sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Carnaval 2026: especialista alerta para o aumento de ISTs durante a folia

Diversão e prevenção podem caminhar juntas; confira orientações para curtir com segurança

O período do Carnaval reacende os alertas para o aumento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como sífilis, gonorreia, hepatites virais e HIV/Aids. A combinação entre o consumo excessivo de álcool e o aumento das relações sexuais sem proteção contribui para esse cenário. De acordo com dados do mais recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2024 foram notificados 39.216 casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) no Brasil. Ainda segundo o levantamento, a infecção apresenta maior incidência entre homens na faixa etária de 20 a 29 anos.
No entanto, é importante destacar que algumas infecções não ocorrem apenas por meio de relações sexuais. O contágio também pode acontecer pelo contato com objetos perfurocortantes ou pelo contato direto com lesões ativas, como a herpes labial, que pode ser contraída pelo beijo. Segundo Petrucya Frazão, docente do curso de Enfermagem do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Juazeiro do Norte, adotar algumas medidas simples é suficiente para garantir a diversão sem comprometer a saúde.
“As pessoas não devem deixar de se divertir ou de viver suas relações. O mais importante é adotar métodos de prevenção, pensar a longo prazo e cuidar da própria saúde com responsabilidade e respeito”, afirma.
Outro ponto de atenção é o fato de que muitas ISTs podem ser assintomáticas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, é fundamental observar sinais como corrimentos, fissuras labiais, bolhas ou mau odor, que costumam surgir em estágios mais avançados da infecção. A especialista também reforça a importância de manter o calendário vacinal atualizado, especialmente para a prevenção das hepatites virais. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda a chamada “prevenção combinada”, que inclui o uso simultâneo de diferentes métodos preventivos.
Durante o Carnaval, o Sistema Único de Saúde (SUS) costuma realizar mutirões em pontos estratégicos dos blocos de rua, com distribuição gratuita de preservativos, lubrificantes e a realização de testes rápidos. Em casos de exposição de risco, é essencial procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou centros especializados, como os Serviços de Atendimento Especializado (SAE) e os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Vale ressaltar que a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), composta por uma combinação de antirretrovirais, é distribuída gratuitamente pelo SUS como medida emergencial para a prevenção de ISTs e deve ser iniciada em até 72 horas após o contato de risco.

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