ENTREVISTA

Seminário Internacional "RAÍZES DA INTOLERÂNCIA NO BRASIL" acontece dos dias 16 a 18 de Setembro

A antropóloga e escritora Deborah Goldemberg, organizadora do Seminário, respondeu as perguntas do DIVIRTA-CE sobre o evento e sua carreira

Você já parou para pensar em como chegamos até aqui como nação? Em como evoluímos e  como povo e, em particular em como a memória das línguas mortas e as resistências linguísticas nos ensinam sobre sermos um país que é tão avesso alteridade.

Foi para responder essas e outras perguntas que a antropóloga e escritora Deborah Goldemberg concebeu o Seminário "Raízes da Intolerância no Brasil" que acontece dos dias 16 a 18 de Setembro meio de zoom para todo o Brasil em parceria com a POIESIS/Casa das Rosas e Prêmio Aldir Blanc.

Serão três dias de imersão com 25 convidados escolhidos por Deborah.  São especialistas em línguas, indígenas, antropólogos, linguistas e líderes indígenas que vivenciaram a história e foram testemunhas oculares desse processo. Entre os convidados, o filósofo e líder indígena Ailton Krenak; Sidney Possuelo, indianista e roteirista e o professor José de Souza Martins, sociólogo da Universidade de São Paulo.

O evento, conta ainda com nomes internacionais e com uma sessão dedicada também à colonização portuguesa no continente Africano, trazendo uma perspectiva comparativa.

Pensando no futuro, o seminário também lançará luz sobre os esforços de resistência linguística e, mais recentemente, de resgates linguísticos que vêm sendo empreendidos por vários atores. Estará presente Florêncio Vaz, líder indígena paraense e André Baniwa que liderou o movimento co-oficialização de línguas indígenas no Amazonas.


O Seminário Internacional "Raízes da Intolerância no Brasil" será transmitido via zoom e os interessados poderão participar mediante a inscrição no link: https://www.casadasrosas.org.br/agenda/seminrio-razes-da-intolerncia-no-brasil.

Deborah Goldemberg

Autora de 5 livros, a escritora e antropóloga Deborah Goldembeg é Formada em antropologia e direito pela London School of Economics, na Inglaterra, fez mestrado em Desenvolvimento,  focando soluções para a seca no Nordeste e metodologias participativas. Morou 7 anos no Recife, e trabalhou com comunidades quilombolas em todo Nordeste. De volta a São Paulo, dedicou-se a Amazônia e aos povos indígenas. Atuamente traballha na ONG WWF Brasil, no Círculo Povos da Amazônia, combatendo os impactos negativos do garimpo ilegal.

Para se inscrever: https://www.casadasrosas.org.br/agenda/2395-seminrio-razes-da-intolerncia-no-brasil

Confira a programação completa: https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/ecbd4df986ebf85c8a2873572e804803

DIVIRTA-CE - O seminário internacional "Raízes da Intolerância do Brasil" é um importante evento que discutirá a fonte de problemas atuais e importantes que afetam a liberdade das pessoas no país. Como foi a ideia e concepção do seminário e qual a sua principal finalidade?
DEBORAH GOLDEMBERG - Após as eleições de 2018, houve um momento de espanto para uma parte dos brasileiros. A questão “Como chegamos ao ponto de eleger um candidato com bandeiras explícitas de ódio aos povos tradicionais e minorias?” nos assombrou terrivelmente, até deprimiu. Não que não soubéssemos que há racismo e preconceito no Brasil, mas isso ocorria de forma velada. Nas eleições, esse elemento foi escancarado e, pior, acolhido pela maioria dos eleitores. Minha reação inicial foi recuar e, aos poucos, ir tentando entender o que estaria na raiz disso. Fui olhar para a nossa história colonial e, principalmente, fazer algumas conexões com a história colonial de países africanos (alguns também colonizados por Portugal) e da Índia. Acabei descobrindo que a intolerância linguística foi política colonial no Brasil do Século XVIII, mas não ocorreu em outras colônias.  Nesses outros países, o plurilinguismo é a norma e muitas pessoas nem falam o português. Isso me guiou nessa curadoria que postula esse nosso histórico glotocída (de genocídio linguístico) como uma das explicações para esse perfil intolerante do brasileiro. Afinal, cada vez que morre uma língua, morre um jeito de ser e pensar. E proibir isso é um ato de intolerância.

DIVIRTA-CE - Na sua visão de antropóloga, como você explica o crescimento da intolerância no Brasil e a ascenção de políticos e líderes que pregam o preconceito e autoritarismo?
DEBORAH GOLDEMBERG - Eu entendo que há uma onda de intolerância e “polarização” política no mundo inteiro (não apenas no Brasil), levada a novos patamares pelo modo de funcionamento das redes sociais. Mas, é fato que o Brasil é um dos casos emblemáticos dessa onda. Ou seja, a luva caiu bem por aqui. A teoria que postulo é que durante os anos do Governo PT, os grupos reacionários se viram muito ostracizados. Ainda que o PT tivesse se aliado a setores da oligarquia, o discurso democrático e de diversidade se impôs de forma muito contundente. Em particular, no que diz respeito à questão racial, de classe e de gênero. Nisso, houve um grupo social que ficou “sem lugar” durante anos e, simplesmente, vibrou quando Bolsonaro surgiu. Para eles, não importava as credenciais do candidato para governar, mas sim que ele tinha coragem de dizer o que eles pensavam – isto é, ser racista, homofóbico, dizer que índio tinha terra demais, etc. Ali, eles vislumbraram ter o seu país de volta. Isso deve ficar como ensinamento: uma sociedade não muda de uma hora para outra e, tampouco, ostracizando alguns grupos. É preciso buscar transições suaves e inclusivas.

DIVIRTA-CE - Você poderia explicar o valor histórico das línguas indígenas e da própria existência desses povos para a cultura do Brasil?
DEBORAH GOLDEMBERG - O território que veio a ser chamado de Brasil é ameríndio. Aqui viviam centenas de povos indígenas que falavam estimadas mil línguas distintas e tinham seus modos de vida, suas religiões, sistemas políticos e econômicos distintos. O valor cultural é inestimável para o mundo, porque cada cultura, cada modo de pensar, até mesmo cada palavra é única e guarda uma sabedoria distinta. Para viver aqui, os colonizadores tiveram que aprender com esses povos para sobreviver na mata – saber como se alimentar e se proteger. No entanto, a relação que se travou com eles foi utilitária. Eles foram utilizados para adentrar o território, mas assim que puderam os colonizadores passaram a escravizá-los ou evangelizá-los para que eles se tornassem como eles. Essa é uma especificidade da cultura ocidental: o ímpeto de transformar o Outro à sua imagem e semelhança. Assim, cada uma dessas culturas foi sendo transmutada, silenciada e até extinta. Vai saber que segredos guardavam as centenas de etnias despareceram? Veja como hoje jovens do mundo inteiro buscam sua cura espiritual tomando ayahuasca, que é a tradição de apenas alguns povos ameríndios. Quantos conhecimentos sobre plantas e animais se perderam? Assim como nas constelações, quando uma estrela se apaga, é um mundo inteiro que se vai.

DIVIRTA-CE - Esse intercâmbio que acontecerá no seminário tem como objetivo traçar uma "luz no fim do túnel" diante de tanta violência e intolerância existentes na atualidade. Qual seria essa "luz" para você? Quais os convidados do evento você destacaria, e sua importância na luta pela causa indígena?
DEBORAH GOLDEMBERG - Quando  percebemos as causas dos problemas, há possibilidade de cura. Esse evento precisou de uma curandeira, mais do que uma curadoria! Assim, teremos pessoas de alta espiritualidade e conhecimento, como Ailton Krenak e Florêncio Vaz, líderes indígenas que desafiam o nosso pensamento e nos ajudam a nos perceber e nos reinventar a partir disso. Vamos falar de raízes, de resistências e de caminhos futuros. Também, teremos acadêmicos que conhecem muito bem toda essa história. Para alguns participantes, será o momento até de descobrir que não somos “o maior país monolíngue do mundo” como crescemos acreditando, mas vivemos num país em que se falam cerca de 160 línguas indígenas. Vamos ouvir o som do guarani, do taurepang, do terena, do baniwa - sons que muitos brasileiros jamais ouviram. Eu acredito que se deparar com esse conhecimento e essas emoções pode gerar transformações em cada um dos que estiverem no evento. Esse conteúdo depois vai virar um material educativo para ser distribuído em escolas de todo o país, com o intuito das crianças cresceram já com esse conhecimento no futuro. É uma semente.

DIVIRTA-CE - Você é formada em antropologia e direito pela London School of Econômica e fez mestrado em Desenvolvimento focando soluções para a seca do Nordeste. Como você analisa as políticas públicas em relação a esse tema, e quais os principais erros do Brasil na defesa do meio ambiente que poderiam ser reparados?
DEBORAH GOLDEMBERG - Essa é uma questão bem ampla, mas em termos gerais o grande desafio das soluções para seca no Nordeste foi aposta feita em grandes obras (herança do DNOCS) e a desatenção para como soluções tecnológicas interagem com interesses políticos. Muita água foi armazenada em grandes barragens e pouca dela chegou às regiões mais vulneráveis, pode-se dizer. Celso Furtado foi o grande pensador desenvolvimentista do Nordeste, mas havia uma certa inocência no seu tecnicismo. O projeto 1 milhão de Cisternas foi um grande salto nesse sentido e, finalmente, levou tecnologias simples para quem precisava no campo, garantindo ao menos água para consumo humano. A questão produtiva ainda é um desafio.
Sobre o meio ambiente, em termos muito gerais, diria que ainda não há uma visão que combine o crescimento econômico com a proteção do meio ambiente – não há um pacto. Ainda que não haja uma dicotomia entre os dois objetivos, porque a destruição do meio ambiente é ruim inclusive para o setor produtivo (como o caso das crises hídricas revelam), há uma parte da população que não quer fazer compromisso algum e prefere atuar com visão de curto prazo. Ou seja, não quer cumprir reserva legal e desmata ilegalmente, não protege áreas de proteção permanente para evitar assoreamento de rios, não cuida do despejo de rejeitos adequadamente, etc. Como o atual governo simplesmente deixou de fazer a mediação necessária, que consiste em licenciar e multar infratores, essas pessoas estão atuando de forma predatória. 

SERVIÇO
Seminário "Raízes da Intolerância no Brasil"
Para se inscrever: https://www.casadasrosas.org.br/agenda/2395-seminrio-razes-da-intolerncia-no-brasil

Confira a programação completa: https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/ecbd4df986ebf85c8a2873572e804803

LIVE

Vladimir Safatle, Maria Beraldo e Banda Vacilant discutem afinidades filosóficas e musicais em live da Porto Iracema das Artes


Em encontro inédito, o filósofo, escritor e músico Vladimir Safatle (foto) se junta à banda cearense Vacilant, que passou pelo Lab Música da Escola, e à tutora Maria Beraldo, para debater diferentes concepções de tempo. Será nesta quinta, 16, às 19h 

Em música, o tempo é elemento primordial. Não existe música sem o tempo. Na pesquisa “Vacilant Investiga o Tempo”, desenvolvida no Laboratório de Música da Escola Porto Iracema das Artes em 2020, que resultou no lançamento do álbum visual “Tempo Bravo”, a banda Vacilant questiona: um som dura somente a vibração do acorde? A imagem em movimento existe somente nos seus quadros por segundo? O que dilata? O que se encerra?

Em “Tempo Tátil”, segundo álbum do filósofo e músico Vladimir Safatle recém-lançado pelo Selo Sesc, treze faixas instrumentais escritas sob estruturas variadas desafiam a composição atual por meio de estratégias para emancipar o tempo, como se fosse possível viver em um espaço no qual não se conta nem se mede. Safatle define suas obras como “expressões estranhas à gramática de afetos que colonizam nossas formas de experiência”. O trabalho foi concebido a partir do “desfibramento e da contração do tempo musical”.

Ambos os álbuns foram lançados nesse outro tempo, o da pandemia, ampliando a gama de significados destas duas experiências musicais. Em encontro inédito, Banda Vacilant, a tutora da banda, Maria Beraldo, e o filósofo Vladimir Safatle se reúnem no Youtube da Escola Porto Iracema das Artes — instituição da Secretaria da Cultura (Secult) gerida em parceria pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) — para discutir e mergulhar nessas diferentes concepções de tempo, com diálogos acerca de seus processos criativos. live, que recebe o título de ”Tempo Tátil, Tempo Bravo”, acontece nesta quinta-feira, dia 16 de setembro, às 19 horas, no canal da Escola no Youtube.

A ideia de juntar Safatle, Beraldo e Vacilant, grupo composto por Yuri Costa, Clau Anis, Tuan Fernandes, Felipe Couto e Taís Monteiro, foi da coordenadora do Laboratório de Música da Porto Iracema, a artista Mona Gadelha. Como a temática dos dois trabalhos lhe chamou atenção, ela logo percebeu uma conexão entre o álbum da banda e o projeto do filósofo. “Além dessa conexão temática, há uma relação muito interessante com o tempo, com o contemporâneo. Essa situação que a gente vive, de transição, e ao mesmo tempo não se sabe quando essa transição vai ter o seu desfecho do ponto de vista político, do ponto de vista da saúde’’, complementa a coordenadora.

“Além de trocar essa ideia a respeito da temática do tempo dentro da música e como expressar as subjetividades nesse contexto, queremos também trazer discussões político-sociais a respeito do fazer artístico e dos incentivos públicos para esses artistas”, antecipa Yuri Costa, um dos integrantes da Vancilant. Segundo ele, o encontro será “uma conversa bem aberta”, mas permeada pelos respectivos trabalhos, além de contar com a presença de Maria Beraldo, que orientou o processo de criação do projeto no Laboratório.

Sobre os convidados

Banda Vacilant

Vacilant é formada por Clau Aniz, Felipe Couto, Taís Monteiro, Tuan Fernandes e Yuri Costa produzindo sons, imagens e palavras. A banda, que recebeu a tutoria da produtora e multiartista Maria Beraldo na Escola Porto Iracema, convidou realizadores audiovisuais, AMORFAS e insiraseunomeaqui para se juntar ao grupo, criando vídeos para duas músicas. A investigação sonora-imagética deságua em um álbum, lançado em agosto pelo selo Mercúrio Música, e também em um vídeo-ensaio. “Tempo Bravo é o nome do álbum, o nome do vídeo, o nome da experiência da nossa tentativa de investigar o que não se controla, o que é selvagem, de outra matéria jamais entendida, que escapa à qualquer manipulação barata.” Tempo Bravo é também a primeira música. Seguida de Sangradouro, Serviços Essenciais, Sopa de Ossada, Imagem Roubada (interpretação de Cidadão Instigado) e Corredeira. Essa é a ordem. “Investigar a ressonância do tempo em nossos corpos e mentes. Poderíamos estender, dilatar, ressonar, demorar, retomar, destruir e reconstruir. Não em truque sonoro e imagético, mas em experiência dividida. Durante a criação dos sons, das imagens. Viemos aqui dividir o processo que nos levou a testar que o passado, o presente e o futuro se misturam em um referente só que é existir.”

Maria Beraldo

Maria Beraldo é compositora, produtora, cantora, clarinetista e guitarrista. Em 2018 lançou seu primeiro álbum solo CAVALA (selo RISCO), muito bem recebido pela crítica e público, e apresentou o espetáculo do disco nos principais teatros e festivais do Brasil e Portugal. Com esse trabalho foi indicada aos prêmios APCA, Multishow, Prêmio SIM SP e Woman’s Music Event, no qual foi premiada como melhor instrumentista. Em 2019 foi indicada ao Premio Shell de Teatro pela direção musical e arranjos (com Mariá Portugal) da montagem brasileira de Lázarus, de David Bowie e Enda Walsh, dirigida por Felipe Hirsch. Vem se apresentando no Brasil, Europa, Japão e América do Sul com a Quartabê, Arrigo Barnabé e Bolerinho. Maria assina os arranjos de sopros de faixas do CD “Deus é Mulher”de Elza Soares, do qual participa também como instrumentista. É mestre em Música desde 2013 e Bacharel em Música Popular desde 2009 pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Vladimir Safatle

Filósofo, escritor e músico. Professor de filosofia da Universidade de São Paulo (USP), além de professor convidado e pesquisador em outras universidades e instituições europeias, africanas e norte-americanas (Paris I, Paris VII, Paris VIII, Paris X, Toulouse, Louvain, Stellenboch Institute of Advanced Studies/Africa do Sul, Essex, Berkeley).

Autor dos livros: A Paixão do Negativo: Lacan e a dialética, A esquerda que não teme dizer seu nome, Grande hotel abismo: por uma reconstrução da teoria do reconhecimento, O Circuito dos Afetos: Corpos Políticos, Desamparo e o Fim do Indivíduo, Só mais um esforço, Maneiras de transformar mundos: Lacan, política e emancipação, dentre outros.

SOBRE A ESCOLA

A Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, instituição da Secretaria da Cultura (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há oito anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

SERVIÇO

O quê: Vladimir Safatle, Maria Beraldo e Banda Vacilant discutem afinidades filosóficas e musicais em live da Porto Iracema das Artes
Quando: Quinta-feira, 16 de setembro, às 19 horas
Onde: Youtube da Escola Porto Iracema das Artes
Online e gratuito

MÚSICA CEARENSE

"Além do Tempo Normal", novo álbum do cantor e compositor Pingo de Fortaleza Solar

Composto, em parte, durante a pandemia e gravado integralmente "nesse tempo", o álbum musical "Além do Tempo Normal" do cantor e compositor "Pingo de Fortaleza Solar", traz 12 músicas de sua autoria (músicas e letras). A metade das canções foi composta por Pingo a partir de suas vivências e reflexões nesses últimos 16 meses, sob o impacto da pandemia do Covid-19 e das medidas sociais de combate a esse vírus, entre elas: "Aos Encantados - Ser Boreal" (uma homenagem do artista às pessoas que fizeram suas “passagens” nesse tempo), Mara Hope (uma reflexão sobre a história desse navio, encalhado desde  1985, no litoral Fortaleza, e a vida em geral num diálogo "Bobdiliano"), De Um Tempo Mais Que Solar (uma ode ao Nkisi Tempo da cultura Bantu Angola e uma reflexão sobre o carnaval),  Canção Pequena para o Pacoti (um poema inspirado na força e beleza da natureza), Céu de Fortaleza (um blues que narra uma relação afetiva especial de um Fortalezense com sua cidade e suas contradições sociais) e, finalmente, Além do Tempo Normal, que nomina o álbum (uma narrativa do ciclista Pingo de Fortaleza, em seus passeios no tempo de pandemia).

As outras 6 canções do álbum, compostas por Pingo antes da pandemia, eram inéditas e completam o álbum: O Pai que Carrego em Mim (sobre as semelhanças de pai e filho), Para Minha Mãe Yemanjá (ode à  Yemanjá e seu papel protetor, e uma reflexão sobre as pessoas em situação de rua), Nas Quebradas Desse Chão (para Fortaleza e suas referências), Nos Caminhos de ANAXIMANDRO (metáforas sobre o Morro Branco), Sedruol - Minha Mãe (homenagem do artista à sua mãe) e Ser Obaluaê -  Nossos Medos Viemos Cantar (canção que aborda o Orixá Obaluaê, seu poder de cura e a questão da depressão). Essa última vem em duas versões distintas no álbum, uma delas como faixa bônus.

 

A FEITIURA DO ÁLBUM

Sem patrocínios privados ou públicos, o álbum “Além do Tempo Normal” foi produzido integralmente através de apoios individuais de amigos (as) e fãs de Pingo de Fortaleza Solar, por meio de campanhas realizadas pelo próprio artista (que seguem para finalizar os custos do trabalho).

O primeiro álbum virtual na carreira de Pingo de Fortaleza Solar (o 30º em sua trajetória) foi produzido de forma totalmente diferente, em função das medidas de distanciamento social, com a maioria dos músicos gravando em suas residências e enviando os materiais para o estúdio, no qual foram coletados e trabalhados pelo engenheiro de som e diretor musical Airton Montezuma.

"Os músicos gravavam sobre a ideia já gravada do outro músico, complementando com sensibilidade o diálogo entre os instrumentos" afirma Pingo.

O álbum conta, em suas 12 faixas, com a participação especial do experiente e internacionalmente reconhecido percussionista baiano, radicado no Rio de Janeiro, Marco Lobo, artista que acompanha a primeira linha da MPB, como Milton Nascimento entre outros. O guitarrista e arranjador Lu de Sousa fez a concepção harmônica do disco com referência nas bases de violão do artista Pingo e deu seu toque de timbres.

O baixista Edson Sancho, que toca com o artista Waldonys, assina os 12 baixos de "Além do Tempo Normal". Mimi Rocha (cordas) e Marcos Vinnie (teclados) preenchem cada um em 6 faixas, detalhes nos arranjos.

O grande acordeonista Zé do Norte dá um sotaque especial ao álbum em mais da metade das faixas, executando o instrumento com maestria em linhas melódicas. O baterista Pantico Rocha, que toca com o artista Lenine, reforça com sua bateria em 3 faixas do álbum.

O trabalho conta ainda com produção executiva de Arnóbio Santiago, sua capa é do premiado fotógrafo italiano Roberto Franchi, o desenho da contracapa da paulista Carla Massa e arte gráfica do gaúcho radicado em Fortaleza Larri Pereira.

"Jamais imaginei que ia fazer um álbum nesse tempo com tantos músicos tocando juntos. Em algumas faixas são 7, não me lembro de ter feito um disco assim, excetuando o que fiz com orquestra. Gostei muito do resultado, surpreendente final, pois ninguém tocou fisicamente junto, mas prevaleceu o diálogo musical" afirma Pingo.

 

O LANÇAMENTO VIRTUAL

A partir do dia 06 de setembro, “Além do Tempo Normal” poderá ser enviado individualmente aos interessados (o álbum completo e faixas individuais das canções, além da capa e encarte em PDF) via E-mail, WhatsApp e YouTube (link privado).

Para solicitar o álbum, os interessados deverão entrar em contato nos números telefone/whatsapp (085) 999877321 e (085) 999110941, tendo o custo de R$ 30,00, utilizando-se do PIX 20962495387 (CPF).

 

O LANÇAMENTO FÍSICO

O álbum “Além do Tempo Normal” será lançado fisicamente com show, dia 25 de setembro (sábado), às 18 horas, no espaço Cantinho do Frango, em Fortaleza ( Couvert R$ 20,00) e posteriormente em outros espaços, como no Theatro José de Alencar, dia 17 de outubro.

 

SÍNTESE

O álbum “Além do Tempo Normal” é uma afirmação da vida e do valor da arte e da música nesse tempo de múltiplos questionamentos e desafios individuais e coletivos.

Suas canções revelam o cotidiano simples de um artista em busca de sua sobrevivência diária em vários aspectos e suas relações afetivas com pessoas e lugares.

Algumas de suas canções nasceram a partir da experiência de Pingo de Fortaleza Solar em seu Ensaio Interativo, que acontece diariamente desde o início da pandemia em seu canal do FACEBOOK (que já passam de 450 edições).

Além do Tempo Normal anuncia que a partida da vida só acaba com o apito final...



CINEMA

Envolvente e com lições valiosas sobre as relações afetivas, a comédia ‘O Filho Único do Meu Pai’ estreia dia 23 de setembro nos cinemas

Longa-metragem mostra com muito humor um drama familiar entre pai e filho em uma linguagem inteligente e acessível para além do cearensês 

“Uma produção cearense diferente de tudo que você já viu”. Essa é a premissa do filme ‘O Filho Único do Meu Pai’, que estreia no dia 23 de setembro, com exibição inicial pela rede Grupo Cine Cinemas no Shopping Eusébio. Produzido pela D1 Realizações e Sinfronio Produções, o filme pretende marcar a memória do público com situações inusitadas dentro de um enredo moderno e urbano. Tudo isso interpretado por um elenco genuinamente cearense. 


O longa conta a história de Lucas (Jotapê Lima), um jovem, filho único, que tenta refazer sua vida depois de ter flagrado sua noiva com outro. Como se não bastasse a frustração, ele também tem que conviver com Tompson (Robério Diógenes), seu chefe mandão e convencido, e seu pai, Antônio (Hiroldo Serra), um excêntrico ator aposentado, que insiste em se reaproximar de seu único filho. Logo, a, então, monótona vida de Lucas vira de cabeça pra baixo, trazendo lições valiosas que a mudarão por completo. 


“O filme tem tudo a ver com nossa realidade. Um homem desesperançoso, que precisa lidar com os dilemas pessoais e profissionais de repente, mas que encontra no bom humor inconsequente de seu pai uma nova forma de enxergar a vida. O enredo é promissor e fruto de todo nosso esforço para trazer uma mensagem positiva, inteligente e, claro, engraçada” declara Jotapê Lima, roteirista do filme e responsável por encarnar o protagonista Lucas. 


A produção tem a direção de Dado Fernandes, roteiro de Jotapê Lima, produção da D1 Realizações de Danilo Carvalho, em parceria com Sinfronio Produções e um elenco de nomes de destaque da cena da comédia cearense como Hiroldo Serra, Hiramisa Serra, Robério Diógenes, Pedro Domingues, Matheus Franklin, Larissa Góes, além de participações de Mano Alencar e Totonho Laprovitera. Todo o filme foi rodado em Fortaleza ainda em 2018 com cenas ambientadas em vários pontos da cidade como a Ponte Metálica, Teatro José de Alencar e galerias de arte. 


SINOPSE


Lucas, um analista de logística frustrado, sofre na mão de seu chefe enquanto tenta se refazer de uma traição. E quando tudo parecia ruim o bastante, Antônio, seu pai, um excêntrico ator aposentado, reaparece depois de muito tempo e obriga o filho a tomar decisões que vão dar outro rumo à sua vida.

CAFÉ, LOUNGE E RESTAURANTE

Restaurante Baronesa é inaugurado nesse fim de semana em Guaramiranga


Arte, design, história, entretenimento e  a boa gastronomia: o Baronesa está chegando a Guaramiranga para proporcionar às pessoas de bom gosto uma experiência únicaa

Aproveitando a vista natural da Mata Atlântica e uma sensação diferenciada em cada ambiente, o Baronesa, que está situado no Palácio Guaramiranga, dentro do Hotel Escola de Turismo do IFCE, terá três ambientes: Café, Lounge e Restaurante - para o público contemplar a natureza, se surpreender com a arquitetura arrojada do local e principalmente aproveitar as iguarias oferecidas em seu cardápio.

 
Também está sendo montado uma programação cultural para o novo Baronesa que deverá atrair pessoas de todas as regiões do Ceará e do Brasil para conhecerem esse que deverá ser um novo ponto turístico do estado.

LOUNGE
A área ao ar livre, com piscina, é o Lounge, perfeito para um happy hour, experimentar petiscos e drinks da casa, além de aproveitar o delicioso clima único da Serra de Guaramiranga. Um dos petiscos é a "Linguiça à Burguesia", coberta de creme de queijo derretido e acompanhada de molho chimichuri. Outra opção é a "Plate a Baronesa", um mix de queijos, salame, rosbife, azeitonas, ovos de codorna, tomate cereja, frutas e torradas, acompanhadas de geleia de pimenta.


O Lounge também é um convite para conhecer as opções de vinhos e espumantes do Baronesa, que possui uma adega com mais de 30 rótulos de qualidade de diversos países como Portugal, Itália, França, Espanha, EUA, Uruguai, Chile e Argentina.

CAFÉ
O Café do Restaurante Baronesa é aconchegante e a parte ideal da nova casa para um encontro casual. Uma boa oportunidade para experimentar a entrada "Canoa Quebrada", uma canoa de beringela, recheada com molho de tomate, carne de sol vegana desfiada, puxado no azeite. 


No Café, os clientes poderão provar os doces exclusivos: o "Bolo Barão", um bolo quente de chocolate, cobertura de ganache branca, banhado no creme inglês cítrico. A "Cartola do Maciço" também é outro destaque. Trata-se de uma cartola de queijo coalho, forneada com cacos de caramelo de canela e servido com sorvete de tapioca.

RESTAURANTE
O coração do Baronesa está no alto, um visual deslumbrante do pôr do sol e da piscina, ambiente interno e varanda. Um empório com peças artesanais e claro, nosso restaurante, com a cozinha regional sofisticada, uma certeza de aguçar os paladares. 

 
O frescor dos ingredientes variam de acordo com a sazonalidade das estações do ano, por isso, sempre que visitar o Baronesa, o seu menu poderá ser completamente diferente.
No cardápio de lançamento destacam-se o "Peixe à Severina": filé de tilápia hidratada no leite de coco e empanada com farinha de pão, acompanhado de aligot brasileiro de batata doce, finalizada com calda de maracujá, gengibre e alcaparras. O "Risoto Rosé", com cogumelo shimeji fresco e suavizado com azeite saborizado, é um prato mais leve e também delicioso. Para quem gosta de carne, o novo restaurante apresenta o "Filé à Baronesa", um filé mignon suculento, acompanhado de um purê perfumado com ervas e molho suave de vinho tinto e pimenta rosa.


No Baronesa estarão chefs criativos e ousados, que conhecem tudo da região do Maciço de Baturité, utilizando muitos alimentos cultivados na região, naturais e sem agrotóxicos. Eles saberão construir o melhor sabor pra você, ao seu gosto.

LANÇAMENTO
Em ritmo de soft open, o novo Restaurante Baronesa estará abrindo seu salão para diretores do Instituto Federal do Ceará e alguns convidados dos sócios Kadu Milano, Thiago Vieira e Romulo Tuze. Thiago, que é arquiteto e responsável pela ambientação do local destaca a proposta do Baronesa: "Apresentaremos uma boa opção de diversão e boa gastronomia, com visual deslumbrante, atendimento impecável, atrações musicais e outras novidades que estaremos testando ao longo dessa fase de lançamentos. Estaremos fazendo convites para a imprensa e os profissionais de turismo conhecerem o nosso Baronesa", explicou.


 Kadu Milano afirma que a proposta do Baronesa é ser um ponto turístico. "A nossa casa deverá entrar na famosa Rota do Café, um roteiro já existente nessa região serrana do Ceará, além de interagirmos com o calendário de festivais de Teatro e Jazz e Blues de Guaramiranga". Romulo Tuze destaca a preocupação em relação a pandemia. "Também teremos todo o cuidado em relação aos protocolos de saúde no combate a pandemia, seguindo todas as normas de segurança e preservando nossos clientes. Nosso Baronesa estará também aberto para casamentos, aniversários, eventos corporativos e outras reuniões, seguindo todos os protocolos", completou.

HISTORIA
Construída sobre uma colina, em 1978 como Palácio Guaramiranga é o local onde abriga o novo Restaurante Baronesa.
Na década de 70, o Major Hugo de Mattos Brito doou um terreno de aproximadamente três hectares do sítio Guaramiranga ao então governador José Adauto Bezerra de Menezes, para que no local fosse construir o palácio de veraneio do governador. 


A construção foi concluída em 1978. O mobiliário clássico, até hoje utilizado em suas dependências foi adquirido na gestão de Virgílio Moraes Fernandes Távora (1978-1982), pela então primeira dama Dona Luíza Távora.

Inicialmente pensado como palácio de veraneio do governador, o Palácio Guaramiranga teve essa finalidade durante 12 anos (1978-1990). Em 1990 o então governador Tasso Jereissati adaptou-o para Hotel Escola e Salão de Convenções. Inicialmente o Hotel Escola foi administrado pela Empresa Cearense de Turismo (Emcetur) e a partir de 1996 pela Secretaria de Turismo (Setur-CE). Em 2002 o governo realizou uma concessão de 10 anos ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-CE), que estendeu-se até Fevereiro de 2012, quando o governo não renovou o contrato de concessão.
Em 10 de julho de 2012 o então governador do Ceará, Cid Gomes, celebrou o Termo de Cessão de Uso, conferindo ao Instituto Federal do Ceará a posse do imóvel. Em junho de 2014, a então presidente Dilma Roussef crou o IFCE Campus Avançado de Guaramiranga.

SERVIÇO
SOFT OPEN BARONESA

Sexta 3 de setembro
Evento para convidados

Sábado 4 de setembro a segunda 6 de setembro
Funcionamento de 11:00 as 23:00
Café, almoço, jantar/lounge

Feriado 7 de setembro
Funcionamento de 11:00 as 17:00
Café, almoço, jantar/lounge
Direito ao acesso à piscina

Informações e reservas:
(22) 99273-7141 Romulo Tuze
(83) 99195-6484 Thiago Vieira

Reservas também pelo Instagram
@baronesaexperiencia

Contato por e-mail:
contato@baronesabar.com

TURISMO

Beleza natural, gastronomia e passeios históricos chamam a atenção de turistas em Fernando de Noronha
 
O arquipélago é famoso por une aventura, natureza exuberante, belas praias e um pôr do sol inesquecível
 
De origem vulcânica no Oceano Atlântico, Fernando de Noronha pertence ao estado de Pernambuco e fica a cerca de 545 km do Recife. Com 10 praias e duas baías desfrutáveis, o lugar pode ser comparado às Ilhas Maldivas brasileira para quem procura um encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.
 
Na votação popular do site internacional de viagens Tripadvisor, a Baía de Sancho foi eleita a terceira melhor praia do mundo em 2021; nas últimas cinco edições foi eleita como a primeira. O arquipélago une aventura, natureza exuberante, belas praias e um pôr do sol inesquecível. Também tem construções históricas como o Forte de São Pedro do Boldró, construído no século XVIII, dezenas de trilhas e um polo gastronômico para todos os gostos, assim como hotéis e pousadas.
 
Para Adriana Flor, proprietária da Pousada Mar Aberto e presidente da Associação das Pousadas de Fernando de Noronha (APFN), o lugar é encantador e todo mundo precisa conhecer. "Além da beleza exuberante da biodiversidade, o turista também encontra uma diversidade cultural muito rica. Temos visita ao museu e ao Forte da Vila dos Remédios, uma das nossas maiores fortificações. Os passeios de barcos e a ilha tour são deslumbrantes, assim como a contemplação de mirantes, com pôr do sol e nascer do sol, onde é possível observar tubarões e golfinhos. O passeio com a canoa havaiana é uma das atividades mais procuradas na ilha", comenta Adriana.
 
Na gastronomia, bares e restaurantes oferecem pratos regionais, mais simples, e também pratos mais requintados. Uma das opções é o Festival Gastronômico do Zé Maria, que serve frutos do mar, comida japonesa e a famosa Paella "Noronhesa". Na Pousada Morena, os pratos do Chef Jonatas Moreira fazem sucesso, principalmente o peixe no papilote e a plancha do chef, feito com polvo, lagosta, camarões, peixe, arroz de brócolis e legumes colhidos diretamente na horta da pousada.
 
A trilha do Atalaia, no Parque Nacional, é uma das formas de explorar as belezas da ilha, mas precisa ser agendada com antecedência, assim como nas águas transparentes da Baía do Sueste, ótima para mergulho livre, inclusive, ao lado de tartarugas marinhas. A prática de snorkel também é uma opção no paraíso. 
 
A ilha de Fernando de Noronha já tem 90% da população adulta imunizada com as duas doses da vacina contra a covid-19. Mais informações sobre hotéis e pousadas estão disponíveis em www.apfn.com.br.

CURSOS DE TEATRO

Formação em Artes Cênicas abre inscrições gratuitas para
turmas on-line e presenciais em Fortaleza, Russas e Sobral

A formação acontece em formato híbrido, com aulas on-line para todo o estado e presenciais em três macrorregiões cearenses. Os públicos de interesse são atores, diretores, bailarinos, músicos, cantores, circenses, dramaturgos, técnicos da cena, professores e estudantes das escolas de artes e cultura

Na quinta-feira (26), o Programa de Formação em Artes Cênicas reabriu as inscrições para cursos avançados, residências criativas e experimentos cênicos que acontecem entre agosto e novembro de 2021, em Russas, Fortaleza e Sobral, três macrorregiões culturais do Ceará. As aulas são destinadas a atores, diretores, cantores, bailarinos, músicos, artistas circenses, dramaturgos, iluminadores, sonoplastas e demais pessoas ligadas à arte e à técnica de cena. As inscrições gratuitas são através do Sympla, com links disponíveis no perfil do Teatro da Boca Rica.

Com um formato híbrido, o programa de formação abre vagas para todo o Ceará para as aulas on-line e presencial nas três macrorregiões. O programa deu início às atividades em fevereiro e março de 2020, retoma em agosto se prolongando até novembro de 2021. Ao todo são 12 cursos avançados, 6 residências artísticas e 4 experimentos cênicos. “Retomamos em formato híbrido e o objetivo é levar formação avançada para cidades onde ainda não existem pós-graduações em artes. Vamos ampliar os momentos de intercâmbio técnico, estético, pedagógico e de afeto entre criadores indo além das três macrorregiões e possibilitando inscrições de todo o estado”, ressalta Rejane Reinaldo, coordenadora da formação.

 

Os temas dos cursos abordam treinamento da mente, corpo e voz do ator, dança, música, canto, dramaturgia, teatro de boneco em suas várias técnicas de manipulação e a cena contemporânea. Além disso, serão abordadas tecnologias de cena, como iluminação, cenários, figurino, maquiagem e sonoplastia. O programa permite o encontro de diversas linguagens das artes cênicas, como teatro, dança, música, circo, ópera e tecnologias da cena. Compõem o programa de formação 23 professores criadores do Brasil, de estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Acre, e de países como Argentina, Chile, França, Itália, Portugal e Venezuela, oferecendo 1.200 vagas em todo o Ceará, com certificação.

 

PROTOCOLO DE REABERTURA

 

O Programa de Formação em Artes Cênicas iniciou em 2020, tendo sido suspenso por conta dos protocolos de isolamento social da pandemia do novo coronavírus. Com as flexibilizações do protocolo de reabertura do nosso estado, as atividades do programa puderam ser retomadas e seguem até novembro deste ano.

 

 


Programação de Retomada do Programa de Formação
Agosto a novembro de 2021

7 Cursos avançados - presenciais (60 h/aula cada)

1) A música na cena. Conexões estéticas. Ópera Popular Moacir, cena 1 e cena 7.
Com o Prof. Alfredo Barros, (PE/CE), maestro e compositor, doutor em Artes Musicais pela Universidade do Texas, Austin, EUA. Professor de composição do Curso de Música da Universidade Estadual do Ceará (UECE), diretor e regente titular da Orquestra Sinfônica da UECE (OSUECE).
Formato: on-line
Local: Russas (cidade de referência).
Datas: 6 a 11 de setembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/a-musica-na-cena-conexoes-esteticas-opera-popular-moacir-cena-1-e-cena-7-com-alfredo-barros__1324616


2) Tecnologias da cena: iluminação, cenários, figurino, maquiagem e sonoplastia.
Com Luis Parras
 (SP/BA). Estudou artes plásticas na UFBA, é diretor de arte, cenógrafo, estudou pintura e história da arte no Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek (Minas Gerais).

Formato: presencial
Local: Fortaleza.
Datas: 20 a 24 de setembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/tecnologias-da-cena-iluminacao-cenarios-figurino-maquiagem-e-sonoplastia-com-luis-parras__1324637

 


3) Economia criativa em artes cênicas.  
Com Paulo Benevides
, economista, professor e especialista em mercado cultural desde 2000. É diretor da Propono Consultoria Cultural, especializada em projetos da economia criativa.
Formato: on-line
Local: Russas (cidade de referência).
Datas: 10 a 15 de outubro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/curso---economia-criativa-em-artes-cenicas-com-paulo-benevides__1324849


4) Patrimônio cultural e artes cênicas. Opera popular - maracatu e reisado.
Com Vinicius Franco
, cearense, doutorando em Arqueologia no Museu Nacional (UFRJ). Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Arqueologia, SAB, e da Society of American Archaeology, SAA. Participa do Teatro da Boca Rica desde 1996, como professor, pesquisador, gestor, produtor cultural.
Formato: on-line
Local: Russas (cidade de referência).
Datas: 10 a 15 de outubro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/curso---patrimonio-cultural-e-artes-cenicas-opera-popular-com-vinicius-franco__1325172

 


5) 
Economia criativa em artes cênicas. 
Com Paulo Benevides
, economista, professor e especialista em mercado cultural desde 2000. É diretor da Propono Consultoria Cultural, especializada em projetos da economia criativa.
Formato: on-line
Local: Sobral (cidade de referência).
Datas: 10 a 15 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/curso---economia-criativa-em-artes-cenicas-com-paulo-benevides__1325177


6) Patrimônio cultural e artes cênicas. Opera popular - maracatu e reisado.
Com Vinicius Franco
, cearense, doutorando em Arqueologia no Museu Nacional (UFRJ). Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Arqueologia, SAB, e da Society of American Archaeology, SAA. Participa do Teatro da Boca Rica desde 1996, como professor, pesquisador, gestor, produtor cultural.
Formato: on-line
Local: Sobral (cidade de referência).
Datas: 10 a 15 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/curso---patrimonio-cult-e-artes-cenicas-opera-popular-com-vinicius-franco__1325180

 

7) Cenografia e tecnologias da cena: iluminação, cenários, figurino, maquiagem e sonoplastia

Com Walter Domingos Lama, argentino, escultor, cenógrafo, diretor técnico do Teatro San Martin (ARG) há 24 anos.  

Participação: Isadora Plateroti, argentina da Compañía de Teatro de Títeres Saltimbanquis.

Formato: presencial.
Local: Fortaleza.
Datas: 23 a 30 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/curso---cenografia-e-tecnologia-da-cena-com-walter-domingos-lama__1325186

 

6 Residências criativas – on-line e presencial (120 h/aula cada)

 

1) Treinamento corpo voz mente do ator

Com Veronica Velez, argentina, atriz e professora de teatro, especializada em treinamento psicológico, físico e vocal. Ela é cantora, atriz e instrumentista, faz parte do grupo Teatro Acción (Argentina) e tem uma técnica própria de treinamento vocal criativo.

Formato: on-line.
Local: Russas (cidade de referência).
Datas: 2, 3, 6, 7, 9, 10, 13, 14, 16 e 17 de setembro.
Horário: 11h às 15h e 17h às 21h.

https://www.sympla.com.br/res-criativa---corpo-voz-mente-do-ator-com-veronica-velez__1325191

2) Tecnologias da cena: iluminação, cenários, figurino, maquiagem e sonoplastia.
Com Ricardo Bessa
 (PA/CE), diretor, dramaturgo e figurinista, é doutorando em Artes Cênicas na Universidade de São Paulo, professor da Universidade de Fortaleza e do Centro Universitário Atheneu.  É diretor de teatro, dramaturgo e figurinista.

Formato: presencial.
Local: Russas.
Datas: 4, 5, 6, 7, 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de setembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/res-criativa---tec-da-cena-iluminacao-cenarios-figurino-maq-son-ricardo-bessa__1325194

 

3) Tecnologias da cena – iluminação, sonoplastia, cenário, adereço, figurino.

Com Rodrigo Frota (Urca/Ufba), ator, diretor de arte e cenógrafo premiado, professor efetivo da Universidade Estadual do Cariri (URCA), doutorando em Artes cênicas pelo PPGAC da UFBA.

Esteve em dezenas de espetáculos e filmes e fez a direção de arte do longa metragem “Pacarrete” (2018), com direção de Alan Deberton, vencedor de 8 Kikitos no Festival de Cinema de Gramado, em 2019.

Formato: presencial.
Local: Sobral.
Datas: 5, 6, 7, 12, 13, 14, 18, 19, 20, 21 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/res-criativa---tec-da-cena--iluminacao-sonoplastia-rodrigo-frota__1325230

 

4) A alma em um fio - fantoches e miniaturas. Teatro de marionetes de fio e artes visuais: articulações criativas.
Com Rosana Lopez (Argentina),
 da CIA Minha Alma Por Um Fio, graduada em Artes Visuais e Licenciatura em Artes, Atriz, diretora, artesã, professora de teatro de marionetes com fio, além de desenhista e pintora.
Participação: Pablo Aníbal di Paolo (Argentina)
Formato: presencial.
Local: Fortaleza.
Datas: 21 a 30 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/res-criativa---a-alma-em-um-fio-com-rosana-lopez__1325232


5) 
Teatro de boneco e artes plásticas: articulações criativas.
Com Isadora Plateroti
 (Argentina), da Compañía de Teatro de Títeres Saltimbanquis. Arquiteta, artista plástica, bonequeira formada pelo Teatro General San Martín de Buenos Aires, assistente de cenografia de Walter Lamas, diretor do Teatro San General San Martín da Cidade Autônoma de Buenos Aires.
Participação: Walter Lamas, argentino, escultor, cenógrafo, diretor técnico do Teatro San Martin, na Argentina, há 24 anos. 
Formato: presencial.
Local: Fortaleza.
Datas: 8 a 17 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

 

https://www.sympla.com.br/res-criativa---teatro-de-boneco-e-artes-plasticas-isadora-plateroti__1325235

 

6) Cuerpo imaginante / cuerpo sonoro

Com Diana Penalver (Chile/Venezuela), da Companhia Espaço, Corpo, Metáfora - Laboratório cênico itinerante. Professora honorária da UNEARTE, atriz de teatro e cinema, diretora, criadora, investigadora musical, multi-instrumentista e cantora venezuelana, radicada em Santiago do Chile.
Formato: on-line
Local: Sobral (cidade de referência)
Datas: 4, 6, 8, 11, 13, 15, 18, 20, 22 e 23 de outubro.

Horário: 8h30 às 12h30 e 13h30 às 17h30.

https://www.sympla.com.br/res-criativa---cuerpo-imaginantecuerpo-sonoro-diana-penalver__1325522


4 Experimentos Cênicos (120 h/aula cada)

1) A caverna de Platão - Espaço corpo metáfora. Companhia Espaço, Corpo, Metáfora - Laboratório cênico itinerante. Com Diana Penalver (Chile/Venezuela), professora honorária da UNEARTE, atriz de teatro e cinema, diretora, criadora e investigadora musical venezuelana, radicada em Santiago do Chile.
Formato: on-line
Local: Fortaleza (cidade de referência)
Datas: 7, 9, 11, 14, 16, 18, 21, 23, 25 e 26 de setembro.
Horário: 8h às 12h e 13h às 17h

https://www.sympla.com.br/exp-cenico---a-caverna-de-platao---espaco-corpo-metafora-com-diana-penalver__1325528

2) Teatro de Boneco - Ópera Popular Moacir, cena 1.
Izabel Vasconcelos (CE), da Cia Epidemia de Teatro de Boneco, Ópera Popular Moacir. Ela é atriz, diretora, artista plástica, dramaturga, produtora, assistente social e especialista em políticas sociais, além de ser da Rede de Mulheres Bonequeiras do Brasil.
Formato: presencial.
Local: Sobral.
Datas: 20 a 30 de setembro.

Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/exp-cenico---teatro-de-boneco-com-izabel-vasconcelos__1325539

 

3) Labirintos imaginários. Inspirado na história: As ruínas circulares de Jorge Luis Borges
Eduardo Gilio, do Teatro Acción, Argentina.
Formato: on-line
Local: Russas (cidade de referência)
Datas: 1 a 10 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/exp-cenico---labirintos-imaginarios-com-eduardo-gilio__1325547


4) Teatro de Boneco - Ópera Popular Moacir, cena 7.
Com Omar Rocha
, cearense, do Circo Tupiniquim, ator, diretor, bonequeiro, reconhecido por décadas de trabalho na área, historiador e bacharel em Direito, é também especialista em Gestão de Produtos e Serviços Culturais pela UECE. É o criador dos bonecos do programa humorístico de sátira policial: “Nas Garras da Patrulha”. Estudou teatro no Colégio de Direção Teatral e tem especialização em arte dramática, na Academia Russa de Artes Teatrais (GITIS).
Formato: presencial.
Local: Russas. 
Datas: 4 a 14 de novembro.
Horário: 13h às 17h e 18h às 22h.

https://www.sympla.com.br/exp-cenico---teatro-de-boneco-com-omar-rocha__1325551

Quem é quem

 

A realização do Programa de Formação em Artes Cênicas é do Governo Federal / Funarte, do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult), e da Associação Educativa Cultural Teatro da Boca Rica. Os recursos foram garantidos por meio de uma Emenda Parlamentar de 2013 do então Senador da República, o cearense Inácio Arruda.

 

Realização: Governo Federal / Funarte, Secretaria da Cultura do Estado do Ceará e Associação Educativa Cultural Teatro da Boca Rica. Produção: Fundação Nacional de Artes – Funarte. Apoio institucional: Instituto de Estudos de Teatro da Universidade Sorbonne Nouvelle  (França), Laboratório Teatral Permanente Teatro Studio Attrice / Non (Itália), Centro de Teatro e Canto de Palermo (Itália), da Companhia Espaço, Corpo, Metáfora - Laboratório cênico itinerante, Teatro Acción (Argentina), Universidade Federal da Bahia – UFBA, Universidade Federal do Acre – UFAC, Prefeitura Municipal de Russas / Secretaria da Cultura, Turismo e Esporte de Russas, Prefeitura Municipal de Sobral / Secretaria da Cultura, Juventude, Esporte e Lazer / Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes - ECOA, Prefeitura Municipal de Fortaleza/ Secretaria da Cultura / Teatro São José e Secretaria da Cultura do estado do Ceará / Teatro José de Alencar / Teatro Carlos Câmara/  Instituto Dragão do Mar / Porto Iracema das Artes.

 

SERVIÇO

Inscrições: link na bio do perfil @teatrodabocarica                

Associação Educativa Cultural Teatro da Boca Rica

Redes Sociais: @teatrodabocarica

Mais informações: formacaobocarica@gmail.com

REVISTA

Nova edição da Revista Impressões discute os impactos da pandemia de Covid-19 no Ceará

 

Homenagem ao professor e pesquisador Gilmar de Carvalho, os bastidores da vacina cearense e os obstáculos na imunização dos povos indígenas no Ceará são alguns dos destaques desta edição da Revista Impressões, que estará disponível para leitura gratuita a partir de quarta-feira (01/09/2021)

 

 

A Revista Impressões é uma atividade de formação da disciplina de Jornal Laboratório, orientada pela professora Isabel Andrade, do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC). Com periodicidade semestral, a publicação é elaborada pelos estudantes que estão nos últimos semestres da graduação."Um jornalismo experimental, com uma linguagem jovem e de combate à desinformação. Esses foram os conceitos escolhidos pelos alunos para nortear esta edição da Impressões, que aliás, por causa da Pandemia sofreu modificações em seu formato. Normalmente, os alunos preparam um jornal com três edições. Por causa das aulas remotas, optamos por realizar uma edição, mas que fosse densa e consistente. Daí a mudança para o formato de revista", explica a professora.

 

A partir de entrevistas e reportagens, a revista apresenta um dossiê sobre a Pandemia no Ceará, informando, debatendo e documentando os efeitos da pandemia na vida dos cearenses. A publicação é formada por quatro seções: Obituário, Ceará contra Covid, É tudo Mentira e Relatos da Pandemia.

 

O destaque desta edição é o obituário em homenagem ao professor, jornalista e pesquisador, Gilmar de Carvalho, vítima da Covid-19, em abril deste ano. Já a seção “Ceará contra Covid”, traz uma reportagem sobre os bastidores da produção da vacina contra Covid feita por cientistas cearenses, no laboratório da Universidade Estadual do Ceará. Direto de Guaramiranga, moradores relatam como é a vida no primeiro município 100% imunizado com a primeira dose da vacina. Na mesma seção, o médico epidemiologista e gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza, Antônio Silva Lima Neto, avalia dificuldades no controle da contaminação no Ceará, agravada pelas ações do Governo Federal. Também é destaque a reportagem que narra as dificuldades de acesso à vacina enfrentadas pelos povos indígenas do Ceará.

 

Como peça de combate a desinformação, a revista apresenta ainda cinco mentiras sobre a Covid-19 e sobre a vacinação e um perfil dos cearenses que estimulam o uso do kit covid, mesmo sem comprovação científica: o senador da República Eduardo Girão (Podemos-CE) e a médica e secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que ficou conhecida como Capitã Cloroquina.

  

A Revista Impressões Pandemia pode ser lida a partir de 1º de setembro de 2021, gratuitamente, no site do curso de Jornalismo da UFC https://www.jornalismo.ufc.br

 




VIAGENS & NEGÓCIOS

OS DESAFIOS DO TURISMO NA PANDEMIA

O Secretário de Turismo de Canela, Ângelo Sanches, realiza nesta segunda, dia 30, em Fortaleza um workshop para o trade turístico cearense, apresentando as atrações da linda cidade do Rio Grande do Sul e as ações que fizeram a famosa serra gaúcha ser reconhecida internacionalmente como um lugar seguro para moradores e visitantes, em meio a pandemia de Covid-19. Angelo conversou com o DIVIRTA-CE, leia a entrevista
 

A famosa cidade de Canela, na cidade do Rio Grande do Sul, vai ser tema do workshop "Quatro Estações", que será realizado na próxima segunda, dia 30, no Sebrae (Av Monsenhor Tabosa - Praia de Iracema), em evento para imprensa e trade turístico - vendedores, guias, operacionais e donos de agências de Fortaleza terão oportunidade de conhecerem os encantos de Canela e as ações que levaram esse ponto turístico a ser reconhecido internacionalmente como referência em Turismo seguro em relação a pandemia de Covid 19. O Secretário de Turismo e Cultura de Canela, Angelo Sanches, estará na capital cearense, apresentando o workshop, e deu entrevista para o DIVIRTA-CE, contando sobre o trabalho nesse difícil período e as atrações tradicionais e novidades da serra gaúcha.

 

 
DIVIRTA-CE - Você está circulando pelo Brasil divulgando o turismo na famosa cidade de Canela, no interior gaúcho. Quais as dificuldades que foram enfrentadas pelo setor durante a pandemia e que soluções foram feitas na sua administração para contornar essa situação?
 
ÂNGELO SANCHES - O turismo foi o primeiro a ser afetado. Mas nós aprendemos também que o turismo foi o primeiro a estar capacitado com todos os seus protocolos e seu dinamismo de seus colaboradores  empresários se prepararando para uma retomada em relação ao turismo. A nível nacional já estamos prontos e o turismo não é o vilão da Covid 19. A cidade de Canela se destacou desde o início, quando começou a pandemia, em ter um plano estratégico para que pudesse preparar todos. Canela foi a primeira cidade do país a receber uma certificação internacional de cidade segura. Então nós fazemos isso com muita segurança hoje, podemos divulgar a cidade para a todo o Brasil, porque Canela é um destino seguro.
 

DIVIRTA-CE - Quais os grandes atrativos tradicionais de Canela para os turistas, que você destacaria? E quais as novidades?
 
ANGELO SANCHES - Canela possui 52 atrativos. As pessoas precisam de no mínimo 5 dias para se conhecer a cidade na sua originalidade. Nós termos aqui identidades fantásticas, como o turismo de natureza, de aventura, o turismo gastronômico, cultural - isso que nos faz diferentes, somos um povo hospitaleiro. Os equipamentos que nós possuímos no município, desde museus até parques temáticos, são importantes para o trade turístico. A última atração que foi inaugurada é o Skyglass um parque que foi reconhecido internacionalmente como uma das maiores plataformas de vidro do mundo. É um atrativo novo que elevou ainda mais o nosso patamar de turismo na região. Mas todos os parques e atrativos tem sua importância dentro do município.
 

DIVIRTA-CE - O workshop que a Prefeitura de Canela está realizando em Fortaleza e outros capitais, "Quatro Estações", reunirá imprensa e o trade turístico cearense. Qual a proposta e intenção desses eventos pelo Brasil? Poderia dar uma prévia do que será apresentado? 

ANGELO SANCHES- O propósito é criar um intercâmbio turístico e cultural. É fazer com que todos do Ceará possam entender a importância de visitar a Serra Gaúcha e a cidade de Canela. Como também gostaríamos de mostrar ao povo gaúcho a importância de visitar o Ceará. E é esse intercâmbio turístico e cultural que o Brasil deve fazer agora, valorizando ainda mais o turismo interno do Brasil.

 
DIVIRTA-CE,- Sua pasta também agrega o setor cultural, um dos mais prejudicados pela pandemia e pela falta de incentivo do Governo Federal. Fale sobre a cultura em Canela e no Rio Grande do Sul, as atrações e seus projetos nessa área.
 
ANGELO SANCHES- Independente de governos, quem faz a cultura é o povo local. A cultura é a alma do ser humano. O que fazemos em Canela é valorizar os agentes culturais, as raízes, tanto que faz parte da nossa identidade, que mais é vista hoje no Brasil. Foi na cidade de Canela que surgiu o Festival Internacional de Bonecos. Nós temos grandes eventos culturais que são valorizadas todos os meses do ano. Sabemos também que a cultura também provoca o turismo. O melhor de tudo é as pessoas entenderem a sua originalidade, a sua história, e fazer com que a cultura, a arte, a dança, todos os incentivos culturais possam partir não só do Poder Público, mas sim da própria comunidade. E a cidade de Canela faz isso na sua raiz e se destaca cada vez mais.

 
DIVIRTA-CE- Os cearenses fogem do calor e muitos adoram o turismo em Gramado e Canela. Qual o perfil de visitantes do município? Qual o "estado" que visita mais o município de Canela? Existe muitos turistas internacionais?
 
ANGELO SANCHES - Na verdade temos uma miscigenação muito grande. Quem que mais frequenta o Rio Grande do Sul são os paulistas. Logo depois vem o Nordeste, o Norte, o Rio de janeiro, Minas Gerais. Esse trabalho que estamos fazendo em todo Nordeste é para cada vez mais capacitar os profissionais do turismo. Cada vez mais o cearense procura o Rio Grande do Sul pelas suas características: clima, gastronomia, cultura, eventos. Esse trabalho do workshop está sendo feito em diversos estados brasileiros. Para criar essa conexão, para mostrar essa conexão, para mostrar que o turismo é a mola propulsora  do nosso país, e mostrar agora, que o turismo, além de melhorar qualidade de vida das pessoas, a retomada possa fazer com o que o Brasil se conheça. Nós torcemos que outros estados façam essas capacitações também.
 

DIVIRTA-CE - O que falta para o turismo no Brasil se desenvolver ainda mais, e qual seu maior sonho a frente da Secretaria de Turismo e Cultura de Canela?

ANGELO SANCHES- Na verdade, meu grande propósito, tanto como secretário de turismo de Canela e como presidente nacional da Associação dos Secretários de Turismo, é fazer com que os brasileiros entendam que o turismo muda a vida das pessoas, ele qualifica, capacita os trabalhadores. O turismo é a indústria limpa, desperta o ser humano a se conhecer cada vez mais. O meu sonho é deixar um legado no Brasil de transformação, através do meu trabalho em Canela. Quando você mexe na cultura, no interior do ser humano, a pessoa muda de vida. O turismo é isso tudo que fazemos na cidade de Canela, transformando a vida das pessoas e fazendo elas entenderem que moram no destino onde milhões de pessoas tiram fotografia, levam dali mensagens, lembranças, histórias, tanto quem vive, quanto quem vai visitar. O meu maior sonho é fazer com que os brasileiros reconheçam que nós somos uma potência no turismo, um povo hospitaleiro, com uma cultura, um folclore, nós temos tudo para sermos uma indústria internacional de entretenimento em todas as áreas. Vamos conseguir fazer isso com o apoio do Governo Federal, da Embratur, dos estados, mas principalmente, com as pessoas que trabalham no turismo, os profissionais e empresários desse ramo.    

GUARAMIRANGA

22º Festival Jazz & Blues será o primeiro grande evento com shows presenciais no Ceará após o início da pandemia 

"Evento teste" acontecerá nos dias 17 e 18 de setembro e haverá também transmissão online ao vivo no YouTube

O cantor Marcos Lessa será uma das atrações 


Está confirmado! O Festival Jazz & Blues sobe a serra e aporta em Guaramiranga para a programação presencial nos dias 17 e 18 de setembro de 2021. Será um evento teste, aprovado pelo Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Saúde e da Secretaria da Cultura. Para isso, a organização do festival e o público deverão seguir o Protocolo de Retomada das Atividades Econômicas do Ceará, que envolve o antes, durante e pós-evento. O festival será gratuito.

Esta é a segunda temporada da 22ª edição do festival. A primeira foi no período do Carnaval deste ano, com shows e atividades formativas realizadas de forma online. As Residências Artísticas da segunda temporada foram realizadas recentemente, de 10 a 13 de agosto, também no formato virtual. Para realizar a programação presencial, o Jazz & Blues passou por um processo de seleção da Secretaria da Saúde do Estado. Será o primeiro evento teste de música no Ceará.

O 22º Festival Jazz & Blues é uma realização da Via de Comunicação e Cultura e da FUNARTE / Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, com o apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult/CE). Agradecimentos: Enel e Coca-Cola. Apoio: Prefeitura Municipal de Guaramiranga.

“Estamos achando muito importante esse retorno dos eventos culturais presenciais. Nossa cadeia produtiva foi muito impactada e é gratificante podermos colaborar com os estudos que possibilitem o retorno seguro das nossas atividades. Além disso, tem a emoção de podermos nos encontrar novamente e de promovermos esse encontro de público com os artistas, que marca o festival em todas as edições”, diz Maria Amélia Mamede, diretora do Festival Jazz & Blues. 


ESTRUTURA E PROGRAMAÇÃO

Como de costume, a Cidade Jazz & Blues será erguida no espaço do campo de futebol de Guaramiranga, mas com alguns diferenciais para cumprir os protocolos. Toda a área da plateia será ao ar livre, descoberta, e não haverá praça de alimentação. A programação terá início às 19h30, com três shows por dia em sequência, encerrando às 22h30. O ingresso para cada dia dará acesso aos três shows da noite. Não haverá ensaios abertos neste evento teste.

No dia 17, sobem ao palco do Festival Jazz & Blues Fladiana e Quarteto Jazzera, representantes da geração de músicos de Guaramiranga influenciada de forma decisiva pelo Festival Jazz & Blues, com o show “Meu Lugar”; Rômulo Santiago, apresentando o show “Tributo a Raul de Souza”; e o cantor Marcos Lessa em “Nature Boy - Tributo a Nat King Cole”.

No dia 18, são atrações do festival a cantora Idilva Germano, com o show "Quasar”, unindo clássicos do jazz e da música brasileira; o pianista Ricardo Bacelar, que em 2015 gravou DVD ao vivo na 16ª edição do festival, volta ao palco do Jazz & Blues para apresentar seu mais recente trabalho “O viver é de improviso”; e três dos mais renomados sanfoneiros do Ceará, Adelson Viana, Nonato Lima e Zé do Norte se encontram no show “Sanfona Jazz”.

Além da programação na Cidade Jazz & Blues, nos dois dias haverá recitais nas igrejas da Gruta e Matriz de Guaramiranga em homenagem a Alberto Nepomuceno, apresentados por Pedro Façanha e Hermano Faltz (convidados Willian Madeiro e Lúcio Mário); Giorgi Gelashvili e Alvany Silva; Pedro Madeira e Tiago Nogueira (convidado Igor Ribeiro); Liana Fonteles e Alvany Silva. Serão três recitais por dia, às 10h, 16h e 17h. Essa programação é uma realização do Festival e da FUNARTE, através do Prêmio Funarte Festivais de Música 2020. 


COMPROVAÇÃO DE VACINA E TESTE DE COVID-19

Por se tratar de um evento teste controlado pela Secretaria Estadual da Saúde, o público deverá ter tomado, obrigatoriamente, as duas doses ou a dose única da vacina contra Covid-19 e ser negativado em teste de Coronavírus no prazo indicado. Cada pessoa do público, ao adquirir o ingresso, automaticamente autoriza ser monitorada pela Secretaria da Saúde e se compromete a realizar novo teste de Covid-19 em data indicada pós-evento. Os testes serão gratuitos.


SERVIÇO

22º Festival Jazz & Blues - Ceará – Segunda Temporada: Dias 17 e 18 de setembro de 2021 em Guaramiranga. Ingressos limitados a partir do dia 10 de setembro no site da Bilheteria Virtual. Gratuitos. Informações: producaojazzeblues@gmail.com. Site:  www.jazzeblues.com.br


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