LIVROS - NÃO-FICÇÃO

Perversidade, escândalo e mentiras

“Operação Hurricane” lançamento da Geração Editorial, mostra os bastidores de mais uma operação da Polícia Federal


Quatro anos depois de ter sido preso e desmoralizado injustamente, com transmissão direta pela Rede Globo, apesar do “segredo de justiça” da operação, o desembargador José Eduardo Carreira Alvim publica, pela Geração Editorial, o livro Operação Hurricane – um juiz no olho do furacão, em que desmonta o que chama de farsa montada pela Polícia Federal – farsa aceita pela Justiça e pela mídia, que o impediu de ser eleito presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região e o levou à prisão e à aposentadoria antecipada.
Em relato claro, didático, detalhado e impressionante pelas revelações que desnudam os bastidores da Justiça brasileira, Carreira Alvim conta seu calvário, busca as razões de ter sido preso por crimes que não praticou, indaga por que seus direitos de magistrado não foram respeitados e denuncia ter sido vítima de uma conspiração odiosa, tramada por altas autoridades da justiça e da polícia. Estranhamente, seu processo está parado desde 2007 no Supremo Tribunal Federal – STF.

Ele foi preso sob a acusação – inverídica, segundo ele – de ter recebido pagamento para autorizar o funcionamento de casas de bingo no Rio de Janeiro e integrar uma quadrilha que beneficiava os donos das casas de jogo. Teve sua vida devassada pela Polícia Federal e pelo fisco, mas nada contra ele foi encontrado. Apesar disso, foi afastado do Tribunal Regional Federal e aposentado.






















Biografia de Elton John retrata
altos e
baixos do músico

Elton John tornou-se um ícone da música e é sempre lembrado pelo seu estilo espalhafatoso. Recentemente voltou a ser tema na mídia após adotar uma criança junto com seu companheiro de anos.

A vida e a carreira, sempre polêmicas e repletas
de histórias de reinvenção, estão agora registrada em "Elton John - A Biografia". O livro acompanha suas seis décadas, nas quais marcou a indústria fonográfica como compositor e intérprete.

Fora seu trabalho, ocupou as páginas de jornais com abuso de drogas, alcoolismo, combate contra a Aids, homossexualidade e uma vida autodestrutiva. Grande parte de seus problemas decorriam de sua baixa autoestima e dificuldade de entender sua sexualidade.

Este ritmo levou a dez anos de decadência do qual só se recuperou quando a morte de Ryan White, aos 18 anos por conta da AIDS, o levou a reconsiderar seu estilo de vida.

A partir disso, viveu na década de 1990 um renascimento. Seu primeiro grande trabalho foi a premiada trilha sonora de "O Rei Leão". Sua amizade com a princesa Diana também ficou famosa, especialmente após a música composta em sua homenagem após a morte trágica.




















Schopenhauer

Os Anos mais Selvagens da Fil
osofia

O homem impetuoso que era contra tudo e todos e antecipou-se à psicanálise de Freud
A Geração publica “Schopenhauer e os Anos mais Selvagens da Filosofia”, do mesmo autor das consagradas biografias de Nietzsche
Depois das biografias de Heidegger e Nietzsche, a Geração Editorial traz ao Brasil outro grande livro de Rüdiger Safranski, especialista em filosofia alemã, história e história da arte, “Schopenhauer e os Anos Mais Selvagens da Filosofia”, em tradução de William Lagos. Contemporâneo de Kant, Schelling, Hegel e Marx, Arthur Schopenhauer (1788-1860), altivo, impetuoso e arrogante, era contra tudo e contra todos. Insistiu e acabou provocando um terremoto na filosofia da consciência e antecipando-se em quase meio século à psicanálise de Freud.
“A humanidade aprendeu algumas coisas comigo que jamais esquecerá”, escreveu Schopenhauer. O biógrafo concorda com o filósofo, mas observa que o mundo se esqueceu de que foi Schopenhauer quem o ensinou. “Ele é o filósofo da dor da secularização, do desamparo metafísico, da perda de toda a confiança primordial”, afirma. E arremata: “É em Schopenhauer que surge, pela primeira vez, uma filosofia explícita do corpo e do inconsciente. Sem dúvida, o Ser determina a Consciência. Mas o Ser não é, como o quis Marx algum tempo depois dele, o ‘corpo da sociedade’, mas sim nosso corpo verdadeiro, o qual nos torna todos iguais e, apesar disso, também nos inimiza com tudo quanto vive”. Thomas Mann considerava Schopenhauer “o mais racional dos filósofos do Irracional”.

Filho de um casamento sem amor, Schopenhauer sempre se sentiu meio abandonado. Seu pai queria que ele nascesse na Inglaterra, mas por ciúme da mulher, que havia feito amigos em Londres, o filósofo do pessimismo nasceu em Dantzig, hoje Gdansk, na Polônia. Vinte anos mais velho do que Johanna, o ciumento Heinrich Floris Schopenhauer submeteu a mulher, poucos meses antes do parto, à perigosa viagem de volta à Alemanha, em pleno inverno. Antes mesmo de nascer, Arthur foi incomodado.
Adolescente, nutria divergências com o pai e a mãe. Ganhou uma longa viagem pela Europa com os pais, sob o compromisso de seguir a carreira paterna de comerciante. Seu pai lia Rousseau e Voltaire e assinava o Times de Londres. A mãe tornou-se autora de romances adocicados. O jovem Schopenhauer tinha momentos de êxtase no alto das montanhas, ao amanhecer, e também com a música, literatura e filosofia. Sua mãe reconhecia o talento do filho, mas não poupava adjetivos negativos em cartas a ele, como arrogante, aborrecido e insuportável. Um editor o chamou de “cão raivoso”. O autor transcreve contundentes cartas de Johanna ao filho que preferia distante.
Ela queixava-se das “briga terríveis” que tinham “por bobagens” quando ele a visitava. E respirava aliviada quando ele partia. Johanna já estava cansada do mau humor do rapaz e lamentava as “estranhas opiniões” que o filho emitia “como se fossem as profecias de um oráculo a quem ninguém pode objetar nada”. Pedia a Arthur que deixasse em casa o “ânimo discutidor”. Em uma carta, Johanna diz ao filho indomável: “Todas as tuas boas qualidades são empanadas porque te julgas ‘esperto demais’ e essa arrogância não te serve para nada neste mundo, simplesmente porque não podes controlar tua mania de querer saber tudo mais que os outros, de encontrar defeitos em toda parte, menos em ti mesmo, de querer controlar tudo e de te achares capaz de melhorar as pessoas com que te relacionas.” No entanto, foi ela quem o levou a optar pela vida intelectual.

Quando ficou viúva, a mãe de Schopenhauer disse no comunicado da morte que dispensava visitas de condolências, o que apenas aumentaria seu sofrimento. Nunca ficou de todo esclarecido se a morte do marido foi por acidente ou suicídio. Durante dois anos, o jovem Arthur frequentou saraus na casa da mãe estrelados por Goethe (a pessoa mais simpática que Johanna conheceu), que nesse período nunca dirigiu a palavra ao rapaz. Anos depois, Goethe impressionou-se com sua tese de doutorado e ficaram amigos. Herdeiro, Schopenhauer pôde viver para a filosofia, não dela. Já idoso, o autor de O Mundo como Vontade e Representação foi descoberto como grande filósofo pela imprensa inglesa. O Nilo chegou ao Cairo, disse. Era a “Comédia da Fama”. Leia a entrevista com o autor:

O senhor publicou um livro sobre Schopenhauer. Por que as pessoas ainda deveriam ler sobre o filósofo hoje em dia?
Porque Schopenhauer foi um modelo de como pensar sobre a vida e um homem que ponderava bastante. Schopenhauer constrói uma imagem de homem na qual a força motriz da força de vontade tem papel principal, e a razão papel secundário. Esta escola fundamental do pensamento nunca se tornou obsoleta. Não é tema para requisitos específicos da atualidade que mudam de acordo com o período ou tendências.

Não superestime a razão. Na sua biografia de Schopenhauer, o senhor escreve que uma pessoa deveria recorrer à filosofia de Schopenhauer para ficar completamente atualizado. Ele reflete sobre a modernidade?

Sim, porque ainda temos uma tendência de superestimar a razão como a força que controla a vida e a história, apesar do fato de os crimes do século XX, alguns dos quais cometidos em nome da razão ou supostamente pelo bem da ciência, terem esclarecido diversas coisas para nós que não surpreenderiam a Schopenhauer. Schopenhauer cresceu numa época que eu descrevi como os “anos selvagens da filosofia”: um inebriante caleidoscópio de filosofia envolvendo a descoberta do ego e de um Logos que penetra pela natureza. Schopenhauer vai contra esse idealismo ambicioso de Fichte, Hegel e os Românticos – nos lembrando até hoje que não devemos superestimar a razão. Para ele, a redenção só pode ser atingida distanciado esteticamente uma pessoa do tumulto: um misticismo de negação que vem desde os ensinamentos budistas. Nesse sentido de infinidade, Schopenhauer ainda é atual.

A alma do cidadão é inviolável. De acordo com Schopenhauer, o estado deveria colocar “mordaça” nos “animais ferozes” para torná-los “inofensivos como um ruminante”. Dada a crise financeira e a catástrofe climática que estamos enfrentando atualmente, os políticos de hoje deveriam ler Schopenhauer?
Definitivamente sim! A filosofia de Schopenhauer sobre o estado opera na base da visão cética da humanidade e o fato de que nós humanos temos necessidade de disciplina social. Ao mesmo tempo, contudo, seus livros tornam as pessoas imunes à romantização do estado como um nível superior de ser ou moralidade à la Hegel. Schopenhauer quer um estado sóbrio e prosaico que não queira se apropriar das almas de seus cidadãos.

Muito completo. E qual vantagem Ensaios e aforismos (1851) tem sobre o excesso de guias para atingir a felicidade, alguns dos quais são obras da filosofia popular?
Mais uma vez, é porque eles oferecem uma claridade realista que se estende para a beleza. Como regra, os guias de estilo de vida de hoje são exagerados, e tem algo de errado a respeito deles. Schopenhauer, contudo, pensa apenas no que é possível. Isso não constitui uma promessa absoluta de felicidade, mas modestamente ajuda a passar pela vida de modo sensato. Isso faz com que sua obra seja bastante atraente.

Qual o papel de Schopenhauer na filosofia de hoje?

Schopenhauer ainda tem grande influência no cenário literário e artístico. A situação é bastante diferente entre filósofos profissionais. Isso tem a ver com o fato de que o pensamento de Schopenhauer é como uma bola no século XIX. Com Kant, uma pessoa pode continuar um trabalho de forma não definida – há muito que não está claro. A visão de Schopenhauer dos seres humanos e do mundo é claro e pensada calmamente até sua conclusão. Sua filosofia é completa, de forma agradável e atrativa.

Filosofia não é tudo. Particularmente o que fascina o senhor a respeito de Schopenhauer?
Para mim, uma razão pela qual sua filosofia é tão sedutora é que, em termos literais, é muito bem apresentada. Ler Schopenhauer é um grande prazer e uma experiência enormemente enriquecedora. No meu ponto de vista, o início do segundo volume de O mundo como vontade e representação é linguisticamente um dos melhores trabalhos já produzidos pela filosofia ocidental.Além disso, Schopenhauer não deixa nenhuma dúvida de que, para ele, filosofia não é tudo na vida. A parte que pensa sempre será um pouco diferente da parte que vive. Isso é algo que acho particularmente notável, dada a visão depressiva de Schopenhauer da realidade.








Os perigos da obesidade

Humor, informação, erudição e lucidez, num livro estranho e sedutor.


“Obesus Insanus”, de Rogério Romano Bonato, é, mais que estranho, surpreendente. De forma inédita e criativa, traz a abordagem da obesidade epidêmica no planeta de um modo que destoa dos habituais no mercado editorial – não se trata de um livro de auto-ajuda, embora relate os esforços de um obeso por perder peso e mudar seus hábitos nocivos; não é tampouco mais um guia de como perder peso, dos que lotam as prateleiras de livrarias e oferecem uma eficácia tão promissora quanto duvidosa. Sua leitura, contudo, pode oferecer ajuda a muita gente atormentada pela questão do peso acima do desejável e pode orientar para uma virada nos hábitos no sentido de estabelecer uma vida mais saudável e menos perigosamente exposta aos inúmeros apelos e riscos com os quais a vida contemporânea tenta os gulosos.
Em 159 páginas, ilustradas por desenhos de Leonardo da Vinci (o que vem a propósito, já que Bonato faz uma especulação, baseada na história da alimentação, do que teriam sido os pratos oferecidos na “Santa Ceia” pintada pelo mestre), com prefácio e comentário de dois amigos de Donato (o médico Lyrio César Bertoli e o biólogo Sérgio Greif) e uma nota biográfica que mostra os múltiplos caminhos profissionais e estéticos da vida de Bonato, o livro é uma ótima mistura de erudição e humor.
A erudição de Bonato, no entanto, não intimida – é o cabedal de informações de um homem culto que sabe transmitir suas ideias sem adotar fórmulas pedantes e presunçosas e que sabe adequar sua cultura à mensagem que deseja veicular sem jamais rebaixar a inteligência dos leitores, colocando-se num plano de igualdade. O humor o auxilia a transmitir uma mensagem que é fundamentalmente séria e vai da boa quantidade de exemplos extraídos do cinema, da televisão, da literatura, citando atores, escritores, até relatos de uma vida pessoal de obeso em que uma das primeiras grandes descobertas feitas foi a utilidade dos suspensórios para manter as calças no lugar, por exemplo.
O livro evita dramatizar a condição do obeso de forma alarmante; antes, dá-lhe um tratamento humano, compreensivo e compassivo, e já no início seduz ao apresentar Belzebu como o demônio da Gula, numa crônica em que o autor se imagina no Inferno visitando o demônio, encarnado por ninguém menos que o cineasta e ator Orson Welles. Ao som do “Cheek to cheek”, de Fred Astaire, num cenário com pinturas de Matisse e requintes gastronômicos à mesa, o autor trava uma divertida conversa com Belzebu, e assim o leitor fica informado de uma série de curiosidades sobre a história desse pecado capital, a Gula, que é o grande inferno de todos os obesos.
Tendo adotado este tom sedutor, Bonato não o deixará mais em sua exposição. Saberá, a partir daí, colhendo exemplos da mídia, da história, da literatura, citando o mito do “gordinho simpático”, contando sua história pessoal, estabelecer um diálogo proveitoso com o leitor, fazendo com que este – especialmente se padecer do mal da obesidade – compreenda os mecanismos de ansiedade e hábitos culturalmente arraigados que levam ao círculo vicioso da compensação via “boca grande”. Nessa exposição, não faltarão os dados sobre a epidemia de obesidade que o planeta vem conhecendo a partir da vida desregrada e o hábito do “fast food”, os desequilíbrios ecológicos, as informações de cientistas, médicos, biólogos e estudiosos de comportamento, incluindo uma curiosa especulação em tom de ficção-científica sobre a eterna questão das utopias estabelecidas pelos anseios humanos, que tendem a desequilibrar ainda mais a ordem natural.
Bonato foi obeso por muito tempo, mas os inúmeros alarmes dados por seu organismo, pela irracionalidade de seu estilo de vida hiperativo, pela sua ansiedade, seus exageros no trabalho e na correria do dia-a-dia, acabaram por despertá-lo da letargia autocomplacente do gordo, traduzidos num problema bem concreto na vesícula, que o levou a uma cirurgia e a uma implantação de decidida mudança de hábitos em sua vida. Mas, não permaneceu obeso, o que é a marca de sua trajetória.
Seu livro, aliás, acaba constituindo um exemplo e uma “lição de vida” sem azedume ou pretensões teóricas exageradas. A medida do volume é sua mistura sóbria de humor, elegância expositiva, cultura geral e bom senso. O título deriva das preocupações finais de Bonato, que soube universalizar o seu caso pessoal de obesidade, apontando o mal como uma doença social grave em que se implicam muitos dos problemas contemporâneos e indicam o descaso geral do Homem com a vida no planeta, que está levando todos a riscos nada pequenos de uma catástrofe em escala nunca vista. A continuar a loucura generalizada, o “homo sapiens” poderá dar lugar ao “obesus insanus”. Humor sim, leveza sim, mas o livro nunca perde de vista a lucidez e o alarme.

LITERATURA

Inscrições abertas para o Prêmio SESC de Literatura

As inscrições para o Prêmio SESC de Literatura, promovido pelo Serviço Social do Comércio, estão abertas de 1º de julho a 31 de agosto. O objetivo é premiar textos inéditos nas categorias conto e romance, destinados ao público adulto. Os textos devem ser escritos em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil. As inscrições são gratuitas. Revelar novos talentos e promover a literatura nacional são propósitos do Prêmio SESC de Literatura. Lançado pelo SESC em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Além da divulgação das obras, o Prêmio SESC também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados pela editora Record e distribuídos para toda a rede de bibliotecas e salas de leitura do SESC e SENAC em todo o país. Mais do que oferecer uma oportunidade a novos escritores, o Prêmio SESC de Literatura cumpre um importante papel na área de cultura, proporcionando uma renovação no panorama editorial brasileiro.








I Simpósio de Gênero e Literatura acontece na UFC em agosto


O Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará, através do Instituto Afrobrasiluso de Pesquisa e Estudos Literários (IAPEL), inscreve, até 3 de agosto de 2011, para o I Simpósio de Gênero e Literatura da UFC (I SIMGELI), que acontecerá nos dias 8 e 9 de agosto. Os interessados em apresentar comunicação oral devem se inscrever até 15 de julho. A programação inclui comunicações orais, mesas-redondas, apresentações culturais e conferências com renomadas pesquisadoras na área de gênero, como a Profª Tania Navarro Swain (UnB) e a Profª Zahidé Lupinacci Muzart (UFSC).

As atividades acontecerão na Área I do Centro de Humanidades (Av. da Universidade, 2863 – Benfica). Podem participar alunos, professores e pesquisadores de qualquer área e demais interessados. Inscrições na secretaria do Departamento de Literatura ou por meio do blog do evento (http://generoeliteraturaufc.blogspot.com), onde o interessado também poderá acessar a programação completa. Mais informações através do telefone (85) 3366.7617.

MODA





DIVIRTA-CE no Jeri Eco Cultural 2011




















































Ecologia e moda em Jericoacoara

Estilista Chiara Gadaleta traz a moda sustentável para o 4º Jeri Eco Cultural

Evento pretende destacar o trabalho das crocheteiras de Jericoacoara


Voltado para a promoção de ações que unem a cultura e a sustentabilidade, o 4º Jeri Eco Cultural, que acontece neste fim de semana na paradisíaca praia Jericoacoara, em Jijoca, no interior cearense, já está realizando oficinas com a Associação das Crocheteiras Mundo Jeri, ministradas pela consultora de moda e estilista Chiara Gadaleta e pelas mestras da Associação 7 Marias, de Fortaleza. “Nós queremos realizar uma verdadeira troca de saberes, capacitando essas artesãs e incentivando a sua concepção artística, ajudando a melhorar sua renda, além de ensiná-las a reaproveitar os resíduos recicláveis da região”, explica Cláudio Silveira, idealizador e coordenador do projeto de capacitação em moda sustentável.

A estilista Chiara Gadaleta irá ministrar uma oficina de biojoias, técnica que utiliza resíduos, como madeira e palha, aliados ao crochê na produção de joias artesanais e com técnicas sustentáveis. Além de Chiara, duas mestras da associação de crocheteiras 7 Marias irão desenvolver um trabalho especialmente voltado para as artesãs de Jeri, com a elaboração de sete tramas em crochê que serão transformadas em quadros e acessórios e estarão em exposição durante os dias do evento. Outro módulo das oficinas irá abordar as mais modernas técnicas de modelagem, onde as artesãs aprenderão a fazer moldes para saias, calças, shorts, blusas, vestidos etc, garantindo que as peças tenham tamanho e caimento perfeitos, valorizando a concepção artística de cada artesã.

O resultado das oficinas será apresentado ao público durante o desfile de abertura do evento, no dia 10/06, e em exposições montadas no lounge principal do evento, seguido por desfile de peças de lojas de empreendedores locais, que já tradição no Jeri Brasil Fashion. Os desfiles vão acontecer ao som da banda Tow In. Durantes os dois dias do Jeri Eco Cultural, o público também poderá conferir as peças, os quadros e as biojoias criadas pelas convidadas e desenvolvidas pelas crocheteiras da Associação Mundo Jeri numa exposição exclusiva, aberta ao público. O evento acontece nos dias 10 e 11 de junho (sábado e domingo) e conta com shows da cantora CéU, Mundo Livre S/A e banda Eddie.

Desde sua formação em moda, no Studio Berçot, em Paris, Chiara Gadaleta começou a experimentar e transformar objetos que não tinham mais utilidade. “Nasci em Nápoles, na Itália, onde se aproveitava de tudo. Esse conceito sempre esteve em minha expressão artística”, explica a estilista. Segundo Chiara, o crochê será a base de tudo durante a oficina. As crocheteiras irão unir materiais como garrafas PET e descarte de tecidos à técnica do crochê.
Esta será a primeira vez que a estilista vai a Jericoacoara. “Estou muito animada. Conheci algumas crocheteiras no Dragão Fashion e fiquei muito impressionada com a qualidade dos seus trabalhos”, diz Chiara. Para ela, as artesãs serão altamente beneficiadas com as técnicas da reciclagem e vão adquirir experiência na questão do design de moda e integrá-la com suas habilidades manuais. “Espero que seja o começo de um trabalho que pode se transformar em geração de renda e em novos produtos para o mercado” concluiu.

O evento conta ainda com diversas atividades ecológicas, gastronômicas e de artesanato. Uma feirinha com produtos de artistas da região vai mostrar o que há de melhor na produção local. Durante os dias do evento, serão distribuídas eco bags para o público no local do evento, incentivando-o a manter a areia da praia limpa e o lixo separado, utilizando as lixeiras seletivas que serão colocadas na praia. “Através das apresentações musicais nacionais, do envolvimento de artesãos e músicos locais e das diversas ações ecológicas, estimulamos e conscientizamos a população e visitantes sobre a importância de preservar o meio ambiente”, explica Liége Xavier, diretora da Free Lancer Produções, que, junto com a 77Eventos, responde pela realização do evento.







O jeans certo para presentear os pais


Eis um presente difícil de errar: a unânime calça jeans. Claro que escolher a peça ideal, principalmente para o público masculino, não é tarefa fácil, mas o que podemos garantir é que a calça jeans é o tipo de presente coringa: útil, diferente e na maioria dos casos, econômico.

De acordo com pesquisas do segmento têxtil, o Brasil é o segundo maior fabricante de jeans e o segundo maior consumidor do mundo nesta fatia do mercado, perdendo apenas para os Estados Unidos, ou seja, opção é o que não falta e a cada estação a calça jeans se reinventa, porém nunca deixa de ser uma das peças mais utilizadas do guarda-roupa de adultos e crianças.

Para ajudar na hora de escolher o jeans para os pais, o consultor de moda da Convicto, Mário Costa, elaborou algumas dicas básicas para você acertar em cheio no modelo:

·Para os pais gordinhos prefira os cortes retos, já os magros têm mais liberdade, podem usar tanto modelos mais justos quanto os soltinhos. Calças larguinhas são ótimas para homens com pernas finas. Já se o seu pai faz o estilo musculoso evite as calças justas, pois desvalorizam o corpo. Prefira os modelos justos na coxa e com caimento nas pernas.

·Os baixinhos ficam bem com calça de cintura alta, já que esse modelo aumenta o tamanho das pernas criando uma ilusão de que o homem é mais alto. Para os altos, a cintura baixa e mais justa ao corpo deixa o homem mais elegante.

· Se o presenteado faz a linha mais formal então fuja dos modelos rasgados, desbotados e tons mais claros. O jeans escuro, reto, sem detalhes, ou com corte de alfaiataria são mais indicados nesse caso.

· O tecido também merece destaque na escolha. Os jeans mais pesados, encorpados e rígidos, aumentam o volume e por isso, ficam melhores para magros e altos. Já os molinhos, soltos, leves e flexíveis, diminuem o volume, portanto são bons para os gordinhos e mais baixos.

MÚSICA

CPM 22 TEM NOVO BAIXISTA

Heitor Gomes é o novo baixista da banda CPM 22. O músico substitui Fernando Sanches, que deixou a banda em comum acordo com os integrantes para se dedicar ao seu estúdio e vida pessoal. Heitor tocou por sete anos com o Charlie Brown Jr. e já havia se desligado do grupo. O CPM 22 está na estrada com a turnê do novo CD, “Depois de um longo inverno”. Heitor já participa do show da banda dia 6 de agosto no Kazebre, em São Paulo.
A atual formação da banda é:

Fernando Badaui ( vocalista )
Ricardo Japinha ( baterista )
Luciano Garcia ( guitarrista )
Heitor Gomes ( baixista )

Veja abaixo o comunicado da banda sobre o assunto e a carta do músico sobre sua saída:

“Aos amigos, fãs e parceiros do CPM22 - Temos uma notícia ruim e uma outra boa. Queremos dizer, logicamente não muito contentes, que o nosso querido baixista e amigo Fernando Sanches está deixando a banda. Após um período muito bacana de 6 anos tocando com a gente, o “Fê” nos comunicou que precisava e queria sair para poder se dedicar mais ao seu estúdio e à família. Queremos também deixar bem claro que não houve nenhum atrito entre a banda e o Fernando, tudo foi resolvido com muita paz e conversa (isto está bem claro em sua própria declaração). A notícia boa, por outro lado, é que este “problema” já foi resolvido, inclusive com a ajuda do Fê, pois conseguimos um substituto à altura e estamos nos preparando para o próximo show.

Nesta próxima 6ª feira, dia 29 de julho de 2011, iremos transmitir, via Twitcam (transmissão ao vivo na Internet), um primeiro contato do nosso novo baixista com o público em nosso ensaio, a partir das 19 horas. Sua estréia no palco será no nosso próximo show, por sinal em um grande show, dia 06 de agosto no Kazebre, em São Paulo. Desejamos ao nosso eterno amigo e baixista Fernando tudo de melhor em sua vida, sua carreira e na música. Agradecemos de coração todos os seus esforços e gestos em prol do CPM22, sem contar o seu enorme talento e musicalidade”.

CPM 22 - Badaui, Luciano e Japinha

“Bom dia amigos!!! Acho que não tive criatividade nem talento para escrever algo que não soasse melancólico (o que não é), rancoroso (muito menos) ou choradeira desnecessária (deixo isso pra outras bandas…). Então, melhor trabalhar com citações e positividade, pois sabemos que a intenção da mudança é sempre o bem comum.

Foram seis divertidos anos que passaram rápido demais… E como já disse o nosso poeta, filósofo e visionário Badauí: "O Mundo da Voltas…"!!! Ao CPM22, como sempre, desejo muitas felicidades, muitos anos de vida!!!

Abraços e Beijos a todos. ‘Thou shalt not allow anything to deter you in your quest for all’”.

Fernando Sanches







MIXAGEM DO NOVO CD DO CACHORRO GRANDE É ATRAÇÃO DA TV TRAMA

Tv Trama é um canal da web, criado pela Trama, que traz as novidades da cena musical em apresentações exibidas diretamente dos estúdios Trama das 16 às 18h, diariamente. Com conteúdo gratuito, o canal de música na internet possui dois formatos para exibição: Ao Vivo (onde o artista é entrevistado antes do show) ou Ensaio (o artista ensaia e responde as perguntas enviadas pelos internautas entre as músicas).

Com a alta tecnologia dos estúdios Trama, os visitantes da Tv Trama tem a oportunidade de assistir aos musicais e vivenciar a experiência online de fazer parte do espetáculo. Todo o áudio transmitido pelo canal passa pela mesa de som Neve (uma das melhores do mundo, com apenas 15 exemplares fabricados com exclusividade para BBC de Londres e Luke Skywalker Studios de George Lucas, entre outros). Ao final de cada transmissão, o artista ganha a sessão com todo material que gravou no estúdio.
Reconhecida como uma das empresas pioneiras em abrir espaço para artistas iniciantes, a Trama, com essa TV online investe em um acervo de música contemporânea que tem como principal objetivo a propagação da cultura brasileira. Está no ar também o projeto Studio nº 7, da Jack Daniel’s em parceria com a Trama Entretenimento. Convidados especiais vão se apresentar às quintas-feiras na TV Trama.

Para assistir a TV Trama acesse: http://tv.trama.uol.com.br/

Programação da semana:
02/07 terça – Mixagem cd Cachorro Grande (Ao Vivo)
03/07 quarta – Mixagem cd do Cachorro Grande (Ao Vivo)
04/07 quinta – Studio N 7(Ao Vivo)
05/07 sexta - Mixagem cd do Cachorro Grande (Ao Vivo)







A nova coletânea de Sade

The Ultimate Collection, álbum duplo, traz 29 faixas e três músicas inéditas

Dezessete anos após a edição da coletânea The Best of Sade (1994), a gravadora Sony Music põe nas lojas e internet a segunda compilação da banda liderada pela cantora Sade Adu. Conhecida pelo som único, Sade e sua banda lançam a coletânea The Ultimate Collection. O álbum duplo traz 29 faixas que reúnem todos os clássicos, como “Lover’s Rock” e “Soldier Of Love” e seus maiores sucessos, além de mais três músicas inéditas, dentre elas um remix de “The Moon And The Sky” com a participação de Jay-Z. The Ultimate Collection contém 15 faixas que não estavam na coletânea Best Of, de 1994.
Desde o lançamento de seu álbum de estreia, Diamond Life, em 1984, Sade viu todos os seus cinco álbuns gravados em estúdio no Top 10 da Billboard e vendeu mais de 50 milhões de cópias no mundo inteiro. A cantora foi indicada a diversos prêmios, entre eles o American Music Awards, MTV Video Music Awards e recebeu quatro Grammy Awards.

NOVELAS

OUT CE

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Museu do Ceará comemora 90 anos de Nice Firmeza

O Museu do Ceará, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, realiza no dia 13, às 18h, a abertura da exposição “Bandeiras da Nice”. O evento é uma homenagem aos 90 anos da artista plástica Nice Firmeza. A exposição contará com um acervo de 28 quadros inéditos emoldurados feitos há 17 anos atrás artista. Os são interferências realizadas a partir de um desenho do renomado artista plástico cearense Antônio Bandeira, que está num catalógo do Mini-Museu Firmeza, de propriedade Nice e Estrigas.
Nice Firmeza nasceu em Aracati, em 1921, onde iniciou na arte com uma freira do colégio onde estudava. Em 1951 a artista expõe pela primeira vez seu trabalho no Salão de Abril, participando, posteriormente, de mais treze edições. Entre 2003 e 2009 recebe várias homenagens, inclusive o título de cidadã de Fortaleza.