CINEMA/CRÍTICA

O QUE ESPERAR DO NOVO "BATMAN"?
Novo filme tem quase três horas de duração e conta com o ator Robert Pattinson no papel do Homem Morcego

O que você espera quando vai assistir a um filme do Batman no cinema? Ação, emoção, pirotecnia de efeitos visuais? História de superação, grandes vilões? Um espetáculo de entretenimento, sem querer fazer você pensar muito, sem querer ser "cinema de arte"? Nenhum comprometimento enorme com referências peculiares dos quadrinhos, afinal, é uma adaptação? Esqueça!
Depois do imenso sucesso do "Coringa", que deu recorde de indicações ao Oscar e deu o prêmio de melhor ator para Joaquim Phoenix, a Warner parece querer fazer uma "obra prima da sétima arte" neste novo "Batman", com Robert Pattinson como o Homem Morcego, empregando uma nova estética e narrativa que nos leva ao início das atividades do herói em Gotham City. Só que o excesso de "estilo", referências cinematográficas e objetivos de fazer uma versão "noir" de um detetive das ruas, diferente, um "Batman raiz", acaba por descaracterizar o personagem.
Traduzindo: quiseram fazer um filme do Batman "de arte" para ganhar indicação ao Oscar, ou algum tipo de prêmio, ser criativo, inovador e conquistar a crítica especializada, mas esqueceram do mais importante: o entretenimento! O herói será quem tiver a disposição de assistir durante quase três horas um filme com um roteiro previsível e repleto de excessos, com cenas "explicativas" desnecessárias, interpretações medíocres, figurinos de uma pobreza visceral, poucos efeitos visuais e cenas de ação decepcionantes, uma historia soturna. "Batman", de Matt Reeves, é frustrante em quase todos os aspectos. O filme estreia nesta semana nos cinemas, depois de diversas reviravoltas em suas gravações, com protestos pela escolha de Robert Pattinson no papel título, além de paralisações por causa da pandemia e rumores de refilmagens por não atender às expectativas dos produtores da Warner.
Este "The Batman" é tenso, tenta ser realista e diferente demais dos outros filmes e acaba fugindo do fantástico que é o personagem. As pessoas precisam ler para entender as referências do diretor Matt Reeves (de "Cloverfield" e "Planeta dos Macacos), as nuances psicológicas empregadas nesta fase do herói, além de outras informações peculiares ao novo longa metragem para poderem "entender" o porquê do filme ser desse jeito: ruim. Mas nada dessas "inovações" fizeram o roteiro lento, sem graça, sem ritmo e inchado deste "Batman" melhorar. A preguiça na edição do filme é algo notável.
Os cenários foram projetados para passarem a impressão de claustrofobia, priorizando a sujeira, impressão de abandono e escuridão da velha Gotham dos quadrinhos clássicos, o que também causa um desconforto ao espectador - para não dizer sonolência. Acaba fazendo parecer um filme antigo, sem tantos recursos de produção.
No novo "Batman", Bruce Wayne está há pouco tempo como o vigilante mascarado, ainda querendo a "vingança" (ele se autodenomina assim diversas vezes) contra a criminalidade que assola Gotham e que matou seus pais. Quando surge um vilão: o Charada (Paul Dano), que comete assassinatos contra os principais figurões da cidade, sempre querendo a atenção do Homem Morcego. Recebendo ajuda do comissário Gordon (Jeffrey Wright), ele investiga o assassino e acaba sendo muitas vezes discriminado e ridicularizado por sua própria condição de "alegoria do carnaval" pelos homens da lei, com aquela máscara que lembra o herói no seriado dos anos 60. Não dá para colocar o Batman como um simples vigilante, aprendiz de detetive. Não com essa roupa. Nem tentar jogar o Homem Morcego no mesmo universo de "Seven", de David Fincher, nem dos filmes de gangsters do Scorcese. Não combina. O Batman do cinema é herói das crianças também, o que fez a Warner censurar diversas cenas deste novo filme que é repleto de boas intenções, mas não alcança a sua meta.
 Batman recebe ajuda de Selina/Mulher Gato (Zoe Kravitz), que tem interesse na resolução dos crimes do Charada, e troca beijos com ela - tão frios, na mesma temperatura que possui o filme todo - quase uma pedra de gelo, sem química nenhuma. O desenvolvimento dos personagens é tão mal feito como a apresentação desse novo Batman de Robert Pattinson: que não consegue imprimir credibilidade no papel de um homem que tenta superar sua dor para salvar o mundo do mal. Mais parece um doente precisando de remédios e ajuda psiquiátrica para conseguir falar seus monossílabos. Esqueça o herói rico, charmoso, inteligente e comunicativo dos outros filmes. Esse glamour, com toda a riqueza e tecnologia que estamos acostumados a ver no Batman não existem neste lançamento. Esta é mais uma característica "criativa" empregada pelo diretor nesta versão da origem do nosso herói, tirada dos quadrinhos.
O Pinguim feito pelo ator Colin Farrell, debaixo de pesada maquiagem, parece ter sido inserido para o filme seguinte, sem grande importância. Da mesma forma, o Charada de Paul Dano, também não assusta em nada, mesmo com a nebulosa direção de arte e fotografia. Tanto Andy Serkis (o mordomo Alfred), que tem pouca função, e aparece em cenas que poderiam diminuir de dez para dois minutos, como Jeffrey Wright fazendo o comissário Gordon, lembram muito os atores canastrões das novelas mexicanas do SBT. 
Resumindo, "Batman" é um filme que vai agradar àqueles fãs que esperam algo fora do convencional - mesmo que seja  péssimo. Eles farão de tudo para explicar a você por que o filme é desse jeito: longo e monótono. Sendo diferente de tudo, já estão satisfeitos. É um filme cru, grotesco, que acabou descaracterizando o personagem e deverá frustrar o imaginário dos fãs. E essa mudança irá trazer o grande debate, se o filme é "maravilhoso, inovador" (porém muito longo), ou se é chato mesmo. Aí, você decide. Com o herói e os vilões "em formação" neste "Batman", esperamos a sequência ser melhor, se é que ela irá existir. (Por Felipe Palhano)
COTAÇÃO **(Regular)

EMPODERADAS

Videocast comandado por trio de mulheres cearenses estreia nesta quinta-feira (3)

Amanda Lima (esquerda), Cecília Lobo (sentada) e Priscila Mari (direita) comandam o EmPODeradas no Spotify (podcast): ao vivo às terças e quintas-feiras, às 19 horas, no canal oficial do YouTube

Reza a lenda que as mulheres costumam falar demais. Alguém concorda com isso? Mito ou verdade, o fato é que três amigas cearenses resolveram colocar a tagarelice pra jogo e compartilhar com o público sobre os mais variados tipos de assuntos por meio de um videocast comandado exclusivamente por mulheres, e que traz no topo das mensagens a serem transmitidas através dos bate-papos, os princípios da força, da evolução, da simultaneidade e do empoderamento feminino.

O nome não poderia ser diferente: EmPODeradas! Apresentado pelas empresárias Amanda Lima, Cecília Lobo e Priscila Mari, o videocast/podcast tem estreia marcada para o Mês das Mulheres – e não poderia ser diferente, né? -, mais precisamente para esta quinta-feira, dia 3 de março. A primeira temporada conta com oito episódios que poderão ser conferidos no perfil do EmPODeradas no Spotify (podcast) e acompanhados ao vivo às terças e quintas-feiras, às 19 horas, no canal oficial do YouTube (videocast).

Gravados em Fortaleza, no Ceará, os episódios terão em média duas horas de duração e bate-papos com convidados, famosos ou não, dos mais diferentes cenários, que apresentam temas relevantes, descontraídos e que passeiam por assuntos como empreendedorismo, experiências profissionais, carreira, fofoca, curiosidades e muito mais.  A expectativa é que, com o potencial dos participantes já agendados, o alcance do EmPODeradas ultrapasse a marca de um milhão de expectadores já na primeira temporada.

AMANDA LIMA

Amanda Lima para alguns, BD Lima para outros. Fortalezense nata, o codinome dessa empoderada não representa nada menos que evolução, autenticidade, liderança e dinamismo. Nossa BD Lima é atacante desse podcast e através de sua direção de marketing na Agência DNA 360, em somatória com a bagagem de mentora, líder e palestrante, promete que nos episódios não faltaram assuntos que todos querem saber e irão se identificar. Conexões serão criadas e você também fará parte disso!

CECÍLIA LOBO

Nascida em Fortaleza, Cecília Lobo é publicitária, pós-graduada em gerenciamento de marketing e MBA em gestão em mídias digitais, CEO da Agência DNA 360, mentora, líder e palestrante. Será apresentadora que, com seu envolvimento, inteligência e carisma, promete conduzir as entrevistas com a despretensiosidade necessária para os episódios serem um absoluto sucesso! Cecília é nosso cristalzinho lapidado em beleza, garra e coragem. Não se engane, empoderamento é um dos sobrenomes dela!

PRISCILA MARI

Priscila Mari é mãe de 3, esposa, natural de Canindé, dona de casa, empresária e influenciadora. Seu trabalho hoje é destaque nas redes sociais e sua credibilidade na assinatura de projetos fala por si só. Pri é Hoster do EmPODeradas e com seu dinamismo, RP, influência e carisma, irá abordar sobre os mais diversos assuntos com os convidados através de um feeling estratégico que só essa empoderada tem!

EMPODERE-SE:

PodCast EmPODeradas

Estreia: Quinta-feira, 03.03.22

Horário: 19 horas

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Spotify:https://open.spotify.com/user/31xpierjpnaqh3wklfjp4bplnjly?si=_FwzF6_jTzCEMmgPf4qSWA

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Amanda Lima: @amandabdlima

Cecília Lobo: @cecilialobo_
Priscila Mari: @priscilamari

CASA DELAS

NO MÊS DA MULHER, A CASA É SUA LANÇA PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

Março é o mês dedicado às mulheres e à luta pela igualdade de gêneros. E é neste panorama que A Casa é Sua – Produção, Coworking e Café Cultural, recentemente inaugurada, lança o selo Casa Delas e promove uma programação dedicada ao protagonismo de mulheres cis e trans. O lançamento acontecerá no dia 03 de março, a partir das 17h, com uma coletiva de imprensa na sede da Casa é Sua para convidades. "O selo visa (além de homenagear o gênero em suas múltiplas formas) garantir que toda a programação do mês de março seja pautada e voltada para mulheres cis e trans. Nosso espaço cultural se propõe a dialogar com a sociedade em geral e sem amarras sociais, percebendo as mudanças e o simbolismo da presença dessas mulheridades na ocupação dos diferentes espaços dentro da sociedade, possibilitando outros olhares e novas perspectivas para todas e todes”, declara Andrea Vasconcelos, produtora cultural, socióloga e sócia do espaço.

A programação contempla palestras, bate-papos, encontros, apresentações artísticas com mulheres para que se possa, juntas e juntes, dialogar por uma sociedade mais justa, dizendo não à violência (de todo tipo) e sim ao respeito, ao cuidado, acolhimento e à proteção da diversidade feminina. Alguns nomes já estão confirmados como Vic Andrade, Ercilia Lima, Lia Maia, Ellicia Maria, Jupyra Carvalho, Sy Gomes, Aires, Renata Mota, Wanessia Gomes, Valeria Cordeiro, Paula Silveira, Luh Livia, Samba do Mar, Essas Mulheres, a vereadora Larissa Gaspar, as co-vereadoras Adriana Gerônimo, Lila M. Salu e Louise Santana da Mandata Coletiva Nossa Cara e ainda a Banda Jardim Suspenso – Tributo à Rita Lee (in duo).

Também haverá encontros com mulheres técnicas, produtoras, gestoras culturais, mulheres gestoras de Coworking, Workshop de Cerveja Artesanal da empresa Capitosa para mulheres cervejeiras, lançamento do sarau I Casarau - O Verso é Delas, com a Bicha Poética, Sabrina Morais e Jord Guedes, além de uma roda de conversa com mulheres empreendedoras na gastronomia, e com mulheres parlamentares sobre o tema “Por mais Mulheres na Política”. A programação fixa dos projetos musicais, que já acontecem atualmente na casinha azul, também será dedicada às mulheres cis e trans: Som Delas – Na 1ª sexta-feira de cada mês, apresentações musicais com mulheres cantando e tocando; Enegrecer – Na 2ª sexta-feira do mês traz artistas negras/negros apresentando o universo das músicas e ritmos de matriz africana; Tons Coloridos – Na 3ª sexta-feira do mês com apresentação de artistas LGBTQIA+ e/ou não binários; Toca o Teu – Na 4ª sexta-feira do mês contamos com a apresentação de artistas mostrando suas composições, numa noite de músicas autorais e aos sábados à tarde, o Samba da Casa com o melhor do samba de raiz. No mês de março essa programação será mantida, porém todas as artistas serão mulheres (Cis e trans).

SERVIÇO

A Casa É Sua - Produção, Coworking e Café Cultural

Vila Bachá, 07 - Meireles

Funcionamento: Terça a Quinta - 15h às 20h / Sexta e Sábado - 15h às 21h @acasaesua.ce

casaesuapodechegar@gmail.com

 

MANHÃ DE CARNAVAL

Banana Scrait abraça o lado pagão da folia em novo clipe do EP "Eletro Bossa Nova"

O duo Banana Scrait segue propondo um novo olhar para a música brasileira com o EP “Eletro Bossa Nova”, onde reimagina clássicos do gênero com um viés entre o eletrônico e o jazzístico. “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá, é exemplo dessa interpretação repaginada, e acaba de ganhar um clipe onde Andrea Agda e Daniel Arruda recebem Papangus, foliões inspirados pela cultura pagã. O vídeo já está disponível no canal de YouTube da dupla.

Assista a “Manhã de Carnaval”: https://youtu.be/vXHFIeu9LQk 

Ouça “Manhã de Carnaval”: https://smarturl.it/ManhaDeCarnaval 

O vídeo tem direção de Albino Freaza e Nicolas Gondim e convida a uma folia diferente nas falésias da Peroba, praia do município de Icapuí, no Ceará. O clipe é povoado por Papangus, tradição da cultura pagã que se mantém preservada nesta região do litoral cearense. Assim, Daniel e Andrea unem o conceito de bossa com as suas próprias origens, mostrando seu propósito de dar personalidade às suas versões dessas composições. Além de “Manhã de Carnaval”, já foram reveladas também “Berimbau”, “Água de Beber” e “Dindi”.

“Manhã de Carnaval” é uma composição marcante da trilha do filme “Orfeu Negro” (1959) e assinada por Luiz Bonfá e Antônio Maria. Com o sucesso do longa e da própria canção, esta acabou se tornando uma das representantes do jazz brasileiro no exterior, tendo sido regravada por nomes que vão de Plácido Domingo a Cher, de Stan Getz a George Benson.

A abordagem de Banana Scrait para o projeto “Eletro Bossa Nova” é uma nova interpretação para clássicos desse ritmo brasileiríssimo por natureza com uma vibração nova: da chillwave, lounge music e até o funk com batida sincopada. É o caso dessa releitura de “Manhã de Carnaval”, combinando suingue e poesia com um toque de melancolia guiada pelo sax tenor no que talvez seja a versão mais ousada de todo o álbum. 

O novo EP vem para somar à discografia de Banana Scrait, que surgiu para canalizar as influências roqueiras de Andrea e Daniel - entre elas, The Smiths, Breeders e Elastica. O sucesso no nordeste logo se amplificou para o sudeste. A primeira demo foi lançada pelo respeitado selo Midsummer Madness em 1995, seguida pelo álbum “Yes, We Have Bananas”, dois anos depois. Em 2001 viria o EP “Tecnotopia”, unindo seu som a elementos eletrônicos. 

Após um período de hiato em Recife e de volta a Fortaleza, o Banana Scrait trabalhou no disco “Giostra” (2015), mesclando releituras do maestro Alberto Nepomuceno com composições próprias. Ainda em 2015, viria o álbum “Voo”, que começou a ser gestado em Pernambuco reunindo forte influência da MPB e utilizando instrumentos como clarinete, saxofone, vibrafone, sintetizador, piano, ukulele, castanholas e trombone, além de baixo, guitarra e bateria.

Agora, Banana Scrait segue se reinventando com uma sequência de singles. Além das faixas já reveladas, “Eletro Bossa Nova” contará com “Favela” (Tom Jobim) e “Gentle Rain” (Luiz Bonfá).

ARTES PLÁSTICAS

Theatro José de Alencar recebe a quarta edição do projeto "Espelho, Espelho Meu" durante os meses de março e abril

Com produção de Cida Fonseca e Fátima Gomes, a exposição - com abertura no Dia Internacional da Mulher - busca levantar uma reflexão sobre a imagem da mulher dentro da sociedade contemporânea

O Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe a exposição do projeto “Espelho, Espelho Meu… Por que não posso ser eu?" na Galeria Ramos Cotoco (Anexo CENA). A abertura ocorre no dia 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a partir das 19h. Com entrada franca, a exibição do projeto segue aberta para visitações até o dia 8 de abril. Seguindo todos os protocolos de combate à Covid-19, a entrada é franca e acontece das 9h às 17h (ter a sex) e das 14h às 19h (sáb e dom).

O projeto é uma criação de Cida Fonseca e Fátima Gomes, duas artistas visuais que vêem na expressividade artística um caminho que leva a mulher a explorar sua visão de mundo, possibilitando o empoderamento feminino e a resistência. Diante dos muitos questionamentos e reflexões que permeiam o pensamento da dupla sobre a condição da mulher em diferentes aspectos do cotidiano, elas vêm realizando exposições desde março de 2017, com olhar voltado para o contexto no qual a mulher está inserida na sociedade contemporânea. 

Por que “Espelho, Espelho Meu...”?  

É imprescindível que nos debrucemos sobre a história da humanidade para  refletirmos e compreendermos a luta da mulher dentro da sociedade, em busca de  romper barreiras, ultrapassar preconceitos, resistir a tantas imposições, exclusões e  invisibilidade, e empoderar-se ascendendo sua imagem dentro da sociedade. Assim  como o espelho é capaz de refletir o verdadeiro eu, é preciso olhar para si e  desconstruir a imagem projetada pela sociedade e fazer refletir quem somos em  nossa essência. 

A imagem feminina foi construída de diferentes maneiras ao longo da história. De  deusas e sacerdotisas, dotadas de poder e influência sobre a população, as  mulheres passaram a ser tratadas como inferiorizadas, submissas, secundárias. Os  novos paradigmas da sociedade trouxeram para as mulheres conflitos e dicotomias,  que de certa forma apagaram a imagem da mulher levando-a muitas vezes a  esconder seus talentos e seus saberes. Incontáveis são as mulheres que foram  obrigadas, diante de tantas imposições, preconceitos e indiferenças da sociedade, a calar seu potencial, seja nas artes ou em outras profissões. 

Mas é justamente quando a mulher olha para si mesma e reconhece sua verdadeira  imagem como um ser único, com potencial e capacidade de ser e fazer tudo o que  se propõe, agregando seus diferenciais no que tange às questões pessoais e  sociais, que seu poder feminino se ressalta. Ou seja, quando a mulher valoriza suas qualidades intrínsecas, as respeita e as direciona para seu crescimento, ela tem a oportunidade de equilibrar-se em todas as esferas da sua vida e refletir a imagem  de empoderamento, resistência e um potencial inabalável. 

Edições  

A primeira edição desse projeto de exposição, que ocorre a cada 8 de março, aconteceu em 2017, com a exposição intitulada "Guerreiras ou Artistas?”, a partir de uma pesquisa em Artes Visuais da artista visual e poetisa Cida Fonseca acerca das Artes Visuais cearense, com foco na presença feminina e as dificuldades superadas por mulheres artistas diante de tantos obstáculos. 

A segunda edição ocorreu em 2018, no Centro Cultural Belchior, com a exposição “Multiplicidades”, que discutia a capacidade que a mulher tem para ser  múltipla em meio a tantos desafios e exigências da sociedade.  

A terceira edição do projeto aconteceu em 2019. Nessa ocasião, o questionamento foi o seguinte: “Como a arte pode assumir um papel fundamental nos embates e  lutas cotidianas da mulher artista na contemporaneidade?” As artistas envolvidas na exposição - Cida Fonseca, Fátima Gomes, Nínive Santiago e Suzan Pagani - acreditam que a arte é uma aliada no processo de construção do empoderamento feminino dentro da sociedade, contribuindo, assim, para que outras mulheres encontrem em sua história de vida a potencialidade para resistir, romper as  barreiras do preconceito e conquistar seu espaço.

Nesta quarta, buscamos romper barreiras, ultrapassar preconceitos, resistir às imposições, exclusões e invisibilidade na qual a sociedade nos coloca e nos empoderarmos ascendendo a imagem da mulher artista visual dentro da sociedade. É preciso refletir a verdadeira  essência da mulher, e romper a imagem que a sociedade construiu para nós  mulheres.

Sobre as artistas

Cida Fonseca é desenhista, pintora e poetisa. Graduada em Licenciatura em artes visuais pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará- IFCE. Seus trabalhos versam sobre a representação da figura feminina. Entre as técnicas utilizadas, estão a pintura em aquarela e pintura acrílica.

Fátima Gomes é pintora, desenhista e arte-educadora. Licenciada em Artes Visuais pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE. Seus trabalhos versam sobre a desconstrução da figura feminina, a fluidez das linhas e o desenho fantástico. Entre as técnicas utilizadas, estão a pintura e pintura acrílica e a óleo.

SERVIÇO

Exposição “Espelho, Espelho Meu… Por que não posso ser eu?”, das artistas visuais Cida Fonseca e Fátima Gomes

Abertura: 8 de março, a partir das 19h

Local: Galeria Ramos Cotoco/ Anexo CENA do Theatro José de Alencar (entrada pela Rua 24 de Maio, 600 - Centro)

Visitação: até 8 de abril, das 9h às 17h (ter a sex) e das 14h às 19h (sáb e dom)

Entrada franca

Outras info: (85) 98619-9490 (Fátima) / 99991-4814 (Cida) / @semgaleria (Facebook)

* Obrigatório o uso de máscara e a apresentação de comprovante com as duas doses da vacina contra a Covid-19, acompanhado de RG ou outro documento oficial com foto

CAFÉ COM JAZZ & BLUES

Terceira e última edição de projeto recebe Fabíola Líper e Lu D’Sosa

Com acesso gratuito, a programação acontece no próximo dia 3 de março, às 19h, no Pátio Nobre do TJA, abrindo a programação especial alusiva ao Dia Internacional da Mulher  

O projeto "Café com Jazz&Blues" encerra no dia 3 de março, a partir das 19h, com o show de Fabíola Líper, acompanhada do guitarrista Lu D'Sosa. A apresentação é gratuita e acontece no Pátio Nobre do Theatro José de Alencar (TJA) - equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) - sendo uma realização do Café Iracema, cuja proposta foi contemplada via Lei Aldir Blanc (Secultfor). 

Fabíola Líper atua desde 1981. Em 1990, realizou o curso de Arte Dramática da Universidade Federal do Ceará (UFC), que teve como espetáculo de formatura “Geração Trianon”, de Ana Maria Nunes. Em 1991, em parceria com Sandra Albano, escreveu e atuou em “Don Gioachim”, sátira à ópera “Don Giovanni”, dirigida por Artur Guedes e que obteve sucesso de público e grande repercussão na mídia local.

No ano de 1996, entrou para o Colégio de Dramaturgia, do Instituto Dragão do Mar. Como conclusão de curso, escreveu, sob orientação de Ricardo Guilherme, a comédia “Dois Por Dois”. Em 2000, montou o referido espetáculo com Robério Diógenes, sob a direção de Francisco Wellington. O sucesso rendeu a Fabíola Líper o prêmio de Melhor Atriz (Mostra Sesc-Cariri 2000) e Melhor Texto (XVII Festival de Guaramiranga 2000 e  I Festival Nacional de Teatro de Natal).

No cinema, Fabíola Líper atuou em “Mulher Biônica", de Armando Praça (2007), “Homens com cheiro de flor”, de Joe Pimentel (2010), “Greta” (2018) e "Hotel Fortaleza" (2019), de Armando Praça, e em "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2018).  Em 2009, gravou o álbum intitulado “Minha cara”, reunindo canções de sua autoria e de parcerias com compositores cearenses.   

Lu D'Sosa é músico, arranjador e produtor. Possuidor de um estilo próprio que funde a genialidade do Jazz com a riqueza rítmica da Música Brasileira. Em sua trajetória, teve participação em vários álbuns, produzindo, gravando e acompanhando artistas como: Fagner, Dominguinhos, Waldonys, Amelinha, Nando Cordel, Zé Ramalho, Marinês, Geraldo Azevedo, Manassés, Isaac Cândido, etc. 

É idealizador e fundador do “Projeto Timbral”, projeto cultural de arte e educação que tem como característica a junção de vários elementos, instrumentos e ritmos musicais, que resultam na produção de discos, shows, palestras, oficinas e workshops. 

Em sua formação, Lu D’Sosa navega com extrema segurança e singularidade nos instrumentos de corda, mostrando grande familiaridade com as riquezas musicais brasileiras e estrangeiras, com significativas influências da música negra, criando uma abertura não convencional para as diversas tendências e impressões musicais, tornando-se ainda mais enriquecedor o trabalho de Timbral.

Sobre o projeto

O “Café com Jazz&Blues” consiste na apresentação de artistas locais renomados para a execução de um repertório diferenciado e gratuito. O projeto teve sua estreia no dia 17 de fevereiro, dentro do “Theatro de Portas Abertas”, com as presenças da cantora Nayra Costa e do guitarrista Mimi Rocha. A segunda edição aconteceu no dia 24 de fevereiro, desta vez com a voz de Tatianna Freitas, acompanhada do guitarrista Lu D’Sosa.  

Protocolos

Será obrigatório o uso de máscaras durante toda a permanência no TJA, bem como a apresentação do comprovante com, pelo menos, duas doses da vacina contra a Covid-19, acompanhado de RG ou outro documento oficial com foto; totens com álcool em gel encontram-se disponíveis em diversos pontos do equipamento.

SERVIÇO

“Café com Jazz&Blues”: Encerramento com Fabíola Líper e Lu D’Sosa

Quando: 3 de março (quinta-feira), às 19h

Onde: Pátio Nobre do Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 - Centro)

Outras info: (85) 3101-2583 / 3101-2586

Programação gratuita

* Obrigatório o uso de máscara e a apresentação de comprovante com as duas doses da vacina contra a Covid-19, acompanhado de RG ou outro documento oficial com foto

CARIRI

Porto Iracema das Artes promove palestra ritual com Sanara Rocha em Barbalha
A atividade gratuita ocorre no sábado, 5 de março, dentro das ações do Laboratório de Teatro

No próximo sábado, dia 5 de março, a pesquisadora, produtora cultural e artista interdisciplinar Sanara Rocha estará em Barbalha, região do Cariri cearense, para uma palestra ritual que debaterá a presença feminina no som dos tambores. A atividade gratuita ocorre no âmbito do Laboratório de Teatro da Escola Porto Iracema das Artes — Instituição da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).

Com o título “Entre peles, ossos e sangue: a memória escavada no som do tambor”, o evento será realizado às 17h, no Terreiro Arte e Tradição, no Sítio Santo Antônio, em Barbalha. A atividade é gratuita e aberta ao público.

A proposta é que seja um momento de socialização e partilha de saberes teóricos e práticos, por meio de uma uma oficina percussiva. O encontro contribui para a reterritorialização de dados históricos acerca da presença feminina nos tambores, além de problematizar esse apagamento como um dos desdobramentos das políticas patriarcais.

Sanara explica que a restituição da memória feminina no tambor, silenciada historicamente, exige um grande esforço coletivo, pois diz respeito ao modo como a colonialidade de gênero opera em diferentes frentes, sempre no sentido de produzir silenciamentos, apagamentos e violência. “Meu desejo é propor uma partilha teórica, poética e percussiva que restitui a memória feminina no tambor e o poder simbólico que tais presenças agenciam o devido lugar de valor”, reforça a tutora, convidando o público a participar do encontro.

Além da ação pública, Sanara Rocha realiza, entre os dias 3 e 8 de março, a tutoria com o projeto “Incêndios da alma: sobre mulheres devotas de si”, das artistas Suzana Carneiro, Alda Maria e Mestra Socorro Alexandre, integrantes do Laboratório de Teatro da Escola.

Sobre a tutora

Sanara Rocha é feminista negra, curadora independente, artista interdisciplinar e pesquisadora com campo de atuação nacional e internacional. Dedica-se ao desenvolvimento de duas pesquisas poéticas multidisciplinares, uma que se intitula “Narrativas Fósseis” e se respalda nos estudos de gênero e no afrofuturismo a título de escavar-forjar trabalhos poéticos interdisciplinares que investigam a presença feminina no território simbólico dos tambores e problematizam o apagamento de parte dessa memória; e uma nova intitulada “Futurismo Amefricana” que se fundamenta no conceito de ladino amefricanidade cunhado por Lélia Gonzalez e teve como um de seus resultados mais concretos a criação da plataforma Futurismos Ladino Amefricanas - FLA, um espaço de aglutinação e intercâmbio de saberes entre artistas negres e indígenas latino americanos.

Sobre o projeto "Incêndios da Alma: sobre Mulheres Devotas de si", Crato (CE)

Tendo como perspectiva o teatro performativo, propomos uma investigação nos ciclos de vida-morte-vida da mulher negra durante sua existência em um mundo estruturalmente sexista/racista. Abordar esse tema corresponde ao impacto do sistema na subjetividade feminina até os dias atuais. Temos como circunstâncias desviantes e caminho de fuga os Ritos, as Danças, os Rezos. A pesquisa pretende atear fogo em um corpo negro feminino colonizado e ir à busca de outro corpo que caiba em uma nova percepção de existência.

Sobre a Escola

A Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação do Governo do Ceará, instituição da Secretaria da Cultura (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há oito anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

SERVIÇO

O quê: Porto Iracema das Artes promove palestra ritual com Sanara Rocha em Barbalha
Quando: 5 de março, sábado, às 17h
Onde: Terreiro Arte e Tradição, no Sítio Santo Antônio, em Barbalha
Gratuito


AUDIOVISUAL CEARENSE

Série "Meninas do Benfica" estreia no Canal Brasil

A pré-estreia acontece em Fortaleza, nesta terça-feira (01/03), no Cineteatro São Luiz

As manifestações populares de junho de 2013 são o mote para narrar a história das Meninas do Benfica na série criada por Roberta Marques, que estreia nesta quarta-feira (02) no Canal Brasil, às 19h45. A produção cearense e majoritariamente feminina integra a programação do Mês da Mulher na televisão, em cadeia nacional. Em Fortaleza, acontece a pré-estreia nesta terça-feira (01), no Cineteatro São Luiz, às 19h. Os ingressos já estão à venda na plataforma Sympla. 

A série foi desenvolvida com recursos públicos operados ou geridos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), por meio da Chamada Pública BRDE/FSA PRODAV 05/2013, e foi produzida com recursos da chamada pública PRODAV 01/2013 da ANCINE/FSA/BRDE. Para o lançamento, contou com apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza e do Cineteatro São Luiz. 

As meninas do Benfica 

A série de oito episódios se passa em junho de 2013, quando as manifestações mobilizam milhares de jovens em todo o país. Em Fortaleza, Sandra, Iara, Keyla e Andrea, estão nos preparativos da última transmissão do canal Meninas do Benfica, um projeto para YouTube que as uniu desde o primeiro ano da faculdade de Comunicação Social. Por quatro anos, as quatro melhores amigas debateram e discutiram tudo o que lhes atravessava.  

Contagiadas pelas "Jornadas de Junho", as quatro amigas vão às ruas na capital cearense.  Suas ações interferem diretamente nos seus planos e sonhos pessoais. Tomadas por uma nova consciência política, as amigas se vêem diante de grandes dilemas existenciais e da emergência em amadurecer. Nesse caminho, Sandra, Iara, Keyla e Andrea vão descobrir que a política se faz em todos os momentos - não só nas eleições. Elas vão entender que faculdade da vida está apenas começando e que o Canal Meninas do Benfica tem uma importância imensa para elas, para a cidade, para o Brasil. 

Uma série sobre mulheres, feita por mulheres 

De acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), na pesquisa Participação Feminina no Audiovisual Brasileiro de 2018, a participação das mulheres em funções como Direção, Roteiro e Direção de Fotografia vai de 12 a 25%. Diante do cenário de desigualdade no mercado, Roberta Marques e o produtor executivo, Maurício Macêdo, decidiram formar uma equipe majoritariamente feminina, a partir da definição da participação de mais uma diretora – Luciana Vieira. “Cerca de 100 pessoas trabalharam direta e indiretamente na produção, sendo que 64% da equipe foi de mulheres, incluindo cargos como roteiristas, diretoras, assistentes de produção, além de direção de arte e fotografia”, destaca Roberta. “Também nos pautamos pela diversidade, para fazer valer a inclusão no audiovisual e nos surpreendemos como esse mercado evoluiu depois do investimento em políticas públicas de formação no Estado. Nossa equipe toda cearense e bem qualificada”, diz.  

Sobre o elenco, Andreia Pires fez o casting juntamente com as diretoras. Segundo Roberta, Andreia tem um envolvimento profissional muito dedicado com atrizes e atores de Fortaleza e, por meio de vivências comandandas por ela, se deu a escolha das Meninas do Benfica. De um grupo de 12 meninas, foram selecionadas oito e depois as quatro protagonistas: Larissa Goes, Ariza Torquato, Amanda Freire e Lua Martins. “Elas são ultra talentosas. Cada uma no seu estilo de atuação e isso é muito bom, pois definiu a personalidade de cada uma das personagens. No conjunto, elas têm uma química impressionante e se doaram de verdade para virarem as melhores amigas nas telas”, elogia. 

Da ideia às telas de cinema e TV 

A gênese do projeto Meninas do Benfica se deu em junho de 2013. “Eu estava acompanhando meu filme RÂNIA no Festival de Cinema Brasileiro de Nova Iorque e no dia 17, o dia daquela manifestação gigante que ocorreu no Rio de Janeiro, em Brasília e São Paulo, eu passei horas on-line ‘assistindo’ aos protestos. Fiquei chocada, assustada, confusa e fascinada. Até porque, como me considero uma ‘fotógrafa e cinematógrafa de rua’, em outras palavras, uma andarilha que coleta e coleciona imagens nas ruas, cidades e viagens, eu queria era estar ali, filmando e fotografando os protestos”, relembra Roberta.  

Temas políticos e/ou sociais muitas vezes são a base das histórias que ela escolhe escrever. “Nesse sentido, poderia dizer que essas são um híbrido de documentário e ficção. A juventude feminista, anti-racista e anti LGBTQIA+fobia das Jornadas de Junho forma a porção documentário da série. Já a porção ficção, a inspiração para ousar fazer meu primeiro drama seriado, veio de uma forte paixão por duas séries que assisti nessa época: Girls, da norte-americana Lena Dunham, e a dinamarquesa Borgen, que tem como protagonista uma candidata a ser a primeira primeira-ministra mulher do país”, afirma. 

A fase de desenvolvimento da série se deu entre 2014 e 2016, quando o projeto recebeu apoio do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Roberta, então, convidou Letícia Simões e Armando Praça para desenvolveram o roteiro em conjunto. Com o projeto desenvolvido, Maurício Macêdo assume como produtor executivo. Em 2018, com novo apoio do FSA, dessa vez para produção, Luciana Vieira passa a integrar a equipe de roteiro e co-dirigir os episódios.  

“Essa entrada da Luciana foi importantíssima, porque, assim como eu, além de ser roteirista e diretora, a Lu é também produtora dos filmes dela, e isso nos dá uma firmeza para realizar. Ela foi uma grande parceira na série. O mesmo posso dizer do Maurício, que fez um trabalho potente e ao mesmo tempo delicado, para levantar e produzir Meninas do Benfica. Contamos ainda com Isabela Veras, desde a pré-produção, com quem eu já tinha trabalhado no Rânia e sabia que a parceira dos dois só somaria em eficiência e qualidade da série”, ressalta a diretora. 

Na fase de pré-produção também ficou claro para Roberta que a série deveria ter muita música, não só como trilha, mas também como elemento de narrativa, para dar ritmo aos episódios. “A música é muito presente na minha vida e no meu trabalho. Escuto de quase todo estilo e de todos os tempos. Nessa época, conheci a obra da cantora e compositora cearense Clau Aniz e me apaixonei pelo álbum dela. A partir daí, passei a ouvir muita coisa do que estava sendo produzido aqui na cidade”, conta. “Então me deparei com Mona Gadelha - que admiro e reverencio desde que a ouvi no álbum Massafeira – e daí para que a convidasse para pensar a trilha da série comigo foi muito rápido, pois fez todo sentido ter uma pessoa com a experiência dela supervisionando esse trabalho de curadoria das músicas de jovens artistas cearenses”, revela. 

A produção da série, então, se estendeu a 2019, sendo que a pós-produção se deu ao longo de 2020 e primeiro semestre de 2021. As locações foram em sua grande maioria em Fortaleza, mais especificamente no Poço da Draga e no Benfica. Sobre a relação dela com o bairro que dá nome à série Roberta explica: “sou de Maranguape e vim morar em Fortaleza na minha adolescência. Foi lá que fiz aula de violão, no conservatório, e de fotografia, na Casa Amarela. Cursei Letras na UFC e fui às exposições do MAUC. E aí tem o Carnaval do Benfica, enfim, e umas festinhas nos anos 2000. Pra mim, é uma relação de formação mesmo, pessoal e profissional”.  

“Desconfio que fazer Meninas do Benfica foi tentar viver de certa forma uma parte da vida na cidade que deixei, pois escolhi viajar e estudar fora porque na época não existia formação em audiovisual no estado. Se eu fosse uma menina do Benfica hoje, não sei se escolheria sair daqui”, diz. “Por fim, a série é uma parte da minha filmografia que chamo de Cartas de Amor para Fortaleza, que são trabalhos que nascem do meu desejo de filmar em casa”, conclui. 

SERVIÇO 

MENINAS DO BENFICA 

PRÉ-ESTREIA

Data: 01/03 (Terça-feira)

Local: Cineteatro São Luiz (R. Major Facundo, 500 – Centro)

Horário: 19h

Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)

https://bileto.sympla.com.br/event/71788

ESTREIA

Data: 02/03 (Quarta-feira)

Veiculação: Canal Brasil 

Horário: 19h45

Ficha Técnica:

Criação e Direção Geral: Roberta Marques

Direção de Episódio: Roberta Marques e Luciana Vieira

Produção Executiva: Maurício Macêdo e Isabela Veras

Produção: Latitude Audiovisual

Coprodução: Moçambique Audiovisual

Escrito por: Roberta Marques, Luciana Vieira e Letícia Simões

Direção de Fotografia: Lílis Soares

Direção de Arte: Patrícia Passos

Montagem: Luisa Marques e Victor Costa Lopes

1ª assistente de Direção: Maria Clara Escobar

Direção de Produção: Muniz Filho

Figurino: Sarina Sena e Ton Martins

Maquiagem: Elen Barbosa

Som Direto: Márcio Câmara e Lênio Oliveira

Supervisão Musical: Mona Gadelha

Desenho de Som: Lucas Coelho

Mixagem: Lucas Coelho e Arno Willemstein

Colorista: Pedro Dulci

Produção e Preparação de Elenco: Andreia Pires

Elenco

Sandra: Larissa Goes

Andrea: Ariza Torquato

Iara: Amanda Freire

Keyla: Lua Martins

Bete: Luciana Marques

Danilo: Vinicius Cafer

Armando: Leo Porto

Maurício: André Ximenes

Clarice: Natasha Faria

Roberto: Klístenes Braga

Alessandra: Ana Luisa Rios

João Guilherme: Levy Mota

Avó de Sandra: Edneia Tutti

Avô de Sandra: Manuel Osdemi

Governador Fernando: Luiz Vianna

Pai de Iara: Kennedy Saldanha 

RETORNO DAS ATIVIDADES

TEATRO DRAGÃO DO MAR VOLTA A FUNCIONAR 

Até domingo (6), o Centro Dragão do Mar apresenta shows de música e mágica no teatro, estreias no Cinema, nova sessão e curso gratuito sobre astronomia no Planetário e programação gratuita na Arena

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), complexo cultural da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar, inicia o mês de março com novidades na programação. Além dos shows de música e mágica que marcam o retorno das atividades no Teatro Dragão do Mar, tem estreias no Cinema, nova sessão no Planetário e mais um curso gratuito sobre astronomia e ciências afins. A primeira semana do mês traz ainda uma diversificada programação gratuita, com três exposições em cartaz nos Museus e feirinha, discotecagem e atrações infantis na Arena Dragão do Mar, opções para toda a família. Mais detalhes da programação podem ser acompanhados no site www.dragaodomar.org.br.

    A programação presencial segue os protocolos estabelecidos pelo Governo do Ceará por meio de decreto, portanto, o acesso aos espaços segue condicionado à apresentação do passaporte sanitário completo para maiores de 12 anos e de documento de identificação com foto, além do uso de máscara.

Retomada do Teatro

     Após mais uma pausa para enfrentamento ao avanço da pandemia do novo coronavírus e de outras síndromes gripais, o Teatro Dragão do Mar terá seu funcionamento retomado. Em conformidade com o decreto estadual vigente, a ocupação será limitada a 250 lugares, e com preservação dos cuidados prescritos para os demais espaços com programação presencial. Na sexta-feira (4), às 19h30, Dani Campelo e Lenna do Valle apresentam o show "Meninas do Nordeste", uma viagem poética pela história da região, contada e cantada com um repertório emocionante de sucessos imortalizados nas vozes de grandes intérpretes e compositoras nordestinas. Os ingressos, com valor de R$ 15,00 (meia) e 30,00 (inteira), podem ser adquiridos na bilheteria física do Dragão e na plataforma Sympla (site.bileto.sympla.com.br/dragaodomar ). 
     No sábado e no domingo (5 e 6) será a vez do Núcleo de Amigos Mágicos do Ceará (NUAMAC) encantar públicos de todas as idades com a 5ª edição do "Noite das Ilusões", espetáculo que reúne renomados ilusionistas, nomes como Alexandre Yoshida, Thiago Eto, Ice Rick, Jeffy e Éflem, para apresentar surpreendentes números de mágica. Os ingressos, R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira), também estão à venda na página do Dragão no site da Sympla Bileto.  

Artes Visuais

    O núcleo educativo do Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC Dragão) lança, na quarta-feira (2), às 18h, no IGTV do MAC Dragão, o segundo episódio da segunda temporada do projeto "Ligações Perdidas". A partir do roteiro escrito e narrado por Antonio Jarbas, o segundo vídeo da websérie com direção de Ka Moreira estabelece uma ligação entre os trabalhos "Loteamento - Praia do Futuro" e "Pedra Sobre Pedra", de Zé Tarcísio, e o nome atribuído à praia da costa leste de Fortaleza, "futuro", à proximidade do mar e que relaciona como os fatores naturais da área se impõem sobre o que foi especulado para ela.

     Com exposições gratuitas, os Museus do Dragão do Mar continuam abertos a visitas de quarta a domingo, entre 9h30 e 12h30 (acesso até as 12h) e entre 14h30 e 17h30 (acesso até as 17h). No Museu da Cultura Cearense (MCC), a mostra de longa duração "Vaqueiros" convida os visitantes a um mergulho na cultura sertaneja, contemplando um rico acervo e reproduções realistas de paisagens características do universo dos vaqueiros. Já no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, permanecem em cartaz "Quilombo Cearense", com curadoria de Guilherme Marcondes e assistência técnica de Maíra Abreu e Hailla Krulicoski, que traz um recorte de obras de artistas não-brancos que integram o acervo do MAC Dragão, além de artistas convidadas; e "Poço 115: Rastros na Cidade", exposição coletiva com curadoria e pesquisa de Felipe Camilo e Álvaro Graça Júnior que versa sobre a relação da comunidade com a praia, o futebol amador, com a cidade e com a luta pela permanência no local. 

Cinema

  O Cinema do Dragão começa na quinta-feira (03) mais uma cine-semana e traz a estreia de 'A Ilha de Bergman', documentário sueco de 2004 dirigido por Marie Nyreröd. O filme aborda o amor do diretor Ingmar Bergman pelo lugar no qual viveu por décadas. ´Transversais', de Emerson Maranhão, 'Rio de Vozes', de Andrea Santana e Jean-Pierre Duret, e 'Mães Paralelas', de Pedro Almodóvar, continuam em cartaz. Os ingressos custam R$ 8 (meia) e R$ 16 (inteira) e podem ser adquiridos na bilheteria física do Cinema e no site Ingresso.Com (www.ingresso.com/cinema/cinema-do-dragao).

     Na sala na plataforma Cinema Virtual,  também a partir de quinta (03), o Cinema do Dragão apresenta 'Efeitos Colaterais de um Casamento' e 'Uma Chance para o Sucesso'. Outros títulos podem ser conferidos em sessões diárias, com valores a partir de R$ 19,90 para o acesso compartilhado em até 3 dispositivos simultaneamente. 

Astronomia e Ciências Afins

     Com início às quintas, a programação do Planetário traz novidade. A sessão infanto-juvenil "ABC do Sistema Solar", que narra a viagem de três crianças em uma nave espacial pelo Sistema Solar e sua visita a alguns planetas, substitui "A Lenda da Princesa Acorrentada", sendo exibida de quinta a domingo, às 18h. Segue em cartaz, aos sábados e domingos, às 19h, a sessão juvenil-adulta "Passaporte para o Universo", que reproduz uma jornada incrível do nosso planeta natal até o limite do universo. Os ingressos custam R$ 6,00 (meia) e R$ 12,00 (inteira) e podem ser adquiridos antecipadamente no site da Sympla Bileto (site.bileto.sympla.com.br/dragaodomar) e na bilheteria física do Planetário.

    No sábado (05), às 15h30, o Planetário Rubens de Azevedo realizará mais um encontro presencial do Curso Popular de Astronomia, que falará sobre "A Procura pela Vida", aula ministrada pelo planetarista Paulo Otávio. A partir da contemplação da imensidão do universo, com imagens deslumbrantes projetadas na cúpula em 360º, serão discutidas, entre outras, questões como a existência de vida em outros planetas. Limitada a 60 vagas, as inscrições poderão ser feitas na página do Planetário (www.planetariorubensdeazevedo.com.br/cursopopular) a partir de terça-feira (1º).

Feirinha, música e infantil

     Diversão gratuita para toda a família é no Dragão do Mar. Aos sábados e domingos, entre 16h e 19h, a Arena Dragão do Mar é o lugar de encontros e afetos. Tem Brincando e Pintando no Dragão, com brincadeiras e atividades lúdicas para a meninada, os produtos criativos dos expositores do Fuxico no Dragão, programação que também inclui apresentação musical e oficina infantil.

     No sábado (05), às 17h, a DJ Lua Magnética dará o tom do Fuxico Musical, com o projeto "Do Quilombo ao Soul". Com um animado repertório, a DJ narra a história da música preta brasileira, executando desde o canto de terreiro, passando pelo samba, partido alto, samba-rock, samba-soul até a música soul.

    Já no domingo (06), também às 17h, a Companhia Itinerante de Malabares apresentará o espetáculo infantil "Seu Faltoso vem aí" (foto). Faltoso sempre desejou uma triunfosa carreira como árbitro profissional, mas, não obtendo sucesso, passou a fazer dos espaços comuns seu grande campo de jogo, acreditando-se juiz de tudo e de todos. Misturando teatro e circo com palhaçaria, malabarismo e futebol, a peça evidencia o ridículo através das relações de poder pré-estabelecidas no jogo.

Café e Loja de Artesanato

    O Dragão do Mar também abriga dois interessantes atrativos para quem visita o complexo cultural. Nas imediações do Museu da Cultura Cearense, de quarta a sábado, das 9h às 18h, e no domingo, das 12h às 18h, os visitantes podem conhecer a lojinha da Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e adquirir produtos de artesanato local. Nas proximidades da passarela do Dragão podem ser provadas as delícias do Café Santa Clara, que funciona de terça a domingo, das 15h às 21h.

PROGRAMAÇÃO

02 de março (quarta-feira)

18h - Exibição do segundo episódio de "Ligações Perdidas" - 2ª temporada
No IGTV do MAC Dragão
Gratuito. Livre


03 de março (quinta-feira)

18h - Exibição "ABC do Sistema Solar" (sessão infanto-juvenil)
R$ 6,00 (meia) e R$ 12,00 (inteira)
No Planetário Rubens de Azevedo

20h - Estreia de 'A Ilha de Bergman'
R$ 8 (meia) e R$ 16 (inteira)
No Cinema do Dragão

Estreias de 'Efeitos Colaterais de um Casamento' e 'Uma Chance para o Sucesso'
Na sala virtual e no Now
Filmes com valor a partir de R$ 19,90 para transmissão simultânea em até 3 dispositivos

04 de março (sexta-feira)

18h - Exibição "ABC do Sistema Solar"  (sessão infanto-juvenil)
R$ 6,00 (meia) e R$ 12,00 (inteira)
No Planetário Rubens de Azevedo

19h30 - Meninas do Nordeste
No Teatro Dragão do Mar
Ingressos R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira). Livre

05 de março (sábado)

15h30 - Curso Popular de Astronomia - "A Procura Pela Vida"
No Planetário Rubens de Azevedo
A partir de 12 anos. Gratuito mediante inscrição prévia na página do Planetário.

16h às 18h - Brincando e Pintando no Dragão
Na Arena Dragão do Mar
Gratuito. Livre

16h às 19h - Fuxico no Dragão
Na Arena Dragão do Mar
Gratuito. Livre

17h - Fuxico Musical com DJ Lua Magnética - projeto "Do Quilombo ao Soul"
Na Arena Dragão do Mar
Gratuito

18h - Exibição "ABC do Sistema Solar"  (sessão infanto-juvenil)
19h - Exibição "Passaporte para o Universo" (sessão juvenil-adulta)
R$ 6,00 (meia) e R$ 12,00 (inteira)
No Planetário Rubens de Azevedo

19h30 - Noite das Ilusões - Nuamac
No Teatro Dragão do Mar
Ingressos R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). Livre

06 de março (domingo)

16h às 18h - Brincando e Pintando no Dragão
Na Arena Dragão do Mar
Gratuito. Livre

16h às 19h - Fuxico no Dragão
Na Arena Dragão do Mar
Gratuito. Livre


17h - Espetáculo "Seu Faltoso Vem aí", com a Companhia Itinerante de Malabares
Na Arena Dragão do Mar
Duração: 40 minutos. Gratuito. Livre

18h - Exibição "ABC do Sistema Solar"  (sessão infanto-juvenil)
19h - Exibição "Passaporte para o Universo" (sessão juvenil-adulta)
R$ 6,00 (meia) e R$ 12,00 (inteira)
No Planetário Rubens de Azevedo

De quarta a domingo

9h30 às 12h30 e 14h30 às 17h30
Exposições "Quilombo Cearense" e "Poço 115: Rastros na Cidade" no Museu de Arte Contemporânea do Ceará
Exposição "Vaqueiros" no Museu da Cultura Cearense
Acesso gratuito. Livre

Serviço: Programação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura entre 28 de fevereiro e 06 de março de 2022
Horários diversos
Programações presenciais no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema
Programações virtuais no YouTube do Dragão do Mar (youtube.com/dragaodomarcentro) e na sala do Cinema do Dragão na Plataforma Cinema Virtual (www.cinemavirtual.com.br)
Atrações gratuitas e com valores acessíveis
Mais informações no site do Dragão: www.dragaodomar.org.br

LITERATURA

Rússia x Ucrânia: 4 livros para entender as origens do conflito armado no Leste Europeu

Títulos apresentam o contexto político, econômico, histórico e social da região que ganhou destaque mundial

Com a invasão da Rússia na Ucrânica, aumentam as dúvidas sobre as origens do conflito e as consequências de uma guerra entre as nações. A tensão que culminou com ataques militares não é novidade entre estes dois países que possuem histórias cruzadas.

Preparamos uma seleção especial de livros para quem deseja se aprofundar nestas questões e entender o contexto político, econômico e social do conflito armado entre estas duas figuras importantes do Leste Europeu.

São títulos que apresentam a história dos países desta região e que revelam, em detalhes, as diferentes facetas da Rússia, segunda maior potência militar do mundo. Confira!

1. Por Que o Socialismo Ruiu? - Paulo Fagundes Visentini

Após polarizar a política mundial por sete décadas, em apenas dois anos, de 1989 a 1991, o socialismo europeu ruiu de forma brusca, porém pacífica. De Berlim à Moscou, manifestações da sociedade civil teriam causado a derrubada de regimes impopulares, com incrível facilidade, libertando 420 milhões de pessoas. Mas foi isto mesmo que ocorreu? Três décadas depois, com base em novo documentos disponibilizados, memórias publicadas e estudos mais objetivos e menos emotivos, o quadro se mostra bem diverso. Com grande clareza, maturidade e a lucidez que lhe é característica, o pesquisador Paulo Fagundes Visentini analisa e descreve nesta obra esses extraordinários eventos que mudaram o mundo, mas não na direção esperada, como a obra demonstra. O socialismo parecia ter os dias contados, mas em 2021 o Partido Comunista da China comemorou seu centenário, liderando a segunda economia do mundo e os ex-países socialistas da Europa mostram que não se adaptaram ao mundo liberal.

(Autor: Paulo Fagundes Visentini | Editora: Almedina Brasil | Onde comprar: Editora Almedina)

2. História da Rússia - Gregory L. Freeze

A obra trespassa os mitos e mistérios que envolvem a Rússia desde os seus primórdios, com revelações de arquivos confidenciais cuja existência se desconhecia até recentemente. Uma equipe distinta de historiadores removeu a propaganda e os preconceitos do passado para contar a história definitiva da Rússia, desde o seu início em Kiev e no Principado Moscovita até os três últimos séculos de império, revolução, comunismo, crise pós-soviética e reconstrução. Esta edição atualizada abrange ainda os desenvolvimentos desde a era de Putin até à primeira década do século XXI, constituindo uma história por si mesma envolvente e essencial para todos aqueles que se interessam pela Rússia e pelo lugar que este país ocupa no mundo.

(Autor: Gregory L. Freeze | Editora: Almedina Brasil | Onde comprar: Editora Almedina)

3. Báltico - Erick Reis Godliauskas Zen

Em diferentes áreas da política, do esporte à música, na arte e na cultura encontrarmos pessoas influentes com origem e referências culturais no Báltico. No entanto, ainda hoje são poucas as referências à história dos países Bálticos disponíveis em português. As poucas referências com relação aos povos do Báltico se devem a fatores históricos, pois, enquanto países autônomos, as três Repúblicas têm uma trajetória breve. Foi durante a Primeira Guerra Mundial que os países Bálticos se tornaram independentes pela primeira vez. Por essa razão, 2018 marcou nos três países a comemoração do centenário da primeira independência. A obra Báltico propõe uma análise histórica de três países, Estônia, Letônia e Lituânia, buscando entender como se formou a identidade nacional nesses países, os períodos das ocupações, guerras, conflitos e as lutas pelas independências. Além dos aspectos políticos, são abordados os aspectos culturais dos países. O livro ainda oferece uma perspectiva sobre a atualidade dos países a partir da visão do autor.

(Autor: Erick Reis Godliauskas Zen | Editora: Almedina Brasil | Onde comprar: Editora Almedina)

4. História da União Soviética - Peter Kenez

Esta obra analisa não só as transformações políticas da URSS durante a sua existência, mas também a evolução social e cultural do país neste período. O livro identifica as tensões sociais e as inconsistências que estiveram na origem da mudança de regime no começo do século XX, culminando na Revolução de Outubro de 1917. Para Kenez há três grandes períodos que merecem especial atenção: a evolução da União Soviética durante toda a década de 20 - os anos das Novas Políticas econômicas - até à era estalinista; a nova ordem pós-Estaline e a tentativa ambígua de os líderes soviéticos chegarem a um entendimento pacífico com o ocidente, tendo sempre a Guerra Fria como contexto; e ainda o período Pós-soviético.

(Autor: Peter Kenez | Editora: Almedina Brasil | Onde comprar: Editora Almedina)

Sobre a editora

Fundada em 1955, em Coimbra, a Almedina orgulha-se de publicar obras que contribuem para o pensamento crítico e a reflexão. Líder em edições jurídicas em Portugal, a editora publica títulos de Filosofia, Administração, Economia, Ciências Sociais e Humanas, Educação e Literatura. Em seu compromisso com a difusão do conhecimento, ela expande suas fronteiras além-mar e hoje traz ao público brasileiro livros sobre temas atuais, em sintonia com as necessidades de uma sociedade em constante mutação.

SAÚDE

Covid 19: os impactos do coronavírus para o envelhecimento da pele
A esteticista Miglia Serpa fala sobre o aumento na procura de tratamentos faciais causado pela pandemia
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a esteticista Miglia Serpa viu crescer em sua clínica a procura por tratamentos estéticos vinda de pessoas que foram infectadas com a Covid 19. A especialista descreve que os clientes relatam duas principais queixas de manifestações cutâneas: o envelhecimento da pele e o aumento de acnes, provocados por diferentes fatores.
Segundo Miglia, o coronavírus pode, em alguns casos, ocasionar um estresse oxidativo e a pele perde a elasticidade, reduz a capacidade de retenção hídrica, e há uma diminuição nas fibras de colágeno e elastina, o que pode favorecer o aparecimento de linhas de expressão ou rugas, causando assim o envelhecimento. “O estresse do isolamento social e os altos índices de problemas com a saúde mental também contribuíram diretamente para os danos na pele de muitas pessoas durante a pandemia.”, relata.
Logo após a reabertura da sua clínica de estética, Miglia afirma que quase triplicou a demanda nos tratamentos faciais; e o Botox é o mais procurado deles. Motivos não faltam: é um procedimento consagrado, ajuda a valorizar a região dos olhos – a única exposta ao usarmos as máscaras faciais que nos protegem do coranavírus. “A aplicação da toxina botulínica ameniza as linhas de expressão, disfarça o envelhecimento e é particularmente eficiente para terço superior da face: trata pés de galinha, vincos na testa e levanta o olhar”, afirma. Os procedimentos para flacidez no rosto com aparelhos também são muito buscados.
Para o corpo, os tratamentos mais procurados são as tecnologias que dissolvem gordura e também as que combatem a flacidez adquirida devido à dificuldade de se exercitar durante a pandemia. É o caso da criolipólise, que congela e inviabiliza as células de gordura, e dos bioestimuladores, eficientes contra a flacidez. Segundo Miglia Serpa, o ganho de peso na quarentena tem sido a reclamação mais constante dos clientes.
Sobre o aumento de pessoas procurando tratamento para acne, a profissional afirma que o uso das máscaras favorece para o surgimento das famosas espinhas porque o acessório, além de irritar a pele por causa do contato direto, ajuda no aumento da umidade e da oleosidade na região. Com a fala e a respiração, cria-se um ambiente quente e úmido, fazendo com que as glândulas sebáceas aumentem a oleosidade da pele, justamente na região em que a máscara é utilizada. Limpezas de pele, microagulhamentos e pellings são alguns dos procedimentos utilizados para amenizar a acne e até mesmo as cicatrizes causadas por elas.

 SERVIÇO
Miglia Serpa | @migliaserpaoficial
Contato: 85 9 8943-8787 Whatsapp | 
Rua Uirapuru, 555 - Maraponga

APÓS 5 ANOS

O Teatro Mágico anuncia novo álbum
Grupo paulista lança o videoclipe da música "Instalação"
Após um hiato de cinco anos, O Teatro Mágico está de volta e se prepara para lançar um novo álbum. “Luzente”, sétimo registro de estúdio da trupe, já tem data para chegar ao mundo: 18 de março. E para aplacar a expectativa da grande legião de fãs ávidos por novidades, eles liberam hoje (23) o videoclipe de "Instalação" (Danilo Souza/ Fernando Anitelli).
A faixa é uma composição que vem lá dos primórdios d’O Teatro Mágico, mas que nunca foi lançada. Na verdade, nem chegou a ser finalizada naquela época. O cantor e compositor Fernando Anitelli conta como essa pérola perdida foi resgatada: "Nós estávamos trabalhando no repertório do novo álbum, começamos a revirar nossos arquivos e encontramos o esboço de ‘Instalação’. Danilo Souza e eu então lapidamos e finalizamos essa canção, que fala sobre um momento de amor dentro da revolução. Ela possui o DNA do antigo O Teatro Mágico, mas com uma abordagem mais pop, moderna e dançante. E é isso que o público pode esperar do nosso novo álbum. Estamos abrindo uma nova era!" - comenta.
"Instalação" foi gravada em São Paulo, no Rootsans Studios, por Fernando Anitelli (voz e violão), Daniel Santiago (guitarra, baixo e teclado), Rafael dos Santos (bateria) e Nicolas Krassik (violino). A cantora Nô Stopa faz uma participação especial no single e também no clipe. A produção musical ficou a cargo de Daniel Santiago e Fernando Anitelli, que contaram com a expertise do engenheiro de som ganhador de dois Grammys Latino Rodrigo ‘Roots” Sanches, que fez a mixagem e masterização. O vídeo tem roteiro e direção de Marcio Nunes.
E a partir de março, O Teatro Mágico cai na estrada para rodar o Brasil com a turnê “Luzente”. O setlist do novo espetáculo irá priorizar o material do álbum, sem deixar de fora os sucessos dos 19 anos de carreira. A lista completa das datas e locais, assim como informações sobre como adquirir os ingressos, estão disponíveis no site https://www.ingressomagico.com.br/.

MUSA DO FORRÓ

Priscila Senna alcança mais de 1 milhão de visualizações com clipe de “Cartão de Crédito”

Último clipe lançado pela musa do forró Priscila Senna, o hit “Cartão de Crédito” atingiu mais de 1 milhão de visualizações no Youtube e integrou a lista de vídeos mais assistidos da plataforma durante a semana de lançamento. Lançado no dia 4 de fevereiro, o trabalho aposta em grandes efeitos visuais e cenográficos para enfatizar o clima de sofrência romântica da canção, entre eles chuva artificial, painéis de LED, tela verde e carro luxuoso. A direção ficou por conta de Marcello Krauze e a produção musical por Carlos Aristides e Júnior Gaspar.

Escolhida através de voto popular no Instagram, a canção “Cartão de Crédito” foi o primeiro lançamento de Priscila Senna após o megahit “Alvejante”, com participação de Zé Vaqueiro, que estourou nos rankings de músicas mais tocadas das rádios e playlists digitais, entre eles o TOP 200 do Spotify Brasil. “Estou muito feliz com a repercussão. Devo tudo aos meus fãs, que acreditaram e votaram em peso para o lançamento. Eles são os melhores do mundo e só me motivam a continuar inovando e divulgando minha música pro mundo”, declarou a musa.

Assista ao videoclipe de "Cartão de Crédito" através do link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=P7L1Kh_HYXE

Sobre Priscila Senna

Com mais de 10 anos de carreira, Priscila Senna ganhou destaque no cenário nacional pela sua voz e pela característica do ritmo que é cultural na periferia. Priscila escolheu cantar sofrência por trazer uma melodia de amor e levar para o público uma paixão de homem e mulher. Em fevereiro de 2008, Priscila decidiu apostar nela mesma e, junto ao músico e compositor ‘hitmaker’ Elvis Pires decidiu dar vida a uma nova banda, foi então que nasceu a mais nova musa do forró. Atualmente entre as mais badaladas do estado, onde conquistou uma legião de fãs.