ARTES PLÁSTICAS, ARQUITETURA, DESIGN

Casa Cor Ceará 2010

Evento acontece na antiga sede da Coelce

Esse ano, a versão cearense da mais importante mostra de arquitetura, decoração e paisagismo da América Latina, a Casa Cor, acontece na antiga sede da Companhia Energética do Ceará (Coelce). Nesta quarta-feira (5/5), um acordo foi firmado entre a empresa e a organização do evento, selando a realização da Casa Cor Ceará 2010 no terreno de 6200 metros localizado à av. Barão de Studart, 2917.
A Casa Cor Ceará 2010 se realiza de 20 de outubro a 30 de novembro com o tema “Sua casa, sua vida, mais sustentável e feliz”, privilegiando espaços voltados para a qualidade de vida. A mostra reúne esse ano mais de 80 profissionais assinando cerca de 60 ambientes. O diferencial fica por conta de áreas diferenciadas de Morar - com condomínios de estúdios/flats e apartamentos - Comercial, Social e Gastronomia. A moda produzida no Estado também ganha espaço especial, com mais de 300m², onde se situam lojas, acontecem desfiles e exposições.
De acordo com as organizadoras da Casa Cor Ceará, Neusa Oliveira e Neuma Figueiredo, o evento prossegue promovendo a conscientização sobre duas temáticas bem atuais: acessibilidade e sustentabilidade. Com tantas novidades e devido à localização privilegiada, a 12ª edição do evento deve superar o recorde de visitações de 2009, projetando público de 35 mil pessoas.
Serviço
Casa Cor Ceará 2010
Av. Barão de Studart, 2917 – Fortaleza (CE)
(85) 3261.3533
www.casacorceara.com.br




Salão de Abril 2010

Fotos do lançamento da maior mostra de artes plásticas promovida pela Prefeitura de Fortaleza

Balões azuis suspendiam uma boneca inflável de sorriso aberto, que divertia os convidados, logo na entrada da Galeria Antônio Bandeira, no Centro de Referência do Professor. Era a performance “A pessoa busca seu lugar” (referência ao tema do 61º Salão de Abril - Qual o lugar da arte?), uma das selecionadas para a tradicional mostra de artes visuais realizada pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, através de sua secretaria municipal de Cultura. O Salão permanece em cartaz até 31 de maio, no local e ruas adjacentes do centro da cidade. “Conseguimos retomar a realização do Salão em abril, especialmente no mês do aniversário de Fortaleza, e estamos muito felizes por isso. Este ano, mais do que nunca, a mostra assume seu feitio nacional e se consolida como Salão nacional de arte contemporânea”, afirmou a secretária municipal de Cultura, Fátima Mesquita, saudando a todos os artistas presentes e ao público em geral, em particular o artista plástico e gravurista cearense Francisco de Almeida, homenageado do Salão em 2006.

Maíra Ortins, Coordenadora de Artes Visuais da Secultfor e organizadora do Salão, disse que um dos objetivos é o de tentar agregar os novos artistas a nomes reconhecidos nacionalmente, como os curadores Ivo Mesquita, Suely Rolnik e Jaqueline Medeiros. “Com este intuito, realizamos neste sábado, às 10h, aqui na Galeria Antônio Bandeira, um bate-papo entre os artistas, os curadores e o público em geral, que debaterão sobre a arte contemporânea, o Salão e, especialmente, o tema em questão: qual o lugar da arte”, informa. Ivo Mesquita, curador e pesquisador de arte em São Paulo, diz que o resultado final da mostra é bastante positivo: “ Está muito bonito, sóbrio, simples, porque os trabalhos são corretos e dialogam entre si, um critério que nós, curadores, levamos em conta”.
Entre tantos artistas presentes à abertura, o paulista Flávio Cerqueira (SP), 26, ficou surpreso com a receptividade do seu trabalho. “É a terceira mostra que participo este ano. Uma pessoa chegou pra mim e disse que estava se vendo na minha escultura e é isso o que quero, mexer com as pessoas”, diz. Sua obra, Ex Corde, é feita em metal, e une uma linguagem tradicional, a escultura, com uma visão contemporânea, mais arrojada. “Quis fazer uma figura que tem o peso do metal, mas a pintura eletrostática branca dá uma leveza, acentuada pelo buraco no peito, a ausência de coração”, explica.

Flávio Cerqueira tem graduação na Escola Paulista de Arte, mas somente há um ano começou a expor seu trabalho: participou de 10 mostras coletivas, duas delas em Portugal. “Em julho vou fazer residência artística de um mês em Camarões e aprofundar ainda mais meus estudos. Vir a Fortaleza está sendo muito importante, sobretudo pela troca com outros artistas, por ver de perto uma produção tão competente como a do Salão e ter a oportunidade de conviver com curadores de nível tão elevado”, concluiu.
O cearense Júnior Pimenta, 27, maquiou um prédio histórico com dois tons de batom vermelho e um rosa, respeitando a arquitetura do local, na intervenção “Maquilagem de Fronte”, realizada no início da tarde de ontem. “Foi muito legal porque as pessoas perguntavam se ali seria uma nova boate, se eu era um decorador de fachada e algumas mulheres brincaram, dizendo que eu estava acabando com o batom da cidade”, diverte-se.

Depois do coquetel servido aos convidados, o grupo Mesa de Luz (DF), apresentou a performance ”Mesa de Luz: cotidiano”, que une, imagem, som, projeção e manipulação de objetos. São quatro ações simultâneas que dividem o olhar do público: um integrante do grupo faz edição de vídeo ao vivo, outro edita som ao mesmo tempo em que toca um instrumento, e um terceiro manipula objetos e materiais, enquanto um telão projeta as imagens. “É um cinema ao vivo, que se faz enquanto as pessoas assistem. As pessoas se envolvem e os resultados são surpreendentes. Estamos participando pela primeira vez do Salão de Abril, que já está no mapa das artes, e é uma experiência importante para o grupo”, diz Marta Mencarini, artista plástica, graduada pela Universidade de Brasília e mestre em Arte e Tecnologia.

Dividem a cena com ela, Hyeronimus do Vale, artista plástico (Artes Plásticas/UNB) e Tomás Seferin (Especialização em Engenharia de Áudio em Paris).
Este ano, o Salão confirma sua legitimidade perante à classe artística local e nacional: foram 405 obras inscritas, de 19 estados brasileiros, sendo São Paulo o estado com maior participação (123 inscritos). Em seguida, o Ceará, com 77 trabalhos inscritos, e o Rio de Janeiro, 53. Entre os 30 selecionados, estão pinturas, fotografias, instalações, intervenções urbanas, esculturas, desenhos, performances, objetos e vídeos. Todos os selecionados receberão um prêmio de incentivo à produção no valor de R$ 2,5mil. Além do caráter contemporâneo e não-competitvo, as obras possuem alto nível técnico e trazem idéias inovadoras, que instigam o espectador. Hoje, sábado, os curadores vão decidir qual o artista receberá da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secultfor, uma bolsa de formação no valor de R$ 10 mil.


































































































































































































































































































Aquarelas

Veja flashes do lançamento da mostra "Águas de abril" em cartaz na Casa D'Arte

Na quinta-feira, dia 29 de abril, com coquetel a partir das 20h, aconteceu na galeria Casa D´Arte, a abertura da exposição "Águas de Abril".

São lindas aquarelas assinadas pelos artistas plásticos Vando Figueiredo, Cecilia Castellini, Nicia Bormann e Zeina Romcy.

A exposição seguirá até o dia 14 de maio.

Serviço

Coquetel abertura exposição "Águas de Abril"
Dia 29 de abril, quinta-feira, 20h, na galeria Casa D´Arte
Rua Barbosa de Freitas, 1035 - Aldeota
Fones : 3224-1903 / 3224-9870
www.casadarte.com.br
Visitação exposição até o dia 14 de maio 2010
Segunda à sexta - 10h às 19h
Sábado - 10h às 13h

























































































































































Vik Muniz no Espaço Cu
ltural Unifor

O artista plástico brasileiro, sucesso internacional, revela a sua singularidade em 141 obras que traçam uma retrospectiva do seu trabalho

Confira fotos da vernissage by Felipe Muniz Palhano

A Universidade de Fortaleza oferece ao público cearense a Exposição do artista plástico e fotógrafo Vik Muniz, que estará em cartaz no Espaço Cultural Unifor a partir do dia 16 de abril, que contará com 141 obras do artista. Há 25 anos radicado em Nova Iorque, o paulistano ganhou projeção no cenário artístico internacional com fotografias de trabalhos realizados a partir de técnicas variadas e materiais quase sempre inusitados.

Marca Registrada- Vik Muniz imprime sua marca ao lidar com a memória, a ilusão e, sobretudo, o humor, apoiado no uso de materiais pouco convencionais. “Sempre levei o humor muito a sério.” Ele não apenas registra a sua versão do mundo, como o recria. Antes de seu olhar como fotógrafo captar o que se tornará o produto final de sua obra, cria um verdadeiro teatro, com cenas, retratos, objetos e imagens, alguns em escala gigantesca, usando elementos tão diversos como papel picado, sucata, molhos e algodão, em processos de construção que podem levar semanas ou até meses. Dessa forma surgiram algumas das obras como a Mona Lisa de geléia e pasta de amendoim; o soldado composto por inúmeros soldadinhos de brinquedo; a Medusa de macarrão e molho marinara; o Saturno devorando um de seus filhos, de Goya, refeito com sucata; e retratos das atrizes Elizabeth Taylor e Monica Vitti compostos por centenas de pequenos diamantes, todos presentes na mostra.

Vik Muniz- O artista nasceu no centro de São Paulo, em 1961. Filho único de um garçom e uma telefonista, passou parte de sua infância morando na periferia da cidade. Trabalhou em vários empregos, entre eles uma agencia de anúncios que despertou nele o poder de persuasão e a possibilidade de manipulação. Na década de 80 um acidente foi decisivo para a mudança de sua vida. Vik Muniz acabou sendo baleado na perna quando presenciou um briga entre dois homens. Para evitar uma queixa policial o atirador o ofereceu uma razoável quantia em dinheiro, fato que possibilitou sua ida para os Estados Unidos. Vik passou dois anos em Chicago com os familiares e em 1986 mudou-se para Nova York, lugar onde acabou naturalizando-se norte - americano. Em 1989 realizou a sua primeira mostra, onde expôs esculturas denominadas Relíquias – Objets Trouvés fabricados ou falsas descobertas arqueológicas, como a Máquina de Café Pré- colombiana. Os trabalhos do artista já evidenciavam a sua arte bem humorada que marca sua trajetória.

Fotógrafo por acaso - O artista começou a sua carreira como escultor e tornou-se fotógrafo à medida que fotografava suas peças para documentá-las. Através da fotografia, Vik Muniz conseguia encontrar o ângulo perfeito, a iluminação perfeita e a exposição perfeita para capturar o efeito que havia imaginado quando começou a produzir a escultura. A partir desse momento a fotografia se torna mais interessante do que a escultura propriamente dita.

Reconhecimento - Vik Muniz foi descoberto pelo crítico de arte do jornal The New York Times, Charles Haggan, nos anos 90. em 2001, foi escolhido como representante do Brasil na Bienal de Veneza. Já em 2005, escreveu o livro Reflex: A Vik Muniz Primer. Recentemente Vik foi convidado para ser o primeiro brasileiro a participar como curador na nona versão Artist´s Choice (2008- 2009), um projeto criado pelo museu de Arte Moderna de Nova York. Atualmente, a originalidade da sua obra o estabeleceu como um dos criadores mais respeitados da arte contemporânea, presente em acervos dos principais museus do mundo.

Exposição Vik Muniz
Abertura: 15 de abril
Visitação: 16 de abril a 8 de agosto
Local: Espaço Cultural Unifor
A visitação ao Espaço Cultural Unifor é gratuita. De terça a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.



























BARES, CAFÉS, SANDUÍCHES

BASTIDORES, CELEBRIDADES

BELEZA




OX amplia linha Tutano Vegetal com três novos produtos

Marca se renova e apresenta Leave-On, Creme para Pentear e Máscara Tratamento Hidratante, que mesclam cuidado e beleza em inovadoras fórmulas com ativos vegetais.

Baseada nos benefícios das propriedades dos ativos vegetais, a OX Cosméticos apresenta três novos produtos que integram a Linha Tutano Vegetal de shampoos sem sal e condicionadores, reconhecidos por proporcionar reparação e maciez aos cabelos.

A Linha Tutano Vegetal foi criada a partir de um complexo inédito de ativos vegetais que sintetizam todas as propriedades do tutano de boi, só que elaborado a base de plantas para garantir mais equilíbrio, maciez, brilho, cuidado e reparação aos fios.

O novo Leave-On OX Tutano Vegetal Extra Volume, usado junto com o Shampoo OX Tutano Vegetal Extra Volume, possui silicone especial para ajudar a tratar e dar volume aos cabelos, além de restaurar e fortalecer os fios.

Já o Creme para Pentear OX Tutano Vegetal Hidratante auxilia no controle do frizz e volume dos cabelos, definindo e hidratando os cachos.

Cada vez mais na moda, as máscaras capilares são poderosíssimas e ajudam a fortalecer e hidratar os cabelos. Pensando nisso, a linha OX Tutano Vegetal lança a Máscara de Tratamento Hidratante OX Tutano Vegetal, que restaura o equilíbrio e força dos fios. Por isso, é um produto ideal e indispensável para um completo ritual de beleza em casa.

CENA GLS

DICESAR OU DIMMY KIEER?

QUE TAL OS DOIS? MELHOR AINDA NÉ

Onde? NA DONNA SANTA - Quando? SEXTA 14 DE MAIO

Quanto custa? Antecipado R$20 e na Hora R$25

E AINDA
PAGODE FRENNESY

Vendas de Ingressos antecipados
BARRACA DO JOCA
BUNNYS IGUATEMI E BENFICA
ÓPERA PUB CAFÉ




PROGRAMAÇÃO DA BOATE MEET

A BOATE MEET AINDA COMEMORA O MÊS DE ANIVERSÁRIO. NA FESTA OFICIAL DE LANÇAMENTO DO TERCEIRO ANO DO CLUB QUERIDINHO DA CENA GLS, A PROMOTER MONAH MONTEIRO TRAZ NOVAMENTE A CANTORA SAMARA E O DJ TOM HOPKINS, DUPLA RESPEITADA DAS PISTAS DE DANÇA DO BRASIL.

ELA, UMA DAS MAIORES VOZES DO HOUSE-MUSIC NACIONAL, DESTAQUE ABSOLUTO NA FESTA OS SETE PECADOS CAPITAIS DE 2009, E RESPONSÁVEL PELOS SUPER HITS “SET ME FREE”, “DESTINY” E “LET THIS PARTY START”.
ELE, UM DOS MAIORES PRODUTORES DA CENA ELETRÔNICA NACIONAL, CONHECIDO MUNDIALMENTE E DJ OFICIAL DO PROGRAMA SUPERPOP DA APRESENTADORA LUCIANA GIMENEZ. VAI SER SÁBADO, DIA 15 DE MAIO. E AINDA ROLA A PROMOÇÃO: NA COMPRA DE DOIS CHAMPANHES NACIONAIS, O TERCEIRO FICA POR CONTA DA BOATE MEET. E, NAS PICK-UPS, VOCÊ AINDA CONFERE OS SET´S DA DUPLA HARRY E ROBERTA TWIGG.

Preço: Até 0h – R$25
Após 0h – R$30
Relações Públicas: Thalles Walker

Endereço: Rua Cel. Jucá, 273 – Varjota – Fortaleza/CE
(85) 88065537 – 32675689
WWW.meetfortaleza.com.br










FESTA "DUETS" NO MUSIC BOX CLUB

NA SEMANA PASSADA, A DJ MARCELA SILVEIRA, COM 61% DOS VOTOS, GARANTIU VAGA NAS SEMIFINAIS DUELO DE DJS "DUETS", QUE ACONTECE TODAS ÀS QUINTAS NO MUSIC BOX.

NESTA QUINTA 13/05, HAVERÁ A SEGUNDA ELIMINATÓRIA COM DJS THIAGO FASANO E DAN NEGREIROS.


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CIÊNCIA, COMPORTAMENTO, ESOTERISMO

CINEMA



Adaptação de "O Fantasma" dirigida por Polanski estreia no Brasil


Diretor finalizou seu filme preso na Suíça

>Ewan McGregor estrela adaptação do thriller "O Fantasma" dirigida por Roman Polanski; diretor ganhou Urso de Prata em Berlim 2010; a atriz Kim Catrall, de "Sex and the City", também participa da trama

Quando o novo filme de Roman Polanski, "O Escritor Fantasma" foi apresentado no Festival de Berlim de 2010 todas as atenções do evento estavam voltadas pare ele. Especialmente pela ausência do diretor, em prisão domiciliar para responder a acusações de pedofilia.
O longa chega nesta sexta-feira (28) aos cinemas brasileiros após ser premiado com o Urso de Prata de melhor diretor. No evento, foi representado pelos produtores, pelos atores Ewan McGregor e Pierce Brosnan e pelo roteirista Robert Harris.

Harris é, também, o autor do livro que deu origem ao filme. "O Fantasma" foi oferecido desde o início para Polanski adaptar, mas o interesse só surgiu após o volume ficar pronto. As acusações e o pedido de extradição ocorreram quando "O Escritor Fantasma" estava sendo finalizado.



A trama acompanha o escritor fantasma contratado para escrever a autobiografia do ex-primeiro-ministro britânico. Com a imagem abalada após atentados terroristas, Adam Lang tenta recuperar o trabalho de dez anos na política.

Com o prazo apertado para finalizar o livro, escritor, político e a esposa exilam-se em uma casa de veraneio a fim de cumprir o contrato. O que os impede de terminar o trabalho é a sequência de mistérios que se sucedem após a morte do primeiro contratado, que não foi explicada.

Escrito como um exercício de ficção, livro e filme acabaram se tornando síntese da situação política mundial, com guerras e conflitos surgindo juntamente com denúncias de abusos na luta contra o terror.








Mulheres de "Sex and The City" entram em crise com a velhice e a continuação do filme

O que fazer se você é linda, rica e casada com o homem dos seus sonhos? Entrar em crise e achar que existe algo de errado, claro. Sim, isso poderia acontecer com qualquer mulher. E é esse o mote principal de "Sex and the City 2".

> Samantha, Carrie, Miranda e Charlotte são convidadas para uma estadia em Abu Dhabi

A crise é vivida por Carrie, a escritora simpática e meio desmiolada que virou ícone e referência de mulher dos anos 2000. O problema é que a crise de Carrie tem a profundidade de uma caixa de sapatos Manolo Blahnik, os preferidos dela.

Como resolver a crise dos dois anos de casamento? O que fazer se ele vê televisão demais e não gosta de sair? Isso poderia, sim, servir de conversa entre amigas. E até de enredo para um episódio de seriado. Mas no caso de um filme, fica difícil. Principalmente porque Carrie tem essa crise em um apartamento deslumbrante, envolta em uma vida que, de tão aparentemente perfeita, chega a ser enjoativa.

O que existia de simpático em Carrie e suas três amigas (Miranda, Charlotte e Samantha), parece ter diminuído com o tempo. As moças, que levavam uma vida meio errante e nada perfeita, criavam uma identificação imediata com mulheres do mundo todo. Hoje, aos 40 e poucos anos, as personagens estão mais para "família-margarina-rica-descolada." E como nem todo mundo (ou ninguém) tem vidas tão "bem decoradas", a identificação fica difícil.



O primeiro filme do seriado já havia resolvido todos os conflitos das personagens. Carrie casou com Mr. Big. Miranda entrou em crise no casamento, mas voltou para o marido. Charlotte virou mãe e Samantha permaneceu solteira.

O que sobrou para "Sex and The City 2?" Roupas incríveis e quase nenhum conflito. O grande drama do filme é a tal crise de Carrie. Fora isso, Samantha, a mais velha do grupo, está na menopausa. A personagem é uma das melhores do filme e anda carregada de pílulas para evitar os tals "calores" e o fim do seu desejo sexual (que continua ali, ufa!). Charlotte enfrenta dificuldades como mãe de duas filhas e percebe que seu mundo de cupcakes não é assim tão perfeito. E miranda, a mais "real" das quatro, está com problemas com um chefe. E só.

Se não existem grandes conflitos, melhor resolver o problema exibindo um figurino incrível e os tais apartamentos maravilhosos. Sim, como desfile de moda e revista de decoração, "Sex and The City 2" funciona super bem.

E também como programa de turismo, já que na falta de acontecimentos, elas viajam juntas para um país árabe e até andam de camelo no deserto (é sério). Elas se surpeendem com as mulheres de burca, até que percebem que elas usam roupas de grife por baixo. Como se só a moda e o consumo causasse identificação entre as mulheres de culturas diferentes.

Apesar de ainda guardarem um resto de simpatia, as personagens de "Sex and The City" envelheceram mal. Não no sentido estético, pelo contrário. Mas a vida poderia ser tão interessante quanto as roupas que elas usam. Ah, poderia.









Um novo pesadelo?

Diretor diz estar orgulhoso da nova versão de Freddy Krueger

Elogiada pela crítica e fãs, a nona encarnação de "A Hora do Pesadelo" é a "abordagem mais sombria e contemporânea da lenda de Freddy Krueger". Essa é a definição do diretor do filme, Samuel Bayer. Essa nova trajetória do rosto deformado mais famoso do cinema é motivo de orgulho para o diretor. Já o próprio Krueger, vivido por Jackie Earle Haley, cita um "terror psicológico" da produção. "Os personagens são muito bons de multidimensionais. Você se importa com eles. Então, quando as coisas começam a acontecer, tudo tem um significado maior."


O remake de "A Hora do Pesadelo" estreia nesta semana no Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi. Jackie Earle Haley é conhecido por personagens perturbadores, como o pedófilo Ronnie, de "Pecados Íntimos" (pelo qual foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante), o louco George, de "Ilha do Medo", e o vingativo Rorschach, de "Watchmen".

Já o diret
or Samuel Bayer é o responsável por vídeos emblemáticos do rock dos anos 90, como "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana, e "Bullet with Butterfly Wings", do Smashing Pumpkins.






De volta a guerra

Depois de “Guerra ao Terror”, Iraque volta a telona com “Zona Verde”

> Filme repete parceria do ator Matt Damon e Paul Greengrass, de “A Supremacia Bourne

Ao suspeitar que existiam armas de destruição em massa no Iraque, o governo americano usou uma justificativa alentadora para invadir o país. Muita gente desconfiou disso. Em "Zona Verde", de Paul Greengrass, que entra em cartaz hoje no Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi, o protagonista é um oficial do Exército ianque (Matt Damon) que não aceita essa versão e faz de tudo para colocá-la abaixo.



É um filme corajoso e alucinante do diretor de "A Supremacia Bourne" (2004) e de "United 93" (2006). A câmera é trepidante, os planos duram segundos e o campo de batalha é tomado pelo caos.

Damon interpreta Roy Miller, um subtenente enviado ao Iraque para verificar depósitos que supostamente abrigam armas letais.
Ele não acha o que as autoridades procuram. E, em vez de ficar calado, desafia uma verdade que vinha sendo apregoada em jornais do mundo. Ao seu lado, Miller tem um agente da CIA. Contra ele, está um chefão do Pentágono.
Greengrass dá ao longa uma cara de documentário, o que torna muito verossímil a ação. E combina com maestria o real e a ficção num "thriller" com perseguições, tiroteios e uma audaciosa mensagem política.












Um filme pós apocalíptico

“A Estrada”. Pai e filho tentam manter a chama do amor e esperança após o fim do mundo


Em "A Estrada", o apocalipse é apenas pano de fundo para um conto moral, dentro de uma história de amor entre pai e filho. "É a dimensão humana que me interessa no espetáculo de destruição", explica o diretor australiano John Hillcoat, 48.

O longa-metragem, que está em cartaz no Multipllex UCI Ribeiro Iguatemi, foge do gênero filme-catástrofe de "2012" ou da caricatura de fim de mundo de "Zumbilândia", ainda que tenha também seus zumbis e canibais próprios.

A história é baseada na obra de mesmo nome do autor americano Cormac McCarthy, vencedora do prêmio Pulitzer de literatura em 2006. O ator Viggo Mortensen faz o pai que perambula pelos EUA ao lado do filho (Kodi Smit-McPhee), em direção ao mar, num território devastado, cinza, quase preto e branco, enfrentando situações de embate entre bem e mal --como quando o menino tenta ajudar um velho solitário (Robert Duvall) e o pai hesita.



"Para mim, a parte mais tocante do livro são os personagens. Existem sim elementos de horror, a frieza, mas isso em relação a como as pessoas se comportam", diz Hillcoat à Folha por telefone.
"O livro é sobre o bem que existe dentro de cada um. O mal está lá, e o medo sempre o traz à tona [...] Toda a razão do filme é que o homem é um bom homem, e ele vira um homem mau, e nós entendemos o porquê disso."
Entre as concessões naturais para adaptar o livro ao cinema, Hillcoat cortou personagens e mudou pequenas coisas que, na vida real, não funcionariam, como andar na floresta com um carrinho de supermercado, usado pela dupla para carregar seus pertences. "Também colocamos flashbacks mais frequentes porque queríamos mostrar o homem carregando a memória da mulher." Charlize Theron faz esse papel, em flashbacks ensolarados, antes do apocalipse enigmático, para o qual não há explicação nem no livro nem no filme. Após a tragédia, ela se vê incapaz de seguir em frente.
Para conseguir os cenários desoladores, a produção viajou por quatro Estados norte-americanos e filmou em 50 lugares diferentes. Foram registradas as paisagens vulcânicas do Oregon e regiões desérticas da Pensilvânia, devastadas pelas explorações de minérios.

CINEMA CEARÁ

CINEMA DE ARTE

CINEMA NACIONAL

'As Melhores Coisas do Mundo' é vencedor no 14º Cine PE, principal festival de Recife

Filme está em cartaz em Fortaleza, no Espaço Unibanco Dragão do Mar, às 14h

As Melhores Coisas do Mundo venceu os principais prêmios do 14º Cine PE, encerrado nesse domingo (2), no Cine São Luiz, no Recife. O filme de Laís Bodanzky, que trata de diferentes descobertas na vida de um adolescente em São Paulo recebeu os troféus Calunga por melhor direção de arte, edição de som, fotografia, direção e melhor filme. Francisco Miguez, que interpreta o adolescente Mano, ganhou o prêmio de melhor ator.
As Melhores Coisas do Mundo também dividiu com Sequestro, documentário de Wolney Atalla, o prêmio de melhor roteiro. Laís Bodanzky falou para uma platéia com cerca de mil pessoas sobre as alegrias de ganhar tantos prêmios. A diretora de Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade comentou a respeito das dificuldades para se fazer cinema no Brasil e como era gratificante ver um trabalho reconhecido. "É muito bom comemorar. Vamos carregar esses prêmios com muito orgulho", disse Laís, ao lado do ator Francisco Miguez e do produtor de lançamento do filme, Fred Avellar.
O ator Rogério Fróes recebeu o prêmio especial do júri pela contribuição ao cinema brasileiro. Fróes atuou em Não se Pode Viver Sem Amor, de Jorge Durán. O filme O Homem Mau Dorme Bem, de Geraldo Moraes, foi escolhido como o melhor pelo público e também recebeu os prêmios de melhor ator coadjuvante, para Bruno Torres, e de melhor atriz coadjuvante, para Mariana Nunes. O filme Léo e Bia, primeiro do músico Oswaldo Montenegro, levou o prêmio de melhor trilha sonora e de melhor atriz, para Paloma Duarte. O documentário Sequestro ganhou a Calunga para a melhor montagem.
A sessão que teve a apresentação dos melhores da mostra competitiva começou com mais de uma hora de atraso e teve a exibição do documentário Continuação, de Rodrigo Pinto, sobre o cantor e compositor Lenine, antes da entrega dos troféus Calunga. O próprio músico apresentou o filme. "Nos shows, a adrenalina é tão grande que não me sinto exposto como agora", disse Lenine, que elogiou a restauração do Cinema São Luiz, "uma paixão com mais de 35 anos, na minha vida".
Entre os filmes curta metragem em 35 mm, o documentário Bailão, de Marcelo Caetano, recebeu a principal Calunga. A Noite por Testemunha, de Bruno Torres, foi o escolhido do púbico e dividiu a melhor fotografia com A Montanha Mágica, do cearense Petrus Cariry. O filme Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho, recebeu os prêmios de melhor direção de arte, roteiro e direção. A trilha sonora escolhida pelo júri foi do filme Revertere Ad Locum Tuum. O documentário Geral ganhou melhor edição de som e Amigos Bizarros de Ricardinho ficou com melhor montagem e melhor ator, para Ricardo Lilja, que atuou como Ricardinho, ele mesmo. A melhor atriz em curtas de 35 mm foi Zezita Marques em Azul.
O destaque nas premiações de curta metragem digital foi Áurea. O filme teve o prêmio especial do júri, melhor montagem e melhor filme. Sweet Karolynne ganhou a menção honrosa. O melhor roteiro foi para Se Meu Pai Fosse de Pedra. O escolhido do público foi Tanto.

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