CARNAVAL DA CULTURA

Programação de 6 a 14 de fevereiro no principal centro cultural de Fortaleza

FUNCIONAMENTO DO DRAGÃO DO MAR NO CARNAVAL


Museus
Sábado (6) e domingo (7): das 14h às 21h (acesso até as 20h30).
Segunda-feira: fechado
Terça (9) e quarta (10): das 14h às 19h (acesso até as 18h30).
Gratuito

Planetário
Sábado (6), domingo (7), terça (9) e quarta (10), com sessões às 18h e às 19h.
Segunda-feira: fechado
Ingressos: R$ 8 e R$ 4 (meia)

Cinema do Dragão (funcionamento normal)
De sábado (6) a domingo (7) e terça (9) e quarta (10), a partir das 14h.
Segunda-feira: fechado
Ingressos: R$ 12 e R$ 6 (meia)



FUNCIONAMENTO NOS DEMAIS DIAS

// Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h.
// Bilheterias: de terça a domingo, das 14h às 20h.
// Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco: de terça a domingo, das 14h às 22h.
// Museus e Multigaleria: terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

// Atenção: às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria nem bilheterias.

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Kaya no Choro – Homenagem a Pixinguinha
Participação especial de Macaúba do Bandolim

O Projeto Kaya no Choro tem a singularidade de promover o encontro entre os clássicos do choro e a juventude. Com jovens advindos de diversas formações musicais, compõem a banda Clarisse Aires (flauta transversal), Raul Porfírio (guitarras/violão/técnico de áudio), Iury Batista (contrabaixo), Tauí Castro (pandeiro), Fernando Lélis (saxofone) e Tchelmy (percuteria). O grupo se firma, nesse encontro, com uma linguagem musical contemporânea, em que o antigo e o moderno dialogam de forma harmoniosa e competente. Para o show “Pixinguinha a Passeio”, contará com a presença do mestre do chorinho Macaúba do Bandolim (bandolim/guitarra baiana).

// Dia 6 de fevereiro de 2016, às 19h, no Anfiteatro. Gratuito.
Contato: Tauí (85 985266604/ koisaetaoproducoes@gmail.com)




Loucuras de Amor [Temporada Cearense de Comédias]
Cia Cearense de Molecagem

O território inseguro, denso e impreciso dos apaixonados. A complicada engenharia da atração. As fidelidades e infidelidades, encontros e desencontros. A cômica sinfonia dos relacionamentos, sempre ao ritmo do inesperado ou do próprio bater do coração. Homens e mulheres ansiosos por encontrar a outra metade da laranja, o sapato do seu pé, a alma gêmea, nem que para isso tenham que fazer uma Loucura de Amor.

Nessa comédia romântica, a depiladora Alberlênia Tenório tenta definitivamente embarcar na rodoviária com destino à terra natal. A intenção é deixar o passado para trás e, com ele, um relacionamento de 15 anos. O que ela não esperava é que seu ex ou para sempre amor, o mototaxista Quintino Paixão, iria arquitetar maneiras de persuadi-la a mais uma mudança de ideia.
Melodramas à parte, os momentos bons e ruins vividos pelo casal vem à tona e à cena. Situações que podem provocar uma identificação imediata de um público que, na altura do campeonato, já se tornara cúmplice ansioso no aguardo desse alucinado engodo amoroso.
// Dia 6 de fevereiro de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia). 12 anos.

Contato: Carri Costa (985172301/ 32199493)





Orquestra Filarmônica do Ceará – Carnaval Sinfônico
Além de contar com a participação especial da Big Band Spalla Brassdo maestro Cacá, o Carnaval Sinfônico da Orquestra Filarmônica do Ceará executará marchinhas inesquecíveis de todos os carnavais. Quem não se lembra de “Bandeira Branca”, “Taí”, “Olha a cabeleira do Zézé!”, “Me dá um dinheiro aí” e tantas outras marchinhas que ficaram no consciente coletivo de tantas gerações. Na festa, será escolhido ainda a Rainha e o Rei do Carnaval da Maior idade, pela melhor fantasia e maior alegria.

// Dia 7 de fevereiro de 2016, às 19h30, no Anfiteatro. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia)

Contato: Gladson Carvalho (98899-0644)





► As Vizinhas [Temporada Cearense de Comédias]
Cia Cearense de Molecagem

É uma sátira comportamental com a qual a trupe de comediantes promete mais uma embolada de risos, mostrando relacionamentos entre desconhecidos com uma roupagem genuinamente cearense. Uma recém-divorciada e uma funcionária pública de férias vão fazer dessa convivência forçada algo para lá de surpreendente. Cada qual com os seus jeitos e manias, passam a conviver no mesmo condomínio, no mesmo bloco de apartamentos e no mesmo corredor. Mulheres divergentes e alucinadas passam a se tolerar de qualquer jeito. Tudo isso só poderia resultar numa coisa: muitas intrigas, fofocas, inveja, confusão e riso para todos os lados.

// Dia 7 de fevereiro de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia). 12 anos.

Contato: Carri (985172301/ 32199493)






[Des]prender
Grupo Panelinha de Teatro

Ele veio por um copo de vinho, pelo desejo em meus olhos, pela conversa dentro do carro, pelo cheiro da minha pele que fixou em sua camisa, a fome que bateu e ele estava sem dinheiro, assim como também para passar o tempo, já que não iria fazer nada em casa. Seria realmente uma noite para se guardar na memória.

// Dias 13, 14, 20, 21 de fevereiro de 2016, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). 12 anos.

Contato: Dyego (grupopanelinhadeteatro@hotmail.com / 99807-9583)






Sax in Cena [Circuito de Música Erudita]
Primeiro quarteto de saxofones profissional do Ceará, o grupo Sax in Cena apresenta obras de compositores franceses e peças de Alberto Nepomuceno.

// Dia 14 de fevereiro de 2016, às 18h, no Auditório. Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia).
Contato: Rocha (8616-7017 / producao@orquestra-ce.org.br)







// TODA SEMANA NO DRAGÃO


► Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.


► Fuxico no Dragão
Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos agitam as tardes deste final de semana. A Temporada de Arte Cearense também leva para o projeto dominical performances e atrações musicais. Confira na programação acima.
Todo domingo, das 16h às 20h. Gratuito.

► Pintando no Dragão
Orientadas por monitores, as crianças vão se divertir com as atividades de pintura do Pintando no Dragão.
Todo domingo, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

>> Excepcionalmente no Carnaval, não haverá Planeta Hip Hop.







// PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO

Planetário Rubens de Azevedo é um espaço de entretenimento e formação pedagógica através de caráter transdisciplinar em Astronomia.

Ingressos: R$ 8 e R$ 4 (meia).

Funcionamento especial no Carnaval:
Sábado (6), domingo (7), terça (9) e quarta (10), com sessões às 18h e às 19h.
Segunda-feira: fechado


O ABC do Sistema Solar, sempre às 18h
Três crianças estão observando as estrelas quando percebem uma "estrela cadente" e logo uma delas faz um pedido: o desejo de fazer uma viagem até a Lua. De repente, as crianças são teletransportadas para uma nave espacial chamada "Observador". Após superar o medo inicial, elas fazem uma rica viagem pelo Sistema Solar visitando os planetas. Durante a viagem, elas são teletransportadas para Marte e também Vênus, e passam por dentro dos anéis de Saturno. No final, fazem uma perigosa aproximação do Sol.

Origens da Vida, sempre às 19h
Apresenta as recentes descobertas sobre os princípios químicos da origem do Universo através do Big Bang. Trata das questões biológicas da origem da vida na Terra e das pesquisas sobre vida extraterrestre. Com linguagem simples e fantásticas imagens, a sessão apresenta os novos conhecimentos sobre o nascimento, vida e morte das estrelas e dos sistemas planetários. Traz um olhar sobre o início da vida na Terra e a extinção dos dinossauros. "Origens da Vida" é uma viagem fantástica através do tempo, mostrando muitas descobertas feitas no passado recente e faz uma alerta para nossa consciência planetária.







// EXPOSIÇÕES EM CARTAZ


Funcionamento especial dos museus no Carnaval:
Sábado (6) e domingo (7): das 14h às 21h (acesso até as 20h30).
Segunda-feira: fechado
Terça (9) e quarta (10): das 14h às 19h (acesso até as 18h30).



MUSEU DA CULTURA CEARENSE

► Exposição A Palavra e o Traço
Com curadoria da historiadora Valéria Laena, retrata vida e obra do arquiteto, urbanista e compositor cearense Fausto Nilo. Autor de mais de 400 composições interpretadas por grandes nomes da música brasileira – como Moraes Moreira, Gal Costa e Fagner –, Fausto Nilo é também o responsável, junto de Delberg Ponce de Leon, pelo projeto do Centro Dragão do Mar.

No Piso Superior do Museu da Cultura Cearense. Visitação regular: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.



► Ocupação do Museu da Cultura Cearense [Temporada de Arte Cearense]
Exposição Zona de Litígio

Zona de Litígio é fruto de uma residência artística móvel realizada pelos artistas Adriele Freitas, Filipe Acácio, Júlia Braga, Juliane Peixoto, Patrícia Araujo e Samuel Tomé. Constituída por um conjunto de 16 obras, entre instalações, vídeos, fotografias, desenhos e registros de performances, a exposição entrou em cartaz no dia 17 de dezembro (quinta-feira).

Partindo de Fortaleza, o grupo percorreu quase 900km de estrada rumo a Oiticica, distrito de Crateús, que pertence a uma zona de disputa de terras entre os estados do Ceará e do Piauí. Um inventário poético foi desenvolvido durante a viagem a partir de observações, conversas e ações artísticas in loco. “O resultado é um processo compartilhado e ao mesmo tempo individual. A viagem foi um disparador de processo”, explica Patrícia Araujo. Tanto é que os artistas decidiram não assinar as obras. E para além do lugar em si, a exposição é sobre a potência desse mesmo lugar para gerar outras questões: fronteiras, limites, barreiras invisíveis que existem.

Entre as obras expostas, objetos coletados e dispostos como restos arqueológicos de um passado remoto, fotografias de ermas paisagens e experiências artísticas nascidas ao acaso, como a carne podre atirada ao léu e comida vorazmente por urubus.

Impasse

A faixa de terra entre Ceará e Piauí está em disputa desde 1880, quando Dom Pedro II assinou um decreto no qual o Ceará cedeu uma parte do seu mar para o Piauí. A questão afeta cerca de 13 municípios cearenses e 7 piauienses ao longo de uma faixa de aproximadamente 450 km. São inúmeras as burocracias necessárias para redefinir a divisão das terras, dependendo da aprovação de um projeto de lei federal que ponha fim ao impasse.

Sob o ponto de vista de uma história polifônica e múltipla, é possível a invenção e a ficcionalização da Zona de Litígio como um espaço do entre - que não pertence nem ao Ceará nem ao Piauí. Trata-se de uma região ambígua, de separação, de passagem e de desaparecimento: é aí onde reside seu potencial poético e o desejo de transpor fronteiras.

Com foco na ideia de limite, Zona de litígio busca discutir pontos importantes para a arte contemporânea: quais impasses políticos estão envolvidos na zona litigiosa? Como falar de um corpo exposto à margem? De que margem estamos falando? Como alargar as bordas que separam essas fronteiras? Que outras tensões e contextos esse lugar traz à tona?

Movidos por essas questões, os artistas assumiram o gesto de “permanecer”, de “se demorar”, como fio condutor para observar, fruir, questionar e causar embates, incitando processos artísticos (e, portanto, políticos).

No Piso Intermediário do Museu da Cultura Cearense. Em cartaz até dia 17 de fevereiro de 2016. Visitação regular: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 21h30). Gratuito. Livre.




► Vaqueiros [Exposição de Longa Duração]

Em exibição no Museu da Cultura Cearense desde 1998, a Exposição Vaqueiros arrebata o público que nela identifica traços de sua cultura e costumes. A exposição ao longo dos anos enriquece os saberes, instiga reflexões, desperta emoções. Nela revelam-se inúmeros elementos que possibilitam rememorar e reconstruir o que se compreende como o universo sertanejo.

Na exposição, você conhecerá o vaqueiro como profissional, sertanejo, trabalhador, conhecedor de inúmeras funções e do meio em que habita, capaz de inúmeros feitos, viajará pelas humildes manifestações do cotidiano, religiosidade e festividades e testemunhará particularidades como a habilidade com o artesanato do couro, as práticas da derrubada e da cria do gado, dentre outras.

No Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Visitação regular: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 21h30). Gratuito. Livre.






MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ


► Exposição dos Laboratórios de Artes Visuais

O Instituto Dragão do Mar através do Porto Iracema das Artes e do Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE) apresenta o resultado dos projetos de pesquisa desenvolvidos em 2015: “Corpo Móvel”, de Sabyne Cavalcante com colaboração de Ramirez Gurgel, sob a orientação de Mariza Mokarzel; “Degenero”, de Henrique Viudez com colaboração de Ana Claúdia Araujo, sob a orientação de Cauê Alves; “Práticas de Fronteira”, de Flora Paim e Ivana Amorim, sob orientação de Ricardo Basbaum e “Notas para um atravessamento cartográfico”, de Haroldo Saboia com colaboração de Wanessa Malta, sob a orientação de Júlio Martins.


Corpo Móvel
artista Sabyne Cavalcanti
colaborador Ramirez Gurgel
tutora Marisa Mokarzel  
Sabyne Cavalcanti franqueia o lugar onde mora, deixa abertas as portas do Mataquiri Museu para que a “relação com o plural do outro” torne-se plena, e assim estabeleça as trocas, possíveis no campo do afeto e da arte. Artista e mobílias integram-se na imaterialidade da memória, no cotidiano que se tece aberto ao fluxo de pessoas, sabedor da passagem do tempo.


Degenero
artista Luis Henrique Viudez
colaboradora Ana Claudia Araújo
tutor Cauê Alves 
Tendo sexualidade e seus desdobramentos como eixo central, Luis Henrique Viudez desconstrói noções binárias e normativas através de relatos e pinturas. O artista nos apresenta representações, onde gênero e identidade se confundem ou se desfazem.


Práticas de Fronteira
artistas Flora Paim e Ivana Amorim
tutor Ricardo Basbaum
O projeto consiste em uma investigação artística a partir das atividades da Feira na Rua José Avelino que ocorre no Centro da cidade de Fortaleza/CE. As artistas articulam sua pesquisa, enquanto práticas de fronteira, mobilizando a intervenção na produção de passagens entre os dois territórios (Feira e Museu) para aí abrir brechas, curto-circuitos e misturas.


Notas para um atravessamento cartográfico
artista Haroldo Saboia
colaboradora Wanessa Malta
tutor Júlio Martins 
Em “Notas para um atravessamento cartográfico”, o artista Haroldo Saboia elege palavras que nomeiam localidades cearenses e cujas possibilidades de significado irão acompanhar seu olhar pelas travessias e visitas que realiza. As viagens a VENTURA, SOLIDÃO e DESERTO, no interior do Ceará, são tentativas de desbravar os significados das palavras como se fossem geografias desconhecidas.

No Piso Inferior do MAC-CE. Em cartaz até dia 14 de fevereiro. Visitação regular: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 21h30). Gratuito. Livre.

Contato: Assessoria de Imprensa do Porto Iracema: Ana Alice Nogueira 3219.5842 // 85 99938.3310.




► Exposição Agricultura da Imagem
De Rodrigo Braga

O conceito cunhado pelo renomado artista canadense Jeff Wall que divide os fotógrafos em duas categorias, caçadores e agricultores, serviu de inspiração para o título da exposição de Rodrigo Braga, Agricultura da Imagem. Idealizada pelo ICCo - Instituto de Cultura Contemporânea e com curadoria de Daniel Rangel, a mostra estará em cartaz de 29 de outubro de 2015 a 24 de janeiro de 2016, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

A mostra itinerante foi considerada sucesso de público e de crítica em sua estreia no Sesc Belenzinho, São Paulo, tendo recebido cerca de 200.000 pessoas entre setembro e novembro de 2014, período em que ficou exposta.

“Segundo Wall o fotógrafo caçador captura imagens que encontra no mundo, já o agricultor constrói a imagem antes de fotografa-la. Um processo de trabalho realizado constantemente por Rodrigo que parece estar buscando imagens que já existem em sua cabeça, um eterno deja vu imagético”, destaca o curador.

Rodrigo nasceu no Amazonas em 1976, mudou-se para Pernambuco aos dois anos e vive no Rio de Janeiro desde 2011. O deslocamento entre esses três estados nos últimos quatro anos e sua experiência com os diferentes biomas e culturas de cada um é material para a maior exposição de sua carreira, com 30 fotografias, três vídeos e objetos encontrados nas investigações em campo.

Filho de biólogo, o artista se utiliza de um peculiar método de criação que marca sua trajetória artística: ele mergulha na natureza local mais inóspita em busca de cenários e elementos para compor suas fotos e realizar seus vídeos. A imersão em cada lugar dura geralmente um mês, em solidão, quando, como um bom agricultor de imagens, ele “aduba” as paisagens que vão compor as fotografias com elementos que encontra pelo caminho, como folhas, pedras e flores, e outros que compra em mercados e feiras locais, como carcaças de animais.

“Minhas fotos são fictícias, totalmente produzidas”, explica Braga, vencedor do Prêmio MASP Artista Emergente de 2013. “Exploro a região para encontrar inspiração e faço desenhos em meu caderno de croquis, que no futuro se transformarão no trabalho final”. Esses rascunhos estarão presentes na mostra, numa espécie de gabinete do artista, onde os visitantes descobrirão como funciona o processo criativo do artista.

Para a exposição, o fotógrafo explorou o Rio Negro, o litoral de Pernambuco e os cursos d’água do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Trabalho com o conceito da mimesis, que significa representação em grego”, conta. Durante a concepção das fotografias, ele mistura os elementos e mostra como se complementam e se assemelham. “Um peixe pode se transformar numa folha, assim como uma folha pode se parecer com um peixe”, diz. Para a nova exposição, ele recolheu peixes descartados por pescadores ou encontrados na maré baixa. O uso das carcaças, uma marca em seu trabalho, também o ajuda a retratar o sentido cíclico da morte, de transformação e integração, tão marcante na natureza e presente nas obras de Agricultura da Imagem a partir de outubro.

Além das fotografias e do gabinete do artista, que de certa forma exibem este processo de construção de imagens de Rodrigo, três vídeos fazem parte da mostra. Segundo Rangel, “a relação de Rodrigo com a natureza é ainda mais direta na sua produção audiovisual. Ao fazer suas ações performáticas, que dão origem aos vídeos, ele busca um dialogo direto entre homem e natureza”.  

Sobre Rodrigo Braga

Nascido em Manaus, viveu em Recife, onde se graduou em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE. Possui obras em acervos como o do Museu de Arte Moderna do Rio, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) de Pernambuco, no Museu de Arte Contemporânea do Paraná e na Maison Européene de la Photographie de Paris.

Seu trabalho transita entre a performance, a fotografia e o vídeo, onde frequentemente se coloca como personagem principal de sua obra, que tem forte relação com a natureza. Braga participou das últimas edições da Bienal Internacional de São Paulo e da Bienal de Cerveira, em Portugal. Em 2012, venceu o prêmio Pipa de Artes Visuais na categoria Voto Popular Exposição. Entre agosto e outubro de 2013, realizou uma residência artística na Residency Unlimited, no bairro do Brooklyn, em Nova York, como prêmio da bolsa ICCo/SP-Arte 2013.

No Piso Superior do MAC-CE. Em cartaz até dia 14 de fevereiro de 2016. Visitação regular: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.




// INTERVENÇÃO


► Intervenção em espaços externos – Fotografia [Temporada de Arte Cearense]
Epiceno

“O gênero se converte em inteligível através dos signos que indicam como o mesmo deveria ser lido ou compreendido. Estes indicadores corporais são os meios culturais através dos quais se lê o corpo sexuado". (Judith Butler)

O que é o gênero? Como nós o construímos? Como o identificamos e assumimos? Quais os valores que associamos a ele? Essas perguntas permeiam as imagens produzidas. O projeto constitui um exercício em que cada um é convidado a refletir sobra sua identidade sexual. O resultado são fotografias que pertencem ao nosso imaginário coletivo e conformam uma sátira ao mesmo. Ao isolar o par “masculino/feminino” de cada um em uma única imagem, se evidencia o quão arraigadas estão as condutas tradicionais de gênero.

Na Praça Verde. Gratuito. Visitação aberta.

TOP DVD

FILME INTELIGENTE COM TEMA ATUAL E ROTEIRO CRIATIVO

"Bem Vindos ao Meu Mundo" é mais uma opção de ótimo longa metragem que não chegou aos cinemas, contando com bons atores e uma história leve e ao mesmo tempo complicada, a produção americana faz uma crítica aos reality shows com pitadas de humor negro

Em tempos de realities shows e redes sociais, a procura de anônimos pela fama ou reconhecimento midiático esta cada vez mais desenfreada. Alice Klieg (Kristen Wiig), personagem central do filme "Bem Vindos ao Meu Mundo", lançamernto da Universal nas melhores locadoras e lojas, não é uma mulher sintonizada nesses meios, mas a ideia de ser flagrada por uma câmera e ter a sua face transmitida lhe é sedutora, especialmente quando ganha 87 milhões de dólares ao acertar todos os números da loteria.
Alice é vidrada no programa da Oprah Winfrey, revendo vários episódios incessantemente através das gravações que fez em fitas de vídeo. É nele que Alice se inspira ao dar ao magnata de um canal em frangalhos Rich Ruskin (James Marsden) um cheque de 15 milhões de dólares, quantia que viabilizará uma temporada de um programa todo seu, chamado “Welcome to Me”.
Através das consultas com o doutor Daryl Moffet (Tim Robbins), sabemos que Alice sofre de transtorno de personalidade Borderline e ter um programa em que ela é a única atração ocasionará uma série de imprevisibilidades. A primeira é o protesto de alguns profissionais por trás do programa, como Deb (Jennifer Jason Leigh). O segundo é o sucesso inesperado de “Welcome to Me”, transformando Alice em um verdadeiro fenômeno. Por fim, há os danos na relação de Alice com algumas pessoas que a acompanham há muito, como a sua melhor amiga Gina (a excelente Linda Cardellini).
Filme com um roteiro complicado de ganhar vida, “Bem-vindos ao Meu Mundo” precisou dos esforços de sua protagonista Kristen Wiig, que trouxe o diretor Adam McKay e o ator Will Ferrell a bordo como produtores. Por ser uma mulher instável, Alice dita os rumos de suas ações no último segundo. Por isso, talvez a diretora Shira Piven não consiga extrair da encenação do programa “Welcome to Me” algo além da estranheza (a castração de cachorros é um dos poucos momentos cômicos que realmente funcionam) e da oportunidade para a protagonista exibir todos os seus ressentimentos.
De qualquer modo, não se pode acusar “Bem-vindos ao Meu Mundo” de não ser uma produção independente cercada de autenticidade, especialmente pela preocupação acertada em investigar Alice ao invés de insistir do discurso cansado sobre as intenções nem sempre nobres por trás daquilo que é televisionado. Com o tempo, Alice reconhece a sua vilania em uma narrativa em que se insere como vítima, uma constatação que vem em um terceiro de certo modo enternecedor.

MEL COM SAMBA

Mel Mattos leva projeto de samba para o Mercado da Aerolândia
 
Essa semana o Mercado da Aerolândia recebe a cantora Mel Mattos com o projeto "Mel com Samba".  A cantora anima a noite da sexta (29), a partir das 19h, com um  repertório  que passeia por clássicos a vários estilos de samba como samba-rock, samba-choro, samba-canção e bossa nova.
Mel tem projetos projetos voltados para a música enraizada ao estilo brasileiro. Dentre eles, “Mel com Samba” e “Mel do Brasil”, onde coloca toda sua essência nos arranjos próprios e, claro, na dramaticidade das interpretações.
A programação cultural do Mercado da Aerolândia é uma realização da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com produção do Instituto Teatro Público.

Serviço:
Show Mel Mattos - "Mel com Samba"
Onde: Mercado da Aerolândia
Quando: 29 de janeiro (Sexta)
Horário: 19h
GRÁTIS!

Entrevistas:Mel Mattos - (85) 98605.1919

EM MAIO

Show do cantor Djavan será no Centro de Eventos do Ceará
 
Venda de ingressos começa nesta quinta (28)

O show do cantor Djavan em Fortaleza já tem local confirmado. O espaço que vai receber um dos maiores nomes da MPB será no Centro de Eventos do Ceará.  Após três anos da última apresentação na capital cearense, Djavan volta a terras alencarianas dia 21 de maio de 2016, em turnê para divulgar seu 23º disco,“Vidas Pra Contar”. A venda dos ingressos começam nesta quinta-feira (28) nas lojas Skyler dos shoppings Iguatemi, Aldeota, Benfica, North Shopping e Rio Mar ou pelo site www.ingressando.com.br.
Os setores oferecidos para apreciar o espetáculo são: MESA PREMIUM (R$ 150 – individual), MESA OURO (R$ 120 – individual), que serão vendidas avulsas. A venda das mesas estará disponível apenas nas lojas Skyler do shopping Iguatemi.
O LOUNGE (R$ 250 – individual), é um espaço ideal para o público mais exigente que busca por sofisticação e serviço exclusivo. Quem adquirir o Lounge receberá 6 (seis) vouchers de consumação.
Também serão vendidos ingressos de  FRONTSTAGE (R$ 70 – individual) e a ARENA (R$ 50 – individual).
Todos os ingressos poderão ser parcelados em até 3x nos cartões de crédito.
Com o álbum, o alagoano celebra 40 anos de carreira, reunindo 12 canções inéditas, que mesclam jazz, samba, soul e outros ritmos, mantendo o estilo consagrado do artista.
No dia 18 de novembro de 2015, Djavan foi homenageado por sua trajetória no Prêmio à Excelência Musical, no Grammy Latino, celebrado em Las Vegas, nos Estados Unidos.
Sobre o disco “Vidas Pra Contar”
Pode-se começar a audição de "Vidas pra contar" pulando a primeira faixa, assim, apenas como um exercício de análise. E, vai-se encontrar um Djavan exercitando no limite o seu estilo consagrado. "Só pra ser o sol" é uma daquelas canções matadoras, de tocar no rádio a vida inteira (e sempre soando nova), de grudar no ouvido. Calcada na linha de baixo de Marcelo Mariano e com desenhos inusitados do naipe de sopros tocado por Jessé Sadoc (trompete) e Marcelo Martins (sax tenor), a canção logo conquista pela fluência melódica dentro de uma estrutura harmônica surpreendente, cheia de modulações. E pela letra, a poética de Djavan burilada como só ele faz, o uso de gírias ("uhu") em meio a imagens inusitadas (como a da moça revirando o armário): "Uhu, você disse que vinha e veio/Não acreditei/E cheguei a tremer/Pensei em você virando armário/Pra chegar em mim/Que bom! Te ver/Tão linda e desejada".

Agora pense na última vez que ouviu uma canção pop tão bem feita no sentido técnico, tão fácil de ouvir e mesmo assim tão diferente de tudo, como essa descrição do espanto do homem diante da beleza da mulher por quem está apaixonado.


SERVIÇOS:
DJAVAN – VIDAS PRA CONTAR

QUANDO: 21 de maio

HORA: 22 horas

ONDE: Centro de Eventos dos Ceará (Avenida Washigton Soares, 999, Edson Queiroz)

SETORES E VALORES:
ARENA – R$ 50 (individual)
FRONTSTAGE – R$ 70 (individual)
MESA PREMIUM – R$ 150 (individual)
MESA OURO – R$ 120 (individual)
LOUNGE – R$ 250 (individual) – Direito a seis vouchers de consumação


VENDAS:
Mesa Premium ou Mesa Ouro – Loja Skyler do shopping Iguatemi
Demais ingressos - Lojas Skyler (shoppings Iguatemi, Aldeota, Benfica, North Shopping e Rio Mar)


*Todos os ingressos poderão ser parcelados em até 3x nos cartões de crédito

INFORMAÇÕES: 85 3052.9900


PELO INTERIOR

Oficinas e mais shows entram na programação do 17° Festival Jazz & Blues - Guaramiranga 2016

Passar o período momino em Guaramiranga vai ser ainda melhor. O Festival Jazz & Blues programou mais atividades para as manhãs, voltadas especialmente para as crianças. O pós-Carnaval em Fortaleza também terá mais programação do Festival, com oficinas, bate-papos e shows na Rede CUCA.

EM GUARAMIRANGA - Uma Blitz Ecológica vai dar as boas-vindas ao público na chegada a Guaramiranga no sábado do Festival, a partir das 9h. Entre as atividades da Blitz está a distribuição de mudas pela SEMA - Secretaria do Meio Ambiente do Ceará. A dica para quem chega à cidade serrana é já se dirigir ao Centro de Visitantes Periquito Cara-Suja, em frente à Prefeitura, na rua principal, e se inscrever para as trilhas e oficinas de observação de aves, entre elas, a que dá nome ao local. O Periquito Cara-Suja é uma ave que vive exclusivamente no Ceará e está ameaçada de extinção. O Festival Jazz & Blues está apoiando a campanha da ONG Aquasis na divulgação do projeto “Periquito Cara-Suja”, pela preservação desta espécie.

No domingo  de manhã, às 10 horas na Cidade Jazz & Blues, o Grupo Garajal apresenta a peça "Uirapuru", que revela a importância da preservação da natureza, por meio de uma lenda amazônica sobre um pássaro encantado. Ainda para o público infantil, na segunda e terça-feira, no mesmo horário e local, o Garajal ministra Oficina de Reciclagem, onde os participantes vão aprender a confeccionar brinquedos diversos. A ONG Aguasis também receberá as crianças na Cidade Jazz & Blues com brincadeiras e apresentação do projeto "Periquito da Cara-Suja".

EM FORTALEZA - Com shows no Teatro RioMar na quinta e sexta-feira pós-Carnaval, o Festival Jazz & Blues enriquece a programação em Fortaleza com oficinas de gaita, ukulele e violão, bate-papos e mais espetáculos musicais de quinta a sábado nas sedes da Rede CUCA, da Prefeitura de Fortaleza, nos bairros Mondubim, Jangurussu e Barra do Ceará. Nos palcos dos Cucas, sempre às 18h, shows de Igor Prado Band (SP) com participação do austríaco Raphael Wressnig, María Toro Quartet (Espanha), Pablo Fagundes (DF), Di Ferreira (CE) e dos instrumentistas Mingo Araújo (RN) e Adelson Viana CE). A programação completa e outras informações podem ser conferidas no site www.jazzeblues.com.br.

Apresentado pelo Ministério da Cultura, o 17° Festival Jazz & Blues acontece de 6 a 9 de fevereiro em Guaramiranga e de 11 a 13 em Fortaleza, com uma rica programação para público de todas as idades, tendo como patrocinadores BNDES, INDAIÁ e BNB. Apoio Cultural: RioMar Fortaleza, MEIA SOLA, C. Rolim, Prefeitura de Guaramiranga, Rede Cuca – Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura. Agradecimento: COELCE. Promoção: Diário do Nordeste. Realização: Fundação Terra, Via de Comunicação e Ministério da Cultura.
  
SERVIÇO
17° Festival Jazz & Blues - De 6 a 9 de fevereiro em Guaramiranga e de 11 a 13 em Fortaleza/CE. Site Oficial: www.jazzeblues.com.br. Instagram: festivaljazzeblues. Tel. (85)3262.7230. 


FORTALEZA ALTERNATIVA

Projeto Sexta Rock será realizado no Theatro José de Alencar
 
Idealizado em 1999, no extinto Casarão Cultural, o Projeto Sexta Rock, da Associação Cearense do Rock (ACR), está de casa nova em 2016. Através de uma parceria com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), o projeto vai passar a ser realizado no Espaço Boca Rica, no Theatro José de Alencar (TJA).
A intenção é proporcionar mais um espaço para a divulgação do trabalho de bandas independentes, apostando na mistura de estilos.
Os shows serão abertos ao público e realizados na última sexta-feira de cada mês, com a participação de três bandas por edição, começando a partir de 18h.
A edição de reabertura do Sexta Rock será no próximo dia 29 de janeiro e irá contar com a participação das bandas Masmorra, Thrunda e Betrayal.
A apresentação marca a estreia do power trio Masmorra, que aposta na estética do thrash metal, assim como os veteranos da Betrayal, que devem lançar um novo álbum este ano.
E por falar em álbum novo, a Thrunda, banda de punk/hard core fundada em 2002, está em plena divulgação do mais recente disco, intitulado “15 Anos em 23 Minutos”.
 
 
Serviço
Projeto Sexta Rock
Data: 29 de janeiro
Local: Espaço Boca Rica - Theatro José de Alencar
Endereço: Rua Liberato Barroso, 525 - Centro.
Horário: 18h
Aberto ao público
Show com as bandas: Masmorra, Thrunda e Betrayal

FÉRIAS

III Gincana Ceará Cultural aquece turismo do Litoral Leste

Competição deve reunir 1.200 adolescentes entre os dias 29 e 31 de janeiro. Na programação, uma maratona de provas com modalidades diferenciadas e shows artísticos. Equipe vencedora levará para casa prêmio de R$3.000,00

O município de São Gonçalo do Amarante, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, receberá, entre os dias 29 e 31 de janeiro, a 3ª edição da Gincana Ceará Cultural. A competição, que tem como objetivo compartilhar conhecimentos e resgatar valores como solidariedade e coletividade, promete agitar as férias de janeiro do Litoral Oeste com entretenimento educativo e muita diversão. A ideia é reunir num mesmo projeto a concepção de cultura, lazer e cidadania. Para participar da Gincana a inscrição é gratuita e livre para todas as idades e classes sociais.

O evento deve reunir aproximadamente 1.200 adolescentes (crianças e jovens de escolas públicas), além de educadores, grupos artísticos locais e organizações não governamentais, numa interação marcada por arte-educação. A Gincana apresenta uma programação dinâmica com atrações tais como o baile cultural, apresentações artísticas (dança, teatro, circo e performances) e uma maratona de provas esportivas (modalidades diferenciadas), culturais e sobre conhecimentos gerais. O Show de encerramento ficará por conta da Banda Natividade e Cia Cordapes.

A premiação total é de R$ 5.000,00 e será distribuída da seguinte maneira: primeiro colocado (R$ 3.000,00); segundo colocado (R$ 1.000,00); terceiro colocado (R$ 500,00); quarto colocado (R$ 300,00); e como premiação especial a quantia de R$ 200,00 para a rainha vencedora da gincana.

A III Gincana Ceará Cultural é uma realização da WM Cultural, CORDAPES, MABQ Entretenimento, em parceria com a Endesa Fortaleza e o Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria de Cultura.

Serviço:
III Gincana Ceará Cultural
Local: São Gonçalo do Amarante-CE
Endereço: Praça da Matriz.
Data: 29 a 31 de janeiro, sexta às 19h, sábado a partir das 08h30min e domingo às 12h Encerramento das provas e às 19h Show Artístico.
Classificação indicativa: Livre.
Outras informações: 85- 99618-6417/ 98907-7576.

FOLIA CAFONA

Música brega rouba a cena nos pré-carnavais de Fortaleza 

A banda Os Alfazemas leva irreverência e muito brega nas prévias  carnavalescas gratuitas na capital cearense

Você já deve ter ouvido aquela máxima que no carnaval pode tudo, não é mesmo? Ainda mais se tratando de estilo musical que vai embalar a diversão dos foliões. A música brega conhecida pela dor de cotovelo, também tem sido um sucesso nas prévias carnavalescas. Um dos ícones do estilo em Fortaleza, a banda Os Alfazemas, está com a agenda lotada e tem sido destaque com seu bloco “Eu Não Sou Cachorro, Não”.

Segundo o vocalista, Adriano Uchôa, o sucesso do estilo vem da irreverência das letras e da “fuleragem” nos shows da banda. “Acho que nosso sucesso no carnaval tem sido pela mistura de ritmos como o brega, romântico e até mesmo o rock n’roll. O público gosta de coisas diferentes e tentamos levar sempre isso pra eles”, explica Adriano.

Outro motivo do sucesso dos shows no pré-carnavais é a democracia e principalmente por serem gratuitos. A novidade é que agora os shows da banda chegaram aos shoppings da capital em um ambiente onde foliões terão mais conforto e segurança.

A banda se apresentará no dia 28/01 no North Shopping Jóquei, dia 29/01 no Shopping Via Sul e 30/01 North Shopping Fortaleza, todos nas respectivas Praças de Alimentação.   

“Será uma nova experiência. Sem dúvida, o público é que irá ganhar, pois terão segurança, conforto e muita animação. Esse show será um mix de nosso repertório principal que contempla música romântica, brega e de tudo mais um pouco”, ressalta o vocalista da banda Os Alfazemas.  

Serviço:
28/01 - North Shopping Jóquei – 19h
29/01 - Via Sul Shopping - 18h
30/01- North Shopping Fortaleza - 18h
Local: Praça de Alimentação
Acesso gratuito

ESPECIAL


3ª Feira Massa será realizada na Praia do Futuro com ampla programação cultural

Feira Massa chega à terceira edição, que será realizada de 25 a 31 de janeiro, com uma série de atividades num dos cartões postais mais emblemáticos da cidade: a Praia do Futuro. Local de grande procura e concentração turística, o lugar também será palco do evento que valoriza iniciativas de moradores e parceiros que formam uma rede de potencialidades em diversos projetos ligados à cultura, educação e esporte. Toda a programação acontecerá na Praça Dom Helder Câmara.

A Feira Massa já beneficiou outras comunidades em que foi realizada, deixando legados marcantes, como a pintura da escadaria do Morro Santa Terezinha e a construção de uma quadra de areia no Poço da Draga.

O projeto, que se sustenta em quatro pilares – arte, música, gastronomia e esporte -, tem como objetivo a ocupação dos espaços públicos por meio da arte, educação, qualificação e valorização da diversidade cultural. Para isso, a organização promove shows e atividades formativas, em uma programação que mobilizará os moradores da região da Praia do Futuro. De acordo com o articulador comunitário e agente de cidadania e controle social do bairro, Francisco de Assis, participar do evento trará muitos benefícios para a população. “É uma forma de realizar a inclusão social e mostrar os talentos daqui, além de aproximar as pessoas e trocar experiências”. 


Com eixos que valorizam o potencial humano nas manifestações artísticas, intelectuais e econômicas da comunidade, a Feira Massa estimula intercâmbios entre as mais diversas áreas, mostrando assim o lado positivo que existe entre os talentos do local. Para a execução do projeto, a Praia do Futuro receberá uma estrutura especial, na Praça Dom Helder Câmara, que retrata a revitalização da região e será palco para diversas atividades. O lugar receberá uma programação multicultural. Entre os destaques estão:

  • Apresentações das baterias do “Camaleões do Vila”, tradicional grupo que se destaca pelas temáticas sociais trazidas nos desfiles de pré-carnaval e Carnaval; e do “Unidos da Cachorra”, uma das pioneiras no processo de revitalização do tradicional ciclo carnavalesco da cidade.

  • Shows com "Os Transnacionais", banda que faz um resgate da autêntica "Música Retrô Brasileira" por meio de um trabalho sério de pesquisa de época e experimentação; com o “Selvagens à Procura de Lei", premiada banda cearense que ganha destaque no cenário do rock nacional e que acaba de lançar o single “Tarde Livre”, faixa do disco “Praieiro” (2016)
  • Apresentação do "grupo 2GD”, formado pelos rappers Alexandre e Luan, que buscam passar uma mensagem de evangelização por meio da música
  • Apresentações do “Zuada Roots”, banda formada por jovens da própria Praia do Futuro, que têm como proposta apresentar os clássicos do roots reggae e suas associações
  • Show com o cearense que está sendo destaque nacional "Don L", novo talento do hip hop nacional. O artista, como outros rappers da nova geração, amplia o leque do discurso social e racial do gênero, injetando outros sons, batidas e vibrações, sem amarras e com temáticas do cotidiano.
  • Show do "Compadres do Samba”, grupo que surgiu há oito anos como uma brincadeira de amigos na Praia do Futuro e que promete leva muito samba, pagode e chorinho ao evento.




ATIVIDADES

Um dos pontos-destaque do evento é a presença intensa da comunidade nas atividades da feira, seja como participantes ou como facilitadores das oficinas. Nesta edição, existirão oficinas de gastronomia, grafite, percussão, fotografia, dentre outras ações.

BABADO MASSA

Uma edição especial do "Babado Coletivo" também vai movimentar a Praia do Futuro durante a programação da III Feira Massa. A feira colaborativa reúne produções autorais em vários segmentos, nos dias 30 e 31 de janeiro, na Praça Dom Hélder Câmara. Com o conceito de economia colaborativa, a mostra promete reunir obras de estilistas autorais cearenses, designers, chefs e artistas. 


Ao todo, serão mais de 40 marcas cearenses mostrando ao público as últimas tendências – e ainda vão reunir, em único espaço, arte, moda, design e culinária. Entre as marcas expostas, estão AHAZE + Barbara Brasil, Bone, Meu óculos de Madeira, Ensemble, Vovo Quem Fez, ACR, Banana Enjoy, Efeitos Visuais, MOOD, 4e20, Beautiful Mess, Molly Bloom, Mundoca de Sinhazinha, Lacra Ordinária, Erê Design, Livine food park.


O Babado Coletivo conta com a organização da Ahaze, Mosaico Branding, Bar do Brilho e O Mercador. Na última edição, uniu cerca de 6 mil pessoas.


Os Food Trucks estarão presentes de 29 a 31 de janeiro, das 16 às 22 horas, e já estão confirmadas as presenças de: Du Conde, Amazing Açaí, Umbrella Social Pizza, Los Burgues (este só na sexta), Koni Street (dias 29 e 31). 



PRAIA DO FUTURO
A programação da Feira Massa vai beneficiar, aproximadamente, 30 mil pessoas que fazem parte das comunidades integrantes da Praia do Futuro 1 e 2, como atualmente é dividida. O bairro é formado seis regiões: Trenzinho, Luxou, 31 de Março, Cocos, Embratel e Caça e Pesca. O local tem mais de meia década de existência. 

FEIRA MASSA 
A Realização da Feira Massa é do Vós, projeto resultado de parceria entre Beach Park e Sistema Jangadeiro, que busca resgatar a história do Ceará, de Fortaleza, e deixar um legado para a Cidade. O patrocínio é do Governo do Estado do Ceará, Prefeitura Municipal de Fortaleza, Instituto do Câncer do Ceará (ICC), Coelce e Fecomércio/Senac e Sesc. 

Fortalecer os talentos das comunidades e promover a inclusão social. Foi com essa ideia que nasceu o projeto “Feira Massa”. O trabalho social, que já foi realizado em dois outros bairros de Fortaleza, em 2015 – Vicente Pinzon e Praia de Iracema – quer mostrar as diversas vocações dos moradores das localidades escolhidas e já tem revelado talentos em áreas ligadas à cultura, educação e esporte. O projeto, que se sustenta em três pilares - cultura, gastronomia e esporte -, tem como objetivo a ocupação dos espaços públicos por meio da arte, educação, qualificação e valorização da diversidade cultural. Para isso, a organização promove shows, atividades formativas, brincadeiras, leituras e convivências em uma programação que mobilizará os moradores da região.

SERVIÇO
III Feira Massa
Data: 25 a 31 de janeiro
Local: Praia do Futuro - Praça Dom Helder Câmara

Informações: www.somosvos.com.br


Confira a programação cultural completa: 

Sexta-feira, 29 de janeiro 
18h20: Compadres do Samba
19h: O Palhaço e a Bailarina (intervenção teatral)
19h30: Os Transacionais
21h: Bloco Unidos da Cachorra
Sábado, 30 de janeiro
18h30: Alexandre e Luan (GD Rap)
19h: Grupo Quebra Mola
20h: Don L
21h: Os Selvagens à procura de Lei

Domingo, 31 de janeiro
18h30: Zuada Roots
20h15: Grupo Muvuca
21h: Bloco Camaleões do Vila

Babado Coletivo, 30 e 31 de janeiro

Horário: das 16 às 22 horas

*** Todos os serviços oferecidos e cursos são gratuitos e definidos com base no interesse e temas sugeridos pelos próprios moradores.

IMPERDÍVEL

Fundação Edson Queiroz apresenta exposição de Hélio Oiticica 

Estrutura Corpo Cor traz 60 obras do artista no Espaço Cultural Airton Queiroz
Dos originais parangolés aos bólides complexos, capazes de se remodelar com o olhar por meio de texturas, cores vivas e elementos que provocam o imaginário,  o artista carioca Hélio Oiticica (1937-1980) é a síntese do artista libertário. Inventor e anfitrião de seus próprios trabalhos, resultantes de uma mente aguda, inquieta, movida por técnica precisa e valores que encontravam nas questões sociais e políticas sua grande tela para se esboçar, o artista rompeu a linha que dividia a obra e o espectador, tornando a interação e a sensorialidade parte fundamental de sua obra e da apreciação da mesma.
O artista, que revolucionou a arte mundial com suas obras criadas por um espírito que encontrava inspiração nas manifestações populares do Brasil, será o tema da individual Hélio Oiticica – Estrutura Corpo Cor, no Espaço Cultural Airton Queiroz, da Unifor, em Fortaleza, de 26 de janeiro até 1º de maio de 2016.

As 60 obras presentes na exposição, com curadoria de Celso Favaretto e Paula Braga, mostram a transformação do artista, que partiu da pintura para chegar ao além-da-arte (por ele denominado “invenção), saindo da bidimensionalidade para a múltipla experiência sensorial, dando corpo teórico e experimental à interação entre o público e a obra, unindo arte e vivência. Os 17 espaços da exposição, assim, marcam as diferentes fases do artista, como o Grupo Frente, os Metaesquemas, Seco, Bólides, Neoconcretismo, Macaleia, Relevos espaciais e outros. A exposição contempla ainda um espaço educativo e uma cronologia do artista, nos ambientes térreos do Espaço Cultural.

O artista
Hélio Oiticica (1937-1980) começa a se dedicar à pintura em 1954, quando inicia os estudos de pintura com Ivan Serpa (1923-1973), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM – RJ.

No ano seguinte, realiza sua primeira exposição, na segunda coletiva do Grupo no Museu de Arte Moderna. Nesse período, o artista entra em contato com a artista Lygia Clark (1920-1988) e com os críticos de arte Ferreira Gullar (1930) e Mário Pedrosa (1900-1981) e inicia seus trabalhos bidimensionais, com a criação de pinturas geométricas de guache sobre cartão.
Em 1956, começa a criar a série Secos, de guache sobre cartão, técnica com a qual trabalhará ao longo de toda a década seguinte, criando também a série posteriormente denominada Metaesquemas.
Em 1958, inicia a série de Pinturas Brancas.
No ano seguinte, o artista, a convite de Lygia Clark e Ferreira Gullar, passa a integrar o grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro. A série Branca evolui de pinturas em cartão para pinturas a óleo sobre tela e compensado. Realiza obras monocromáticas que incluem pinturas triangulares em vermelho e branco e também a série Invenções. Inicia o grupo de Bilaterais.
Em 1963, o artista começa a produção de bólides criando a primeira de suas estruturas manuseáveis, o B1 Bólide caixa 1. 
O escultor Jackson Ribeiro, em 1964, o apresenta à Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, que passa a ser passa de sua vida e obra.
Na Zona Norte do Rio e Janeiro, Oiticica vive outra experiência marcante em sua obra ao ver uma espécie de construção improvisada por um mendigo com estacas de madeira, cordões e outros materiais; em um pedaço de juta consegue ler a palavra "Parangolé" e passa a designar assim as obras que desenvolvia naquele momento.
A exposição Opinião 65, marco da história da arte brasileira, no MAM - RJ, marca um dos momentos mais polêmicos de sua carreira. Proibido de desfilar com passistas da Mangueira e seus parangolés nas dependências do museu, Oiticica se retira do espaço expositivo e faz seu desfile no jardim do local, com repercussão positiva junto a artistas, intelectuais e imprensa presente.
Nesse mesmo ano, o artista realiza o B33 Bólide caixa 18 – "Homenagem a Cara de Cavalo", famoso bandido carioca de quem era amigo.
O artista, em 1967, inicia suas propostas Supra-sensoriais, apresentadas no IV Salão de Arte Moderna de Brasília, por meio dos bólides da "Trilogia sensorial”, e concebe o Éden, conjunto de penetráveis e proposições supra-sensoriais, expostos em 1969, na Galeria Whitechapel, em Londres.
No ano do AI-5, que marca o endurecimento da ditadura, o artista cria para o show de Caetano Veloso, na boate Sucata, no Rio de Janeiro, a bandeira “Seja marginal seja herói”, que acaba apreendida e é a causa da interdição do espetáculo pela Polícia Federal.
A partir do final dos anos 1960, o artista começa a expor com consistência no exterior. Depois da exposição na Whitechapel, em Londres, o artista expõe em Edimburgo (Escócia) e na coletiva “Six latin american countries”, The Lively Midland Group Gallery, também na capital britânica.
Em 1970, viaja para Nova York onde expõe os Ninhos na exposição "Information", com curadoria de Kynaston McShine, no Museum of Modern Art.
Morre, em 1980, no Rio de Janeiro, vítima de um acidente vascular cerebral.
Sobre a Fundação Edson Queiroz – Como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo, a Fundação Edson Queiroz construiu um amplo acervo de arte brasileira, sobretudo do século 20, com obras de artistas do porte de Lygia Clark, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, entre outros. A articulação entre a educação superior e as artes faz parte da essência da Fundação Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde a comunidade acadêmica convive em harmonia com as artes visuais, o teatro, a música e a dança, por meio da realização de exposições e espetáculos e do apoio permanente a seus grupos de arte – Big Band, Camerata, Cia. de Dança, Coral, Grupo Mirante de Teatro, Orquestra Infantil de Sanfonas, Grupo Infantil de Flautas, Grupo Infantil de Violinos e Grupo Infantil de Piano. A Fundação mantém ainda a Biblioteca de Acervos Especiais, composta por livros raros adquiridos da coleção de Francisco Matarazzo Sobrinho, aberta à visitação pública sob agendamento.

Sobre o Espaço Cultural Airton Queiroz – Criado em 1988 e ampliado em 2004, o Espaço Cultural Airton Queiroz apresenta estrutura compatível à dos grandes salões de arte do mundo. O espaço, localizado no prédio da Reitoria da Universidade, já recebeu nomes de importância da arte internacional, como Rembrandt, Rubens e Miró, artistas brasileiros consagrados, como Antonio Bandeira, Candido Portinari, Beatriz Milhazes e Adriana Varejão, e novos talentos da arte cearense e nordestina. O ambiente reflete a figura do chanceler Airton Queiroz, presidente da Fundação Edson Queiroz, que parte da compreensão da capacidade que a arte detém de ampliar conhecimentos em todas as áreas do conhecimento. Por meio do Projeto Arte-Educação, estudantes de escolas públicas e particulares são guiados por monitores especialmente treinados, reforçando o caráter educativo da visitação.

Hélio Oiticica – Estrutura Corpo Cor
De 26 de janeiro a 1º de maio de 2016
26 de janeiro, 19h – abertura para convidados
27 de janeiro, 9h – palestra com os curadores Celso Favaretto e Paula Braga, no auditório da Biblioteca Unifor