CRÔNICAS, ARTIGOS

Organização interna é indispensável ao sucesso

Por Eduardo Pocetti*


Lidar com novidades é sempre difícil. No campo da governança corporativa, as novas exigências impostas pelo mercado global, bem como o surgimento de diretrizes completamente inéditas, causam estranhamento e até temor aos empresários de vários segmentos.

Entre as novidades que o mundo dos negócios de hoje nos traz, figura o conceito de compliance. O termo vem do inglês to comply, que significa obedecer a uma norma, seguir uma regra. Assim, podemos definir compliance como o conjunto de disciplinas que assegura o cumprimento das normas legais e regulamentares relativas às atividades da empresa ou instituição.

A importância da compliance cresce na proporção da complexidade do negócio. Quanto maior uma organização, mais numerosas e enredadas são suas operações. Nas instituições financeiras, por exemplo, o ambiente é extremamente regulado, e qualquer desvio das normas constitui infração grave. Dispor de meios que assegurem o ‘não desvio’ é, portanto, altamente desejável e cada vez mais necessário.

Outro exemplo: empresas que se ramificam e estabelecem filiais em outras localidades passam por um processo conhecido como capilarização – ou seja, suas atividades passam a ser conduzidas por dezenas, centenas, ou mesmo milhares de pessoas, em várias partes. Essas pessoas, que possuem formações diferentes e referências culturais diversas, enfrentam idêntico desafio: conduzir seus negócios de forma mais ou menos semelhante, conforme delegação da administração central. Manter essa locomotiva nos trilhos não é tarefa fácil.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de uma supervisão adequada. Sua falta pode conduzir a erros grosseiros e desnecessários, tais como: gestão deficitária; dificuldade para definir direitos e obrigações no interior da empresa; emissão de instruções ou regulamentações com inúmeras lacunas, deixando uma série de normas e pré-requisitos a descoberto e comprometendo o resultado final de trabalhos e projetos. Dessa forma, os resultados finais ficam comprometidos e a própria sobrevivência do negócio passa a correr riscos.

O caminho para evitar desvios que possam prejudicar a eficiência da empresa consiste em disseminar, no todo da organização e junto a cada um de seus membros, a convicção de que é preciso estar em sintonia com as normas e os padrões da empresa, inclusive nos mínimos detalhes. Em outras palavras, é preciso estar em compliance.

Para que isso seja feito de forma eficaz, as empresas modernas elaboram normas e as disponibilizam para todo seu quadro de sócios, funcionários e colaboradores na forma de manuais e bancos de dados. Procedimentos são automatizados por meio de sistemas informatizados, contratos são padronizados e, cada vez mais, adota-se um Código de Ética e Conduta. O gestor designado como compliance officer assume o desafio de garantir que as diretrizes estabelecidas pela alta administração, bem como as mudanças nos regulamentos que afetam a atividade da organização, se tornem efetivamente conhecidas por todos e sejam respeitadas.

Também tem sido adotado, com sucesso, o sistema de autoavaliação ou self assesment, que ajuda a detectar eventuais insatisfações entre as pessoas que, nas mais diversas instâncias, integram a empresa e, de uma forma ou outra, são responsáveis por seus resultados. Levantar e ter tempo de dirimir as eventuais fissuras entre os quadros de uma empresa é fundamental para evitar a perda da competitividade – sem motivação, ninguém trabalha bem. Isso é básico.

Depreende-se assim que a gestão de compliance, somada a outras áreas que formam os pilares da governança corporativa, é um elemento indispensável ao sucesso dos empreendimentos e, por consequência, ao sucesso do Brasil como nação.

* Eduardo Pocetti é CEO da BDO, uma das cinco maiores empresas do Brasil e do mundo em auditoria, tax e advisory services.

CURSOS, SEMINÁRIOS, OFICINAS, DEBATES

Tendências, Criatividade, Técnicas de Vendas e Atendimento

VAGAS LIMITADAS - de 28 a 30 de maio de 2010 - Fortaleza-CE

Saraiva Megastore- Iguatemi-Fortaleza
Av.Washington Soares,85- Edson Queiroz

ATENÇÃO !
No final do Curso haverá sorteio de livros, algumas peças do vestuário e encerraremos com um Coquetel ao Som de JAZZ



As inscrições devem ser realizadas até 27 de maio , conforme tabela abaixo :

Valor da Inscrição:

Inscrições até 21 /05/2010 -----------------R$ 220,00

Inscrições em Grupo até 21/05/2010----R$ 200,00

Inscrições após 21 /05/2010-----------------R$ 250,00

Estudantes (pagam meia)-------------------R$ 125,00

OBS 1: A matricula só será confirmada e a vaga assegurada, após confirmação de depósito bancário na Cx.Econômica Federal -Agência 668 conta : 33730 -1 em nome de Francisca F L R A Dourado


Certificado e material necessário estão incluidos na taxa


Mais Informações : http://queroupavestirei.blogspot.com/

e-mail: liladourado@gmail.com

Telefones: 91211983 e 87568946

DANÇA


PENSE E DANCE

Espetáculos abordam as distintas formas de habitar a cidade


Permanências Urbanas. Apresentações acontecem no Centro Dragão do Mar e Sesc Senac Iracema


Fazer dançar o pensamento. Esta é a essência do projeto Permanências Urbanas, que apresenta, gratuitamente, nesta quinta e sexta, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e nos dias 18 e 19, no Sesc Senac Iracema, sempre às 20h, os criativos espetáculos dos alunos que estão encerrando a 2ª turma do Curso de Habilitação Profissional de Técnico em Dança. Parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac/CE, o Instituto de Arte e Cultura do Ceará – IACC e a Secretaria de Cultura do Estado, o curso vem sendo pioneiro na democratização do acesso à formação profissionalizante de qualidade numa área com carência de oportunidades formativas no Estado: a dança.
Ao todo são 31 alunos que estão concluindo a 2ª turma do curso, que iniciou em setembro de 2008, a partir de um processo seletivo que disponibilizou 40 vagas, das quais 25% do total (10 vagas) foram preenchidas por alunos residentes em outros municípios, como Paracuru, Guaiúba, Russas, Horizonte, Maracanaú, Cascavel e Caucaia. Selecionados mediante audição (aulas práticas, entrevistas e mostra de trabalhos autorais), bem como análise de currículos, os alunos tiveram a oportunidade de estudar e aprofundar, gratuitamente, os conhecimentos acerca da dança, através de um programa pedagógico, devidamente aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, distribuído ao longo de aproximadamente dois anos, incluindo estágios supervisionados, contando com disciplinas gerais e específicas, teóricas e práticas, contabilizando um total de 1.316 horas / aula. O quadro do corpo docente foi formado por especialistas, mestres e doutores do Ceará e de outros estados do Brasil.

A grande maioria dos inscritos tem origem em bairros periféricos de Fortaleza, registrando passagem por projetos sociais, academias (como bolsistas, a maioria) e de grupos independentes, profissionais e amadores, com renda familiar equivalente ou pouco superior a um salário mínimo. A média de idade ficou entre 18 e 23 anos. Muitos já atuavam como professores, sem terem tido, no entanto, formação adequada para tal. Este perfil revela que a grande demanda de profissionalização na área da dança realmente provém das classes média e baixa da população.
De acordo com a diretora de Educação Profissional do Senac/CE, Mazza Maciel, a iniciativa do curso foi de extrema importância para os profissionais em nosso Estado ligados a arte. “O resultado proporcionado são coreografias e espetáculos grandiosos que nos emocionam ao constatarmos que novas perspectivas técnicas, artísticas e profissionais foram adquiridas com o curso”, afirmou a diretora. Ela ressaltou ainda que, como o Ceará ainda não dispõe de uma Graduação em Dança, e nenhuma outra iniciativa credencia ou legitima o ensino formal da dança além das academias particulares.

Segundo a coreógrafa Andréa Bardawil, coordenadora pedagógica do Projeto Permanências Urbanas, os espetáculos produzidos pelos alunos tiveram a orientação de alguns professores convidados, como Gustavo Ciríaco e Paulo Caldas, ambos do Rio de Janeiro. “O nome Permanências Urbanas foi escolhido porque todos os 09 trabalhos autorais dos alunos têm fortes referências às cenas urbanas e às distintas formas de habitar a cidade, bem como remetem a fragmentos de experiências e impressões de uma realidade que nunca é uma só”, explicou Andréa Bardawil.


Serviço:
Permanências Urbanas
Entrada franca
Informações: 3254 6791
Ato I – Teatro Dragão do Mar, dias 07 e 08 de maio, 20h
Trabalhos apresentados:
-Minha nossa dança de cada dia (Roberta Bernardo);
-Ma vie (Aspásia Mariana);
-Catecismo: 1º andar (Paulo José);
- …e nada mais! (Emannuel Breno)
* No dia 07 de maio, antes da apresentação dos espetáculos, acontece uma breve solenidade de encerramento do curso.
Ato II – Teatro do Sesc Senac Iracema, dias 18 e 19 de maio, 20h
Trabalhos apresentados:
-O Pensamento se faz na Boca (Luiz Otávio Queiróz);
-Como é sentir? (Jamille Morais);
-Julieta (Junior Mendes);
-Escorredouro (Thatiane Paiva);
-Cavalos (Daniel Pizamiglio e Andréia Pires)






+ DANÇA

+ EM QUATRO COMPARTIMENTOS – A Cia. Balé Baião de Dança Contemporânea, sob a direção de Gerson Moreno, apresenta quatro momentos - Menino não Dança, Cumplicidade na Contramão, Amores Difíceis e Submerso – dentro do projeto Quinta com Dança. Às quintas-feiras de maio, sempre às 20 horas, no teatro do Centro Dragão do Mar (Praia de Iracema). Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Outras info.: 3488 8600.


DIVIRTA-CE COBERTURAS

FESTA DA MERCEDES-BENZ E LANÇAMENTO DA REVISTA INVOGA

DIVIRTA-CE esteve nessa super festa, com convidados da promoter Lilian Porto, na concessionária Mercedes-Bens da Aldeota. Coquetel promoveu lançamento da nova edição da revista In Voga e dos carros 2011 da Mercedes. Confira flashes e vídeo de Felipe Muniz Palhano.

















































































































































































EXPOSIÇÃO

“Labirinto Alienígena” no Via Sul

Mostra temática permanece no shopping até o dia 30 de maio

Devido à intensa procura, o Labirinto Alienígena tem sua temporada estendida no Via Sul Shopping: a atração permanece até o dia 30 de maio, na Praça de Alimentação, 3º. piso (Av. Washington Soares, 4335, Seis Bocas, telefone 3404-4000), das 14h às 22h.
O Labirinto é um espaço temático, com réplicas de ovnis, ET’s e personagens em um cenário de arrepiar, baseado em mitos, filmes, casos polêmicos da ufologia e no imaginário popular. Recortado por inúmeros corredores e salas, o Labirinto apresenta os greys (seres extraterrestes com estatura variando de 0,50 cm a 1,30 m de altura), com pele cinza a amêndoa, olhos grandes e negros, boca e narinas mínimas e corpo desproporcional ao tamanho da cabeça), além de experiências extraterrestres em seres humanos abduzidos. Em diversos locais da atração, atores profissionais estarão interpretando tanto monstros quanto ET’s.
Para enfrentar o Labirinto Alienígena, são permitidos grupos de até 6 pessoas por vez. Segundo Walmir Lopes, organizador do espaço, os visitantes podem escolher até quatro modalidades para entrar no Labirinto: “Desafio Kids”, “Adrenalina”, “Apagão Total” e “Fuga Alucinante”.
“O ‘Desafio Kids’ é criado especialmente para crianças abaixo dos 7 anos, acompanhadas dos pais, e de pessoas que não gostam de grandes sustos. Já o ‘Adrenalina’ tem forte emoção, acompanhada de sons, luz e perseguição. A modalidade ‘Apagão Total’ é voltada para grupos que entram no Labirinto com apenas uma lanterna e muita coragem para enfrentar o terror de alienígenas e monstros. Por fim, na ‘Fuga Alucinante’, as pessoas deverão estar dispostas a vivenciar pura adrenalina e a correr”, orienta Walmir Lopes.
Os ingressos para o Labirinto Alienígena são de R$ 8,00 (meia) e R$ 16,00 (inteira). O Labirinto não é recomendado para gestantes, hipertensos e crianças de 7 anos desacompanhadas dos responsáveis. Mais informações: www.shoppingviasul.com.br, www.twitter.com/shopping_viasul e (85) 3404-4000.





Cangaço é tema de exposição no Espaço Cultural Porto Freire

A saga de Lampião e seu bando volta a ser tema de exposição em Fortaleza. No próximo dia 6, com a presença da neta do “Rei do Cangaço”, Vera Ferreira, que virá especialmente para o evento, será aberta, com um coquetel temático, às 19h30, no Espaço Cultural Porto Freire (Parque del Sol), a exposição “Cangaceiros”. São fotos, recordes de jornal da época e objetos, como armas, roupas e bijuterias, que revelam as principais etapas da história daqueles cujas façanhas trafegam entre o mito e a realidade.

Em um cenário que remete aos tempos do cangaço, com um bar tematizado de cachaça, apresentação do Grupo de Tradições Raízes Nordestinas, com a dança do xaxado homenageando Lampião e Maria Bonita, Vera Ferreira fará uma palestra contando a sua experiência como neta de um dos ‘fora-da-lei’ mais procurados e temidos de todos os tempos, no Brasil.

Filmes e artesanato

Haverá ainda a exibição do filme realizado pelo mascate libanês Benjamin Abrahão, que, munido de uma carta de recomendação do Padre Cícero, conseguiu adentrar na caatinga e no mundo do Capitão Virgulino Lampião, transformando-se em seu fotógrafo e cineasta oficial.

Durante o mês de maio, a cada sábado, será apresentado, no local, um filme sobre o cangaço. Após cada exibição, haverá discussão do tema por grupos formados por críticos de cinema.

No primeiro mês da exposição, será lançado o “Projeto Escola, Amigos da Arte”, onde alunos de colégios circunvizinhos serão convidados a conhecer a exposição e assistir aos filmes. Estes estudantes serão instigados a escrever redações sobre o que viram e ouviram e seus trabalhos serão expostos no Espaço Cultural Porto Freire durante todo o tempo de permanência da exposição.

Em junho, ainda em continuidade as manifestações do evento, aos sábados, acontecerá uma feira mix com artesanatos, comidas típicas e danças regionais no espaço externo do Parque del Sol.

Imagem


O apreço que os famosos cangaceiros tinham pela imagem está retratado no livro "Cangaceiros", da historiadora francesa Élise Jasmin, que reúne um conjunto significativo de fotografias sobre Lampião e seu bando e que resultou na exposição homônima.

Para a autora, Lampião tinha prazer em posar para fotografias. “Lampião passou de indivíduo a personagem graças à mídia impressa dos anos 30. O cangaceiro fez uso de um senso inato de marketing para se comunicar com o mundo exterior, manipulando jornais e jornalistas na construção de seu mito”, afirma.

Serviço
Exposição “Cangaceiros”
Coordenação: Ricardo Albuquerque – Instituto Chico Albuquerque – 9621.5000
Curadoria: Lidia Sarmiento – 8829.9060
Local: Parque del Sol – Rua Joãozito Arruda, s/n – Cidade dos Funcionários
Período: 06 de maio a 30 de julho
- Terça à sexta: das 9 às 19 horas
- Sábados e domingos: das 14 às 19 horas

Agenda da Exposição
- Lançamento e palestra inaugural: 06 de maio - 19h30
- Exposição: 06 de maio a 30 de junho
- Cine Cangaço: todo sábado do mês de maio, às 10hs (no Espaço Cultural Porto Freire)
- Feira Mix: todo sábado do mês de junho, a partir das 17horas (no Parque del Sol)
- Projeto Escola, Amigos da Arte: durante o período da exposição







“Vinte aos Pedaços” na Unifor


Projeto é premiado pelo primeiro edital de Incentivo às Artes para Pessoas com Deficiência

A Universidade de Fortaleza realiza, a partir do dia 13 de maio, a exposição do artista cearense Francisco de Almeida, em cartaz no Espaço Cultural Unifor Anexo até o dia 13 de junho. Em 2009, o artista foi convidado para a 7ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, que teve como o tema “Grito e Escuta”. Para a Bienal, Almeida construiu, ao longo de nove meses, um trabalho significativo para a xilogravura no mundo, através de um processo tecnicamente inovador.
Sua xilogravura impressiona pela alegoria e pelas frases enigmáticas. O gesto pelo grande formato e pelos meios rudimentares de impressão particulariza e reforça a dramaticidade do seu trabalho. Almeida está constantemente reinventando as próprias ferramentas, linguagens e métodos de gravação. A visitação ao Espaço Cultural Unifor é gratuita. De terça a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h. O público também pode agendar exposições guiadas pelo (85) 3477 3239, através do Projeto Arte-Educação.








Vik Muniz no Espaço Cultural Unifor

O artista plástico brasileiro, sucesso internacional, revela a sua singularidade em 141 obras que traçam uma retrospectiva do seu trabalho

A Universidade de Fortaleza oferece ao público cearense a Exposição do artista plástico e fotógrafo Vik Muniz, que estará em cartaz no Espaço Cultural Unifor a partir do dia 16 de abril, que contará com 141 obras do artista. Há 25 anos radicado em Nova Iorque, o paulistano ganhou projeção no cenário artístico internacional com fotografias de trabalhos realizados a partir de técnicas variadas e materiais quase sempre inusitados.

Marca Registrada- Vik Muniz imprime sua marca ao lidar com a memória, a ilusão e, sobretudo, o humor, apoiado no uso de materiais pouco convencionais. “Sempre levei o humor muito a sério.” Ele não apenas registra a sua versão do mundo, como o recria. Antes de seu olhar como fotógrafo captar o que se tornará o produto final de sua obra, cria um verdadeiro teatro, com cenas, retratos, objetos e imagens, alguns em escala gigantesca, usando elementos tão diversos como papel picado, sucata, molhos e algodão, em processos de construção que podem levar semanas ou até meses. Dessa forma surgiram algumas das obras como a Mona Lisa de geléia e pasta de amendoim; o soldado composto por inúmeros soldadinhos de brinquedo; a Medusa de macarrão e molho marinara; o Saturno devorando um de seus filhos, de Goya, refeito com sucata; e retratos das atrizes Elizabeth Taylor e Monica Vitti compostos por centenas de pequenos diamantes, todos presentes na mostra.

Vik Muniz- O artista nasceu no centro de São Paulo, em 1961. Filho único de um garçom e uma telefonista, passou parte de sua infância morando na periferia da cidade. Trabalhou em vários empregos, entre eles uma agencia de anúncios que despertou nele o poder de persuasão e a possibilidade de manipulação. Na década de 80 um acidente foi decisivo para a mudança de sua vida. Vik Muniz acabou sendo baleado na perna quando presenciou um briga entre dois homens. Para evitar uma queixa policial o atirador o ofereceu uma razoável quantia em dinheiro, fato que possibilitou sua ida para os Estados Unidos. Vik passou dois anos em Chicago com os familiares e em 1986 mudou-se para Nova York, lugar onde acabou naturalizando-se norte - americano. Em 1989 realizou a sua primeira mostra, onde expôs esculturas denominadas Relíquias – Objets Trouvés fabricados ou falsas descobertas arqueológicas, como a Máquina de Café Pré- colombiana. Os trabalhos do artista já evidenciavam a sua arte bem humorada que marca sua trajetória.

Fotógrafo por acaso - O artista começou a sua carreira como escultor e tornou-se fotógrafo à medida que fotografava suas peças para documentá-las. Através da fotografia, Vik Muniz conseguia encontrar o ângulo perfeito, a iluminação perfeita e a exposição perfeita para capturar o efeito que havia imaginado quando começou a produzir a escultura. A partir desse momento a fotografia se torna mais interessante do que a escultura propriamente dita.

Reconhecimento - Vik Muniz foi descoberto pelo crítico de arte do jornal The New York Times, Charles Haggan, nos anos 90. em 2001, foi escolhido como representante do Brasil na Bienal de Veneza. Já em 2005, escreveu o livro Reflex: A Vik Muniz Primer. Recentemente Vik foi convidado para ser o primeiro brasileiro a participar como curador na nona versão Artist´s Choice (2008- 2009), um projeto criado pelo museu de Arte Moderna de Nova York. Atualmente, a originalidade da sua obra o estabeleceu como um dos criadores mais respeitados da arte contemporânea, presente em acervos dos principais museus do mundo.

Exposição Vik Muniz
Abertura: 15 de abril
Visitação: 16 de abril a 8 de agosto
Local: Espaço Cultural Unifor
A visitação ao Espaço Cultural Unifor é gratuita. De terça a sexta, das 10h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.






RESTAURANTE MOANA LANÇA MOSTRA INÉDITA DE CARDOSO JUNIOR


A alegria e a vitalidade da canção “Essa é pra tocar no rádio”, de Gilberto Gil, inspiraram exposição homônima, do artista Cardoso Júnior, que levará 20 obras inéditas ao Moana Gastronomia & Arte, a partir do próximo dia 30 de março (terça-feira). Como sugere a música, a mostra chega ao Moana para “vencer o tédio quando pintar”, para ser “um santo remédio pro mau humor”.

Em sua primeira memória de infância, Cardoso Júnior lembra de si entre seus desenhos, embora profissionalmente sua dedicação à arte date de 1985, ano do 35º Salão de Abril, primeiro concurso em que se inscreveu, no qual ganhou o 1º lugar na categoria Pintura. O cearense, apesar de ter passado temporada em São Paulo, admite que são a luz e o sol de Fortaleza que inspiram suas pinturas, sempre descontraídas, alegres e com cores fortes e marcantes.

Para o Moana Gastronomia & Arte, o artista preparou obras divididas em diferentes suportes: são telas, recortes em MDF e guaches exclusivas. A exposição apresenta toques de pop arte e com influências das obras de Picasso e sua maneira de retratar figuras, tudo isso aliado à cultura nordestina, em suas cores e textura. Sempre fugindo do quadrado, o artista apresenta ainda uma característica marcante, sugerindo materiais e formas alternativas para pintura.

Cardoso Junior é um multi-artista, além de suas pinturas e do trabalho como ilustrador, estuda Filosofia. Para ele, a arte é território de liberdade e experimentação. Em suas obras constrói e desconstrói imagens cotidianas, é um cronista que faz das tintas seu meio de comunicação, pintando cenas que, assim como as músicas tocadas no rádio, são percepções da vida repletas de verdade e poesia.

Para completar a união entre os prazeres sensoriais das artes plásticas e da culinária, o Moana Gastronomia & Arte está aberto diariamente das 6 horas até 1 hora, oferecendo café da manhã (buffet), almoço e jantar (a la carte). Conta ainda com horários especiais de visitação sem consumo, que é das 9h às 11h e das 14h às 19h.

Serviço
Moana Gastronomia & Arte
Avenida Beira Mar, 4260 – no Golden Flat Fortaleza
Mais informações: (85) 3263.4887
* Restaurante (buffet de café da manhã, almoço e jantar a la carte). Funciona das 6h às 1h.
* Galeria (visitação sem consumo). Funciona das 9h às 11h e das 14h às 19h. Entrada grátis.

FESTAS & BOATES


"Magic Burn" no Mucuripe Club


Com mais de 15 atrações em 10 horas de festa, o projeto Magic Burn acontece neste sábado, no Mucuripe Club (Travessa Maranguape, 108 & Centro), com o objetivo de apresentar um novo conceito de festa com os melhores projetos do Brasil e do mundo.
Festa Magic Burn no Mucuripe Club

A partir das 20 horas, o evento terá como atrações o britânico Guru Josh (dono do hit Infinity), a mega atração israelita Skazi Live Band (foto), Renato Ratier (club D-Edge/SP) e a exclusividade de Marco Hanna, da Pink Elephant (SP), no espaço Seven Privilege.

Além disso, o melhor da house e hip hop ficará por conta dos DJs Rodrigo Feeling, Gustavo Cruz e Fil; no espaço Stage Magic Burn, a vez será de ChrisD, Rodrigo Lobbão e Diego Grecchi. Ingressos individuais: R$ 30 (pista), R$ 50 (Camarote Arena). Seven Previlege (que inclui open bar e front stage): R$ 70 (feminino) e R$ 90 (masculino).
Pontos de venda: M Bar (avenida Senador Virgílio Távora, 999 - Loja 4 / Shopping Varanda & Aldeota), lojas Chili Beans (Iguatemi, Aldeota e Jardins Open Mall) e pela Internet (www.bilheteriavirtual.com). Outras informações: 3230 3020 / www.mucuripe.com.br










CENA GLS


Se jogue nas festas deste sábado!

:CABUMBA LOUNGE Projeto da barraca de praia Cabumba (Av. Zezé Diogo, 3.511, Praia do Futuro), todos os sábados, das 13 horas até o pôr-do-sol. A DJ residente Rose convida um DJ a cada fim semana. O valor do couvert é R$ 1,50.

:SEGUNDO ANIVERSÁRIO DA MEET Festa sábado, na boate Meet Music & Lounge (rua Coronel Jucá, 273, Varjota), a partir das 23 horas. A boate comemora dois anos de existência e dá sequência a programação de celebração com show da cantora Lorena Simpson e bailarinos. No line-up, os DJs residentes David Harry, Roberta Twiggy e Diego Baez. Ingressos: R$ 25 (até a meia-noite) e R$ 30 (depois da meia-noite). Promoter: Monah Monteiro. Outras informações: 8806 5537 / 3267 5689.

:FESTA DO SELINHO Festa sábado, na boate Donna Santa (rua Dragão do Mar, 308, Praia de Iracema), a partir das 23 horas. Na área externa, show com a banda Zonazul e show de lançamento da carreira solo de Sanna e banda. Nas pick-ups, os DJs residentes Kacilla, Thiago Silva e Lobinha. Ingresso: R$ 15 (até a meia-noite) e R$ 20 (depois de meia-noite). A boate aceita todos os cartões. Promoters: Carol Feitosa e Leco Lima. Outras informações: 3219 1164 / 8862 8885.

:ÓPERA PUB & CAFÉ Apresentação do DJ Adrian Brasil e show da banda Vintage Acustic, sábado, a partir das 21 horas no Ópera Pub & Café (Rua dos Tabajaras, 374, Praia de Iracema, ao lado do Lupus Bier). Outras informações: 8862 8885.

:FESTA TIPO SÃO PAULO Festa sábado, no Music Box Club (rua José Avelino, 387, Praia de Iracema), a partir das 23 horas, ao som dos ritmos Eletro, Glam, Afro Beat. Fidget, House, Funk e Pop. Nas pick-ups, os DJs Laka (Bang! Vegas – SP), Dan Prazeres, Gabriel TXR, Denis Dead e Rômulo Lima. Plus: sorteio de champanhe de hora em hora. Lista: festatiposaopaulo@gmail.com. Ingresso: R$ 15 (até meia-noite); R$ 20 (após a meia-noite) e R$ 10 (para quem estiver na lista. Outras informações: 3224 6419.

:JÁ QUERO EM DOBRO – Festa sábado, na boate Ibiza (avenida Domingos Olímpio, 1400), a partir das 23 horas. Pela primeira vez na casa, todo o cardápio será clonado até as 2 horas da manhã (você compra uma bebida e recebe duas). Line-up da Pista 1: DJs Morr, Lid.J, Phallow e Alef. Na Pista 2 as pick-ups são comandadas pelos DJs Adrian Brasil, Jade Noronha, Marcos BDR e Scott. Ingresso: R$ 15 (até a meia-noite) e R$ 18 (depois da meia-noite).

FORTALEZA ALTERNATIVA

GASTRONOMIA

HOLLYWOOD






Morre o ator Dennis Hopper


Ele participou de mais de 200 produções no cinema e na TV; seu filme mais conhecido foi o clássico "Easy Rider"

O ator Dennis Hopper, morto neste sábado aos 74 anos, teve uma carreira prolífica no cinema e na televisão, atuando em mais de 200 produções ao longo dos quase 60 anos de carreira. Seu primeiro grande sucesso foi ao lado do ator James Dean, no filme "Juventude Transviada", de 1955, realizado por Nicholas Ray.

> Cena do filme "Easy Rider - Sem destino" (1969), de Dennis Hopper, filme símbolo da contracultura

No ano seguinte, apareceu em mais um grande sucesso, "Assim caminha a humanidade", dirigido por George Stevens e ao lado de estrelas como Rock Hudson e Elizabeth Taylor.

Os anos 60 foram consagradores para o ator, sobretudo após estrelar e dirigir "Easy Rider - Sem destino", um clássico da contracultura americana e considerada sua obra-prima. Como ator ainda, participou de grandes clássicos do gênero western, como "Rebeldia indomável" (1967) e "Bravura indômita" (1969).

Em 1979, interpretou o papel de um fotojornalista no que é considerado um dos maiores filmes de guerra da história do cinema, "Apocalypse Now", de Francis Ford Coppola. Com o mesmo diretor, fez em 1983, "O selvagem da motocicleta", um filme sombrio filmado em preto-e-branco.

Em 2009, Hopper trabalhou na série de televisão "Crash", baseada no filme homônimo, ganhador de três Oscar.

Como diretor, além de "Easy Rider", Hopper realizou o policial "As cores da violência" (1988), o suspense "Catchfire - Atraída pelo perigo" (1990), o noir "Hot Spot - Um Local Muito Quente" (1990), entre outros.

Em toda a carreira, ele foi indicado ao Oscar duas vezes. Uma pelo roteiro de "Sem destino", outra pelo papel de um técnico de basquete em "Momentos decisivos" (1986).







UMA PONTE ENTRE OS REBELDES DOS
ANOS 50 E OS CONTESTADORES DOS '60


Celso Lungaretti (*)

Acima, o Billy de "Sem Destino"; à esq., o jovem Clanton de "Sem Lei e Sem Alma": à dir., o Tom Ripley de "O Amigo Americano".

Dennis Hopper poderia ter sido um artista maior, se levasse mais a sério sua carreira e o próprio cinema.

Mas, preferiu aceitar praticamente todos os projetos que lhe ofereceram, os poucos ótimos, a infinidade de medianos e até alguns péssimos.

Isto confundirá ainda mais os críticos, já habitualmente confusos. Não esperem deles necrológios perspicazes...

Depois de trabalhar num e noutro seriado de TV, Hopper estreou no cinema como coadjuvante no clássico Juventude Transviada (dirigido por Nicholas Ray, 1955), filme cujo título original acabou sendo mundialm ente adotado para designar aqueles jovens que não suportavam o american way of life mas ainda eram incapazes de oferecer-lhe alternativa: os rebeldes sem causa, com suas jaquetas de couro, correntes e motocicletas.

Novamente trabalhou ao lado de James Dean em Assim Caminha a Humanidade (d. George Stevens), filmado em 1955 e lançado em 1956.

James Dean e Marlon Brando (O Selvagem) foram os símbolos máximos dessa primeira geração de revoltados do pós-guerra.

O fato é que, depois das privações, do sofrimento e do morticínio, não sobreveio a paz sonhada. Pelo contrário, come çou a guerra fria, a bomba atômica passou a inspirar pesadelos e paranóias, os Estados Unidos mostraram sua pior face na caça às bruxas desencadeada por McCarthy e Nixon.

O imenso desencanto foi o pano-de-fundo sobre o qual se projetaram o nascente rock'n roll e as escuderias de motoqueiros.

James Dean, entretanto, saiu da vida cedo demais, vitimado por um acidente automobilístico aos 24 anos. E, mais do que entrar na História, virou lenda: aquele que não se deixou domesticar, morrendo rebelde.

"Prefiro morrer antes de envelhecer", proclamou Pete Townshend. Mas quem fez isto foi James Dean, em setembro de 1955.

Como se tivesse herdado o pathos de James Dean, Dennis Hopper lançou uma ponte entre os revoltados de duas décadas, ao realizar o filme-manifesto Sem Destino (1969).

Além de dirigir, ele foi co-autor do roteiro, ao lado de Peter Fonda. E os dois ficaram também com os papéis principais, como hippies que querem seguir os passos de Wyatt Earp e Billy the Kid, saindo com suas imponentes Harley-Davidson (as motos como referência que remete à geração anterior...) para descobrir os verdadeiros EUA.

Só q ue, ao enfurnarem-se pelos estados mais atrasados, acabam se chocando com a boçalidade, o preconceito e a truculência: são gratuitamente assassinados pelos jecas.

Juntamente com o registro cinematográfico do festival de Woodstock, foi Sem Destino que apresentou ao mundo a cultura paz & amor dos hippies, bem como as novas formas de contestação que surgiam com força total e acabaram por tirar os EUA do Vietnã.

Catapultado instantaneamente para a fama, Hopper ficou tão identificado com o personagem Billy que praticamente o repetiu como o assaltante que tenta regenerar-se em Kid Blue Não Nasceu para a Forca (d. James Frawley, 1973) e como o fotógrafo pirado de Apocalypse Now (d. Francis Ford C oppola, 1979).

Para não falar do pai da lenda viva em O Selvagem da Motocicleta (d. Francis Ford Coppola, 1983), um Billy que envelheceu e foi buscar consolo na garrafa, mas manteve uma percepção aguda das coisas.

E do fruto tardio da safra de filmes contestadores que Hopper dirigiu, além de colaborar no roteiro: Out of the Blue (1980).

Mais emblemática, entretanto, foi sua participação em O Amigo Americano (1977), a obra-prima de Wim Wenders. O Tom Ripley que Hopper compôs é exatamente o pós-hippie, o cowboy angustiado da cidade desumanizada, à procura de motivos para cont inuar vivendo, nem que seja uma complicada forma de vingar uma pequena ofensa.

É este o seu papel magnífico, inesquecível, e não o de Frank Booth em Veludo Azul (1986), contaminado pela artificialidade intrínseca de David Lynch.

O pior é que, daí em diante, os estúdios arquivaram a imagem de hippie, substituindo-a pela de vilão: ele passou a ser cada vez mais requisitado, para fazer cara de mau em filmes piores ainda do que Blue Velvet...

Foi quando ele parece ter-se curvado à evidência dos fatos, passando a fornecer a intepretação convencional que mantinha a engrenagem funcionando e o dinheiro entrando.

Deve ter chegado à mesma conclusão como diretor, depois de realizar a obra-prima não reconhecida As Cores da Violência (1988), que detectou no nascedouro, com olhar crítico, a subcultura das drogas pesadas, do rap e dos grafites.

Entre filmes de cinema e tralha para TV, há mais de 200 títulos listados em seus 56 anos de trajetória (incluindo aqueles em que ele só contribuiu com a voz).

E pena que a morte física tenha chegado duas décadas depois da morte artística. [Se for a última imagem que ficar, coitado!]

É que, no meio de tanto calhau, as pessoas tenham dificuldade para encontrar as pedras preciosas. Que, indiscutivelmente, existem.

Daí este meu pequeno esforço para destacar aquilo pelo que Dennis Hopper deve ser respeitado e lembrado.









'Capitão América' começa a ser filmado em junho

Ator Chris Evans, que faz o Quarteto Fantástico, irá encarnar o herói


Segundo o site da revista Production Weekly, a produção de Capitão América já tem data para começar: 28 de junho. O filme, que está programado para estrear nos cinemas no dia 22 de julho de 2011, será dirigido por Joe Johnston e estrelado por Chris Evans.
A história vai contar a origem de como Steve Rogers se torna o personagem-título depois de uma experiência militar pelo "soldado perfeito".
O longa traz ainda no elenco Hugo Weaving, Hayley Atwell e Sebastian Stan. O personagem interpretado por Evans também está escalado para a produção de Vingadores, que reunirá os principais heróis da Marvel, incluindo Homem de Ferro, Hulk e Thor.

HUMOR

INFANTIL

INTERNET - INFORMÁTICA

LIVROS - FICÇÃO

Inspiração na obra de Renato Russo

Livro apresenta contos inspirados em letras do líder da Legião Urbana

Lançado no sábado, 27 de março de 2010, data em que Renato Russo (1960 - 1996) faria 50 anos, o curioso livro “Como Se Não Houvesse Amanhã” (Editora Record, 160 páginas, R$ 32,90) apresenta 20 contos inéditos inspirados em letras escritas por Russo para músicas da Legião Urbana e do Aborto Elétrico (deste, há Que País É Este? e Faroeste Caboclo).
Com edição organizada por Henrique Rodrigues, os 20 contos são dispostos no livro na ordem cronológica dos álbuns que apresentaram as 20 músicas. Com exceção do conto inspirado em Há Tempos, em que o autor Carlos Henrique Schroeder cita nominalmente a música lançada em 1989 no disco As Quatro Estações, os escritores criaram histórias sem links explícitos com as letras. Em sua grande maioria, os contos estão impregnados da melancolia que permeava as letras de Russo e - não raro - versam sobre amor e perda. Rosana Caiado Ferreira flagra Eduardo e Mônica em processo doído de separação. Ramón Mello junta os cacos emocionais de uma relação em Sereníssima, único conto de viés mais explicitamente gay.
Destaque, Pais e Filhos é conto em que o autor João Anzanello Carrascoza remói sentimentos amargos das relações familiares sob a ótica de um filho que não deu a devida atenção ao pai.






O judeu que condenou Jesus


Romance histórico da espanhola Beatriz Becerra remonta a vida e os mistérios de Caifás

Tendo Poncio Pilatos lavado as mãos para não se envolver diretamente no julgamento de Jesus Cristo, este acabou condenado à morte por José Caifás, supremo sacerdote do Templo de Jerusalém. Caifás era um dos judeus mais ricos daquela época e vivia suntuosamente. Em 1999, seus ossos foram encontrados numa urna de cobre, juntamente com os de uma mulher, um adolescente e dois meninos. De quem eram aqueles ossos? Que segredo Caifás levou para o túmulo?
Em torno desse mistério, a romancista espanhola Beatriz Becerra escreveu um dos mais fascinantes romances históricos dos últimos tempos, capaz de rivalizar com o próprio Dan Brown em seu “Código da Vinci”. Miriam, criada do palácio de Caifás, é quem nos vai fazer a revelação, numa história em que se entrecruzam os personagens mais proeminentes de seu tempo: Jesus, sua mãe Maria, os apóstolos, Pilatos, Maria Madalena.
O romance histórico “O Segredo de Caifás” (Geração Editorial, 304 páginas, R$ 34,90) da espanhola Beatriz Becerra, começou a nascer em 1990, com uma fascinante descoberta arqueológica no Monte Talpiyot, que fica a mais de três quilômetros de Jerusalém em 1990.
A autora, ainda uma jovem judia e filóloga bíblica trilíngue, foi chamada para participar da expedição, onde foram achadas de cinco a seis ossadas de pessoas diferentes numa tumba mortuária com a inscrição “Yehosef bar Qafa”, ou seja, “José, filho de Caifás”.
Depois de cinco anos de estudos e pesquisas, Beatriz Becerra decidiu criar um romance a partir do que se pôde apurar, mas também do que se pôde imaginar. Foi assim que ela deu vida, de forma emocionante, à criada Miriam – uma criada especial do palácio do Sumo Sacerdote e contemporânea de Jesus e seus apóstolos que guarda um segredo sobre a vida do poderoso Caifás.
“O Segredo de Caifás” é um best-seller na Espanha, com mais de 100 mil livros vendidos. Um dos motivos para o sucesso é a forma precisa e contagiante das recriações de fatos históricos; como a vida dos judeus e romanos em Israel, o magnífico Templo de Jerusalém, os conflitos entre os povos, a disputa pelo poder, o surgimento de Jesus e as suas pregações, a crucificação, as traições e os encontros eróticos dos principais personagens.