Cancelar a redução de salário que foi promovida pelo Governo do Estado para terceirizados, acompanhada de redução de jornada de trabalho, e modificar a lei estadual 19.212, para que os terceirizados passem a ter reajuste salarial real, acompanhando o salário mínimo, e não mais limitado ao IPCA, como acontece hoje.
Com esses objetivos, a diretoria do sindicato Seeaconce, que representa os trabalhadores terceirizados de limpeza pública e de asseio e conservação, entre diversas outras categorias, se reuniu na tarde desta quarta-feira, 29/4, no Palácio da Abolição, com Miguel Braz, secretário de Articulação Política do Governo do Estado, e com Gabriel Rochinha, chefe de gabinete do governador Elmano de Freitas.
Na véspera o sindicato buscara o apoio de parlamentares na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), com os mesmos objetivos. “Levamos na terça-feira essa reivindicação a cada deputado estadual, e nesta quarta fomos diretamente ao Governo do Estado, em benefício dos terceirizados. É uma luta justa, necessária e que não vamos abandonar”, destacou Josenias Gomes, presidente do sindicato.
"No Palácio da Abolição, discutimos e dialogamos com os representantes diretos do Elmano, pedindo alteração na lei 19.212, para que possibilite que os terceirizados tenham direito a reajuste salarial com ganho real, acompanhando o reajuste do salário mínimo, e não do IPCA, como foi neste ano", ressaltou Josenias, após a reunião.
Maury Maia, também integrante da diretoria do Seeaconce, estima que, como está agora, a lei que impede reajuste salarial real e limita o reajuste ao IPCA esteja prejudicando mais de 60 mil terceirizados, em todo o Ceará. "Vamos seguir tentando ao máximo, reivindicando essa mudança na lei estadual, até conseguirmos", enfatizou Maury, agradecendo pela presença do deputado estadual Alisson Aguiar, apoiando os terceirizados em ambas as reivindicações ao Governo do Estado.
"Ficou acertado que será levada ao governo essa possibilidade, para encontrar uma solução, com resposta no máximo dentro de 15 dias. E acabar com a redução de jornada de 44 horas para 40 semanais, com redução de salário, como foi feito pelo Governo do Estado.
"Precisamos reverter isso e garantir o salário integral dos trabalhadores, sem redução", complementou Josenias Gomes, que foi acompanhado, na reunião no Abolição, por vários outros diretores e diretoras do sindicato Seeaconce.