LITERATURA

Prêmio Sesc de Literatura recebe inscrições de contos e romances


Estão abertas as inscrições para o Prêmio Sesc* de Literatura 2015. Os interessados devem residir no Brasil e ter mais de 18 anos, podendo concorrer com uma obra por categoria. As inscrições, gratuitas, são feitas pela internet.
Para participar do concurso, o escritor deve preencher um formulário com seus dados no site http://www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc e enviar seu livro em formato Word. Após o envio, será gerado um código identificador, no qual o participante poderá acompanhar todas as etapas do processo de avaliação. A obra tem que ser inédita, não podendo ter sido publicada nem na internet.
 Depois de enviado, os textos serão analisados por uma equipe composta por escritores, críticos literários e jornalistas. A novidade do Prêmio deste ano, além das inscrições online, é que os vencedores serão anunciados na 13ª edição da Festa Literária de Paraty (FLIP), que acontece no mês de julho.
O vencedor de cada categoria, conto e romance, vai publicar seu livro pela editora Record, que será a responsável pela distribuição comercial das obras, com tiragem inicial mínima de 2.000 exemplares. Caso o candidato tenha alguma dúvida, poderá enviar um e-mail para o literatura@sesc.com.br.
Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura é um incentivo à produção literária nacional por meio da valorização de novos escritores e da renovação do mercado. Na última edição, os livros vencedores foram: o romance "Enquanto Deus não está olhando", da jornalista Débora Ferraz, e o livro de contos "Parafilias", do bancário Alexandre Marques.
SERVIÇO
Prêmio Sesc de Literatura
Inscrições
Site: http://www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc
Período: Até o dia 1/3  
Para mais informações, basta enviar um e-mail para literatura@sesc.com.br.

LIVROS - FICÇÃO

LIVROS NÃO-FICÇÃO

Cartas revelam as contradições humanas em diversas épocas


O ser humano, mais que qualquer outro animal, é marcado por uma grande necessidade de comunicação. Por isso sempre produziu, desde suas primeiras pegadas na Terra, documentos de declaração a outras pessoas, em circunstâncias históricas diferentes e sob as mais diferentes pressões. Essas declarações, ainda que nascessem de uma necessidade circunstancial e provisória, devido à passagem do tempo passaram a ter importância histórica; e não só para arqueólogos, mas também para estudiosos do comportamento humano, das artes, da política, da psicologia e da sociologia. Somos movidos por essa necessidade de comunicação, que nos faz emitir sentenças duvidosas ou grandiosas, conforme o giro da história e a avaliação da posteridade – mas esta ressonância futura não podemos prever, humanos e passageiros como somos.
"Cartas da humanidade", em tradução e compilação de Márcio Borges (494 páginas, Geração Editorial), com base em documentação extraída de jornais, revistas, livros e Internet, começa com um documento importante sobre o Bem e o Mal segundo a visão de Zaratustra, sábio do Zoroatrismo, uma das primeiras religiões da humanidade, em 6000 a.C. Todos sabem quem foi o Zaratustra de Nietzsche, mas poucos conhecem o sábio real que havia por trás dessa criação do filósofo genial. O livro termina com Barack Obama, e a sua “Carta aberta ao povo de Illinois”, falando de esperança e mudança, em 2008.
Essas cartas vão desfilando reis antigos e suas guerras, disputas, rivalidades, inimizades e preconceitos; envolvendo figuras que estiveram próximas a intrigas palacianas que mudaram a história, e figuras que contam muito para a história da arte. Uma das inúmeras curiosidades que este livro traz é a mulher considerada a primeira autora em primeira pessoa da história da Literatura, a alta sacerdotisa do deus Nanna, En-Hedu-Ana, de Ur (antigo Iraque). Nos provérbios de Ki-en-Gir, da Suméria, 2600 a.C., no mais antigo idioma escrito, os caracteres cuneiformes sumerianos, pode ser encontrada uma pérola poética como esta: “Os pobres são o silêncio da terra”.
As cartas, no entanto, decolam de antigas civilizações e modos de vida que hoje nos parecem muito estranhos por seus costumes e preconceitos, para séculos mais avançados, sempre trazendo episódios de valor histórico inegável, ou de interesse estético, como as cartas do infeliz casal de amantes sacrificados pela religião, o padre Abelardo e a freira Heloísa. Ainda no tópico religião, há desde os cantos aos deuses misteriosos do antigo Egito, celebrando funerais de faraós, à epístola de São Tiago, única carta atribuída a este apóstolo, no século I, e ao testamento de São Francisco. As religiões podem ser as mais diferentes, do Cristianismo puro ao Islamismo, mas a essência poética do louvor aos deuses e a constatação da precariedade dos mortais são sempre iguais.
Estas cartas também passam por muitos nomes célebres da filosofia e da ciência, como Locke, Copérnico, Spinoza e Galileu. E passam igualmente pelo mundo das artes. Vamos encontrar, neste tópico, o trágico amor de Oscar Wilde pelo jovem Alfred Douglas, que o levou aos tribunais e o baniu da Inglaterra, expresso numa carta; uma carta atormentada do grande poeta Fernando Pessoa a seu amigo, também poeta, Mário de Sá-Carneiro, que se suicidou; uma carta do escritor negro americano James Baldwin atacando o racismo norte-americano; uma carta de William Faulkner pedindo desculpas a Hemingway por uma grosseria que cometeu; uma longa carta de William Burroughs falando de suas experiências com todo tipo de drogas perigosas; uma carta do dramaturgo Henry Miller para sua mulher, a lendária Marilyn Monroe; uma mensagem de Marlon Brando, enviada na pessoa de uma índia, não indo pessoalmente buscar seu Oscar por “O poderoso chefão”, preferindo mandá-la para atacar o genocídio dos indígenas norte-americanos; cartas do cineasta Pasolini a Godard e de homenagem de Jeanne Moreau a Orson Welles e muitas outras.
O Brasil não está fora desta longa compilação, com as cartas célebres de Anchieta e Pero Vaz de Caminha, e dois documentos da maior importância, que todo leitor sonha ter: a carta ao povo brasileiro, de Getúlio Vargas, antes de seu suicídio; e a declaração de renúncia do presidente Jânio Quadros à Presidência da República em 1961, e ainda cartas de Juscelino Kubitschek.
O drama humano está sempre presente nestes documentos, seja em forma de pressão de altos poderes junto a dignitários que carregam responsabilidades tremendas diante da humanidade, seja em forma de histórias de amor impossível, ou de preferências sexuais condenadas (ver sobre isso a curiosidade de um julgamento de um travesti na Inglaterra medieval e as declarações horrivelmente preconceituosas do nazista Heinrich Himmler sobre os homossexuais). O drama humano e a necessidade desesperada de deixar um recado para o mundo, em forma de louvor ou de repúdio, marcam este livro que precisa ser conhecido por todos que se interessam pelo ser humano e por sua trajetória ao longo da História.


LUXO



A primeira joia a gente nunca esquece
Joalheria Carmona aposta na classe C e é sucesso de vendas

Depois de suprir as necessidades básicas e os desejos de consumo mais urgentes, a classe c elegeu os produtos de luxo como objetos de desejo e as joias o são o número um dessa lista. As alianças são as mais procuradas, seguidas de anéis de formatura, brincos e colares. Pensando em atender esse público, as joalherias disponibilizam joias mais em conta, sem comprometer a qualidade e parcelam em até dez vezes.

A clientela, com a mudança do mercado, percebeu que ouro e pedras especiais são um desejo possível de ser atingido e passaram a buscar os acessórios em momentos especiais. A secretária Sheila Silva é uma dessas pessoas, recentemente ela comprou sua primeira joia. "Nunca havia tido nada de ouro, gostei muito de um pingente e resolvi me presentear, é ótimo saber que posso ter algo tão bonito”, diz ela.

O empresário Leonardo Carmona, proprietário da Joalheria Carmona, localizada no Shopping Rio Mar, é uma dos joalheiros que apostam em produtos mais acessíveis.  “As vendas para a nova classe média começaram a acontecer por duas razões, além das pessoas terem aumentado o seu poder aquisitivo, o estilo das joias já não é como antes em que os modelos tinham uma grande quantidade de ouro e pedras e  chegavam a pesar, hoje o design é mais leve, vazado e isso faz com os preços sejam menores”.  Explica  o empresário.
Na Carmona, acessórios com temáticas religiosas são os mais procurados, as peças custam a partir de 150, caso dos brincos de ouro com zircônio. Desde sua inauguração, há dois meses, a joalheria já vendeu 500 peças.
Para o empresário, o mercado tende a crescer “comprar uma joia é marcar um momento especial, joias trazem coisas boas e boas sensações e não há quem não goste ” Aposta Leonardo.
SERVIÇO
A Joalheria Carmona fica localizada no
Shopping Rio Mar, Rua Prisco Bezerra, loca 1094.
Telefones 3035.0274

MODA

Moda, gastronomia, artes e música no primeiro "Fuá" do ano
 

Promovido pelo Ateliê da Sil, na Praia de Iracema, o evento retorna em 2015 e reafirma o convite às pessoas ocuparem a rua com arte e delicadeza

 

Nesta sexta-feira de pré-carnaval, o Ateliê da Sil promove a primeira edição de 2015 do Fuá, evento que acontece uma vez por mês no ateliê – e na calçada - da estilista Silvania de Deus, na Praia de Iracema. Das 16h às 22h, o ateliê estará aberto para uma edição especial do evento, que desta vez receberá, de Recife, o artista plástico Rinaldo Silva e a jornalista e cozinheira Germana Aciolly, e de Fortaleza a cantora Paula Tesser.
Esta será a oitava edição do Fuá, que começou em junho do ano passado, aos sábados. O evento é um encontro entre amigos criadores de moda, música, arte, design e gastronomia com todos aqueles que apreciam suas produções. Já passaram pelo Fuá mais de 20 artistas, expondo seus trabalhos dentro e fora do ateliê.
No andar superior, a sala da casa da estilista é transformada numa espécie de galeria de arte, onde os artistas convidados expõem e vendem seus trabalhos. Enquanto isso, na cozinha, um chef apresenta um cardápio especial. Já no primeiro piso, o ateliê traz as novidades produzidas por Silvania. Encerrando a noite, sempre uma apresentação musical do lado de fora do ateliê e aberta ao público.
Na rua - Além de um evento artístico-cultural, o Fuá é também uma iniciativa de Silvania de Deus no sentido de movimentar a Praia de Iracema com uma programação que convide à convivência na rua. “Nosso desejo é aproximar as pessoas, convidá-las a chegar mais perto e viver a rua de outra maneira, com mais delicadeza. A gente quer viver em uma cidade onde as calçadas continuem a ser lugares de encontro”, explica a estilista.
Para incentivar a reocupação da rua, o Fuá sempre termina com um presente especial para os visitantes e passantes da rua dos Tabajaras, onde está localizado o ateliê: o Concerto na Calçada, que traz sempre uma apresentação musical de excelente qualidade. Músicos como Leonel Fukuda, Marta Aurélia, Ayrton Pessoa, Heriberto Porto e Valdo Aderaldo já se apresentaram no local. Nesta sexta-feira, será a vez da francesa, radicada no Ceará, Paula Tesser. A cantora, que lançou em 2014 o elogiado disco Valha, apresentará um repertório com frevos e marchinhas de carnaval. “Promover a música na calçada é também uma demonstração de afeto pela Praia de Iracema, uma forma de, como artistas e moradores desta cidade, dizermos que queremos continuar no bairro, movimentar o local e convidar seus frequentadores a revisitarem a rua dos Tabajaras, que já foi seu reduto cultural”, afirma Silvania.
SERVIÇO
1º. Fuá de 2015
Onde: Ateliê da Sil, rua dos Tabajaras, 660, Praia de Iracema.
Quando: sexta, 23 de janeiro
Horário: das 16h às 22h.
Quanto: gratuito (roupas, objetos, comidas e bebidas à venda).
 






Moda em exposição no Shopping Del Paseo

De 12 de janeiro a 1° de fevereiro, o Shopping Del Paseo expõe seis looks da coleção “Pessoal”, criada pelo aluno André Sampaio do curso de Design de Moda do Centro Universitário Estácio/FIC. A coleção ganhou o 3° lugar no desfile do concurso Sinditextil - Concurso Ceará Moda Contemporânea, que aconteceu em 20 de novembro de 2014 e teve como tema "Canções para a Moda". A exposição fica no Piso L3, no espaço Meia-Lua, ao lado da Praça de Alimentação. A visitação é gratuita, de 10h às 22h.

Sobre a coleção “Pessoal” de André Sampaio


O ponto de partida para a concepção da coleção “Pessoal” foi Ingazeiras, distrito que fica localizado no município de Aurora, no Ceará, e que possui um rico artesanato baseado em artigos de couro e bordados, além de pintura e escultura em materiais diversos.
Vestidos, saias, calças e camisões – trabalhados com recortes a laser, em substituição à renda, macramês desconstruídos e couro – traçam um paralelo entre elementos urbanos atuais e o romantismo nostálgico da década de 1970, numa releitura da moda que, mais do que nunca, proporcionava às pessoas a liberdade para se exprimirem à vontade.
Os itens estruturados, contraponto às peças fluidas, representam os elementos que o sertanejo, herói de sua própria história, carrega na mitologia pessoal: o caminho de mesa, a capa do filtro de barro, o barrado dos panos de prato e os artigos em crochê, criando, ao longo de toda a coleção, um equilíbrio tão natural quanto o da viagem rumo à autodescoberta.

Serviço:
Shopping Del Paseo
Av. Santos Dumont, 3131
(85) 3456.5500
www.shoppingdelpaseo.com.br
Facebook.com/delpaseo
Twitter e Instagram: @delpaseo



MÚSICA

Madonna antecipa lançamento de seu novo CD após 'vazamento' de músicas na Internet


"Rebel Heart" é apontado pelos críticos como um bom disco da cantora - ouça as músicas novas aqui no BLOG DIVIRTA-CE!

 "Pode parecer que sou uma vadia sem remorso, mas às vezes você precisa dizer qual é a real." Sem sutilezas, Madonna, 56, manda seu recado no inusitado reggae "Unapologetic Bitch", uma das faixas de seu 13º disco de inéditas, "Rebel Heart". A fúria faz sentido.
O álbum tinha lançamento previsto para março de 2015, mas teve sua estreia parcialmente antecipada após 13 faixas inacabadas terem vazado na internet na última semana.
Revoltada, a cantora falou em "estupro artístico" e contra-atacou no fim de dezembro, colocando seis faixas do disco em pré-venda no iTunes.
O material promete. O primeiro single, "Living for Love", tem participação de Alicia Keys ao piano e batidas house à la Disclosure, o duo que revigorou a música eletrônica neste ano. O coral gospel que impulsiona o refrão lembra "Like a Prayer", seu hit profano de 1989.
O produtor Diplo, cabeça do duo Major Lazer, é responsável pelas faixas mais ousadas. "Bitch, I'm Madonna", apesar da letra imatura, tem um batidão insano para rachar a pista e participação da rapper Nicki Minaj reconhecendo o legado que herdou da rainha pop.

"Illuminati" atualiza o rap de "Vogue" e debocha da suposta sociedade secreta. "Não é Jay-Z nem Beyoncé, não é Gucci nem Prada... E muito menos Gaga!" Touché! "Ghosttown" desacelera e mostra que ela ainda tem voz para segurar uma balada épica aos moldes de "Live to Tell", clássico dos anos 1980.
Madonna continua desafiando convenções culturais e sociais e, pela prévia, o disco reúne suas melhores canções em anos. A popstar parece ter recuperado seu toque de Midas ao formatar as últimas tendências musicais para sua máquina pop.

NOVELAS

OUT CE

A saudade traduzida pela fotografia entre os anos 30 do século passado e a atualidade 

Itaú Cultural abre a programação 2015 com exposição de tema poético, com fotografias de diversos artistas, inclusive dos cearenses Márcio Távora e Luis Carlos Barreto

 

Mais de 100 imagens de 36 artistas brasileiros, ou residentes no país, tem trabalhos apresentados na mostra A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira. Dispostos em dois andares do espaço expositivo do Itaú Cultural, eles têm a saudade como linha curatorial e tema em comum. A exposição, cuja curadoria é de Diógenes Moura com pesquisa de Samuel de Jesus e projeto expográfico de Marta Bogéa e Anna Helena Villela com Izabel Barboni e Li Arakaki, inaugura a programação do instituto deste ano, em 24 de janeiro, um dia antes do aniversário de São Paulo. Permanece em cartaz até 8 de março. 
Em um total exato de 110 fotografias – duas delas, videoprojeções –, o visitante navega por um universo pessoal e universal, a partir de registros fotográficos situados entre o documento e os ensaios. Uma requintada seleção pautada pela poética das imagens, reúne conteúdos que perpassam tópicos condensados na palavra saudade, como história, solidão e memória.
O percurso iconográfico de mais de 80 anos de produção, se situa entre a década de 1930 e 2014 com imagens de representativos fotógrafos brasileiros – de Alcir Lacerda a Marcio Távora, passando por Ademar Manarini, German Lorca, Wagner Almeida, Voltaire Fraga, José Yalenti, Gilvan Barreto, Luiz Braga, Julio Agostinelli e José Oitica Filho. Também de estrangeiros que, residentes no país, aqui desenvolveram a sua obra: o letão Alexandre Berzin e o austríaco Kurt Klagsbrunn.
“A arte da lembrança convida o espectador a iniciar um percurso singular em um espaço de associação de ideias onde se juntam as experiências sensíveis que detemos do mundo”, observa o curador. Pernambucano, poeta, fotógrafo e ex-curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo, ele acaba de ganhar o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela exposição Retumbante Natureza Humanizada, realizada em 2014 no Sesc Pinheiros com fotos de Luiz Braga um dos participantes de A Arte da Lembrança. 
Para ele, a tradução de saudade vibra nas imagens selecionadas para esta exposição no Itaú Cultural. “Nos rostos anônimos oferecidos ao passante curioso, dispostos no cenário improvisado de um fotógrafo popular”, diz complementando: “No desvio de uma rua, ou no meio da praça pública, percebemos a estranha sensação do seu limiar imagético.”
Para isso, ele fez uma extensa pesquisa em todo o país em acervos particulares e instituições públicas. Levou para o instituto na Paulista, cópias de época e ampliações únicas em pigmento mineral sobre papel algodão, entre outras, tanto em P&B quanto em cor e videoprojeções. Organizou um percurso para a mostra, sem ordem cronológica, mas, sim, sensorial, agrupando as imagens nas epígrafes Diante do limiar, Devanieo do flâneur, Fantasmagoria, Levar o véu, A poética da dormência, Árida como a morte.
Só para citar algumas, encontra-se neste percurso fotos de homens anônimos e solitários por ruas igualmente desoladoras, feitas em São Paulo por Ademar Manarini nos anos 50; o piso que restou de uma casa destruída no interior do Pernambuco, clicada por Gilvan Barreto em 2011; uma mulher cabisbaixa e aérea, entre outras, diante do cinema na Cinelândia, no Rio de Janeiro, feita por Kurt Klagsbrunn no final da década de 40. Conte-se aqui também as videoprojeções Vazio, realizada por Alberto Bittar em 2012, e Sonoro Diamante Negro, de Suely Nascimento (2004).
SERVIÇO
A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira
Abertura para convidados: 24 de janeiro, a partir das 11h
Visitação: a partir das 14h de 24 de janeiro a 8 de março de 2015
De terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Pisos 1M e -1
 








FESTIVAL DE VERÃO SALVADOR 2015 acontece esta semana

Explorando as novas sensações em seu conceito, o evento apresenta palcos inéditos e atrações internacionais de peso

A maior temporada musical do verão brasileiro tem o seu ápice com o Festival de Verão Salvador, que chega à sua 17ª edição em 2015, de 22 a 24 de janeiro, no Parque de Exposições da capital baiana. Com periodicidade anual, o Festival surpreende com dois novos espaços interativos: o Palco Sensações e a Arena Eletrônica, distribuídos em uma estrutura renovada e acompanhando a tendência dos maiores eventos musicais do mundo. A 17ª edição está mais moderna e com investimentos concentrados nas melhores atrações e nas novas experiências sonoras e sensoriais. A meta é potencializar a vivência do Festival.
Após pesquisa realizada pela Data Store, renomado instituto brasileiro de pesquisa da área de entretenimento, a medição da preferência do público apontou para realização do Festival em três dias. “Estamos ampliando a qualidade do Festival de Verão, concentrando o investimento nas grades de atrações e na infraestrutura proporcionando mais conforto e segurança ao público”, explica Estácio Gonzaga, gerente executivo da Icontent, realizadora do Festival. O comprometimento reforça a vocação singular de Salvador como um dos polos de entretenimento do Brasil, especialmente quando se fala da estação mais quente do ano. “Nossa meta é continuar contribuindo para inserir a Bahia, cada vez mais, na rota dos grandes artistas nacionais e internacionais, atraindo turistas e movimentando a economia da cidade”, completa Gonzaga.
Em 2015, o Festival conta com dois patrocinadores máster: Pepsi e SKOL, além de importantes apoiadores e tittle sponsors: Trident (que dá nome à Arena Eletrônica pelo segundo ano consecutivo), o Shopping da Bahia (que dá nome ao Camarote VIP e, assim como em todos os anos anteriores, continua sendo o Shopping oficial do Festival), a Fiori/Fiat (que dá nome ao Camarote Baladas pelo terceiro ano consecutivo, além de ser o Carro Oficial do Festival), o Bradesco (Banco oficial do Festival) e a Kibon.



Palco 2015
Maior palco do Festival, o Palco 2015 mantém a tradição de trazer grandes atrações de diversos gêneros musicais, dando espaço para artistas que nunca subiram nele antes e outros que retornam depois de longo tempo. Entre os inéditos estão: o sertanejo universitário Lucas Lucco, que faz sucesso não só pela sua música, mas, também, pela sua beleza, Banda do Mar, formada por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e o português Fred Ferreira, Cristiano Araújo, que estourou com os hits “Efeitos” e “Mente pra Mim”,  e a Malta, grande vencedora do reality show SuperStar, exibido pela Rede Globo, e recordista de vendas do seu disco de estreia, o “Supernova”, com 40 mil cópias vendidas e o disco de platina.
As atrações internacionais prometem incendiar as diferentes tribos presentes no Parque de Exposições. Os convidados são os norte americanos Kesha e a banda Sublime with Rome. Enquanto a cantora e compositora Kesha fará um show eletrizante e performático, com o seu pop rock que mescla rap com música eletrônica, o californianos da Sublime with Rome mostrarão o melhor do seu reggae e ska punk.
Um dos encontros confirmados reunirá nada menos do que Arlindo Cruz, Jorge Aragão e Alcione. Os cantores e compositores irão apresentar o melhor do samba nacional. Já entre os veteranos, se apresentam: Ivete Sangalo, Caetano Veloso, O Rappa, Cláudia Leitte, Psirico, Capital Inicial, Saulo, Aviões do Forró e Harmonia do Samba.




Grade de programação do PALCO 2015:


QUINTA

SEXTA

SÁBADO

22/01

23/01

24/01

Orquestra Abertura



Malta

Capital Inicial

Banda do Mar

Lucas Lucco

Claudia Leitte

Caetano Veloso

Sublime with Rome

Kesha

Ivete Sangalo

Saulo

O Rappa

Harmonia do Samba

Psirico

Arlindo Cruz, Jorge Aragão e Alcione

Cristiano Araújo

Aviões do Forró



SERVIÇO GERAL:

Festival de Verão Salvador 2015

Data - 22 a 24 de janeiro

Local - Parque de Exposições de Salvador

Classificação - 14 anos

Abertura dos portões - 18h

Início dos shows: a partir de 19h (A bilheteria do evento será encerrada às 2h)



Forma de pagamento: cartão de débito e/ou crédito (Visa, Mastercard e Hipercard), em até quatro vezes. Para os cartões Bradesco, o parcelamento pode ser em até seis vezes. Pontos de vendas: Loja oficial do Festival (2º piso do Shopping Iguatemi), Balcões do Ticketmix nos shoppings Paralela, Barra, Salvador e Shopping da Bahia, pelo telefone 4003-1212 ou através do site www.festivaldeverao.com.br



Valores Individuais:

Pista inteira – R$ 118,00

Pista meia – R$ 59,00

Camarote Fiori/Fiat – R$ 132,00

Camarote Shopping da Bahia – 198,00



Passaportes para acesso aos três dias de festa:

Pista inteira - R$ 258,00

Pista meia - R$ 129,00

Camarote Fiori/Fiat: R$ 290,00

Camarote Shopping da Bahia: 434,00 



*Preços válidos para o 3º lote.

*Valores podem ser alterados sem aviso prévio

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

PELO INTERIOR

Festival Jazz & Blues 2015 terá show especial em tributo a Miles Davis, com a íntegra do disco “Kind of Blue”

No show "Kind of Blue - Tributo a Miles Davis", o músico que redefiniu a história do jazz e saiu de cena em 28 de setembro de 1991, aos 65 anos, será homenageado por alguns dos maiores nomes atuantes na cena musical cearense: o trompetista Hugo D´Leon, os saxofonistas Márcio Resende e Ferreira Júnior, o pianista Thiago Almeida, o contrabaixista Luciano Franco e o baterista Denilson Lopes, reproduzindo a mesma formação de sexteto presente em “Kind of Blue”, o disco que ficou marcado pelos temas modais e que destacou “So what” e “Blue in green” como algumas das composições mais presentes no repertório jazzístico em todos os tempos.
Arregimentados especialmente para o show que estreará no Festival Jazz & Blues 2015, Hugo D´Leon, Márcio Resende, Ferreira Júnior, Thiago Almeida, Luciano Franco e Denilson Lopes, presentes entre os nomes mais requisitados para estúdios e palcos de Fortaleza e todos autores de trabalhos próprios de composição, arranjo e performance, aceitaram o desafio de revisitar a sonoridade de “Kind of Blue”, reinterpretando-a e transpondo-a para o palco. Conforme define o contrabaixista Luciano Franco, trata-se de uma releitura, partindo do repertório, dos conceitos, timbres e sutilezas presentes no disco original para propor uma nova interpretação. “Vamos revisitar o repertório do disco agregando também um outro olhar, acrescentando outras influências e possibilidades”, ressalta.

Ontem e hoje

“Assim como realizado no festival em 2013, com o show ‘Tributo a Dave Brubeck – Time Out’, um dos mais aplaudidos daquele ano, o novo espetáculo, voltado para o disco ‘Kind of Blue’, dá continuidade à ideia de realizar, a cada edição do evento, um show especialmente concebido para o festival, com o repertório integral de um dos discos que marcaram a trajetória do jazz e seguem influenciando músicos e cativando o público em escala internacional”, destaca, por sua vez, o jornalista e compositor Dalwton Moura, idealizador e produtor do espetáculo.
“Essa é uma forma de contemplar tanto os fãs de Miles Davis, aqueles que sempre tiveram o ‘Kind of Blue’ como um de seus discos favoritos, quanto de apresentar ao público do festival em geral a musicalidade deste fantástico álbum, lançado originalmente em 1959 e que permaneceu como um marco, pela qualidade dos temas, das interpretações, pelos músicos reunidos e pela sua importância como uma fotografia daquele momento de mudanças no jazz”, detalha o produtor.
“Ao mesmo tempo, o show valoriza os músicos cearenses, fazendo uma ponte entre a história do jazz e a música contemporânea da efervescente cena de Fortaleza. A apresentação também reforça a importância do formato álbum e o desafio especial da transposição do disco para o palco”, complementa.
Um show especial, com grandes músicos cearenses, para homenagear o trompetista norte-americano Miles Davis, um dos maiores nomes do jazz, levando ao palco a íntegra do repertório de seu mais importante disco: "Kind of Blue", de 1959. Instrumentistas consagrados da cena musical de Fortaleza estão preparando um presente especial para o público do Festival Jazz & Blues 2015 em Guaramiranga. No sábado de carnaval, 14, às 21h, no palco principal do evento, o público será brindado com a oportunidade de mergulhar, ao vivo, na ambiência sonora a um tempo sutil e ousada de "Kind of Blue", disco que se tornou marco de uma das várias revoluções empreendidas no jazz por Miles Davis – no álbum, ladeado por nomes de primeira grandeza, como John Coltrane, Bill Evans, Paul Chambers e Cannonball Adderley.

Mais sobre o disco “Kind of Blue”
“Kind of Blue”, um dos mais emblemáticos trabalhos de Miles Davis e de toda a história do jazz, foi lançado originalmente em 17 de agosto de 1959, pela Columbia Records, dando continuidade às experimentações modais que o trompetista vinha realizando em seus discos anteriores. O contraste entre a ambiência sonora modal e os álbuns que o precederam, notadamente os de hard-bop, é uma das principais características de “Kind of Blue”, também incluído entre os principais discos de todos os tempos, em todos os gêneros musicais, tanto por recorde de vendas quanto por sua influência sobre músicos de diferentes gerações.
Além de Miles, o disco traz Julian "Cannonball" Adderley (sax alto), John Coltrane (sax tenor), Bill Evans (piano), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria), todos eles lendas do jazz, com brilho e legado próprios. O repertório do disco, que será integralmente executado no palco do Festival Jazz & Blues, inclui "So what", “Freddie Freeloader", "Blue in green", “All blues" e "Flamenco sketches". Uma oportunidade única e memorável para o público do Festival Jazz & Blues.


SERVIÇO
“KIND OF BLUE - Tributo a Miles Davis”. Show no sábado de carnaval, 14, às 21h, na Cidade Jazz & Blues, em Guaramiranga, abrindo a programação principal do Festival Jazz & Blues 2015. Com Hugo D´Leon (trompete), Márcio Resende (sax tenor), Ferreira Júnior (sax alto), Thiago Almeida (piano), Luciano Franco (contrabaixo) e Denilson Lopes (bateria).


POESIAS - CRÔNICAS

MÁRIO GOMES, O POETA VIRALATA

Leia crônica-homenagem de Ricardo Kelmer e alguns poemas do escritor que faleceu em Fortaleza

O poeta Mário Gomes morreu aos 67 anos no último dia do ano de 2014. Ele estava internado no Instituto Doutor José Frota (IJF) desde a segunda-feira, 29. A confirmação do falecimento de Mário foi dada pelo artista visual Tota, amigo do poeta, na quarta-feira, 31. O poeta andarilho foi encontrado desacordado, por dois dias seguidos, nos arredores do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Praia de Iracema), no mesmo lugar, sem se alimentar e sem beber e, aparentemente, inconsciente. O IJF divulgou, em nota, o estado de saúde do poeta."O paciente chegou ao hospital em estado grave, desorientado, extremamente debilitado, com um quadro profundo de anemia”. Leia texto de Rocardo Kelmer.

"Era um burburinho que rodava dentro da cabeça dele, sem parar. Uma noite rodou, rodou e pariu um poema. E ele riu da própria marmota. Descobriu-se poeta.
Rapaz, trabalhar com redemoinho no juízo não dá. Veio-lhe aí a revelação, aquilo que todo cão viralata sabe: se é pelas ruas que a vida livre escorre em poesia, bebamos de sua sagrada putaria. Então batizou-se boêmio e vagabundo.
Rebelando-se contra tudo que não rima com liberdade, um dia ele fugiu do manicômio. Lá no alto, a lua se apaixonou, a andarilha do céu, e jurou protegê-lo em suas perambulanças e traquinagens. Assim, sempre sem dinheiro mas abençoado, fez-se aventureiro: em São Paulo foi preso, mas escapuliu, por se fingir cineasta para as mulheres, em Minas se atrasou e não embarcou no ônibus que viraria na estrada, e lá nos cafundós da Bahia escapou de morrer no veneno de um vatapá na encruzilhada.
Ah, ele sumia por meses, mas Fortaleza sempre o recebia de volta. Todo lascado de surras e prisões, mas uma ruma de história mirabolante para contar. À tarde, na Praça do Ferreira, o vento malandro a brincar de subir a saia das moças, era com suas errâncias quixotescas e os versos obscenos que o povo se encantava, ele lá, de paletó sem gravata, camarada e bonachão. Fiel se manteve ao ofício de sua nobre vagabundagem, vivendo sem amanhãs, e sempre o acudia um troco para a janta e o cigarro. De tanto encarnar o surreal da vida, ainda vivo virou lenda. Assim foi que um dia, ele contando orgulhoso da aposentadoria por invalidez mental, que os amigos entenderam: cidade bendita a que provê seus poetas mais puros.
Nos seus livros publicados, a arte intuitiva brincava sem parâmetros, feito criança travessa que, sem atinar, aponta o absurdo da existência. Era por isso que ele podia colher uvas no pé de cana até chegar o homem das laranjas. Por isso ele, só ele, foi comido vivo em banquete por Odete, Judite e Maria Helena. Por isso que em seu braço a formiga bebia água e de sua merda uma tarde voaram borboletas. Porque só o poeta que reflete a lucidez primitiva do desconexo sabe que na vitrine a manequim tem fome.
Tua amada, cadê?, são as estrelas a lhe indagar na solidão das madrugadas. Ela não veio, responde magoado, e vira a cachaça. Agora, debilitado e maltrapilho, defende-se como pode de velhas assombrações, os eletrochoques, aquela virgem ingrata que lhe negou um nheconheco, a surra da multidão em Salvador por lhe confundirem com um bandido… Agora, veja só, lhe proíbem de recitar seus poemas onde antes era aplaudido, como se atrevem? E esses moleques idiotas, que lhe acordam com pedradas, acham que é mendigo, não sabem que saiu no jornal, que o mulherio gama só de olhar? A mãe, tadinha, morrera, ela que cuidava de lhe dar os remédios que sossegavam os burburinhos, e que agora já não parem poemas. Dizem que virou espectro vagante, que é melhor ir para a casa de repouso, que morreu mês passado, ah, não entendem porra nenhuma. Aquele bar ali, outro dia lhe negaram um resto de pão que sobrou na mesa, vão tomar no cu. Felizmente as ruas sabem quem ele é. E pode lavar a calça no banheiro do teatro. E embaixo da passarela ainda lhe deixam dormir. E descansar a carcaça. E sonhar seu sonho louco de liberdade radical…
Ele se foi numa tarde sem vento, com os fogos do ano novo a ignorar sua partida. Como não tinha documento, não podiam liberar o corpo para o velório na biblioteca. Mas ele é o poeta Mário Gomes, os amigos tiveram de explicar. Era a sua credencial, de mais não carecia para adentrar a posteridade. Lá no alto, a lua grávida dele não quis falar. Por detrás do Universo, Jesus tomou uma com Satanás. E mais além, na Praça do Ferreira, um viralata rodou, rodou e mijou um minuto de silêncio."


POEMAS DE MÁRIO GOMES

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SOU UM CACHORRO VIRA-LATA


Sou um cachorro vira-lata
Não tenho residência fixa
Não tenho responsabilidades
Não tenho dono.
Mas, também, não me falta sexo
Porque conheço lindas cadelas
De tipos diversos.

Onde chego procuro alimentos
Fumo na hora em que me é propício
Um cigarrinho com filtro ou sem.

Sou um cachorro fiel e valente
(Só na aparência)
Pois, sou um cachorro vira-lata.

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ANTROPOFAGISMO

Eu, sem ser antropófago,
já saboreei muita gente por aí.
Minhas preferências são os esbeltos
violônicos corpos femininos: a mulher.
Ah! Se a humanidade fosse toda antropófoga
como eu teria o prazer de ser devorado
em um banquete ou bacanal de lindas garotas
sexys, histéricas, eróticas
e eu, em cima de uma mesa qualquer totalmente nu.
Assado ou cozido.
Recheado de cebolas, tomates e farofas.
Enquanto Odete espetava um dos meus esverdeados olhos
que outrora foram profanos,
Judite arrancava minha língua e mastigava furiosamente.
Depois Maria Helena
pegava uma faquinha de mesa e cortava
delicadamente meu pênis ereto e dizia entre-dentes:
– Como é gostoso esse Mário Gomes.

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UMA VIOLENTA ORGIA UNIVERSAL

Olhei o sol.
Me irritei
E larguei a mão na cara dele.
No qual ele ficou
Desacordado por 12 horas ininterruptas.
Dei um ponta-pé nos ovos da terra.
Afastei São Jorge
E mantive relações sexuais com a lua.
Pisoteei o cadáver de satanás
Numa esquina encontrei-me com Deus
E saímos abraçados: rindo e cantando…. Chovia

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METAMORFOSE

Ontem,
Ao meio-dia,
Comi um prato de lagartas
Passei a tarde defecando borboletas.

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AÇÃO GIGANTESCA


Beijei a boca da noite
E engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
Pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade,
Voaram para o Além.
Os animais caíram do abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
E fui descansar na primeira nuvem
Que passava naquele dia
Em que o sol me olhava assustadoramente.
Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
Por detrás do Universo.

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A LOUCA E O MANEQUIM


A menina louca, maltrapilha e suja,
Parou em frente à vitrine da Casa Parente,
E estática olhava para um manequim feminino.
Olhou… olhou… pensou… pensou…
Dado momento perguntou:
“ta com fome, égua?”
Esta pergunta causou-me
Certa impressão, o poeta,
Que também já conversou com os manequins.
Eu dissera: “se fosse realmente mulher
Como és de gesso,
Te daria um prato de comida.”
Será que essa louca é
A personificação da poesia?

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QUANDO EU MORRER


Quando eu morrer
Irão distribuir minhas camisas,
Minhas calças, minhas meias, meus sapatos.
As cuecas jogarão fora.
Ninguém usa cueca de defunto.
Irão vasculhar minha gaveta.
Vão encontrar muita poesia,
Documentos e documentários.
Só sei dizer
Que foi gostoso viver.
Sentir o amor e proteção de minha mãe.
De conhecer meus irmãos, meus amigos.
De ver de perto as mulheres.
Só posso deixar escrito:
“obrigado vida”.

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LIVROS PUBLICADOS DE MÁRIO GOMES

Lamentos do Ego (1981)
Aprendizes da Morte (1982, com Márcio Catunda e Cristiane Marinho)
Emoção Poética (1983)
Resquícios de uma Paisagem da Vida (1988)
Devaneios das Lamentações (1991, com Márcio Catunda)
Terno de Poesia (1997, com Alcides Pinto)
Uma Violenta Orgia Universal (1999, antologia poética)
"Era um burburinho que rodava dentro da cabeça dele, sem parar. Uma noite rodou, rodou e pariu um poema. E ele riu da própria marmota. Descobriu-se poeta.

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POLÍTICA CULTURAL

Em evento de posse, Juca recebe apoio de ministros petistas

Ministros de peso da Esplanada compareceram à solenidade, na manhã desta segunda-feira (12), de transmissão de cargo do novo ministro da Cultura, Juca Ferreira. Ao assumir o microfone, o novo titular da pasta agradeceu "o apoio que significa o conjunto de representação do governo".Então secretário da área na cidade de São Paulo, na gestão Fernando Haddad, Juca foi alvo de duras críticas da ex-ministra da pasta e senadora Marta Suplicy (PT-SP), que apontou "desmandos" no ministério quando Juca era o titular (2008-2010)."É um excelente ministro, um excelente trabalho. [Temos] uma confiança enorme num mandato inovador, aberto, valorizando a cultura brasileira. É um excelente companheiro de governo", disse Miguel Rossetto (Secretaria-geral), um dos ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff.
Secretário-geral nacional do PT, o deputado Geraldo Magela (DF) minimizou os atritos internos. "O PT é uma metamorfose ambulante, nós estamos sempre mudando, sempre melhorando. Se for isso, não tem problema".Congressistas do PT argumentaram que as declarações recentes de Marta decorrem principalmente de um desejo da senadora candidatar-se à prefeitura paulista - e menos de divergências efetivas com o novo titular da pasta. "Ela nos cria um problema pela dimensão que ela tem, pela consideração que todos nós temos por ela, que foi uma boa prefeita. De fato, as declarações dela são extremamente contundentes, mas ainda tenho esperança de que através do diálogo se consiga contornar isso", disse o deputado Jorge Bittar (PT-RJ). "Isso expressa mais o desejo dela de ser candidata em SP do que propriamente do que uma contradição muito profunda com o partido, que ela nunca expressou dessa forma", concluiu.
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) preferiu não opinar quando questionado se a postura da senadora cria um caminho para sua saída do partido. "Não gosto de fazer qualquer avaliação sobre a intenção das pessoas. Acho que o melhor agora é o diretório [do PT] se reunir", disse.
Ao todo, ao menos dez ministros marcaram presença no evento: Aloizio Mercadante (Casa Civil), Nilma Lino Gomes (Igualdade Racial), Eleonora Meneccuci (Mulheres), Aldo Rebello (Ciência e Tecnologia, Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Carlos Gabas (Previdência Social), Arthur Chioro (Saúde), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Vinícius Lage (Turismo) e Jacques Wagner (Defesa).
Juca também agradeceu as palmas de autoridades e representantes da cultura, que lotaram teatro em Brasília onde ocorre o evento. "Tenho muito carinho por esse apoio e por isso gostaria, em primeiro lugar, de agradecer a presença de você."
"Além do apoio da nossa presidenta, tenho certeza que a nova equipe econômica, ainda que desafiada a prover ajuste fiscal em nosso país, será sensível a essa necessidade", afirmou ele. Diante de cortes no orçamento da Esplanada, o novo ministro da Cultura defendeu a manutenção de recursos para a pasta, sem os quais "não conseguiremos realizar nossos anseios". Juca assumiu compromissos como o de modernizar a legislação do direito autoral, dar "transparência absoluta" às decisões do ministério por meio de um "gabinete digital" e aprimorar o sistema de financiamento da área.
"A cultura brasileira não pode ficar dependente dos departamentos de marketing das grandes corporações", afirmou, sendo longamente aplaudido. "É muito bom estar de volta. E é melhor ainda fazê-lo olhando pra frente", afirmou em seu discurso, de cerca de 3 minutos. Juca prometeu uma "diplomacia cultural" e se emocionou ao lembrar da influência da cultura africana no Brasil. "O Minc volta a ser espaço de experimentação do mundo. O Minc está de volta ao futuro", concluiu.

PROGRAMAÇÃO DE CINEMA

Os melhores filmes do ano passado no Dragão do Mar 
Mostra Expectativa/Retrospectiva será realizada até 14 de janeiro, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco
"Ninfomaníaca", de Lars von Trier, será um dos filmes a serem exibidos na Mostra
Com o desafio de radicalizar a experiência das salas em 2015, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura anuncia a primeira edição da Mostra Expectativa/Retrospectiva, que será realizada no Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco até o dia 14 de janeiro próximo, com a exibição de 61 longas-metragens, entre os mais marcantes de 2014, as potenciais estreias dos próximos meses e grandes clássicos.
Realizada no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Recife) desde 1998 com sucesso absoluto de público, a Mostra Expectativa/Retrospectiva tem como objetivo exibir alguns dos filmes mais fortes do ano que passou e as principais estreias do início do ano que começa. As datas e horários de cada filme serão divulgados no dia 26/12, mas a listagem dos filmes segue logo abaixo.
Em apenas 15 meses, o Cinema do Dragão – Fundação Joaquim Nabuco consolidou-se como um espaço democrático e plural. Estimamos que, nesse tempo, pelo menos 61.000 espectadores terão acompanhado as nossas sessões até o fim de dezembro. O desafio de criar um elo permanente entre o público de Fortaleza e as múltiplas formas e temas da cinematografia mundial e brasileira foi atingido.
Em 2014, foram exibidos 73 longas metragens (entre clássicos, contemporâneos, locais, sessões especiais e filmes em circuito) e incontáveis curtas metragens nacionais ao longo do ano. Criamos também a faixa Conversa de Cinema, na qual realizamos diversos debates com importantes nomes da cinematografia brasileira. A exibição de clássicos, constante desde a inauguração do cinema, foi ampliada e fortalecida, chegando à marca de 18 clássicos estrangeiros exibidos durante o ano em cópias digitais restauradas (DCP 2K e 4K) e no suporte original 35mm. Ingressos: R$ 12 e R$ 6 (meia).




// PROGRAMAÇÃO

02 de Janeiro - Sexta-feira
14h30 / Balada de um Homem Comum – 104 min – 12 anos (Sala 2)
15h / Hoje Eu Quero Voltar Sozinho – 96 min – 12 anos (Sala 1)
16h30 / Vidas ao Vento – 16h30 – 126 min – 12 anos (Sala 2)
17h / Sob a Pele – 110 min – 12 anos (Sala 1)
19h / Nick Cave – 20.000 Dias na Terra – 97 min – 12 anos (Sala 2)
19h30 / Mommy – 139 min – 14 anos (Sala 1)

03 de Janeiro – Sábado
14h / O Grande Hotel Budapeste – 100 min – 14 anos (Sala 2)
15h / Praia do Futuro – 106 min – 16 anos (Sala 1)
16h / O Lobo de Wall Street – 180 min – 18 anos (Sala 2)
17h / Era Uma Vez em Tóquio – 136 min – Livre (Sala 1)
19h30 / O Amor é Estranho – 95 min – 18 anos (Sala 2)
19h45 / O Abutre – 120 min – 12 anos (Sala 1)

04 de Janeiro – Domingo
14h30 / Ninfomaníaca – Parte 1 – 120 min – 18 anos (Sala 2)
15h / Garota Exemplar – 149 min – 16 anos (Sala 1)
17h / Um  Corpo que Cai – 128 min – 14 anos (Sala 2)
18h / O Ciúme – 77 min – 12 anos (Sala 1)
19h30 / Força Maior – 124 min – 12 anos (Sala 2)
19h45 / Nós Somos as Melhores – 102 min – 12 anos (Sala 1)

06 de Janeiro – Terça-Feira
15h30 / Cupcakes – Música e Fantasia – 92 min – 10 anos (Sala 1)
15h30 / Bem-Vindo a Nova York – 125 min – 18 anos (Sala 2)
17h30 / Libertem Angela Davis – 102 min – 14 anos (Sala 1)
18h / No Limite do Amanhã – 113 min – 14 anos (Sala 2)
19h30 / O Lugar das Perdas (Conversa de Cinema do Israel Branco) – 80 min – Livre (Sala 1)
20h / Bem Perto de Buenos Aires – 80 min – 14 anos (Sala 2)

07 de Janeiro - Quarta-Feira
15h / Magia ao Luar – 100 min – 12 anos (Sala 2)
15h30 / The Rover – A Caçada – 103 min – 16 anos (Sala 1)
17h / O Pequeno Fugitivo – 80 min – 10 anos (Sala 2)
17h30 / Mommy – 139 min – 14 anos (Sala 1)
19h / Interstellar – 170 min – 12 anos (Sala 2)
20h30 / My Name is Now – Elza Soares – 71 min – 14 anos (Sala 1)

08 de Janeiro – Quinta-Feira
15h15 / Ninfomaníaca – Parte 2 – 123 min – 18 anos (Sala 2)
16h / Nick Cave – 20.000 Dias na Terra – 97 min – 12 anos (Sala 1)
17h45 / O Grande Momento – 80 min – Livre (Sala 2)
18h / Amantes Eternos – 123 min – 12 anos (Sala 1)
19h30 / Garotas – 112 min – 14 anos (Sala 2)
19h45 / Era Uma Vez em Nova York – 120 min – 14 anos (Sala 1)

09 de Janeiro - Sexta-Feira
15h45 / Cortinas Fechadas – 106 min – 12 anos (Sala 1)
16h / Um Fim de Semana em Paris – 90 min – 12 anos (Sala 2)
17h45 / Sinfonia da Necrópole – 85 min – 14 anos (Sala 1)
18h / Bem Perto de Buenos Aires – 80 min – 14 anos (Sala 2)
19h30 – Acima das Nuvens – 124 min – 14 anos (Sala 1)
19h45 – Fome de Viver – 97 min – 16 anos (Sala 2)

10 de Janeiro – Sábado
15h / O Homem Duplicado – 90 min – 16 anos (Sala 2)
15h30 / Quando Eu Era Vivo – 108 min – 14 anos (Sala 1)
17h / Os Pássaros – 120 min – 14 anos (Sala 2)
17h30 / Jersey Boys – 134 min – 12 anos (Sala 1)
19h30 / Depois da Chuva (Conversa de Cinema com Claudio Marques) – 90 min – 12 anos (Sala 2)
20h / Ida – 82 min – 14 anos (Sala 1)

11 de Janeiro – Domingo
14h30 / Nós Somos as Melhores – 102 min – 12 anos (Sala 1)
15h30 / O Vento Lá Fora – 64 min – Livre (Sala 2)
16h45 / Boyhood – 164 min – 14 anos (Sala 1)
17h / Os Doces Bárbaros – 100 min – 12 anos (Sala 2)
19h / Leviatã – 142 min – 14 anos (Sala 2)
20h / Amor, Plástico e Barulho – 86 min – 14 anos (Sala 1)

13 de Janeiro – Terça-Feira
15h / Relatos Selvagens – 120 min – 14 anos (Sala 2)
15h45 / Violette – 140 min – 14 anos (Sala 1)
17h45 / Hiroshima, Mon Amour – 91 min – 14 anos (Sala 2)
18h30 / A Vida Privada dos Hipopótamos – 91 min – 12 anos (Sala 1)
19h45 / Retorno a Ítaca – 95 min – 16 anos (Sala 2)
20h30 / Sopro – 73 min – Livre (Sala 1)

14 de Janeiro - Quarta-Feira
14h40 / O Abutre – 120 min – 12 anos (Sala 1)
16h / Ida – 82 min – 14 anos (Sala 2)
17h / O Crítico – 98 min – 12 anos (Sala 1)
17h30 / Brincante – 93 min – Livre (Sala 2)
19h30 / Cães Errantes – 138 min – 16 anos (Sala 1)
19h45 / A História da Eternidade – 120 min – 16 anos (Sala 2)