TELEVISÃO

Novo seriado de Miguel Falabella estreia hoje na Globo
 
“Pé na Cova”  fala sobre morte com muito humor e promete boas risadas para as noites de quinta-feira

 
Como janeiro é um mês de estreias na televisão, nesta quinta os telespectadores já podem se programar para conhecer o elenco de Pé na Cova, novo seriado cômico de autoria de Miguel Falabella. A direção geral fica com Cininha de Paula e a direção de núcleo por conta de Roberto Talma.
O slogan da animada família Pereira é: “A morte é o nosso negócio. A sua tristeza é a nossa alegria”. Falabella brinca e os denomina como a "família Addams do Irajá". Este é um grupo de pessoas atrapalhadas que soube empreender e fez da morte o seu negócio na busca pelo up grade social. Entre suas invenções para atender melhor a clientela, fizeram uma parceria com o carrinho de lanches da esquina, apresentando sanduíches temáticos como morte-natural, caixão-quente e x-túmulo.
Pensando na comodidade do serviço, eles oferecem o nada convencional velório drive thru, e por aí segue uma porção de excentricidades. Num estabelecimento que reúne familiares e todos os agregados possíveis, não poderia faltar um nome tão sugestivo: F.U.I. – Funerária Unidos do Irajá.
Todas as histórias dessa galera desajustada está ambientada em Irajá, bairro na zona norte do Rio de Janeiro, o seriado tem 14 personagens fixos, que tentam lidar com seus sonhos e frustrações, sempre de forma muito bem humorada. Falabella, o protagonista, é Ruço, apelido de Gedivan Pereira, patriarca da família disfuncional que luta para sobreviver, ironicamente, através da morte. Herdou do pai a F.U.I., estabelecimento no qual a vida de todos transcorre. Visando incrementar o faturamento, instalou uma capela na funerária para velar os defuntos ali mesmo, o que só fez aumentar a possibilidade de confusões.

 






Filme sobre Gonzagão vai do cinema para a TV
 

Em comemoração ao centenário de Luiz Gonzaga, Rede Globo exibe microssérie sobre o Rei do Baião
 

>Adelio Lima, guia do Museu Luiz Gonzaga em Caruaru, foi o escolhido para interpretar Gonzaga aos 70 anos
  
Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, pai e filho, se encontram e se perdem muitas vezes até se conhecerem de verdade. A história dos dois será contada pela microssérie 'Gonzaga - de pai pra filho', versão para a televisão do filme de Breno Silveira com roteiro de Patricia Andrade e colaboração de George Moura. É uma coprodução da Rede Globo com a Conspiração Filmes em comemoração ao centenário do cantor.
A microssérie será apresentada em quatro capítulos, do dia 15 ao dia 18 de janeiro, e o telespectador vai conhecer a trajetória do Rei do Baião e a sua relação com seu filho, um dos maiores símbolos da MPB.
O projeto do filme nasceu em 2005, quando as produtoras Marcia Braga e Maria Hernandez, que assinam o argumento do longa, apresentaram para o diretor Breno Silveira fitas cassetes gravadas por Gonzaguinha, em que ele tentava resgatar a história de seu pai. A microssérie contará com cenas e arquivos inéditos além de um novo prólogo.
A mesma música que os uniu e os consagrou também os distanciou. O pai põe o pé na estrada à procura do seu destino e deixa o menino ainda pequeno, órfão de mãe, para os padrinhos criarem no morro de São Carlos. São inúmeros os desencontros. Mesmo assim, sempre que esse pai reaparece, faz brilhar os olhos do seu moleque. Um amor incondicional, embora contido. Mas verdadeiro, humano, e que se faz infinito.
Uma história de amor, de dois homens que viveram intensamente suas paixões: o palco e a estrada. E, através da música, fizeram um inventário das próprias vidas. Para o diretor Breno Silveira, um dos maiores desafios de 'Gonzaga - de pai pra filho', foi escolher os três atores que interpretariam as diferentes fases da vida de Luiz Gonzaga. "Chegamos a ter cinco mil candidatos a Gonzagão".
Land Vieira, o único dos três que já era ator, interpreta Luiz Gonzaga dos 17 aos 23 anos. O sanfoneiro Chambinho do Acordeon embarca em sua primeira experiência como ator no papel do Rei do Baião dos 27 aos 50 anos. "Ele trazia alguma coisa no sorriso que o Gonzagão tinha, além de ser um exímio sanfoneiro", conta Breno. Adelio Lima, guia do Museu Luiz Gonzaga em Caruaru, foi o escolhido para interpretar Gonzaga aos 70 anos. "Ele se revelou um ator brilhante".
Para escolher os atores que interpretariam Gonzaguinha, Breno não teve dúvidas. "No primeiro dia de testes, entrou no estúdio um cara igual ao Gonzaguinha, só depois soube que era o Júlio Andrade, que se caracterizou para o papel. Para mim, ele reencarnou Gonzaguinha". O ator interpreta o músico dos 35 aos 40 anos. Giancarlo Di Tommaso vive Gonzaguinha dos 17 aos 22 anos. E Alisson Santos, dos 10 aos 12 anos.
Além dos atores Chambinho do Acordeon, Nanda Costa, Julio Andrade, a microssérie conta com a participação especial de Domingos Montagner, Cecília Dassi, João Miguel e Zezé Motta.
 








Novo humorístico, “Amigos da Onça” estreia no SBT
 
Programa investirá em pegadinhas nas noites de segunda


Quem é fã de humor e câmera escondida não pode perder a estreia de “Amigos da Onça”, novo programa de humor do SBT, que estreia na segunda-feira, 07 de Janeiro, às 22h45. Criado nos Estados Unidos e com passagens pela Alemanha, Bélgica e Holanda, o formato “Impractical Jokers” chega ao Brasil com uma leva de mais de 32 milhões de fãs em todo o mundo.

 “Amigos da Onça” reúne quatro humoristas em desafios hilários e surpreendentes, registrados por câmeras escondidas nos locais mais inusitados da cidade. Nesse programa o que importa não é aquele que se dá melhor e sim o perdedor que tem que enfrentar uma nova situação ainda mais constrangedora no final da competição.

Em cada desafio, um dos humoristas atua enquanto os outros três permanecem em um local escondido, dirigindo a cena por um ponto eletrônico instalado no ouvido do humorista atuante. O humorista tem que obedecer as ordens dos colegas e ainda lidar com a reação das pessoas à sua volta, que não sabem do desafio. Quem ganha é o público, que dá risada do começo ao fim do episódio.

Que tipo de desafios são estes?! Tentar fotografar o maior número de pés em uma loja de calçados e se passar por um padeiro maluco são só algumas das produções no Brasil. Cada desafio cumprido vale um ponto e, aquele que acumular mais derrotas é punido. O que será que eles estão dispostos a fazer para cumprir os desafios?! Você não perde por esperar.

 “Amigos da Onça” é dirigido por Denis Salles que efatiza " O " amigos da onça" é um programa de humor inovador feito para toda a familia rir muito". Amigos da Onça estreia dia 7 de Janeiro e vai ao ar todas as segundas-feiras, às 22h45.

TRIBO ELETRÔNICA

TOP DVD

Espere algo leve, simples e divertido
 

“O Que Esperar Quando Você Está Esperando” é boa opção de comédia nas locadoras
 

O mundo do cinema já brincou com livros para todos os lados, mas esta é uma das poucas vezes que a adaptação foi tão ousada, ou seria a palavra certa “distante”? Inspirado no best-seller de saúde e cuidados para gestantes, de mesmo nome, “O Que Esperar Quando Você Está Esperando” (“What to Expect When You’re Expecting”, em inglês. Edição em português pela Editora Record), o filme parte do puramente educativo para criar uma comédia romântica divertida, aproveitando todos os obstáculos da vida dos casais quando um bebê está a caminho.
A trama acompanha vários casais que, cada um a seu modo, estão à espera de um bebê. Jules (Cameron Diaz) é uma apresentadora de um programa de perda de peso que está grávida de Evan (Matthew Morrison), astro de programas de dança, e a dupla não demora para descobrir que além das dificuldades da gravidez em suas vidas pessoais, suas carreiras acabam abaladas quando isso vira assunto para o público. Já Wendy (Elizabeth Banks) é uma autora de livros para mães que descobre que nada é tão bonito quanto em seus livros quando acontece com ela, ao mesmo tempo que seu marido Gary (Ben Falcone) tem que lidar com seu pai ricaço e extremamente competitivo, Ramsey (Dennis Quaid) e Skyler (Brooklyn Decker), sua esposa muito mais jovem, que espera gêmeos. A fotógrafa Holly (Jennifer Lopez) não está grávida, mas pronta para adotar – exceto que seu marido, Alex (Rodrigo Santoro), não está tão certo do que quer. Por último temos Marco (Chace Crawford) e Rosie (Anna Kendrick) que, se reencontrando anos depois de paqueras colegiais, acabam com uma surpresa que muda completamente seus planos.
 

Falar sobre filhos e gravidez sempre dá muita margem para conversa. Afinal, tudo pode acontecer. E é esse o primeiro grande acerto de “O Que Esperar”: ao trabalhar cinco casais diferentes, vemos “variáveis” diversas, desde as dificuldades femininas, à falta de preparo ou o simples pânico. Cada casal é diferente, apesar do ponto comum. Como gravidez também é assunto sério e pode contar com seus percalços, o filme não deixa de explorar, ainda que rapidamente, alguns dos possíveis sustos e surpresas negativas do processo, mas no geral, o clima é positivo e sempre temos a certeza de um final feliz.
A idéia aqui não nem de longe ser educativo, como o livro inspirador pretende, mas sim ser uma conversa divertida sobre as manias e tropeços na gravidez, seja na discordância dos pais para as pequenas grandes decisões, como no caso de Jules e Evan, ou os casos mais estressantes e cansativos, como de Wendy e Gary. Não há o que reclamar do elenco, que ousa pela variedade e conquista o público rapidamente. Santoro está no mesmo nível que seus companheiros, seja em atuação, quantidade de cenas ou número de falas. De fato, o brasileiro diverte por conta própria, junto com Lopez ou como um dos astros de um dos sub-enredos mais divertidos do filme, um grupo de “paizões” conhecidos como “Os Caras” que, liderados por Vic (Chris Rock), passam a ensinar a Alex (Santoro) as nuances da vida de pai.
O filme divide as tramas, costurando-as umas com as outras. Esteja você esperando ou não, “O Que Esperar” é diversão despretensiosa e divertida em que todos conseguem encontrar algo que gostam, mesmo aqueles que nunca tenham pensado em ter filhos.






Comédia “O Ditador” chega nas locadoras

O engraçado Sacha Baron Coen faz graça com o poder dos políticos corruptos e sanguinários de países fundamentalistas


A parceria entre o diretor Larry Charles e o ator Sacha Baron Cohen rendeu dois filmes com um estilo semelhante. Tanto Borat como Brüno possuíam um roteiro bastante improvisado, com várias cenas em que os personagens de Sacha interagiam com pessoas comuns, garantindo momentos autênticos e hilários. Em O Ditador isso foi deixado de lado para dar lugar a um roteiro 100% encenado. Tal medida poderia significar uma evolução da dupla, mas isso não acontece, já que o enredo mostra-se extremamente infantil na maior parte do tempo, contando com poucos momentos realmente inspirados.

Tudo começa de maneira promissora: uma dedicatória ao falecido ditador Kim Jong-il e cenas mostrando as peculiaridades de Aladeen, o líder autoritário da República de Wadiya. Nos divertidíssimos minutos iniciais, vemos o ditador criando leis absurdas de gramática, promovendo e vencendo todas as provas de uma olimpíada que não preza pelo espírito esportivo, discutindo com um engenheiro por não fazer uma bomba nuclear pontuda e mandando matar pessoas do seu convívio pelos motivos mais banais.

As coisas perdem um pouco da graça quando ele sai do seu país e chega em Nova York. O filme desperdiça tempo em um romance bobinho e com algumas críticas sociais nada sutis. Não dá para negar que Sacha Baron Cohen consegue nos fazer rir com o seu timing cômico perfeito e com a sua coragem por não considerar nenhum assunto tabu. São muitas as piadas politicamente incorretas que podem até ofender aqueles que tem dificuldades de aceitar que trata-se apenas de um filme.

No final das contas O Ditador se salva graças a cenas pontuais. No geral, é um roteiro problemático que evidencia uma falta de maturidade dos criadores que pelo jeito vai durar eternamente. Recomendado só para fãs de Sacha Baron Cohen e para aqueles que já assistiram a quase tudo o que está em cartaz atualmente.

TURISMO

TV POR ASSINATURA

TNT transmite ao vivo o 70º Globo de Ouro

Em 2013, evento teve homenagem a Jodie Foster

Ao vivo, e na companhia dos maiores astros da atualidade, a TNT trouxe novamente ao público todos os detalhes da 70ª edição do Globo de Ouro. No domingo o canal transmitiu a íntegra do evento que premia anualmente o melhor da TV e do cinema na opinião da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA na sigla em inglês).
A cobertura, que teve os comentários do crítico de cinema Rubens Ewald Filho, começou com a chegada dos convidados pelo tradicional tapete vermelho, e segue, por aproximadamente três horas, até a entrega do último troféu no suntuoso salão do Beverly Hilton Hotel, casa do Globo de Ouro® desde 1961.

> CLIQUE AQUI, CURTA A PÁGINA DO DIVIRTA-CE NO FACEBOOK, E CONFIRA A COBERTURA COM MAIS FOTOS E INFORMAÇÕES


Confira a lista de indicados e VENCEDORES ao Globo de Ouro 2013:



Melhor Filme em Drama
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora mais escura

Melhor filme em língua estrangeira
Amor
A Royal affair
Intocáveis
Kon Tiki
Rust and Bone

Melhor Diretor

Ben Affleck - Argo
Kathryn Bigelow - A Hora mais escura
Ang Lee - As Aventuras de Pi
Steven Spielberg - Lincoln
Quentin Tarantino - Django Livre

Melhor Roteiro
Chris Terrio - "Argo"
Mark Boal - "A Hora Mais Escura"
Tony Kushner - "Lincoln"
Quentin Tarantino - "Django Livre"
David O.Russell - "O Lado Bom da Vida"

Melhor ator em filme de drama
Daniel Day-Lewis - Lincoln
Richard Gere - A Negociação
John Hawkes - As Sessões
Joaquin Phoenix - O Mestre
Denzel Washington - O Voo

Melhor atriz em filme de drama

Jessica Chastain - A Hora Mais Escura
Marion Cotillard - Ferrugem e Osso
Helen Mirren - Hitchcock
Naomi Watts - O Impossível
Rachel Weisz - The Deep Blue Sea

Melhor filme em musical ou comédia

O Exotico Hotel Marigold
Os Miseráveis
Moonrise Kingdom
Amor Impossível
O Lado Bom da Vida

Melhor atriz em comédia

Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida
Judi Dench - O Exotico Hotel Marigold
Maggie Smith - Quartet
Emile Blunt - Amor Impossível
Meryl Streep - Um Divã Para Dois 

Melhor ator em comédia

Bradley Cooper - O Lado Bom da Vida
Bill Murray - Um Fim de Semana em Hyde Park
Hugh Jackman - Os Miseráveis
Jack Black - Bernie
Ewan McGregor - Amor Impossível

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams - O Mestre
Sally Field - Lincoln
Anne Hathaway - Os Miseráveis
Hellen Hunt - As Sessões
Nicole Kidman - The Paper Boy

Melhor Ator Coadjuvante

Alan Arkin - Argo
Leonardo DiCaprio - Django Livre
Philip Seymour Hoffman - O Mestre
Tommy Lee Jones - Lincoln
Christoph Waltz - Django Livre

Melhor Animação

Valente
Frankenweenie
Hotel Transilvânia
A Origem dos Guardiões
Detona Ralph

Melhor Trilha Sonora

As Aventuras de Pi
Argo
Anna Karenina
A Viagem
Lincoln

Melhor Canção Original

Skyfall (007 - Operação Skyfall)
Safe and Sound (Jogos Vorazes)
Suddenly (Os Miseráveis)
Not Running Anymore (Amigos Inseparáveis)
For You (Ato de Coragem)

TV
Melhor Série em Comédia/musical
The Big Bang Theory
Episodes
Girls
Modern Family
Smash

Melhor Atriz em Série para TV Comédia/Musical

Zooey Deschanel (New Girl)
Julia-Louis Dreyfus (Veep)
Lena Dunham (Girls)
Tina Fey (30 Rock)
Amy Poehler (Parks & Rec)

Melhor Ator em Série para TV Musical/Comédia

Don Cheadle - "House of Lies"
Alec Baldwin - "30 Rock"
Louis CK - "Louie"
Matt LeBlanc - "Episodes"
Jim Parsons - "The Big Bang Theory"
 

Melhor Série em Drama

"Breaking Bad"
"Boardwalk Empire"
"Downton Abbey"
"Homeland"
"The Newsroom"

Melhor Ator em Série de Drama

Steve Buscemi (Boardwalk Empire)
Bryan Cranston (Breaking Bad)
Jeff Daniels (The Newsroom)
Jon Hamm (Mad Men)
Damien Lewis (Homeland)

Melhor Atriz em Série de Drama
Connie Britton (Nashville)

Glenn Close (Damages)

Claire Danes (Homeland)

Julianne Margalies (The Good Wif)
Michelle Dockery (Downton Abbey)

Melhor Minissérie ou Filme para TV
Game Change

The Girl
Hatfields
The Hour

Political Animals

Melhor Ator em Minisséries

Kevin Costner (Hatfields & McCoys)
Benedict Cumberbatch (Sherlock)
Woody Harrelson (Game Change)
Toby Jones (The Girl)
Clive Owen (Hemingway & Gelhorn)

Melhor Atriz em Minisséries
Nicole Kidman (Hemingway & Gelhorn)
Jessica Lange (American Horror Story: Asylum)
Sienna Miller (The Girl)
Julianne Moore (Game Change)
Sigourney Weaver (Political Animals)

Melhor Atriz Coadjuvante em Minisséries
Hayden Panettiere (Nashville)
Archie Panjabi (The Good Wife)
Sarah Paulson (American Horror Story)
Maggie Smith (Downton Abbey)
Sofia Vergara (Modern Family)

Melhor Ator Coadjuvante em Minisséries
Max Greenfield (New Girl)
Ed Harris (Game Change)
Danny Huston (Magic City)
Mandy Patinkin (Homeland)
Eric Stonestreet (Modern Family)

Melhor Ator Coadjuvante em Minisséries

Hayden Panettiere (Nashville)
Archie Panjabi (The Good Wife)
Sarah Paulson (American Horror Story)
Maggie Smith (Downton Abbey)
Sofia Vergara (Modern Family)

DESTAQUES

Escritoras cearenses entram na febre das histórias “pornô-soft”
 

Tercia Montenegro e Ana Miranda estão na coletânea de contos“50 Versões de Amor e Prazer”
 

O sucesso da trilogia “Cinquenta Tons de Cinza” gerou uma febre pornográfica na literatura que alcançou também a produção nacional. Em “50 Versões de Amor e Prazer”, que chega às livrarias, 13 autoras brasileiras mostram seus contos eróticos. A seleção foi feita por Rinaldo de Fernandes, que é escritor e professor de literatura. Entre as escolhidas está a jovem Luisa Geisler, de 21 anos, que assina quatro breves histórias, “Penugem”, sobre um homem que gosta de meninas mais novas, e “Foi Assim que Começou”.
No elenco de autoras há também veteranas como Márcia Denser. A paulistana cedeu quatro contos para a coletânea. Em “O Animal dos Motéis”, ela inicia a história com um trecho da música “Desabafo”, de Roberto Carlos. A canção embala as aventuras passadas no quarto de um motel.
E como é elaborado o erotismo na obra? Ainda segundo o ensaio do organizador, “ora romântico, refinado, implícito, ora obsceno, pervertido, bizarro – reflete de algum modo, e criticamente, nos momentos mais crus, a cultura da pornografia, a indústria do sexo e seus incontáveis produtos”.
“Hot dog”, de Állex Leilla, flagra uma mulher no trânsito que de repente se depara com um “ex-amigo” – e aí lhe ocorrem imagens intensas, de instantes que ela passou com o rapaz; a mulher revive ao volante cenas de sexo bizarro. “Enquanto seu lobo não vem”, de Ana Ferreira, é escrito em forma de carta, da mulher para o marido pedófilo.
 “A sesta”, da cearense Ana Miranda, é um conto notável – ativa o apetite do leitor ao associar os campos semânticos do sexo e do paladar. “Perversão”, de Ana Paula Maia, é a história de um homem casado cujo prazer erótico está em seduzir outras mulheres e dispensá-las após um jantar romântico, deixando-as arrasadas. “O amante de mamãe”, de Andréa del Fuego, é demolidor – a mãe e o pai, as aparências preservadas, optam pela traição; a filha almeja um amante como o da mãe. Cecilia Prada, em “Insólita flor do sexo”, de um erotismo requintado, relata as descobertas de uma menina de 13 anos num colégio de freiras (tem o desejo despertado por uma das freiras que parece “um homem” e que a menina, retocando-lhe a figura, imagina ser seu “namorado”).
“Romance de calçada”, de Juliana Frank, é magistral – trata-se de uma pequena obra-prima da narrativa sadomasoquista. “Pérolas absolutas”, de Heloisa Seixas, traz como protagonista uma mulher que circula de carro na noite e se depara com um travesti – a narrativa expõe os subterrâneos, as sombras por onde os seres, solitários e sequiosos, deslizam na grande cidade. “Romã”, de Leila Guenther, é a história de Lia e sua relação com um professor de psicologia. No conto um incesto é insinuado.
Luisa Geisler tem apenas 21 anos e é uma das revelações da literatura brasileira. “Penugem”, com um narrador-personagem astuto, aparentando não ser o que de fato é (um pedófilo, “espectador” de sua própria filha), é um conto estupendo. As protagonistas de Márcia Denser são irônicas, liberadas, permissivas – uma das melhores cenas de sexo de nossa literatura é a do desfecho de “O animal dos motéis”.
Marilia Arnaud, a única paraibana que integra a coletânea, é uma contista impiedosa – o premiado “Senhorita Bruna” é sobre ciúme e vingança (traz uma frenética cena de masturbação). Em “Curiosidade”, outra cearense, a escritoraTércia Montenegro, com a protagonista numa varanda, “nua e indefesa”, induzida pelo parceiro, explora o tema do exibicionismo. “Um caso familiar”, também de Tércia, é um conto imaginativo e impactante – Jéssica, a amiga da narradora, pratica sexo (ménage) com Rubem e a avó deste.





VIII Mostra BCAD de Artes acontece nessa sexta e sábado no Teatro José de Alencar

O palco do TJA recebe espetáculos que irão encantar toda a família nesse período de Natal

Mais de 400 crianças da ONG Bailarinos de Cristo Amor e Doações participam da apresentação de "A Fuga de Emília", hoje e amanhã, às 17h30

O grupo Bailarinos de Cristo Amor e Doações – BCAD -sob a direção da professora e coreógrafa Janne Ruth apresenta nesta sexta e sábado, no Teatro José de Alencar, a VIII Mostra de Artes BCAD. Os alunos do BCAD, ONG que ajuda crianças carentes, oferecendo cursos de arte e esporte, vão iniciar a programação  às 17h30, com o espetáculo “A Fuga de Emília”. Baseado no livro clássico de Monteiro Lobato, com adaptação de Atenita Kaira, a peça é contada de forma bem divertida e irá agradar a pessoas de todas as idades, assim como “O Sitio do Pica-pau Amarelo”.  A entrada é gratuita.
No elenco, 400 crianças, adolescentes e jovens todas da periferia de Fortaleza encantarão o público presente no TJA. Muitas dessas crianças já conhecem o Teatro e alguns palcos do Brasil e do exterior através da BCAD, e outras realizam o sonho de se apresentar pela primeira vez: um conto de fadas tendo em vista a vida difícil que muitas delas levam até mesmo a falta de dinheiro para pagar um ônibus. A ONG paga a passagem e cursos para buscar as crianças em árfeas da Comunidade das Placas, Vicente Pinzon, Praia do Futuro, Mucuripe e Castelo Encantado.
Na história da peça, Emília, a boneca muito esperta que adora ser a número um de Narizinho e Pedrinho, foi colocada junto a outros brinquedos empoeirados na estante do quarto, e se sentiu muito ofendida com seus donos. Por se sentir abandonada, triste, Emília decide ir embora. É quando Narizinho, Pedrinho e todos os outros personagens de Monteiro Lobato como Dona Benta e o Visconde de Sabugosa, começam a sentir a falta da alegria da boneca, e começam a procurar Emília.
Dentro da programação de espetáculos da oitava edição da Mostra BCAD de Artes, às 19h30, será apresentado mais dois espetáculos, dessa vez da Escola de Ballet Janne Ruth, recebendo 30 bolsistas do Grupo BCAD em formação acadêmica de ballet clássico, e mais 100 alunos da Escola, com o espetáculo de dança ‘A Gloriosa Era Diaghilev e Os Balés Russos’. Ingresso: Meia R$ 10,00 Inteira 20,00.
O ‘Les Ballets Russes’ foi uma companhia de balé emigrada da Rússia, com sede em Paris, cuja atividade manteve-se de 1909 a 1929. Esta grande companhia influenciou todas as formas do balé contemporâneo, e seus vinte anos de existência mereceram, certamente, entrar para a história da dança com o nome de ‘Era Diaghilev’. Sergei Diaghilev, apesar de nunca ter sido bailarino profissional, conseguiu juntar em uma companhia os melhores coreógrafos, bailarinos e designers da época. De 1909 a 1912, foi-se desenvolvendo o balé clássico, onde Diaghilev revelou ao mundo uma arte genuinamente russa e seus grandes intérpretes. Durante o tempo em que a companhia de Diaghilev atuou, grandes coreógrafos marcaram suas presenças em pesquisas e descobertas, em busca “não apenas de passos novos, mas de um novo espírito”, traçando assim novos caminhos no mundo da dança, a exemplo de: Mikhail Fokine, Vaslav Nijinsky, Leonide Massine, Bronislava Nijinska, George Balanchine e Serge Lifar.
No 2º ato destas duas noites de Mostra BCAD, o palco recebe “Kemet”, mais uma criação da bailarina e coreógrafa Atenita Kaira. O Egito é foco do tema desta apresentação, com suas riquezas, múmias, deuses, faraós, segredos que envolvem suas pirâmides. Um dos antigos nomes egípcios para o Egito era Kemet, ou "terra negra" que advém do solo fértil negro depositado pelas cheias do Nilo, distinto da "terra vermelha" do deserto. Conheça um pouco dessa magnífica e encantadora história repleta de segredos, reunindo a família e indo ao Teatro José de Alencar, nesta sexta ou sábado, a partir das 17h30. O patrocínio da VIII Mostra BCAD de Artes é da Coelce e Petrobras, com o apoio do Governo do Estado do Ceará, COMDICA, Fundação Beto Studart, Scientific – Soluções para a Saúde.
SERVIÇO
VII Mostra BCAD de Artes
17H30 – “A Fuga de Emília” – Espetáculo infantil gratuito
19H30 – “A Gloriosa Era Diaghilev e Os Balés Russos” e “Kemet”. – Espetáculos de dança – Ingresso: 20 reais








Secretaria de Cultura investe nove milhões de reais na reforma do Centro Dragão do Mar 

A obra faz parte do projeto “Virada Cultural” anunciado pelo governador do Ceará Cid Gomes
 

Principal equipamento de cultura da cidade precisava desse incentivo faz tempo!

Em abril de 2013, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura completará quinze anos de atuação, em prol da democratização do acesso à cultura. Para celebrar a data, na próxima segunda-feira, dia 10, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, assinará contrato que dará início, em janeiro, à reforma do equipamento. O secretário da cultura Francisco Pinheiro e o engenheiro Ruperto Porto, proprietário da empresa Construtora Porto LTDA, vencedora da licitação, assinarão o documento durante coletiva à imprensa, a partir das 08h30, no hall do Museu de Arte Contemporânea do Ceará.
Segundo o Secretário, a obra, no valor de R$ 9.207.741,77, faz parte do projeto “Virada Cultural” anunciado pelo governador Cid Gomes. Pinheiro assegura que esse será o início da revitalização, ampliação e adaptação dos equipamentos culturais do Estado, representando investimento da ordem de R$ 71.093.232,00 destinados à cultura do Ceará.
Durante o evento, o presidente do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), Paulo Linhares, apresentará o ciclo temático Ceará Sagrado que marca a programação de dezembro do CDMAC. Além da assinatura do contrato e do lançamento do ciclo temático, o terceiro do ano, o arquiteto Fausto Nilo apresentará os projetos das obras que serão realizadas. Também participarão do encontro os pesquisadores Gilmar de Carvalho e Dodora Guimarães, para falar sobre O Sagrado Coração do Ceará, exposição de artefatos religiosos cearenses que ficará em cartaz entre 20 deste mês e 19 de março de 2013. Será apresentado, ainda, um dos novos curadores do Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Bitu Cassundé, que lançará Dos Percursos e das Poesias, mostra inédita do acervo do MAC, resultado de pesquisa desenvolvida acerca da produção contemporânea nordestina.
O Projeto Virada Cultural, anunciado no ultimo mês de setembro pelo governador Cid Gomes, prevê um conjunto de ações que priorizam a Cultura no Ceará, passando pelos eixos de estrutura, administração e atuação na área de formação. Segundo Cid Gomes, o pacote de investimento será de R$ 118.300.540,00 em obras e ações, o que dobra o valor de investimentos se comparado aos governos anteriores.





UNDERGROUND faz a festa com GMS na Biruta

Projeto de Djs internacional Grownling Mad Scientists encheu de trance psicodélico a barraca da Praia do Futuro hoje 

Confira fotos exclusivas de Carlos Puton e vídeos de Felipe Muniz Palhano 

















CLIQUE AQUI, curta a página do DIVIRTA-CE no Facebook e veja todas as fotos da rave









Show internacional celebra um ano da Rádio Órbita
 

Duas grandes promessas da nova geração, os americanos Ben Kweller e Maia Vidal, estarão em Fortaleza nesse sábado

O Órbita Bar acaba de carimbar mais dois passaportes internacionais para shows em Fortaleza. Ben Kweller vem diretamente do Texas nos EUA e a Maïa Vidal, desembarca diretamente da cidade luz Paris, França. Os dois artistas chegam por aqui para shows pela America do Sul, mais precisamente aqui no Brasil e na Argentina. Eles se apresentam sábado em Fortaleza.
Ben Kweller cresceu em Greenville, uma pequena cidade do estado americano do Texas.Durante parte de sua adolescência, nos anos 90, comia pizza na Wesley Street ao som de Travis Tritt e Garth Brooks. Era quase impossível escapar da country music ali. Mas em casa, Kweller curtia escutar os LPs dos The Hollies do pai. Um dos hobbies favoritos, além da pesca, era andar de skate ao som de Nirvana. “Smells Like Teen Spirit” foi um hino importante para todo jovem de sua idade. E foi a partir de toda essa esquizofrenia musical que tocava seus ouvidos, que ele inventou seu próprio estilo de fazer música. Kweller lançou cinco discos de estúdio, além de EPs e singles incríveis. As participações em coletâneas e colaborações com outros artistas são várias. Já tocou com os Lemonheads e com outros notórios fãs de seu trabalho, como Juliana Hatfield e a banda Wilco. Os críticos norte- americanos escrevem sobre Kweller desde que o moço se mudou para Nova York, em 1999. Ele já foi chamado de tudo: de “criador de baladinhas melosas” à “punk rocker”, de “anti- folker” à “indie-popper”. Reunir os opostos sem perder a classe é um dom do artista, que vem sozinho à América do Sul. Nos palcos, Kweller entrará em cena acompanhado de violão, guitarra e teclado, um formato de show que costuma usar quando explora novos territórios.
Em sua primeira viagem para a América do Sul, a Lolita pós-moderna Maia Vidal chega com um set inusitado. Além de cantar, ela toca acordeon e um piano de brinquedo. Em seu discurso, a cantora, compositora e multi-instrumentista consegue ser tão confidente e honesta quanto irônica. Sim, irônica como uma esperta francesa. Maïa Vidal tem uma voz doce e aparência angelical. Seu primeiro e único disco “God is My Bike” (2011) emana delicadeza desde a estética em tons pastéis do encarte até as últimas notas de violino e piano. Além de cantar, ela toca todos os instrumentos com exceção da guitarra de “It’s Quite Alright”, cover do Rancid, que conta com o lendário Marc Ribot nos riffs. O co-produtor do álbum e engenheiro de som, Giuliano Gius Cobelli, ficou com o trompete e a bateria. Em seu discurso, a cantora, compositora e multi-instrumentista consegue ser tão confidente e honesta quanto irônica. Sim, irônica como uma esperta francesa. Mas não se deixe enganar pelos adoráveis olhos verdes. Seu EP de 2010 fez bastante sucesso entre os indies e deu o que falar entre os punks. Poison: 5 Rancid Songs I Love é nada mais do que cinco pérolas do Rancid reinterpretadas a seu modo e sob o pseudônimo “Your Kid Sister”. Uma homenagem a uma de suas bandas favoritas da adolescência, da época em que ela morava nos Estados Unidos – hoje Maïa vive em Paris e possui cidadania francesa. Nascida em Santa Bárbara, Califórnia, ela tem o hardcore no sangue. Sua primeira banda punk, formada só por mulheres, se chamava Kievan Rus.
O show das duas atrações acontece sábado e celebra um ano da Rádio do Órbita Bar (Rua Dragão do Mar, 207 - Praia de Iracema). Mais informações: (85) 3453-1421.









ARQUITETURA

Arquiteto Oscar Niemeyer morre aos 104 anos


Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morreu por volta das 22h desta quarta (5), aos 104 anos, no Rio. Ele estava ao lado da mulher, Vera Lúcia, 67, e de sobrinhos e netos no momento da morte. Cerca de dez pessoas o acompanhavam em seu quarto

Niemeyer esteve lúcido até hoje de manhã, quando houve piora em seu quadro de infecção respiratória e ele precisou ser sedado e entubado.

O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer. Na manhã desta quarta, o arquiteto sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Em outubro, ele havia ficado duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, o teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária.

Nascido no bairro de Laranjeiras, no Rio, Oscar Niemeyer se formou em arquitetura e engenharia na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Em seguida, trabalhou no escritório dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, onde integrou a equipe do projeto do Ministério da Educação e Saúde.

Por indicação de Juscelino Kubitschek (1902-1976), então prefeito de Belo Horizonte, Niemeyer projetou, no início dos anos 1940, o Conjunto da Pampulha, que se tornaria uma de suas obras brasileiras mais conhecidas.

Em 1945, o arquiteto ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), entrando em contato com Luiz Carlos Prestes e outros políticos. Ao longo das décadas, travou amizades com diversos líderes socialistas ao redor do planeta, viajando constantemente à União Soviética --conjunto de países comunistas liderado pela Rússia-- e a Cuba.

Em 1947, Niemeyer fez parte da comissão de arquitetos que definiria o projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York. A proposta elaborada por Niemeyer com o franco-suíço Le Corbusier serviu de base para a construção do prédio, inaugurado em 1952.

Durante os anos 50, projetou obras como o edifício Copan e o parque Ibirapuera, ambos em São Paulo, além de comandar o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Novacap, responsável pela construção de Brasília.

Ao lado de Lúcio Costa, ajudou a dar forma à nova capital, concebendo edifícios como o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional.

Inaugurada em abril de 1960, Brasília transformou a paisagem natural do Brasil central em um dos marcos da arquitetura moderna.

Obras nacionais de Oscar Niemeyer

Impedido de trabalhar no Brasil pela ditadura militar, Niemeyer se mudou em 1966 para Paris, onde abriu um escritório de arquitetura. Projetou a sede do Partido Comunista Francês, fez o Centro Cultural Le Havre, atualmente Le Volcan, realizou obras na Argélia, na Itália e em Portugal.

Após a anistia, retornou ao Brasil, no início dos anos 1980. No Rio, projetou os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública, apelidados de "brizolões") e o Sambódromo, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no Estado (1983-1987).

Em 1988, Niemeyer se tornou o primeiro brasileiro vencedor do prêmio Pritzker --o Oscar da arquitetura. Depois dele, Paulo Mendes da Rocha recebeu a honraria, em 2006. Ainda em 1988, Niemeyer elaborou o projeto do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Nos anos 1990 e 2000, a produção de Niemeyer continou em alta, com a inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e o Auditório Ibirapuera, dentro do parque, em São Paulo.

Em 2003, exibiu sua versão de um pavilhão de exposições na tradicional galeria londrina Serpentine --que todo ano constrói um anexo temporário.

Em 2007, projetou o Centro Cultural de Avilés, sua primeira obra na Espanha, construída durante três anos ao custo de R$ 100 milhões. Inaugurado em março de 2011, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer foi fechado após nove meses, em meio ao agravamento da crise econômica, desentendimentos entre o governo local e a administração do complexo no dia do aniversário de 104 anos de Niemeyer. Em meados de 2012, no entanto, o centro foi reaberto.

Mais de 60 anos após a realização do Conjunto da Pampulha, o arquiteto voltou a assinar um projeto de grande porte em Minas Gerais em 2010, com a inauguração da Cidade Administrativa do governo do Estado, na Grande Belo Horizonte.

Atualmente, em Santos, está em execução o projeto de Niemeyer para o museu Pelé. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro de 2012.

Além de Vera, com quem se casou em 2006, Niemeyer deixa quatro trinetos, 13 bisnetos e quatro netos, filhos de Anna Maria --sua única filha, morta em junho deste ano aos 82--, fruto de seu casamento com Anita Baldo, de quem ficou viúvo em 2004.






EXPOSIÇÕES

“O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues” na Caixa Cultural
 

Mostra vai reunir obras de todas as fases da produção gráfica do artista gaúcho radicado no Rio de Janeiro
 

A Caixa Cultural Fortaleza apresenta desde terça-feira, a exposição “O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues”, uma retrospectiva em homenagem a um dos maiores pintores da arte brasileira contemporânea, nascido em Bagé, Rio Grande do Sul, que também foi mestre do desenho, gravador, ilustrador e cenógrafo, falecido em 2004, aos 75 anos.
A mostra, que tem curadoria do dramaturgo Antônio Cava, reúne mais de 100 obras originais, entre litografias, serigrafias e linoleogravuras, além de ilustrações para revistas, livros e discos, cobrindo um período de mais de 50 anos de produção artística. Todas as obras foram selecionadas do acervo do artista, atualmente sob custódia de sua viúva, Norma Estellita Pessôa, curadora adjunta da exposição.
A exposição de Fortaleza contará com todas as fases da produção gráfica do artista. Serão exibidas 50 serigrafias, 32 litografias, 5 linoleogravuras, 3 desenhos, 24 capas de revistas, 7 capas de disco e 6 capas de livro. As obras serão apresentadas em blocos: Clube de gravura de Bagé e Porto Alegre (anos 1950), fase Pop/Nova Figuração (anos 1960), fase tropicalista e antropofágica (de 1968 a 1977), Série Rio de Janeiro (1979), Série Gaúcha (1976), Série Praça VX e Arredores (1998) e uma série de litografias com conteúdo crítico e político. Em vitrines, o design de: capas de revistas, livros e discos.
O Rio de Janeiro foi tema e linguagem na obra de Glauco Rodrigues, onde estão presentes a sensualidade da natureza, o jeito de ser do povo carioca, a praia e o carnaval. “A série de 10 litografias ‘Guia Turístico e Histórico do Rio de Janeiro’ é, em minha opinião, o trabalho mais importante no grupo de litografias do artista. Nessa obra, Glauco revisita e recicla a história do Rio de Janeiro, desde a sua fundação”, explica o curador.
Glauco Rodrigues foi um virtuose da linguagem gráfica. O artista utilizou e defendeu o recurso da reprodução gráfica, disciplina muito cultivada em sua carreira, para ampliar a capacidade de circulação de seu trabalho, e assim democratizar sua arte. Uma obra de grande significação e importância cultural para a identidade brasileira, que opera sobre imagens símbolos de nossa nacionalidade.
Glauco Rodrigues nasceu em Bagé (RS), em 1929, e faleceu no Rio de Janeiro, em 2004, considerado um dos maiores pintores da arte brasileira contemporânea. Com os artistas Glênio Bianchetti e Danúbio Gonçalves, criou o Clube de Gravura de Bagé, em 1951. Três anos depois, integrava o Clube da Gravura de Porto Alegre, ao lado de Vasco Prado e Carlos Scliar. Os clubes são pioneiros da gravura no Brasil, guiados pelo realismo socialista. No período em que frequentou essas associações, Glauco aprimorou sua capacidade de desenhar, com trabalhos voltados para a representação do homem do campo e para os tipos e costumes regionais.
Em 1957, começa a transição da figura para o abstrato, na pintura de Glauco. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1959, quando, como ilustrador, fez parte da primeira equipe da inovadora revista Senhor e desenvolveu seu talento de ilustrador ao lado de Carlos Scliar, Jaguar, Bia Feitler, Paulo Francis, Ivan Lessa, Luís Lobo e Newton Rodrigues.
Residiu em Roma entre 1962 e 1965, a convite do embaixador Hugo Gouthier, para implantar o setor gráfico da Embaixada do Brasil. Num período em que a arte não-figurativa se impunha, internacionalmente, Glauco também aderiu ao abstracionismo. Realizou exposições individuais em Roma e Munique. Em 1964, participou da delegação brasileira na Bienal de Veneza, ao lado de nomes como Tarsila, Volpi e Krajcberg. Na Bienal, Glauco ficou impressionado com a delegação americana e com o conjunto de artistas Pop.
A volta ao Brasil, em 1965, coincidiu com a volta de sua pintura ao figurativo. A partir daí, ele escolheu dedicar-se a uma pintura que faz da base e da atmosfera fotográficas seus instrumentos fundamentais. Pintura destinada a encarar e a revelar o Brasil com olho crítico, por meio de uma montagem “carnavalesca”, onde histórias, imagens e fantasias, do nosso passado e presente, se unem.
Com mais de 50 exposições individuais, e dezenas de prêmios, conquistados no Brasil e no exterior, Glauco Rodrigues consta com uma importante presença na história da arte brasileira.
Serviço:
Exposição “O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues”
Data de Abertura: para convidados, 4 de dezembro de 2012 (terça-feira) – para público - de 5 de dezembro de 2012 a 6 de janeiro de 2013
Exposição: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Local: Galeria da CAIXA Cultural Fortaleza (CE)
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Entrada Franca
Classificação etária: Livre
Informações: (85) 3453-2770
Acesso para portadores de deficiência e assentos especiais 

SHOWS

Janeiro tem show do Barão Vermelho em Fortaleza
 

Grupo retorna aos palcos em comemoração aos 30 anos do lançamento do primeiro disco
Os ingressos para o show do Barão Vermelho em Fortaleza começam a ser vendidos na próxima quinta-feira, dia 6, no site BilheteriaVirtual.com. O grupo decidiu retornar aos palcos em uma turnê temporária, intitulada “+1 dose”, para comemorar os 30 anos de lançamento do primeiro disco. A tão esperada apresentação na capital cearense acontece no dia 12 de janeiro, na barraca de praia Biruta.
O repertório do show vai abranger os grandes sucessos de todos os discos do grupo, como “Codinome Beija-Flor”, “Todo Amor” e “Por Você”. A turnê, que começou no final de outubro no Rio de Janeiro, segue até o mês de março do ano que vem.
Criado em 1981, o Barão Vermelho conquistou diferentes gerações de público. Os 15 CDs lançados e as músicas que estouraram em todo o país fizeram com que o grupo se tornasse um dos principais nomes do rock brasileiro. Alguns dos primeiros hits de sucesso da banda foram “Pro Dia Nascer Feliz”, “Beth Balanço” e “O Tempo Não Para”.
Além do talentoso quinteto atual, formado por Roberto Frejat, Guto Goffi, Peninha, Rodrigo Santos e Fernando Magalhães, o Barão Vermelho já contou com outros integrantes de peso, como Cazuza, Dé, Dadi Carvalho e Sérgio Serra. Em 2005, o grupo resolveu fazer uma pausa para que os integrantes pudessem desenvolver projetos paralelos.
SERVIÇO
Local: Biruta
Data: 12 de janeiro de 2013
Ingressos:
Pista: R$30,00 | Frontstage: R$50,00
Vendas: a partir do dia 6 de dezembro no site BilheteriaVirtual.com

LIVROS NÃO-FICÇÃO

Nova obra da coleção “Amor e Psique” trata sobre a medicina arquetípica
Obra mostra a importância do tema e sua contribuição para o estudo da psicologia

Em Medicina Arquetípica, lançamento da Paulus Editora, Alfred J. Ziegler (1925-1992) relê, a partir de uma perspectiva psicológica, doenças como asma, anorexia, reumatismo, ataque cardíaco, afecções de pele e dor crônica. Escrito há mais de trinta anos, o presente texto continua atual, haja vista que algumas das problemáticas abordadas estão cada vez mais em evidência.
“A medicina arquetípica é um tipo de medicina psicossomática que tenta produzir mudança nas síndromes das doenças por meio da linguagem e, consequentemente, por meio da razão. Apesar dos princípios fundamentais descritos, a medicina arquetípica opõe-se a quaisquer e todas as avaliações excessivamente materialistas do real com uma desconfiança básica”, explica o autor.
No decorrer das páginas, Ziegler busca mostrar que a natureza humana não é nem natural nem saudável, mas aflita e cronicamente doente, desafiando assim a base filosófica da medicina tradicional, expondo sua sombra e denunciando que o atual interesse excessivo na saúde trai nossa natureza. Composta de uma parte inicial teórica e outra a respeito da prática, a obra traz exemplificações das ideias apresentadas, acrescentando à visão tradicional da relação doença-saúde uma nova perspectiva.
“A medicina arquetípica não depende tanto da objetividade quanto da subjetividade onde a ênfase, em graus diversos, está claramente sobre a experiência individual e sua prioridade. Sua preocupação principal não é com a observação de sintomas, mas move-se para a amplificação fenomenológica, em direção à essência simbólica do que é observado”, conclui o autor.
As questões, tratadas em um estilo elegante e simples, envolvido em exemplos de casos e dados, proporciona ao leitor um material enriquecedor, auxiliando estudantes, profissionais da área e interessados no assunto.
Alfred J. Ziegler (1925-1992), psiquiatra e analista de formação, dedicou-se por muitos anos à pesquisa sobre onirologia no âmbito da medicina psicossomática. Lecionou no Instituto Carl Jung, de Zurique (Suíça). Foi redator e editor da revista Gorgo de psicologia arquetípica e pensamento imagético, publicada em Stuttgart (Alemanha). Dentre suas obras, merecem destaque: Imagens de uma medicina da sombra (1987); Delírio e realidade – A humanidade em fuga diante de si mesma (1983); O Castrato – Horas espirituais de uma mística mórbida (1992).
Serviço

Título: Medicina arquetípica
Autor: Alfred J. Ziegler
Coleção: Amor e Psique
Páginas: 200
Preço: R$ 25,00
Área de interesse: Psicologia

QUADRINHOS

Editora Abril lança antologia completa nos 70 anos de Zé Carioca
É a primeira vez que uma publicação reúne todas as tiras do papagaio da Vila Xurupita, que ganha duas aventuras inéditas — o que não ocorria há mais de dez anos

Depois do Pato que inaugurou as publicações da Editora Abril completar sete décadas, é a vez do mais célebre personagem de HQ já criado no Brasil virar setentão: Zé Carioca, o mais clássico de todos comics tupiniquins, fez sua estreia no longa dos Estúdios Disney “Alô Amigos” em 1942. Para comemorar essa data, a Editora Abril fará uma coletânea de todas as histórias já publicadas ao longo deste tempo, algo que nunca foi feito antes.
São dois volumes de 300 páginas cada, sendo que o primeiro está nas bancas desde 30/10 — exatamente um mês depois, a segunda edição desembarca. No total, 103 tiras serão republicadas com as cores originais com que foram lançadas. A Abril reuniu um time de especialistas que devotaram cerca de dez meses a uma pesquisa minuciosa para conservar os mesmos tons vintage de gibis de décadas passadas.
Decerto, a coleção encherá de nostalgia gerações inteiras influenciadas pelos quadrinhos Disney, e fará um importante trabalho em resgatar aos leitores mais jovens este valioso legado da produção brasileira de HQ. Fato, porém, é que a Editora Abril dará um passo adiante ao publicar as primeiras histórias inéditas de Zé Carioca em mais de dez anos. Quem assina os roteiros são dois desenhistas que escreveram algumas das mais célebres histórias no apogeu do gibi de Zé Carioca aqui no Brasil, durante os anos 70, 80 e 90, Arthur Faria Jr. e Luiz Podavin. A Editora Abril passará a publicar histórias inéditas da Vila Xurupita a partir do 1º trimestre de 2013.
Como se trata de uma coleção especial, o leitor é brindado com uma introdução que traz detalhes sobre a fatídica viagem de Walt Disney ao Brasil em 1941 — como parte da “Política da Boa Vizinhança” implementada junto à América Latina pela CIA — e curiosidades sobre o processo de criação do personagem. Muito se especula sobre qual brasileiro inspirou os estúdios Disney a desenvolver a personagem; a hipótese mais surpreendente alega que, não obstante seu nome, os desenhistas se basearam na figura de um paulista: o músico José do Patrocínio Oliveira, o Zezinho, crucial para que fossem elaborados os movimentos e trejeitos que seriam empregados na animação “Alô Amigos”.
Zezinho tocou com Carmen Miranda em vários de seus sucessos holywoodianos, e ela mesma o indicou a Walt Disney para dublar Zé Carioca. Disney falava que o músico tinha até “nariz de papagaio”; segundo ele, os artistas do estúdio pediam a Zezinho andar, sambar e rebolar para estudarem seus movimentos — ao que o músico respondia: “Mas eu não sei rebolar, eu sou paulista!”












ARTES PLÁSTICAS, ARQUITETURA, FOTOGRAFIA, DESIGN

Arquiteto Oscar Niemeyer morre aos 104 anos


Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morreu por volta das 22h desta quarta (5), aos 104 anos, no Rio. Ele estava ao lado da mulher, Vera Lúcia, 67, e de sobrinhos e netos no momento da morte. Cerca de dez pessoas o acompanhavam em seu quarto

Niemeyer esteve lúcido até hoje de manhã, quando houve piora em seu quadro de infecção respiratória e ele precisou ser sedado e entubado.

O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer. Na manhã desta quarta, o arquiteto sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Em outubro, ele havia ficado duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, o teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária.

Nascido no bairro de Laranjeiras, no Rio, Oscar Niemeyer se formou em arquitetura e engenharia na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Em seguida, trabalhou no escritório dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, onde integrou a equipe do projeto do Ministério da Educação e Saúde.

Por indicação de Juscelino Kubitschek (1902-1976), então prefeito de Belo Horizonte, Niemeyer projetou, no início dos anos 1940, o Conjunto da Pampulha, que se tornaria uma de suas obras brasileiras mais conhecidas.

Em 1945, o arquiteto ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), entrando em contato com Luiz Carlos Prestes e outros políticos. Ao longo das décadas, travou amizades com diversos líderes socialistas ao redor do planeta, viajando constantemente à União Soviética --conjunto de países comunistas liderado pela Rússia-- e a Cuba.

Em 1947, Niemeyer fez parte da comissão de arquitetos que definiria o projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York. A proposta elaborada por Niemeyer com o franco-suíço Le Corbusier serviu de base para a construção do prédio, inaugurado em 1952.

Durante os anos 50, projetou obras como o edifício Copan e o parque Ibirapuera, ambos em São Paulo, além de comandar o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Novacap, responsável pela construção de Brasília.

Ao lado de Lúcio Costa, ajudou a dar forma à nova capital, concebendo edifícios como o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional.

Inaugurada em abril de 1960, Brasília transformou a paisagem natural do Brasil central em um dos marcos da arquitetura moderna.

Obras nacionais de Oscar Niemeyer

Impedido de trabalhar no Brasil pela ditadura militar, Niemeyer se mudou em 1966 para Paris, onde abriu um escritório de arquitetura. Projetou a sede do Partido Comunista Francês, fez o Centro Cultural Le Havre, atualmente Le Volcan, realizou obras na Argélia, na Itália e em Portugal.

Após a anistia, retornou ao Brasil, no início dos anos 1980. No Rio, projetou os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública, apelidados de "brizolões") e o Sambódromo, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no Estado (1983-1987).

Em 1988, Niemeyer se tornou o primeiro brasileiro vencedor do prêmio Pritzker --o Oscar da arquitetura. Depois dele, Paulo Mendes da Rocha recebeu a honraria, em 2006. Ainda em 1988, Niemeyer elaborou o projeto do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Nos anos 1990 e 2000, a produção de Niemeyer continou em alta, com a inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e o Auditório Ibirapuera, dentro do parque, em São Paulo.

Em 2003, exibiu sua versão de um pavilhão de exposições na tradicional galeria londrina Serpentine --que todo ano constrói um anexo temporário.

Em 2007, projetou o Centro Cultural de Avilés, sua primeira obra na Espanha, construída durante três anos ao custo de R$ 100 milhões. Inaugurado em março de 2011, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer foi fechado após nove meses, em meio ao agravamento da crise econômica, desentendimentos entre o governo local e a administração do complexo no dia do aniversário de 104 anos de Niemeyer. Em meados de 2012, no entanto, o centro foi reaberto.

Mais de 60 anos após a realização do Conjunto da Pampulha, o arquiteto voltou a assinar um projeto de grande porte em Minas Gerais em 2010, com a inauguração da Cidade Administrativa do governo do Estado, na Grande Belo Horizonte.

Atualmente, em Santos, está em execução o projeto de Niemeyer para o museu Pelé. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro de 2012.

Além de Vera, com quem se casou em 2006, Niemeyer deixa quatro trinetos, 13 bisnetos e quatro netos, filhos de Anna Maria --sua única filha, morta em junho deste ano aos 82--, fruto de seu casamento com Anita Baldo, de quem ficou viúvo em 2004.






EXPOSIÇÕES

“O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues” na Caixa Cultural
 

Mostra vai reunir obras de todas as fases da produção gráfica do artista gaúcho radicado no Rio de Janeiro
 

A Caixa Cultural Fortaleza apresenta desde terça-feira, a exposição “O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues”, uma retrospectiva em homenagem a um dos maiores pintores da arte brasileira contemporânea, nascido em Bagé, Rio Grande do Sul, que também foi mestre do desenho, gravador, ilustrador e cenógrafo, falecido em 2004, aos 75 anos.
A mostra, que tem curadoria do dramaturgo Antônio Cava, reúne mais de 100 obras originais, entre litografias, serigrafias e linoleogravuras, além de ilustrações para revistas, livros e discos, cobrindo um período de mais de 50 anos de produção artística. Todas as obras foram selecionadas do acervo do artista, atualmente sob custódia de sua viúva, Norma Estellita Pessôa, curadora adjunta da exposição.
A exposição de Fortaleza contará com todas as fases da produção gráfica do artista. Serão exibidas 50 serigrafias, 32 litografias, 5 linoleogravuras, 3 desenhos, 24 capas de revistas, 7 capas de disco e 6 capas de livro. As obras serão apresentadas em blocos: Clube de gravura de Bagé e Porto Alegre (anos 1950), fase Pop/Nova Figuração (anos 1960), fase tropicalista e antropofágica (de 1968 a 1977), Série Rio de Janeiro (1979), Série Gaúcha (1976), Série Praça VX e Arredores (1998) e uma série de litografias com conteúdo crítico e político. Em vitrines, o design de: capas de revistas, livros e discos.
O Rio de Janeiro foi tema e linguagem na obra de Glauco Rodrigues, onde estão presentes a sensualidade da natureza, o jeito de ser do povo carioca, a praia e o carnaval. “A série de 10 litografias ‘Guia Turístico e Histórico do Rio de Janeiro’ é, em minha opinião, o trabalho mais importante no grupo de litografias do artista. Nessa obra, Glauco revisita e recicla a história do Rio de Janeiro, desde a sua fundação”, explica o curador.
Glauco Rodrigues foi um virtuose da linguagem gráfica. O artista utilizou e defendeu o recurso da reprodução gráfica, disciplina muito cultivada em sua carreira, para ampliar a capacidade de circulação de seu trabalho, e assim democratizar sua arte. Uma obra de grande significação e importância cultural para a identidade brasileira, que opera sobre imagens símbolos de nossa nacionalidade.
Glauco Rodrigues nasceu em Bagé (RS), em 1929, e faleceu no Rio de Janeiro, em 2004, considerado um dos maiores pintores da arte brasileira contemporânea. Com os artistas Glênio Bianchetti e Danúbio Gonçalves, criou o Clube de Gravura de Bagé, em 1951. Três anos depois, integrava o Clube da Gravura de Porto Alegre, ao lado de Vasco Prado e Carlos Scliar. Os clubes são pioneiros da gravura no Brasil, guiados pelo realismo socialista. No período em que frequentou essas associações, Glauco aprimorou sua capacidade de desenhar, com trabalhos voltados para a representação do homem do campo e para os tipos e costumes regionais.
Em 1957, começa a transição da figura para o abstrato, na pintura de Glauco. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1959, quando, como ilustrador, fez parte da primeira equipe da inovadora revista Senhor e desenvolveu seu talento de ilustrador ao lado de Carlos Scliar, Jaguar, Bia Feitler, Paulo Francis, Ivan Lessa, Luís Lobo e Newton Rodrigues.
Residiu em Roma entre 1962 e 1965, a convite do embaixador Hugo Gouthier, para implantar o setor gráfico da Embaixada do Brasil. Num período em que a arte não-figurativa se impunha, internacionalmente, Glauco também aderiu ao abstracionismo. Realizou exposições individuais em Roma e Munique. Em 1964, participou da delegação brasileira na Bienal de Veneza, ao lado de nomes como Tarsila, Volpi e Krajcberg. Na Bienal, Glauco ficou impressionado com a delegação americana e com o conjunto de artistas Pop.
A volta ao Brasil, em 1965, coincidiu com a volta de sua pintura ao figurativo. A partir daí, ele escolheu dedicar-se a uma pintura que faz da base e da atmosfera fotográficas seus instrumentos fundamentais. Pintura destinada a encarar e a revelar o Brasil com olho crítico, por meio de uma montagem “carnavalesca”, onde histórias, imagens e fantasias, do nosso passado e presente, se unem.
Com mais de 50 exposições individuais, e dezenas de prêmios, conquistados no Brasil e no exterior, Glauco Rodrigues consta com uma importante presença na história da arte brasileira.
Serviço:
Exposição “O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues”
Data de Abertura: para convidados, 4 de dezembro de 2012 (terça-feira) – para público - de 5 de dezembro de 2012 a 6 de janeiro de 2013
Exposição: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Local: Galeria da CAIXA Cultural Fortaleza (CE)
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Entrada Franca
Classificação etária: Livre
Informações: (85) 3453-2770
Acesso para portadores de deficiência e assentos especiais

BARES, CAFÉS, SANDUÍCHES, SORVETES

BASTIDORES

BELEZA

CENA GLS

Na noite de Natal tem festa “Merry Christmas”  no Iate Clube
 
Como opção diferente para o pós-ceia de confraternização com a família, o Music Box Club apresenta uma ótima opção de festa fora da boate, em uma das datas mais tradicionais do ano.  Boa opção para quem quer cair na balada, não gosta muito de Natal, e só quer saber de festa antes do feriado natalino.
Em local de reputação reconhecida e de cenário mágico, a festa ”Merry Christmas” envolve o público em uma esfera contagiante a medida em que o mar e o céu apresentam o amanhecer da manhã de Natal. E não é só para o público Mix, maioria de público do Music Box o ano todo. A festa é sucesso para todo tipo de público todos os anos.
Na lista de Djs que estarão nas duas pistas de dança da festa de hoje no Iate Clube estarão Marcos BDR, LID.J, Erico Ramos, Pedro Igor, Rachid Barros e Jonatas Cortez, na área externa, e Victor Sá, Diellen Menezes, Diego Eva, Alice Dote, I Love Box, Léo Telles, Ohh Calor na pista Indoor.
Os dois anfitriões que receberão os convidados segunda a noite serão o promoter Newton Sá e o jornalista Dan Negreiros. Ingressos na Chilli Beans Iguatemi, Benfica e Open Mall por R$ 30. Informações: 85-3224.6419 / 9627.5062.

CINEMA