sexta-feira, 10 de abril de 2026

Exposição na Bece transforma 300 anos de Fortaleza em narrativa visual e literária

Galeria Folheada reúne livros, imagens e documentos para narrar a capital cearense

E se fosse possível percorrer Fortaleza como quem folheia um livro? Essa é a proposta da nova edição da Galeria Folheada, da Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece), equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). A iniciativa propõe ao público uma experiência que transforma a cidade em narrativa, com a exposição “A cidade que se lê: Fortaleza 300 anos”, em cartaz desde o dia 31 de março.
A mostra conduz visitantes por diferentes perspectivas da capital, reunindo cartografias afetivas de ruas e bairros, personagens que transitam entre a história e o imaginário popular, além de registros de monumentos e paisagens urbanas ao longo de três séculos.
Organizada em núcleos temáticos, a exposição articula passado e presente ao destacar o papel de livros, documentos e imagens como instrumentos de preservação e interpretação da experiência urbana. Os recortes apresentados evidenciam desde memórias individuais até narrativas institucionais, ampliando as formas de compreender a cidade.
A superintendente da Bece, Suzete Nunes, destaca a importância da ação: “Ao tornar visível parte significativa de seu acervo, a Bece reafirma seu papel como guardiã da memória e como espaço de produção de sentidos sobre o presente e o futuro da capital cearense”.
A construção da mostra mobiliza acervos de todos os setores da Bece, refletindo a diversidade e a riqueza documental da instituição. No entanto, a exposição se concentra nos espaços de Obras Raras, Coleção Ceará, Obras Gerais, Atualidades e Artes e Iconografia, onde esses conteúdos ganham forma e são apresentados ao público em diferentes recortes curatoriais.
Segundo a bibliotecária Isabela Rocha, a Galeria Folheada é resultado de um trabalho coletivo que envolve diferentes setores da Bece, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa. A profissional também destaca que o processo de construção da mostra mobilizou diferentes áreas da instituição.

Programação complementar
Além da exposição, a programação prevê a realização de rodas de conversa ao longo de 2026, abordando temas como gênero, etnia, raça e acessibilidade. O primeiro encontro ocorreu em 31 de março, com participação de Antônio Luiz Macêdo e Silva Filho, Maria Clélia Lustosa Costa e Raymundo Netto.
No dia 24 de abril, às 10h, será realizada a roda de conversa “Fortaleza 300 anos: memórias negras, resistências e (in)visibilidades”, com Hilário Ferreira, Gizelle Ferreira e Cicera Barbosa, e mediação de Arilson dos Santos (Unilab).
De acordo com a coordenadora de Acervo e Pesquisa da Bece, Ana Karine Garcia, as atividades buscam “fomentar debates críticos e inclusivos, contemplando diferentes perspectivas e experiências que atravessam a construção social e cultural da cidade”.
Com duração prevista de dez meses, a exposição integra as comemorações pelos 300 anos de Fortaleza e reforça o acesso ao livro, à leitura e à cultura como ferramentas para compreender a cidade e suas transformações.

Serviço:
Galeria Folheada “A cidade que se lê: Fortaleza 300 anos”
Período de exposição: Março de 2026 a Janeiro de 2027
Horário: 9h às 20h (terça a sexta) e de 9h às 17h (sábados e domingos)
Entrada: gratuita
Local: Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Av. Presidente Castelo Branco, 255 – Moura Brasil)

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