVOS:
• CICLOMETICONE: permite bom espalhamento e fácil remoção. Além disso, proporciona toque macio e suave ao cabelo. • DIMETICONE: confere penteabilidade aos cabelos úmidos ou secos, além de brilho e suavidade. • ALOE VERA: devolve a maciez e hidratação. Ajuda a desembaraçar os fios, deixando-os macios e brilhantes. • D-PANTENOL: atua na retenção da umidade natural dos cabelos, evitando a formação de pontas duplas e reparando danos causados por tinturas, permanentes e outros agentes químicos.
INDICAÇÃO * Pode ser usado diariamente ou sempre que desejar maior brilho e maciez dos fios. * Para proteger os cabelos, antes e depois do secador / chapinha. * Para finalizar e modelar penteados. * Para reduzir o frizz e o ressecamento dos cabelos.
UTILIZAÇÃO: Espalhar o produto nas palmas das mãos e aplicar de maneira uniforme sobre os cabelos úmidos ou secos, evitando a região da raiz. Pentear o cabelo como de costume. Preço: R$ 29,00
Sobre a Dermage Empresa brasileira especializada no segmento de dermocosméticos, a Dermage é reconhecida pelos dermatologistas, e pelo público em geral, com base no alto padrão de qualidade de seus produtos e na constante busca por inovação e eficácia.
O portfólio de produtos Dermage conta hoje com mais de 100 produtos nas linhas rosto, corpo, solar, cabelo, make-up e bem estar. Os produtos são produzidos nos Laboratórios Dermage com tecnologia de ponta e matéria-prima de última geração, e são submetidos a rigorosos testes de eficácia e segurança, sob a supervisão da Anvisa e de institutos de análise.
Fundada em 1990, a Dermage tem hoje 34 lojas em todo o Brasil, além estar presente em mais de 74 lojas multimarcas nas principais cidades do país.
Central de Atendimento ao Cliente: 0800 024 1064 / www.dermage.com.br
Assassinato, lesbianismo e amor em “As Camadas Mais Frias do Ar”
Romance de Antje Rávic Strubel , revelação da literatura alemã, vencedora dos prêmios Hermann Hesse e Rheingau, é editado no Brasil pela Geração Editorial
Numa floresta idílica à beira de um lago na Suécia, um grupo de alemães, na casa dos 30 anos, monitores de uma colônia de férias, procura escapar da civilização, esquecer o passado amargo e ignorar o futuro incerto. "A Natureza não faz perguntas”, diz o anúncio enigmático respondido pela desiludida Anja, contratada para trabalhar no acampamento de verão, onde conhece e fica fascinada pela etérea e misteriosa Siri. Ela é quem coloca a identidade sexual da personagem principal em jogo, enredando-a numa teia confusa e sedutora que faz as duas mulheres entrarem em conflito com o resto do acampamento.
Essa trama delicada, polêmica, envolvendo identidades, lesbianismo, a reunificação das duas Alemanhas e a busca de utopias envolve com vigor o leitor do romance As Camadas Mais Frias do Ar, da jovem revelação germânica Antje Rávic Strubel, que a Geração Editorial lança agora, com magistral tradução de William Lagos, direto do alemão.
A escritora também levanta outras questões no meio da história, ao expor as fissuras mal vedadas da reunificação das duas Alemanhas. Antje coloca o dedo na ferida aberta da sociedade alemã contemporânea e ainda questiona percepção dos homens, das mulheres, do amor e das convenções sociais que definem identidade e gênero, neste romance magistral, definido como “um tour de force lingüístico”, já classificado simultaneamente com história de amor, ficção criminal e romance social.
O livro de Antje Rávic Strubel pode ser comparado a um quadro impressionista. O objeto está próximo, mas ele ganha forma conforme a luz se impõe. Pode parecer num primeiro momento algo óbvio e depois, em poucos segundos, um movimento tão irreal quanto intocável. Para ler As Camadas Mais Frias do Ar é preciso fugir do comum e se aconchegar às sutilezas da escritora, que no ápice da história surpreende ou cala o leitor.
O livro caiu nas graças dos críticos literários da Europa e dos EUA por encarar uma narrativa profundamente inquietante
Opiniões
Para o jornal alemão Die Welt, o romance As camadas frias do ar é “uma obra-prima quase clássica de linguagem, tecida com frases cuja impecabilidade, precisão e profundidade bruxuleantemente tenebrosa são raramente encontradas, e não apenas na geração atual”.
Segundo a revista Literaturen, “é difícil imaginar outro autor contemporâneo capaz de conferir expressão literária à magia da Natureza, aos seus humores, vozes e luzes cambiantes, do modo que essa escritora faz, ou que consiga despertar dúvidas tão radicais natureza emocional humana em meio à exuberância da Natureza”.
Dia 08, terça-feira História/Patrimônio - ARTE E HISTÓRIA EM DOCUMENTO 10h15 Máquina de Fazer Democracia. 55min. 15h A Bença. 55min. Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL 16h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min. ESPECIAIS 18h Oficina de Elaboração de Projetos para a Programação de 2010. ARTES VISUAIS 19h Abertura da exposição "Barcos do Brasil". 120min. ESPECIAIS Local: Casa da Comédia Cearense 19h Oficina de Informação e Prática Teatral. 120min.
Dia 09, quarta-feira Artes Cênicas - TRADIÇÃO CULTURAL 12h As Canções de Dona Maria. 50min. Artes Cênicas - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE 14h Procedimentos para Cenas Cômicas. 240min. Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL 16h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min. Local: Casa da Comédia Cearense 17h Oficina de Iniciação Teatral (Turma I). 120min. Artes Cênicas - TRADIÇÃO CULTURAL 18h As Canções de Dona Maria. 50min. Literatura/Biblioteca - TROCA DE IDÉIAS 18h Literatura no Vestibular - Aves de Arribação. 120min. ESPECIAIS Local: Casa da Comédia Cearense 19h Oficina de Iniciação Teatral (Turma II). 120min. Dia 10, quinta-feira História/Patrimônio - PERCURSOS URBANOS 13h Como Fazer Um Piquenique na Pracinha. 180min. Artes Cênicas - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE 14h Procedimentos para Cenas Cômicas. 240min. Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL 16h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min. Artes Cênicas - ATO COMPACTO 16h30 ATO. 50min. 18h30 ATO. 50min.
Dia 11, sexta-feira Artes Cênicas - ATO COMPACTO 12h Avental Todo Sujo de Ovo. 60min. Artes Cênicas - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE 14h Procedimentos para Cenas Cômicas. 240min. Artes Cênicas - ATO COMPACTO 15h30 Avental Todo Sujo de Ovo. 60min. Local: Praça do Ferreira 16h Palhaço Colorau e Neorlândio. 40min. Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL 16h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min. Artes Cênicas - ATO COMPACTO 18h30 Avental Todo Sujo de Ovo. 60min. Dia 12, sábado Especiais - ARTE RETIRANTE Local: Espaço Viva Gente - Jardim União - Fortaleza-CE 10h Contação de Histórias - Contos Nordestinos. 50min. Cinema - CURTA MUITO 10h30 Fulô de Kuroyama. 13min. 10h43 Miúdos. 13min. 10h56 O Facínora. 3min. 11h Açacinaram a Gramatika. 10min. História/Patrimônio - PERCURSOS URBANOS 15h A Cidade Como Playground. 210min. Música - CULTURA MUSICAL 15h Aparecida Silvino; Marcelo Justa & Luciano Sá; e Rogério Franco & Dalwton Moura. 120min. Literatura/Biblioteca - TROCA DE IDÉIAS 17h Literatura no Vestibular - Cordéis e Outros Poemas. 120min. Música - CULTURA MUSICAL 18h Fhátima Santos. 60min. 19h30 David Duarte. 60min. Especiais - ARTE RETIRANTE Local: Centro de Educação, Arte e Cultura Portal da Serra - Centro - Guaiúba-CE 19h30 Contação de Histórias - Contos Nordestinos. 50min. Dia 13, domingo Atividades Infantis - CRIANÇA E ARTE 10h30 Teatro Infantil - Abracadabra. 60min. 11h30 Oficina de Arte - Eu e a Obra de Arte Contemporânea. 60min. 11h30 Bibliotequinha Virtual - Curso de Internet. 50min. 12h30 Sessão Curumim - Bailey, Um Cão Que Vale Milhões. 92min. 14h Construindo Histórias - Construindo Histórias com Colagem de Retalhos em Caixas. 50min. 15h Teatro Infantil - Abracadabra. 60min. 15h30 Trenzinho da História - Passeio de Trenzinho. 60min. 16h Contação de Histórias - Contos Nordestinos. 50min. 16h Bibliotequinha Virtual - Curso de Internet. 50min. 17h Teatro Infantil - Abracadabra. 60min.
Programação de 08 a 13 de Setembro no Teatro José de Alencar
FONE PARA SERVIÇO: 85/ 3101.2583 - portaria Praça José de Alencar/bilheteria
terça, 08 Visita Guiada ao Theatro 13h, 14h, 15h e 16h R$ 2 (estudante) e R$ 4
Transformação - Musical para criança Luciano Colares Conexão Alegria 18h no palco principal 2kg de alimento Saiba mais: Luciano 3275.8816 9109.0239 * 600 lugares
quarta, 09 Ensaio Aberto 9h no palco principal Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho Saiba mais: www.orquestra-ce-gov.br Livre 600 lugares
Grupo Syntagma 20h no palco principal R$ 8 e R$ 16
quinta, 10 Visita Guiada ao Theatro 8h, 9h, 10h e 11h + 13h, 14h, 15h e 16h R$ 2 (estudante) e R$ 4
O abajur lilás Grupo Imagens de Teatro encena Plínio Marcos. Elenco: Kátia Kamila, Adriana Pimentel, Mara Carvalho, Gilson Tenório, Beto Menêis e Fábio Frota. Direção: Edson Cândido. 19h na sala de teatro R$ 5 e R$ 10
Lançamento cd Azul 20h jardim para convidados * 320 lugares
sexta, 11 Visita Guiada ao Theatro 8h, 9h, 10h e 11h + 13h, 14h, 15h e 16h R$ 2 (estudante) e R$ 4
TJA recebe Mostra de Vídeos da Vila das Artes 18h às 20h no saguão Vídeos e curtas-metragens produzidos pelos alunos da I Turma do Curso de Realização em Audiovisual da Vila das Artes, equipamento vinculado à SecultFor - Prefeitura de Fortaleza. O curso recebe inascrições para nova turma até dia 27 de setembro. Serviço: Inscrições para o II Curso de Realização em Audiovisual somente pelo site www.ccv.ufc.br. Edital disponível no site www.fortaleza.ce.gov.br. Taxa: R$ 20,00 - isenção para alunos da rede pública de ensino. Informações: Vila das Artes (24 de Maio, 1221, Centro), 3252-1444 e 3105-1404. Curso gratuito .
Da paixão sobre borboletas – Uma história desconstruída Solo de teatro de Murilo Ramos livremente inspirado em texto de Caio Fernando Abreu. Grupo Mirabolante dupla 20h sala de teatro R$ 5 e R 10 *80 lugares Para maiores de 18 anos
sábado, 12 Visita Guiada ao Theatro 13h, 14h, 15h e 16h R$ 2 (estudante) e R$ 4
A propósito da noite úmida 19h na sala de teatro R$ 5 e 10 Para maiores de 14 anos * 80 lugares
O mercador de histórias Teatro da Juventude do Rio de Janeiro 17h no palco principal R$ 12 e R$ 24 * meia para estudante, maiores de 60 anos, crianças e acompanhantes * R$ 10 (criança com bônus promocionais) * 600 lugares
Todos os sábados do mês Capitu conta Capitu Solo de teatro de Ana Cristina Viana. Direção: Ana Marlene. A partir do livro de mesmo nome de Adísia Sá com adaptação de Ceronha Pontes 19h no porão * 60 lugares - R$ 5 e 10 * Para maiores de 12 anos
domingo, 13 Visita Guiada ao Theatro 8h, 9h, 10h e 11h + 13h, 14h, 15h e 16h R$ 2 (estudante) e R$ 4
Música no foyer em “Meu amigo, o violão” Recital de violão solo com Marco Leonel Fukuda. Busca a intimidade com o cordofone trazido da Península Ibérica. Uma viagem musical para contar a história do violão, instrumento que é solista e acompanhante, mestiço e polifônico por natureza, uma orquestra de seis cordas dedilhadas, adaptável e nômade como o próprio ser humano. Músicos convidados: Carlos Hardy, George Anderson e Marcelo Mateus. 16h no foyer * 120 lugares – Grátis – Livre
TJA Criança Brincando de Brincar 17h no Teatro Morro do Ouro R$ 5 e 10 Saiba mais: (85) 8607.5502 Livre para todas as idades * 90 lugares
O mercador de histórias Teatro da Juventude do Rio de Janeiro 17h no palco principal R$ 12 e R$ 24 * meia para estudante, maiores de 60 anos, crianças e acompanhantes * R$ 10 (criança com bônus promocionais) Saiba mais: (21) 2552.9379 9955.3484 Luiz Arthur * 600 lugares
A propósito da noite úmida 19h na sala de teatro R$ 5 e 10 Para maiores de 14 anos Saiba mais: Ângela: 3296.7005 8761.9532 * 80 lugares
Sacha Baron Cohen incorpora Brüno, que após duas semanas chega aos cinemas de Fortaleza Em entrevista, personagem se compara a Lady Di e revela suas preferências
Sacha Baron Cohen é um cara que se dedica aos próprios papeis. Depois de fazer o mundo rir com Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, há pelo menos um ano ele é Brüno, repórter fashionista que quer se transformar no mais famoso austríaco depois de Adolph Hitler (nas palavras do próprio).
O personagem está nos cinemas com Brüno, "documentário" (na verdade uma ficção muito bem feita) que mostra suas peripécias. Nas telas, ele fala de assuntos como sexo e política sem qualquer tipo de restrição.
Olá, Bruno. Hoje você está muito sexy. Que marcas está usando? Muito obrigado! Hoje, por exemplo, estou usando, na parte de cima, uma maravilhosa camiseta de seda azul da marca Balenciaga, um culote (espécie de calça de montaria) de veludo da Vivienne Westwood e no meu estômago "visto" o suado esperma de um garçom filipino chamado Cesar.
A "shopaholic" Becky Bloom, fashionista de Nova York, sabe se vestir? Melhor que a Isla Fischer? Definitivamente Isla Fischer se veste melhor que a maioria dos australianos - o que não é muito difícil. Pessoas do país dela se vestem, basicamente, como americanos sem dinheiro. Eu fico pensando como os mendigos australianos saem por aí na rua. Não deve existir nada pior que isso. (A atriz Isla Fischer, mulher de Sacha Baron Cohen, não é australiana e sim de Omã. Ela se mudou para a Austrália aos 3 anos de idade e recentemente interpretou o papel da fashionista Becky Bloom nos cinemas).
Você também é louco por echarpes verdes, como Becky Bloom? Qual acessório é seu amuleto? Eu não deixo minhas roupas no armário a ponto delas ficarem especiais. "Meu" filosofia fashion é cuidar das suas roupas como normalmente as pessoas fazem com seus bichinhos de estimação: você os ama por uma semana, depois os coloca num saco plástico e atira no rio.
Quais são suas aspirações na vida? Eu quero me focar no trabalho social, que já tomou grande parte da minha rotina. Todo ano na Áustria, no "Dia do Santo Adolph", meu programa de caridade Funkyzeit paga um clareamento de dentes para 100 mendigos. Atualmente, estamos levantando fundos para mandar Sammy Kassaie, o produtor de moda "do" Pussycat Dolls, para Darfur. Ele vai transformar uma menina sortuda numa mulher sexy. Nada demais. (resposta recorrente de Brüno para várias perguntas).
Como Brüno lida com a fama? Eu acho muito difícil. Na verdade, sou muito fechado, na minha. Não gosto de ficar falando sobre minha vida pessoal, como deixei muito claro nas minhas três autobiografias. Tenho muito medo que a fama me mate como fez com a Princesa Diana. Você sabe, eu e Di tínhamos muitas coisas em comum: eu também faço trabalho beneficente, sofro de bulimia e durmo com vários jogadores de futebol.
Brüno já disse que admira Adolph Hitler. Por quê? Embora todos se lembrem de Hitler como o cara que criou os uniformes militares mais sensuais dos últimos 70 anos - competindo apenas com os uniformes dos comissários de bordo do Air Malaysia -, na minha opinião ele era meio sacana. Eu conheci o neto de um assistente pessoal do Hitler e, acredite, ele foi um verdadeiro tirano! Muito pior que o Elton John.
Você já teve uma noite de sexo inesquecível? Como foi? Foi uma orgia que fiz com três astros de Hollywood, mas não posso dizer os nomes porque eles não saíram do armário e me confiaram um segredo. Como você está insistindo, posso te dar algumas dicas. Procure os envolvidos nos filmes "Bundudos e Furiosos", "Jerry Magay-er" e "Conan, o Homossexual" (referência aos filmes Velozes e Furiosos, Jerry Maguire e Conan, O Bárbaro, estrelados por, entre outros, Vin Diesel, Tom Cruise e Arnold Schwarzenegger).
Para você, o que é o amor verdadeiro e como saberá que o encontrou? Eu conheci o verdadeiro amor pelo menos duas vezes em minha vida. Uma por sete minutos com Mili, da dupla Milli Vanilli, e depois com meu namorado atual, Diesel, que eu encontrei há 9 anos na Polinésia Francesa. Eu estava usando minha tanga ao pôr-do-sol, na praia, e coletando conchinhas quando avistei um lindo pigmeu. Na época ele trabalhava como o "passador" de óleo nos corpos dos rapazes de um hotel. Ele roubou meu coração, minha carteira e também meu kugelsack.
O que aconteceria se, no futuro, os homens pudessem engravidar? Tom Cruise teria um monte de filhos. Isso eu posso garantir.
Quais celebridades se vestem melhor? Eu acho que a celebridade que se veste melhor no momento é Britney Spears. Você nunca sabe qual vai ser seu próximo look: gorda, careca, vadia, drogada, louca. É tão difícil acompanhar! E o mais mal-vestido é o Zac Efron. Eu gostaria de vê-lo usando minhas coxas como brincos e meu kugelsack em volta do pescoço.
Animação 'Up - Altas Aventuras' promete mais do que cumpre
Em suas primeiras imagens, a animação Up - Altas Aventuras, é bastante promissora. Os 15 minutos iniciais são tão belos quanto criativos e cinematográficos.
Um garotinho vai ao cinema para assistir a um cinejornal sobre seu explorador preferido, Charles Muntz. Porém, quando este não consegue provar a existência de um pássaro raro, ele cai no ostracismo e some da mídia. O menininho, Carl Fredricksen, não se deixa abater. Conhece uma garota com os mesmo sonhos que ele, se apaixonam, se casam e vivem juntos por décadas - até a morte dela.
Em cinco minutos, o filme é capaz de comprimir com maestria meio século da vida dos dois personagens. A montagem, sem qualquer diálogo, conta apenas a história por meio de imagens de forma hipnótica e com ritmo preciso. Por isso, é uma pena que quando o prólogo acaba e o filme realmente começa, os diretores e roteiristas Peter Docter (Monstros S.A.) e Bob Peterson (roteiro de Ratatouille) mandam a criatividade e ousadia para a estratosfera e desenvolvem uma história burocrática com um vilão desnecessário e que não convence.
Carl cresce e se torna um velho rabugento e solitário cuja casa é um empecilho para os planos imobiliários de uma construtora, interessada em construir prédios no mesmo quarteirão. Quando finalmente parece que vai ceder e ir para um asilo, ele prende milhares de balões coloridos à chaminé de sua lareira e levanta vôo.
Quando está nas alturas, descobre que tem um passageiro non grato. Trata-se do pequeno gorducho Russel, um garoto hiperativo que precisa ajudar um idoso para ganhar um distintivo de Explorador da Vida Selvagem Sênior.
Como não há outra saída, Carl tem de levar o garoto com ele pois, afinal, já estão voando. Uma série de incidentes os leva até o objeto do velhote: pousar sua casa numa região paradisíaca da América do Sul, que ele e sua mulher sonhavam conhecer.
Docter e Peterson não têm limite de imaginação para o visual, criam uma floresta, cachoeiras e animais, como um pássaro raro de um colorido de encher a tela. No entanto, no campo da narrativa, eles estão presos às convenções preestabelecidas do padrão Disney, mesmo sendo uma produção da Pixar, que fez filmes como Procurando Nemo e Os Incríveis.
Primeiro: é necessário ter um vilão. Não importa como, não importa quem, mas num dado momento é preciso que um vilão surja na tela para ser um obstáculo ao herói. Aqui, eles resgatam Charles Muntz, que ficou perdido lá no primeiro rolo de filme.
Esse talvez seja o maior problema de Up - Altas Aventuras: o personagem e seu desenvolvimento soam tão fora de contexto que não fazem muito sentido. Ele é apenas uma necessidade burocrática para manter a história em movimento.
Cercado de cachorros falantes - graças a um dispositivo inventado por ele - Muntz vive pela obsessão de capturar o pássaro colorido e raro, a quem Russell deu o nome de Kevin. O vilão é uma espécie de Capitão Ahab - o louco obcecado pela cachalote-título de Moby Dick. Up - Altas Aventuras estreia em versões 35mm e 3D, todas dubladas em português. O humorista Chico Anysio faz a voz de Carl. Segundo a revista Variety, os óculos especiais diminuem em média 20 por cento da luminosidade de um filme. Talvez valha a pena assistir a uma sessão 'normal', que destacará o brilhos das imagens coloridas.
Excessos atrapalham filme 'O Sequestro do Metrô 123' Filme esté em cartaz no Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi - clique e confira a
Há alguns momentos no suspense O Sequestro do Metrô 123, que comprovam estarmos diante de um filme de Tony Scott. É quando a câmera gira. Num filme de Tony Scott, a câmera gira de todas as formas possíveis e imagináveis e, a cada novo trabalho, o diretor parece aumentar a lista de possibilidades para esse efeito. O problema é que há muito tempo esse tipo de artifício deixou de ser eficiente e passou a ser irritante.
Irmão mais novo de Ridley Scott, Tony chamou a atenção nos anos 1980 com Fome de Viver, mas ficou famoso mesmo em meados daquela década com Top Gang - Ases Indomáveis. Desde então, sua carreira andou na corda bamba dos filmes medíocres com cara de videoclipe.
É o caso de O Sequestro do Metrô. Trabalhando com um roteiro de Brian Helgeland (Sobre Meninos e Lobos), a partir de um romance de John Godey já filmado duas vezes - em 1974, por Joseph Sargent e, em 1988, numa produção para a TV por Félix Enríquez Alcalá - o diretor encontra uma desculpa para todos os seus tiques visuais de comercial de televisão.
Como o título já entrega, o filme é sobre o sequestro de um trem do metrô de Nova York. John Travolta (o eterno Tony Manero) é o vilão, Denzel Washington (O Gângster), mais uma vez é o sujeito comum que salva o dia bancando o herói. A trama, por si, não tem nada de novo, mas poderia manter a tensão não fossem os exageros visuais de Scott.
Walter Garber (Washington) é um controlador de tráfego do metrô que atende a ligação do sequestrador Ryder (Travolta), que tomou um vagão com passageiros e, em uma hora, começará a matar um por minuto se o seu pedido de resgate não for atendido. É uma corrida contra o tempo - e Scott parece levar isso a sério demais com sua câmera giratória e planos que duram um piscar de olhos.
Em meio a esse caos visual de fotografia estourada, cores saturadas, cortes rápidos e câmera frenética existe uma questão moral soterrada. O personagem de Washington é investigado por suborno e o de Travolta tem um passado que vai se revelando pouco idôneo também.
James Gandolfini (Tony Soprano) é o prefeito de uma Nova York pós-11 de Setembro, pós-Giuliani, na qual o dinheiro, mais do que nunca, manda e desmanda nos homens. Alguns aceitam as ordens por motivos nobres, outros, por pura ganância. Seria um comentário ácido - embora pouco original - não fosse o desvario ao qual O Sequestro do Metrô 123 se entrega antes mesmo de acabar a sequência de créditos iniciais.
As cenas de ação, especialmente aquelas que acontecem na superfície da cidade (e não no vagão sequestrado) são absurdamente exageradas e parecem planejadas apenas para aplacar a fome de Scott pelo caos.
Fosse feito alguns anos atrás, ainda no calor do 11 de Setembro, talvez O Sequestro do Metro 123 fosse mais palatável - ao menos para os nova-iorquinos. Agora, quase uma década depois do ataque terrorista, o filme se perde e fica girando em falso, como a câmera de seu diretor.
Criança é capaz de maldades extremas em 'A Órfã' Há quem diga que as crianças, por causa de sua ingenuidade, são capazes das maiores crueldades. E o cinema tem carimbado essa tese com exemplos como Damien, de A Profecia. Poderíamos também imaginar o que faria o bebê de Rosemary quando desse seus primeiros passos. Agora chega mais uma criança adorável para aumentar a lista de representantes do mal: Esther, a protagonista do terror A Órfã.
Esther é uma garotinha sem ninguém no mundo que cai nas graças de Kate (Vera Farmiga, de Os Infiltrados), uma ex-alcoólatra cujo terceiro filho nasceu morto e, por isso, decide adotar uma criança. Os problemas em casa não são poucos. O marido, John (Peter Sarsgaard, de Fatal), é meio desligado e ela se culpa pelo problema de audição de sua filha Max (Aryana Engineer), causado por um acidente.
Tentando dar um novo fôlego para a família, Kate encontra Esther num orfanato. A diretora da instituição mal consegue esconder sua surpresa e alívio pela adoção da criança (Isabelle Fuhrman). Por que será?
No início, a garota é educada, gentil e muito dedicada. Sua fala tem um leve sotaque, mas nada que atrapalhe sua compreensão. Sempre com roupas recatadas e uma Bíblia debaixo do braço, a menina sabe que é diferente e vive falando isso. Mas Kate, como mãe dedicada que é, explica para a nova filha que não há nenhum problema em não ser igual aos outros.
Mal sabe ela o que está para acontecer em sua casa. Esther fica amiga de sua nova irmã, mas é hostilizada pelo primogênito, Daniel (Jimmy Bennett). Em relação aos pais, ela tem atitudes estranhas e sempre aparece na hora em que eles estão tendo alguma intimidade.
Se isso é por acaso ou proposital, só mais tarde iremos descobrir. A verdade é que A Órfã, que começa de forma quase humorística, se torna bastante violento. Esther é capaz de muitas crueldades.
Kate passa a ser a única a desconfiar que Esther é má. Tudo terá uma explicação, em seu devido tempo, mas não peça plausibilidade. O efeito buscado aqui é mais a surpresa do que a veracidade.
Nos Estados Unidos, o filme causou polêmica, fazendo com que instituições especializadas temessem uma diminuição no número de casais que procuram orfanatos em busca de adoção. Uma frase ("Deve ser difícil amar uma criança adotiva mais do que seus verdadeiros filhos"), em especial, teve repercussão negativa e acabou sendo removida do trailer do filme.
Dirigido pelo espanhol Jaume Collet-Serra (A Casa de Cera), o filme combina todos os tiques básicos do gênero: ruídos abruptos, momentos de surpresa e música típica. Quem se destaca é Isabelle Fuhrman, no papel-título, capaz de provocar arrepios de medo e aflição.
Novidade no elenco de "Area Q", o filme internacional sobre alienígenas que será rodado no Ceará
Tânia Khalil se junta ao elenco que já tinha Murilo Rosa, Karla Karenina e Isaiah Washington
AREA Q, longa metragem gênero drama/ficção científica sobre contatos imediatos do 3o, 4o. e 5o grau no interior do Ceará (Quixadá e Quixeramobim) iniciará suas filmagens de 23 de setembro à 20 de outubro, continuando em Los Angeles, Califórnia, de 05 à 12 de novembro.
No elenco já estão confirmados Isaiah Washington (do seriado de sucesso mundial, "Grey's Anatomy") e Murilo Rosa ("Caminho das Índias", "Orquestra dos Meninos"). Para nosso orgulho, a mais recente estrela a aderir ao projeto é a talentosa atriz TÂNIA KHALIL ("Caminho das Índias"), que fará sua estréia no cinema.
O talento cearense estará representado por Karla Karenina, Leuda Bandeira, Rodger Rogério, Sol Morfeur, dentre outros atores/atrizes e profissionais.
AREA Q terá Direção/Produção de Gerson Sanginitto (brasileiro radicado em Los Angeles) e Produção/Produção Executiva do cearense Halder Gomes.
O projeto é uma coprodução Brasil/EUA, entre as produtoras Reef Pictures Inc., ATC Entretenimentos, Estação Luz Filmes e Boa Vontade Filmes, do grupo LBV (Legião da Boa Vontade), que também fará sua estréia numa produção cinematográfica.
AREA Q é representa uma luta pessoal de 10 anos (o filme seria rodado no Arizona) do realizador cearense Halder Gomes, para provar a investidores internacionais que o Ceará é um local com diversidade de locações, infra-estrutura, capacidade técnica/artística e rico em histórias para realizações cinematográficas. Mesmo antes de sua realização, mais 2 produções de Los Angeles acenaram o interesse de aportar em nosso Estado.
AREA Q é uma produção independente, sem Leis de Incentivos Fiscais, formada de parcerias e muita dedicação dos seus realizadores.
Cinema, Vídeo, Fotografia, Música, Oficinas Educativas, Palestras, SHOWS... Nóia! O festival está de volta!
Estão abertas e seguem até 20 de setembro as inscrições para o 8º NÓIA - Festival do Audiovisual Universitário. O Festival é composto por três mostras: Mostra Nacional de Cinema e Vídeo Universitário, Mostra Cearense de Fotografia Universitária e Mostra Cearense de Bandas Universitárias. A programação é ainda formada por oficinas e palestras de acesso gratuito.
O NÓIA é um espaço destinado à divulgação da produção audiovisual realizada por universitários de todo país, além de abrir caminho para a profissionalização de jovens e adultos por meio do audiovisual e para a democratização do acesso de diferentes públicos às produções culturais na área de fotografia, cinema e música.
Para os interessados, o regulamento e a ficha de inscrição para as três mostras que compõem o Festival estão disponíveis no site festivalnoia.com. Podem participar da Mostra Nacional de Cinema Universitário estudantes universitários de todo o país. Já as Mostras de Fotografia e Bandas são destinadas unicamente ao público universitário cearense.
Além das tradicionais Mostra Nacional de Cinema e Vídeo e Mostra de Fotografia Universitária e Mostra de Bandas, a programação do 8º Festival NÓIA inclui ainda oficinas e palestras de acesso gratuito.
As atividades acontecem no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no SESC SENAC Iracema, no Museu da Imagem do Som (MIS) e na Vila das Artes.
O Festival é uma realização da Academia de Ciências e Artes – ACARTS em parceria com a produtora CICLOS Comunicação e Cultura.
Mostra Nacional de Cinema e Vídeo Os curtas-metragens inscritos na Mostra serão julgados por profissionais locais e nacionais e concorrem ao Troféu NÓIA nas seguintes categorias: Melhor Ficção / Animação; Melhor Videoclipe; Melhor Documentário; Melhor Experimental e Melhor Publicitário. Os filmes selecionados concorrem ao Troféu Nóia na categoria Melhor Filme – Júri Oficial. E os filmes e vídeos juntos concorrem ainda: Melhor Curta-metragem – Júri Popular, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator e Melhor Atriz.
Mostra Cearense de Fotografia As fotografias selecionadas serão analisadas por uma Comissão Julgadora (formada por fotógrafos locais) que selecionará os trabalhos que farão parte da mostra e escolherá as três melhores fotos a serem agraciadas com o Troféu NÓIA, com base nos seguintes critérios: criatividade na composição da fotografia e habilidade técnica na execução.
2º NÓIA EQUALIZE - Mostra de Bandas Universitárias Os vencedores serão escolhidos por meio de avaliação realizada por uma Comissão Julgadora, composta por profissionais locais. Os vencedores serão contemplados com o Troféu NÓIA nas seguintes categorias: Melhor Banda (Júri Oficial e Popular) e Melhor Música Autoral.
8º NÓIA - Festival do Audiovisual Universitário de 27 a 31 de outubro de 2009 em Fortaleza (CE) inscrições abertas até dia 20 de setembro info: (85)8836-5570 (Luana Amorim) ou festivalnoia.com
Cineclubes Em setembro tem espaguete, mandinga, política e curtas regionais na Vila Ação faz parte da política da Prefeitura para o audiovisual, voltada à difusão de filmes, formação de platéia e democratização do acesso aos espaços públicos
Com o propósito de incentivar ações de cineclubes no estado do Ceará, a Vila das Artes, equipamento vinculado à Secretaria de Cultura da Prefeitura de Fortaleza, apóia a ação cineclubista através da cessão de espaço para a exibição e debate de filmes e vídeos. O programa faz parte da política pública para o audiovisual, voltada à difusão de filmes, formação de platéia e democratização do acesso aos espaços públicos.
Os Cineclubes foram selecionados através de edital público (Apoio ao Cineclubismo) lançado em junho deste ano e pensado para ampliar e democratizar o acesso aos espaços públicos já que segundo dados disponibilizados recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apenas 13% dos brasileiros freqüentam o cinema ao menos uma vez por ano e mais de 90% dos municípios não possuem salas de cinema, teatro ou museu. As sessões são gratuitas com início às 18h30. Desde agosto e nas próximas segundas-feiras do ano haverá exibição gratuita de filmes e vídeos na Vila das Artes.
A programação é gratuita e está aberta para interessados e amantes da sétima arte. Em setembro o Cine Alumbramento ocupa o auditório da Vila, excepcionalmente na terça-feira, dia 8, para exibir os curtas “Alto Astral”, de Hugo Pierot e Gláucia Barbosa, “Matryoska”, de Salomão Santana e “Um Corpo no Céu’, de Luisa Marques. As exibições terão a presença dos realizadores para um bate papo após a sessão.
Na segunda-feira, dia 14, tem Amém, de Konstantinos Costa Gavras, cineasta adepto ao cinema político e fez diversos filmes sobre a ditadura no mundo. A mostra é produzida pelo Cine homônimo Costa-Gavras. O filme foi produzido em 2001 e retrata a 2ª Guerra Mundial, sob o olhar de um oficial alemão que tenta avisar ao Vaticano sobre as atrocidades cometidas contra os judeus nos campos de concentração.
O Cine Pernada, que ocupa a Vila na terceira segunda-feira do mês, dia 21, lança luz sobre a capoeira, sua história, a biografia de cada capoeirista e seus símbolos em filmes nacionais. Após cada sessão tem roda de capoeira ao ar livre na praça da Vila. Neste mês tem o filme Mandinga em Manhattan, de Lázaro Faria. Um belo retrato sobre a expansão da capoeira pelo mundo, tendo como personagens principais os maiores mestres ainda em atividade.
Por fim, na última segunda-feira, dia 28, o Cine Subvercine coloca em foco os filmes do ator brasileiro Anthony Steffen com a Mostra Poeira Bala e Espaguete. Ídolo do cinema europeu, requisitado em diversos western spaghetti, ou bangue-bangue à italiana aqui no Brasil, Steffen (ou Antônio Teffé) viveu vários heróis no cinema, como Django, Sabata, Ringo, Garringo, entre outros. Neste mês tem “Um Homem Chamado Apocalipse”, de Leopoldo Savona.
Programação
Dia 8 - Alto Astral, de Hugo Pierot e Gláucia Barbosa, Matryoska, de Salomão Santana e Um Corpo no Céu, de Luisa Marques. Cine Alumbramento
Dia 14 – Amém (2001), direção: Konstantino Costa – Gavras. Cine Costa –Gavras
Dia 21 - Mandinga em Manhattan (2000), direção: Lázaro Faria. Cine Pernada
Dia 28 - Um Homem Chamado Apocalipse (1971), direção: Leopoldo Savona. Cine Subvercine
Informações na Vila das Artes pelo telefone 3252-1444. A Vila fica na rua 24 de Maio, 1221, esquina com a Meton de Alencar, Centro.
Festival Curta Canoa 2009
O V Festival Latinoamericano de Curta Metragem divulga a lista de selecionados da edição de 2009, que acontece entre os dias 02 e 09 de setembro, na praia de Canoa Quebrada, Aracati/CE. Dos 351 trabalhos inscritos, sendo 271 vídeos e 80 filmes, foram selecionados 18 vídeos e 13 filmes, nos gêneros ficção, documentário e animação. Dez estados mais o Distrito Federal estarão representados durante o festival, sendo quatro do Nordeste (Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte); três do Sudeste (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro); e três do Sul (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul). Na categoria vídeo, três (03) trabalhos cearenses foram selecionados: O sacrifício do jegue (ficção), de José Bob; Invenção do Sertão (documentário), de José Pimentel e Armando Praça; e Alfarrábio (ficção), de Sabina Colares. São Paulo e Rio de Janeiro concorrem com quatro (04) trabalhos cada, o Distrito Federal com dois (02) e os estados Rio Grande do Norte, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais concorrem com um (01) trabalho cada.
Na categoria filmes, o Ceará concorre com quatro (04) trabalhos: Torpedo (ficção), de Márcio Câmara; A Mulher Biônica (ficção), de Armando Praça; Pode me chamar de Nadí (ficção), de Déo Cardoso; e A Montanha Mágica, documentário de Petrus Cariri. De São Paulo foram selecionados três (03); do Rio de Janeiro, dois (02); e dos estados Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco, um (01). Os selecionados serão exibidos na praça principal de Canoa Quebrada durante o festival, concorrendo ao Troféu Lua Estrela, para as mostras de Cinema e Vídeo Brasileiro nas categorias de melhor filme, melhor direção, melhor roteiro, melhor fotografia, melhor trilha original, melhor direção de arte, melhor ator, melhor atriz e melhor montagem e ao Troféu Zé Melancia para a mostra regional. Além dos filmes, consta na programação oficinas, palestras e debates tendo como principal bandeira a consciência em defesa ao meio ambiente. Em 2009, o Festival Curta Canoa completa cinco anos e sempre preservou seu formato original ao homenagear personalidades do município de Aracati que estão em destaque local ou nacional. Dentre os convidados especiais está o ator Emiliano Queiroz que vai lançar um documentário de sua biografia. Natural de Aracati, Emiliano esteve no Curta Canoa 2008 e utilizou imagens do festival no seu filme. Na programação do evento, o público vai poder conferir, além da exibição de vídeos de animação, ficção e documentários, a apresentação de longas: “Patativa Ave Poesia”; “Bezerra de Menezes”; “Abelardo Barbosa, Chacrinha” e outros filmes com temas ligados ao festival. Para a criançada, o Curta vai oferecer a Mostra Infantil (não é competitiva), que conta com a parceria do Instituto Marlin Azul (Vitória-ES), responsável pelo programa de TV Revelando Brasis.
Cine Clube Dragão do Mar
Classificação: 16 anos
16h, no Auditório
Dia 05
O homem que virou suco
Dir: João Batista de Andrade (1979 – 95 min)
Deraldo, poeta popular nordestino recém-chegado a São Paulo tenta sobreviver de sua poesia. Confundido com o operário que mata o patrão, é perseguido pela polícia.
A saga da asa banca
Dir: Lula Gonzaga (1979 – 7 min)
Asa branca é um pássaro que voa do sertão quando percebe a chegada da seca. O semidocumentário em desenho animado retrata a condição do pássaro e do sertanejo.
Dia 12
Deus e o diabo na terra do sol
Dir: Glauber Rocha (1964 – 125 min)
Revoltado com a exploração do coronel Morais, de que é vítima, o vaqueiro Manuel mata-o. Em fuga, Manuel e sua esposa Rosa se integram aos seguidores do beato Sebastião.
Dia 19
Programação Especial Os Diferentes (Destacar)
Do Luto À Luta
Dir: Evaldo Mocarzel (2005 – 75 min)
Ganhador do Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado, Melhor Documentário - Júri Popular, no Festival do Rio, e 7 prêmios no Cine PE, em várias categorias, o filme focaliza as deficiências e potencialidades da Síndrome de Down.
Dia 26
Corisco & Dadá
Dir: Rosemberg Cariry (1996 – 96 min)
O Capitão Corisco, cruel e valente, rapta Dadá condenando-a a difícil vida do cangaço.
A musa do cangaço
Dir: José Umberto (1981 – 17 min)
Depoimentos de Dadá, mulher de Corisco, subtenente do grupo de Lampião, sobre sua vivência entre os capangas.
Cine Clube da Feliz Idade - Café com Tapioca
Acervo Claudio Braymer / Artur Pereira / Franzé Santos
Todos os domingos. Classificação: 14 anos
Dia 06
9h – Festival de filmes do Charles Chaplin
Dir: Charles Chaplin (1938 – 96 min)
Curtas de Chaplin são apresentados com música e efeitos sonoros.
10h – Romeu e Julieta
Dir: George Cukor (1936 – 124 min) Romance
Clássica história do jovem casal que se apaixona e precisa enfrentar a rivalidade de suas famílias.
Dia 13
9h30 – Quarteto Cearense da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho
10h – Capitão Blood
Dir: Michael Curtiz (1936 – 119 min) Aventura
Na Inglaterra, em meados do século 17, o Dr. Peter Blood é preso erroneamente por traição ao Rei James.
Dia 20
9h30 – Dança de Salão com Prof. Chocolate
10h – Luzes da Cidade
Dir: Charles Chaplin (1931 – 87 min) Comédia/Romance
Carlitos se apaixona por uma bela florista cega e se envolve nas maiores trapalhadas para ajudá-la.
Dia 27
9h – Festival de Curtas com Os Três Patetas Vol. 1
(1933 – 95 min) Comédia
Coleção de curtas apresenta os Patetas originais, capturando a fase de transição dos palcos para as telas de cinema.
10h - O Picolino
Dir: Mark Sandrich (1935 – 101 min) Comédia/Musical
Em Londres, um dançarino ensaia seu número de sapateado no quarto do hotel.
Clube do Professor
Seja portador da carteirinha e assista a sessões gratuitas. Para associar-se basta apresentar um comprovante profissional e retirar a ficha na bilheteria dos cinemas. Informações: 85. 3219-2490 / 2641.
Filme Dom Helder, O Santo rebelde
Obra da cineasta Érika Bauer, o filme apresenta a essência da trajetória deste homem que dedicou sua vida à causa dos pobres e oprimidos. 80 min. Classificação livre.
'Uma Canção de Amor' mostra diferentes impactos da 2ª Guerra Filme está em cartaz no Espaço Unibanco Dragão do Mar
Depois de um bem-sucedido início de carreira com o tocante Pequena Jerusalém, que lhe valeu o prêmio de melhor roteiro em Cannes, em 2005, a diretora Karin Albou volta a falar da condição feminina nas culturas judaica e muçulmana.
Desta vez, no entanto, em vez de Paris, a diretora vai a Tunísia, em meio à 2ª Guerra Mundial, e mostra como os conflitos impactaram as relações entre essas comunidades. O resultado está em Uma Canção de Amor, que estreia nacionalmente na sexta-feira.
A história se centra na amizade entre as jovens Myriam (Lizzie Brocheré) e Nour (Olympe Borval). Amigas desde a infância, moram em uma vizinhança pobre, onde judeus e muçulmanos convivem em harmonia.
Por causa da religião, Nour não pode ir à escola e se vê noiva de seu primo Khaled (Najib Oudghiri). Enquanto isso, Myriam é forçada a casar com Raoul (Simon Abkarian, de 007 - Cassino Royale), um médico rico e mais velho, após sua mãe (interpretada pela própria diretora) ter perdido o trabalho por ser judia.
A amizade entra elas começa a mudar com a invasão nazista, em 1942, quando a Tunísia, então protetorado da França (também invadida), é palco de combates. Responsabilizando os judeus como a causa dos conflitos, o Exército alemão começa a cooptar muçulmanos na perseguição a seus inimigos.
Khaled, que precisa de um emprego para se casar, passa a trabalhar para os nazistas, hostilizando a amizade de sua noiva, Nour, por Myriam. Entre a religião, a luta e a condição feminina, Karin Albou mantém sua delicada visão sobre a juventude em meio a desesperança.
A proposta ambiciosa do roteiro é executada com naturalidade pela diretora, que faz um delicado trabalho com suas protagonistas. Com uma narrativa dramática bem pontuada, Uma Canção de Amor - cujo título original e mais correto é "canção das noivas" - usa a sensibilidade contra a barbárie. E se sai muito bem.
O Cinema Argentino tem nos dado ótimos filmes. Esse, ‘Lugares Comuns', em cartaz no cine São Luiz, é mais um a engrossar a lista. Um filme que somente por uma certa aula de um professor já valeria muito a pena assistir. Acontece que o filme por um todo nos levar a várias reflexões. E emociona! Não deu para segurar as lágrimas no final.
O que teria de tão especial nessa aula? Eu não sei se os jovens de hoje criam uma relação de respeito aos professores. Não a todos, mas àqueles que fazem a diferença nessa profissão. Os que tem nela sua profissão de fé. O seu sacro-ofício. O protagonista desse filme, é um deles.
Fernando Robles (Federico Luppin) fora forçado a se aposentar, por decreto, faltando pouco tempo para isso, e ai então sairia com um salário integral. Num governo repressor, seu temperamento anárquico, teve seu nome até endossado pelo Reitor. Sem ter como reverter o quadro, o jeito era se adequar a nova situação. Se o tempo já era dureza para alguém mais novo encontrar emprego, o que dirá alguém da sua idade. Sem esquecer, que não era muito querido no meio acadêmico, por não gostar de cabresto. Nossa! Seu embate com o Reitor, de mente retrógada, é de querer voltar a fita.
Fernando, então dá a sua última aula… “Eu quero que se lembrem que ‘ensinar’ significa ‘mostrar’. Mostrar não é doutrinar. É dar informação, enquanto ensina a maneira de entender, de avaliar, de ponderar, e questionar essa informação.” E é nela que ficaremos conhecendo também o porque do título. (E para uma explicação muito mais detalhada desse termo literário – lugar comum -, leiam aqui.)
O Fernando, dando aula, me fez lembrar de uma Professora, D. Nilza. Num período de Ditadura, ela fez a diferença para nós. Por não adotar oficialmente o livro oficial. Por ele ser emburrecente, nós os deixávamos abertos numa página previamente combinada para o caso de uma visita surpresa de alguém da Diretoria. E assim, com alguma notícia lida no jornal do dia, ela nos dava uma senhora aula de geopolítica. Além de nos fazer gostar de ler os jornais diariamente. Saber o que estava se passando no mundo. Saber questionar os fatos. Valeu D. Nilza!
Além de Professor de Literatura, ele é um Crítico Literário. E guarda um desejo de um dia vir a ser um grande escritor. Por ser muito autocrítico, limita-se a escrever um diário. Um livro que crê que só será lido por sua amada esposa, Lili (Mercedes Sampietro), e quem sabe seu filho único, Pedro (Carlos Santamaría). Esse vive na Espanha com a esposa e filhos. São por essas anotações que somos levados a conhecer esse período da história desse casal encantador. Do que fizeram com a peça que o destino lhes pregou.
Como já estava no programado uma viagem a Madri – o filho os hospedariam, além de dar as passagens -, decidem ir. Para reverem o filho, além de Lili tornar a ver a sua terra natal. Ele até tentou esconder a demissão dela, mas ela o conhecia bem. Resolveram então ocultar do filho. Aqui há algo também para refletir. Isso de tentar poupar alguém omitindo algo que ficará sabendo mais a frente. Por melhores das intenções, pode trazer alguns julgamentos precipitados. E no caso do Fernando, sua relação com o filho já era conflitante. Assim, esse pequeno convívio, já levava uns pontos nelvrágicos. Não deu outra!
Na volta… Lili decide vender seu belo apartamento, herança de família, e embarcar numa nova empreitada do Fernando. Compram uma chácara que fora meio que não mais objeto de desejo do então proprietário. Por ter ficado viúvo. Nas terras, iriam plantar flores para a indústria de perfumes.
Para ambos, era uma grande aventura. Ir morar no campo… Por estarem acostumados ao conforto da cidade. A chácara ficava no meio do nada. Mas de um nada de tirar o fôlego pela beleza. Embora o ex-proprietário deixou quase um manual da plantação a destilação… eles teria que aprender na prática tudo. Com um detalhe a mais nesses esforços, o de Fernando ser um safenado.
Um outro fator relevante nesse filme, é a relação entre patrão e empregado na chácara. Até por conta dos ideais de Fernando. Assim, ganhamos nós com ela. Fernando e Demedio (Claudio Risi) são um show à parte.
E entre tantos lugares comuns… o filme também nos mostra que, por trás de um grande homem, há uma sábia mulher. Assistam! Um ótimo filme para ver e rever.
Animação para adultos na Sessão de Arte do North Shopping
Confira 'Branca de Neve - Depois do Casamento' Tirar sarro dos carinhosos personagens de contos de fada é mais uma maneira que a turma da animação arrumou para levar público ao cinema. Se em Shrek e em Deu a Louca na Chapeuzinho tipos como Lobo Mau, os Três Porquinhos e o Gato de Botas ganharam suas versões turbinadas, em Branca de Neve - Depois do Casamento que estréia nesta sexta-feira (19) nas salas do País, os personagens surgem apimentados.
O desenho animado traz Branca de Neve no momento em que a mocinha conhecerá intimamente o seu Príncipe (nada) Encantado. Como a lua-de-mel vai por água abaixo, o marido, frustrado e ainda virgem, começa a bandear pelos cenários de Cinderela, Bela Adormecida e Chapeuzinho Vermelho.
Libidinoso e cheio de referências sexuais, o longa do cartunista e diretor belga Picha (de Tarzan, a Vergonha da Selva, de 1975) capricha no sarcasmo e na escandalização geral - lembrando vez por outra um pouco o que a trupe Monty Python aprontava. No longa, a única personagem "puritana" é Branca de Neve. Mesmo assim, é disputada por um ogro faminto e por sete anões nada bem-intencionados. Tarados, tentam de qualquer forma fazer com que a donzela vá dormir em sua mina. Diferentemente de Shrek e pares recentes, Branca de Neve - Depois do Casamento é indicado só para maiores de 16 anos.
Branca de Neve - Depois do Casamento. (Blanche-Neige, la Suite / Snow White, the Sequel). Bélgica, 2007, cor, 82 min. Direção, roteiro e animação: Picha. Narração: Stephen Fry. Classificação: 16 anos.
CINEMA DO DRAGÃO DO MAR RECEBE PROGRAMA “IMAGINÁRIO” DO PROJETO CURTA ÀS SEIS
A partir desta sexta-feira, dia 11, entram em cartaz quatro curtas do projeto Curta às Seis com entrada franca. Até o dia 6 de outubro o publico poderá conferir “Até o Sol Raiá”, de Fernando Jorge e Leanndro Amorim, “Santa de Casa”, de Allan Sieber, “Copo de Leite”, de Jura Capela e “Um Caffé com o Miécio”, de Carlos Adriano.
O Curta às Seis teve início em 1999, em apenas uma sala em São Paulo. Hoje em sua sexta edição, o projeto tem exibições em Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Guarulhos, Juiz de Fora, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Campinas, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Paulo e Vitória. Em sua sexta edição, o projeto é uma iniciativa do Circuito Espaço de Cinema, em São Paulo, com patrocínio da Petrobras através da Lei Rouanet.
FORTALEZA
Programação de 11/09 a 06/10/09
Sempre às 18h - Grátis
Programa: Imaginário
Até o Sol Raiá
Direção: Fernando Jorge e Leanndro Amorim
PE – 2007 – 12 min – Animação – cor
Um conto de fantasia e de celebração ao imaginário nordestino. Personagens criados por um artesão em barro ganham vida e agitam uma pacata vila sertaneja numa noite de festa. Funde a tradição do artesanato em barro com o cangaço, numa referência a dois ícones da cultura do Nordeste.
Santa de Casa
Direção: Allan Sieber
RJ – 2006 – 17 min – Animação – cor
Oséias leva uma vida desregrada até que sua mulher tem problemas no parto. Desesperado, faz então uma promessa: se a filha sobrevivesse, ela se chamaria Aparecida; ele pararia de fumar; e durante três Carnavais ele a vestiria de santa e a colocaria em cima de um andor no meio do seu bloco, o Grêmio Carnavalesco Quem Nunca Sentiu Vai Sentir Agora.
Copo de Leite
Direção: Jura Capela
PE – 2004 – 12 min – Exp – cor
O filme flerta com o universo feminino e se lança na natureza numa busca que movimenta riachos, regaços, marés, seios, leite, árvores, umidade, pernas e profundas inquietações.
Um Caffé com o Miécio
Direção: Carlos Adriano
SP – 2003 – 15 min – Doc/Exp – cor
Miécio Caffé, caricaturista, colecionador de discos e pesquisador da música brasileira, retratou a cena musical, os esportes e a política do Brasil, dos anos 50 aos 90, com seu traço peculiar. Falecido em 2003, em São Paulo, o artista gráfico baiano reuniu a maior coleção particular de discos da música brasileira.
"Quanto dura o amor", com Danni Carlos é uma crônica da paixao nos tempos modernos
Quanto Dura o Amor?, novo filme de Roberto Moreira, constrói uma crônica das paixões de três personagens que fogem da solidão na cidade. O filme estreia dia 02 de outubro. No elenco: Danni Carlos, Paulo Vilhena, Silvia Lourenço, Maria Clara Spinelli, Leilah Moreno, Gustavo Machado e Fábio Herford.
Marina, jovem aspirante a atriz, chega a São Paulo cheia de sonhos de independência e realização. Vai dividir um apartamento em um condomínio no coração da cidade com Suzana, advogada solitária e com um quê de mistério. A poucos andares, Jay, escritor de um livro só, procura um sentido para a vida. Na noite, Marina se encanta pela cantora Justine. No Fórum, Suzana e o colega Gil começam um namoro. Na rua, Jay elege para musa a prostituta Michelle. No ritmo impiedoso da cidade, os três vão viver a euforia da paixão e a sua outra face – para descobrir quanto dura o amor.
O Cenário – a cidade
O tom delicado de crônica e os personagens próximos, com dramas facilmente identificáveis por quem vive em uma cidade grande, marcam Quanto Dura o Amor?, segundo longa-metragem de Roberto Moreira. Se em Contra Todos (2003), o premiado filme de estreia do cineasta, a periferia era o epicentro da ação, aqui é num roteiro típico dos jovens adultos de classe média paulistana, dos clubes da rua Augusta ao mar de prédios da esquina das avenidas Paulista e Consolação, que os personagens vivem a descoberta do amor e da decepção, paixão e humilhação, encontros e desencontros.
O elenco
Com produção da Coração da Selva, conhecida por projetos como Antônia, de Tata Amaral (2006) e O Signo da Cidade (2007), de Carlos Alberto Riccelli, Quanto dura o Amor? reúne um elenco de talentos e apostas, arregimentado em meses de testes pela atriz Paula Pretta. “O filme é um ensemble”, diz Roberto. “Aqui, é o conjunto de atores que conta.”
Egressos do teatro paulistano, Silvia Lourenço, de Contra Todos e O Cheiro do Ralo, faz Marina; Fábio Herford é Jay; Gustavo Machado, de Nome Próprio, é Gil. Paulo Vilhena, de O Magnata e Chega de Saudade, vive o dono de boate Nuno. Leilah Moreno, de Antônia, é a irascível Michelle. A cantora Danni Carlos, premiada com um Grammy Latino por seu álbum Música Nova, de 2006, dá vida à também cantora Justine. E a estreante Maria Clara Spinelli empresta a Suzana sua experiência de atriz e de vida.
Trilha Sonora e Danni Carlos
Um dos destaques do filme é a atuação da cantora Danni Carlos, que participou do reality show A Fazenda. Danni interpreta Justine, uma sedutora compositora e cantora da cena underground.
O responsável pela trilha sonora do filme é o maestro e compositor Livio Tratenberg. O repertório inclui versões exclusivas das músicas “High and Dry”, do Radiohead, e dos clássicos “Without You” e “Nature Boy”, todas canções são interpretadas por Danni Carlos.
Premiação
Produzido pela Coração da Selva, Quanto Dura o Amor? foi rodado nos arredores da Av. Paulista e na cidade de Paulínia, onde o longa-metragem recebeu o prêmio de melhor atriz no II Festival Paulinia de Cinema. Duas protagonistas do filme, Silvia Lourenço, que interpreta Marina e Maria Clara Spinelli, que faz o papel de Suzana, foram as premiadas.
Equipe
A construção do tom da interpretação passa pela preparação dos atores, conduzida pelo expert Sergio Penna, do inédito Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto, e que também preparou Rodrigo Santoro para Che, de Steven Sorderberg. Ao longo de um mês, eles freqüentaram os ambientes e viveram as situações pelos quais os personagens passariam, experimentando suas emoções antecipadamente.
No mesmo sentido, a direção de arte de Marcos Pedroso, (Madame Satã e Cinema, Aspirinas e Urubus) trabalhou com a idéia de criar ambientes verossímeis sem chamar a atenção para si mesma; e a fotografia de Marcelo Trotta (O Signo da Cidade, Alice – da HBO e Som e Fúria - da TV Globo), buscou equilibrar o desejo de criar uma estética atraente com o registro dinâmico do plano-sequência.
A produtora do filme, Georgia Costa Araujo, e a atriz Silvia Lourenço assinam o argumento que deu origem ao roteiro escrito por Anna Muylaert (O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias) e Roberto Moreira.
“Não queria fazer um filme áspero, árido. Queríamos chegar a algo sofisticado visualmente, mas desde um registro realista”, explica Moreira.
Diretor
Doutor em cinema pela ECA-USP, mestre em história da arte pela Unicamp e professor de dramaturgia no curso superior de audiovisual da ECA-USP, Roberto Moreira fez sua estreia como diretor do longa-metragem Contra Todos (2004), que recebeu 30 prêmios em festivais nacionais e internacionais. É roteirista dos longas Antônia – O Filme (2006) e Um Céu de Estrelas (1996), de Tata Amaral. Pelo último recebeu os prêmios de Melhor Roteiro na APCA e no Festival de Brasília. Foi diretor de alguns episódios das séries de televisão Cidade dos Homens (2005) e Antônia, exibidas na Globo e produzidas pela O2 Filmes. Seus curtas-metragens e vídeos participaram de festivais como Locarno, Oberhausen, Brasília e Gramado. Na Itália, estagiou na Fabrica, instituição do grupo Benetton voltado para pesquisas na área de arte e comunicação.
Produtora
A Coração da Selva foi criada em 2003 pelos cineastas e produtores Geórgia Costa Araújo e Roberto Moreira, com foco em projetos diferenciados, aliando tecnologia e novos formatos de distribuição. Seu primeiro projeto, Contra Todos, dirigido por Roberto Moreira, foi o filme brasileiro mais premiado de 2004, com 28 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Antônia – O Filme, dirigido por Tata Amaral, foi a primeira ação da produtora no campo das narrativas expandidas para outras mídias: originou um grupo musical, conteúdo cinematográfico para distribuição on-line e uma série de TV, exibida na Rede Globo. Antônia - O Filme participou dos festivais de Berlim, Toronto, Rotterdam, Havana e Los Angeles e ganhou o Prêmio Petrobras da 30º Mostra Internacional de São Paulo (Melhor Filme - Escolha do Público), em 2006. Em 2007, a Coração da Selva co-produziu com a Pulsar Cinema e a Globo Filmes, O Signo da Cidade, dirigido por Carlos Alberto Riccelli e escrito por Bruna Lombardi. O filme ficou em cartaz por mais de um ano, passou por 16 capitais do país e fez sua estreia internacional no Festival Internacional de Roma, em outubro de 2008.
Tecnologia de alta definição
Quanto Dura o Amor? foi o primeiro longa-metragem brasileiro a utilizar a câmera RED ONE, em formato digital de altíssima resolução (4K), superior ao HD.
SONHOS ROUBADOS, novo filme de Sandra Werneck Confira na TV Divirta-CE o novo filme de Sandra Werneck
Jéssica, Sabrina e Daiane sonham como qualquer outra jovem do mundo. Moradoras de uma comunidade do Rio de Janeiro, eventualmente se prostituem para sobreviver e satisfazer seus desejos de consumo. No entanto, mesmo nesse quadro de absoluta incerteza e total falta de horizontes, elas teimam em amar, se divertir e sonhar com um futuro melhor.
Rui e Vani buscam novos parceiros para o casamento em ‘Os Normais 2’
Quando o relacionamento está em crise, alguns casais procuram um analista para superar o momento. Já Rui e Vani procuram uma terceira pessoa para salvar o noivado de 13 anos em "Os Normais 2 - A Noite Mais Louca de Todas", filme baseado na série de TV exibida entre 2001 e 2003 na Rede Globo.
Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães interpretam os personagens do longa, que estreia em cerca de 450 salas nesta sexta-feira (28). Em entrevista em São Paulo, os atores falaram sobre a história, que tem "excitação" como palavra de ordem.
Na trama, Rui e Vani, noivos há 13 anos e morando juntos, percebem que o sexo já não é mais o mesmo e transam muito pouco. Para tentar aquecer a união, ela resolve realizar um sonho de seu amado: um ménage à trois, ou, em bom português, uma transa a três. Daí começa uma ronda em busca de uma mulher para participar da noitada. As possibilidades incluem desde Claudia Raia a Alinne Moraes.
"Vai tudo muito bem até o momento em que percebem que algum dos dois pode se apaixonar por essa terceira pessoa, e acabar com o relacionamento", explica Fernanda. "É quase um filme cabeça. Se fosse francês poderia ter a Catherine Deneuve no papel de mãe, a Juliette Binoche como Vani, e o Vincent Cassel, como Rui", brinca o ator. "Se fosse americano podia ser o Brad Pitt e a Angelina Jolie", dispara a atriz.
Depois de anos longe do casal, os atores contam que entrar no clima não foi imediato. "Num primeiro momento, percebi que ainda não estávamos no tom. O Rui e a Vani são muito elétricos e a gente estava meio lento", confessa Fernanda. "Mas 15 minutos depois, já éramos eles novamente". Guimarães explica que, ao contrário da dupla de atores, os personagens são mais interessantes. "Nós somos tão sem graça. Eles são bem mais divertidos, elétricos, empolgantes".
Brincadeiras à parte, existe uma possibilidade de algum dia o mundo ver um Rui e uma Vani falando em inglês. Segundo o diretor da série e do filme, José Alvarenga Jr, a Rede Globo está em negociação com um canal norte-americano para a venda dos diretos de adaptação do seriado.
TRAILER DO FILME "OS NORMAIS 2"
________________________________________
Chance de um terceiro filme "Os Normais 2" chega aos cinemas com a missão de superar a marca de 3 milhões de espectadores alcançada pelo primeiro filme, lançado em 2003. Se depender do casal de atores, o sucesso está garantido. "As pessoas me param na rua e perguntam sobre a Vani e o Rui. Mesmo longe da televisão, o público não se esquece deles", arremata Fernanda.
Aliás, os dois atores já cogitam um terceiro filme já está engatilhado. "Poderia ser no carnaval da Bahia. Rui e Vani poderiam tentar algo com a Ivete Sangalo, num banheiro apertado de trio elétrico", cogita Guimarães. Então, a solução para uma crise matrimonial é mesmo um ménage a trois? "Certamente, uma terceira pessoa pode esquentar as coisas", brinca o ator. Já para Fernanda, uma viagem basta.
A parceria de Guimarães e Fernanda já rendeu muitos frutos, além de "Os Normais". Atualmente, estão em cartaz no Rio de Janeiro com a peça "Deus é Química", escrita pela atriz, que também traz no elenco Francisco Cuoco, o músico Jorge Mautner e Fransergio Araújo, entre outros. "Eu escrevi a peça, mas não sou dramaturga, não sou escritora. Aconteceu, mas não tenho projeto de ficar escrevendo", diz, deixando claro que sua área é atuar.
O sucesso da peça e de comédias brasileiras recentes no cinema, como "Divã", "A Mulher Invisível" e "Se Eu Fosse Você 2", pode ter a ver com o momento de crise do mundo. "As pessoas pagam para rir. Muitas vezes, vão ao cinema para esquecer. Comédias são mais agradáveis", explica Guimarães.
Em "Os Normais 2", além de muitas estripulias, Rui e Vani cantam logo na primeira cena. "Parece um show da Broadway, mas, na verdade, estão num karaoquê de quinta", explica Guimarães. Os atores contam que além de soltar a voz, eles também dançaram na cena. "Até se cogitou usar bailarinos, mas não seriam o Rui e a Vani. Eles têm que ser desafinados e sem muito jeito para dança", conclui Fernanda.
Para encarar essa correria toda é preciso preparo físico. Fernanda explica que serem atores de teatro ajuda bastante. "Além disso, eu faço ioga, pilates, corro. O Luiz Fernando também corre. Somos atores de comédia física. Não somos humoristas de contar piada. Ganhamos a vida aparecendo no cinema de calcinha, sutiã e cueca".
‘WALDICK, SEMPRE NO MEU CORAÇÃO’, FILME QUE MARCA A ESTREIA DE PATRÍCIA PILLAR COMO DIRETORA, CHEGA AOS CINEMAS
Documentário será lançado em Salvador no dia 21 de agosto e no Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza em 28 de agosto
Os inseparáveis óculos escuros e o chapéu de caubói de Waldick Soriano fascinaram a menina Patrícia Pillar. As canções e a vida que se revelou por detrás do personagem mítico serviram como impulso para a atriz embarcar na sua primeira jornada por trás das câmeras e realizar o documentário ‘Waldick, sempre no meu coração’, que estreia em Salvador no dia 21 de agosto e chega aos cinemas do Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza em 28 de agosto. No dia 13/08, o filme será exibido em praça pública na cidade natal de Waldick, Caetité, localizada no interior da Bahia.
O documentário é o capítulo final de um projeto iniciado em 2005, que contemplou ainda a realização de um show no Cine São Luiz, em Fortaleza, gerando um CD e DVD, lançados no ano passado. “Não queria fazer uma biografia, não me propus a contar a história dele. O filme é basicamente o meu olhar sobre a vida do Waldick, o encantamento verdadeiro que tenho por ele”, explica Patrícia. O lançamento nos cinemas almeja recolocar o artista no lugar onde sempre habitou, o coração do povo. “Waldick era um ídolo popular que ficou um pouco esquecido, mas permanece no imaginário das pessoas. Quero refazer esse elo, apresentar sessões populares, levar o filme ao máximo de lugares que conseguir”.
Patrícia não esconde sua admiração por Waldick Soriano, explicitada já no título do documentário. “Sempre gostei dele, desde quando via aquela figura misteriosa e divertida na TV. Muitos anos depois, pesquisei a obra e fiquei encantada pela voz, pela poesia simples, mas profundamente tocante. Descobri pérolas, músicas que nem sabia que eram dele”. Assim são as canções de Waldick. Fazem parte da memória coletiva, ainda que, por desinformação ou esquecimento, nem sempre lhe seja dado o devido crédito como autor. ‘Eu não sou cachorro, não’, ‘Tortura de amor’, ‘Essa noite que queria que o mundo acabasse’, entre tantas outras, se mantêm como crônicas das desventuras amorosas do povo brasileiro.
A relação de confiança entre Patrícia com Waldick foi sendo construída gradativamente. “No início, ele era muito fechado, desconfiado, mas aos poucos me deixou entrar na vida dele e nos tornamos amigos”. A convivência trouxe para a atriz e cineasta um novo olhar sobre seu protagonista. “Procurava aquela imagem que era quase um arquétipo e me deparei com uma figura fascinante, um homem com um quê de desamparo, mas também uma altivez impressionante. Um senhor já distante do seu auge popular, refletindo sobre as escolhas que fez na vida e as suas respectivas conseqüências. Sempre com um olhar bem humorado”.
O filme despe o mito e veste Waldick com suas imperfeições, seus erros. O passeio pela vida do cantor revela uma forte expressão da cultura brasileira sem perder o foco de que é a história de um ser humano com os traços emocionais inerentes a qualquer pessoa. “Quis separar o homem do artista. Usando o Waldick como personagem, pude falar de temas que me interessam, como a solidão, a eterna busca pela felicidade, o amor, a velhice, a boemia”, afirma Patrícia.
O amor é o protagonista não apenas da obra de Waldick, mas também de sua vida. Impossível estabelecer o limite entre realidade e ficção. O próprio artista dá a pista no filme: “O poeta nasce para pensar no amor. Não tem saída, não (...) a vida é muito complexa e o poeta se apega demais. Quando ele gosta de uma pessoa, gosta pra valer”, confessou diante da câmera. “Ele se autodenominava poeta, não apenas pelo que escrevia, mas, sobretudo, pelo seu estilo de vida”, revela Patrícia. Não por acaso, Waldick teve 14 amores confessados, alguns devidamente registrados no documentário.
‘Waldick, sempre no meu coração’ levou mais de três anos para ser finalizado. As filmagens percorreram a trajetória afetiva e familiar do artista, passando por Caetité, Quixadá, Sobral, Fortaleza e São Paulo, com depoimentos de alguns amigos e amores, além de imagens de arquivo e de shows. “Queria realçar a importância e a beleza da obra do Waldick, mas sem esconder as contradições e angústias do homem que a criou”, finaliza Patrícia.
Waldick – sempre no meu coração
Patrícia Pillar era ainda criança quando foi apresentada à música de Waldick Soriano pelo radinho de pilha de sua babá. O repertório dedicado às dores adultas, falando de amor e saudade, ficaram ali na memória da menina até hoje. Na dela e na de várias gerações que ouviram os sucessos do artista (1933-2008). Um desses sucessos foi “Tortura de amor” (“Volta, meu amor/ fica comigo, não me desprezes / A noite é nossa/ e meu amor pertence a ti”), música que despertou na atriz o interesse pela vida e a obra de Waldick.
Mais ainda do que a obra, mais do que a vida, o que interessou Patricia foi essa quase umbilical relação que um artista popular como Waldick tem com seu público que, em última instância, é o povo brasileiro, primeiro o nordestino espalhado por todo o Brasil. Meio espelho, meio porta voz dos brasileiros ou apenas mais um brasileiro, assim é o Waldick de Patricia.
O resultado desse impacto pessoal foi a produção do documentário ‘Waldick – sempre no meu coração’, primeiro filme dirigido pela atriz. O filme se desdobrou na produção de um DVD e um CD feitos a partir de um show ao vivo produzido especialmente para o documentário e revitalizou a imagem do artista, valorizando a música romântica e seu público.
Como o próprio título sugere, a emoção teve grande destaque na vida do cantor, indicando a direção de sua trajetória artística e pessoal. A explicação é dada por ele mesmo no filme: “(o poeta) nasce para pensar no amor. Não tem saída, não”. E foi assim, pensando no amor que ele compôs e interpretou clássicos da música romântica, como ‘Quem és tu’, ‘Fujo de ti’ e ‘Eu não sou cachorro, não. Nesse ponto, Waldick fez questão de ressaltar a classificação de seu repertório. “Já fui chamado de cafona, mas agora cafona virou brega. Só que eu sou romântico”.
De fato, é romântico por ter uma obra puramente sentimental. “Foram tantas músicas que fiz pensando em alguém... É difícil explicar. Sempre o amor, a saudade, a falta de alguém... A vida é muito complexa e o poeta se apega demais. Quando ele gosta de uma pessoa, gosta pra valer”, confessou diante da câmera. A mesma câmera registrou depoimentos de alguns dos 14 amores confessados de Waldick. Digo “confessados” porque o próprio artista se declarou um aventureiro e recriminou a si mesmo: “Isso não se faz”.
Depoimentos como esses, em que o artista e ex-amores apontam suas qualidades e seus defeitos, fazem com que o documentário seja mais que uma biografia, mais que a história da carreira. O filme apresenta o homem, o cantor, o compositor e o trabalhador em depoimentos de pessoas próximas a ele ou de sua música, como é o caso de fãs que se emocionam ouvindo suas canções.
Já nas primeiras imagens, o artista se apresenta como sempre foi reconhecido: roupa preta, óculos escuros e aquele vozeirão. A caminho de sua terra natal, Caetité, na Bahia, ele descansa o chapéu preto em cima do painel do carro e segura uma pequena garrafa. Assim, na estrada, ele se sente em casa e anuncia o que virá nas próximas sequencias do filme, os relatos sobre as paixões e a vida boêmia.
À vontade com a equipe de produção, Soriano aparece falando sobre a inspiração em Durango Kid, saudade, solidão e justifica sua trajetória “aventureira” – que resultou no casamento com 14 mulheres – citando a música ‘Ninguém é de ninguém’, faixa-título de seu disco de 1960. Mas também escutou, calado, quando a mulher disse que ele não se cuidava e que fazia sofrer pessoas queridas.
O sofrimento, aliás, parece não ser muito bem interpretado na vida do artista que se orgulhou de dizer que já fora garimpeiro, motorista de caminhão, lavrador e engraxate. “Quando digo isso, tem gente que pensa ‘Poxa, esse cara sofreu muito’. Não sofri, não. Aprendi muito”, desabafou Soriano. Em conversa tensa com o filho, o artista também quis passar mais uma lição aprendida: “Você tinha que ter aplaudido seu pai”.
As filmagens aconteceram no universo familiar de Waldick: além de Caetité, Quixadá, Sobral, Fortaleza e São Paulo. Em Brejinho das Ametistas, na Bahia, foram feitos registros de uma namorada que recebia serenatas de Soriano aos 13 anos. Além dos depoimentos dele e de amigos, o documentário exibe imagens de arquivo, como o programa do Chacrinha, que o ameaça com a frase “Vamos ver se você vai cantar bem, meu filho”. E enquanto ele cantava, o apresentador pedia a participação da plateia, animado e já convencido pelo bom cantor.
As imagens do auge da carreira mostram um Waldick jovem, rodeado de mulheres e com um ar de machão que caía muito bem nos anos 60 e 70, em contraposição às imagens recentes que mostram um Waldick com saúde debilitada e carinhoso no trato com a bela diretora: “É isso, filha”, “Foi assim, filha”, “Está errado, filha”. E também o desabafo, um ano antes de sua morte: “Ainda estou procurando essa tal felicidade”.
Ascensão do Comando Vermelho está em filme que contracena com presidiáriários reais
Com a ajuda de presos atuais — que chegaram a atuar como figurantes — e ex-detentos dos anos 70, a saga de um dos fundadores de facção criminosa do Rio chegará às telas até o fim do ano. Orçado em R$ 4,8 milhões e almejando ser o grande sucesso do próximo verão, o filme ‘400 contra 1 — Uma História do Comando Vermelho’ traz a história de William da Silva Lima, um dos articuladores da organização que nasceu no Presídio de Ilha Grande há mais de 30 anos. O protagonista é interpretado por Daniel de Oliveira.
Para ‘ambientar’ o elenco — que tem ainda Daniela Escobar, Negra Li e Lui Mendes —, desde janeiro várias estratégias foram usadas pelo diretor estreante em longas Caco Souza. Além de ler o roteiro adaptado do livro de William, que dá nome ao filme, os atores dormiram alguns dias na Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba, desativada desde 2006 e onde 60% do filme foi rodado. Eles também conversaram com dezenas de detentos da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, no Paraná, e com um dos fundadores do Comando Vermelho, que acompanhou as filmagens para aconselhar a equipe. “Às vezes, trabalhar com cinema é loteria. A gente espera ter visibilidade para poder discutir o crime organizado. Quero que seja um filme pop”, afirma Caco que, em determinados momentos, só entrega textos para os atores horas antes de gravar. O projeto de fazer o filme é de 2002. O ponto de partida de ‘400 contra 1’ é o ano de 1974, auge da ditadura militar no Brasil. Presos políticos ignoravam o portão que os separava dos presos ‘comuns’ na galeria B do presídio de Ilha Grande e a mistura incentivou a organização e a disciplina dos detidos que não estavam ligados à luta revolucionária. Assim nasceu a Falange Vermelha, depois chamada de Comando Vermelho. O título do filme refere-se a um episódio folclórico em que um bandido conhecido como Zé Bigode enfrentou sozinho um cerco de 400 policiais por mais de 12 horas. “Isso tudo não é mentira, não é cinema americano. É verdade e é no nosso País”, afirma Daniela Escobar, a Teresa, que viverá grande paixão por William no filme. Com a certeza de que contará uma importante parte da história do País, Caco garante que não irá ‘glamourizar’ os bandidos daquela época. É esperar para ver. Filmagem na providência não foi avisado à PM Encerradas as cenas de Curitiba, a produção de ‘400 contra 1’ chegará ao Morro da Providência, no Centro do Rio, para filmagens que prometem polêmica. Depois do Carnaval, a equipe garante que conseguirá realizar o trabalho sem problemas no local, já que foi feito acordo com Paulo César Chaves, o PC, que mora até hoje na comunidade dominada pelo Comando Vermelho. Um dos fundadores da facção criminosa, PC chegou a viajar até o Sul do País para prestar uma espécie de ‘consultoria’ aos atores do longa. “Ele foi muito útil para mostrar como era o dia-a-dia na cela, a conduta dos presos e dos agentes penitenciários. Com ele, também tentamos passar as gírias da década de 70 para os atores usarem o linguajar da época”, diz Caco Souza. Até agora, a Polícia Militar afirma que não recebeu aviso da produção de gravações no morro. De acordo com a PM, a ajuda da corporação sempre é pedida com antecedência por produtores que necessitam de cenas em favelas. O resto das filmagens de ‘400 contra 1’ no Rio será feita em Ilha Grande. O último pedido de proteção que chegou ontem à polícia foi do astro Sylvester Stallone, que vai filmar no Rio. Segundo a PM, uma das comunidades mais seguras para realizar gravações seria a favela Tavares Bastos, no Catete, onde fica a sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O morro Dona Marta, em Botafogo, hoje pacificado, também seria uma opção.
Lula na telona
Filme sobre a vida do presidente estreia em 2010
Gloria Pires. Atriz faz a mãe de Lula, Dona Lindu, e a filha Cléo Pires faz uma das esposas
Nunca na história deste país a vida de um retirante nordestino eleito duas vezes presidente da República havia sido retratada em filme. Isso começou a mudar, no Agreste de Pernambuco, com o início das filmagens de "Lula, o Filho do Brasil", longa de Fábio Barreto com estreia comercial prevista para janeiro de 2010, ano de sucessão presidencial. Classificado pelo diretor como "um drama épico sobre uma certa família Silva", o filme retrata a vida do presidente e de seus familiares, do nascimento de Lula, em 1945, até a morte da mãe, Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu, em 1980.
Baseado no livro homônimo da historiadora Denise Paraná, publicado em 1996, "Lula, o Filho do Brasil" tem como protagonista o pouco conhecido ator de teatro Rui Ricardo Diaz.Diaz será um dos cinco "Lulas" que aparecerão no filme. Além dele, interpretarão o mesmo papel um bebê de três meses, um menino de dois anos, outro de sete e um adolescente de 13. Precavida, a produção providenciou ainda mais dois reservas, para o bebê e para o menino de dois anos. As primeiras gravações foram feitas em Caetés (a 250 km de Recife, PE), ex-distrito de Garanhuns, terra natal do presidente.
As cenas iniciais mostram dona Lindu, interpretada pela global Glória Pires, dando à luz o futuro presidente. Luiz Inácio cresce em meio à seca, e a saga dos Silva no Agreste só termina quando Lula, 7, embarca com a mãe e seis irmãos em um pau-de-arara, com destino a São Paulo. A cena da saída, gravada sob o sol forte do meio-dia, foi repetida 12 vezes ontem até ser aprovada.O filme vai mostrar ainda a trajetória operária de Lula e também seus dois casamentos, com Lurdes e Marisa Letícia. Para o papel da primeira mulher foi escolhida a filha de Glória, Cléo Pires. Já a atual primeira-dama do país será interpretada pela atriz Juliana Baroni, ex-paquita Catuxa Jujuba. A previsão é que as gravações terminem no dia 21 de março.
De setembro a dezembro, a obra participará de festivais internacionais e, em janeiro, entrará no circuito comercial. Segundo Fábio Barreto, há possibilidade de lançamento simultâneo na América do Sul. Para ele, a coincidência entre a estreia e o ano eleitoral não passa mesmo disso: uma coincidência. "Vamos mostrar uma história humana, não um filme chapa-branca, feito para puxar o saco do presidente", disse. Eleitora de adversários do presidente nos dois últimos pleitos, Glória Pires confessa que não sabia "nada" sobre a vida de Lula antes do seu engajamento político e que, com o filme, aprendeu a admirá-lo. Para ela, a obra pode, sim, ajudar a consolidar a popularidade do presidente. "Mas não vejo nenhum problema nisso, porque ele já é um fenômeno de popularidade", declarou. Segundo Barreto, a ideia de rodar um filme sobre Lula surgiu desde o início do primeiro mandato do presidente, em 2003.
"Meu pai [Luiz Carlos Barreto, o produtor do longa] é um nordestino também, uma pessoa que veio do Nordeste e venceu no Sul, e viu identificações da vida dele [com a de Lula]", conta o diretor de "O Quatrilho", que ainda acrescentou que a trajetória do presidente é "um manancial de dramaturgia muito forte, muito profundo e denso". Barreto também afirmou que já conhecia Lula e que sua família é muito próxima da do político. "Depois que a gente resolveu fazer o filme, falamos com o Lula, lemos alguns trechos do roteiro para ele, que gostou, aprovou. Ele até preferiu não tomar muito conhecimento, disse que vai 'botar confiança, vou me preparar para me emocionar'", revela. Orçado em R$ 11 milhões (soma alta para os padrões brasileiros), o diretor afirmou que os recursos captados para a produção vieram totalmente de empresas privadas.
O Bem Amado no cinema
Marco Nanini será Odorico Paraguaçu na nova versão
>>> Cena. Matheus Nachtergale e Marco Nanini nas filmagens do novo "O Bem Amado"
Sucesso nos palcos e na televisão, o personagem Odorico Paraguaçu vai voltar a divertir o público em breve, dessa vez nos cinemas. Começaram as filmagens de "O Bem Amado", de Dias Gomes, com Marco Nanini no papel do prefeito corrupto de Sucupira. Abaixo, uma das primeiras imagens do ator durante as gravações.
Com direção de Guel Arraes (de "Auto da Compadecida", "Lisbela e o Prisioneiro" e "Romance"), o filme deve estrear até o fim do ano, e terá no elenco Matheus Nachtergale, José Wilker, Andréa Beltrão, Zezé Polessa, Edmilson Barros, Tonico Pereira, Drica Moraes, Maria Flor e Caio Blat. Paula Lavigne assina a produção do longa, que tem roteiro de Claudio Paiva e do próprio Guel Arraes. As primeiras cenas da versão para o cinema de "O Bem Amado" foram gravadas na praia do Gunga, no município de Roteiro, a cerca de 50 km de Maceió.
A história de "O Bem Amado" é inspirada na peça "Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte", escrita pelo próprio Dias Gomes em 1962. O prefeito Odorico Paraguaçu quer inaugurar um cemitério, apoiado pelas irmãs Cajazeiras (Drica Moraes, Andrea Beltrão e Zezé Polessa) e contestado pelo dono do jornal da cidade. Mas como ninguém morre em Sucupira, ele chega a contratar cangaceiro matador para que o cemitério possa ser inaugurado logo.
A novela "O Bem Amado" - a primeira em cores da TV brasileira - foi ao ar em 1973 e tinha no elenco Paulo Gracindo, Lima Duarte e Emiliano Queiroz.