TEATRO

“Garotos” no Teatro

Confira vídeos do espetáculo com ex-atores de "Malhação", que esteve em cartaz no Shopping Via Sul

>Fotos e vídeos de Felipe Muniz Palhano

O primeiro beijo; a descoberta do amor, da amizade, do sexo, da morte e da vida. Tudo isso sob o olhar masculino jovem na peça “Garotos” – que esteve em cartaz no Teatro do Via Sul Shopping nos dias 24, 25 e 26 de setembro, sempre às 19h30min. O Teatro fica na Av. Washington Soares, 4335 – 3º piso, Seis Bocas. Mais informações: (85) 3404-4027.

A peça mostra o período de intensas descobertas a partir de histórias vivenciadas pelo autor e roterista Leandro Goulart – que também assina a direção ao lado de Afra Gomes.

“Temas como virgindade, masturbação, drogas, sexualidade, perdas, paixões, família, traição, porres, gravidez, futuro, teatro, futebol, música e internet não fazem desta uma peça só para adolescentes: “Garotos” trata, com cuidado, das relações humanas, e mostra, acima de tudo, o quanto é bom viver”, opina o diretor e autor Leandro Goulart.



No elenco, jovens atores conhecidos pelo grande público por seus trabalhos na tevê e no teatro: Rafael Almeida (Páginas da Vida/Malhação), Ícaro Silva (Malhação), Ivan Mendes (Malhação), José Loreto (Malhação) e Caio Bucker (Malhação) discutem – sempre na primeira pessoa do singular – os temas polêmicos que permeiam a juventude – além da importância das relações humanas e do amor à vida. “As cenas são ágeis. Transitam vorazmente entre o humor, o nostálgico e a poesia”, explica o diretor.

Com trilha escolhida por Leandro Goulart, Afra Gomes e pela diretora musical Isadora Medella, e preparação vocal de Claudia Sampaio, a montagem é pontuada por muita música.

O violão e outros instrumentos tornam-se amigos inseparáveis desses garotos, que tocam desde hits como “Sempre Assim”, do Jota Quest; ‘Todas as Noites”, do Capital Inicial e “Vou Deixar,” do Skank; passando pelas românticas “Toda Forma de Amor”, de Lulu Santos e ‘Vinte e Poucos Anos’, de Fábio Jr., até “Carta ao Tom”, de Vinicius de Moraes. Destacando ainda uma divertida versão de “Rehab”, de Amy Winehouse, na qual os cinco atores levam o público à loucura com uma das coreografias assinadas por Marcio Vieira.


Na sua estréia em 2009, na Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis (FITA), “Garotos” foi apresentada para um público de mais de 1,5 mil pessoas, durante um dos mais prestigiados festivais de teatro do Brasil. A primeira turnê nacional do espetáculo será encerrada aqui, em Fortaleza – para posteriormente voltar ao Rio de Janeiro, em sua segunda temporada, devido ao grande sucesso.

Segundo Rafael Almeida e Ícaro Silva, a energia do público contribui para que o espetáculo flua ainda melhor. Os atores são queridos pelo público desde o trabalho feito em Malhação, novela juvenil da Rede Globo.





SOBRE O AUTOR, DIRETOR E ATORES

Leandro Goulart – autor, ator, roteirista, diretor de teatro e TV. Do drama ao humor, Goulart acumula em seu currículo mais de trinta obras, dentre espetáculos adultos, jovens e infantis. Em 2003, inicia uma parceria com Afra Gomes, com quem passa a escrever a quatro mãos, marcando o lançamento de uma série de produções bem sucedidas nos anos subsequentes, como as comédias No Conjugado e Pout-PourRir. Em 2006 é convidado a integrar o núcleo de roteiristas do programa Zorra Total, na Rede Globo.

Afra Gomes e Leandro Goulart – Desde 2003, a dupla realiza projetos marcados por muita ousadia e originalidade, como “Terror Show”; “No Conjugado”; “Pout-PourRir”; “Quem Ama Não Queima a Cara”; “Prole de Narcisa”; o longa Subúrbio; “Lula Contra o Mau” e “Garotos”.



Os Garotos

Rafael Almeida – Estreou na Rede Globo na novela Páginas da Vida. Em 2008 protagonizou a 14ª temporada da série Malhação, vivendo o Guga, no mesmo ano foi um dos finalistas do reality Dança dos Famosos. No ano seguinte respondeu pela apresentação da TV Globinho.

Ícaro Silva – Estreou na Bandeirantes aos 12 anos de idade na novela Meu Pé de Laranja Lima. Em 2000 participa da novela Vidas Cruzadas, da Rede Record. Em 2002 vai para o SBT e integra o elenco da novela Pequena Travessa. Seu grande sucesso acontece na Rede Globo, com o personagem Rafa, na série Malhação de 2004 a 2007. Em 2008 é escalado para um dos episódios da série Casos e Acasos, também da Rede Globo. No ano seguinte apresenta o TV Globinho.

Ivan Mendes – Fez participações especiais no Sitio do Pica Pau Amarelo e na Grande Família. Em 2007 se destaca na Rede Record na novela Luz do Sol. No ano seguinte, é escalado para viver o surfista Pedro Henrique na novela Três Irmãs, na Rede Globo.

José Loreto – Estreou na Globo em 2006 na série Malhação, fazendo sucesso com o personagem Marcão. Depois, na Rede Record, faz as novelas Caminhos do Coração e, em seguida, Os Mutantes. Em 2008 volta à Globo em Três Irmãs. No teatro, dentre outros espetáculos, Loreto atuou em VIP e Runners.

Caio Bucker – Ator, músico e produtor, começou seus trabalhos artísticos aos setes anos de idade. Atuou nos monólogos “Mãe É Um Porre!”, “O Casamento de Gatona”, ‘Comunicação’, Memórias da Cidade, 4X Humor, Aperitivo Teatral e O Amor É Cego e o Humor Aquoso. Participou como ator e músico do espetáculo Dia dos Loucos, com direção de Denise Stoklos. Atuou e produziu “Acepipes”, com direção de Charles Paraventi. Participou dos curtas Paquetá e A Namorada.




















TV DIVIRTA-CE


Confira vídeos do espetáculo "Garotos" feitos por Felipe Muniz Palhano



































Viva o Teatro Nordestino!

“Uma vez, nada mais” peça da Bahia, vence o Júri Popular do Festival Nordestino de Teatro 2010, em Guaramiranga


Após uma verdadeira maratona de espetáculos de todo o Brasil, terminou no sábado mais uma edição do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. O último dia do evento, considerado um dos mais importantes das artes cênicas do país, foi marcado pela homenagem que Ricardo Guilherme recebeu pelos 40 anos de carreira – o ator apresentou na noite de encerramento a peça “A Divina Comédia de Dante e Moacir” e foi ovacionado pelo público por sua atuação.
O júri popular do 17º FNT elegeu “Uma vez, nada mais”, da Bahia, como o melhor espetáculo de 2010. Dirigida por Hebe Alves e levada ao palco pelas atrizes Aícha Marques e Maria Menezes, a peça foi uma das nove apresentadas na Mostra Nordeste, da qual participou uma montagem de cada estado da região.



Armindo Bião, um dos debatedores do FNT 2010, fez a entrega do troféu Beija-Flor a Hebe Alves em solenidade no Teatro Municipal Rachel de Queiroz. A diretora lembrou que este foi o segundo troféu de melhor espetáculo eleito pelo júri popular que ganhou em Guaramiranga. O primeiro foi em 1998 com “Isso assim assado no inferno”. “Já me sinto um pouco daqui. Falo demais desse festival em Salvador”, disse. “Uma vez, nada mais” A narrativa traz a história de duas mulheres apaixonadas e sonhadoras, que aos poucos vão descobrindo que tem muito mais coisas em comum, compondo uma divertida “tragédia amorosa”.



Sem uma palavra, as atrizes utilizam de uma movimentação bem marcada, precisa e bastante ágil, evocando a estética do cinema mudo. “Uma vez, nada mais” também convida o público a um passeio pela era de ouro do rádio e antigas novelas.
Após a entrega do prêmio de Melhor Espetáculo, foi a vez do ator, diretor e dramaturgo Ricardo Guilherme, que recebeu o troféu Beija-Flor não só por sua valiosa carreira, mas também por sua ligação artística e afetiva com o festival ao longo desses 17 anos, como ator, debatedor, professor ou consultor. Luciano Bezerra, presidente da Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga – AGUA, entidade realizadora do festival, destacou: “Para nós foi muito natural e justo reconhecer seu trabalho, toda a sua contribuição para o teatro do mundo. Nesses 17 capítulos do FNT, Ricardo foi um protagonista. Essa homenagem é prestada com sinceridade e alegria”, disse Luciano.
Ao lado de uma das filhas, Clarisse Guilherme, que chamou ao palco, o homenageado lembrou sua ligação com o FNT, desde a primeira edição, quando participou a convite de Humberto Cunha. Destacando a vocação de Guaramiranga para as artes cênicas, Ricardo Guilherme revelou o que espera daqui para a frente. “Ano que vem serão 18 anos e vejo que o grande passo é, por meio de convênios, criar uma escola livre de teatro em Guaramiranga. É esse o embrião que vejo para os 18 anos”.
Com a realização de um verdadeiro intercâmbio entre artistas, cursos, debates, e exibindo um panorama das mais diversificadas linguagens do teatro atual, o Festival Nordestino de Teatro, primeiro evento cultural consolidado em Guaramiranga e que incentivou o surgimento de diversos outros, mostra a cada ano como a arte é importante fator de transformação de uma cidade e seu povo, movimentando o turismo, a economia e dando oportunidades para pessoas que não tem acesso a cultura.








40 ANOS DE ARTE RADICAL

Ícone da cultura cearense, Ricardo Guilherme celebra sua carreira no Festival Nordestino de Teatro, em Guaramiranga

O virginiano Ricardo Guilherme já nasceu radical. Celebrando seus 40 anos de carreira, ele é referência da cultura e comunicação cearense: professor, vice-coordenador e um dos criadores do Curso Superior de Artes Cênicas da Universidade Federal do Ceará, Ricardo Guilherme se confunde com a história da arte no Estado. Já passou pelos palcos da Europa, África, América Central e do Norte, mas seu deslumbre mesmo é pelo Ceará: “Fortaleza está em mim”, disse em entrevista para o DIVIRTA-CE, durante o 17º Festival Nordestino de Teatro (FNT).



Representante do Brasil em inúmeros festivais mundiais de teatro, historiador, com livros sobre a história do teatro premiados pelo Ministério da Cultura, jornalista, contista, cronista, poeta – é dentro das várias estéticas e talentos que a vida lhe concedeu que ele consegue expor sua multifacetada trajetória de realizações. Um dos fundadores da Televisão Educativa do Ceará (hoje TVC) e da Rádio Universitária, roteirista de cinema e TV, ex-vice-presidente da Federação Estadual de Teatro, criador do Museu Cearense de Teatro (1975), esse artista incansável tem na criatividade e inovação seu maior trunfo. Formulador da teoria e do método do Teatro Radical Brasileiro, objeto de pesquisa de alguns trabalhos acadêmicos, ele apresentou durante o encerramento do FNT 2010 a peça “A Divina Comédia de Dante e Moacir”, em mais uma comemoração de sua vitoriosa carreira. Confira a entrevista e vídeos da peça "A Divina Comédia de Dante e Moacir", feitos por Felipe Muniz Palhano:







DIVIRTA-CE - São 40 anos de carreira. Como surgiu o teatro em sua vida?
RICARDO GUILHERME –
Quando eu era criança já fazia teatro na garagem, na escola, com os amigos, irmãos, colegas, mas ainda não tinha consciência de que era aquilo que eu gostaria de fazer na vida, que aquilo era uma vocação. Fui descobrir isso com o rádio teatro. Eu sou da geração que viu o começo da televisão no Ceará, ainda nos anos 60 - eu tinha cinco anos - e também vi o fim da rádio novela. Comecei no rádio, fazendo novelas, ainda menino, 13 anos. Uma pessoa do teatro foi importante na minha carreira, quando eu tinha 14 para 15 anos: estou me referindo a José Humberto Cavalcante, ator extraordinário dos anos 60, que era da Ceará Rádio Clube. Um dia eu o acompanhei ao teatro e me encantei com aquilo. Na infância não fui ao teatro – existiam peças infantis, porém meus pais não tinham o hábito de me levar. Engraçado, me lembro que, quando comecei a ir ao teatro, era já para fazer teatro e não para assistir.



DIVIRTA-CE – Você é homem de teatro, mas seu trabalho se completa com todos os meios de comunicação e da arte: já fez livro sobre a história do teatro, de contos, crônicas, poesia, jornalista colaborador, narrador, apresenta atualmente um programa de entrevistas na TV Ceará. Você tem uma história na comunicação cearense, sendo um dos fundadores da TV Educativa (atual TVC), da Rádio Universitária. Como você encara o Ricardo ator e o Guilherme comunicador? São duas carreiras distintas ou que completam o Ricardo Guilherme?
RICARDO GUILHERME –
O Ricardo Guilherme comunicador veio antes do teatro. Como eu disse, primeiro entrei no rádio em 69. Em 1970 eu era assistente de produção do programa “Porque hoje é sábado”, de Gonzaga Vasconcelos, que lançou junto com o “Show do Mercantil”, do Augusto Borges, o que seria o Pessoal do Ceará: Fagner, Téti, Rodger, Belchior. Logo depois entrei no jornal Unitário, em 75, com uma coluna sobre teatro. Com 20 e poucos anos já criei um Museu do Teatro, começando pesquisas sobre o tema. Em novembro de 1973 eu participei da primeira exibição em cores do estado, na TV Ceará, canal 2 – o programa se chamava “O som, a luz, as cores e os muitos amores de Fortaleza”, com texto de Guilherme Neto e direção de Ary Sherlock. Fiz parte também do começo da Rádio Universitária, em 1980. Eu fazia a “Crônica de fim de tarde”, diariamente. O teatro era muito ligado a tudo isso, a literatura também – eu fazia parte do Clube dos Poetas Cearenses, também nos anos 70. Esses 40 anos de carreira se referem a tudo, não só ao teatro.


DIVIRTA-CE – Comemorar 40 anos de arte é para poucos – como está sendo a celebração dessa data e como você vê sua trajetória?
RICARDO GUILHERME –
Eu digo que sou uma ponte entre o passado e o futuro. A vida foi me forjando a fazer isso. Estou na Universidade Federal do Ceará desde 1979. Entrei na UFC com 24 anos – estou lá há 31 anos como professor de teatro. Então participei também dessa geração que hoje é madura. Quando comecei minha jornada eu convivia com gente que fazia teatro nos anos 30 e hoje eu convivo com meus alunos, que ainda não fizeram nenhuma peça, ainda estão estudando. Acho que essa visão ampla de tempo enriquece. Talvez com esse recorte, essa tríade de tempo, passado, presente e futuro, que eu veja a minha trajetória de 40 anos. Mais do que uma celebração do trabalho, vejo essa data como uma comemoração da vida, dos afetos, das relações pessoais. Não basta estar no palco, é preciso relacionar-se com as pessoas, criar laços, ouvir, tentar ser uma pessoa imprescindível na compreensão da diversidade humana.



DIVIRTA-CE -Você também participa do novo curso superior de artes cênicas da UFC.
RICARDO GUILHERME –
Sim, um sonho de 50 anos! Tenho orgulho da minha geração lutar para que isso se tornasse realidade!

DIVIRTA-CE – O Festival de Teatro de Guaramiranga está lhe prestando uma homenagem, e você irá apresentar no encerramento “A Divina Comédia de Dante e Moacir”, próximo sábado.
RICARDO GUILHERME –
Tenho uma relação estreita com o Festival de Guaramiranga, por isso esta homenagem é muito emocionante. Estou desde a primeira edição, nunca deixei de vir nenhum ano. Humberto Cunha que me chamou para participar, quando o Festival ainda nem tinha grandes apoios. Acompanhei o crescimento da cidade e das pessoas. Estou ligado a Guaramiranga.


DIVIRTA-CE – Em ano de eleições, como você analisa a situação estrutural da cultura em nosso estado? Você acha que o público evoluiu e acompanhou o crescimento no número de eventos artísticos que se proliferam pelo Ceará? Nossos políticos já estão sabendo dar o devido valor a importantes equipamentos culturais como o Teatro José de Alencar, que está completando 100 anos?
RICARDO GUILHERME –
Eu tive a honra de ser convidado para fazer o espetáculo comemorativo dos 100 anos do Teatro José de Alencar, no dia 17 de junho. Foi uma boa forma de celebrar os cem anos – optaram por convidar quem é do Ceará e depois chamaram artistas de fora. Já deixamos aquela fase do balcão, dos amigos do rei, do coro dos contentes. A classe já está politizada, isso tem um processo longo, desde a Federação Estadual de Teatro Amador, da qual também fiz parte, como vice-presidente. Hoje os artistas cearenses já dialogam com os governos para criarem as políticas públicas em relação a cultura. Claro que isso pode ser ampliado, não com centros restritos, mas investindo na periferia de Fortaleza, no interior do Ceará, que precisa de espaços, de intercâmbios, fomentos da produção, de formação de pessoas. Já foi uma vitória sairmos dessa política eventual do estado para uma política mais sistematizada e pensada pela própria classe artística, que pressionou e lutou muito por essa mudança.


DIVIRTA-CE – Você é o criador do Teatro Radical, que nasceu, inclusive, com uma sede própria. Explique um pouco desse processo de criação.
RICARDO GUILHERME –
O Teatro Radical é de 1988 – começou como uma idéia, um manifesto defendendo que o ator brasileiro deve estar ligado aos seus arquétipos, ao seu povo. Um teatro que pudesse estar desvinculado da multidisciplinaridade. Um teatro mais centrado na figura humana, mais antropocêntrico. Depois dos laboratórios que fizemos para aprimorar essa nova poética do Teatro Radical, nos anos 90, criamos uma ética, que nos permite várias estéticas. Existe atualmente na Uni-Rio um aluno que está fazendo uma dissertação de mestrado sobre o Teatro Radical.


DIVIRTA-CE – Então podemos adaptar diversos textos para a linguagem “poética” do Teatro Radical?
RICARDO GUILHERME –
Claro que sim. O Radical é uma poética que vai até a raiz da peça, a raiz dos conflitos da peça. Ao invés de entender a peça pela sua diversidade, entendemos pelo radicalismo conflituoso. Essa “radicalidade” sintética, dialética, é concebida por uma ação fundamental que tem movimentos contraditórios, que aplicam o princípio da repetição criativa. Essa repetição vai gerando significados e agregando valores a cada cena. O objetivo é dramatizar o conflito fundamental, básico, radical. Na gênese do Teatro Radical eu fiz artigos, criei oficinas, viajei pelo mundo, participei de debates. Depois montei a Associação de Teatro Radicais Livres e criei uma sede que durou três anos. “A Divina Comédia de Dante e Moacir”, que apresentarei nessa 17ª edição do Festival de Guaramiranga, é uma das peças do Teatro Radical. Outra peça Radical, que já foi até premiada pelo Festival, é “Quem dará o veredicto?”, de Gero Camilo.





DIVIRTA-CE - Nesses 40 anos, você já fez mais de cem
espetáculos. Já teve alguma peça que lhe despertou uma paixão em encená-la, algum carinho especial?
RICARDO GUILHERME –
Paixão nós temos por aquilo que estamos fazendo. Adoro fazer a “A Divina Comédia de Dante e Moacir”. Outra peça que gosto muito de fazer é “Bravíssimo”, um solo, uma peça absolutamente despojada e que eu faço um discurso político. Um espetáculo que amo também é “Flor de Obsessão”, de Nelson Rodrigues.


DIVIRTA-CE – Qual o espetáculo você considera o mais difícil da carreira?
RICARDO GUILHERME –
Essa pergunta é difícil! Fiz uma versão de “Rosa do Lagamar”, dirigida pelo Haroldo Serra, onde eu fazia um vigia. Eu me exigi uma chave de interpretação que não era muito confortável: um teatro mais discreto, mais realista. Sou um ator muito espalhafatoso.


DIVIRTA-CE – Alguma frustração na sua história, algo que você gostaria de ter feito e ainda não fez, ou algo que você tenha feito e se arrependeu?
RICARDO GUILHERME –
Gostaria de fazer a Escola de Teatro Radical, para que essa idéia sobrevivesse, com pessoas formadas nessa poética.


DIVIRTA-CE – Com os recursos tecnológicos e as inovações que surgem nos palcos, como será o teatro do futuro? E seus próximos projetos?
RICARDO GUILHERME –
O Teatro Radical surgiu exatamente na contramão dessa ideia, desse teatro que reúne muita tecnologia e toda essa parafernália. Gosto do teatro centrado no trabalho do ator. Todo esse aparato tecnológico passa, é substituível. O que nos torna mais contemporâneos é sermos cada vez mais pré-históricos.








OVERDOSE DE TEATRO


17º Festival Nordestino de Teatro foi um sucesso na serra de Guaramiranga

> Beth Goulart na peça “Simplesmente Eu, Clarice Lispector”
Fotos e vídeos by Rummenigge Santos e Felipe Muniz Palhano


A menor e mais charmosa cidade do Ceará, Guaramiranga, recebeu no começo do mês a 17ª edição do Festival Nordestino de Teatro – FNT, uma das principais mostras de artes cênicas do Brasil.

Como em todos os anos, um cortejo com banda, palhaços e muitas crianças fantasiadas anunciou a abertura do evento no dia 4 de setembro, sábado, às 17h, encantando os turistas que lotam o município. A primeira noite, com temperatura marcando 14 graus na serra cearense, contou com o excelente espetáculo “Simplesmente Eu, Clarice Lispector”, com a atriz Beth Goulart, que lotou o Teatro Rachel de Queiroz, inclusive com sessão extra.



O espetáculo estreou em julho de 2009 em Brasília e já foi visto no país por mais de 56 mil pessoas com uma trajetória vitoriosa. Beth Goulart levou, pelo trabalho, o Prêmio Shell 2009 e o APTR, ambos de melhor atriz.

Beth Goulart consegue “incorporar” Clarice Lispector, transpondo para o palco as referências sobre sua vida e obra com maestria, dinamismo e profundidade. O cenário e figurino conseguiu passar o requinte da personalidade de Clarice, que tinha como base a simplicidade, sinceridade, praticidade e devaneio criativo da escritora. Beth Goulart está em sua melhor forma, e protagoniza um dos melhores espetáculos da carreira.

O monólogo supervisionado por Amir Haddad faz parte de um projeto de Beth de biografar no teatro, cinema e TV grandes personalidades femininas. Em “Simplesmente Eu...” ela é protagonista além de ser responsável pelo texto e direção.



Em meio a depoimentos que lançam pistas sobre a figura contraditória de Clarice Lispector (1920-1977), Beth traz quatro mulheres de sua ficção. São elas: Joana, do romance ‘Perto do Coração Selvagem’; Ana, do conto ‘Amor’; Lóri, do romance ‘Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres’; e outra sem nome, do conto ‘Perdoando Deus’. O mérito maior de Beth é apresentar com brilhantismo a escritora, desvendando parte da sua enigmática figura até para quem nunca abriu um de seus livros.







O teatro da lei e a Lei do Teatro

Depois de muita pressão da sociedade civil, o MinC publicou, há apenas dois meses, os dados referentes ao uso da Lei Rouanet, num sistema chamado SalicNet. As primeiras análises começam a surgir, contrapondo a propaganda tendenciosa do órgão sobre o mecanismo. E foi assim com o teatro.

O encontro de duas das mais importantes associações do teatro, APTI (Associação dos Produtores Teatrais Independentes) e APETESP (Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo), realizado dia 26 de maio no auditório da FECOMÉRCIO, na capital paulista, mobilizou produtores, artistas e demais profissionais do ramo para discutir a proposta do MinC de criação do Profic, em substituição à Lei Rouanet. Na ocasião foi apresentado estudo realizado pela empresa J.Leiva sobre o impacto da Lei Rouanet no setor.

A pesquisa mostra a evolução dos investimentos em artes cênicas pelo Mecenato. Em 2000 eram R$ 60 milhões destinados à área. Em 2008, R$ 166 mi, chegando a alcançar R$ 176 mi em 2005. Cerca de 20% dos valores investidos entre 2000 e 2008 foram para esse tipo de atividade artística. Em média 600 projetos são realizados em todo o Brasil, com valor médio de R$ 287 mil. Desses 450 vão para o teatro. Os outros 150 vão para dança e circo.

337 proponentes foram beneficiados com o mecanismo. 95% deles foram contemplados com um ou dois projetos. Esse grupo ficou com 82% dos recursos. Apenas 5% dos proponentes (1,5% do total) captaram para 4 projetos ou mais, ficando com 9% do total captado. 8% dos proponentes captaram mais do que R$ 1 milhão. Grupos, espaços e festivais ficaram com quase 50% dos recursos. 70% do dinheiro foi para São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema não informa a ação é realizada. O estudo indica ainda que 34% dos projetos apresentados (e 41% dos aprovados) captaram recursos. Na Lei do fomento, em São Paulo, esse índice é de apenas 15%.

Mesmo sendo um dos setores melhor articulados da área cultural, o teatro sofre os efeitos negativos de uma ação desarticulada e desarticuladora, como esta impetrada pelo MinC, que já deixa marcas profundas na produção, articulação e participação da sociedade civil. Além do peso da perda de investimentos, como demonstra a matéria publicada semana passada pela Folha de S.Paulo, os movimentos políticos do MinC geram desagregação e incitam a cisão dos setores organizados. O Redemoinho, por exemplo, uma rede de grupos de teatro que buscava uma articulação nacional para fortalecer o teatro de pesquisa e de grupo, foi abatido pela síndrome maniqueísta do novo caçador de marajás: “se você é a favor do Profic, então você defende os descamisados e pés descalços. Se você é contra, você é a favor das elites paulistanas”, proclama a cúpula do planalto central.

Pior do que isso, a atividade cultural está sendo dividida entre amigos e inimigos do rei. E Getúlio já dizia: “aos amigos tudo, aos inimigos, a Lei”. E os integrantes do Redemoinho preferiram desmantelar a rede a tomar uma posição, enfrentando a fúria do ministro, famoso por ser implacável com seus inimigos. Isso porque alguns dos protagonistas do movimento conhecia as consequências práticas da proposta do MinC e o abismo existente entre a proposta e o discurso malicioso e demagógico do ministro.

Tenho conversado com muitos artistas, produtores, gestores, investidores, agentes culturais em geral, de todas as partes do Brasil, do mercado, dos Pontos de Cultura. A apreensão é muito grande, a insegurança e o desânimo em relação ao futuro profissional é um denominador comum. O momento de crise se agrava com as incertezas e a falta de comando e controle da situação. Há uma sensação de impotência em relação a uma gestão centralizadora, discricionária, arbitrária e conduzida no grito.

Outra característica comum é a fala em off. Todos deixam suas opiniões, desde que não as publiquemos. O medo de sofrer retaliação subrepõe a crença numa articulação mais forte, que contraponha a mesquinharia e a agenda difusa e subliminar do ministério.

É grande a instabilidade do MinC. O ministro prepara uma saída amenizadora para o seu discurso suicida. Nos próximos dias, deve fritar alguém do alto comando, como já fez com vários secretários e presidentes de vinculadas. A ideia é ganhar sobrevida e continuar em evidencia por mais tempo, em busca de sustentabilidade política e votos em seu curral para a campanha a deputado federal.

E o teatro? Bom, isso não é, definitivamente, problema do Juca. A não ser que esteja no palco.

















TV
DIVIRTA-CE

Confira vídeos do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga

























































































BAÚ DA TV DIVIRTA-CE

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO: Veja vídeo com narração de Dan Viana na cobertura do 15º FNT

O Blog Divirta-CE acompanha o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga há anos - confira esse vídeo de 2008







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DIVIRTA-CE ENTREVISTA

Desafios do Teatro José de Alencar

Diretora do TJA, Izabel Gurgel, faz um panorama no centenário deste símbolo da cultura cearense

O DIVIRTA-CE conversou com a diretora do Teatro José de Alencar, Izabel Gurgel, que desde 2007 comanda as evoluções deste centenário símbolo de nossa cultura. Antes de assumir a direção, Izabel cuidou durante muitos anos da comunicação do TJA, e ainda participou de produções e projetos. Envolvida nas comemorações dos cem anos, ela faz um panorama da historia do Teatro José de Alencar, sua experiência com um das instituições mais importantes do estado, e os desafios para o futuro.

DIVIRTA-CE - O Teatro José de Alencar está completando 100 anos sem comemorações luxuosas a altura da historia deste importante ponto de cultura nacional. Aliás, a programação atual do TJA é feita basicamente com atrações gratuitas. Como você analisa a situação artística e estrutural deste símbolo da cultura cearense na atualidade?
IZABEL GURGEL - O luxo do Teatro José de Alencar é chegar ao primeiro centenário com seus vários espaços cênicos ocupados com uma programação rica, gratuita, aberta a muitos públicos. Um espaço criado e mantido com o dinheiro público, portanto nosso, para fazer prosperar um luxo que merecemos no dia-a-dia: beleza, alegria, a produção artística dos quatro cantos do Ceará enchendo de graça os muitos mundos que o TJA abriga. Luxo é a possibilidade de encontro: artistas do Ceará com solistas e grupos do México, França, Paraguai, Peru (no Zona de Transição) e com os Estados Unidos (agora no Festival de Dança de Fortaleza, o Fendafor). Até na precariedade somos excessivos. Com palcos festivos, ocupamos o último dia 17 de junho, data dos 100 anos do TJA, o Teatro e a Praça e a Praça José de Alencar. Quase dois mil artistas celebraram com o público. Quando olhamos a trajetória dos 100 primeiros anos do TJA, pensamos na potência da instituição. Prefiro pensar que é possível fazer mais, usar mais, povoar e ocupar o TJA para além do que foi feito, do que foi pensado, do que cultuar uma memória de grandes momentos. No ano do centenário, pensamos que é um bom momento para dizer para a cidade que o TJA não é só um grande teatro para receber os solistas, grupos e espetáculos internacionais - como era o desejo que levou à construção do TJA em 1910. Somos também produtores de grandes solistas, grupos e espetáculos. O TJA não é mais só um grande teatro à italiana, ele é um complexo cultural com mais de 12 mil metros quadrados, um lugar de encontro, de trocas do Ceará com o mundo.


DIVIRTA-CE - Você antes de ser diretora do TJA, foi por muitos anos a assessora de imprensa. Como você encarou a diferença nas funções e o que você tirou de proveito na sua experiência como jornalista?
IZABEL GURGEL - Como tenho uma ligação muito forte, parte do meu aprendizado de público é feito no Teatro José de Alencar. Mas dizem respeito, sobretudo, só aos últimos 20 anos, ou seja, um quinto da vida da instituição. Ainda na escola, meu lugar favorito para viver era o TJA. Os deslocamentos são muito freqüentes na minha relação como o TJA: como repórter, como responsável pela assessoria de imprensa na gestão de Maninha Morais, cuidando da área de projetos/produção e, desde março de 2007, na direção do TJA. Sou jornalista, mas antes, sou público do TJA há mais de 20 anos. Parte do meu aprendizado de público, de ser público, de ser espectador e estar na platéia foi feito nesta casa. E é esta experiência que se reflete na nossa atuação, juntamente com Silêda Franklin com quem compartilho a direção. O Theatro José de Alencar é uma experiência máxima no que se refere ao aprendizado de conviver com o outro. Alguns de nós são artistas, alguns produtores, alguns técnicos, mas todos somos potencialmente público. É o que nos irmana.

DIVIRTA-CE - Quanto de verba o Teatro José de Alencar recebe da Secretaria de Cultura do estado por mês para manter seu funcionamento? Você acha essa verba justa e compatível?
IZABEL GURGEL - Nunca teremos uma verba compatível com a pulsante produção do Ceará. Quanto mais o Governo, as empresas, as prefeituras investirem dinheiro na cultura, mais a cultura se reinventa e cria novas necessidades. Hoje, o Governo do Estado responde pelo básico da casa (funcionários, água, luz, telefone etc.) e o governo Cid Gomes realizou no TJA uma série de obras de conservação, de aquisição de materiais, como as reformas da cisterna, coberta do palco, reforma integral do sistema de ar condicionado, aquisição de um jogo novo de cortinas e 120 cadeiras para o salão nobre, mobiliário para o café e jardim, equipamentos cênicos. Quero deixar registrado, como tenho feito em todas as entrevistas, que o governo Cid Gomes foi o que mais investimentos diretos fez no TJA, o governo que mais investiu com recursos próprios diretamente na instituição. Só entre serviços de reforma e manutenção, aquisições de materiais e equipamentos direcionados especificamente ao Teatro José de Alencar: foram mais de R$ 2,5 milhões.

DIVIRTA-CE - Quais as principais atrações que ainda acontecerão nessa festa do centenário?
IZABEL GURGEL - O Teatro José de Alencar abriu o Ano Cem com o I Zona de Transição - Encontro Internacional de Artes Cênicas. Em julho, vamos receber também o intercâmbio Brasil - Chile e, da França, o ator e diretor Maurice Durozier, com um curso de duas semanas para 60 alunos que já participaram de uma primeira formação com ele em 2008, e 30 vagas para novos alunos; da França, vem também em julho a atriz Nathalie Joly com o espetáculo "Je ne sais quoi" (na Domingueira no Theatro, dia 25), a partir de canções de Yvette Guilbert e sua correspondência com Freud. São atividades gratuitas, como toda a programação do centenário do TJA realizada pelo Governo do Estado - Secult. Teremos mais três encontros artísticos até dezembro: o II O Riso da Cena - Encontro Internacional de Artes Cênicas do TJA (outubro), a mostra Músicas de Todo Mundo (novembro) e o I Inéditos e Dispersos - Encontro de Linguagens Artísticas do TJA (dezembro), reunindo trabalhos de curta duração. As comemorações pelos 100 anos do Teatro José de Alencar, que iniciaram em junho de 2009 e prosseguem até dezembro de 2010, estão em pleno curso e ainda teremos várias gratas surpresas ao longo dos próximos meses.

DIVIRTA-CE - Muitas pessoas reclamam há anos o abandono da Praça José de Alencar. A situação do centro da cidade e da Praça atrapalham o funcionamento do TJA?
IZABEL GURGEL - Desde maio de 2008, quando listamos equipamentos e instituições culturais sediados no Centro para o projeto “Viva o Centro!”, nos demos conta que somos mais de 30 endereços artístico-culturais entre museus, teatros, bibliotecas, a maioria com serviços gratuitos. Temos uma série de pequenas ações junto a outros organismos do poder público, como o Minístério Público Federal e a Prefeitura de Fortaleza, sobretudo depois da chegada da advogada Luiza Perdigão à Secretaria do Centro. Não é possível pensar o TJA apartado da Praça José de Alencar. Não é possível 'perder' nossos espaços públicos, como as calçadas e praças, por exemplo, dada a ocupação irregular dessas áreas. A programação do centenário sinaliza um TJA expandido: um TJA que se integra à Praça José de Alencar, um TJA que vai continuar reivindicando melhorias para o próprio TJA e intervenções na Praça, no Centro, na cidade. Uma outra experiência de Centro é possível. Sabemos disso e trabalhamos para realizá-la. Como quando recebemos a companhia francesa La Belle Zanka no Zona de Transição, trabalhando com artistas de Fortaleza, para encher de beleza um lugar hoje tão feio como é a Praça José de Alencar, o entorno do TJA. Mas sabemos que pode ser de outro modo.

DIVIRTA-CE - Foi inaugurado o teatro do shopping Via Sul. Você teme que os espectadores fujam para teatros em shoppings e centros comerciais, assim como aconteceu com os cinemas, em busca de segurança e conforto?
IZABEL GURGEL - Quanto mais, melhor. Quantidade não serve como medida mas no caso de dotar a cidade de novos espaços cênicos é uma medida exemplar, necessária. O TJA é uma referência afetiva para a cidade e está cada vez mais povoado e vivo. O público do TJA não cessa de variar, assim como seus usos e ocupações. A Prefeitura de Fortaleza - através da AMC e Cité Luz - nos apresentou em junho o projeto de iluminação permanente da fachada. Beleza sim, delicadeza sim com os mundos da rua, mas também uma contribuição para a área nos dando, com a iluminação, sensação de segurança, de que é possível, de fato, viver de um outro modo nesta cidade que abriga tantas experiências de cidade, todas elas tocadas pelo medo, como vivemos na maioria das cidades brasileiras. Nossas boas vindas, como moradora de Fortaleza, aos mais recentes: Centro Cultural do Bom Jardim, Cuca na Barra do Ceará, Via Sul. Por uma outra experiência de cidade.

DIVIRTA-CE - Nesses cem anos, para você, qual foi o auge do Teatro José de Alencar? Quais serão os próximos desafios do TJA nos próximos anos?
IZABEL GURGEL - Mais do que celebrar uma memória, queremos inventar novas memórias. O TJA não é mais só um grande teatro à italiana, ele é um lugar de encontro, de trocas. Em referência às atrações, todas as peças, musicais, números circenses, como as diversas expressões em cenas e mostras artísticas são uma celebração da vida. Não podemos distinguí-las em tamanhos ou grandezas. Como diz Hilda Hilst, sentir é o que pode vibrar este caos que é o homem, que somos nós. Sem medidas, uma vez que Dioniso, deus do teatro, é também o deus da desmedida. Quanto aos desafios, sempre existirão. São eles também que nos movem, que nos provocam, que interpelam a cidade. Auge mesmo para mim é uma coisa simples como o auxílio luxuoso do pandeiro: ver o Teatro José de Alencar intensificando sua relação com os públicos, pensá-lo para além do que já foi feito. "Bonito por natureza" em sua exuberância arquitetônica, o TJA fica mais lindo quando cheio, usado, povoado.

TELEVISÃO

Atrizes da nova série da Globo "As Cariocas" são paulistas e paranaenses

"A Noiva do Catete" Alinne Moraes: ela sofre pelo fato de o noivo ter ficado paraplégico depois de defendê-la num assalto

Dez mulheres serão "As Cariocas". Dez bairros do Rio de Janeiro estão nos títulos dos dez episódios. Quase todas as atrizes, curiosamente, não nasceram no Rio.
O elenco principal da série que a Globo programa para outubro tem quatro paulistas (Paola Oliveira, Angélica, Alessandra Negrini e Alinne Moraes), duas paranaenses (Grazi Massafera e Sonia Braga), uma capixaba (Fernanda Torres) e as cariocas Adriana Esteves, Cintia Rosa e Deborah Secco.
Com direção de Daniel Filho, cada uma delas será a protagonista de um dos dez episódios da série inspirada no livro homônimo de Sérgio Porto.
Na adaptação, três histórias foram usadas na íntegra para os capítulos. Os demais têm só inspiração em personagens do livro.
O clima lembra o de "A Vida como Ela É", a série dirigida também por Filho nos anos 1990: os episódios são independentes, mas unidos, por outro lado, pela linguagem que explora a cidade e os arquétipos femininos.
Há ainda um narrador (o próprio Daniel Filho) que conduz as tramas com "espírito carioca". Em dois meses de gravação, foram concebidos 140 cenários para cenas externas e internas.
"As Cariocas", aliás, saiu muito de dentro do Projac para usar a beleza (em alta) do Rio: 45% da série foi feita em locações pela cidade.





Reforma na TV Cultura : filmes e documentários na nova programação

Primeira etapa troca horário ou apresentador das atrações; toda a grade está em fase de reavaliação, diz canal

Quando Marília Gabriela estreou no comando do "Roda Viva", estava também inaugurando uma nova fase na TV Cultura.
Ao menos é o que se anuncia desde a contratação da jornalista e da posse de João Sayad, presidente da Fundação Padre Anchieta (administradora do canal).
As mudanças que o telespectador verá nesta primeira fase, porém, não serão tão radicais como alguns esperariam. Atrações mudam de dia, de apresentador e duas novidades são lançadas.
Após o pontapé inicial dado pelo "Roda Viva", a faixa das 22h muda no começo de setembro (leia ao lado).
Para começar, "Cartão Verde", hoje às quintas, e "Sr. Brasil", às terças, trocam de data de exibição. "Provocações", de Antônio Abujamra, entra, assim, nas terças, às 23h, após o esportivo.

OSCAR E COMENTÁRIOS
Um dos programas novos anunciados, "Mostra Internacional de Cinema" terá duas sessões, com filmes diferentes, às quartas e sextas. O primeiro, selecionado pelos curadores e apresentadores Leon Cakoff e Renata de Almeida, é o ganhador do Oscar "A Vida dos Outros".
Já o "Jornal da Cultura", com Maria Cristina Poli a partir do dia 13, terá duplas de comentaristas. A ideia é que dez especialistas se revezem ao longo da semana.
Na outra segunda, é a vez do "Metrópolis", que volta reformulado com a meta de investir em entrevistas ao vivo ligadas à agenda cultural.
No fim do mês, no dia 27, Amir Labaki assume outra faixa inédita. Exibida sempre às 23h30 e ainda sem nome definido (não será batizada como o festival "É Tudo Verdade", como chegou a ser dito), apresentará diariamente grandes documentários.

JOIAS DA COROA
Entre as mudanças menores, estreiam novos desenhos e a faixa de concertos de música clássica deve ir para os sábados e domingos às 16h.
E, enquanto os demais programas da emissora são reavaliados, há outros inéditos sendo formatados. Entram nessa lista um programa jovem, provavelmente apresentado por João Marcello Bôscoli, e outro que explorará os arquivos da emissora.
"O objetivo é resgatar as "joias da coroa", que são os programas tradicionais, e dar horizontalidade à grade, fazer com que seja mais facilmente memorizada", diz Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo.
"Complementariamente, lançamos um pacote de vinhetas que dão nova identidade visual à emissora e foi feito pelos profissionais da Cultura. Há muita gente talentosa aqui que precisa ser valorizada", arremata.







Record define “A Fazenda 3”

Sérgio Mallandro será um dos participantes do reality-show


Devido a um ano atípico, com Copa do Mundo e Eleições, a direção da Record decidiu dar prioridade ao lançamento de “A Fazenda 3”, e adiou o lançamento de algumas novelas. O lançamento da versão brasileira de “Rebelde”, em parceria com a Televisa, continua previsto para novembro, mas a minissérie “Sansão e Dalila” poderá ter a sua exibição transferida para o começo de 2011. As atrizes ex-globais Joana Balaguer, Karen Junqueira e Mel Lisboa continuam como protagonistas desta terceira minissérie religiosa da emissora.
A próxima edição do reality “A Fazenda”, que estreia em setembro na Record, terá um total de 15 participantes - Um a mais em relação aos dois programas anteriores. Entre os cotados estão a apresentadora Monique Evans, o ator Thiago Gagliasso e Joana Machado, ex-noiva do jogador Adriano. Sérgio Mallandro, que já havia sido convidado para as duas primeiras edições, teria finalmente aceitado participar do programa. Muitos outros artistas ganharam notinhas nas colunas de fofoca como prováveis participantes de “A Fazenda 3”, dentre eles, o estilista Ronaldo Ésper, a dançarina Valeska Popozuda, o humorista Vinícius (Glu-Glu), Viviane Araújo (ex-esposa do cantor Belo), Jackeline Khoury, ex-BBB, que estava no elenco do humorístico “Legendários”, o ator Iran Malfitano e até a musa paraguaia Larissa Riquelme.
Novas regras, novos jogos e diferentes animais também estarão em “A Fazenda 3”. “Não dá pra imaginar que o programa vai ser na mesma sequência dos fatos da primeira e da segunda edição. Vamos mudar algumas coisas, fazer novas provas, estimular uma dinâmica maior.”, disse o apresentador Britto Jr.. Não foi confirmado se o prêmio irá aumentar para R$ 2 milhões.


Record não sabe se prêmio de R$ 2 milhões de "A Fazenda" terá impostos descontados

>O ator e cantor Dado Dolabella, que reclamou no ano passado ter recebido R$ 275 mil a menos do prêmio de "A Fazenda"

O reality show "A Fazenda" anunciou que vai dobrar o prêmio para o vencedor, que agora passará a receber R$ 2 milhões. No entanto, a Record não informou se o prêmio terá impostos descontados.

No começo deste ano, Dado Dolabella, que venceu a primeira edição do programa em 2009, disse em seu blog que teve desconto de impostos no prêmio de R$ 1 milhão.
Segundo o ator, R$ 275 mil foram para o governo. Com isso, o prêmio acabou ficando em R$ 725 mil.
Caso os impostos sejam descontados, o prêmio desta edição poderia perder R$ 550 mil, totalizando R$ 1,450 milhão. Se isso acontecer, o prêmio não será o maior da televisão brasileira, como o diretor do programa, Rodrigo Carelli, disse à coluna Outro Canal, da Folha.

O último "Big Brother Brasil", da Globo, pagou R$ 1,5 milhão ao vencedor. Contudo, desde a oitava edição, o prêmio é livre de impostos, ou seja, o vencedor ganha de fato R$ 1,5 milhão.






Murilo Rosa será o encantador de cavalos Solano em "Araguaia", próxima novela das seis da Globo

Murilo Rosa viverá o domador de cavalos Solano na novela ‘Araguaia’, próxima novela das seis, com previsão de estreia para setembro.

Solano é um adestrador de cavalos experiente, um verdadeiro mestre na montaria e na doma, que parece entender a linguagem muda dos animais.

Não há garanhão indisciplinado que ele não consiga domesticar.

É filho de Fernando (Edson Celulari) e neto de Antoninha (Regina Duarte), mas foi criado pela avó postiça Mariquita (Laura Cardoso). Ao saber que sua avó biológica, Antoninha, está doente, segue para a região do Araguaia com o pai e Mariquita para conhecê-la. Ao chegar lá, se depara com um povo oprimido pela vilania do homem mais poderoso do local, o criador de gado Max (Lima Duarte). Muito honesto e justo, Solano mobiliza a população e inicia a construção de uma cidade com bases cooperativistas, irritando o fazendeiro.

Solano se apaixonará justamente pela filha desse perigoso oponente, Manuela (Milena Toscano), uma bela veterinária decidida, impetuosa e comprometida com o empresário Vitor Vilar (Thiago Fragoso). E um conflito de sentimentos atormentará este domador. Ele também viverá a culpa de se sentir atraído pela envolvente Estela (Cléo Pires), esposa de seu pai. O ator fala de sua inspiração para construir o personagem: “Um dos aspectos interessantes do Solano é que ele usa a doma racional na qual não há violência contra o animal. Para construí-lo, me inspirei no treinador e escritor americano Monty Roberts, criador desse método de doma sem violência . Além de um encantador de cavalos, ele é um homem com muito caráter, um herói romântico”, conta Murilo Rosa.

Além de Max e de amores complicados, Solano tem que enfrentar uma antiga maldição lançada sobre sua família há muitas gerações e que o transforma em um “homem marcado para morrer”.

Regina Duarte (em participação especial), Júlia Lemmertz, , Thiago Fragoso, Mariana Rios, Suzana Pires, Emílio Orciollo Netto, Raphael Viana, Thais Garayp, Raquel Villar, Nanda Lisboa, Cinara Leal, Nando Cunha, Eduardo Coutinho, Gésio Amadeo, Paula Pereira, Tânia Alves, Maria Joana Chiappetta, Aninha Lima, Ângelo Ântonio, Thiago Oliveira, Flávia Guedes, Yunes Chami e Turíbio Ruiz são alguns nomes da novela.

‘Araguaia’ é uma novela de Walther Negrão com direção de núcleo de Marcos Schechtman, direção geral de Marcos Schechtman e Marcelo Travesso e direção de Fred Mayrink, Luciano Sabino e Alexandre Klemperer.










“Insensato Coração", a substituta de "Passione”

Enquanto "Passione" ainda patina no Ibope, começa a ganhar forma a nova novela das 21h, da TV Globo. De autoria de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, os mesmos dos sucessos “Celebridade” e “Paraíso Tropical”, o folhetim “Insensato Coração” começará a ser gravada em setembro deste ano, com previsão de estreia para janeiro de 2011.
Os protagonistas serão: Glória Pires, que fará uma grande vilã, Antonio Fagundes, Natalia do Vale, Fábio Assunção e Eriberto Leão. Já Deborah Secco deverá fazer o papel de uma ex- participante de um reality show, tipo Big Brother.
A novela marca o retorno de Fábio Assunção às novelas da Globo. Camila Pitanga, Deborah Secco, Luigi Baricelli, Helena Fernandes, Jonatas Faro, Edson Celulari, Lázaro Ramos, Ricardo Tozzi, Thiago Martins e Carlos Casagrande também estarão na nova trama. Outros nomes confirmados são o da grande dama Nathália Thimberg, e de Fernanda Paes Leme.
O vilão que será feito por Fábio Assunção em “Insensato Coração” fará muita maldade. Um dos seus alvos será o próprio irmão, o mocinho da história, papel de Eriberto Leão. Rivalidade que vem desde a infância.
Para tentar atrapalhar o romance do Eriberto com Ana Paula Arósio, Fábio vai armar uma situação, aproveitando-se que uma prima, Fernanda Paes Leme, também é apaixonada pelo irmão. O piloto de avião, vivido por Eriberto, será então drogado pelo vilão, irá para a cama com a prima (Fernanda), e tempos depois, descobrirá que é pai de um menino, fruto dessa armação. O exame de DNA não deixará qualquer dúvida. A partir do momento que a verdade for revelada, o acirramento entre os dois será ainda maior e assim deve seguir até o final da novela.









SBT estuda reprisar "Éramos Seis"


O SBT já está estudando a trama que substituirá a novela "Ana Raio e Zé Trovão" (1990) no horário das 22h. A obra mais cotada é "Éramos Seis" (1994), de Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. "As Pupilas do Senho Reitor" (1995), de Lauro César Muniz, corre por fora. O recente sucesso de "Pantanal" e o bom desempenho de "Ana Raio" fizeram com que a emissora estabelecesse o horário das 22h para reprisar novelas. As tramas, escritas por Íris Abravanel e Tiago Santiago, serão exibidas às 20h15. Estrelada por Irene Ravache, "Éramos Seis" revelou os atores globais Ana Paula Arósio e Caio Blat.









Cissa Guimarães na próxima novela das 7

O autor de novelas Walcyr Carrasco contou em seu Twitter que a atriz Cissa Guimarães volta à TV em sua próxima novela, provisoriamente chamado de "Dinossauros e Robôs", que substituirá "Ti Ti Ti" na faixa das sete da Globo. Segundo Carrasco, Cissa aceitou o convite: "Amigos, tenho uma novidade sobre a novela! A Cissa Guimarães aceitou fazer um papel! Falei com ela hoje e está tudo certo". Cissa, que perdeu o filho no último mês, voltou a atuar na na peça "Doidas e Santas", no Teatro Leblon, na Zona Sul do Rio, após sofrer por causa da morte do filho, que foi atropelado em túnel no Rio de Janeiro.

TOP DVD - NAS LOCADORAS

Filme inspirado em best-seller sueco

"Os Homens que Não Amavam as Mulheres" mostra suspense instigante com reviravoltas

Editorialmente falando, a Trilogia Milênio, do sueco Stieg Larsson (1954-2004) representa para os adultos o que as séries "Crepúsculo" e "Harry Potter" estão para o público infanto-juvenil, ou seja, um fenômeno de vendas - embora nem tanto quanto os livros para os jovens. Era inevitável que mais cedo ou mais tarde, os romances de suspense chegariam às telas - em dose dupla. Na Suécia, os três livros já foram adaptados para o cinema e renderam uma série de televisão.
O inevitável remake norte-americano já está a caminho e, possivelmente será dirigido por David Fincher ("O curioso caso de Benjamin Button", "Clube da Luta") - mas, apesar da afinidade que o diretor possa ter por personagens bizarros e situações idem e pelo lado obscuro do ser humano, é bem provável que a nova adaptação deixará de lado a perversão sexual da trama, o que é uma pena, pois ambos têm um papel central na história da primeira parte da trilogia, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", que chega nas locadoras ela Imagem Filmes.

Dirigido pelo dinamarquês Niels Arden Oplev, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" é suspense com uma carga dramática calculada, e reviravoltas plausíveis e instigantes. Mas o que há de melhor no filme - melhor até do que o filme em si - é a sua heroína, uma hacker tatuada e coberta de piercings que, dados os seus conhecimentos de informática.
Ela é Lisbeth Salander (Noomi Rapace), órfã de passado nebuloso, mais ou menos explicado em flashbacks, que trabalha incógnita numa empresa de investigação. Quando perguntam o que ela faz, responde: 'tiro cópias e faço café'. Que acreditem os ingênuos. Noomi agarra esse personagem com tanta intensidade que fica difícil imaginar a sua carreira antes e/ou depois de "Os homens que não amavam as mulheres".
A princípio, ela parece ter sido contratada para investigar a vida do editor de uma respeitada revista econômica que acaba de ser condenado por uma reportagem que publicou. Ele é Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que pede demissão antes de cumprir sua pena de seis meses.
Antes de ir para a cadeia, no entanto, ele é contratado por um milionário para investigar o assassinato de sua sobrinha, há quatro décadas. O corpo nunca foi achado e o patriarca, Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube), desconfia que o assassino seja um membro de sua família. Um clã, aliás, que não faria feio em qualquer folhetim televisivo, pois é um catálogo das perversões humanas, incluindo ganância, disputa de poder e alguns membros com passado nazista.




Antigamente, os investigadores contavam com recursos limitados para os seus trabalhos, como muitas entrevistas, e arquivos de jornal. Atualmente, uma ferramenta bastante útil entra em cena: a internet. E é aí que Lisbeth começa a ajudar Mikael. Inicialmente, sob seu pseudônimo profissional, mas depois acaba contratada formalmente pelo jornalista.
Investigação de assassinatos, listagem de possíveis suspeitos e reviravoltas não são nenhuma novidade no universo da ficção. Desde muito antes de Agatha Christie esse tipo de narrativa já existia. E o diretor não está nem um pouco interessado em reinventar o gênero, mas trabalhar com as ferramentas que possui. E isso ele faz muito bem.
"Os Homens Que Não Amavam as Mulheres" poderia ser mais curto - 152 minutos é um pouco demais para o gênero, mas ainda assim o filme mantém o ritmo e a tensão e se destaca da leva de suspense dos últimos tempos, em que sustos e correrias parecem ser a regra.








Mulher que voou para a história

Filme "Amelia", com Hilary Swank e Richard Gere, chega às locadoras


No início do século 20 as mulheres ainda não tinham conquistado grandes avanços quanto aos direitos que possuem hoje. Assim, as atitudes de Amélia Earhart causaram estranheza e geram fascinação por sua figura até hoje. Nascida no Kansas em 1897, foi pioneira da aviação nos Estados Unidos e recebeu diversos prêmios por seus feitos aéreos. E é sobre sua vida que trata o filme “Amelia”, lançamento da Fox, nas locadoras – ela conquistou "The Distinguished Flying Cross", por ter sido a primeira mulher a voar o oceano Atlântico sozinha. Em 1937, partiu em viagem para realizar uma volta ao globo, porém algo deu errado enquanto Amelia sobrevoava a Ilha Howland e a aviadora desapareceu, sendo dada como morta em 1939. "Amelia" narra a trajetória da autora e defensora dos direitos da mulher. Hilary Swank dá vida à personagem título e até teve aulas de pilotagem para poder representá-la. Richard Gere vive papel do editor George Putnam, marido da aviadora.
Nos Estados Unidos, Amelia recebeu diversos livros sobre sua vida publicados. Traduzido no Brasil há apenas "Eu Fui Amélia Earhart", publicado pela Rocco.






Mais uma obra prima de Almodóvar

“Abraços Partidos”, com Penélope Cruz, é mais uma prova do talento do cineasta espanhol


Existem obras de título e existem obras de autor. Quando temos diante de nós um trabalho que se encaixa na última categoria, é da natureza do expectador criar um discurso comparativo não apenas sobre a coerência autoral, como -fato ainda mais reconfortante para nosso julgamento crítico- analisar cada novo trabalho tomando como base a tentativa de superação da assinatura (e não exatamente da obra).
Com Pedro Almodóvar, a prática é recorrente a cada novo filme seu. Em “Abraços Partidos”, lançamento de julho da Universal para venda e já nas locadoras, não é difícil escutar "já vi melhores". Tais argumentos, no entanto, negligenciam muitas vezes o filme em si, certamente uma obra-prima da dramaturgia. Ciente de seu status, Almodóvar cada vez mais cria obras que fazem referência ao cinema e a ele mesmo.
Abraços Partidos desfila uma coleção de atrizes que são familiares aos admiradores do diretor. Entre elas, Blanca Portillo, Lola Dueñas, Chus Lampreave e Rossy de Palma, esta última em uma aparição de poucos segundos que condensa a essência do cômico em Almodóvar. No centro de todas essas mulheres, novamente ela, Penélope Cruz, musa do diretor em Volver (2006), retorna o papel principal deste que é um filme dois em um.
Existem duas histórias que correm em paralelo em Abraços Partidos, assim como dois tempos distintos. E a maestria do diretor está em lidar com todos esses elementos sem nunca perder a curva do fio que tece as fotos, amores e abraços partidos em um só filme.



Na primeira história, temos a narração da vida do diretor de cinema (Lluís Homar) que é visto em dois momentos: ora como Mateo Blanco, cineasta espanhol reconhecido pela crítica e apaixonado por sua nova estrela, a estreante atriz Lena (Penélope Cruz), casada com o milionário empresário Ernesto Martel (José Luis Gómez) e ora como Harry Caine, o cineasta cego e frustrado que tenta recriar novas histórias com a ajuda de sua melhor amiga, Judit (Blanca Portillo) e do filho dela (Tamar Novas). A observar que Harry Caine é um tipo de acrônimo para a palavra inglesa "hurricane", que significa furacão.
Na segunda história, o que se vê é o filme de Matteo Blanco, uma comédia com o espírito Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), do próprio Almodóvar. Nela, Lena é a personagem principal de uma narrativa que servirá como redenção final para um desfecho com algumas surpresas.
Tudo isso se passa em dois momentos separados por alguns anos de diferença. O fator tempo, aliás, é a prova maior de que o diretor, mais do que nunca, domina a técnica narrativa sem medo de ir e vir numa edição primorosa em cortar cenas com closes e planos abertos onde as cores quentes do cineasta sempre projetam fotografias que falam por si só.









Relações de amor e guerra


O ótimo drama “Entre irmãos”, com Jake Gyllenhaal e Tobey Maguire, chega às locadoras

“Entre irmãos” (Brothers, EUA 2009), refilmagem do filme dinamarquês de mesmo nome dirigido por Susanne Bier, é uma intrincada trama sobre a psicologia que move uma família. Um pai que fora omisso e opressor (Sam Shepard) e seus dois filhos que reagiram a isso de maneiras opostas. Tommy (Jake Gyllenhaal) enveredou pela vadiagem. Flertou com a marginalidade e acabou preso. Sam (Tobey Maguire) seguiu os passos do pai e tornou-se militar. O filme começa com Sam no Afeganistão que ao escrever uma carta para sua esposa (Natalie Portman) rememora os dias que antecederam sua partida para a guerra.
Nessa memória, somos apresentados a fissuras familiares que dão o tom das relações entre aqueles personagens. Desde o esforço de Sam para ser um pai atencioso, até o empenho de Tommy em confrontar todos da família.




Duas reviravoltas transformam o já atribulado cotidiano dessa família. A primeira delas é a notícia da morte de Sam em combate. E a segunda, que ocorre alguns meses depois, é a de que ele não estava morto. Sam voltaria para casa após ter sido resgatado das mãos de terroristas.
É aí que reside o grande trunfo do filme, que será lançado esta semana nas locadoras pela Imagem Filmes. Sam precisa se adaptar à vida em sociedade novamente. Algo extremamente difícil, mas que se torna ainda mais complicado quando ele percebe claramente que foi superado. Que as pessoas seguiram adiante. Que de memória carinhosa, sua presença avança à perturbação psicológica. Não é algo fácil de digerir. Na verdade, é uma situação que intensifica, e muito, o quadro de paranóia que impreterivelmente acomete veteranos de guerra.
O diretor Jim Sheridan e o roteirista David Benioff optaram por manter a estrutura do filme original. O que se configurou em um acerto. As ligeiras mudanças apenas servem a uma contextualização de tempo e espaço. No entanto, Sheridan, embora seja prolifero em tratar de dramas familiares pontuados por conflitos externos (Em nome do pai, Terra dos sonhos e Fique rico ou morra tentando), evita imprimir impressões pessoais ao filme. Seria oportuno e bem vindo, alguma sutileza da realização para distingui-lo de filmes que se desdobram sobre o mesmo tema. Até mesmo porque trata-se de uma refilmagem.

TURISMO

NOVA YORK ANUNCIA FESTAS DE FIM DE ANO

A Big Apple entra no clima de Ação de Graças e Natal, promovendo festividades ao longo dos cinco distritos

>A Parada da Macy´s - um dos eventos mais esperados do ano

Todo ano a cidade de Nova York se prepara para sua temporada mais mágica, irradiando o espírito de natal em cada canto. Com muitas opções de compras, decorações esplendorosas e atrações especiais, a NYC & Company - responsável pelo marketing e promoção do turismo na Cidade de Nova York - apresenta a agenda para 2010. Confira a programação completa e eventos imperdíveis de fim de ano.


21 de Outubro

O Big Apple Circus celebra sua 33ª temporada com o novo espetáculo Dance On! Contorcionistas, animais e o hilário palhaço Grandma agitam a lona no Lincoln Center. Todos os assentos são próximos do picadeiro, garantindo diversão e conforto para o respeitável público, não importa onde você sente. A temporada ai até Janeiro de 2011, com ingressos a partir de USD 15. Mais informações pelo website: bigapplecircus.org


5 de Novembro

Em sua 78ª edição, o Radio City Music Hall's Christmas Spectacular continua a atrair público e surpreender quem visita a cidade em sua primeira vez. Típica atração nataliana em Nova York, o show das Rockettes exibe lindas dançarinas, em um espetáculo repleto de figurinos espetaculares, perfomances arrasadoras e efeitos especiais. Atração perfeita para turistas de 8 a 80 anos, a temporada inicia em 5 de Novembro e vai até 30 de Dezembro. Os ingressos começam a partir de 45 dólares. Detalhes pelo site: radiocitychristmas.com.


17 de Novembro

É quando começa a temporada do espetáculo Wintuk do Cirque du Soleil. Estrelado no Madison Square Garden, a produção conta a história de um garoto em busca da neve no mundo imaginário de Wintuk. Com acrobacias de tirar o fôlego, muita música e performances teatrais impecáveis, é imperdível para toda a família. A temporada vai até 2 de janeiro de 2011, com ingressos que variam de USD 30 a USD 220. Crianças ganham 30% de desconto. Verifique condições no site: cirquedusoleil.com/wintuk


25 de Novembro

A temporada de fim de ano chega cheia de pompa e circunstância quando o papai noel em pessoa é anunciado na Herald Square para a 84ª dição da Macy's Thanksgiving Day Parade. O desfile de ação de graças da lendária loja já foi até tema de filme e arrabanha mihares de espectadores ansiosos pela magia do bom velhinho. O evento começa às 9hs na 77th Street com Central Park West. A parada passa pela Columbus Circle, Seventh Avenue, 42nd Street, Sixth Avenue e 34th Street, encerrando no ponto de partida. Informações pelo site: macys.com/parade.

>O Quebra Nozes - um dos espetáculos imperdíveis de fim de ano na cidade

26 de Novembro

O New York City Ballet apresenta um clássico de natal: O Quebra Nozes de George Balanchine. A história, que envolve soldadinhos de brinquedo, uma árvore de natal de uma tonelada e muitos cristais de neve, é atemporal e encanta diversas gerações ao longo dos anos. Um espetáculo verdadeiramente imperdível e uma das performances de dança mais gloriosas que a cidade tem a oferecer. As apresentações seguem até 2 de Janeiro de 2011, com ingressos entre USD 20 e USD 135. Informações pelo site: nycballet.com/nutcracker.



30 de Novembro

A iluminação da árvore no Rockefeller Center é um dos mais populares eventos de natal da cidade. A iluminação ocorre no final de novembro e dura até o início de janeiro, quando a árvore é desmontada. Este ano, a decoração está ainda mais rebuscada e ecológica, com muitas luzes de LED e uma estrela de cristal Swarovski no topo. Para mais informações,acesse rockefellercenter.com



1º de Dezembro

A cidade não seria tão emocionante sem as famosas compras de fim de ano. Paradas obrigatórias incluem a decoração (e as promoções!) da Bloomingdale's, Bergdorf Goodman, Barneys, Saks Fifth Avenue, Lord & Taylor e Macy's. Vitrines espetacularmente bem montadas completam o cenário.
E tanto dentro quanto fora, os holiday markets, localizados no Columbus Circle, Bryant Park, Union Square e Grand Central Terminal também são boas pedidas para quem procura presentes artesanais criados por artistas locais.

Já o hotel Le Parker Meridien recebe o segundo Gingerbread Extravaganza, no qual padarias locais apresentam suas delícias confeccionadas em larga escala. De 1º de Dezembro a 9 de Janeiro, por apenas US$1, vote no melhor pão de gengibre decorado e concorra a prêmios. Informações pelo site parkermeridien.com. Toda a renda arrecadada será revertida para o City Harvest, organização que resgata e oferece apoio e alimento aos moradores de rua (cityharvest.org).



Outros eventos

O Museu Judaico localizado no Upper West Side apresenta a mostra de hanukás no Hanukkah Project: Daniel Libeskind. De 21 de Novembro a 30 de janeiro de 2011, venha conhecer as incríveis histórias por trás de cada peça. (thejewishmuseum.org)

E em 2010, a NYC & Company lança novamente a promoção anual Harlem for the Holidays, que acontece no final de Novembro e se prolonga até o Ano Novo. O Harlem é um bairro especialíssimo quando o assunto são as festas de fim de ano. A fim de espalhar o melhor da cultura, gastronomia, compras e outros atrativos do bairro, a cidade preparou uma programação especial. Para detalhes sobre a iniciativa, visite o site nycgo.com
O Annual Holiday Family Day ocorre na mansão Bartow-Pell, em 4 de Dezembro, das 10 da manhã até às 14:00. Localizado no Bronx, o museu conta com uma festa recheada de diversão, programas especiais com atividades infantis e fotos com o papai Noel. E tudo isso em uma residência histórica do século 19, ricamente decorada. Para participar é necessário fazer reserva pelo e-mail info@bpmm.org. Confira a agenda 2010 pelo site: www.bpmm.org

Ainda no Bronx, o Holiday Train Show, no New York Botanical Garden, é outra atração natalina típica. Com mais de 100 réplicas de locais históricos da cidade, incluindo a Brooklyn Bridge, Yankee Stadium e a George Washington Bridge, agrada tanto a adultos quanto aos pequenos. O projeto é feito de forma artesanal por designers premiados, a partir de materiais naturais como cascas de laranja, canela em pau, lascas de árvore e pinhas. A exibição começa em 20 de Novembro e segue até 9 de Janeiro de 2011 (nybg.org).

A Candlelight Tours em Staten Island começa a partir do dia 11 de Dezembro e segue até o dia 18, levando os turistas pelo iluminado bairro histórico de Richmond Town. No fim do ano, tudo brilha à luz de velas, lamparinas de azeite e lareiras flamejantes, dando um tom especial à temporada. Ingressos custam USD 22 para adultos e USD 10 para crianças até 12 anos. É necessário fazer reserva pré-paga. Informações pelo site: www.historicrichmondtown.org

As famosas residências super decoradas do Brooklyn podem ser vistas durante o Lights of Dyker Heights - um espetáculo de luz, cores e até efeitos especiais, que atrai turistas do mundo inteiro. As mais impressionantes decorações de natal estão nos quarteirões que compreendem as ruas 83 a 86 e as avenidas 11 a 13.

E na semana do hanuká, não deixe de visitar o Menorá do Brooklyn no centro do distrito, e também no Columbus Park, do lado de fora do Borough Hall. Já em Manhattan, o maior menorá do mundo é acendido entre a Fifth Avenue e a 59th Street, em frente ao Plaza Hotel.

TV POR ASSINATURA

Filho de Moraes Moreira faz reality-show em Jericoacoara com astros da MPB

Davi Moraes está recebendo este mês amigos como Toni Garrido, Sandra de Sá e Arnaldo Antunes na "Casa de Praia do Davi", título provisório do programa produzido pela Conspiração Filmes que deverá ser exibido pelo Multishow

Não se assuste se você estiver em Jericoacoara e esbarrar com Toni Garrido tocando seu violão em um bar, ou se na madrugada ver Davi Moraes dançando com Sandra de Sá no forró. É que está acontecendo na praia de Jijoca as gravações do programa "Casa de Praia do Davi" (título provisório). O reality show tem como base a a terça, dia 21. E a previsão do fim das gravações é dia 12 de outubro.
O músico Davi Moraes é âncora dos treze programas-um reality show de música- que são produzidos pela renomada Conspiração Filmes e idealizado e co-produzido pela cearense Myrtes Mattos. Entre os 13 convidados do Davi estão; Toni Garrido, Marina Lima, Sandra de Sá, Frejat, Arnaldo Antunes, Moraes Moreira, Maria Rita e Thalma de Freitas. O programa está sendo gravado no Hotel das diretoras do Jeri Sport Music Festival, o exótico Casa de Areia, mas também acompanha os artistas na praia e fazendo passeios por Jericoacoara. O Governo do Estado do Ceará está apoiando o projeto.








SETEMBRO É MÊS DE FILMES
NA WARNER CHANNEL


“Os Infiltrados” e “Diamante de Sangue” são alguns dos destaques desse mês

Setembro na Warner Channel será dedicado aos melhores filmes do cinema, com superproduções para todos os gostos. Durante todo o mês, a programação contará com obras com as melhores atuações e diretores renomados, como “O Grande Truque”, “Os Infiltrados” e “Diamante de Sangue”.

Confira todos os filmes que estarão na tela da Warner Channel em setembro:

* Hellboy (2004)

Dia 02/09 às 23h.

Já perto do fim da 2ª Guerra Mundial, os nazistas tentam eliminar seus inimigos usando magia negra. Uma das experiências feitas é a tentativa de invocar forças ocultas. Um destes rituais é interrompido pelas forças aliadas, que encontram um garoto com aparência de demônio e a mão direita feita de pedra, apesar do ritual não ter sido concluído. O garoto passa a ser chamado de Hellboy e é levado pelos Aliados. Sessenta anos depois, Hellboy agora luta pelo bem e é chamado quando um estranho fenômeno, possivelmente sobrenatural, acontece.

Direção: Guillermo Del Toro
Elenco: Ron Perlman, Doug Jones, Selma Blair, John Hurt, Rupert Evans
Duração: 112 min.

* Batman Begins (2005)

Dia 08/09 às 15h e às 23h; 11/09 às 0h.

Marcado pelo assassinato de seus pais quando ainda era criança, o milionário Bruce Wayne (Christian Bale) decide viajar pelo mundo em busca de encontrar meios que lhe permitam combater a injustiça e provocar medo em seus adversários. Após retornar a Gotham City, sua cidade-natal, ele idealiza seu alterego: Batman, um justiceiro mascarado que usa força, inteligência e um arsenal tecnológico para combater o crime.

Direção: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Morgan Freeman, Gary Oldman
Duração: 134 min.

* O Grande Truque (2006)

Dia 25/09 às 21h.

Século XIX, Londres. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) se conhecem há muitos anos, desde que eram mágicos iniciantes. Desde então, vivem competindo entre si, o que faz com que a amizade com o passar dos anos se transforme em uma grande rivalidade. Quando Alfred apresenta uma mágica revolucionária, Robert fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la.

Direção: Christopher Nolan
Elenco: Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Piper Perabo, Rebecca Hall
Duração: 128 min.

* Procura-se Um Amor Que Goste De Cachorros (2005)

Dia 17/09 às 23h30.

Sarah Nolan (Diane Lane) é uma professora que está em busca de um grande amor. Após inúmeras tentativas desastrosas, ela é apoiada por sua família a colocar um anúncio procurando um namorado. Mas há uma única condição ao pretendente: que ele ame cachorros tanto quanto ela.

Direção: Gary David Goldberg
Elenco: Diane Lane, John Cusack, Elizabeth Perkins, Christopher Plummer, Dermot Mulroney
Duração: 98 min.

* Diamante de Sangue (2006)

Dia 24/09 às 0h30.

Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates. Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar à cadeia, encontra Danny Archer (Leonardo DiCaprio), ex-mercenário do Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e, ao sair da prisão, faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família.

Direção: Edward Zwick
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jennifer Connelly, Djimon Hounson, Kagiso Kuypers, Arnold Vosloo
Duração: 138 min.

* Os Infiltrados (2006)

Dia 24/09, às 21h.

A polícia trava uma verdadeira guerra contra o crime organizado em Boston. Billy Costigan (Leonardo DiCaprio), um jovem policial, recebe a missão de se infiltrar na máfia, mais especificamente no grupo comandado por Frank Costello (Jack Nicholson). Aos poucos Billy conquista sua confiança, ao mesmo tempo em que Colin Sullivan (Matt Damon), um criminoso que foi infiltrado na polícia como informante de Costello, também ascende dentro da corporação. Billy e Colin se sentem aflitos devido à vida dupla que levam, tendo a obrigação de sempre obter informações. Porém quando a máfia e a polícia descobrem que entre eles há um espião, a vida de ambos passa a correr perigo.

Direção: Martin Scorsese
Elenco: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Martin Sheen, Vera Farmiga
Duração: 149 min.

* A Dama na Água (2006)

Dia 10/09 às 21h e às 2h; 19/09 às 21h.

Cleveland Heep (Paul Giamatti) é um homem triste, que vive solitário. Até que, numa noite qualquer, acontece algo que muda drasticamente sua vida. Ele encontra em seu prédio uma jovem misteriosa chamada Story (Bryce Dallas Howard), que mora entre as passagens sob a piscina. Surpreso, Cleveland descobre que Story é uma narf, espécie de ninfa das histórias infantis, perseguida por criaturas malignas que desejam impedir que ela retorne ao seu mundo de origem. Além disto, Story possui poderes de percepção, que a permite ver qual será o destino dos moradores do prédio de Cleveland. Juntos, Cleveland e os moradores de seu prédio se unem para encontrar um meio que permita Story retornar ao seu mundo.

Direção: M. Night Shyamalan
Elenco: Paul Giamatti, Bryce Dallas Howard, Noah Gray-Cabey, Jessica Graham, Cindy Cheung
Duração: 110 min.