ENTREVISTA

REFLEXÃO E ARTE COM VALMIR LINS
O cantor, compositor e influenciador digital fala sobre o trabalho na internet e o sucesso de sua nova música, "Esfinge" 
Você pode nunca ter ouvido falar em Valmir Lins, mas esse alagoano, que mora em Fortaleza há alguns anos, traduz as angústias de uma geração em vídeos que discutem o comportamento humano e outros temas atuais que traz para seu perfil no Instagram. Com mais de 65 mil seguidores, o estudante de psicologia leva as  pessoas para pensarem e levanta a auto estima de muitos com sensatez e racionalidade emocional pouco comum na internet. Além do trabalho de influenciador digital, Valmir faz campanhas publicitárias de grandes marcas, e lançou uma carreira na música. "Esfinge", canção de sua autoria lançada no fim de janeiro nas plataformas de streaming, já tem mais de 20 mil downloads. Ela foi composta durante a pandemia, e nos revela as sensações de abandono, tão comuns nos dias atuais. Na entrevista para o blog DIVIRTA-CE, Valmir fala sobre a exposição diária nas redes sociais, seu trabalho musical e o interesse pela literatura. (Por Felipe Palhano)
DIVIRTA-CE - Você é alagoano, mas mora em Fortaleza há algum tempo. Como foi essa mudança e o que te fez decidir ficar pelo Ceará?
VALMIR LINS - Exatamente! Em 2011 minha mãe resolveu vir abrir uma loja aqui em Fortaleza. A loja deu errado, mas eu tinha encontrado meu primeiro grande amor. Mainha voltou e eu fiquei. Consegui meu primeiro emprego na cidade (tinha apenas 19 anos), fui crescendo profissionalmente e fincando, pouco a pouco, raízes no meu amado Ceará.

DIVIRTA-CE - Você estuda psicologia e ganhou destaque como influenciador digital dando opiniões sinceras sobre diversos assuntos, muitas vezes sobre o comportamento das pessoas. Você acha que sua formação influencia o sucesso dos seus vídeos e a grande identificação do público? Qual o tema você adora falar, e qual assunto você não suporta atualmente?
VALMIR LINS - Sem sombra de dúvidas. Eu costumo dizer que soa até irresponsável a gente sair dando a nossa opinião por aí sem o mínimo de embasamento científico. E a graduação em psicologia, que tá quase findando, ajuda muito o empoderamento da minha fala. E, ainda que embasada, mantém o caráter de opinião, que acho que é o que faz as pessoas amarem, porque é sincero. Não tem personagem ali. Acho que a gente tá querendo, cada vez mais, o que é verdadeiro, né? Eu amo falar sobre os sentimentos mais obscuros da gente, exatamente aqueles que temos vergonha de dizer em voz alta: tristeza, dor de cotovelo, autoimagem deturpada... dar uma nova perspectiva desses sentimentos e ajudar todo mundo a lidar melhor com eles. Odeio falar sobre tragédias. Está tudo muito pesado e gosto de saber que as pessoas visitam meu perfil buscando uma dose diária de ânimo e acolhimento.
DIVIRTA-CE - Algum momento cansa dar opinião sobre tudo e ter a cobrança dos seguidores por estar sempre "online", postando vídeos? Qual dica você daria para a pessoa que deseja ser influencer e quais as suas referências na internet?
VALMIR LINS - Cansa demais, principalmente porque eu sou a pessoa mais offline que você pode conhecer (risos), acredite. Eu odeio digitar, odeio estar com o celular na mão, mas preciso de tudo isso, porque amo me comunicar. Mas tem dias que não tem jeito, eu não quero postar, e me isolo um tantinho. E aí vem a avalanche de mensagens. Faca de dois gumes. Também entendo que a gente acaba sendo responsável por boa parte do que cativa, né? Não me chega como uma cobrança desmedida, mas como um afeto grande mesmo, ainda que algumas vezes possessivo. A dica é ser de verdade. Não tentem imitar ninguém, desacredite das fórmulas. Todo gênio virou gênio porque fez algo que ninguém fazia antes. Minhas maiores referências na internet são a psicanalista Maria Homem e a Jout Jout. Gênias.

DIVIRTA-CE - Devido ao êxito do seu trabalho nas redes sociais, você participou de campanhas publicitárias de shopping e outras marcas. Qual trabalho como modelo você mais se orgulha e qual o vídeo no seu perfil que teve mais repercussão?
VALMIR LINS - Sim! Tem vários trabalhos que me orgulham, mas dois moram no meu coração. Um ensaio que me puseram vestido de noiva, sob as lentes do fotógrafo Nicolas Gondim e com Beauty assinado pelo genial Celso Ferrer. É um dos trabalhos mais lindos que já vi, de verdade. E também a campanha "Do Seu Jeito", pro Riomar Fortaleza. Me colocaram na minha versão mais provocativa, questionadora. Com fotos circulando pela cidade inteira. Outdoors, ônibus... foi incrível! O mundo mudou, minha gente. E todos os tipos de pessoas precisam ser vistas sob os holofotes.

DIVIRTA-CE - Você tem um grande envolvimento com a arte e se lançou na música de forma inusitada, em parceria com a cantora Tiê. Fale um pouco como foi se descobrir com uma carreira musical. Quais os artistas cearenses você mais admira e outras referências da cultura mundial para você?
VALMIR LINS - Tem sido uma catarse. É lindo o processo de criação. Primeiro vem o sentido, que vira um escrito, que ganha uma melodia, que vira uma música e que, de repente, se torna trilha sonora da vida de outras pessoas. Saber que existe esse potencial aqui dentro é muito comovente. Toda forma de expressão é linda e me sinto lisonjeado de descobrir mais essa. Ceará é um berço de gente boa. Não tem como não reverenciar Belchior, Raimundo Fagner... da cena atual, a gente tem o gênio Fernando Catatau, Camila Marieta... uma galera fazendo arte bonita de se ver e ouvir. Minhas referências Brasil afora percorrem mais os países nórdicos, as cantoras mais introspectivas, meio bruxescas mesmo. Sóley, Soap&Skin são duas grandes referências. A iraniana Sevdaliza e Billie Eilish também tem grudado nos meus ouvidos.
DIVIRTA-CE - Sua nova canção, "Esfinge", lançada no fim de janeiro já alcançou mais de 20 mil downloads nos streamings de música. Em qual estilo musical você se definiria? Já estreou nos palcos? Pretende montar um show próprio?
VALMIR LINS - Eu diria que indie. E aí vou abraçando outros estilos dentro dessa pegada. Indie pop, indie rock. Tem muitos toques brasileirões também. "Esfinge", inclusive, vai ganhar semana que vem uma versão no piano e sanfona. Quero poder passear por tudo isso. Estreei nos palcos em turnê com a Tiê, no finalzinho do ano passado. Cantei com Silva, Adriano Cintra e Filipe Catto na plateia. Foi surreal! Quanto a um show próprio, vai rolar. Estou na construção de repertório, fazendo isso com calma e com verdade. Na hora certa vou ter o suficiente pra segurar um palco só meu. Não vejo a hora.

DIVIRTA-CE - Seu outro interesse é a literatura: verdade que você pretende lançar seu primeiro livro? O que podemos esperar mais do Valmir Lins
VALMIR LINS - Sim! Ele está pronto, na verdade. Estamos em fase de finalização de orçamentos e captação de recursos. Vai ser um compilado de crônicas autobiográficas, escritas nos últimos anos. Podem esperar arte e muito sentimento. Seja em formato de música, de texto ou de vídeo no Instagram, eu prometo que partes pequenas desse sentimento enorme que eu tenho vão continuar ganhando o mundo!

REABERTURA DO TEATRO DRAGÃO DO MAR

Apresentação musical em homenagem às vozes femininas do Nordeste

Show de Dani Campelo e Lenna do Valle, "Meninas do Nordeste" celebra a cultura da região com clássicos e lançamento de música autoral

Abrindo a programação de março do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Dragão Mar, que neste mês, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, destacará produções femininas em linguagens diversas, as artistas Dani Campelo e Lenna do Valle apresentarão, na próxima sexta-feira (4), às 19h30, no Teatro Dragão do Mar o show "Meninas do Nordeste". O espetáculo musical promete conduzir o público a uma viagem poética pela história do Nordeste, contada e cantada com um repertório emocionante de sucessos imortalizados nas vozes de Elba, Rita de Cássia, Lucy Alves, Marinês, Clemilda, Mariana Aydar e outros grandes intérpretes e compositores nordestinos. Os ingressos, com valor de R$ 15,00 (meia) e 30,00 (inteira), já podem ser adquiridos na plataforma Sympla (site.bileto.sympla.com.br/dragaodomar ou diretamente no link bit.ly/meninasdonordeste) e estarão à venda na bilheteria física do Dragão a partir do dia 1º de março. 

     A combinação entre as potências vocais de Dani Campelo, inconfundível voz que por muitos anos esteve à frente das bandas Styllus e Aquarius, e que também assina a direção executiva do show, e de Lenna do Valle, grande cantora cearense e compositora que teve letras gravadas por nomes consagrados como Aviões do Forró e Solange Almeida, promete emocionar públicos de todas as idades. Além de grandes clássicos da música nordestina que conquistaram o país, as artistas lançam a autoral "O amor é como um pandeiro", composição de Lenna do Valle e Camila Barros e o clipe da música, que conta com roteiro de Henrique Gonzaga, edição e captação de Paulo Rogério e produção geral de Dani Campelo.

     Acompanhadas pela sanfona chorada de Nonatinho do Acordeon e delicadeza do violino de Paulo Brito, pelo violão de David Simplício, swing pulsante do triângulo, ritmo de William Gladson e o pulso marcante do baixo de Jorge Alex, as letras versam sobre as dores e delícias desse povo sofrido e batalhador, rico de fé e de genuína alegria. Com duração de uma hora e meia, a apresentação reunirá canções como "Zanzibar", "Reconvexo", "Pisa na Fulô", "Bate coração", "Anunciação", "Sebastiana" e "Frevo Mulher", e de muitos outros clássicos de intérpretes do Nordeste. Tory Teixeira, talentosa poetisa do Bom Jardim, marcará os interlúdios com seus versos políticos e cheios de emoção.

     Segundo Campelo, a apresentação é forma de celebrar a beleza e a potência da cultura nordestina, mas também uma forma de homenagear o legado deixado por nossos ancestrais: "Devolvemos em forma de música e poesia esse show com grandes clássicos de nossos poetas e poetisas, para que a memória desse povo cantador seja preservada nós, nossos filhos e por todas as gerações que virão depois. Esse projeto, desde que nasceu, tem a energia feminina, é produzido por mulheres e busca ser afetado e afetar poesia, memória, cultura e bons arquivos para que possamos multiplicar nossa música em públicos de diversas idades", afirma a cantora. 

Protocolos

     O show marca a reabertura do Teatro Dragão do Mar ao público, após mais uma pausa para enfrentamento ao avanço da pandemia do novo coronavírus e de outras síndromes gripais. Em conformidade com o decreto estadual vigente, a apresentação permanecerá limitada a 250 lugares e o acesso ao Teatro estará condicionado à apresentação do passaporte sanitário completo para maiores de 12 anos, há pelo menos 15 dias, e do documento de identificação com foto, além do uso de máscara.

     O código emitido pela Sympla deve ser apresentado na entrada do teatro, até 10 minutos antes do início do show, sendo proibido o acesso após o início da apresentação.

Serviço: Show "Meninas do Nordeste", com Dani Campelo e Lenna do Valle
Data: 04 de março de 2022 (sexta-feira)
Horário: 19h30
Local: Teatro Dragão do Mar
Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 15,00 (meia) / 30,00 (inteira) à venda na bilheteria do Dragão do Mar  a partir de 1º de março (Rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema, de terça a domingo, das 14h às 20h) e no site Sympla Bileto (site.bileto.sympla.com.br/dragaodomar
Lote limitado a 250 lugares.
Classificação: Livre


FORTALEZA ALTERNATIVA

FESTIVAL PONTO.CE XIV INICIA PROGRAMAÇÃO NO MÊS DE MARÇO

  Após realizar duas edições em formato digital por conta da pandemia, o FESTIVAL PONTO.CE, realiza sua décima quarta edição em formato híbrido. A programação, que inclui shows, painéis, oficinas e ações solidárias, acontecerá no mês de março.

Entre os dias 10 e 12 de março, sempre às 19h, acontecerão os shows presenciais do PONTO.CE XIV, de forma gratuita, no Cineteatro São Luiz, com Lorena Nunes, Mateus Fazeno Rock, Viollen, Corja! (foto) Cômodo Marfim (Juazeiro do Norte) e Rafa Martins.

A programação musical online acontecerá entre os dias 18 e 20 de março no canal do Youtube do PONTO.CE com as bandas Síncope, Quando o Oceano nos Engoliu, Capitão John, Ouse e nomes do interior do estado do Ceará, como Os Bardos (Ibiapaba), D´Inci (Horizonte), Thomaz Andrey (Sobral), Legenda Lateral (Meruoca), Servos Modernos (Cariré), Edley (Ubajara), The Stoned (Iguatu), Navidon (Juazeiro do Norte), Dudé Casado (Juazeiro do Norte), Dunarey (São Gonçalo do Amarante), Neto Inácio (Quixadá), Lebruce (Pacajus) e Limiar do Desconhecido (Juazeiro do Norte).

O festival também acontece com programas especiais em webrádio exibidos às segundas e quartas sempre às 15h na Mutante Rádio (SP), e às quintas sempre às 18h na Rádio Resistência (Sobral).

A novidade desta edição é a exibição de shows exclusivos e inéditos do Festival Ponto CE na programação do canal de televisão Music BOX Brazil. Serão exibidos os shows de Ítalo Azevedo (18 de março, 21h05), Deb and The Mentals e Sugar Kane, a partir do mês de março.

 

PAINÉIS - Em uma série de painéis online, mediados mais uma vez pelo jornalista Rodrigo Vargas, serão discutidos os cenários da  música e da cultura reunindo empresários, produtores e  agentes culturais de todo o país. Entre eles, nomes como  Bruno Montalvão (Brain Production) e Felipe Gonzales (Difusa Frontera), Camila Rodrigues (Bruta Flor),Juliana Tavares (Flutuante Produtora),  Ariane Paixão (Girls From The Front) Kaká e Zé Lucas (Xaninho Discos), Nicholas Magalhães (Carcará Records), Let. (PWR Records), Larissa Maia (Sangue Nosso), George Frizzo (autor do livro Fortaleza Sônica), Amaudson Ximenes (Forcaos) e Flor Fontenele (idealizadora do documentário “Tudo que é belo é podre”).

OFICINAS –  Através de uma parceria com a Rede Cuca, da Prefeitura de Fortaleza, o Ponto.CE continua a sua já tradicional programação de formações gratuitas nas diversas áreas da cultura.

Empreendedorismo na música, gestão de carreira, fotografia, marketing digital para jovens empreendedores, direção palco e roadie serão temas de oficinas que acontecerão entre os de 14 e 23 de março nos CUCAs Barra do Ceará, Mondubim, Jangurussu e José Walter. 

As inscrições e informações serão disponibilizadas em breve nas redes do festival.

 

14.03 - Cuca Mondubim - Construção e Gerenciamento de Carreiras Para Bandas e Artistas Iniciantes com Denor Sousa

21.03 - Cuca Mondubim - Identificação de Oportunidades de Atuação no Mundo da Música com Rafael Bandeira

22.03 - Cuca José Walter - Marketing, Redes Sociais e Fundamentos de Social Media para Jovens Empreendedores Iniciantes

23.03 - Cuca Barra - Fotografia e Edição Pelo Telefone Celular com Tomaz Maranhão

24.03 - Fundamentos da Prática de Roadie e Direção de Palco com Daniel Ferreira

 

Todas as oficinas terão início às 14h e acontecerão de forma presencial.

 

RIFA SOCIAL -  A partir do dia 09 de março acontece a rifa social em prol da Fundação Maria de Nazaré (@mariadenazarefundacao). Serão sorteados itens  personalizados de artistas como, Angra, Badauí (CPM 22), Maneva, Sugar Kane, Selvagens à Procura de Lei, Rafa Martins, Deb and The Mentals e outras bandas envolvidas no festival, além de itens disponibilizados pela HS Merch (empresa especializada na produção, divulgação, distribuição e venda de produtos 100% oficiais, licenciados e autorizados de bandas, artistas e agências de merchandising oficial) de artistas internacionais como Bad Religion, NOFX, além de adesivos, canecas e pôsteres autografados.


Também fazem parte da rifa social, ingressos de shows que irão acontecer em Fortaleza, através da DMusic Shows, uma das realizadoras do Festival Ponto.CE. 

Os ingressos são dos shows das bandas Crypta (RS), Belphegor (Áustria), Krisiun (RS), Symphony X (Estados Unidos), Doro (Alemanha), Maneva e Vitão.


Os montantes arrecadados com a rifa serão integralmente revertidos em cestas básicas para a Fundação Maria de Nazaré, que há 28 anos realiza trabalho social nas ruas de Fortaleza, através da doação de refeições.

 

O Festival Ponto.CE XIV  foi aprovado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura - Edital Mecenas do Ceará, e conta com apoio institucional do Governo do Estado do Ceará.  Agradecimentos: Coca-Cola.  Realização:  Bandeira R. e DMusic Shows.

 

SERVIÇO

FESTIVAL PONTO.CE XIV

CINETEATRO SÃO LUIZ (Programação presencial gratuita)

Dias 10, 11 e 12 de março

Horário: 19h

Locais de distribuição de ingressos: site da Sympla - www.sympla.com.br e bilheteria física do Cineteatro São Luiz a partir das 09h30 do dia 08.03.2022.

Ingresso gratuito mediante doação, no dia do evento, de absorventes ou item de higiene.

Programação Musical Online 

Dias 18, 19 e 20 de março

Local: Canal do Youtube do Ponto.CE

Painéis

Horário: 19h

Dias 14, 21 e 22 de março no canal do Youtube do PONTO CE.

Oficinas  (Presenciais e gratuitas)

Horário: 14h

 Dias 14, 21,  22, 23  e 24 de março – Rede CUCA.

REDES SOCIAIS

Instagram: @pontoce

Twitter: @pontoce 

Youtube/user/PONTOCE

CINEMA DE ARTE

Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes, 'A Ilha de Bergman' estreia nesta quinta

O Cinema do Dragão, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE) que integra o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar, inicia mais uma cine-semana nesta quinta-feira (03), trazendo a estreia de 'Ilha de Bergman', dirigido pela cineasta francesa Mia Hansen-Løve. 'Transversais', de Emerson Maranhão, 'Rio de Vozes', de Andrea Santana e Jean-Pierre Duret e 'Mães Paralelas', de Pedro Almodóvar, continuam em cartaz. Os ingressos custam R$ 8 (meia) e R$ 16 (inteira) e podem ser adquiridos na bilheteria física do Cinema e no site Ingresso.Com (www.ingresso.com/cinema/cinema-do-dragao).


     O acesso à programação presencial do Cinema do Dragão permanece condicionado à apresentação do passaporte sanitário completo para maiores de 12 anos e de documento de identificação com foto, além do uso de máscara, cuidados alinhados aos protocolos de biossegurança orientados pelo Governo do Ceará, por meio do decreto estadual em vigência.

Estreia presencial

     O longa se passa em Fårö, ilha sueca em que o renomado cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007) morou, realizou boa parte de sua obra e morreu (em 2007, aos 89 anos). O diretor é citado a todo momento, seus filmes são lembrados e debatidos, e é fácil identificar alguns de seus temas no longa-metragem, como a solidão e o desejo feminino, por exemplo, mas Bergman, na verdade, vira uma espécie de cenário para abordar como uma obra ficcional depende do momento por que passa seu realizador. Trata-se de um filme sobre o processo de criação. O filme integrou a programação da 45ª Edição da Mostra Internacional de Cinema e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2021.

Acessibilidade

     O Cinema do Dragão dispõe do recurso "Cine Assista", uma solução capaz de prover acessibilidade em salas de cinemas através da transmissão e sincronização de conteúdos de LIBRAS, audiodescrição e legenda para um aplicativo instalado em dispositivo móvel. O equipamento possibilita que pessoas surdas e/ou cegas assistam aos filmes que dispõem dessa tecnologia. Espectadores que precisarem do recurso podem solicitar o aparelho na Bilheteria e devem instalar o aplicativo no seu telefone móvel.

Sessões virtuais

     Na sala do na plataforma Cinema Virtual, o Cinema do Dragão apresenta, também a partir de quinta (03), as estreias de 'Efeitos Colaterais de um Casamento' e 'Uma Chance para o Sucesso'. Para assistir aos filmes, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em www.cinemavirtual.com.br e realizar a compra do  ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas em até três dispositivos.


PROGRAMAÇÃO

Sala Física

A ILHA DE BERGMAN (Brasil - 2021) - Estreia
Direção: Mia Hansen-Løve // 112 minutos // DCP 2K // 14 anos // Pandora Filmes
Sinopse: Um casal de cineastas, Chris (Vicky Krieps) e Tony (Tim Roth), viaja à ilha, onde ele participará de alguns eventos, enquanto ela tenta superar uma crise criativa, e escrever um novo roteiro.
03/03: 20h
04/03: 20h
05/03: 20h
06/03: 20h
08/03: 20h
09/03: 20h

TRANSVERSAIS (Brasil - 2021) - 2ª Semana
Direção: Emerson Maranhão // 84 minutos // DCP 2K // 10 anos // Deberton Filmes
Sinopse: Érikah é professora, Samilla é funcionária pública. Caio é paramédico, Kaio Lemos é pesquisador. Mara é jornalista e mãe. Os cinco têm origens, formações e classes diferentes. Em comum, o fato de ter suas vidas atravessadas pela transexualidade.
03/03: 18h
04/03: 18h
05/03: 18h
06/03: 18h
08/03: 18h
09/03: 18h

RIO DE VOZES (Brasil - 2022) - 3ª semana
Direção: Andrea Santana e Jean-Pierre Duret // 93 minutos // DCP 2K // 10 anos // Pandora
Sinopse: O rio São Francisco banha as terras semiáridas do Sertão brasileiro. Está hoje fragilizado pelo desmatamento de suas margens e a superexploração da agri-cultura intensiva. A vida dos habitantes da vasta região abarcada por este grande rio está ameaçada.
03/03: 16h15
04/03: 16h15
05/03: 16h15
06/03: 16h15
08/03: 16h15
09/03: 16h15

MÃES PARALELAS (Espanha - 2021) - 4ª Semana
Direção: Pedro Almodóvar // 120 minutos // DCP 2K // 14 anos // O2 + Netflix
Sinopse: Duas mulheres, Janis e Ana, dividem o quarto de hospital onde vão dar à luz. As duas são solteiras e ficaram grávidas acidentalmente. Janis, de meia-idade, não se arrepende e nas horas prévias ao parto sente-se pletórica, a outra, Ana, é uma adolescente e está assustada, arrependida e traumatizada. Janis tenta animá-la enquanto passeiam como sonâmbulas pelo corredor do hospital. As poucas palavras que trocam nessas horas vão criar um vínculo muito profundo entre as duas, e esse acaso vai encarregar-se de desenvolver e complicar de forma tão retumbante que mudará a vida de ambas para sempre.
03/03: 14h
04/03: 14h
05/03: 14h
06/03: 14h
08/03: 14h
09/03: 14h

EM BREVE

A MULHER QUE FUGIU (de Hong Sangsoo)
A MULHER DE UM ESPIÃO (de Kyioshi Kurosawa)
FABIAN - O MUNDO ESTÁ ACABANDO (de Dominik Graf)
PAJEÚ (de Pedro Diógenes)

Estreias da Sala Virtual
Consulte o menu completo em Cinema Virtual (www.cinemavirtual.com.br)

Serviço: Programação #396 do Cinema do Dragão
Período: De 03 a 09 de março de 2022
Ingressos para a sala 2 do Cinema do Dragão: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia)
Às terças, o acesso tem valor promocional por R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), à venda na Bilheteria do Cinema do Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema) ou no site Ingresso.Com (ingresso.com/cinema/cinema-do-dragao), acrescido de taxa administrativa.
Ingressos para a sala do Cinema do Dragão na plataforma Cinema Virtual: a partir de 19,90 no site www.cinemavirtual.com.br. O acesso pode ser feito em até 72 horas e compartilhado simultaneamente em até 3 dispositivos. Menu de filmes também disponível para assinantes da plataforma NOW.

COMPARTILHA ANIMAÇÃO

Estudantes de escolas públicas vão aprender sobre Cinema de Animação e produzir um curta que terá estreia no 32° Cine Ceará

A ação faz parte do projeto Compartilha Animação, que integra a rede de ações de responsabilidade social desenvolvida pela Enel e que já beneficiou mais de 2 mil crianças de escolas públicas de Fortaleza e outras cidades do interior do estado

Segurança no que diz respeito aos cuidados com a rede elétrica vai ser o tema abordado em curta-metragem de animação produzido por jovens estudantes de escolas públicas de Fortaleza. A produção do filme será na oficina da segunda fase do projeto Compartilha Animação, que acontecerá no NUCA - Núcleo de Cinema de Animação da Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Será um mês de atividade, de 07 de março a 7 de abril, das 14h às 16h. 

Esta etapa é destinada aos dez estudantes selecionados entre os 200 participantes da primeira fase do projeto, que em fevereiro realizou oficinas de animação em cinco escolas públicas de Fortaleza. No NUCA, os selecionados vão ter aulas teóricas e práticas com acesso a equipamentos e programas de computador utilizados em grandes estúdios cinematográficos.

Na primeira aula, um representante da Enel vai realizar uma palestra sobre o tema escolhido para o curta-metragem, que será desenvolvido nesta edição. A produção do filme, que deverá ter até cinco minutos de duração, contará com a orientação do professor Clayton Bochecha.

O curta-metragem terá a estreia na noite de abertura do 32º Cine Ceará, que acontecerá de 25 de junho a 1º de julho de 2022, no Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado (Secult CE) gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM).

O projeto Compartilha Animação faz parte da rede de ações de responsabilidade social desenvolvida pela Enel, em parceria com a Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará (UFC), viabilizado pelo Mecenato Estadual do Ceará e conta com apoio institucional do Governo do Estado do Ceará através da Secretaria de Cultura (Secult). 

Desde o lançamento, em 2007, o projeto realizou ao todo 9 curtas-metragens de animação e já beneficiou mais de 2 mil crianças de escolas públicas de Fortaleza e outras cidades do interior do estado. 

Clayton Bochecha

O professor de animação já ministrou cursos e oficinas em entidades educacionais como: NUCA - UFC, Fanor, Rede Cuca, Dragão do Mar, Centro Cultural Grande Bom Jardim, diversas ONG’s, festivais e em escolas públicas e particulares. Ele dirige o próprio estúdio de animação o “Bochecha Estúdio” onde produz em animação: peças publicitárias, séries para tv e filmes. 

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Sesc abre inscrições para Projetos Comunitários de 2022 

Cinco projetos contemplam diversos públicos e redes comunitárias 

Por meio da programação socioeducativa promovida pela Atividade de Desenvolvimento Comunitário da Unidade Fortaleza, o Sesc atua na mediação e participação em diálogos e ações com foco no desenvolvimento social. A seleção das instituições sociais e lideranças comunitárias que serão beneficiadas em 2022 já está aberta e vai até o dia 11 de março. Mais informações em https://www.sesc-ce.com.br/inscricoes/. 

Essa seleção não contempla repasse de recursos, pois o objetivo dos projetos é a realização de atividades socioeducativas para fortalecimento dos vínculos comunitários, colocando os integrantes da própria comunidade como protagonistas das ações a serem desenvolvidas em prol da população local. Entre as atividades a serem realizadas estão: rodas de conversa, oficinas temáticas, integrações sociais e comunitárias, apresentação de vídeos, debates, vivências lúdicas e sensoriais, reuniões, gincanas, exposições, entre outras.  

A seleção é direcionada para instituições que tenham interesse em formar núcleo comunitário a partir de cinco projetos do Sesc: Amarelinha: Ludicidade e Cidadania; Ancestralidades: Promovendo Igualdade Racial nas Comunidades; Mãos que Costuram Vidas; Olhares Comunitários; e Pensando Verde. Cada um desses projetos tem seus critérios de seleção. 

Saiba mais sobre os projetos: 

Projeto Amarelinha: Ludicidade e Cidadania 

O Projeto Sesc Amarelinha: Ludicidade e Cidadania busca contribuir para a difusão dos direitos e deveres estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, de forma a sensibilizar a comunidade em geral sobre a importância da efetivação destes, no sentido de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa. 

Projeto Ancestralidades: Promovendo Igualdade Racial nas Comunidades 

O foco é o reconhecimento das identidades e expressões lúdicas da população negra, valorizando as ancestralidades dos povos afrodiaspóricos, promovendo o empoderamento das juventudes em relação às suas identidades e fortalecendo os vínculos comunitários por meio de expressões lúdicas afrodescendentes. 

Projeto Sesc Mãos que Costuram Vidas 

O Projeto Sesc Mãos que Costuram Vidas propõe-se a criar espaços para debates e reflexões sobre questões de gênero que fomentem o protagonismo feminino a partir de discussões acerca dos direitos conquistados, bem como valorizar e potencializar os saberes das mulheres participantes, oportunizando alternativas de geração de renda, através da confecção das manualidades produzidas no decorrer do projeto. 

Projeto Olhares Comunitários 

O Projeto Olhares Comunitários tem como proposta fomentar ciclos de debates e proporcionar formações nas áreas de desenvolvimento social e comunitário, construindo coletivamente intervenções comunitárias. 

Projeto Pensando Verde 

Tem como principal objetivo promover intervenções com foco nas questões ambientais, sobretudo, no que tange à ação do ser humano no meio ambiente, fomentando a responsabilidade socioambiental com direcionamentos para possíveis intervenções coletivas.    

Inscrições e processo seletivo 

Para participar é necessário encaminhar ofício e a documentação solicitada, manifestando o interesse em participar do processo seletivo. O ofício deverá ser entregue na Gerência da Unidade Sesc Fortaleza, em nome da gerente da unidade, Aline Pinheiro Rabelo. (Endereço: Av. Duque de Caxias, 1701, 3º andar, Centro, CEP 60035-111) ou via e-mail: gerenciasescfortaleza@sesc-ce.com.br. A instituição deverá solicitar protocolo de confirmação de recebimento. 

Até o dia 18 de março de 2022 serão realizadas as visitas técnicas nas instituições e a Comissão Técnica fará a avaliação geral das instituições participantes, devendo ser escolhida 1 (uma) instituição social para acolher o núcleo de cada projeto durante o ano de 2022 e 1 (uma) classificada como suplente, de acordo com critérios objetivos previstos na seleção. 

A divulgação da instituição selecionada e suplência será no dia 21 de março pelo site do Sesc: www.sesc-ce.com.br. 


Serviço: 

Editais abertos para seleções de núcleos de projetos comunitários em 2021 

Local: Unidade Sesc Fortaleza (Rua Gal. Clarindo de Queiroz, 1740 – Centro) 

Mais informações: https://www.sesc-ce.com.br/inscricoes/ 

Tel. Desenvolvimento Comunitário: (85) 3452-9081 / 3452-9082 / 3452-9084 


CANTINHO DO FRANGO

ZÉ DO NORTE E NEOPINEO APRESENTAM O SHOW "MÚSICA UNIVERSAL"

A casa da Música Popular Cearense (MPC), Cantinho do Frango, abre a programação do mês de março recebendo dois grandes nomes da música do Ceará: o mestre acordeonista Zé do Norte e o irreverente Neopineo no show Música Universal, neste sábado, 05 de março, às 19h, no Cantinho do Frango. Segundo Neopinel, o show será uma retrospectiva musical de sua carreira na qual reúne canções autorais, de artistas e de amigos que lhe influenciaram.  A apresentação  também celebra o aniversário de Neopinel, seus 25 anos de carreira e também 13 anos de um novo modo de viver.  Junto da gaita e do ukulele de Neopinel e da sanfona de Zé Norte, estarão os músicos Lu D´Sosa (guitarra), Filipe Mota (baixo),  Rossano Cavalcante (percussão) e participações. Couvert: R$ 25,00

Sextas, sábados e domingos, na hora do almoço, o som vem do vinil com o Dj Barry White.  Nas sextas, no fim do dia, tem a A Hora Que O Galo Canta, que traz a música do Dj Alan Morais e um cardápio promocional das 16h às 20h. Momento ideal para quem quer descontrair, encontrar os amigos e saborear petiscos deliciosos, após um dia intenso de trabalho.  Outra promoção imperdível: na compra de duas cervejas Eisenbahn, a terceira é por conta do Cantinho do Frango.  

 A casa cumpre com todos os protocolos sanitários recomendados pelos órgãos de saúde e também a solicitação do comprovante de vacinação contra a Covid-19. Uso obrigatório de máscara em todos os ambientes. Não obrigatório para crianças até 12 anos ou pessoas que por razões médicas (reconhecidas em atestado médico) não puderam se vacinar.

Serviço

Cantinho do Frango

Rua Torres Câmara, 71 – Aldeota

Funcionamento:

Segunda a Quinta-feira: 10h às 17h

Sexta-feira: 10h às 22h

Sábado e Domingo: 10h às 19h

Zé do Norte & Neopinel - Couvert: R$  25,00

Informações: (85) 3224 6112 / 98796  9066

Facebook: @cantinhodofrango

Instagram: @cantinhodofrangodesde1994

Amplo estacionamento

Aceita todos os cartões de crédito e débito.

CINEMA/CRÍTICA

O QUE ESPERAR DO NOVO "BATMAN"?
Novo filme tem quase três horas de duração e conta com o ator Robert Pattinson no papel do Homem Morcego

O que você espera quando vai assistir a um filme do Batman no cinema? Ação, emoção, pirotecnia de efeitos visuais? História de superação, grandes vilões? Um espetáculo de entretenimento, sem querer fazer você pensar muito, sem querer ser "cinema de arte"? Nenhum comprometimento enorme com referências peculiares dos quadrinhos, afinal, é uma adaptação? Esqueça!
Depois do imenso sucesso do "Coringa", que deu recorde de indicações ao Oscar e deu o prêmio de melhor ator para Joaquim Phoenix, a Warner parece querer fazer uma "obra prima da sétima arte" neste novo "Batman", com Robert Pattinson como o Homem Morcego, empregando uma nova estética e narrativa que nos leva ao início das atividades do herói em Gotham City. Só que o excesso de "estilo", referências cinematográficas e objetivos de fazer uma versão "noir" de um detetive das ruas, diferente, um "Batman raiz", acaba por descaracterizar o personagem.
Traduzindo: quiseram fazer um filme do Batman "de arte" para ganhar indicação ao Oscar, ou algum tipo de prêmio, ser criativo, inovador e conquistar a crítica especializada, mas esqueceram do mais importante: o entretenimento! O herói será quem tiver a disposição de assistir durante quase três horas um filme com um roteiro previsível e repleto de excessos, com cenas "explicativas" desnecessárias, interpretações medíocres, figurinos de uma pobreza visceral, poucos efeitos visuais e cenas de ação decepcionantes, uma historia soturna. "Batman", de Matt Reeves, é frustrante em quase todos os aspectos. O filme estreia nesta semana nos cinemas, depois de diversas reviravoltas em suas gravações, com protestos pela escolha de Robert Pattinson no papel título, além de paralisações por causa da pandemia e rumores de refilmagens por não atender às expectativas dos produtores da Warner.
Este "The Batman" é tenso, tenta ser realista e diferente demais dos outros filmes e acaba fugindo do fantástico que é o personagem. As pessoas precisam ler para entender as referências do diretor Matt Reeves (de "Cloverfield" e "Planeta dos Macacos), as nuances psicológicas empregadas nesta fase do herói, além de outras informações peculiares ao novo longa metragem para poderem "entender" o porquê do filme ser desse jeito: ruim. Mas nada dessas "inovações" fizeram o roteiro lento, sem graça, sem ritmo e inchado deste "Batman" melhorar. A preguiça na edição do filme é algo notável.
Os cenários foram projetados para passarem a impressão de claustrofobia, priorizando a sujeira, impressão de abandono e escuridão da velha Gotham dos quadrinhos clássicos, o que também causa um desconforto ao espectador - para não dizer sonolência. Acaba fazendo parecer um filme antigo, sem tantos recursos de produção.
No novo "Batman", Bruce Wayne está há pouco tempo como o vigilante mascarado, ainda querendo a "vingança" (ele se autodenomina assim diversas vezes) contra a criminalidade que assola Gotham e que matou seus pais. Quando surge um vilão: o Charada (Paul Dano), que comete assassinatos contra os principais figurões da cidade, sempre querendo a atenção do Homem Morcego. Recebendo ajuda do comissário Gordon (Jeffrey Wright), ele investiga o assassino e acaba sendo muitas vezes discriminado e ridicularizado por sua própria condição de "alegoria do carnaval" pelos homens da lei, com aquela máscara que lembra o herói no seriado dos anos 60. Não dá para colocar o Batman como um simples vigilante, aprendiz de detetive. Não com essa roupa. Nem tentar jogar o Homem Morcego no mesmo universo de "Seven", de David Fincher, nem dos filmes de gangsters do Scorcese. Não combina. O Batman do cinema é herói das crianças também, o que fez a Warner censurar diversas cenas deste novo filme que é repleto de boas intenções, mas não alcança a sua meta.
 Batman recebe ajuda de Selina/Mulher Gato (Zoe Kravitz), que tem interesse na resolução dos crimes do Charada, e troca beijos com ela - tão frios, na mesma temperatura que possui o filme todo - quase uma pedra de gelo, sem química nenhuma. O desenvolvimento dos personagens é tão mal feito como a apresentação desse novo Batman de Robert Pattinson: que não consegue imprimir credibilidade no papel de um homem que tenta superar sua dor para salvar o mundo do mal. Mais parece um doente precisando de remédios e ajuda psiquiátrica para conseguir falar seus monossílabos. Esqueça o herói rico, charmoso, inteligente e comunicativo dos outros filmes. Esse glamour, com toda a riqueza e tecnologia que estamos acostumados a ver no Batman não existem neste lançamento. Esta é mais uma característica "criativa" empregada pelo diretor nesta versão da origem do nosso herói, tirada dos quadrinhos.
O Pinguim feito pelo ator Colin Farrell, debaixo de pesada maquiagem, parece ter sido inserido para o filme seguinte, sem grande importância. Da mesma forma, o Charada de Paul Dano, também não assusta em nada, mesmo com a nebulosa direção de arte e fotografia. Tanto Andy Serkis (o mordomo Alfred), que tem pouca função, e aparece em cenas que poderiam diminuir de dez para dois minutos, como Jeffrey Wright fazendo o comissário Gordon, lembram muito os atores canastrões das novelas mexicanas do SBT. 
Resumindo, "Batman" é um filme que vai agradar àqueles fãs que esperam algo fora do convencional - mesmo que seja  péssimo. Eles farão de tudo para explicar a você por que o filme é desse jeito: longo e monótono. Sendo diferente de tudo, já estão satisfeitos. É um filme cru, grotesco, que acabou descaracterizando o personagem e deverá frustrar o imaginário dos fãs. E essa mudança irá trazer o grande debate, se o filme é "maravilhoso, inovador" (porém muito longo), ou se é chato mesmo. Aí, você decide. Com o herói e os vilões "em formação" neste "Batman", esperamos a sequência ser melhor, se é que ela irá existir. (Por Felipe Palhano)
COTAÇÃO **(Regular)

EMPODERADAS

Videocast comandado por trio de mulheres cearenses estreia nesta quinta-feira (3)

Amanda Lima (esquerda), Cecília Lobo (sentada) e Priscila Mari (direita) comandam o EmPODeradas no Spotify (podcast): ao vivo às terças e quintas-feiras, às 19 horas, no canal oficial do YouTube

Reza a lenda que as mulheres costumam falar demais. Alguém concorda com isso? Mito ou verdade, o fato é que três amigas cearenses resolveram colocar a tagarelice pra jogo e compartilhar com o público sobre os mais variados tipos de assuntos por meio de um videocast comandado exclusivamente por mulheres, e que traz no topo das mensagens a serem transmitidas através dos bate-papos, os princípios da força, da evolução, da simultaneidade e do empoderamento feminino.

O nome não poderia ser diferente: EmPODeradas! Apresentado pelas empresárias Amanda Lima, Cecília Lobo e Priscila Mari, o videocast/podcast tem estreia marcada para o Mês das Mulheres – e não poderia ser diferente, né? -, mais precisamente para esta quinta-feira, dia 3 de março. A primeira temporada conta com oito episódios que poderão ser conferidos no perfil do EmPODeradas no Spotify (podcast) e acompanhados ao vivo às terças e quintas-feiras, às 19 horas, no canal oficial do YouTube (videocast).

Gravados em Fortaleza, no Ceará, os episódios terão em média duas horas de duração e bate-papos com convidados, famosos ou não, dos mais diferentes cenários, que apresentam temas relevantes, descontraídos e que passeiam por assuntos como empreendedorismo, experiências profissionais, carreira, fofoca, curiosidades e muito mais.  A expectativa é que, com o potencial dos participantes já agendados, o alcance do EmPODeradas ultrapasse a marca de um milhão de expectadores já na primeira temporada.

AMANDA LIMA

Amanda Lima para alguns, BD Lima para outros. Fortalezense nata, o codinome dessa empoderada não representa nada menos que evolução, autenticidade, liderança e dinamismo. Nossa BD Lima é atacante desse podcast e através de sua direção de marketing na Agência DNA 360, em somatória com a bagagem de mentora, líder e palestrante, promete que nos episódios não faltaram assuntos que todos querem saber e irão se identificar. Conexões serão criadas e você também fará parte disso!

CECÍLIA LOBO

Nascida em Fortaleza, Cecília Lobo é publicitária, pós-graduada em gerenciamento de marketing e MBA em gestão em mídias digitais, CEO da Agência DNA 360, mentora, líder e palestrante. Será apresentadora que, com seu envolvimento, inteligência e carisma, promete conduzir as entrevistas com a despretensiosidade necessária para os episódios serem um absoluto sucesso! Cecília é nosso cristalzinho lapidado em beleza, garra e coragem. Não se engane, empoderamento é um dos sobrenomes dela!

PRISCILA MARI

Priscila Mari é mãe de 3, esposa, natural de Canindé, dona de casa, empresária e influenciadora. Seu trabalho hoje é destaque nas redes sociais e sua credibilidade na assinatura de projetos fala por si só. Pri é Hoster do EmPODeradas e com seu dinamismo, RP, influência e carisma, irá abordar sobre os mais diversos assuntos com os convidados através de um feeling estratégico que só essa empoderada tem!

EMPODERE-SE:

PodCast EmPODeradas

Estreia: Quinta-feira, 03.03.22

Horário: 19 horas

Instagram:https://www.instagram.com/tonoempoderadas/

Youtube:https://www.youtube.com/channel/UCb6rGEDkb3eydK4GN3ItgRA/about

Spotify:https://open.spotify.com/user/31xpierjpnaqh3wklfjp4bplnjly?si=_FwzF6_jTzCEMmgPf4qSWA

Twitter:https://twitter.com/tonoempoderadas

Facebook:https://www.facebook.com/tonoempoderadas

Apple Podcast:https://podcasts.apple.com/us/podcast/pocast-empoderadas/id1611378759

Anchor Podcast:https://anchor.fm/podcast-empoderadas

Amanda Lima: @amandabdlima

Cecília Lobo: @cecilialobo_
Priscila Mari: @priscilamari

CASA DELAS

NO MÊS DA MULHER, A CASA É SUA LANÇA PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

Março é o mês dedicado às mulheres e à luta pela igualdade de gêneros. E é neste panorama que A Casa é Sua – Produção, Coworking e Café Cultural, recentemente inaugurada, lança o selo Casa Delas e promove uma programação dedicada ao protagonismo de mulheres cis e trans. O lançamento acontecerá no dia 03 de março, a partir das 17h, com uma coletiva de imprensa na sede da Casa é Sua para convidades. "O selo visa (além de homenagear o gênero em suas múltiplas formas) garantir que toda a programação do mês de março seja pautada e voltada para mulheres cis e trans. Nosso espaço cultural se propõe a dialogar com a sociedade em geral e sem amarras sociais, percebendo as mudanças e o simbolismo da presença dessas mulheridades na ocupação dos diferentes espaços dentro da sociedade, possibilitando outros olhares e novas perspectivas para todas e todes”, declara Andrea Vasconcelos, produtora cultural, socióloga e sócia do espaço.

A programação contempla palestras, bate-papos, encontros, apresentações artísticas com mulheres para que se possa, juntas e juntes, dialogar por uma sociedade mais justa, dizendo não à violência (de todo tipo) e sim ao respeito, ao cuidado, acolhimento e à proteção da diversidade feminina. Alguns nomes já estão confirmados como Vic Andrade, Ercilia Lima, Lia Maia, Ellicia Maria, Jupyra Carvalho, Sy Gomes, Aires, Renata Mota, Wanessia Gomes, Valeria Cordeiro, Paula Silveira, Luh Livia, Samba do Mar, Essas Mulheres, a vereadora Larissa Gaspar, as co-vereadoras Adriana Gerônimo, Lila M. Salu e Louise Santana da Mandata Coletiva Nossa Cara e ainda a Banda Jardim Suspenso – Tributo à Rita Lee (in duo).

Também haverá encontros com mulheres técnicas, produtoras, gestoras culturais, mulheres gestoras de Coworking, Workshop de Cerveja Artesanal da empresa Capitosa para mulheres cervejeiras, lançamento do sarau I Casarau - O Verso é Delas, com a Bicha Poética, Sabrina Morais e Jord Guedes, além de uma roda de conversa com mulheres empreendedoras na gastronomia, e com mulheres parlamentares sobre o tema “Por mais Mulheres na Política”. A programação fixa dos projetos musicais, que já acontecem atualmente na casinha azul, também será dedicada às mulheres cis e trans: Som Delas – Na 1ª sexta-feira de cada mês, apresentações musicais com mulheres cantando e tocando; Enegrecer – Na 2ª sexta-feira do mês traz artistas negras/negros apresentando o universo das músicas e ritmos de matriz africana; Tons Coloridos – Na 3ª sexta-feira do mês com apresentação de artistas LGBTQIA+ e/ou não binários; Toca o Teu – Na 4ª sexta-feira do mês contamos com a apresentação de artistas mostrando suas composições, numa noite de músicas autorais e aos sábados à tarde, o Samba da Casa com o melhor do samba de raiz. No mês de março essa programação será mantida, porém todas as artistas serão mulheres (Cis e trans).

SERVIÇO

A Casa É Sua - Produção, Coworking e Café Cultural

Vila Bachá, 07 - Meireles

Funcionamento: Terça a Quinta - 15h às 20h / Sexta e Sábado - 15h às 21h @acasaesua.ce

casaesuapodechegar@gmail.com

 

MANHÃ DE CARNAVAL

Banana Scrait abraça o lado pagão da folia em novo clipe do EP "Eletro Bossa Nova"

O duo Banana Scrait segue propondo um novo olhar para a música brasileira com o EP “Eletro Bossa Nova”, onde reimagina clássicos do gênero com um viés entre o eletrônico e o jazzístico. “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá, é exemplo dessa interpretação repaginada, e acaba de ganhar um clipe onde Andrea Agda e Daniel Arruda recebem Papangus, foliões inspirados pela cultura pagã. O vídeo já está disponível no canal de YouTube da dupla.

Assista a “Manhã de Carnaval”: https://youtu.be/vXHFIeu9LQk 

Ouça “Manhã de Carnaval”: https://smarturl.it/ManhaDeCarnaval 

O vídeo tem direção de Albino Freaza e Nicolas Gondim e convida a uma folia diferente nas falésias da Peroba, praia do município de Icapuí, no Ceará. O clipe é povoado por Papangus, tradição da cultura pagã que se mantém preservada nesta região do litoral cearense. Assim, Daniel e Andrea unem o conceito de bossa com as suas próprias origens, mostrando seu propósito de dar personalidade às suas versões dessas composições. Além de “Manhã de Carnaval”, já foram reveladas também “Berimbau”, “Água de Beber” e “Dindi”.

“Manhã de Carnaval” é uma composição marcante da trilha do filme “Orfeu Negro” (1959) e assinada por Luiz Bonfá e Antônio Maria. Com o sucesso do longa e da própria canção, esta acabou se tornando uma das representantes do jazz brasileiro no exterior, tendo sido regravada por nomes que vão de Plácido Domingo a Cher, de Stan Getz a George Benson.

A abordagem de Banana Scrait para o projeto “Eletro Bossa Nova” é uma nova interpretação para clássicos desse ritmo brasileiríssimo por natureza com uma vibração nova: da chillwave, lounge music e até o funk com batida sincopada. É o caso dessa releitura de “Manhã de Carnaval”, combinando suingue e poesia com um toque de melancolia guiada pelo sax tenor no que talvez seja a versão mais ousada de todo o álbum. 

O novo EP vem para somar à discografia de Banana Scrait, que surgiu para canalizar as influências roqueiras de Andrea e Daniel - entre elas, The Smiths, Breeders e Elastica. O sucesso no nordeste logo se amplificou para o sudeste. A primeira demo foi lançada pelo respeitado selo Midsummer Madness em 1995, seguida pelo álbum “Yes, We Have Bananas”, dois anos depois. Em 2001 viria o EP “Tecnotopia”, unindo seu som a elementos eletrônicos. 

Após um período de hiato em Recife e de volta a Fortaleza, o Banana Scrait trabalhou no disco “Giostra” (2015), mesclando releituras do maestro Alberto Nepomuceno com composições próprias. Ainda em 2015, viria o álbum “Voo”, que começou a ser gestado em Pernambuco reunindo forte influência da MPB e utilizando instrumentos como clarinete, saxofone, vibrafone, sintetizador, piano, ukulele, castanholas e trombone, além de baixo, guitarra e bateria.

Agora, Banana Scrait segue se reinventando com uma sequência de singles. Além das faixas já reveladas, “Eletro Bossa Nova” contará com “Favela” (Tom Jobim) e “Gentle Rain” (Luiz Bonfá).

ARTES PLÁSTICAS

Theatro José de Alencar recebe a quarta edição do projeto "Espelho, Espelho Meu" durante os meses de março e abril

Com produção de Cida Fonseca e Fátima Gomes, a exposição - com abertura no Dia Internacional da Mulher - busca levantar uma reflexão sobre a imagem da mulher dentro da sociedade contemporânea

O Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe a exposição do projeto “Espelho, Espelho Meu… Por que não posso ser eu?" na Galeria Ramos Cotoco (Anexo CENA). A abertura ocorre no dia 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a partir das 19h. Com entrada franca, a exibição do projeto segue aberta para visitações até o dia 8 de abril. Seguindo todos os protocolos de combate à Covid-19, a entrada é franca e acontece das 9h às 17h (ter a sex) e das 14h às 19h (sáb e dom).

O projeto é uma criação de Cida Fonseca e Fátima Gomes, duas artistas visuais que vêem na expressividade artística um caminho que leva a mulher a explorar sua visão de mundo, possibilitando o empoderamento feminino e a resistência. Diante dos muitos questionamentos e reflexões que permeiam o pensamento da dupla sobre a condição da mulher em diferentes aspectos do cotidiano, elas vêm realizando exposições desde março de 2017, com olhar voltado para o contexto no qual a mulher está inserida na sociedade contemporânea. 

Por que “Espelho, Espelho Meu...”?  

É imprescindível que nos debrucemos sobre a história da humanidade para  refletirmos e compreendermos a luta da mulher dentro da sociedade, em busca de  romper barreiras, ultrapassar preconceitos, resistir a tantas imposições, exclusões e  invisibilidade, e empoderar-se ascendendo sua imagem dentro da sociedade. Assim  como o espelho é capaz de refletir o verdadeiro eu, é preciso olhar para si e  desconstruir a imagem projetada pela sociedade e fazer refletir quem somos em  nossa essência. 

A imagem feminina foi construída de diferentes maneiras ao longo da história. De  deusas e sacerdotisas, dotadas de poder e influência sobre a população, as  mulheres passaram a ser tratadas como inferiorizadas, submissas, secundárias. Os  novos paradigmas da sociedade trouxeram para as mulheres conflitos e dicotomias,  que de certa forma apagaram a imagem da mulher levando-a muitas vezes a  esconder seus talentos e seus saberes. Incontáveis são as mulheres que foram  obrigadas, diante de tantas imposições, preconceitos e indiferenças da sociedade, a calar seu potencial, seja nas artes ou em outras profissões. 

Mas é justamente quando a mulher olha para si mesma e reconhece sua verdadeira  imagem como um ser único, com potencial e capacidade de ser e fazer tudo o que  se propõe, agregando seus diferenciais no que tange às questões pessoais e  sociais, que seu poder feminino se ressalta. Ou seja, quando a mulher valoriza suas qualidades intrínsecas, as respeita e as direciona para seu crescimento, ela tem a oportunidade de equilibrar-se em todas as esferas da sua vida e refletir a imagem  de empoderamento, resistência e um potencial inabalável. 

Edições  

A primeira edição desse projeto de exposição, que ocorre a cada 8 de março, aconteceu em 2017, com a exposição intitulada "Guerreiras ou Artistas?”, a partir de uma pesquisa em Artes Visuais da artista visual e poetisa Cida Fonseca acerca das Artes Visuais cearense, com foco na presença feminina e as dificuldades superadas por mulheres artistas diante de tantos obstáculos. 

A segunda edição ocorreu em 2018, no Centro Cultural Belchior, com a exposição “Multiplicidades”, que discutia a capacidade que a mulher tem para ser  múltipla em meio a tantos desafios e exigências da sociedade.  

A terceira edição do projeto aconteceu em 2019. Nessa ocasião, o questionamento foi o seguinte: “Como a arte pode assumir um papel fundamental nos embates e  lutas cotidianas da mulher artista na contemporaneidade?” As artistas envolvidas na exposição - Cida Fonseca, Fátima Gomes, Nínive Santiago e Suzan Pagani - acreditam que a arte é uma aliada no processo de construção do empoderamento feminino dentro da sociedade, contribuindo, assim, para que outras mulheres encontrem em sua história de vida a potencialidade para resistir, romper as  barreiras do preconceito e conquistar seu espaço.

Nesta quarta, buscamos romper barreiras, ultrapassar preconceitos, resistir às imposições, exclusões e invisibilidade na qual a sociedade nos coloca e nos empoderarmos ascendendo a imagem da mulher artista visual dentro da sociedade. É preciso refletir a verdadeira  essência da mulher, e romper a imagem que a sociedade construiu para nós  mulheres.

Sobre as artistas

Cida Fonseca é desenhista, pintora e poetisa. Graduada em Licenciatura em artes visuais pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará- IFCE. Seus trabalhos versam sobre a representação da figura feminina. Entre as técnicas utilizadas, estão a pintura em aquarela e pintura acrílica.

Fátima Gomes é pintora, desenhista e arte-educadora. Licenciada em Artes Visuais pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE. Seus trabalhos versam sobre a desconstrução da figura feminina, a fluidez das linhas e o desenho fantástico. Entre as técnicas utilizadas, estão a pintura e pintura acrílica e a óleo.

SERVIÇO

Exposição “Espelho, Espelho Meu… Por que não posso ser eu?”, das artistas visuais Cida Fonseca e Fátima Gomes

Abertura: 8 de março, a partir das 19h

Local: Galeria Ramos Cotoco/ Anexo CENA do Theatro José de Alencar (entrada pela Rua 24 de Maio, 600 - Centro)

Visitação: até 8 de abril, das 9h às 17h (ter a sex) e das 14h às 19h (sáb e dom)

Entrada franca

Outras info: (85) 98619-9490 (Fátima) / 99991-4814 (Cida) / @semgaleria (Facebook)

* Obrigatório o uso de máscara e a apresentação de comprovante com as duas doses da vacina contra a Covid-19, acompanhado de RG ou outro documento oficial com foto

CAFÉ COM JAZZ & BLUES

Terceira e última edição de projeto recebe Fabíola Líper e Lu D’Sosa

Com acesso gratuito, a programação acontece no próximo dia 3 de março, às 19h, no Pátio Nobre do TJA, abrindo a programação especial alusiva ao Dia Internacional da Mulher  

O projeto "Café com Jazz&Blues" encerra no dia 3 de março, a partir das 19h, com o show de Fabíola Líper, acompanhada do guitarrista Lu D'Sosa. A apresentação é gratuita e acontece no Pátio Nobre do Theatro José de Alencar (TJA) - equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) - sendo uma realização do Café Iracema, cuja proposta foi contemplada via Lei Aldir Blanc (Secultfor). 

Fabíola Líper atua desde 1981. Em 1990, realizou o curso de Arte Dramática da Universidade Federal do Ceará (UFC), que teve como espetáculo de formatura “Geração Trianon”, de Ana Maria Nunes. Em 1991, em parceria com Sandra Albano, escreveu e atuou em “Don Gioachim”, sátira à ópera “Don Giovanni”, dirigida por Artur Guedes e que obteve sucesso de público e grande repercussão na mídia local.

No ano de 1996, entrou para o Colégio de Dramaturgia, do Instituto Dragão do Mar. Como conclusão de curso, escreveu, sob orientação de Ricardo Guilherme, a comédia “Dois Por Dois”. Em 2000, montou o referido espetáculo com Robério Diógenes, sob a direção de Francisco Wellington. O sucesso rendeu a Fabíola Líper o prêmio de Melhor Atriz (Mostra Sesc-Cariri 2000) e Melhor Texto (XVII Festival de Guaramiranga 2000 e  I Festival Nacional de Teatro de Natal).

No cinema, Fabíola Líper atuou em “Mulher Biônica", de Armando Praça (2007), “Homens com cheiro de flor”, de Joe Pimentel (2010), “Greta” (2018) e "Hotel Fortaleza" (2019), de Armando Praça, e em "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2018).  Em 2009, gravou o álbum intitulado “Minha cara”, reunindo canções de sua autoria e de parcerias com compositores cearenses.   

Lu D'Sosa é músico, arranjador e produtor. Possuidor de um estilo próprio que funde a genialidade do Jazz com a riqueza rítmica da Música Brasileira. Em sua trajetória, teve participação em vários álbuns, produzindo, gravando e acompanhando artistas como: Fagner, Dominguinhos, Waldonys, Amelinha, Nando Cordel, Zé Ramalho, Marinês, Geraldo Azevedo, Manassés, Isaac Cândido, etc. 

É idealizador e fundador do “Projeto Timbral”, projeto cultural de arte e educação que tem como característica a junção de vários elementos, instrumentos e ritmos musicais, que resultam na produção de discos, shows, palestras, oficinas e workshops. 

Em sua formação, Lu D’Sosa navega com extrema segurança e singularidade nos instrumentos de corda, mostrando grande familiaridade com as riquezas musicais brasileiras e estrangeiras, com significativas influências da música negra, criando uma abertura não convencional para as diversas tendências e impressões musicais, tornando-se ainda mais enriquecedor o trabalho de Timbral.

Sobre o projeto

O “Café com Jazz&Blues” consiste na apresentação de artistas locais renomados para a execução de um repertório diferenciado e gratuito. O projeto teve sua estreia no dia 17 de fevereiro, dentro do “Theatro de Portas Abertas”, com as presenças da cantora Nayra Costa e do guitarrista Mimi Rocha. A segunda edição aconteceu no dia 24 de fevereiro, desta vez com a voz de Tatianna Freitas, acompanhada do guitarrista Lu D’Sosa.  

Protocolos

Será obrigatório o uso de máscaras durante toda a permanência no TJA, bem como a apresentação do comprovante com, pelo menos, duas doses da vacina contra a Covid-19, acompanhado de RG ou outro documento oficial com foto; totens com álcool em gel encontram-se disponíveis em diversos pontos do equipamento.

SERVIÇO

“Café com Jazz&Blues”: Encerramento com Fabíola Líper e Lu D’Sosa

Quando: 3 de março (quinta-feira), às 19h

Onde: Pátio Nobre do Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 - Centro)

Outras info: (85) 3101-2583 / 3101-2586

Programação gratuita

* Obrigatório o uso de máscara e a apresentação de comprovante com as duas doses da vacina contra a Covid-19, acompanhado de RG ou outro documento oficial com foto