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LITERATURA
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LIVROS - FICÇÃO
“História Zero”: primeiro William Gibson previu o futuro, agora descreve o presente
William Gibson é mundialmente conhecido pelo romance “Neuromancer”, escrito em 1984 e inspiração para a cultuada trilogia de filmes “Matrix”. O mais novo lançamento da editora Aleph é o terceiro e último livro de uma série do autor que se passa no presente e, retrata um universo tecnológico movido pelos interesses dos grandes grupos midiáticos.
“História Zero” encerra a trilogia Blue Ant, que teve início com “Reconhecimento de Padrões e Território Fantasma”, e traz de volta o excêntrico magnata Hubertus Bigend, dono da agência de marketing Blue Ant e mestre na descoberta de novas tendências. O novo alvo de Bigend é Gabriel Hounds, designer que está por trás da concepção dos trajes militares americanos.
Tendo perdido seu dinheiro durante a recessão, a jornalista freelancer e ex-rockstar Hollis Henry está quebrada e terá de aceitar a proposta de Bigend para investigar Gabriel. Ela contará ainda com a ajuda de Milgrim, um tradutor que acaba de sair de uma clínica de reabilitação e está livre do vício em drogas.
É uma trama pós-moderna que faz a intersecção do mundo fashion com a cultura militar e a especulação financeira. As personagens sustentam o seu poder por meio do conhecimento, da tecnologia e do dinheiro. Gibson discute como a cultura militar pode influenciar aspectos da nossa vida cotidiana, incluindo o mundo da publicidade e da moda.
William Gibson é mundialmente conhecido pelo romance “Neuromancer”, escrito em 1984 e inspiração para a cultuada trilogia de filmes “Matrix”. O mais novo lançamento da editora Aleph é o terceiro e último livro de uma série do autor que se passa no presente e, retrata um universo tecnológico movido pelos interesses dos grandes grupos midiáticos.
“História Zero” encerra a trilogia Blue Ant, que teve início com “Reconhecimento de Padrões e Território Fantasma”, e traz de volta o excêntrico magnata Hubertus Bigend, dono da agência de marketing Blue Ant e mestre na descoberta de novas tendências. O novo alvo de Bigend é Gabriel Hounds, designer que está por trás da concepção dos trajes militares americanos.
Tendo perdido seu dinheiro durante a recessão, a jornalista freelancer e ex-rockstar Hollis Henry está quebrada e terá de aceitar a proposta de Bigend para investigar Gabriel. Ela contará ainda com a ajuda de Milgrim, um tradutor que acaba de sair de uma clínica de reabilitação e está livre do vício em drogas.
É uma trama pós-moderna que faz a intersecção do mundo fashion com a cultura militar e a especulação financeira. As personagens sustentam o seu poder por meio do conhecimento, da tecnologia e do dinheiro. Gibson discute como a cultura militar pode influenciar aspectos da nossa vida cotidiana, incluindo o mundo da publicidade e da moda.
LUXO
Cocktail de lançamento para convidados do novo Honda HR-V em Fortaleza
A Honda Novaluz está a todo vapor com os preparativos de lançamento do novo Honda HR-V. O veículo será revelado em Fortaleza na sexta-feira (20/03), às 18h30, na concessionária Novaluz (Av. Barão de Studart, 345), com um coquetel exclusivo para clientes e convidados.
A Novaluz é a revenda pioneira da Honda Automóveis no Ceará seguindo todos os padrões de qualidade da Honda do Brasil e sob a chancela da matriz no Japão.
Sobre o HR-V
Concebido para ser um SUV que exceda as novas demandas dos consumidores, o novo Honda HR-V reúne de forma inédita as qualidades de carros de diversos segmentos. Seu design apresenta de forma única as linhas características de um coupé esportivo combinadas à força e postura robusta de um SUV e ao espaço interno e funcionalidade de uma minivan.
Em seu interior, o amplo espaço e a praticidade são pontos fortes. Desenvolvido sob a filosofia “Máximo para o Homem, Mínimo para a Máquina” e com tanque de combustível na posição central, o HR-V permite acomodar até cinco ocupantes com conforto. O veículo ainda permite o uso extensivo do compartimento de carga com 437 litros, por meio do sistema ULT (Utility Long Tall – Utilitário Longo Alto) de arranjo dos assentos.
Outro destaque é seu cockpit com design esportivo e sofisticado no qual se destaca o console central elevado, que cria ambientes exclusivos para o motorista e o passageiro da frente, e uso de materiais macios ao toque, combinando áreas de tecido e couro, que o posicionam como veículo de categoria superior em todas as suas versões: LX, EX e EXL.
.: Lançamento novo HR-V
Data: sexta-feira (20/03).
Horário: a partir de 18h30.
Local: Honda Novaluz – loja Barão de Studart.
Endereço: Av. Barão de Studart, 345.
A Honda Novaluz está a todo vapor com os preparativos de lançamento do novo Honda HR-V. O veículo será revelado em Fortaleza na sexta-feira (20/03), às 18h30, na concessionária Novaluz (Av. Barão de Studart, 345), com um coquetel exclusivo para clientes e convidados.
A Novaluz é a revenda pioneira da Honda Automóveis no Ceará seguindo todos os padrões de qualidade da Honda do Brasil e sob a chancela da matriz no Japão.
Sobre o HR-V
Concebido para ser um SUV que exceda as novas demandas dos consumidores, o novo Honda HR-V reúne de forma inédita as qualidades de carros de diversos segmentos. Seu design apresenta de forma única as linhas características de um coupé esportivo combinadas à força e postura robusta de um SUV e ao espaço interno e funcionalidade de uma minivan.
Em seu interior, o amplo espaço e a praticidade são pontos fortes. Desenvolvido sob a filosofia “Máximo para o Homem, Mínimo para a Máquina” e com tanque de combustível na posição central, o HR-V permite acomodar até cinco ocupantes com conforto. O veículo ainda permite o uso extensivo do compartimento de carga com 437 litros, por meio do sistema ULT (Utility Long Tall – Utilitário Longo Alto) de arranjo dos assentos.
Outro destaque é seu cockpit com design esportivo e sofisticado no qual se destaca o console central elevado, que cria ambientes exclusivos para o motorista e o passageiro da frente, e uso de materiais macios ao toque, combinando áreas de tecido e couro, que o posicionam como veículo de categoria superior em todas as suas versões: LX, EX e EXL.
.: Lançamento novo HR-V
Data: sexta-feira (20/03).
Horário: a partir de 18h30.
Local: Honda Novaluz – loja Barão de Studart.
Endereço: Av. Barão de Studart, 345.
MODA
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MÚSICA
Novo disco de Bob Dylan soa tedioso e sem dinâmica
Há alguns meses, Neil Young lançou um disco ("Storytone") acompanhado de orquestra. Dois meses antes, Lady Gaga e Tony Bennett haviam lançado "Cheek to Cheek", uma coleção de clássicos da canção americana. E agora chega às lojas o 36º álbum de Bob Dylan, "Shadows in the Night", em que ele interpreta dez canções do repertório de Frank Sinatra.
Dá para entender Lady Gaga e Tony Bennett embarcando num projeto desses –ela atrás de respeito da crítica; ele, de sucesso nas paradas–, mas Bob Dylan? Ouvindo "Shadows in the Night", a primeira pergunta que vem à cabeça é: "por quê?".
Dylan sempre se disse fã de Sinatra. Em sua autobiografia, "Chronicles "" Volume One", escreveu: "Quando ele [Sinatra] cantava 'Ebb Tide', eu ouvia tudo em sua voz: a morte, Deus e o Universo".
Mas nos cafés do bairro boêmio de Greenwich Village, em Nova York, onde Dylan chegou em 1961 e fez sucesso cantando folk, não era bacana dizer que gostava de Sinatra. Sinatra era o "mainstream" careta e Dylan, o jovem rebelde. Dylan encarnava o "anticrooner", um menestrel de voz fraca e nasalada que mostrou que, no pop, o texto é tão importante quanto a voz.
Seria fácil chamar "Shadows in the Night" de projeto de vaidade, se Bob Dylan não fosse Bob Dylan. Ele realmente não precisa disso. O repertório é impecável –"I'm a Fool to Want You", "That Lucky Old Sun", "Autumn Leaves" –e Dylan teve a sabedoria de não esconder sua vozinha no meio de uma orquestra, o que teria sido patético.
O cantor é acompanhado apenas por sua banda, com destaque para a pedal steel guitar de Donnie Herron. Mas as dez canções soam muito parecidas. Todas têm uma cadência plangente que, somada à voz de Dylan –que só parece funcionar em suas próprias criações–, resulta num disco tedioso e sem dinâmica.
É impossível evitar comparações entre as versões de Sinatra e Dylan, e é muito difícil que alguém prefira as novas. Duvido que "Shadows in the Night" seja ouvido daqui a 40 anos, como ainda ouvimos os clássicos de Sinatra.
Deve ficar na carreira de Dylan mais como curiosidade –ouça Bob cantando Sinatra!– do que uma adição relevante à sua discografia. E mostra que não basta ser gênio musical para interpretar qualquer coisa. Ninguém pode fugir de ser o que é. Basta imaginar o mico que seria Frank gravando "Like a Rolling Stone".
SERVIÇO
SHADOWS IN THE NIGHT
ARTISTA Bob Dylan
GRAVADORA Columbia Records
QUANTO R$ 25 (CD, em média) e US$ 9,99 (cerca de R$ 28), na iTunes Store
AVALIAÇÃO regular
Elogiada pela crítica Tulipa Ruiz prepara novo disco
A cantora e compositora paulista grava terceiro álbum com patrocínio do programa Natura Musical no estúdio da Red Bull Station
Enquanto o Brasil todo estava em ritmo de carnaval, Tulipa Ruiz passou dias da folia em estúdio entre guitarras, bateria, baixo e outros instrumentos que fazem o seu pop rock aflorar. Desde o início do mês, a cantora e compositora paulista se encontra no Red Bull Station, onde grava seu terceiro disco. Com lançamento confirmado para maio, tem patrocínio do programa Natura Musical. A artista gravou seu segundo CD, “Tudo Tanto” (2012), como uma das apostas do edital nacional do programa Natura Musical e agora renova o patrocínio para gravar e lançar seu terceiro disco, com shows em SP e no interior.
As gravações terminam nessa sexta, quando o disco vai para trabalhos de mixagem e finalização. Irmão de Tulipa, guitarrista e produtor desde o álbum de estreia ("Efêmera"), lançado em 2010, é Gustavo Ruiz quem comanda, mais uma vez, a produção. Completam a banda o pai, Luiz Chagas (guitarra), Márcio Arantes (baixo) e Caio Lopes (bateria).
Elogiada pelos principais jornais do país e do estrangeiro - o britânico The Guardian a apontou como a próxima grande estrela da música brasileira -, e já premiada com melhor disco e melhor cantora pelos Prêmio Multishow, APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Contigo! MPB FM, o lançamento do terceiro disco de Tulipa Ruiz é dos mais aguardados do ano de 2015.
Há alguns meses, Neil Young lançou um disco ("Storytone") acompanhado de orquestra. Dois meses antes, Lady Gaga e Tony Bennett haviam lançado "Cheek to Cheek", uma coleção de clássicos da canção americana. E agora chega às lojas o 36º álbum de Bob Dylan, "Shadows in the Night", em que ele interpreta dez canções do repertório de Frank Sinatra.
Dá para entender Lady Gaga e Tony Bennett embarcando num projeto desses –ela atrás de respeito da crítica; ele, de sucesso nas paradas–, mas Bob Dylan? Ouvindo "Shadows in the Night", a primeira pergunta que vem à cabeça é: "por quê?".
Dylan sempre se disse fã de Sinatra. Em sua autobiografia, "Chronicles "" Volume One", escreveu: "Quando ele [Sinatra] cantava 'Ebb Tide', eu ouvia tudo em sua voz: a morte, Deus e o Universo".
Mas nos cafés do bairro boêmio de Greenwich Village, em Nova York, onde Dylan chegou em 1961 e fez sucesso cantando folk, não era bacana dizer que gostava de Sinatra. Sinatra era o "mainstream" careta e Dylan, o jovem rebelde. Dylan encarnava o "anticrooner", um menestrel de voz fraca e nasalada que mostrou que, no pop, o texto é tão importante quanto a voz.
Seria fácil chamar "Shadows in the Night" de projeto de vaidade, se Bob Dylan não fosse Bob Dylan. Ele realmente não precisa disso. O repertório é impecável –"I'm a Fool to Want You", "That Lucky Old Sun", "Autumn Leaves" –e Dylan teve a sabedoria de não esconder sua vozinha no meio de uma orquestra, o que teria sido patético.
O cantor é acompanhado apenas por sua banda, com destaque para a pedal steel guitar de Donnie Herron. Mas as dez canções soam muito parecidas. Todas têm uma cadência plangente que, somada à voz de Dylan –que só parece funcionar em suas próprias criações–, resulta num disco tedioso e sem dinâmica.
É impossível evitar comparações entre as versões de Sinatra e Dylan, e é muito difícil que alguém prefira as novas. Duvido que "Shadows in the Night" seja ouvido daqui a 40 anos, como ainda ouvimos os clássicos de Sinatra.
Deve ficar na carreira de Dylan mais como curiosidade –ouça Bob cantando Sinatra!– do que uma adição relevante à sua discografia. E mostra que não basta ser gênio musical para interpretar qualquer coisa. Ninguém pode fugir de ser o que é. Basta imaginar o mico que seria Frank gravando "Like a Rolling Stone".
SERVIÇO
SHADOWS IN THE NIGHT
ARTISTA Bob Dylan
GRAVADORA Columbia Records
QUANTO R$ 25 (CD, em média) e US$ 9,99 (cerca de R$ 28), na iTunes Store
AVALIAÇÃO regular
A cantora e compositora paulista grava terceiro álbum com patrocínio do programa Natura Musical no estúdio da Red Bull Station
Enquanto o Brasil todo estava em ritmo de carnaval, Tulipa Ruiz passou dias da folia em estúdio entre guitarras, bateria, baixo e outros instrumentos que fazem o seu pop rock aflorar. Desde o início do mês, a cantora e compositora paulista se encontra no Red Bull Station, onde grava seu terceiro disco. Com lançamento confirmado para maio, tem patrocínio do programa Natura Musical. A artista gravou seu segundo CD, “Tudo Tanto” (2012), como uma das apostas do edital nacional do programa Natura Musical e agora renova o patrocínio para gravar e lançar seu terceiro disco, com shows em SP e no interior.
As gravações terminam nessa sexta, quando o disco vai para trabalhos de mixagem e finalização. Irmão de Tulipa, guitarrista e produtor desde o álbum de estreia ("Efêmera"), lançado em 2010, é Gustavo Ruiz quem comanda, mais uma vez, a produção. Completam a banda o pai, Luiz Chagas (guitarra), Márcio Arantes (baixo) e Caio Lopes (bateria).
Elogiada pelos principais jornais do país e do estrangeiro - o britânico The Guardian a apontou como a próxima grande estrela da música brasileira -, e já premiada com melhor disco e melhor cantora pelos Prêmio Multishow, APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Contigo! MPB FM, o lançamento do terceiro disco de Tulipa Ruiz é dos mais aguardados do ano de 2015.
NOVELAS
Gloria Pires e Adriana Esteves voltam a interpretar vilãs em nova novela
Com texto de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a novela "Babilônia" será a grande aposta da TV Globo em seu cinquentenário
O que é pior: renegar a própria mãe ou largar uma criança órfã em um lixão? Capazes de tamanha crueldade na ficção, duas das megeras mais amadas e odiadas da dramaturgia nacional comandarão, juntas, um novo reinado malévolo. As atrizes Gloria Pires, 51, e Adriana Esteves, 45, que viveram, respectivamente, Maria de Fátima em "Vale Tudo"(1988) e Carminha em "Avenida Brasil" (2012), serão agora Beatriz e Inês, as canalhas de "Babilônia", novela das 21h que estreia em 16 de março na Globo.
Com texto de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a trama, grande aposta do canal em seu cinquentenário, terá como cenários o Leme (Rio), a comunidade do Morro da Babilônia e o luxo da sociedade carioca.
Por lá circulam o político corrupto interpretado por Marcos Palmeira, a batalhadora Regina (Camila Pitanga) –heroína da novela– e Vinícius (Thiago Fragoso), advogado rico e idealista, o príncipe encantado da vez. Rivais e aliadas, Beatriz (Gloria) e Inês (Adriana) terão uma das relações mais intensas do folhetim, uma mistura de ódio e obsessão, em que uma vive à sombra da maldade da outra.
"Babilônia" também terá um casal de lésbicas que promete. As octogenárias Nathália Timberg e Fernanda Montenegro serão casadas e apaixonadas, amor apedrejado pela preconceituosa Consuelo, vivida por Arlete Salles. Dennis Carvalho, diretor da novela, vai reviver a parceria de anos com Gilberto Braga, mestre na narrativa do universo dos milionários quatrocentões, ricos falidos e da sociedade decadente movida por inveja, vaidade e ambição.
É nesse "esgoto" de luxúria e perversidade que transitam as "ratas" Beatriz e Inês. E é sobre essas personagens que Gloria e Adriana falaram à reportagem, por telefone. Elas também analisam as várias faces da vilania e o fascínio que o mal desperta na audiência.
ENTREVISTA COM GLÓRIA PIRES
Gloria Pires e Adriana Esteves têm muito em comum. Começaram jovens na TV, logo viraram protagonistas e viveram muitas mocinhas, mas marcaram a dramaturgia com vilãs inesquecíveis. A mesma ambição sem limites de Maria de Fátima (Gloria) em "Vale Tudo" vai mover a megera interpretada pela atriz em "Babilônia".
Beatriz Amaral Rangel será uma viúva negra, uma devoradora de homens, que conhece e odeia Inês (Adriana) desde a infância. Por saber que a colega não vale nada, prefere mantê-la por perto e sob controle. Uma será o espelho da maldade da outra.
Como foi o convite para viver Beatriz?
Gloria Pires - Encontrei o Gilberto [Braga, autor] em um aniversário do Sílvio de Abreu [autor] e ele me pediu se poderia me reservar para uma novela. Topei na hora.
Sem saber que se tratava da grande vilã da novela?
[risos] Sim, sem saber. É o Gilberto, como não confiar em um convite dele?
Quais as suas primeiras impressões da personagem?
É uma mulher egoísta, autocentrada, controversa. Beatriz tem desvios de caráter, mas não acho ela boa ou má. Ela tem conflitos, está no comando e é refém. Essa é a riqueza do ser humano e isso o Gilberto sabe colocar muito bem em suas novelas.
Você já está defendendo a sua megera na novela?
[risos] Estou, mas ela é tridimensional. Algumas coisas dela você questiona e até entende. É uma mulher real.
Você gosta de viver vilãs?
Fiz poucas antagonistas. Mas adorei rever "Vale Tudo". Quando soube que o canal Viva ia ser lançado, fiquei com medo. Pensei: "Envelheci, talvez não estivesse bem, vou me criticar". Mas não foi assim. É uma nostalgia boa. Quanto às vilãs, sim, a minha personagem é incrível. E tem um guarda-roupa sensacional [risos].
Beatriz anda bem vestida?
Ah, sim. Troquei 20 vezes de roupa em uma das primeiras gravações [risos].
O público gosta mais de vilãs?
Não sei se gosta mais. As heroínas também são amadas. Mas as vilãs parecem agir mais, levantam questionamentos, talvez por isso que se destaquem.
O público gosta mais de vilãs reais ou de bruxas malvadas?
Acho que personagens que se distanciam da realidade não são tão sedutoras.
Como está sendo trabalhar com a Adriana Esteves?
Estou adorando. A Adriana é dedicada, intensa. Nossas personagens viverão uma relação de amor e ódio. Beatriz manipula Inês e ao mesmo tempo precisa dela. É uma felicidade. E felicidade é combustível, não é?
Você viveu uma das malvadas favoritas, a Maria de Fátima de "Vale Tudo". Quais as suas vilãs prediletas nas novelas?
Odete Roitman ["Vale Tudo"], vivida por Beatriz Segall. Só ela poderia ter feito essa personagem tão sórdida e conflituosa. Também gosto muito da Yara Amaral [1936-88] em "Anos Dourados". Era uma atriz preciosa.
ENTREVISTA ADRIANA ESTEVES
Quando Sandrinha explodiu um shopping em "Torre de Babel" (1998), Adriana Esteves e seu rosto angelical finalmente caíram nos braços da vilania na TV. Mas foi com Carminha, em "Avenida Brasil", que a atriz parou o país.
Depois de uma pausa, Adriana volta aos domínios do mal como Inês Junqueira, cafetina da própria filha, Alice (Sophie Charlotte). Uma mulher recalcada que cresceu obcecada pela colega Beatriz (Gloria Pires).
Juntas, elas vão tocar o terror em "Babilônia", atropelando quem estiver pelo caminho, principalmente a boa moça Regina (Camila Pitanga). Já dá para sentir pena dela, não é?
Você teve uma preocupação em viver uma vilã depois da intensa Carminha?
Adriana Esteves - Não. Minha preocupação foi tirar um tempo e me cuidar. Fazer novela é coisa de atleta [risos], oito meses de imersão. Mas não tem essas coisas de viver vilã de novo. E a Inês não é uma "vilãããã". A Carminha também não [risos].
A Carminha jogava crianças no lixão, como não era vilã?
Tá, vai. [risos] Ela era ruinzinha. Estou defendendo as personagens. Assim, depois, com um afastamento, dá para ver a vilã. A Inês, por exemplo, é muito normal. É uma mulher que quer se dar bem.
A Inês é uma espécie de cafetina da filha?
Ela tem essa relação estranha com a filha, mas é justificável. Muitas pessoas vão pensar: sou capaz disso?
Sua personagem tem uma obsessão pela Beatriz?
Adoro estudar psicologia e tenho mergulhado fundo nessa relação obsessiva.
Fazer vilã é mais empolgante?
Ah, não sei. Fiz muito mais mocinhas. Carminha e Sandrinha são minhas vilãs mais conhecidas. Vim de uma linha de comédia e heroínas. Mas fazer mocinha é muito difícil. É duro ser vitimada ao extremo para depois buscar vingança de forma convincente. Você corre o risco de ficar maniqueísta.
Foi difícil se livrar da Carminha depois de tanto sucesso?
Nossa, que loucura foi "Avenida Brasil". Que sorte fazer esse trabalho. Mas deixo as personagens no Projac [estúdios da Globo, no Rio] toda sexta, quando vou para casa cuidar das crianças e do Vladimir [Brichta, marido]. Segunda, eu volto para as gravações e as pego de volta [risos].
Como está sendo essa parceria com a Gloria Pires?
Sou fã dessa mulher. Já cheguei a cortar o cabelo como o dela em novelas [risos]. Cortei também aquela franjinha da Lídia Brondi em "Vale Tudo". Ficou "buuuniiiitooo" [risos]. Mas Gloria é generosa, talentosa demais, já temos uma boa afinidade.
Carminha é a vilã favorita de muita gente. Quais as suas vilãs favoritas nas novelas?
Ah, a Maria de Fátima, da Glorinha. Ela era demais. E a Nazaré Tedesco em "Senhora do Destino". Fiz a Nazaré na fase jovem, mas ela nasceu para ser eternizada pela Renata Sorrah, que estava perfeita. Ela jogava gente da escada, meu Deus [risos]! Viva a Renata Sorrah!
Com texto de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a novela "Babilônia" será a grande aposta da TV Globo em seu cinquentenário
O que é pior: renegar a própria mãe ou largar uma criança órfã em um lixão? Capazes de tamanha crueldade na ficção, duas das megeras mais amadas e odiadas da dramaturgia nacional comandarão, juntas, um novo reinado malévolo. As atrizes Gloria Pires, 51, e Adriana Esteves, 45, que viveram, respectivamente, Maria de Fátima em "Vale Tudo"(1988) e Carminha em "Avenida Brasil" (2012), serão agora Beatriz e Inês, as canalhas de "Babilônia", novela das 21h que estreia em 16 de março na Globo.
Com texto de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a trama, grande aposta do canal em seu cinquentenário, terá como cenários o Leme (Rio), a comunidade do Morro da Babilônia e o luxo da sociedade carioca.
Por lá circulam o político corrupto interpretado por Marcos Palmeira, a batalhadora Regina (Camila Pitanga) –heroína da novela– e Vinícius (Thiago Fragoso), advogado rico e idealista, o príncipe encantado da vez. Rivais e aliadas, Beatriz (Gloria) e Inês (Adriana) terão uma das relações mais intensas do folhetim, uma mistura de ódio e obsessão, em que uma vive à sombra da maldade da outra.
"Babilônia" também terá um casal de lésbicas que promete. As octogenárias Nathália Timberg e Fernanda Montenegro serão casadas e apaixonadas, amor apedrejado pela preconceituosa Consuelo, vivida por Arlete Salles. Dennis Carvalho, diretor da novela, vai reviver a parceria de anos com Gilberto Braga, mestre na narrativa do universo dos milionários quatrocentões, ricos falidos e da sociedade decadente movida por inveja, vaidade e ambição.
É nesse "esgoto" de luxúria e perversidade que transitam as "ratas" Beatriz e Inês. E é sobre essas personagens que Gloria e Adriana falaram à reportagem, por telefone. Elas também analisam as várias faces da vilania e o fascínio que o mal desperta na audiência.
ENTREVISTA COM GLÓRIA PIRES
Gloria Pires e Adriana Esteves têm muito em comum. Começaram jovens na TV, logo viraram protagonistas e viveram muitas mocinhas, mas marcaram a dramaturgia com vilãs inesquecíveis. A mesma ambição sem limites de Maria de Fátima (Gloria) em "Vale Tudo" vai mover a megera interpretada pela atriz em "Babilônia".
Beatriz Amaral Rangel será uma viúva negra, uma devoradora de homens, que conhece e odeia Inês (Adriana) desde a infância. Por saber que a colega não vale nada, prefere mantê-la por perto e sob controle. Uma será o espelho da maldade da outra.
Como foi o convite para viver Beatriz?
Gloria Pires - Encontrei o Gilberto [Braga, autor] em um aniversário do Sílvio de Abreu [autor] e ele me pediu se poderia me reservar para uma novela. Topei na hora.
Sem saber que se tratava da grande vilã da novela?
[risos] Sim, sem saber. É o Gilberto, como não confiar em um convite dele?
Quais as suas primeiras impressões da personagem?
É uma mulher egoísta, autocentrada, controversa. Beatriz tem desvios de caráter, mas não acho ela boa ou má. Ela tem conflitos, está no comando e é refém. Essa é a riqueza do ser humano e isso o Gilberto sabe colocar muito bem em suas novelas.
Você já está defendendo a sua megera na novela?
[risos] Estou, mas ela é tridimensional. Algumas coisas dela você questiona e até entende. É uma mulher real.
Você gosta de viver vilãs?
Fiz poucas antagonistas. Mas adorei rever "Vale Tudo". Quando soube que o canal Viva ia ser lançado, fiquei com medo. Pensei: "Envelheci, talvez não estivesse bem, vou me criticar". Mas não foi assim. É uma nostalgia boa. Quanto às vilãs, sim, a minha personagem é incrível. E tem um guarda-roupa sensacional [risos].
Beatriz anda bem vestida?
Ah, sim. Troquei 20 vezes de roupa em uma das primeiras gravações [risos].
O público gosta mais de vilãs?
Não sei se gosta mais. As heroínas também são amadas. Mas as vilãs parecem agir mais, levantam questionamentos, talvez por isso que se destaquem.
O público gosta mais de vilãs reais ou de bruxas malvadas?
Acho que personagens que se distanciam da realidade não são tão sedutoras.
Como está sendo trabalhar com a Adriana Esteves?
Estou adorando. A Adriana é dedicada, intensa. Nossas personagens viverão uma relação de amor e ódio. Beatriz manipula Inês e ao mesmo tempo precisa dela. É uma felicidade. E felicidade é combustível, não é?
Você viveu uma das malvadas favoritas, a Maria de Fátima de "Vale Tudo". Quais as suas vilãs prediletas nas novelas?
Odete Roitman ["Vale Tudo"], vivida por Beatriz Segall. Só ela poderia ter feito essa personagem tão sórdida e conflituosa. Também gosto muito da Yara Amaral [1936-88] em "Anos Dourados". Era uma atriz preciosa.
ENTREVISTA ADRIANA ESTEVES
Quando Sandrinha explodiu um shopping em "Torre de Babel" (1998), Adriana Esteves e seu rosto angelical finalmente caíram nos braços da vilania na TV. Mas foi com Carminha, em "Avenida Brasil", que a atriz parou o país.
Depois de uma pausa, Adriana volta aos domínios do mal como Inês Junqueira, cafetina da própria filha, Alice (Sophie Charlotte). Uma mulher recalcada que cresceu obcecada pela colega Beatriz (Gloria Pires).
Juntas, elas vão tocar o terror em "Babilônia", atropelando quem estiver pelo caminho, principalmente a boa moça Regina (Camila Pitanga). Já dá para sentir pena dela, não é?
Você teve uma preocupação em viver uma vilã depois da intensa Carminha?
Adriana Esteves - Não. Minha preocupação foi tirar um tempo e me cuidar. Fazer novela é coisa de atleta [risos], oito meses de imersão. Mas não tem essas coisas de viver vilã de novo. E a Inês não é uma "vilãããã". A Carminha também não [risos].
A Carminha jogava crianças no lixão, como não era vilã?
Tá, vai. [risos] Ela era ruinzinha. Estou defendendo as personagens. Assim, depois, com um afastamento, dá para ver a vilã. A Inês, por exemplo, é muito normal. É uma mulher que quer se dar bem.
A Inês é uma espécie de cafetina da filha?
Ela tem essa relação estranha com a filha, mas é justificável. Muitas pessoas vão pensar: sou capaz disso?
Sua personagem tem uma obsessão pela Beatriz?
Adoro estudar psicologia e tenho mergulhado fundo nessa relação obsessiva.
Fazer vilã é mais empolgante?
Ah, não sei. Fiz muito mais mocinhas. Carminha e Sandrinha são minhas vilãs mais conhecidas. Vim de uma linha de comédia e heroínas. Mas fazer mocinha é muito difícil. É duro ser vitimada ao extremo para depois buscar vingança de forma convincente. Você corre o risco de ficar maniqueísta.
Foi difícil se livrar da Carminha depois de tanto sucesso?
Nossa, que loucura foi "Avenida Brasil". Que sorte fazer esse trabalho. Mas deixo as personagens no Projac [estúdios da Globo, no Rio] toda sexta, quando vou para casa cuidar das crianças e do Vladimir [Brichta, marido]. Segunda, eu volto para as gravações e as pego de volta [risos].
Como está sendo essa parceria com a Gloria Pires?
Sou fã dessa mulher. Já cheguei a cortar o cabelo como o dela em novelas [risos]. Cortei também aquela franjinha da Lídia Brondi em "Vale Tudo". Ficou "buuuniiiitooo" [risos]. Mas Gloria é generosa, talentosa demais, já temos uma boa afinidade.
Carminha é a vilã favorita de muita gente. Quais as suas vilãs favoritas nas novelas?
Ah, a Maria de Fátima, da Glorinha. Ela era demais. E a Nazaré Tedesco em "Senhora do Destino". Fiz a Nazaré na fase jovem, mas ela nasceu para ser eternizada pela Renata Sorrah, que estava perfeita. Ela jogava gente da escada, meu Deus [risos]! Viva a Renata Sorrah!
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