UFC integra rede de pesquisadores financiada pelo maior programa de pesquisa e inovação da União Europeia
Os
professores da Universidade Federal do Ceará Carla Rezende, do
Departamento de Biologia, e José Carlos de Araújo, do Departamento de
Engenharia Agrícola, são os únicos pesquisadores brasileiros que integrarão rede de pesquisa financiada pela União Europeia (UE).
O projeto Garantindo a Biodiversidade, a Integridade Funcional e os
Serviços Ecossistêmicos em Redes Fluviais Que Secam, de coautoria dos
docentes, foi escolhido para integrar as ações do Horizon 2020, maior programa de pesquisa e inovação da UE.
O
projeto foi aceito na chamada "Inter-relações entre as mudanças
climáticas, biodiversidade e serviços ecossistêmicos com foco na área –
construindo uma redução de carbono, e uma resiliência climática para o
futuro". Ao todo, estão envolvidos 25 especialistas de 11 países da Europa, América do Sul, China e Estados Unidos,
sob coordenação do pesquisador Thibault Datry, do Institut National de
Recherche en Sciences et Technologies pour l'environnement et
l'agriculture (IRSTEA), na França.
Todos os pesquisadores
envolvidos na rede irão aplicar protocolos padronizados para coletar as
mesmas informações em todos os países, com o intuito de criar um banco de dados que possa avaliar o aumento na seca dos rios em uma escala global.
Os resultados finais do projeto contribuirão para alcançar os objetivos
do Acordo de Paris, de acordo com as exigências do programa Horizon
2020.
O projeto deverá iniciar em fevereiro de 2020 e terá duração de três anos. No Brasil, a UFC será a única universidade a aplicar os testes.
Farão parte da pesquisa doutorandos dos Programas de Pós-Graduação em
Ecologia e Recursos Naturais, do Centro de Ciências; e em Engenharia
Agrícola, do Centro de Ciências Agrárias, nos quais os professores são
orientadores.
A intenção é que os pesquisadores da UFC
contribuam na construção de um modelo hidrológico que poderá prever a
perda da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos em uma perspectiva
de mudanças climáticas. Para tanto, de um total de 6,7 milhões de euros
em investimentos, 109,7 mil euros serão destinados à pesquisa desenvolvida na Universidade.
Segundo
a Profª Carla Rezende, "não há política de conservação eficaz da
biodiversidade ou estratégia de gestão dessas redes fluviais em um
cenário de mudanças climáticas". Por isso, "o projeto tem grande
relevância para o cenário atual, devido ao fato de que mais da metade
das redes fluviais do mundo consiste em rios que secam, que estão se
expandindo dramaticamente. No entanto, as redes fluviais que secam têm
recebido pouca atenção de cientistas, e com isso as pessoas desconhecem
sua importância", explica.
