MÚSICA

DIVIRTA-CE RECOMENDA:
CD E DVD MULTISHOW AO VIVO MARIA GADÚ

Revelação da MPB, cantora lançou seu primeiro DVD com sucessos e inéditas

Imagine, em apenas um ano, uma cantora ver a música que compôs com dez anos de idade virar hit nacional, lançar seu CD de estreia e receber a certificação de Disco de Platina – venda superior a 100 mil cópias -, fazer mais de 100 shows por todo o país, vencer o Prêmio Multishow 2010 na categoria Melhor Álbum e ainda ser indicada ao Grammy Latino 2010 em duas categorias: Revelação e Melhor Álbum Cantor/Compositor. Não à toa, Maria Gadú tem motivos de sobra para festejar o que aconteceu na sua vida de um ano para cá. Como toda comemoração deve ser, ela fez o que mais gosta: cantou. E a celebração ganhou um nome, Multishow Ao Vivo Maria Gadú, que é lançado este mês pelo slap (selo de novos artistas da Som Livre) em parceria com o Multishow em três formatos: dois CDs (o Somos, que sai agora com os sucessos e covers, e o Todos que virá em breve com as participações), DVD e kit Premium, este com o conteúdo completo em áudio e vídeo (dois CDs e um DVD) em uma embalagem especial.
Com direção de Joana Mazzucchelli, produção musical de Rodrigo Vidal e cenários de Zé Carratu, o CD e DVD trazem a apresentação realizada dia 29 de julho em um Credicard Hall (SP) lotado. Ao lado de seus companheiros de banda, Cesinha (bateria), Doga (percussão), Maycon (teclados), Gastão Villeroy (baixo) e Fernando Caneca (guitarra), Maria Gadú apresentou o show que levou Brasil afora durante um ano, com novidades que enriqueceram ainda mais o espetáculo: um quarteto de cordas, participações especiais e novo cenário.
Na primeira das três partes do DVD, a abertura com “Encontro”, de sua autoria, mostra o grande feito de Maria, que usou como armas apenas sua voz, simplicidade e simpatia. Com a platéia uníssona acompanhando-a, interpretou seu repertório autoral, como “Bela Flor” e seu primeiro sucesso “Shimbalaiê”, presente na trilha da novela Viver a Vida e composta por ela em Ilha Grande aos 10 anos de idade. Bastou puxar os versos “Todos caminhos trilham pra a gente se ver/Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu”, para a platéia completar a bela letra de “Tudo Diferente”, de André Carvalho.
Apresentando seu novo (e primeiro) clipe no telão ao fundo, entoou a emocionante “Dona Cila”, composta para sua falecida avó, interpretada por Neuza Borges no vídeo. A primeira inédita, “Lanterna dos Afogados” (Herbert Vianna), inesquecível na voz dos Paralamas do Sucesso, casou perfeitamente com seu timbre, seguida por “A História de Lilly Braun” (Chico Buarque/ Edu Lobo), tema da minissérie “Cinquentinha” da Rede Globo.
A primeira mudança de cenário e a entrada do quarteto de cordas, composto pelos músicos Aramís Rocha, Daniel Pires, Deni Rocha e Robson Rocha, cujos arranjos foram feitos pela própria Maria e por Maycon Ananias, marcam a grande comemoração da cantora. Em “Altar Particular” (Maria Gadú) ela recebeu, emocionada, seu primeiro convidado. Caio Soh subiu ao palco e complementou o cenário com uma performance de poesia utilizando apenas um quadro e uma caneta. A alegria de Gadú ao chamar seus convidados é contagiante. Dividiu o microfone com Luiz Murá em “Paracuti”, composta pela dupla, Dani Black em “Aurora” e seu fiel companheiro Leandro Léo em “Linda Rosa” (Gugu Peixoto/ Luiz Kiari). Ao lado dos Varandistas (Áureo Gandur, Gugu Peixoto, Tomas Lenz, Fred Sommer, Luiz Kiari e Leandro Léo), projeto do qual faz parte, levou a bonita “A culpa” e convidou Luiz Kiari para acompanhá-la na canção “Quando fui Chuva”. Neste momento, Maria emprestou o palco para Leandro Léo arrancar aplausos ao interpretar sozinho “João de Barro” (Leandro Léo), para logo depois fazerem dueto em “Laranja” (Maria Gadú).

Mais uma mudança de cenário e tem início a terceira parte do show, com mais sucessos e covers inéditos que Maria Gadú apresentou pelo Brasil e exterior, cantados à sua maneira. Deu uma nova roupagem dramática para “Trem das onze”, de Adoniran Barbosa, e, inconfundível, levou “Filosofia” (Noel Rosa) combinada a "You Know I'm Good" (Amy Winehouse), “Quase Sem Querer” (Dado Villa Lobos/Renato Russo/Renato Rocha) e “Who Knew” (Lukasz "Doctor Luke" Gottwald/M. Martin/P!nk) da P!nk. Também integram esta parte as autorais “Lounge” e “Escudos”, para fechar com “Ne Me Quitte Pas” (Jacques Brel), as três de seu primeiro CD Maria Gadú.
Nos extras, a surpresa de Gadú ao ver Sandy “invadir” o palco enquanto cantava “Quando você passa (Turuturu)” mostra o tom divertido e emocionante que envolveu todo o projeto, que também pode ser visto nas filmagens dos bastidores e nos depoimentos da cantora. O DVD traz ainda os Varandistas em “Maze” (Tomaz Lenz), o clipe de “Dona Cila” e canções gravadas em estúdio em parceria com seus amigos. Toni Ferreira, Dani Black e Manuh cantam com Maria suas próprias composições “Reflexo de Nós”, “Só Sorriso” e “You’ve Got’a Believe (Wutz Going On)” respectivamente, Camila Wittman e Bruno Piazza levam “Castelos” (Camila Wittman) e a família Gadú - Philippe Gadú, Bernard Gadú, Marc Gadú, Patrick Gadú e Maria Gadú - se reúne em “I Can See Clearly Now” (Johnny Nash).
De Milton Nascimento para Maria Gadú:

“Ela me foi apresentada por meu baixista Gastão Villeroy. Fomos a um show, talvez o primeiro dela no Rio e meu coração bateu forte. Música, simpatia, enfim, tudo de bom. E nos tornamos amigos, nos visitando e freqüentando nossos shows. Canta lindamente, traz amigos para repartir o palco, coisa que fazemos igual.
Gadú, você já ganhou o Brasil e desejo que cada vez aumente mais seu sucesso. É demais.
Beijão de seu fã incondicional,
Milton Nascimento





Janeiro de 2011


As músicas mais baixadas do Brasil

Lojas Digitais

Imusica www.imusica.com.br

1

Flo Rida (com David Guetta)

Club Can't Handle me

2

Katy Perry

Teenage Dream

3

Train

Hey, Soul Sister

4

Katy Perry

Firework

5

Lady Antebellum

Need you Now

6

Katy Perry (com Snoop Dogg)

California Gurls

7

Lady Gaga

Bad Romance

8

The Black Eyed Peas

The Time (Dirty Bit) (Album Version)

9

David Guetta (com Kid Cudi)

Memories

10

Rihanna

What's my Name? (Album Version)



UOL www.megastore.uol.com.br

1

The Black Eyed Peas

The Time (Dirty Bit)

2

Katy Perry

Firework

3

Edward Maya I Vika Jigulina

Stereo Love

4

Train

Hey, Soul Sister

5

Flo Rida (com David Guetta)

Club Can't Handle me

6

The Black Eyed Peas

I Gotta Feeling

7

Rihanna

Only Girl (In The World)

8

Coldplay

Viva La Vida

9

Katy Perry

Teenage Dream

10

Far East Movement

Like a G6



Nokia www.music.nokia.com.br

1

The Black Eyed Peas

The Time (Dirty Bit)

2

Rihanna

Only Girl (In The World)

3

Shakira (com Dizzee Rascal)

Loca

4

Shakira (com Freshlyground)

Waka Waka (This Time for Africa)

5

Taio Cruz

Break your Heart

6

Linkin Park

Waiting For The End

7

David Guetta (Featuring Akon)

Sexy Bitch (Explicit)

8

The Black Eyed Peas

I Gotta Feeling

9

Led Zeppelin

Stairway To Heaven

10

Guns N' Roses

Sweet Child O' Mine



Coolnex www.coolnex.com.br

1

Chimarruts

Do Lado de Cá

2

Pitty

Just Now (Só Agora)

3

Sérgio Reis

O Menino da Porteira

4

Ramones

Have you Ever Seen The Rain

5

Ramones

Poison Heart

6

Ramones

Pet Semetary

7

Ramones

Blitzkrieg Bop (Live)

8

Barrerito

Onde Estão Os meus Passos

9

Maria Bethânia

Folha Morta

10

Maria Bethânia

Rosa dos Ventos


Operadoras de celular

1

Yolanda Be Cool

We No Speak Americano

2

Lady Gaga

Alejandro

3

Katy Perry

Firework

4

David Guetta (com Chris Willis, Fergi e LMFAO)

Gettin' Over you

5

Usher (com Pitbull, Hyper Crush)

DJ Got Us Fallin' In Love

6

Charlie Brown Jr.

Só os loucos sabem

7

Alexandre Pires

Quem é você

8

Exaltasamba

Um Minuto (Ao Vivo)

9

Train

Hey, Soul Sister

10

Sean Kingston (com Justin Bieber)

Eenie Meenie

1

Exaltasamba

Ta Vendo Aquela Lua (Ao Vivo)

2

The Black Eyed Peas

The Time (Dirty Bit)

3

Luan Santana

Adrenalina (Ao Vivo)

4

Yolanda Be Cool vs DCUP

We No Speak Americano

5

Shakira (com El Cata)

Loca

6

Restart

Pra Você Lembrar

7

Rihanna

What's my Name?

8

Jorge e Mateus

Amo Noite e Dia

9

Belo

Direito de Te Amar

10

Victor & Leo

Boa Sorte pra Você



Paradas fornecidas até 11 de janeiro (terça-feira).









BANDA SEU CHICO LANÇA PRIMEIRO CD E DVD “TEM MAIS SAMBA”


Grupo de Recife mistura Chico Buarque a outras referências internacionais

Eles têm menos anos de vida que o próprio Chico Buarque tem de samba. Se a juventude impressiona, o talento, no entanto, não deixa dúvidas: essa turma de Pernambuco honra arte e obra de “Seu Chico” com o frescor de quem acaba de descobrir o mundo em uma grande festa. E é essa celebração que chega agora a todos os cantos do Brasil com o lançamento do CD e DVD “Tem Mais Samba”.

Com um sotaque carregado de percussão e referências do Recife, a banda toma pra si o desafio de resgatar a qualidade da música brasileira nas composições de Chico Buarque e colocá-la nas boates, festa e eventos do Brasil. Formada por Tibério Azul (vocal), Bruno Cupim (percussão), Negro Grilo (percussão), Rodrigo Samico (Violão 7 cordas), além dos prodigiosos Vitor Araújo no piano (Prêmio APCA de 2008), Amendoim (percussão) e Vinícius Sarmento (violão), essa cooperativa musical escolheu a histórica casa Estrela da Lapa, no Rio de Janeiro, para registrar em vídeo a catarse coletiva de suas releituras.

Já na faixa-título é possível reconhecer a virtuose dessa trupe quase imberbe. Enquanto isso, “Caçada” ganha ares de baião e, num duelo incidental entre piano e violão, deságua num forró ligeiro e se transforma em “Não Sonho Mais”. Em “Quem Te Viu, Quem Te Vê”, um samba quase rumba desaba ladeira abaixo e a cadência chega a um solo de piano para se unir a uma versão inusitada de “Paranoid Android”, da banda Radiohead.

Entre ritmos brasileiros como afoxé e maracatu bem colocados em pérolas como “Samba e Amor”, “Partido Alto”, “Roda Viva, “Pelas Tabelas”, “Essa Moça Tá Diferente”, “A Volta do Malandro”, “Brejo da Cruz”, “Tanto “Mar”, “Samba do Grande Amor” e “Pedro Pedreiro”, as reinvenções prosseguem. Em um momento mais introspectivo do show, “João e Maria” ganha introdução de “La Valse D’Amelie”, música do pianista francês Yann Tiersen presente na trilha sonora do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. A calmaria não dura muito e logo a Seu Chico resgata o compasso e sai sincopando o romance.

Enquanto “Geni e o Zepelim” ganha coro entusiasmado da platéia, rendida ao lirismo da interpretação de Tibério, o grupo prepara o gran finale ao som de “Não Existe Pecado ao Sul do Equador” e a consagrada “Jorge Maravilha”. O making off conta com a presença do próprio Chico Buarque, que bate um papo com os pernambucanos e os convida para uma partida de futebol contra o famoso time “Politheama”, fundado pelo próprio Chico, para receber amigos em jogos de confraternização. Nesse espaço já jogaram figuras como Bob Marley, Ronaldo e Pelé, entre outras personalidades.
O trabalho teve pré-estréia com exibição no Canal Brasil no mês de outubro de 2010, com grande aceitação de toda a parte do público, desde garotos sem qualquer intimidade com o compositor até antigos e rigorosos fãs do grande mestre Chico Buarque.
A Banda Seu Chico decidiu percorrer o país depois de algumas jams espontâneas, em 2006. As canjas viraram uma temporada de três meses em uma casa semi-aberta que viu o quarteirão ser tomado por pessoas atraídas pela sonoridade da cooperativa de artistas. Os shows tiveram que ser encerrados por lá, para a sorte dos amantes de Chico Buarque de todo o Brasil, que puderam conferir de perto, desde então, o trabalho dessa turma que une o erudito e o popular de forma única. Entre as apresentações, duas muito especiais: na Rocinha e no Pavão-pavãozinho.







TV DIVIRTA-CE

Confira participação de Rihanna no programa X-Factor, cantando Only Girl


















Banda Sublime with Rome volta ao Brasil em maio

Produtora anunciou show em Fortaleza

A produtora Web Rockers publicou nesta quarta-feira, em seu site oficial, as datas de uma turnê da banda Sublime With Rome em maio no Brasil. A banda tocou em outubro do ano passado no festival SWU, que aconteceu em Itu (SP).

Formada pelo baterista Bud Gaugh e o baixista Eric Wilson, integrantes originais do Sublime, a banda tem agora Rome na guitarra e vocal. O vocalista original da banda, Bradley Nowell, moreu em 1996 de overdose de heroína.

De acordo com a produtora, o Sublime With Rome toca na Via Funchal, no dia 13 de maio. A casa ainda não confirmou. Também não há nada no site ou MySpace do grupo. Ainda não há informações sobre ingressos.

A mesma produtora é responsável pelos shows das bandas Rise Against, All Time Low e Motion City Soundtrack, que já estão confirmados.

Veja as datas divulgadas pela produtora abaixo.

13/05 - Via Funchal, São Paulo
14/05 - Lupaluna Fest 2011, Curitiba
15/05 - Prainha ASBAC, Brasilia
18/05 - Pepsi Onstage, Porto Alegre
19/05 - Chevrolet Hall, Belo Horizonte
20/05 - Fundição Progresso, Rio de Janeiro
21/05 - Clube Português, Recife
22/05 - Barraca Biruta, Fortaleza










"Voltas" em torno do NewJazz de Ivan Timbó

Multinstrumentista Ivan Timbó transforma o foyer do Theatro José de Alencar numa pista lounge para lançar as músicas do seu EP Voltas, domingos de janeiro, 18h. Com o piano acústico do teatro e exibição de vídeos-desenho.

Vão ser apenas quatro apresentações: domingos 09, 16, 23 e 30 de janeiro. Nessa nova passagem pelo Foyer do Theatro José de Alencar, Ivan Timbó segue divulgando o seu disco Voltas, lançado em junho de 2010.

O show traz um ambiente lounge que interage música e vídeo no elegante Foyer do Theatro José de Alencar. O artista gráfico Daniel Chastinet produziu seis vídeos que serão exibidos em sincronia com as seis músicas do disco. Esse diálogo compõe o ambiente da apresentação com seus quadros e desenhos animados.

No repertório, o disco Voltas é tocado na íntegra: ambiências sonoras criadas a partir de temas instrumentais influenciados pela NuJazz, estilo de jazz que, a partir de improvisações, funde a música eletrônica com diferentes estilos musicais como o soul e o funk. Além das autorais, o show leva à cena algumas releituras de clássicos da música brasileiras (Meireles e Copa 5, Baden Powell, Gilberto Gil).

O set instrumental de Ivan Timbó mistura equipamentos eletrônicos com instrumentos acústicos seguindo uma formação tradicional do eletronicjazz; dessa maneira o tão requisitado piano acústico do Theatro José de Alencar é colocado junto a samplers e programações.

Veja vídeo de "Voltas N.1", feito por Daniel Chastinet, sobre composição de Ivan Timbó: youtube.com/tembiu.

Ivan Timbó apresenta “Voltas” no Lounge Foyer do TJA
dias 09, 16, 23 e 30 de janeiro (dom), às 18h
no Foyer do Theatro José de Alencar (Praça José de Alencar, s/n – Centro de Fortaleza)
info: (85)3101-2567 (TJA) e tembiu@gmail.com (Rodrigo de Oliveira)
entradas: r$5 e r$10








Diva Beyoncé


Rainha americana do rebolado lança DVD


>“I am...World Tour” – DVD de Beyoncé mostra o show que ela apresentou no Brasil


O novo DVD da Beyoncé já é sucesso de vendas: na Billboard o “I Am… World Tour” estreou em primeiro lugar com 200 mil unidades vendidas em uma semana no EUA. Com isso, o disco recebe o certificado de 2x Platina. No Brasil, o I Am… World Tour também é sucesso antes mesmo de ser lançado, vendendo no período de pré-compra mais de 30 mil cópias e garantindo o certificado brasileiro de Platina.

Depois de Diamante Duplo no Brasil com mais de 520.000 cópias vendidas do “I Am...Sasha Fierce” e Platina Duplo com o DVD “I Am...Yours”, Beyoncé lança o terceiro “I Am...” - “I Am...World Tour” é o registro da mundialmente aclamada turnê de 108 shows que passou por 32 países e seis continentes quebrando recordes no mundo todo. No Brasil, foram cinco shows esgotados.

Assistido por mais de 150.000 pessoas o DVD traz grandes sucessos como Halo, If I Were A Boy, Ego, Single Ladies, além de cenas dos shows de Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo.
Hoje, a superstar é recordista do Grammy Awards com 16 prêmiações.

Em 2009 foi escolhida a “Mulher do Ano” pela Billboard e em sua carreira já vendeu mais de 130 milhões de cópias no mundo. I Am... World Tour é um CD/DVD ao vivo da cantora americana Beyoncé que também produziu, dirigiu e editou as filmagens do concerto pelo seu próprio Parkwood Pictures.

O DVD foi filmado na presença de mais de um milhão de fãs no mundo inteiro através da turnê I Am... Tour que aconteceu durante Março 2009 a Fevereiro de 2010 para promover seu terceiro álbum de estúdio I Am... Sasha Fierce. O show é uma combinação de clipes das performances da turnê, com momentos de bastidores.
Esse é o segundo DVD consecutivo de Beyoncé em primeiro lugar nos Estados Unidos. Beyoncé explicou que a ideia de filmar suas performances em todo o mundo surgiu quando ela percebeu que estava se sentindo solitária. Este DVD mostra mais de seu lado íntimo. Beyoncé trabalhou durante nove meses no I Am... World Tour, sua edição serve como uma estreia de Beyoncé na direção. Os rappers Jay-Z e Kanye West fizeram uma participação especial no show.











Os sonhos de Neil Diamond

Com 50 anos de carreira, cantor lança CD com clássicos do pop, rock, country e folk


A poucos dias de completar 70 anos de idade e já tendo ultrapassado os 50 de carreira, Neil Diamond definitivamente não precisa provar nada para ninguém. E somente artistas de seu quilate podem fazer discos como “Dreams” - e eles fazem! Trata-se de uma compilação formada, segundo o próprio artista, por algumas das melhores canções de todos os tempos - daí o nome do álbum. Temos aqui, então, 14 clássicos absolutos que variam entre pop, rock, country e folk, estilos que Diamond soube explorar tão bem ao longo de sua jornada.

A grande sacada dele foi gravar esses ‘hits’ ao seu modo, quase sempre acompanhado apenas de um violão. Os arranjos, simples e não necessariamente fiéis aos originais, deixam todos os holofotes voltados para as interpretações emocionadas e emocionantes de Neil Diamond.

É difícil apontar destaques em um repertório tão estrelado, mas “Hallelujah” de Leonard Cohen, “Blackbird” e “Yesterday” dos Beatles, “Desperado” dos Eagles e “Let It Be Me”, que ficou famosa com os Everly Brothers, são imperdíveis. Ele ainda teve fôlego e coragem de fazer uma versão para “I’m a Believer”, de sua autoria, mas que estourou mundialmente com os Monkees nos anos 1960.

As outras músicas do disco foram escritas por nomes como Leon Russell, Randy Newman, Gladys Knights and the Pips’, Gilbert O’Sullivan, Bill Withers e Harry Nilsson. Você pode não reconhecer os nomes, mas se já tiver vivido algumas décadas certamente vai saber assobiar todas as melodias. Coisa fina.











DIVIRTA-CE recomenda

O novo CD de Daniel Boaventura, intitulado "Italiano", já está à venda nas principais lojas do Brasil. Este é o segundo álbum da carreira do cantor e ator. O primeiro, "Songs 4 U", foi lançado no ano passado. Com as canções que seu personagem Diogo Dias canta na novela Passione, o álbum é recheado de clássicos da música italiana, como as românticas "Dio Como Amo", "Io Che Non Vivo (Senza Te)", "Amore Scusami", e a animada "Mambo Italiano".














Os shows internacionais de 2011

DIVIRTA-CE destaca as estrelas do showbizz mundial que farão apresentações no Brasil

> Amy Winehouse fazendo show em Florianópolis (abaixo) e pagando peitinho em hotel do Rio de Janeiro: primeira grande estrela a fazer show no Brasil esse ano

O ano começou com o Brasil se firmando como ponto de parada do showbiz internacional em turnê de grandes artistas e produções de cinema. DIVIRTA-CE destaca os shows de astros da música mundial que já estão marcados em todo o país.

Muitos shows internacionais já foram confirmados - pena que Fortaleza está fora da rota das principais atrações – mas mantemos a esperança da capital cearense receber ótimos artistas a exemplo de 2010, com Black Eyed Peas e Cranberries.
A inglesa Amy Winehouse, que está no Brasil, é a primeira grande estrela do ano a se apresentar no país. A cantora fez show em Florianópolis, no sábado, 8, e fará apresentações no Rio de Janeiro, dia 11, em Recife 13 e São Paulo, dia 15.
A banda norte-americana Paramore se apresenta em Brasília no dia 16 de fevereiro, no Ginásio Nilson Nelson, em Belo Horizonte, dia 17, no Chevrolet Hall (Rio de Janeiro), 19, no Citibank Hall (São Paulo), 20, e em Porto Alegre, 22, no Teatro Bourbon.
Criada pelo produtor nova-iorquino James Murphy, a banda de electro-rock LCD Soundsystem faz três shows no Brasil em fevereiro: em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Até o momento, apenas a data da apresentação gaúcha foi confirmada, que acontece no dia 20. Os shows nas outras cidades acontecem entre os dias 17 e 18, ainda sem ordem definida.

A cantora Cyndi Lauper fará sete shows no Brasil em fevereiro de 2011. As apresentações acontecem em Belo Horizonte, no dia 19, São Paulo, nos dias 20 e 21, Recife, 23, Rio de Janeiro 25, Florianópolis 26 e Porto Alegre 27.
O cantor britânico Boy George anunciou um show em São Paulo em fevereiro. A apresentação acontecerá em no HSBC Brasil, no dia 27. A última passagem do ex-vocalista do Culture Club pelo país foi em 2008. O ingressos custarão entre R$ 80 e R$ 280.
A popstar colombiana Shakira é atração principal do Pop Music Festival, evento que vai trazer ao Brasil outros artistas internacionais da música pop. Ela canta no dia 13 de março em Porto Alegre; dia 16 em Brasília; e 19 em São Paulo. As vendas de ingressos para o festival começam a partir do dia 15 de janeiro.
O grupo de metal Iron Maiden inicia sua nova passagem pelo país em São Paulo, no dia 26 de março, no Estádio do Morumbi. Depois segue para o Rio de Janeiro, 27 de março, no HSBC Arena; Brasília, 30 de março, no Estádio Nilson Nelson; Belém, 1º de abril, no Parque de Exposições; Recife 3 de abril, no Parque de Exposições, e terminará em Curitiba, no dia 5 de abril, no Expotrade.

Ex-líder do Black Sabbath, Ozzy Osbourne divulga o disco “Scream”, lançado neste ano, em cinco apresentações no país. O cantor passará por Porto Alegre, no dia 30 de março, em São Paulo, 2 de abril, Brasília, 5, Rio de Janeiro, 7, e Belo Horizonte, 9.
O guitarrista Slash, ex-integrante do Guns n´ Roses, anunciou em seu site oficial que fará três shows no Brasil em abril de 2011. Ele se apresenta dia 6, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 7, no HSBC Brasil, em São Paulo, e dia 8, em Curitiba (o local ainda não foi anunciado).
A banda irlandesa U2 apresenta sua turnê “U2 360º” nos dias 9, 10 e 13 de abril, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. O show de abertura será da banda inglesa de rock Muse. Os ingressos custam entre R$ 70 e R$ 1 mil.


A dupla Roxette, formada pelos suecos Marie Fredriksson e Per Gessle, se apresenta em abril, nos dias 12, 14, 16 e 17 em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente.
A quarta edição do Rock In Rio acontece nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro de 2011, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca. Até o momento foram confirmadas as seguintes atrações internacionais: Slipknot, Coldplay, Motörhead, Coheed and Cambria, Red Hot Chili Peppers e Metallica. O Rock in Rio Card custa R$ 95 (meia) e R$ 190 (inteira) e só pode ser adquirido no site oficial do festival. Cada pessoa pode comprar no máximo quatro ingressos.
Em Fortaleza, o único show internacional confirmado até o momento é de Jason Mraz – a produtora D&E confirmou show do americano para o dia 4 de fevereiro na capital cearense. Preços de ingressos a serem definidos.







Os primeiros shows nacionais em Fortaleza

Capital cearense receberá Vanessa da Mata, Kid Abelha, Paralamas, Jota Quest e Skank


Após o cancelamento do show que ocorreria no dia 6 de novembro, Vanessa da Mata anuncia uma série de shows no Estado do Ceará. Os shows de Vanessa em terras cearenses estão marcados para acontecer nos dias 13 de janeiro (Beberibe), 14 (Crato), 15 (Fortaleza) e 16 (Itapipoca). Os locais, preços e horários ainda não foram divulgados. A turnê faz parte da divulgação do último CD da cantora “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”, lançado em novembro de 2010 pela Sony Music Brasil.
Em 2011, o Governo do Estado do Ceará realizará, como faz todos os anos, durante o mês de janeiro e início de fevereiro a segunda edição do “Férias no Ceará – Um Festival de Alegria“. Todos os shows serão gratuitos e acontecerão em sete municípios do Estado e na capital cearense, sempre a partir das 20 horas. Na capital cearense os shows acontecem no Parque do Cocó. Em Fortaleza as datas e atrações são as seguintes: Kid Abelha (08/01), Fagner (22/01), Paralamas do Sucesso (30/01) e Jota Quest & Skank (05/02).
Dentre outros shows nacionais programados para acontecer em janeiro, na capital cearense, estão: 07/01 Racionais MC'S (Biruta), 15/01 Ivete e Aviões (no Forró no Sítio) e no dia 21/01 Charlie Brown Jr (Praça Verde do Centro Dragão do Mar).










BEACH SOUNDS

Dias 12 a 18 de janeiro


Durante todo o mês de janeiro, o Beach Park apresenta diariamente shows ao vivo com bandas cearenses através do Projeto Beach Sounds, que se revezam durante o período de alta estação, em um palco montado na areia da praia, tudo em um clima bem descontraído. As apresentações começam ao meio-dia e a música só pára às 16h. O estilo é o mesmo, o pop rock, mas cada grupo desenvolve um trabalho bem particular.

12/01 – Quarta – Pukabanda
13/01 – Quinta – Locomotiva
14/01 – Sexta – Mobydick
15/01 – Sábado – O Verbo
16/01 – Domingo – Outdoor
17/01 – Segunda – Manobrás
18/01 – Terça – Pukabanda
* Programação sujeita a alterações.

Sinopse das bandas

Locomotiva – Apresenta de um jeito único e irreverente o pop rock mundial, além de interpretar canções de Roberto Carlos à Cazuza, Beatles à U2, Ray Charlles à Rolling Stones entre outras, mesclado assim novos sons com hits de sempre. Eles ainda modificam as músicas que apresentam, deixando canções conhecidas internacionalmente com o estilo bem diferente, com a cara da banda.

Manobrás - A banda faz um show tocando músicas que vão das raízes do rock ao pop rock e rock da atualidade e sem perder a base do rock dos anos 80, tendo seu som passeando entre reggae, ska, samba-rock, num misto de canções nacionais e internacionais.

Mobydick - Influenciada principalmente pelo rock inglês dos anos 60 e 80, apresenta um show dinâmico, no qual trilhas sonoras de filmes marcantes das décadas de 80 e 90 ganham destaque. Além de interpretar sucessos de Rita Lee, Lulu Santos, Lobão, Ritchie e outros grandes nomes nacionais, o set list da banda traz clássicos dos Beatles, The Police, David Bowie, Creedence e U2.

O Verbo – Faz um show composto essencialmente por músicas brasileiras como Lulu Santos, Paralamas, Titãs, Cidade Negra, Tim Maia, Ed Mota, Capital Inicial e Biquíni Cavadão.

Outdoor - Resgata músicas e trilhas sonoras de sucesso. Valorizando a pureza dos instrumentos, utiliza apenas percussão, baixo acústico e violões de 12 e 6 cordas, fazendo com que a sonoridade seja a mais natural possível. No repertório, Lenine, Eric Clapton, Beatles, entre outros.

Pukabanda - Toca os principais hits da música pop atual e relembra os grandes clássicos da música universal. No repertório, artistas como Maroon 5, Jamie Cullum, Simply Red, James Morrison, Amy Winehouse, The Coors, Madonna, Gloria Gaynor, Lulu Santos e O Rappa.

Serviço
Local: Restaurante da Praia do Beach Park
Horário: a partir do meio-dia. Couvert: R$ 6,00 por pessoa.
Mais Informações: 4012.3000














Shopping Del Paseo apresenta programação para as férias de janeiro


Em janeiro, o Shopping Del Paseo prepara uma programação diferenciada para começar o ano de 2011 em alto astral. Entre os dias 10 e 30, vários espaços do shopping são ocupados pela Fashion Férias , com oficinas, teatro de bonecos, contação de histórias, música e outras atrações para toda a família.

O Game Station já oferece sua tradicional colônia de férias aos pequenos e jovens. Durante todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, a criançada pode brincar à vontade em todos os brinquedos do parque por apenas R$ 30,00. A farra, que começa quando o Game Station abre às 10h e só termina às 13h, inclui também atividades com desenhos e jogos de montar dirigidas por monitoras e lanche para a criança e acompanhante (para os menores de 10 anos). Para antecipar o passaporte e obter outras informações, acesse o site www.gamestation.com.br ou visite o próprio parque. A colônia de férias segue até o dia 4 de fevereiro.

A partir do dia 10, todos os dias, o Del Paseo organiza atividades lúdicas e educativas para as crianças. De segunda a sexta-feira, das 15h às 18h, a molecada aprende a respeitar o meio ambiente na Oficina de Arte Reciclável. Através de brinquedos produzidos com materiais recicláveis, como garrafa pet, gesso, isopor e pintura, as crianças entenderão a importância da consciência ecológica.

Já aos sábados e domingos, a partir das 16h, é a vez de soltar a imaginação com Teatro de Bonecos e Contação de Estórias. Animais em formato de fantoches ensinam as crianças a melhor maneira de reciclar e preservar a natureza. Joana Joaninha e o Baú da Vovó Genoveva conduzem as crianças por narrativas infantis e cheias de fantasia na Contação de Estórias. Todas as atividades acontecem até o dia 30 de janeiro, em espaço montado no Piso L1 e têm entrada gratuita.

Enquanto as crianças se divertem, os adultos podem desfrutar da programação de cinema do shopping, que oferece sempre os lançamentos mais comentados. A cada semana, filmes de circuito nacional entram em cartaz nas duas salas do Arco Íris Cinemas, com direito a promoções e descontos.

Quem quiser encontrar os amigos e familiares, pode aproveitar as diversas opções da Praça Gourmet ao som da voz dos melhores artistas locais, entre 19h e 20h30min. Confira as atrações:

Dia 08 (sábado) – Pádua e músicos

Dia 09 (domingo) – Felipe Adjafre

Dia 13 (quinta-feira) – BQuadro

Dia 14 (sexta-feira) – Ludmila Amaral e quarteto

Dia 15 (sábado) – Pádua e músicos

Dia 16 (domingo) – Felipe Adjafre

Dia 20 (quinta-feira) – Bquadro

Dia 21 (sexta-feira) – Ludmila Amaral e quarteto

Dia 22 (sábado) – Eduardo Holanda

Dia 23 (domingo) – Pádua e músicos

Dia 27 (quinta-feira) – BQuadro

Dia 28 (sexta-feira) – Ludmila Amaral

Dia 29 (sábado) – Eduardo Holanda

Dia 30 (domingo) – Eduardo Holanda

Serviço: Fashion Férias Shopping Del Paseo. Colônia de férias Game Station, de segunda a sexta-feira, até o dia 4 de fevereiro, de 10h às 13h, com passaporte a R$30,00 e atividades de desenho e jogos de montar.

Oficina de Arte Reciclável, de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h, e Teatro de Bonecos e Contação de Estórias aos sábados e domingos, a partir das 16h. Local: Piso L1. Entrada gratuita.

Programação musical. De 8 a 30 de janeiro, de 19h às 20h30min, na Praça Gourmet. Acesso livre.
Shopping Del Paseo
Av. Santos Dumont, 3131
(85) 3456.3131
www.shoppingdelpaseo.com.br







"The Gift" novo álbum de Susan Boyle é o mais vendido Reino Unido e nos EUA, durante Natal

Revelada no ano passado, depois que sua apresentação em um show de talentos britânico virou sensação na internet, a cantora Susan Boyle transformou-se na primeira artista mulher a ficar, pela segunda vez em menos de um ano, em primeiro lugar entre os mais vendidos no Reino Unido e nos Estados Unidos simultaneamente.

Seu segundo álbum, "The gift", ficou no topo da lista de sucessos britânicos em dezembro, fato que se repetiu três dias depois nos EUA — antes dela, só os Monkees, em 1967, e os Beatles, em 1969, conseguiram tal façanha.

A artista escocesa de 49 anos afirmou que chegar ao topo das listas nos dois países é uma experiência "incrível e completamente inesperada", que a fez viver o "momento mais feliz" de sua vida.

"Superwoman"

Segundo a revista "Billboard", Boyle, de 49 anos, vendeu 318 mil cópias do álbum nos EUA logo na primeira semana nas lojas, passando à frente da cantora country Taylor Swift, a número 1 anterior com "Speak now".

"A arrasadora resposta ao novo disco de Susan é um exemplo de seu talento único. Com suas canções é capaz de comover os corações de admiradores de todo o mundo e eles mantêm seu apoio fiel", disse o presidente da Columbia Records, Steve Barnett.

O empresário musical Simon Cowell divulgou um comunicado em que declara que "Susan desafiou as expectativas mais uma vez. Ela é minha superwoman".

Em 2009, "I dreamed a dream", primeiro álbum de Boyle, foi o disco mais vendido no mundo, com mais de 10 milhões de cópias comercializadas.













Diogo Nogueira mostra o melhor do samba no DVD “Sou Eu”

Diogo Nogueira é herdeiro de duas das mais nobres estirpes do samba e do subúrbio do Rio de Janeiro: a das calçadas e clubes do Méier de seu pai, João Nogueira, e a da quadra da Portela, também uma herança paterna, mas abraçada com fervor tal que já o fez ganhar quatro sambas-enredo como compositor. E ele ainda alia isso a uma voz privilegiada, com o timbre e as criativas divisões rítmicas igualmente herdados do pai, mas moldados de maneira muito pessoal por uma musicalidade natural e evidente.

Só isso consegue explicar o fato de, neste DVD “Sou eu”, Diogo conseguir juntar ao seu lado no palco, pela ordem de entrada: um dos maiores melodistas do mundo, Ivan Lins; o maior compositor brasileiro vivo, Chico Buarque; e o maior jovem instrumentista do país, o bandolinista Hamilton de Holanda. Os três ajudam ainda mais a Diogo tirar a onda sugerida pelo samba de antologia que Ivan e Chico fizeram especialmente para ele, o “Sou eu” que dá título e explica o caráter bem pessoal do trabalho.

Também só o desprendimento de uma linhagem nobre explica a coragem de Diogo, nascido em berço de ouro musical, de encarar e renovar sambas populares como “Deixa eu te amar” e “Me leva” (ambos de Agepê) , “Pelo amor de Deus” (que há 30 anos projetou Emilio Santiago), “Malandro é malandro” (marco do repertório de Bezerra da Silva, composto por Neguinho da Beija-Flor) e de gravar Alexandre Pires (“Vestibular para solidão”), compositor querido pelo público, não tanto pela crítica. Isso mostra do que está disposto um cantor que poderia viver na zona de conforto dos grandes compositores consagrados: encarar o samba de hoje, o público do hoje, as grandes audiências, o dialogo popular que o samba sempre teve com o grande público brasileiro, sem se prender a fórmulas consagradas.

A tal linhagem nobre também explica a sem cerimônia com que Diogo encara e recria sambas já clássicos da música brasileira, como um “Lembra de mim” (Ivan Lins e Vitor Martins), um “Homenagem ao malandro” (Chico Buarque), ambos em duetos com os autores, ou um “Lama nas ruas” (Zeca Pagodinho e Almir Guineto), com lindos contrapontos feitos ao bandolim por Hamilton de Holanda. Neste quesito “clássicos” do DVD, é preciso ressaltar a precisão e a emoção (contida, nunca derramada) da recriação de “Alem do espelho”, da grife João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro, das mais belas músicas da MPB sobre a relação pai e filho e sobre a beleza da continuidade da vida. O peso simbólico dessa regravação é evidente, mas nunca exagerado por Diogo.

Sim, novamente ela, a linhagem nobre que fez Diogo ter vivido em casa de samba, de ter sido criado no Clube do Samba e frequentar a Portela desde os cinco anos explica o faro para composições novas, como o pagode que faz jus ao nome “Da melhor qualili” (da larva nobre e farta de Serginho Meriti) ou “Contando estrelas”, samba rural, lírico, meio calangueado de seus parceiros em sambas na Portela Ciraninho e Rafael dos Santos.

Faro, aliás, que em trabalhos anteriores chegou em Xande de Pilares, do Grupo Revelação, um dos melhores autores da nova geração do pagode, de quem Diogo canta de novo no DVD “Deus é mais” (samba delicioso, cheio de gírias novas e antigas), e “Tô te querendo”, que Xande faz com Almir Guineto e Diogo registrara em seu CD anterior. E faro que alcançou Flavinho Silva, da atual formação do Fundo de Quintal, e que fez para Diogo a sensível “Tô fazendo a minha parte”, que trata de tema tradicional do samba, a dureza da vida sendo amaciada pela esperança.

A estirpe nobre explica muita coisa, mas explica sobretudo a coragem de encarar um dueto com Alcione e seu suingue romântico, em “Amor imperfeito”. E explica a humildade de, na hora de cantar sambas-enredos, não caitituar os seus, mas colher clássicos do gênero. E não apenas de sua Portela (“Okê okê Oxossi”), mas das co-irmãs Império Serrano (“Aquarela brasileira”) e União da Ilha (“É hoje”).

De suas composições, aliás, Diogo agiu também de forma nobre, e parcimoniosamente botou apenas duas, como que abrindo espaço para outros compositores. Regravou “Força maior” (que fez com o jovem Leandro Fregonesi e seu parceiro de fé Ciraninho), samba que vem rompendo fronteiras e sendo cantado em manifestações sobre tolerância religiosa. E lança a inédita “Razão para sonhar”, em parceria com Inácio Rios, também de linhagem nobre, filho do grande Zé Catimba, antigo parceiro de Martinho da Vila e também de seu pai. Esta composição, aliás, diz muito sobre a forma do trabalho de Diogo, um samba ao mesmo tempo respeitoso das tradições, mas renovador na forma e na instrumentação, utilizando-se de instrumentos elétricos (coisa, aliás, que seu pai começou a fazer nos anos 1970) ao lado de instrumentos tradicionais. Ou, como diz a letra, “juntando o sol com a lua”.

O DVD, assinado por Bruno Murtinho sobre show no Vivo Rio dirigido pelo empresário de Diogo (e de Beth Carvalho), Afonso Carvalho, tem cuidados que a estirpe nobre do cantor merece: a direção musical e os arranjos de Alceu Maia (modernos na medida, como sempre); três cenários de Helio Eichbauer (o mesmo dos shows de Caetano Veloso), com recriações do universo carioca de Diogo, como a Lapa boêmia ou as pipas (transformadas em móbiles soltos no ar) que cortam os céus do subúrbio; as coreografias e a companhia de dança de Carlinhos de Jesus.
Além do show, o DVD traz ainda três extras: o minidocumentário “Dia da final”, que registrou a rotina do cantor exatamente no dia em que ele concorreu (e venceu), em 2008, pela terceira vez, a disputa para samba-enredo da Portela. Outros extras são o making of com imagens dos bastidores do show, e o clipe da música “Tô fazendo a minha parte”, indicado ao VMB 2010, da MTV. Essa foi a primeira vez na história do VMB que um clipe de samba foi indicado a Clipe do Ano.

Das mais nobres estirpes do samba, sai um trabalho surpreendente, passeando pelo clássico, mas totalmente atual, extremamente popular mas sem perder o refinamento técnico e formal. É o velho samba mais uma vez renovado e querendo dialogar com uma garotada que um Diogo, aos 29 anos, tão bem representa.









Garrido já voltou ao Cidade Negra


Oficialmente, a volta de Toni Garrido para o posto de vocalista do grupo Cidade Negra vai acontecer somente em 2011. Mas, na surdina, o cantor já subiu ao palco novamente com o grupo que lhe deu projeção nacional. O primeiro show da retomada aconteceu na sexta-feira durante a festa de Natal da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, promovida no Parque Lage. Em cena, a banda disse que estava reatando o "casamento" com Toni Garrido.

NOVELAS

Globo estreia novela com núcleo de personagens gays

O ator Leonardo Miggiorin, que vai dar vida a Roni, um dos personagens do núcleo gay de "Insensato Coração"


Depois de matar em uma explosão um casal de lésbicas em "Torre de Babel" (1998) e de cortar uma cena de beijo entre homens em "América" (2005), a Globo tem uma novela com um núcleo de personagens homossexuais. Nova trama das 21h, "Insensato Coração", que estreou ontem, tem um quiosque na praia frequentado por gays. A dona (Louise Cardoso) é mãe de um garoto homossexual e se envolve com um jornalista (Cássio Gabus Mendes) homofóbico. Segundo Gilberto Braga, autor da novela, a relação dos dois será a questão mais importante do núcleo. Começará no capítulo 100 e será uma comédia romântica. Para ele, a criação de um núcleo gay não é uma evolução em relação a tramas anteriores, que já tiveram casais homossexuais. "É uma tentativa de ter alguma novidade", afirma Braga.
O autor declarou que não haverá em "Insensato Coração" o primeiro beijo gay da teledramaturgia brasileira. Doutor em teledramaturgia, Mauro Alencar diz que "é preciso caminhar passo a passo, pois as diferenças do pensar e sentir no Brasil são gigantes, e a novela é um gênero que dialoga com todas as camadas sociais". "Mas pressinto que a qualquer momento o tão esperado beijo gay poderá ocorrer, como já aconteceu na novela argentina 'Botineras', de 2009/10. Outras intimidades, como o carinho entre o casal gay de "Ti Ti Ti", já estão com boa aceitação", diz. André Fischer, diretor do portal GLS Mix Brasil, afirma que "a Globo tem dado provas de que é simpatizante à causa gay, pela maneira positiva como apresenta casais gays em suas novelas". "Os canais GNT e Multishow, da Globo, têm uma extensa programação gay e simpatizante onde não faltam beijos gays. Além disso, 'Jornal Nacional' e filmes já mostraram vários beijos gays. Ou seja, o tabu é beijo em novela", avalia.
O autor de novela Marcílio Moraes ("Vidas Opostas"), que trabalhou na Globo nas décadas de 80 e 90 e hoje escreve para a Record, afirma achar "sempre importante e oportuno apresentar personagens gays nas novelas".
"Ainda hoje é uma questão carregada de preconceitos e restrições. Em 'Ribeirão do Tempo', pensei em inserir um casal masculino gay. Depois concluí que, além de não ser uma temática que eu tenha segurança de dominar, provavelmente não daria para desenvolver a trama como eu imaginei. E desisti." Em sua opinião, o beijo gay não é um tabu. "O que existe é um temor das TVs de escandalizar o público e mexer com a audiência. Isto sem falar na classificação indicativa, que sempre serve de pretexto para as empresas limitarem a liberdade dos autores em casos assim. Se dependesse dos autores, tenho certeza de que o beijo gay já teria acontecido há muito tempo nas novelas."




Ricardo Tozzi mostra o corpo sarado na trama

Logo nos primeiros capítulos da novela, Douglas aparece só de toalha

Em Insensato Coração, próxima novela das nove da Rede Globo, Ricardo Tozzi interpreta Douglas, o irmão de Natalie (Deborah Secco). O ator mostra o corpo sarado nas cenas de seu personagem, que, logo no início da trama, sai do chuveiro só de toalha para brigar com a irmã.
Douglas (Ricardo Tozzi) sai do banho para brigar com Natalie (Deborah Secco)Douglas (Ricardo Tozzi) sai do banho para brigar com Natalie (Deborah Secco) (Foto: TV Globo / Blenda Gomes)

Insensato Coração tem direção de núcleo de Dennis Carvalho e é escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares.







Novela "Insensato Coração" terá diversas participações especiais
A novela "Insensato Coração", que estreia no dia 17 na faixa das 21 horas na Globo, vai contar com muitas participações especiais.
De acordo com os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares, vários personagens vão chegar, dar seu recado e desaparecer da trama. É o caso de Umberto, vivido por José Wilker, que vai aparecer como o irmão de Raul (Antônio Fagundes) logo no começo da trama.

Na lista de participações especiais estão ainda Hugo Carvana, Tarcísio Meira, Cristiana Oliveira, Daniel Dalcin, Aisha Jambo, Lavínia Vlasak, Diego Cristo, Ana Beatriz Nogueira, Tuca Andrada, Guilherme Leme, Zé Victor Castiel, Marcelo Várzea, Suzana Ribeiro e Maria Padilha, entre outros. A Central Globo de Comunicação diz que algumas das participações serão bem rápidas. Já outras serão mais longas.






“Passione” terá mais uma morte na reta final, diz autor

Sílvio de Abreu não deu dicas sobre quem poderá ser a próxima vítima e deixou o suspense no ar

Há apenas alguns capítulos de encerrar a trama, o autor Sílvio de Abreu ainda surpreende o público da trama com alguns acontecimentos inesperados.
Em entrevista concedida ao site G1 e ao “Fantástico”, o autor afirmou com todos as letras que haverá mais uma morte na trama das oito da Globo. 'Sim, vamos ter mais uma morte até o fim da novela', adiantou. Porém, Abreu não deu mais dicas sobre quem deverá morrer.
Além de mais uma morte, Sílvio promete novas surpresas na reta final que, além de mostrar quem matou Saulo (Werner Schünemann) e Eugênio (Mauro Mendonça), mostrará a sogra de Bete Gouveia, Brígida terminando a trama ao lado do cunhado e de um amante.




"Vou contrariar o público de 'Passione"

Totó (Tony Ramos) e Bete (Fernanda Montenegro) desmascaram Clara (Mariana Ximenes) em cena da novela "Passione"

"Passione" termina e seu autor, Silvio de Abreu, disse que o final vai contrariar o público.

Para ele, a catarse --"mocinho recompensado, vilão castigado"-- não faz pensar.

O novelista quer provocar o espectador, "para que ele discuta os desfechos dos personagens e a novela não termine no dia 14 de janeiro".

Em seu apartamento, em São Paulo, na segunda, Abreu, 68, falou sobre a novela das oito, a 14ª da sua carreira, audiência, novas mídias, e, o melhor para quem é noveleiro: comentou as tramas e as possíveis soluções.

Abreu diz que sua estratégia é confundir o público ao longo da trama, mas que sua história é simples. A solução foi óbvia em "Belíssima", sua novela anterior. Vilã desde o primeiro capítulo, Bia Falcão (Fernanda Montenegro) foi revelada no último como a responsável por todos os crimes. Leia abaixo para ver se você concorda.

"Passione"

Não gosto de novela morosa, o mocinho que vai casar com a mocinha e alguém não deixa. Gosto de novela ágil, que traga a cada dia um entretenimento diferente.

Por isso misturo dois gêneros lúdicos, o thriller e a comédia, e coloco o melodrama de tempero. Cada gênero tem suas regras e é preciso segui-las de maneira que eles não entrem em choque.

As cenas da Fernanda [Montenegro], que é do drama, com a Irene [Ravache], comédia, precisam ter equilíbrio, não ir nem muito para um lado nem para o outro. Em cada capítulo, coloco um pouco de cada gênero para a novela não ficar chata. Não me importo de fazer novela ruim, mas chata não! "Passione" é a mais inventiva das minhas novelas.

Pistas

Dou sempre uma pista aqui e outra ali na trama e nunca minto, não dou pista falsa. Faço com que as soluções dos mistérios sejam algo que o público poderia ter deduzido. Quando a novela acabar, as pessoas podem ver o primeiro capítulo para ver que já havia ali os indícios da história que seria contada.

Sempre sei o que vai acontecer antes de começar a novela. As minhas histórias são simples, a maneira de contar é que é complicada. Vou confundindo o público, mas sei onde vou chegar.

Vilões

"Má o meno" [os vilões vão se dar mal no final]. Parte se dá mal, parte bem. Não gosto de maniqueísmo. Não é uma novela em que mocinho é mocinho e bandido é bandido. De uma certa forma, gosto que a novela seja um pouco espelho da sociedade, e não é verdade que na sociedade em que a gente vive os vilões são castigados. Não são quase nunca. A gente gostaria que fosse assim, mas não é. E quando fazemos a catarse, o mocinho é recompensado e o bandido, castigado, não deixamos a público pensar. Quando contrariamos o espectador, ele vai ficar discutindo isso. Por que o vilão foi solto? Para a novela não terminar no dia 14 de janeiro, precisa deixar ruído, e os finais contribuem para isso.

Manchetes mentirosas

Revistas de TV fazem manchetes alucinantes e mentirosas. Vou contratar os editores para trabalhar comigo, eles têm uma criatividade imensa! Quando a TV se democratizou, com o Plano Real, a classe DE passou a ser importante. As revistas que antes custavam R$ 10 se dividiram em dez de R$ 1. Não há dez novidades por semana, então inventam com a maior desfaçatez. Nem eu nem meus colaboradores são fontes de informação. Mas isso me diverte. Deus me livre eu fazer uma novela que não sai na capa da revista.

Comércio de informação

Não gosto do comércio, de quem suborna funcionários da TV para ter os capítulos. Provamos que isso existia na "Próxima Vítima" [1995]. Falei com o [então diretor da Globo] Boni e ele fez uma auditoria. Descobriu que pessoas do departamento de fotocópia vendiam capítulos para revistas e mandou todo mundo embora. Agora, com "Passione", voltei a ter problemas e tive que picar capítulos e mandar para atores só a sua parte. Só a [diretora da novela] Denise [Saraceni] sabia a ligação entre as cenas. Quase sempre percebemos quem passou. A coluna que dá a informação publica uma nota de um ator mixo, que obviamente está pagando aquele favor. Isso sem falar do roubo, que é inaceitável. Na época, falei para a Globo que se isso não fosse resolvido eu mesmo ia vender! Vendiam meu capítulo sem nem me pagar direitos autorais!

Audiência

Me decepcionei com o fato de o público não ter embarcado em "Passione" no início. Mas isso me trouxe uma lição: a de que cada novela tem que buscar o seu público. Não tem mais aquela história de que a audiência da Globo já faz com que a novela seja um sucesso imediato. "Passione" sempre foi o programa de mais audiência na televisão, mas era o primeiro com 35 pontos, no começo, e agora passa dos 40. Hoje está sendo muito discutido se as pessoas estão vendo a novela em outras mídias, o que não é computado, ou se não querem mais ver novela. A Globo ainda não sabe. Não entende exatamente por que a repercussão da novela é maior do que os números do Ibope mostram. O que eu quero é ter tranquilidade para fazer. Quanto mais a novela faz sucesso, mais verba eu tenho para a produção.

Novas mídias

Em "Passione", criei textos que os personagens falavam para o site da novela. Mas vou continuar escrevendo a novela da mesma forma, passe ela no celular, na TV, no computador, em qualquer lugar. O produto que vou fornecer para o telespectador ou o internauta vai ser o mesmo. O que acontece é usar o universo da internet na história, porque isso faz parte da vida moderna.

Segredo de Gerson

Todo mundo tinha uma versão que achava melhor do que a minha. Mas a história que estava contando é a de um homem abusado por uma mulher, estou falando de pedofilia. O que criou a curiosidade foi eu não mostrar no computador o que ele via. Mas como podia mostrar em uma novela classificada para 12 anos?! Lógico que aproveitei isso para criar o mistério. A expectativa ficou alta e, claro, houve frustração.

Carolina Dieckmann

O público não aprovou a Diana porque ela ficou com o Mauro [Rodrigo Lombardi] em um capítulo e, no outro, o trocou pelo Gerson [Marcello Antony]. Imagina! Como é que ela disse "não" para o Raj [mocinho interpretado por Lombardi em "Caminho das Índias"]!

A culpa é minha, não da Carolina, eu que escrevi isso. E a Diana [Carolina Dieckmann] tinha que morrer. O casal romântico, para mim, é o mais difícil de fazer. Não gosto de fazer cenas de amor. Gosto de drama, comédia, briga, sexo, mas parou para falar "meu amorzinho, vamos passear de mãos dadas no bosque", não aguento.

Sei que a novela precisa disso e tento fazer, mas não é o meu forte. Mas quando a Diana morreu, o personagem ficou grande. Uma mulher que se sacrificou por amor. As histórias de amor de que mais gosto são as que não têm final feliz. Romeu e Julieta, "Casablanca", "E o Vento Levou". O espectador fica com nó na garganta. Nos grupos de discussão reclamam que "Passione" não tem amor.

Mas não sei fazer! Imagine a Diana viva, com a filha, e o Mauro todo dia chegando em casa: "Oi, meu bem". Não vou aguentar escrever isso!

Elenco de estrelas

Tínhamos um elenco de estrelas: Fernanda Montenegro, Aracy Balabanian, Vera Holtz, Cleyde Yáconis, Irene Ravache... É difícil fazer com que cada uma tenha seu mundo na história e não se sinta coadjuvante.

Quando elas se juntavam em cena, uma não ficava embaixo da outra. É muito difícil manter, ao longo da novela, o interesse por diferentes personagens no mesmo patamar. Para mim, foi uma questão de respeito a essas atrizes.

Cleyde Yáconis

A Cleyde [87] quebrou o fêmur, teve que parar de gravar e entrou em depressão. Liguei para ela e disse: "Você vai voltar, está ótima, para de bobagem". Ela mora sozinha, em um sítio, com uma babá mais velha do que ela, é uma mulher independente.

Ficou muito feliz quando conseguiu voltar. Quis fazer comédia com a história dos personagens mais velhos picantes. No final, a Brígida [Cleyde] se casa com o Diógenes [Elias Gleizer, 77] e vira amante do jardineiro [Emiliano Queiroz, 73].

Gabriela Duarte

Liguei para a Gabriela [Duarte] e disse que tinha a Jéssica para ela. Avisei que não era a personagem principal da novela, mas que tinha potencial. Ela aceitou na hora e fez muito bem. Ela tem um temperamento muito mais rebelde do que a mocinha. O que prejudicou a Gabriela foi todo mundo querer que ela fosse uma nova Regina Duarte. E a Regina Duarte foi a melhor heroína que tivemos na televisão naquela época. Hoje em dia as heroínas são diferentes. A Gabriela sabia disso, mas não davam para ela uma coisa diferente.

Crack

Coloquei o irmão da Diana viciado em crack para mostrar que nem todo mundo se recupera [como o Danilo/Cauã Reymond]. E também para mostrar que o crack não pega só o mocinho que anda de bicicleta na capital, mas também o homem do interior, que é casado, tem filhos.

"Guerra dos Sexos"

Meu projeto é em 2012 fazer o remake de "Guerra dos Sexos", com direção do Jorge Fernando, para as 19h. Acho que é a primeira vez que alguém faz o seu próprio remake, mas ninguém vai fazer melhor do que eu [risos]. Estou pensando em fazer com o Tony Ramos no lugar do Paulo Autran, mas ainda não defini quem fará o papel que foi da Fernanda Montenegro.









Elenco de "Amor e Revolução" faz treinamento militar


Os atores da novela de Tiago Santiago aprenderam a manejar armas e tiveram aulas de luta

Todo o elenco de Amor e Revolução, novela de Tiago Santiago, realizou treinamento militar neste sábado, 10 de janeiro, nos estúdios do SBT. Como o folhetim faz uma leitura dos anos de chumbo da ditadura militar, os atores tiveram aulas sobre como manejar armas e atirar com Sérgio Farjalla Jr., preparador do elenco do filme Tropa de Elite. Para as cenas de ação, os atores receberam instruções sobre artes marciais, aulas de expressão corporal e coreografia de luta para a composição de cenas e caracterização de personagens.









"Maria Esperança" reestreia no SBT

Novela produzida em 2007 será reapresentada a partir da segunda-feira, 17 de janeiro, às 15h10, substituindo Esmeralda, que chega ao fim

Produzida e exibida pelo SBT em 2007, Maria Esperança, adaptação de Yves Dumont, baseado no original Maria Mercedes de Inés Rodena, reestreia no dia 17 de janeiro, às 15h10, substituindo Esmeralda. Com direção de Henrique Martins, integram o elenco Bárbara Paz, Tânia Bondezan, Nico Puig, Eduardo Ramory, Water Breda, Clarice Abujamra, Northon Nascimento, entre outros.
A novela Maria Esperança narra a trajetória de Maria (Bárbara Paz), uma garota doce que sustenta sozinha a família vendendo flores e bilhetes de loteria pelas ruas.
Abandonada pela mãe ainda quando criança, ela vive com o pai, Ramiro (Walter Breda), um alcoólatra que nunca teve como sustentar os filhos, e os irmãos: Guilherme (Daniel Morozetti), jovem revoltado e problemático, Isabel (Greta Antoine), adolescente fútil e ambiciosa, e André (Rafael Chagas), um adorável garoto de princípios, no fundo o único que valoriza a luta de Maria Esperança (Bárbara Paz) para manter a família unida.
Sua mãe deixou os filhos por uma vida melhor nos Estados Unidos. No país, ela reconstruiu sua vida e teve mais um filho.
Após conhecer Santiago Trajano Queiroz (Nico Puig), um homem rico e amargurado, a vida de Maria Esperança (Bárbara Paz) passa por uma guinada. Como o milionário detesta os poucos parentes que tem – a tia Malvina (Tânia Bondezan) e os primos Eduardo (Ricardo Ramory) e Beatriz (Vanessa Goulart) -, ele, que sofre de uma doença incurável, deixa todo o seu dinheiro para Maria (Bárbara Paz).
Enquanto Malvina (Tânia Bondezan) é uma mulher ambiciosa, que faz de tudo para conquistar o que deseja, seu filho Eduardo (Ricardo Ramory) é um rapaz esforçado que guarda uma triste história – sua noiva foi morta ao sair da igreja no dia do casamento. Entre ele e Maria (Bárbara Paz) surgirá uma forte atração.
Mas Maria (Bárbara Paz) e Eduardo (Ricardo Ramory) terão uma série de problemas e pessoas a enfrentar ao longo desta história. Além da vilã Malvina (Tânia Bondezan), que vê na nora uma fonte de renda, muitos tentarão prejudicar o casal.


Breve Perfil dos Personagens

Maria Esperança (Bárbara Paz) - Trabalha desde a infância nas ruas da cidade, vendendo bilhetes de loteria e flores para sustentar a família. Inesperadamente viverá um grande amor.

Eduardo Trajano Queiroz (Ricardo Ramory) - Estudante de pós-graduação em Arquitetura, sofre um grande abalo no início da novela com a morte da noiva. Tem uma mãe possessiva.

Malvina Trajano Queiroz (Tânia Bondezan) - Mãe de Eduardo. Tirana, é desprovida de escrúpulos e faz qualquer coisa para ter o que deseja.

Santiago Trajano Queiroz (Nico Puig) - Sobrinho de Malvina, primo de Eduardo. Milionário, é vítima de uma doença incurável. Apesar de todo o dinheiro que possui, nunca foi completamente feliz.

Beatriz Trajano Queiroz (Vanessa Goulart) - Irmã de Eduardo. Tenta defender o que acha certo e justo, mas é muitas vezes influenciada pela mãe autoritária.

Ramiro Hurtado (Walter Breda) - Pai de Maria Esperança. Filho de imigrantes espanhóis, sempre foi um sonhador romântico. Alcóolatra, nunca foi feliz em seus planos.

Guilherme Muniz (Daniel Morozzeti) - Irmão de Maria Esperança. Jovem revoltado e de temperamento agressivo. Leva uma vida obscura.

Isabel Muniz Hurtado (Greta Antoine) - Irmã de Maria Esperança. Adolescente problemática que se deixa levar por ambição exagerada e pelo apego à futilidade.

André Muniz Hurtado (Rafael Chagas) - Irmão caçula de Maria Esperança. É esperto, afetuoso e bom caráter. Por outro lado, é agressivo quando insultam sua família.

Maria Helena Muniz Cavalcanti (Ângela Figueiredo) - Mãe de Maria Esperança. Personagem angustiada, que, na verdade, jamais se perdoou por ter abandonado os filhos.

Rodolfo Cavalcanti (Giácomo Pinotti) - Marido de Maria Helena. Profissional competente, vive há vários anos em Nova York, onde conseguiu posição de destaque em conceituado escritório de Arquitetura.

Gustavo Cavalcanti, o "Tavito" (Daniel Amaral) - Filho de Maria Helena e Rodolfo. Descobre um mundo novo quando a família retorna ao Brasil.

Filomena Beiju, a "Filó" (Monoelita Lustosa) - Uma das mais emblemáticas e misteriosas habitantes da "Vila Rica". Tem uma barraca ao lado da entrada da vila, onde vende, com muito sucesso, pastéis preparados com paciência de artesã e receita trancada a sete chaves. Costuma ler as cartas e prever o futuro, especialmente para Maria Esperança.

Sofia Canales (Mariana Du Bois) - Vulgar e insinuante, vive na boca do povo da "Vila Rica". É uma das rivais de Maria Esperança.

Rosa Canales (Clarice Abujamra) - Mãe de Sofia. Ex-artista circense, vive das recordações de um tempo de glórias, quando era chamada de "A Rainha do Trapézio".

Bento de Jesus, o "Nocaute" (Northon Nascimento) - Outra grande figura da comunidade da "Vila Rica". No passado, foi promissora esperança do boxe brasileiro, que lhe valeu o apelido de "Nocaute". Um descolamento de retina, no entanto, fez com que fosse obrigado a encerrar a carreira.

Camila de Jesus (Débora Gomez) - Enteada de Bento. Sempre conviveu mal com a decisão da mãe de casar-se com um negro. Tenta superar isso fantasiando romances com jovens ricos. Parceira de Maria Esperança na aventura cotidiana de vendas pelas ruas da cidade, tem nela um ombro amigo.

Dona Conceição (Maria Célia Camargo) - Viúva cheia de iniciativa, é a zeladora da "Vila Rica", responsável por manter a ordem, o respeito e, sobretudo, os aluguéis dos inquilinos em dia.

Teodoro, o "Teo" (Rafael Paiva) - Todo malhado e cheio de trejeitos de academia, cabelo caprichadamente ajeitado com gel, corpão enorme e vigoroso, cabecinha vazia, quase oca.

Giovanni Luccarelli, o "Gígio" (Marcelo Varzea) - Imigrante italiano. É dono do mercadinho "Nova Veneza" que atende a comunidade da "Vila Rica". Dá em cima de Maria Esperança e, mesmo com chances remotas de êxito, não desiste.

Chico Só (Pablo Rodriguez) - Moço simples, só no mundo, com uma origem misteriosa e sobre a qual não gosta de falar. Negro, é o braço direito de "Gigio" no mercadinho. Vem sendo treinado há anos por "Nocaute".

Augusta, a "Guta" (Suzana Abranches) - A rainha da fofoca na "Vila Rica", especialmente quando a conversa envolve Maria Esperança, a quem detesta. Mãe solteira, não perde uma oportunidade de infernizar a vida da "bilheteira".

Danilo, o "Grilo" (Renan Bega) - Filho de "Guta". Garoto agressivo que, muitas vezes insuflado pela mãe, adora agredir e ridicularizar André, o irmão caçula de Maria Esperança.

Renata Albuquerque (Fabiana Alvarez) - Ex-noiva de Eduardo. Mulher de extrema beleza, a típica alpinista social. Jamais se conformou por ter sido trocada pelo ex-noivo.

Eugênia Albuquerque (Barbara Bruno) - Tia de Renata. Mulher rica no passado, viveu os últimos anos gastando a fortuna que o marido lhe deixou ao morrer.

Otavio Camargo (Rogério Marcico) - Dono de empreiteira poderosa. Viúvo, é desses casos típicos de homem que acredita que o dinheiro é capaz de operar qualquer milagre.

Gabriel Soares (Mauricio Agrella) - Colega de faculdade de Eduardo, na verdade, o seu melhor amigo. Tipo do sujeito bom caráter, aquele amigo com quem a gente pode contar.

Laura (Kika Julianelli) - Belíssima. Estuda com Eduardo, por quem é apaixonada. Mesmo sabendo que tem poucas chances em sua empreitada, não desiste.

Malu (Ana Saab) - A fiel escudeira de Laura. No fundo, também arrasta uma asa para cima de Eduardo.

Aurélio (Ernando Tiago) - Mordomo de Santiago. Com a morte do patrão, é beneficiado em seu testamento e permanece na mansão em condição privilegiada.

Berenice (Alejandra Sampaio) - Empregada da mansão. Agitada, vaidosa, intrometida e com uma certa dose de petulância.

Adolfo (Maurício de Barros) - Misto de empregado e motorista da mansão dos Trajano Queiroz.

Doutor Alberto Medeiros (César Pezzuoli) - Advogado de Santiago. Com a morte do milionário, fica com a incumbência de fazer cumprir todas as exigências por ele impostas em seu testamento. É quem vai orientar Maria Esperança em suas dificuldades.

Thomás (Augusto Zacchi) - Estagiário no escritório do Doutor Alberto. Responsável e dedicado em seu trabalho, é outro que torna mais fáceis os dias de Maria Esperança.

Caco (Caio Romei) - Concorrente de Maria Esperança nos pontos de venda que ambos frequentam nos cruzamentos de algumas das principais ruas e avenidas da cidade.

Totó (Andrez Ghizze) - Parceiro de Caco. Tipo mais para o cômico, o que lhe cria grandes dificuldades de locomoção.

Bisteca (Alexandre Sertori) - O dono do açougue que abastece a comunidade de "Vila Rica".

OUT CE


Katy Perry e Elton John farão show no Rock in Rio

A cantora Rihanna, que vai se apresentar pela primeira vez no Brasil durante o primeiro dia do Rock in Rio, em setembro deste ano

O Rock in Rio confirmou as atrações que vão se apresentar na primeira noite do festival.

As cantoras Rihanna e Katy Perry farão show pela primeira vez no Brasil.

Além delas, o cantor Elton John completa o time de atrações internacionais do dia 23 de setembro.

Já entre os artistas nacionais, foi confirmada a cantora Claudia Leitte.

Cerca de 100 mil ingressos já foram vendidos para o evento, que ainda não fechou todas as atrações.








Ricardo Pettená ministra curso de paraquedismo em João Pessoa


Treinamento organizado pela Confederação Brasileira foca na formação de novos treinadores

O paraquedista Ricardo Pettená ministra esta semana em João pessoa um curso para treinadores do esporte. A atividade, organizada pela Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBP) ocorre entre os dias 10 e 17 de março. As aulas são indicadas aos atletas que pretendem atuar profissionalmente.

Com o curso de treinador BBF (Basic Body Flight - vôo básico com o corpo), o participante fica habilitado a trabalhar com alunos que estão começando, bem como auxiliar um instrutor e fazer treinamentos intermediários. “Para quem pretende atuar nessa área, esse curso é o primeiro passo”, comentou Pettená que é chefe do Comitê de Instrução e Segurança da CBP.

Com 39 anos de carreira, o paulista tem experiência como docente já que também é proprietário da Escola Azul do Vento, localizada em Boitiva (SP). No curso para treinadores ele utiliza a metodologia da Canadian Coaches Association adaptada ao paraquedismo da Skydive University dos Estados Unidos.

“As aulas são importantes para zelar pela segurança do paraquedismo no Brasil e promover a padronização”, ressalta ele, que aborda, de forma teórica e prática, questões como legislação, equipamento, modelo de saltos, fisiologia, emergência, entre outras. “No próximo ano todos os instrutores do Brasil terão que fazer uma padronização de nível dos atletas e esse curso é fundamental”, finalizou.

Na escala de hierarquia, após ser treinador o atleta pode ser mestre de saltos e por último instrutor docente. Para isso, precisa somar horas de saltos e cursos especializados.

Mais informações no site www.azuldovento.com.br ou nos e-mails: arlete@azuldovento.com.br ou reservas@azuldovento.com.br

Fones: (19) 3246-0455 / (19) 7813-1463 ID: 7*707036

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

PELO INTERIOR

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POESIA

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POLÍTICA CULTURAL

Tribunal pede esclarecimentos sobre Réveillon em Fortaleza

O Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará enviou ofício à Secretaria de Turismo de Fortaleza com pedido de informações sobre a festa de Réveillon organizada pela prefeitura da cidade.

A comemoração, que ocorreu na praia de Iracema, teve shows de Caetano Veloso, Mart'nália e do grupo Biquini Cavadão.

Segundo publicação do "Diário Oficial" do município, foram gastos R$ 714 mil apenas com o show de Caetano. As despesas incluem o cachê do cantor, hospedagem para toda a equipe (19 apartamentos), 20 passagens aéreas, alimentação e transporte para todo o grupo. O cantor, porém, fez um show no estilo "banquinho e violão" (sem banda) na virada. A revista Veja dessa semana divulgou que Caetano ganhou um cachê sete vezes menor para fazer o mesmo show no interior de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa do TCM, o ofício foi enviado de forma "preventiva". Só haverá um procedimento suplementar se for identificada alguma suspeita de irregularidade nos contratoss.

A assessoria de imprensa da secretaria de Turismo informou que ainda não recebeu o documento e destacou que o valor gasto não foi apenas com o cachê do cantor.

A partir do recebimento do ofício, a pasta terá 15 dias para se manifestar. Desde o começo da gestão de Luizianne Lins são feitos shows milionários em diversas datas comemorativas da cidade, todos sem o uso de licitação.






O novo Secretário de Cultura do Ceará


Depois de Auto Filho, ex-Vice Governador vai para a Secult

Pela terceira vez consecutiva um professor universitário deverá comandar a Secretaria de Cultura do Ceará. Doutor em História Social e atual vice-governador do Estado, Francisco Pinheiro foi escolhido para assumir a pasta, gerida nos quatro últimos anos pelo filósofo Auto Filho. Ambos integram os quadros do Partido dos Trabalhadores (PT). O anúncio foi feito esta semana na residência oficial do governador, no bairro Meireles.
Nos quatro anos da gestão de Auto, o Professor Pinheiro (como é mais conhecido) foi presença garantida nos eventos promovidos pela Secult, quase sempre representando o governador Cid Gomes. O nome de Pinheiro já havia aparecido entre os rumores que falavam sobre quem assumiria a pasta, mas ele afirmou em coletiva que seu nome foi definido para o cargo na noite de domingo (26.12). Apesar disso, na coletiva de divulgação do novo secretariado, ele demonstrou já ter se familiarizado com os temas da pasta. Cid Gomes afirmou ter "total convicção que Francisco Pinheiro vai fazer um bom trabalho, porque ele tem o perfil da secretaria. Ele foi feito pra ela".
Pinheiro procurou explicar sua identificação com a pasta: é professor de História e começou sua carreira política dentro da Secult, trabalhando com a parte de patrimônio e museus. "O professor Auto Filho fez um grande trabalho na área do livro e da leitura. Pretendemos dar continuidade a ele, mas também ampliar o Sistema de Museus", antecipou. O vice-governador revelou que manterá o diálogo com Auto Filho, para ficar a par dos atuais projetos e desafios da Secult. Pinheiro garantiu a continuidade da política de editais ("a mais republicana que existe") e o interesse em dialogar com a categoria do audiovisual, por ainda não ser muito familiarizado com a área.
Francisco Pinheiro é natural de Jaguaribe, município a 308 km de Fortaleza. Graduou-se em História na Universidade Federal do Ceará, onde integra o quadro de professores. Apesar de sua carreira como pesquisador, seu nome é, de fato, conhecido pela trajetória política no PT. Foi, por dois mandatos, presidente do diretório municipal da sigla. Em 2004, já eleito vereador, Francisco Pinheiro aglutinava os cargos de professor da UFC, presidente do diretório municipal do PT e de articulador das negociações políticas da candidatura de Luizianne Lins no segundo turno.









Professor Pinheiro fez reunião com Conselho Estadual de Cultura

O novo secretário Francisco Pinheiro participou na tarde desta segunda-feira, 10, da primeira reunião de 2011 do Conselho Estadual de Cultura. Durante a reunião, foi indicado, através de votação, o nome do representante da categoria literatura, Antonio Crisóstomo Damasceno Filho, para representar o Conselho Estadual no Conselho Municipal de Cultura de Fortaleza, também foi indicado como suplente Afonso Celso Pereira Cavalcante, que representa a categoria audiovisual.

Os conselheiros deliberaram ainda a alteração para encontros bimensais do Conselho, com a proposta feita pelos representantes dos fóruns regionais de uma futura discussão sobre alternativas de interiorização das reuniões

O representando do governo, Jackson Coelho, informou durante a reunião que a Universidade Estadual do Ceará lançou o primeiro edital de bolsa de iniciação artística e sugeriu que seja discutido através da Secult e da Funcap um sistema de bolsa de iniciação artística, a exemplo do sistema de iniciação científica. O secretário Francisco Pinheiro recebeu a ideia com entusiasmo e disse estar aberto à discussão do tema.

Diálogo será a marca da Pasta de Cultura na gestão Professor Pinheiro

Professor Pinheiro, que como vice-governador promoveu um grande diálogo com a sociedade através do PPA Participativo e Regionalizado, agora na Secretaria da Cultura, inicia suas atividades dando o mesmo tom, e, para isso, uma de suas primeiras ações tem sido um roteiro pelos equipamentos culturais do Estado, a fim de conhecer melhor suas ações e equipes. O roteiro de visitas iniciou-se na primeira semana de janeiro, pelo Instituto Dragão do Mar, onde o Secretário reuniu-se com as equipes do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Centro de Cultura Bom Jardim e Instituto de Artes e Ofícios, que apresentaram suas ações e projetos. Já nesta quinta-feira,6, o Secretário esteve em visita ao Arquivo Público e a Biblioteca Pública Governador Bezerra Pimentel, onde teve a calorosa recepção de ex-colegas, pois Pinheiro trabalhou nos dois órgãos, e é frequentador assíduo como pesquisador da história cearense desde a década de 70. As diretorias dos equipamentos já haviam, antecipadamente encaminhado relatórios sobre projetos e necessidades de suas estruturas, porém, Pinheiro fez questão de ver pessoalmente as condições e o trabalho que estão sendo desenvolvidos.










“É tempo de olhar para quem está criando”

Ana de Hollanda, nova Ministra da Cultura

A frase da ministra Ana de Hollanda em seu discurso de posse, para uma plateia repleta de artistas, ativistas, políticos e muitas autoridades, dá o tom do novo Ministério da Cultura. A noite chuvosa de Brasília não conseguiu estragar a grande comemoração que marcou a despedida de Juca Ferreira do Ministério da Cultura e a estreia de Ana de Hollanda como a primeira mulher a ocupar o cargo de Ministra da Cultura do Brasil. O cerimonial armado por Juca Ferreira exaltava a sua própria presença. A cena, no entanto, foi delicadamente roubada por uma figura aparentemente frágil, de fala suave, porém firme, delicada e, ao mesmo tempo, ousada – como ela própria se define. Ana de Hollanda impôs-se com seu discurso assertivo, direto, em defesa dos artistas e criadores de todo o Brasil.

Não se trata de um deslocamento de eixo de atuação do MinC, que voltaria a viver de e para os artistas, exclusivamente. O povo brasileiro continua sendo o beneficiário de todas as ações, mas com visão e sensibilidade para os criadores, artistas, construtores do campo simbólico – que nos define como povo e nação.

Diversidade finalmente reencontra sua irmã Criatividade. O pecado de viver do ofício da arte, com autonomia, sem dependência do balcão do Estado, encontra virtude ao lado da valorização do simbólico, dos saberes e fazeres em todos os cantos do país. Um saber que pertence ao povo, a cada um, e não ao governo.

Interessante a maneira como Ana de Hollanda eleva o MinC ao lugar mais estratégico que um governo poderia ter. Em vez de brigar por atenção, distinção, reconhecimento do próprio governo e da sociedade, Ana quer colaborar com os grandes desafios e metas do governo Dilma. Erradicar a miséria, qualificar as classes emergentes, estimular não só o consumo de eletrodomésticos, mas também de bens e ativos culturais. Exalta, pede apoio ao Vale Cultura.

Descentralizar, investir nos municípios, na construção da imagem do país no exterior: metas compartilhadas. A associação com as políticas de educação também recebe um novo tratamento, de contribuição com os desafios, qualificação dos processos, interlocução e mediação com a comunidade.

Pensar, fazer e escutar. Este será o novo estilo do MinC de Ana de Hollanda. E proclama: “não existe arte sem artistas”.









Brasil lidera economia da cultura na AL

Leonardo Brant

O Brasil é o país da América Latina com o maior saldo positivo no comércio exterior de produtos e serviços ligados à indústria criativa – que abrange áreas tradicionais da cultura (como música, TV, cinema e artes plásticas), mas também artesanato, comunicação, design, arquitetura e itens ligados às novas tecnologias. Em 2008, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 1,74 bilhão, segundo o Relatório de Economia Criativa de 2010, publicado pelo PNUD e pela UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

Das 13 nações da região com volumes mais expressivos de fluxo comercial nessa área, apenas quatro registraram superávit: Peru (US$ 251 milhões), Argentina (US$ 55 milhões) e Bolívia (US$ 4 milhões), além do Brasil. Os maiores déficits são de Venezuela (US$ 2,19 bilhões) e México (US$ 1,51 bilhão).

Ao longo dos seis anos analisados no estudo, o Brasil aumentou tanto o volume de exportação quanto o de importação de bens e serviços ligados à indústria criativa. Mas o grande responsável pelo resultado brasileiro são os serviços, cujo superávit saltou de US$ 477 milhões em 2002 para US$ 2,24 bilhões, em 2008.

No período analisado, o país foi sempre o que mais importou e mais exportou serviços da indústria criativa na América Latina, e registrou superávit todos os anos. O segmento que mais alavanca as exportações é o arquitetônico, que em 2008 respondeu por 88% das vendas (US$ 5,59 bilhões) e 71% das compras (US$ 2,92 bilhões).

Nos produtos o cenário é um pouco diferente. O Brasil tem grande participação nessa área, mas fica atrás do México – as exportações mexicanas alcançaram US$ 5,17 bilhões, e as brasileiras, US$ 1,2 bilhão. O país vizinho aos Estados Unidos, contudo, também importa mais (US$ 6,54 bilhões em 2008, contra US$ 1,72 bilhão do Brasil) e tem déficit maior. A balança comercial brasileira de produtos da indústria criativa vinha sendo positiva até 2007, mas ficou no vermelho em 2008 (déficit de US$ 506 milhões).

Carnaval

O estudo da UNCTAD e do PNUD afirma que o Carnaval é um dos principais impulsionadores da indústria criativa no Brasil. O impacto se dá pela “produção direta de artigos e performances gravadas para a venda para a população local e aos turistas, e pelos efeitos indiretos dos gastos dos turistas cujas visitas foram estimuladas pelo Carnaval”.

A festa ajuda ainda a desenvolver as habilidades dos artistas locais, e impulsiona a venda de produtos e de negócios elaborados por conta da celebração. “O Carnaval oferece uma concentração de performances de música e dança ao vivo e gravadas que têm um significado cultural considerável para o público nacional e internacional”, destaca o relatório.

Uma pesquisa, mencionada no estudo, sobre a cadeia associada ao Carnaval no Rio de Janeiro aponta que a festa, com retorno anual estimado em US$ 600 milhões, emprega quase meio milhão de pessoas e tem impacto direto e indireto na economia, não apenas da cidade, mas do estado.

Outra contribuição para o aumento das exportações de bens e serviços criativos na América Latina foi a retomada da produção cinematográfica na região, particularmente em Argentina, Brasil e México. Porém, o relatório avalia que os filmes nacionais continuam lutando por um espaço na tela com os grandes sucessos estrangeiros. Raramente ficam entre os dez mais vistos nos países, e a participação deles no mercado fica bem atrás das produções internacionais.

A novela é outro produto que ajuda a impulsionar a economia criativa latino-americana. “Na produção televisiva, há casos de sucesso, como a Televisa, no México, e a TV Globo, que são os maiores exportadores de programas de televisão – em sua maioria, novelas – para mercados mundiais”, diz o texto.

* Com informações do PNUD.






Parceria MinC/RNP viabilizará laboratórios experimentais em arte, cultura e tecnologia


Andrea Lombardi

Um Termo de Cooperação firmado pelo Ministério da Cultura (MinC) com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), no final de dezembro, vai possibilitar a implantação de redes nacionais de laboratórios experimentais em arte, cultura e tecnologia e de cinemas digitais universitários. O termo garante a primeira etapa do Programa de Pesquisa e Inovação em Cultura, Arte e Tecnologia e permite que o MinC passe a integrar o contrato de gestão firmado entre a RNP e os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCT).

O coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo Junior, considera que além de promover a interligação com outros produtores de conteúdo digital em nível ministerial, como MEC e MCT, outro ganho que a entrada do MinC no consórcio traz é o fato de que, agora, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) discute não apenas a infraestrutura de rede, mas também o que vai passar por ela. “O Ministério da Cultura introduziu a reflexão sobre o conteúdo no âmbito do PNBL”, diz Murilo.

O MinC vai destinar, inicialmente, R$3,8 milhões à RNP. A previsão é de que até o final de 2011 os primeiros projetos pilotos estejam interligando unidades da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e Museus do Rio de Janeiro e São Paulo, além de cinemas universitários de vários pontos do país.

A rede de laboratórios experimentais em arte, cultura e tecnologia vai propiciar à comunidade de produtores e pesquisadores do segmento artístico e cultural uma plataforma digital capaz de suportar o desenvolvimento de projetos experimentais de softwares e hardwares e, também, a realização de obras e espetáculos.

Já a rede de cinemas universitários deve permitir a difusão de conteúdos audiovisuais entre a Cinemateca Brasileira, vinculada do MinC, e os cinemas e salas de exibição das instituições de ensino superior. “Vai se constituir em um espaço de experimentação para a comunidade acadêmica da área da Ciência da Computação que trabalha com problemas relativos à distribuição de conteúdos audiovisuais em rede”, explica Murilo.

A cooperação RNP/MEC/MCT/MinC e suas vinculadas, por meio desses laboratórios, vai garantir que o país possa uniformizar os protocolos de rede utilizados pelas diversas entidades públicas. O objetivo não é só melhorar a preservação e a integração de acervos culturais, mas especialmente promover a sua difusão e a ampliação do acesso.

“Isso está alinhado às diretrizes do Plano Nacional de Cultura (PNC) aprovado recentemente pelo Congresso Nacional, que reconhece a inovação científica como um valor estratégico para a cultura e que a internet de banda larga é decisiva à produção e difusão da Cultura Digital”, diz o coordenador do MinC.

A RNP é uma organização social, e por isso pode firmar contrato de gestão com o poder público. Opera uma rede de Internet de longa distância, baseada em tecnologia de transmissão óptica, conhecida como rede Ipê, e é voltada para a comunidade brasileira de ensino e pesquisa, que agora estará integrada às instituições públicas de promoção e difusão da Cultura.

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a cargo do Ministério das Comunicações, tem por objetivo, entre outros, acelerar a inclusão dos brasileiros na moderna Sociedade da Informação e contribuir para a evolução das redes de telecomunicações do país com vistas aos novos modelos de tecnologia e arquitetura de rede mundial











MinC terá orçamento 20% maior em 2011

Andrea Lombardi


Mais de R$ 1,6 bi. Esse é o orçamento do Ministério da Cultura para o ano de 2011, que foi enviado ao Congresso Nacional. Esse valor representa um aumento de 20% em relação ao orçamento de 2010, orçado inicialmente em pouco mais de R$ 1,3 bi. Mas o valor investido na área ultrapassou os R$ 2,2 bilhões, pois emendas parlamentares garantiram um aumento de R$ 855,6 milhões.

Do total de R$ 2,2 bi, cerca de 80%, ou seja, R$ 1,8 bi fazem parte do chamado orçamento discricionário, que exclui os gastos obrigatórios (pessoal, dívida, precatório). Os valores disponibilizados para cobrir esses custeios não ultrapassaram os R$ 500 milhões.

Do orçamento inicial, de R$ 1,8 bi, R$ 942 milhões foram autorizados e R$ 827 milhões estavam empenhados em 24 de novembro. Ou seja, não haviam sido pagos, mas estavam reservados para provimento de ações, programas e políticas do Ministério.

Já o orçamento do Fundo Nacional de Cultura em 2011 será de mais R$ 326 milhões. Desde agosto, lei sancionada pelo então presidente da República Luiz Ignácio Lula da Silva, protege os recursos do FNC. O Ministério da Cultura conseguiu, em negociação com o Congresso Nacional, criar uma emenda protegendo o FNC de qualquer forma de contingenciamento.

Em 2007, foram disponibilizados R$ 472,8 milhões do FNC para serem investidos em programas e projetos culturais no ano de 2008. O valor investido em 2009 – aprovado em 2008 – subiu para R$ 523,3 milhões. No ano de 2010 – aprovado na LDO de 2009 – o Ministério da Cultura conseguiu R$ 898,1 milhões para o FNC.










A Lei Rouanet estimula o fracasso, o roubo e a estupidez

Carlos Henrique Machado Freitas


Passados quase vinte anos nos quais assistimos o discurso de mais e mais recursos para a cultura via Lei Rouanet, presenciamos um festival de fracassos e chegamos à conclusão de que, na prática, essa lei não atende à cultura brasileira, mas sim à falsificação exótica até mesmo para o capitalismo cultural.

Sabemos todos que, para que continuem captando dinheiro público com fartura e irresponsabilidade, eles caem no apelo barato de buscar frases carregadas de clichês sempre adornados por acusações obscurantistas de nazismo, fascismo, stalinismo, na tentativa de provocar sensações fortes.

O fato é que, por falta de argumentos para justificar tanta lambança e roubos, a cultura brasileira viveu nas mãos do empreendedorismo de captação viciado e dependente da Lei Rouanet.

O debate sobre cultura no Brasil anda pela hora da morte, chegando perto do inferno com cacoetes detestáveis. A isso alguns ainda chamam de eficiência. Ora, há um retrocesso na essência do pensamento provocado pelo assunto de financiamento eterno, como se a cultura tivesse que, por excelência, viver desse “bicho” nacional que é a Lei Rouanet. Isso só funciona, para alguns que fazem da captação de recursos carreira e indústria de compadrio, o que não tem qualquer valor para a cultura brasileira, ao contrário, joga a cultura que tem uma função social fundamental para o país, numa condição dramaticamente inferiorizada.

Os captadores que ficam nessa gritaria, parecem mais sacerdotes ambulantes a caça de dinheiro. Eles pensam enganar a quem? Seus processos discursivos não escondem a ganância. Uma usina universal de fumaça não consegue mais esconder a barbaridade que criou um ciclo antieconômico na cultura brasileira. Eles ainda têm a petulância de, não satisfeitos em falar em “mercado cultural” em seus sermões, propõem, com a maior cara de pau uma polifonia industrial da cultura como a grande “sagração da primavera”. Piada, não?

Ora, isso é ridículo! Além de não ter nenhuma grandeza social e nem valor ético, coincide com uma sorumbática forma de promover cultura no Brasil. Tudo soa falso nessa escala exótica que não esconde sua sede de dinheiro público farto e contínuo. Eles são deficientes em qualquer forma de pensamento cultural, e ainda dizem ter força para organizar a cultura nacional! Tudo isso não passa de um rebuliço mentiroso e repugnante.

O que mais assusta não é simplesmente querer demonizar um Ministro como sistematicamente acontece aqui nesta tribuna, como foi com Juca Ferreira, o pior é passar a idéia de que todos nós da cultura somos abestalhados e fomos hipnotizados pela tortura psicológica de um nazo-ministro. Ora, quanto tempo será necessário para sairmos dessa baixaria? Quando a crítica é feita nessas proporções, não tem nenhum valor, ao contrário, mostra que a transmissão virulenta tenta esconder um volume traiçoeiro de fracassos para manter essa similistronca chamada Lei Rouanet. Eles querem estabelecer, na base do grito, uma idéia normativa de adotar esta lei como valor imperativo, eficaz para qualquer circunstância da cultura brasileira. Ora, não precisa ser gênio para saber que esse discurso não defende a cultura, o que existe é uma luta para manter um significativo privilégio de arrecadar milhões e milhões de recursos públicos sem ter que explicar nada à sociedade. Isso é uma deformação ritualizada por um discurso vazio, uma pregação que utiliza a magia do medo para sentenciar o Estado e que interessa somente a quem fez da captação de recursos uma prática profissional de submundo. Isso tem que ser repudiado, porque esse indecoroso discurso captador defende a comodidade, a covardia e a pretensão. Isso é uma falsificação evolutiva que reflete as características de um comercio de leis de incentivo, jamais de arte.

A cultura brasileira não é para a sociedade o cocô do cavalo do bandido, ao contrário, a sociedade brasileira sabe o que tem valor em nossas manifestações. O que se vê é que cada vez mais sociedade cria couraças críticas contra quem utiliza critérios sofismáticos para manter a mão no bolso do cidadão comum.

A sociedade é crítica o suficiente para perceber o que é um critério legítimo para se valorizar a cultura brasileira e o que é socialmente primitivo, bruto e, na grande maioria das vezes, tosco, como um processo de um roubo mecanizado com ares de fomento científico que deixou a imensa maioria de artistas brasileiros em estado de anorexia.
Enfim, vamos tentar facilitar o debate e transpor o pensamento e o sentimento contido na alma da cultura brasileira para o que é recomendável dentro de uma arena livre, mas, sobretudo responsável na linha do debate. Ninguém suporta mais esse esquema formal e obrigatório de falar mal do Ministro da Cultura para continuar executando, através da Lei Rouanet, um enorme desperdício de vultosas verbas públicas que passam pelas mãos orquestradas daqueles que têm na cabeça o cocô do cavalo do bandido como solução para a cultura brasileira, mas que também têm uma forma própria e brilhante de se fazerem líderes de uma patota que centrifuga, através da sórdida política corporativa, os recursos extraídos do suor da população brasileira.











Arte, mãe de todas as culturas

Leonardo Brant

Se cultura é a regra, arte é a exceção, dizia o filósofo. Em 2003 houve uma reforma substancial no Ministério da Cultura. As chamadas secretarias finalísticas (Artes Cênicas, Música, Audiovisual, Livro e Leitura) foram substituídas por estruturantes (Políticas Culturias, Articulação, Fomento, Identidade, Cidadania Cultural).

Se por um lado o modelo ofereceu um olhar mais abrangente para o desafio da gestão pública de cultura, por outro confinou as artes (menos o Audiovisual, que além de secretaria específica tem a Ancine) a departamentos da Funarte, já sucateada, sem orçamento e capacidade operacional.

A sensação por parte dos artistas é de abandono. Àqueles inseridos no mercado, ampliou-se a insegurança dos novos tempos, novas mídias, pirataria, cultura livre, com uma campanha (aqui veementemente combatida) de esvaziamento do sistema de financiamento, cheio de problemas e defeitos, mas existente e efetivo para um número significativo de produtores e artistas.

Não escondo de ninguém minha (quase eufórica) satisfação com a postura republicana e o discurso da Ministra Ana de Hollanda que, diferente do Ministro anterior (que tem seus méritos, mas já vai tarde), compreende as dificuldades de quem vive da própria arte. E celebra a arte como item de primeira necessidade, indispensável à nossa formação individual e coletiva. Como projeto de desenvolvimento.

Uma arte livre, autônoma, incentivada mas não controlada pelo Estado, indispensável ao projeto de ascenção social (cultural?) dos novos consumidores que surgem quase que em projeção geométrica no Brasil.

Continuar não é repetir, diz Ana de Hollanda evocando Dilma Rouseff. Há uma tentativa inócua de instalar um clima de insegurança em relação ao discurso da nova ministra. O sudeste voltará a reinar? O mercado ganhará força em detrimento das culturas populares? A cultura digital será esquecida?

As conversas de bastidores que tive com Vitor Ortiz, Antonio Grassi, Mamberti, Henilton e tantos outros que celebravam a posse na noite de ontem, reforçam um compromiso que deve ir muito além do discurso, com ações efetivas para uma alteração real do eixo de desenvolvimento, voltado para as classes emergentes, mas sem inoportuno embate geográfico alimentado por Juca Ferreira.

Além de ser a maior vitrine e a alavanca para carreiras internacionais de artistas e criadores de todos os lugares do Brasil (e um dos maiores mercados do mundo, haja visto a enxurrada de espetáculos realizados em 2010 e programados para 2011), SP e RJ tem muito a oferecer para todas as regiões do país, em termos de produção e experiências de mercado.

As culturas populares precisam de mercado, sustentabilidade. É claro que precisam do Estado para reconhecer, valorizar, impulsionar, em alguns casos até para tutelar, de verdade, não com prêmios de R$ 10 mil e abandono permanente. Para isso é preciso um grande plano, que tire a cultura tradicional do lugar eproblema e a valorize de fato, como solução para um país em pleno processo de crescimento econômico.

Economia da cultura, cultura digital, convergência, são palavras-chave no novo ministério. Acredito que as ações serão ampliadas e transformadas em plataforma política de Estado.

Ainda é cedo para dizer qual será a real capacidade de atuação do novo ministério. Sabemos que a estrutura é sucateada, há um sem-número de editais lançados (dentro da campanha #ficajuca) mas sem qualquer estrutura e orçamento; pontos de cultura por todo o Brasil sem receber há mais de um ano…

São milhares de problemas administrativos. O choque de gestão é prioridade. A nova ministra aposta na criatividade de sua equipe para resolver esses problemas: sem reclamar, culpar o outro. A ordem é tocar o barco pra frente.

A nós do Cultura e Mercado foi prometido o diálogo, que já foi respeitoso e aberto na época de Weffort (apesar de muito crítico), franco e colaborativo na época de Gilberto Gil, mas tornou-se truculento e ameaçador na era Juca Ferreira.

PROGRAMAÇÃO DE CINEMA

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